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A Câmara Municipal de Penamacor chamou a si a exposição fotográfica «Terra de Linces», uma organização da Associação Iberlinx (que o município de Penamacor integra), em parceria com a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, Águas do Algarve, Junta de Andalucia, Ayuntamento de Valencia del Mombuey e ICNB.

(Clique nas imagens para ampliar.)

A mostra, que irá estar patente no Museu Municipal entre 15 de Fevereiro até 20 de Abril, visa tornar presente a difícil situação do felino mais ameaçado do mundo, criar um sentimento de urgência nas populações relativamente à preservação da biodiversidade e, particularmente, estimular um clima favorável à reintrodução do lince ibérico na região.
Desde a sua inauguração em Lisboa, em Maio do ano passado, «Terra de Linces» já passou pelo Porto, Silves e Sevilha, de onde veio directamente para Penamacor.

A exposição
Os animais não posam nem marcam entrevistas. São muitas vezes apenas vislumbrados no meandro de um rio, numa clareira, na orla de um bosque, ou então observados de muito longe, sem que o pressintam.
A imagem traz-nos a natureza que amamos. Aqui, pela arte e engenho do fotógrafo, somos levados a conhecer, de modo íntimo, o lince-ibérico e o seu habitat.
A terra de linces é a nossa terra, o local que temos de partilhar. Esta exposição leva-nos a reflectir sobre o que está mal e sobre o que é necessário fazer para conseguirmos trazer o lince de volta à nossa região e assegurar-lhe um futuro entre nós. Futuro só possível pelo respeito que devemos à natureza e a esse admirável animal, que nos sentimos inclinados a amar, e que ainda é a espécie de felino mais ameaçada no mundo.

O fotógrafo
Andoni Canela é um fotógrafo profissional, de nacionalidade espanhola, especializado em fotografia de Natureza. Há mais de vinte anos que fotografa áreas naturais e temas relacionados com a biodiversidade no mundo.
Vencedor do Prémio Godo de Fotojornalismo, em 2009, por uma reportagem sobre o lobo-ibérico, o seu trabalho ilustra dezenas de reportagens da revista National Geographic, em diferentes edições publicadas em Espanha, Portugal, Itália e França. Possui igualmente trabalhos em publicações de prestígio como La Vanguardia, Geo, Altaïr, BBC Wildlife, Newsweek e The Sunday Times.
Por outro lado, a obra de Andoni Canela tem sido compilada em vários livros, traduzidos para diversos idiomas, e tem sido exibida em numerosas exposições. O seu último livro, «La Mirada Selvage», reúne fotos de mais de uma centena de animais selvagens fotografados em liberdade nos seus habitats ibéricos. Outros livros do autor a destacar são «El Oso Cantábrico», «Un viage soñado», «Éter, la esencia de los quatro elementos» e «Planeta Fútbol», publicado em Espanha, Portugal, França, Itália, Inglaterra e México.
Andoni desenvolveu parte da sua carreira profissional percorrendo os cinco continentes, por destinos como o Alasca, Austrália, Botswana, Madagáscar, Nova Zelândia, Sumatra, Polinésia, Amazónia ou Himalaias. Entre os últimos trabalhos realizados fora de Espanha destacam-se os que abordam as alterações climáticas no Ártico, que incluem reportagens sobre o retrocesso dos glaciares, o gelo marinho e os ursos polares.
aps (com Gabinete de Informação da C.M.Penamacor)

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A Transcudânia em associação com diversas entidades privadas, promove nos dias 17, 18 e 19 de Outubro, um passeio com workshop de fotografia acompanhado de um biólogo e um historiador à descoberta do concelho do Sabugal.

Passeio por Terras do LinceO Sabugal é uma das regiões mais desconhecidas do País, cheia de coisas novas a descobrir, as surpresas surgem a cada pedaço de caminho.
A organização propõe que venham descobrir e fotografar algumas das pérolas escondidas deste maravilhoso concelho do Sabugal, os recantos pitorescos, a arquitectura militar, religiosa e rural, as florestas da Reserva Natural da Serra da Malcata, as aldeias históricas, os locais de sonho onde a saborosa gastronomia regional será servida.
No final será seleccionada uma fotografia por participante para realizar uma exposição que estará na galeria do bar «O Bardo» no bairro do Castelo do Sabugal.
Programa do workshop
17 de Outubro
20.00 – Sabugal – Porta do Castelo – Bar «O Bardo» – Recepção dos participantes, breve introdução à visita, apresentação da equipa.
21.00 – Sabugal – Casa do Castelo – Jantar – entradas de produtos regionais, enchidos e queijos, «assado de porco à Monumenta», sobremesas típicas.
22.30 – Sabugal Castelo – Workshop de fotografia nocturna à envolvente do Castelo do Sabugal acompanhada por um historiador que fará o enquadramento histórico.
23.30 – Sabugal – Hotel – dormida.
18 de Outubro
8.30 – Sabugal – Pequeno-almoço.
9.00 – Sabugal – Partida em autocarro para a Reserva Natural da Serra de Malcata.
10.00 – Malcata – Whorkshop de fotografia de natureza com acompanhamento de um biólogo.
13.00 – Malcata – Almoço em plena mata da Serra da Malcata – Ementa surpresa de produtos da terra.
15.00 – Malcata – Partida em autocarro para Sortelha.
16.00 – Sortelha – Workshop de fotografia de arquitectura histórica e rural, a visita será acompanhada por um historiador que fará o enquadramento histórico.
19.00 – Sortelha – Jantar numa quinta rural com um ambiente único e uma paisagem de cortar a respiração – entradas de enchidos e queijos, borrego assado na brasa e sobremesa.
21.00 – Sortelha – Partida em autocarro para o Sabugal
22.30 – Sortelha – Analise critica do trabalho realizado – debate sobre os resultados obtidos. A exposição, o enquadramento a estética.
23.30 – Sabugal – Hotel – dormida.
19 de Outubro
8.30 – Sabugal – Pequeno-almoço.
9.00 – Sabugal / Sortelha – Partida em autocarro para Alfaiates.
9.30 – Alfaiates – Sacaparte – Alfaiates Sacaparte, continuação do workshop de fotografia de monumentos e património arquitectónico.
10.30 – Alfaiates – Sacaparte – Partida em autocarro para Vilar Maior.
11.00 – Vilar Maior – Enquadramento histórico seguido de período livre para explorar e por em pratica alguns dos conhecimentos partilhados.
13.00 – Vilar Maior – Almoço típico de produtos regionais.
16.00 – Vilar Maior – Partida em autocarro para o Sabugal.
17.00 – Sabugal – Analise dos trabalhos realizados e selecção de um trabalho por participante para exposição na galeria de «O Bardo».
19.00 – Sabugal – Despedidas.

Sobre os preços e condições de participação devem os interessados contactar a organização através do email: transcudania@gmail.com
jcl

«Só somos dignos do nosso presente e do nosso futuro se não esquecermos o nosso passado.» O Tratado de Alcanices foi assinado em 12 de Setembro de 1297 entre D. Diniz (Rei de Portugal) e D. Fernando IV (Rei de Leão e Castela) na povoação fronteiriça espanhola de Alcañices perto de Miranda do Douro.

O pacto definiu os limites definitivos do território português e estabeleceu, também, os casamentos de D. Fernando IV com D. Constança (filha de D. Dinis) e do futuro rei D. Afonso IV com D. Beatriz, irmã do rei castelhano. O texto tem a data «Era de miltrezentos trinta e cinco annos» e não o ano de 1297. A assinatura do Tratado decorreu quando vigorava a Era de César, baseada no calendário juliano que iniciara a contagem em 1 de Janeiro do ano 38 a.C. Este sistema de datação vigoraria em Portugal até 1422, ano em que por Carta Régia de 22 de Agosto, viria a ser substituído pela Era de Cristo, cuja contagem se iniciava no ano 1 do Nascimento de Jesus. Transcrevemos, de seguida, o texto original do Tratado de Alcanices.

Tratado de Alcanices«En o Nome de Deos, Amen.
Sabham quanto esta Carta virem, e leer ouvirem, que como fosse contenda sobre Vilhas, Castelos, e Termos e partimentos, e posturas, e preitos antre nós Dom Fernando pela graça de Deos Rey de Castella, de Leon, de Toledo, de Galiza, de Sevilha, de Cordova, de Murça, de Jaen, do Algarve, e Senhor de Molina de hua parte, e Dom Diniz pela graça de Deos Rey de Portugal, do Algarve da outra, e por razon destas contendas de suso ditas nacessem antre nós muitas guerras, e omizios e eixessos en tal maneira, que nas terras dambos foron, muitas roubadas, e quiemadas, e astragadas, en que se fez hi muito pezar a Deos por morte de muitos homeez; veendo, e guardando,que se adiante fossem estas guerras, e estas discordias, que estava a nossa terra dambos en ponto de se perder pelos nossos pecados, e de vir a maãos dos inimigos da nossa fé, A acyma por partir tão grão deservisso de Deos, e da Santa Heygreja de Roma nossa Madre, e Tão grandes danos, e perdas nossas, e da Christandade por ajuntar paz, e amor, e grão serviço de Deos, e da Heygreja de Roma,eu Rey Dom Fernando sobredito con consolo, e com outurgamento, e per outuridade da Rainha Dona Maria Minha Madre e do Infante Dom Anrique meu Tio, e meu Tutor, e Guarda de meus reinos, e de Dom Diego de Haro Senhor de Biscaia, e de Dom Joham Fernandes Adeantado aior de Galiza, e Dom Fernão Fernandez de Limha, e de Dom Pedro Ponço, e de Dom Garcia Fernandes de Villa Mayor, e de Dom Affonso Pires de Gosmão. e de Dom Fernão Pires Maestro de Alcantara, e de Dom Stevão Pires, e de Dom Telo Justiça Mayor de minha Caza, e de outors Ricos Homees, e Homees boos de meus reinos, e da germaydade de Castella, e de Leon, e dos concelhos desses reinos, e de minha Cortee eu Rey Dom Diniz de susso dito com conselho, e com outorgamente da Rainha dona Izabel minha Molher, e do Infante Dom Affonso mei Irmão e de Dõ Martyinho Arcebispo de Bragaa, e de Dom Joham o bispo de Lisboa, e de Dom Sancho o Bispo do Porto, e de Dom Vaasco o bispo de Lamego, e dos Mestres do Templi, e de Aviz, e de Dom Johão Affonso, meu Moordomo Mayor Senhor de Alboquerque, de Dõ Martim Gil meu Alferez, e de Dom Joham Rodriguees de Briteiros, e de Dom Pedro Eanes Portel, e de Lourenço Soares de Valladares. e de Martim Affonso, e de João fernandes de Lima, e de Johane Meendes, e de Fernão Pires de Barbosa meus Ricos Homees, e de Johão Simhom Meirinho Mayor de minha aza, e dos Concelhos de meus Reinos, e de minha Corte,ouvemos acordo de nos aviarmos, e fazemos aveença antre nós e esta maneira que se segue, convém a saber; que eu Rey Dom Fernando sobredito entendendo, e conocendo, que os Castellos, e as Villas de Terra Arouche, e de Aracena, com todos seus Termos, e com todos seus direitos com todas sas pertenças, que erão de direito de Portugal, e seu Senhorio, e que os ouve El Rey Dom Affonso meu Avoo de El Rey Dom Affonso nosso Padre contra sá voontade, sendo estes Lugares de direito de El Rey Dom Sancho meu Padre, e eu,e por esso pusi com vosco em Cidade, que vos desse, e vos entregasse essas Villas, e esses Castellos, ou cambho por elles a par dos nossos Reinos, de que vós vos pagassedes des dia de Sam Miguel, que passou da Era de Mil, e trezentos, e trinta, e quatro annos atáa sex mezes; e por que volo assi nom compri, dou vos por essas Villas, e por esses Castellos, e polos seus Termos, e polos fruitos, delles, que onde ouvemos meu Avoo El Rey Dom Affonso, e meu Padre El Rey Dom Sancho, e eu outro si atáa o dia de oje, convem a saber, Olivença, e Campo Mayor, que som apar de Badalouci e Sans Fins dos Galegos com todos seus Termos, e com todos swus directos, e com todas sas pertenças, e com todo Senorio, e jurisdiçom Real, que ajades vós, e vossos successores por herdamento pera sempre tambem a possissom, come a propriedade, e tolho de mim, e do Senorio dos Reinos de Castella, e de Leon os ditos lugares, e todo direito que eu hi hey, e devia aaver, o douvolo, e ponhoo em vós, e em vossos sucessores, e em no Senorio do Reino de Portugal para sempre,e outro si meto em vosso Senorio, e de todolos vossos successores, e do Reino de portugal para sempree o lugar, que dizem Ougella, que he cabo Campo Mayor de suso dito com todos seus Termos, e com todos seus Direitos, e com todas sás perteenças, e dou a vóz e a todos vossos successores, e ao Senorio de Portugal toda a jurisdiçom, e o direito, e o Senorio Real, que hi eu hey, e devo aaver de direito de Castella. e de Leom, e ponhoo en vós, e en todos vossos successores, e en no Senorio de Reino de Portugal para sempre, salvo o Senorio, e os Direitos, e as Herdades, e as Heyugrejas deste Lugar d’Ougella, que as aja o Bispo, e a Heygreja de Badalouci, e todalas outras couzas, que em en este Lugar, segundo, como s ouveron atá aqui,e todas estas couzas de suso ditas vos faço, por que vos quitades vós dos ditos Castellos, e Villas de Arouche, e de Aracena, e de seus Termos, e dos fruitos, que ende ouvemos El rey Dom Affonso meu Avoo, e El Rey Dom sancho meu padre, e eu. E outro si eu El Rey Dom Fernando, entendendo, e conocendo, que vós aviades direito en aluns Lugares dos Castellos, e Villas de Sabugal, e de Alfayates, e de Castel Rodrigo, e de Villa Mayor, e de Castel Boom, e de Almeida, e de Castel Melhor. e de Monforte, e dos outros Lugares de Riba Coa, que vós Rey Dom Diniz teendes agora en vossa mão, e por que me vós partades do direito, que aviedes en Vallença, e em Ferreira, e en no Sparagal, que agora tem a Ordem d’Alcantara asá maão, e que aviades en Ayamonte, e en outros Lugares dos Reinos de Leon e de Galiza.E outro si por que me vós partades das demandas que me faziades sobre razon dos termos, que som antre meu Senorio, e vosso por esso me vos parto do ditos Castellos, e Villas, e Lugares de Sabugal, e de Alfayates, e de Castel Rodrigo, e de Villa Maior, e de Castel Boom, e de Almeida, e de Castel Melhor e de Monforte, e dos outors Lugares de Riba Coa que vós agora teendes à vossa maãao, com todas seus Termos, e Direitos, e perteenças, e partome de toda demanda, que eu hei, ou poderia aver contra vós, ou contra vossos successores per razom destes Lugares sobreditos de Riba Coa, e de cada hum delles. E outo si me parto de todo o Direito, ou jurisdiçom, ou, Senorio Real tambem en possissom come em propriedade, come en outra maneira qualquer, que eu hi avia, e toloo de mim todo, e dos meus successores, e do Senorio dos Reinos de Castella, e de Leom, e ponoo en vós, e em vossos Successores, e no Senorio do reino de Portugal pera sempre.E mando, e outorgo, que se per ventura alguus Privilegios, ou Cartas, ou Estrumentos parecerem, que fossem feitos antre os Reys de Castella, ou de Leom, e os Reys de Portugal sobre estes Lugares sobreditos, d’aveenças, ou de posturas, ou demarcamentos, ou em outra maneira qualquer sobre estes Lugares, que sejão contra vós, ou contra vossos Successores, e me voss o dano,ou em dano do Senorio do Reino de Portugal, que daqui em diante nom valham, nem tenham, nem ajam fermidoim, nem me possa ajudar dellas, eu, nem meus Successores, e revogoos todos para sempre.E eu El Rey Dom Diniz de suso dito por Olivença e por São Felizes dos Galegos. que vós amim dades, e por Ougela que metedes a meu Senorio, segundo sobre dito hé, parmotivos dos Castellos, e das Villas d’Arouche, e da Aracena, e de todos seus Termos, e de todos seus Direitos, e de todas sas pertenças, e de toda a demanda, que eu hei, ou poderia aver contra vós, ou contra vossos Successores per razom destes Lugares sobreditos, e de cada hum delles, ou dos fruitos delles, que El Rey Dom Affonso vosso Avoo, e El Rey Dom Sancho vosso Padre, e vós ouvetses, e recebestes destes Lugares e dou a vós, e a vossos Successores todo o direito, e jurisdiçom, e Senorio real que eu hei, e de direito devia aaver em esses Castellos, e Villas d’Arouche e da Aracena por quealquer maneira, que o eu hi ouvesse, e tolhoo de mim, e de meus Successores, e no Senorio do Reino de Castella, e de Leom pera sempre.Outro si eu Rei Dom Diniz de suso dito, por que mi vós vos quitades dos Castellos, e de Villas do Sabugal, e de Alfayates, e de Castel Rodrigo, e de Villar Mayor, e de Castel Boom, e de Almeida, e de Castel Melhor, e de Monforte; e dos Lugares de Riba Coa, com seus termo; que eu agora teno á minha maão, assi como de susso dito he, quimotivos, e partomivos de todo o direito, que eu hei en Vallença, e em Ferreira, e no Esparregal, e em Ayamonte; Outro si mi vosparto de outros Lugares de todolos vossos Reinos em qual maneira quer; Outro si mi vos parto de todolas demandas, que eu havia contra vós per razom dos Termos, que som antre o meu Senorio, e o vosso, sobre que era contenda.E nós Rainha Dona Maria, e o Infante Dom Anrique se suso ditos, outorgamos tosa estas couzas, e cada huma dellas, e damos poder, e autoridade a El Rey Dom Fernando pera fazellas, e prometemos em boa fé por nós, e polo dito Rey Dom Fernando, e juramos sobreolhos Saantos Avengelos, sobreolhos quaaes pozemos nossas maãos, e fazemos menagem a vós Rey Dom Diniz, que El Rei Dom Fernando, e nós tinhamos, e complamos, e guardemos, e façamos teer, e cumprir, e guardar todalas couzas sobreditas, e cada huma dellas pera sempre, e de nunca virmos contra ellas per nós, nem per outro defeito, nem de direito, nem de conselo, e se o assi nom fazessemos, que fiquemos por prejuros, e por traedores assi como mata Senhor, ou traae Castello.
E eu Rey Dom Dinis por mim, e pola Rainha Dona Izabel minha Mulher, e polo Infante Dom Affonso meu Filho, primeiro, e herdeiro, e por todos meus successores, prometo a boa fé, e jura sobreolhos Santos Avangelos, sobreolhos,quaaes pono minhas maãos, e fasso menagem a Vós Rey Dom Fernando por v´s, e por vossos successores, e a vós Rainha Dona Maria, e a vós Infante Dom Anrique de teer, e aguardar, e cumprir todas estas couzas de suso ditas, e cada huma dellas pera sempre, e de nunca vir contra ellas per mim, nem per outrem defeito, nem de dereito, nem de conselo, e se o assi nom fezer, que fique por prejuro, e por traedor come quem mata Senhor, ou traae Castello.
E por todas estas couzas sejão firmes, e mais certas, e nom possão vir em duvida, fazemos ender fezer duas Cartas em hum teor, tal ahuma come a outra, seelladas com nossos sellos do Chumbo d nós ambos los Reyes e dos seellos das Raynhas, e do Infante Dom Anrique em testemonio de verdade. Das quuaes Cartas cada huum de nós Reys devemos ateer senhas. Feita em Alcanizes sexta feira doze dias do mes de Setembro.»

O documento mais importante da História e da Cultura das gentes das Terras de Ribacôa fica aqui recordado 711 anos depois.
jcl

Dois amigos, António Pissara e Angel Hernández Gómez, um português e outro espanhol, escreveram e editaram um livro que retrata a realidade das terras do concelho do Sabugal, tendo por quadro de fundo a tourada com forcão ou capeia arraiana. Neste tempo em que o ciclo das capeias se aproxima do fim aconselha-se a sua leitura para melhor conhecimento desta tradição taurina.

«Terras do Forcão» é um livro escrito em quatro línguas (português, castelhano, francês e inglês), com uma imensa profusão de fotografias, de óptima qualidade gráfica, que pretende ser um meio de promoção e divulgação do concelho do Sabugal, em especial das suas terras da orla raiana. O livro evolui ao redor do imaginário da capeia arraiana, que «começa na infância com as brincadeiras na escola e nos tempos livres, nas expressões utilizadas, onde o grito “Eh, Boiii!!!” é referência».
Os autores são amigos de longa data. Angel Hernández Gómez é professor e é natural de Gata, aldeia espanhola da linha raiana. É um apaixonado pela fotografia e gosta especialmente das terras do concelho do Sabugal, que percorre abundantemente, sempre com a câmara fotográfica ao lado. António Pissara também é professor e é ainda director do semanário Nova Guarda, estando ligado a Aldeia Velha pelo casamento.
O livro foi editado em 2003 e assume-se sobretudo como uma obra de divulgação. Fala com abundância do concelho do Sabugal, muito para além das terras onde tradicionalmente se faz a capeia, mas centrando-se sobretudo nestas: Aldeia da Ponte, Aldeia do Bispo, Aldeia Velha, Alfaiates, Fóios, Forcalhos, Lageosa da Raia e Soito. Também descreve a raia espanhola, onde os touros pastam na devesa, guardados por exímios cavaleiros, que mantém uma ligação permanente com as terras portuguesas. Explica-se no que consiste o forcão, enquanto instrumento de desafio dos touros, cuja origem histórica se perde na noite dos tempos. Também se explicam os rituais ligados às touradas, como o pedido da praça e o passeio dos rapazes, abordando-se ainda o encerro. A páginas tantas aborda-se a tragédia que muitas vezes acontece nas capeias. O arrojo desmedido ou a simples distracção têm ocasionado dramas, que o povo sente com intensidade.
O livro vive sobretudo da imagem. Há muitas fotografias antigas, testemunhando as touradas e os encerros de outrora, quando a praça ainda era vedada apenas com carros de bois carregados de lenha. Há imagens do rio Côa, das nossas paisagens naturais, dos monumentos, do povo assistindo às touradas com expressões de alegria e de apreensão. Também se reproduzem colecções de cartazes de várias épocas, através dos quais se divulgam as capeias, aí pontuando as que se realizaram no Campo Pequeno em Lisboa, pela mão da Casa do Concelho do Sabugal.
O precioso livro pode adquirir-se na Câmara Municipal do Sabugal, que patrocinou a edição.
plb

«A memória do povo é curta», diz o ditado… se «a História for incorrectamente escrita» acrescentamos nós. O que está em causa a uma distância de cerca de 480 dias (!?) não são, não podem ser, os candidatos a candidatos mas julgar e ajuizar o que foi e vai ser feito durante este mandato autárquico. E, claro, dar voz aos vereadores da Oposição para perceber aquilo que não foi ou foi mal feito. Mas… há uma personalidade incontornável quando tivermos que escrever a história da primeira década do século XXI do nosso concelho: Manuel Rito Alves, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.

Manuel Rito AlvesO concelho do Sabugal entrou numa espiral de faz-de-conta. Num território com uma área (826 km2) maior que a ilha da Madeira (740 km2), com 40 freguesias e cerca de 100 aglomerados populacionais, contabilizando quintas e anexas, já tudo deixou de fazer sentido.
Deixaram de ser importante as obras da Câmara Municipal, deixaram de ser importantes as obras das Juntas de Freguesia, deixou de ser importante o mais importante. Ainda falta cerca de um ano e quatro meses – será que disse bem? – sim, mais coisa menos coisa faltam cerca de 16 meses ou se preferir 480 dias com muita água a correr por debaixo das pontes da Côa.
E qual é a preocupação dos sabugalenses? De todos? De alguns? A resposta que é em si mesma uma questão é evidente. Quem vão ser os candidatos à Câmara Municipal do Sabugal?
E já agora, pergunto eu porque é igualmente importante. Quem vão ser os candidatos às Juntas de Freguesia? Aqueles que, pela sua proximidade, defendem mais de perto os verdadeiros interesses das envelhecidas populações do nosso concelho? E por falar de população envelhecida. Seria muito interessante saber quem se quer candidatar à Direcção das IPSS (lares de idosos) do nosso concelho. Ou se calhar não…
Quem é o candidato à Câmara Municipal de Lisboa? Não sabemos. E do Porto? Ainda não está assumido. E das outras grandes metrópoles? «O corno do homem? Logo se bê!» como gostava de dizer o Manuel Falcão quando na minha meninice – nos anos 80 do século passado –, me dava boleia até ao Sabugal na sua velha camioneta depois de carregarmos cimento e ferro em Alverca. Aproveito para destacar com muita amizade a Dona Isabel Cerdeira e o carismático sabugalense Manuel Falcão que muito têm contribuído para o desenvolvimento do nosso concelho.
Falta fazer obra no concelho. Falta acabar obra. As eleições «julgam» o que se fez e o que ficou por fazer. A seu tempo teremos que avaliar grandes obras deste mandato. A recuperação das Termas do Cró, a ligação à A23 e… o arriscado desafio do Centro Transfronteiriço de Negócios do Soito que vai ficar concluído durante o presente mês de Junho, cerca de três meses antes da data prevista graças ao grande profissionalismo e competência da equipa de construção civil liderada pelo empresário Manuel Augusto.
Mas será importante dar voz aos vereadores da Oposição para todos percebermos aquilo que não foi ou foi mal feito.
Assumo hoje publicamente, pela primeira vez, a minha admiração pela personalidade e carácter de Manuel Rito Alves, presidente da Câmara Municipal do Sabugal.
O homem de quem, alguns, já não querem falar. A memória dos homens é curta, todos o sabemos, mas a História do concelho do Sabugal vai passar a incluir obrigatoriamente mais um nome: Manuel Rito Alves. Pelo muito que tem feito pelo concelho e pela sua capacidade aglutinadora de consensos.
Constatei, ao vivo, o à-vontade com que lida com as populações. É reconhecido em todo o lado («nada de especial» dirão alguns) e reconhece pelo nome a grande parte daqueles que se lhe dirigem («nada de especial» dirão outros).
Surpreende quem o acompanha porque sabe e reconhece (sem papéis) em cada freguesia os investimentos da «sua» Câmara, os valores, os objectivos e as obrigações a que se comprometeram os que tomaram posse das obras. Aqui deixo uma «pergunta difícil»: Quantos habitantes tem a Retorta? A resposta foi-me dada, recentemente, por Manuel Rito à vista desse pequeno presépio encrustado na encosta do vale entre Penalobo e Quarta-Feira.
Vive um mandato com dificuldades pessoais mas quando questionado na ruas das nossas aldeias respondeu, invariavelmente, com um sorriso no rosto: «Nem vale a pena falar disso!»
Não me cabe a mim neste momento, enquanto jornalista e em respeito pela minhas fontes, dizer se ele é novamente candidato. Mas cabe-me a mim enquanto repórter e opinador assumir publicamente o imenso carisma desta personalidade sabugalense.
Muito fica por dizer. Talvez numa próxima oportunidade. Mas aqui fica, PUBLICAMENTE, a minha grande admiração pelo sabugalense, pelo político e pelo empreendedor Manuel Rito Alves.
Se a minha independência fica beliscada? Só na boca daqueles que nunca souberam assumir frontalmente o que pensam. Estou e ficarei de consciência tranquila.
Termino com uma frase do presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, na cerimónia de apresentação do livro «Celestina»:
«Só somos dignos do nosso futuro se soubermos respeitar o nosso passado!».
Obrigado Senhor Presidente.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages

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