Vou continuar, neste período eleitoral, a preencher o espaço que me é destinado nestes domingos, a divulgar os meus comentários e de outros mais abalizados do que eu, como é o caso de politólogos e jornalistas desportivos, desculpem, jornalistas políticos, que bem os há, pois a deontologia profissional, nesta época, não é seguida à letra.

José MorgadoHoje, baseado em artigos publicados recentemente no semanário «Expresso», transcrevo algumas opiniões.
Estão a por em causa as democracias, tal como as conhecemos, pois os cidadãos, deixaram de confiar nos políticos e a geração que está a crescer com a Internet, vai ter dificuldades em permitir que outros tomem decisões por eles.
Em Portugal, autarcas eleitos em listas de independentes, não escondem as vantagens de não ter de responder às estruturas partidárias desgastadas.
As sondagens mostram que os cidadãos, cada vez acreditam menos nos políticos que os representam, começando a proliferar experiências de formas de democracia participativa.
Os eleitores vão querer ser ouvidos e participar de forma efectiva e directa nas decisões colectivas. Os analistas, em Portugal, acreditam que as pessoas, não estão cansadas da política, apenas já não toleram os partidos, que «estão estratificados, não se respira no seu anterior e é muito difícil, fazer vida dentro deles» (Costa Andrade, constitucionalista).
Segundo Villaverde Cabral a única coisa boa desta crise dos partidos, é a forte mobilização que vemos na sociedade que é um sinal de que as pessoas não desistiram da política, mas apenas dos partidos e a emergência de Movimentos Cívicos ou de candidaturas independentes, parece ser uma tendência inevitável, porque o grande problema da democracia portuguesa, actualmente, é a desvinculação da população aos partidos.
Para Costa Andrade o défice de confiança no sistema político e nos seus agentes, tem causas múltiplas: deficiente sentido de responsabilidades dos políticos; ausência de responsabilidade politica; ausência de responsabilidade criminal e clara debilidade de compromissos das promessas.
Como já foi dito, uma das respostas a esta crise dos partidos é a criação espontânea de Movimentos Cívicos e candidaturas independentes, embora só ainda possível para os Órgãos Autárquicos e só desde 2001.
Este modelo, infelizmente também tem servido para outros fins menos transparentes como o caso de políticos afastados dos partidos, envolvidos em processos judiciais como o de Fátima Felgueiras, Isaltino Morais ou Valentim Loureiro É preciso separar o trigo do joio.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

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