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O bispo da Diocese da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício, considera que o Governo tarda a anunciar «medidas concretas» para apoiar os futuros desempregados da Delphi na criação do próprio emprego.

D. Manuel Felício, Bispo da GuardaA crescente preocupação do prelado foi dada a conhecer pela Lusa e surgiu em resultado no anúncio desta semana da Delphi, que anunciou que irá despedir 300 trabalhadores até 31 de Dezembro e mais 200 até ao final do primeiro trimestre de 2010.
Segundo o prelado, alguns dos 500 desempregados «não vão ser opção de outras empresas porque têm uma idade avançada», daí que seja necessário ajudá-los, «porventura a fabricarem emprego para si próprios e para mais alguém».
«Há instrumentos em que temos ouvido falar, nomeadamente dizendo que todos os cidadãos têm direito ao crédito. Isto é bom dizê-lo, mas é preciso pô-lo em prática», disse ainda D. Manuel da Rocha Felício.
«Há também instrumentos legais que regulamentam o microcrédito, mas nós não vemos isso aplicado. Precisamos de gente no terreno que nos ensine», acrescentou.
O bispo afirmou ainda que o Governo já devia, pelo menos, ter dado indicação de um conjunto de medidas que permitisse superar esta crise, que não pára nos 500 que vão ficar sem emprego. «Ela [a crise] vai continuar, porque, se não pomos cobro à situação, as empresas vão desactivando uma a uma e não vem nenhuma ocupar o lugar delas», alertou.
Entretanto, a Associação Comercial da Guarda (ACG), também se manifestou, considerando que os despedimentos na fábrica Delphi irão afectar o comércio da Guarda e da região. Paulo Manuel, presidente da ACG, preocupa-se particularmente com a zona da Guarda-Gare, onde a empresa se localiza, tendo em conta que o comércio ali existente é sobretudo de proximidade e a quebra na circulação de pessoas no dia-a-dia, irá afectar toda a oferta comercial instalada.
plb

É frequente na política local e não só, usar-se a persistente perda de população como arma de arremesso político. Problema complexo que atormenta o Interior e com o qual temos que lidar, chega a tornar-se angustiante, a pontos de ser visto como uma fatalidade para a qual parece não haver remédio. No intuito de contribuir para a compreensão do fenómeno, queremos, sem pretensiosismo, aproveitar este espaço para, em dois ou três artigos, interpolados, aqui deixarmos algumas reflexões.

Parada Militar em Penamacor

António Cabanas - «Terras do Lince»Um dos problemas mais graves que enfrenta a espécie humana é o excesso populacional e o seu crescimento exponencial, com sérias consequências no ambiente e no equilíbrio dos sistemas ecológicos, comprometendo a própria sobrevivência humana. O problema coloca-se com tal acuidade que há quem defenda o crescimento «zero» a nível económico, como única forma de o resolver e travar a explosão demográfica.
Mas essa é uma realidade longínqua, porque, paradoxalmente, na nossa região a preocupação dominante é, justamente, o despovoamento e a asfixia económica – face ao que atrás se escreveu, aparentemente, até estaríamos no bom caminho!
Nos últimos 50 anos, as regiões do Interior perderam, em alguns casos, mais de dois terços do seu efectivo, o que, associado ao elevado índice de envelhecimento e ao baixo índice de desenvolvimento, se transformou numa preocupante dor de cabeça para os governantes locais e nacionais. Se pensarmos que há regiões de baixa densidade populacional onde se vive bem e com elevados níveis de desenvolvimento, como é o caso dos países nórdicos, a falta de população não deveria constituir sequer motivo de preocupação.
Por outro lado deve salientar-se que não deixou saudades no interior, a vida das gerações que por aqui passaram nas décadas de 50 e 60, em época de muita população. Foi com muito suor e sacrifício, com privações de vária ordem e com muita fome à mistura que os nossos pais conseguiram ultrapassar as dificuldades que o excesso populacional lhes colocava. Em alguns casos, foi o contrabando, com as suas vicissitudes e os seus perigos, que, apesar de tudo, lhes amenizou a vida.
Certamente, ninguém desejará voltar à miséria de há cinquenta anos e, poder-se-á afirmar até, que foram o excesso de população e essa vida de miséria as causas da emigração massiva e do despovoamento da região. Tinha-se ultrapassado a capacidade de carga do território!
Por uma feliz conjugação de factores diversos, as regiões litorais são geralmente ricas, antes de mais, por via dos rios que aí depositam os sedimentos e as tornam férteis, depois, porque, beneficiando da proximidade do mar, possuem recursos mais diversificados e climas mais amenos. Junte-se-lhe a evolução favorável dos transportes marítimos dos últimos séculos e obtêm-se os ingredientes de um quadro quase perfeito de desenvolvimento. Há também, inversamente, regiões pouco atractivas, como os desertos, para usar um exemplo extremo. Sem termos em conta o factor humano, aceita-se naturalmente que cada região tem diferentes potencialidades económicas e de capacidade de carga, o que leva a que umas sejam tendencialmente mais apetecíveis e populosas que outras.
A concentração de investimentos e a atribuição de determinadas funções, mesmo em lugares de poucos recursos, pode torná-los atractivos e populosos. O Entroncamento, por exemplo, que é hoje uma cidade de quase 20 mil habitantes, nasceu de um simples nó ferroviário, instalado em meados do século XIX. As regiões de fronteira tiveram no passado funções seculares que lhes conferiam importância e vantagens económicas, como a defesa e as alfandegas que fizeram das praças-fortes e dos locais de entrada, centros florescentes e indutores de desenvolvimento.
Ao serem esvaziadas dessas funções, as regiões raianas perderam os benefícios que lhes emprestavam atractividade. Parece claro que, através de simples escolhas geográficas, as políticas nacionais de ordenamento do território podem atribuir ou retirar factores de desenvolvimento a determinada região.
Para os municípios que tinham por matriz a agricultura, a tercialização das sociedades modernas (aumento do peso sectorial dos serviços) foi outra das razões de despovoamento e de perda de importância económica. Os avanços tecnológicos, expulsaram a população dos campos, os quais necessitam hoje de uma quantidade de mão-de-obra infinitamente menor do que há 50 anos. Nos países mais desenvolvidos a percentagem de população que se dedica à actividade agrícola é praticamente residual, sem que isso implique menor produtividade. Por estranho que pareça, já quase não existem agricultores nas zonas rurais, preferindo-se as áreas periurbanas, próximas dos consumidores, para a produção de alimentos. As áreas rurais – chamadas agora pós-agrícolas –, por seu turno, vêm-se relegadas para funções complementares, de preservação da paisagem e da biodiversidade, as quais, face às novas tendências, não devem, no entanto, ser menosprezadas.
Assim, em vez de nos mortificarmos constantemente com o problema, – que apenas contribui para baixar a auto-estima – talvez devêssemos pensar nos recursos e nas oportunidades que a baixa densidade populacional proporciona.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

kabanasa@sapo.pt

Todas as primaveras, pela semana santa, no quarto crescente, Francisco Maria Manso, médico de Aldeia do Bispo, com consultório no Sabugal, levava uma centena de homens a caminho da serra das Mesas para as famosas caçadas aos javalis. As campanhas, realizadas nos anos 30 e 40 do século transacto, reuniam gente ilustre e pessoas do povo, numa irmandade de circunstância.

«Caçadas aos Javalis» do Dr. FramarUns iam de espingarda aperrada, prontos a dar fogo sobre os porcos monteses, outros seguiam de pau armado, servindo de batedores, e meia dúzia de populares trabalhavam na logística. A comitiva partia cedo para a serra e juntamente com os homens seguiam dezenas de cães e alguns cavalos e burros carregados de mercadorias.
As caçadas eram autênticas campanhas militares, sujeitas a duras regras, impostas pelo comandante e organizador do evento. Mas também forneciam momentos de folguedo, com reuniões à volta da fogueira, degustando suculentas refeições, bebendo cabonde e contando anedotas e façanhas.
Mas para o comandante Francisco Maria Manso, as caçadas eram sobretudo uma jornada de puro prazer e de exercitação, como se de um treino para uma guerra se tratasse. No seu livro «Caçadas aos Javalis», que escreveu sob o pseudónimo Dr Framar, deixa apontamentos de grande valia para a história das montarias em Portugal. Neles fica claro que as caçadas se não resumiam ao gosto de andar em busca de javalis, linces e lobos. Também havia movimentos auxiliares, com as deslocações da caravana, as refeições e as dormidas no cabanal anexo ao lagar da Quinta do Major, no coração da floresta da Marvana.
Do livro retiramos um trecho que explicita o rigor com que se avançava nas campanhas, com os fornecimentos devidamente planeados:
«Os preliminares do costume. Carta ao compadre Tenente Lopes, para Vale de Espinho, ordenando a ementa: pão, batatas, azeite, vitela, vinho etc. Reunião no Barroco Branco, dia 9 de Abril e merenda nos Carvalhos Basteiros. Arraial! Ordem para apear os cavalos. Dos alforges saem borrachas de vinho, suculentos ranchos de campanha.
Merendas no relvado da Valsa, posição à mesa: sentado no chão… ou deitado. Camaradagem leal. As merendas sobejam e as borrachas passam para os batedores. Marcha geral (a caminho do lagar de azeite, que serve de base à batida).»
Ainda do livro tiram-se referências esparsas aos manjares das campanhas. No primeiro dia cozia-se no panelão bacalhau com batatas e gravanços. No segundo matava-se a vitela que acompanhara a caravana, que depois era assada no espeto. Para o terceiro e último dia guardava-se parte do resultado da montaria. Se houvesse javardo morto, eram-lhe retirados e guisados os fígados e os rins. Igualmente se cozinhava a caça miúda que se houvera interposto defronte do cano das espingardas.
Na campanha não havia mimos. Cada homem, segundo o artigo 6º do Regulamento, tinha de levar dois pratos de alumínio, guardanapo (se não achasse supérfluo, que no mato limpa-se a beiça à manga do casaco) e um copo. A organização apenas garantia comida e um espaço debaixo de telha onde cada um se poderia espojar e enrolar no cobertor que haveria de ter trazido de casa. O almoço e a ceia eram regados com vinho, que abundantemente jorrava dos odres, havendo sempre para o final da refeição um copo de café e umas gotas de aguardente ou de licor.
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Ramiro Matos venceu as eleições para a Presidência da Mesa da Assembleia Municipal do Sabugal. A contagem final registou 39 votos contra 38 com três em branco e um nulo. A reunião foi, também, aproveitada para dar posse ao novo executivo camarário saído das últimas eleições autárquicas.

Ramiro Matos

Apresentaram-se duas listas na eleição para a presidência da Mesa da Assembleia Municipal do Concelho do Sabugal. Ramiro Matos venceu por 39 contra 38 votos com três em branco e um nulo. Os 40 presidentes de Junta de Freguesia e os 41 eleitos na eleições autárquicas assistiram ainda à tomada de posse dos sete vereadores eleitos nas últimas eleições autárquicas tiveram lugar esta sexta-feira, 30 de Outubro.
A lista encabeçada por Ramiro Matos, número um socialista à Assembleia Municipal nas últimas eleições autárquicas, apresentava em segundo lugar Vítor Coelho, mandatário da campanha de Joaquim Ricardo, e em terceiro o autarca socialista Manuel Nabais. A lista derrota era composta por António Serra, Domingos Romão e Fernanda Nabais da Cruz.
A primeira reunião da Assembleia Municipal do Sabugal foi, ainda, aproveitada para a tomada de posse do novo presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo e dos vereadores Delfina Leal e Ernesto Cunha (pelo Partido Social Democrata), dos vereadores Luís Sanches e Sandra Fortuna (Partido Socialista) e do vereador Joaquim Ricardo (MPT). Os candidatos socialistas que se apresentaram na lista à Câmara Municipal em segundo e quarto lugares, Fernanda Esteves e Manuel Barros optaram por ocupar, respectivamente, os cargos de presidente das Juntas de Freguesias de Sortelha e da Rebolosa.
O vereador António Dionísio, ausente por motivos de ordem pessoal, tem previsto tomar posse na primeira reunião do executivo.
Ramiro Matos substitui na presidência da Assembleia Municipal o anterior presidente António Morgado detentor do cargo durante os últimos quatro anos.
jcl

O Comandante Territorial da Guarda da GNR, Coronel José Manuel Monteiro Antunes, aconselha os automobilistas a praticarem uma condução defensiva no fim-de-semana, previsivelmente marcado por muitas deslocações por ocasião do Dia de Todos os Santos.

GNR - Operação StopEm nota distribuída à imprensa, o comandante diz poder verificar-se, como é da tradição, um aumento significativo da circulação rodoviária por força da deslocação de cidadãos em visita aos cemitérios em homenagem aos seus entes já falecidos.
Nesse sentido, «o Comando Territorial da GNR da Guarda, numa preocupação sempre presente no que respeita à Segurança Rodoviária, vai exercer um esforço de fiscalização e apoio aos automobilistas em todo o Distrito, nomeadamente nos itinerários de maior circulação no período compreendido entre as 14 horas do dia 30 de Outubro e as 24 horas do dia 1 de Novembro», diz o comunicado da GNR.
Relembra ainda que para uma viagem segura «todo o cuidado é pouco e deve sempre optar-se por uma condução sem álcool, pelo respeito constante das regras de circulação, por uma condução defensiva e naturalmente por um comportamento cívico, tantas e tantas vezes esquecido».
Face à situação é de prever uma grande movimentação automóvel nas estradas, havendo porém a certeza de que a GNR estará presente para dissuadir a prática de infracções que ponham em causa a segurança rodoviária.
plb

A última polémica lançada por José Saramago aquando do lançamento do seu novo livro «Caim» transportou-me para os bancos da catequese, ou da doutrina como na altura também era conhecida. São muitos anos e, para o bem ou para o mal, desses tempos não tenho recordações de maior, aliás nem do nome ou da imagem das catequistas me lembro.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Desses tempos imagens claras tenho da primeira confissão que me levaria no dia seguinte à primeira comunhão e passar a partir daí a poder participar em pleno da eucaristia, recebendo o corpo de Cristo. A confissão representava o assumir pela primeira vez ser pecador (pobre criança inocente) e perante o representante de deus na terra relatar um a um aqueles pecados, que em conjunto todos os putos iam inventariando e inventando: menti, não obedeci, bati, esqueci de rezar, disse palavras feias (actos e omissões) porque os pecados por pensamento, ou ainda não eram sentidos ou simplesmente eram omitidos.
Aquela tarde, qual ritual iniciático, a excitação e a ansiedade eram maiores que a entrega ao divino e ao sagrado e nada permitia viver qualquer tipo de espiritualidade. Sempre que um de nós saía da confissão, todos corríamos não só para sabermos se tinha dito todos os pecados mas, essencialmente, para ouvir qual a penitência recebida, e assim, valorar numa escala, somente nossa, o grau de pecador do nosso amigo. Não era muito diferente a forma de estar naquela tarde da forma vivida, anos mais tarde, à saída de um exame ou quando a nota desse exame era afixada, pelo que, digo eu agora, a catequese não era sentida por nós, por mim pelo menos não o era, diferente das aulas dadas no banco da escola. Fazia parte do aprender e da vivência em comunidade e jamais em momento algum equacionaria a validade e o porquê da minha participação.
A noite seguinte foi de insónia e de alguns pesadelos. Sabia que a hóstia que iria receber no dia seguinte não poderia tocar, em caso algum, nem que ao de leve fosse, nos dentes. E, esse sim, seria para mim e provavelmente para todos o oitavo pecado capital. Não sei se este aspecto foi muito marcado na preparação da comunhão, ou se fui eu que assimilei essa proibição como pecado imperdoável. Porém, o não poder tocar com a hóstia nos dentes sempre me deixou intrigado e ainda hoje não descobri o porquê.
Do dia da cerimónia nada me lembro, pelo que pressuponho que o dia tenha corrido como previsto – fita no braço e compenetrado na tarefa, não devo ter cometido qualquer pecado assinalável.
Fui crescendo, tornei-me adulto e as discussões sobre deus e sobre a Bíblia foram acontecendo, umas vezes mais acaloradas outras vezes mais indiferentes, pelo que deus nunca deixou de estar presente, mesmo incluindo-me eu no grupo dos ateus. A presença do divino, mesmo para um ateu com formação religiosa é constante, nem que seja para o contradizer.
A Bíblia só a desfolhei, para além das passagens lidas e ouvidas na missa ou nos bancos da catequese, já adulto e na faculdade. Reconheço ser um livro fascinante e de uma riqueza literária e histórica enorme. Um livro que pertence à literatura mundial, e vejo-o como fonte de estudos históricos para além de fonte de inspiração espiritual. Alguns dos conflitos ainda hoje existentes têm eco nas suas páginas – não podemos esquecer «a terra prometida» a Abraão e as suas consequências e condicionalismos no comportamento de Israel ao longo dos tempos. Não sendo crente não partilho do ponto de vista cristão de que os seus livros foram escritos sob a inspiração directa de deus, não podendo por isso fazer uma leitura literal mas sim simbólica dos mesmos, na forma de relatar e explicar acontecimentos e factos históricos, ou de transmitir normas, valores e comportamentos sociais para aquela época.
Não tenho dúvida alguma, no seguimento do que diz Saramago, que a bíblia nos apresenta um deus violento e injusto, que provoca a ira e faz irmão matar irmão, deus este descrito essencialmente no velho testamento, mas também nos apresenta um deus do bem, um deus misericordioso e do perdão que dá a outra face quando lhe batem, descrito no novo testamento. No fundo a Bíblia dá-nos:
– Um Deus feito à semelhança do Homem – por isso tão complexo e fascinante.
E, é por ser complexo e fascinante que ainda hoje crentes e não crentes o discutem e surgem polémicas iguais às que actualmente temos vivido
Sobre esta problemática acho interessante ler o livro escrito por Jack Miles (ex-jesuíta) – «Deus Uma Biografia» editado pela Editorial Presença, cujo tema principal é «acerca do senhor deus enquanto protagonista de uma obra clássica da literatura universal». Esta personagem literária baseada no antigo testamento que Miles leu sem a mediação da igreja, revela-nos deus como uma amálgama de personalidades variadas, concentradas numa única personagem.
Para quem o desejar fazer – boa leitura.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Matt Damon é a grande estrela de «Delator!», o novo filme de Steven Soderbergh, um dos realizadores norte-americanos mais originais da actualidade, capaz de filmar obras de puro entretenimento, como a série Ocean, e obras mais experimentalistas, como Full Frontal.

Pedro Miguel Fernandes - Série B«Delator!» pode ser considerado uma mistura entre ambos os tipos de filmes que popularizaram a obra de Soderbergh. Por um lado tem um actor bastante popular, Matt Damon, numa história simples de um funcionário de uma grande companhia multinacional que decide tornar-se informador do FBI. Mas aqui tudo se complica, pois a personagem interpretada pelo actor que em tempos encarnou o célebre Jason Bourne, tem a característica de ser mentiroso compulsivo e ter um comportamento bipolar, o que não facilita a tarefa. Não só às restantes personagens, que quando se começam a aperceber na teia em que estão metidos passam o resto do filme à espera do próximo coelho a sair da cartola de Mark Whitacre, como ao próprio espectador, que ‘ouve’ o que vai na cabeça do funcionário, algumas vezes a meio de diálogos com outras personagens. E estas vozes que se ouvem na cabeça do actor, muitas vezes são reflexões avulsas, que pouco ou nada têm a ver com o que se passa no resto da história.
«Delator!»E à medida que a história vai avançando, a personagem principal continua a enredar-se numa confusão de mentiras gigantesca, que não deixa ninguém de fora, desde a família aos seus colegas de trabalho, passando pelos próprios agentes do FBI, que a principio o aceitam como informador, mas acabam por se arrepender quando se apercebem o que se passa.
No fundo, é curioso ver Steven Soderbergh realizar um filme que aborda, de certa forma, a temática do capitalismo (o filme começa praticamente com Matt Damon a querer ser informador do FBI para contar uma suposta concertação de preços entre a sua empresa e empresas rivais), logo depois de ter feito um excelente olhar sobre a figura de Che Guevara, nos dois anteriores filmes Che – O Argentino e Che – Guerrilha.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

O Concelho do Sabugal continua a perder população, situação agravada pela manutenção do fenómeno do envelhecimento dos seus habitantes.

O quadro que a seguir apresento é esclarecedor das dinâmicas demográficas a que vimos assistindo:

  TOTAL 0-14 % 15-24 % 25-64 % + 65 %
2001 16.919 1.675 9.90 1.726 10.20 7.174 42.40 6.344 37.50
2007 13.533 1.137 8.40 1.390 10.27 6.197 45.79 4.809 35.54
2008 13.261 1.102 8.31 1.325 9.99 6.168 46.51 4.666 35.19

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»O concelho do Sabugal perde assim entre 2001 e 2008 3.658 habitantes (21,6%), e perde em apenas um ano (2008) 272 habitantes.
Associado à perda continuada de população, e lamentando que estas projecções demográficas não vão até à freguesia para se perceber como está a evoluir a situação em cada uma das quarenta freguesias, mantém-se o peso muito elevado dos sabugalenses com idade superior a 65 anos (35,19% em 2008), situação agravada pelo facto de no extremo oposto (crianças e jovens com idade inferior a 15 anos), que representavam em 2008, somente 8,31% do total, o que, se juntarmos os jovens com menos de 25 anos, se tem um valor de 183 crianças e jovens por 1000 habitantes, contra 352 idosos por 1000 habitantes.
No contexto regional, o Concelho do Sabugal caracteriza-se por:
– Embora o Concelho continue a ocupar a 2.ª posição no âmbito da Beira Interior Norte, vem perdendo peso relativo, passando de 12,95% da população em 2001, para 12,16% em 2008;
– Acentua-se a concentração da população da Beira Interior Norte no núcleo urbano principal, Guarda, que era de 38% do total em 2001 e representa em 2008 40,46%;
– O Sabugal é o Concelho que apresenta valores relativos da população com menos de 25 anos e da população com mais de 65 anos mais gravosos. No primeiro caso, só Almeida tem uma percentagem inferior a 20% (19,34%), sendo o Concelho da Guarda o melhor posicionado (250 crianças e jovens menores de 25 anos por cada mil habitantes).
No que diz respeito aos idosos, o Sabugal é o único Concelho acima dos 30%, tendo a Meda 30%, contra os 19,99% da Guarda e os 20,74% de Manteigas.
Este é o retrato que a análise dos dados estatísticos nos transmite, mas que qualquer um de nós, conhecendo a realidade concelhia, confirma no terreno.
E face a esta situação, podemos assobiar para o lado e deleitar-nos com a beleza do «nosso Outono»; ou manter o discurso do «coitadinho» desprezado pelos «mouros de Lisboa»; ou ainda encher as nossas terras de piscinas e estádios arrelvados…
Ou podemos, de uma vez por todas, definir estratégias coerentes para, colectivamente, invertermos esta situação.
Eu prefiro estar deste lado da barricada, do lado dos que acreditam que o Concelho do Sabugal tem futuro!
Bem sei, que faço parte, como diz o Paulo Leitão, dos que foram derrotados. Mas em democracia as derrotas de hoje são as vitórias de amanhã…

ps. O «Largo Santa Maria de Fátima» é o que todos conhecemos como Largo do Castelo…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Caro Ramiro Matos. «Sabugal Melhor» regista, hoje, o número 100. O meu reconhecimento pelos teus pensamentos em voz alta e pela análise crítica que tens partilhado com todos. A democracia foi «inventada» para permitir o confronto de ideias e a divergência de atitudes enquadradas em valores de respeito pelo próximo. Considero que tens defendido os teus ideais com nobreza e sem descer nunca ao facilitismo do «se não pensas como eu não prestas». Reconheço igualmente que, independentemente das tuas novas responsabilidades na vida sabugalense, não tens «medo» de expressar publicamente o teu pensamento. Bem-hajas por tentares contribuir para um Sabugal Melhor.
jcl

«Deus não existe». E não existe porque nunca se deu ao trabalho em descer à dimensão espacio-temporal para falar com o grande génio da humanidade que é Saramago. É este o argumento idiota de um sofrível escritor que pensa ser o Nobel um certificado de autoridade intelectual e inteligência «erga omnes».

João ValenteA existência de Deus, até nem é uma questão de fé mas de lógica. Mas inteligência e rectidão intelectual, pelos vistos são talentos que Deus não distribuiu a Saramago. Por isso, releva-se-lhe a falta, porque não se lhe pode exigir o que manifestamente não tem.
Não se lhe exigindo inteligência e rectidão intelectual, muito menos se lhe pede a clarividência mística do porteiro da Cartuxa de Évora, que ao argumento do nascimento do mundo pela explosão do Big Bang a partir do nada, contrapunha:
– Pois… Mas se nasceu do nada, quem continha esse nada?
As provas de São Tomás a respeito de Deus, são tão brilhantes, que conseguem convencer quem tenha o mínimo de inteligência e de rectidão intelectual. Muito antes dele, homens de uma grande rectidão intelectual, como Sócrates, Platão, Aristóteles, Séneca, Virgílio e Marco Aurélio chegaram à conclusão da existência de Deus.
Sócrates, às portas da morte rezava: «Causa das causas, tem piedade de mim…»
Cleanthes, discípulo do estóico Zenão, cantava o seguinte hino: « Altíssima Glória dos Céus, Senhor de variado nome eterno, perpétuo seja o teu poder! Abençoado sejas, ó grande arquitecto da criação, que ordenas todas as coisas segundo as tuas leis! Evocar o teu nome é próprio e justo para o mortal, pois somos nascidos de ti…»
Séneca descrevia o Supremo Poder como «Deus Todo Poderoso», ou «Sabedoria incorpórea, ou Espírito Santo, ou ainda Destino», numa antecipação da doutrina cristã da Santíssima Trindade, de que a Igreja suprimiu o destino.
A existência de Deus é uma verdade evidente em si mesma, porque na preposição «Deus existe», o predicado identifica-se com o sujeito, porque Deus é o próprio ente.
Mas em relação a nós, que desconhecemos a natureza divina, ela não é evidente, precisando de ser demonstrada. Mas o que se demonstra, não é evidente e o que é evidente não precisa de ser demonstrado.
O que tornaria à partida paradoxal a demonstração da existência de Deus. Por isso São Tomás diz que a existência de Deus é antes de mais, um artigo de fé e como tal não precisa de ser demonstrado.
Mas mesmo assim, podemos chegar a Deus pela via da demonstração, das quais São Tomás distingue dois tipos:
Demonstrandum propter quid (devido a quê) que se baseia na causa e parte do anterior (causa) para o posterior (efeito);
Demonstrandum quia (porque) que arte do efeito para conhecer a causa.~

Quando vemos um efeito pela sua causa, por aquele acabamos por chegar a esta, pois o efeito depende da causa e de algum modo, tem qualidades da causa.
Assim, embora Deus não seja evidente para nós, é demonstrável pelos efeitos que dele conhecemos. Como dizia S. Paulo «A existência de Deus […] pode ser conhecida pela razão» (Rom. I, 19).
A fé assenta e pressupõe um conhecimento natural e racional, assim como a verdade pressupõe a mentira e a perfeição a imperfeição. Só quem conhece ou entende a demonstração filosófica da existência de Deus, aceita a sua existência com uma fé esclarecida.
Ora, não primando Saramago pela inteligência e honestidade intelectual, admiração seria que admitisse a existência de Deus sequer pela via da fé.
Querem ver como pela via da razão São Tomás (1.ª parte da Suma Teológica art. 3.º da questão 2) demonstra a existência de Deus?
Basta a prova do movimento no universo:
As coisas mudam; é um facto. Uma pessoa nasce, cresce e morre; as estações do ano sucedem-se; um regato corre e seca, etc.
Na mudança das coisas podemos distinguir as qualidades já existentes e as qualidades que podem vir a adquirir pela mudança. Aquelas são as existentes em acto; estas são as existentes em potência.
Vg. Uma parede branca tem a brancura em acto e o vermelho em potência porque pode ser pintada desta cor.
A mudança, ou movimento é a passagem de potência (x) a acto (x) traduzida na seguinte fórmula:
M = PX—»AX
Vg. Pintar de vermelho a parede branca.
Ora nada passa de potência a acto sem uma entidade estranha que tenha aquela qualidade em acto.
Vg. A parede branca só fica vermelha se receber o vermelho da tinta.
Concluindo; tudo o que estava em potência e muda é movido por outrem. E para mover é preciso ter uma qualidade em acto. No que decorre que é impossível que uma coisa esteja ao mesmo tempo em potência e acto para uma mesma qualidade.
V.g. Se a parede está branca em acto, ela tem potência para ser vermelha. Se ela está vermelha em acto ele não tem potência para ser vermelha.
É por isso impossível que uma coisa seja ao mesmo motor e móvel para uma mesma qualidade; isto é, que uma coisa se mude a si mesma. Resumindo: tudo o que muda, é por acção externa.
E as mudanças podem dar-se numa sequência definida de mudanças que pode exemplificar-se na seguinte fórmula invertida:
PX(6)—»AXPX(5)—»AXPX(4)—»AXPX(3)—»AXPX(2)—»AX(1)
Definida, porque se fosse indefinida, não havia um primeiro ente que originasse a sequência, o que seria absurdo porque para se produzir movimento num ente é preciso sempre outro com a qualidade em acto e porque tinha que a potência preceder o acto e nunca podia haver uma acto anterior à potência, impossibilitando-se assim o movimento.
Portanto a sequência do movimento não pode ser indefinida, e aquela tem de ser originária de um ente que seja apenas em acto, que seja o primeiro motor.
Este primeiro motor não pode ser movido, porque é puro acto (tem todas as perfeições) sem potência passiva, porque se a tivesse seria movido por um anterior, como é lógico.
Este Acto Puro, sem nenhuma potência passiva é Deus.
E como Acto Puro, não tem passado nem futuro; é, simplesmente. Por isso quando Moisés perguntou a Deus qual era o seu nome este respondeu-lhe: «Eu sou Aquele Que é», e quando Jesus discutiu com os fariseus lhes disse também: «Antes que Abraão fosse, Eu sou» (Jo. VIII, 58).
Caramba! Nem é preciso ser mais inteligente que Saramago… Os movimentos dão-se no espaço e tempo que são mensuráveis e como tal a sua sequência tem que ser finita, o que é comprovado pela teoria do Big Bang, pela lei da entropia e até pela teoria da evolução.
Deus portanto existe. É o ser em Acto Puro que não muda, independentemente da vontade de Saramago.
Até o porteiro da Cartuxa de Évora, que foi das pessoas mais simples que alguma vez conheci, no seu misticismo chegou à conclusão de que Deus é «Aquele que tudo contém…»
Mesmo a parvoíce de Saramago!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está marcado para o próximo dia 7 de Novembro no Palácio da Cooperativa Militar aos Restauradores. As inscrições estão abertas até ao dia 31 de Outubro.

Local Visão Tv - Guarda

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jcl

Ninguém conspira se nada ambicionar. E a mim, querido leitor(a), está farto de ler as minhas conspirações nos meus artigos de opinião, logicamente também ambiciono. Qual é a minha ambição? Uma Democracia que nada tenha a ver com esta Globalização neoliberal.

António EmidioUma Democracia onde não caibam fortunas pessoais e volumes de negócios particulares de mil milhões de euros, e mais. Esses negócios, muitos deles, são de privatizações de serviços públicos que até funcionavam bem e, serviam o público em geral, agora servem esses grandes capitalistas e os grandes accionistas. O resto é de droga, corrupção e armas. Claro! Não aceito a massificação soviética, o monopólio estatal e a burocracia estalinista, esse pecado original da esquerda, não me afasta de uma esquerda socialista humana e livre.
O leitor(a) conhece o que foi o escândalo da inquisição, ela não fez com que os cristãos abandonassem o que Cristo propôs nos seus evangelhos. Por o socialismo soviético, e da Europa de Leste falharem, isso não significa que não possamos ver o socialismo no horizonte da história.
Ambiciono uma sociedade em que o homem não tenha que ir a reboque dos interesses, manobras e especulações do grande capital financeiro, industrial e comercial que a única meta que perseguem são as mais valias, nunca o bem estar de quem trabalha, e a criação de postos de trabalho.
Ambiciono o aparecimento de políticos e economistas cuja capacidade consista em criar postos de trabalho, e não destruí-los.
Ambiciono que os cidadãos recuperem a sua consciência critica, que tanto serviu há umas décadas atrás na transformação das sociedades, mas agora está perdida por completo nesta sociedade de consumo e do crédito bancário.
Ambiciono que a democracia dita representativa, onde as grandes decisões são tomadas por uma pequena elite económica e política, tudo muito reservadamente, seja substituída por uma Democracia participativa e verdadeiramente transparente.
Ambiciono que haja respeito pela natureza e pelo meio ambiente.
Ambiciono que os meios de comunicação social venham um dia a ser independentes e livres, e que deixem de estar nas mãos de grandes oligarcas como Carlos Slim, Murdoch, Berlusconi e Pinto Balsemão, entre outros.
Ambiciono que a televisão um dia deixe de ser um meio de controlo cultural, político e ideológico. Que não fabrique mais políticos e depois os ponha a governar, deixe isso para os cidadãos que votam…
Ambiciono assistir um dia no meu País, a campanhas eleitorais em que os políticos apelem à razão, e não à emoção dos eleitores.
Toda esta selvajaria capitalista origina um embrutecimento moral, por isso, tanta droga, tantos crimes de toda a ordem, tanta corrupção, tanta fraude fiscal, tanta desigualdade económica, tanto desemprego, tanta insegurança cidadã, tanto suicídio, tanta violência escolar, tanta desordem, tanta incompetência, tanta pobreza e tanta fome. A ambição costuma-se dizer que é o último refúgio do fracasso. Esta minha ambição não é a ambição de um fracassado, porque nunca fracassei, é a ambição de um derrotado, porque nunca ganharei. Era mais fácil lutar por um diminuto cargo político, ou por um negócio privado, tinha lugar numa comunicação social qualquer, e a diário se fosse preciso, com um pouco de hipocrisia tudo me bajulava, mas a minha luta é a tentativa de preservar o pouco que ainda resta da democracia, e aperfeiçoá-la.
Tenho a noção que as palavras que atentam contra o sistema leva-as o vento. Estas que acabou de ler, querido leitor(a), já voaram.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

A Câmara Municipal do Sabugal viu-se obrigada a revogar o concurso público para concepção do Recinto Desportivo do Soito, face ao posicionamento da Ordem dos Arquitectos, que indicou aos seus associados que não deveriam, em qualquer circunstância, apresentar-se como concorrentes ao referido concurso.

Brasão do Concelho do SabugalA Ordem dos Arquitectos havia classificado o concurso lançado pelo Município do Sabugal como «Inaceitável», face ao reduzido prazo (12 dias) para elaboração do estudo de arquitectura.
A Ordem considerou ainda irregular a exigência de requisitos mínimos de capacidade técnica aos concorrentes, uma vez que esta imposição não é conciliável com a modalidade de concurso adoptada (concurso público).
Na concepção daquela ordem profissional, o concurso camarário violava flagrantemente vários artigos do Código dos Contratos Públicos (CCP), nomeadamente os 220.º, 231.º e 234.º, pelo que, face à queixa apresentada por profissionais, o Conselho Directivo Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos declarou o procedimento «Inaceitável» e notificou a Câmara Municipal do Sabugal dessa mesma decisão.
Perante a ilegalidade verificada, a autarquia reconsiderou e comunicou por ofício, datado de 22 de Outubro, que «(…) face às disposições das peças do procedimento disponibilizados – Termos de Referência – foi decidido revogar a decisão de contratar, com fundamento no disposto no n.º 2 do art.º 80.º do CCP».
A Ordem dos Arquitectos informou de imediato todos os seus associados da decisão tomada pela autarquia.
plb

O decurso da semana passada o Comando Territorial da Guarda da GNR registou um total de 70 ocorrências de natureza criminal, tendo ainda efectuado 12 detenções, elaborado 267 autos de contra-ordenação e registado 39 acidentes de viação.

Carro da BT/GNROs 39 acidentes ocorridos na área de jurisdição da GNR deveram-se a 24 colisões, 14 despistes e um atropelamento. Dos sinistros resultaram um ferido grave e 20 feridos leves.
No período em apreço registaram-se 70 crimes, dentre os quais 17 furtos, oito casos de condução sob efeito do álcool, sete de violência doméstica, cinco de fogo posto, um de condução sem habilitação legal e um de desobediência.
Houve ainda 12 detenções, das quais 10 em situação de flagrante delito, a que se juntaram dois casos de detenção em cumprimento de mandados judiciais.
Foram elaborados 267 autos de contra-ordenação, pelas seguintes infracções: 249 à legislação rodoviária, 10 à legislação da natureza e ambiente e oito legislação policial.
Em 23 de Outubro foi realizada uma operação direccionada para a fiscalização de trânsito, com incidência na verificação de transportes pesados de mercadorias. Na mesma operação foram elaborados 18 autos de contra ordenação, dos quais 13 resultaram por excesso de peso.
Na zona de fronteira com Espanha, foram realizadas seis operações no âmbito da fitossanidade florestal, direccionadas para a fiscalização do nemátodo do pinheiro, tendo sido fiscalizados 158 veículos e elaborados três autos de contra-ordenação.
No período entre 19 e 23 de Outubro, os Núcleos de Programas Especiais dos Destacamento Territoriais da Guarda, Pinhel e Gouveia realizaram varias acções de sensibilização em escolas dos concelhos de Guarda, Pinhel, Trancoso, Gouveia e Seia subordinadas aos temas “Prevenção Rodoviária e Cuidados a ter no Caminho de e para a Escola”. Estiveram presentes 158 alunos.
Numa outra vertente, os Núcleos de Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais da Guarda, Pinhel, Gouveia e Vilar Formoso, levaram a efeito varias acções de sensibilização, em localidades e lares de terceira idade, dos concelhos da Guarda, Pinhel, Trancoso, Gouveia e Almeida inseridas no programa «Apoio 65 – Idosos em Segurança». Estiveram presentes 134 idosos.
plb

Mais uma freguesia representada no Cortejo de Oferendas, realizado em 1947 na (então) vila do Sabugal, a favor do Hospital. Desta vez é a Cerdeira do Côa, que se apresentou numa camioneta de carga, daquelas da época, com um pára-brisas dividido ao meio.

Cortejo de Oferendas - 1947 - Sabugal - Cerdeira do Côa

Joao Aristides DuarteA camioneta tem escrito na porta «A. Gomes Telf. 87 Guarda». Seria de alguém que fazia transportes na Guarda, mas era da Cerdeira e a cedeu para participar no Cortejo de Oferendas? Ou os organizadores do desfile da Cerdeira alugaram a camioneta na Guarda?
Dentro da cabine da camioneta podem ver-se dois passageiros e o motorista (na época chamado «chauffer»).
Na carroçaria aparece um moinho de vento (nada típico da nossa região). Nas velas do moinho estão escritas palavras como «caridade», «humanidade» e «fraternidade».
Na frente da carroçaria lê-se «A Cerdeira Ao Hospital». Também se vê que a rodear o moinho estão vários ramos de árvores.
Lá atrás, em cima da carroçaria da camioneta, vão algumas raparigas da Cerdeira.
Não se consegue descortinar mais nada, através da fotografia, pelo que não sei se a Cerdeira desfilou com algum rancho de rapazes e raparigas, como o fez a maioria das freguesias ou só o fez com a camioneta.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

O almoço anual em Lisboa de convívio e divulgação da Confraria do Bucho Raiano realiza-se no sábado, 7 de Novembro, a partir do meio-dia no palacete da Cooperativa Militar situado na Rua de São José, n.º 24, junto aos Restauradores. As marcações para o almoço – confrades (20 euros) e não confrades (25 euros) – encerram no dia 31 de Outubro. (actualização.)

Confraria do Bucho Raiano

Os confrades do bucho raiano vão reunir-se em Lisboa para o almoço anual da Confraria do Bucho Raiano.
O encontro está marcado para o dia 7 de Novembro no edifício da Cooperativa Militar aos Restauradores. Os dois palácios do conde de Magalhães e um jardim classificados com monumento nacional datam do século XVIII e pertenceram ao Barão de Orta, nobre espanhol cujo brasão em alvenaria decora a parede interior sobranceira à escadaria principal.
O imóvel foi adquirido pelo Ministério da Guerra em 1948 à Marquesa de Santa Cruz dos Manuelles, filha e herdeira do conde de Magalhães. A entrada faz-se por uma porta monumental em arco de volta inteira e conducente através de rampa abobadada ao pátio rectangular interior. O Palácio da Ordem Soberana de Malta cuja cruz ainda hoje ornamenta a fachada principal foi construído no século XIX e foi também utilizado pela Governo Militar de Lisboa. Ambos os palácios foram utilizados pela Cooperativa Militar até 26 de Outubro de 1998 até serem transferidos para o IASFA passando a fazer parte do património do Ministério da Defesa Nacional.
O encontro acontece no primeiro sábado de Novembro respeitando a regra dos dois almoços anuais da Confraria do Bucho Raiano que define uma reunião em Lisboa antes do final do ano e outra no Sabugal no domingo gordo (Carnaval), dia em que tradicionalmente as famílias mais chegadas se juntavam para comer o bucho.
A ementa será constituída por enchidos, seguidos do bucho, que virá à mesa acompanhado por batatas e grelos de nabo cozidos, em absoluto respeito pela tradição gastronómica raiana. Os produtos para o almoço da Confraria do Bucho Raiano serão fornecidos pelo talho certificado de produtos raianos do Adérito da Rebolosa.
O bucho é a peça de enchido mais genuína das terras raianas do centro de Portugal. Manda a tradição que após a matança do porco se juntem num barranhão pedaços de carne provindos da cabeça, orelhas e rabo, de mistura com a carne que restou agarrada aos ossos. Coloca-se essa carne em vinha d’alhos durante três dias, após o que se enchem as bexigas dos próprios porcos, indo para o fumeiro a fim de aí secarem com o calor provindo da lareira.
Dar a conhecer o bucho e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para a região raiana é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano que organiza em Novembro o seu segundo encontro de 2009.
A iniciativa tem como mordomo o confrade José Morgado Carvalho e as marcações podem ser feitas até ao dia 31 de Outubro de 2009 para:
Telemóveis: 965 869 121 e 961 431 889.
Email: confrariabuchoraiano@gmail.com

Preços: Confrades (20 euros) – Não Confrades (25 euros).

Cooperativa Militar – GPS: 38° 43′ 7.41″ N – 9° 8′ 32.81″ W

Confraria do Bucho Raiano: agraciada com louvor da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.
jcl

O rio Côa nasce na Serra das Mesas, no limite dos Fóios (Sabugal-Guarda), percorre 130 quilómetros até desaguar, na margem esquerda do rio Douro em Vila Nova de Foz Côa (Guarda), correndo de Sul para Norte. Não confundir o seu nome com outro rio português, o Alcôa, que nasce em Chiqueda (Alcobaça), e a sete quilómetros em Alcobaça, junta-se ao rio Baça, desaguando no mar, perto da Nazaré.

José MorgadoMas ao longo dos tempos, nem sempre o seu nome e localização exacta da sua nascente eram correctamente referidos, havendo várias versões.
Quando D. Dinis, confirmou o Foral do Sabugal, como consequência do Tratado de Alcanizes, esse actos registrais, não se tornaram de um momento para o outro do domínio público, pois o povo nas suas igrejas matrizes continuavam a ouvir párocos que dependiam do bispo de Ciudad Rodrigo a cuja jurisdição continuavam a pertencer, até aos princípios do Século XV.
As populações locais por onde o Côa passa só sabiam que a «rebera», como era conhecido o Côa, vem dali e corre para acolá e não um curso de água com principio, meio e fim. «Reberas», muitas, cada aldeia tinha a sua.Só os letrados, eventualmente, conheciam o percurso na generalidade. Para a cultura popular era a «rebera» de Vale de Espinho, «rebera» de Quadrazais, a «rebera» do Sabugal e por aí em diante até á foz, conhecendo assim só fragmentos do rio que correspondiam ao leito do rio, que passava no seu limite.
Os nomes relativos aos cursos de água eram do género feminino e ainda hoje na língua francesa esse arcaísmo persiste, pois o rio Sena, para eles ainda é a Sena.
Por outro lado, dizer «rio Côa ou ribeira Côa» é uma redundância, porque é o mesmo que dizer «ribeira-ribeira», pois «coda» ou Côa, já significa ribeira, caudal e os romanos chamavam-lhe «cuda».
Actualmente é inquestionável dizer rio Côa, mas é repetitivo, pois Côa continua a significar ribeira ou caudal.
O rio Côa, no decurso dos tempos, serviu de «fosso» entre ribacudanos (os da margem direita) e os transcudanos (os da margem esquerda), nos períodos tribais e através da Reconquista, serviu de Raia, entre o Reino Leonês e o Reino de Portugal e finalmente de «fosso» também ao Castelo de Sabugal.
Relativamente á nascente do Côa, alguns geógrafos civis e militares, como Duarte Nunes de Leão e Bernardo de Brito, colocam a sua nascente, junto de Alfaiates e António Brandão e outros eruditos, ao definirem o território de Riba-Cõa, escrevem: «Uma língua de terra de quinze léguas de comprido e de largo quatro, aonde tem mais largura.Está lançada de norte a sul, e cingida da parte de Portugal com o rio Côa, que tendo um nascimento na serra da Xalma, que é uma parte da serra da Gata, faz uma entrada em Portugal, pelos lugares de Fologozinho (erro:quereria dizer, talvez Fojinho), Vale de Espinho e Quadrazais, donde se avizinha de Sabugal, primeira vila acastelada desta comarca».
Num manuscrito de Brás Garcia de Mascarenhas, ilustre escritor e militar: «O Côa desce pelos lugares de Foginho, Vale de Espinho, Quadrazais e Sabugal, que lhe fica a leste» No Século XVII, Fóios era vulgarmente conhecido por Fojinhos e situa-se com rigor a nascente do Côa na Nave Molhada (no Lameiro dos Lourenços ou Curral das Moreiras) e na sua vertente portuguesa. (Continua.)
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A Associação Raiar de Aldeia do Bispo organiza no dia 11 de Novembro na região de Paris o «Magusto da Raia».

Paulo AdãoA Raiar – Associação de Aldeia do Bispo – tem organizado diversos eventos, em terras de França e em Aldeia do Bispo, nomeadamente convívios anuais, exposição e debate sobre as origens de Aldeia do Bispo e terras de Riba-Côa na região de Paris, a instalação de uma mesa de orientação no Malhão, a criação e organização de percursos pedestres – a rota do Malhão, já terminada, sinalizada e em fase de certificação pelos organismos correspondentes –, e a limpeza e revalorização de espaços públicos em Aldeia do Bispo.
A Raiar vai, este ano, organizar aquilo a que chamou «Magusto da Raia» na região de Paris. O objectivo principal é reunir à volta das castanhas e do São Martinho, o maior número possivel de arraianos e amigos da Raia Sabugalense e reforçar através desta tradição, a amizade que sempre reinou entre as diferentes aldeias.
O programa «oferece» uma tarde alegre e divertida para rever amigos e como o local proporciona isso mesmo, um grande «Torneio de Petanque».
O encontro está marcado para dia 11 de Novembro, a partir das 14.00 horas, no Boulodrome de la ville de Paris, Stade Léo Lagrange, Rue des Fortifications, PARIS 12ème.
O lema da festa raiana é: Vem e diverte-te. Traz um arraiano contigo.
Um abraço desde Paris.
«Um lagarteiro em Paris», opinião de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

A minha visita ao Sabugal aconteceu na sequência do convite que enviei para a sessão de lançamento em Lisboa do meu último livro «Breve História dos Judeus em Portugal». Entre as respostas recebidas uma ex-aluna lamentava não poder estar presente por razões profissionais, mas enviava-me o link de uma página electrónica onde alguém se tinha referido a um dos meus anteriores livros da trilogia «Portugal e os Judeus». Cliquei e deparei com o Capeia Arraiana. Tratava-se de um post do Kim Tomé sobre a descoberta de uma alegada Arca Sagrada (Aron HaCodesh) na Casa do Castelo.

Jorge Martins - Casa do Castelo - Sabugal

Tendo ficado admirado por não ver os poderes locais divulgarem e integrarem o achado nos seus roteiros turísticos e/ou culturais, resolvi fazer um comentário e oferecer-me para ajudar quem estava a tentar divulgar o achado e a bela ideia defendida pelo Kim Tomé da criação de um Roteiro Judaico do Sabugal. É uma ideia que muito me agrada, pois tenho trabalhado em Roteiros da Lisboa Judaica. Foi o meu primeiro contacto com o Sabugal.
Já nem me recordo de como começou o contacto entre mim e a Natália Bispo, a proprietária da Casa do Castelo, mas, e-mail para lá e e-mail para cá, ficou agendada uma sessão de lançamento do meu livro no Sabugal para dia 17 do corrente mês de Outubro. Pensei: serão uns duzentos e tal quilómetros, não há problema!
Entretanto, as maiores surpresas estavam para vir. Recebo um e-mail da Natália a dizer-me que o mundo é pequeno e que nada acontece por acaso. Pois é, um dos amigos da Casa do Castelo era um colega e amigo Carlos Alberto, que tinha umas lojas na Pontinha, onde vivo. À primeira tentativa não vislumbrei tal colega. Mas, logo de seguida, recordei-me do Carlos Gomes. Ficaria acordado que seria ele a apresentar o meu trabalho.
Mas, a coisa não ficou por aqui. Uns dias após a divulgação dessa sessão no meu blogue, recebo um e-mail do meu amigo Albino Silva a perguntar se sabia onde era o Sabugal. Respondi-lhe que fora ver ao mapa e que teria muito gosto em levá-lo comigo. Aceitou o desafio, porque tinha uma casa em Penamacor, na freguesia de Aranhas. E assim lá fui eu com o Albino Silva e a Maria Helena, a sua esposa, a caminho do Sabugal. Eu, que sou um fervoroso admirador do Interior do país, exultei com esta série de circunstâncias e juntei o útil ao agradável.
Para além da deliciosa e intimista sessão na Casa do Castelo, onde me senti em casa, pude banquetear-me, na companhia de uma série de amigos da Natália Bispo, que se esmerou para oferecer o que de melhor têm os sabugalenses: a hospitalidade e o orgulho pela sua terra… e um manjar irrepreensível. Claro que, feitas as apresentações, numa mesa de arqueólogos, escritores, professores, figuras locais e os meus amigos Albino e Helena, logo após o almoço fomos ao Bardo do Kim Tomé beber um jazz de todo inimaginável e, já agora, uma cafezinho para rematar. Depois de tudo isto, pensei se seria indispensável fazer a apresentação do meu livro. Obviamente, o Carlos não perdeu tempo e pôs a cereja em cima do bolo: levou-me ao Castelo de Cinco Quinas, orgulho maior dos sabugalenses. Simplesmente inesquecível!
Para os forasteiros, devo informar que, ao sair da Casa do Castelo, viramos à esquerda e estamos no Bardo, que tem um ambiente de fazer inveja a muitos bares de Lisboa. Uns poucos metros à frente fica o imponente castelo. Já imaginaram um largo como este – o Largo de St.ª Maria do Castelo –, onde se realiza uma imperdível Feira Franca? Na próxima escapadinha, ou nas próximas férias, não deixem de dar uma saltada ao Sabugal, com paragem obrigatória na Casa do Castelo, para adquirir lembranças regionais e no Bardo, para se refrescarem, a olhar para o castelo. Conseguem mesmo imaginar? Não? Então, vão lá confirmar.
E ainda havia a sessão de apresentação do livro, que correu muito bem. No pequeno espaço, da maior dimensão humana possível, amontoavam-se algumas dezenas de pessoas. Há sessões que têm mesmo que ser assim: conferencista e assistência face a face. Ainda por cima, tínhamos a celebrada Arca Sagrada a um palmo de distância. No fim da sessão era indisfarçável a satisfação de todos os presentes. Um judeu de Belmonte orou frente à Arca, fechando com chave de ouro a cerimónia.
Faço aqui uma interrupção na narração, para criar ainda mais a água na boca daqueles que estarão a cogitar uma visita ao Sabugal. Não é que os meus amigos Albino e Helena andaram a fazer de cicerones por terras das Beiras? Levaram-me a Penamacor, a Penha Garcia, a Monsanto, às Termas de Monfortinho, a Idanha-a-Nova, a Idanha-a-Velha e a Constância, em cujas redondezas comi uns bolinhos de «queijo» (uma partida em que caí redondo), gulosos até mais não. Fiquei a saber que, no primeiro fim-de-semana de Novembro há uma festa em Idanha-a-Velha. E, não sei não, mas talvez me vejam por lá, se a vida profissional mo permitir.
Regressemos às despedidas da Casa do Castelo. Propositadamente, não vos contei que costumo repetir a todos os amigos que não nasceram em Lisboa que tenho desgosto de não ter terra e uma inveja de todos os que a têm para visitar na Páscoa e trazer a bagageira do carro cheia de cebolas e batatas. Lisboa, onde nasci, é bonita, mas não cumpre este desiderato. Disse isso mesmo à Natália Bispo e ela desafiou-me a ser adoptado pelo Sabugal. Aceitei o desafio. Na despedida da Casa do Castelo, a Natália pegou em dois sacos e disse-me: «Aqui tem as batatas e as cebolas! Agora, já tem terra.»
Fiquei desarmado e convencido: tornei-me sabugalense. Subi ao piso de cima e assinei o livro dos Amigos da Casa do Castelo. A partir do dia 17 de Outubro de 2009 passei a ter uma terra adoptiva: o Sabugal. E por lá me continuarão a ver. Até porque me comprometi a ajudar a Casa do Castelo a divulgar o património que possui e a colaborar na feitura de um Roteiro Judaico do Sabugal.
Não quero terminar sem um detalhe. Uns dias antes de ir ao Sabugal fui entrevistado pelo José Carlos Lages para o Capeia Arraiana. A empatia com os sabugalenses, que já existia à distância, cimentou-se logo ali, tal foi a conversa animada em que se transformou a entrevista. O meu entrevistador só dizia: «E eu que não trouxe o gravador!»
Haverá maiores motivos para me sentir adoptado como sabugalense?
Pontinha, 22 de Outubro de 2009
Jorge Martins

Aqui deixamos um grande abraço raiano a Jorge Martins. E uma certeza: ainda tem muito para descobrir no concelho do Sabugal. O nosso bem-haja por aceitar ser embaixador de uma terra que, apesar de adoptiva, também já considera sua.
jcl

Imagens do lançamento na Casa do Castelo do livro «Breve História dos Judeus em Portugal» de Jorge Martins.

jcl

Os relógios vão atrasar 60 minutos na madrugada deste domingo, dia 25 de Outubro, altura em que entra em vigor a chamada «Hora de Inverno».

Relógio - Mudança da HoraA mudança, em Portugal Continental e na Madeira, ocorre à 01.00 hora de domingo, altura em que os relógios deverão atrasar uma hora, passando para as 00.00 horas. A mudança da hora deve-se a uma directiva comunitária que determina que os países da União Europeia devem entrar na hora de Verão no último domingo de Março e adoptar a hora de Inverno no último domingo de Outubro, independentemente do fuso horário em que se encontrem.
A hora mundial exacta é estabelecida pelo Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), em Sèvres, nos arredores de Paris, França, onde é realizada a escala de tempo para uso geral internacional, através dos seguintes dois elementos essenciais: a realização da unidade de tempo (o segundo) e a manutenção de uma referência contínua temporal. Esta referência contínua é o Tempo Atómico Internacional (TAI) que é calculado no BIPM utilizando dados provenientes de mais de 200 relógios atómicos de mais de 50 países.
A estabilidade de longo-prazo do TAI é assegurada por uma judiciosa pesagem da participação dessas duas centenas de relógios e a escala é mantida tão próxima quanto possível da unidade «segundo» mantida pelos melhores relógios primários de césio de alguns laboratórios nacionais.
O TAI é uma escala estável e uniforme que é isenta das irregularidades da rotação da Terra. Para uso público e prático foi criada a escala UTC (Tempo Universal Coordenado) que é idêntica ao TAI, salvo uma pequena correcção de um «leap second», de tempos a tempos (em regra, no final de cada ano), em função das referidas irregularidades e que é determinada pelo IERS – Serviço Internacional da Rotação da Terra.

Página na Internet da BIPM. Aqui.
Página na Internet com a «Hora do Mundo». Aqui.
jcl

«D. Ermelinda arranjara a ceia: uma ceia de caldo verde e sardinhas assadas, raras naquela região e muito frescas, – nem que Nagosa fosse um braço de mar e as houvessem ali pescado nesse instante… No fim, para assentar, chá, – um chazinho de cidade, loiro e aromático, dando a nota apurada da civilização após aquele menu de cavadores.»

ladislauA citação é extraída do conto «Sr Anselmo», inserto no volume «Aquela Família…», de Ladislau Patrício, que retrata em breves e magistrais pinceladas o «perfil grotesco dum provinciano ilustre». Era Outono, de Lisboa chegara a notícia de que estalara a revolução que apeou a Monarquia o que muito perturbou Anselmo que viveu o dilema de antever qual era o melhor partido a tomar nessa hora crítica. Passa-se a acção em Nagosa, freguesia do concelho de Moimenta da Beira, onde o fidalgo dirigira os trabalhos da vindima e vigiava a fermentação do vinho no lagar.
Mesmo rico, e agarrado aos esmeros da boa mesa, não dispensou Anselmo a degustação de um sabor bem popular: caldo verde e sardinhas assadas. Comida própria dos trabalhos das colheitas, no fim do Verão. Manjar dilecto de camponeses, apetitoso à hora do almoço, no intervalo das fainas, quando uma tarde inteira de labuta levava a uma digestão a compasso.
E pegamos outra vez num trecho do livro para vermos como ficou o nosso homem rico e inactivo com as sardinhas que emborcara à hora da ceia:
«Havia lua cheia.
Anselmo antes de se ir deitar saiu para o terraço da casa a respirar um pouco, à vontade. Arrotou. As sardinhas vieram-lhe à boca. Murmurou arreliado:
– A mania de comer a esta hora há-de acabar.
Sentou-se num banco, à fresca, de colete desabotoado e a fumar.»
Figura prestigiada da cidade da Guarda, Ladislau Fernando Patrício, ali nascido em 1883, foi médico, tornando-se conhecido como director do Sanatório Sousa Martins, e pelo trabalho prestado no Hospital Francisco dos Prazeres e no Lactário da cidade. Com gosto pelas letras, cedo iniciou colaboração nos jornais da região, que com os alvores da República proliferaram na cidade. Também se distinguiu como ensaísta e conferencista, escrevendo em revistas científicas e intervindo em congressos de medicina.
Cunhado do poeta Augusto Gil, de quem seria biógrafo, a sua dedicação às letras teve especial expressão nos livros que escreveu sobre medicina. Tisiólogo com forte ligação à cura da tuberculose, doença que avassalava o país, escreveu o livro «O Bacilo de Koch e o Homem», integrado na colecção editorial Biblioteca Cosmos, dirigida pelo matemático Bento de Jesus Caraça. O livro tornou-se numa referência no estudo da tuberculose em Portugal.
Mas a sua produção literária foi mais longe, e abrangeu a poesia e a ficção, aqui se destacando os contos e as peças de teatro. Os seus livros têm por pano de fundo a Guarda e as suas gentes, abordando temas populares, testemunhando as vivências desse povo humilde que ele tão bem conheceu no hospital e no consultório.
Os contos retratam pequenos episódios provincianos, onde se enaltece ou caricatura o homem rústico. São textos de sabor popular, onde impera a singeleza das coisas. Textos que se lêem de uma penada e pelos quais se entende melhor este povo de antanho que um homem da cidade observou, sentindo suas as misérias materiais e conhecendo a riqueza de do seu querer e do seu saber.
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

No rescaldo do recente ciclo eleitoral vale a pena reflectir sobre a forma como as eleições traduzem o estado actual da democracia portuguesa. Considerado o menos imperfeito dos regimes políticos, a democracia revela-se em toda a sua imperfeição. Olhando, para o preocupante problema da abstenção, sintoma dessa imperfeição, não restam dúvidas que o interesse dos eleitores é inversamente proporcional à distância do poder em causa. Por outro lado o alheamento tende a aumentar sempre que aumenta a complexidade do juízo político. Tome-se como exemplo o referendo sobre o aborto, que introduziu na discussão política questões éticas e científicas, difíceis de entender pelo cidadão comum.

António Cabanas - «Terras do Lince»Compreende-se, por isso, o debate ocorrido em redor da conjugação das datas das recentes eleições legislativas e autárquicas, onde uns e outros se mostraram a favor ou contra a sua simultaneidade. É que nas autárquicas, ao contrário das legislativas, a abstenção desce para níveis mínimos, que chegam por vezes a reflectir apenas o absentismo. Seria ingenuidade pensar-se que, por detrás da posição dos partidos sobre a referida simultaneidade, estivesse a nobre preocupação pelo aperfeiçoamento democrático e pelo combate ao abstencionismo, e não o cálculo frio da vantagem dos votos.
Deixando as análises nacionais para melhores e mais abalizados comentadores, centremo-nos nas autárquicas e na região, escalpelizando um pouco formas, detalhes e resultados políticos. Desde logo, pense-se no efeito de arrastamento: a vitória do PS nas legislativas terá ou não beneficiado os candidatos do PS às autarquias? Embora em pequena escala, pensamos que sim, como pensamos que se as duas eleições tivessem ocorrido em simultâneo, o efeito teria sido maior. Enganaram-se, portanto, nas posições que previamente assumiram, os dois partidos do poder. Grato deverá estar o PSD a Cavaco Silva, que, embora desejoso em lhe fazer a vontade, fez o oposto para não ser acusado de parcialidade. O PS, pelo contrário, que só teria a ganhar com a conjugação e a rejeitou, pode queixar-se de si próprio, por se esquecer da volatilidade do fenómeno político.
Voltando ao dito arrastamento, parece óbvio que começa a ter cada vez menos efeitos. Veja-se a distinção que o eleitorado fez em muitas mesas de voto, nas autárquicas, votando de forma diversa para a Assembleia de Freguesia, Câmara e Assembleia Municipal, sintoma de maturidade democrática, mas também prova de que, mais que os partidos, cujo papel organizativo e de mobilização não se pode sonegar, são as pessoas que ganham as eleições. Registe-se ainda o caso da Covilhã, que deu ao PS uma larga maioria nas legislativas e deu a Carlos Pinto do PSD uma esmagadora vitória duas semanas depois.
Não se pense pois que o eleitorado não sabe o que quer. É verdade que ao nível local o jogo é outro, é mais terra a terra, mais porta-a-porta, mais voto a voto, pressiona-se, marca-se à zona. Por essa razão, ter bons pontas-de-lança, leia-se estrategas, personagens influentes e candidatos ganhadores às Juntas de Freguesia, é meio caminho andado para ganhar a Câmara. Quem não conhecer a cartilha é melhor que fique em casa. Algumas forças políticas apenas vêm à tona de quatro em quatro anos, o que é insuficiente para ganhar eleições. As sociedades não vivem só de política, há mais vida para além do poder. Ganha-se traquejo e notoriedade nas causas públicas, nas colectividades e noutras organizações de fins não lucrativos. Se alguns aparelhos partidários locais são bons exemplos de organização e dinamismo, promovendo debates temáticos, jornadas e outros eventos, outros apagam-se a seguir às eleições e nem sequer elegem as respectivas lideranças.
Câmara Municipal de PenamacorO suposto resquício do antigo regime de que os dinossauros se poderiam eternizar no poder sem que nada os fizesse apear, começa a cair por terra, como o demonstraram os eleitores da Mêda e de vários outros municípios do país. Paradigmático parece ter sido o caso de algumas autarquias comunistas em que já se confundia o partido com a Câmara e que também mudaram de mãos. Convém realçar que, às vantagens óbvias do exercício do poder, se opõem as desvantagens do desgaste, ainda que nos dois distritos beirões a balança pendesse para os «instalados», apenas com uma mudança a Sul e três a Norte.
Lição não menos importante a reter é que não basta escolher pessoas e equipas competentes. Para se chegar ao poder é preciso ganhar eleições, e, nesse capítulo, quantas vezes a popularidade de um candidato chega e sobeja para os melhores argumentos de adversários competentes. Não querendo referir exemplos, atente-se nos acusados e até condenados por crimes graves que continuam impávidos e serenos a merecer a confiança dos eleitores.
Os independentes, inovação das autárquicas de 2001, em que Penamacor escreveu uma página merecedora de análise sociológica, e os partidos da terra, muleta dos que não têm partido, vieram baralhar um pouco as contas. Em geral, uns e outros emergem das divisões fratricidas dos partidos, das facções não alinhadas. Por falta de apoios e de aparelhos, as suas possibilidades de êxito são reduzidas. Em alguns casos mais não fazem que «entregar o ouro ao bandido», leia-se, dar a vitória aos adversários de ideologia, como foi o caso de Oliveira do Hospital, nas recentes eleições.
O Sabugal teve também notas curiosas, com protagonistas de direita apoiando candidatos de esquerda e vice-versa, nada estranho a outros azimutes. Nem precisamos de ir mais longe, recorde-se Penamacor quatro anos antes, em que vários elementos do PS passaram para a coligação de direita, enquanto os independentes apoiados pelo PSD passaram para o PS. Uma simples troca de posições! Confrontado com o epíteto de vira-casacas, dizia-me há dias um amigo que a única camisola que tinha era a do Benfica e nem sabia explicar porquê!
Para finalizar esta brevíssima e despretensiosa análise sou de opinião que, nestas autárquicas, houve generalizadamente pouco arrojo dos partidos políticos. Face ao limite de mandatos, impunha-se já alguma coragem, não deixar todo o jogo para daqui a quatro anos, em que se prevê um verdadeiro terramoto.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

kabanasa@sapo.pt

«Há mais vida para além do poder» e… há mais vida para lá da Malcata. As nossas boas-vindas a este espaço de livre opinião ao político e homem de cultura António Cabanas, vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor. Bem-haja pela disponibilidade e pela amizade.
jcl e plb

A partir de uma história simples, um rapaz iraquiano que atravessa a Europa para chegar à sua amada que vive no Reino Unido, o realizador francês Phillipe Lioret faz uma abordagem à questão da imigração ilegal que nos mostra as dificuldades de quem tenta ir atrás dos seus sonhos e de quem pretende ajudar os outros.

Pedro Miguel Fernandes - Série B«Welcome» é a história de Bilal, um jovem curdo, de 17 anos, nascido no Iraque que fugiu do país para ir ao encontro da sua amada, que está no Reino Unido com a família, e sonha um dia poder jogar à bola no Manchester United. Para entrar nas ilhas britânicas tenta ir à socapa com outros compatriotas ilegais, que pagaram 500 euros cada um para se esconderem num camião de mercadoria onde para fugirem ao controlo policial têm de colocar um saco na cabeça.
Depois de uma tentativa falhada, o jovem tenta chegar ao seu objectivo fazendo a travessia do Canal da Mancha a nado, apesar de mal saber nadar. Para cumprir a sua tarefa, recorre à ajuda de um professor de natação de Calais, uma magnífica interpretação de Vincent Lindon, que inicialmente desconfia do jovem, mas acaba por ajudá-lo, mesmo que tal o possa levar a contas com a justiça.
WelcomeNeste ponto «Welcome» mostra um outro lado da imigração ilegal. Não só apresenta a forma como muitas pessoas tentam actualmente chegar a território britânico – uma das tentativas é representada, mas há também vários exemplos contados pelos companheiros de Bilal – como as consequências para quem os ajuda. No caso do treinador do jovem, estas passam pelo desprezo e denúncias por parte dos vizinhos e pela perseguição que as autoridades fazem a quem alberga uma pessoa que não tem onde viver, a não ser na rua, sem condições.
«Welcome» acaba por ser uma boa história dramática e um filme bastante actual no panorama do cinema de hoje. De realçar que um dos últimos planos é precisamente uma imagem de Cristiano Ronaldo, quando ainda envergava a camisola do Manchester United, depois de marcar um golo. Nem mais nem menos do que o exemplo de um imigrante, legal é certo, que saiu do seu país de origem para perseguir os seus sonhos.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

Desafio de futebol entre o Soito e o Sabugal (1-1) a contar para a segunda jornada do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol da Guarda.

Local Visão Tv - Guarda

Vodpod videos no longer available.

jcl

Respondendo a um desafio feito pelo José Carlos Lages e pelo Paulo Leitão inicio hoje a minha colaboração no blogue «Capeia Arraiana» assinando o «Largo de Alcanizes».

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Devo começar por referir desconhecer a existência deste blogue, até há relativamente pouco tempo. A minha participação nas últimas eleições autárquicas, para além de liderar um projecto político com o qual me identifico e acredito, foi do ponto de vista pessoal importante. Importante pela descoberta de algumas coisas (este blogue por exemplo) e pela redescoberta do sentir e da vivência sabugalense ou simplesmente pelo avivar de memórias adormecidas.
E por considerar a existência deste espaço, como espaço livre de partilha seja de memórias ou opiniões e ser catalisador do encontro de sabugalenses independentemente de viverem no Sabugal, aceitei colaborar nele.
Agora que aceitei em frente do computador tento escrever. Não sendo guarda-rede, nem estando sem emprego só me lembra do título do livro «angústia do guarda-rede antes do penalty», de Peter Handek, depois adaptado ao cinema por Wim Wenders.
Angústia por não saber sobre que escrever, angústia pelo medo de não saber dar coerência e continuidade às crónicas a enviar. Contudo, porque a dureza do granito me faz lembrar que os medos só são ultrapassados com coragem e determinação, procurei um nome – sim porque tudo tem um nome – e encontrei. As crónicas passarão a chamar-se «Largo de Alcanizes» e nelas escreverei memórias (quando do colectivo se tratarem), opiniões, críticas. Escreverei sobre o Sabugal – suas gentes, suas terras, suas riquezas e pobrezas. Escreverei sobre o mundo, sobre a política sobre leituras e cinema, sobre a vida e a morte. Sobre a terra e os céus, deuses e demónios, porque afinal escrever não tem que ser um acto de coerência temática.
«Largo de Alcanizes» – largo onde nasci e me transporta a uma infância e adolescência com cheiros e sabores tão próprios do Sabugal.
«Largo de Alcanizes» – largo onde o adulto regressa e onde nas férias, nas noites quentes de verão tenta, com os filhos, reproduzir jogos e brincadeiras do seu tempo de criança e adolescente, tentando esquecer por minutos, que as playstations e os computadores existem e que as motivações e interesses das crianças e adolescentes de hoje, podem não ser os interesses de outros tempos.
«Largo de Alcanizes» – largo, cuja toponímia nos faz recordar que já pertencemos a Castela e nos tempos globais que hoje vivemos, nos faz reflectir sobre os nacionalismos, os povos e as nações.
Tantos assuntos, afinal, para explorar.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Para o José Manuel Monteiro, candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal do Sabugal nas últimas eleições autárquicas, as nossas boas-vindas ao espaço de opinião do Capeia Arraiana. É mais um sabugalense que, embora não vivendo todos os dias no concelho, se disponibiliza para contribuir com as suas ideias para um futuro melhor das nossas terras.
jcl e plb

Meia centena de interessados vão participar na jornada micológica que se realiza na freguesia dos Fóios, a partir das 9 horas do próximo sábado, dia 24 de Outubro, e que tem por principal objectivo dar a conhecer as várias espécies de cogumelos silvestres e a sua importância para a alimentação e para a economia local.

TartulhoSegundo nos disse o presidente da Junta de Freguesia, José Manuel Campos, inscreveram-se pessoas dos mais diversos pontos do país, pelo que se adivinha uma jornada de trabalho e de muita convivência.
Para o autarca, a chuva que se fez sentir nos últimos dias potencia a possibilidade de se encontrarem bastantes cogumelos na jornada, pois está prevista uma deslocação ao campo. «Naturalmente que não será propriamente a quantidade que nos interessa, mas sim a qualidade e a diversidade de cogumelos que poderemos encontrar, pois o mais importante é que as pessoas possam dar mais um passo na boa identificação dos fungos», disse José Manuel Campos.
Considerou ainda que estas jornadas, que se vêm realizando regularmente da sua freguesia, revelam-se de uma importância extraordinária para a região. Diz ter mesmo conhecimento de pessoas que se inscreveram na jornada vêm, e que dormirão na histórica vila de Sortelha, onde pensam passar o resto do fim-de-semana, e de outras que já marcaram alojamento na cidade do Sabugal.
«Espero e desejo que no final da jornada todas as pessoas fiquem satisfeitas e que, no próximo, ano se voltem a inscrever. Como organizadores procuraremos fazer cada mais e melhor. No final cada participante preencherá uma ficha de avaliação da jornada que procuraremos analisar e estudar para próximos eventos», concluiu o presidente da Junta de Freguesia.
Esta jornada é organizada pela Junta de Freguesia e pelo Grupo Cultural e Desportivo dos Fóios. Conta ainda com a colaboração da Câmara Municipal de Sabugal. O responsável técnico é o Engenheiro Gravito Henriques, do Ministério da Agricultura e Pescas. Contar-se-á ainda com a presença de dois amigos da freguesia, e também especialistas na matéria, que virão da localidade vizinha espanhola de Navasfrias: o Alcalde Celso Ramos e Luis Santiago, farmaceutíco dessa localidade.
plb

Esperei algum tempo até decidir analisar os resultados das últimas eleições para os órgãos autárquicos no Sabugal, pretendendo assim fazê-lo mais «a frio» e porventura com dados suplementares aos que eram conhecidos no momento em que os resultados se anunciaram.

Fila para votarNão tenho pejo em afirmar que faço parte dos perdedores destas eleições. Quem me conhece sabe que há muito sou crítico do desnorte em que o concelho anda e que alimentava a esperança de uma mudança de política.
Defendo pois que se perdeu uma oportunidade, porque desta vez mais de 60 por cento dos eleitores quiseram apear os que criaram musgo na câmara, dividindo-se porém entre duas alternativas, o que levou a que o candidato da inércia conseguisse chegar à cadeira de presidente. O mesmo, embevecido com a vitória, mas despejado de um mínimo de humildade democrática, apressou-se a afirmar a um órgão de comunicação que ficara surpreendido por não ter obtido a maioria absoluta, pois esperava eleger quatro vereadores. Talvez falasse para dentro do partido, assim confortando o quarto candidato, que ficou relegado do lugar, mas há que saber reagir com modéstia ao voto popular, a que todos têm de se submeter por maiores que sejam as suas ambições.
O presidente eleito está absolutamente legitimado pelo voto popular, porém também considero que só existirá um bom governo autárquico se tivermos uma oposição forte. É aliás isso mesmo que esperam todos os que votaram contra a letargia. Neste sentido, preocupam-me prestações de vassalagem como a de Joaquim Ricardo: «Conte comigo em tudo o que for de bom para a nossa terra». Isto fez-me lembrar o debate na rádio Altitude, em que os candidatos se trataram por «colegas», em vez de se afirmarem como «adversários».
Estou convicto que só se fará algo de bom para a nossa terra se desde já se avisar o presidente eleito que tem de mudar o rumo, evitando que o concelho se afunde nas decisões erradas que foram tomadas ao longo destes 12 anos e, muito em especial nestes últimos quatro, em que a loucura e a irresponsabilidade tomaram conta de tudo.
Quanto à análise dos números da votação, revejo-me totalmente nas conclusões que aqui já explanou João Duarte, que lhes fez uma interpretação muito pertinente. De qualquer forma, quero salientar que para além dos votos que o PS deixou escapar para a candidatura de Joaquim Ricardo (que fez uma campanha fulgurante e bem organizada), também houve perdas de difícil justificação. Desde logo a tremenda «tareia» que os socialistas continuam a levar nas freguesias pequenas, nomeadamente nas sete cujas Juntas são eleitas em plenário e que, somadas, formam uma grande fatia do eleitorado. Também acho estranha a hecatombe na Bendada, cuja boa parte dos votos socialistas foi captada pelo MPT e pelo PSD. Porém o que menos se explica é o facto da terra mais socialista do concelho – os Fóios – votar massivamente no PSD, aparentemente apenas porque o presidente da Junta, aponta esse partido (ao qual nem pertence) como a melhor opção.
Quanto à votação no Soito, em que o PSD ganhou por larguíssima vantagem, tenho que a contenda de fim de campanha, a que alguns chamaram «peixeirada», entre Manuel Rito e António Morgado terá motivado uma orientação de voto para o PSD, em resguardo do seu conterrâneo. Contudo, ainda que pense assim, há um facto que fica por explicar: como é que António Robalo (candidato à Câmara) colhe ali mais votos que Manuel Rito (candidato à Assembleia Municipal)?
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Astérix o irredutível gaulês que arrebatou os louros de César cumpre meio século de resistência. Astérix comemora 50 anos e a «festa» de aniversário da personagem de banda desenhada decorre em 19 países através do lançamento do livro «O Aniversário de Astérix e Obélix, Livro de Ouro». A obra tem uma edição total de 3,5 milhões de exemplares e foi lançada em Portugal aos primeiros minutos desta quinta-feira, 22 de Outubro.

Asterix
jcl

As questões do judaísmo em Portugal e no Concelho do Sabugal foram o mote para uma tarde memorável em que tive o prazer de participar na Casa do Castelo da Talinha e do Romeu.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»A apresentação do livro «Breve História dos Judeus em Portugal» da autoria do Prof. Jorge Martins, foi o pretexto para que algumas dezenas de pessoas pudessem assistir a um acontecimento cultural memorável, pela qualidade do autor e dos intervenientes, mas, sobretudo, pelo conjunto significativo de informação que, para um leigo como eu, foi transmitida.
Ficou clara a importância das comunidades judaicas do Concelho do Sabugal (Sabugal, Alfaiates e Vila do Touro), referenciadas já em textos oficiais do Reino no século XIII.
Ficámos a saber que na Torre do Tombo estão já identificados 110 processos da Inquisição referentes a famílias judaicas do Sabugal.
Foram claramente afastadas dúvidas que houvesse sobre a autenticidade do «altar» judaico (HARON HAKODESH) da Casa do Castelo, após a aula de sapiência judaica ministrada por um proeminente membro da Comunidade Judaica de Belmonte.
Ficámos a saber que havia outro «altar» judaico de grande valor no Sabugal, por mim, que ia àquela casa desde que nasci, desde sempre conhecido como uma cantareira.
Ficámos, todos os presentes, perfeitamente convencidos da urgência em se estudar o judaísmo no Concelho do Sabugal, colocando esta parte da nossa história ao serviço do desenvolvimento do Concelho, pela sua importância enquanto mais uma valência turística.
Breve História dos Judeus em Portugal - Casa do Castelo - SabugalAo Carlos Alberto que trouxe ao Sabugal o Prof. Jorge Martins e à Talinha e ao Romeu que abriram as portas da Casa do Castelo, o meu sincero agradecimento pela tarde que nos proporcionaram.
Lamentavelmente, a Câmara Municipal preferiu não estar presente…

ps1. Mais uma vez os jornais publicaram a classificação das Escolas Secundárias Portuguesas. Têm o valor que têm, pois segundo cada jornal, assim a classificação das Escolas, ressaltando, no entanto, a classificação modesta da Escola Secundária do Sabugal e, no geral, das Escolas do Distrito da Guarda, o que me merece três considerações:
– Em primeiro lugar, salientar o esforço que os professores da Escola Secundária (muitos dos quais conheço pessoalmente), desenvolvem para, em situações nem sempre as mais favoráveis, transmitirem os conhecimentos aos alunos;
– Em segundo lugar salientar que muitos dos alunos gastam diariamente horas do seu descanso e de estudo no transporte diário de e para as freguesias do Concelho, com claras consequências a nível do aproveitamento escolar;
Por último, saliento o estado de relativa degradação em que se encontram parte das instalações da Escola, que necessita de urgente intervenção. Sabendo que é intenção da Administração Central passar todas as Escolas para a responsabilidade das Autarquias, medida que merece o meu acordo, considero que o Município do Sabugal não deveria aceitar essa responsabilidade sem que previamente o Governo efectuasse os trabalhos de beneficiação que se impõem.
ps2. No Largo do Castelo encontra-se em obras uma casa antiga, verificando-se a utilização de materiais que, claramente, nada têm a ver com o local (por exemplo, tijolo de cimento). Acredito que o resultado final esteja de acordo com o local, pois não me parece que o IGESPAR e a Câmara autorizassem outra coisa. Mas lá que o aspecto actual não é muito bom, não é…
ps3. Quase em jeito de adivinha. Quantos sabugalenses sabem onde fica o largo «Santa Maria de fátima» (não é gralha, a placa tem mesmo fátima com letra minúscula)?
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Vai um prato de jaquinzinhos?

João ValenteRua da Madalena acima
A seguir ao fotógrafo, meto pelo arco. Subo.
Ao primeiro patamar das escadinhas
A casa de pasto do Crispim. O cheiro a jaquinzinhos.

Hora de almoço, reclama o estômago.
Uma ânsia de jaquinzinhos, coisa urgente.
A mulher do Crispim coloca tiras de carne
No grelhador à porta da tasca.

Doze e trinta. Decido-me pelos jaquinzinhos.
O Crispim está sozinho ao balcão.
E cumprimenta: – Que vai ser hoje… Doutor?
E enche uma jarra de tinto.
– Vai uma tigelinha de azeitonas pretas? Pergunta
Estendendo na mesa a toalha de papel.
– E com os jaquinzinhos, arrozinho de tomate?
E deixa o prato, os talheres e o copo.

Uma menos vinte. Despachei meio jarro,
As azeitonas e dois pães.
O Crispim limpa os copos lavados,
Inspecciona-os à contra-luz.

– Está um dia dos diabos – Diz ele
Vendo a chuva a cair no saguão.
– A chuvinha também já cá fazia falta…
E põe as mãos nos quadris.

Sim, respondo. Bate a uma menos um quarto em S. Cristóvão
– Nem tarde, nem cedo –
Mas os jaquinzinhos, não vêm

E a fome aperta.

– Ó Crispim, esses jaquinzinhos saem ou não?
Ele cruza os braços, indiferente:
– Então não queiram lá ver?
E olha-me com desafio
– Tem a mãe na forca, O Doutor?

Limpa as mãos ao avental. Vira costas.
Assoma à porta. – Maria, a entremeada vem, ou não?
É Outono. Lá fora, chove.

– E eu que morro por uns jaquinzinhos!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

A promessa eleitoral de António Robalo, de criar no Sabugal uma universidade da terceira idade, já estava decidida pela Câmara Municipal mesmo antes das eleições, decidindo-se agora abrir incrições.

Universidade Sénior do SabugalO Executivo Municipal em reunião ordinária de 4 de Setembro de 2009, deliberou criar no Sabugal uma Universidade Sénior, em resposta ao isolamento e a exclusão social dos mais velhos. O projecto quer incentivar a participação dos mais idosos na sociedade, divulgar os direitos e oportunidades que existem para esta população, reduzir o risco de dependência e ser um pólo de convívio.
A Câmara Municipal pretende aderir à Associação Rede de Universidades de Terceira Idade (RUTIS), Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) e de Utilidade Pública, de âmbito nacional, com sede em Almeirim, que visa promover o envelhecimento activo e apoiar as Universidades Sénior.
Será necessário contratar professores para a futura Universidades, que terão de ser maioritariamente voluntários, maiores de 18 anos, incentivando deste modo o voluntariado social de acordo com a Lei em vigor que enquadra este tipo de iniciativas.
Nesse sentido, e executivo municipal decidiu igualmente abrir desde já inscrições para alunos e também para professores voluntários interessados em leccionar na Universidade Sénior no Sabugal. Para o efeito os interessados deverão contactar o Sector de Acção Social e Educação da Câmara Municipal, sito na Rua Luís de Camões, n.º 16 (Edifício da Biblioteca Municipal do Sabugal), ou pelo telefone 271 752 230.
plb

Depois de passados mais de 365 dias sobre a minha última intervenção no «Ideias Soltas», regresso com a consciência do dever cumprido – Dever cívico: serviço público prestado ao meu concelho.

Joaquim RicardoInevitável, neste recomeço, será contar para os mais distraídos, o que aconteceu durante este espaço de tempo, o que farei embora resumidamente.
Durante cerca de um ano construímos uma equipa e nas listas do MPT-Partido da Terra, e todos como independentes, concorremos à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e 14 Assembleias de Freguesia. O nosso ponto de partida estava muito longe do «Zero», comparativamente com as restantes forças políticas com estruturas bem definidas no concelho. Sabíamos do enorme trabalho que estava pela nossa frente!
Elaboramos um projecto autárquico pelo qual lutámos 24 horas por dia, divulgando-o por todo o concelho, junto dos eleitores. E estes, democraticamente, no acto eleitoral realizado no passado dia 11 de Outubro preferiram o projecto que foi apresentado por outras forças políticas concorrentes, no caso, o PSD-Partido Social Democrata.
Continuo a pensar que o nosso projecto era o que melhor servia ao desenvolvimento do concelho do Sabugal. Porém, num processo eleitoral democrático há sempre vencedores e vencidos e quem se apresenta a sufrágio só tem que aceitar os resultados que são a vontade soberana do povo.
Enviei, em meu nome pessoal, ao candidato vencedor, Eng.º António Robalo, uma mensagem, cuja recepção já foi confirmada, onde escrevi: «Parabéns! Desejo-lhe um óptimo mandato ao serviço do concelho do Sabugal. Conte comigo em tudo o que for de bom para a nossa Terra!»
Doravante, assim farei. Serei oposição responsável e o concelho pode contar com o meu trabalho.
«Ideias Soltas», opinião de Joaquim Ricardo

dr_jfricardo@hotmail.com

A Ordem dos Arquitectos declarou «inaceitável» o concurso organizado pela Câmara Municipal do Sabugal para a elaboração do estudo Global de Concepção do Recinto Desportivo do Soito que incide sobre uma área de 8825 metros quadrados. Pela terceira vez este ano, a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos declarou como «inaceitável» um concurso público lançado por uma câmara municipal.

Ordem dos ArquitectosDe acordo com a edição de terça-feira, 20 de Outubro, do jornal «Público» a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte (OASRN) considera que estão em causa várias irregularidades, das quais sobressaem a escassez dos prazos dados aos concorrentes para elaborarem as propostas. A Câmara do Sabugal estipula o prazo de 12 dias de calendário, para a entrega dos trabalhos de concepção. «Assim sendo, todas as peças, escritas e desenhadas respeitantes aos trabalhos a desenvolver, e que inclui um Pavilhão Desportivo, Piscinas Exteriores de Utilização Pública, Zona de Recreio Infantil e Espaços Exteriores, teriam que ser apresentadas em doze dias, a contar do envio do anúncio para publicação em Diário da República. A prática profissional da Arquitectura não se coaduna com um prazo impraticável e irrealista», lê-se num comunicado divulgado pela Secção Regional do Norte.
«Não estando salvaguardados os princípios da própria actividade profissional da Arquitectura, nem tão pouco os Princípios da efectiva Concorrência e da Defesa do Interesse Público, a OASRN, ao declarar este concurso como inaceitável, considera que os Membros da Ordem dos Arquitectos não devem, em qualquer circunstância, apresentar-se como concorrentes ao referido concurso», continua a ordem profissional citada pelo «Público».
Esta é a terceira vez que a secção regional presidida pela arquitecta Teresa Novais chama a atenção não só dos arquitectos, como de toda a opinião pública, para o facto de continuarem a ser lançados concursos públicos que levantam várias suspeitas de irregularidades.
A primeira vez que o Pelouro de Encomenda desta secção (que escrutina diariamente os concursos que vão sendo lançados) detectou problemas, foi no concurso para a construção do Parque de Ciência e Tecnologia em Vila Real, organizado por uma associação cuja maioria pertence à Câmara Municipal de Vila real. Nessa altura, para além da declaração pública do concurso como «inaceitável», foram também alertados os arquitectos que aqueles que participassem nos concursos que tivessem este rótulo poderiam estar sujeitos as sanções disciplinares. Nestes dois ultimos casos, a “ameaça” de sanções disciplinares não é referida.
jcl com Público

Segunda-feira, dia 19 de Outubro, fui tirar umas fotografias a um local, do Ribeiro Picoto, afluente do Côa, onde pretendemos recuperar um grande açude de modo a que os helicópteros, os carros dos bombeiros e dos sapadores florestais possam abastecer em caso de incêndio.

José Manuel CamposVisto que o leito estava quase seco caminhei como se de um caminho de pedras se tratasse. Apenas um pequeno poço com alguma água, como convém, para que as espécies cinegéticas e os passarinhos possam matar a sede.
Acontece, porém, que hoje dia 20, acordei com a chuva a bater fortemente nas vidraças do meu quarto. Levantei-me e fui tomar um café com uns amigos que já haviam apanhado umas sacas de castanhas. Disseram-me que a chuva só começou a cair ao romper do dia. Desloquei-me ao Ribeiro Picoto, em cujo leito ontem havia passeado, e fiquei pasmado. Quase nem dava para acreditar. A natureza tem mesmo destas coisas. Tantos dias e tantos meses a clamar pela água e hoje veio em tão grande abundância. Só é pena que não tenhamos meios para a poder segurar. Já nem peço barragens mas ajudem-nos, por favor, a restaurar e a desassorear alguns açudes do rio Côa.
ribeiro1É uma vergonha falar-se em tanto dinheiro, proveniente da União Europeia, e não chegar um euro a esta região para se poder dar uma lufada de ar fresco ao querido e amado rio Côa. Amado(?), ignorado e desprezado pelos maus tratos que tem levado.
Noutro tempo ainda havia os guarda-rios que iam olhando pela fauna e flora, aí existente, mas depois da extinção destes Senhores tudo piorou.
Durante as campanhas, para as autarquias locais, todos os candidatos falam no rio Côa mas, na verdade muito pouco se tem feito. Será desta? Espero bem que sim.
Ribeiro2Voltando ao Ribeiro Picoto pretendo informar que tem o nascente, no planalto do Lameirão, próximo do nascente do Côa, mas seguem percursos diferentes até que mais tarde se juntam no sítio do Cascalhal, a um quilómetro da parte Sul da povoação.
Ao Ribeiro Picoto também lhe poderemos chamar bazófias tal como ficou provado e comprovado num tão curto espaço de tempo.
Anexo fotografias tiradas às 10 horas de hoje, dia 20. Às seis da manhã quando começou a chover este mesmo leito estava praticamente seco.
Parece mentira mas é verdade.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

A pintura sabugalense Helena Liz, radicada em Madrid, inaugurou na passada sexta-feira, 16 de Outubro, a exposição «Helena Liz – Memórias da Infância» integrada no ciclo «Um olhar sobre o Palácio» organizado por Isabel Silveira Godinho no Palácio Nacional da Ajuda. A sala ficou repleta de personalidades da sociedade portuguesa com especial destaque para o Procurador-Geral da República, Fernando Pinto Monteiro.

O Palácio Nacional da Ajuda iluminou-se para receber as dezenas de convidados que fizeram questão de estar presentes na inauguração da exposição «Helena Liz – Memórias da Infância». Nas arcadas junto ao estacionamento a guarda de honra era feita por militares da GNR. Após as imponentes escadarias que levam ao primeiro piso longos corredores decorados com enormes pinturas de figuras monárquicas levam os visitantes por deslumbrantes quartos e salas recheados de rico e bem cuidado mobiliário. À entrada da antiga capela do Palácio uma simpática Helena Liz, acompanhada pelo marido António, recebia os convidados. A pouco e pouco o salão ficou repleto de personalidades portuguesas e espanholas. Fernando Pinto Monteiro, Procurador-Geral da República, Fernando Faria de Oliveira, presidente da Caixa Geral de Depósitos, Rui Machete, da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, Maria Barroso, João Cravinho e Edite Estrela foram algumas das muitas personalidades que admiraram as telas da artista nascida no Sabugal.
A pintora partiu para mais uma aventura com telas, tintas e pincéis dedicado ao tema da infância dos príncipes D. Carlos e D. Afonso, filhos de D. Luís e D. Maria Pia, que viveram no «território mágico deste ambiente palaciano», como gostou de frisar Helena Liz.
«Un palacio es na casa encantada donde la realidad exterior e la interior se confunden. Un lugar de comunicación donde conviven reys e sirvientes, gobernantes y decapitados, deleites y torturas, vivos e muertos. Un lugar con una parte maldita.
Helena Liz no pinta el palacio de los reyes sino el de los niños. Los palacios de los reyes tienen que ver con el poder; los de los niños con lo que no conocemos. Asi es la vida para ellos, un palacio misterioso, lleno de estancias encantadas y de lugares malditos. Y Helena Liz nos habla en sus cuadros del deambular de los niños por esos corredores, de lo que hacen cuando se quedan solos de sus temores y de sus deseos. No hay melancolia en sus cuadros. La infancia no aparece en ellos como un tiempo de canastillas e ilusas fantasias, sino como un tiempo de enigmas que tienem que ver con la muerte.», pode ler-se no depoimento de Gustavo Martín Garzo no bem trabalhado catálogo da exposição.
Para Helena Liz esta série de quadros representa memórias da infância em que «quase todos nós estamos marcados pela criança que fomos, criança essa que depois se esconde no adulto em que nos tornámos, e que emerge às vezes quando menos se espera, à superfície do que somos para jogar com o trabalho do tempo e da memória e tecer um novo imaginário do mundo – onde a vida não é apenas um prazer mas uma espécie de estranho privilégio».
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

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