You are currently browsing the daily archive for Terça-feira, 8 Setembro, 2009.

Na semana passada a GNR identificou dois indivíduos por suspeita da prática do crime de fogo posto, um em Nespereira, concelho de Gouveia, e outro na Miuzela, concelho de Almeida.

Patrulha da GNRDevido ao aumento do risco de incêndios e perante uma constante deflagração dos mesmos, o Comando Territorial da Guarda da GNR intensificou os patrulhamentos direccionados para a prevenção e combate a incêndios florestais, facto que permitiu a identificação dos suspeitos, que foram entregues à Polícia Judiciária para, posteriores diligências de investigação.
No período em análise foram registadas 69 ocorrências de natureza criminal, e foram detidos 12 Indivíduos, 11 dos quais em flagrante delito, pelos seguintes motivos: três por condução sem habilitação legal, sete por condução sob o efeito do álcool e um por violência domestica.
Foram ainda elaborados 290 autos de contra-ordenação, pelas seguintes infracções: 275 à Legislação Rodoviária, 12 à Legislação da Natureza e Ambiente e três à Legislação Policial.
No dia 4 de Setembro, foi realizada uma operação, direccionada para a fiscalização geral de trânsito, intercepção e abordagem de suspeitos pela prática de crimes e ainda fiscalização de estabelecimentos comerciais, com a colaboração da Inspecção Geral das Actividades Culturais (IGAC). Na operação foram fiscalizados 30 veículos e 15 estabelecimentos comerciais, tendo sido elaborados seis autos por crime de usurpação, pela IGAC, e apreendido o seguinte material: um computador; um disco externo com 12500 ficheiros de música, 284 CD’s, quatro colunas, um amplificador, dois leitores, 32 DVD’s, dois computadores portáteis com 6500 ficheiros de musica.
Em 3 de Setembro, o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) do Destacamento Territorial de Gouveia, no âmbito de um inquérito criminal, realizou duas buscas domiciliárias, devidamente autorizadas e deteve um indivíduo com 18 anos de idade, desempregado, por posse ilegal de armas brancas e pela prática de crime de furto qualificado. Foram constituídos arguidos dois outros indivíduos por co-autoria do crime de furto, a quem apreenderam diverso material, adquirido com dinheiro furtado dias antes, numa residência em São Romão, concelho de Seia, do qual se destaca: dois motociclos, três capacetes, um par de luvas, um telemóvel, 15 munições de diferentes calibres, duas navalhas, sendo uma delas com borboleta, 380 euros em dinheiro e diversos artigos de ourivesaria. O suspeito foi presente ao Tribunal Judicial de Seia, tendo-lhe sido aplicadas apresentações periódicas no Posto Territorial como medida de coação.
Na zona de fronteira com Espanha, foram realizadas cinco operações no âmbito da Fitossanidade Florestal, direccionadas para a fiscalização do Nemátodo do Pinheiro, tendo sido fiscalizados 274 veículos e elaborados três autos de contra-ordenação.
Registaram-se 30 acidentes de viação, sendo 15 por colisão, 12 por despiste e 3 por atropelamento, dos quais resultaram 3 feridos graves e 12 feridos leves.
No período de 31 de Agosto a 6 de Setembro os Núcleo Programas Especiais dos Destacamentos Territoriais de Gouveia e Pinhel, realizaram várias acções de sensibilização no âmbito do programa «Comercio Seguro», respectivamente, nos concelhos de Gouveia e Pinhel e distribuíram panfletos informativos aos 63 comerciantes contactados.
Os referidos Núcleos realizaram ainda outras acções de sensibilização, nos mesmos concelhos, relativas ao programa «Idosos em Segurança», contando com a presença de 10 idosos.
plb

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A candidatura de Ana Isabel Charters pelo CDS-PP foi uma surpresa. Os documentos foram entregues na tarde de segunda-feira, 17 de Agosto, pelo mandatário Francisco Pires Costa Paula, de Pousafoles do Bispo, e por Cristina Isabel Gamboa Metello de Seixas, presidente da concelhia centrista na Guarda. Ana Isabel Charters é filha de D. Luísa Lasso de La Veja Y Pedroso Charters, viscondessa de S. Sebastião, da Aldeia Histórica de Sortelha.

Grande Entrevista - Ana Isabel Charters - CDS-PP - Sabugal

Ana Isabel Charters, 58 anos, tem duas filhas e cinco netos e pertence a uma família nobre com casa em Sortelha desde o século XIII.
A actual secretária do Presidente do CDS-PP, Paulo Portas, estudou na Guarda até aos 15 anos e terminou o liceu em Lisboa tendo frequentado durante um ano a École Schulz, em Genéve, na Suíça.
No seu curriculum pessoal pode ler-se que iniciou a actividade profissional aos 22 anos no Banco Português do Atlântico onde se manteve até ser convidada para secretária do Ministro das Finanças, João Morais Leitão. Entre 1981 e 83 manteve-se nos gabinetes governativos como secretária de João Salgueiro, Ministro de Estado, das Finanças e do Plano.
Entre 1983 e 88 foi secretária de Álvaro Barreto, primeiro no Ministério do Comércio e Turismo e posteriormente no Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação.
No final de 88 regressou à actividade privada como secretária de administração da empresa Ibercrédito, do Grupo Hispano-Americano onde esteve durante cinco anos.
Em 1993 foi convidada para secretária do Secretário de Estado das Finanças e do Tesouro, Francisco Esteves de Carvalho, onde permaneceu até ao final do mandato.
No mesmo ano participou nas eleições presidenciais como secretária do General Soares Carneiro na sua candidatura à Presidência da Republica (AD) e foi vogal na Junta de Freguesia do Coração de Jesus em Lisboa.
Na nova legislatura foi secretária do líder parlamentar do CDS, Jorge Ferreira, passando a secretária de Paulo Portas quando este assumiu a presidência do CDS em 98 tendo-o acompanhado no Governo como Ministro de Estado, da Defesa Nacional e do Mar. Durante a presidência de José Ribeiro e Castro manteve as funções de secretária do presidente do partido.

– A sortelhense Ana Isabel Charters é, actualmente, secretária do presidente do CDS, Paulo Portas. Como gostaria de se apresentar aos sabugalenses?
– Como uma filha da terra que um dia as circunstâncias familiares obrigaram à migração para Lisboa, que voltou sempre que pôde e que é em Sortelha que se sente em casa.
– A sua candidatura foi conhecida em cima da data limite para entrega dos processos no Tribunal. Porquê?
– Assumir uma candidatura é um acto de responsabilidade. Tenho marido, sou mãe, sou avó, e exerço a minha profissão em Lisboa. Todos estes factores tiveram de ser tidos em conta antes de poder aceitar o convite que me foi feito.
– O concelho do Sabugal tem 40 freguesias. Por que razão apenas constituiu listas em duas delas?
– Eu fui convidada pelas estruturas locais do CDS-PP para me candidatar e sinto-me muito honrada. A constituição das listas e das freguesias onde o CDS-PP concorre não dependeram de mim. No entanto, o facto de o CDS-PP concorrer a algumas freguesias – para além da corrida à Câmara e à Assembleia Municipal – revelam por si só que há um espaço para o CDS-PP e que há quem se disponha a dar a cara por ele: os resultados eleitorais dirão o resto.
– Conhece os elementos do actual executivo camarário? O que pensa da sua gestão?
– Saí daqui depois de ter feito o Liceu na Guarda e hoje sou avó. Passaram muitos anos e, fora de Sortelha, há muitas pessoas que não conheço: os mais novos do que eu, os que vieram de fora, outros que nunca cheguei a conhecer. Mas tenho acompanhado a actividade do Concelho, sempre que aqui venho estou atenta às diferenças, ao que é novo, ao que vai sendo feito, às opções que são tomadas, à velocidade que é imprimida ao que se faz. E, embora acredite sem qualquer dúvida que quem se dedica à política, seja ela local ou nacional, tem sempre a intenção de melhorar a vida das pessoas, dou sempre comigo a pensar no que não foi feito, noutras prioridades e opções, noutra forma de utilizar os dinheiros públicos, no que falta fazer ainda para que a vida no Sabugal possa atraír os mais jovens, possa trazer felicidade aos mais idosos, possa garantir o ganha-pão aos que têm uma família para sustentar.
– Estão em curso obras camarárias para a construção de uma ligação à A23. Concorda com o traçado e com a decisão de ser financiada exclusivamente com dinheiros municipais?
– Não há memória de estrada construída cujo traçado não tenha motivado a contestação de uns e a satisfação de outros. É assim por natureza: uns vêem o traçado beneficiar-lhes a vida e os outros pretendem para si o mesmo benefício, nunca sendo possível agradar a todos. O Concelho tem 40 freguesias e nunca seria possível dar resposta favorável às aspirações de todas elas. Não sou tecnicamente qualificada como o são os engenheiros de estradas e acredito, aqui também, que a Câmara dedicou à ligação à A23 o melhor que podia. Pior que tudo seria não haver ligação nenhuma à A23 ou aguardarmos anos e anos por uma solução que acabaria por atrasar o bem-estar de todos os que aqui vivem. A urgência na realização da obra, de que partilho, poderá ter justificado que a obra seja paga com verbas do orçamento camarário.
– A desertificação é um problema do nosso concelho. No seu programa eleitoral aponta medidas para contrariar o fenómeno?
– O abandono do interior em busca de melhores oportunidades, de acesso à educação para os filhos, de cuidados de saúde para os doentes e os mais velhos, da animação cultural mais alargada que as grandes cidades proporcionam, a par da crise da agricultura tradicional que passava de pais para filhos, levaram os nossos conterrâneos a procurar em Lisboa, no Porto e no estrangeiro o que aqui não encontravam. Eu própria saí daqui. Mas, 35 anos depois da Revolução, há que dizer que o País está mais próspero, está melhor, e oferece uma boa qualidade de vida mesmo no Interior. As novas estradas e auto-estradas tornaram os lugares mais próximos, as novas redes de transportes tornaram as viagens mais cómodas, os hospitais distritais permitem melhores cuidados na saúde, as escolas, as universidades e os institutos politécnicos permitem uma educação qualificada, os centros culturais garantem o acesso à oferta disponível, no supermercado mais próximo encontram-se os mesmos produtos que em Lisboa, no Porto ou em Braga. A pouco e pouco, o Interior vai-se tornando mais atractivo para quem o escolhe.
– Quais são as grandes apostas centristas para o desenvolvimento do concelho?
– O desenvolvimento do concelho passa necessariamente pelo desenvolvimento da economia local e é também por isso que as facilidades de acesso rodoviário são importantes e urgentes. Ninguém vem passar um fim-de-semana a uma unidade hoteleira ou almoçar num restaurante tradicional se gastar metade do tempo no automóvel; e ninguém virá fazer agricultura biológica ou constituir uma empresa de confecção ou de tecnologia avançada se o escoamento da produção não for assegurado de forma rápida e eficiente.
– Se for eleita vereadora assume o lugar?
– De tudo o que afirmei atrás decorre naturalmente que assumirei o lugar para que for eleita.
– Considera que o concelho do Sabugal tem tirado partido de ter Sortelha como uma das Aldeias Históricas de Portugal?
– Penso que ainda há muito a fazer. Sortelha pode ter melhor sorte.
– Vai fazer pessoalmente campanha no concelho? O que gostaria que não acontecesse nesta campanha eleitoral?
– Disse-o já. Eu acredito nos políticos. Acredito que todos os que se entregam à causa pública são bem intencionados e, independentemente do quadrante partidário a que pertencem, merecem admiração e respeito. Pela minha parte, vou dizer aquilo em que acredito e vou escutar as propostas dos meus adversários. Muitas das soluções que propuserem serão certamente importantes e deverão ser introduzidas. Espero que saibam escutar as minhas: a prática democrática passa por aí.
– Nas grandes entrevistas aos outros candidatos não foi colocada a questão dos incêndios. Como analisa os recentes acontecimentos?
– O recente incêndio veio pôr à prova a capacidade da Câmara no apoio directo aos mais prejudicados, nos recursos materiais colocados à disposição, no acesso ao Governo e na rapidez da resposta. No fim do seu mandato a Câmara vai ser julgada no dia das eleições pelo que fez ao longo dos últimos quatro anos e pela forma como soube reagir a esta catástrofe. Que venham todos às urnas e que, livremente, escolham a continuidade ou a mudança.
jcl e plb

No blogue oficial do candidato Joaquim Ricardo está publicado um «convite aos habitantes do concelho do Sabugal» (!?) para estarem presentes no próximo dia 19 de Setembro, pelas 21 horas, no Salão da Junta de Freguesia do Sabugal para a apresentação oficial dos candidatos das listas do MPT-Partido da Terra nas eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro.

Joaquim Ricardo - MPT-Partido da Terra - Sabugal

«Joaquim Ricardo, candidato independente à Câmara Municipal do Sabugal nas listas do MPT – Partido da Terra, tem a honra de convidar todos os habitantes do concelho do Sabugal para a sessão de apresentação oficial dos candidatos à Câmara Municipal do Sabugal, à Assembleia Municipal e às Assembleias de freguesia a realizar no próximo dia 19 de Setembro, pelas 21 horas no Salão da Junta de Freguesia do Sabugal, com a seguinte ordem de trabalhos:
– Recepção dos convidados;
– Festival de acordeonistas;
– Apresentação dos Candidatos às Assembleias de Freguesia;
– Apresentação dos Candidatos à Assembleia Municipal;
– Apresentação dos Candidatos à Câmara Municipal;
– Apresentação oficial do compromisso eleitoral.»

O convite é «para os habitantes do concelho do Sabugal».
jcl

Na sequência da tragédia provocada pelos recentes incêndios no concelho do Sabugal entendemos colocar, publicamente, aos candidatos duas questões. Depois da candidatura de António Dionísio é agora tempo de saber o que pensa a candidata do CDS-PP, Ana Isabel Charters.

Ana Isabel Charters - CDS-PP - Sabugal– Se estivessem no poder como actuariam para colmatar no imediato as dificuldades dos agricultores em arranjar alimentos para os seus animais?
– A Câmara Municipal tem obrigação de ajudar neste caso concreto: ou pede a declaração de calamidade e obtém apoios a nível central, ou é solidária directa com os prejudicados e «abre os cofres» até à chegada do Inverno e das novas pastagens. Não sei se a Câmara está em condições legais de recorrer a um crédito bancário ou se tem outra solução, mas o dever de solidariedade entre o poder e os cidadãos tem de funcionar bem e depressa. A questão da desertificação animal por falta de alimento é um problema de cada proprietário, mas é, igualmente e num grau mais elevado, um problema da Câmara e do País.
– Como pensam investir na reflorestação de videiras, oliveiras, carvalhos e outras árvores no concelho?
– Não faltam estruturas no Ministério da Agricultura vocacionadas para a reflorestação. E há os fundos comunitários que o actual Ministro tanto tem desprezado. Estamos em campanha eleitoral: pode ser que o Ministério da Agricultura queira dedicar um pouco do seu tempo ao concelho do Sabugal. As ajudas serão bem-vindas.

O Capeia Arraiana publica esta terça-feira uma «Grande Entrevista com… Ana Isabel Charters» onde vamos ficar a conhecer melhor a candidata do CDS-PP à presidência da Câmara Municipal do Sabugal.
jcl

A minha posição como Presidente da Direcção da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Sabugal (AHBVS) que no contexto anterior (antes da criação do extinto SNBPC e agora Autoridade Nacional de Protecção Civil, e do SIOPS – Sistema Integrado de Operações de Protecção e Socorro) teria comandado as operações, aconselha-me a ser, para já, comedido em quaisquer afirmações ou comentários que aqui possa fazer.

Luís CarriçoAntes de mais uma palavra de solidadariedade para com as vítimas desta calamidade, em que houve quem perdesse todos os bens de que dependia a parca sobrevivência. Alguns são familiares de Bombeiros que andaram no terreno. Não acreditam por isso que os Bombeiros (que andaram no terreno) não tenham feito o possivel para salvar tudo. Infelizmente são limitados sobretudo em número para acudir a tanto chamamento.
E aqui entram as colunas e a coordenação das operações efectuada por alguém enviado pela ANPC-Autoridade Nacional de Protecção Civil (CDOS Guarda – Comando Distrital de Operações de Socorro), logo que no terreno se encontrem Bombeiros de duas ou mais Corporações.
No caso presente pelo 2.º Comandante do referido CDOS na maior parte do tempo, substituido de vez em quando por um Comandante de Corporação do distrito e nos últimos momentos pelo 1.º Comandante Distrital.
Mas…
Que essa coordenação não existiu, é evidente.
Que competia a um posto de comando montado no terreno, que apenas lá esteve para show off, também infelizmente verificámos.
Que o Comando operacional e os Comandantes que acompanharam as colunas que vieram ajudar não saem bem na fotografia, também me parece evidente.
O PC (Posto de Comando) não emanava ordens mas, também me parece, que os Comandantes no terreno não as tenham procurado.
Sei que quando se atribuem culpas aos Bombeiros se fala em Instituição, estrutura, e não propriamente nos homens anónimos que combatem no terreno. A estes não posso deixar que atribuam quaisquer responsabilidades porque a sua função é combater sob a coordenação de quem está legalmente mandatado para a fazer. E fizeram-no: Os locais, que conhecem o terreno, combatendo por sua própria iniciativa ao sabor dos pedidos pontuais e visão própria (às vezes ilegalmente) já que as frentes que foram controladas o foram com contra-fogo agora proibido a não ser que por técnico credenciado – e os bombeiros, segundo a lei não o são – e as colunas aguardando ordens que tardavam em chegar ou eram ao sabor do correr dos acontecimentos.
Para além de ajudar a pensar a estrutura de organização e coordenação das operações de socorro, cuja alteração legal tanto tem sido pedida pelas estruturas dos bombeiros, que localmente, esta calamidade sirva para renovação correcta do tecido florestal e pastoríceo, para além da implementação eficaz de um Plano Municipal e Defesa da Floresta que, de acordo com a Lei n.º 124/2006 alterada pelo Decreto-Lei n.º 17/2009 devia estar em vigor a 31 de Março de 2009, mais do que para assacar responsabilidades que todos temos, desde os proprietários que não limpam, ao Município que não fiscaliza, à Protecção Civil (da qual os Bombeiros fazem parte) que não tem planos eficazes para o combate.
Um agradecimento (que será feito em local próprio quando tudo estiver apurado) a todos os que com géneros ou outras formas quiseram ajudar os bombeiros neste combate inglório.
Luís Carriço (Presidente da Direcção da AHBVS)

Todos nós sabemos que o Concelho do Sabugal esteve assolado por incêndios florestais nos últimos dias do mês de Agosto e o primeiro dia de Setembro. Digo todos, porque a comunicação social a nível nacional, cobriu todos os acontecimentos inerentes a esses incêndios.

António EmidioComo começaram? Simples capricho da natureza? Não creio. Acredito que foi mão criminosa.
No dia 31 de Agosto pelas 16 horas, havia vários focos de incêndio à volta da cidade. Dizia uma habitante já idosa: «são as muchanas que andam no ar que deitam os fogos.» Pura inocência… O que pretendiam, a mão, ou as mãos criminosas, que os atearam? Arranjar pastos para animais? Madeira? Lucro que o fogo lhes viesse garantir por uma qualquer razão? Aterrorizar populações indefesas, criando insegurança e depois revolta?
Seja o que seja, praticaram-se actos de terrorismo, não só contra as pessoas, mas também contra a natureza e o meio ambiente. O fogo não perdoou, o verão tem sido severo com temperaturas altíssimas, e cada vez vai ser mais, tudo devido à mudança climática. Mãos criminosas e temperaturas elevadas são caldo de cultivo para incêndios florestais. Perdeu-se muito da nossa diversidade natural, perdeu a já pobre economia do Concelho, perdeu-se ainda mais o futuro, e serviu para aumentar a desertificação. Terrorismo não é só atentar contra um sistema político-económico. Terrorismo, e puro, foi o que sucedeu no nosso Concelho. Não se atentou contra pessoas inocentes e humildes? Não se aterrorizaram populações? Não lhes queimaram os haveres? E muitos!
Se isto não é terrorismo, o que é terrorismo? É só pegar em armas contra tiranos?
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Os visitantes da Aldeia Histórica de Sortelha podem admirar, até 15 de Setembro, a colecção de tapeçaria, bordados e linhos artesanais locais exposta ao público na galeria da sortelhense Gorete Moreira.

Gorete MoreiraA Aldeia Histórica de Sortelha tem sempre novos motivos para surpreender os visitantes.
No largo principal – depois de passar a imponente portada milhares de vezes fotografada – as eternas senhoras do artesanato e dos cestos de bracejo ajudam a compor o cenário cinematográfico. «Umas das casas é propriedade da empresa de filmes que costuma vir fazer anúncios em Sortelha», desvenda Luís Paulo, presidente da Junta de Freguesia de Sortelha.
A rua empedrada sempre a subir que leva ao pelourinho junto à entrada para o castelo e à sede da Junta de Freguesia da Aldeia Histórica de Sortelha aconselha a passadas lentas com sapatilhas. Para trás ficam umas quantas casas antigas com ar de abandonadas. «Temos empresários interessados em arrendar ou comprar as casas para abrir lojas de presuntos, enchidos e artesanato mas devido a um problema de heranças que se arrasta há quase 20 anos estão a ficar cada vez mais deterioradas», esclarece com ar resignado Luís Paulo.
Ao virar da esquina uma porta aberta descobre tapeçarias penduradas nas paredes que convidam os passantes a entrar para uma sala luminosa com muitas janelas entremeadas com tapetes. E qual deles o mais belo!
A Exposição de Tapeçarias e Bordados de Sortelha 2009 é da responsabilidade da sortelhense Gorete Moreira que reuniu um conjunto de peças em tapetes, linhos artesanais e bordados de artesãos locais.
«São peças únicas», começou por nos dizer Gorete Moreira. Um pouco surpreendida com o nosso interesse lá foi desvendando os seus «segredos». «Estão expostas 70 peças com desenhos originais e trabalhos por encomenda. A tapeçaria tem influências das ilustrações do Livro das Horas de D. Duarte e os bordados são feitos sob linho antigo com seda natural. A tapeçaria executada em ponto teia é original de Sortelha. Os desenhos são bordados a ponto pé-de-flor e ponto cadeia em lã natural», explica com «textura científica» a artesã.
«Estive à frente do atelier do Centro Internacional de Tapete (com mais de 25 anos de existência) aqui em Sortelha. Chegámos a ter nove pessoas a trabalhar. Fizemos trabalhos para Portugal, Espanha, França, Brasil e Canadá. Mas têm faltado os incentivos», lamenta Gorete Moreira em tom de desabafo.
Contudo encara a vida com uma filosofia positiva. «Sou uma pessoa de iniciativa sem estar à espera dos outros mas sei que a maioria das pessoas de Sortelha e do concelho do Sabugal não sabe o trabalho que desenvolvo. Estou grata aos que acreditaram e apoiaram o meu trabalho e aceito bem as críticas desde que sejam construtivas. Respeito a opinião dos outros mas considero que Portugal ainda continua à espera de D. Sebastião.»
E aproveita os tempos eleitorais para dar a sua opinião de cidadã considerando que «luta para ajudar os que devem falar» porque como leu num artigo da revista «Visão» «ser honesto e dizer a verdade na sociedade em que hoje vivemos é como dar um tiro de espingarda dentro de uma igreja».
«Sou voluntária para qualquer causa que ajude no desenvolvimento de Sortelha e do concelho», diz a finalizar Gorete Moreira.

Sortelha – Para marcar na agenda:
– «Sortearte», de Gorete Moreira. Manufactura de tapeçaria e tapetes, restauro de tapeçarias, artesanato e velharias. Telefone: 271388544.
– Loja de artesanato do Campanário.
– Casas de Turismo Rural do Campanário.

Cestos de bracejo. O bracejo é uma planta que é utilizada no fabrico de diversos artefactos usados no dia-a-dia; como por exemplo os cestos de bracejo e as vassouras de bracejo. Os cestos são feitos todos em bracejo e á base de entrelaçado. A partir da técnica, formam-se tranças, com as quais se produzem objectos, dependentes do gosto e criatividade das pessoas.
jcl

GALERIA DE IMAGENS
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JOAQUIM SAPINHO

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Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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