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«Pelo S. Martinho vai à Adega e prova o Vinho» – adágio popular.

Este é a sexta homilia que faço relacionada com este Santo, Padroeiro do Fundão, mas principalmente com o Vinho. Hesitei se o devia fazer nestes tempos de crises económicas, de valores, éticas, mas como não cobro honorários por este serviço, não serei atingido por qualquer imposto. Tenho só um receio é se aquele ministro de falas mansas, a lembrar um cordeirinho, vá a qualquer TV pública ou privada a anunciar mais um imposto a quem faz publicidade ao vinho. É possível que aquela calma sonora a aprendeu nos balidos dos rebanhos de Manteigas. Também havia lobos e ouvi-os muitas vezes naquelas zonas serranas. Nestes últimos tempos terá havido alguma transumância. Como alguém escreveu «ele é o GPS do Governo». Parece um daqueles actores alemães refugiados nos Estados Unidos que faziam sempre de espiões soviéticos, nos filmes da Guerra Fria. Mansinhos, mansinhos, mas com o veneno na ponta das botas.
Caros Irmãos, segundo investigações arqueológicas, há mais de cinco séculos que a China cultiva a vinha. Passou a estender-se por todo mundo conhecido da época, como hoje fazem os seus comerciantes, com lojas abertas isentas de horários e impostos por todas as esquinas como antigamente as nossas tabernas e agora as nossas universidades. Aqueles estão a atirar para o empobrecimento e a desgraça os nossos pequenos retalhistas e até já os ciganos, vendedores ambulantes se queixam, estão a fazer-lhe desleal concorrência.
Com a histórica vinícola da China, verificamos que a Humanidade há mais de cinco mil anos anda a apanhar bebedeiras. É obra…
Caros Irmãos, na Sagrada Escritura, no Livro do Génesis, Noé também cultivou a vinha e bebia bom vinho. Não está confirmado oficialmente, mas dizem as más línguas, que à socapa levou para a sua Arca, uma grande pipa de vinho.
Rezam as crónicas recolhidas da mitologia grega que Dionísio era o Deus do Vinho.
O Povo Romano também plantava e fazia o néctar dos deuses, escolhendo-lhe o nome de Baco. O simbolismo da Adega Cooperativa do Fundão é a imitação de uma estatueta romana encontrada em Castelo Novo, representando alguém com um cesto de uvas à cabeça.
Caros Irmãos, no Evangelho de S. João 2, 1-12, há a descrição do Primeiro Milagre de Jesus Cristo, como o sinal do Reino de Deus. Aconteceu nas Bodas de Caná, na Galileia, para as quais Ele, sua Mãe e os Discípulos foram convidados. Um caso insólito, faltou o vinho. Sua Mãe, apelou ao Seu Filho, para tentar resolver o problema. E o Senhor mandou encher as talhas com água e transformo-a em bom vinho, melhor que o primeiro servido. Em Portugal também muitos taberneiros imitam muito mal aquele milagre, deitando água no vinho.
Carlos Irmãos, não é por acaso que o vinho inspirou santos, poetas, artistas e fadistas.
S. Francisco Xavier, o Grande Missionário do Oriente, em 1514, ofertou ao Rei do Japão, garrafas de bom vinho da cepa portuguesa.
Eugénio de Andrade, grande poeta português escreveu, «…a embriaguez é o leite entornado das estrelas».
O meu conterrâneo e parente Manuel Leal Freire, grande poeta, escritor, etnógrafo, jornalista, escreve, «…mais vinho, que é sangue eterno, / Mais vinho, que faço eu. / Ai se o vinho leva ao Inferno, / Primeiro nos mostra o Céu.»
Caros Irmãos, há muitas qualidades de vinho. O da Sabedoria, que inspira poetas, artista e intelectuais. O do Amor, que dá cá um entusiasmo nas aventuras amorosas… O de todos os dias, que nos dá força e alento em todas as horas de trabalho, às vezes funcionando como um verdadeiro doping. E o Vinho da Morte, que se bebe em excesso, nos leva à cirrose, à morte na estrada, no trabalho, em casa arruinando o bem-estar da família, destruindo-a…
Caros Irmãos, tendes a liberdade democrática de vos embebedar, de beber até cair. Mas, Irmãos, cuidado com as consequências. Não espereis por milagres, assumi as vossas responsabilidades. Ao soprar no balão podeis ir para a prisão. Não vos queixais, porque multas pagais e sem carta de condução ficais.
Caros Irmãos, festejemos o S. Martinho com bom vinho que bebido com moderação, faz bem ao coração, principalmente o tinto da Adega Cooperativa do Fundão. É cá uma pomada…
Se não me ouviste Caros Irmãos, irei pregar para outra Paróquia. Que S. Martinho nos dê a suas bênções e bom vinho. Assim seja. Amém.
António Alves FernandesAldeia de Joanes

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A Adega Cooperativa de Mêda retomou a actividade, três anos após o encerramento das suas instalações.

O Município de Mêda, fez todos os possíveis para recuperar financeiramente a Adega Cooperativa e para que a situação de falência fosse o mais rapidamente ultrapassada, sendo este o culminar de todos os esforços desenvolvidos junto dos diversos agentes envolvidos.
Na campanha deste ano, a Adega, além das uvas provenientes das zonas pertencentes à Região Demarcada do Douro, recebe também, nas suas instalações uvas provenientes de vinhas instaladas fora desta região, apresentando-se assim como uma mais-valia para os produtores que não possuem vinhas na região demarcada. Com a nova possibilidade de receber uvas de todo o concelho, cria-se uma enorme oportunidade de ajuda aos viticultores de todo o concelho, uma vez que antigamente a adega apenas podia aceitar uvas provenientes de 4 freguesias que pertenciam à Região Demarcada do Douro. Esta medida, visa promover o concelho como um todo, criando novas oportunidades de promoção, pois para além do «Vinho Fino» (nome dado aqui ao Vinho do Porto), também se produzem excelentes vinhos da Beira Interior e Vinhos de altitude. Podemos mesmo dizer que o concelho de Mêda se reveste de características geográficas/geológicas únicas.
O Município entende que a Adega Cooperativa é um pilar fundamental da vida económica do concelho e não podia ficar alheio às dificuldades que os agricultores/viticultores atravessam, especialmente em tempos de conjuntura como os que atravessamos hoje. Desta forma resta à Autarquia desejar uma boa época de vindimas a todos os agricultores e viticultores do concelho.
plb (com CM Mêda)

Na sequência de preservar um lugar de muito valor que se encontrava em estado de degradação, o antigo lagar de vinho foi restaurado na freguesia da Nave.

Construído no ano 1949 aproximadamente, este lagar é símbolo da existência de uma actividade agrícola que em tempos assumiu particular importância na área das vindimas e fabricação do vinho.
Considerado como um dos poucos existentes lagares deste concelho, destaca-se entre os outros devidos à sua estrutura inicialmente pensada para melhorar e facilitar o processo derivado á produção do vinho.
A sua estrutura é formada por: 11 cubas de granito alinhadas e devidamente numeradas.
As 7 primeiras construídas em 1949, suportam á superfície diversas lagariças onde era pisada a uva e ali permanecia uns dias até a fase de transição para as cubas que seria mais fácil, devido ás suas torneiras situadas no topo de cada cuba onde o vinho mosto passava da lagariça directamente para as cubas, onde se dá o processo até á prova do vinho novo. Outro dos seus utensílios também situado no topo e dentro das lagariças é a prensa.
As outras três cubas construídas nos anos de 1955, situadas noutro ponto do lagar, mantém a mesma forma das primeiras fazendo com que o processo fosse o mesmo. A 11ª cuba construída em 1954 situa-se sozinha pois era utilizada para o armazenamento da aguardente.
Com o passar dos anos da não actividade, este lagar encontra-se em prefeitas condições e intacto, com as cubas limpas e sem qualquer musgo.
Depois de uma limpeza geral e de tentar repor todos os pequenos objectos encontrados nos seus respectivos lugares, também foram encontradas algumas garrafas de vinho provavelmente do último ano de colheita que se encontravam no baixo corredor posterior ás cubas, garrafas estas que o seu vinho depois de ser arejado é uma relíquia.
Estas e muitas outras razões fizeram com que o seu novo proprietário, Francisco Nibau, habitante da freguesia quis restaurar este lagar de vinho. A preservação desta antiguidade pouco existente neste concelho talvez tenha sido o seu maior motivo pela restauração este que é sem dúvida um monumento de prestígio da nossa aldeia.
Edgar Fernandes

O povo da raia sabugalense designava por «graminês» o vinho de produção local, ou seja, o chamado vinho do lavrador, colhido na vinha, fermentado no lagar e guardado na adega.

«No fim de cada eirada tinham direito a um copo de graminês», escreveu Manuel Leal Freire, no livro Ribacoa em Contraluz, quando descrevia as malhas que antigamente juntavam dezenas de homens de manguais em punho, sovando o cereal sob o calor tórrido de Julho.
O termo não é porém exclusivo do concelho do Sabugal, sendo antes uma expressão do léxico regional, pois já em 1912 o recolhera A. Gomes Ferreira, colocando-o no seu Vocabulário da Guarda com a significação: «vinho fresco para uso da casa».
Ora tem-se falado por aí do vinho graminês, que aliás na semana passada foi rei na Rebolosa, onde regou a goela dos que foram feirar à Santa Catarina e tirar a licença para matar o marrano.
No próximo sábado, dia 4 de Dezembro, o vinho graminês voltará a ser rei em Ruivós, onde restam vários produtores locais que mantêm viva a tradição do trato das vinhas e da consequente produção de vinho. A «Rota das Adegas» levará os convivas, de cacharro de alumínio ao pescoço, a correr as lojas da aldeia onde o graminês jorrará dos pipos e das cubas.
Nos dias de hoje tratar uma vinha é já coisa rara, própria de quem não desiste de defender a tradição. Mas noutro tempo todos cuidavam as videiras com esmero, e vindimavam-nas nos primeiros dias de Outubro, numa jornada de trabalho comunal. Os «gachos» eram transportados em cestos de vime para a dorna assente no chedeiro do carro das vacas. Dali iam para o lagar, onde eram pisados e depois sucessivamente remexidos até fermentar. Já bem fervido o vinho era separado do engaço e transferido para as pipas, onde continuava a fermentação. O engaço era ainda espremido pela prensa, numa operação chamada o «pé», pela qual se aproveitava todo o néctar.
Em dia de são Martinho ia-se à adega de «pichel», ou «pichorro», em punho para se retirar o primeiro briol da pipa. Era a prova, para a qual era uso convidar os amigos. «Tomas uma pinga?», perguntava-se aos que passavam, mostrando-se a devida franqueza.
Depois de «desbobrar» (assentar e aclarar), o vinho estava pronto a ser consumido em barda. Porém, chegada a primavera, submetia-se a uma operação delicada, que era obra de quem sabia: a «estrafega». Tratava-se de transferir o vinho de uma pipa para outra, livrando-o da «borra», ou «sarro».
Com os calores do verão o vinho «desvanecia», perdendo o vigor e avinagrando. Mas o ciclo estava prestes a recomeçar pois as uvas já «pintavam» e a nova vindima era próxima.
O vinho dessedentava e dava força, mas também tinha, se consumido em excesso, consequências nefastas para a saúde individual e para a vida social.
Era também usado na produção alimentícia, desde logo na confecção da «migada», que era uma sopa de pão centeio amolecido com vinho. No verão era a alegria do lavrador e do cavador e até as mulheres se consolavam com o famoso gaspacho, onde se misturava com pão e água fresca para matar a sede. No tempo das malhas era uso começar o dia bebendo uma «gemada», que era um batido feito com vinho, água, ovos e açúcar, tido por bebida revigorante.
O jovem apenas saia à rua da sua aldeia quando pagasse o vinho à confraria dos solteiros, numa espécie de provação ou ritual iniciático a que tinha que se sujeitar. Só aí adquiria o estatuto de «solteiro», o que levava a família dizer com orgulho: «O nosso Zé já é rapaz solteiro». Então, sim, pago o graminês aos amigos, o novo rapaz solteiro já podia circular pelas ruas até altas horas da noite, entrar nos serões, participar nas rusgas e nas romagens nocturnas às aldeias vizinhas.
Quando se fazia um negócio, lá vinha o «albroque», em que os protagonistas e as testemunhas molhavam a goela na adega mais próxima. O mesmo sucedia na «molhadura», que era o acto de beber graminês à conta de quem exibia fato novo. E ainda havia a «patenta», que era o tributo em graminês daquele que ia namorar em terra alheia.
O graminês era pois o vinho bom que se produzia no lagar e que contrastava com o que vinho da taberna, vindo muitas vezes de longe. Ao vinho reles davam-se por sua vez outros nomes, como zurpa, zurrapa ou morraça, querendo contrapô-lo com o bom graminês que estava em cada adega.
Paulo Leitão Batista

Hoje, 11 de Novembro, é o dia de São Martinho. Há um conhecido rifão popular que diz: no dia de São Martinho vai à adega e prova o vinho. Associou-se também este dia aos magustos, por ser tempo de apanhar as castanhas.

São Martinho foi bispo da cidade de Tours, em França e foi um importante evangelizador do seu tempo. Nasceu em Sabária da Panónia, na Hungria, no ano de 315. Com apenas 12 anos foi alistado pelo pai no exército romano. Enquanto jovem oficial teve uma atitude que o deixou conhecido: deu metade da sua capa a um pedinte que encontrou na borda da estrada, assim o abrigando do frio.
Abandonou o exército romano, baptizou-se e viveu como eremita numa ilha ao largo da costa de França, aí fundando um mosteiro para uma comunidade religiosa que vivia em isolamento. Ordenado padre, foi depois nomeado bispo de Tours. Dedicou-se à evangelização, percorrendo a pé e a cavalo toda a sua diocese.
Na memória popular ficou conhecido o adágio: «No dia de São Martinho, vai à adega e prova o vinho». Também é conhecido o provérbio «no dia de São Martinho prova o teu pipinho», que afinal é uma simples variante do primeiro. A sua ligação ao vinho decorre apenas da altura do ano em que o famoso bispo morreu, na data que ficou consagrada em sua memória. Depois da vindima, feita em Setembro ou no início de Outubro, o vinho ferve no lagar e depois nos pipos e nas cubas, sendo assim o dia de São Martinho, o apropriado para se fazerem as primeiras provas. Ao vinho novo juntam-se as castanhas assadas e assim se celebram os magustos, reunindo familiares e amigos. Este é portanto um tempo de convívio e de amizade.
Hoje já poucos particulares têm lagares para a produção própria de vinho. Vão também rareando as adegas para aí se abrirem os espiches e se provar o vinho que ainda fermenta nos pipos. Os tempos são outros, mas o espírito e a tradição mantêm-se, realizando-se magustos e outros encontros de convívio e a jeropiga, são as bebidas eleitas.
plb

O concelho da Mêda mostrou-se este ano, perla primeira vez na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) que decorreu de 13 a 17 de Janeiro, na Feira Internacional de Lisboa (FIL), numa iniciativa promovida pela Câmara Municipal, inserida no espaço dedicado ao Pólo Turismo Serra da Estrela, a que pertence.

Jorge Patrão e Armando CarneiroO presidente do Município, Armando Carneiro, que desde o inicio do certame acompanhou a iniciativa, considerou que «este foi um local que permitiu ao concelho da Mêda mostrar-se aos portugueses e estrangeiros, aos empresários e operadores turísticos, as potencialidades económicas, patrimoniais e turísticas de um concelho que, sendo do interior, tem vontade de afirmar-se e desenvolver-se».
O espaço dedicado ao concelho da Mêda foi visitado por elevado número de visitantes da BTL que tiveram ocasião de degustar alguns produtos desta terra, onde os vinhos, sobretudo, foram atractivo e referência.
O presidente da Câmara Municipal, Armando Carneiro, foi o anfitrião desta iniciativa a que se associaram produtores-engarrafadores da Mêda, José Rocha (vinho «Aravos») e José Cardoso (vinho «Quinta dos Romanos»). É de assinalar que o «vinho generoso ou fino» da Mêda foi um dos produtos que acolheu os visitantes neste espaço partilhado com as autarquias da Guarda, Seia e Trancoso.
«Foi em ambiente de festa que os presidentes de Juntas de Freguesia, vereadores e outras entidades do concelho de Mêda visitaram o stand numa iniciativa patrocinada pelo Município que conferiu uma vontade de querer e afirma a Mêda e seu concelho como referência quer no pólo de Turismo Serra da Estrela quer no contexto do turismo nacional e internacional», referiu ainda o presidente Armando Carneiro.
aps (com «Mêda em Movimento»)

O encontro dos Confrades e a Cerimónia de Entronização da Confraria do Vinho de Carcavelos teve lugar nos Paços do Concelho de Oeiras no passado dia 28 de Novembro. Integram a Cúria Báquica o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, como Grão-Mestre e o presidente da Câmara Municipal de Cascais, António Capucho, como Mestre Conselheiro.

José Morgado Carvalho - «Terras entre Côa e Raia»Decorreu em Oeiras no passado dia 28 de Novembro a Cerimónia de Entronização da Confraria do Vinho de Carcavelos. Na ocasião tomaram posse o Grão-Mestre Isaltino Morais e o Mestre Conselheiro António Capucho, respectivamente presidentes das Câmaras Municipais de Oeiras e de Cascais e alguns presidentes das Juntas de Freguesia dos dois concelhos.
Nos discursos o confrade António Capucho felicitou Isaltino Morais por esta iniciativa que poderá vir a ter um papel preponderante na preservação do Vinho de Carcavelos produzido nas quintas dos dois concelhos. O vinho é tratado na Estação Agronómica que prevê aumentar dentro de alguns anos a produção para atingir os 50 a 60 mil litros por ano depois de alargada a vinha para 20 hectares. O investimento está a ser feito em parceria com o Ministério da Agricultura.
Isaltino Morais justificou o empenho da Câmara na produção do vinho como preservação de um bem cultural e turístico.
A Câmara de Oeiras está a criar garrafas com o rótulo «Conde de Oeiras» que vão começar a aparecer no mercado no próximo ano.
Depois do almoço nos jardins do Palácio Marquês de Pombal foi feito o lançamento do livro «O vinho de Carcavelos – Perspectiva Histórica e a actual produção na Quinta do Marquês de Pombal em Oeiras».
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

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O vinho, bebida que desde os primórdios da civilização acompanha a evolução do Homem, gera ódios e paixões. O ódio vem sobretudo de quem lhe sente os efeitos colaterais, ou seja, quem vive ou convive com o bebedor excessivo. A paixão é por sua vez dos que bebem com volúpia, exagerando muitas vezes no consumo.

vinhoO saber popular reflecte o papel social desempenhado pelo vinho. Isso é palpável nos provérbios, aforismos, rifões e adágios que povoam a nossa língua dando-lhe curiosa peculiaridade.
Vejamos então, alguns dos provérbios inspirados no dom do vinho, ou seja, nas suas qualidades intrínsecas, tantas vezes transferidas para o todo social:
À serra toucinho, ao serrador bom vinho.
Alegrai-vos tripas, que aí vai vinho.
Alho e vinho puro, levam a porto seguro.
Ao bebedor não falte vinho, nem à fiandeira linho.
Azeite, vinho e amigo, do mais antigo.
Beber vinho mata a fome.
Carne de ontem, peixe de hoje, vinho do outro Verão, fazem o homem são.
O bom vinho faz bom sangue.
O bom vinho ressuscita o peregrino.
Pão, carne e vinho, andam caminho.
Por carne, vinho e pão, deixo quantos manjares são.
Por cima de melão, vinho de tostão.
Que de hoje a um ano o vinho corra pelo mesmo cano e se mate outro marrano.
Quem come sopa com vinho, de velho se faz menino.
Quem tem bom vinho, tem bom amigo.
Sem borracha não te botes a caminho e, quando fores, não a leves sem vinho.
Vinho branco, é beber e não ser manco.
Vinho e amigo, o mais antigo.
Vinho e pão, não pesam no sarrão.

Mas também há adágios que testemunham o mau papel do vinho, sobretudo se tomado em desmedida:
A mulher e o vinho, enganam o mais fino.
Afoga-se mais gente em vinho do que em água.
Bom vinho, má cabeça.
Conselho de vinho é falso caminho.
De vinho abastado e de razão minguado.
Do vinho e da mulher, livre-se homem se puder.
Em cima de melancia, vinho que chia.
Enquanto o vinho desce, as palavras sobem.
Foge do mau vizinho e do excesso de vinho.
O bom vinho arruma a bolsa e o mau o estômago.
O pródigo e o bebedor de vinho, nunca têm casa nem moinho.
Onde entra o vinho sai a razão.
Porcos com fome e homens com vinho, fazem grande ruído.
Quem compra pão na praça e vinho na taberna, filhos alheios governa.
Quem do vinho é amigo, cedo está perdido.
Vinho madurão, faz o homem brigão.
Vinho turvo e pão quente, são inimigos da gente.
Vinho, mulher e tabaco, põem um homem fraco.

Como se vê, o vinho desempenha na sociedade um papel fundamental. Por isso o povo trabalhador reclama quando a pinga não é de comprovada qualidade:
Pão bolorento, vinho vinagrento, sardinha salgada, trabalha tu enxada.
Paulo Leitão Batista

Os vinhos do Grupo Bacalhôa, Palácio da Bacalhôa 2005 e Quinta da Garrida Dão 2006, foram premiados com ouro no prestigiado concurso International Wine Challenge, que decorreu, esta semana, em Londres.

Palácio da BacalhôaO Grupo Bacalhôa, Vinhos de Portugal conquistou esta semana entre ouro, prata, bronze e recomendado um total de 19 medalhas no prestigiado concurso europeu International Wine Challenge que decorre, em Londres, durante a Wine Fair.
O Palácio da Bacalhôa 2005, um vinho regional das Terras do Sado, foi premiado com uma medalha de ouro. Poderoso e muito concentrado no nariz, resulta da união das castas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot, com notas fortes de frutos encarnados, combinados com aromas de café, menta e frutos secos, numa estrutura cheia, complexa, fresca e elegante. Tem um preço recomendado de 26 euros.
Também o vinho Quinta da Garrida Dão 2006, da Aliança-Vinhos de Portugal, recebeu a medalha de ouro. Este vinho é composto pelas castas Touriga Nacional e Tinta Roriz e tem um bom volume de boca e taninos maduros, que conferem uma boa longevidade ao vinho. O preço recomendado é de 5,25 euros.
Os vinhos da Bacalhôa Tinto da Ânfora 2006; Má Partilha 2006 e Só Syrah 2006 receberam medalhas de prata no certame. O Garrida Dão 2006 obteve igualmente a prata.
jcl

O «Palmela Syrah» da Casa Ermelinda Freitas foi eleito o melhor vinho tinto do Mundo na prova cega do concurso internacional Vinailes Internacional 2008 realizado em França.

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O júri francês do concurso internacional Vinailes Internacional 2008 elegeu o «Palmela Syrah» da Casa Ermelinda Freitas como o melhor vinho tinto do Mundo. O vinho português com apenas três anos saiu vencedor da prova cega a que foram submetidos três mil vinhos de 36 países.
Segundo noticiou a SIC «foram produzidos apenas oito mil litros e engarrafadas cerca de 11 mil garrafas da colheita de 2005 que arrecadou agora a medalha de ouro no reconhecido certame enólogo internacional».
Estava previsto o seu lançamento no mercado em Abril ao preço de oito euros por garrafa mas, agora, tudo se deve ter alterado…
Já em 2007, no Concurso Nacional de Vinhos Engarrafados, considerado o maior evento português do sector, tinham sido premiadas algumas das dez adegas da Rota de Vinhos da Península de Setúbal. Entre elas a Casa Ermelinda Freitas Vinhos, Lda. tinha conquistado quatro medalhas. Uma medalha prestígio com o vinho Dona Ermelinda 2006 e três medalhas de ouro com os vinhos Casa Ermelinda Freitas T. Nacional 2004, Casa Ermelinda Freitas Alicante Bouschet 2004 e Casa Ermelinda Freitas Syrah 2004.

Com uma área de apenas 150 hectares os vinhos da Casa Ermelinda Freitas arriscam-se a tornar-se uma referência no panorama nacional do vinho e da vinha. E, agora, os felizardos que conseguirem adquirir (e saborear) uma das 11 mil garrafas vão ter razões para sorrir… e agradecer a Baco.
jcl

Entre 6 e 9 de Março estarão presentes no Palácio da Bolsa do Porto os melhores de vinho nacionais e estrangeiros e prestigiados chefes das novas tendências da cozinha. O Mercado Ferreira Borges recebe alguns dos melhores cozinheiros gourmet.

Essência do Vinho e do Gourmet - Porto 2008Durante quatro dias, o Porto reunirá as principais referências dos vinhos e da gastronomia de Portugal.
No Palácio da Bolsa estarão expostos na «Essência do Vinho-Porto’08» cerca de 300 produtores de vinho com destaque para: Bacalhôa Vinhos, José Maria da Fonseca, Luís Pato, Douro Boys, João Portugal Ramos, Herdade do Esporão, Quinta do Cabriz, Sogrape, Taylors, Herdade do Mouchão, Fundação Eugénio de Almeida, Veuve Cliquot Bay, Finca Flichman, Rousemount Estates e Barons de Rothschild-La Fite.
Os visitantes terão a oportunidade de saborear vinhos de todo o Mundo e colocar questões a alguns dos melhores enólogos nacionais e internacionais. Para actualizar os conhecimentos sobre vinhos e abertas a todos os interessados decorrem as «Conversas sobre o vinho» com especialistas que fornecerão conselhos e técnicas essenciais para avaliar vinhos como um verdadeiro profissional.
Um espaço especialmente preparado pela ViniPortugal permitirá aos visitantes, através de jogos sensoriais como «Descubra a Casta» e «Aromas de Vinho», sentir os aromas e sabores das castas portuguesas.
Misturando as especialidades vinícolas com a arte e cultura estarão patentes exposições de pintura, joalharia e fotografia mesclados com espectáculos de música ao vivo e a presença de DJ’s convidados.
Mas como a escolha do vinho apropriado para uma refeição é fundamental para usufruir e enaltecer os sabores da gastronomia decorre em paralelo no Mercado Ferreira Borges uma mostra de gastronomia gourmet denominada «Essência do Gourmet-Porto’08». Marcarão presença alguns dos mais inovadores cozinheiros da actualidade como Henrique Sá Pessoa, Augusto Gemilli, Vítor Matos ou Fabrice Lenud, o melhor chefe de Patisserie 2007 do Brasil.
Demonstrações ao vivo num auditório para 150 pessoas, show cookings, as novas tendências gastronómicas, expositores gourmet, cursos de culinária e orientações nas sempre difíceis ligações entre vinhos e alimentos serão «servidas» pelos chefs presentes.
A Academia de Cozinha é um espaço reservado exclusivamente para crianças entre os 6 e os 10 anos com cursos de cozinha adaptados e aulas de sensibilização para uma alimentação saudável.
De 6 a 10 de Março o Porto é a capital do vinho e da gastronomia gourmet.
jcl

Fomos ao Alentejo em ronda pelas terras próximas de Estremoz, numa roda de amigos. Ao cabo aportámos nos Arcos, terra próxima de Estremoz, para visitarmos a tasca do Ti Gato, afamada pelo vinho fermentado nas talhas antigas, que orgulhosamente ostenta no estabelecimento.

As talhas de barroChegámos ao final da tarde, já lusco-fusco. Desconhecendo onde quedava a tasca, abordámos um habitante, que nos zelosamente nos conduziu a uma casa de um só piso, de frontaria caiada, com ares de habitação, sem nada que assinalasse uma taberna. Lá dentro verificámos que um velho armazém fora adaptado à função de taberna e adega, com uma fila de talhas à direita e um pequeno balcão improvisado do lado esquerdo.
Dada a salvação aos presentes, dirigimo-nos ao senhor que estava por detrás do balcão, acompanhado pela mulher, ambos já bem entrados na idade, e dissemos-lhe que vínhamos de longe, à cata do vinho da talha e de um bom petisco.
– Produzo e vendo o melhor vinho da talha da região, quanto a petiscos têm de falar com a patroa.
Empunhando uma jarra o José Joaquim Gato, que era o nome do taberneiro, dirigiu-se a uma das dez talhas que tinha encarreiradas junto à parede, abriu a torneira de madeira colocada na base e fez correr vinho para a vasilha.
Joaquim José GatoSentados à roda de uma pequena mesa, deborcámos copinhos de tinto, engolimos três queijinhos secos e uma travessa de chouriças e cacholeiras cozidas, acompanhadas por um casqueiro alentejano.
Apreciámos esse vinho artesanal feito nas talhas de barro, seguindo técnicas ancestrais. As uvas são esmagadas e colocadas nas talhas, onde fermentam, produzindo o apreciado néctar. No tocante a castas, predomina a trincadeira, com algum aragonez e alicante. Depois de formado descobre-se, no dizer dos especialistas, um vinho jovem e macio, com ligeira adstringência, muito frutado e maduro, com taninhos suaves e persistência no final da prova.
Já a noite ia adiantada quando saímos da taberna e fomos visitar a casa mãe dos Gatos, do outro lado da rua, onde o irmão de Joaquim José, o António Gato, mantém a taberna antiga, herdada do pai. Demos com uma tasca típica, com talhas ao redor das paredes, mesas e balcão de madeira encimados com pedras de mármore. Apenas o Ti António Gato estava no estabelecimento, arrumando a casa, em sinal que estava na hora do fecho.
A prensa e as talhas na adegaA um canto, sobre um móvel alto, roncava um aparelho de televisão, que apresentava riscos no ecrã, sem que nada se apercebesse da imagem. Vendo-nos olhar admirados para o aparelho, achou por bem esclarecer:
– Está escangalhada. Não tem a imagem, mas para mim serve, só quero ouvir as notícias.
Ainda ali bebemos uma rodada, enquanto o homem nos explicou o processo de fabrico do vinho, desde o esmagamento das uvas, até à fermentação e à abertura das talhas. Espreitámos a boca dos potes e fomos conduzidos à adega antiga, onde havia talhas antiquíssimas, uma delas com o ano 1660 gravado no barro.
Vale bem a pena ir ao Alentejo observar as longas campinas, visitar as aldeias e as vilas prenhes de monumentos e desaguar nos Arcos, para ali provar o apreciado vinho da talha produzido pelos irmãos Gato, que persistem em defender a tradição local.
plb

Cerca de 15 mil litros de vinho de Pinhel poderão ser exportados para a China. Este é o resultado visível da estratégia de internacionalização dos vinhos de Pinhel, decidida pela direcção da Adega Cooperativa.

Vinho de PinhelSegundo noticiou a Rádio Elmo, de Pinhel, a Adega Cooperativa da cidade está a receber a visita de um elemento de uma empresa chinesa de comercialização e importação de vinhos, daí podendo resultar a compra de 15 mil litros de vinho, numa primeira fase.
A iniciativa resulta de uma estratégia encetada pela cooperativa, que no mês passado esteve na China, para participar na «Interwine 2007», uma feira de vinhos realizada em Cantão. A participação contou com o apoio da Câmara Municipal de Pinhel, cujo presidente, António Ruas, integrou mesmo a comitiva.
O empresário chinês que está de visita a Pinhel considera a sua vinda de extrema importância e adianta que para já existe a possibilidade de negócio, no entanto é preciso avaliar custos.
Depois de anos de crise, os vinhos de Pinhel poderão ter um futuro promissor à vista, o que é fundamental para um concelho em que o vinho é o principal recurso.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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