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Vão no bom caminho as propostas apresentadas na conferência «Portugal – A Soma das partes: as economias como fator de desenvolvimento» realizada no dia 16 de abril em Castelo Branco e organizada pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, pelo DN e pela TSF.

Beira Alta

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»No meu entender a mais importante intervenção na Conferência da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) partiu do deputado socialista pelo círculo de Castelo Branco, Fernando Serrasqueiro, ao defender a criação de um «POLIS económico» que, à semelhança do que está ainda em desenvolvimento para a requalificação urbana, contribuísse para o desenvolvimento e a criação de riqueza em regiões como o Interior de Portugal.
Proposta muito oportuna, e que deveria merecer análise aprofundada por parte, nomeadamente, da CCDR Centro e dos responsáveis pela aplicação dos fundos comunitários.
Iria mais longe ainda, dizendo, que esta é uma proposta que deveria ser também analisada no âmbito dos Programas Comunitários transfronteiriços, pois continuo a pensar que o desenvolvimento dos territórios nacionais raianos, está umbilicalmente ligado ao desenvolvimento dos mesmos territórios em solo espanhol.
Igualmente importante, a proposta do deputado social democrata Carlos São Martinho (e que pena tenho que os deputados pelo círculo da Guarda pareçam mais interessados em discutir outras coisas…), de defender que o Interior deveria ser remunerado pelos recursos naturais que cede ao litoral.
É uma proposta justa, pois o interior funciona hoje como o pulmão verde e «fornecedor» de bens naturais essenciais ao equilíbrio natural do País, para além da água, dos produtos alimentares, da floresta, etc.
Não queremos nem nos deixam ter um desenvolvimento massificado igual ao do litoral, mas devemos ser recompensados por isso.
De referir ainda uma outra proposta, do Presidente do Instituto Politécnico de Castelo Branco, de inegável valia, defendendo que haja uma transferência das vagas abertas no ensino superior do litoral para o Interior, conduzindo a que mais jovens venham estudar nos estabelecimentos de ensino superior do Interior.
Tenho assistido a muitas conferências sobre o Interior e confesso, poucas terão sido aquelas onde propostas concretas como estas tenham sido apresentadas.

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ps 1 – Chegam-me notícias de que a concessão da exploração das Termas do Cró e da construção exploração do hotel já terão sido aprovadas em Reunião de Câmara o que é uma boa notícia. Acredito que os técnicos municipais e os eleitos políticos fizeram uma análise cuidada da única proposta que, parece, foi apresentada. E digo isto porque me levantou alguma preocupação saber que foi entregue esta concessão a uma empresa constituída em março de 2011, com um capital social de, apenas, 50.000 euros e da qual, uma pesquisa na Internet não permite perceber se já efetuou algum investimento nesta área ou na área da hotelaria.

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ps 2 – Aos amantes da música portuguesa um alerta. Foi publicado na semana passada um dos melhores discos de fado, e não só, que já ouvi na minha vida. Chama-se Quinto e é do fadista António Zambujo. Fabuloso!


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«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

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Abriu novo concurso público para a concessão da exploração comercial das Termas do Cró, tendo em vista encontrar agentes privados que invistam no local e lhe confiram o dinamismo necessário aproveitando o seu potencial.

Depois de um primeiro concurso, lançado em 2010, ter ficado deserto, a Câmara Municipal do Sabugal aprovou o programa de um novo concurso e do respectivo caderno de encargos, o qual já foi publicitado no Diário da República. O júri é constituído por técnicos da Câmara Municipal do Sabugal, sendo presidente Cláudia Quelhas e tendo como vogais Jaime Pinto, Afonso Tavares, Alexandre Ribeiro e Maria Teresa Marques.
O prazo para apresentação das propostas termina no dia 1 de Março, sendo o prazo de execução do contrato de 20 anos.
Do concurso fará parte a edificação de uma unidade hoteleira, pela qual a Câmara pretende conseguir conferir uma maior atractivamente às termas.
Em 2010 a Câmara lançou um concurso público com o mesmo objecto, o qual ficou porém deserto, pois não surgiram quaisquer interessados. Um dos aspectos que terá levado a esse resultado foi o facto de apenas se ceder o direito de superfície em relação ao terreno para construção do Hotel, o qual, no final do período de concessão revertia para o Município. No concurso agora lançado deixou-se cair essa exigência, definindo-se antes que os terrenos para a construção do hotel serão vendidos a preço simbólico.
O balneário das termas, construído a expensas da Câmara, com participação financeira da união Europeia, tem vindo a ser explorado pela empresa municipal Sabugal+.
plb

O património que conservam as antigas caldas do Cró, na Rapoula do Côa, e as Águas Rádium, junto ao Casteleiro, são um excelente pretexto para uma visita a esses locais, onde muitas surpresas nos podem esperar.

Ultimamente o Cró tem sido sobejamente falado devido ao novo balneário termal, inaugurado no início do último verão. As novas instalações têm excelentes condições para a prática do termalismo, tendo em conta os equipamentos instalados, pelo que foram muitos os que ali se deslocaram para as conhecer e experimentar.
Houve porém um viajante que passou este Verão nas termas do Cró e observou-as com um outro olhar.
Carlos Caria, bem notou que há um novo balneário termal, mas a sua maior satisfação foi verificar que a Câmara Municipal do Sabugal decidiu preservar as paredes do velho balneário e dos demais edifícios antigos que apresentam ruína.
Vai daí o viajante muniu-se da câmara fotográfica e captou um conjunto de imagens deslumbrantes, que disponibilizou na Internet, no fórum «lugares esquecidos», onde igualmente contou, por breves palavras, a história das termas.
Veja Aqui a magnifica «reportagem» sobre as termas do Cró.
Pesquisando no referido fórum, chegámos a uma outra reportagem fotográfica, desta feita sobre as Águas Rádium, e o velho Hotel da Senhora da Pena, nos arredores do Casteleiro, embora já em terras pertencentes ao termo de Sortelha.
Veja Aqui essa também esplêndida reportagem fotográfica, efectuada no Verão de 2010.
plb

As Termas de Águas, no concelho de Penamacor, já centenárias, famosas pelos benefícios para a saúde nas referidas patologias, cumprem agora todos os requisitos que a nova legislação determina e constituem uma mais valia, quer para o concelho de Penamacor quer para a região.

(Clique nas imagens para ampliar.)

No passado dia 25 de Julho, a CAT–Comissão de Avaliação Técnica do Termalismo, da Direção Geral de Saúde, visitou o Balneário Termal da freguesia de Águas em Penamacor.
Esta visita realizou-se no âmbito da aprovação das atuais instalações para a realização dos Estudos Médico Hidrológicos, que vão definir com rigor as indicações terapêuticas daquelas águas termais, propriedade da Junta de freguesia local.
Após a assinatura do contrato de concessão entre o Município de Penamacor a Direção-Geral de Energia e Geologia, eram necessárias, para continuidade do processo do exploração das Termas de Águas, instalações condignas para a pratica do termalismo durante a realização dos Estudos Médico Hidrológicos, exigência já satisfeita.
Este novo balneário encontra-se aberto, pronto a acolher os utentes que queiram experimentar aquelas águas minéro medicinais com um horário de atendimento das 8.00 às 12.00 e das 15.00 às 19.00 horas. As pessoas que assim o desejem podem fazer a marcação da sua consulta médica obrigatória e dos seus tratamentos.
O Balneário Termal encontra-se apetrechado de equipamento moderno, com banheiras de hidromassagem, duche jato, duche circular, bertholet à coluna, nebulizadores e irrigadores nasais, entre outros.
A água está classificada como Sulfúrea Bicabornatada sódica, levemente fluoretada, caraterizada pelo seu cheiro sulfídrico, incolor, depósito nulo e aparência límpida, caraterísticas que a adequam para doenças dos foros reumático, dermatológico e das vias respiratórias.
jcl (com Gabinete de Cultura, Informação e Relações Públicas da C. M. Penamacor)

O novo balneário das termas do Cró tem excelentes condições para a prática do termalismo, disponibilizando diversos serviços terapêuticos de primeira qualidade, porém as aquisições ultimamente efectuadas pela Câmara para tornar o edifício funcional ultrapassam os 100 mil euros.

As termas abriram para a época balnear nas novas instalações, tendo a Câmara Municipal procedido à aquisição de bens para o equipamento do balneário durante os meses de Abril Maio e Junho deste ano.
A compra mais espectacular é a de toalhas e roupões para usufruto dos utentes do balneário, cujo valor atingiu os 18.180 euros. Esta aquisição foi feita pela Câmara à empresa «Tecgifts – Comércio e Fabricação de Brindes, Lda», sedeada em S. João da Madeira.
Na aquisição e aplicação de estores para as janelas do edifício do balneário termal gastaram-se por sua vez 6.301,66 euros. Esta contratação foi feita em Maio à empresa «Via Rápida, Lda», com sede na Guarda.
Na compra de consumíveis para as vias respiratórias e outros tratamentos termais, celebrou-se um contrato com a empresa «Artecer – Artesanato Cerâmica, Lda», de Aveiro, no valor de 6.779,46 euros.
Foi ainda instalado um moderno equipamento informático, o que importou num valor de 15.418,14 euros, através da firma «Inforsabugal – Comercialização de Artigos Informáticos, Lda», com sede no Sabugal.
A aquisição e instalação de um sistema de controlo de acessos para o Parque Termal importou em 6.603,95 euros, desta feita, à empresa «Micro-Net II – Serviços Empresariais, Lda», de Braga.
A mesma empresa de Braga vendeu e instalou software para o equipamento informático para o Parque Termal, no valor de 14.776 euros.
Por sua vez a aquisição e montagem de mobiliário metálico atingiu o valor de 33.483,40 euros, através da firma «Guialmi – Empresa de Móveis Metálicos, SA», de Águeda.
A excelência do serviço prestado no novo balneário termal das Caldas do Cró, que tem merecido rasgados elogios de quem já o usufruiu, resultou de um investimento avultado, não apenas na construção do edifício pela SOMAGUE mas também na instalação do mobiliário e de outros bens e serviços fundamentais para a sua funcionalidade.
plb

Depois de seis anos de obras, abriu ao público, no dia 16, o novo pólo termal de Longroiva (concelho de Mêda). Uma infra-estrutura que dá maior capacidade às termas para o desenvolvimento da sua actividade.

Balneário Termal Longroiva - Mêda

Trata-se de um investimento público que ultrapassou os 5 milhões de euros, e que se traduziu na construção de um novo edifício dotado com equipamentos de vanguarda na área do termalismo e bem-estar.
As termas de Longroiva, em funcionamento desde 2001, são recomendadas para o tratamento de doenças musculo-esqueléticas e das vias respiratórias superiores.
Neste novo espaço existem, para além do termalismo dito clássico, espaços destinados ao termalismo lúdico, como piscina, sauna e banho turco; à reabilitação e ao Fitness, permitindo atender mais de 300 pessoas por dia.
Os tratamentos de cura termal serão obrigatoriamente precedidos de consulta médica por um dos médicos hidrologistas e serão realizados por técnicos de balneoterapia devidamente formados, sempre sobre a supervisão de um enfermeiro.
Na área do bem-estar, poderá ser adquirido um dos pacotes disponíveis existindo a possibilidade de combinar diferentes experiências termais como talaxion ou duche Vichy.
O balneário estará aberto das 08:00h às 12:00h e das 16:00h às 20:00h de Segunda a Sábado e aos Domingos das 09:00h às 12:00h.
Com este novo equipamento, a vila termal de Longroiva ganha nova dinâmica posicionando-se num segmento de mercado, que apesar da conjuntura económica difícil poderá contribuir decisivamente para o fortalecimento da economia local.
Mais informações Aqui.
plb (com C.M. Mêda)

Fornos de Algodres vai dispor, a curto prazo, de uma estância termal – as Termas de São Miguel – associadas ao empreendimento do Hotel Estrela à Vista em construção na Serra da Esgalhada, sobranceira à sede de concelho. Na apresentação do projecto o presidente da autarquia, José Miranda, realçou o empenho dos irmãos Jorge e Luís Patrão, respectivamente presidentes do pólo de Turismo Serra da Estrela e do Turismo de Portugal.

Termas São Miguel - Fornos Algodres

O empreendimento – Termas de São Miguel – foi apresentado pelo empresário Gumercindo Lourenço e pelo arquitecto autor do projecto, Miguel Correia, em sessão pública onde estiveram presentes o presidente do Município, vereadores e presidentes de Junta de Freguesia do concelho.
José Miranda recordou na apresentação que «o Município estava a fazer um projecto na Câmara Municipal, baseado nos conhecimentos e experiência do empresário Gumercindo Lourenço, para poupar dinheiro mas no Turismo de Portugal exigiram que, em termos arquitectónicos, nesta segunda fase do projecto, se contrabalançasse aquilo que lá está, que fosse algo dinâmico, que chamasse a atenção, que fosse uma peça de arquitectura que chamasse e cativasse os visitante».
José Miranda agradeceu ao empresário Gumercindo Lourenço «a confiança que depositou e a escolha que fez para o investimento no Município de Fornos de Algodres» acrescentando que «o senhor não tem mãos a medir nas ofertas que fazem. O país, infelizmente, está na situação em que está e as ofertas de investimento são enormes e, se calhar, em condições mais vantajosas daquilo que o Município de Fornos de Algodres ofereceu. Mas felizmente Gumercindo Lourenço acreditou em nós e levou avante um sonho que eu tinha já de há muitos anos e a melhor maneira de eu sair destas lides é eu poder compartilhar a alegria de ser inaugurado esta obra depois de completa e ser criada uma mais-valia para a população em termos turísticos e de emprego. O seu sucesso será o mesmo da Câmara Municipal e de todos os que habitam esta terra».
Na ocasião, o presidente da Câmara Municipal realçou o empenho do presidente do Pólo de Turismo Serra da Estrela, Jorge Patrão, que, segundo afirmou, «tem-se preocupado com a sua região» assegurando que «honra lhe seja feita porque, se hoje existe Pólo da Serra da Estrela, deve-se à família Patrão (Jorge Patrão e Luís Patrão) e aos seus amigos porque senão não teríamos este pólo e estaríamos integrados no Pólo de Turismo da Região Centro com Coimbra a manobrar tudo e nós não teríamos a possibilidade de sermos uma zona de prioridade em termos de investimento turístico».
O empresário Gumercindo Lourenço justificou o investimento «tendo em conta as acessibilidades de Fornos de Algodres (a auto-estrada A-25/Vilar Formoso-Aveiro, a Linha Férrea Internacional da Beira Alta) que a região tem alguma beleza, boa localização pelo que foi considerado ser importante desenvolver um projecto a nível internacional».
Inicialmente o hotel estava previsto para ficar com 100 quartos e três suites mas, na expectativa de novos investimentos no concelho e região de Fornos de Algodres, Gumercindo Lourenço disse que se optou por construir-se com 130 quartos e 17 suites, com destaque para a «suite presidencial» com 140 metros quadrados.
«Temos que vender no estrangeiro e não temos que nos envergonhar de ser portugueses e desde que sejam facultados conforto e bem-estar, os potenciais visitantes vão gostar de vir a Fornos de Algodres», expressou.
Observou também que «no tempo dos romanos, não havia remédios e tratavam as pessoas com água e com produtos naturais e atendendo à quantidade de doenças que tem havido, entendeu-se que é uma ideia nova no mundo voltar a tratar-se a pessoa com a água e evitar que a doença apareça e, tal como no passado, a ideia é prevenir a doença».
Gumercindo Lourenço sublinhou que é importante haver a coragem de realizar «independentemente do que as pessoas possam pensar e de fazer algo com inovação» e, por isso, evocou o facto de ter sido o responsável da construção da primeira piscina dinâmica hidro-termal de Portugal, onde «a pessoa vai para dentro da piscina e, até se lavar com a água, desde a unha do pé até à cabeça, escolhe a maneira de lavar com a água e depois á todos os outros tratamentos, desde o vichy, de tudo o que há de mais moderno no país».
«È preciso ter a coragem de colocar e investir dinheiro numa terra tão carenciada mas que sonha em desenvolver-se. Quisemos contribuir e criar uma unidade com inovação e daá, no balneário pensou-se numa situação mais moderna em que, quem passar na A25 e olhar para o hotel este seja visto como atractivo. Pretende aqui criar-se uma catedral da água em que as pessoas que pretendessem estar os terraços podem admirar a Serra da Estrela», disse, a propósito, Gumercindo Lourenço.
Na sua opinião «Fornos de Algodres fica com pés para andar porque, além de as pessoas aqui residirem e se fixarem, os visitantes podem aqui adquirir produtos regionais como o presunto ou o queijo Serra da Estrela ou artesanato e é importante que este género de pessoas apareça».
O projecto prevê uma piscina interior com água termal, dinâmica à semelhança do que acontece nas Termas de Penafiel e vai ter uma outra exterior, virada para o lazer.
O arquitecto autor do projecto, Miguel Correia, é também o responsável pela Gare do Oriente em Lisboa e está a desenhar uma nova cidade na Guiné Equatorial.
Miguel Correia frisou que no planeamento da construção das Termas de São Miguel houve o cuidado de respeitar-se o local onde existem penedos muito bonitos, além de um conjunto de árvores assinaláveis, nomeadamente carvalhos, pelo que houve a preocupação de afastar a construção desta mancha . O edifício vai ter muitas áreas de vidro, transparentes, que permitem usufruir da paisagem que definiu como maravilhosa.
O edifício termal divide-se em três pisos, três mil metros quadrados de construção, utilizando o granito da região, dominando no exterior o branco termal ou medicinal na fachada complementado com o negro da cobertura.
O complexo hoteleiro de Fornos de Algodres «Hotel Estrela à Vista» corresponde ao investimento de 11,5 milhões de euros que podem vir a ser comparticipados em metade das despesas elegíveis se forem atingidos alguns objectivos, designadamente o prazo de construção, inovação, dinamização hoteleira, operacionalidade e empreendedorismo.
jcl (com Gabinete de Imprensa da C. M. Fornos Algodres)

Toda a gente do Casteleiro cresceu com aquela imagem atraente e bela de um edifício muito especial, bonito, elegante, no meio da serrania. É um hotel. Melhor: foi um hotel.

Cresci a pensar que aquilo era da minha Freguesia, o Casteleiro. Só muito mais tarde, já adolescente, é que percebi que era da Freguesia de Sortelha.
Isso, em termos administrativos. Mas em termos sociais e de vivência de cada um, era assim: a Serra da Pena é um local de encanto nosso.
Adiante.
Em pequeno, estive sempre muito ligado à gestão daquele equipamento. Conheci os representantes dos ingleses donos da empresa que explorava o hotel, já moribundo, e as Águas Radium. Assisti ao desmantelamento de um e de outra. Desmantelamento, literalmente: banheiras, torneiras, sanitas, canalizações… tudo foi levantado, levado, apropriado por alguém que se julgava prejudicado e quis prejudicar também. Até sei os nomes das pessoas em causa, porque eles faziam parte do meu dia-a-dia naqueles dias de meados da década de 50.
O hotel foi construído muito cedo: pouco depois de 1910. As termas e a utilização medicinal das águas radioactivas e depois das lamas com as mesmas propriedades foram crescendo.
As primeiras concessões das águas datam de 1922.
Aos espanhóis que fundaram este complexo, segue-se uma administração francesa, ligada ao urânio – não esquecer as Minas da Bica, ali perto da Azenha (Quarta-Feira).
A água era engarrafada e vendida como quase milagrosa (ver aí em baixo).
Nos anos 30 do século XX, jornais de Castelo Branco publicitam profusamente as Águas, as Termas e o Hotel.
Mas, provavelmente, nessa altura são já os ingleses que dominam por ali.
E depois, vinte anos depois, tudo acaba sem honra nem glória.
Ficou o «castelo» encantado.
Era assim que lhe chamávamos no Casteleiro quando eu era pequeno: o Castelo da Serra da Pena.
Para que serviam as Águas Radium e as lamas radioactivas?
Procurei informação. Eis uma síntese do que encontrei:
Indicações
Reumatismo, gota, hipertensão arterial, colites, edemas, insuficiência circulatórias (Acciaiuoli.1939)
Doenças do aparelho circulatório, rins e nas perturbações da nutrição, hipertensão arterial e nas feridas (Contreiras, 1951)
Doenças da circulação, gastrointestinais.
Tratamentos / caracterização de utentes
«O tratamento metódico por lamas radioactivas […] a aplicação de lamas radioactivas em artrites e artroses mono ou poli-articulares, é sem dúvida uma óptima aquisição da Águas de Radium com rendimento terapêutico, bem comprovado […] A aplicação de compressas eléctricas radioactivas G. Ray nas artrites, ciáticas, dores ováricas – provocam redução das dores.
O aparelho Studa Chair para lavagem do cólon, com 35 litros de água mineral, produz uma boa desinfecção mecânica.
» (Acciaiuoli1940)
«”Studa chair” compressas e lamas radioactivas.» (Contreiras1951)
In aguas.ics.ul.pt.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

A Câmara Municipal do Sabugal abriu concurso público para Concessão da Exploração Comercial e Turística do Balneário Termal do Cró, conforme publicação em Diário da República, de 3 de Dezembro de 2010.

Balneário das Termas do Cró

Os interessados poderão apresentar propostas até 16 de Janeiro de 2011 para a exploração comercial da estância termal.
A concessão terá o prazo de 20 anos, com a possibilidade de renovação por períodos sucessivos de 5 anos, até ao limite de 30.
O concurso agora aberto segue-se à conclusão da construção do balneário termal, adjudicada à empresa SOMAGUE pela Câmara Municipal, bem como da instalação de outras infra-estruturas fundamentais para o futuro desenvolvimento da estância termal. A edilidade apostou ainda na realização sucessiva de tratamentos num balneário provisório, através dos quais se testou o valor terapêutico das águas do Cró.
O Município espera agora pela plena reactivação desta antiga estância termal, a qual poderá conferir um grande impulso à região.
Para além do reconhecido valor terapêutico das águas termais, o projecto pode aproveitar as potencialidades turísticas da região.
plb

GALERIA DE IMAGENS – BTL 2010 – 16-1-2009
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

A rádio «Altitude FM», da Guarda, destacou na segunda-feira, 28 de Julho, a apresentação do projecto do edifício do balneário para as Termas do Cró e o recomeço das obras em Setembro próximo. A estação radiofónica entrevistou o arquitecto Manuel Abreu responsável pela maqueta-projecto que teve a preferência do executivo da Câmara Municipal do Sabugal.

Rádio Altitude (clique para ouvir a estação online)

Faixa-01:

Faixa-02:

Faixa-03:

A «Rádio Altitude» – hoje «Altitude FM» na frequência 90.9 Mhz – iniciou emissões regulares em 29 de Julho de 1949 na cidade da Guarda (embora existam referências documentais que remontam a 1947) e é a rádio local mais antiga de Portugal.

Aproveitamos para agradecer à direcção da Altitude FM a gentileza da cedência ao Capeia Arraiana dos registos áudio que agora disponibilizamos.
E… Muitos parabéns! Muitos anos de vida! Para a menina Altitude que comemorou no dia 29 de Julho, mais um ano de emissão ao serviço dos beirões do distrito da Guarda.
jcl

O executivo da Câmara Municipal do Sabugal já escolheu a proposta arquitectónica para a construção do edifício do balneário das Termas do Cró. O complexo termal está situado entre as freguesias da Rapoula do Côa e do Seixo do Côa, a cerca de 15 quilómetros da sede do concelho.

Balneário das Termas do Cró

Balneário das Termas do Cró

As imagens que apresentamos são retiradas da maqueta definitiva do projecto-proposta de construção do balneário das Termas do Cró.
As linhas arrojadas e vanguardistas surpreendem os sentidos e fazem lembrar uma «base científica» dos filmes do espaço. E, já agora, que a sua entrada em funcionamento nos transporte saudavelmente de regresso ao futuro do desenvolvimento e do progresso com as malas do nosso passado.
O projecto é da autoria de arquitecto Manuel Abreu e a execução da obra está adjudicada à empresa Somague.
A reactivação do complexo termal do Cró é, reconhecidamente, há décadas, uma obra emblemática para o concelho em todas as propostas políticas. Desejamos que a concretização física desta maqueta seja a alavanca decisiva para inverter a desertificação das nossas terras.
jcl

O Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) disponibiliza 95 milhões de euros para candidaturas de recuperação de minas abandonadas e locais contaminados com o objectivo de minimizar os riscos para a Saúde e para o Ambiente.

Termas Radium de Sortelha (Sabugal)Entre os projectos a submeter à aprovação pela Comissão Europeia no período do QREN (2007-2013) incluem-se a recuperação de minas de urânio abandonadas nas regiões Centro (distritos do Interior), Noroeste e Alentejo.
Entre os locais de intervenção prioritária, pelos riscos de contaminação dos solos e águas, destacam-se os terrenos afectos à antiga zona industrial de Estarreja, a antiga Siderurgia Nacional (Seixal e Maia), a zona industrial do Barreiro, o complexo de Sines e a bacia do Alviela.
No anterior quadro de apoios comunitários foram desenvolvidas acções para minimizar os riscos existentes em alguns locais referenciados onde estão depositados resíduos perigosos e que vão ter agora continuidade.
As candidaturas para «Recuperação do Passivo Ambiental» estão inseridas no apoio «Prevenção, Gestão e Monitorização de Riscos Naturais e Tecnológicas do Programa Nacional de Valorização do Território» com um orçamento de 762 milhões de euros.
O período de candidaturas decorre até 29 de Agosto e contempla serviços, organismos e empresas públicas tuteladas pelos Ministérios do Ambiente e da Economia e outras entidades, públicas ou privadas sem fins lucrativos.
jcl

As Termas do Cró, um dos pilares do desenvolvimento sustentável do concelho do Sabugal, podem desempenhar um papel fundamental na afirmação na nossa região enquanto destino turístico de excelência da Beira Interior Norte.

Ramiro Matos - «Sabugal Melhor»O termalismo em Portugal, nasceu por razões terapêuticas e foi essa aplicação que lhe conferiu credibilidade e capacidade para se manter.
No entanto, hoje as estâncias termais podem ser consideradas como pólos turísticos de várias valências, conjugando a actividade terapêutica e o bem-estar com o turismo, para além da componente social integrada com as políticas de saúde.
Embora a vertente terapêutica mantenha o seu papel dominante na utilização de estâncias termais, vem-se tornando crescente a procura de programas de Bem-estar, atraindo novos utentes, pela oferta de novos produtos e serviços, com um perfil e motivações de procura diferentes do aquista tradicional o que conduz a uma crescente procura das Termas enquanto destino de fim de semana e/ou férias.
Tal tem conduzido à realização de avultados investimentos na construção/modernização de infra-estruturas e equipamentos de saúde, de lazer e de animação, apostando na qualificação dos recursos humanos e promoção das estâncias termais.
O aparecimento do Bem-estar e as tendências do Turismo deram lugar a novos conceitos de Termalismo, o que conduziu à diversificação da oferta bem como ao reposicionamento no mercado das Estâncias Termais.
Termas do CróO turismo de saúde engloba dois tipos de procura:
1) as pessoas que o procuram por razões essencialmente de carácter médico tendo em vista «a cura»; e,
2) as pessoas que o procuram por razões de promoção de bem-estar ou prevenção/recuperação de forma física.
A competitividade das Estâncias Termais no mercado do turismo de Saúde e Bem-estar deve assentar numa mistura de saúde, beleza e bem-estar, associado ao desenvolvimento de um turismo multisegmentos (reuniões, workshops, caça, pesca, turismo de natureza, etc.), não abandonando, naturalmente o termalismo clássico. Contudo, qualquer que seja a opção estratégica relativamente à gama de serviços a oferecer, torna-se necessário proceder a investimentos na modernização de equipamentos termais, na requalificação da envolvente das estâncias termais bem como na construção/ampliação/modernização de instalações hoteleiras.
Outro factor essencial consiste na devida promoção, comunicação e imagem do produto de modo a atrair novos frequentadores às termas.
A última questão, embora assumindo uma importância decisiva, prende-se com o modelo de gestão: gestão autárquica directa? Empresa pública municipal? Empresa mista pública-privada? ou concessão a privados?
Como se pode depreender do acima escrito, a questão das Termas do Cró não é tão simples assim. Na próxima semana apresentarei as minhas ideias sobre como penso deveria ser tratada esta questão.
«Sabugal Melhor» opinião de Ramiro Matos

ramiro.matos@netcabo.pt

JOAQUIM SAPINHO

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