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O executivo da Câmara Municipal do Sabugal, reunido ontem, 26 de Setembro, aprovou as contas da empresa municipal Sabugal+ referentes ao exercício de 2011, pondo fim ao embaraço da sua sucessiva reprovação em reuniões anteriores. Outra decisão tomada foi a recondução do Conselho de Administração antes exonerado, mantendo-se contudo a reprovação ao relatório de gestão da empresa.

O vereador independente Joaquim Ricardo, eleito pelo MPT, viabilizou a aprovação das contas, justificando-se com o facto de as considerar uma questão contabilística que do ponto de vista técnico está correcta, segundo o parecer emitido pelo Revisor Oficial de Contas que as analisou. O mesmo não se passou porém em relação ao relatório do exercício a que as contas dizem respeito, que voltou a ser reprovado, alegando-se que o mesmo revela uma situação de manifesta má gestão, com a realização de gastos não autorizados pelo Município.
Por outro lado, o Conselho de Administração, que havia sido exonerado e se mantinha em funções de mera gestão corrente, voltou a ser reconduzido. Também aqui foi o vereador Joaquim Ricardo que viabilizou a decisão, alegando que a recondução permite à empresa voltar a ter uma administração com plenos poderes para fazer face às exigências criadas com a nova legislação que rege a actividade empresarial local.
Assim a administração da empresa volta a ser garantida sob a presidência de Delfina Leal, que ao mesmo tempo é vice-presidente da Câmara.
Os vereadores do PS mantiveram as votações anteriores, manifestando-se contrários à aprovação das contas e do relatório, que consideram indissociáveis, assim como da recondução do Conselho de Administração. Porém, apresentaram uma proposta fundamentada, defendendo uma rápida solução para o futuro da empresa, de modo a evitar a sua dissolução a breve trecho.
A proposta apresentada pela vereadora Sandra Fortuna (PS) começa por considerar que a Sabugal+ vive um momento delicado em consequência da entrada em vigor do novo regime jurídico da actividade empresarial local, o qual expressamente impõe a dissolução no prazo de seis meses, caso não revele ter viabilidade financeira.
Os vereadores socialistas consideram que a empresa, face às contas dos últimos três anos, entra claramente nos critérios da dissolução obrigatória, pelo que propõem, para o evitar, a sua transformação «numa Empresa local de gestão de serviços de interesse geral com o objetivo de promover, gerir equipamentos coletivos e prestar serviços nas áreas da educação, ação social, cultura, saúde e desporto». A proposta aponta ainda para a elaboração de um projecto de alteração dos Estatutos e de uma minuta de contrato-programa, no prazo de 60 dias.
Quanto ao conselho de administração a vereadora Sandra Fortuna defendeu «a manutenção da atual Administração em regime de gestão corrente, até à criação da nova entidade, momento em que o Acionista Município aprovará a nova Administração».
A proposta socialista foi porém rejeitada, com o voto contrário do vereador Joaquim Ricardo, que alegou ter de a estudar com maior pormenor, o que faz pressupor que a mesma proposta poderá voltar a ser analisada numa próxima reunião.

A recente aprovação do novo regime jurídico da actividade empresarial local, dita a dissolução da Sabugal+, o que tem que acontecer até ao dia 3 de Março de 2013. Nestes termos, a análise e votação definitiva da proposta apresentada pelos vereadores do PS deve acontecer quanto antes, pois ela poderá ser a via pela qual a empresa se salvará do fenecimento.
plb

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Recebemos dos vereadores da oposição, Luis Sanches, Sandra Fortuna, Francisco Vaz (eleitos pelo PS) e Joaquim Ricardo (independente) um comunicado que transcrevemos na integra.

Câmara Municipal Sabugal

Os Vereadores do Partido Socialista e o Vereador independente Joaquim Ricardo, eleito nas listas do MPT, tornam público que, em reunião de Câmara realizada no passado dia 20 de junho, votaram favoravelmente a seguinte proposta:
a) Considerando que o Relatório de Gestão da Sabugal+ EM foi amplamente discutido pelo Executivo Municipal, e reprovado por maioria, com as justificações constantes das declarações de voto integrantes das respectivas actas;
b) Considerando que, em nossa opinião, o actual Conselho de Administração geriu a empresa de forma tão escandalosamente negativa e lesiva dos interesses do Concelho, de que são exemplo os resultados operacionais negativos apresentados, obrigando a transferência financeira adicional por parte do Município com vista a equilibrar os resultados;
c) Considerando, por outro lado, todas as pertinentes questões referidas pelo Fiscal Único, no seu relatório e que não mereceram esclarecimentos válidos por parte do actual Conselho de Administração.

Os vereadores que representam na Câmara Municipal do Sabugal a oposição, apresentaram e aprovaram por maioria as seguintes propostas:
a) «Emitir um voto de desconfiança no actual Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+ EM, nos termos do Artº 455º do Código das Sociedades Comerciais;
b) Responsabilizar o actual Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+, pelos resultados obtidos e propor a sua consequente e imediata destituição.»
Como se pode facilmente verificar pelo gráfico que a seguir se apresenta, a empresa municipal, desde a sua criação, tem vindo a apresentar todos os anos, com excepção do ano de 2010, prejuízos operacionais. Mas nunca tão volumosos como os agora apresentados, pelo actual conselho de administração que se aproximam perigosamente da soma de todos os apresentados anteriormente, não nos podendo deixar indiferentes tamanha má gestão.

Sabugal Mais

A gestão dos dinheiros públicos, numa época de crise como é a que estamos a atravessar, requer por parte dos gestores contenção nos gastos e o que se verificou aqui foi exactamente o contrário: gastou-se (e sem autorização!) o que se não tinha e assim impediu-se de os aplicar em medidas que trouxessem mais desenvolvimento ao nosso concelho.
A Empresa Municipal Sabugal +, EM, não pode viver como se o dinheiro fosse inesgotável.
Assim, parece-nos ter chegado o momento de repensar a existência desta empresa e, desde já, «travar» a gestão profundamente censurável do actual Conselho de Administração, em nome do futuro do Concelho do Sabugal.
Os vereadores da Oposição

Apenas com os votos favoráveis do PSD, as propostas de orçamento e de Grandes Opções do Plano (GOP) para 2012 da Câmara Municipal do Sabugal foram aprovadas, dada a abstenção do vereador eleito pelo MPT, Joaquim Ricardo, tendo os eleitos do PS optado pelo voto contra. Tanto Joaquim Ricardo como os vereadores do PS apresentaram documentos elencando as razões que justificaram as opções de voto tomadas na reunião o executivo municipal realizada no dia 26 de Dezembro.

Joaquim Ricardo, embora optando pela abstenção, teceu fortes críticas ao documento e apresentou algumas propostas de alteração que foram aprovadas por unanimidade por todos os elementos do executivo. O contributo foi apresentado em nome do «Movimento Independente que tenho a honra de liderar», disse o vereador, que teceu fortes críticas às opções contidas nas propostas de orçamento apresentado.
Para Joaquim Ricardo o desequilibro nas tendências entre receitas e despesas previstas levam-no a concluir que «caminhamos a passos largos para uma situação de bancarrota se não forem tomadas medidas do lado da despesa de molde a diminui-la e ao mesmo tempo implementar outras do lado da receita, de molde a aumentá-la». As receitas próprias enfermam de problemas de subfacturação, nomeadamente no serviço de abastecimento de água ao domicílio, devido aos desperdícios verificados e que tardam em ser resolvidos. Por outro lado há receitas irreais, como as provenientes do parque eólico, a que corresponde uma receita prevista de 958 mil euros, quando em 2011 essa mesma receita foi de apenas 217 mil. Quanto às despesas correntes o vereador critica a sua estrutura, notando o facto de ser cada vez maior o peso relativo das despesas com o pessoal e das aquisições de serviços como a compra de água, tratamento de afluentes e consumo de electricidade para iluminação pública.
Joaquim Ricardo criticou especialmente as GOP para 2012, que, em sua opinião, ficam muito aquém das reais necessidades do concelho. «Precisamos urgentemente é de pessoas e estas só se fixarão se houver empregos que sustentem as suas famílias», afirmou na sua declaração, considerando que a falta de população é o «maior flagelo» que o concelho enfrenta. «Olhando para as GOP´s de 2012 no valor de cerca de 12 milhões de euros, não detectamos uma única iniciativa potenciadora da criação de empregos», declarou o vereador na sua apreciação.
Com vista a melhorar as opções estratégicas que sustentam o orçamento, apresentou um conjunto de propostas, nomeadamente o «Sabugal 2020 – Plano Prospectivo e Estratégico para o Concelho», instrumento de apoio essencial para a tomada de decisões para um «rumo seguro». Outra proposta foi a da execução do «Plano para o Uso Eficiente da Água», elaborado por uma equipa por si liderada enquanto esteve na Câmara com funções executivas, e já aprovado pelo executivo, mas que ainda não foi implementado. O vereador independente propôs ainda a elaboração e execução de um plano de «poupança energética» para o concelho com vista a reduzir substancialmente a despesa corrente, a opção por um novo traçado em perfil de via rápida para as ligações Sabugal–Guarda (A25) e Sabugal–Covilhã (A23), a requalificação da avenida de S. Cristóvão no Soito, a construção de um pavilhão multiusos, o avanço da segunda fase da requalificação das margens do Côa e a requalificação da entrada sul da cidade do Sabugal.
Os socialistas, pela voz da veradora Sandra Fortuna, criticaram igualmente o documento, usando como mote a frase «este nunca seria o nosso orçamento». Consideraram que se verifica um corte insuficiente nas despesas correntes, de apenas de 4% face ao orçamento de 2011, o que é incompreensível quando se sabe que a Câmara não vai pagar os subsídios de férias e de natal aos funcionários por imposição do Orçamento do Estado, o que por si só geraria uma redução mais significativa. Por outro lado as despesas correntes são quase metade das despesas do Município (47,64%), seguindo uma tendência de aumento do peso relativo deste tipo de despesa em detrimento das despesas de capital, «numa espiral que só demonstra o desnorte a que chegou esta Administração PSD», dizem os socialistas no documento que apresentaram para justificarem o seu voto contrário à proposta do presidente.
Os socialistas enumeram um conjunto de opções vertidas no orçamento para 2012 que nunca tomariam se tivessem a responsabilidade da gestão da Câmara, como o aumento em 14,4% das despesas com o funcionamento da Assembleia Municipal, sem qualquer justificação plausível, e a redução das despesas de pessoal em apenas 5,2%. Outra opção que os socialistas afirmaram que não tomariam é a do aumento em 32,5% nas despesas de consumo em energia eléctrica, assim como o aumento em 40,4% nas despesas com «juros e outros encargos». Outro erro apontado é o do decréscimo em 16% nas despesas de capital, o que demonstra a incapacidade para a aplicação criativa dos recursos disponíveis, o mesmo se passando com a previsão de 2,5 milhões de euros de despesa na rúbrica «outros», o que revela «uma atitude reiterada de falta de transparência democrática». Alertam ainda para a falta de preocupação social e a muito fraca aposta na promoção do concelho, acção tida por estratégica no discurso do presidente, mas que não se traduz na preposta de orçamento que apresentou. Em resumo, os socialistas falam em «orçamento fictício», que é «fruto da imaginação de quem, não tendo nada para apresentar, constrói castelos na areia», sendo ao mesmo tempo um «Orçamento de quem já desistiu de construir um Concelho do Sabugal melhor». Os socialistas concluem a sua declaração de voto lamentando a «forma secreta e tardia como elaboraram este Orçamento».
O Orçamento do Município e as GOP, que foram aprovados na reunião do executivo, serão agora apreciados e votados na reunião da Assembleia Municipal, que se realizará no dia 30 de Dezembro.

Declaração de voto dos vereadores socialistas. Aqui.
Declaração de voto do vereador Joaquim Ricardo. Aqui.
plb

O executivo municipal obrigou o presidente da Câmara do Sabugal, António Robalo, a suspender um concurso por si aberto para preenchimento de lugares de chefia pelo facto de tal competência não ser do presidente mas antes da Câmara, ou seja, do conjunto dos vereadores eleitos.

Os vereadores do PS, Sandra Fortuna e Francisco Vaz, levantaram o problema na reunião realizada no dia 26 de Outubro, questionando o presidente acerca de um concurso interno que, nos termos da lei vigente, já deveria ter sido aberto há vários meses, mas cujo assunto ainda não viera ao executivo. Depois de alguma discussão, o presidente revelou aos vereadores que ele próprio já procedera à abertura do concurso, nomeando o júri e tendo já os resultados do mesmo.
Incrédulos, os vereadores da oposição exigiram a presença na reunião da dirigente responsável pelos recursos humanos da autarquia. Primeiramente o presidente opôs-se a essa vinda, afirmando-se capacitado para responder a todas as dúvidas. Porém, face à intransigência dos vereadores, António Robalo acabou por chamar à reunião a chefe da Divisão de Gestão e Finanças que, perante a questão concreta da vereadora socialista Sandra Fortuna: «a abertura de concursos para o preenchimento de lugares de chefia é uma competência do presidente ou da Câmara?», a dirigente afirmou que «segundo um parecer pedido pelo Município à CCDR do Centro, a competência é da Câmara».
Face à situação o presidente informou que, mau grado o parecer mencionado, entendeu que a competência era sua, pois assim lho haviam garantido da mesma CCDR, embora informalmente, tanto mais que a reestruturação da Câmara aprovada pelo executivo por unanimidade previa a criação dessas chefias, que desde logo foram integradas no mapa de pessoal, razão pelo qual abriu o concurso, devendo agora o executivo ratificar a sua decisão, ultrapassando-se assim o problema.
Porém a vereadora do PS classificou a situação como «gravíssima» e propôs a suspensão imediata de todo o processo até que seja disponibilizada ao executivo uma informação jurídica fundamentada, de modo a não se cometer um erro que depois seja insanável. Indo a votos, a proposta de suspensão foi aprovada com os votos dos três vereadores do PS e do vereador Joaquim Ricardo, ainda que o presidente e os dois vereadores do PSD tenham votado contra. Joaquim Ricardo justificou o seu voto afirmando que, face ao parecer que existe no processo, que aponta para que a competência seja da Câmara e não do presidente, não lhe resta outra opção que não seja votar pela suspensão do procedimento. O vereador do PS Francisco Vaz alertou ainda que a decisão mais acertada deveria ser a imediata anulação do concurso dado estar claro que a competência é da Câmara pelo que o despacho do presidente é juridicamente nulo.
O presidente António Robalo, não conformado, argumentou que o documento que a CCDR emitiu «era apenas um parecer e pareceres havia muitos», pelo que fez o despacho para que os serviços não ficassem sem chefias e evitar que os prazos legalmente definidos para a abertura do concurso não fossem ultrapassados. Se os vereadores quisessem colaborar para resolver os problemas ratificavam o despacho em vez de atrasarem ainda mais o processo.
A oposição foi porém intransigente, lembrando ao presidente que eram recorrentes estas situações em que ele tomava decisões sozinho, sem para isso ter competência, vindo depois, passados meses, pedir a ratificação dos actos.
plb

A apresentação do relatório de gestão financeira da Câmara Municipal do Sabugal por parte do Revisor Oficial de Contas (ROC) na última reunião de Câmara, realizada a 27 de Outubro, levou o Partido Socialista, através da vereadora Sandra Fortuna, a tomar uma posição critica à situação financeira do Município, que transcrevemos.

Tendo em atenção o conteúdo do parecer do Revisor de Contas sobre a Informação Financeira Semestral do Município do Sabugal e reportada a 30 de Junho de 2011, os Vereadores do Partido Socialista consideram:
1. O parecer evidencia, antes do mais, a forma menos rigorosa com que a actual maioria relativa gere as finanças públicas e que conduzem, antes do mais a um endividamento que ultrapassa em mais de um milhão de euros os limites a que, legalmente, o Município está sujeito.
2. Esta situação é ainda mais preocupante se se atender a que nos primeiros seis meses de 2011, embora só se tenham concretizado 19,14% das receitas previstas, já se gastaram 28,55% das despesas previstas, o que representa, em nosso entender, que o Município já assumiu compromissos financeiros para os quais não tem dinheiro.
3. Mas esta situação revela igualmente como o Orçamento proposto para 2011 nada tem a ver com a realidade, antes sendo um amontoado de previsões de despesa e receita que, na verdade não são suportadas em real capacidade de obter as receitas, e concretizar as despesas programadas.
4. Mas a gravidade da situação financeira é ainda mais evidente quando se percebe que em 30 de Junho de 2011 a dívida a terceiros de curto prazo já atingia mais de 4 milhões de euros, 70% superior à dívida registada um ano antes e 51% em relação à registada a 31 de Dezembro passado. Isto é, num semestre apenas, a dívida de curto prazo agravou-se em mais de um milhão e euros.
5. Numa altura de crise económica que afecta todos e, também, o sector empresarial, salienta-se que a dívida de curto prazo a fornecedores do Município era em Junho de 1,6 milhões de euros, mais 126% do que em Junho de 2010 e mais 58% que em Dezembro daquele ano.
6. E não chega justificar o aumento da dívida de curto prazo com as Águas do Zêzere e Côa, pois essa é uma dívida que, mais tarde ou mais cedo, vamos ter de pagar, e os pequenos empresários que trabalham com o Município nada têm a ver com isso, bem pelo contrário. Se não se está a pagar àquela empresa, então deveria haver dinheiro para pagar aos outros fornecedores.
7. A incapacidade do Sr. Presidente em gerir o Município, fica ainda mais clara quando se constata que apenas foram executadas 36,5% das despesas correntes previstas e, pasme-se, 22,2% das despesas de capital. Isto é, hoje percebe-se que o orçamento apresentado nos finais de 2011 era uma ficção que nada tinha a ver com a realidade, não passando de fogo de artifício para enganar incautos, ou fingir uma dinâmica de actuação que, infelizmente, não passa de uma total inércia face aos problemas do Concelho.
8. E no que diz respeito às Receitas Correntes, o relatório mostra que apenas foram arrecadadas 38,8% do previsto, situação ainda assim mais favorável do que a registada no que diz respeito às Receitas de Capital onde se concretizou pouco mais e um quinto do constante do Orçamento aprovado.
9. E ficamos a saber que esta gestão ruinosa leva a que em 30 de Junho o endividamento do Município fazia com que cada habitante do Concelho devesse 932,31 euros a terceiros, contra 847,85 euros, um ano antes e 893,09 em Dezembro de 2010. Ficamos ainda a saber que o resultado operacional municipal por habitante passa de 89,34 em Junho de 2010 para 55,94 em Dezembro e, já não há palavras para descrever o desastre, um valor negativo de -15,69 em Junho!
Este é um Relatório que, mais do que quaisquer palavras vem dar razão ao que o Partido Socialista vem dizendo sobre a incapacidade de o Sr. Presidente produzir qualquer obra vital para o presente e, sobretudo, para o futuro do concelho.
O Município dirigido pelo Sr. Presidente e pela maioria relativa do PSD nem o que se propõe gastar gasta, tentando distrair os sabugalenses numa agitação frenética de «faz de conta».
Os vereadores do PS

As últimas reuniões do executivo da Câmara Municipal do Sabugal têm sido muito tensas, com um imparável braço de ferro entre o presidente e os vereadores da oposição em relação a algumas matérias, o que tem provocado discussões e declarações para a acta que evidenciam um relacionamento frio, que se pode agravar no futuro.

O verniz estalou quando os vereadores da oposição, na reunião de 31 de Agosto, recusaram ratificar uma decisão já tomada pelo presidente sem primeiro os consultar. A votação dizia respeito à transferência de 136 mil euros para a Sabugal+, alegadamente para cobrir prejuízos de anos anteriores. António Robalo ficou sozinho frente à oposição, pois os dois vereadores do PSD, que agora são administradores da Sabugal+, tiveram de abandonar a reunião para discutir e votar este ponto. A proposta foi reprovada com o voto contrário de toda a oposição.
Joaquim Ricardo justificou o seu voto dirigindo-se ao presidente: «estamos já habituados a que nos sejam apresentadas propostas cuja decisão já foi tomada unilateralmente por si». Indo mais longe o vereador eleito pelo MPT alertou António Robalo de que «o povo tinha consciência do perigo que corria ao dar-lhe uma maioria absoluta, e assim deu-lhe a maioria tangencial, ou melhor, deu-lhe uma vitória nas urnas mas reservou a maioria para si. Quis dizer-lhe que deveria ouvir os seus pares antes de tomar decisões». Seguidamente enumerou os constantes erros cometidos pelo presidente em matéria de transferências para a empresa municipal, sempre à revelia do executivo.
Também os vereadores do PS, pela voz da vereadora Sandra Fortuna, justificaram o voto desfavorável: «Esta decisão tomada pela presidência, sem dar conhecimento à Câmara, numa atitude de “quero, posso e mando” é altamente negativa para a Sabugal+», acrescentando depois que o presidente faz uma «gestão casuística, incapaz de implementar politicas sustentadas e, aquando da constatação dos erros, clamar por ratificação dos actos».
O clima azedo desta reunião do último dia de Agosto, perdurou nas reuniões seguintes, extremando-se posições. Na reunião de 14 de Setembro, o vereador Joaquim Ricardo, ainda tentou amenizar o ambiente: «Temos de separar as coisas pessoais das políticas», querendo esclarecer que o sentido das votações nunca fora motivado por razões de ordem pessoal. «Todos queremos o bem para o concelho», concluiu o vereador.
António Robalo, acusou o toque e tentou também serenar os ânimos, afirmando que «com a grande variedade de assuntos a resolver não é fácil encontrar tempo e espaço para a atender a todas as dúvidas colocadas pelos senhores vereadores a não ser nas reuniões».
Sandra Fortuna, em nome dos vereadores socialistas mostrou porém o firme propósito de continuar a ser exigente nos assuntos que são levados à reunião de câmara, até porque, considerou, o PS toma as decisões em nome do interesse do concelho. «Não podemos ter a memória curta e temos que recordar quantas e quantas vezes não concordamos mas ratificamos assuntos», concluiu querendo provar a boa fé nas votações.
Com o ambiente aparentemente mais ameno o presidente aproveitou para voltar a colocar em cima da mesa a proposta da ratificação da transferência dos 136 mil euros para a Sabugal+. Mas o sentido do voto não se alterou, face à última reunião, e a proposta voltou a ser chumbada.
As reuniões que se seguiram mantiveram-se tensas, com os vereadores da oposição a rejeitarem uma proposta de aprovação de trabalhos a mais na empreitada da Variante ao Soito, acusando o receio de o processo enfermar das mesmas irregularidades que houve na empreitada da construção do balneário termal do Cró, que levou o Tribunal de Contas à aplicação de sanções pecuniárias.
A questão da não avaliação dos funcionários da autarquia e o desconto que lhes será efectuado no ordenado foi também debatido e votado num ambiente duro e tenso.
A situação parece deixar antever uma coabitação difícil no executivo camarário nos dois anos que restam do mandato autárquico.
plb

A vereadora socialista da Câmara Municipal do Sabugal, Sandra Fortuna, natural e residente no Casteleiro, foi eleita pelo congresso do PS para a Comissão Nacional do partido.

O congresso do Partido Socialista, reunido no fim-de-semana em Braga, elegeu ontem, dia 11 de Setembro, a Comissão Nacional, à qual concorreram duas Listas, uma afecta ao secretário-geral, António José Seguro, e outra a Francisco Assis.
A lista de António José Seguro, que tinha à cabeça Alberto Martins, obteve 65% dos votos, elegendo 170 mandatos, dentre os quais a sabugalense Sandra Fortuna e o ex-presidente da federação distrital da Guarda, Fernando Cabral, que assim regressa à politica activa. Já a lista encabeçada por Francisco Assis obteve 31,2% dos votos, elegendo 81 elementos para o órgão nacional do PS.
A comissão nacional é o órgão deliberativo máximo do partido entre congressos, competindo-lhe estabelecer as linhas de actuação política e velar pela sua aplicação.
Para além dos 251 elementos eleitos directamente no congresso, fazem parte da comissão nacional, por inerência, o secretário-geral, o presidente do partido, 20 representantes da Juventude Socialista, os presidentes das federações, os directores dos órgãos oficiais do partido o presidente da Tendência Sindical Socialista, o presidente da Associação Nacional dos Autarcas Socialistas, e a presidente do Departamento Nacional das Mulheres Socialistas.
plb

A análise às contas de 2010 da Câmara Municipal do Sabugal levou os vereadores da oposição a fazerem fortes criticas à situação financeira do Município especialmente no que se refere ao crescimento da dívida acumulada.

Na reunião do executivo de 20 de Abril, realizada com o fim de votar as contas de 2010, o presidente da Câmara, António Robalo, congratulou-se com as mesmas, atendendo a que as contas reflectiram um saldo do exercício a transitar para o ano de 2011, superior a 700 mil euros. Isto ainda que as despesas (18.061.531,67), sejam superiores às receitas (17.983.213,14) contabilizadas ao longo do ano.
Colocadas a votação as contas foram aprovadas com os votos favoráveis dos vereadores do PSD, tendo os vereadores da oposição, PS e MPT, optado pela abstenção.
O vereador Joaquim Ricardo, eleito pelo MPT, apresentou uma declaração de voto, onde fez a análise exaustiva às contas. Alertou especialmente para o comportamento da dívida que cresceu 35% de 2009 para 2010. Preveniu ainda para o peso significativo dos encargos com o pessoal (36,7% da despesa total) e com a aquisição de bens e serviços (38,9%).
Joaquim Ricardo criticou ainda o facto dos documentos com as contas não apresentarem o parecer do Revisor Oficial de Contas nem o relatório de conclusões de auditoria, documentos que, embora não obrigatórios, «são de primordial importância para a tomada de posição já que poderão conter recomendações importantes».
Quanto à execução orçamental, o vereador do MPT avisou que a receita total não foi suficiente para cobrir as despesas efectuadas. «Gastou-se o que se não Tinha», concluiu Joaquim Ricardo.
A vereadora Sandra Fortuna, a quem coube fazer a declaração de voto em nome dos eleitos do PS, colocou também o assento tónico no aumento da dívida a terceiros, alertando para o risco da Câmara deixar de ter capacidade para proceder ao pagamento dessas mesmas dívidas. A dívida acumulada ronda os 9 milhões de euros, o que inquieta os socialistas: «estamos preocupados, pois a Câmara aproxima-se da insolvência, o que só pode ser fruto de uma má gestão, porque a dívida aumenta de ano para ano. Não se conhece nenhum PEC para evitar esta subida de dívidas», disse a vereadora do Casteleiro para justificar o voto de abstenção dos eleitos do PS.
plb

No passado dia 29 de Abril, a Câmara Municipal do Sabugal aprovou a transferência da tutela e a exploração do equipamento termal do Cró, da Câmara do Sabugal para a Empresa Sabugal+.

Balneário das Termas do Cró

Considero que as Termas do Cró são um equipamento de excelência e, enquanto balneário público, deve ser potenciado como destino de saúde e bem-estar de referência na Beira Interior e na Península. Aceito que se deve proceder à sua abertura e que, devidamente enquadrado no desenvolvimento de um Plano integrado turístico do Concelho, poderá vir a representar um elemento decisivo na inclusão do Sabugal como destino termal.
O modelo proposto e que viria a ser aprovado, com o meu voto contra, é mais um acto de esvaziamento de competências da Câmara que irá contribuir para o agravamento da situação económica do Município. E este é, nos dias que correm, um factor decisivo a ter conta quando temos que tomar decisões. Mais uma vez, a Câmara não assumiu que a situação económica e financeira em que se encontra está muito perto do abismo, como é notório da análise das Contas de 2010, muito embora o esforço público de iludir tal facto.
A tentativa, correcta, de entregar a concessão das Termas por concurso público falhou. Porque não se está já a trabalhar na promoção de novo concurso? Assumir a gestão e entregá-la à Sabugal+ é um grave erro político e de gestão, com consequências imprevisíveis a nível financeiro. Importa referir que o modelo adoptado implica desde já recrutar um quadro de pessoal de 19 elementos e um previsível custo de funcionamento global de mais de 300 mil euros até final do ano.
Não seria mais correcto abrir as Termas, sob gestão da Câmara, mantendo o modelo até aqui adoptado, de exploração do termalismo clássico com o Centro Social da Rapoula ou outra IPSS, estudando o eventual recurso a concessões, nomeadamente na área da fisioterapia?
Não seria mais correcto elaborar um plano integrado de desenvolvimento centrado no equipamento do Cró, explorando novas valências a ele associadas?
A questão base e transversal entre estes dois modelos é, tão só, a decisão de sustentabilidade económica e financeira, entre vir a ter saldo positivo ou caminhar para um despesismo que pode ser fatal para as Contas da Câmara do Sabugal.
«As Rosas e os Espinhos», opinião de Sandra Fortuna

sandrafortuna1@gmail.com

A vereadora do PS na Câmara do Sabugal, Sandra Fortuna, natural do Casteleiro, integra a lista de potenciais candidatos a deputado pelo círculo da Guarda nas eleições legislativas de 5 de Junho.

A lista, aprovada esta madrugada pelos socialistas do distrito, é encabeçada por José Albano, presidente da federação distrital do PS, seguindo-se António Carlos Santos, delegado regional da Fundação INATEL.
Os nomes foram discutidos e aprovados numa reunião da comissão política distrital, que reuniu em Celorico da Beira, e incluem ainda Amílcar Salvador, vereador em Trancoso, Sotero Ferreira, de Foz Côa, e Pedro Rebelo, líder da juventude socialista distrital.
A lista terá de ser sancionada pela direcção do partido, podendo o secretário-geral, José Sócrates, impor um cabeça de lista diferente, o que se considera praticamente certo, à semelhança de resto do que se passou nas últimas legislativas, em que o líder indicou Francisco Assis (que agora encabeça a lista do Porto).
Idália Serrão, actual Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação, é apontada como a mais provável escolha de José Sócrates para a Guarda.
plb

A vereadora socialista Sandra Fortuna defendeu em reunião do executivo municipal do Sabugal que a construção da estrada de ligação do Sabugal à A23 é uma obra utópica, cujos trabalhos devem parar imediatamente, pondo termo a um gasto de verbas exorbitantes que pode colocar a câmara perante grandes dificuldades financeiras.

A vereadora do Casteleiro, defendeu a medida numa reunião realizada em 27 de Outubro, em que se debateu uma alteração ao orçamento municipal face à necessidade de reforçar as verbas para custear os trabalhos naquela obra. Os eleitos do PS votaram contra a proposta, que recebeu os votos favoráveis dos vereadores do PSD e obteve a abstenção do vereador do MPT, Joaquim Ricardo, o que obrigou o presidente António Robalo a fazer uso do voto de qualidade para aprovar a proposta.
Após a votação Sandra Fortuna fez uma declaração de voto justificativa da posição tomada: «Os vereadores do Partido Socialista votam contra por não concordarem com as verbas exorbitantes para a referida obra. Como já foi dito por nós, trata-se de uma obra utópica, com gastos excessivos e capaz de levar a câmara a grandes dificuldades financeiras. Como temos responsabilidade política e já demonstrámos por várias vezes, é nosso entendimento que a obra pare imediatamente.»
Joaquim Ricardo, que tem sido um adversário da obra, optou pela abstenção, viabilizando assim a aprovação da sua continuidade. Porém no final da votação fez também uma declaração de voto, afirmando que se abstivera porque esperava por uma análise aos trabalhos e aos correspondentes gastos entretanto realizados. Mesmo assim não deixou de criticar a obra: «Entendo e sempre entendi que este projecto, para além dos custos previsíveis serem insuportáveis para o executivo, a sua realização não traz ao território valor acrescentado justificável».
Capeia Arraiana falou com Sandra Fortuna que disse que a posição agora assumida pelos elementos do PS era coerente com o que sempre defenderam. «O mesmo não se passa com Joaquim Ricardo que de crítico assumido da execução da obra passou a tolerá-la ao optar pela abstenção nas votações sobre o assunto», disse a vereadora socialista.
Considera que a obra é uma aventura muito mal planeada e indevidamente suportada pela câmara, não tendo sido feito o necessário para que a mesma fosse assumida pelo governo. Sobre o que deve ser decidido face aos gastos necessários para a continuidade dos trabalhos, a vereadora do Casteleiro mantém-se peremptória: «Ou o poder central assume a obra ou, caso contrário, a mesma tem de parar, já que a câmara não tem condições financeiras para a manter».
plb

Os eleitos do Partido Socialista no executivo municipal do Sabugal, pela voz da vereadora Sandra Fortuna, contestaram o facto de não terem sido convidados a estar presentes na recepção oficial à Secretária de Estado Adjunta e da Reabilitação Social, Idália Moniz, que visitou o concelho no dia 21 de Agosto, por ocasião do Festival do Forcão.

Foi na reunião do executivo municipal de 25 de Agosto que a vereadora socialista pediu a palavra antes de se entrar na ordem de trabalhos, para expressar o seu veemente protesto pelo facto dos vereadores da oposição terem ficado completamente à margem da referida visita oficial.
«Os vereadores socialistas não foram informados, tão pouco convidados, a participar neste acto oficial», disse Sandra Fortuna, que acrescentou considerar esta «atitude do Senhor Presidente da Câmara um facto político de extrema gravidade e atentatório do estatuto de direito de oposição consagrada na lei». A vereadora transcreveu mesmo na sua declaração o artigo 6º do Estatuto de Oposição, que consagra «o direito de presença e participação em todos os actos e actividades oficiais».
Para os socialistas, o facto de não terem sequer sido informados da vinda ao concelho da governante é um comportamento «revelador do pensamento e da prática política que o presidente da Câmara pretende imprimir ao seu mandato».
Em resposta a estas criticas o presidente, António Robalo, disse que apenas tinha correspondido a uma solicitação do Governador Civil da Guarda para «bem receber» a governante, que também pretendia assistir à manifestação cultural designada por Festival do Forcão, realizada na Praça Municipal do Soito.
A explicação do presidente não convenceu porém os socialistas que consideram ter sido marginalizados pelo presidente, que era a quem cabia informá-los da vinda da secretária de estado ao concelho.
Idália Moniz esteve no concelho no dia 21 de Agosto, tendo almoçado no Soito com o presidente da Câmara, o governador civil, o bispo da Guarda e os vereadores da câmara que exercem funções em permanência na edilidade. A comitiva dirigiu-se depois para a praça de touros, onde assistiu ao espectáculo taurino.
plb

Os três vereadores socialistas, António Dionísio, Luís Nunes e Sandra Fortuna, do executivo da Câmara Municipal do Sabugal emitiram um comunidade de Imprensa em resposta ao comunicado que o Presidente do Município, António Robalo, assinou e divulgou na passada quinta-feira, 17 de Junho, após a nomeação de Joaquim Ricardo, como segundo vereador em permanência e como Presidente do Conselho de Administração da Empresa Municipal Sabugal+.

PS - Partido Socialista - Sabugal«NOTA À IMPRENSA
Perante o comunicado do Sr Presidente da Câmara, os vereadores eleitos pelo Partido Socialista, António Dionísio, Luís Nunes e Sandra Fortuna, desejam deixar estas breves considerações ou, se assim quisermos considerar, rectificações ao que é dito:
1 – O concelho, que nós saibamos, nunca esteve em banho-maria durante este mandato Autárquico, ou se esteve, ao sr. presidente se deve, pois toda a oposição sempre teve grande sentido de responsabilidade aprovando todas as propostas apresentadas em reunião de câmara que tinham como objectivo o desenvolvimento do concelho. Relembramos aqui a aprovação das contas, do orçamento e das previsões para 2010 assim como outras deliberações pontuais que deram sempre total liberdade de governação ao Sr Presidente e respectiva equipa.
Portanto Sr Presidente, se o concelho estava adiado, apenas se deve à sua governação.
2 – O segundo e último ponto que queríamos aqui focar é o que diz respeito às conversações efectuadas, com o desfecho que todos já conhecemos:
Diz o Sr. presidente que, segundo as razões que evoca «levaram a conversações com os restantes elementos do executivo». Ora aqui mais uma vez está a faltar à verdade pois as conversações, pelos vistos, foram efectuadas entre o Sr presidente e o vereador eleito pelo MPT, nunca tendo abordado este assunto com nenhum dos vereadores eleitos do PS.
Aconselhamos o Sr. presidente, a ser mais preciso nas suas afirmações, não deixando assim que a mentira e a hipocrisia tome conta dos responsáveis pelo concelho.
Queremos aqui deixar bem claro que os vereadores eleitos pelo Partido Socialista ao actual executivo camarário, nas suas decisões, nunca tiveram nem terão em conta os seus interesses pessoais pondo sempre o concelho como a sua única e principal preocupação. Nunca deixarão de efectuar, votar e trabalhar propostas que tenham como finalidade o desenvolvimento do concelho.
Esperamos que a actual pesada carga humana a tempo inteiro na Câmara do Sabugal tenha a mestria de governar no sentido de transformar o concelho num território com gente e onde seja bom viver.

Sabugal, 22 de Junho de 2010
Os vereadores do Partido Socialista
António Dionísio
Luís Nunes
Sandra Fortuna»

O Executivo Municipal do Sabugal aprovou por unanimidade a proposta do presidente da Câmara de incluir mais dois vereadores na gestão política permanente da autarquia.

Paços do Concelho - SabugalA proposta do presidente foi discutida e votada na última reunião do executivo, realizada a 19 de Maio, meio ano após a mesma proposta ter sido rejeitada pelos vereadores eleitos. Até agora a Câmara teve apenas a tempo inteiro o presidente, António Robalo, e a vice-presidente, Delfina Leal, o que foi considerado inadequado e limitativo da acção da câmara face à sobrecarga de funções que cada um mantinha.
A escolha foi por voto secreto, tendo a mesma sido aprovada com votos favoráveis de todos os elementos do executivo. Cabe agora a António Robalo escolher e convidar os dois vereadores que passarão a exercer funções em permanência e aos quais atribuirá pelouros.
É certo que um dos escolhidos será o vereador Ernesto Cunha, eleito pelo PSD, que vem exercendo funções no gabinete do presidente como assessor. Porém para haver um segundo vereador a desempenhar funções executivas, ele terá de vir da oposição, podendo a escolha do presidente recair no vereador eleito pelo MPT, Joaquim Ricardo, ou num dos três eleitos pelo PS – António Dionísio, Luís Sanches ou Sandra Fortuna.
Outra incógnita é se o escolhido pelo presidente aceitará a indigitação, uma vez que o presidente não indicou se já garantiu uma resposta positiva por parte dos vereadores da oposição.
Espera-se que numa das próximas reuniões o presidente anuncie ao executivo quais os vereadores que convidou para exercerem funções em permanência e quais os pelouros que lhes vai atribuir.
plb

«Encaro a política como um grande desafio», disse-nos a vereadora Sandra Fortuna, recentemente escolhida pelos seus pares para integrar o Conselho de Administração da empresa municipal Sabugal+. Eleita para a Câmara Municipal nas listas do Partido Socialista, Sandra Fortuna, natural do Casteleiro, que com 29 anos é a mais jovem dos vereadores que compõem o actual executivo, sente que as mulheres dão outro ar à política.

– Foi nomeada vogal do Conselho de Administração da Empresa Sabugal+, que será presidido pelo próprio presidente da Câmara Municipal, António Robalo. Como é que se chegou a essa solução, depois de tão longa indefinição quanto ao futuro da empresa?
– De facto, a situação arrastava-se desde há algum tempo mas há decisões que, antes de serem tomadas, devem ser muito bem ponderadas para não se cair em erros graves. Assim, na última reunião e depois de longa e saudável discussão, o executivo aprovou por unanimidade a proposta apresentada pelo presidente da Câmara para a constituição do Conselho de Administração, que será presidido por ele mesmo, sendo eu e a técnica da Câmara Teresa Marques os vogais.
– O que representa para si este novo desafio?
– É um enorme e aliciante desafio. A Sabugal+ pode vir a fazer um trabalho decisivo para o concelho, na medida em que a sua actividade abrange áreas de grande relevância, designadamente a cultura, o desporto e o turismo. São áreas transversais que devem ser encaradas como ferramentas fundamentais na construção de um Concelho que se diferencie pela riqueza da sua cultura, do seu património e nobreza das suas gentes. Há muito trabalho que se pode e deve fazer neste âmbito. Igualmente ao nível das parcerias que se podem estabelecer com outras entidades, para que todos se possam envolver no futuro do concelho. Não posso deixar de esclarecer que os objectivos e a actividade da empresa municipal é decidida pelo executivo da Câmara, a quem cabe igualmente decidir sobre as suas competências.
– Então está a querer dizer que a Sabugal+ deveria ter mais competências?
Considero que a Sabugal+ poderá ter uma influência maior em muitos sectores da estrutura organizacional do Município.
– Como se vai processar a gestão da Sabugal+? Vai ocupar as funções de vogal a tempo inteiro?
– A ideia é gerir a empresa com respeito pelos seus Estatutos, que estipulam a realização de uma reunião mensal, podendo porém o Conselho de Administração reunir extraordinariamente sempre que se justificar. Tenho a certeza que a empresa tem nos seus quadros técnicos competentes que serão uma mais-valia preciosa no funcionamento, no desenvolvimento e na concretização dos objectivos, como referi anteriormente, estipulados pelo executivo da Câmara.
– Considera que esta foi uma solução de recurso, face à impossibilidade de se chegar a um acordo para a nomeação de um técnico experiente para dirigir a empresa?
– Não foi uma solução de recurso. Foi uma solução política e consensual face à composição do actual executivo municipal.
– Considera então que Norberto Manso não merecia ser reconduzido, tal como propunha o presidente da Câmara?
– A questão não se pode colocar dessa forma. O Dr. Norberto Manso era um homem de confiança do anterior executivo e por isso foi nomeado no cargo de presidente da Sabugal+. Era, portanto, um cargo político de nomeação. Como é evidente, o Dr. Norberto não é o homem de confiança da maioria do actual executivo. Importa, no entanto, referir mais uma vez, que o Conselho de Administração cumpre as orientações da Câmara Municipal.
– Está a querer dizer que foi apenas a confiança política que relevou?
– Isso mesmo. Norberto Manso tinha a confiança política do anterior executivo, onde um partido era maioritário e dava as orientações. Actualmente há uma nova realidade, resultante das últimas eleições, e a solução encontrada reflecte a vontade política do executivo que está em funções.
– O Presidente António Robalo acabou por perder politicamente…
– É meu entendimento que ninguém ganhou ou perdeu. A democracia funcionou e formou-se a equipa que o executivo considerou ideal para administrar a empresa. Discutiu-se calma e serenamente e foi encontrada uma solução a contento de todos, realidade que se traduziu na aprovação da proposta por unanimidade.
– Houve momentos de grande tensão nalgumas reuniões em que o assunto foi discutido?
– Julgo que transpareceu para a opinião pública uma ideia errada sobre a forma como as reuniões aconteceram. Posso assegurar que as reuniões até agora realizadas ocorreram com serenidade e com um grande sentido de responsabilidade por parte de todos os intervenientes. Houve um ou outro momento de debate mais vivo, mas sem exaltações e sempre com o máximo respeito de uns pelos outros. A prova disso é que quase tudo o que foi analisado foi aprovado por unanimidade ou, nalguns casos, com a abstenção da oposição. No que se refere aos vereadores do Partido Socialista, sabemos que estamos no executivo como oposição, para que fomos mandatados pelo voto popular, mas fazemo-lo construtivamente e sempre a pensar no futuro do concelho.
– Consigo o PS voltou a ter uma vereadora na Câmara, depois do mandato que entre 2001 e 2005 desempenhou a malograda Lucinda Pires, também do Casteleiro. A Sandra Fortuna sente-se uma seguidora do trabalho político que a professora Lucinda fez no concelho?
– Sinto um enorme orgulho no trabalho da Lucinda Pires no concelho e sobretudo no Casteleiro. Para mim ela será sempre recordada como uma grande figura do concelho do Sabugal. Não sinto que esteja a seguir o seu percurso, porque eu quero seguir o meu próprio caminho. Mas ela é para mim uma referência e lembro-me muitas vezes do percurso que ela teve como presidente de Junta de Freguesia, vereadora, professora e dirigente associativa. O Casteleiro orgulha-se muito dela. Note que a Lucinda foi a única figura da freguesia a quem foi feita uma homenagem pública com a colocação de um busto no largo principal. Ela contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da terra que a viu nascer. Nunca a esqueceremos!
– O Capeia Arraiana entrevistou recentemente Delfina Leal, vice-presidente da Câmara, e o José Carlos Lages, que fez a entrevista, disse no final que a política no Sabugal está diferente. Concorda que a presença feminina na vereação da Câmara deu um ar mais cuidado e simpático ao executivo?
– No que me diz respeito, considero que se não me achasse capaz de contribuir para uma melhoria do trabalho do executivo não teria ocupado o lugar de vereadora. Tenho-me empenhado nas funções que agora exerço e o meu desejo é fazer sempre mais e melhor, mas tentando também fazer diferente. As mulheres dão de facto outro ar à política.
– Mas concorda que a maior parte das mulheres estão na política devido à Lei da Paridade, mantendo-se a política como uma actividade dominada pelos homens?
– Efectivamente, os políticos são na sua maioria homens, mas o número de mulheres tem vindo a aumentar sendo esta uma tendência que acredito se virá a acentuar no futuro. Há de facto um percurso a fazer para que as mulheres participem mais activamente na actividade política. As mulheres têm muitas responsabilidades no seu dia a dia, mas articulando todas as tarefas, conseguimos obter um óptimo desempenho. É uma verdade que nada se consegue sem esforço, mas encaro a política como um grande desafio. Estou na política porque gosto e porque considero que posso ser útil nestas funções e por consequência no desenvolvimento do Concelho do Sabugal.
– Sente-se respeitada no seio de um executivo camarário, ainda assim dominado pelos homens?
– Absolutamente. Do pouco tempo que tenho como vereadora posso dizer que o respeito é imenso. Não recordo qualquer situação de desconsideração. Não existe qualquer tipo de desigualdade entre as propostas e os pontos de vista apresentados pelas mulheres ou pelos homens do executivo.
– Os três vereadores eleitos pelo Partido Socialista actuam de forma concertada, como um todo, ou cada um age por si assumindo a sua própria responsabilidade?
– Temos na Câmara pessoas de muito valor, e não falo por mim. O António Dionísio e o Luís Sanches estão ali para trabalhar em favor do Sabugal. Analisam a fundo todos os assuntos e discutem-nos seriamente. O Toni, embora nunca antes tivesse sido vereador, tem uma grande experiência, e é um homem muito coerente e muito rigoroso. Conversamos muitas vezes para acertarmos posições e tentamos agir concertadamente, sempre com uma certeza e um objectivo comum: que é possível construir um Sabugal com futuro!
– A oposição não tem, portanto, sido uma força de bloqueio nas decisões do executivo?
– De maneira nenhuma. Os vereadores eleitos do PS têm demonstrado uma grande responsabilidade, tanto nas votações efectuadas como na apresentação de propostas para a resolução dos assuntos discutidos nas reuniões. Temos a noção clara de que o mais importante é a construção de um concelho melhor para viver e trabalhar. No entanto, compete ao Sr Presidente da Câmara e aos seus colaboradores directos apresentarem os projectos, cabendo-lhe igualmente a responsabilidade se os resultados obtidos não forem os mais positivos.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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