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Nesta Europa das «Pátrias Chicas», «Santas Terrinhas» ou «Terrae Patrum», que é a deste primeiro século do terceiro milénio, não há dúvidas de que as freguesias onde se pratica a capeia raiana constituem, agregando-se-lhes as espanholas onde se usam os falares fronteiriços de Alamedilha e Xalma, um bloco monolítico.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaLevantadas em derredor das encostas portuguesas e castelhanas da mesma cadeia orográfica, cercadas até há pouco por uma dupla cintura de caminhos de ferradura, servindo de nascentes a rios – Coa, Águeda e Erges – que, por caminhos diversos e dispares, se irão juntar nas imensidades do Mare Nostrum, as respectivas populações, embora binacionais, têm secularmente vivido existência que bem se pode dizer comunitária.
O trigo e o azeite da parte salamantina, as mantas de toucinho e as tarraças de untura, as azeitonas e os escabechados de peixe grosso, as laranjas e os melocotones das encostas de lá tornaram-se triviais na mesa dos ribacudanos fronteiriços.
Como os povos de Alamedilha a Valverde del Fresno ou San Martin de Trevejo se habituaram ao leite, enchidos ou carnes frescas do lado de cá e até às nossas batatas e aos nossos feijões.
É o lado mais fortemente materializado – o da sustentação do corpo – a agir harmoniosamente com os laços linguísticos e a tradição em geral.
Dialectos carregados de leonismos, levam a que cá e lá aonde são muitos os que falam não grave, mas charro.
Historicamente, à guerrilha miguelista levantada na Raia Sabugalense pelo Padre João Barroca, correspondem os vários curas carlistas que deram corpo à Primeira Guerra Civil de Espanha, um século anterior à Cruzada do Caudilho Franco.
Ainda hoje são muitas as irmandades de almas e confrarias sufragiantes que mandam celebrar os seus trintários de missas em conventos transfronteiriços.
E dando resposta ao despovoamento e descristianização imperantes na parte portuguesa são padres e sacristãos feudatários da Sé de Cidade Rodrigo, que a de Cória eclipsou-se, quem se encarrega das cerimónias fúnebres em terras da Capeia.
Material e espiritualmente, constituem, pois, os Charros uma unidade hipotalássica.
«O concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire

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A crónica publicada por António Pissarra aqui no Capeia Arraiana com o título «Raia – o Algarve do Interior?» e com a qual, como já tive a oportunidade de dizer, estou de acordo, coloca um tema que me é particularmente querido: o da importância da localização do nosso Concelho no contexto nacional e ibérico.

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - Capeia ArraianaSituemos então o concelho do Sabugal face à envolvente próxima, a qual pode ser analisada segundo o papel que o concelho poderá vir a desempenhar em contextos territoriais de níveis distintos:

no âmbito regional – na sua relação com os concelhos vizinhos e, essencialmente com os núcleos urbanos principais, perspetivando a participação numa área diversificada de valências sócio-económicas, a qual deve ser valorizada positivamente e ser mesmo encarada numa ótica de aproximação ao núcleo principal, suportado pelo denominado Arco Urbano do Centro Interior (AUCI), constituído pelas cidades da Guarda, Covilhã, Fundão e Castelo Branco, numa lógica de integração do Concelho no núcleo líder do desenvolvimento da Beira Interior.

Raia - Algarve do Interior

na relação com Espanha – integrando um novo conceito de centralidade entre o litoral português e as regiões centrais de Espanha, na consideração de que o Arco Urbano do Centro Interior (AUCI) e o Eixo Urbano da Raia Central Espanhola (EURCE) constituem o «sistema nervoso» raiano e as espinhas dorsais dos dois sistemas urbanos fronteiriços, os quais devem desenvolver em termos estratégicos, um conjunto de iniciativas que contribuam de modo eficaz para o desenvolvimento de todo o sistema territorial, desenvolvendo relações de complementaridade e relações eficientes de dependência funcional entre os diferentes centros; funcionando estes nós como «as portas» de promoção e comunicação entre a Raia Central e o exterior, caminhando para o modelo territorial indicado no mapa.

Raia - Algarve do Interior

ps. A resposta que os portugueses deram a este conjunto de garotos que pretende governar-nos não chega para mudar o rumo do País, mas lá que fez mossa fez!
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Ainda que se queira falar noutros assuntos, a verdade é que a austeridade, que já vínhamos sentindo, inflacionada com as medidas que o Governo anuncia, já para este ano e para o próximo, tornam incontornável a abordagem do tema, nomeadamente naquilo que à região se refere.

Terminou a fronteira mas não se ganhou muito com isso

António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia ArraianaO País está em choque e o Governo, com destaque principal para Pedro Passos Coelho e Vitor Gaspar conseguiu algo inacreditável que é a quase unanimidade da crítica negativa, da Esquerda à Direita. Várias figuras destacadas dos partidos da coligação não têm «papas na língua» para qualificar o que consideram o disparate de algumas das propostas do Governo.
A verdade é que o Povo tem memória curta e disso sabem bem os políticos profissionais que gerem a sua própria memória à medida das suas conveniências. Quer isto dizer que não chegámos ao atual estado de coisas «por obra e graça do Espírito Santo». Foram anos e anos de má gestão, de aumentar orçamentos todos os anos, embora os de anos anteriores fossem deficitários. Foi muita corrupção, muito desperdício em negócios ruinosos que só beneficiaram os intervenientes… Enfim, os partidos mudam de opinião rapidamente após o dia das eleições, conforme o resultado, embora não haja dúvidas que todos mentem deliberadamente para obter as boas graças do eleitorado que se apresenta irracionalmente crédulo e com os tais problemas de memória.
Penso que não existem muitas dúvidas sobre os responsáveis da situação a que chegámos. Sabemos que a culpa não é dos políticos, mas sim do alcatrão, do cimento, das parcerias público-privadas, das fundações… Enfim, a culpa «morreu solteira». Sabemos que o Estado é um sorvedouro de recursos, que o Estado é mau pagador e implacável cobrador, que o Estado é responsável pela falência de inúmeras empresas, por essas razões, mas o Estado tem tido líderes desde 1974. Ora, aquilo a que temos assistido é à degradação da qualidade de vida dos portugueses por um Estado canibal até chegarmos à beira do precipício da bancarrota. Perante a inevitabilidade da ajuda externa importava ter dirigentes que fossem suficientemente criativos para atenuar as ondas de choque da intervenção troikiana, dirigentes que fossem suficientemente corajosos para tomarem as medidas corretas no sentido de aliviar a economia nacional do «regabofe» que tem sido nas últimas décadas. No entanto, parece não ser assim e aquilo a que vimos assistindo é a atitudes experimentalistas que culminaram com a perda de paciência do bom Povo Português, com críticas vindas de todo o lado e até com a troika a demarcar-se de algumas iniciativas, como a das anunciadas alterações às regras sobre a Taxa Social Única.
O País orienta-se numa direção que não sabemos onde pode terminar e neste contexto são os mais frágeis, os mais pobres, os mais prejudicados. Nesta perspetiva, o Interior, nomeadamente o concelho do Sabugal, nada pode esperar de bom. Os tecnocratas de Lisboa continuarão a governar pessoas e território com a lógica dos números, funcionando o princípio da «pescadinha de rabo na boca»; quer isto dizer que cada vez há menos gente e, consequentemente, são necessários menos serviços, cada vez há menos serviços, logo menos gente. Tem sido assim desde os tempos de Cavaco Silva, mais a sua ideia em fazer uma grande capital (Lisboa) que servisse de locomotiva ao País. Como damos conta, um destes dias a locomotiva não tem nada para puxar.
O fecho do tribunal do Sabugal é um bom exemplo daquilo que referimos. A falta de alternativas aos serviços transfronteiriços que terminaram, outro exemplo. O fecho de escolas. A falta de uma política fiscal suficientemente atrativa que levasse à instalação de empresas produtoras de bens transacionáveis, idem. Enfim, uma tragédia ainda maior que aquela que vive globalmente o País. O que será do Interior?
«Raia e Coriscos», opinião de António Pissarra

Já em tempos, então diretor de um jornal, me referi à Raia Sabugalense nos termos que o faço neste título. Fi-lo, e faço-o, com a convicção que assim é relativamente ao potencial turístico que esta região pode ter, principalmente no mês de agosto. Pode argumentar-se que a comparação peca por excesso. Talvez, mas também penso que temos aproveitado por defeito as possibilidades que a Raia, as suas tradições seculares e o seu património humano e natural oferecem para uma realidade socioeconómica que poderia apresentar outro cariz.

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António Pissarra - Raia e Coriscos - Capeia ArraianaHabitualmente me manifesto sobre a injustiça que tem sido feita com o esforço de tantos sabugalenses que tiverem que partir à procura de um futuro melhor, principalmente em terras de França. O seu esforço, os seus sacrifícios, contabilizaram-se em números, nas remessas de dinheiro que enviavam para Portugal. Apesar disso, também por culpa própria, essas verbas serviram principalmente para desenvolver outras regiões. É certo que havia/há muita gente que teve arte para ganhar dinheiro, mas faltou-lhe sabedoria para o investir, nomeadamente no concelho. Investimento que criasse emprego e mais riqueza para todos, impedindo o êxodo que se tem observado nas últimas décadas. Faltou também, talvez, uma estratégia por parte dos responsáveis autárquicos que ajudasse a que as coisas fossem diferentes.
Voltando às comparações com as Terras do Sul, podemos dizer, para os mais pessimistas, que também o Algarve não está cheio o ano inteiro, mas sabemos como um bom verão pode «salvar» o ano inteiro. Salvaguardadas as devidas distâncias, também a Raia pode ter um bom verão que ajude o resto do ano. Quem não gostaria de ver nas diversas aldeias o movimento que se verifica no verão? Também os empresários algarvios desejariam o mesmo. Tal não é possível quando se fala de prestação de serviços e não na produção de produtos transacionáveis.
Apesar de as duas atividades serem distintas, uma e outra podem estar ligadas, nomeadamente, na Raia, no que aos produtos tradicionais se refere, e são estes, aqueles que são diferentes e que constituem uma marca de identidade, que podem ser uma mais-valia para o concelho.
A classificação da Capeia Arraiana como Património Cultural Imaterial, pelo Instituto dos Museus e da Conservação, pode ajudar, mas vale de pouco se não se lhe acrescentar valor. Não se trata de regular, por lhe retirar autenticidade, uma manifestação de cultura popular, que emanou do Povo, é vivida pelo Povo e paga pelo Povo. A Capeia não pode ser vítima da sua notoriedade mais recente e deve ser fiel ao seu passado. No entanto, pode haver algumas iniciativas que potenciem este fenómeno, sem deixar de ser aquilo que sempre foi: uma festa do Povo.
Quando este verão, em Nave de Haver, observei uma banca de uns nossos vizinhos espanhóis a vender miniaturas de forcões a 10 euros, pensei para comigo: «Caramba, generosa é a gente da Raia, todos lá vão buscar e ninguém leva para lá nada!» Será que a culpa é de quem tem iniciativa ou de quem a não tem? Certamente é de quem a não tem. E já é tempo de fazer alguma coisa. Voltaremos ao assunto, apresentando algumas sugestões.
«Raia e Coriscos», opinião de António Pissarra

António Pereira de Andrade Pissarra é natural de Vila Garcia, concelho da Guarda, tem 50 anos, é professor de comunicação social no Instituto Politécnico da Guarda e foi o último director do Jornal Nova Guarda. Casado em Aldeia Velha, concelho do Sabugal, tem dois filhos, e mantém uma forte relação sentimental com as tradições raianas. Estudou na Guarda, leccionou em Évora, onde frequentou o curso de engenharia agrícola (que não concluiu), licenciou-se em Tecnologias da Informação aplicadas à educação, fez o mestrado em comunicação educacional multimédia e frequentou o doutoramento em processos de formação em espaços virtuais na Universidade de Salamanca. Actualmente é presidente e fundador do Guarda Unida Futebol Clube.

O Capeia Arraiana dá as boas-vindas ao jornalista e professor universitário António Pissarra que inicia hoje uma série de crónicas sob a rúbrica «Raia e Coriscos». O nosso bem-haja por ter aceite o convite para integrar e valorizar este painel da opinião raiana.
jcl e plb

Há poucos dias, com a minha esposa, saímos de casa com a intenção de encher, de gasóleo, o depósito do jipe, em Valverde del Fresno. Assim aconteceu.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaComo era cedo, para regressar a casa, decidimos ir visitar o castelo de Trevejo que fica muito próximo de uma povoação que tem por nome Vilamiel.
Uma vez que já havíamos estado mais vezes no castelo optámos por dar uma voltinha pela pequenina povoação. Em Trevejo vivem apenas cerca de cinquenta pessoas. É uma localidade pequena mas muito bem preservada. Tem água, saneamento, luz, telefone e as ruas muito bem arranjadas.
Trocámos impressões com os poucos habitantes que fomos encontrando que nos contaram a história desse pequeno mas encantador povoado.
De seguida fizemos mais uma visita ao castelo e gostámos como se tivesse sido a primeira vez. É sempre bonito e sempre diferente.
Qualquer dia pretendo abrir inscrições para que os meus amigos se possam inscrever para, em conjunto, podermos dar uma voltinha por essas bandas.
Levaremos merenda que será comida, em conjunto, no parque de campismo de Hoyos.
Trevejo dista apenas trinta quilómetros dos Foios.
Concordam com a ideia? Agora só falta escolher o dia.
Se realizarmos este passeio e se correr como espero outros se seguirão por esta bonita zona da raia. Depois será Robledillo de Gata. Um tesouro.
Aceitam-se sugestões.
Que fique bem claro que não há qualquer intenção de lucro. Quem pretender participar terá que vir até aos Foios e aqui já nos organizaremos, em termos do transporte, e para merenda, ou almoço, cada um(a) levará aquilo que muito bem entender. Estes serão os custos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Marcos da Raia - Fóios - Sabugal
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Data: 28 de Fevereiro de 2012.

Local: Nascente do Rio Côa na freguesia dos Fóios.

Autoria: José Manuel Campos.

Legenda: Hoje fui dar um passeio lá para os lados da nascente do Côa e do Lameirão. Às vezes apetece-me andar por lá sozinho e fazer a exploração da Natureza ao meu ritmo. Procurei meruge mas apenas encontrei par uma simples saladinha. A água escasseia e a meruge não nasce. Mas encontrei outras coisas belas. Uma raposa, que não me viu, andou, durante um quarto de hora, pelo meio de uma dúzia de vacas de campo capturando alguns bichinhos que saltavam junto desses animais. Fiz também esta fotografia da chamada «Carambola» que tem um marco fronteiriço no ponto mais alto. É que tempo é propício para este género de passeios.
José Manuel Campos

A cooperação entre o TMG-Teatro Municipal da Guarda e a Junta de Castilla y León tem concretizado diversas iniciativas culturais. A mais recente é a produção de um DVD com quatro curtas metragens sobre uma Raia que já dividiu e que agora é motivo de união. Reportagem e edição da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

«A Raia vista por…» é um projecto transfronteiriço que alia a visão de quatro realizadores, dois portugueses e dois espanhóis, sobre as histórias que compõem a ideia da «Raia» enquanto linha de fronteira que separa Portugal e Espanha, cujo filme tem lançamento marcado para a próxima Sexta-feira, dia 9 de Dezembro, às 21h30, no Pequeno Auditório do TMG, com entrada livre.

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) e a Junta de Castilla y León desafiaram realizadores portugueses e espanhóis a filmar a Raia. O resultado pode ser visto agora em DVD com quatro curtas-metragens da autoria dos portugueses Pedro Sena Nunes e Jão Trabulo e dos espanhóis Isabel de Ocampo e a dupla Gabriel Velázquez / Chema de la Peña.
O documentário de Pedro Sena Nunes visa explorar em profundidade a história da construção de uma ponte ilegal na fronteira, que une Portugal a Espanha, assim como sucessivamente diversas histórias semi-ocultas de união e contrabando entre estes dois países. Trata-se de um documentário de sentidos – os sentidos produzidos por terras, que antes de terras são pessoas, face à proximidade humana e simultânea firme diferença cultural. Se pouco acrescenta este filme à conformação de cada uma, deixa uma fundamental nota de reflexão: que pontes construiu o tempo entre línguas, relações e comércios?
Pedro Sena Nunes foi o autor do documentário «Há Tourada na Aldeia» que retrata a capeia arraiana, tradição taurina das terras fronteiriças do concelho do Sabugal.
João Trabulo iniciou-se no cinema com o produtor Paulo Branco na Gemini (Paris) e Madragoa (Lisboa) colaborando em filmes de Manoel de Oliveira, João César Monteiro, Robert Kramer e Pedro Costa.
Isabel de Ocampo é uma cineasta de Salamanca que recentemente ganhou o prémio Goya para a melhor curta-metragem.
plb

«O interior do Interior tem por cá muito boa gente e também somos portugueses!» Assim escrevia em 14 de Julho de 2007 na sua primeira crónica no Capeia Arraiana o prof. José Manuel Campos. O dinossauro dos autarcas raianas defende como ninguém as suas terras e as suas gentes revigorado pela cristalina água da nascente do Côa. Reportagem e edição da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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Às vezes até parece que no concelho do Sabugal são 1+39. O nosso reconhecimento e apreço pelo presidente da capital da Raia sabugalense. Parabéns Prof. José Manuel Campos.
jcl

Detenho-me, num olhar, perante o espaço que, das escarpas da Estrela, se estende e acinzenta para bandas do Sabugal.

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»Num relance mais curto e mais a leste chega-me o meu Monte, o Monte do Jarmelo.
Aplanam-se, depois, as distâncias até se perderem nas longínquas serranias espanholas. Adivinho, com grau de absoluta certeza, que, a meio caminho, se alonga um vale, o vale do Côa, profundo, abrupto, apertado e quente.
E sei, claro, que por aí se esvaem as águas de um rio. Águas oprimidas pelo aperto e alteza das margens. Águas, poucas, agora que se vão na lentidão estival enquanto isentas de chuvas. O percurso dessas águas ocorrerá, em ambiente oprimido, numa extensão de escassos quilómetros e numa luta constante com as margens, como se fizessem uma incessante procura de liberdade mesmo antes de encontrar a foz.
Neste outro monte, num monte povoado, ergue-se a Guarda, meu ponto de observação, cidade envolta e distraída na agitação da tarde.
Entre o movimento e a extensão dos espaços silenciosos permito-me imaginar paisagens, carentes de verdura nesta época do ano e ponteadas de aflorações umas mais cinzentas que outras.
Entre a cidade e os campos espargem-se aldeias, que não crescem mas minguam e que insinuam vidas a transbordar de tradições e de labutas rurais.
Presumo, essas aldeias, esmorecidas fazendo imagem com casas de granito cinzento ou amarelo por entre outras casas cujos modelos foram importados da Europa. Umas e outras se demarcam no interior de um espaço castanho/avermelhado definido pelo tom dos telhados. São aldeias que se desviam, nos longes, como se fugissem, como se quisessem evitar, o açambarque das cidades.
Ainda pairam algumas nuvens nesta tarde. Lembro-me agora que a névoa chegou de manhã. Ao longo do dia a humidade mais baixa foi-se dissipando e, no céu, foram-se agrupando as nuvens. Formaram grupos espessos, cinzentos, quase negros. Agora, ao final do dia, um leve vento dispersou-as. Parte delas disfarçam-se e expõem-se em figuras pitorescas. Houve nuvens que se alongaram e emagreceram deixando-se repassar por raios de sol fraco, fazendo lembrar pedaços de um enorme manto que se esbranquiça na passagem da luz.
Lá mais além, na altura longínqua da montanha espanhola , parecem juntar-se todas as nuvens num doce enlace entre a Serra e o Céu.
Olhando, assim, vou esquecendo azáfamas e vou entrando no abstracto mundo da imaginação onde me entretenho lendo espaços, decifrando e comparando formas, associando-as a imagens reais ou mesmo a acontecimentos quotidianos.
É este o Céu que me cobre a mim, à Guarda, à raia e à cidade do Sabugal.
Ler os espaços que refiro é como ler livros abertos, livros ilustrados com Céus, casas e paisagens, livros recheados de tradições e de saberes ancestrais.
Tudo se proporciona, portanto, para leituras gostosas. Os espaços estão sempre disponíveis. Basta querer lê-los.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

José Tosca, arraiano façanhudo, homem dos quatro costados, senhor de si e dos seus, deu brado por aquela coroa de povos de Riba-Côa e Beira-Serra.

Guedelha solta, cara bem talhada, pele tisnada pela resca e olhar de ratão, ei-lo de meanha estatura e genica que bonda para ninguém lhe pôr a mão em riba com cuidados em domá-lo. A ventura está-lhe no sangue, corre-lhe na mona o malucar constante em galgar o mundo à cata de fortuna. Preado contrabandista, feirão errante, lavrador das horas mortas, futriqueiro quanto baste para burlar e zombar do mais esperto dos comparsas. Um basófias de nomeada que conhece os caminhos chegados a Castela de lés a lés e se gaba à boca cheia de seus feitos e aventuras nas terras da raia. Ciente de responsabilidades, justo quanto basta, temente a Deus e ao Dianho, também é judeu no trato com quem o empulhe. Duas lérias mal mandadas, à maneira de chalaça, e logo trabalha a naifa ou a cacheira para domar e castigar o tratante.
Conta as suas estórias a quem passa e lhe dá um migalho de atenção, sentado num velho mocho, frente ao seu casebre, à gostosa soalheira. Salta à vista o ar farfante de quem se considera um herói da bárbara e agreste terra beirã. Senhor de manhas e artimanhas, pôs vulto em terras de Riba-Côa e fez-se notar, junto com outros tisudos arrraianos, no maralhal de gentalha anónima de que as rudes aldeias abarrotavam. Fala das façanhas como se as vivesse no momento e sente em si o orgulho das arteirices que armava, com o ar destemido de quem sabe que foi senhor do seu mundo.
Nos dias que correm, os povoados raianos estão desertos de gente. Restam apenas, em muitos, os vestígios de outras eras, o pardo casario de granito ou xisto, em ruínas, quelhas de piso maldanamoso, esbarrondado pelo farto correr das águas. Um desmazêlo. Já não soa o chirriar do antigo carro de madeira, o trautear das modas ao balanço de lutas e labutas, tão-pouco o ralhar dos feros lavradores tornando as juntas, nem o berregar desenfreado da canalha a jogar ao eixo e à cabra cega.
José Tosca, com suas facécias, faz renascer do borralho mortiço, ainda que por fugazes instantes, os tempos idos das aldeias perdidas em silêncios confrangedores, implorando vida e ardor. Ouvir estas lérias é recordar parte desse pequeno mundo venturoso e simples que a modernidade quase derriscou e que ainda não substituiu por mais feliz vivência.
Paulo Leitão Batista, «Aventuras de um velho contrabandista»

leitaobatista@gmail.com

Inicia-se agora no Capeia Arraiana a publicação de uma série de episódios, tipo folhetim, que constituem as «Aventuras de um velho contrabandista». Este primeiro acometimento afigura-se uma espécie de prefácio às estórias que se irão seguir semanalmente e que demonstram o espírito venturoso do arraiano José Tosca.
plb

Havia ribeiras, sim, como a Pêga ou as Cabras mas, qualquer delas, não poderia ser comparada ao Côa que era um rio grande, arraiano e, todo inteirinho, português.

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»O Douro e o Tejo eram grandes, sim senhor, mas nasciam em Espanha. O Côa era grande, também, mas nascia em Portugal. Vinha dos lados do Sabugal. Contornava, a uma distância razoável, o Jarmelo e seguia por bandas de Espanha, sempre ao longo da fronteira sem nunca se internacionalizar. Propunha-se engordar o Douro, claro, como se aprendia na escola primária, na cantilena dos rios e afluentes. Mas, Côa e Douro, apenas se abraçariam numa raia mais a norte, nas proximidades de Vila Nova de Foz Côa.
Assumidamente fronteiriço o Côa esgueirava-se, escorregadio, qual cobra gigante e prateada, raia adentro, sinalizando a proximidade da fronteira sem se inibir de interferir nas vidas arraianas!
O Côa não era, portanto, um rio qualquer. Investia-se de missões específicas. Era tido e achado em muitos actos contrabandísticos e empenhava-se regulando-os. Por vezes ajudava os guardas. Outras vezes facilitava contrabandistas.
Nesses tempos, idos, há mais de três décadas, contrabandeava-se de tudo. As raias (portuguesa e espanhola) praticavam um comércio clandestino amalgamado e abrangente que incluía de um pouco de tudo: pão, galhetas, café, cacau, chocolates, carnes, azeites, óleos, alpergatas, botas, panos, enxadas, tabacos e muito, muito mais. De forma legal quase só os rios cruzavam a fronteira!
Aprendi o Côa, em meados dos anos sessenta, mesmo antes de o cantarolar na escola primária. Naquela altura os rios decoravam-se a cantar. Mas, para mim, o Côa nunca foi um rio de cantigas. Sempre foi real, extremamente real. Conheci-o, cruzei-o e molhei-me nele milhentas vezes.
O São Roque, sítio carismático da margem esquerda, associava-se ao rio. Foi e é local de feiras, festas e romarias. Foi praia, palco de brincadeiras, lugar de merendas e convívios. Há lá capela e ponte a ligar as arribas.
Na minha adolescência, por estas bandas, as águas do rio eram completamente isentas de poluições. Sobretudo no Verão, quando paradas e observadas de perto, lembravam espelhos enormes reflectindo não só a frescura do arvoredo marginal mas também as agruras dos montes medianamente afastados.
A minha relação com o rio é da minha idade e, entre nós, coexiste uma empatia crescente que se renovou em cada reencontro. Sobram-me, agora, retratos antigos que me reavivam imagens e recordações.
De quando em vez, faço questão de me pôr a sós com o Côa. Procuro-o como quem procura um velho amigo. Falo-lhe, conto-lhe, pergunto-lhe e escuto-o. Cheiro-lhe os ares, as águas e as margens. Lanço-lhe olhares profundos tentando decifrar-lhe segredos. Às vezes olho-o suavemente deixando que os meus olhos o percorram e se percam pelos sítios mais recônditos. Olhares profundos e olhares suaves acabam por se reencontrar sobre as águas, entre as margens. E, sempre, sempre após momentos da mais perfeita sintonia ambos (eu e o rio) concluímos que a raia só pode ser como é porque é assim o rio Côa.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

Entre o que se diz e o que se cala ficará sempre o que pode ser contado e hoje confesso, caríssimo leitor, que nos meus tempos de infância, o mundo inteiro cabia nos limites do meu Pequeno Mundo. Qualquer território adicionado sempre fez crescer a descoberta, sempre foi somando surpresas.

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»Assim me surgiu a raia como um território exterior, um território do além, para lá do meu mundo infantil, integrando a imensidão de um outro mundo, situado lá, onde, o meu Pequeno Mundo já era para ter acabado.
A Raia parecia-me, pois, o país do sol nascente, situado do lado de lá, do lado de onde vinha a luz do dia. O sol nascia luminoso e radiante rasgando o céu em claridades e, depois, sobrevoava as jornadas até declinar no lado oposto.
A Raia foi, portanto, um território emergente surgido do desconhecido, vindo do reino do abismo, do lado de onde vinham os astros que, sem interrupções, traziam sinais indiciadores de outros mundos.
Com esta descoberta fiquei a saber que, para além dos limites do meu Pequeno Mundo, não ficava o fim do mundo. Fui, então, crescendo, decorreu a infância e a adolescência e a raia foi-se integrando.
Mas a fronteira não era toda a mesma. Havia raias intrinsecamente diferentes! Havia uma mais próxima com maior sabor a Espanha e, até, a França por onde se escapavam os braços endurecidos dos homens de trabalho. Diziam-me que iam «a salto» em busca de melhor sorte. E eu, criança, por cá ficava, meditando, imaginando o salto, adivinhando a sorte.
Mas havia uma outra Raia que só descobri mais tarde, já bem adolescente, quando estudei no colégio (Outeiro de S. Miguel). Essa, outra, começou por me oferecer amigos e não sei por que secreta razão eles se fizeram amigos de toda a vida.
Claro que, inicialmente, me trouxeram novidade, muitas novidades, tantas como se fossem oriundos de um país diferente. Quase trouxeram, encaixando na minha, uma cultura nova. Contaram-me, explicaram-me uma certa festa taurina, a que chamavam garraiada e que chegou a ser simulada entre adolescentes. Falaram-me das festas de S. João, festas de pasmar, com bailes, fogueiras e mastros embonecados, festejos muito diferentes das humildes festas de S. João da minha aldeia. Trautearam-me, na tentativa de melhor me explicarem, cantigas dessas festas. «Aí repenica, repenica, repenica e o São João a suar em bica».
Conheci, sem nunca ter visto, tão só por me terem contado, algumas personagens (típicas) sabugalenses como aquele homem (menos) religioso que no dia da visita pascal meteu o burro em casa. Ora, o pároco, encabeçando o cortejo intentava deixar as bênçãos e recolher esmolas. Chegado à residência da dita personagem abriu o postigo mas apenas foi cumprimentado pelos espirros da alimária.
Não deixo, então, não posso de dizer que… a raia e o Sabugal foram importantíssimos acrescentes ao meu Pequeno Mundo.
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

Na tarde do dia 4 de Junho, sábado, pelas 16,30 horas, a Praça de Touros do Campo Pequeno, em Lisboa, recebe a 33.ª Capeia Arraiana, organizada pela Casa do Concelho de Sabugal.

O forcão vai rodopiar de novo na arena mais prestigiada de Portugal e os rapazes raianos vão demonstrar a sua força e valentia. O espectáculo tauromáquico popular, original das terras raianas do concelho do Sabugal, proporcionará ainda momentos de convívio e de amizade entre os sabugalense e os seus amigos.
Espera-se que largas centenas, ou milhares, de pessoas, muitas vindas de propósito das terras do concelho, se juntem nesta grande manifestação de alegria que todos os anos acontece em Lisboa.
Os touros são do ganadeiro José Dias, de Benavente. A Banda da Bendada animará a festa e marcará o ritmo.
Depois da tourada haverá os habituais petiscos, no ringue junto à Praça de Touros, onde se degustarão os nossos enchidos grelhados e outras iguarias que os convivas trarão.
A capeia de Lisboa marca o arranque para as touradas do forcão nas terras raianas. Depois de Lisboa, quem quiser sentir a verdadeira alma raiana, vai às aldeias fronteiriças do concelho do Sabugal em Agosto, onde poderá apreciar a verdadeira tourada popular, à moda raiana.
plb

Folclore, enchidos regionais, castanhas assadas e geropiga em tempo de São Martinho na freguesia raiana de Aldeia do Bispo no concelho do Sabugal. A iniciativa integra-se na mostra de Novembro, mês da tradição e dos sabores no concelho do Sabugal. Reportagem de Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates (CCRA) organiza no sábado, dia 30 de Outubro, o 6.º Jantar da Raia. O convívio está marcado para o Restaurante Pelicano.

Centro Cultural Recreativo Alfaiates

Norberto Pelicano

Calendário das Capeias Arraianas na Raia sabugalense. Edição da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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As sepulturas antropomórficas do concelho do Sabugal estão a ser alvo de um levantamento arqueológico. «Rochas da Morte» é o título da reportagem em Aldeia Velha da LocalVisão Tv da Guarda assinada pela jornalista Paula Pinto com imagem de Marcos Prata.

Local Visão Tv - Guarda
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Páginas das delegações regionais da LocalVisãoTv. Aqui.
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A Espanha celebrou em 1998 o 4.º Centenário da morte de Filipe II. Por todo o País (e também no estrangeiro) realizaram-se exposições, congressos, seminários, cerimónias públicas, etc. Na verdade, o país vizinho tinha toda a razão em homenagear condignamente a memória de um dos seus melhores monarcas, aquele que conduziu a Espanha à sua época mais gloriosa, o «Siclo del Oro». O império de Filipe II era tão vasto que nunca nele o Sol se punha: estendia-se de Barcelona a Lisboa, da Sicília à Flandres, de Ceuta ao Cabo, de Goa às Filipinas, do México ao Brasil.

Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaE Portugal, do qual ele também foi monarca, que fez? Assobiou para o ar, distraidamente, fingindo nada ser consigo. Fez e disse bravatas nacionalistas, com as quais pensava esconjurar o papão do iberismo. Foi incapaz de lembrar Filipe II sem complexos.
Que sentido tem, nos dias de Schengen e do euro, a hipersensibilidade portuguesa face ao seu poderoso vizinho espanhol? Por que razão, sempre que falamos da invasão do mercado português por produtos espanhóis, gritamos logo «Vêm aí os Filipes»? Que explicações daria Freud para a algazarra mediática que aqui há tempos se escutou, só porque uma senhora acusou o Governo português de fazer fretes aos Espanhóis ao construir o TGV? «Aqui-del-rei, aí está o imperialismo espanhol!», gritaram os pequenos e médios nacionalistas. «Às armas, às armas, contra os castelhanos marchar, marchar!», bramiram os ultranacionalistas.
Disparates! A partilha dos poderes do Estado português começou a fazer-se no dia em que, no Mosteiro dos Jerónimos, foi assinado o Tratado de Adesão à CEE. A partir de então, o nosso destino colectivo passou a estar associado ao da Espanha e ao de mais 25 países. Essa comunidade de destinos é hoje económica, social, cultural e, no futuro, será cada vez mais, também, política. Queiram ou não os nacionalistas de todas as dimensões e os velhos do Restelo de todos os matizes, a União Europeia não volta atrás. O tempo do «orgulhosamente sós» acabou definitivamente.
A União Europeia contém dentro de si, como é óbvio, uma componente de União Ibérica. Mas a União Europeia, simultaneamente, é a nossa melhor defesa contra as tentações hegemónicas castelhanas.
Portanto, exorcisemos de vez os fantasmas iberistas e esqueçamos que «de Espanha nem bom vento nem bom casamento». Este ditado deve ter sido inventado por algum marido régio, dasapontado com o camafeu que lhe impuseram como noiva. Nós, os raianos, que contamos como amigos muitos espanhóis, nunca notámos que de lá soprassem maus ventos. Aliás, eram bem mais frios os da serra da Estrela que os da serra da Xalma. Bem fazem os autarcas da Raia em abrir estradas a ligar as aldeias dos dois lados da fronteira e em geminar povoações. Que nunca as mãos lhes doam!
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Há dias veio-me parar à mão a Lei da Passagem de Gado de 1564, uma interessante lei do tempo de D. Sebastião, sobre o contrabando de gado.

João ValenteA Lei da Passagem de Gado de 1564 era muito equilibrada para o tempo. Estabelecia, mecanismos eficazes de controle, fiscalização e penas dissuasoras, ao mesmo tempo que protegia o pequeno produtor e incentivava a grande criação de gado:
a) Todas as pessoas moradoras nas terras dentro de dez léguas da raia, deviam escrever, de Abril até ao dia de S. João Baptista, todo o gado, à excepção das ovelhas, num livro camarário;
b) No ano seguinte, e nas mesmas datas, descarregariam o que vendessem ou lhes morresse e acrescentariam o que adquirissem por compra, herança ou criação;
c) Os lavradores que levassem os gados a pastar dentro ou fora dessas dez léguas, tinham de se acompanhar de uma certidão ou carta-guia do seu gado. E retornando, se o vendessem sem licença seriam indiciados como passadores;
d) Os lavradores de fora destas dez léguas que viessem com o seu gado pastar nelas, deviam também escrever os seus gados na sua câmara e fazê-lo acompanhar de carta-guia sob pena de serem indiciados como passadores. Quando regressassem, deviam descarregá-lo no mesmo livro, sob pena de serem indiciados como passadores.
e) Em caso algum, era permitido vender gado dentro dessas dez léguas sem prévia licença e descarrego no livros de assentos camarários;
f) Todos os livros de assentos deviam estar disponíveis e em ordem para serem fiscalizados pelos juízes do rei ou juízes de fora, que tinham o poder de proceder contra qualquer irregularidade ou falta detectada;
g) Estavam apenas isentas destas regras de registo as pessoas que não tivessem mais de duas reses ou vinte cabeças de gado miúdo e até cinco porcos;
h) As penas eram o confisco de todo o gado e de todos os bens móveis;
i) No caso de pastores ou maiorais que colaborassem na passagem de gado ou não denunciassem os amos, eram desterrados por dois anos para África;
j) Quem denunciasse a situação recebia como recompensa 1/3 dos bens confiscados;
k) Quem pretendesse comprar gado fora do lugar onde fosse morador, tinha de levar declaração de quanto gado ia comprar e depois registá-lo no livro, sob pena de ser indiciado como passador;
l) Quem pretendesse fazer varas de porcos, devia declará-lo até ao dia 15 de Setembro de cada ano nos livros da câmara, sob pena de ser indiciado como passador;
m) A partir de Junho, não se podia trazer com as ovelhas, borregos ou carneiros, salvo sementais ou capados, sob pena de se perderem metade para o denunciante e outra metade para a câmara;
n) Quem de cem vacas tivesse por ano cinquenta crias; de mil ovelhas, duzentas e cinquenta crias; de mil cabras, quinhentas crias, beneficiava, demonstrando o facto pelo registo no livro, gozavam do privilégio de não serem presos em ferros ou cadeia pública, bem como dos mesmos privilégios dos cavaleiros e de não sofrerem penas de açoite.

Frontispício da Lei da Passagem de Gado de 1564De facto, o contrabando na fronteira terrestre era geral de Norte a Sul e praticado desde fidalgos da casa real, até ao mais humilde lavrador, a ponto de, sendo o país grande criador de gado, haver no século XVI muita falta de carne, por causa dele.
O contrabando na raia, já era antigo e as primeiras notícias remontam ao tempo de Sancho II e prosseguiu, como sabemos, até aos nossos dias, mas foi mais importante nos séculos XIV a XVI.
Era essencialmente o gado e a moeda que saíam para Castela e os panos que entravam em Portugal.
A vigilância económica sobre estes espaços de fronteira, fossem eles rios, ou pontos de passagem (portos), cabia a várias instâncias: Autoridades territoriais (Alcaides das «terras dos extremos», e fronteiros) e homens do fisco (siseiros, dizimeiros ou portageiros) ou aos homens das sacas (alcaide das sacas, escrivão das sacas, rendeiro das sacas).
Os impostos a solver pelas transacções inter-fronteiriças eram as sisas, dízimos e as portagens e este direito aduaneiro estava consagrado nos forais antigos, nas ordenações e nas decisões das cortes.
As formas de controlar este contrabando que se fazia nas terras de fronteira, designadamente de gado, foram as mais diversas: Assentamento num livro camarário do número de cabeças de gado de cada proprietário; guias de marcha emitidas pelas autoridades municipais quando o gado se deslocava, licenças de venda, penas de confisco do gado e de bens móveis e de raíz, desterro para os pastores (decisões das cortes de Lisboa, Santarém e Torres Novas).
As justiças, neste caso eram bastante rigorosas, havendo por vezes, excesso de zelo das autoridades, que muitas vezes, além de corruptas, por manobras espoliadoras, muitas vezes atropelavam as regras processuais e os direitos individuais.
Um tal Luis Gonçalves, da Reigada, quis ir comprar ovelhas de criação à Guarda, informando os juízes do lugar de que ia buscar gado, para depois lhe fazerem o assento no livro da câmara, conforme impunha a lei.
Na Guarda foi assaltado, não chegando a comprar qualquer cabeça e mesmo assim foi acusado de passar gado. Refugiando-se numa Igreja, os juízes foram buscá-lo e mantiveram-no em cativeiro um mês. Saíu porque os vigários da Guarda cominaram com as censuras eclesiásticas os juízes. Já em casa, o juiz prendeu-o e deixou-o a penar mais mês e meio no cárcere, onde gastou tudo o que tinha, até que fugiu.
Tais situações originavam sucessivas queixas ao rei, como a do povo da comarca da Beira a D. Afonso V, que acusava os oficiais das sacas de se «regerem por afeições» e não pelo cumprimento da Lei, o que levava o rei a conceder várias amnistias colectivas, como a que concedeu aos moradores de Castelo Rodrigo.
As medidas consagradas nesta célebre lei extravagante, que respondia ao fenómeno do contrabando de gado na raia, demonstra bem a dimensão que este atingiu no século XVI.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

GALERIA DE IMAGENS – 11-11-2009
Fotos Paulo Adão (Raiar) – Clique nas imagens para ampliar

Estava marcado para dia de São Martinho, o primeiro Magusto da Raia, organizado pela Associação Raiar, na região de Paris. A meio da manhã, membros da associação, começaram a preparar o local, para receber como pertence todos os convivas raianos que queiram aparecer.

Paulo AdãoNo local, foram expostos vários artigos, alguns muito antigos, artigos das alfaias agricolas da nossa região, o forcão em miniatura, peças de artesanato e várias obras de arte, concretamente as pinturas do Francis Veras da Silva, de Aldeia do Bispo. Foram também expostas algumas fotografias antigas que relembraram actividades agricolas e ainda duas serigrafias, amplamente conhecidas, da autoria de Alcinio Vicente, reprensentando Cristo e o Encerro.
O dia levantou-se com algum nevoeiro, mas rapidamente o sol apareceu e deu lugar à uma tarde fresca mas «ensoleillé».
Os participantes foram chegando ao local, os assadores começaram a fumejar e pouco tempo depois começou à saborear-se as excellentes castanhas e a jeropiga, vindos da nossa região. O bom ambiente amigavel, da raia, não faltou, o David (filho do Francis Veras) deu ainda alguns «toques» de acordeão, houve castanhas e jeropiga (filhós, bolos, sumos e cerveja), durante toda a tarde.
Como anunciado, organizou-se um mini-torneio de petanque. Seis equipas divertiram-se e mostraram as suas habilidades neste jogo. No final foram distribuidos prémios aos vencedores.
O número de participantes, (um pouco mais de 50 pessoas), ficou aquém das expectativas da organização, sendo dia feriado, esperava-se maior número de participantes, mas para o ano haverá mais, se Deus quiser.
Um abraço desde Paris
«Um lagarteiro em Paris», opinião de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Defendi e defendo que as estratégias de desenvolvimento do Concelho do Sabugal e da Sub-Região onde se insere, devem apostar na cooperação transfronteiriça englobando os eixos urbanos Guarda-Covilhã-Fundão-Castelo Branco e Salamanca-Plasência-Cáceres.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Por isso, as páginas centrais do Diário de Notícias do passado dia 2 de Junho, subordinadas ao título «Cidades da Raia Ibérica querem falar a uma só voz» não podem deixar de ser lidas como um sinal de alerta e de profunda preocupação.
Na verdade, do texto escrito pela jornalista Paula Sanchez, retiram-se conclusões muito gravosas para o nosso Concelho. Assim, percebe-se que:
– Se pretende criar, a norte, uma ligação privilegiada em torno da reactivação da linha férrea entre o Pocinho e Barca d’Alva, com ligação a Salamanca;
– Se pretende aprofundar a ligação Castelo Branco – Portalegre – Cáceres – Plasência, que há dez anos constituíram o Triângulo Urbano Ibérico-Raiano (TRIURBIR).
Como claramente se percebe, o Sabugal e a Guarda ficam entalados entre estas duas formas de cooperação transfronteiriça, das quais não retiram, antes pelo contrário, quaisquer benefícios.
Assim, o reforço da ligação ferroviária e das relações económicas entre Salamanca e o Norte de Portugal, retirarão a importância que hoje assume a linha da Beira Alta, perspectivando um eixo de desenvolvimento transfronteiriço que «esqueça» a ligação à Guarda.
Por outro lado, a aposta de Castelo Branco num eixo virado a sul (Portalegre), retira claramente importância ao eixo Guarda-Castelo Branco.
Estes novos dados não podem ser ignorados pois eles condicionarão de forma muito intensa o futuro do nosso Concelho.
Questões como:
(i) o reforço do papel do porto de Aveiro, enquanto lugar natural de saída/entrada de mercadorias do Centro de Portugal e do Centro de Espanha;
(ii) a modernização da Linha da Beira Alta e da sua ligação àquele porto, numa perspectiva de transporte de mercadorias;
(iii) a consolidação e afirmação transfronteiriça da Plataforma Logística da Guarda (PLIE);
(iv) o reforço das relações do Centro do País com o Centro de Espanha;
(v) a procura de pontos de encontro/colaboração entre a Guarda, a Covilhã, o Fundão (no seio da Comurbeiras), mas sempre tentando chamar a este grupo Castelo Branco, eis um conjunto de questões a que o Sabugal não pode ficar indiferente.
O futuro do Concelho não é viável se nos considerarmos uma ilha isolada. Somos parte de uma realidade mais alargada e, se formos actores activos e inteligentes, poderemos ter um papel fundamental no desenvolvimento desta Região.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

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Belmiro Rosinha, natural de Vale de Espinho, é o auto destes versos intitulados «Puema dos Contrabandistas».

Puema dos Contrabandistas

Ó lua que vais tão alta
Diz a quem tu alumias
Alumia os contrabandistas
Que não podem andar de dia
A vida de um contrabandista
É uma vida amargurada
Passa os dias a trabalhar
Chega o dia ai sem nada
«Carregos» de António CabanasAo passar a ribeira
Os guardas saltam ao caminho
Coitado do contrabandista
Fica sem o carreguinho
Corre corre sem parar
Com os sapatos na mão
Os guardas disparam a arma
Atira o carrego ao chão
Os filhos á sua espera
Pela madrugada
Todos lhe pedem pão
Vira os bolsos não tem nada
Belmiro Rosinha

O meu bem-haja a Belmiro Rosinha pelo poema que quis partilhar com todos os raianos e peço desculpa por me intrometer no final mas… Sinto, a cada passo, que temos medo do nosso passado. Os contrabandistas raianos são outra das nossas grandes marcas. O dialecto quadrazenho, o jogo do truco, os atalhos, as estórias, estão a perder-se pouco a pouco. Felizmente vão aparecendo, aqui e ali, documentos escritos, valiosos contributos para resguardar esta memória colectiva do nosso povo. O meu avô foi contrabandista – dos tempos do volfrâmio ao que me disseram – mas pouco mais sei. Falta cumprir-se a memória física do nosso povo e da nossa dura caminhada. A marca do «contrabando» é valiosa. Pouco ou nada temos feito para a divulgar e promover.
jcl

O Municipio de Castelo Branco, a Junta de Freguesia da Lardosa e a Associação de Desenvolvimento Amato Lusitano organizam no primeiro fim-de-semana de Outubroentre 3 e 5 de Outubro, a III Feira do Feijão-Frade, na Lardosa.

Feira do Feijão-Frade na LardosaCom o objectivo de divulgar o feijão-frade (os chícharos dos sabugalenses) que já foi rei da gastronomia na região raiana já lá vão uns bons anos a Junta de Freguesia da Lardosa, a Associação de Desenvolvimento Amato Lusitano e a Câmara Municipal de Castelo Branco organizam entre entre 3 e 5 de Outubro a III Feira do Feijão-Frade.
O programa inclui o concurso de gastronomia «feijão-frade: pratos e sabores» e não faltará a prova de produtos regionais (feijão-frade, enchidos, queijo, azeite e vinho), animação musical, exposições e conferências.
Um passeio de bicicletas antigas (pasteleiras) e um passeio pedestre (rota do feijão) irão dar um colorido diferente à Feira do Feijão-Frade. Para além das pasteleiras é preciso ter em atenção a indumentária, onde a boina é um adereço obrigatório.
E para aqueles que gostam do bailarico nada melhor do que assistir ao III Festival de Folclore da Lardosa… depois de provar o feijão-frade.
aps

José Robalo – «Páginas Interiores»

A Raia esteve em festa! A Raia e todo o concelho estão de parabéns! As capeias foram um sucesso e são cada vez mais um fenómeno que em interesse e animação extravasa os limites geográficos do concelho.

No dia 25 estive em Aldeia Velha e tive o prazer de constatar que é cada vez mais difícil por falta de espaço assistir ao espectáculo que se desenvolve na arena. Testemunhei que a alegria transborda da praça para as suas cercanias onde a cerveja e a boa disposição são uma constante.
Os encerros e desencerros estão cada vez mais no epicentro da festa. Os jovens têm cada vez mais entusiasmo em pegar na galha identificando-se com este fenómeno que são as capeias com forcão.
A juventude vive a aldeia dos pais e dos avós e é vê-los cada vez com mais entusiasmo a fixar residência de férias por estas bandas contagiando os amigos por esta sua devoção pela raia. A Raia é um estado de espírito.
Durante o mês de Agosto, assisti por puro prazer a várias capeias e todas elas foram um sucesso na organização e na lide dos touros com forcão, engrandecendo a nossa terra. Em termos globais os touros foram de qualidade, dignificando o espectáculo. O Zé Nói, ganadeiro dos Forcalhos tem apresentado gado cada vez com mais qualidade, sendo importante apostar no que é nosso, gerando riqueza que fica no concelho. Este é um caminho que deveremos percorrer.
MarisecaEm Salamanca a Mariseca, já se encontra no ponto mais alto do Ayuntamiento na Plaza Mayor, informando que estamos em terra de touros e que as festas em honra da Virgen de La Vega e da feira taurina se aproximam.
Durante os 9 dias de festas taurinas, serão lidados touros oriundos exclusivamente de ganadarias de Salamanca: Adelaide Rodriguez, Garcigrande, La Campana, Vellosino, El Pilar e Valdefresno, entre outros. Estes festejos que têm o seu início no dia 11 de Setembro, receberão os mais consagrados matadores, tais como Enrique Ponce e José Maria Manzanares no dia 13, José Tomás no dia 16, El Fandi no dia 17 e El Juli no dia 18. Na minha perspectiva o dia 15 de reserva-nos o cartel com mais encanto nas praças espanholas esta temporada: Júlio Aparício, Morante de la Puebla e Miguel Angel Perera, com touros da ganadaria de Vellosino.
Em termos musicais e mais para a gente da minha geração, entre outros, no Domingo dia 7 poderá assistir a um concerto gratuito dos Jethro Tull, na Plaza Mayor.
Associado a todos estes eventos durante estes festejos podemos visitar uma das maiores feiras agrícolas da Europa, o que por si só merece a nossa presença, recordando-nos que nos encontramos numa região com grande potencial agrícola e ganadeiro.

:: :: PARA LER :: ::
«Dios, el diablo y la aventura, la historia de Pedro Páez el español que descubrió el Nilo Azul», de Javier Reverte.

:: :: PARA OUVIR :: ::
«Jethro Tull, Living With The Past» e «The best of Jethro Tull».

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

No dia 15 de Agosto a Associação Raiar de Aldeia do Bispo inaugurou a Rota do Malhão organizando uma caminhada que teve a participação de cerca de 40 raianos.

RaiarA Raiar, associação de Aldeia do Bispo, iniciou o ano passado a sinalização de um percurso em volta de Aldeia do Bispo, denominado Rota do Malhão, com passagem pela Mesa de Orientação, instalada na parte mais alta da serra, nas Matanças. Depois de instalados os azulejos nesta mesa, com indicações de diversos destinos e distâncias, foi oficialmente inaugurado, na sexta-feira, 15 de Agosto, este trilho para caminheiros, respeitando a legislação oficial na sinalização de percursos pedestres.
Os participantes começaram a juntar-se pelas sete e meia da manhã junto à Igreja de Aldeia do Bispo. Assim que as oito badaladas soaram no relógio do campanário partiram todos em direcção ao Pocinho, Valongo, Matança, Mesa de Orientação, Cabeço Vermelho e descida até às Tapadas por terras espanholas. Participaram neste evento, com muita alegria, cerca de 40 pessoas, e o bom ambiente não faltou. A chegada à Aldeia deu-se precisamente às 11 horas permitindo que todos participassem na Missa do dia de Nossa Senhora.
A Raiar tem vindo a organizar nestes últimos anos passeios pedestres com o intuito de possibilitar o conhecimento aos participantes de paisagens e lugares de beleza única existentes no limite de Aldeia do Bispo e na região raiana.
Paulo Adão

A Câmara Municipal do Sabugal cedeu em regime de contrato de comodato à Pró-Raia um edifício na zona histórica e cultural do Sabugal com o objectivo de o adaptar para delegação local da associação.

Delegação da Pró-Raia no SabugalA Pró-Raia (Associação Integrada de Desenvolvimento da Raia Centro) desenvolve a sua actividade promocional e de apoio nos concelhos do Sabugal e da Guarda. A sua sede situa-se na cidade mais alta num edifício recuperado junto à Associação Comercial.
A Pró-Raia apresentou uma candidatura ao LEADER+ para co-financiamento comunitário para a criação de uma delegação no Sabugal. A concretização do projecto resulta da cooperação com o município sabugalense de acordo com os princípios de salvaguarda e reabilitação de património promovendo a eficiência de recursos físicos e financeiros.
A casa, tipo moradia, está construída em pedra e situa-se junto ao Museu Municipal do Sabugal na rua de acesso ao largo do Castelo.
O processo de concurso para adaptação do edifício com vista a transformar-se numa delegação da Pró-Raia com um funcional escritório de apoio no Sabugal está em fase de finalização.
Segundo dados recolhidos pelo Capeia Arraiana junto da associação a delegação será uma extensão de desenvolvimento local em meio rural (tipo antena) da Pró-Raia, para auscultação de necessidades da população e envolvimento das pessoas na construção do seu próprio desenvolvimento de acordo com os princípios da abordagem LEADER para decisões ascendentes das bases para o topo. Servirá para maior proximidade com as freguesias e permitirá envolver as pessoas no planeamento de acções num processo participado e partilhado.
O concelho passará, assim, a dispor de mais um equipamento de apoio às iniciativas das entidades públicas e privadas.
jcl

A edição de hoje, 9 de Junho, do Diário de Notícias, revela que muitos empresários espanhóis estão a voltar-se para os parques empresariais da raia portuguesa, dando como exemplos o que se passa no Alto Minho, em Barrancos, Figueira de castelo Rodrigo e Sabugal.

Centro de Negócios TransfronteiriçoSegundo aquele jornal diário, a falta de interesse dos empresários portugueses em fazer investimentos nas zonas de fronteira está a ser compensada pela aposta dos espanhóis. Tal facto conduz a que grande parte dos parques industriais e áreas de negócios criados por autarquias raianas comecem a ser ocupados por empresas sedeadas do outro lado da fronteira.
Um dos exemplos citados é o do Centro de Negócios Transfronteiriços do Soito, no concelho do Sabugal. A infra-estrutura, que adaptou para área de fixação empresarial uma antiga fábrica de refrigerantes, desactivada em 1994, pretende atrair empresas portuguesas e espanholas, aproveitando a localização junto à fronteira e as boas acessibilidades existentes. O jornal refere mesmo que o presidente Manuel Rito tem divulgado o projecto anunciando como vantagens competitivas a diminuição das rendas de instalação, associada à criação de postos de trabalho.
Para além do caso do Sabugal citam-se outros exemplos reveladores desta estratégia de captação de investimento espanhol através da cedência de terrenos e espaço em infra-estruturas a preços quase simbólicos, menor carga fiscal, mão-de-obra mais barata e os bons acessos rodoviários à fronteira. Isso passa-se em vários municípios do Alto Minho, onde os empresários espanhóis, empurrados pela excessiva concentração industrial na Galiza, são atraídos pelas condições vantajosas oferecidas pelas autarquias portuguesas.
A sul é Barrancos que dá cartas. A câmara local já tem três empresários espanhóis interessados em instalar-se no segundo parque industrial do concelho, que está ainda em construção. Com o investimento esperado poderão criar-se mais de uma centena de postos de trabalho naquele concelho alentejano, que tem apenas dois mil habitantes.
Espanha está também no horizonte de Figueira de Castelo Rodrigo, cuja Câmara está a criar um ninho de empresas para atrair profissionais liberais dos dois lados da fronteira.
plb

A irreverência das tunas académicas está de volta ao Auditório Municipal do Sabugal. A segunda edição do Festival de Tunas da Raia está marcada para sábado, 19 de Abril.

O «II Tunas da Raia» está marcada para as 21 horas de sábado, 19 de Abril, no Auditório Municipal do Sabugal.
Participam na «febre de sábado à noite» a TMUC-Tuna de Medicina da Universidade de Coimbra, a Estotuna D’Espital-Tuna da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital, a Tunadão 1998-Tuna do Instituto Politécnico de Viseu e a Tuna Bruna-Tuna da Universidade Internacional da Figueira da Foz.
Extra-concurso terão o seu momento de glória as Meninas e Senhoras da Beira, de Viseu.
As Tunas em Portugal surgiram nos finais do séc. XIX. As histórias fazem referência a um grupo de estudantes de Coimbra se deslocou, um dia, a Espanha e, observando o sucesso que as Tunas por lá faziam importaram a ideia para o nosso país. Os agrupamentos mais antigos são a Tuna Académica da Universidade de Coimbra (1888), a Tuna Universitária do Porto (1890) e a Tuna Académica do Liceu Nacional de Évora.
Actualmente as tunas são um fenómeno cultural com referências em Portugal, Espanha e América Latina.
O espectáculo é organizado pela Câmara Municipal do Sabugal com o apoio da empresa municipal Sabugal+ e a entrada custa três euros.

A Tuna da Faculdade de Medicina do Porto com o tema «Festa Brava»:

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Espera-se em vão que ocorram no Sabugal iniciativas de relevo que aproveitem o curto período de viagens e de lazer que o Carnaval representa para a região. Nada sucedendo, perde-se, sucessivamente, a oportunidade de promover as nossas terras.

Tecedeiras na Feira das Tradições - PinhelO Carnaval é, por excelência, o período do ano em que mais gente ruma à Serra da Estela. Vão em busca da alvura da neve, das magníficas paisagens, da robustez dos nossos monumentos históricos. Num primeiro momento entopem as estradas que conduzem ao maciço central. Mas permanecem ali apenas algumas horas. No topo da serra o frio é intenso e o contacto com a neve, embora agrade, é coisa de pouca dura para quem não está avezado aos rigores do frio.
Resulta que no resto do tempo os visitantes deambulam pela região, procurando pontos de interesse. Percorrem os roteiros das aldeias históricas, onde se inclui a nossa Sortelha. Degustam os nossos sabores gastronómicos. Vão de roda por feiras, festivais e exposições que na ocasião se realizam.
E no que toca a certames de promoção turística e económica, há muito que algumas autarquias descobriram ser este um tempo de oportunidades. Há eventos de referência obrigatória. Só para dar alguns exemplos: Seia tem este ano a XXXI Feira do Queijo, Pinhel a XIII Feira das Tradições, Manteigas a XV Mostra de Actividades Económicas, Celorico da Beira a habitual Feira do Queijo da Serra da Estrela.
O caso é que no Sabugal nada se passa. Para Sortelha não se conhece programa de animação que potencie as visitas neste período. Na sede do concelho também nada se realiza em proveito da oportunidade. Parece que em Aldeia do Bispo vai haver desfile carnavalesco e também tourada. Em algumas freguesias fazem-se até bailes de máscaras, promovidos por associações. Mas as coisas ficam-se por aqui.
Lá para Abril, ou Maio, haverá, possivelmente, a reedição da Mostra Agro-Alimentar do Alto Côa, no Soito. Ora o certame virá fora de tempo! Não conseguiu, até agora, passar de um vulgar ajuntamento de amigos que bebem copos e soltam gargalhadas. De tão colossal fracasso, até já alguém sugeriu, e bem, que a dispendiosa iniciativa municipal passe para o dia 25 de Novembro, na Rebolosa, aproveitando o bom ajuntamento de gente na Feira de Santa Catarina.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Está confirmado! Uma notícia difundida pela agência Lusa anuncia que o bispo de Portalegre-Castelo Branco, D. José Sanches Alves, é o novo arcebispo de Évora.

D. José Alves, Bispo de Portalegre e Castelo BrancoA Lusa acaba de divulgar que a Nunciatura Apostólica anunciou a nomeação de D. José Alves para arcebispo de Évora confirmando-se a informação avançada pelo Capeia Arraiana em 12 de Dezembro último.
Em declarações esta tarde, em Fátima, à agência Ecclesia depois de saber da sua nomeação o novo arcebispo de Évora prometeu um trabalho de continuidade com serenidade e com entusiasmo e deixou um recado: «A todos digo: podeis contar comigo que eu conto também convosco!»
D. José Sanches Alves, nasceu a 20 de Abril de 1941, na Lageosa da Raia, concelho do Sabugal, estudou filosofia e teologia nos seminários da Diocese da Guarda e a 3 de Julho de 1966 foi ordenado presbítero na Catedral de Évora.
Ao longo dos últimas três décadas tem desempenhado várias funções e cargos na diocese eborense. Foi pároco no Escoural, professor do Instituto Superior de Teologia, secretário diocesano da Catequese, reitor do Seminário Maior, presidente do Cabido da catedral e vigário geral da diocese entre 1988 e 1998. Com o título de Gerpiniana foi nomeado, a 7 de Março de 1998, bispo auxiliar de Lisboa. É vogal do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa e, desde 11 de Abril de 2002, presidente da Comissão Episcopal para a Pastoral Social.
A 22 de Abril de 2004 foi nomeado por João Paulo II, bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco e sucede agora, por nomeação do Papa Bento XVI, a D. Maurílio Gouveia, que apresentou a renúncia ao cargo por ter atingido o limite de 75 anos de idade previsto no Código do Direito Canónico.
A tomada de posse do novo arcebispo de Évora está marcada para o dia 17 de Fevereiro na Sé Catedral da cidade alentejana.

O Capeia Arraiana dá os parabéns ao ilustre sabugalense e votos de boa pastoral no desempenho da nova missão apostólica.
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O Grupo Cultural e Desportivo dos Fóios organiza no sábado, 3 de Novembro, o «Primeiro Passeio TT – Por terras da Raia» para motos e quads.

«Por Terras da Raia» – Passeio TT dos FóiosOs amantes das motos de duas e quatro rodas têm no sábado, 3 de Novembro, uma excelente oportunidade para praticarem e conviverem com outros aficcionados numa prova por terras da raia sabugalense.
O passeio Fóios-Sabugal-Fóios tem início pelas nove horas da manhã junto ao Centro Cívico fojeiro e passa por Vale de Espinho e Quadrazais em direcção ao Sabugal onde o pequeno-almoço estará à espera dos participantes.
Depois de retemperadas as forças é tempo de seguir viagem passando pelo Meimão, Penalobo, Vila do Touro e de novo o regresso ao Sabugal onde será ofertado um Porto de Honra que servirá de aperitivo ao almoço preparado no Soito.
No parte da tarde a caravana parte do Soito e passa por Alfaiates, Aldeia da Ponte, Aldeia Velha e finalmente os Fóios onde os motards serão recebidos com um magusto.
Depois da poeira e lama os balneários estarão à disposição de todos para um merecido banho que os deixará mais asseados para o jantar que encerra este primeiro passeio TT dos Fóios.
A jornada de confraternização tem como principais objectivos a promoção do concelho e da sua beleza natural e gastronómica, a promoção do associativismo e da prática do todo-o-terreno em motos de duas e quatro rodas.
A organização pertence ao Grupo Cultural e Desportivo dos Fóios, fundado em 1986 e com sede no Centro Cívico da localidade raiana e conta com os apoios da Junta de Freguesia dos Fóios, Câmara Municipal do Sabugal e Associação Cultural e Desportiva do Soito e Garonda.
A inscrição poderá ser feita até ao dia 1 de Novembro nos contactos disponíveis no cartaz ou para os emails:
octavio_sbg@hotmail.com ou claudiam_tavares@hotmail.com
jcl

O livro «Carregos – contrabando na raia central» da autoria de António Cabanas acrescenta estórias e relatos de contrabandistas e guardas contados na primeira pessoa à história das terras raianas.

«Carregos» de António CabanasA história das gentes e das terras raianas tem mais um capítulo. O livro «Carregos – contrabando na raia central» recorre à memória de velhos contrabandistas e guardas-fiscais que relatam na primeira pessoa as aventuras de que foram protagonistas no jogo do contrabando que servia de alimento a uns e outros.
Para o autor, António Cabanas, «a Serra da Malcata ficará para sempre ligada ao contrabando e os seus inúmeros recantos guardarão religiosamente os segredos e cumplicidade de fiscais e contrabandistas».
É um livro pleno de vida e de vidas que aconselhamos a todos os raianos porque nos ajuda a entender melhor a nossa identidade e as nossas origens.
Aqui vos deixamos alguns nomes citados no livro e uma passagem do quadrazenho Ti Zé da Horta que relata um dos maiores feitos dos contrabandistas: roubar o carrego ao guarda que lho tinha tirado.
«Já estávamos todos na taberna a comer e a beber, entrou o guarda que me tinha tirado o carego. Diz ele: Qual foi o homem a quem tirei o carrego e que mo tirou outra vez? Eles estavam todos calados e eu também. Mas havia lá um, já c’os copos, Foi este! Eu fiquei cheio de medo. O fulano disse, Ande cá, e eu pensei logo que me ia levar para o posto. Depois disse para o taberneiro, Deite aí meio quartilho a este homem! E eu bebi-o.»
Os testemunhos são muitos e variados: guarda Loureiro (Aranhas), cabo Adérito (Penamacor), Rui Alziro (Fóios), Xico Balau (Soito), Ti Morão Filho (Quadrazais), João Rato (Soito), Ti Salomão (Penha Garcia), guarda Peres (Meimão), cabo Álvaro Fernandes (Sabugal), guarda Ferrão (Penamacor), D. Mariazinha (Quadrazais), Manuel Galinhas (Meimoa), Ti Carlos Felício (Malcata), Ti Zé da Horta (Quadrazais), José Morão (Quadrazais), guarda Lousada (Aldeia do Bispo), Ti Giló (Fóios), Tó da Boina (Vale de Espinho), José Mege (Soito), Lito (Soito), Ti Passaró (Fóios), prof. Xico Zé (Fóios), Amândio (Aldeia do Bispo), João Lérias (Vale de Espinho), Ti Gerónimo (Fóios) e Ti João Casinha (Quadrazais)
António Cabanas nasceu na Meimoa, concelho de Penamacor, em 1961, no seio de uma família rural. Foi vigilante da natureza, técnico superior e director na Reserva Natural da Serra da Malcata. Actualmente é vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor.
A publicação do escrito contou com o apoio das Câmaras Municipais do Sabugal, Penamacor, Almeida, Belmonte, Fundão, Guarda, Idanha-a-Nova, Governo Civil de Castelo Branco e Região de Turismo da Serra da Estrela.
jcl

Editado em 1985, o livro de Adérito Tavares continua a ser a maior referência bibliográfica acerca da tourada com forcão, cuja realização cabe por exclusivo ao povo das terras raianas do concelho do Sabugal.

O livro de Adérito TavaresNatural de Aldeia do Bispo, terra de fortes tradições taurinas, Adérito Tavares dedicou uma parte do seu tempo à investigação acerca das origens da capeia arraiana e à forma como a mesma se organizou ao longo dos tempos. O resultado foi um livrinho prático, profusamente ilustrado, que nos dá a conhecer a mais genuína tradição raiana de Portugal.
O autor, professor universitário em Lisboa, com forte gosto pelas análises históricas e pelo bom enquadramento dos estudos, começa por nos apresentar uma imagem do concelho do Sabugal, abordando o seu passado e o presente, falando dos costumes populares e caracterizando a economia local. Só depois se embrenha na história da tourada com forcão. A sua origem, enquanto manifestação festiva, esteve ligada às formas de vida de antigamente, com fortes ligações a Espanha, bem vivas no contrabando que se fazia pela calada, à margem do olhar das autoridades. Foi assim que os jovens contrabandistas aprenderam a gostar das touradas que se realizavam nas aldeias espanholas do lado de lá da raia e trouxeram para as nossas terras essa tradição, recorrendo ao gado espanhol que era criado nas extensas ganadarias que confluíam com as nossas propriedades.
À conta dos prejuízos que os bois espanhóis davam nas nossas terras de cultivo, o povo das aldeias portuguesas passou a exigir a cedência de uns touros para serem toureados num dia de festa. Foi com as idas a Espanha em busca do gado e com a sua condução às aldeias raianas, com a ajuda dos ganadeiros, que nasceu o encerro, onde os cavaleiros, logo pela manhã, conduzem os touros do campo até ao curro.
Pela tarde, na praça principal da aldeia, fechada por carros de vacas carregados de lenha, lidam-se então os bois, com recurso ao um grande corpo triangular de madeira de carvalho, a que pegam mais de vinte rapazes, assim desafiando o toiro. Tratasse do forcão, contra cujas galhas o toiro investe impiedosamente.
Adérito Tavares explica em pormenor como se constrói o forcão, como se organiza o espectáculo e qual a arte de bem pegar ao forcão. Dá conta das diferenças entre as capeias de antigamente e as de hoje, calendariza as diferentes touradas, tendo em conta a tradição e transcreve diferentes testemunhos escritos por outros autores que também se debruçaram sobre a capeia.
No prefácio afirma que um dos objectivos da edição é produzir um livro que os emigrantes «pudessem guardar e mostrar lá longe, quando querem explicar aos outros este divertimento que tanto os entusiasma». Bem podemos afirmar que o livro atingiu esse objectivo, sendo muito apreciado e abundantemente lido e analisado.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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