You are currently browsing the tag archive for the ‘platão’ tag.

Platão critica violentamente o regime democrático, porque incompatível com governantes que governem e governados que se deixem governar.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaOs primeiros, tolhidos pelo temor de estarem permanentemente a ser postos em causa pelos segundos entram facilmente pelos caminhos da liberalidade, que conduz à asfixia económico-financeira, e da desresponsabilização que leva à anarquia.
O tempo de vacas magras que inevitavelmente se sucede ao do abate das vacas gordas leva a que os governados reclamem por um protector em vestes de senhor absoluto.
A democracia, para Platao, é autofágica, tendo por limite temporal uma digestão colectiva.
Por sua vez, Aristóteles tem uma atitude mais empírica para com as formas de governo, boas ou más, não em si próprias, mas segundo as circunstâncias.
Assim, a monarquia só se imporá se o soberano se distinguir pelas qualidades pessoais que o exornem, necessariamente postas ao serviço não dele próprio, nem de determinadas categorias dos seus subditos, mas do bem comum.
A aristocracia, excelente como governo dos melhores, pode degenerar se aprisonada pelos oligarcas, que, à virtude sobrepoem o lucro. E de degenerescência em degenerescência, acaba por cair na plutocracia, quintessência das tiranias, mas apresentada pelos media, que domina, como ao serviço do povo.
E o povo ingenuamente acredita
Montesquieu introduz no sistema um elemento novo – o clima – vocábulo que exprimirá o conjunto das condições, não apenas geográficas, mas históricas, económicas, financeiras, sociais, educacionais do povo a governar.
Princípios que os descolonizadores e as potências ditas anticolonialistas, mas que, todavia, não passam de aves de rapina sobre os descolonizados, nunca tiveram, nem têm em linha de conta.
A esta luz, um mau sistema político é o que favorece os vícios do clima, pactuando com eles.
Inversamente, será bom o que se opõe a tais vícios, atenuando-os ou, se possivel, eliminando-os.
Tarefas estas impossiveis num sistema democrático em que o povo é simultaneamente governante e governado.
Marx resolve o problema destacando do povo uns tantos iluminados que governarão.
Não difere a solução de Servan-Schreiber, a não ser no critério de escolha.
Marx confia o poder aos inimigos do lucro.
Servan aos idolatras do lucro, nem que este provenha do logro, sua depravação.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

Anúncios

Fernando Pessoa, talvez o nosso melhor poeta, a par de Camões, foi imbuído de um profundo exoterismo, que influenciou a sua obra. E o exoterismo de Pessoa vem-lhe do facto de ter sido maçon. Um facto público e um poema o comprovam…

João ValenteAquando da discussão da célebre lei 1901 na Assembleia Nacional, proibindo a maçonaria e o funcionalismo de pertencer a esta, Pessoa escreveu um célebre artigo no Diário de Notícias, defendendo e enaltecendo as virtudes da maçonaria.
Existe igualmente um poema de Pessoa, que tem passado despercebido em que ele aborda o segredo da maçonaria como um sopro de espírito na alma que o maçon recebe e é incomunicável. Este poema, pelos conhecimentos que revela demonstra que Pessoa foi maçon.
Por isso, muitas vezes, nem tudo o que parece; nem tudo o se diz, é!
Isto tudo vem a talhe de foice não para falar de Pessoa, mas de Shakespeare, o maior escritor da língua Inglesa, que pela tradição foi também maçon, o que justificaria porque além de católico, as suas obras estão imbuídas da filosofia platónica.
Tal doutrina, caracteriza-se pela preocupação com os temas da moral, com base no conhecimento das verdades essenciais/modelos que determinam a realidade, visando toda meditação filosófica o conhecimento do Bem (que no ideal platónico era o Sol/Luz de todas as outras ideias).
O conhecimento do Bem, a suprema ideia que ilumina todas as outras, torna possível a implantação da justiça entre os estados e entre os homens. Tais pressupostos foram absorvidos e são o alicerce do pensamento/filosofia ocidental, e também da simbologia maçónica.
Há uma íntima e harmónica ligação entre o plano do conhecimento e da acção (moral, política), e a ferramenta que possibilita essa articulação é a filosofia ao libertar o espírito dos cuidados do corpo, como afirma Descartes O filósofo assume, então, uma dupla missão especulativa e operativa.
Por essa razão o percurso maçónico tem duas vertentes: A especulativa, na busca do conhecimento e combate às trevas, numa tentativa de apropriação do real. Por outro lado a vertente operativa, pois ser possuidor de um saber, conduz a que esse saber deva ser aplicado na transformação do homem e do mundo, tal como Platão encarava na tarefa do «Filósofo-Rei».
Nesta dupla dimensão é de fundamental importância o «Filósofo-Rei», que venceu as paixões pela razão/sabedoria (Homem platonicamente Bom, Belo e Justo, virtudes correspondentes às colunas do templo maçónico), representando a luz do conhecimento para os seus concidadãos exercendo a essencial condução no destino do estado democrático.
O homem, tornado filósofo através da busca de si mesmo («Homo gnosce te ipsum, Visita Interiorem Terrae, Rectificandoque, Invenies Occultum Lapidem»).
Por isso os heróis das obras de Sakespeare lutam contra uma insurreição interior da alma, consequência do eterno conflito entre o Bem e o Mal, o Amor e o Ódio. O herói shakespeariano é inicialmente nobre, mas entretém uma fraqueza que o fará sucumbir à tentação. Assim é a ambição para Macbeth, o ciúme, para Otelo e o puritanismo, para Ângelo. O herói cai, mas levanta-se. Ele rejeita o amor para satisfazer sua paixão desregrada cometendo um assassinato. Vai ao interior do seu próprio ser, toma consciência do mal que existe nele, e supera-o conduzindo e alterando o destino superando-o com a própria morte. O herói shakespeariano é um idealista que se perde no niilismo por não encontrar resposta às suas questões. É um homem platónico, por antenomásia.
Paradigmática é a célebre obra de Hamelet em que o enredo decorre na Dinamarca. O rei é envenenado furtivamente por seu irmão Cláudio, que usurpa a coroa e desposa sua cunhada Gertrudes, mãe de Hamlet. O espectro do rei assassinado aparece a Hamlet, revelando-lhe as circunstâncias da morte e instigando-o à vingança. Hamlet denuncia a corrupção da corte (Há algo de podre no reino da Dinamarca. Também o há no de Portugal, mas isso é outra história) e ama a filha do lorde camareiro Polónio, Ofélia. Entretanto, ele sofre de melancolia e pensa até no suicídio. Renuncia ao amor de Ofélia, e o drama que se lhe coloca é combater o Mal ou fugir dele pela morte.
«Ser ou não ser, essa é que é a questão: Será mais nobre suportar na mente as flechadas da trágica fortuna ou tomar armas contra um mar de escolhos e, enfrentando-os, vencer? Morrer — Dormir: Nada mais; e dizer que pelo sono findam as dores, como os mil abalos inerentes à carne — é a conclusão que devemos buscar. Morrer — Dormir. Dormir! Talvez sonhar — eis o problema, pois os sonhos que vieram nesse sono de morte, uma vez livres deste invólucro mortal, fazem cismar. Esse é o motivo que prolonga a desdita desta vida. […] Quem carregara suando o fardo da pesada vida se o medo do que depois da morte — o país ignorado de onde nunca ninguém voltou — não nos turbasse a mente e nos fizesse arcar c’o mal que temos em vez de voar para esse, que ignoramos?»
O mundo das sombras, ou da Luz? É esta a questão que se colocou a Hamelet e que se coloca a nós também.
O problema é que a nós, ao contrário de Hamelet, nos turba a mente…
Obs: Esta crónica foi escrita de memória porque só tinha quinze minutos para a sua edição pelo que ficam desde já os leitores de sobreaviso para qualquer lapso de informação, do qual, desde já me penitencio.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Há uns dias, veio numa crónica do Cinco Quinas, no seguimento da primeira assembleia municipal do ano, dizer que as ideias do Senhor Presidente da Câmara «pagavam direitos de autor» e que «pareciam importadas». Este remoque inicial da crónica, apesar de «emendar a mão» mais à frente, pareceu-me um juízo de desvalor pela suposta falta de originalidade das ideias do senhor Presidente da Câmara.

João ValentePois não sei se as ideias do senhor Presidente da Câmara são importadas ou pagam direitos de autor, como dizia a referida crónica, mas se é verdade tal afirmação, só demonstra que se trata de um político sábio e prudente.
É próprio de um homem sábio aconselhar-se e ouvir os conselhos de um bom amigo: «Astutus omnia agit cum consilium» [o sábio age sempre aconselhando-se] (Provérbios, 13) et «bonis amicis consiliis, anima dulcoratur» [e nada é mais agradável ao espírito, que os conselhos de um bom amigo] (Provébios 27).
«Fili, sine consílio nihil facias, et post factum non poenitebis» [filho, nada faças sem conselho, para depois te não arrependeres] (Eclesiastes, 32).
Platão dizia que era acção divina consultar os que mais sabem. Aristóteles chamava ao conselho coisa sagrada.
Na bíblia lê-se ainda: «Ego sapientia habito in consílio» [a sabedoria está no conselho] e «que inter superbos semper jurgia sunt; qui auten agunto omnia cum consílio, regentur sapientia» [entre os soberbos sempre há discórdias, porém os que procuram conselho, só pela sabedoria se governam] (Provérbios, 8 e 13).
A diferença entre um político sábio e um ignorante é que este regula as suas acções pela sua cabeça, enquanto aquele o faz pelo parecer dos outros. A consequência é que o ignorante facilmente erra enquanto o prudente, comunicando aos outros os seus desígnios, facilmente se livra dos erros.
«O mérito especial do que comanda é a prudência» (Aristóteles, in Política).
Como dizia santo Ambrósio, também a este respeito, «advertimus igitur, quod in acquirend consiliis plurimorum adjungatur vita probitas, virtutum prororogativa, benevolentia usus, fragilitatis gratia» naquele que aconselha deve concorrer [bondade de vida, excelência de virtudes, amor experimentado e conhecimento da graça] (livro 2 cap. 12). Isto é; um político deve aconselhar-se com homens bons, virtuosos e experientes, porque é dos bons conselheiros que emana a sabedoria de um político, tal como uma boa água deflui duma limpa nascente.
Por essa razão diz Tobias (4): «consilium semper à sapinete perquire» [procura sempre o conselho dos sábios].
E a opinião dos sábios, não é necessariamente a opinião dos mais evidentes ou do vulgo: «Muitas são as vozes, umas indignas, outras nobres, que vêm ferir os ouvidos; Que não te perturbem, nem tampouco te voltes para ouvi-las» (Pitágoras nos seus versos de ouro); «Não copies as opiniões dos arrogantes, nem deixes que eles te ditem as tuas próprias, e olha as coisas à luz da verdade» (Marco Aurélio, in «Meditações», livro 4, 11).
No episódio do Canto 2 da «Iliada» de Homero, quando os chefes e a assembleia-geral de todos os guerreiros aconselham Agamenón a levantar o cerco a Tróia, regressando a Agros, é a sábia deusa Atena, pelo contrário, que o incentivava a prosseguir na conquista da cidade, sendo o conselho desta, contra o da maioria e dos chefes, que Agamenón segue.
Que não é na opinião da maioria que está a fonte do bom governo, ilustra-o esta saborosa fábula de um excelente escritor árabe, que a seguir transcrevo:

O Rei Sábio
«Havia uma vez, na cidade de Wirani, um rei que governava os seus súbitos com tanto poder como sabedoria. E o temiam pelo seu poder, e o amavam por sua sabedoria.
Havia também no coração dessa cidade um poço de água fresca e cristalina, do qual bebiam todos os habitantes; incluindo o rei e seus cortesãos, pois era o único poço da cidade.
Uma noite, quando todos estavam dormindo, uma bruxa entrou na cidade e despejou sete gotas de um misterioso líquido no poço, enquanto dizia:
– A partir de agora, quem beber desta água ficará louco.
Na manhã seguinte, todos os habitantes do reino, excepto o rei e grão-vizir, beberam do poço e enlouqueceram, tal como predissera a bruxa. E naquele dia, nas ruelas e no mercado, a gente não fazia senão cochichar:
– O rei está louco. O nosso rei e seu grão-vizir perderam a razão. Não podemos permitir que nos governe um rei louco; temos que destroná-lo.
Naquela noite, o rei ordenou que lhe enchessem uma grande taça de ouro com água do poço. E quando lha levaram, o soberano bebeu avidamente e passou a taça ao seu grão-vizir, para que também bebesse.
E houve um grande regozijo na satisfeita cidade de Wirani, porque o rei e o grão-vizir tinham recobrado a razão».
(Gibran Kalil Gibran, in «O louco», 1918).

O Senhor Presidente da Câmara aconselha-se com pessoas sábias para decidir melhor?
Revela sabedoria! E como defendia Aristóteles no seu tratado da política, o governo dos homens sábios é o governo ideal…
Mas quem mete juízo na cabeça do povo, para que perceba isto?
Ulisses, empunhando o ceptro de Agamenón, foi pelo acampamento; e quando encontrava um homem do povo que ainda pretendia levantar o cerco, dava-lhe com ele na cabeça, gritando-lhe:
«Desgraçado! Está quieto e escuta os que são mais corajosos; tu, débil e inapto que nem serves para o conselho nem para a guerra. Não é um bem a soberania de muitos. Um só seja príncipe; um só seja rei» (Homero, Ilíada, canto 2, 200).
Infelizmente, Ulisses é apenas uma figura mítica…
E não conheço quem saiba fazer de Ulisses!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

A «Apologia de Sócrates», escrita por Platão, com tradução, prefácio e notas de Pinharanda Gomes, vai da sua sétima edição, acontecida em 2009, o que comprova o valor deste escrito fundamental para o estudo da filosofia clássica.

A primeira edição aconteceu em 1988 e, a partir daí, não mais pararam as reedições deste precioso escrito por parte da Guimarães Editores, inserida na prestigiada colecção Filosofia & Ensaios.
O filósofo ateniense Sócrates, que durante longos anos ensinara nos lugares públicos de Atenas, rompendo com as concepções dominantes, foi levado, aos 71 anos de idade, perante os 501 juízes do Tribunal dos Heliastas. O velho sábio de pé descalço, filósofo do passeio público, dos mercados e das tabernas, era acusado de negar os deuses da cidade e de introduzir novas divindades, para além de corromper a juventude.
A acusação era da autoria de três cidadãos atenienses: Meleto, poeta e porta-voz do triunvirato; Anito, general que lutara pela democracia contra a tirania; e Lícon, orador de ascendência estrangeira. Propuseram à Assembleia o castigo extremo, em razão da gravidade da acusação: a pena de morte.
O texto de Platão, que Pinharanda Gomes traduziu e anotou, reproduz a defesa oral de Sócrates, que abdicou dos préstimos de Lísias, orador de nomeada, que se ofereceu para refutar as acusações de que o velho filósofo era alvo. Pinharanda, no prefácio, explica as razões de Sócrates para essa objecção: «Era possível que Lísias, treinado nas lides forenses, conhecedor das psicologias heliásticas, mais ajustado aos modos de reagir de tais assembleias, detivesse o segredo – não necessariamente a arte de demonstrar a verdade, – do ínfimo pormenor persuasivo, pelo qual fosse possível mover a comiseração dos Quinhentos e Um. No entanto, se Sócrates fosse beneficiado, o benefício iria a crédito, não da sua palavra, não da sua arte, não do seu pensamento, mas da palavra, da arte e do pensamento de um Sofista.»
Sócrates recusou a defesa do experimentado Lísias e defendeu-se a si mesmo. O jovem Platão, que assistiu ao julgamento «e ainda esboçou o início de uma intervenção, sendo interrompido pelos juízes, que o mandaram regressar ao lugar», reduziu a escrito, de memória, o maravilhoso discurso do Mestre perante a Assembleia que o ouviu atenta, mas que no final foi implacável, condenando-o à morte sem apelo. Ainda que tenha persuadido uma boa parte dos 501 juízes, 280 votaram a morte.
Defende-se pois Sócrates, num longo e vivo discurso, das graves acusações que lhe eram dirigidas. O texto é considerado um clássico da arte persuasiva, se bem que o velho pensador de Atenas falasse antes da arte de ser verdadeiro, contrapondo entre o justo e o injusto para assim revelar a real natureza do homem.
Parecendo convencido que os juízes o condenariam, «os parágrafos finais da apologia são um exercício sobre a morte», diz-nos Pinharanda Gomes no prefácio da obra.
Sócrates lança a dúvida sobre se a morte pode ser um castigo e diz mesmo aos juízes de viva voz: «vejo que o melhor para mim é morrer agora, libertando-me de todos os cuidados». Afinal qual é o sentido da vida? Sócrates termina a sua longa defesa deixando a dúvida: «Chegado é o tempo de partirmos. Eu para a morte, vós para a vida. Qual dos destinos é o melhor, a não ser o deus, ninguém o sabe.»
Pinharanda Gomes traduziu o texto de Platão seguindo o texto estabelecido por Harold North Fower para a edição da Loeb Classical Library, mas procurando equivalência com a edição de Henri Estienne (Paris, 1578). Também confrontou a sua tradução com a de anteriores traduções portuguesas, como as de Ângelo Ribeiro, Sant’Anna Dionísio e Manuel Oliveira Pulquério. E aqui se explica, a nosso ver, o sucesso desta edição da Guimarães Editores, da autoria de Pinharanda Gomes, cujo labor confere ao texto o rigor necessário para ser lido e sinalizado pelos estudiosos.
Para além da Apologia de Sócrates Pinharanda Gomes traduziu também outros livros clássicos da Filosofia, sempre para a Guimarães Editores, de onde se destacam: Discurso do Método, de Descartes; Fedro, de Platão; Isagoge, de Porfírio; Carta sobre o Humanismo, de M. Heidegger; Organon, de Aristóteles
plb

Há duas traduções para português recomendadas da obra de Platão «Apologia de Sócrates». Uma é de Manuel Oliveira Pulquério e outra é da autoria do filósofo Pinharanda Gomes.

«Apologia de Sócrates» por Pinharanda GomesA obra «Apologia de Sócrates» de Platão tem duas traduções de grego para português reconhecidas nos meios literários e intelectuais. Uma pertence a Manuel Oliveira Pulquério e a outra ao filósofo e pensador quadrazenho Jesué Pinharanda Gomes.
O Capeia Arraiana teve acesso a uma análise especializada à tradução da obra assinada por Hugo Santos. Aqui deixamos alguns tópicos:
«Desde o prefácio que se evidencia o poderio do prefaciador e tradutor. A figura do filósofo, na sua defesa solitária, o seu magistério, a época ressaltam, com brilhantismo, das palavras iniciais de Pinharanda. O seu trabalho afigura-se-nos notável e o original surge-nos vertido num puríssimo português, rigorosamente exposto, com a força do que é claro e sólido» escreve o analista literário Hugo Santos.
A força da tradução de Pinharanda Gomes dos textos gregos do filósofo Platão tem passagens com pensamentos dialécticos intemporais. «Ora bem, Atenienses, não faço a minha apologia a favor de mim próprio, como alguém pode julgar, mas principalmente por mor de vós, que, ao condenar-me, erraríeis contra a graça que de mim vos fez o deus (…) Nunca fui mestre de ninguém, e se alguém, jovem ou velho, pretende ouvir-me falar e observar o que faço, nunca a tal me opus, nem nunca dialoguei a soldo, nem deixei de dialogar por não me pagarem (…) Escreveu com brilhantismo de forma e com analítica inteligência o teor da oração socrática (…) A Platão terá interessado mais o teor dialéctico do que o registo novelístico do processo».
E como diz o filósofo: «É possível que nenhum de nós saiba algo de belo e de bom, mas ele julga que sabe quando nada sabe, enquanto eu, que nada sei, não julgo que sei.»
Nunca é demais falar de Pinharanda Gomes. O grande pensador merece todo o nosso respeito e reconhecimento.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 836 outros seguidores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Outubro 2019
S T Q Q S S D
« Fev    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031  

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 3.151.779 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES

Anúncios