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Aproveitando para retemperar forças e ânimo, mais uns dias na minha terra, e por isso uma crónica dispersa.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Reencontrar amigos que já não via há anos, eis uma das surpresas agradáveis de quem volta à sua terra.
Infelizmente, são cada vez menos, pois a idade, a existência de filhos e netos, o falecimento dos familiares, o custo das viagens, tudo contribui para que cada vez menos sabugalenses da minha idade se desloquem à sua terra.
Mas é uma alegria imensa quando nos revemos, como se os anos não tivessem contado para nós…
Porque de encontros se trata, regalei-me de novo com uma morcela excelente e um cabrito assado na brasa como só o João e a Ofélia sabem fazer. E muito me agradou verificar que o Restaurante «Robalo» continua firme, mantendo, quando não aumentando, a sua clientela.
E falar deste casal sabugalense é também falar da sua hospedaria e da «Tasca do Mono», lugar de convívio quase obrigatório.
Falar do Sabugal é também falar dos nossos enchidos e da qualidade permanente como o meu amigo Toninho (não leves a mal António Alves, mas a amizade que nos liga desde a infância, permite-me tratar-te assim…) do Talho «Alves» as prepara. As suas morcelas, chouriças e mioleiras, para não falar dos buchos, fazem a delícia de qualquer um, e bem sei, por experiência própria, como as pessoas que almoçam em minha casa nunca dispensam estas iguarias.
Infelizmente os responsáveis pela igreja católica no Sabugal parece não entenderem o significado da palavra tradição. Não sendo católico, nem crente, não posso deixar de lamentar que se tenha perdido todo o significado popular e católico das chamadas «endoenças».
Quem não se lembra da procissão dos Paços, que percorria uma parte significativa do Sabugal, parando nos pequenos altares preparados pelos vizinhos onde estavam os estandartes da Via Sacra, e o seu momento alto no sermão do encontro na esquina do café do Sr. Abílio?
Quem não se lembra do «enterro do senhor»?
Quem não se lembra das «matracas» que na missa da meia-noite de sábado ecoavam numa igreja em silêncio e em total escuridão, anunciando a «ressurreição»?
Pois tudo isto se perdeu, como se, para além do culto religiosos, estas não fossem manifestações de cultura popular.

PS: Primeiro o Tribunal, agora a ameaça das Finanças fecharem. A seguir lá irão ao Registo Civil, ao Notário, ao Centro de Saúde e a tudo o mais que esta gente que mais de metade dos eleitores colocou no poder considerar que não «lhes faz falta em Lisboa»!…
Será que quem votou nestes partidos está de acordo?

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

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Os habitantes de Ruivós recriaram a Paixão e Morte de Jesus, na Sexta-feira Santa, pelas ruas da paróquia. Às nove e meia da noite reuniram-se, junto ao Cemitério de Ruivós, largas dezenas de pessoas para assistir à recriação do momento mais significativo da fé dos cristãos.

(Clique nas imagens para ampliar.)

O cenário era verdadeiramente bucólico. A noite tornou-se amena, deixando brilhar a lua cheia. Nas ruas havia apenas luz de candeias, tochas e fogueiras. Os personagens estavam vestidos a rigor, com roupas da época. Dos 5 aos 80 anos, todos os actores deram um fulgor especial à vivência das últimas horas da vida terrena de Jesus.
No papel de Jesus Cristo esteve João Reis, do Grupo de Teatro «Guardiões da Lua», que arrancou os mais sinceros elogios por parte dos espectadores. Os restantes 81 personagens eram maioritariamente habitantes de Ruivós, contando-se também alguns paroquianos de Ruvina, Vale das Éguas e Badamalos.
O texto da peça de teatro, com 5 actos e 10 cenas, foi uma adaptação da paixão de São João, com algumas aportações de outros evangelistas.
O primeiro acto começou no Largo do Cemitério, com Jesus a enviar dois dos seus discípulos a preparar a Ceia Pascal. Já dentro da Capela de São Paulo, os presentes assistiram a duas ceias pascais: a primeira de uma família moderna, a segunda a evocar a última Ceia de Jesus.
No segundo acto, no Horto das Oliveiras, assistiu-se à oração de Jesus e à sua prisão, levada a cabo pelos príncipes dos Sacerdotes, pelos anciãos do Templo e pelos soldados judaicos e romanos.
O terceiro acto teve lugar no Largo da Fonte, junto das casas de Anás e Caifás, onde Pedro negou conhecer o seu mestre.
Já no Largo da Igreja estava instalado o Sinédrio e a Casa de Pilatos. O quarto acto foi muito participativo, tendo a multidão acusado veementemente Jesus e pedido a Pilatos a sua morte.
A caminho do Calvário, apareceu Verónica, Simão de Cirene, Maria de Nazaré e as mulheres de Jerusalém.
No quinto acto atingiu-se o clímax da peça. Jesus foi despido das suas vestes e cruxificado. Já na cruz, ouviram-se as célebres últimas “sete palavras” de Jesus antes de morrer. No momento em que Jesus morreu brilhou no céu um relâmpago e ouviu-se um forte trovão.
Todo o percurso foi feito em silêncio religioso. No final o sentimento comum era de emoção e preenchimento espiritual.
O pároco, responsável pela encenação, fez um agradecimento a todos os que colaboraram e contribuíram para que esta actividade fosse possível, agradeceu a presença de tão numerosa assembleia e desejou a todos uma boa Páscoa.
Organizaram esta peça de teatro a paróquia e a junta de freguesia de Ruivós. Apoiaram esta actividade as «Confecções Torre», a Câmara Municipal do Sabugal, a Sabugal+ E.M. e a paróquia de Aldeia da Ponte. Colaboraram na organização uma dezena de costureiras e mais de uma dezena de pessoas na montagem e apoio técnico.
Padre Hélder Lopes

Excelente iniciativa e excelente direcção de «actores». Os nossos parabéns ao Padre Hélder pelo dinamismo que tem colocado na sua pastoral.
jcl

De flores, note. Não «das» flores: Festa de Flores. Assim se designava dantes a Páscoa. Não é só no Casteleiro. É em muitas terras onde as flores desempenhavam um papel de alívio dos rigores do inverno (que este ano, por acaso, ainda continuam).

Acho piada ao preciosismo popular da designação: Festa de Flores. Coloca a Primavera no centro da festa. Junta à tradição religiosa algo de mais primitivo, mais antigo, mais sensorial: o calendário da Natureza. Falemos de apelo ancestral, para simplificar.
As cerimónias religiosas seguiam o seu curso diário, com uma cerimónia em cada dia do final da Semana Santa, de que recordo alguns momentos mais fortes: na quinta à noite era o lava-pés (o padre lavava os pés aos homens – para mostrar humildade); na sexta às 15 deixava de se ouvir o sino (que só badalava no sábado às 10); no sábado, lá voltava o sino, o dia todo; no domingo era a procissão das flores, com tapetes pelas ruas em locais habituais; na segunda era a Visita Pascal, o Folar, as Boas-Festas do Pároco a cada casa.
A verdade é que as flores estavam sempre presentes, no centro de tudo: até os altares da igreja ficavam ornamentados a valer por essa altura e o pagamento do folar ia também envolvido em pétalas de flores.

Outras terras fazem das flores uma festa de Páscoa.
Dois ou três exemplos mais conhecidos.

As cerejeiras estão em flor e são celebradas em muitas terras por esta altura. Por estar aqui bem perto, falemos do Fundão, onde tradicionalmente se promove a gastronomia e se preparam passeios às encostas da cereja em flor nestes fins-de-semana antes e depois da Páscoa. O mesmo acontece em Alfândega, Resende e outras terras. Isso, antes da feta da cereja, que será lá para Junho.
Há alguns dias ainda se celebravam as amendoeiras em flor em muitas terras, este ano com atraso devido a seca: isso costuma acontecer logo em Fevereiro.
Em Constância e no Sardoal não se desiste da festa das flores, e ainda este ano se prepararam os tapetes de flores nas capelas, para festejar a Páscoa.

E em Quadrazais também havia flores na Páscoa. Aliás, no «Capeia», faz agora quatro anos, Pinharanda Gomes falou mesmo, no texto, que não em título, de «Festa de Flores», também. Acaso ou rigor de reposição da linguagem popular – a verdade é que escreveu isso: de flores.
«A Minha Aldeia», crónica de José Carlos Mendes

«Testemunhar a alegria e a esperança do Ressuscitado», é a epígrafe da mensagem de Páscoa de D. Manuel Felício, bispo da Guarda, que vai estar nos Fóios, concelho do Sabugal, no domingo de Páscoa, dia 8 de Abril. Transcrevemos, na íntegra, a mensagem que o prelado entretanto divulgou através da agência Ecclesia.

«Vamos viver a Páscoa, neste Tríduo Pascal, deixando-nos preencher pela novidade de Cristo, que aceitou passar pelo sofrimento e pela morte para ressuscitar e ser fonte de alegria e de esperança para o mundo inteiro.
Principalmente na Noite Pascal, testemunhamos a renovação que em nós opera o próprio Cristo, de modo particular quando formos chamados a renovar as promessas do nosso Batismo.
No Domingo de Páscoa e em toda a Oitava Pascal queremos deixar que a alegria do Ressuscitado seja intensamente vivida em nós e nas nossas comunidades, com as expressões habituais e, se possível, reforçadas pela especial atenção ao mundo que nos rodeia.
Os mesmos sentimentos desejamos manter em toda a Cinquentena Pascal, até ao Pentecostes, tempo que Deus nos dá para vivermos a alegria de Cristo Ressuscitado e aprofundarmos a renovação das nossas comunidades, sempre na fidelidade aos Evangelho interpretado pela voz autorizada da Igreja e também às novas exigências do mundo em que vivemos.
Estamos a preparar a celebração de um Ano da Fé convocado pelo Papa Bento XVI e também a celebração de um Sínodo sobre a Nova Evangelização para a transmissão da Fé. Que esta Páscoa e o Tempo Pascal nos ajudem a progredir na nossa renovação e das nossas comunidades para sabermos encontrar os melhores meios de transmitir a Fé às novas gerações e a anunciar, em linguagem renovada, ao mundo moderno.
D. Manuel R. Felício, bispo da Guarda»

D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, vai celebrar a missa de domingo de Páscoa nos Fóios, freguesia raiana do concelho do Sabugal.

«Foi com enorme surpresa a rejúbilo que hoje recebi, do Senhor Padre Carlos Martins, a notícia de que Sua Ex.ª Reverendíssima D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, virá a Foios celebrar a Missa do próximo domingo, dia de Páscoa», disse José Manuel Campos, o presidente da Junta de Freguesia da aldeia sabugalense, numa nota divulgada nas redes sociais da Internet, dando conta do facto.
O prelado esteve de visita pastoral aos Fóios no ano de 2008, numa jornada em que foi muito bem recebido pela população. Para além dos afazeres religiosos que o levaram à aldeia, D. Manuel Felício teve ocasião para visitar o lar da terceira idade, o Centro Cívico Nascente do Côa e outros equipamentos sociais de que a freguesia dispõe.
A visita agora programada tem um significado especial para aquela paróquia, na medida em que ocorrerá no domingo de Páscoa, sendo vista como um sinal de apoio à população da aldeia raiana, a que não é alheio o esforço continuado do autarca da freguesia no sentido de dar expressão e visibilidade a uma terra que tem mostrado dinamismo e capacidade de afirmação.
plb

O Duo Con Anima, da harpista Carmen Cardeal e do flautista Nuno Ivo Cruz, apresenta um Concerto de Páscoa no próximo dia 5 de Abril, véspera de sexta-feira santa, no Pequeno Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), às 21h30.

O Duo convida o público a partilhar um percurso por algumas das mais belas músicas para flauta e harpa, no espírito de uma meditação apropriada à data. No concerto, marcado para as 21h30, serão apresentadas obras de compositores como Bach, Fauré, Debussy, Ravel, Bizet, Wagner e Puccini, entre outros.
Carmen Cardeal colaborou com a Orquestra Gulbenkian entre 1988 e 1999, ano em que ingressou na Orquestra Sinfónica Portuguesa. A harpista apresenta-se regularmente em recitais de música de câmara com grupos de diferentes formações. Como solista executou concertos com a Orquestra Portuguesa da Juventude, Orquestra Clássica do Porto, Orquestra Sousa Carvalho, Orquestra Metropolitana de Lisboa External Link, e com a Sinfonieta de Lisboa. Actualmente é harpista solista na Orquestra Sinfónica Portuguesa.
Nuno Ivo da Cruz estudou Música no Conservatório Koninklijk, Den Haag e na Universidade Nova de Lisboa (Ciências Musicais). Integrou a Nova Filarmonia Portuguesa e a Orquestra do Porto da Régie Sinfonia. Pertence a uma família de músicos profissionais (terceira geração). É membro do Quinteto de Sopros Flamen desde 1988. É flautista solista na Orquestra Sinfónica Portuguesa.

«O Mundo é uma Ervilha», no Café Concerto
A partir da próxima terça-feira, dia 3 de Abril, o Café Concerto recebe a exposição de fotografia «O Mundo é uma Ervilha», de Catarina Tormenta. Nesta exposição, a autora reúne várias fotografias de rostos de pessoas de distintas etnias e nacionalidades que fotografou durante as suas viagens.
A exposição ficará patente até 22 de Abril, tem entrada livre e pode ser visitada no horário de funcionamento do Café Concerto.

«Fora de Jogo», no Pequeno Auditório
Na Quarta-feira, dia 4 de Abril, o Cineclube da Guarda apresenta com o apoio do Teatro Municipal da Guarda o filme «Fora de Jogo» de Jafar Panahi. A sessão de cinema decorre no Pequeno Auditório, às 21h30. No Irão há milhares de mulheres adeptas de futebol. Porém, estão proibidas de entrar em estádios. As mais ousadas disfarçam-se e tentam enganar a polícia. Última longa de Panahi, antes da proibição de filmar, inspirada num episódio com a filha do próprio realizador. O filme premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim de 2006.

Segunda sessão SoniCC, no Café Concerto
No Sábado, dia 7 de Abril, actuam no Café Concerto do TMG às 22h00 duas bandas seleccionadas no âmbito do SoniCC: Double Latte (Guarda) e Meow Dogs (Trancoso). Trata-se da Segunda sessão desta actividade.
Recordamos que o SoniCC é uma iniciativa do TMG que visa apoiar e revelar projectos e bandas emergentes na área da música. Trata-se de uma oportunidade de apresentar o trabalho criativo de jovens, num contexto de um equipamento de referência como é o do TMG. A iniciativa prolongar-se-á em Maio, com mais uma sessão e com a revelação de mais duas bandas.
«Double Latte» é uma banda formada por cinco jovens residentes na cidade da Guarda, em 2010. O grupo assume-se como praticante de um estilo rock alternativo, mas diz tocar «um pouco de tudo». Já actuaram em festivais, festas e bares. Dizem-se influenciados por músicos e grupos como John Mayer, Pink Floyd, Dave Matthews, Sum 41, Xutos e Pontapés, Jet, Red Hot Chili Peppers, The Strokes, Arctic Monkeys, entre outros.
Os Meow Dogs formaram-se em Setembro de 2010 em Trancoso. O grupo é composto por quatro amigos determinados em entrar no mundo da música. Tocam algumas versões e também originais. O seu sonho é «tocar nos corações das pessoas, fazê-las vibrar e bater o pé» ao ritmo da sua música. O grupo sofre influências de bandas como Artic Monkeys, The Strokes, Coldplay, Nirvana, Seasick Steve, The Doors, entre outros.
A sessão SoniCC tem entrada livre.

«Le Havre», no Pequeno Auditório
Na Quarta-feira, dia 11 de Abril, é o TMG que apresenta «Le Havre» de Aki Kaurismaki. Na história, Marcel Marx, um antigo escritor e boémio, retirou-se para um exílio voluntário em Le Havre, onde se sente mais próximo das pessoas, trabalhando como engraxador de sapatos. Mas tudo muda quando o destino coloca no seu destino um jovem refugiado africano. Com André Wilms, Kati Outinen, Jean-Pierre Darroussin. o filme passa no Pequeno Auditório às 21h30.

Dinis Machado, no Pequeno Auditório
«Dinis Machado por Dinis Machado» é o espectáculo de teatro que o TMG propõe para o dia 13 de Abril (sexta-feira) no Pequeno Auditório, às 21h30.
O actor Dinis Machado criou este espectáculo partindo da vida e obra do homónimo Dinis Machado (1939-2008) escritor e jornalista português, vulto da cultura portuguesa e autor de obras como «O que diz Molero».
«Parto para este trabalho com a obra do meu homónimo. Parto desta coincidência na procura da sua significação. Agora falecido, Dinis Machado é um símbolo inequívoco da literatura Portuguesa. Com um estilo fechado e reconhecível, um realismo delirante e inteligentemente irónico. Também a paralela elegância do policial Inglês e um ensaísmo marcadamente pessoal e subjectivo.
Por contraponto, eu sou um artista jovem, a realizar os meus primeiros trabalhos, perante a hipótese de vingar ou falhar, ficando eternamente esquecido no anal dos fenómenos de relativa visibilidade passageira. Este projecto é assim a intercepção destes dois homónimos. Uma dupla biografia: a dele – com os seus textos, o seu imaginário e a estrutura intelectual que tudo isto faz existir – e a minha – que servirá de decanter a este outro corpo desmaterializado em texto: ao lê-lo e reestruturá-lo, com aquilo que em «ler» é ler-nos a nós também. Procuro o limite da compilação dramatúrgica, para além da fidelidade ou do imediato ataque iconoclasta. Uma apropriação que procura potenciar a figura e o momento presente, o intérprete talvez. Uma reconciliação lenta com o que já foi dito, com aquilo que já vimos e que se impõe na nossa memória individual ou colectiva como uma referência. A aceitação apaziguadora de que fazemos de um discurso contínuo que remete para um início remoto situado a alguns milhares de anos de nós», explica o jovem actor a propósito deste seu trabalho, que teve o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
plb (com TMG)

A Paixão de Cristo voltou a ser encenada em Aldeia Velha na noite de sexta-feira. Reportagem da LocalVisãoTv Guarda.

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Páginas das delegações regionais da LocalVisãoTv. Aqui.
jcl

A tradicional Capeia Arraiana da Páscoa em Aldeia da Ponte. Reportagem da LocalVisãoTv Guarda.

Local Visão Tv - Guarda
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Páginas das delegações regionais da LocalVisãoTv. Aqui.
jcl

Teresa Duarte ReisNo Inverno, a natureza adormece de mansinho. Os canteiros ficam despidos de verde, sem perfume e a semente repousa…Tudo descansa. Nos parques, os baloiços perdem as risadas. É o silêncio… Vem a Primavera. É a Passagem para a vitória dos campos que começam a redescobrir o verde e a encher-se flores. Do outro lado, a Páscoa ou Peschat que se revela nos altares das Igrejas de cor roxa. No silêncio, se reza na calçada a Via-sacra e na Igreja o cântico solene é triste e recorda o…

POESIA

Hecce Homo
preso injustamente…

Tantos presos
Pelas injustiças sociais
Os exageros
As exigências,
As descriminações raciais…

Outros presos ao seu orgulho,
À sua raiva
À avareza
Ao egoísmo…
Cada passo Seu
É o caminho de todos
Os que em grupo se encontram
Se ajudam, se amparam.

Ele cai
Humanamente cai,
Frágil…
E tantos que caem
Caem na verdade não aceite
Que não cabe no coração dos homens
Nalguns corações apertados.

Limpam-se as casas,
Se erguem os corações
Que Ele no alto da Cruz
Se desprende.

Na manhã de Domingo
É a vitória
A doce madrugada.

As flores se reabrem
O campo reverdeja
Voltam os chilreios alegres.
Com eles a madrugada
A alegria que viceja.

Ele vence a morte
Faz Nova Aliança
Nos lembra o valor da Vida.
E se Eleva!

É a Vitória dos que não se deixam esmagar pela injustiça, o desânimo, a discriminação… e se tornam eles próprios conscientes pela manutenção dos seus valores, na luta pelas verdades em que acreditam. Desejo a todos esta Verdadeira Páscoa.
Excerto dum poema Peschat do livro «Ecos do Meu Pensar»
«O Cheiro das Palavras», crónica de Teresa Duarte Reis

netitas19@gmail.com

O comando territorial da GNR da Guarda vai realizar uma operação de controlo do tráfego de veículos pesados junto à fronteira de Vilar Formoso, atendendo à proibição de circulação em Espanha deste tipo de veículos na segunda-feira de Páscoa.

Brigada Trânsito GNRSegundo um comunicado divulgado pelo comandante da GNR da Guarda, o Governo de Espanha decretou a interdição à circulação de veículos pesados de mercadorias, com o peso bruto superior a 7,5 toneladas, e aos conjuntos de veículos de qualquer massa máxima autorizada, na auto-estrada A-62, entre Fuentes de Onõro e Burgos, no dia 5 de Abril de 2010, no período compreendido entre as 9 e as 21 horas (hora portuguesa).
Esta proibição é já habitual em Espanha neste período, dela ficando contudo isentos, os conjuntos de veículos de qualquer peso bruto autorizado, que transportem gado vivo ou leite, assim como aqueles que transportem produtos que favoreçam a manutenção das estradas, em período invernal.
Prevendo-se que inúmeros veículos pesados de mercadorias tenham planeada viagem em direcção à fronteira de Vilar Formoso, naquela data, e que tenham que ficar retidos junto à fronteira até à hora final da interdição (21h00), a GNR irá realizar uma operação de vigilância, controlo e regularização de trânsito para garantir a fluidez do tráfego e a segurança de pessoas e bens que fiuem imobilizados.
A insuficiência de lugares para estacionamento em Vilar Formoso, poderá levar a que muitos veículos pesados tenham que permanecer imobilizados noutros locais próximos da A25 e da A23 ou mesmo nas bermas da auto-estrada, o que constitui um motivo acrescido de preocupação para a GNR, que recomenda as empresas de mercadorias e os camionistas a planearem a sua viagem evitando paragens no percurso
plb

As Capeias Arraianas da Raia sabugalense e os toiros do Zé Nói em destaque no «Portugal em Directo» da RTP-1. Reportagem de Jorge Esteves e Ismael Marcos.

Capeia Arraiana no Portugal em Directo

jcl

Estamos na semana da Páscoa, quase prontos e de abalada, para a habitual romaria às nossas paragens, que acontece, todos os anos, por esta altura.

Esteves Carreirinha - Ecos da AldeiaNa zona arraiana esta quadra é bem especial pois, para além das festividades da Páscoa, que se celebram, não esqueçamos a implantação de uma forte religiosidade, outros acontecimentos relevantes acontecem por todo o Concelho.
Em Aldeia da Ponte, mais uma vez vai decorrer a habitual Capeia da Páscoa, já anteriormente noticiada, tarefa esta, que tem sido da nossa Associação jovem, pelo quarto ano consecutivo.
Já em tempos escrevi, que a época taurina, por estas paragens, tem início com a Capeia da Páscoa em Aldeia da Ponte, prolongando-se em Junho com mais duas Capeias, no Santo António e no São Pedro, sendo esta última, realizada na velhinha Praça da Aldeia, dentro do povo, seguindo-se o mês de Agosto, onde as Capeias são determinantes em quase todas as localidades da raia sabugalense, encerrando as respectivas festas dedicadas ao Santo Padroeiro, ou mais representativo, nas diversas Aldeias da Raia do Concelho de Sabugal.
Não se pense, que são só estes espectáculos, que marcam esta época, muitos outros há, que vão inundando a nossa zona, já anunciados nos diferentes órgãos de comunicação regionais e diferentes sites da net.
Cada povoação lá vai efectuando os seus eventos, dentro das suas possibilidades, para as quais se vão mobilizando as pessoas.
É sempre bom fugir das rotinas. As populações agradecem estes acontecimentos e todo o movimento gerado, penso.
Apenas uma última nota, bem merecida. Como desportista que me prezo, queria deixar aqui, os meus sinceros parabéns à Associação Cultural e Desportiva do Soito e a todos os seus técnicos e jogadores, pela conquista do Campeonato da 2.ª divisão da A.F. Guarda, em Futebol de 11, batendo, sem apelo, na final a equipa de Penaverde por 3-0, disputada no Municipal da Guarda, no passado Domingo, dia 5 de Abril.
Na próxima época, teremos duas equipas do Concelho, em compita, na 1.ª Divisão Distrital, juntando-se assim, a ACD do Soito, com inteira justiça, ao Sporting Clube de Sabugal, «velho» conhecido destas andanças.
À caminhada, impressionante, no campeonato, contando por vitórias todos os jogos disputados, seguiu-se a final, concluindo a época em beleza. Cinco estrelas! Está de parabéns a ACDS e o desporto no Concelho de Sabugal.
Para si, caro amigo, uma Boa e Santa Páscoa, como se costuma dizer, são os meus votos.
«Ecos da Aldeia», opinião de Esteves Carreirinha

estevescarreirinha@gmail.com

As previsões do Instituto de Meteorologia apontam para uma Páscoa branca marcada pela queda de neve na Serra da Estrela. Para sábado estão previstos aguaceiros para o Algarve.

Hotel Serra da EstrelaO Instituto de Meteorologia prevê para o fim-de-semana da Páscoa uma acentuada descida da temperatura com as terras altas de Bragança e Penhas Douradas a registar temperaturas negativas e queda de neve. A partir de sexta-feira santa o território continental o tempo vai caracterizar-se por instabilidade atmosférica afectado por uma «massa de ar frio e instável».
Os turistas que escolheram a Serra da Estrela para passar as mini-férias vão deliciar-se com um manto branco em resultado da queda de neve. A zona da Região de Turismo regista, já, uma taxa de ocupação a rondar os 80 por cento.
Para o Algarve está prevista a ocorrência de aguaceiros mas a temperatura, mais primaveril, deverá rondar os 20 graus.
Durante o dia de quarta-feira o tempo causou surpresas pelo País. No Alentejo, nos arredores de Pinheiro da Cruz, ocorreram, durante a tarde, quedas de granizo e neve anormais para a região.
Entretanto, o Instituto de Meteorologia elevou ontem o nível de aviso para os distritos de Setúbal, Beja e Faro, que passaram do amarelo para laranja, o terceiro mais grave de uma escala de quatro.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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