You are currently browsing the tag archive for the ‘Ordem’ tag.

«Comenda da Meimoa da Ordem de Avis» é o mais recente livro do escritor penamacorense António Cabanas. Depois de «Carregos – Contrabando na Raia Central» (2006), «Meimoa de Ontem e de Hoje» (2007) e «Eh! Madeiro!» (2008), e outras participações em colectâneas o escritor prossegue nas suas investigações para, desta vez, para apresentar um estudo sobre a Comenda da Meimoa da Ordem de Avis.

Comenda da Meimoa da Ordem de AvisDo que poderia não passar de uma mera transcrição de um tombo de comenda, António Cabanas constroi uma extraordinária base documental relacionada, que constitui um autêntico facho de luz sobre a história da Meimoa, contribuindo também para compreender melhor a relação das ordens religiosas com as suas comendas.
Em declarações ao Capeia Arraiana o escritor António Cabanas começou por recordar que «apesar de há um ano ter prometido que em 2009 descansaria um pouco, não resisti ao desafio que me lançou a família do falecido Dr. Mário Bento que, aliás, tinha iniciado o estudo da Comenda».
O documento – histórico e religioso – é o resultado de uma investigação longa e criteriosa. «O estudo abrange a análise de documentos desde o século XIII até à extinção das Ordens religiosas e implicou uma série de visitas à Torre do Tombo. Cerca de um ano de investigação, na busca de alvarás de nomeação de comendador, cartas de apresentação de priores, cartas de hábito e de quitação, que permitiu estabelecer listas, ainda que incompletas de párocos e de comendadores da Meimoa desde finais de quatrocentos até ao século XIX», esclareceu António Cabanas.
A finalizar o autor considerou que «Comenda da Meimoa da Ordem de Aviz» é um livro que «vem enriquecer a história local e regional e pode contribuir também para melhor conhecimento da problemática das ordens religiosas. Chega numa altura em que Mário Bento, caso ainda fosse vivo, faria 100 anos de nascimento e num ano em que Penamacor comemora os seus 800 anos de forais».
O mais recente livro do escritor penamacorense foi apresentado este sábado, 26 de Dezembro, no Museu Dr. Mário Bento na Meimoa.

O Capeia Arraiana destaca – com satisfação – o lançamento de mais um livro de António Cabanas que assina neste espaço a coluna de opinião «Terras do Lince».
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal viu-se obrigada a revogar o concurso público para concepção do Recinto Desportivo do Soito, face ao posicionamento da Ordem dos Arquitectos, que indicou aos seus associados que não deveriam, em qualquer circunstância, apresentar-se como concorrentes ao referido concurso.

Brasão do Concelho do SabugalA Ordem dos Arquitectos havia classificado o concurso lançado pelo Município do Sabugal como «Inaceitável», face ao reduzido prazo (12 dias) para elaboração do estudo de arquitectura.
A Ordem considerou ainda irregular a exigência de requisitos mínimos de capacidade técnica aos concorrentes, uma vez que esta imposição não é conciliável com a modalidade de concurso adoptada (concurso público).
Na concepção daquela ordem profissional, o concurso camarário violava flagrantemente vários artigos do Código dos Contratos Públicos (CCP), nomeadamente os 220.º, 231.º e 234.º, pelo que, face à queixa apresentada por profissionais, o Conselho Directivo Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos declarou o procedimento «Inaceitável» e notificou a Câmara Municipal do Sabugal dessa mesma decisão.
Perante a ilegalidade verificada, a autarquia reconsiderou e comunicou por ofício, datado de 22 de Outubro, que «(…) face às disposições das peças do procedimento disponibilizados – Termos de Referência – foi decidido revogar a decisão de contratar, com fundamento no disposto no n.º 2 do art.º 80.º do CCP».
A Ordem dos Arquitectos informou de imediato todos os seus associados da decisão tomada pela autarquia.
plb

A Ordem dos Arquitectos declarou «inaceitável» o concurso organizado pela Câmara Municipal do Sabugal para a elaboração do estudo Global de Concepção do Recinto Desportivo do Soito que incide sobre uma área de 8825 metros quadrados. Pela terceira vez este ano, a Secção Regional do Norte da Ordem dos Arquitectos declarou como «inaceitável» um concurso público lançado por uma câmara municipal.

Ordem dos ArquitectosDe acordo com a edição de terça-feira, 20 de Outubro, do jornal «Público» a Ordem dos Arquitectos – Secção Regional do Norte (OASRN) considera que estão em causa várias irregularidades, das quais sobressaem a escassez dos prazos dados aos concorrentes para elaborarem as propostas. A Câmara do Sabugal estipula o prazo de 12 dias de calendário, para a entrega dos trabalhos de concepção. «Assim sendo, todas as peças, escritas e desenhadas respeitantes aos trabalhos a desenvolver, e que inclui um Pavilhão Desportivo, Piscinas Exteriores de Utilização Pública, Zona de Recreio Infantil e Espaços Exteriores, teriam que ser apresentadas em doze dias, a contar do envio do anúncio para publicação em Diário da República. A prática profissional da Arquitectura não se coaduna com um prazo impraticável e irrealista», lê-se num comunicado divulgado pela Secção Regional do Norte.
«Não estando salvaguardados os princípios da própria actividade profissional da Arquitectura, nem tão pouco os Princípios da efectiva Concorrência e da Defesa do Interesse Público, a OASRN, ao declarar este concurso como inaceitável, considera que os Membros da Ordem dos Arquitectos não devem, em qualquer circunstância, apresentar-se como concorrentes ao referido concurso», continua a ordem profissional citada pelo «Público».
Esta é a terceira vez que a secção regional presidida pela arquitecta Teresa Novais chama a atenção não só dos arquitectos, como de toda a opinião pública, para o facto de continuarem a ser lançados concursos públicos que levantam várias suspeitas de irregularidades.
A primeira vez que o Pelouro de Encomenda desta secção (que escrutina diariamente os concursos que vão sendo lançados) detectou problemas, foi no concurso para a construção do Parque de Ciência e Tecnologia em Vila Real, organizado por uma associação cuja maioria pertence à Câmara Municipal de Vila real. Nessa altura, para além da declaração pública do concurso como «inaceitável», foram também alertados os arquitectos que aqueles que participassem nos concursos que tivessem este rótulo poderiam estar sujeitos as sanções disciplinares. Nestes dois ultimos casos, a “ameaça” de sanções disciplinares não é referida.
jcl com Público

O Papa Bento XVI proclamou este domingo, 26 de Abril de 2009, em Roma, a canonização do português São Nuno de Santa Maria que o povo conhece e reconhece há mais de 600 anos como Santo Condestável. O Capeia Arraiana esteve à fala com mestre Jesué Pinharanda Gomes, natural de Quadrazais, no concelho do Sabugal, um dos quatro magníficos peritos da Comissão Histórica que, desde 2003, investigou, estudou, decifrou e compilou centenas de documentos relativos à vida de D. Nuno Álvares Pereira.

Santo Condestável - Pinharanda GomesO Patriarcado e a Ordem do Carmo decidiram iniciar o processo de canonização do Beato Nuno de Santa Maria no Verão de 2003 tendo dado posse às várias instituições canónicas no dia 13 de Julho numa cerimónia pública no Convento do Carmo em Lisboa. Nesse dia os membros do tribunal, o notário, os teólogos e a comissão de historiadores prestaram juramento canónico de sigilo e compromisso de dedicação à causa. Entre eles, na Comissão Histórica, estava o sabugalense Jesué Pinharanda Gomes, um dos maiores filósofos, ensaístas e pensadores portugueses vivos. «A minha vida, desde 2003, foi passada a analisar documentos na Biblioteca Nacional, na Torre do Tombo, em casa e em outros lugares», começou por nos dizer mestre Pinharanda Gomes.
– Especificamente o que lhe pediram a si?
– A mim, em particular, não me pediram nada. Eu fiz parte da Comissão Histórica, constituída por quatro elementos, que trabalhava em obediência ao Postulador-Geral em Roma e ao Vice-postulador em Portugal.
– Qual foi a missão da Comissão História?
– A missão da Comissão Histórica consistiu em descobrir, investigar, copiar e compilar todos os documentos escritos sobre o candidato a santo, sejam do próprio, ou de terceiros. Consultámos centenas de documentos e livros na Biblioteca Nacional, na Academia das Ciências, na Torre do Tombo, no Arquivo do Patriarcado, no Arquivo da Ordem do Carmo e outros locais. Na fase seguinte fizemos uma triagem e colocámos de lado tudo o que fosse escrito de forma simpática, patriótica, apologética ou panegírica. Depois seleccionámos entre os escritos de intérpretes, teólogos e historiadores, os que trataram – sem elogios – as virtudes heróicas, militares e religiosas de D. Nuno Álvares Pereira. Foi necessário escolher, como documentos credíveis, os testemunhos de pessoas que o conheceram de perto e daqueles que não viram nem ouviram mas que lhes disseram que assim era. As pessoas que beneficiaram da sua presença e o conheceram melhor foram os filhos de D. João I, a Ínclita Geração, e que deixaram testemunho escrito. Por um lado D. Duarte, que escreveu, por volta de 1432 ou princípios de 1433, no «Sumário sobre as virtudes heróicas do Santo Condestável» e também as orações que o infante D. Pedro criou para serem incluídas no ofício divino para a sua canonização. Já nesse tempo se pensava que iria ser rápido o processo de canonização e prepararam tudo para as cerimónias religiosas.
– Havia muita documentação no Convento do Carmo?
– Infelizmente no dia 1 de Novembro de 1755 ficou tudo destruído não tanto pelo terramoto que aconteceu em Lisboa mas pelos incêndios que se sucederam após a tragédia. O Convento do Carmo foi pasto das chamas e o que se salvou foi o que estava depositado na Torre do Tombo ou em outros sítios. No convento apenas existem os escritos que Frei Pedro de Santana publicou no livro «A História da Ordem do Carmo» da Ordem dos Carmelitas. No Arquivo Real há uma biografia manuscrita intitulada «Crónica do Condestável», cujo autor se ignora mas que foi escrita por alguém que conheceu bem D. Nuno. Tem data de 1525 a primeira publicação, em livro, do manuscrito. Essa crónica do Condestável é a narrativa mais completa que existe sobre a sua vida militar. Quando a obra foi descoberta os historiadores tentaram atribuí-la a Fernão Lopes mas os especialistas fazendo a crítica interna dos textos verificaram que é muito anterior ao grande cronista. No entanto entendemos que os escritos ajudaram Fernão Lopes a elaborar a Crónica de D. João I. O cronista, apesar de não ter conhecido pessoalmente o Santo Condestável, conviveu muito de perto com os infantes que lhe terão contados pormenores que foram aproveitados para escrever um documento mais completo sobre as aventuras militares e a religiosidade de D. Nuno. Onde esteve, como esteve… Na última parte da crónica, Fernão Lopes, escreve algumas páginas sobre o abandono do Mundo pelo Condestável e a sua entrada no Convento da Ordem do Carmo. Estes documentos testemunhais foram considerados dignos de crédito.
– Do quartel para o convento é um percurso anormal…
– Para além dos testemunhos da época há depois a fama popular de santidade. Há toda uma série de estudos sobre a sua maneira de ser e sobre a sua vida relatados pelo povo. Sucessivos autores, no século XVI, registaram as suas iniciativas de caridade, o andar descalço em Lisboa a pedir esmola para os pobres, o ter tomado a seu cargo dar de comer aos famintos no Convento do Carmo. Depois de ter dado parte da herança à filha e premiado os seus colaboradores militares doou todo o restante à Ordem do Carmo para a qual fez uma igreja e convento, no sítio do Carmo, em Lisboa. No convento está a Guarda Republicana e a igreja está em ruínas. O povo afirmava que aquele frade que vivia no convento do Carmo era santo. Chamavam-lhe o Conde Santo ou Santo Condestável. Ao longo de 600 anos ele beneficiou dessa fama de santidade que nunca lhe foi negada. Se não tivesse havido algumas modificações no código de direito canónico sobre o processo de beatificação e canonização D. Nuno já, há muito, seria considerado oficialmente santo sem necessidade de mais testemunhos do que a antiguidade da sua fama. Bastava essa fama. Em 1931, por exemplo, estando já em vigor as novas exigências canónicas, o Papa Pio XI canonizou com base na antiguidade o grande teólogo dominicano alemão São Alberto Magno sem necessidade de processo especial.
– O processo podia ter sido muito semelhante?
– Podia. O que é certo é que em Janeiro de 1918 o Papa Bento XV com fundamento na antiguidade do culto, reconheceu que em Portugal e na Ordem do Carmo havia uma antiga fama de santo atribuída a Nuno Álvares Pereira. O Papa Bento XV decidiu beatificá-lo como Nuno de Santa Maria, o nome que tinha adoptado quando entrou na Ordem. Mas a designação não entrou no povo que lhe continuou a chamar Santo Condestável. Até mesmo as autoridades da Igreja portuguesa… O Cardeal Cerejeira criou em Lisboa uma paróquia e uma nova igreja com o nome de Santo Condestável, a antiga designação do Beato Nuno de Santa Maria.
– E chegados a 2003 começou a pesquisa histórica. Mas não deve ter sido fácil o acesso e a leitura dos documentos…
– Houve alguma dificuldade na consulta e fotocópia autenticada dos documentos para juntar ao processo mas como todos nós que fazíamos parte do Conselho Histórico eramos pessoas conhecidas… Mas, entretanto, com as novas condições era necessário um milagre. Uma vez satisfeita a parte histórica era necessário um testemunho directo dele, Nuno Álvares, algo que já não dependia de nós homens. Dependia dele dar o testemunho. Enquanto este processo de investigação decorria deu-se o milagre. Tal como publiquei no meu livro, uma senhora, Guilhermina de Jesus, natural de Vila Franca de Xira, tinha ficado cega de uma vista. Um pingo de óleo a ferver destruiu-lhe a retina. Correu médicos, especialistas, hospitais até que lhe deram a sentença final de que «não havia nada a fazer porque a córnea estava desfeita». A verdade é que a senhora apegou-se, com fé, ao beato Nuno, e ao fim de alguns dias estava sozinha em casa, deixou de sentir o corrimento no olho, foi até à sala, olhou para a televisão e notou que via as imagens como já não acontecia há muito tempo. No dia seguinte levantou-se, verificou que não era ilusão e disse ao filho «eu já vejo e tenho a vista curada». O filho aconselhou-a a falar com os carmelitas e a partir daí o vice-postulador procurou obter informações de todos os médicos e hospitais sobre o que tinham feito e a que conclusões tinham chegado. Os médicos atestaram não existirem meios científicos para resolver o problema da doente e que não encontravam uma razão natural e científica para a cura. A conclusão não podia ser mais clara. «A ciência não pode explicar a cura». Toda a documentação médica foi, depois, sujeita a análise por parte de uma junta médica credível solicitada pela diocese de Lisboa. Chamaram a senhora e testemunhas que a conheciam. A junta médica diocesana deu o parecer favorável ao milagre declarando que «de facto não se conseguia explicar a cura da senhora por razões científicas e naturais» deixando implícitas as razões sobrenaturais.
– E qual foi o papel do Vaticano no processo?
– O processo ficou concluído em 2007 e seguiu para Roma onde a documentação do milagre foi sujeita a outra junta médica nomeada pela Sagrada Congregação para a Causa dos Santos que procedeu à análise e votação tendo, de facto, constatado que não havia cura para a senhora. Os teólogos concluíram que «se tratava de um fenómeno admirável» ou seja «um milagre». O Papa só assina e subscreve depois da Sagrada Congregação, actualmente presidida por um cardeal italiano desde que D. José Saraiva Martins atingiu o limite de idade, apresentar os documentos credíveis. No dia 3 de Julho de 2008 a Sagrada Congregação apresentou ao Papa dois decretos para ler e assinar. O primeiro relata as virtudes heróicas e o outro decreto estabelece a existência de um milagre. Esses dois decretos eram depois apoiados na «Posició» do Beato Nuno escrito pelos teólogos a partir dos documentos que nós lhe fornecemos e das certificações médicas. Nesse mesmo dia o Papa assinou os dois decretos significando que a partir desse momento nada impedia a canonização. Agora, ao Papa, apenas faltava ouvir no primeiro consistório agendado os cardeais para saber se algum tinha alguma coisa a opor. No dia 21 de Fevereiro de 2009 o Papa Bento XVI presidiu na Sala Clementina ao Consistório Ordinário Público e, depois de ouvir os cardeais, proclamou a canonização do Beato Nuno Álvares Pereira com o nome de D. Nuno de Santa Maria marcando a data da cerimónia pública para 26 de Abril de 2009 em Roma.

Este domingo, 26 de Abril de 2009, durante a missa pontifical presidida pelo Papa Bento XVI decorreram as cerimónias protocolares que incluíram a leitura do Decreto. O nome São Nuno de Santa Maria foi acrescentado ao catálogo dos santos tendo direito a culto com imagem nas igrejas de todo o Mundo. A festa do Beato Nuno, padroeiro secundário da diocese de Lisboa, tem sido celebrada no dia 6 de Novembro. Isto e muito mais da vida de > Nuno Álvares Pereira > Santo Condestável > Beato Nuno de Santa Maria > São Nuno de Santa Maria – o santo que antes de ser já o era –, pode ser lido e apreciado no livro «Nuno Álvares Pereira – Nuno de Santa Maria», publicado recentemente e da autoria de mestre Jesué Pinharanda Gomes. Aqui.

Ver mais informações sobre São Nuno de Santa Maria Aqui.
jcl

No passado dia 9 de Agosto comemoraram-se na Igreja da Torre, concelho do Sabugal, as bodas de ouro sacerdotais do Frei Dominicano João Domingos da Ordem dos Pregadores. As cerimónias coincidiram com a data de aniversário do homenageado que nasceu há 75 anos no dia de São Domingos.

Homenagem a Frei João DomingosA Eucaristia de Acção de Graças decorreu na Igreja da Torre, concelho do Sabugal, pelas 12 horas, presidida por D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, e acompanhado pelo Provincial Frei José Nunes, frei Pedro Fernandes (irmão do frei João), frei Bernardo Domingues, frei Miguel dos Santos, padre Hélder, padre Souta (anterior pároco do Sabugal) e diácono António Lucas Fernandes.
A cerimónia foi seguida de um almoço-convívio organizado pela família que contou com a presença de cerca 170 pessoas entre familiares e amigos.
No final da refeição foram projectadas fotografias e o percurso de Frei Domingos e lido um texto baseado numa entrevista efectuada por uma aluna do ICRA ao homenageado.
A homenagem contou ainda com a presença do Cónego Pereira de Matos (Vigário Geral da Diocese da Guarda) e do Padre José Júlio.
Frei João Domingos fez nesse dia, precisamente, 75 anos, tendo nascido com o nome de Domingos Fernandes, numa aldeia chamada Torre, do concelho e paróquia do Sabugal, distrito da Guarda. O nome foi-lhe dado por ter nascido perto do dia de S. Domingos.
No seio de uma família da classe média, agricultores e pastores, cresceu com os valores do catolicismo. A ida à missa, à catequese e a oração do terço ao final do dia na igreja, faziam parte do seu quotidiano. Com os pais, cuja convivência era pacífica e fiel, aprendeu a verdade e honestidade, a franqueza e confiança.
O início do seu caminho pela vida religiosa começou a desenhar-se em 1946, após o exame da 4.ª classe, com a vinda de uns padres dominicanos da Ordem dos Pregadores que realizaram exames de admissão ao seminário. A Ordem tinha um Seminário Menor, perto de Fátima, onde ministrava o curso liceal. Fez o exame e foi aprovado. Recebeu o nome de João, na tomada de hábito em 1951, a 7 de Setembro, nome religioso que o ligava à Ordem dos Pregadores ou Dominicanos. A partir daí foi sempre chamado por Frei João Domingos.
Em Julho de 1955, o Superior, um padre dominicano canadiano, chamou-o e perguntou-lhe se estava disposto a ir para o Canadá estudar teologia durante 4 anos. Respondeu afirmativamente, fez os votos solenes (perpétuos) e partiu.
Durante esse período, para além do estudo, ajudou muitos emigrantes portugueses no Canadá, a maior parte deles vindos dos Açores, que tinham dificuldade com a língua. Ajudou-os na Emigração, no Ministério do Trabalho, com o preenchimento de papéis e mudança de contratos de trabalho.
Trabalhou, posteriormente, na América, três meses por ano, durante 23 anos, num Centro de Atendimento e Aconselhamento, aprendendo muito com as pessoas e, sobretudo, com os psicólogos e psiquiatras com quem trabalhava, para ajudar as pessoas a resolverem os seus problemas.
Em França, esteve no ano de 1968, ano do ressurgimento da juventude na Europa. Passou por Paris e outras cidades, mas foi em Estrasburgo que passou um ano escolar inteiro, onde vivia com os dominicanos e estudava na Faculdade de Teologia. Celebrava, também, missa numa Escola de Reeducação de Jovens e numa igreja onde se reuniam os emigrantes portugueses.
Em Portugal, trabalhou oito anos no Seminário dos Dominicanos em Aldeia Nova, sete dos quais como Director. Passados, esses 8 anos, foi Superior do Convento dos Dominicanos em Fátima onde ajudou a criar, um Centro do Estudos, aberto a seminaristas e jovens, rapazes e raparigas, novidade que, na altura, nem toda a gente aceitou bem. O centro conta hoje com mais de quatro mil estudantes.
Em 1975 voltou ao Canadá onde estudou durante um ano. Regressou em 1976 e foi viver em Lisboa na Casa dos Dominicanos em Benfica. Foi nomeado Director do ISTA (Instituto de Teologia São Tomás de Aquino) e começou a dar aulas de teologia na Universidade Católica de Lisboa. Nesse tempo, desempenhou, simultaneamente, outras funções, como: pregação e animação das pequenas comunidades religiosas de padres e irmãos operários, inseridas nos bairros de Lisboa e Porto e nas aldeias do Interior.
Em 1981 iniciou o seu percurso no país em que permanece até hoje, 2008, Angola. O projecto dos Dominicanos em África inclui o trabalho como missionários na pastoral, na educação, na promoção e no desenvolvimento do povo.
Em Agosto de 1988, respondendo ao pedido dos bispos da Igreja Católica, assumiu a reitoria do ICRA (Instituto de Ciências Religiosas de Angola) em Luanda. Assim, em Setembro desse ano assumiu o ICRA e a paróquia do Carmo, juntamente com outros dominicanos onde foi pároco durante quatro anos.
A partir de 1992, deixou de ser o pároco, mas continua sempre a trabalhar como colaborador, apenas ausente desde Setembro de 1992 a Agosto de 1993, ano sabático, em que esteve em Jerusalém, em estudos bíblicos.
O ICRA foi criado pelos bispos de Angola a 8 de Dezembro de 1984 e tem como objectivos a formação de quadros angolanos baseada em filosofias de altruísmo e honestidade.
As competências adquiridas de frei João Domingos incluem ainda: «Filosofia e Teologia» na Faculdade de Teologia Católica, em Strasbourg, França; «Mestrado em Teologia Dogmática», na Faculdade de Teologia, do Collegium Philosophiae et Theologiae Dominicanum, Ottawa, Canadá; Director e professor no Seminário Dominicano português, professor de «Filosofia» no Centro de Estudos de Fátima; professor de «Teologia» na Universidade Católica de Lisboa; reitor e professor de »Doutrina Social da Igreja» no Seminário Maior e no ICRA, em Luanda; professor de Deontologia no curso médio «Educadores Sociais e Doutrina Social da Igreja e Direitos Humanos», no Seminário Maior de Luanda e no curso de Educação Moral e Cívica; professor de «Teologia Pastoral» no Seminário Maior de Luanda; professor de «Deontologia» no Curso Médio de Educadores Sociais; e Professor do «Pensamento Social da Igreja» no curso superior de Assistentes Sociais no Instituto Superior João Paulo II onde foi também reitor e professor de «Direitos Humanos» no curso superior de Professores e Educação Moral e Cívica, no mesmo Instituto João Paulo II, em Luanda.
Foi agraciado em 1998 com a comenda Ordem Mérito do Estado Português.
Natália e Gabriela (primas do Frei João Domingos)

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 837 outros seguidores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Fevereiro 2020
S T Q Q S S D
« Fev    
 12
3456789
10111213141516
17181920212223
242526272829  

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 3.170.929 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES