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TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

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TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

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«Um lugar vazio à mesa», é o título da memória de Natal que o escritor sabugalense Manuel António Pina enviou à Rádio Renascença no âmbito da iniciativa «Era uma vez… no Natal», que aquela emissora de rádio tomou e em que participam outras cinco figuras conhecidas: a fadista Carminho, o poeta Tolentino Mendonça, o ex-presidente Jorge Sampaio, o treinador de futebol Fernando Santos e o padre Hermínio Rico. O texto de Manuel António Pina consta no portal da Rádio Renascença e pode ser lido ouvindo ao mesmo tempo o segundo andamento do concerto nº 2 para piano e orquestra de Brahms.

Homenagem a Manuel António Pina (Foto by Kim Tomé - www.tutatux.com)A memória de Natal que me é pedido que partilhe é, não de um, mas de 11 dolorosos natais, os de 1963 a 1974.
Em 1963, meu irmão mais novo, em desacordo com a Guerra Colonial, recusou-se a comparecer à inspecção militar e fugiu clandestinamente para França. Meus pais e eu pensámos que nunca mais o veríamos. O regime de Salazar parecia eterno e as guerras nas colónias africanas constituíam o centro, praticamente exclusivo, da política do país. Daí que a deserção (a situação de meu irmão não era rigorosamente de deserção, pois não chegara a ser incorporado mas, em termos militares, era afim) fosse o mais grave dos crimes, punível mesmo, se em teatro de operações, com a pena de morte.
Além disso, a deserção lançava uma sombra de permanente suspeita política sobre a própria família do desertor, pelo que meus pais receavam nunca vir a ser autorizados a sair de Portugal para visitar meu irmão. Eu próprio, quando, em 1972 ou 1973, depois de cumpridos quase quatro anos de serviço militar e já jornalista, fui encarregado de um trabalho de reportagem na Alemanha, encontrei dificuldades quase insuperáveis para obter passaporte, o que só acabou por ser possível após responsabilização pessoal do director do “JN”, Pacheco de Miranda, pelo meu regresso.
Esse primeiro Natal sem o meu irmão (de quem não tivemos, durante meses, notícias senão uma vez, através de um emigrante de Braga seu conhecido que, tendo vindo de férias, nos procurara para nos dizer que ele encontrara trabalho como “voyeur de nuit” e pedia que lhe enviássemos comida e algum dinheiro) foi, por isso, triste e sem palavras. Minha mãe levantava-se de vez em quando da mesa e ia chorar longamente para a cozinha; meu pai esperava um pouco e, depois, levantava-se também e ia buscá-la, regressando ambos em silêncio.
Minha mãe pôs o prato e os talheres de meu irmão e, quando trouxe o bacalhau e as batatas, serviu-lhos. Tudo aquilo se me afigurava patético e doentio, mas também eu chorava por dentro. A certa altura, como a cadeira vazia de meu irmão se encontrava um pouco afastada, minha mãe levantou-se para aproximá-la da mesa e, nesse momento, fingi que precisei de ir à casa de banho e deixei correr livremente as lágrimas.
Nos 10 anos seguintes, na nossa ceia de Natal houve sempre um prato e talheres na mesa para uma ausência presente. Até 1974.
«Um lugar vazio à Mesa», de Manuel António Pina

O Natal lembra-nos o especial dever de compreensão e ajuda.

Não é o tempo de egoísmos e vaidades, ditados pelo desprezo das condições de cada um.
Sabemos que os tempos têm de ser de coragem e determinação, para as famílias portuguesas; e de fortalecimento dos laços de Solidariedade entre os grupos de todas as gerações, mas também sabemos que terão de se abandonar egoísmos e orgulhos inúteis, e substitui-los por atitudes de humildade, carinho e compreensão, em nome da paz e do bem comum.
Natal é tempo de alegria, amor e olhos virados para o futuro, com a confiança de que é possível deixarmos aos nossos filhos, tudo aquilo que justamente ambicionamos.
Nesta onda de solidariedade a Junta de Freguesia da Bendada vem desejar a todos os Bendadenses, um Santo e Feliz Natal, e um Ano de 2012 cheio de paz, saúde e recheado de muitos sucessos a nível pessoal e profissional.
Que o espírito natalício esteja presente em todos os lares da freguesia durante todo o próximo ano.
Esta mensagem é extensível a todos os filhos da terra que vivem e trabalham pelos quatro cantos do mundo, mas que nesta época especial recordam com carinho e ternura a terra que os viu nascer.
É Natal! é tempo de alegria!, é tempo de conviver!
Venha participar no concerto de Natal!
Freguesia da Bendada
Jorge Manuel Dias

TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

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TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

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TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério, e Penamacor é a Terra do Fogo.

Madeiro de Natal em Penamacor

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O maior Madeiro de Portugal, o de Penamacor, têm a ambição de ser votado como a tradição de Natal mais criativa de Portugal, concorrendo contra outras duas tradições populares: a Saída dos Reis, em Vila do Conde, e a Festa de Santo Estêvão de Ousilhão, em Bragança.

Madeiro de Penamacor

Madeiro Penamacor - SamsungA iniciativa partiu do Movimento SIM, o qual tem por objectivo defender as tradições portuguesas. Após uma primeira análise às mais significativas tradições de Natal em Portigal, o Movimento seleccionou três, que agora submeteu a votação na internet.
A tradição que for escolhida como a mais significativa vai dar lugar a um filme, do realizador Manuel Pureza.
O chamado Madeiro de Penamacor consiste na maior fogueira de Natal do País. A madeira para a fogueira é todos os anos acumulada no adro da igreja, numa tarefa colectiva organizada pelos jovens que em cada ano «dão o nome para a tropa». Tractores e camiões carregam os tocos, formando uma enorme carambola, o Madeiro, a que deitam o fogo na noite de Natal, devendo manter-se aceso até ao dia de Reis.
A Saída dos Reis, é uma tradição de Vila do Conde, que se realiza a 5 de Janeiro, noite em que os três Reis Magos saem à rua, vestidos a rigor e montados em cavalos. Partem da igreja de Nossa Senhora da Lapa e percorrem a cidade, visitando algumas casas durante o percurso. Esta tradição é mantida pela Confraria de Nossa Senhora da Lapa.
A Festa de Santo Estêvão de Ousilhão (Bragança), também chamada de Festa dos Rapazes, inscreve-se no contexto das festas nordestinas realizadas no ciclo dos 12 dias, do Natal aos Reis. A festa inicia-se no dia 24 de Dezembro após a missa do galo, com o leilão dos chocalhos pertencentes ao espólio de Santo Estêvão. Na tarde do dia de Natal, realiza-se uma ronda de boas festas com visita cerimonial a todos os vizinhos, feita pelos moços que envergam lenços garridos e chapéus enfeitados com fitas de seda, tocando castanholas, bombo, gaitas de foles e caixa. Os moços dançam e tocam castanholas em torno de uma mesa devidamente arranjada e guarnecida de iguarias.

Capeia Arraiana apoia a eleição do Madeiro de Penamacor como a tradição de Natal mais criativa de Portugal. Vote Aqui.
plb

A tradição voltou a ser o que era! O Madeiro tradição na maioria das aldeias do Interior, voltou, neste ano de 2010 a ser dos jovens Bendadenses.

Madeiro 2010 - BendadaUns quinze ou vinte dias antes do Natal, um grupo de jovens, movidos por um sentimento tradicionalista, que nunca esqueceram, juntaram-se e com ajuda de um tractor pertencente à Junta de Freguesia e de um reboque de um agricultor da terra que gentilmente o emprestou, decidiram ir cortar o «madeiro» que, como em anos anteriores há-de arder no meio do largo da Igreja Matriz para aquecer o menino.
O entusiasmo dominou todo aquele grupo de jovens, desde que se começou a cortar até carregá-lo para cima do tractor e pô-lo em movimento.
E aí foram eles a caminho da aldeia, bem carregados, ao som da confusa algazarra.
Para espanto de todos e quando chegaram ao largo da Igreja, muita gente cheia de curiosidade, vem ver que tal é o «madeiro» deste ano, e que, muito em breve há-de arder. Com a ajuda de uma máquina de um empresário da terra, as gentes de todas as classes e idades observam e acompanham o descarregar do «madeiro» e admiram o tamanho e volume do mesmo.
No dia 24 de Dezembro por volta das 21 horas lá se acendeu o «madeiro», este ano com muita dificuldade, devido à lenha estar bastante molhada, mas lá se conseguiu para alegria dos presentes.
Seguiu-se então mais um dos momentos altos da noite com a celebração da tradicional missa do galo, este ano com maior significado, pois não acontecia há largos anos.
Por fim continuou o convívio à volta da fogueira, com conversas e este ano também com cânticos. Um momento em que a reunião familiar se estendeu à reunião da aldeia. Um momento verdadeiramente mágico!

Audição de Natal na Escola de Música da Bendada
No dia 27 de Dezembro, pelas 20h30m realizou-se mais uma audição de Natal da Escola de Música da Filarmónica Bendadense, essencialmente destinada a todos os Pais dos alunos que a frequentam.
Foram brindados com peças de instrumentistas de flauta transversal, clarinete, guitarra, violino e saxofone alto.
De seguida foram interpretadas 3 peças no instrumental Orff de acordo com a época festiva em questão.
A Audição terminou com a actuação de alguns elementos da SFB que interpretaram 2 peças tradicionais Portuguesas, onde aqui o público pode mostrar os seus dotes vocais.
Foi sem dúvida um pequeno momento musical bastante agradável.
Filipe Fernandes

Um Bom Natal Espiritual e, um Bom Ano de 2011 (embora saibamos que não vai ser um ano de tranquilidade e normalidade) para si querido leitor(a), também para si colaborador(a) do Capeia Arraiana. Como não podia deixar de ser, igualmente para vós administradores deste blogue, Leitão e Carlos Lages. Este desejo de Bom Natal é sério e do fundo do coração. Agora vamos então ao humor. Fica mal fazer um pouco de humor nesta quadra? Pior fica a publicidade que a diário a televisão nos afasta do que é o espírito natalício e, toda a gente consome e cala.

António EmidioUm feliz Natal para todos os poderosos mercados, que são os bancos, as grandes superfícies, as grandes fortunas e as poderosas famílias reinantes.
Um feliz Natal para si senhor Dominique Strauss-Khan e, também para o seu Fundo Monetário Internacional. Que o menino Jesus lhe dê saúde para continuar a roubar à vontade os mais pobres e necessitados.
Um feliz Natal para si senhora Merkel e, para essa sua aridez intelectual e cultural, que o menino Jesus a ajude a engrandecer a Alemanha à custa dos outros países europeus, com Portugal, Grécia, Irlanda e, outros.
Um feliz Natal para si micronapoleãozinho, ou seja, senhor Sarkozy. Tenho a impressão que o povo francês lhe tem preparado um lindo enterro…
Um feliz Natal para si senhor Obama, que o menino Jesus o aconselhe sobre o país que deve invadir, e que depois ajude os seus exércitos nas matanças de inocentes.
Um feliz Natal para o nosso ilustre e «socialista» primeiro-ministro, senhor engenheiro José Sócrates. Também um feliz Natal para o nosso Presidente da República, professor Aníbal Cavaco Silva, que o menino Jesus os continue a iluminar, porque até ao presente conseguiram fazer deste País, um País próspero e rico. Que o digam as classes médias, as classes populares, os pobres e os desempregados.
Um feliz Natal para o senhor Durão Barroso, que o menino Jesus o continue a orientar como até agora o tem feito, nesse espinhoso trabalho que é ser Presidente da Comissão Europeia e, nem sempre reconhecido, alguns dos seus parceiros em Bruxelas chamam-lhe o “Camaleão”, uma cambada de invejosos… Acredito que quando voltar a Portugal o menino Jesus o ajudará a entrar em Belém.
Um feliz Natal para o senhor Passos Coelho, ilustre líder da oposição. Já sei que tem aprendido muito com o senhor primeiro-ministro, continue que está no bom caminho!
Um feliz Natal para sua Santidade o Papa Bento XVI. Santidade! Quando for despachar com Deus, ao gabinete deste, peça por toda esta gente, bem merecem, sem eles o Mundo seria uma barbárie.
Finalmente menino Jesus, ilumina essas cabeças ocas que aceitam todo este estado de coisas, faz deles uns radicais, ou seja, repudiem de raiz esta situação devastadora e desumana que actualmente vivemos, que alguns não andem sempre a falar em eleições, não que com elas esses mesmos queiram mudar alguma coisa, simplesmente querem fazer delas instrumento de novas filhas de putice e privilégios para eles. É difícil não é? Eu sei, mas para isso existem os milagres.
Agora é que é mesmo para terminar! Desculpem lá… Nas próximas eleições autárquicas aqui no meu Conselho, por favor menino Jesus! Que eu nunca mais saiba que algum dos candidatos assistiu à missinha dominical numa das muitas igrejas que por aqui existem, e que depois no adro dessa mesma igreja, cumprimentou toda a gente num estilo Alberto João Jardim. Mete lá na cabeça dessa gente que estamos no século XXI, já não estamos no Concelho do Estado Novo dos anos quarenta do século passado, e que a religião é uma fonte de consolo e esperança da alma humana, nunca um instrumento eleitoral.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

TIMOR LESTE – DILI – Já que estamos na época natalicia aproveito para enviar estes presépios de Dili para verem como aqui na terra do sol nascente em vez de se gastar milhares em iluminações de Natal se incentiva a população de cada rua, de cada bairro a fazerem os seus presépios para depois serem apreciados por todos. De Timor Leste envio votos de um Santo Natal e um Ano Novo cheio de coisas boas para todos os colaboradores e visitantes do Capeia Arraiana.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Bilhete Postal de Timor Leste - Por José Bispo
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Remetente: José Bispo

Em Penamacor os rapazes e raparigas com 20 anos de idade juntam-se para ir buscar lenha para o maior madeiro de Portugal.

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Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaDesejo à Capeia, a todos os colaboradores, leitores e simpatizantes Boas Festas na Paz e Esperança do Menino do Presépio.

NATAL, NOEL, CHRISTMAS

Nasce o Menino
Nos corações.
Mas não em todos…

O mundo passa ao lado
Na corrida para as lojas
Para os brinquedos
Para as prendas.

O principal fica ali
Nas palhinhas do presépio
No bafejar do jumento
Num começo de era
De épocas longínquas.

O Menino fica ali
Entregue à solidão
De uma vida agitada
A mais de dois mil anos vivida
Guerreada
Mas não repartida
Ou no amor partilhada!

O Menino fica ali
À tua espera
Como de um sonho
Sonhado,
Só sonhado.

O Menino fica só
Entre multidões famintas
De Amor
De calor…

Fica ali à espera
Do vazio dos homens
Da indiferença dos políticos
Da fúria dos guerrilheiros
Da fraternidade aos famintos
Do carinho aos idosos.

O Menino que nasceu para ti
Continua só
Porque se recuperam vinganças
Porque se repartem ameaças
Não se esquecem ódios
Não se redobram esperanças.

Então, vê nesse Menino
O Sol que torna a sorrir
A Luz que volta a brilhar
Perdoa, tolera e aprende a Amar.
(Poema do livro «Arco-íris», 2005)

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Madeiro de Natal em Ruivós - Sabugal
Clique na imagem para ampliar

Data: 20 de Dezembro de 2010.
Local: Largo da Igreja, Ruivós, Sabugal.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: Antigamente o brio de acarranjar a lenha para a fogueira do Natal pertencia aos rapazes solteiros. Agora a responsabilidade de apresentar as giestas e os tocos pertence a todos. Em Ruivós está tudo a ser preparado para aquecer o menino na noite de consoada.
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No dia 18 de Dezembro, pelas oito horas da manhã, cumpriu-se mais uma vez a tradição de ir buscar o Madeiro na Lageosa da Raia.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Equipados com gorros de Pai Natal oferecidos pelos Mordomos da Capeia 2011, os «patatucos» presentes partiram para o campo para trazer para o adro da igreja a lenha que na noite de consoada vai aquecer todos os que ali se deslocarem.
Estiveram presentes mais de 40 homens que, com dez tractores, transportaram toda a lenha em várias viagens. A meio da manhã fez-se uma pausa para o pequeno almoço, no Parque de Merendas da Freguesia.
Depois de concluír o trabalho, a comitiva rumou a Aldeia Velha, onde se saboreou um farto e apetitoso almoço.
Os Mordomos agradecem a todos os que directa ou indirectamente colaboraram e convidam todos os «patatucos» a estar presentes no Madeiro, onde não faltará certamente animação!
André Caria

Porque é Natal…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Neste período de festas, onde as pessoas, as que o podem fazer, se reúnem em família, não posso deixar de desejar a todos os que me lêem as maiores felicidades.
Mas não posso também deixar passar esta época para lembrar a todos que esta é, ou era?, a festa da solidariedade.
Este ano as televisões encheram-nos de «popotas», de «arredondas» e outras tontas, muitas, acções ditas de solidariedade que mais não são, desculpem-me as Instituições de Solidariedade, uma forma encapotada de nos chamar ao gasto e ao desperdício, isto é, e como diz o meu amigo António Emídio, uma forma de nos envolver nesta sociedade neo-liberal, em que até uma chamada telefónica de valor acrescentado é uma acto de solidariedade!
Mas talvez fosse bom, em vez de ir no canto da sereia e agarrarmo-nos ao telefone e gastarmos «70 cêntimos mais IVA», dos quais, 20 mais IVA nem sabemos nos bolsos de quem ficam, olharmos à nossa volta e percebermos que o vizinho do lado, se calhar, é o que mais precisa da nossa solidariedade.
E não falo só de ajudar uma pessoa ou uma família em dificuldades financeiras, sabendo que as há e muitas no Concelho do Sabugal.
Falo, por exemplo, de actos de solidariedade que podem ser feitos na cidade do Sabugal, sem custar nada a quem o faz, mas de grande significado para quem o recebe.
Soube que, pelo menos, um agente de gás comunicou aos sus clientes que, a partir deste mês, deixaria de levar as bilhas a casa dos clientes.
Para quem tem carro tal medida não tem significado, pois muitos até já iam buscar a bilha ao agente. Mas para as centenas de idosos que não têm carro, ou não têm ninguém que lhes traga a bilha, este é um problema grave.
E nada custa, se temos um vizinho nessa situação, oferecermo-nos para lhe trazer o gás. Não virá nas televisões, mas ficará no coração de quem recebe esta tão simples ajuda…
Mas há mais ajudas deste tipo.
Um idoso que viva no centro do Sabugal, que tenha dificuldades de locomoção por motivos de saúde ou de idade, e que queira ir ao Centro de Saúde, só tem uma forma, ir de taxi.
Mas, se para uns esta despesa de vários euros, é suportável, quantos idosos conhecemos que não têm essa disponibilidade financeira? E custará muito oferecermo-nos ao vizinho para o levarmos ao Centro de Saúde?
E quem diz ao Centro de Saúde, diz às simples compras na mercearia. Custará muito perguntarmos ao vizinho ou à vizinha que mal se consegue mexer, se precisa de alguma coisa?

E assim, ganhava sentido aquele refrão da canção «Natal é quando um homem quiser…»
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Mensagem de Natal de D. Manuel Felício, bispo da diocese da Guarda. Edição da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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As campanhas de Natal das grandes empresas são campanhas de solidariedade ou de publicidade? No final a nossa adesão a estas campanha de caridade apenas serve para ajudar as grandes empresas na fuga aos impostos e ajudá-las no aumento de lucros.

Paulo AdãoHá dias, chegou-me uma mensagem de movimento contra as campanhas de caridade organizadas pelas grandes marcas de hipermercados, canais de televisão e outras grandes empresas, o que me leva a escrever esta crónica, pois há muito tempo que critico e rejeito todas essas falsidades.
Nesta época do ano, é suficiente acender a televisão, abrir um jornal ou lançar alguns sites da Internet, para ser «bombardeado» com estas campanhas de solidariedade, organizadas pelos grandes centros comerciais, com apoio dos canais televisivos, apresentadores de televisão e outras «fracas» personalidades. Na compra de este ou aquele produto, uma parte da receita será dirigida para uma instituição social. Algumas das mascotes destas campanhas tornam-se mesmo marcas criando parcerias com outras empresas nos mais diversos ramos de actividade, são livros, telemóveis, CDs, etc. Os investimentos em marketing e publicidade nestas campanhas são enormes.
Mas será que estas empresas, são mesmo tão solidárias e estão realmente preocupadas com a pobreza em Portugal, fazendo todos estes investimentos em prole da solidariedade? Ou haverá outros interesses por detrás dessas campanhas?
E no final, quem é que é solidário? São apenas os grandes hipermercados e canais televisivos, ou somos todos nós? Afinal, se não houvesse compradores essas campanhas não tinham razão de ser e não existiriam. Mas vejamos bem: aderimos a uma dessas campanhas e compramos algo (que nem precisamos) por dois euros. Desses dois euros, um vai para uma instiuição. E o outro €uro, vai para onde?
Se calhar para pagar prémios e ordenados a quem ganha 15 ou 20 mil €uros por mês, como apresentadores de televisão ou outros, para pagar campanhas publicitárias e marketing, a «grandes empresas» que todos os dias nos levam os pequenos ordenados nas compras que fazemos.
E continuando. Quando uma empresa ou individuo dá algo para uma instituição ou associação sem fins lucrativos, uma parte desses dons são dedutíveis das respectivas declarações de impostos. Este é mesmo um dos slogans das associações para tentarem obter maiores dons e ofertas. Agora nestas campanhas, são angariados alguns milhões de euros. A parte que essas empresas oferecem a esta ou aquela entidade, transforma-se automaticamente em dedução de impostos. Ou seja, com os donativos que damos nessas campanhas, ajudamos as empresas organizadoras na fuga aos impostos. No final, a nossa adesão à estas campanha, é uma participação fraca (porque apenas uma pequena parte vai realmente para instituições sociais) em actos de caridade, é também ajudar as grandes empresas na fuga aos impostos e ajudá-las no aumento de lucros.
A solidariedade é sem dúvida, necessária e por mais pequena que ela seja, é sempre positiva, mas isto não justifica que todos os meios sejam utilizados. Podemos e devemos ser solidários, ajudar e oferecer do pouco que temos é sempre bom para quem recebe. Para quem não têm nada, o pouco que receba é sempre muito.
Pessoalmente não apoio estas campanhas e não participo nelas, mas isso não faz de mim menos solidário. Mas vejo nestas campanhas, apenas interesses publicitários e marketing, entre outros. Se realmente os hipermercados se preocupassem com a pobreza ou com a solidariedade, baixavam os preços e as margens de lucro nos produtos que vendem, pagavam mais aos produtores que lhes fornecem os produtos e seriam assim mais solidários com maior número de pessoas.
Não deixem de ser solidários e, se realmente querem participar nessas campanhas, exijam um recibo pelos donativos que fazem. Damos a quem precisa, não quem já apresenta muitos milhões de benifícios.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Como já vai sendo habitual a Junta de Freguesia e o Grupo Cultural e Desportivo de Foios programam actividades, por altura das festividades, de modo a que, quer os que por cá vivemos, quer os que connosco vêm passar as férias, ou alguns dias, possamos conviver num verdadeiro espírito de amizade e esperança. E assim aconteceu durante estes quinze dias de Natal e Ano Novo.

José Manuel CamposNo largo da praça preparou-se a árvore e o presépio com as respectivas iluminações como é habitual nesta época.
Foi Também no largo da praça que a rapaziada amontoou os enormes troncos para a tradicional fogueira. Começou a arder por volta das 24 horas, do dia 24, e manteve-se acesa durante o dia de 25. Depois choveu e acabou-se a fogueira. Mas já estão os troncos guardados para a fogueira de 2010. De registar que a partir das quatro da madrugada foram assados dez quilos de febras e de entremeada para aqueles que mais aguentam.
O Zé Tavares, Presidente do Grupo Cultural e Desportivo, organizou bem, como sempre, o concurso da «belota» – jogo de cartas importado de França – que teve com vencedores os irmãos Amilcar e Moisés.
No pavilhão das eiras realizou-se uma bonita passagem d`ano. As promotoras foram a São e a Imelda. Organizaram tudo muito bem e as cento e vinte pessoas que se inscreveram não se arrependeram, certamente, dos vinte euros, que pagaram. Aliás a grande maioria reconheceram que a ceia que serviram valia algo mais. Mas para começar, com esta modalidade, esteve bem assim. Correu tão bem que durou até às sete da madrugada.
Sábado, dia 2, o grupo de teatro «Guardiões da Lua» da Quarta-Feira, brindou-nos, no auditório do Centro Cívico, com a bonita peça alusiva ao Natal. Apesar da chuva, que caiu a cântaros, compareceram sessenta e duas pessoas incluindo uma dezena de amigos espanhóis. Irmãos Lucas, Tomás, esposas e filhos. Registámos, com muito agrado a presença do Sr. Presidente e da Sr.ª Vice-Presidente da Câmara do Sabugal.
Agradecemos ao Grupo de Teatro da Quarta-Feira e agradecemos a presença do Exm.º Público. Assim vamos sendo mais felizes por cá.
Finalmente pretendo referir os muitos clientes que afluíram aos nossos restaurantes. Tanto o do viveiro «Trutalcôa» como o «Eldorado» serviram largas centenas de pessoas. Ainda bem.
Um próspero ano de 2010 para todos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

O Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, endereçou através do portal da autarquia a sua primeira mensagem de Natal e Ano Novo a todos os sabugalenses.

António Robalo - Presidente Câmara Municipal SabugalA primeira mensagem de Natal e Ano Novo do recém-eleito Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António dos Santos Robalo, começa por referir que a época natalícia é o momento propício para uma reflexão pessoal sobre a vida de cada um e sua relação de ajuda a quem mais precisa. O autarca aproveita para alertar para a necessidade de, em 2010, «rejuvenescer e acreditar que é possível ser melhor e fazer mais pela nossa Terra!»
O espírito da época festiva «da família e da solidariedade entre todos os Homens» deve ser, também aproveitada «para uma reflexão individual e colectiva sobre um conjunto de valores» dos sabugalenses «como agentes da promoção e valorização da nossas terras, do nosso concelho».
O discurso destaca, também, os valores do amor, da fraternidade e da solidariedade na união e na ajuda aos mais desprotegidos, às crianças, aos idosos, aos deficientes, às famílias sem habitação condigna e à necessidade de os jovens se prepararem para o futuro.
Ao jeito de desafio a reflexão de Natal e Ano Novo de António Robalo é dirigida a… «todos os cidadãos que respiram este concelho e a todos aqueles, que mesmo não vivendo diariamente o concelho, o sentem na ausência e no imaginário».
A mensagem termina com uma promessa: «Da minha parte e de todos os funcionários e colaboradores da Autarquia, acreditem que tudo vamos fazer para que em 2010 o nosso concelho seja mais solidário, mais empreendedor, mais atractivo, mais acolhedor.»

Mensagem, na íntegra, do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.
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«A Noite Mágica» (texto extraído do livro «Eh! Madeiro!» de António Cabanas).

Missa do Galo - Beijar o Menino - Natal

António Cabanas - «Terras do Lince»Para os mais pequenos, Natal era, e ainda é, uma palavra mágica. Reportando-me ao meu tempo de criança, a quadra era vivida com um misto de sentimento afectivo, expectativa e alguma ansiedade; mas foram noites de consoada as que mais ficaram na memória. Havia mais gente em casa – avós, primos, tios, pessoas de quem gostava muito –, o colo e as cavalitas dos manos, saborosos repastos e sobretudo muitas guloseimas caseiras: filhoses, fatias douradas, arroz doce, farófias, tudo impregnado do aroma inebriante da canela. As habituais conversas sobre o trabalho do campo eram substituídas por anedotas e histórias de final feliz, contadas à lareira. Na rua soava o andar apressado dos vizinhos, também eles entusiasmados com a noite mágica do Natal. Ouviam-se bonitos cânticos, acompanhados de guitarra e concertina; mas mais bonitos ainda eram os que a mãe cantava enquanto fritava as filhoses.
Os sinos da igreja toavam mais fortes e alegres, chamando os fiéis. «Ande o frio onde andar, no Natal há-de chegar», dizia o provérbio, o que justificava os cuidados com o agasalho na ida para a missa da noite. Enroupados e capuzes na cabeça, lá íamos em grupo, pelas ruas escuras da aldeia, ansiosos por vermos a grande fogueira que ardia no adro. Pela minha parte, tinha ainda outra curiosidade: o presépio, com todas aquelas figuras de brincar, as serras de musgo, os carros de bois feitos em cortiça, o estábulo com as respectivas personagens e animais. Ali, dentro do estábulo, as imagens eram mais perfeitas, Nossa Senhora e São José com os seus mantos coloridos, debruados a ouro, para o Menino nem há palavras, tão perfeitinho e despido, de olhos vivos, cabelos dourados, que até apetecia pegar ao colo!
Nessa noite a igreja estava habitualmente cheia, era até difícil encontrar lugar, mas para nós, as crianças da catequese, havia sempre lugar junto ao altar-mor, as mulheres lá se acomodariam nas bancadas e os homens iam para o coreto superior. O coro, acompanhado de órgão, ensaiava os últimos cânticos no meio do rumor abafado da assistência que, aos poucos, preenchia todos os interstícios e as coxias laterais.
À medida que a missa ia decorrendo, o sono ia-se apoderando da pequenada, sobretudo à hora do comovente sermão do Padre Fatela. Mas chegada a hora de beijar o Menino, logo se voltava a agitar a assembleia. Já despertos, perfilávamo-nos então em frente ao presépio, de moedinha na mão para o encontro com o Menino Jesus.
Era um momento emocionante, só superado pelo recolher das prendas no sapatinho! Enquanto esperávamos ordeiramente na fila, não despregávamos os olhos daquela paisagem verde, de montes cheios de neve de algodão, com São José e a Virgem olhando para a manjedoura vazia, por certo confiados nas mãos experientes do Padre Fatela.
A saída fazia-se pela porta da capela-mor directamente para adro. De imediato se sentia uma estranha sensação de frio entremeado de ondas de calor provenientes do madeiro. Ali permanecíamos algum tempo encostados às paredes aquecidas das casas, ouvindo os cânticos e os estouros das “bombas de brasa” e batendo com paus nos troncos para os ver jorrar milhares de centelhas em direcção ao céu.
Era com alguma tristeza que regressávamos a casa deixando para trás o afago da fogueira que continuaria a arder lentamente até ao dia seguinte. Já em casa, não resistíamos a dar uma espreitadela aos sapatos colocados no parapeito da chaminé, como sempre, os pais tinham razão: o Menino Jesus só viria quando já todos estivessem dormindo. Nunca entendi porque razão não gostava de ser visto mas não seria por minha causa que não haveria prendas: mesmo acordado mantinha os olhos fechados!
De manhã, lá estavam no sapatinho!
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

kabanasa@sapo.pt

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«A tradição natalícia está, como nenhuma outra, profundamente enraizada na matriz cultural do cristianismo e tem cada vez maior influência em povos de outras origens religiosas. Ela exprime uma multiplicidade de valores sociais e humanos como os da solidariedade, da família, da felicidade e da paz.» in «Eh! Madeiro! Símbolos e tradições de Natal» de António Cabanas.

Em tempo de Natal o Capeia Arraiana aconselha vivamente a leitura do livro «Eh! Madeiro! Símbolos e tradições de Natal» de António Cabanas onde estão publicadas as fotos que reproduzimos nesta galeria de imagens.

GALERIA DE IMAGENS – 24-12-2009
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Fotos António Cabanas (Direitos Reservados) – Clique nas imagens para ampliar

O livro «Eh! Madeiro! Símbolos e Tradições de Natal» de António Cabanas pode ser adquirido na Casa do Castelo no Sabugal.
jcl

GALERIA DE IMAGENS – 20-12-2009
Clique nas imagens para ampliar

João ValenteEm tempo de Natal publicamos um poema alusivo a esta quadra festiva.

Natal! Noite de Natal!…
Noite sagrada!…
Festa das filhoses,
Dos sonhos,
Das fatias douradas!…

O Toco levantado no meio da praça…
Frio de rachar…
Os pingos congelados
Nos beirais
E a gente arrepiada
Só de ir à rua.

A missa do galo à noite…
A Igreja, Abarrotada de gente,
Cheirando a flores, a velas
No presépio, a Gruta, a Estrela,
O Menino, a Mãe, S. José,
O burro, a vaquinha, os magos
E o Padre Chico na sua casula branca a cantar:
«Glória no Céu, paz na terra,
Para a gente de boa vontade..
»

À saída
A gente vinha a cantar,
A rir… abraçando-se,
Ateava-se o toco…
Labaredas incendiando os muros…
Gritos,
Bombas de foguetes,
Confusão,
Faúlhas a subirem no ar,
O garrafão do Zé Santo
De mão em mão,
A concertina do Zé Laranja a tocar
E todos em roda a cantar:
«Entrai pastores entrai, por esses portais adentro…
Vinde adorar o menino, que está em palhas deitado…
»

Depois,
Cada um tomava o caminho de casa,
Espevitávamos a lareira,
Grandes troncos ardendo,
O fumeiro, por cima, a secar,
As meias das crianças penduradas na chaminé,
A família sentada, em redor da mesa,
Naquela moleza de barriga farta,
O bacalhau, as couves, as batatas, regados com o fio de azeite
O vinho novo da pipa, os doces da avó… Aletria! Arroz doce!
E lá fora grupos de rapazes, a cantarem ao desafio:
«Natal Natal… Natal Natal…
Filhós com vinho não fazem mal!…
»

A cantiga afastando-se:
O vento a trazendo, O vento a levando…
Sumindo-se com a noite…
De ali a nada… O Carlos grande e o Carlos pequeno
Rabugentos! Cabeceando de sono!
A Fátima com a sua boneca de trapo!
A irem para a cama levados ao colo…
O Avô João sentado na cadeira de palha, ao lume,
Eu nos joelhos dele a ouvir-lhe as histórias
E a avó Maria da Luz limpando os olhos com a ponta do avental
A sacudir aquela aguadilha que teimava em aparecer-lhe…
De tanta felicidade.

O lume morria…
A torcida da candeia esmorecia…
O avô tirava do bolso uma goluseima, levantava-se:
«Em Nome do Pai, do Filho, do Espírito Santo, Ámen…»

E ia-mo-nos deitar…

«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com

João ValenteNas aldeias do Interior rural, quase ninguém sabia ler. Havia sempre uma pessoa, rudimentarmente instruída nas letras, que percorria as casas dos lavradores para ler as cartas que chegavam no correio e escrever outras, que invariavelmente eram ditadas.

Em Vilar Maior, quem desempenhou muitos anos essa função de ler e escrever cartas ditadas, foi a Ti Elvira Polónia. A carta, supra, foi ditada pelos meus avós à Elvira Polónia, que por sua vez a passou ao papel, fez agora trinta e dois anos. Está explicado o «cumprimentos de quem escreve».
Mas o espírito é o mesmo: «Que o Menino Jesus nasça no coração de todos e o novo ano traga as bênçãos do céu.»

Presépio«Vilar Maior, 11 de Dezembro de 1977
Queridos e saudosos filhos e netinhos;
Em primeiro de tudo em resposta à vossa estimada carta esperamos que esta vos encontre gozando muita saúde paz e alegria, são os nossos desejos.
Nós, como é costume e Nosso Senhor quer. O recado que mandaste já foi entregue e já deves receber breve se Deus quiser.
O enchido é que custa muito a secar porque chove muito. A ribeira anda nas hortas. Na vossa casa lá pus baldes e alguidares; tudo está bem.
O que desejamos é que tenhais a consoada alegre e Natal feliz e o Menino Jesus que venha nascer no coração de todos e o ano novo cheio de bênçãos do céu.
Por hoje mais nada. Adeus até à vossa resposta. Adeus; muitos abraços e beijos para todos, destes vossos pais que muito vos querem e desejam o vosso bem. Adeus e mil saudades. Adeus.
O João já está ao pé de vós ou não?
Cumprimentos de quem escreve»

À Ti Elvira Polónia

Elvira beata de terço na mão,
Elvira escrivã das cartas ditadas ao serão,
Elvira da malga do soro à lareira,
Elvira a entrar e a saír a toda a hora,
trazendo e levando recados de algibeira

Parece que estou mesmo a vê-la ao entrar no céu:
– Ó da casa, posso entrar?
E São Pedro, bonacheirão, abrindo os braços:
– Entra, Helvira, entra…. Por quem és…
aqui também não precisas de cerimónia.

«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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