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Teresa Duarte ReisDia 18. – A minha homenagem tem que ir para esses guardiões (ou guardiães) das memórias, que mostram no presente muitos pedaços do passado e tantos fios que tecem a vida futura. São os registos, as memórias duma vida humana cheia de aventuras vivas ou duras que não se podem apagar. Nestes tempos em que a tecnologia traz tudo tão rápido que logo se desvanece, urge-nos que as memórias fiquem. Memórias efectivas porque reais mas também afectivas dum passado «a letras de ouro» traçado. Os antigos consideravam o museu como um local dedicada às musas e eu acho bastante interessante! Musas inspiradoras de arte que distrai, mas mais ainda: regista, ensina e marca… marca… Aproveitemos o Museu para conhecer a riqueza dos tempos em que as palavras estavam marcadas, muitas vezes pelo sangue… talvez em sulcos de pedra!

A ESTÓRIA DA HISTÓRIA
Aos monumentos de pedra, marcas de um povo e de uma época

«Pedras que falam»
Que soltam gemidos
Que escrevem, que dizem
Que contam, recontam
O bem e o mal.

Marcas que marcam
Trabalho de gente.
Passados vividos
A bom trabalhar…
Ou marcas de tempos
Da história longínqua
Falada na pedra
De bem trabalhar.
É vida passada, vivida no além
Marcado, sentido
De quem?
De alguém.

De gente que trabalhou
Vidas do passado

Respeito, encantado…

O passado dos meus avós

Antepassados de história
Com história
Ou com muito trabalhar.
São traços bem fortes daquele viver
São sulcos marcados
No seu «destecer»
De vida tecida, passada, sem rosto
De rosto marcado em sulcos de pedra.

Do livro Arco-Íris

«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

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O Museu do Sabugal acolhe, até ao dia 29 de Junho, uma exposição de azulejo «alicatado», que merece a pena ir visitar.

Museu Municipal do SabugalJosé Freire, natural do Fundão e a residir actualmente em Azeitão, é o autor da exposição de azulejo, que está patente no museu.
As obras ali expostas são fruto de uma técnica muito popularizada nos séculos XVI e XVII, mas que, dada a grande complexidade e morosidade de execução, se foi perdendo no tempo. Essa técnica, chamada do azulejo «alicatado», consiste em agrupar fragmentos de cerâmica vidrada cortados em diferentes tamanhos, formas geométricas e cores, com a ajuda de um alicate, daí o termo «alicatado», o que confere a estes trabalhos uma espécie de simbologia ancestral, riqueza cromática e um enorme sentido cenográfico.
Segundo o texto da nota de apresentação da exposição, editado pela empresa Sabugal+, os últimos vinte anos da vida de José Freire têm sido dedicados à descoberta e aperfeiçoamento da monumental técnica do «alicatado». As suas obras são o resultado dessa dedicação extrema, e também da inspiração colhida em várias correntes da azulejaria.
De entre os trabalhos apresentados na mostra agora presente no Sabugal, elaborados unicamente com pedaços de azulejos (sem utilização de tintas), destaca-se a recriação de pinturas de artistas célebres. Também há desenhos de autores ilustres da literatura portuguesa, designadamente Fernando Pessoa, Camilo Castelo Branco e Luís de Camões, a par com os originais do autor.
plb

A apresentação do Boletim Cultural n.º 20 da agência da Guarda da Fundação INATEL tem lugar na cidade da Mêda no dia 25 de Maio.

Boletim Cultural - INATEL GuardaO Boletim Cultural n.º 20 da agência da Guarda da Fundação INATEL tem como temas principais os Núcleos Museológicos Associativos e a Cultura no Concelho da Mêda, para além da actualidade relacionada com a programação da Fundação.
De acordo com Joaquim Igreja, coordenador cultural da agência da Guarda da Fundação INATEL, o tema principal nasceu a partir da Jornada de Formação sobre Núcleos Museológicos Associativos que a instituição organizou no passado dia 18 de Abril.
A publicação destaca o dossiê «Núcleos Museológicos Associativos» (Joaquim Igreja), um especial sobre o concelho da Mêda e um inquérito aos pequenos museus do distrito da Guarda. O boletim inclui ainda os artigos Novos Mundos (da autoria de Elisa Calado Pinheiro), Animação nos museus locais (António Sá Coixão), Museu Etnográfico de Seia (António Viana), Palavras que contam (César Prata), Museu do Pão (Sérgio Carvalho) e Os Museus dos Grupos Etnográficos (António Lopes Pires).
A edição número 20 do Boletim Cultural tem 60 páginas, uma tiragem de 2000 exemplares de distribuição gratuita e vai ser apresentada na segunda-feira, dia 25 de Maio, pelas 20 horas, no Restaurante o Retiro na Mêda.
jcl

O V Congresso de Arqueologia do Interior Norte e Centro de Portugal decorre entre 13 a 16 de Maio nos concelhos de Pinhel, Mêda, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa.

Estátua Menir em LongroivaOs municípios da Beira Interior Norte, Pinhel, Mêda, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Côa, participam, entre os dias 13 e 16 de Maio, no V Congresso de Arqueologia do Interior Norte e Centro de Portugal.
No programa destaca-se na quinta-feira, 14 de Maio, a sessão «Pré-História e Romanização» na Casa Municipal de Cultura da Mêda, organizada pela ACDR de Freixo de Numão, pelo Parque Arqueológico do Vale do Côa e a Associação Para a Promoção da Arte e Cultura do Vale do Côa e Douro Superior.
O presidente do Município da Mêda, João Mourato, destacou «a importância desta realização de grande alcance cientifico e histórico, favorável ao debate, estudo, encontro de ideias e soluções para um dos vectores importantes que integram a nossa afirmação como povo: a nossa História». «Porque não presente sem passado e não há futuro sem compreendermos ambos. A dimensão e a riqueza que os sítios arqueológicos, os monumentos, os testemunhos legados pelo passado, as manifestações culturais, artísticas, enfim, um património colectivo que nos honra, merecem ser estudados e divulgados e transmitidos às novas gerações para que também elas alicercem o seu futuro», acrescentou ainda o autarca da Mêda.
Entre os participantes no colóquio da Mêda estão, entre outros, especialistas como Francisco Sande Lemos e Cala Braz Martins, Pedro Carvalho, António Sá Coixão, Pedro Pereira e Pilar Reis.
Na parte da tarde e antes do debate final intervêm Marcos Osório e Paulo Pernadas explicando os «Indícios de vitrificação da muralha proto-histórica do Sabugal Velho».
As jornadas na Mêda encerram com uma visita guiada ao sítio arqueológico do Vale do Mouro (Coriscada).
aps

Há um ano uma chuva miudinha que se fez sentir durante todo o dia 9 de Maio obrigou os visitantes a permanecer em redor do antigo edifício dos Armazéns Frigoríficos de Alcântara de chapéu aberto até conseguirem entrar no mais novo museu de Lisboa, o Museu do Oriente. Para comemorar o primeiro aniversário está previsto um vasto programa de actividades de entrada livre para os dias 8, 9 e 10 de Maio. Em destaque vai estar a exposição de pintura «Viagens no Oriente» de Fausto Sampaio que reúne 60 obras algumas delas de colecções particulares.

Museu do OrienteAs comemorações do primeiro aniversário começam no dia 8 com um concerto de Rão Kyao no Auditório do Museu para a qual é necessária a aquisição de bilhete. No mesmo dia, inaugura a exposição Viagens no Oriente, da autoria de Fausto Sampaio (1893-1956). Em exposição vão estar 60 obras que retratam a Índia, Macau, Timor e Macassar. Pelas 19.00, no Lounge, Paulo Sousa lança o seu último disco, Ao Vivo no Museu do Oriente, resultante da gravação do concerto que Paulo Sousa e o tablista Raimund Engelhardt deram no Museu do Oriente no princípio do ano.
Este ano, e já com quase 120 mil visitantes, o Museu do Oriente preparou um vasto programa de actividades em que grandes e pequenos podem participar. Mediante a aquisição de um passaporte, equivalente à entrada no museu, poderá empreender uma viagem por terras longínquas que o levará à China, Tailândia, Japão, Indonésia e Timor. No final, é só recortar o destacável do passaporte e nele escrever uma frase inspirada em três conceitos: Museu do Oriente, Viagem, Ásia. A melhor frase, avaliada por um júri de três representantes da Fundação Oriente, será contemplada com uma viagem a Macau.Da caligrafia japonesa ao origami, passando por demonstrações do uso do kimono, pela arte chinesa de recorte de papel ou pela demonstração do ritual do chá oolong, pelo ensino da dança indonésia ou por um workshop de ábaco, pela consulta do signo do zodíaco ou até mesmo por um recital de poesia chinesa, pelo tai chi, massagens tailandesas ou ioga, pela pintura de tecidos e por inúmeras visitas temáticas é um nunca acabar de actividades ininterruptas a começarem logo de manhã e a acabarem ao fim da tarde.
O museu reúne colecções que têm o Oriente como temática principal, nas vertentes histórica, religiosa, antropológica e artística e tem como directora Natália Correia Guedes, neta do escritor sabugalense Joaquim Manuel Correia.

O Capeia Arraiana foi recebido no Museu do Oriente, com muita simpatia, por Natália Correia Guedes. No próximo sábado, 9 de Maio, dia do primeiro aniversário do Museu do Oriente, vamos publicar um «À fala com… Natália Correia Guedes» em que a especialista em museologia nos fala desta sua experiência «por terras do Oriente» e da relação pessoal com o Sabugal.
jcl

Numa casa histórica da parte velha da cidade da Praia, capital de Cabo Verde, está instalado o Museu Etnográfico, onde se guarda e exibe a memória do povo caboverdiano, através da mostra de objectos antigos, que fazem, ou já fizeram, parte do quotidiano.

Museu EtnográficoAssim se preservam as tradições, deixando-as registadas para a posteridade. Cabo Verde desenvolve-se e muitas das formas de vida de outros tempos são substituídas pelas que a modernidade vai impondo. A tendência é pois para que muitos dos vestígios da vida antiga se percam, e é necessário preservá-los. Esse é precisamente o grande papel desde bem organizado museu africano.
Os expositores de madeira e vidro guardam os objectos, que são sempre acompanhados por placas informativas que contêm pequenos textos em Português, Crioulo e Inglês.
Na secção dedicada à olaria estão os recipientes de barro, que para quase tudo tinham uso, destacando-se a importante função da guarda dos alimentos. Há potes de diferentes tamanhos, moringos (espécie de bilhas para a água), botijas, garrafões, vasos, fogareiros, bindes (próprios para o fabrico do célebre cuzcuz), panelas e lavadouros (bacias para a higiene pessoal).
Outra secção é a panaria, onde se exibe o «pano di terra», que é uma larga faixa de tecido, resultando da união de seis bandas, com padrões tradicionais, com prevalência para as cores branco e negro. E o «pano di terra» tinha variados usos: vestimenta, adorno, transporte de crianças no dorso, e até mortalha.
Há depois a cestaria, onde se impõe o balaio, que é um cesto sem asas usado para as mulheres transportarem à cabeça, ou também para servir de peneira. Também ali temos a Cancarã, espécie de esteira para suporte do colchão.
Na moagem evidenciam-se os recipientes feitos de troncos de árvores escavados onde, com os pilões de pau, se triturava o café, o milho e outros cereais.
Na cave do edifício colocam-se outros objectos como as peças da mobília da casa tradicional caboverdiana, havendo a recriação de uma cozinha com os seus utensílios, os quartos de dormir e as pequenas casas onde se guardavam os animais.
Uma exposição muito expressiva das formas de vida tradicionais de um povo que entrou na senda da modernidade, substituindo os objectos antigos pelos que resultam do uso das matérias da actualidade. Porém é assim que se preserva e se oferece ao futuro a memória.
plb

O Museu do Sabugal exibe até ao dia 29 de Março a exposição «Sabores da Nossa Terra», dedicada às tradições alimentares do concelho do Sabugal.

exposicaoA mostra decorre na sala de exposições temporárias do Museu do Sabugal, e está dividida por secções, representando os aspectos etnográficos ligados a cada um dos sabores antigos. Demonstra-se ali, com recurso aos objectos de antigamente, como era confeccionado o pão no forno comunitário da aldeia, como se produzia o azeite nos lagares das terras sulistas do concelho, como se praticava a arte cinegética, como se fazia a matança do porco, se produziam os enchidos e o mel, com se recolhia a castanha, os cogumelos e como se produzia o vinho.
Para que a mostra fosse possível recorreu-se a particulares, que cederam muitas das peças expostas, assim como ao museu de Vilar Maior e também ao espólio do futuro museu do Soito, e ainda à Junta de Freguesia de Sortelha.
A exposição, muito bem concebida e apresentada, tem deliciado quem a visita, sendo claramente uma iniciativa de sucesso.
A mostra foi mesmo usada como cenário para a presentação da iniciativa municipal designada de «Roteiros Gastronómicos», que aconteceu no concelho do Sabugal nos dias do Entrudo.
plb

Decorre em Elvas a tradicional festa de São Mateus, uma das maiores do Alentejo, na qual estão incluídas diversas actividades lúdicas e recreativas, a par com o cerimonial religioso. Quem ali vai de visita não pode deixar de ir admirar a curiosa exposição de ex-votos, patente na Igreja do Senhor Jesus da Piedade de Elvas.

No meio dos pavilhões da imponente feira, as tentas do comércio ambulante e os carrosséis, quase passa despercebida a curiosíssima exposição de ex-votos. Estão ali acumuladas peças desde o século XVIII, testemunhando a religiosidade do povo de várias épocas, que em momentos de aflição rogava ao Senhor uma bênção.
Os ex-votos são porções de cera representando partes do corpo, mas também assumem a forma de pinturas em telas e em tábuas, algumas executadas por verdadeiros artistas. Outras surgem em fotografias emolduradas, ou em painéis elaborados com colagens. As mensagens são imensas, predominando as de rogo e as de agradecimento pela graça recebida.
Os ex-votos, que ocupam as salas de apoio da velha igreja, forram completamente as paredes, parecendo não haver já espaço para quaisquer outros. E há ali ex-votos curiosíssimos, como aquele que consiste numa fotografia de uma vara de porcos bem cevados, sob o olhar feliz dos proprietários, e com a curiosa legenda: «Oferecido por Cabral Costa, de Borba ao Senhor Jesus da Piedade pela graça concedida por livrar o gado da peste denominada febre africana. Borba, 04/07/1961».
No referente às pinturas, pudemos apreciar de tudo: desde quadros singelos e toscos, até quadros sublimes, de verdadeiros artistas plásticos. Mas tudo é obra do povo, que acredita na intercepção divina quando algo não corre a direito. Daí as preces, complementadas com ofertas e com promessas, na esperança de que o mal fique remediado ou, pelo menos, minorado. As mensagens que transmitem são porém muito diversas. No respeitante à fotografia, há muitos rostos imberbes de militares, cuja maior parte pediam protecção quando partia para a guerra, ou agradeciam a graça de terem voltado sãos e escorreitos. Já no que toca á pintura, prevalecem as cenas campestres, representando actividades de lavoura, onde abundava a ansiedade por boas colheitas, o medo dos temporais e das pestes.
Os quadros mais antigos têm uma particularidade: quase todos apresentam o recorte da imagem do Senhor Jesus da Piedade. Esse recorte foi acção dos soldados de Napoleão no decurso das invasões francesas, há duzentos anos. Antevendo que assim obteriam a protecção divina, os soldados levavam essas imagens recortadas em bolsinhas que colocavam ao pescoço.
Será sempre bem empregue o tempo do viandante que, deambulando pelo Alentejo, aporte em Elvas e ali procure este expressivo museu de ex-votos.
plb

A colecção arqueológica do Museu Municipal do Sabugal está agora referenciada num excelente catálogo, de manifesta qualidade gráfica e de rigorosa informação escrita, editado pela Câmara Municipal do sabugal e pela Pró-Raia (Associação de Desenvolvimento da Raia Centro-Norte).

O admirável catálogo abre com uma breve apresentação, assinada pelo presidente do Município, Manuel Rito Alves, e do presidente da empresa Sabugal+, Norberto Manso, que justificam a publicação e realçam a importância dos que contribuíram para que a exposição tenha o elevado nível que de facto possui.
De primorosa apresentação e notável organização, o Catálogo apresenta o inventário fundamental do museu, dividindo-se por épocas históricas. Para cada uma delas apresenta o acervo da exposição, antecedido de uma breve descrição acerca do respectivo enquadramento histórico.
As fotografias das diferentes peças surgem sobre fundo negro, tratadas com a devida luminosidade, mostrando ao pormenor a sua composição e configuração. Ao lado das peças a respectiva legenda, indicando o tipo de objecto, a sua origem temporal e espacial, as suas medidas e uma breve descrição.
Sobre a Pré-história revela-se a importância dos achados que confirmam uma posição importante do concelho no contexto regional, pois os povos dessa época fixaram-se muito no vale do Côa. Do acervo destacam-se pontas de setas, fragmentos de lâminas e de cerâmicas, machados, escopros e enxós dos períodos calcolítico e da idade do bronze.
Quanto à Proto-história, revelam-se achados da idade do bronze final e da idade do ferro, oriundos de todo o concelho, especialmente dos antigos povoados do Castelejo (Sortelha), Serra Gorda (Águas Belas), Sabugal Velho (Aldeia Velha) e Cabeço das Fráguas (Pousafoles). Destacam-se fragmentos de cerâmicas, moldes em pedra, machados de bronze, moinhos manuais e estelas de granito.
Já quanto à Época Romana, expõem-se os vestígios do período em que a Península Ibérica esteve integrada no Império Romano, época de grandes evoluções, o que é bem visível na qualidade das diferentes peças, sobretudo oriundas de antigos povoados e locais de preces e libações. O acervo tem em destaque artefactos de decoração, colunas e capitéis em pedra trabalhada, fragmentos de cerâmica, pesos de tear, mós de moinhos, moedas de bronze com a esfinge de imperadores romanos, aras votativas de granito.
Quanto à Época Medieval, a mesma aparece dividida em dois períodos: o de sujeição a Leão e o da integração na coroa portuguesa. Curioso é o texto de enquadramento do período do reino de Leão, que surge em língua castelhana, certamente que melhor assinalar que se fala da época imediatamente anterior a Alcanizes e á inclusão da margem direita do Côa no território português. No acervo do período medieval pontuam fragmentos de cerâmica, ferraduras, moedas de cobre e de bolhão, pedras de armas, pontas de lanças e de virotes, estelas, pedras tumulares.
O catálogo termina com a referência à Época Moderna, apresentando-se peças arqueológicas de variadas origens. Destacam-se aqui os forais das antigas vilas acasteladas, moedas de diferentes reinados, brasões, esculturas, medalhas, anéis, fragmentos de faiança e de cerâmica, sabres, pedaços de pelourinho, e até uma garrafa de água mineral captada nas antigas Aguas Rádium do Casteleiro.
Os textos de enquadramento foram primorosamente escritos por André Tomás Santos, Raquel Vilaça, Pedro C. Carvalho, Iñaki Martín, Luís Repas e Miguel Soromenho. Os textos do catálogo (legendas das peças) são de Marcos Osório. O excelente design gráfico é de Horácio Tomé Marques.
Um catálogo que em boa hora foi elaborado e editado, porque por si só prestigia a colecção do museu, evidenciando o seu valor fundamental.
Um trabalho destes, em termos de qualidade gráfica e de rigor informativo, foi certamente resultado de muitos empenhos, especialmente dos funcionários afectos ao Museu, pelo que para esses vai também o nosso reconhecimento.
plb

Desde 7 de Agosto que acontece no museu do Sabugal uma comovedora exposição de fotografias antigas, que tem despertado muito interesse, recebendo constantes visitas. A imperdível exposição decorre até 14 de Setembro.

Exposição no Museu do SabugalImagens de pessoas vestidas ao estilo de outras épocas, cenas da vida quotidiana, monumentos e casas antigas, tudo se revela na mostra fotográfica que o Museu Municipal concebeu e apresentou. Casamento, caçada, fainas agrícolas, primeira comunhão, também registos acerca da evolução do Largo da Fonte no Sabugal, desde o tempo em que era uma fonte de chafurdo, passando pelo tempo em que foi transformada em chafariz, em nome da higiene pública.
Outra série alude às festividades de S. João, onde as fotos históricas se misturam com fotografias da edição de 2008 dos festejos. Uma mistela pouco feliz mas que permite ao observador ter uma ideia da diferença entre as duas épocas.
Em lugar de destaque está uma impressionante imagem da construção da escola primária do Sabugal, com as colossais pedras de granito retiradas da igreja de Santa Maria do Castelo e da capela de S. Sebastião. A construção já vai avançada e a fotografia regista o enorme «sarilho» encimado por uma grande roldana, com o qual se içavam as pedras. Sem dúvida uma das melhores fotografias da mostra.
Outra foto interessante é a de um desastre de automóvel, onde uma camioneta abalroou o carro do Dr. Francisco Manso, estando ao lado das viaturas acidentadas duas bicicletas tombadas, certamente pertença de curiosos que acorreram ao desastre.
Uma exposição que merece a pena visitar. Para além da importância dos registos históricos, também merece referência o esforço de recolha que possibilitou a exposição, sendo vários os particulares que deram o seu modesto, mas certamente decisivo, contributo para que a mostra fosse possível.

Parabéns à empresa municipal Sabugal+ pelo sucesso da iniciativa.
plb

O Museu do Sabugal vai acolher uma exposição de fotografias antigas, denominada «Memórias Fotográficas do Concelho do Sabugal», a qual será inaugurada na próxima quinta-feira, dia 7 de Agosto.

Exposição fotográficaA mostra é organizada pela empresa municipal Sabugal+ no espaço dedicado a exposições temporárias do Museu Municipal do Sabugal. A mesma manter-se-á aberta até ao dia 14 de Setembro.
Trata-se de uma mostra que resultou da exaustiva recolha e meticulosa escolha de fotografias antigas, que retratam paisagens, monumentos, personagens e cenas da vida colectiva do concelho do Sabugal ao longo de muitas décadas. Constitui pois um panorama histórico acerca de um concelho também ele histórico, com muitos motivos de interesse, com dezenas de imagens captadas por também muitas dezenas de máquinas fotográficas, assim fixadas para a posteridade. Em boa hora a empresa Sabugal+ decidiu recolher e depois expor ao público estes testemunhos importantes acerca da vida do nosso concelho.
Os que habitam no concelho do Sabugal e os que o visitam neste período de Verão terão pois uma boa ocasião para se deslocarem ao Museu do Sabugal, onde poderão admirar esta importante e interessante mostra fotográfica.
plb

No Dia Mundial dos Museus, 18 de Maio, destacamos o Museu Oriente inaugurado recentemente na Doca de Alcântara, próximo da zona de Belém, em Lisboa. Espaço de excelência no contexto cultura português é a concretização de um desígnio a que a Fundação de Carlos Monjardino se propôs desde que foi criada há 20 anos. A directora do Museu Oriente, Natália Correia Guedes, é neta do escritor sabugalense Joaquim Manuel Correia.

Museu do OrienteO Museu do Oriente, testemunho das relações históricas entre Portugal e a Ásia, foi inaugurado no dia 8 de Maio, em Lisboa.
Localizado na Doca de Alcântara, próximo de Belém, num edifício dos anos 40 devidamente adaptado e com uma situação privilegiada junto ao rio Tejo, o Museu do Oriente exibe, através das suas exposições, permanente e temporárias, testemunhos da presença portuguesa na Ásia.
O espaço cultural dirigido por Natália Correia Guedes, reúne colecções que têm o Oriente como temática principal, nas vertentes histórica, religiosa, antropológica e artística. O seu acervo resulta de aquisições efectuadas em Portugal e no estrangeiro e inclui núcleos de arte chinesa, indo-portuguesa, japonesa e timorense.
A exposição permanente engloba 1400 peças alusivas à presença portuguesa na Ásia e 650 pertencentes à colecção Kwok On, agrupadas sob a temática Deuses da Ásia. A exposição temporária inaugural é inteiramente dedicada às Máscaras da Ásia.
A presença portuguesa na Ásia está representada através de objectos adquiridos pela Fundação nas áreas da pintura, cerâmica, têxteis e outras artes decorativas.
A colecção é enriquecida por um espólio de 1250 peças artísticas e documentais pertencentes a vários museus e outras instituições culturais, cujo empréstimo ou depósito foi confiado ao Museu do Oriente.
A colecção Kwok On, testemunho ímpar das artes performativas de raiz popular e das grandes mitologias e religiões de toda a Ásia, é reconhecida como uma das mais importantes à escala europeia. Composta por mais de 13 mil peças relacionadas com a música e com o teatro (instrumentos musicais, trajes, marionetas, máscaras, pinturas, porcelanas) e com as festividades tradicionais (objectos rituais, lanternas, pinturas, jogos), constitui um elemento decisivo para colocar o Museu do Oriente no roteiro das grandes instituições internacionais dedicadas às culturas e civilizações asiáticas.
Além das exposições, o espaço multiusos do Museu do Oriente será palco de uma programação cultural ao nível da música, dança, teatro, cinema e marionetas, para além de conferências, seminários, cursos e congressos e ainda de outras actividades lúdico-pedagógicas promovidas pelo Serviço Educativo.
Para levar a cabo a sua diversificada actividade, o Museu do Oriente dispõe de um Auditório, de um Centro de Reuniões e de um Centro de Documentação, local de referência na pesquisa de informação na área das ciências sociais e humanas e em tudo o que diga respeito à Ásia e às suas relações com Portugal.

Apresentação em «powerpoint» do Museu do Oriente. Clique aqui.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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