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Fascinados que andámos pelos monumentos de grande vulto, quase que temos esquecido os testemunhos deixados pelo povo simples e anónimo, erigidos à medida das suas necessidades. Entre esses testemunhos encontram-se os moinhos que existem ao redor dos cursos de água.

De facto, quando falamos de monumentos e de património histórico, a mente voa-nos para a imagem de castelos, pontes imponentes, conventos e mosteiros, ou até palácios sumptuosos onde viveram reis e senhores poderosos. Assim, ligamos os monumentos às grandes cidades ou lugares históricos, onde o poder instalou os seus aposentos e deixou marcos milenários.
Quando olhamos para pequenas aldeias, perdidas nos confins de algum território, logo tendemos a desvalorizar o que nelas existe, tirante, por vezes, as paisagens soberbas ou a graciosidade das construções simples e da sua disposição no terreno.
Tal tem sido um erro colossal que já levou à destruição de vasto património, apenas porque se não olhou para ele com olhos de ver. As construções erigidas pelo povo, na maior parte das vezes apenas por um efeito prático, são afinal um rico testemunho histórico que não é ajustado deixar apagar.
É absolutamente fundamental a execução de um levantamento desse património popular que ainda existe, mesmo que dele apenas restem ruínas, e se lancem programas de recuperação, para serem integrados em percursos culturais e etnográficos. Assim se evitará a perda de património e se criarão condições para o desenvolvimento de uma forma de turismo no Interior, que ponha o viandante em contacto com a Natureza e a conhecer os modos de vida de antigamente.
Um desses exemplos é o moinho da ribeira, estrutura fundamental para os povos de antigamente.
Numa primeira fase a trituração dos cereais era feita em moinhos manuais, compostos por uma pedra fixa, a que se sobrepunha uma pedra movida pela força braçal. Mais tarde, aumentou-se a dimensão das mós e recorreu-se à utilização de animais de tiro para as movimentar, passando-se a produzir farinha em grandes quantidades, espalhando-se o uso desses engenhos, chamados atafonas.
O progresso tecnológico levou depois os povos à instalação de moinhos de rodízio e de azenhas, aproveitando a força motriz da água corrente dos rios e das marés. Em Portugal a moagem de rodízio terá chegado com os romanos, sendo depois largamente desenvolvida pelos árabes que introduziram a azenha, ou moinho de roda vertical. O Centro e o Norte do País, sabemo-lo, foram menos influenciados pela ocupação árabe, pelo que as azenhas existem sobretudo no Sul. Na Beira prevaleceram os moinhos de rodízio, ou de roda horizontal, instalados junto a rios e ribeiras, aproveitando a forte força das águas bravas que correm das serranias.
Os moinhos mais comuns são os de rodízio, movidos com roda horizontal, tocada pela água corrente, transmitindo rotação através de um longo eixo que entra na mó andadeira que, rodando sobre a mó fixa, tritura o grão que pinga de um largo recipiente de madeira, a moega. Raramente o moinho é construído directamente sobre o curso de água. Em regra instalam-se sobre levadas, ou canais, que conduzem a água em declive, a partir do açude do rio ou do ribeiro.
Geralmente a levada segue paralelamente ao ribeiro. Uma pequena comporta junto ao açude, regula o volume da água que entra na levada e, colada ao moinho, existe outra pequena comporta para regulação do caudal, que dali escorre por uma caleira inclinada e cai na roda motriz. A água, ao sair da caleira, bate nas penas do rodízio, impelindo-o. O eixo, ou veio, do rodízio roda e move a mó andadeira, que assenta sobre uma mó fixa, ou pouso, aguentada pela segurelha, pequena peça de ferro que evita o contacto directo das duas mós. Sobre a mó andadeira pousa o tarambelo, pequena haste de madeira que, ligada à moega, faz pingar o cereal no olhal da mó, para ser triturado.
Os engenhos encontram-se geralmente dentro de edifícios térreos, algo rudimentares, com planta rectangular, formados por pedra da região, que pode ser xisto ou granito, conforme a morfologia do local. É, via de regra, uma construção rude e descuidada, com telhados de uma ou duas águas, formados por telha de caneira, por lascas de pedra, por colmo ou até em falsa cúpula.
Os moinhos estão quase sempre instalados em sítios pitorescos, isolados, em locais onde as condições de funcionamento são as melhores, mas os acessos são de péssimas condições.
Os moleiros habitavam geralmente em casa anexa ao moinho, sempre atentos ao seu funcionamento, porque era necessário atender ao nível do cereal na moega, retirar os sacos de farinha quando cheios, reparar qualquer anomalia no engenho, regular o caudal da água da levada. Só no Verão, quando o rodízio parava por falta de água no açude, é que o moleiro abandonava o seu covil, correndo as aldeias da redondeza acompanhado por possante macho. Assim entregava as encomendas, com reserva para si da maquia, e angariava novos clientes para quando o engenho voltasse a rodar, no começo do Outono.
Paulo Leitão Batista

O Moinho do Ti Zé Ricardo na margem esquerda do Rio Côa um pouco antes de chegar à ponte tem sido palco de muitas noites de confraternização e amizade no Sabugal. Os sempre simpáticos anfitriões tudo fazem para que tudo corra bem e os seus amigos se sintam à vontade. «Já temos uma agenda do moinho para quando nos telefonam a marcar uma borga», dizia-nos com um largo sorriso o Tó Ricardo uma destas noites quando nos juntámos à festa da primeira comunhão do filho do Zé Carlos Ricardo. São momentos bons com gente boa num belíssimo local enquadrado com o Castelo e o Côa.

GALERIA DE IMAGENS – 29-5-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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