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O crítico literário João Bigotte Chorão e o escritor Miguel Real estarão no Sabugal no próximo dia 9 de Junho (sábado), por ocasião da inauguração do Centro de Estudos Pinharanda Gomes.

Às 15 horas terá lugar uma cerimónia solene, a realizar no Salão Nobre da Câmara Municipal do Sabugal, onde intervirão João Bigotte Chorão e Miguel Real, que falarão da obra do escritor e pensador Jesué Pinharanda Gomes.
Seguidamente será inaugurado o Centro de Estudos, sito no edifício da Biblioteca Nacional, na rua Luís de Camões.
Pinharanda Gomes nasceu em Quadrazais em 1939. Estudou na Guarda e fixou-se em Lisboa, onde seguiu a carreira profissional numa empresa comercial, e onde se dedicou a uma intensa actividade de investigador independente e escritor. Como pensador beneficiou do magistério filosófico de Álvaro Ribeiro e José Marinho, inserindo-se no «Movimento da Filosofia Portuguesa», seguidora da herança de Leonardo Coimbra.
Escreveu e editou centenas de títulos, focados em diferentes áreas, como a Filosofia, História, Etnografia, Teologia, Geografia, Linguística e Literatura. Colaborou com mais de uma centena de jornais e revistas e proferiu cerca de 250 conferências.
É membro de diversas academias, entre elas a Academia Internacional da Cultura Portuguesa e a Academia Portuguesa da História.
Para além do manancial de livros que editou colaborou em diversas Enciclopédias, de onde se destacam a Verbo, Logos, Enciclopédia de Fátima e Dicionário da História Religiosa de Portugal.
Miguel Real, no seu extenso volume «O Pensamento Português Contemporâneo 1890-2010» dedica um capítulo ao pensador quadrazenho, que intitula: «Jesué Pinharanda Gomes (1939) – O Peregrino de Deus». Daí colhemos esta citação reveladora do valor da obra monumental de Pinharanda Gomes:
«Pinharanda Gomes estatui o seu pensamento do lado do peregrino que busca uma estalagem para o descanso do pensamento, sabendo que este se constitui como uma longa caminhada tortuosa, uma longa escadaria labiríntica, sem princípio nem fim que não seja o da transcendência da Graça. (…)
Nesta peregrinação labiríntica, o pensamento de Pinharanda Gomes não se perde – uma bússola espiritual orienta o caminho do viandante, indicando o Norte permanente da Filosofia Portuguesa.»
plb

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O filósofo e pensador, Jesué Pinharanda Gomes, foi homenageado pelo Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias (CLEPUL) da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) no dia 19 de Novembro na sede da Sociedade de Língua Portuguesa em Lisboa. O ilustre raiano recebeu, com aclamação, a Medalha de Mérito Cultural na Assembleia Geral do Movimento Internacional Lusófono. A Mesa era constituída por Miguel Real, Annabela Rita, José Eduardo Franco e Renato Epifânio.

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jcl

O historiador Jorge Martins publicou em tempos de comemorações centenárias mais um livro intitulado «A República e os Judeus». O autor recorda no jornal «Público» que com a República «os judeus tinham vida pública e não se escondiam na sinagoga como seres exóticos e marginais».

«A República e os Judeus» - Jorge Martins

O historiador Jorge Martins dispensa apresentações. Escritor e cronista no Capeia Arraiana fez coincidir o lançamento de mais um livro sobre a história dos judeus com as comemorações do Centenário da República que vão acontecendo um pouco por todo o País.
No jornal «Público» escreveu, recentemente, um artigo intitulado «A 1.ª República – A conquista da cidadania» do qual publicamos um excerto:
«A Comunidade Israelita de Lisboa (CIL) obteria a sua legalização a 9 de Maio de 1912, através de um alvará do Governo Civil de Lisboa. Como o regime republicano facilitava a reorganização da CIL, foram criadas várias instituições: o Boletim (1912); a Associação de Estudos Hebraicos Ubá-le-Sion (1912), organização cultural sionista; a Biblioteca Israelita (1914); o Albergue Israelita (1916), antecessor do Hospital Israelita; a Federação Sionista de Portugal (1920); a associação Malakah Sionith (1915), fundada por Barros Basto no Porto; a Escola Israelita (1922), obra de Adolfo Benarus; o Hehaver (1925), organização juvenil sionista, que desempenharia importante acção de apoio aos refugiados durante a 2.ª Guerra Mundial.
A República também veio criar condições favoráveis à descoberta do fenómeno criptojudaico nas Beiras e Trás-os-Montes. Foi o judeu polaco e engenheiro de minas Samuel Schwarz, contratado em 1915 para vir trabalhar em Portugal, quem desencadeou a chamada «Obra do Resgate», dirigida, a partir de 1926, pelo capitão Barros Basto, republicano “dos quatro costados”, o responsável pelo ressurgimento e legalização da Comunidade Israelita do Porto em 1923, a construção da sinagoga Mekor Haim («Fonte da Vida»), inaugurada em 1938 e a fundação de várias comunidades judaicas (27 entre 1924 e 1934).» (excerto do artigo de Jorge Martins no jornal «Público».)
O excelente prefácio do livro, assinado por Miguel Real, aconselha à leitura da obra pela importância das suas investigações históricas:
«Pelos seus livros publicados, nomeadamente os três volumes de «Portugal e os Judeus» (2006) e a «Breve História dos Judeus em Portugal» (2009), Jorge Martins é hoje, indubitavelmente, o maior historiador português vivo do judaísmo. Não é de admirar, assim, que, em harmonia com as Comemorações do I Centenário da República, ora seja publicado o seu estudo «A República e os Judeus» (…)
No século XX, especialmente no tempo da I República, são exemplarmente estudados e realçados os casos dos projectos de colonização judaica de Moçambique e de Angola, que teriam mudado radicalmente a face económica e religiosa destas colónias portuguesas, elevando em muito o seu peso estratégico internacional, alterando porventura a totalidade subsequente da história portuguesa deste século (…)
Se, por via da política do confronto directo com as instituições católicas, existe claramente uma questão religiosa na I República, não existe, como o estudo de Jorge Martins o prova com clareza, uma questão religiosa com as comunidades judaicas portuguesas. Não existe, portanto, uma questão judaica na I República.
Um livro de aconselhável leitura nos 100 anos do aniversário da implantação da República.» (Prefácio de Miguel Real.)

Jorge Martins é professor, investigador do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa do ISCTE e cronista no Capeia Arraiana.

O Capeia Arraiana dá os parabéns a Jorge Martins por mais uma obra indispensável na História de Portugal.
jcl

Fomos ao encontro do historiador Jorge Emanuel Duarte de Carvalho Martins a poucos dias da apresentação, no Sabugal, do seu último livro «Breve História dos Judeus em Portugal». «As expectativas para esta sessão no Sabugal – onde nunca estive – são grandes. Maiores do que uma apresentação na FNAC. A Casa do Castelo, de Natália Bispo, que ainda não tenho o prazer de conhecer pessoalmente, está a fazer um grande serviço à cultura do vosso concelho», acentua este ilustre historiador que reconhece apenas ter estado uma vez em Sortelha e nunca ter visitado o Sabugal. A sessão de apresentação da obra está marcada para sábado, 17 de Outubro, na Casa do Castelo no Largo do Castelo do Sabugal.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Jorge Martins, nasceu em Lisboa em 1953, é licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, mestre (tese sobre António Patrício, escritor e diplomata) e doutor (tese em três volumes «Portugal e os Judeus») em História Contemporânea. É professor de história dos ensinos básico e secundário desde 1978 e pertence aos quadro da Escola Secundária Braamcamp Freire, na Pontinha. É autor de manuais escolares e de obras de ficção e ensaio sobre história contemporânea, local e sobre estudos judaicos tendo publicado dezenas de artigos em jornais, revistas e actas de conferências. É, actualmente, investigador do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa do ISCTE.
A propósito da sessão de apresentação no Sabugal do livro « Breve História dos Judeus em Portugal» (Editora Nova Vega, 2009), o Capeia Arraiana aproveitou, uma destas noites, para ir ao encontro do historiador.
O seu discurso, cronologicamente ordenado, é veloz e obriga as palavras a acelerarem o passo para acompanhar as ideias do pensamento enquanto nos fala da presença judaica em Portugal.
– Como surgiu o doutoramento sobre os judeus em Portugal?
– O meu orientador foi João Medina. E, entre os vários temas propostos, surgiu o judaísmo. A minha tese de doutoramento intitulada «O Judaísmo e o Antisemitismo em Portugal nos séculos XIX e XX» foi compilada em três volumes num total de 900 páginas e transformada em «Os Judeus em Portugal». As comunidades judaicas desapareceram de Portugal na sequência do Édito de Expulsão de 1496 mas há registos da sua participação nos Descobrimentos. Baptizados à força viveram a dupla identidade cristã e criptojudaica tendo resistido à perseguição da Inquisição e às tentativas de expulsão. Ressurgiram no início do séc. XIX nas Beiras e Trás-os-Montes (os marranos), em Lisboa, Faro, Madeira e Açores. Muito judeus europeus, protegidos por diplomatas filo-semitas, salvaram-se do Holocausto utilizando Portugal como porta de saída da Europa durante a perseguição nazi. Actualmente há quatro núcleos – Lisboa, Belmonte, Porto e Algarve – com cerca de 1000 residentes. Durante a pesquisa para uma tese sentimos muita insegurança mas, no final, acreditamos que sabemos um pouco mais e é isso que nos dá o equilíbrio. Há muitos assuntos para investigar e ficamos com a certeza que há ainda mais por estudar.
– E, entretanto, o Sabugal atravessa-se no seu caminho…
– O Sabugal aparece como mais uma experiência giríssima só possível na Internet. Troco informações com historiadores judeus em todo o Mundo e, em especial, em Israel e no Brasil. Tenho muitos pedidos brasileiros para troca de dados sobre a história dos judeus em Portugal. Entretanto no lançamento do livro uma aluna minha diz-me – tenho aqui um blogue que fala do seu livro – e deu-me um texto assinado por Joaquim Tomé [opinião de Kim Tomé no Capeia Arraiana] com comentários e citações das minhas frases. E foi assim que tudo começou…
– Sendo assim só conhece o Sabugal virtualmente?
– Em Julho passado estive em Belmonte para ver o Museu Judaico e visitei Sortelha mas não fui ao Sabugal. Entretanto da troca de informações que fui mantendo não consigo perceber como é que havendo a possibilidade de estarmos perante uma estrutura arquitectónica judaica na Casa do Castelo não se faça um trabalho sério para determinar da sua legitimidade. É vital que os portugueses preservem a sua identidade. A força da identidade mede-se pelo cuidado e pela intensidade com que se defendem e promovem os valores de cada localidade. Eu, infelizmente, sou de Lisboa. E Lisboa é uma terra mesclada sem identidade. É a terra do fado e das sardinhas que não são suficientes para identificar os lisboetas. A Internet deu-nos a oportunidade de nos aproximarmos. Há regiões mais interiores que podem valer-se das novas tecnologias para promover os seus produtos.
– Quais são as suas expectativas para sábado?
– Estou impaciente por ir ao Sabugal. Mais do que na apresentação da minha tese de doutoramento que ultrapassou tudo o que se estava à espera. Sinto que vai ser uma sessão muito especial para mim. Até mais do que se fosse realizada numa loja FNAC porque não é uma questão do número de pessoas que possam estar presentes. Ao longo das conversas telefónicas que mantive com Natália Bispo percebi que a Casa do Castelo está a fazer um grande serviço à cultura do vosso concelho. Há potencialidades judaicas (arcas do sagrado) que têm de ser estudadas. Há, museologicamente falando, um «Espaço de Memória» sobre o judaísmo no concelho do Sabugal até porque Maria José Ferro Tavares refere que está registada em 1316 uma dívida dos judeus do Sabugal ao rei D. Dinis. Aproveito esta conversa com o Capeia Arraiana para adiantar uma ideia que vou defender no sábado. Há na Torre do Tombo disponíveis para consulta e investigação 110 processos da Inquisição sobre a comunidade judaica no Sabugal. Vou propor a criação de uma bolsa de estudo dirigida a estudantes universitários do vosso concelho para analisarem os processos. Posso, inclusivamente, indicar nomes de orientadores para o estudo. Até sábado!

Alguns comentários à obra
«A publicação de Portugal e os Judeus, de Jorge Martins, em três volumes, editados ao longo de 2006, constitui um verdadeiro acontecimento editorial, já que desde 1895, ano da publicação de Os Judeus em Portugal, de Mendes dos Remédios, não se editava no nosso país uma história geral da comunidade judaica (…) Obra de obrigatória consulta histórica», Miguel Real, Jornal de Letras, Artes e Ideias.

«(…) Portugal e os Judeus, uma obra vasta onde percorre os caminhos da gente de nação, desde as toleradas judiarias medievais, até à quase extinção dessas comunidades no mundo contemporâneo, depois dos três séculos de perseguição e de lutos forçados a que foram sujeitas pelo poder político-religioso dominante», Luís Farinha, revista História.

«Desde Mendes dos Remédios (Os Judeus em Portugal, 1895) que não tínhamos uma obra com esta ambição contar uma História esquecida ou voluntariamente enterrada no labirinto dos arquivos. Portugal e os Judeus cumpre o projecto que Mendes dos Remédios não chegou a concluir e vai bem mais além, detendo-se na historiografia e no ensino da História nestes nossos dias de confusão e desorientação», António Carlos Carvalho, prefácio ao 1.º volume.

«Não é a primeira publicação do autor – há muitos anos que Jorge Martins vem estudando, investigando, ensinando e escrevendo sobre a temática judaica. A sua tese reflecte, pois, essa investigação aturada: nela sentimos uma atenção sustentada, um conhecimento aprofundado por anos de estudo e acima de tudo, uma real empatia com o objecto de estudo, indispensável a qualquer investigação séria. Analisando o seu trabalho ficamos com a clara noção de que não se trata de uma súbita e passageira paixão, mas de uma relação fecunda e duradoura. (…) Não quero deixar de saudar o autor por este magnífico trabalho que permite trazer ao conhecimento do público interessado, um período muito rico, mas ainda pouco investigado e divulgado, da história de Portugal e dos Judeus», Esther Mucznik, prefácio ao 2.º volume.

«Passado um século e meio após a aparição da mais completa obra sobre a história dos judeus em Portugal, de autoria de Meyer Kayserling, nos presenteia Jorge Martins com uma nova história sobre judeus portugueses, que amplia largamente o livro pioneiro do rabino húngaro. (…) Jorge Martins vem agora nos três volumes de Portugal e os Judeus resgatar uma história dos Judeus e uma história de Portugal, e oferece aos estudiosos do assunto um material inestimável para novas reflexões», Anita Novinsky, prefácio ao 3.º volume.
jcl

Miguel Real, pensador e escritor de evidente versatilidade, surpreende-nos, de uma só vez, com três novos livros: «O último minuto na vida de S.», um episódio romanceado da vida de Snu Abecassis; um ensaio sobre «Agostinho da Silva e a cultura portuguesa»; e, por fim, um outro ensaio, intitulado «A Morte de Portugal» (Campo das Letras, 2007).

Jesué Pinharanda – Carta Dominical(Continuação do domingo anterior).
Em vista dos precedentes, Portugal tem conseguido superar todos os riscos, uma vez que, bem vistos os tempos e os modos, raramente nos foi dado descanso, sobre nós se abatendo a cobiça de estranhos, desde os árabes aos castelhanos, aos franceses, aos ingleses, e, por fim, na partilha do corpo da Pátria, americanos e soviéticos. Hoje podem ser os europeus, que nós também somos, embora arriscando a perda da portugalidade, caso não saibamos velar, vigiar e esclarecer o que valemos no contexto europeu. Aliás, Europa é, hoje em dia, um tratado de união e, como todos os tratados, não contém a potência de perpetuidade. É um fenómeno de conjuntura que pode terminar se, e quando, as maiores potências da «balança europeia» se confrontarem por causas de interesses específicos.
O conhecimento dos mitos, e também dos acontecimentos mitificados, constitui uma útil ajuda ao esclarecimento da nossa história, e da filosofia da História de Portugal.
No processionário da morte, Miguel Real abre com o que designa por «princípio do fim», a segunda morte de D. Sebastião, a perda da autonomia política, e o surgimento de uma independência mítica.
Miguel RealPelo caminho propõe-nos três luminares, ou entidades também elas de algum modo mitificadas: Viriato, como o nome das nossas origens; António Vieira como apologeta e profeta de Portugal como «nação superior»; e o Marquês de Pombal como o capataz de um «povo inferior».
Atravessamos agora o fim do princípio que nos aparece como uma fase experimental, cifrada em multiplicidade de abordagens e de tentativas de achamento da nossa alma, abordagens essas como exercícios isentos, como que descalços, atravessando as abrasivas areias do deserto, na esperança do oásis.
Miguel Real identifica, quanto aos pensadores pátrios contemporâneos, os espiritualistas, os providencialistas, os racionalistas e os modernistas. Em todas orientações identificamos o comum português ou o modo de olhar a Pátria, continuando divididos entre os optimistas e os pessimistas. Por vezes, confundimos Nação com Estado, quando, na verdade, a Nação pode não se esgotar no Estado e, com efeito, a Pátria, paradigma da Nação, é ente superior, que o Estado não esgota, mesmo quando nesse esgotamento aposte. Como agora!
Eis, pois, um ensaio que, entre pessimismo e optimismo, procura o senso do realismo com ideal. De resto, num estilo muito guloso, diremos até bem típico e, em muitas páginas, irónico e pitoresco, quanto aos modos de dizer. Talvez que a Raia nos separe, afinal de contas, da capital.
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

Miguel Real, pensador e escritor de evidente versatilidade, surpreende-nos, de uma só vez, com três novos livros: «O último minuto na vida de S.», um episódio romanceado da vida de Snu Abecassis; um ensaio sobre «Agostinho da Silva e a cultura portuguesa»; e, por fim, um outro ensaio, intitulado «A Morte de Portugal» (Campo das Letras, 2007).

Jesué Pinharanda – Carta DominicalSem que haja desconsideração na escolha, mas não nos sendo possível comentar os três, escolhemos, por seu nacional interesse, o ensaio «A Morte de Portugal».
Na essência, trata-se de um diagnóstico da Nação Portuguesa, elaborado como que em diálogo com um conjunto de textos doutrinais correlativos ou equipolentes, em que Miguel Real escolheu como primeiro termo a «Arte de Ser Português» (1915) de Teixeira de Pascoaes e, como termo final, o «Portugal, Identidade e Diferença» (2007) de Guilherme d’Oliveira Martins, entre esses termos fixando teses de Agostinho da Silva, Eduardo Lourenço, Manuel Antunes, e outros, em cujos escritos revelaram as formas e os modos pelos quais entenderam Portugal como problema de antropologia cultural e política, no que Portugal tem de próprio, e que, por ser próprio, constitui a diferença em relação a outros fenómenos afins da civilização universal.
A meditação acerca de Portugal como ente distinto tem ocorrido sobretudo em épocas de crise de identidade e de temores de dissolução.
«A Morte de Portugal» de Miguel RealAinda que muitos antes tenham sido publicados muitos escritos acerca da alma portuguesa, muitas vezes em mera posição pangérica, é bem verdade que a «Arte de Ser Português», de Pascoaes, surge em plena crise da Guerra Mundial, com todas as ameaças que Portugal enfrentou, tanto na Europa como no Ultramar. Seria muito interessante que alguém, com tempo e paciência, procedesse ao inventário dos títulos relativos aos destinos da Pátria Portuguesa, pelo menos desde o ciclo das guerras no Ultramar até ao fim do Estado Novo. Contudo, o elenco prossegue, desde logo na glosa amplificante de António Quadros em «A Arte de Continuar Portugal» (1978), de carácter messiânico-profético, de sensível veio optimista e, em contraste, o ensaio (ou lamento) de Amorim de Carvalho, em «O Fim Histórico de Portugal» (1977) em que, face à dissolução do Império, como que preconiza já não haver lugar na história da civilização para uma comunidade cujo escopo principal fora, sem dúvida, a criação de civilizações.
Miguel Real medita, também ele, na perspectiva da perda da soberania, e, portanto, numa transfiguração (dissolutória) da nossa identidade num contexto superestrutural, em que se perderá o carisma de Nação e se garantirá o carisma de uma simples região ocupada, em que a liberdade da diferença será sacrificada à unanimidade aleatória.
(continua no próximo domingo).
«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes

pinharandagomes@gmail.com

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