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A Meimoa é muito conhecida por causa da respectiva barragem, junto ao início da Serra da Malcata, onde deveria viver o lince, com belos olivais, grandes pinhais, vinhas e a famosa Ponte Filipina (que não o é) que liga a Aldeia à Benquerença e daqui aos Três Povos, Alpedrinha, Fundão, Covilhã, Serra da Estrela…

José Jorge CameiraSabia que para lá da minha aldeia existia uma outra aldeia com o nome MEIMÃO, perto do Sabugal mas ainda concelho de Penamacor, e depressa pensei que o nome MEIMOA tivesse algo a ver com o outro. Mas não consigo descortinar parecenças…
Foi na Meimoa que me estreei na equipa de futebol dos Grandes do Vale da Senhora da Póvoa, aldeia a quatro quilómetros. Ou porque era bom a jogar ou talvez porque faltasse alguém, o seleccionador Norberto convocou-me. Lembro-me que a dado momento, durante o jogo, a bola sobrou para mim e chutei ao calhas para a frente… Só dei conta de dez latagões saltarem para cima de mim (um franganote moreno escanzelado e pau de virar tripas) abraçando-me e quase me esmagando. É que tinha marcado um golo, sem querer é claro, mas o único do desafio.
Os rapazes da Meimoa, capitaneados pelo Nuno Moiteiro, presentearam-nos com uma grade de gasosas do Soito, que serviu para recuperar forças, ainda tínhamos que fazer os tais quatro quilómetros a pé de volta à nossa aldeia…
Houve nesta aldeia um acontecimento célebre que é uma delícia recordar! Em todas as aldeias aos domingos os sinos das Igrejas badalavam às 19 horas, marcando o fim dos bailes e a obrigatoriedade dos jovens irem rezar o terço. Até no nosso Vale isso acontecia, os padres estavam combinados, era marosca, via-se… É claro que só as meninas donzelas iam, mas arrastadas pelas mães, que lhes diziam que só assim garantiam um bom casório!
Essa estória chegou-me aos ouvidos pelo meu Tio Manuel Cameira «Caixeiro», do Vale da Senhora da Póvoa e irmão do meu Avô, contada naqueles serões de Inverno junto à lareira e com os varões com enchido verde a pingar sobre todos. O Ti Manuel Caixeiro casou na Meimôa por volta de 1940 com uma senhora de nome Teresa Manteigas. Foi por essas idas e vindas à Meimoa que ele ouviu esta versão do acontecido e assim ma contou.
Numa tarde de um qualquer domingo, às 7 da tarde, o sino tocou e o baile acabou como era hábito.
O Padre Fernando à hora do terço deu pela falta nos bancos compridos de uma rapariga, a Maria Martins, já em namoro adiantado com o Tóino Berto (tudo nomes fictícios).
Não foi à Igreja, sabe-se lá onde terá estado a aproveitar melhor o tempo…
No domingo seguinte, em plena homília no cimo do púlpito, então não é que o Padre Fernando verbera em público, alto e bom som, que a Maria Martins (citou mesmo o nome dela) tinha faltado ao terço do outro domingo!!! Que era pecado, mau comportamento, imoral, uma vergonha…
A rapariga a chorar foi fazer as queixas ao namorado, e fez muito bem.
A coisa parecia ficar por aí, mas, de repentemente, o caso deu para o torto!
O Padre Fernando era encorpado, barrigona, parecendo prenhice à frente, e atrás um grande, largo e gordo traseiro!
Nessa noite, depois de rezado o terço, houve alguém que surgindo do escuro da rua, ferra uma valente e ruidosa chumbada de flobber no gordo e avantajado rabo do arrogante sacerdote…
– Aqui del-rei que querem matar o nosso santo Padre Fernando!! – gritaram as mulheres, ganindo a caozoada ao mesmo tempo!
– De certeza foi o Toino Berto! – gritaram as beatas da sacristia.
– Que nada, disse o Toino, estava a ouvir o relato do Artur Agostinho do Sporting contra o Salgueiros na Emissora Nacional!
Das desconfianças do autor do crime contra as gorduras traseiras do Padre, passou-se às certezas… foi o Toino Berto, pronto, já está!
Foi feita queixa-crime contra o rapaz na GNR de Penamacor… que ele queria mesmo era matar, tinha que ir para a cadeia, não se faz uma coisa dessas e logo ao nosso querido padre, ministro de Deus!
Foi marcado o dia do Julgamento no Tribunal da Comarca em Penamacor.
Entretanto, no «hospital» da Dona Bárbara de Penamacor, foi retirada uma boa mão cheia de chumbinhos do bundão do Padre – estou a imaginar o enfermeiro com uma pinça procurando dentro das entremeadas as bolinhas metálicas reluzentes de toucinho!
O Padre foi instruído para arranjar testemunhas.
– Até tenho muitas ! – disse ele, com ar de vingança demoníaca, esquecendo o perdoar das ofensas no Pai-Nosso.
Nos oito dias antes do julgamento, houve reunião diária, mas nocturna, marcada pelo Padre Fernando na sacristia da igreja com meia dúzia de beatas que assim orquestraram o testemunho contra o rapaz… Que sim, que viram o rapaz com a arma na mão, que disparou contra o Padre…
No dia do julgamento, o juiz interrogou uma a uma essas testemunhas… e todas diziam exactamente a mesma lenga-lenga, originando desconfianças. Terá interrogado de novo cada uma das mulheres de per si para saber quem lhes tinha ensinado aquelas respostas todas iguais.
Ingenuamente, lá foram dizendo que foi o Senhor Padre Fernando que as ensinou a responder daquela maneira na Sacristia, todas as noites, parecendo uma cantoria em coro…
Resultado: essas testemunhas beateiras foram todas um dia-de-cana para o xelindró a ver a Lua aos quadradinhos… e o Toino Berto foi ABSOLVIDO!
Nessa noite na Meimoa parecia a noite de Natal! Houve foguetes nos céus, mandaram até vir o acordeonista do Vale e comeu-se à la gardère um vitelo de churrasco no centro da aldeia bem regado com vinhaça da boa com que todo o Povo se alambazou, celebrando a vitória contra a Inquisição e o Inquisidor local!!
Muitos chumbinhos ficaram sossegados para sempre no rabo clerical, mais valeu isso que arriscar uma paralisia…

José Jorge Cameira

«Estórias de um filho de Vale de Lobo e da Moita»
mailto:jjorgepaxjulia4@hotmail.com

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O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Rui Pedro Barreiro, autorizou a Direcção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR) a tomar posse administrativa das parcelas necessárias ao rápido início das obras de construção do reservatório da Fatela do Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira constituído pelas barragens do Sabugal e da Meimoa.

Regadio da Cova da BeiraO Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira integra um sistema de armazenamento de água, constituído pelas barragens do Sabugal e da Meimoa e um túnel de interligação entre ambas (Sistema Sabugal-Meimoa), bem como um sistema de distribuição de água, constituído por uma tomada de água na barragem de Meimoa, que liga à rede primária de rega, que por sua vez deriva para a rede secundária de rega, permitindo o regadio.
O Reservatório da Fatela, infra-estrutura que integra o Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira, situa-se a cerca de 20.830 m da origem do 3.º troço do Canal Condutor Geral da Cova da Beira, e foi implantado numa faixa de terreno adjacente ao mesmo. O Reservatório ocupa uma área de cerca de 2 hectares e uma capacidade útil de 27 dam3.
A partir do Reservatório da Fatela serão distribuídos os caudais para o bloco da Fatela, com 516 ha, que constitui um dos seis blocos de regadio (Belmonte, Caria, Ferro, Fundão, Fatela e Capinha), do Aproveitamento Hidro Agrícola da Cova da Beira. Os referidos blocos de regadio contemplam os concelhos de Belmonte, Covilhã e Fundão e, em reduzida escala, o concelho do Sabugal. Prevê-se a conclusão desta obra em Agosto de 2011.
jcl (com Portal do Governo)

O quarto livro do sociólogo António Cabanas «A Comenda da Meimoa da Ordem de Avis» foi apresentado no Museu da Meimoa no passado dia 26 de Dezembro. António Cabanas concluiu a investigação iniciada por Mário Bento que faria agora 100 anos se fosse vivo. O autor destaca no trabalho que efectuou as referências à Meimoa num documento muito antigo «datado de meados de 1200 com uma escrita belíssima em latim».

GALERIA DE IMAGENS – 26-12-2009
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Fotos com Direitos Reservados – Clique nas imagens para ampliar

«Comenda da Meimoa da Ordem de Avis» é o mais recente livro do escritor penamacorense António Cabanas. Depois de «Carregos – Contrabando na Raia Central» (2006), «Meimoa de Ontem e de Hoje» (2007) e «Eh! Madeiro!» (2008), e outras participações em colectâneas o escritor prossegue nas suas investigações para, desta vez, para apresentar um estudo sobre a Comenda da Meimoa da Ordem de Avis.

Comenda da Meimoa da Ordem de AvisDo que poderia não passar de uma mera transcrição de um tombo de comenda, António Cabanas constroi uma extraordinária base documental relacionada, que constitui um autêntico facho de luz sobre a história da Meimoa, contribuindo também para compreender melhor a relação das ordens religiosas com as suas comendas.
Em declarações ao Capeia Arraiana o escritor António Cabanas começou por recordar que «apesar de há um ano ter prometido que em 2009 descansaria um pouco, não resisti ao desafio que me lançou a família do falecido Dr. Mário Bento que, aliás, tinha iniciado o estudo da Comenda».
O documento – histórico e religioso – é o resultado de uma investigação longa e criteriosa. «O estudo abrange a análise de documentos desde o século XIII até à extinção das Ordens religiosas e implicou uma série de visitas à Torre do Tombo. Cerca de um ano de investigação, na busca de alvarás de nomeação de comendador, cartas de apresentação de priores, cartas de hábito e de quitação, que permitiu estabelecer listas, ainda que incompletas de párocos e de comendadores da Meimoa desde finais de quatrocentos até ao século XIX», esclareceu António Cabanas.
A finalizar o autor considerou que «Comenda da Meimoa da Ordem de Aviz» é um livro que «vem enriquecer a história local e regional e pode contribuir também para melhor conhecimento da problemática das ordens religiosas. Chega numa altura em que Mário Bento, caso ainda fosse vivo, faria 100 anos de nascimento e num ano em que Penamacor comemora os seus 800 anos de forais».
O mais recente livro do escritor penamacorense foi apresentado este sábado, 26 de Dezembro, no Museu Dr. Mário Bento na Meimoa.

O Capeia Arraiana destaca – com satisfação – o lançamento de mais um livro de António Cabanas que assina neste espaço a coluna de opinião «Terras do Lince».
jcl

António Cabanas, 48 anos, natural da Meimoa, concelho de Penamacor, é licenciado em Sociologia pela Universidade da Beira Interior. Pertence aos quadros do ICN-Instituto de Conservação da Natureza e está «emprestado» à Câmara Municipal de Penamacor desde 2001 onde exerce o cargo de vice-presidente da equipa liderada por Domingos Torrão. No seu currículo destaca-se a publicação de obras sobre temáticas como o contrabando, o madeiro de Penamacor e a Meimoa.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Quando terminou os estudos do liceu (antigo sétimo ano) foi trabalhar para o restaurante «Furnas Lagosteiras» perto de Cascais. Explorou um snack-bar no Shopping Cacém e sentiu o chamamento do espírito de aventura. Durante cerca de dois anos foi embarcadiço em navios de cruzeiro nas Caraíbas «onde ganhou algum dinheiro porque no barco não era possível gastar nada». Depois veio para a Malcata e terminou, finalmente, os estudos que não conseguiu acabar quando era jovem. «Os meus pais eram agricultores e tinham algumas dificuldades económicas próprias do mundo rural e entendi que não devia estar a sacrificá-los. Mas… prometi-lhes que terminaria os estudos nem que fosse até aos 80 anos», recorda António Cabanas.
Entre 1987e 2001 António Cabanas sentiu o bater do coração da Reserva Nacional da Serra da Malcata. Foi vigilante, técnico superior e finalmente director da Reserva durante dois anos. Em 2001 uma lista independente encabeçada por Domingos Torrão venceu as eleições para a Câmara Municipal de Penamacor e António Cabanas «transferiu-se» para a autarquia assumindo o cargo de vice-presidente. Em 2005 e nas recentes eleições autárquicas de 2009 a equipa de Domingos Torrão e António Cabanas foi reconduzida à frente dos destinos do município de Penamacor. «Actualmente ainda pertenço aos quadros do Instituto de Conservação da Natureza e como isto de ser autarca não é eterno quando cessar as funções na Câmara Municipal de Penamacor, onde estou desde 2001, voltarei a trabalhar no ICN», esclarece o vice-presidente Cabanas.
– Esteve vários anos ligado à Reserva Natural da Serra da Malcata que muitos relacionam com o lince ibérico. Que projectos recorda?
– Recordo a candidatura do projecto da Senhora da Graça com um orçamento de 200 mil contos, falando em moeda antiga, e que teve alguma envergadura para a época. Este projecto pretendia ter, por um lado, a vertente florestal com plantas autóctones da região e como viveiro das árvores protegidas de todo o País, uma espécie de viveiro do ICN a nível nacional e por outro lado uma vertente de educação ambiental, interpretação da natureza e visitação. Infelizmente não tem havido meios para esta estrutura funcionar a cem por cento mas, de alguma forma, tem sido um baluarte da Reserva da Malcata. Outro projecto em que me empenhei como director foi o «Life» para o estudo do lince e dos seus ecossistemas. O lince é uma espécie que vive uma grave crise. Já fui muito céptico mas, actualmente, estou mais confiante e considero que há grandes possibilidades das populações de linces voltarem à Malcata e a outros territórios ibéricos. Em 1977 o doutor Luís Palma fez estudos na Malcata e registou cerca de 30 linces, em 1987 falava-se numa comunidade de 14 ou 15, em 1992 capturámos uma fêmea mas em 1995 já não conseguimos assinalar nenhum vestígio da sua presença. Em Portugal o lince está extinto mas nos próximos anos vão ser transferidos animais espanhóis para regiões portuguesas onde vão crescer em cativeiro. Apesar do entendimento político entre os dois governos ibéricos ainda não é seguro que a espécie se salve mas há uma nova esperança…
– …«Terras do Lince» é uma marca em que aposta a Câmara Municipal de Penamacor…
– É a bandeira de Penamacor. Há uns anos atrás os ambientalistas que apareciam por cá eram olhados com alguma desconfiança e, afinal, hoje somos todos ambientalistas. Para Penamacor, para o Sabugal, para o Alto Águeda e para a Sierra da Gata a existência do lince será certamente uma mais-valia. É uma marca que faz a diferença e nos pode trazer vantagens económicas. «Terras do Lince» é uma marca que está a ser divulgada através dos produtos regionais – azeite, mel, queijo e enchidos – e pode ser aproveitada para programas turísticos.
– O território da Malcata é partilhado por dois concelhos portugueses e duas comunidades espanholas. Facilita ou prejudica a actuação dos responsáveis?
– Há vantagens porque há diversidade. É um território de transição da fauna e da flora entre o Mediterrâneo e o Atlântico Continental e por isso esta diversidade a Sul com o azinhal, os medronheiros, sobreiros e a Norte com o carvalhal e os castanheiros. Infelizmente do lado espanhol não há um estatuto de conservação como existe no lado português. Os espanhóis são sensíveis à defesa da natureza mas preocupam-se muito mais com o turismo. A Reserva da Malcata tem um plano de ordenamento excessivamente restritivo que acaba por se tornar maléfico. Nos últimos anos a Malcata deixou de ser falada porque um território fechado afasta as pessoas e tem um efeito negativo. Quando há visitação há promoção e uma atenção redobrada sobre o território que facilita a pressão política para a atribuição de mais meios – técnicos e humanos – pelo poder central.
– Em Penamacor sente-se o espírito raiano?
O penamacorense não se considera raiano – com excepção, talvez, das freguesias de Salvador e Aranhas – mas eu considero-me raiano pelo Sabugal e pelos amigos que conheci quando estive na Malcata. Penamacor como praça-forte sempre esteve de costas voltadas para Espanha. Curiosamente iniciámos num processo de geminação com Valverde del Fresno a cerca de 30 quilómetros e com a qual apenas temos uma ligação por estrada há poucos anos. Há uma distância física muito diferente da relação que as aldeias raianas do Sabugal têm com as localidades espanholas de Albergaria ou Navasfrias.
– Como se define o político António Cabanas?
– A causa pública é algo que nasce dentro de nós. Desde miúdo que sinto a necessidade de estar activamente na sociedade. Integrei o grupo coral da igreja na Meimoa, associações, o clube de futebol… O autarca é um homem da causa pública. Nas eleições autárquicas é costume dizer-se que o que conta são as pessoas. As freguesias vivem dependentes das câmaras e estas do Governo e todos sabemos e sofremos na pele o ter ou não ter apoios. Quando somos da cor e estamos com o poder comemos e quando não somos… cheiramos. Por isso compreendo e não condeno os chamados «vira-casacas» porque eles traçam estratégias – incluindo o sucesso pessoal – para atingir os melhores objectivos para as suas autarquias. Em função das minhas competências académicas e do meu percurso profissional na Malcata o ambiente, o ordenamento do território, o turismo, a etnografia e a cultura local são as temáticas com que mais me identifico.
– Há um homem de cultura para além da política…
– A matriz cultural da etnografia e da antropologia beirãs são excelentes elementos de estudo para qualquer sociólogo e o meu trabalho reflecte essas influências. Além disso sou um homem com origens no mundo rural. Os trabalhos no campo com os meus pais foram experiências muito enriquecedoras para a minha pessoa. Cada uma das minhas obras deve ser lida de forma distinta e entendido como uma forma de preservar testemunhos. O livro «Carregos» foi motivado pelo meu pai e pelos meus tios que foram contrabandistas e contavam estórias que eu ouvia com muita atenção. Os vigilantes da Reserva da Malcata tinham motorizadas para andar pelos caminhos pedregosos da serra. No meu primeiro dia de serviço na Malcata levava na ideia passar pela quinta do Major – também conhecida por quinta do Pinharanda ou quinta da dona Rita – onde os contrabandistas passavam com os carregos. O livro sobre a Meimoa tem uma motivação histórica com as nossas raízes, a nossa alma, os nossos antepassados. A Meimoa é uma comenda da Ordem de Aviz, a igreja da Meimoa fez parte da Ordem de Alcântara, a mãe de Pedro Álvares Cabral era a senhora dona da Meimoa e o rei D. Afonso V doou a Meimoa ao primeiro conde de Penamacor e assim através de uma pequena aldeia podemos contar um pouco da história de Portugal. São facetas que desconhecia e acabei por descobrir durante a investigação. O livro «Madeiro» retoma o fio à meada do contrabando porque voltamos ao património cultural das tradições. O Natal tem origem no solestício de Inverno muito anterior aos romanos. O monumental madeiro de Penamacor com 18 tractores de sobreiro é o maior de Portugal e considerei que merecia ser destacado.
– Há publicações na forja?
– Tenho dois projectos que quero levar a bom porto ainda para este ano. Vamos comemorar o primeiro centenário do nascimento de Mário Bento, patrono do Museu da Meimoa, com a publicação de um livro sobre a Comenda da Ordem de Aviz atribuída à Meimoa e em conjunto com a técnica da Câmara, Laurinda Mendes, estou a preparar um opúsculo com muita pesquisa na Torre do Tombo sobre a história cronológica de Penamacor.

No dia 11 de Outubro a lista de Domingos Torrão foi a jogo nas eleições para a Câmara Municipal de Penamacor e venceu com 53,64 por cento dos votos. Os nossos parabéns a António Cabanas pela recondução como vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor e as boas-vindas como «opinador» residente no Capeia Arraiana onde passará a assinar a coluna «Terras do Lince».
jcl

No último fim-de-semana de Junho o Festival da Comenda na praia fluvial da Meimoa, no concelho de Penamacor, é o lugar certo para aliviar do stress. Um arraial popular, festival de folclore, danças e canções tradicionais, percursos pedestres e provas de btt vão animar a Princesa da Cova da Beira.

Festival da Comenda - Meimoa - PenamacorO Festival da Comenda na Meimoa, concelho de Penamacor, está marcado para o último fim-de-semana de Junho. Nos dias 27 e 28 a praia fluvial da Meimoa é o lugar certo para aliviar do stress do dia-a-dia
A Meimoa, princesa da Cova da Beira, é um lugar paradisíaco no Verão e o mais fresco da Beira Baixa e já há quem lhe chame a Cascais da Beira Baixa.
No sábado à noite, a partir das 21 horas, deliciem-se a ver e ouvir as danças e canções tradicionais no Festival de Folclore com as participações dos Narcisos de Manteigas, do Rancho Folclórico de Cebolais, Orquestra de Harmónicas de Ponte de Sôr e os Grupo de Cantares do Meimão e da Meimoa.
No domingo comece a manhã a pedalar (ou a caminhar) e ganhe uma bicicleta, um capacete, uma t-shirt e o almoço por 70 euros. Pode inscrever-se já comodamente na Internet.
Entretanto satisfazendo o pedido de muitas pessoas haverá um percurso pedestre ao longo das margens do rio para os que não sabem andar de bicicleta com direito a almoçar por apenas 10 euros. Em alternativa os participantes podem almoçar nos dois excelentes restaurantes da Meimoa.
Ao fim da tarde estão todos convidados para ser divertirem no arraial dos Santos Populares da Praia Fluvial.
Juntam-se neste evento uma série de circunstâncias que o tornam muito atractivo: Meimoa foi Comenda da Ordem de Avis durante mais de 400 anos e sobre ela se prepara um livro para este ano, razão mais do quesuficiente para a designação do evento; durante a tarde, quem for amante da náutica poderá ir até à Barragem da Ribeira da Meimoa e aí passar a tarde a refrescar-se; à noite haverá arraial dos santos populares com as tradicionais sardinhadas e fogueira popular; na noite do dia anterior (27 de Junho) haverá na aldeia, um vistoso e alegre festival de folclore, com cinco grupos de dança e cantares; poderá ainda saborear a gastronomia local, feijoada, ensopado de borrego e outras iguarias servidas na praia ou nos dois restaurantes da aldeia. Tudo isto no espaço encantador e repousante da praia fluvial da Meimoa. A organização está a cargo da Associação Cultural, Desportiva e Recreativa Amigos da Meimoa, da Junta de Freguesia da Meimoa, do Centro de Dia São Domingos da Meimoa e do Grupo de Cantares da Meimoa e o apoio da Câmara Municipal de Penamacor.
Não há, portanto, qualquer desculpa para se ficar em casa a matutar na crise! Venha à Meimoa e divirta-se!

Atenção que já faltam poucos dias para encerrar as inscrições do «Bike da Comenda».
Para mais informações consulte a página do Festival.
Aqui.
António Cabanas

A 26.ª edição do Raid Transportugal Accenture vai percorrer os tesouros naturais da Beira Alta e da Beira Baixa nos dias 20 e 21 de Setembro. A Serra da Malcata, o Sabugal e a aldeia histórica de Sortelha, com paragem para almoço, fazem parte do itinerário deste ano.

26 TransportugalAs paisagens raianas vão servir de cenário à passagem dos participantes na 26.ª edição do Transportugal Accenture que decorre no sábado e domingo, 20 e 21 de Setembro, organizado pela Megre Motorsport e pelo Clube Aventura.
A edição de 2008 apresenta um percurso mais curto dividido em duas etapas de 200 quilómetros com três exercícios de regularidade e um de navegação e inclui a passagem por dois troços todo-o-terreno (um rápido e outro trialeiro de montanha) que têm sido utilizados no Rali Transibérico. Transposição de obstáculos e diversos obstáculos de campo farão também parte da ementa desta expedição.
No sábado o almoço será em Sortelha depois de 100 quilómetros de pistas com partida de Monfortinho e passagem por Aranhas, Penamacor, Meimoa, Meimão, Malcata, Sabugal e Sortelha. Na parte da tarde os concorrentes passam por Proença-a-Velha, Idanha-a-Velha e chegada a Monfortinho.
No domingo, segundo dia da competição, o percurso está marcado entre Monfortinho, Penha Garcia, Salvador, Penamacor e aldeia de Águas com paragem para almoço. Antes do regresso a Monfortinho por Medelim e Monsanto os participantes terão oportunidade de visitar em Águas a Feira do Coleccionismo e do Veículo Antigo da Beira Baixa e a exposição de viaturas clássicas, miniaturas, brinquedos e vários outros objectos coleccionados por José Megre.
jcl

O Clube de Montanhismo da Guarda (CMG) realiza, nos dias 17 e 18 de Novembro, a «Travessia da Serra da Malcata», iniciativa que ligará a Meimoa a Vale de Espinho.

Caminhada pela serraO clube guardense considera a caminhada pela Serra da Malcata uma actividade bastante difícil e exigente. A distância a percorrer é muito longa e o desnível é acentuado, pelo que avisou os participantes da necessidade de terem uma boa condição física e alguma experiência neste tipo de travessias. Além do mais os caminheiros devem ser autónomos, avançando por sua conta e risco, sem necessitarem de ajudas de terceiros para se movimentarem.
O primeiro percurso realiza-se no dia 17, sábado, ligando a Meimoa, concelho de Penamacor, à Quinta do Major, passando pelo marco geodésico no alto da serra. No segundo dia, domingo, os caminheiros partem em direcção ao Cabeço do Clérigo, passam pelo Coxino e chegarão a Vale de Espinho, já no concelho do Sabugal.
As inscrições para a caminhada, que terminam dia 14, serão de 5 euros para sócios e 10 para não sócios.
O CMG foi fundado em 1981 com o objectivo de introduzir na região da Guarda uma actividade desportiva completamente nova para os habitantes da região, o montanhismo, aproveitando as extraordinárias condições naturais para a sua prática. Até hoje, o CMG organizou cerca de 300 actividades, ocupou mais de mil e 400 dias a praticar montanhismo, totalizando um número superior a 20 mil pessoas que se inscreveram nas suas actividades.
plb

O livro «Meimoa de ontem e de hoje» de António Cabanas vai ser apresentado no dia 2 de Novembro no convívio da Meimoa, terra de onde é natural. Aqui vos deixamos a prosa introdutória de Joaquim Nabais à última obra do autor de «Carregos».

«Meimoa de ontem e de hoje», de António CabanasNa contra-capa de «Meimoa de ontem e de hoje» pode ler-se a análise crítica de Joaquim Nabais sobre o trabalho de António Cabanas.
«Tendo em conta o clima emulativo que vem medrando na Meimoa dos últimos anos, fruto de um conjunto de circunstâncias, acções e vontades mais ou menos colectivas, este é um livro que goza de alguma oportunidade.
Desde logo porque em tal clima pode residir parte da motivação que lhe está na origem e, depois, pelo contributo que por si próprio representa na expansão daquele sentimento.
De resto, o autor deixa claro o seu intento quando, na introdução, escreve que com esta obra pretende contribuir para elevar mais alto a auto-estima e o orgulho que os meimoenses sempre demonstraram pela sua terra.
António Cabanas é duplamente feliz na forma como realiza este propósito: por um lado, partindo em busca das raízes mais profundas para explicar a Meimoa de hoje à luz de um certo diacronismo histórico, ajuda à consciencialização de uma identidade ancestral; por outro, pela forma inteligente como se posiciona perante a sua comunidade alvo de leitores.
Atento ao meio que o rodeia, no qual faz questão de se integrar, e senhor de um clarividente sentido da realidade social, Cabanas nunca perde de vista o difícil objectivo de conciliar uma informação rigorosa com a condicionada diversidade dos seus destinatários, apelando à sensibilidade de todos e de cada um, tocando as cordas nos pontos mais convenientes para alcançar os seus desígnios.
O resultado é uma panorâmica multidimensional da aldeia, de onde é possível extrair alguns dos quadros mais pitorescos que marcaram a vida das nossas terras e aos quais um discurso versátil e visual empresta o som e o colorido que vivificam e nos devolvem o passado.» (Joaquim Nabais).

As pequenas histórias de pequenas aldeias povoadas por gente grande em sentimentos e honra a que o chamado mundo civilizado já não dá importância e tende a esquecer.
É nossa obrigação perpetuar o legado dos nossos antepassados não deixando morrer a nossa história e as nossas tradições.
jcl

Vai já no 12.º ano o convívio dos meimoenses, também festa da matança do «marrano», ao fim e ao cabo pretexto para se juntarem residentes e ausentes, «lisboetas», «franceses» e de outras paragens, num abraço de tradição, afectos e amizade.

12.º Convivio dos MeimoensesEste ano a freguesia da Meimoa (concelho de Penamacor) tem dupla razão para festejar. O ano correu de feição para as escavações arqueológicas no vale da Canadinha, pondo a descoberto um lagar de azeite da época romana, cujos achados se expõem agora no Museu Mário Bento.
Como se isso não bastasse para uma pequena e pacata aldeia, António Cabanas, autor de «Carregos», estudo sociológico do contrabando, apresenta no dia 2 de Novembro, «Meimoa de ontem e de hoje», um livro sobre a terra que o viu nascer. O autor pinta quadros pitorescos da história da aldeia numa panorâmica que nos remetem para um passado duro mas recordado com orgulhoAos momentos culturais somam-se outros ingredientes de não menos importância como a boa mesa da «matança do marrano», a já habitual noite de fados no salão da Junta de Freguesia e o tradicional magusto com castanhas do Sabugal.
A organização pertence à Junta de Freguesia da Meimoa e ao Centro de Dia São Domingos.
jcl

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