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No concelho do Sabugal há empreendimentos turísticos de elevada qualidade. Nesta crónica vou dar a conhecer o «Meia Choina» em Quadrazais que tem a particularidade de ter dado a uma das habitações o nome «Maria Mim» imortalizado pelo escritor raiano Nuno de Montemor no épico romance que retrata a vida «terrível» dos quadrazenhos do século passado.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Quando vi neste blogue a notícia de que «a Câmara Municipal do Sabugal decidiu fomentar o alojamento local nas terras do concelho, em alternativa às unidades hoteleiras tradicionais, como forma de potenciar o Turismo Rural», fiquei contente e veio-me à memória um empreendimento turístico rural do nosso concelho. Estou a falar de um empreendimento – o «Meia Choina» em Quadrazais (terra de contrabandistas e uma das 40 freguesias do nosso extenso concelho) – que, aquando da minha recente visita me deixou impressionadíssima.
Em conversa com a sua promotora, Colette Borrega Correia, esta informou-me de que este empreendimento oferece quatro casa de turismo em espaço rural – casas de campo e uma casa de prova e venda de produtos regionais –, Casa do Manego, Casa da Maria Mim, Casa da Meia Choina, Casa da Forja Frágua e Casa do Cusco.
A casa já recuperada, concluída e classificada é a Casa do Manego, tendo tido como primeiro nome «Casa da Fábrica», por outrora ter sido uma pequena fábrica de sabão pertencente José Manuel Pires Correia, avô paterno da empresária. Tal nome não pode ser registado por já existirem três idênticos em Portugal.
A tradição do contrabando deixou marcas inegáveis que perduram ainda na localidade. O dialecto quadrazenho ou gíria utilizada pelos contrabandistas é uma fenómeno linguístico único na região, daí o ter utilizado vocábulos oriundos da gíria para batizar o espaço e as ditas casas.
A casa do Manego tem uma área coberta de 180 m2 e capacidade para 8 pessoas. Possui 4 quartos, dois deles com casa de banho privativa, dois duplo, duas casas de banho sociais, uma área de convívio e cozinha. O espaço exterior tem como cenário a Serra da Malcata, a privacidade e a grande área exterior permite ao visitante uns dias de repouso e total descontração, a região oferece também algum potencial nomeadamente o Rio Côa, para a pesca desportiva e e algumas praias fluviais.
Isilda Silva

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É necessário um acto de desagravo à Senhora da Póvoa.

Pinharanda Gomes - Carta DominicalEstão frescas na nossa memória as notícias de dois graves sacrilégios: com uma serra de serrar rocha, alguém cortou e roubou as cruzes manuelinas (do século XVI) que desde há séculos estavam implantadas no adro da Matriz de Loures e nos Quatro Caminhos de Frielas. Inacreditável! Para que irão e para que servirão essas cruzes, emblemas do património nacional, acerca de cujo destino não vemos as autoridades em acção. É pedra… Se fossem notas!
Somos agora feridos com uma punhada no peito, quando soubemos que a veneranda e antiga imagem de Nossa Senhora da Póvoa de Vale de Lobo tinha sido roubada do seu santuário.
Nossa Senhora da Póvoa é, desde dos fins do século XVIII, o santuário mariano da Beira Baixa e de Ribacoa. Os mais novos não sabem, mas os da minha geração, jovens nos meados do século XX, ainda nos lembramos das filas de carros de tracção animal (bois, burros ou cavalos) enfeitados com festões e colchas de seda, transportando famílias inteiras, para a Senhora da Póvoa, logo na segunda-feira de Pentecostes. Romagem para dois dias, levava-se de comer o bastante e, à ida e à volta, era costume parar no sítio do Castanheiro das Merendas, já muito depois do Sabugal, para alimentar os animais e as pessoas.
Senhora da PóvoaRomaria de piedade, de promessas e também das folias que vinham de Monsanto e de Penamacor, com os seus estandartes, descantes e bombos; e, algumas vezes, toldados pelo vinho, moços que acabavam em lutas de vida e de morte. Leiam o «Maria Mim» de Nuno de Montemor e a «Celestina» de Joaquim Manuel Correia.
O ladrão deve ter-se arrependido, e abandonou a secular e sagrada imagem, debaixo de uma árvore, onde gente do povo a encontrou. Já devolvida à sua santa casa, falta agora que os povos da Beira-Côa e da Beira da Malcata e do Meimão, procedam a uma cerimónia de desagravo, na presença de todas as autoridades civis, militares e políticas da região. Não é possível que nada se faça como se nada tivesse acontecido:

«Nossa Senhora da Póvoa
Tem um galo no andor,
Cada vez que o galo canta
Acorda Nosso Senhor»

«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes
pinharandagomes@gmail.com

Depois da poeira da batalha eleitoral, é preciso que cada um, entre vencedores e vencidos, saiba encontrar o seu papel, na tradução exacta do mandato que lhe foi confiado pelos votos dos eleitores. Uns e outros, embora de forma diversa, assumiram compromissos e responsabilidades perante os sabugalenses e estes esperam que os seus eleitos estejam à altura de tais desafios.

Câmara Municipal do Sabugal

António Cabanas - «Terras do Lince»Desde o meu ingresso no Instituto de Conservação da Natureza e na Reserva da Malcata, já lá vão mais de 20 anos, tornei-me um amante do Sabugal, da sua riqueza histórica e cultural, das suas especificidades, das suas belezas naturais e, obviamente, das suas gentes. Fui descobrindo, confesso até com alguma inveja, as imensas potencialidades deste enorme município raiano. Alguém, nessa altura, já nem me lembro quem, ofereceu-me uma cópia do «Maria Mim», que estava esgotado, e li um dos exemplares das «Caçadas aos Javalis na Serra da Malcata» que havia na pequena biblioteca da Reserva. Daí para cá descobri, entre outros interessantes comunicadores, esse fascinante escritor, que dá pelo nome de Leal Freire. Tenho adquirido, lido e coleccionado todos os livros do Sabugal, as suas monografias, os estudos, os livros de poesia e romance. E que Rica surpresa ao ler «Celestina», onde encontrei referências ao carlo-miguelista penamacorense Francisco Pina Ferraz!
Apesar do meu feitio, ríspido, tenho granjeado bons amigos nas terras de Riba Côa, na actividade política e profissional, nos convívios gastronómicos, nas actividades de lazer, e, claro, nas inevitáveis capeias. Conheço e sou amigo dos presidentes de câmara e vereadores, permanentes e da «senha», que têm passado pelo Município. Tenho amigos na esquerda e na direita, numa e na outra margem desse belo rio Cuda, acerca do qual o professor Zé Manel lembrava, cheio de oportunidade, que nenhum rio teria foz se não tivesse nascente.
Remato, afirmando que se não fosse natural de onde sou, da Princesa da Cova da Beira, só gostaria de ser de Riba Côa. E dito isto, já se entende onde quero chegar. É que tinha prometido a mim mesmo não escrever uma linha que fosse sobre a política local sabugalense. E se não resisto à tentação de transigir nesta minha promessa, há apenas dois motivos: a actual situação política sem paralelo nas terras transcudanas e a estima que me merecem os seus protagonistas.
Tenho acompanhado o aceso debate político sobre a gestão dos assuntos autárquicos sabugalenses e as recentes posturas dos grupos eleitos, como acompanhei, com interesse a campanha eleitoral, desde o anúncio dos primeiros nomes e a feitura de listas, até ao rescaldo eleitoral. Pelas razões que se entendem, sempre recusei os vários convites dos contendores para intervir neste ou naquele evento que pusesse em causa o meu distanciamento. Mas só nesses.
Na última «Capeia das Capeias», em Aldeia da Ponte, lá estive, entre amigos, ao sol tórrido do Verão, misturado nas conversas tauromáquicas de emigrantes e espanhóis, alguns deles também amigos. Mas a conversa mais absorvente não era sequer em redor dos toiros, mas sim das eleições. Noutros territórios vizinhos, fizera-se uma pausa, uma trégua, foi-se a banhos e esperou-se pela rentrée para se voltar à luta pura e dura da política. No Sabugal, não! Ninguém quis tirar férias, a luta ficou até mais encarniçada, havia um ar pesado que ameaçava borrasca, marcava-se à zona, homem ao homem, taco a taco. No apinhado bar da praça, espaço de homens, juntavam-se os candidatos, sempre rodeados pelos seus mais próximos colaboradores e por candidatos às Juntas de Freguesia. Pagavam-se rodadas e mais rodadas de cerveja. Mas a espuma que pairava no ar, não era a da cerveja dos muitos copos que se bebiam ou dos que ficavam cheios, rejeitados em cima do balcão, era outra a espuma, era outro o éter que as conversas destilavam, entre meias palavras e entre grupos que se faziam e desfaziam, no leva e traz de quem vai despejar a bexiga. Sentia-se que a coisa estava dividida! No meio da confusão de quem apoia a quem, pressentia-se que o PSD estava mais fragilizado do que habitualmente e que o Partido da Terra viera baralhar as contas a uns e outros. Uma incógnita das grandes!
Contados os votos, o povo, mais esclarecido, ou mais alienado, disse o que queria. Se não o disse claramente, foi porque não o quis dizer, o que também quer dizer alguma coisa. Expressou a sua vontade e cada um ficou com um pedaço da manta que, como sempre, não estica: ou tapa os pés ou a cabeça.
Terão agora os eleitos que entender o que o eleitorado disse nas entrelinhas.
Confesso que tenho assistido com alguma expectativa à catadupa de acontecimentos em redor da acomodação no poder. Tranquiliza-me a convicção que tenho de que, apesar da poeira que ainda paira no ar, das feridas por sarar e das diatribes da campanha que alguns tardarão em esquecer, «maioria» e oposição saberão ultrapassá-las com elevação, com sentido da causa pública e do interesse municipal. É assim que sempre procedem as sociedades civicamente evoluídas.
Bem sei que já há quem se posicione para daqui a 4 anos, mas ninguém pense que ganhará o que quer que seja com jogadas precipitadas ou irreflectidas, a tanto tempo de distância. Ganhará, isso sim, quem for mais forte e mais inteligente, atributos que se demonstram na prática da acção política, nas opções e posições assumidas e quantas vezes na recusa da pressão dos aparelhos partidários e dos interesses particulares.
Quem ganha sem maioria terá que ter a humildade de dialogar, chegar a entendimentos duradouros, sob pena de não conseguir garantir a governabilidade e se fragilizar ainda mais. Mesmo quando se ganha com maioria há que ser magnânimo e respeitar as oposições.
Quem perde tem também que assumir as suas responsabilidades. Não há vitórias morais: ganha-se ou perde-se. E quem perde não pode querer o poder para si.
Quem ganha sem maioria sabe o que o espera: que a oposição, se quiser, pode emperrar o exercício do poder. E uma situação pantanosa que perdure será prejudicial ao Sabugal, numa altura do quadro comunitário em que todas as energias devem estar concentradas no desenvolvimento de novos projectos. Um presidente e uma câmara que desperdicem o tempo e as energias a resolver os litígios do poder, dificilmente poderão ter um bom desempenho. Por certo que os sabugalenses não querem que isso aconteça, desejarão antes que a sua câmara os governe com justiça e saber e esteja na primeira linha do combate aos muitos problemas com que o Sabugal, como todo o interior, se debatem.
Não haverá outro caminho, e braços de ferro dão quase sempre mau resultado, designadamente para quem os levanta.
Sempre admirei a forma raçuda como o raiano sabugalense encara a vida do dia e dia e as suas dificuldades. Mais admiro o seu orgulho e a defesa que faz das tais especificidades. Como dizia há dias o Antoine das trutas: isto é como ao forcão, temos que lhe pegar todos juntos!
Ao forcão rapazes!
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

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