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O livro «Como se desenha uma casa», de Manuel António Pina, venceu a oitava edição do prémio de poesia Teixeira de Pascoaes.
O prémio literário foi criado pela Câmara Municipal de Amarante e a sua atribuição ao último livro de Manuel António Pina resultou de uma escolha entre 166 livros apresentados a concurso, de 159 autores.
A entrega do prémio, a título póstumo, está marcada para 15 de Dezembro, no auditório da Biblioteca Municipal Albano Sardoeira, em Amarante.
Manuel António Pina, poeta, escritor, jornalista, Prémio Camões em 2011, natural do Sabugal, faleceu no Porto a 19 de Outubro deste ano, com 68 anos.
O prémio Teixeira de Pascoaes, de periodicidade bienal, foi instituído em 1997, aquando da passagem dos 120 anos do nascimento do poeta de Amarante.
plb
Às 18,30 horas do dia 19 de Maio, quinta-feira, vai ser apresentado em Lisboa o livro «Sabugal e as Invasões Francesas», da autoria de Manuel Francisco Veiga Mourão, Joaquim Tenreira Martins e Paulo Leitão Batista. A sessão vai acontecer na Casa do Concelho do Sabugal.
O filósofo e escritor Pinharanda Gomes, que assina o prefácio do livro, fará a apresentação, seguida de algumas palavras dos autores.
O livro fala das invasões francesas tendo sempre por pano de fundo o Sabugal, por onde os exércitos passaram por diversas vezes e onde se deu a derradeira batalha em solo português.
Manuel Francisco Veiga Mourão, natural de Torres Vedras, coronel na reserva e historiador militar, escreve sobre a Batalha do Sabugal, descrevendo com minúcia o campo de batalha, as forças em presença, os planos dos comandantes, para depois explicar a evolução das tropas no decurso do combate.
Joaquim Tenreira Martins, investigador natural de Vale de Espinho, fala do Sabugal no tempo de Napoleão Bonaparte. Descreve a forma como se organizavam os exércitos e como se abasteciam, a politica de terra queimada praticada por Wellington, as surpresas e as tentações de Massena, descrevendo ainda em pormenor a passagem dos exércitos pelo Sabugal e a batalha que ali teve lugar.
Paulo Leitão Batista, economista natural do Sabugal e co-autor do blogue Capeia Arraiana, faz a memórias das invasões, referindo os momentos em que as tropas passaram pelo Sabugal e traçando o perfil dos generais ingleses e franceses que as comandaram.
A Casa do Concelho do Sabugal está sedeada na Avenida Almirante Reis, nº 256, 2º Esqº, em Lisboa, local onde a sessão de apresentação do livro «Sabugal e as Invasões Francesas» terá lugar.
jcl
O escritor sabugalense António Emídio brindou-nos com novo livro, mais uma vez voltado para a análise social e política. Trata-se de um romance marcado pela sua ânsia de comunicar e de partilhar as preocupações perante o mundo de injustiças em que vivemos.
António Emídio, é uma voz que clama no deserto. O seu novo livro, na senda dos anteriores, representa um acto de protesto contra as lógicas de hoje e os males de que enfermam as democracias modernas. Algo muito pouco analisado nos dias que correm, em que as pessoas, vivendo a febre do consumismo, numa liberdade aparentemente sem limites, não se apercebem do rumo que o mundo está a seguir. O campo está aberto para os que, sem escrúpulos, se vão aproveitando da situação, obtendo para si ganhos de toda a ordem, em detrimento dos males de que enfermam as populações.
A história começa no dia em que morreu Salazar, no ano de 1970, e acaba na actualidade. Dois jovens, que nasceram e cresceram na mesma aldeia, têm desde cedo diferentes formas de viver e de conviver em sociedade. A mesma camioneta de carreira leva-os da aldeia, a caminho de Lisboa, onde vão prosseguir os estudos. Aí cada qual vive no seu meio estudantil, um ingressando nos movimentos de luta contra a ditadura e outro vivendo unicamente para os estudos e convivendo com alguns servidores do regime. A revolução dos cravos apanha-os a ambos na capital e cada um vive de sua forma o acontecimento.
O que lutou contra a ditadura mantém-se sempre fiel às suas convicções, defendendo a liberdade e a justiça. O outro torna-se oportunista aderindo a cada momento aos partidos dominantes, numa inabalável ânsia pela riqueza e pelo poder.
A sociedade degrada-se e os sonhos de uma vida melhor num mundo mais justo e fraterno vão-se desfalecendo à medida que o tempo caminha e que as paixões revolucionárias dão lugar ao pragmatismo governativo e à submissão às políticas internacionais. O idealista mantém a esperança mas olha desolado para o estado a que as coisas chegaram, cansado e triste pelo rompimento do projecto de mudança que se iniciou com a Revolução de 25 de Abril de 1974. O pragmático, desprovido de ideais, olha com avidez para cada mudança, procurando obter para si benefícios financeiros, que o fazem um homem rico e um dignitário do poder.
É o quarto livro que António Emídio publica. Todas as suas obras são verdadeiros aforismos ou alegorias, que nos revelam algo que temos de descortinar.
O livro «As Metamorfoses do Lobo» recomenda-se como exercício de interpretação. Queira o leitor interessado descobrir nas entrelinhas e nos enredos da história os alertas que o autor quis deixar.
A obra pode encontrar-se nas livrarias e papelarias do Sabugal.
plb
«Terra-Vida-Alma, Valongo do Côa», é um livro escrito por uma família ilustre, de pedagogos e investigadores, fiéis ás berças, que lançaram mão a uma profunda e nobre tarefa: a elaboração de um rigoroso estudo sobre a história e a cultura da terra natal.
Os autores, unidos por laços de sangue, são: Francisco Carreira Tomé, Alice Tomé, Teresa Pires Carreira, Nuno Rafael Tomé e Filipe Alexandre Carreira. São professores nascidos em Valongo, mas que residem e trabalham longe da aldeia natal. Porém Valongo está-lhes no coração e o livro, editado no ano 2000, espelha a saudade dos tempos idos, da altura em que o povo sentia mais o pulsar da vida, com as casas habitadas e os campos em permanente cultivo.
Valongo é terra de gente sofredora, porque, no longo tempo, sujeita a muitas contrariedades: o clima agreste (nove meses de Inverno e três de inferno), a pobreza crónica das suas terras de cultivo, a sujeição histórica a invasões e a refregas fronteiriças. Só que a aldeia teve também os seus mimos, sobretudo visíveis nos excelentes produtos que a terra produz, e, ainda mais, na vivência quotidiana de antigamente, em que as tradições e os aspectos etnográficos das actividades desenvolvidas lhe deram um forte manancial de cultura popular que urge preservar. E este livro de fortes sentimentos, de exaltação de um povo, traz à liça os elementos que lhe podem consagrar o futuro, como sejam: o aproveitamento da beleza natural, a reposição de tradições, a dinamização do convívio entre os naturais espalhados pelas quatro partidas do mundo.
Interessante, quando não perspicaz, é a teoria da escassez populacional de Valongo, que assenta na tese de que foi a consequência da constante sujeição de Riba Côa, à administração militar, que era impessoal e se revelou efémera. De um dia para o outro os militares abandonaram as zonas de fronteira, recuando os aquartelamentos para junto do litoral, e com isso se desfez a sociologia local.
Na sua maior parte o texto é solto, correndo livre e folgazão, muito ao jeito das falas populares, recriadas com realismo. Noutras partes há uma linguagem coloquial, de tom afectuoso, só possível aos pedagogos, que, como estes, sabem ensinar cativando o discípulo. Notam-se sentimentos de nostalgia, como na descrição da vida e do ambiente familiar de outros tempos, quando os seus maiores irradiavam alegria e amor, mau grado as regras austeras da antiga vida em comunidade.
plb

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