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O habitual almoço anual da Confraria do Bucho Raiano na região de Lisboa realiza-se no dia 10 de Novembro, no Clube Náutico Al Foz, em Alcochete.

O convívio de 2012 da Confraria do Bucho Raiano está programado para num local especialmente aprazível, num salão à beira-Tejo, com vista para a baía de Alcochete.
A ementa já está elaborada e inclui entradas, com broa, manteigas, paté, azeitonas, bem como as morcelas e farinheiras raianas assadas.
Também haverá sopa de alho francês, ao que se seguirá o esperado prato de bucho acompanhado de batata, nabiças e grelos. Para beber haverá vinhos de Rio Frio e do Vale da Judia, para além de cerveja e refrigerantes.
A sobremesa inclui arroz doce e ananás, a que se seguirá o café.
Após o almoço virão à mesa castanhas assadas e geropiga de Ruivós, em homenagem a São Martinho, patrono das festas outonais.
Os interessados podem inscrever-se por estas vias: enviando e-mail para o endereço confrariabuchoraiano@gmail.com, ou telefonando para os números 966823786 ou 963084143.
O almoço de bucho está aberto a todos os interessados que desejem inscrever-se, independentemente de serem ou não confrades da Confraria.
Inscreva-se e vá degustar o saboroso bucho raiano, e conviver entre amigos num belo e aprazível local da margem sul do Tejo.
O restaurante é defronte ao conhecido Hotel Al Foz, de Alcochete.
Paulo Leitão Batista – Chanceler da Confraria do Bucho Raiano

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«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Confraria do Bucho Raiano - Peña do Barcelona em Lisboa
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Data: 5 de Setembro de 2012.
Local: Snooker Club – Peña do Barcelona em Lisboa.
Autoria: Capeia Arraiana.
Legenda: A chancelaria da Confraria do Bucho Raiano reuniu na Peña do Barcelona em Lisboa para discutir actividades futuras. No outro lado do balcão estava o nosso conterrâneo Bruno Capelo, descendente das Quintas de São Bartolomeu. Mais uma vez se prova a grande dimensão da diáspora sabugalense.
jcl

O concelho de Trancoso esteve presente na BTL (Bolsa de Turismo de Lisboa) que de 29 de Fevereiro a 4 de Março decorreu na FIL – Feira Internacional de Lisboa (Parque das Nações), integrado no espaço dedicado à Entidade Serra da Estrela.

Uma delegação constituída pelo presidente da Câmara Municipal, Júlio Sarmento e o vice-presidente da autarquia, Manuel Oliveira estiveram presentes no dia em que foi publicamente apresentada no certame a maqueta do Centro de Interpretação Judaica «Isaac Cardoso», em construção em Trancoso.
O arquitecto José Laranjeira, do gabinete de arquitectos de Gonçalo Byrne, autor do projecto, explicou aos presentes (onde se integrava o rabino Elisha Salas, enviado a Portugal da Shavei Israel e o presidente da Comunidade Judaica de Lisboa, António Mendes) a concepção deste edifício que vai valorizar e dinamizar o Centro Histórico trancosense.
Inserido na abordagem do Centro de Interpretação «Isaac Cardoso» realizou-se uma prova de produtos Kasher (ou Casher) produzidos de acordo com os preceitos religiosos judaicos e supervisionados pelo rabino Elisha Salas, em cooperação com a Simply B, empresa que inseriu já Trancoso nos seus circuitos de promoção turística, sobretudo o Turismo Cultural Judaico.
A BTL é uma Feira de Turismo Internacional anual, organizada na FIL (Parque das Nações) em Lisboa, considerada um dos principais certames de promoção e divulgação das regiões turísticas portuguesas e estrangeiras, unidades e organizações hoteleiras, pólos de turismo, roteiros e animação.
Trancoso apresentou-se na BTL valorizando o que de melhor possui: o seu património, os seus valores e a sua gente!
jcl (com Gab. Comunicação e Imagem da C.M.Trancoso)

Há muito que não visitava a Capital do Império. É uma cidade que me fascina, que me encanta. Ali trabalhei, ali nasceu o primeiro filho. Porém, desta vez fiquei surpreendido e preocupado.

Os preços a subirem em flecha, mais altos que as Torres da Basílica da Estrela. Os táxis a aguardar clientes que não aparecem. Fui a uma grande superfície comercial perto do Parque Eduardo VII. Entrei na catedral do consumo para comprar um cobertor. Entrei num labirinto e dizem-me que tenho de subir ao sétimo andar. Um cobertor com descontos custa mais de sessenta euros. Tudo em saldos, mas sem grande procura, com excepção nas marcas da moda. Á saída um slogan «por cada rico um pobre». Não concordo, há mais que um pobre, por cada rico. Há muitos pobres… Um grupo de jovens bem constituídos falam de assaltos, são sinais dos tempos que vivemos. Calcorreio as ruas e em frente à Penitenciária de Lisboa, visitas esperam ordem para entrar, com um aviso que devem chegar meia hora mais cedo. Passo por diversas lojas que compram ouro. Uma loja tem o descaramento de publicitar que compra ouro estragado, velho, usado e partido. Partido por quem e com quem? Entrei e a gentil menina disse-me que tem de usar esta linguagem comercial. «E esta hei?», como dizia o Fernando Pessa. Estão a surgir por todos os lados como já surgiram as lojas dos chineses. Se estes enveredam nestes negócios com o apoio do governo chinês, os nossos comerciantes dos metais preciosos dão uma queda maior que o paquete Costa Concórdia. Há uma procura desusada na procura dos metais, que o digam os ladrões e os receptores dos mesmos. Roubam-se os sinos, os cabos telefónicos, ouro, prata e tudo o que rende dinheiro. Este é um negócio que está a dar e sem fiscalização, sem ASAE, é um verdadeiro negócio da China. É comprar e fundir. Não custa nada e é só lucro. Enfim, parece-me que todos querem comprar ou roubar a ilusão do ouro para esquecer a idade do latão.
Nas paredes da Mãe de Água uma frase: «greve geral – 24 de Nov». Apreciei a caligrafia num vermelho vivo, numa escrita a lembrar os meus tempos de Escola Primária, quando usávamos as canetas de aparos molhados em tinteiros, inseridos nas carteiras de madeira.
Á entrada de um grande terminal de transportes, tropeço nesta frase: «o aumento dos transportes públicos é um roubo aos utentes». Desembolso fatalmente todos os meus trocos e entro no autocarro. À minha frente surge um cartaz «goze a viagem, vá de transportes públicos». Com o aumento dos preços somos mesmo gozados.
Também num mural uma frase: «corruptos, manquem-se». Cuidado, porque depois não há ortopedistas e serviços de saúde que cheguem para tratar tantos mancos.
Percorro uma avenida com endereços de escritórios de advogados e das suas sociedades. Encontro um velho amigo, que me despede em grande velocidade, porque tem de ir estudar e preparar o recurso de uma sentença judicial, porque este também é um negócio que dá chorudos lucros.
Vejo o pequeno comércio quase vazio, cafés, casas de produtos da alimentação, vestuário e outros.
Vejo na Avenida Miguel Torga, e nem queria acreditar: um amolador e afiador de facas e tesouras e afins, apoiado a uma velha bicicleta, despertado a sua atenção e presença com um sinal sonoro próprio. Ele bem olha para os prédios de diversos andares, mas nem um sinal de vida. Ninguém de avental aparece e de saias muito menos. Andam por outras bandas, talvez pelo Bairro Alto e outros locais limítrofes.
Numa companhia de saúde quase ninguém corresponde aos bons-dias. Será que estas e outras saudações já pagam imposto? Não é só aí. É em quase comportamento comum todos os lugares.
Um jovem parecido com um repórter de imagem entrega-me gratuitamente um jornal onde leio-o diversas notícias. Em letras muito minúsculas como convém a esta sociedade relativista, o Papa afirma que «os emigrantes não são números, mas sim os protagonistas do anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo». Em 2010 um quarto dos condutores que faleceram de acidente tem álcool no sangue, 1,2 gramas e 7,1% tem substâncias psicotrópicas. As cadeias estão cheias e não estão lá muitos que andam por aí a passear. Um político diz-nos que «somos um país de novelas». Concordo, mas não só.
Termino com as palavras que li de Guerra Junqueiro, poeta transmontano, anticlerical, que fez a transição do século XIX para o XX e da Monarquia para a República, sobre o Povo Português há mais de cem anos: «um povo imbecilizado, resignado, humilde, macambúzio, fatalista e sonâmbulo…um povo enfim que eu adoro porque sofre e é bom e guarda ainda na noite a sua inconsciência como um lampejo misteriosos da alma nacional». Continua actualizada a opinião de um dos maiores poetas portugueses.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

O almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está marcado para o dia 12 de Novembro, às 12.00 horas, na Churrasqueira do Campo Grande. A iniciativa é aberta aos confrades e a todos os amigos, naturais e descendentes do concelho do Sabugal.

(Clique no cartaz para ampliar.)

jcl

A Raia Histórica – Associação de Desenvolvimento do Nordeste da Beira, sedeada em Trancoso, está a apoiar a participação de empresas oriundas da sua área intervenção na «Alimentaria & Horexpo Lisboa – Salão Internacional da Alimentação, Hotelaria e Tecnologia para a Indústria Alimentar» que decorre de 27 a 30 Março 2011 na FIL-Feira Internacional de Lisboa.

Alimentaria 2011 - Raia HistóricaA «Alimentaria Lisboa 2011» é o encontro internacional da indústria alimentícia internacional e, a convite da organização, estarão também presentes os principais importadores de produtores portugueses na Europa – França, Alemanha, Espanha –, bem como os responsáveis de compra dos países da Europa de Leste e de outras partes do mundo, como o Canadá, Estados Unidos da América, Venezuela ou Austrália.
Alimentaria & Horexpo Lisboa é o mais recente lançamento da Alimentaria Exhibitions. Este projecto foi fundado com o objectivo de estabelecer-se como a maior plataforma de negócios em Portugal para os sectores de alimentos, distribuição e restauração.
Organizado conjuntamente pela Alimentaria Exhibitions e Feira Internacional de Lisboa (FIL), a Alimentaria Lisboa – Salão Internacional da Alimentação, é o líder indiscutível no panorama Português comércio justo, e em quarto lugar no ranking do sector na Europa. Por seu lado, Horexpo, Salão Internacional de Hotelaria, Restauração e Vending, já se tornou a referência principal para um dos sectores com maiores perspectivas.
Sales Gomes, coordenador da Raia Histórica explica que esta organização está a «procurar divulgar as microempresas da região que têm capacidade para poderem ir a eventos exteriores e, como tal, foram apoiados o espaço na Feira do Fumeiro, dos Sabores e do Artesanato em Trancoso e também uma outra na Meda, procurando-se levar estas empresas para fora do nosso território para promover os produtos».
«Portanto acaba por ser uma animação económica do território em que nós pagamos o espaço, os stands e pagamos as dormidas. Isto é uma prática que estamos a fazer há um ano com um bom resultado e já há contactos nossos», disse Sales Gomes que recordou também a participação da «Raia Histórica» na SISAB-Salão Internacional do Vinho, Pescado e Agro-alimentar que decorreu de 21 a 23 de Fevereiro em Lisboa. O coordenador frisou que a «Raia Histórica» procura levar as empresas a este tipo de eventos «dando preferência sempre aos beneficiários que recorram à medida 3- do PRODER. Se não houver interessados, depois, abre-se a outras microempresas que tenham produtos que na região sejam transformados e que se identifiquem com a região».
A Alimentaria Lisboa é um evento internacional que com o passar dos anos conseguiu estabelecer-se como ponte de contacto e negócios entre o mercado europeu e os países de língua oficial portuguesa – Brasil, Angola, Moçambique e Cabo Verde.
Alimentaria Lisboa é o encontro internacional da indústria alimentícia internacional e, a convite da organização, estarão também presentes os principais importadores de produtores portugueses na Europa — França, Alemanha, Espanha —, bem como os responsáveis de compra dos países da Europa de Leste e de outras partes do mundo, como o Canadá, Estados Unidos da América, Venezuela ou Austrália.
Estão presentes no certame a ViniLourenço (Poço do Canto / Mêda), Catedral de Baco (Poço do Canto / Mêda), Mel do Abel (Pinhel) e Lacticôa-Lacticínios do Côa (Vila Franca das Naves / Trancoso).
A Raia Histórica – Associação de Desenvolvimento do Nordeste da Beira abrange os concelhos de Trancoso, Mêda, Pinhel, Figueira de Castelo Rodrigo e Almeida.
jcl (com Raia Histórica)

No sábado, dia 13 de Novembro, cerca de 60 confrades e amigos do bucho raiano reuniram-se em Lisboa, na Churrasqueira do Campo Grande, para ali apreciarem a iguaria gastronómica. Entre os convivas contavam-se pessoas gradas da cultura naturais do concelho do Sabugal.

GALERIA DE IMAGENS  –  CONFRARIA BUCHO RAIANO  –  LISBOA – 13-11-2010
Fotos Capeia Arraiana  –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

O almoço anual em Lisboa da Confraria do Bucho Raiano está marcado para o dia 13 de Novembro, sábado, às 12 horas, no Restaurante Churrasqueira do Campo Grande.

Os confrades da Confraria do Bucho Raiano (Sabugal) reúnem-se no dia 13 de Novembro para o quarto almoço anual em Lisboa. Depois da Casa do Concelho do Sabugal (2007 e 2008) e da Cooperativa Militar aos Restauradores (2009) o convívio para promoção dos enchidos raianos junto de empresários de restauração lisboetas está, este ano, marcado para o Restaurante Churrasqueira do Campo Grande.
Dar a conhecer o bucho e os enchidos raianos e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para o território sabugalense é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano que organiza em Novembro o seu quinto encontro de 2010.
Recorde-se que as confreiras e confrades têm vindo a representar o bucho raiano e o concelho do Sabugal em diversas iniciativas e capítulos de outras confrarias gastronómicas por todo o país.
No Sabugal marcaram presença em Fevereiro no Restaurante Robalo, para o tradicional almoço de sábado de Carnaval que esteve, igualmente, integrado nos Roteiros Gastronómicos da Câmara Municipal.
Depois, em Março, teve lugar em Évora na Adega Típica Quarta-feira, do sabugalense José Dias mais um almoço da Confraria onde o bucho raiano foi rei.
Em Abril decorreu no Sabugal o I Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano onde foram entronizados mais de 40 confreiras e confrades que aceitaram, sob juramento, defender e promover o bucho e os enchidos raianos.
Em Setembro os visitantes do 1.º Festival Gastronómico no Mercado da Ribeira, em Lisboa, saborearam e degustaram os produtos do restaurante e das bancas da Confraria.
Para finalizar 2010 a Confraria do Bucho Raiano marcará presença na Rebolosa, no dia 25 de Novembro, na Festa de Santa Catarina onde será entregue, como manda a tradição, «a licença para a matança do porco».
As inscrições para o almoço de Lisboa podem ser feitas até ao dia 7 de Novembro através do correio electrónico da Confraria (confrariabuchoraiano@gmail.com) ou pelo telemóvel 966 823 786.
jcl

O Festival das Confrarias Gastronómicas, realizado em Lisboa no fim-de-semana de 4 e 5 de Setembro, contou com a presença de inúmeras confrarias, dentre as quais a do Bucho Raiano, do Sabugal, que esteve nos três espaços disponíveis: restaurante, degustação de tapas e artesanato.

GALERIA DE IMAGENS –  4-8-2010
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

O Festival das Confrarias Gastronómicas está marcado para os dias 4 e 5 (sábado e domingo) de Setembro no Mercado da Ribeira, em Lisboa. A Confraria do Bucho Raiano e o concelho do Sabugal estarão presentes nas áreas da restauração, tapas e artesanato.

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A Confraria do Bucho Raiano do Sabugal participa activamente no evento com um espaço de restauração (com trutas de escabeche da TrutalCôa e Buchos do Adérito da Rebolosa), um espaço de tapas (com enchidos raianos) e um espaço de artesanato e gastronomia (com produtos da Casa do Castelo, Doces Bela Caroça do Soito, queijos de Quadrazais-Serra de Malcata, mel do Mouramel da Malcata, chocolates gourmet da Xocôa do Chiado e outros).
No fim-de-semana visite o Mercado da Ribeira (ao Cais do Sodré) e participe nesta jornada de promoção do concelho do Sabugal.
jcl

O Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal foi apresentado na passada segunda-feira, 19 de Julho, na loja da FNAC no Centro Comercial Colombo em Lisboa. O auditório da FNAC Café encheu-se para ver e ouvir a autora, Susana Falhas, e o seu «parceiro» Serafim Faro na empresa Olho de Turista. Os promotores da iniciativa ficaram a saber pelo gerente da loja FNAC que «nessa noite o nosso livro foi o mais vendido. Ultrapassou as vendas do segundo livro mais vendido no top da Livraria». Agora ficamos todos a aguardar a apresentação no dia 1 de Agosto na Casa do Castelo no Sabugal.

GALERIA DE IMAGENS  –   FNAC COLOMBO   –   19-7-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

Capeia Arraiana no Campo Pequeno. Vídeo de Paulos Antunes.

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jcl

A Capeia Arraiana voltou ao Campo Pequeno e os sabugalenses juntaram-se para conviver em clima de grande amizade.

GALERIA DE IMAGENS – 29-5-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

Apresentamos três fotografias da autoria de João Leitão Batista, captadas por ocasião do convívio anual da Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa, realizado em 1978.

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O local foi o parque do Seminário dos Olivais, e a data exacta foi 3 de Junho, o dia anterior ao da realização da primeira Capeia Arraiana no Campo Pequeno em Lisboa, também organizada pela Casa do Concelho do Sabugal.
Desde a fundação da Casa que se realizavam estes convívios, organizados à laia de piquenique, que juntavam centenas de sabugalenses em alegre comunhão.
Alguém consegue identificar, na fotografia em que as pessoas estão em pose, os jovens do Sabugal que acompanham o Francisco Engrácia de Vila Boa (o mais velho)?
Fica o desafio.
plb

O documentário «Há Tourada na Aldeia» é um dos grandes destaques da edição 2010 do Festival de Cinema «Indie Lisboa». A estreia está marcada para as 19 horas do dia 30 de Abril no Grande Auditório da Culturgest em Lisboa. O Capeia Arraiana associa-se à estreia com um passatempo a que podem concorrer todos os cibernautas.

O «Capeia Arraiana» associa-se como media partner a esta estreia em Lisboa do documentário «Há Tourada na Aldeia» com um passatempo a que podem concorrer todos os cibernautas.
Os primeiros cinco concorrentes que responderem correctamente às três questões que colocamos terão direito a um convite para assistir à sessão do dia 30 de Abril, sexta-feira, no Grande Auditório da Culturgest situado na sede da Caixa Geral de Depósitos ao Campo Pequeno em Lisboa.
Pretendemos respostas para três questões:

1 – Quem realiza o documentário «Há Tourada na Aldeia»?
2 – Indique os títulos de mais dois filmes do realizador?
3 – Quem é responsável pela produção geral?

Os primeiros cinco concorrentes que responderem correctamente às três questões que colocamos terão direito a um convite para assistir à sessão do dia 30 de Abril, sexta-feira, no Grande Auditório da Culturgest situado na sede da Caixa Geral de Depósitos ao Campo Pequeno em Lisboa. Na desistência ou impossibilidade de estar presente de algum dos cinco vencedores será substituído pelo concorrente que constar em primeiro lugar na lista com cinco suplentes.
O passatempo terá início às 17.00 horas desta quinta-feira, 29 de Abril.
A classificação final terá em conta as três respostas certas e a hora de recepção do e-mail.
Os convites estarão disponíveis entre as 18.30 e as 19.00 horas à entrada do Grande Auditório da Culturgest.
E-mail para concorrer a partir das 17.00 horas: capeiaarraiana@gmail.com

Blogue Capeia Arraiana: media partner da estreia de «Há Tourada na Aldeia».
jcl

O documentário «Muito Além» (Far Beyond) do realizador Mário Gomes participa nas competições nacional e internacional do Festival de Cinema Indie 2010 que está a decorre em Lisboa. Estreou na sexta-feira no Culturgest e merece o nosso destaque porque foi rodado em Aldeia da Ponte, terra natal dos pais do cineasta que há décadas são emigrantes na Alemanha. Até porque há filmes que não terminam quando acabam…

Muito Além - Mário Gomes - Indie 2010

O Capeia Arraiana assistiu na sexta-feira, 23 de Abril, à estreia do documentário «Muito Além» (Far Beyond) no Grande Auditório da Culturgest na sede da Caixa Geral de Depósitos em Lisboa.
A sinopse do filme resume crua e friamente a realidade das terras raianas: «Uma pequena aldeia portuguesa está a morrer lentamente, depois de os seus habitantes terem emigrado. No Verão, no entanto, a aldeia enche-se de vida por umas semanas – antes de voltar a mergulhar no silêncio.»
Na sala uma grande claque de apoio de pontenses – de onde são naturais os pais do cineasta – fez questão de se manifestar e aplaudir o realizador, Mário Gomes, radicado na Alemanha. Aliás a história foi toda filmada nas terras raianas de Aldeia da Ponte e de Albergaria de Argañan do lado espanhol e tem como protagonistas e figurantes muitas caras conhecidas com, por exemplo, o pontense José Prata.
O filme tem início com a projecção de slides antigos que retratam casas e pessoas já desaparecidas em Aldeia da Ponte. A roca e o fuso nas mãos das mulheres pontenses, as festas de Santo António em 2008, o lar de idosos, os cafés da aldeia, a sede da Associação Juventude Pontense com a sua discoteca ao ar livre onde são batidos, anualmente, os records de consumo de minis (Sagres), as paisagens raianas, a praça de toiros, os encerros e as capeias arraianas estão presentes ao longo dos 51 minutos do documentário.

Ficha Técnica
Título: «Muito Além» (Far Beyond).
Realização: Mário Gomes (Alemanha/Portugal, 2010).
Secções: Competição Nacional e Competição Internacional.
Fotografia, Jorge Quintela; Música, Carlos Bica; Som, Dídio Pestana; Montagem, Elias Grootaers e Mário Gomes; Produtor, Mário Gomes, Rodrigo Areias e Produção, Bando à Parte.
Exibições: Quem perdeu a estreia no dia 23 de Abril pode ainda assistir ao documentário no Cinema São Jorge (Sala 3), no dias 28 (21.30) e 30 de Abril (23.59).

A projecção de «Muito Além» foi antecedida de duas curtas («Verão» e «Nenhum Nome») que confessamos nos terem deixado uma estranha sensação. Nem sim, nem não, antes pelo contrário. Há liberdades criativas que, por vezes, não somos capazes de decifrar.
jcl

O Sud-Expresso moderniza-se. O mítico comboio da CP, com ligação diária de Lisboa à Hendaia, é o mais antigo da Europa em circulação. Liga, desde 1887, Santa Apolónia a Hendaia e a Paris por TGV. A partir deste 1.º de Março moderniza-se e passa a utilizar material Talgo. Os passageiros passarão a dispor, por exemplo, de quartos com duche privativo, entre outras novidades.

Paulo AdãoEste comboio, faz parte da memória e da vida de muitos portugueses e de muitos raianos. Quantos não têm histórias e anedotas para contar? Quantas não foram as vezes, que quando chegava a Vilar Formoso, os lugares e as couchettes estavam já ocupados? Neste comboio, entravam todos aqueles que se deslocavam para França ou outros paises da Europa, nele entravam aqueles turistas com menos possibilidades financeiras e para quem o comboio era o transporte mais económico. Além disso, o ambiente e as experiências vividas durante as viagens, eram únicas.
Quando chegava a Vilar Formoso, sempre perto da meia-noite, os lugares estavam ocupados e as pessoas dormiam a bem dormir. Lembro-me de um ano, os nossos lugares estavam ocupados por turistas alemães bêbados que nem uma porta. O revisor tinham optado por «fechá-los» todos no nosso compartimento, e nós tivemos de viajar de pé, no corredor até Hendaia.
Sud-Express - Lisboa - Vilar Formoso - Hendaye - IrunDeste velho Sud-Expresso, ficam as memórias das velhas carruagens, da mudança de máquinas em Vilar Formoso ou Fuentes de Oñoro, devido à diferença de bitolas existente – o Talgo, tem a vantagem de poder circular nas diferentes bitolas, europeia e ibérica – e das mudanças de humor entre os revisores portugueses e espanhóis.
Ao Sud-Expresso, estarão sempre ligadas as memórias dos incêndios que não permitiam a sua passagem, dos atrasos que faziam perder a ligação ao TGV em Hendaia. Ficou também na memória, aquele grave acidente em Alcafache, em 1985, onde várias dezenas de pessoas perderam a vida, quando regressavam das suas férias para mais um ano de trabalho.
A partir de hoje, o Sud-Expresso muda de visual. As velhas carruagens são trocadas pelos modelos Talgo, modernos e com melhores condições.
Com esta modernização o Sud-Expresso tem tudo para continuar a ser o mais antigo comboio da Europa em circulação sem interrupções.

Formado, geralmente, por seis carruagens o Sud-Expresso sai diariamente de Lisboa (Santa Apolónia) às 16.06 e chega a Hendaia às 07.10 do dia seguinte (horário local). O TGV sai em direcção a Paris às 07.53 e termina a sua viagem na capital francesa (Gare Montparnasse) às 13.45. Na volta, o TGV sai de Paris às 15.50 e chega a Hendaia às 21.23. O Sud-Expresso parte, às 22.00, rumo a Lisboa, onde chega às 11.03 do dia seguinte (horário português). Na estação de Vilar Formoso, as locomotivas da CP-Comboios de Portugal são trocadas pelas da espanhola RENFE, e vice-versa.

Blogue dedicado ao mítico comboio. Aqui.
«Um lagarteiro em Paris», opinião de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Quando entrei pela primeira vez na Faculdade de Letras de Lisboa, nos anos 60, ia acompanhado de um amigo que frequentava Direito, ali mesmo em frente. Ao ver tantas raparigas, exclamou: «Estou no meu ambiente! Vou mudar de curso.»

Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaClaro que estava a brincar. Até porque não era preciso mudar de curso para ter acesso ao bar da Faculdade de Letras, sempre cheio da «malta» de Direito. Eles «refugiavam-se» ali porque a sua Faculdade era «um deserto»: só rapazes! Nessa altura, em Portugal, ainda se contavam quase pelos dedos as raparigas que frequentavam Direito, ou Medicina, ou Engenharia. Havia cursos que a sociedade «achava» mais «apropriados» às meninas: Letras, Enfermagem, Magistério Primário, e poucos mais. Em quarenta anos, quantas coisas mudaram: hoje, na Faculdade de Direito de Lisboa, o meu amigo sentir-se-ia como peixe na água: é que a situação inverteu-se e agora são muito mais as raparigas que os rapazes.
Vem isto a propósito de uma mulher de excepção, uma das primeiras a frequentar a Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa e a licenciar-se em Medicina: Carolina Beatriz Ângelo, que foi casada com o dr. Januário Barreto, casapiano ilustre, médico-cirurgião e desportista.
E vem também a propósito do início da construção, em Loures, do Hospital Carolina Beatriz Ângelo. A atribuição do nome desta pioneira da luta pelos direitos cívicos e políticos da mulher a uma unidade hospitalar constitui um acto de «justiça histórica».
Carolina Beatriz Ângelo nasceu em 1877, na cidade da Guarda. Frequentou o Liceu desta cidade, onde se revelou uma aluna brilhante. Matriculou-se depois na Escola Politécnica de Lisboa, de onde transitou para a Escola Médico-Cirúrgica. Aí viria a conhecer Januário Barreto, com o qual se casou no próprio ano da formatura, em 1902.
A Escola Médica de Lisboa foi a antecessora da Faculdade de Medicina, que apenas surgiria com a criação da Universidade, pela República. Na transição do século, era uma instituição prestigiada e dinâmica, onde leccionavam ou tinham leccionado grandes homens de ciência, como Sousa Martins, Câmara Pestana, Miguel Bombarda e Ricardo Jorge. Carolina Beatriz Ângelo e Januário Barreto tiveram ali como professores, entre outros, Ricardo Jorge, Alfredo da Costa, Miguel Bombarda e Curry Cabral. Num tempo ainda tão conservador em termos socioprofissionais, a jovem Carolina era, como se disse, uma das raras alunas de Medicina. Viria a ser, aliás, a primeira a especializar-se em cirurgia, em Portugal.
Carolina Beatriz ÂngeloJanuário Gonçalves Barreto Duarte, com quem Carolina Beatriz Ângelo casou, era também originário das terras difíceis e pedregosas da Beira: nasceu na Aldeia do Souto (Covilhã), precisamente no mesmo ano da futura mulher, 1877. Tendo ficado órfão com apenas 9 anos, foi acolhido na Real Casa Pia de Lisboa em 30 de Junho de 1886. Aqui se tornaria um aluno excepcional, na dupla vertente escolar e desportiva. Pioneiro do futebol na Casa Pia (e o mesmo é dizer no País), enquanto prosseguia os estudos na Escola Médica, como bolseiro, Januário Barreto funda e anima um Grupo Escolar de Futebol, de que fazem parte, entre outros, os artistas casapianos António do Couto, Pedro Guedes e Francisco dos Santos. Encontraremos também Januário Barreto como fundador e dinamizador do Sport Lisboa, agremiação desportiva que constitui uma das raízes do actual Sport Lisboa e Benfica. O seu perfil de médico-desportista, revela-nos um homem consciente de que a saúde se garante através do exercício físico e da prática do desporto. Aliás, Januário Barreto interpretava e praticava aquilo que aprendera na Casa Pia, cuja tradição no domínio desportivo ganhara raízes desde muito cedo. Já no final do sua curta mas prolífera vida, o dr. Januário Barreto seria um dos fundadores da primeira Liga Portuguesa de Futebol, da qual foi presidente. Morreu em 1910, com apenas 33 anos de idade.
O casamento de Januário Barreto e Carolina Beatriz Ângelo durou uns escassos 8 anos. Carolina, aliás, pouco tempo sobreviveu ao marido: viria a morrer um ano depois, em 1911, com 34 anos. Mas, como disse Leonardo da Vinci, «uma vida bem preenchida torna-se longa». E a vida de uma mulher progressista e inconformista como Carolina Beatriz Ângelo não se esgotou na família e na profissão: desde os tempos de estudante que militava activamente no movimento feminista e sufragista, defendendo com persistência e lucidez os direitos cívicos e políticos da mulher portuguesa. Com Ana de Castro Osório e outras sufragistas funda a Liga Republicana das Mulheres Portuguesas, da qual seria vice-presidente. Foi também activista e presidente da Associação Feminista Portuguesa. A uma e outra destas associações cívicas defensoras da emancipação da mulher dedicou muito do seu tempo e do seu trabalho.
Carolina Beatriz Ângelo ficou na história dos movimentos cívicos portugueses como a primeira mulher a exercer o direito de voto, em Portugal. Na verdade, quando se realizaram as eleições para a Assembleia Constituinte Republicana, em Maio de 1911, a ilustre e dinâmica médica feminista requereu a um tribunal o direito de votar. Existindo na altura um certo vazio legal, devido à mudança de regime e ao clima revolucionário, o juiz João Baptista de Castro, pai de Ana de Castro Osório, despachou favoravelmente o recurso e Carolina votou. Infelizmente, a nova Constituição não consagraria esse acto pioneiro e o voto da dr.ª Carolina Beatriz Ângelo seria ainda, por muito tempo, uma excepção. Apenas em 1931 viria a ser concedido o direito de voto a algumas mulheres portuguesas, aquelas que possuíssem cursos superiores ou secundários. E, como sabemos, durante os 43 anos de ditadura que se seguiram, de pouco lhes serviu esse direito.
A coragem, a inteligência e o espírito cívico da médica-cirurgiã Carolina Beatriz Ângelo justificam plenamente a homenagem que agora se lhe presta. Há homens e mulheres que têm muito mais de Quixotes que de Sanchos. Homens e mulheres que sonham acordados e vêem um mundo transformado pelo seu esforço individual, pelo seu sacrifício, pela sua luta incansável e persistente, face aos acomodados e aos indiferentes. Sonham acordados um mundo novo, saído do seu combate contra os moínhos de vento da desigualdade e da injustiça. Carolina Beatriz Ângelo foi um desses seres humanos. Generosa e altruista, bem poderia ter dito, como disse mais tarde Martin Luther King: «I have a dream…». O sonho de Carolina era o de uma sociedade sem discriminação, em que as pessoas se distinguissem pela nobreza de espírito, pelo saber e pelo trabalho, e não pelo berço, pelo sexo, ou pela cor da pele. O sonho de Carolina é hoje (quase!) a nossa realidade. Quase!
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Portugal viu nascer a sua primeira linha-férrea de Lisboa ao Carregado em 28 de Outubro de 1856, ma só em 3 de Agosto de 1882 é inaugurada a linha da Beira Alta entre Figueira da Foz e Vilar Formoso. A sua abertura ajudou ao progresso de toda a região por onde passava. A Figueira da Foz passou a cidade, atraindo os beirões para as suas praias. Transportava-se sal e peixe que chegava fresco, abastecendo os pequenos comerciantes da região raiana.

José MorgadoAntes da criação da linha, o sal era transportado em carros de mulares, demorando dias a chegar e sempre em quantidade reduzida em virtude da fraca capacidade dos carros.
Vilar Formoso tornou-se a principal fronteira seca do país e porta de ligação com a Europa. O Sud-Express, comboio de luxo para a época, inaugurado em Julho de 1895 com carruagens-cama e restaurante, veio facilitar as viagens e os wagons-lits tornaram muito confortáveis as deslocações a Lisboa e a Paris.
A única estação da linha da Beira Alta no concelho do Sabugal era e é a Cerdeira e faziam-se carretos semanais com carros de bois transportando batatas e outros produtos do Soito para a Cerdeira.
Durante dezenas de anos o Sud-Express chegava de Lisboa a Vilar Formoso por volta das 20 horas, a uma velocidade média de 80 Kms/hora, puxado ainda por uma máquina a vapor. Paravam também em Vilar Formoso, o comboio-correio e o chamado ‘Trama» com paragem em todas as estações e apeadeiros. Nas estações, passou a haver telégrafo e o de Vilar Formoso, desde os finais do Século XIX a princípios do XX funcionava das 7 horas às 17 horas. Alugavam-se mantas de viagem e almofadas para a viagem ser mais confortável. Junto das estações havia diligências e trens de aluguer, puxados por cavalos, destinados a levar os passageiros às povoações vizinhas da linha.
A história de Vilar Formoso enriqueceu extraordinariamente com o caminho-de-ferro e é um desafio e uma surpresa para os historiadores.
Linha da Beira AltaRelativamente à linha da Beira Baixa, a sua inauguração dá-se em 6 de Setembro de 1891 do troço entre Abrantes e Covilhã e em 11de Maio de 1893 o troço entre a Covilhã e a Guarda, sendo o Barracão a última estação antes de chegar à Guarda, curiosamente chamada Estação do Sabugal de que dista largos quilómetros e se situa pertissimo da cidade da Guarda. Valeu e vale, de há longas décadas, o serviço rodoviário da empresa Viúva Monteiro e Irmão, Lda.
Portugal chegou a possuir uma rede ferroviária que cobria quase todo o território. Mas, na sequência do que se verificou noutros países europeus, particularmente em França, nos últimos 30 anos, tem-se assistido ao encerramento da quase totalidade das linhas de via reduzida e encerramento de apeadeiros e estações, outrora de grande movimento e substituídas por camionagem. Nem as potencialidades turísticas de muitos desses trajectos e povoações, foram aproveitadas.
Actualmente o investimento da CP, passou a centrar-se na linha Lisboa-Porto, bem servida pelo Alfa e InterCidades.
No que toca à Beira Interior o serviço InterCidades, faz ligações na Linha da Beira Baixa – Lisboa-Castelo Branco-Covilhã e na linha da Beira Alta – Lisboa-Coimbra-Guarda.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

GALERIA DE IMAGENS – 7-11-2009
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

GALERIA DE IMAGENS – 7-11-2009
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

Cerca de 70 confrades reuniram ontem, 7 de Novembro, em Lisboa, por ocasião do V Almoço da Confraria do Bucho Raiano, tendo como convidado de honra o Procurador-Geral da República, Juiz Conselheiro Fernando Pinto Monteiro.

Confraria Bucho Raiano - Almoço Anual - Lisboa - 2009

As opiniões foram unânimes quanto ao serviço proporcionado pelo Instituto de Acção Social das Forças Armadas (IASFA), que recebeu a Confraria e serviu condignamente o bucho vindo da Rebolosa. No final também houve castanhas assadas, enviadas dos Fóios, por especial deferência do professor José Manuel Campos, presidente da Junta de Freguesia.
Foram cerca de 70 os confrades que aderiram a este almoço de divulgação do bucho e demais enchidos da raia sabugalense, que teve por «mordomo» o confrade Morgado de Carvalho. Para além do excelente almoço, o encontro foi também um alegre momento de convívio e uma oportunidade para o reencontro entre os sabugalenses e amigos das nossas terras.
Fernando Pinto Monteiro aceitou o convite da confraria e esteve presente, apreciando um sabor característico da sua infância e juventude, quando viveu no Sabugal com os pais e irmãos. Aliás o encontro com alguns velhos amigos serviu sobretudo para avivar memórias e contar velhas históricas de amizade e de aventuras. Recordou o tempo da escola tendo como pedagogo o professor Cavaleiro: «um dos meus heróis», disse com um sorriso aberto. Falou ainda nas noites a jogar poker no café do Senhor Abílio e nos dias de verão passados na casa do amigo Canaveira Manso, em Aldeia do Bispo, ocasião em que também se agarrava ao forcão nas capeias arraianas.
Também marcou presença o presidente da Assembleia Municipal do Sabugal, o confrade Ramiro Matos, de resto uma presença habitual nestes almoços. Vinda do Sabugal, a Dr Delfina Leal, vice-presidente da Câmara, representou o executivo municipal, sendo portadora de uma mensagem de amizade e de consideração para com a Confraria do Bucho, atendendo ao papel que tem desempenhado na defesa da gastronomia tradicional.
Foi uma tarde bem passada, no belíssimo palacete que alberga a antiga Cooperativa Militar (agora IASFA), na Rua de S. José. Um espaço com excelentes condições de recepção e de prestação do serviço, a que não foi alheio o empenho do Senhor Chagas, responsável da messe, que dirigiu pessoalmente os trabalhos, garantindo um serviço de excelência, que foi do agrado geral.
O próximo almoço da Confraria será no Sabugal, por ocasião do Entrudo, época do ano em que, tradicionalmente, as famílias se reuniam à volta da mesa para degustar o bucho.

Discurso de Delfina Leal, vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.
plb

O almoço anual em Lisboa de convívio e divulgação da Confraria do Bucho Raiano realiza-se no sábado, 7 de Novembro, a partir do meio-dia no palacete da Cooperativa Militar situado na Rua de São José, n.º 24, junto aos Restauradores.

Bucho RaianoOs confrades do bucho raiano vão reunir-se em Lisboa para o almoço anual da Confraria do Bucho Raiano.
O encontro está marcado para o dia 7 de Novembro no edifício da Cooperativa Militar aos Restauradores. Os dois palácios do conde de Magalhães e um jardim classificados com monumento nacional datam do século XVIII e pertenceram ao Barão de Orta, nobre espanhol cujo brasão em alvenaria decora a parede interior sobranceira à escadaria principal.
O imóvel foi adquirido pelo Ministério da Guerra em 1948 à Marquesa de Santa Cruz dos Manuelles, filha e herdeira do conde de Magalhães. A entrada faz-se por uma porta monumental em arco de volta inteira e conducente através de rampa abobadada ao pátio rectangular interior. O Palácio da Ordem Soberana de Malta cuja cruz ainda hoje ornamenta a fachada principal foi construído no século XIX e foi também utilizado pela Governo Militar de Lisboa. Ambos os palácios foram utilizados pela Cooperativa Militar até 26 de Outubro de 1998 até serem transferidos para o IASFA passando a fazer parte do património do Ministério da Defesa Nacional.
O encontro acontece no primeiro sábado de Novembro respeitando a regra dos dois almoços anuais da Confraria do Bucho Raiano que define uma reunião em Lisboa antes do final do ano e outra no Sabugal no domingo gordo (Carnaval), dia em que tradicionalmente as famílias mais chegadas se juntavam para comer o bucho.
A ementa será constituída por enchidos, seguidos do bucho, que virá à mesa acompanhado por batatas e grelos de nabo cozidos, em absoluto respeito pela tradição gastronómica raiana. Os produtos para o almoço da Confraria do Bucho Raiano serão fornecidos pelo talho certificado de produtos raianos do Adérito da Rebolosa.
O bucho é a peça de enchido mais genuína das terras raianas do centro de Portugal. Manda a tradição que após a matança do porco se juntem num barranhão pedaços de carne provindos da cabeça, orelhas e rabo, de mistura com a carne que restou agarrada aos ossos. Coloca-se essa carne em vinha d’alhos durante três dias, após o que se enchem as bexigas dos próprios porcos, indo para o fumeiro a fim de aí secarem com o calor provindo da lareira.
Dar a conhecer o bucho e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para a região raiana é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano que organiza em Novembro o seu segundo encontro de 2009.
A iniciativa tem como mordomo o confrade José Morgado Carvalho e em breve serão divulgadas mais novidades sobre este grande momento de promoção da gastronomia sabugalense.
O blogue «Capeia Arraiana», a estação televisiva on-line «LocalVisãoTv» e a «Rádio Caria» são os media partners desta edição.
As marcações podem ser feitas até ao dia 31 de Outubro de 2009 para:
Telemóvel: 965 869 121.
Email: confrariabuchoraiano@gmail.com

Confraria do Bucho Raiano: agraciada com louvor da Câmara Municipal do Sabugal. Aqui.
jcl

«Verdes são os campos» é a denominação escolhida para o espaço lisboeta pelo agrupamento de associações de promoção regional de que faz parte a Pró-Raia. A loja com dois pisos e pátio interior, está situada na rua da Casa de Fernando Pessoa e na montra, em lugar de destaque, está o poema de Luís de Camões que dá nome ao projecto de desenvolvimento associativo.

Loja da Pró-Raia em LisboaO projecto «Verdes são os campos» resulta de uma parceria entre a Pró-Raia (Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro-Norte) e a chefe-de-fila ADIRN (Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte), Tagus (Associação para o Desenvolvimento do Ribatejo Interior), Beira Douro (Associação de Desenvolvimento do Vale do Douro), Leader Sor (Associação para o Desenvolvimento Rural Integrado do Sôr), a ADL (Associação de Desenvolvimento do Litoral Alentejano), Raia Histórica (Trancoso) e Acaporama (Associação de Casas do Povo da Região Autónoma da Madeira).
O investimento total da Pró-Raia atinge os 53.750 euros comparticipados pelo FEOGA com 30.825 euros e pelo MADRP (Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e das Pescas) com 16.597 euros e pela componente privada da própria associação com cerca de seis mil euros.
As associações que integram o projecto pretendem promover e representar os produtos turísticos das zonas parceiras no projecto «Animação e Comercialização de Produtos Turísticos em Meio Urbano». No acto oficial esteve presente uma delegação da Pró-Raia composta pela presidente Lurdes Saavedra, o vice-presidente António Robalo e o colaborador Paulo Marques.
A escritura pública da loja com dois pisos e pátio interior foi oficializada a 28 de Maio de 2008 num cartório notarial em Lisboa. O espaço situa-se em Campo de Ourique, um bairro lisboeta no coração da cidade, onde o comércio tradicional se mistura com as lojas de marcas internacionais. A loja, situada muito perto da Casa Fernando Pessoa, servirá como estrutura de suporte técnico e logístico de apoio à animação e dinamização da comercialização de produtos turísticos em ambiente urbano, junto dos potenciais consumidores citadinos.
Loja da Pró-Raia em LisboaA Pró-Raia – Associação de Desenvolvimento Integrado da Raia Centro Norte, nasceu em 1994, com o objectivo de promover os espaços naturais e valores patrimoniais, a preservação do ambiente, o reforço da identidade local e o apoio à transformação e comercialização dos produtos locais dos concelhos do Sabugal e da Guarda.
A Pró-Raia conta com os seguintes associados públicos: AAPIM, ACRIGUARDA, ACRISABUGAL, ADES, Associação Comercial da Guarda, Associação Cultural e Recreativa de Fernão Joanes, Associação da Juventude Activa da Castanheira, Associação de Jogos Tradicionais da Guarda, Caixa de Crédito Agrícola Mutúo da Região do Fundão e Sabugal, Caixa de Crédito Agrícola Mutúo da Serra da Estrela, Câmara Municipal da Guarda, Câmara Municipal do Sabugal, Casa do Concelho do Sabugal, Centro Cultural de Famalicão da Serra, Centro Social e Paroquial de Maçaínhas, CERCIG, Coopcôa, Empresa Municipal do Sabugal +, Externato Secundário do Soito, Fundação Frei Pedro, Matadouro da Beira Alta, SA, NERGA, NDS – Núcleo Desportivo e Social, Santa Casa da Misericórdia da Guarda, Santa Casa da Misericórdia do Sabugal e Trepadeira Azul.

Em breve será inaugurada no Sabugal a delegação da Pró-Raia que irá utilizar as remodeladas instalações do antigo matadouro junto ao Museu Municipal.
Com a abertura da delegação da Pró-Raia a ADES-Associação Desenvolvimento Sabugal terá a sua área de acção ocupada e as suas competências descapitalizadas tendo, obrigatoriamente, de repensar o seu posicionamento e a sua real importância (e necessidade) na nova realidade do concelho do Sabugal. Quando se pode pedir directamente a Deus…
jcl

Até 26 de Abril pode ser vista em Lisboa a peça de teatro intitulada Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães, da autoria do escritor sabugalense Manuel António Pina, cujas sessões acontecem ao domingo, às 11 e 16 horas no Teatro-Estúdio Mário Viegas, em Lisboa.

Segundo a informação disponibilizada pela Companhia Teatral do Chiado, que interpreta a peça, em Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães duas pessoas são levadas ao Tribunal dos Animais. Uma guardava a casa do Cão; a outra trabalhava no Circo. Um dia, fartos desta situação, roubaram a chave da Liberdade e tentaram fugir do Reino dos Bichos – só que foram apanhados! Agora terão de ir a julgamento.
Nesta divertida peça de Manuel António Pina, tudo acontece como se passássemos a ver o nosso mundo pelos olhos dos animais, quer dizer, como se os animais tivessem a vida dos humanos – e os humanos fossem os seus bichos de estimação. Estes animais são, portanto, muito parecidos com certas pessoas: o Juiz Elefante e o Papagaio Advogado fazem lembrar outros juízes e outros advogados (e fazer lembrar não quer dizer que sejam iguais…).
O que é roubar, o que é prender, o que é julgar? Quando a vida de gente é pior do que «vida de cão», deve-se fugir ou obedecer? É bom ser livre ou é melhor estar preso e não ter que pensar em nada?
a peça, de forte cariz pedagógico, inicia as crianças nestas perguntas, simples mas infinitas, onde o sentido das coisas deixa de ser tão evidente como certas banalidades, muito repetidas, nos fazem acreditar. Jogando com as palavras, virando do avesso o mundo como o conhecemos, M. A. Pina abre às crianças (e reabre aos adultos!) o prazer de perguntar. E é rindo que o faz, fazendo-nos rir «de nós mesmos e dos outros».
Os gatos e os cães são os outros mais perto de nós – os outros que temos em casa. Podemos fazer-lhes perguntas? E podem eles responder-nos? A poesia diz que sim, faz-nos imaginar que mesmo os que não têm palavras também sabem falar, também guardam uma maneira de entender. Por isso, Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães é uma fábula – «fábula em um prólogo, cinco cenas e um epílogo», como lhe chama o autor – mas uma fábula sem lição moral para ensinar.
Em vez disso, fiel à poesia, ensina ao espectador o que é o teatro. Esse mundo onde, ao subir do pano, actores e espectadores são só imagens. Porque, ao subir do pano, «só os personagens são realmente reais!».
A interpretação cabe aos actores: Diogo Andrade, Gonçalo Ruivo, Helena Veloso, Maria Dias. A encenação é de Manuel Mendes e a cenografia de Vasco Letria.
A peça do autor que o Sabugal homenageará proximamente, está em cena desde meados de Novembro de 2008, aproximando-se agora os últimos dias em que se manterá em Lisboa.
plb

Trancoso mostrou-se com êxito e visibilidade na Bolsa de Turismo de Lisboa que decorreu, de 21 a 25 de Janeiro, na FIL-Feira Internacional de Lisboa no Parque das Nações.

Júlio Sarmento (presidente) e João Carvalho (vereador)O principal objectivo desta presença organizada e patrocinada pela Câmara Municipal foi, desde logo definido: Dar a conhecer Trancoso como um concelho irradiador de desenvolvimento, património e cultura numa perspectiva de modernidade.
O espaço de Trancoso na BTL primou pela diferença e singularidade, convidando os visitantes a integrarem-se no seu ambiente à sombra de um cenário baseado nas Muralhas de Trancoso e Portas D’El Rey como que se de uma autêntica porta-aberta se tratasse para uma viagem no tempo – o passado e o presente.
O presidente do Município de Trancoso, Júlio Sarmento, definiu para a presença do espaço de Trancoso na BTL 2009 como uma ocasião para mostrar e divulgar o «património único, um projecto de aproveitamento deste recurso como fomentador de um turismo cultural, gastronómico e artístico de qualidade, uma oportunidade de projecção de Trancoso no sector turístico».
E tudo isto atendendo às características desta mostra internacional que permitiu um conhecimento real das potencialidades de Trancoso e seu concelho, facto que o Presidente do Município evidenciou ao afirmar que «é rico na sua historia e monumentalidade, tendo como principais centros históricos a sede de concelho, a antiga vila medieval de Moreira de Rei, mas também solares como o Solar dos Brasis em Torre do Terrenho, casas apalaçadas ou manifestações pastoris como os abrigos de pastor do Feital, as paisagens onde os castanheiros marcam presença, os prados e afloramentos rochosos e castrejos».
«Temos uma gastronomia regional rica e variada, marcas do passado materializadas nos monumentos, memórias de heróis e figuras lendárias, paisagens, ar puro que, no conjunto constituem um potencial único de desenvolvimento e oferta turística», disse.
Júlio Sarmento, acompanhado pelos vereadores António Oliveira (vice-presidente do Município) e João Carvalho, estabeleceu contactos na BTL com jornalistas do sector turístico com vista à realização de visitas e actividades de divulgação de Trancoso e ainda com agentes e operadores turísticos ou promotores do sector.
É de realçar a visita ao espaço de Trancoso do presidente da Turismo Serra da Estrela, Jorge Patrão e pelo vogal deste novo organismo, Luis Pedro Cerveira.
Publicações editadas ou patrocinadas pelo Município de Trancoso estiveram à disposição do público visitante sendo de destacar, a preço simbólico as Profecias de Bandarra, numa edição a custo de um euro promovida pela Trancoso Eventos – Entidade Empresarial Municipal.
Trancoso aproveitou ainda para a divulgação da Feira do Fumeiro a realizar nos dois primeiros fins de semana de Março (6 a 8 de Março e 14 a 15 de Março) organizada pela AENEBEIRA–Associação Empresarial do Nordeste da Beira.
A presença de Trancoso na BTL 2009 foi organizada pela Câmara Municipal de Trancoso com apoio da empresa municipal Trancoso Eventos.
aps (com gabinete de Imprensa da CMT)

Ribacôa compreende uma faixa de terra de 1875 Km2, confrontando a Norte com o rio Douro, a Sul e Ocidente com o rio Côa e a Oriente com a raia com Espanha.

José MorgadoAs Terras de Ribacôa integram os concelhos de Figueira de Castelo Rodrigues, Sabugal, Almeida, Pinhel e Vila Nova de Foz Côa. A Beira Interior Norte inclui também os concelhos de Celorico da Beira, Guarda, Manteigas e Trancoso.
A Região de Turismo da Serra da Estrela, abarca ainda os concelhos de Fornos de Algodres, Gouveia, Seia, Belmonte, Oliveira do Hospital, Covilhã e Penamacor.
Em termos de marca turística, Penamacor esta no pólo Naturtejo, e Aguiar da Beira no Dão/Lafões.
Marcaram e marcam presença na BTL (Bolsa de Turismo em Lisboa no Parque das Nações) no Pavilhão 2, com stand próprio ou associados, onde divulgam presencialmente e através de roteiros, boletins municipais, folhetos de promoção, painéis, apresentação de produtos típicos com direito a «prova», programas de eventos culturais, de lazer, gastronómicos e projectos realizados, em curso e outras potencialidades que os distinguem, os seguintes concelhos:
– Stand 2B/04 – Raia Histórica-Associação de Desenvolvimento do Nordeste da Beira, com motivos de Almeida, Castelo Rodrigo, Pinhel, Trancoso e Meda;
– Stand 2A/21 – Fozcôainvest-Empresa municipal;
– Stand 2A/06 – Município da Guarda;
– Stand 2A/02 – Município de Trancoso;
– Stand 2B/02 – Município de Gouveia;
– Stand 2B/03 – Município de Seia;
– Stand 2A/03 – Município de Aguiar da Beira;
– Stand 2B/01 – Comissão Instaladora do Pólo de Desenvolvimento Turístico da Serra da Estrela que expõe muitos folhetos da região abrangendo, nomeadamente, os concelhos com stand próprio, empresas turísticas e outras.
Entre 29 a 31 de Janeiro, vai decorrer também a Expoeventos 09 – Feira dos Eventos e do Turismo de Negócios, no Pavilhão Atlântico Sala Tejo Lisboa.
Segundo António Silva e Sousa, director-geral da Expo Eventos o acontecimento entusiasma e não deixa ninguém indiferente uma amostra representativa do que melhor existe e se faz em Portugal na área do turismo de negócio, um fenómeno global, criador de riqueza e de emprego e gerador de conhecimento
Se Maomé não vai á montanha, que a montanha vá a Maomé!
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

O autocarro trouxe até Lisboa, liderados pelo Tó Mané, presidente da Casa do Benfica do Sabugal, 53 apoiantes «encarnados» para o derby Benfica-Sporting de sábado, 27 de Setembro de 2008. O almoço para retemperar forças teve lugar na Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa. Às quatro da tarde estava na altura de fazer a curta viagem até à Segunda Circular. A vitória benfiquista por 2-0 frente ao rival de sempre contribuiu para que a viagem de regresso ao Sabugal fosse muito animada.

GALERIA DE IMAGENS – 27-9-2008
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

Decorre esta quinta-feira, 10 de Julho, no Salão Nobre da Universidade Aberta (UAb), em Lisboa, a cerimónia de assinatura dos protocolos de cooperação com vista à criação de Centros Locais de Aprendizagem (CLA) nos concelhos do Sabugal, Mêda, Peso da Régua, Ponte de Lima, Abrantes, Coruche, Grândola, Silves e Ribeira Grande nos Açores. O Capeia Arraiana aproveita para destacar a grande importância deste acto solene com uma entrevista ao Reitor da Universidade Aberta, Prof. Doutor Carlos Reis.

Carlos Reis– A Universidade Aberta é uma universidade pública de ensino a distância vocacionada para um público adulto e com actividade profissional. Quantos alunos e quantos cursos tem actualmente?
– Actualmente temos cerca de 10 mil alunos, 15 licenciaturas e 19 mestrados.
– O que pretende a Universidade Aberta com os Centros de Aprendizagem Local?
– Os Centro de Aprendizagem Local destinam-se, antes de mais, a reajustar a estrutura de centros de apoio da UAb que, por razões diversas, foram perdendo algumas das suas funcionalidades ao longo dos anos. Não menos importante do que isso, todavia, é fazer dos CLAs estruturas de contacto directo com as populações e, naturalmente, também com os nossos estudantes, numa óptica de aprofundamento da missão social da universidade.
– Qual é o critério para a instalação de um Centro de Aprendizagem Local?
– Procuramos localidades que, dispondo de boas acessibilidades, estejam desprovidas de oferta de ensino superior. Ao mesmo tempo vamos privilegiando locais às vezes situados em espaços de interioridade, por isso mesmo disponíveis para projectos de intervenção académica e cultural como estes.
– Como têm decorrido as conversações entre a Universidade Aberta e a Câmara Municipal do Sabugal?
– O meu Pró-Reitor, Prof. Domingos Caeiro, conduziu as conversações. E pelo que sei, elas transcorreram num clima de grande abertura e espírito de entendimento. A lógica da parceria que subjaz à instalação dos CLAs está a ser integralmente cumprida no Sabugal, graças ao espírito de abertura da Câmara Municipal.
– Já está definida a data de arranque do Centro no Sabugal?
– Em princípio, o Centro do Sabugal abrirá, tal como os restantes, em meados de Setembro, a tempo do início do ano lectivo de 2008-2009.
– O Processo de Bolonha alterou as estruturas dos cursos superiores. Quantas cadeiras vão ser disponibilizadas no Sabugal?
– Não se trata de disponibilizar cadeiras nos CLAs; as nossas unidades lectivas estão todas elas disponíveis para quem procura a UAb. O que o CLA do Sabugal pode (e deve) propiciar é o estímulo e o acompanhamento dos nossos alunos. Os presentes e os futuros.
– E para terminar gostaríamos de saber se conhece as Terras de Ribacôa?
– Confesso que não. Quem sabe se a inauguração formal do CLA do Sabugal não será a oportunidade para colmatar esta lacuna?
jcl

GALERIA DE IMAGENS
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GALERIA DE IMAGENS
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GALERIA DE IMAGENS – 31 DE MAIO DE 2008
Fotos de ANTÓNIO VALE – Clique nas imagens para ampliar
GALERIA DE IMAGENS – 31 DE MAIO DE 2008
Fotos de ANTÓNIO VALE – Clique nas imagens para ampliar

Em 1904 surgiu o primeiro dos clubes assentes numa base popular em Portugal: o Sport Lisboa. Num tempo em que o desporto era actividade selecta, este facto assume grande importância social. Curiosamente o carácter popular do Sport Lisboa (depois, SL Benfica) marcaria toda a sua longa existência, transformando-se na sua imagem de marca, na sua identidade própria.

José GuilhermeConvém perceber, e muitas vezes tal não acontece, que a vida de um clube de futebol possui significados e simbolismos sociais vastos e complexos (transpostos, ou transferidos se preferirem, para a esfera pessoal), que ultrapassam em muito os meros resultados das competições desportivas. O futebol, como qualquer facto cultural, é apropriado de diferentes formas consoante os contextos sociais. É sentido e significa coisas diferentes em locais diversos. Por isso os clubes de futebol são diferentes uns dos outros: possuem culturas, histórias e identidades distintas. Tracemos, então, alguns dos elementos principais da identidade «Benfica».
Na sua origem, o Sport Lisboa juntou pessoas oriundas de diferentes estratos sociais, principalmente do bairro de Belém, o que lhe conferiu um cunho muito popular, eclético e democratico.
Estas características, felizmente. nunca se perderam. Bem pelo contrário. expandiram-se ao longo dos anos, e estenderam-se, já não só a Belém (de onde o clube saiu em 1908, aquando da fusão com o Sport de Benfica), já não só a Lisboa, mas a todo país. A massa impressionante de adeptos do SLB explica-se por vários factores, sendo o primeiro deles o facto de ter sido o primeiro clube português a desalojar os ingleses do Carcavellos da liderança do futebol lisboeta, tornando-se a mais bem-sucedida formação dos anos 10, em Portugal.
Além disso, o próprio carácter popular do clube, traduzido nos recursos financeiros limitados, que impediam, por exemplo, o aluguer de um campo de jogos adequado, ou o papel preponderante na vida do clube de homens oriundos de camadas sociais menos favorecidas, como Manuel Goularde (o empregado da Farmácia Franco que, juntamente com Cosme Damião, foi a primeira «alma» da agremiação, lutando pela sobrevivência do clube nos piores momentos da «infância» deste) ou a ascensão de um operário, Manuel da Conceição Afonso, a presidente de uma Direcção nos anos 30, transformou-se num factor de atracção de adeptos oriundos das camadas menos favorecidas.
Por isso se pode afirmar que o Benfica dispôs sempre da maior riqueza: a popularidade.

O mais português…
Outra razão fundamental para a popularidade do Sport Lisboa e Benfica foi a tradição de apenas utilizar jogadores portugueses. Assim foi sempre até 1978, altura em que uma Assembleia Geral do Clube aprovou a possibilidade de utilização de jogadores estrangeiros. Os tempos haviam mudado, designadamente porque terminara o acesso facilitado a jogadores das colónias portuguesas, entretanto independentes (desde 1974). Curiosamente, o Benfica foi o clube em Portugal que mais recorreu a este «mercado», tendo construído muito do seu sucesso através desta inteligente politica de aquisições.
Nomes cruciais da história do Benfica, como Eusébio, Coluna, José Águas, Costa Pereira, entre tantos outros, eram oriundos das então possessões ultramarinas. Igualmente interessante é o facto de apesar de jogar apenas com portugueses durante quase 75 anos, o Benfica apenas ter tido um treinador português campeão nacional neste periodo, Mário Wilson (1976). Mesmo depois disso só Toni (1989 e 1994) conseguiu repetir o feito.
Todos estes factores contribuíram largamente para que durante muito tempo se dissesse que o Benfica era o «mais português» de todos os clubes portugueses, até como forma de marcar a diferença e a superioridade sobre os outros «grandes» do futebol luso que sempre promoveram a utilização de estrangeiros nas suas equipas. Daqui terá resultado, em grande parte, a génese desta identidade benfiquista de foro eminentemente nacional, ao contrário de outras identidades clubistas: local no caso do FC Porto, elitista no do Sporting ou bairrista no do Belenenses. Este estado de coisas «agravou-se» na década de 60 com o grande sucesso internacional do Benfica, aprofundando-se a ligação clube-nação, já que os êxitos das «águias» eram sentidos como êxitos portugueses, ainda para mais numa altura em que era grande a pressão política internacional sobre o país, devido à Guerra Colonial.
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).
(Continua na próxima semana.)

«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme

joseguilherme.r@gmail.com

Iniciamos hoje, segunda-feira, 2 de Junho, uma nova coluna de opinião coincidindo com a chegada da Selecção Nacional de Futebol a Neuchatel para participar no Campeonato da Europa de Futebol Suíça-Áustria-2008. O futebol é a paixão do povo e a comprová-lo está a apoteótica recepção dos emigrantes portugueses aos craques escolhidos por Luiz Felipe Scolari.
O José Guilherme (que conheço desde os tempos de «A Bola») é especialista em estatísticas dos jogos e dos jogadores, correspondente da IFFHS-Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, passou pela «A Bola» e actualmente colabora no diário desportivo «Record». É, igualmente, administrador de um blogue «recordesdabola.blogspot.com» que divulga a arqueologia do futebol português. Bem-vindo!
jcl

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