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Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaDepois de algum tempo de repouso na Serra da Estrela, num lugar que me é muito querido, por vir dos tempos da minha infância e por me fazer sentir mais leve e fresca, volto rumo à Ruta de los Castilhos, para levar a cabo aquilo que comecei. Neste meu deambular pelas Aldeias, Vilas ou Cidades Históricas, é o Castelo que começo por homenagear, mas não posso deixar de o relacionar e enquadrar nas povoações que a ele estão ligadas. Recordo também que, para as pesquisas necessárias, me sirvo de folhetos, livros e registos, que vou adquirindo e que já fazem parte da minha biblioteca pessoal, ou faço consultas online. Idanha é o Senhor que se segue e, para ele, espero ser digno este meu trabalho.

Idanha-a-Velha

IDANHA-A-VELHA

Se o teu Castelo, ó Idanha
Também é Torre dos Templários,
Se mostras as defesas da Vila (1)
A torre e cerca da povoação,
Pois anima-te ó Idania
Por seres tão importante
Nesse teu sangue beirão.

Se entre Guarda e Mérida
Estiveste na Via da Prata
E como cidade do Alto Império
Mostras, de então, teu valor
As riquezas encontradas
E as construções visigóticas
Consolidaram teu fulgor.

Pois então se vens de Augusto
Com seis torres e duas portas
Se foste Egitânia
Ou com os Muçulmanos Eydaiá
Está visto que vens de longe
Fortemente marcaste,
Com teu longo caminhar.

Em tempo de Afonso Henriques
Foste doado a Gualdim Pais (2)
D. Sancho te confirmou
Com merecida homenagem
Ao Mestre Lopo Fernandes
Desse tempo recolhemos teu nome
Como Torre de Menagem.

Se D. Dinis tua cerca reforçou
E depois D. Manuel
Novo Foral te concedeu
Por que em XVI adormeceste?
Pareceras esquecido
Só em XX voltaste erguido
Com Félix e Júnior renasceste.#

E quero ainda lembrar
Que cunhaste moedas de ouro
E no século XVIII
Como vila foste marcando
E se no séc XIX,
Ainda foste Concelho
Quem tão deserta te deixou ficando?

Considerada aldeia museu
Como Monumento Nacional
Como Riqueza arqueológica
Arquitectónica, prosperaste
Pitoresca, airosa
Com Fernando de Almeida
E Veiga Ferreira continuaste. (3)

Vives na história como marco
Um Monumento Nacional
Que do passado nos orgulha
Altiva mas singela
Para quem lá vive
Ou curioso te visita
És sempre grandiosa e bela.

(1) Vila Medieval.
(2) Mestre dos Templários em Portugal.
(3) Félix Alves Proença e Francisco Tavares Proença Júnior.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaDepois de algum tempo de repouso na Serra da Estrela, num lugar que me é muito querido, por vir dos tempos da minha infância e por me fazer sentir mais leve e fresca, volto à Ruta de los Castilhos, para levar a cabo aquilo que comecei. Neste meu deambular pelas Aldeias, Vilas ou Cidades Históricas, é o Castelo que começo por homenagear, mas não posso deixar de o relacionar e enquadrar nas povoações que a ele estão ligadas. Repito também que, para as pesquisas necessárias, me sirvo de folhetos, livros e registos, que vou adquirindo e que já fazem parte da minha biblioteca pessoal, ou faço consultas online. Idanha é o Senhor que se segue e, para ele, espero ser digno este meu trabalho.

Idanha-a-Velha - Ruta de los Castillos

IDANHA-A-VELHA

Se o teu Castelo, ó Idanha
Também é Torre dos Templários,
Se mostras as defesas da Vila (1)
A torre e cerca da povoação,
Pois anima-te ó Idania
Por seres tão importante
Nesse teu sangue beirão.

Se entre Guarda e Mérida
Estiveste na Via da Prata
E como cidade do Alto Império
Mostras, de então, teu valor
As riquezas encontradas
E as construções visigóticas
Consolidaram teu fulgor.

Pois então se vens de Augusto
Com seis torres e duas portas
Se foste Egitânia
Ou com os Muçulmanos Eydaiá
Está visto que vens de longe
Fortemente marcaste,
Com teu longo caminhar.

Em tempo de Afonso Henriques
Foste doado a Gualdim Pais (2)
D. Sancho te confirmou
Com merecida homenagem
Ao Mestre Lopo Fernandes
Desse tempo recolhemos teu nome
Como Torre de Menagem.

Se D. Dinis tua cerca reforçou
E depois D. Manuel
Novo Foral te concedeu
Por que em XVI adormeceste?
Pareceras esquecido
Só em XX voltaste erguido
Com Félix e Júnior renasceste. (3)

E quero ainda lembrar
Que cunhaste moedas de ouro
E no século XVIII
Como vila foste marcando
E se no séc XIX,
Ainda foste Concelho
Quem, tão deserta te deixou ficando?

Considerada aldeia museu
Como Monumento Nacional
Como Riqueza arqueológica
Arquitectónica, prosperaste
Pitoresca, airosa
Com Fernando de Almeida
E Veiga Ferreira continuaste.

Vives na história como marco
Um Monumento Nacional
Que do passado nos orgulha
Altiva Idanha, mas singela
Para quem lá vive
Ou curioso te visita
És sempre grandiosa e bela.

(1) Vila Medieval
(2) Mestre dos Templários em Portugal
(3) Félix Alves Proença e Francisco Tavares Proença Júnior

O meu carinho para Idanha-a-Velha.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Sortelha, no concelho do Sabugal, foi a segunda Aldeia Histórica mais visitada durante o ano de 2009. O número de turistas nas 12 aldeias históricas de Portugal aumentou durante o ano de 2009, registando cerca de 376 mil visitantes, revelou esta segunda-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Segundo os dados fornecidos pelas autarquias dos concelhos onde se localizam as aldeias históricas, e tratados pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, o total de visitantes no ano de 2009 foi de 376 mil visitantes, superior em cerca de seis por cento face ao ano anterior.
A subida percentual deveu-se apenas ao aumento de visitantes nacionais, que em 2009 foram perto de 300 mil, cerca de 79 por cento do total.
Já quanto aos turistas estrangeiros, que em 2009 foram cerca de 80 mil, verificou-se uma quebra de 7,7 por cento face a 2008, com menos 6500 visitantes.
A Aldeia Histórica de Almeida continua a ser a mais visitada, com um total de cerca de 70 mil turistas, seguida das aldeias de Sortelha, Castelo Rodrigo, Trancoso e Belmonte.
Das cinco aldeias mais visitadas, apenas Almeida registou um decréscimo no número de turistas, embora continue a caber-lhe a maior fatia de visitantes espanhóis, que representam mais de metade do total de visitantes estrangeiros.
De acordo com os dados disponíveis no portal das aldeias históricas os turistas espanhóis aparecem em primeiro lugar com 44 mil visitantes registados em 2009 seguidos dos franceses (13 mil) e ingleses (8 mil visitantes).
O Programa de Aldeias Históricas de Portugal surgiu integrado no II Quadro Comunitário de Apoio (1994-1999) e reclassificado no quadro seguinte (2000-2006), tendo sido restauradas as 12 aldeias na Beira Interior.
Integram o programa Sortelha, Almeida, Belmonte, Castelo Novo, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Sortelha e Trancoso.

Portal das Aldeias Históricas. Aqui.
jcl (com agência Lusa)

Visitando esta aldeia da Beira Baixa não se consegue adivinhar a sua importância e riqueza de outrora. Foi fundada no século I a.C., sendo então capital da circunscrição administrativa romana Cívicas Igaeditanorum.

José MorgadoIDANHA-A-VELHA – Embora não se saiba muito sobre a vida em Idanha-a-Velha nesta época, os historiadores pensam que tenha tido uma fase de grande enriquecimento, até porque era um ponto de paragem na grande estrada peninsular que ligava Emérita Augusta (Mérida) a Braccara Augusta (Braga). A povoação estendia-se da entrada norte até às margens do rio Ponsul, que delimita a sudoeste e oeste. No centro situava-se o fórum, um espaço rectangular contornado por um muro, que tinha na cabeceira Oeste um templo dedicado a Vénus. A Sul, deveriam ficar as termas. Nos séculos III e IV d.C., foi construída uma muralha que apenas protegia parte da povoação, a qual não foi suficiente para evitar que Idanha-a-Velha, tenha passado para as mãos dos Suevos no século V. Aliás, todos os indícios apontam para que a muralha tenha sido reconstruída por diversos conquistadores ao longo do tempo.
Do período de domínio dos Suevos destaca-se a criação da diocese da Egitânia, por decisão do rei Teodomiro no ano de 569, dirigida a partir de Idanha-a-Velha. Em 585 passa a integrar o reino visigótico e a cunhar a sua própria moeda em ouro.
Idanha-a-VelhaA actual Sé Catedral deverá ser uma evolução de uma primitiva edificação visigótica e o baptistério junto à porta Sul da Sé, uma herança da primeira basílica paleocristã da antiga vila. Deverá ter sido um templo suevo transformando em catedral pelos bispos visigodos que, depois, foi sofrendo várias obras até se chegar à construção que hoje pode ser visitado.
Em 713, Idanha-a-Velha conhece novos ocupantes. Desta vez, os muçulmanos. A prosperidade aumenta e Idanha-a-Velha cresce atingindo a dimensão de centros urbanos como Silves, Beja e Lisboa, bastantes relevantes na época. A Sé Catedral visigótica terá sido transformada em Mesquita, na qual se realizaram obras de reestruturação e acréscimos. A porta norte foi construída nesta altura.
A reconquista cristã foi complicada. D. Afonso Henriques entregou-a à Ordem do Templários. Contudo, viria a ser reconquistada pelos mouros, sendo libertada por D. Sancho I que a doa novamente aos Templários. No entanto, os muçulmanos voltariam a ocupá-la. Assim, não é de estranhar que Idanha-a-Velha esteja já numa fase de decadência quando D. Sancho II a entrega mais uma vez à Ordem dos Templários, em 1244. Da época do governo dos Templários destaca-se a torre que foi construída sobre o podium do fórum.
O empobrecimento de Idanha-a-Velha agravou-se com a deslocação das fronteiras mais para Sul e Leste, alterando com isso os eixos estratégicos e militares. Além disso, é um local com pouca aptidão defensiva. Em 1 de Junho de 1510, D. Manuel I concede-lhe um foral novo. Esta feita tentativa para restituir à cidade a importância de outrora.
Situada a 15 km de Idanha-a-Nova, sede de concelho, e a 31 km das Termas de Monfortinho – que faz fronteira com Espanha – , Idanha-a-Velha é conhecida pela sua beleza natural e pelas suas características de um museu aberto, ideal para quem gosta de turismo cultural e de embeber-se das paisagens que emolduram a história.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Estamos em Junho e o Verão que se aproxima, transporta com ele aqueles emigrantes que não esquecem as raízes e dão, por uns meses, vida às povoações que já a não têm.

José MorgadoA eles se juntam outros migrantes internos que residem e fazem vida, principalmente nas zonas metropolitanas de Lisboa e Porto, na mira de lá gozar férias e «carregar baterias», num mar de gente conhecida cheia de afectividades e lembranças, tão diferente do buliço das grandes cidades, onde ninguém se conhece verdadeiramente.
A última crónica de Romeu Bispo, actual provedor da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal cujo titulo sugestivo é «Vistas Largas», leva-me a fazer as seguintes considerações:
1) Em sentido lato, poderemos dizer que o convívio com outros países e culturas, deu aos nossos emigrantes uma visão mais abrangente que àqueles que nunca da terra saíram, mas que mesmo estes sofreram uma forte influência dos mesmos;
2) Já, outros, em termos políticos o seguidismo e fanatismo por ideologias retrógradas, levam-nos a «vistas curtas» ou direccionadas ou, como diz o Kim Tomé, usam palas ou cassetes, nos olhos ou ouvidos, voluntariamente.
3) Em sentido restrito, na minha opinião, tem vistas largas, quem, em termos regionais, não olha só para o seu umbigo, bairro, freguesia ou mesmo concelho;
4) A verdadeira globalização deve começar com parcerias com os nossos vizinhos, criar sinergias e agregar o que nos une e não procurar divisionismos sem sentido.

«Quem visita o vizinho também me pode visitar a mim»
Com o slogan de que «Quem visita o vizinho também me pode visitar a mim», vou iniciar neste espaço um conjunto de informações que julgo úteis para quem quiser espraiar a vista para além da nossa Aldeia Histórica de Sortelha, nomeadamente: Almeida, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto e Trancoso.
Almeida – Considerada Vila Monumental Nacional, foi conquistada por D. Sancho I, que ampliou as suas muralhas. Alvo de constantes ataques por parte dos muçulmanos, voltou a ser destruída, até que em 1190 D. Paio Guterres a tomou definitivamente. Corria o ano de 1926, quando D. Dinis deu a carta de foral aos habitantes e reconstruiu o castelo. No entanto, só um ano mais tarde, com a assinatura do Tratado de Alçañizes entre Portugal e Castela é reconhecida como terra portuguesa. O seu nome vem do árabe e várias teorias tentam explicá-lo. A mais provável é mesmo a tradução de almeida, que significa «mesa» por a povoação se encontrar num planalto. Já segundo a lenda local, o seu nome nasce no facto de na antiga povoação existir uma extraordinária mesa ornamentada com pedras preciosas.
Vila fronteiriça, Almeida é um dos raros exemplares de arquitectura abaluartada do nosso país. Fortificada em forma de estrela de 12 pontas, com muralhas em cantaria, revelins (os baluartes que permitiam a observação do território circundante) portas e casamatas que percorrem os seus 2.500m de perímetro, esta praça-forte foi edificada nos séculos XVII e XVIII, em redor de um castelo medieval – situado num planalto entre o rio Côa e a ribeira dos Tourões –, depois dos espanhóis terem destruído as defesas que protegiam a vila. Palco de várias lutas ao longo dos séculos, Almeida desempenhou um papel relevante na Guerra dos Sete Anos e na 3.ª Invasão Francesa, em 1810, período em que esteve cercada pelas tropas napoleónicas.
No interior da fortificação, vale a pena visitar o conjunto harmonioso do casario e os diversos edifícios religiosos espalhados pelas ruas estreitas. A comunhão da arquitectura militar envolvente com a simplicidade do modo de vida rural é algo que nos seduz. E o seu passado guerreiro é ainda manifesto, não só na fortificação, mas em numerosos edifícios com uma arquitectura simples e robusta.
No interior da fortaleza, é possível pernoitar numa das Pousadas de Portugal – que se encontra num dos extremos da vila, junto à Praça Alta.
Aproveite também a estadia para provar os pratos típicos da região, dos quais se destacam o bacalhau e o cabrito.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A aldeia histórica de Sortelha foi visitada por mais de 50 mil turistas portugueses em 2007 de acordo com os dados oficiais dos registos dos postos de turismo.

Os números oficiais dos mapas das visitas das 12 aldeias históricas de Portugal colocam Sortelha, no concelho do Sabugal, em primeiro lugar no número de turistas nacionais com 52.406 visitantes.
A vila amuralhada de Almeida registou 44.953 visitantes nacionais e 36.584 estrangeiros (dos quais 23.280 são espanhóis) alcançando em valores totais (81.537) o primeiro lugar.
O Capeia Arraiana teve acesso aos mapas dos postos de turismo das aldeias históricas com os registos do número de visitantes em 2007. Os dados indicam uma clara preferência dos turistas portugueses pela «nossa» aldeia histórica de Sortelha. Por outro lado poderá ser interessante apostar na promoção da região sabugalense junto de nuestros hermanos da região autónoma de Castilla y León:

MAPA DAS VISITAS ÀS ALDEIAS HISTÓRICAS – 2007

DADOS OFICIAIS DOS REGISTOS DOS POSTOS DE TURISMO
ALDEIA NACIONAIS ESTRANG. TOTAL
SORTELHA 52.406 13.895 66.301
ALMEIDA 44.953 36.584 81.537
BELMONTE 27.302 05.803 33.105
CASTELO MENDO s.d.d. s.d.d. s.d.d.
CASTELO NOVO 17.266 02.446 19.712
CASTELO RODRIGO 34.065 12.184 46.249
IDANHA-A-VELHA 14.479 02.309 16.788
LINHARES DA BEIRA 16.461 01.206 17.667
MARIALVA 07.889 00.624 08.513
MONSANTO 11.311 04.882 16.193
PIÓDÃO 15.545 01.272 16.817
TRANCOSO 29.198 03.122 32.320
 
s.d.d. – sem dados disponíveis
 

O castelo de Sortelha foi erguido em 1187 por ordem de D. Sancho I com o objectivo de observação e defesa. Porém, depois do Tratado de Alcanizes (1297), a aldeia perdeu alguma importância mas chegou a ser sede de concelho até 1855.
Em tempos medievais as habitações de Sortelha eram protegidas por uma muralha com uma torre de menagem. Passando a porta da muralha entramos num terreiro (Largo do Curro) e caminhando em frente, ligeiramente a subir, vamos ter ao Largo do Pelourinho que data da época quinhentista. A muralha tem uma outra porta a poente que liga aos cemitérios e à Igreja da Misericórdia e relativamente perto situa-se a Torre do Facho que protegia a Porta Falsa.
As 12 aldeias históricas são: Sortelha (no concelho do Sabugal), Marialva, Almeida, Linhares da Beira, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Piódão, Castelo Novo, Monsanto, Idanha-a-Velha, Trancoso e Belmonte.
No próximo dia 6 de Março, no Fundão, reúne a primeira Assembleia da Associação das Aldeias Históricas recentemente constituída em Sortelha.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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