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Quando a Pátria Portuguesa tinha uma dimensão pluricontinental coexistiam nela várias moedas.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaEfectivamente,ao lado do escudo, moeda e símbolo imperial, e, por isso, em curso do Continente a Timor, havia o angolar, a rupia, a pataca… específicas, uma a uma às diferentes parcelas do então consignado espaço nacional.
A União Europeia, goste-se ou não do adjectivo, tem uma dimensão católica, porque tendente a refazer os ciclos de Roma, do Carolíngico, do Otânico, e sobretudo da Orbe Cristã, quando o Papa, mesmo no plano temporal, se situava acima dos reis e dos povos.
Compreende-se, assim, a existência simultânea de um euro, autenticamente supranacional, com curso em todas a nações da União e por todas utilizado no pagamento a terceiros, com uma moeda específica de cada uma das parcelas e por isso de curso a essa mesma parcela restringido.
O facto não seria, pois, sequer uma inovação e só ainda não foi ensaiado, por não interessar ao capital anónimo e vagabundo, gerido nas alfurjas por indivíduos sem coração e sem inteligência, capazes de deixar morrer à fome largos extractos populacionais se disso resultar para eles qualquer amealhamento.
Se houvesse um euro português, válido unicamente no plano interno, o argumento de que não haveria dinheiro para pagar salários ou pensões, adquirir bens ou pagar serviços, soaria a falácia.
Precludir-se-ia, assim, a intervenção estrangeira e a vagabundagem da banca não encontraria motivo para nos forçar a empréstimos de juro incomportável.
Dentro da sua esfera de acção, cada governo emitiria os euros nacionais que entendesse.
Quanto aos supranaciomais, que agora são todos, haveria rateio.
O Banco Central, regendo-o e controlando-o, evitaria excessos de endividamento e de saídas para os demais mercados monetários.
Todos ganhariam,excepto o capital vagabundo e anónimo. Mas esse não merece protecção, pois visa apenas o seu próprio lucro.
Suga até á ultima gota e cata até ao último pêlo.
Senhor dos grandes meios de comunicaçao, sustenta caríssimas campanhas de intoxicação da opinião pública.
Explora-nos. Mas afirma proteger-nos.
A nossa salvação reside – apregoam permanentemente – no respeito pelas instruções que das alfurjas pinhoratícias são postas a correr mundo.
Ontem,faziam-nos acreditar que o futuro de Portugal estava nos estádios de futebol – estádios de luxo – com que se inundou o País.
Hoje, é outra a intoxicação.
A salvação vem da Troika. Cumprindo as suas ordens, cegamente aceites, mudar-se-á a face da economia.
A falácia é evidente.
Não é a pagar juros altos de capital apenas afecto a solvência de dívidas que virá a melhoria.
Pagar dívidas é uma obrigação, que, todavia tem de ser concatenada com outras regras.
A pagar dívidas, oneradas com juros autenticamente de onzena, nenhum País enriquece.
Só uma parte do que se vai juntando pode ser afectado a pagar dívidas.
Uma outra parte – e necessariamente a maior – tem de servir para revitalizar a economia, aumentando a produção e o consumo – factores que tem de correlativizar-se.
A Igreja Católica – Mater et Magistra – sempre ensinou que a usura é pecado social e a sua prática devia causar peso de consciência.
Mas os agiotas não têm consciência.
«Caso da Semana», opinião de Manuel Leal Freire

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Somos todos uns ingénuos que gostam de acreditar na patranha de que a União Europeia foi construída deforma romântica, com todo o povo europeu pondo-se de acordo para construir um melhor futuro comum.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaA realidade é outra: A União Europeia surgiu das elites empresariais e financeiras que procuravam alcançar um mercado comum para o qual necessitavam de uma moeda, o euro, que substituísse as moedas nacionais.
É por isso não resultou!
Um exemplo: A Acta Única, que estabelecia as condições prévias de criação da União Europeia, foi da iniciativa de Wisse Dekker, dirigente da Phillips, que se encarregou de reunir quarenta representantes «das maiores empresas europeias» e de preparar entre eles um documento que foi assumido pelo comissário Cockfield para a elaboração das 300 directivas em que se baseia a Acta Única.
Outro exemplo: A banca alemã também impôs que o marco fosse substituído pelo euro, de forma ao Banco Europeu poder controlar a inflação, principal inimigo dos bancos, porque desvaloriza o dinheiro, impondo também que não pudesse comprar dívida pública dos estados, e impondo ainda uma austeridade em que cada estado não podia imprimir moeda nem ter assegurada a sua venda a um banco central, como até então faziam, para terem antes de recorrer à banca privada.
Como se sabe, o negócio dos bancos é gerar dívidas aos clientes; é desta forma que, transformando os depósitos bancários em créditos a clientes, criam artificialmente moeda bancária e geram lucro.
Foi assim que os estados necessitando de financiar o défice dos orçamentos, recorreram a empréstimos públicos, criando a espiral das dívidas soberanas, que está nas mãos da banca e especuladores privados, e a qual continuará a aumentar porque os estados, face às politicas de austeridade erradamente aplicadas e geradoras de recessão, têm menos receitas fiscais, tendo de recorrer a novos empréstimos.
Foram pois os interesses financeiros e monetários das grandes empresas e dos bancos europeus que levaram à actual Europa.
Outra condição foi o tratado de Maastrich, que obrigava os estados membros a ter um défice público inferior a 3 % do PIB e ma dívida pública inferior a 60 % do PIB, o que constituiu um grande entrave ao crescimento económico e à produção de emprego, tudo medidas que o capital financeiro queria para prevenir o crescimento da inflação, que defendiam. Devia manter-se a 2 %.
A consequência foi que os países em recessão (por sinal todos periféricos), que antigamente podiam combate-la estimulando a economia, não podendo lançar mão aos mecanismos de compensação (V.G desvalorização da moeda para incremento das exportações) e não podendo competir com as empresas e bancas alemãs, foram perdendo tecido produtivo e capacidade de gerar receitas, enquanto os grandes grupos financeiros e empresas alemães foram acumulando grande quantidade de euros, que por sua vez emprestaram aos bancos e estados desses países periféricos, facilitando o crescimento da divida privada e pública destes países.
E esta política não foi inocente: Desta forma a Alemanha evitava a quebra das suas exportações, financiando a procura dos outros, apesar da capacidade aquisitiva das populações dos países periféricos estar em queda.
O mais irónico é que tendo sido a Alemanha a responsável por tudo isto, vem agora impor como receita de austeridade para debelar a crise, assente nos famosos quatro pilares do Pacto do Euro:
Competitividade com baixos salários; emprego com flexibilidade laboral; finanças públicas com diminuição da despesa pública e sistema financeiro com privatização da banca.
Tudo medidas que geram diminuição de procura privada, precariedade de emprego, diminuição de investimento e especulação financeira, e como consequência de tudo isto, aumento de desemprego diminuição de receitas fiscais, recessão e aumento da dívida.
São as mesmas receitas das políticas neoliberais que de há trinta anos para cá conduziram ao problema que agora querem resolver com aos mesmos métodos já testados na Irlanda, e que originaram uma recessão de 30%, quando o FMI previa um crescimento de 1%.
A diminuição dos índices salariais, geram diminuição de rendimento, capacidade aquisitiva, receitas fiscais e de emprego, é do mais elementar bom senso económico.
O crescimento económico da Alemanha, com a politica de La Fontaine (governo social democrata de Shroeder), deveu-se precisamente ao aumento da procura privada gerada pelo aumento do salário dos trabalhadores; não ao contrário!
Foram pois os interesses particulares das grandes financeiras e empresas alemães na criação do euro que criaram as condições para a actual crise.
E a politica de austeridade e restrição salarial imposta pela Alemanha foi a gasolina que a fez aumentar ao: diminuir a procura dos países periféricos, e financia-la com empréstimos às exportações alemãs, aumentando as suas dívidas.
E fê-lo ainda lançando mais gasolina na fogueira: emprestando, através do BCE à banca privada dos países periféricos a juros baixos, a qual, já em dificuldades por ter financiado as dívidas públicas e investimentos especulativos, em vez de financiar o tecido empresarial, estimulando o crescimento económico, comprou nova dívida pública a juros altos, dos estados, que com cada vez menos receitas fiscais, tiveram de se voltar a endividar.
Como se resolve o problema?
Gerando crescimento económico… aumentando o PIB!
E como se faz crescer a economia, quando o panorama é o do controle do défice orçamental, redução de receitas fiscais que condicionam o investimento, falta de liquidez nas pequenas e médias empresas que impedem o relançamento da actividade económica?
Muito simples:
a) O Estado, através da mudança do paradigma fiscal que é maioritariamente sobre o consumo (em queda) e carga salarial, para impostos sobre o rendimento, tributando a riqueza, incluindo a especulação financeira, a verdadeira beneficiária da crise, aplicando esta nova receita fiscal em investimentos produtivos (formação empresarial, investigação, educação, etc).
b) Aumentando paulatinamente os salários reais, para, através do aumento do poder de compra, estimular a procura, a produção e a criação de emprego.
c) Injectar liquidez na economia, financiando as pequenas e médias empresas, as verdadeiras criadoras de emprego e motores da economia, através da banca pública, que pode prosseguir políticas sociais, ao contrário da banca privada, só interessada no lucro e na especulação financeira.
d) Controle dos preços das grandes empresas prestadoras de serviços (energia, água, comunicações, etc.) quase monopolistas, que devido à sua posição dominante no mercado e condição de fornecedoras de bens essenciais, não influenciáveis pela procura, são as únicas beneficiárias da redução salarial, que lhes permite diminuir os custos de produção e aumentar a margem de lucro e continuar a financiar-se.
e) O Banco Central Europeu deve comprar a dívida dos estados (Eurobonds), com um período de carência, de forma a permitir-lhes aplicar os empréstimos no relançamento das respectivas economias, ao contrário de financiar a banca privada, como até aqui, que aplica o dinheiro para resolver os seus problemas de tesouraria resultantes da especulação financeira e na compra de nova divida pública a juros mais elevados.
Mas tudo isto exige bom senso e coragem política… coisas que não abundam, nem por estas bandas, nem nos órgãos de decisão Europeus…
E a Alemanha, vendo que os países periféricos dificilmente recuperam o puder de compra que lhes permita continuarem a comprar as suas exportações, já desistiu de financiar a crise do Euro, voltando-se para novos mercados, como a China e os EUA.
É precisamente neste sentido que devem ser interpretadas as recentes palavras da chanceler alemã, quando diz não estar a Alemanha interessada a continuar a financiar a Crise do Euro.
As empresas e financeiras Alemãs sugaram-nos quanto puderam, e agora partem para outras paragens, tal como as empresas capitalistas que explorando a nossa mão-de-obra barata e incentivos fiscais enquanto podem, se deslocam depois, oportunamente para os novos países emergentes.
Portanto, a vontade da Alemanha não é nenhuma em resolver a actual crise… a menos que seja obrigada!
E quem na Europa tem força para vergar a vontade Alemã?
Ninguém…
Por isso a União Europeia já é um cadáver com a certidão de óbito assinada…
Resquiet in pace!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Este icebergue chamado União Europeia, nasceu com o objectivo de pôr termo às frequentes guerras entre países vizinhos, foi crescendo e alargando com a união e força das diferentes culturas, das diferentes riquezas.

Paulo AdãoTodos os países que entraram na união Europeia, contribuem na construção deste icebergue, fazendo face ao poderoso dólar americano, tentam com os EUA fazer face ao terrorismo mundial. Nasce o Euro e com ele as dificuldades que tantos lhe atribuem, ou as ajudas que também lhe são reconhecidas. Individualmente cada país progrediu um pouco. Uns porque souberam gerir melhor as ajudas ou souberam analisar e definir melhor os projetos prioritários para essas ajudas. Outros porque não souberam aproveitar estas ajudas.
Hoje as notícias da Europa, são a crise que afecta alguns dos seus membros, a Grécia em situação de bancarrota e os índices da economia mundial a indicarem que outros países, tais como Portugal, Espanha, Itália ou Irlanda estão em risco de «escorregar» juntamente com a Grécia.
Como se pode chegar a tal situação? Como em qualquer família, existem responsabilidades, é preciso saber gerir os recursos familiares e não gastar mais do que aquilo que se tem. Quando uma família chega a um estado de bancarrota, alguem é responsavel. Como explicar que um país chegue a tal situação e não se encontrem responsaveis? Será justo culpar apenas os governos actuais da má gestão das suas riquezas e dos seus dinheiros?
Face a esta situação, sera a união europeia capaz de se ajudar a si mesma? E qua ajuda dar a estes países? Será que os empréstimos europeus ou mundiais serão a solução? E não serão a Grécia e estes países indicados a dedo a face visível de uma situação geral da Europa? O que esconde a parte oculta deste icebergue? Será que aqueles que são hoje chamados os grandes da Europa – França e Alemanha – estão em melhores condições?
Tantas perguntas e tão poucas respostas, ou tantas perguntas sem resposta.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Emigrantes portugueses na Suíça receberam em delírio a comitiva da Selecção Nacional que participa no Euro-2008.

Vodpod videos no longer available.

Hélder Moreira (edição e montagem)

A Sport TV vai transmitir a partir da próxima segunda-feira, dia 19 de Maio, os 19 jogos em que a Selecção Nacional participou nos Campeonatos da Europa de 1984, 1996, 2000 e 2004. Entre 7 e 29 de Junho poderá assistir aos 31 jogos do Campeonato da Europa-2008.

Euro Clássicos na Sport TVA Sport Tv transmite entre 19 a 22 de Maio os jogos dos «Patrícios» no «Europeu» de 1984, disputado em França, e, de 23 a 26 de Maio, os jogos de Portugal no «Europeu» de Inglaterra (1996).
De 27 a 31 de Maio chegam as grandes emoções do Euro-2000 e do dia 1 de Junho até ao dia 6, véspera do início do Campeonato da Europa de 2008, serão transmitidos os sete jogos de Portugal no nosso «Euro-2004».
«Euro Clássicos» é mais um programa integrado na programação da Sport TV dedicada ao Campeonato da Europa de Futebol.
– «Euro-1984», de 19 a 22 de Maio – Portugal-Alemanha, Portugal-Espanha, Portugal-Roménia e Portugal-França.
– «Euro-1996», de 23 a 26 de Maio – Portugal-Dinamarca, Portugal-Turquia, Portugal-Croácia e Portugal-Rep. Checa.
– «Euro-2000», de 27 a 31 de Maio – Portugal-Inglaterra, Portugal-Roménia, Portugal-Alemanha, Portugal-Turquia e Portugal-França.
– «Euro-2004», de 1 a 6 de Junho – Portugal-Grécia, Portugal-Rússia, Portugal-Espanha, Portugal-Inglaterra, Portugal-Holanda e Portugal-Grécia.
A Sport TV é a televisão oficial do UEFA Euro-2008 e será o único canal português a transmitir, de 7 a 29 de Junho, em directo, todos os 31 jogos da competição.
aps

JOAQUIM SAPINHO

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