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Como já anteriormente deixámos exarado, o Portugal atlântico, imperial, evengelizador, que toma nessa hora de quinhentos o lugar do povo-chefe, de povo guia, mesmo, do universalismo ocidental, nasce graças à vontade infléxivel do Infante Dom Henrique…

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaComo escreveu João Ameal, impulsionados por ele, não mais parámos no seguimento da sua obra. Lembremo-nos de que, se Dom Duarte quer em vão Tânger e Dom Afonso V acaba por subjugar aquela cidade depois de Alcácer-Céguer e Arzila, as conquistas marroquinas não fazem esquecer o empenho, central e primordial do avanço pelo litoral africano. Os marinheiros de Sagres prosseguem esse avanço sob o comando directo de Dom Henrique, até 1460, ano da sua morte. E não mais se detém. Com Dom João, o ritmo acelera-se e Bartolomeu Dias alcança a extremidade meridional do Continente. Pouco mais de uma década será necessária para que, sob Dom Manuel, Vasco da Gama aporte a Calecute e Pedro Álvares Cabral a Vera Cruz. No entretanto, e quando já tudo era previsível, obtivera o Principe Perfeito, ao fim das negociações porfiadas e habilidossíssimas de Tordesilhas, que o Papa sancionasse a partilha das terras conhe¬cidas e desconhecidas entre Portugal e a Espanha. E na nossa metade compreendem-se a África inteira, a Ásia e o Brasil.
Ludibriada pela enorme ciência dos nossos sábios, que conheciam bem mais as terras situadas na nossa metade, ao contrário dos seus marinheiros que julgavam ter chegado à India pelo Ocidente e da América só se haviam dado conta da parte mais reentrante, a Espanha acabaria por vingar-se depois de Alcácer-Quibir e com o colapso da Invencível Armada, lançaria no seu e nosso império, a cobiça de ingleses, holandeses e franceses.
De qualquer modo, a Espanha foi a segunda das grandes potências marítimas.
E, se Camões, podia, na dedicatória de «Os Lusíadas», saudar Dom Sebastião, dizendo:
Vós, poderoso rei, cujo alto império
O sol, logo em nascendo, vê primeiro,
Vê-o também no meio do hemisfério
E quando desce o deixa derradeiro…

Filipe II de Espanha poderia, depois de ser também o Filipe I de Portugal, considerar-se rei de um território, onde nunca o Sol se punha.
Ao descobrimento da América por Cristóvão Colombo em 1492 (agora estamos a transcrever de Francisco Ligório Morcela, in «Apontamentos de Geografia Política», seguiram-se no reinado de Carlos I, as conquistas de Fernando Cortez (México), Almagro (Bolívia e Perú), Mendoza (Argentina) e Pizarro (Chile, Colombia e Perú) que, destruindo os poderosos indígenas dos astecas e dos incas, constituiram um imenso império colonial que abrangia parte da Ámerica do Norte, praticamente toda a Central e mesmo a do SuI, exceptuando o Brasil.
Como recordação da viagem de Fernão de Magalhães (no feito, com verdade, português, mas não na lealdade), ocuparam ainda as Filipinas, na Insulíndia.
Detendo grande parte do norte de Àfrica, instalaram-se por igual num extenso rosário de ilhas atlânticas, das Canárias a Fernando Pó e Ano Bom, com ocupação efectiva, já na costa ocidental, do chamado território do Rio Muni, núcleo da Guiné Espanhola, integrante também daquelas duas ultímas ilhas.
Com pés de barro, como todos os Impérios terreais, foi-se destruíndo. A administração ruinosa da Metrópole e o exemplo da independência dos Estados Unidos vieram, com outros factores, desenvolver um poderoso movirnento de emancipação nas colónias espanholas da América, devido principalmente à acção de Bolívar e San Martin. As ambições políticas de expansão externa dos Estados Unidos (continua Ligóno Morcela, obra citada) levaram o seu govemo a declarar-se paladino da independência das nações americanas e a tentar impedir, por todos os meios, a hegemonia europeia naquele continente. E, quando, em 1823, as colónias espanholas se agitavam para sacudir o jogo da metrópole, Monroe, então presidente dos Estados Unidos, enviou uma célebre mensagem aos seus congressistas, na qual preconizava a doutrina de «a América para os americanos».
E, nos fins do século passado, os Estados Unidos intervieram para assegurar a emancipação de Cuba e conquistarem Porto Rico. Aliás a sua acção antiespanhola não se circunscreveu ao Continente Americano.
Acabaram também por anexar as Filipinas a que mais tarde dariam a independência.
Maldição ou simples sina histórica, Cuba, como mais tarde o Vietnam, de que correram os franceses, tornou-se para os norte-americanos uma tremenda preocupação e um caso que ainda não conseguiram liquidar.
Voltando ao exemplo espanhol, assistimos já na década de sessenta do século passado, à emancipação dos territórios do Rio Muni, Fernando Pó e Ano Bom, que deram a chamada República da Guiné Equatorial (12/10/1968) e a devolução do Ifni a Marrocos em princípios do ano subsequente (4/1/1969).
De modo que hoje praticamente lhe restam apenas as ilhas Canárias, as afortunadas, na nossa linguagem da primeira dinastia e por onde, em tempos de D. Afonso IV, se ensaiou a nossa vocação expansionista.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

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Começamos por transcrever do trabalho «Algumas Notas», do geógrafo e sociólogo valedespinhense, que foi também um dos mais notáveis professores do Liceu da Guarda, o saudoso doutor Carlos Alberto Marques, esta constatação.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaOs povos raianos do Ribacoa são altamente influenciados em toda a sua vida pela Espanha. Vestem-se à espanhola, com fazendas fabricadas na Catalunha. Usam alpergatas ou albarcas que da Espanha vêm. Comem azeitonas e consomem azeite que se produz nas províncias espanholas de Salamanca e Céceres, fumam tabaco espanhol e dançam à espanhola.
Depois, o Autor acrescentava num misto de lamentações com arroubos de amor pátrio: Só, gracias agamus Domino – demos graças a Deus (traduzo eu para quem não tenha sequer uns rudimentos de latim) – não são ainda espanhóis pelo sentimento.
A seguir expressava um receio: O de que, pela força dos costumes e dos hábitos, o sabugalense raiano se venha a espanholizar de tal sorte que perca o amor da sua pátria, enfraquecendo e desfazendo as barreiras nacionais.
Esta ideia ressalta um pouco no Cancioneiro:
Amo e adoro Portugal
Mas não me sai da ideia
Que a Pátria é o guarda fiscal
O citote e a cadeia.

Possivelmente, los pueblos cercanos de Espeja a Las Eljas teriam as mesmas razões de queixa quanto a Manuel Azaña e Casares Quiroga, governantes à epóca, sendo certo que o tempo não corrigiu antes agravou as dissemetrias e do lado de cá e de lá os tratadistas continuam a queixar-se da fronteira do subarrolho
Quando Carlos Marques começou a escrever – antes, pois, da Segunda Guerra Civil Espanhola – as povoações, mesmo os simples hojares de Castela e da Estremadura Cacerenha, dispunham de estruturas que à Raia Sabugalense só chegaram meio século mais tarde.
Alamedilha, modesto pueblocito fronteiro às Batocas,umas vezes referenciado como Del Chozo, outras como Del Azaba, ribeiro feudatário do Águeda e que individualiza vários termos, v g Carpio e Ituero, foi electrificado por Primo de Rivera, nos anos vinte do século passado. Para desespero dos larápios de calle que se queixavam da existência de candeias que alumiavam toda a noite e se não apagavam nem com a chuva nem com o vento, mas para gáudio dos alamedilhos de bem, que eram quase todos.
E para além de energia eléctrica, o burgo dispunha, como todos os outros de escassa população, de um serviço médico, assegurado por um praticante, suponho que facultativo em início de carreira e de uma botica aprovisionada do essencial. Gozava também de apoio administrativo, com um contable, afectado, embora, a várias aldeias, mas com horário certo em todas elas, e até de um pequeno clube, o Manublio, onde à hora da sesta – este nome vem da linguagem canónica (hora de sesta, hora do calor, meio dia solar) – e à noite, se bebia, moderamente por força dos regulamentos, charlava e bailava.
Em Madrid, o Governo estabelecia preços políticos, apoiados para uma extensa série de artigos. Para a pana, barata e que durava uma vida, mesmo nas calças de um moço de campo. Para o calçado, alpergatas de cotio e albarcas, misto de borracha e não sei que mais, mas que até mais do que as calças eram quase eternas. No cesto dos preços protegidos cabia o pão-trigo obrado à espanhola, como nós ainda hoje dizemos, o azeite, de elevado grau de acidez, porque fundia mais, a carne de toucinho, em grandes peças.
E de tudo isso beneficiavamos nós.
Na sazão, chegavam à Raia carregamentos sobre carregamentos de melocotones, laranjas e pimentos para curtir (não-picantes e picantes), gingas garrafais e miúdas. Também havia mimos subsidiados – torrões e galhetas, gomas e açucares. Ou petiscos, como peixe grosso em escabeche, vindo em dornas, toucinho fumado, azeitonas… Havia cigarros fortes e conhaques.
Prevenindo ou tratando doenças lançavam-se no mercado ceregumiles e vinhos nutritivos de carne. E até se propiciavam a baixo preço visnus para as damas e perfumes para secias e peralvinhos – todos com nomes sonoros como maderas del-Oriente ou diamante negro.
Todos esses artigos de preço político chegavam a Portugal, trazidos pelos que iam usá-los ou mais comumente, por contrabandistas de bufarinha. E foram um elemento importante para o dia a dia, as agruras das más horas e a letificação dos dias santificados.
«O concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire

A primeira referência histórica ao povo basco data do ano IV antes de Cristo e vem inserida na «Vida de Jugurta», do escritor latino Salustio.

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaAo contrário dos celtas e iberos, que não influenciaram as tribos pirináicas, os romanos modificaram-lhes fortemente os costumes, destruindo a tradição matriarcal e a língua que latinizaram.
Com a queda do Império Romano, os bascos foram forçados a organizar-se para se defenderem dos bárbaros (visigodos e francos).
No século IX, é fundado o reino de Navarra. O monarca Sancho, o Grande (999/1036), conseguiu governar todas as terras ocupadas pelos bascos, as quais se estendiam de Navarra a Castela, Aragão, Gasconha e condado de Tolouse.
Esta unidade foi efémera…
Estas pinceladas históricas extraímo-las duma entrevista concedida por um dirigente do PSAN (Partido Socialista de Libertação Nacional), e que vem integralmente publicada no livro «A Oposição em Espanha» que já noutra parte referenciámos, sendo certo que os bascos se consideram pouco espanhóis.
Esta independência caracteriza igualmente os seus irmãos de raça sediados já na zona francesa dos Pirinéus.
Socorremo-nos de Jean Lartéguy, in «Os Centuriões». O coronel Raspeguy, o super-herói da Indochina, passou um dos três meses de licença na sua aldeia natal dos Aldudes, na quinta da família, perto do desfiladeiro de Urquiaga. Era basco; filho de basco francês e de mãe basca espanhola. Mas, em sua casa, a mãe nunca falou qualquer daquelas línguas: apenas basco…
Aliás, os filhos de casamentos mistos sentiam-se diminuídos. O coronel Mestreville tinha uma voz que rolava como uma queda de água, a força dum carvalho e a teimosia duma mula; usava sempre grevas de cabedal por cima das velhas calças de montar, uma boina que nunca abandonava, e interpretava o papel de velho basco, guardião das tradições. Mas só era basco pelo lado da mãe e sofria por usar um apelido que tanto cheirava à Ilha de França ou à Norrnandia…
A independência, a guerra e o amor a seus foros eis a triplíce virtude dos bascos, para quem o patriotismo não é somente o amor da terra, mas também, e sobretudo, o culto do passado. Os séculos, escreveu Almeida Braga, como relha do arado revolvendo o chão, abrem na alma leivas fundas… A raça e a história são o fecundo humus criador. E para que a planta humana cresça fortemente e venha a ser capaz de lançar braços ainda mais robustos, é necessario deixá-la absorver ern vagaroso trabalho, quotidiano e obscuro, toda a seiva física e moral da terra, pois é uma longa sucessão de vontades que fixa no homem aquele grau de força que lhe permite desenvolver todas as suas faculdades criadoras. Conhecendo a própria terra e o esforço das gerações que a fizeram e amaram, é que cada homem se poderá conhecer a si rnesmo.
Por esta tenacidade no afinco à terra e à tradição se caracterizam os bascos e se distin-guem dos demais povos.
Basco, basconço, vasconço, bascongado ou vascongado, adquire assim um significado simultaneamente de apego ao passado e nao tergiversação na construção do futuro.
A questão não é de hoje, mas de séculos. E, de resto, não se circunscreve à Vascónia, mas tem sido levantada por todos os defensores dos tradicionais foros das várias regiões espanholas, os chamados communeros.
Recorde-se aqui o que Don Juan de Padilla, chefe daqueles, escrevia à sua cidade, horas antes de ser decapitado:
«A ti, cidade de Toledo, que és a coroa de Espanha e a luz do Mundo, que já no tempo dos godos eras livre, e que prodigalizaste o teu sangue para assegurar a tua liberdade e a das cidades tuas irmãs, Juan PadiIla, teu filho legítimo, te faz saber que, pelo sangue do seu corpo, mais uma vez vão ser renovadas as tuas antigas vitórias.»
Era o grito Ubi libertas, ibi Patria. E, em relação aos seus tradicionais foros, podia dizer qualquer basco: Le quiero más que a mi sangre…
De Gipuscoa ou de outra parte da Biscaia, como indómitos montanheses têm-se batido de conforrnidade.
A primeira verdadeira guerra civil espanhola, em reacção contra a Constituição de Cadis, foi por ali que se desenrolou. Dali irromperam os tércios de réquétés, onde muitas vezes figuravam três membros da mesma família, avô, pai e filho, representando, assim, três gerações em armas, Iutando pelo mesmo ideal.
O sentido de luta estende-se também às mulheres, nao sendo por acaso que o conhecido romance etnográfico «A donzela que vai à guerra» começa por declarar:
Pregonadas son las guerras de Francia con Aragon

Estaba un dia buen viejo
Sentado en un campo al sol.
Como las haré yo triste
Viejo, cano y pecador

É conhecida a nossa tradição:

Ai de mim que já sou velho
E as guerras me acabarão!
De sete filhos que tive
Nenhum me saíu varão
Responde a filha Elisarda,
Com muita determinação,
Venham armas e cavalo
Eu farei de capitão…

E a vasconia respondeu e no fim pode exclamar:

Sete anos andei na guerra
E fiz de filho varão
E ninguém me conheceu
Senão outro capitão;
Conheceu-me pelos olhos,
Porque por fraqueza não…

Pai, eu volto, que vencemos
Por sobre a França Aragão
E sobre a Espanha também…

É, afinal, o sentimento de superioridade e independência de que sem nada dizer se jactava a mãe de Raspeguy do romance «Os centuriões».
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

Probe Galicia, no debes
Chamarte nunca española
que Españia de ti se olvida
cando eres, ai tan hermosa.

Catelhanos de Castela
Que é que fazeis aos galegos
Quandovão, vão como as rosas
Quando tornam vêm negros….

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaQue a Galiza tem mais afinidades com o Minho do que com qualquer outra parcela ou região de Espanha, ou das Espanhas, está dito e redito.
O rio que entre ambas as regiões corre, se consitui obstáculo natural, individualiza e harmoniza as duas regiões, únicas aliás que em todo o mundo produzem vinho Alvarinho, ou mesmo genecamente vinho verde.
A Galiza, identifica-se, na verdade, perfeitamente com o Entre Douro-e-Minho, região génese da indepêndência portuguesa.
Os galeguistas reconhecem-no:
Um minhoto é um antigo galego. A estrutura psíquica e mesmo a realidade sociológica não é diferente aquém e além rio. Portugal e a Galiza têm interesses comuns: A Galiza pela cultura e a história cristã está ligada a Portugal tanto ou mais do que a Espanha.
É um retalho do noroeste que olha para Portugal e Espanha com interesse nos dois Estados, se quer levar a cabo um desenvolvimento, social e político correcto. Por razões económicas e culturais bem evidentes, não pode prescindir de Portugal, que, afinal, também nasceu do mesmo retalho…
O que Miguel de Umamuno escreveu da Galiza, aplica-se também à província portuguesa.
Repare-se nesta passagem do mestre, extraída de «Por Tierras de Portugal y España»:
A paisagem na Galiza é feminina. Tanto pela beleza e graciosidade, como, porque nela se não vêem mais do que mulheres. Efectivamente, os homens emigram para terra ou para o mar.
Do nosso lado, o Brasil foi em grande parte constituído por gentes do alto Minho. De tal modo que, no Rio ou em São Paulo, em Olinda ou São Salvador, não se gritava, Aqui de-El-Rei, mas Aqui-de Viana.
Os pescadores de Alto Mar recrutavam-se preferencialmente na mesma zona.
Por seu turno a América Espanhola, desde o México ao Chile, passando por Cuba, valiam como Eldorado para os habitantes de além-rio:

Galiza está pobre
E a Havana me vou
Adeus prendas mias.
Adeus corazon…

A pesca longínqua não encontra também melhores praticantes, entre todos os espanhóis.
Aqui não haveria, pois, razões espirituais para a separação. Falharia totalmente a justificação de Correia de Oliveira:

Separei-me em tenra idade
Dos meus irmãos das Espanhas
Almas diversas apartam
Mais do que o mar e as montanhas.

Mais, como escreveu um grande mestre, a literatura galega, espelho da alma do seu povo, es la hermana mayor de la portuguesa…
Mau grado o seu eminente sentido prático, ditado até pela escassez de recursos, mais penosa ainda lá do que cá, eles são como nós endogenamente poetas.

De ser galego me debo alabar
Porque aprendi liricamente a cantar…

Na Galiza, há, efectivamente, uma milenária tradição vática.
Martin Codax apresenta-se como patriarca:

Mandado hei camigo
Ca ven meu amigo:
E irei, madre, a Vigo…

Ondas do mar de Vigo
Si vistes meu amigo?
E ai Deus se verá cedo!

Ondas do mar levado
Si vistes meu amado
E ai Deus se verá cedo!

Parece que estamos a ouvir trovar Dom Sancho I ou D. Dinis, João de Guilhalde ao Pero Soares Taveiro…
Lá como entre nós el bard y el cisne contaban su morir.
Entre as palavras especificamente portuguesas conta-se o vocábulo «saudade» tão nosso que, diz-se, não tem mesmo tradução em qualquer outra língua.
No Galego há o equivalente morrinha.

E Rosália vai mais longe:
Campanas de Bastabales
Cando vos oya tocar
Morrome de soidades

Cando vo soya tocar,
Campaniñas, campaniñas.
Sin que torno a chorar
Cando de lonxe vos oyo
Penso que por mim chamades
E das entrañas me rojo…

Mas não é so no verso que as almas se aproximam. Na Casa da Rua de Tróia, confundem-se os autores galegos com Eça de Queirós…
Enfim, são tantas as afinidades que melhor fora não ter existido a questão Conde de Trava e os condados, ao tempo incertos, a Galiza e Portucale tivessem feitos juntos a sua jornada histórica.
De qualquer modo, há uma forte contraposição entre a secular alma da Galiza, filiada em bardo celta, filho do vento e da chuva – mas do vento mareiro e a de Castela, nascida da aridez e do vento suão.
E o que afasta um galego dum castelhano aproxima-o de um português.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

No livro «A oposição em Espanha», da portuguesa Loy Rolim, pode ler-se: «Não é segredo para ninguém que na Idade Média, depois da invasão árabe as nacionalidades espanholas se formaram de maneiras diversas. No começo, a Catalunha foi uma marca franca do Império Carolíngio, – a marca era uma divisão administrativa do tempo de Carlos Magno – por essa razão, manteve laços muito estreitos com o sul de França, com a Occitânia, até à batalha de Muret, em que os franceses do norte desmantelaram a civilização albigense, na cruzada contra os cátaros. Nessa altura, a Catalunha encontrou-se separada da Occitânia e, estendeu-se pelo sul, pelas terras de Valência e pelas Ilhas Baleares. A expansão catalã nunca foi, contudo, uma expansão de caráter imperialista. Teve sempre um espírito federalista. Quando foi até Valência, por exemplo, conservou o reino de Valência com a sua autonomia. E fez o mesmo em relação à Maiorca. Mais do que imperialismo, tratava-se de uma expansão comercial e industrial. Sob este aspecto a Catalunha aparenta-se às cidades comerciais da Itália.»

Catalunha

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaNa verdade, o exemplo vale. E, como se sabe, nunca Genova ou Veneza. cidades marítimas, Florença, cidade de banqueiros, ou Milão grande empório fabril, tiveram ambições territoriais. Numa época em que pela superioridade técnico-táctica que possuiam, facilmente poderiam ter ascendido a impérios pela conquista nos Balcãs, na Asia Menor ou no Norte de África, nunca abandonararn a natureza de cidades-estado as três primeiras; e Milão, se foi cabeça de território, o facto deveu-se a imposição dos monarcas que a incorporaram e não a determninação dos milaneses.
«Barcelona», disse Victor Hurtado, membro na década de setenta do Reagrupement Democratic y Socialista da Catalunya, «contentou-se sempre em ser o motor dum aglomerado de países, ao passo que, em Castela, foi a concepção do estado militar e administrativo que prevaleceu. Isto criou evidentemente uma diferença entre as duas sociedades, diferença esta que se tornou importantíssima no século XIX, dado que Castela ainda se não tinha adaptado nessa altura à nova concepção do mundo que era o capitalismo burguês, ao passo que a Catalunha já estava muito perto dela».
Nascida, embora, de preocupaçõs militares (já atrás se assinalou a sua função de marca, conquistada e mantida por Carlos Magno, tanto para desviar das suas proprias fronteiras o perigo mouro como para incentivar as cruzadas do Ocidente), a Catalunha marcou sempre uma posição muito mais relevante no campo económico.
Valência, as Baleares. uma parte da Itália, até Portugal, têm sido beneficiados pelos seus capitães de indústria. E entre nós há numerosas empresas cujos titulares ostentam nomes autenticamente catalães. Muitas vezes tratou-se de simples operários altamente especializados que aqui deram expansão a projectos que na terra natal, já com unidades fortemente implantadas, não poderiam ter feito triunfar.
No plano militar ou das simples alianças, contrariamente, a regra tem sido o fracasso ou a inoperância.
Possivelmente, desde Roncesvales, onde segundo a lenda, Roldão, o belo e heróico sobrinho de Carlos Magno perdeu a vida por um erro de táctica: ou seja a escolha dum desfiladeiro para acantonamento e evacuaçãao de tropas.
Mas tem sido frequentemente origem de conflitos, a pontos de merecer a designação de Alsácia-Lorena da Península.
Para o êxito da nossa Restauração, em 1640 encontrava-se sublevada contra os Áustrias, dos quais mais tarde seria aliada face aos Bourbons, o que, com a vitória destes, lhe acarretaria novas restrições e maior dependência.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

Na década de 60 um grupo de emigrantes do Soito que tentavam ir «a salto» para França ficaram presos em Espanha.

Emigrantes do Soito

As condições económicas e sociais no Portugal dos anos 60 (salários de miséria, Guerra Colonial, agricultura de subsistência), levaram à emigração (quase sempre ilegal) de mais de 60 por cento da população do concelho do Sabugal. Chamava-se a isso passar a fronteira «a salto», isto é, sem passaporte que aliás, era recusado pelo regime da época a quase todos o que o requisitavam.
Havia os «índios» e os «passadores». Os «índios» eram os que tentavam emigrar e os «passadores», os que ajudavam, a troco de uma remuneração, os outros a passar.
Em Portugal, a PIDE perseguia os candidatos à emigração «a salto». Quando algum era apanhado tinha cometido o crime de emigração ilegal. O que o tinha ajudado, a troco de algum dinheiro, era acusado de cometer o crime de engajamento.
Na fotografia podemos ver um grupo de emigrantes, naturais do Soito, que pretendiam emigrar para França, no início dos anos 60.
Perseguidos pela Guardia Civil, em terras de Espanha, os presentes na imagem, foram presos e levados para um calabouço, onde um agente policial tirou esta fotografia que, mais tarde, ofereceu a um dos emigrantes.
Os que estão com a boina são os «passadores», neste caso espanhóis. Os restantes são todos do Soito.
Desta vez não conseguiram os seus intentos. Todos eles tentaram outra vez e conseguiram.
João Aristides Duarte

O endereço electrónico «gasmappers.com» é um portal português com adesão livre e gratuita que permite consultar os preços actualizados dos combustíveis em mais de 14 mil estações de serviço na Península Ibérica.

GasolineirasPortugueses y españoles disponen ahora de la plataforma «www.gasmappers.com» para localizar las gasolineras con precios más bajos ubicadas a menor distancia. La página web registra un total de 14 mil surtidores y estaciones de servicio en toda la Península Ibérica.
Este novedoso servicio diseñado por Innovation Point SA, una filial tecnológica del grupo DST, ha entrado en funcionamiento esta semana.
Utilizando una interfaz única desarrollada bajo la tecnología «Google Maps», este portal de acceso libre se basa en una navegación intuitiva. El programa permite hacer búsquedas de gasolineras y de los precios de los combustibles dentro de unos parámetros establecidos por el usuario en una ubicación elegida o incluso según el combustible deseado.
En Portugal la actualización se hace por los propios consumidores registrados en el gasmappers.com, mientras que en España ya se está aplicando un nuevo sistema de actualización diario que se procesa automáticamente para las más de 12.000 gasolineras.
Además de los idiomas castellano y portugués, la plataforma está también disponible en inglés. De este modo se espera que puedan utilizarlo los miles de turistas que viajan por España y Portugal en esta temporada.
«Con esta iniciativa, Innovation Point refuerza su propósito de implementar soluciones innovadoras y creativas, poniendo a disposición de los usuarios una herramienta tecnológicamente desarrollada para responder a una necesidades cotidianas de los consumidores», señala José Mendes, CEO de Innovation Point.
Según Innovation Point, el «roadmap» de desarrollo del concepto gasmappers.com contempla también la posibilidad de adaptar la herramienta a los dispositivos móviles, como por ejemplo los teléfonos móviles, pda´s o agendas electrónicas.

Tire as suas dúvidas em: gasmappers.com
aps

Há cerca de dois meses aconteceu em Hoyos, España, um encontro de pueblos hermanados. Estivemos presentes, Juntas de Freguesia dos Foios e do Soito, e realizámos reuniões com muito interesse. Agora foi a vez de uma delegação de Le Porge visitar o Soito e os Foios.

Geminação do Soito com Le PorgeVisto que o Soito está geminado com a localidade francesa – Le Porge – e tendo recebido uma delegação de 65 pessoas planearam uma passagem pelos Foios incluindo também uma visita à nascente do Côa.
Antes, porém, portugueses, franceses e espanhóis concentraram-se no auditório do Centro Cívico Nascente do Côa onde foram feitos os discurso habituais nestes actos. Os dois autocarros seguiram, depois na direcção da nascente do Côa onde, como de costume, se fizeram as fotos da praxe. Tanto a delegação francesa como a espanhola ficaram maravilhados com o ar puro e com as maravilhosas vistas lá do alto da serra.
Cerca da uma e meia da tarde chegou-se à Senhora da Granja onde a Junta de Freguesia do Soito brindou as cerca de 150 pessoas com um excelente arroz de marisco seguido do cabritinho da ordem. De referir que antes do almoço verificou-se a troca de prendas e galhardetes como é costume nestes encontros. Mesmo com uma tarde de chuva, mas protegidos pelo telheiro, actuou o grupo folclórico de Sortelha que também agradou aos presentes.
Os elementos da Junta de Freguesia da Vila do Soito foram oportunos e dedicados. Trabalharam afincadamente e dignificaram o nome do Soito. O Presidente Matias já andava tão cansado que quando ia falar para os espanhóis até se baralhou e começou em francês. Teve piada. Parabéns a todos.
jmc

A edição de hoje, 9 de Junho, do Diário de Notícias, revela que muitos empresários espanhóis estão a voltar-se para os parques empresariais da raia portuguesa, dando como exemplos o que se passa no Alto Minho, em Barrancos, Figueira de castelo Rodrigo e Sabugal.

Centro de Negócios TransfronteiriçoSegundo aquele jornal diário, a falta de interesse dos empresários portugueses em fazer investimentos nas zonas de fronteira está a ser compensada pela aposta dos espanhóis. Tal facto conduz a que grande parte dos parques industriais e áreas de negócios criados por autarquias raianas comecem a ser ocupados por empresas sedeadas do outro lado da fronteira.
Um dos exemplos citados é o do Centro de Negócios Transfronteiriços do Soito, no concelho do Sabugal. A infra-estrutura, que adaptou para área de fixação empresarial uma antiga fábrica de refrigerantes, desactivada em 1994, pretende atrair empresas portuguesas e espanholas, aproveitando a localização junto à fronteira e as boas acessibilidades existentes. O jornal refere mesmo que o presidente Manuel Rito tem divulgado o projecto anunciando como vantagens competitivas a diminuição das rendas de instalação, associada à criação de postos de trabalho.
Para além do caso do Sabugal citam-se outros exemplos reveladores desta estratégia de captação de investimento espanhol através da cedência de terrenos e espaço em infra-estruturas a preços quase simbólicos, menor carga fiscal, mão-de-obra mais barata e os bons acessos rodoviários à fronteira. Isso passa-se em vários municípios do Alto Minho, onde os empresários espanhóis, empurrados pela excessiva concentração industrial na Galiza, são atraídos pelas condições vantajosas oferecidas pelas autarquias portuguesas.
A sul é Barrancos que dá cartas. A câmara local já tem três empresários espanhóis interessados em instalar-se no segundo parque industrial do concelho, que está ainda em construção. Com o investimento esperado poderão criar-se mais de uma centena de postos de trabalho naquele concelho alentejano, que tem apenas dois mil habitantes.
Espanha está também no horizonte de Figueira de Castelo Rodrigo, cuja Câmara está a criar um ninho de empresas para atrair profissionais liberais dos dois lados da fronteira.
plb

No «Crónicas do Rochedo» do tanguero Carlos Barbosa de Oliveira foi aberta uma discussão sobre a reportagem televisiva do fenómeno «Tony Carreira». Há quem goste, há quem não goste mas… o mais importante é que ninguém consegue ficar indiferente.

Tony CarreiraO percurso do cantor Tony Carreira desde a sua aldeia na Beira Interior até ao Pavilhão Atlântico, passando pelo Olympia de Paris e pelos Coliseus de Lisboa e do Porto já não consegue deixar ninguém indiferente.
Com tudo o que isso significa não tenho qualquer prurido em considerá-lo no panorama português ao nível de Julio Eglesias em Espanha e no Mundo.
Há quem goste, há quem não goste mas já ninguém consegue ficar indiferente. Nem os homens que têm de conviver com as fotografias do cantor da guitarra que as suas mulheres espalham pelas molduras e paredes lá de casa.
Vem isto a propósito do artigo no «Crónicas do Rochedo» sobre a reportagem televisiva que passou esta quarta-feira, na RTP1, sobre o percurso profissional do cantor que nos autógrafos que dá aos fãs assina como Tony Carreira.
Até eu já meti a minha colherada…
Podem espreitar… aqui e aqui.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
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