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Como é do conhecimento geral o magusto que junta Fóios e Eljas, localidades geminadas, realiza-se todos os anos, alternadamente.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaEste ano, de 2012, o convívio vai ter lugar no Pavilhão Multiusos dos Fóios no próximo sábado, dia 3, do corrente mês de Novembro, com a seguinte programação:
15h00 – Recepção a Nuestros Hermanos no Largo da Praça – Centro Cívico – em cujos mastos serão içadas as duas bandeiras nacionais, a de Foios, a de Eljas e a da Comunidade Económica Europeia.
15h30 – Atuação do Grupo de Sevilhanas
16h30 – Magusto
17h30 – Baile abrilhantado pelo extraordinário «Homem Orquestra», que consegue pôr toda a gente a bailar.
19h30 – Ronda pelos bares da localidade.
A organização é da Junta de Freguesia dos Fóios, e do Ayuntamiento de Eljas, contando com a prestimável colaboração da Câmara Municipal do Sabugal, Grupo Cultural e Desportivo dos Fóios, Damas de Casa de Eljas, Equipa de Sapadores dos Fóios, Comissão de Melhoramentos e Associação de Caça e Pesca dos Fóios.

Nota: Para além dos 300 quilos de castanhas e cem litros de jeropiga haverá também vinhos e produtos regionais provenientes de nuestros hermanos de Eljas. O magusto transfronteiriço é aberto à população das duas localidades, bem como a outros amigos que pretendam comparecer.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

No âmbito da geminação Foios – Eljas realizou-se, no passado sábado, dia 29, mais um magusto, castañada como dizem nuestros hermanos, na típica povoação vizinha de Eljas.

Tal como constava no programa às 15,30 horas as autoridades autárquicas deslocaram-se até à estátua do contrabandista onde foi depositada uma coroa de flores em homenagem aos nossos queridos antepassados visto que foi por eles que foi feita a geminação.
Às 16 horas o grupo de jovens de Eljas, designado por sevilhanas, exibiu-se ao mais alto nível.
Enquanto o grupo actuava os sapadores de Foios e os empregados del Ayuntamiento espalhavam as castanhas que, por sua vez, iam sendo cobertas pela respectiva caruma.
Após a actuação do grupo de sevilhanas os alcaldes deram ordem para que se pudesse pegar o lume à caruma.
Foi um espectáculo de alto nível o elevar das chamas que afastava algumas pessoas e aproximava outras visto que a tarde estava algo fresquinha.
Passado meia hora as castanhas estavam prontas tendo todas as pessoas cercado essa grande circunferência e recolhido em pratos, em sacos ou de qualquer outra forma, castanhas que eram comidas em grupo e mergulhadas no mel que cada pessoa havia colocado no seu prato.
Por outro lado viam-se também grupos de amigos junto das mesas onde havia os tradicionais pinchos que eram acompanhados pelo típico vinho de Eljas ou pela saborosa jeropiga que os fojeiros haviam levado.
Por volta das 20 horas estava tudo arrumado e a festa continuou pelos bares e discotecas das Eljas.
Para o ano haverá, certamente, mais apesar da crise.
Carlos

As primeiras jornadas micológicas transfronteiriças decorreram durante o fim-de-semana nos Fóios. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

A Junta de Freguesia de Foios tendo em conta o magusto que todos os anos realiza, alternadamente, com a localidade de Eljas, em Espanha, com a qual se encontra geminada, decidiu mandar fazer um assador polivalente onde se possam assar castanhas, sardinhas, febras ou até mesmo uns leitões ou uns cabritos.

José Manuel Campos - Nascente do CôaOs elementos da Junta de Foios apresentaram a ideia ao Quim de Aldeia Velha –serralheiro – que, sendo também ele um homem muito criativo, facilmente entendeu aquilo que a Junta de Foios pretendia e, mãos à obra…
Este magusto Foios-Eljas é sempre esperado com enorme expectativa. Este ano o referido assador constituiu uma grande surpresa visto que a Junta fez tudo à caladinha.
Surpresa teve também o Sr. Governador Civil que fez questão de estar connosco. Por isso lhe demos a honra de ser ele a primeira pessoa a pegar fogo à caruma e às carquejas.
Foi num ápice que os primeiros cem quilos de castanhas se assaram. E foi também num ápice que foram degustadas. O grelhador estava cercado de pessoas mas a equipa de sapadores conseguiu controlar tudo muito bem de modo a que todas as pessoas comessem castanhas e não corressem o risco de se queimarem.
Enquanto o rancho folclórico de Sortelha e o grupo de sevilhanas das Eljas se exibiam e deliciavam as três ou quatro centenas de pessoas que enchiam, por completo, o pavilhão, a equipa de sapadores metia no assador mais cem quilos de castanhas.
A maioria das pessoas enchiam pratos desse saboroso fruto e entravam para o bar do pavilhão. No enorme balcão abundava a jeropiga, o vinho a aguardente e o mel da Sierra de Gata.
No palco do pavilhão exibiu-se, ao mais alto nível, o rancho folclórico de Sortelha que foi muito aplaudido por toda a assistência. Mas com um especial carinho por parte nuestros hermanos que manifestaram interesse em um dia o poderem ver na Plaza Mayor das Eljas.
Por outro lado, nós portugueses fomos igualmente surpreendidos com o grupo de sevilhanas que tão bem se exibiu no palco de madeira que fazia com que os sapateados se ouvissem por todo o pavilhão.
Confesso que foi uma tarde em cheio e que tudo me agradou. Mas o grupo das jovens sevilhanas encantou-me de sobremaneira. Logo que surja uma nova oportunidade não hesitaremos em convidar, de novo, este grupo.
Logo que tenha oportunidade falarei do grupo de sevilhanas ao Dr. Joaquim Ricardo, Presidente da Sabugal+, para que um dia se possam exibir no palco do Auditório Municipal.
Conclusão: Tendo em conta as jornadas micológicas e o magusto posso afirmar que neste fim-de-semana passaram pelos Foios mais de seiscentas pessoas.
Não me restam dúvidas de que a economia local merece e agradece. Venderam-se muitas castanhas, alguns queijos e encheram-se os bares e os restaurantes. O meu amigo Antoine, proprietário da Trutalcôa, disse-me que às 16 horas ainda havia gente a almoçar no seu restaurante.
Visto que os automóveis não cabiam na praça e nos largos mais próximos, levava muitas pessoas a afirmar: «Parece dia de capeia».
Vamos continuar a trabalhar para que as pessoas nos continuem a visitar. No dia 27 do corrente mês de Novembro teremos o concurso das sopas. Contamos convosco.
Quando dou conta destas e de outras actividades similares, não é com a intenção de me exibir ou de fazer inveja seja a quem for. Programo, executo e divulgo por ser meu dever e obrigação enquanto autarca que sou.
Por outro lado confesso que fico muito satisfeito por já ver muitos colegas, das mais diversas Juntas e Associações, a desenvolverem muitas e meritórias actividades. O Executivo Camarário e a Empresa Sabugal+ estão atentos e vão apoiando na medida do possível. Não me restam dúvidas de que esta é uma política certa e correcta. Pela parte que me diz respeito reconheço e agradeço.
O progresso e o desenvolvimento também passam por aqui.
«TURISMO É FUTURO».
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Está patente ao público, no Centro Cívico de Foios, uma exposição de escultura do artista Octávio Gonçalves, natural de Foios e a desenvolver a sua actividade profissional na freguesia de Santo Estêvão.

(Clique nas imagens para ampliar)

José Manuel Campos - Nascente do CôaDesde há uns anos a esta parte o Octávio surpreendeu-nos com o seus dotes talentosos no campo da escultura.
Depois de alguns anos no curso de direito descobriu que a sua verdadeira vocação estava no campo das artes.
É com imenso carinho, gosto e curiosidade que, nos últimos tempos, tenho acompanhado, de mais perto, o trabalho e a obra do Octávio.
Confesso que sou amigo dele desde o tempo dos calções. Na década de sessenta fizemos tudo o que de bom e de mau havia para fazer. A nossa infância marcou-nos e acredito que o talento do Octávio também tenha muito a ver com essa época.
Interpretando, fielmente, o sentimento da população dos Foios pretendo agradecer ao artista o facto de ter acedido expor no Centro Cívico de Foios.
Sabemos que o Octávio tem exposto as suas obras em famosas galerias da Península Ibérica e só mesmo por pura e sincera amizade acedeu ao convite que lhe foi dirigido pela Junta de Freguesia de Foios. Expor na sua Terra Natal.

PS. Esta exposição vai ficar mais algum tempo em Foios, a pedido da Junta de Freguesia, visto que no dias 30 e 31 de Outubro vão acontecer as jornadas micológicas e o magusto transfronteiriço, Foios-Eljas.
E já agora o Octávio terá que ter paciência e permitir que o prazo se alargue até ao dia 7 de Novembro uma vez que nos dias 5 e 6 se vão deslocar a Foios elementos do corpo diplomático de meia dúzia de países europeus e será com todo o prazer e honra que levaremos gente tão ilustre a visitar a exposição.
Obrigado Octávio.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A Junta de Freguesia de Foios, de parceria com a Mancomunidad do Alto Águeda (de Espanha), vão organizar as primeiras Jornadas Micológicas Transfronteiriças, que a contecerlo nos Fóios e em El Payo, nos dias 30 e 31 de Outubro. No último dia realiza-se o tradicional magusto Fóios-Eljas

Tartulho«Aprender a conhecer mais e melhor os cogumelos», é o lema das jornadas que se iniciarão no sábado, 30 de Outubro, pelas 10 horas, no Centro Cívico dos Fóios e no Ayuntamiento de El Payo, com a entrega da respectiva documentação. Segue-se a partida para o campo, e grupos e sob a orientação de técnicos credenciados, indo-se a locais situados na área geográfica dos Fóios, Aldeia do Bispo e El Payo.
Pelas 12,30 horas, os participantes regressam com os cogumelos recolhidos e partem de imediato para El Payo, em cujo centro multiusos será servido um almoço típico que incluirá cogumelos.
A tarde do primeiro dia será passada em El Payo, assistindo à classificação das espécies recolhidas tanto em Portugal como em Espanha.
No Domingo, dia 31, as jornadas começarão com a abertura de uma exposição no Centro Multiusos de El Payo, seguida de uma mesa redonda, onde se falará no tema «A micología: un recurso», com a participação dos especialistas José Ignacio Risueño, María Hernández Varas e Gravito Henriques.
O almoço-convívio será desta feita no pavilhão dos Fóios, onde os participantes serão brindados com uma feijoada)
Pelas 14 horas terá lugar uma conferência sobre a confecção dos cogumelos, tendo como tema «da terra ao prato», a cargo de Julián del Castillo Hernández.
Segue-se o tradicional magusto Foios-Eljas, onde serão assados trezentos quilos de castanhas, adoçadas com mel da Sierra de Gata e bem regadas com jeropiga do nosso concelho e viño de la pitorra. Actuarão o Rancho Folclórico de Sortelha e o Grupo de Sevilhanas de Eljas.
A Junta de Freguesia dos Fóios deixa a recomendação aos participantes para vestirem roupa e calçado apropriados, uma cesta e uma navalha.
E ainda informação adicional: há quarenta camas, em duas salas do antigo edifício escolar, que cederá, gratuitamente, a quem pretender dormir de sexta para sábado ou de sábado para domingo.
Outras alternativas: Residencial Pelicano, em Alfaiates: 27164750 e 966773666 (dista 15 quilómetros dos Fóios); Meia Choina – Casa do Mañego, em Quadrazais: 271606082; 271605194 e 966120201 (a 10 km); Albergaria Santa Isabel, no Sabugal: 271750100; Fax: 271754300. reservas@raihotel.pt (22 km); Hospedraia Sr.ª da Graça, no Sabugal: 271754241; Fax 271754241.
O Grupo de Cantares do Sabugal actuará, sábado, dia 30, no auditório do Centro Cívico de Foios, a partir das 21 horas, o que poderá constituir um bom programa para o serão para os que decidam ali pernoitar.
plb

Por ocasião das festas de Agosto, o Grupo Cultural e Desportivo de Fóios (GCDF), realiza no dia 22, domingo, um passeio pedestre pela serra das Eljas, num cenário absolutamente deslumbrante.

Esta actividade não se restringe às pessoas dos Fóios, estando aberta a todos os interessados. Para os que vêm de longe, a organização poderá até facultar dormida no edifício da antiga escola primária, que está equipado com camas, nada se cobrando pela pernoita.
De acordo com o programa, os caminheiros devem juntar-se nos Fóios às 6h30, de forma a deslocarem-se depois para Lhanos de automóvel, onde se iniciará a caminhada.
Às 7 horas os participantes seguirão até ao ponto mais elevado da serra, próximo das Torres, local visitado no último passeio, e de onde se desfruta de uma vista soberba.
A meio da manhã haverá uma pausa para o «mata-bicho».
Após a caminhada segue-se o almoço de confraternização no Viveiro das Trutas, junto ao rio Côa, local fresco e aprazível.
A organização aconselha os caminheiros a irem devidamente equipados, com calçado apropriado para montanha, calças de ganga ou meias que evitem possíveis arranhões no mato, protecção solar (chapéu ou boné), creme de protecção cutânea, mochila com água e alimentos para o «mata-bicho».
plb

O professor Joaquim R. Dias publicou, no início de 2008, um fabuloso livro dedicado à sua terra, os Fóios, ou Daquelado, fórmula popular que gosta de repetir, a que deu o sugestivo e saboroso título de «A Pita do Ti Zé Plim».

A Pita do ti Zé PlimO livro constitui uma saborosa viagem, com o seu quê de epopeico, aos tempos de juventude. Há uma passagem pelos lugares dessas memórias vivas e tecem-se curiosas apreciações acerca da vida cheia desses tempos idos.
Um grupo de jovens estudantes dos Fóios decidem aproveitar o tempo de férias para procurarem uma aventura que não era nada usual naquela época: ir acampar junto à aldeia espanhola das Eljas, portanto uns bons quilómetros para lá da linha de fronteira. Quim Dias, Chico Léi, Chico Jiró, Léi Carloto, Mário Mateus, Zé D’avó e Zé da ti Chão, são os heróis desta gloriosa façanha juvenil.
Metem-se a caminho decididos, mas o frio e a fome sobrevieram logo após a primeira noite dormida no campo. O facto motivou o regresso furtivo de dois aventureiros à aldeia em busca de agasalhos. Não queriam ser vistos por vergonha de revelarem medo à frialdade das noites de Verão. Na arremetida notaram também que era importante prevenir a fome, e decidiram rapinar a galinha ao Ti Zé Plim, exemplar único da sua capoeira.
E a pita morta lá foi com os convivas para ser assada sobre as brasas quando chegados ao destino, como justa recompensa pelo esforço da viagem. Só que com o calor a carne do animal já fedia e acabaram por não lhe por o dente:
«Tratámos de montar as tendas e de preparar o lume para fazer de comer. A galinha que trazíamos vinha mesmo a matar. Depená-la e deixá-la pronta para ir à brasa foi num ápice, porque todos tínhamos um ratito no estômago.
Começou-se a assar a galinha. Porém, quando a maior parte de nós se dispunha a saborear o pitéu, que estava quase pronto e de que o Zé da ti Chão, por ser o benjamim do grupo, já tinha provado a bassó, forma nossa para cujo conteúdo se utiliza correntemente o termo moela, o Léi Carloto apurou o seu sentido de olfacto e, torcendo o nariz, afirmou que a galinha já cheirava mal, no que foi secundado de imediato pelo Chico Léi que logo sentenciou que estava estragada, o que afinal nem era de admirar, uma vez que, morta como vinha, tinha connosco feito todo aquele percurso em horas de calor.»
Escrito numa linguagem fluente, pejada de expressões populares e de frases de forte sentido irónico, o livro é uma peça importante da nossa literatura regional, pois trata-se de um excelente contributo para a recolha das nossas formas de expressão. À medida que a aventura dos jovens se desenrola, o autor aborda aspectos fundamentais das vivências colectivas dos que habitam Daquelado. Lá estão saborosíssimas descrições da matança de um cochino, das capeias arrainas, das façanhas do contrabando e da emigração. No que toca à candonga há até uma história comovente de transporte de carregos a cavalo, os quais, tal como os contrabandistas, também era por vezes vítimas do fogo dos guardas:
«Embora não haja cruzeiros a assinalar as mortes dos cavalos, também estes, muitas vezes, eram vitimados pelas mesmas balas. E, apesar de poder parecer estranho, quando isso acontecia, a carne destes animais era aproveitada por alguns para, pelo menos nessas alturas, matarem a fome devidamente ou, como por cá se diz, com l’é dado.
Os animais eram esquartejados no mesmo local em que os tinham feito tombar e a carne era metida em vinha-d’alhos. A tristeza e a dor dalguns eram, afinal, contentamento de fartura pontual para outros.»
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

No passado mês de Outubro, de 2009, deslocaram-se aos Foios três técnicos da televisão da Extremadura espanhola. Tiveram conhecimento das boas relações entre Foios/Eljas/Valverde del Fresno/Hoyos e outras localidades da Sierra de Gata. Pediram-me, nessa altura, se seria possível marcar uma data para, na primeira quinzena de Janeiro, de 2010, se poder deslocar uma equipa aos Foios para a realização de uma grande reportagem sobre as relações transfronteiriças. Essa equipa veio e trabalhou, durante dois dias, nesta simpática freguesia raiana. O grupo hospedou-se no hotel «La Palmera», sito em Valverde del Fresno, e deslocou-se aos Foios no passado sábado, dia 8.

José Manuel CamposDurante a manhã andaram pelas ruas a filmar e a entrevistar a maioria das pessoas que iam encontrando, sobretudo aquelas que tinham feito contrabando.
As sete pessoas envolvidas no projecto, incluindo um jovem português, almoçaram no restaurante «El Dorado» e por volta das 15 horas acompanhei-os até ao planalto do Lameirão para aí termos conversado sobre os mais diversos aspectos do contrabando, mesa dos quatro bispos e também dos projectos que temos em mente no âmbito do turismo.
O frio que se fazia sentir, em plena Serra das Mesas, não permitiu que pudéssemos visitar alguns locais de interesse turístico pelo que passado uma hora regressámos ao povoado em cujo Centro Cívico continuaram com as entrevistas e, sobretudo, para filmar a aparelhagem e o sistema sonoro que faz com que a música, muitas vezes espanhola, se oiça no largo da praça animando e recebendo bem quem chega à dita praça. Esse aspecto da música espanhola na praça foi, sem dúvida, o facto que mais surpreendeu o grupo a ponto de terem dançado durante algum tempo, na via pública.
Tal como estava combinado com a associação de cavaleiros de Valverde del Fresno os técnicos da televisão extremenha acompanharam hoje, domingo, os cinquenta cavaleiros que fizeram o percurso Valverde-Foios, via Piçarrão. Por volta das 12 horas começou a ouvir-se o barulho das ferraduras dos cavalos. Os cavaleiros concentraram-se, durante dez minutos, no Largo da Praça onde foram filmados e apreciados por muitas pessoas dos Foios que saem sempre à rua para apreciar o espectáculo.
FóiosPor volta das 13 horas as cerca de setenta pessoas, alguns familiares deslocaram-se através das viaturas particulares, entraram no restaurante «El Dorado» onde lhes foi servido, como sempre, um saboroso almoço onde, naturalmente, o bacalhau também esteve presente.
Logo após o almoço o grupo (re)organizou-se e lá partiram, de novo para Valverde, enquanto a luz do Sol ainda os aquecia e iluminava.
Foi, na verdade, um fim de semana muito animado e bastante proveitoso para a economia local. Fico muito feliz quando vejo meia dúzia de jovens a trabalhar no restaurante.
Apesar de me encontrar satisfeito com tudo o que por cá se vai verificando continuo a dizer que ainda temos muito trabalho pela frente. É caso para dizer que o muito que já fizemos ainda é pouco. Faltam-nos casas de turismo, falta-nos a marcação e sinalização dos mais diversos percurso pedestres, faltam-nos documentos de divulgação e algo mais. Ideias não nos faltam mas cabe aqui recordar uma pessoa dos Foios que dizia: «Como se prepara um indivíduo sei eu, ando é mal de roupas.»
Dentro de poucos dias vou reunir, aqui nos Foios, com o Alcalde Celso Ramos, de Navasfrias, e com a Ana Perez, Alcaldesa de Valverde para podermos analisar e discutir os mais variados aspectos que se prendem com o turismo.
Fiquei muito agradado quando, há poucos dias, dias o Presidente da Câmara, António Robalo, me comunicou a intenção de, muito brevemente, poder reunir com alguns alcaldes da Sierra de Gata e do Alto Águeda para, com eles poder analisar as mais diversas hipóteses de cooperação.
Parabéns, Presidente, pela iniciativa. É excelente e dará, certamente, frutos a curto prazo. Se entender poder contar comigo não hesitarei em dar o meu contributo.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

A povoação espanhola que tem nome Hoyos está geminada com uma outra povoação francesa que tem por nome Sainte Verge e visitam-se todos os anos, alternadamente.

José Manuel CamposNo passado ano de 2008 veio de Sainte Verge a Hoyos uma delegação com cerca de cinquenta pessoas.
A Presidente do da Associação de Hermanamientos de Hoyos, Ana Maria, convidou os Presidentes de Junta de Foios e Soito pelo facto de estas duas freguesias portuguesas estarem geminadas com Eljas (Espanha) e Porge (França), respectivamente. Esteve também presente o Francisco em representação do Ayuntamiento de Eljas.
Foi um convívio muito interessante tendo o Alcalde, Marcelo, feito uma visita guiada e pormenorizada já que Hoyos é uma vila tipicamente espanhola com um rico património.
Passado algum tempo foi a Junta de Freguesia do Soito que convidou uma delegação de Hoyos e de Foios aquando da visita dos amigos de Le Porge ao Soito.
Já no mês de Novembro foi a Junta de Freguesia de Foios que convidou os representantes das referidas povoações quando teve lugar o magusto com Eljas.
O efeito bola de neve tem acontecido. Cada vez nos vamos aproximando mais e as actividades vão surgindo.
Sábado, dia 23 de Maio, veio um autocarro de Hoyos com quarenta e cinco pessoas para fazerem uma visita aos castelos do concelho de Sabugal. O autocarro subiu a Sierra de Gata, passou por El Payo, Navasfrias e chegou a Aldeia do Bispo, já pela estrada nova, às oito horas. Aí estava o Presidente da Junta de Foios para receber o grupo. Visto que o Xalmas Bar, de Aldeia do Bispo, ainda se encontrava fechado o grupo tomou café no Quim, em Aldeia Velha.
Por volta das 9 horas chegava o grupo a Alfaiates. Nesta simpática localidade visitou-se o castelo, o espaço EMA, a biblioteca, a igreja e o largo onde se realiza a capeia e onde também se situa a Igreja da Misericórdia.
Juntou-se ao grupo o Matias, Presidente de Junta do Soito, tendo proposto passagem por essa simpática vila para também aí se poder visitar a Igreja Matriz. Após a visita o Matias fez questão de oferecer uma bebida no «Bar Azul» tendo alguns dos elementos provado, pela primeira vez, o vinho moscatel.
Hoyos e Saint VergeAo atravessar a vila o Matias teve o cuidado de chamar a atenção da comitiva para os aspectos mais importantes. Referiu os bombeiros, a Univest, o Centro de Negócios Transfronteiriço e, por fim, a praça de toiros e as fábricas de mármores e granitos.
Por volta das 11,30 horas o grupo chegava à cidade do Sabugal que atravessou, sem parar, em direcção à monumental vila de Sortelha. Aí esperava a delegação o Luís Paulo, Presidente de Junta. Depois de uma livre visita a delegação dirigiu-se às instalações da Junta tendo o Presidente oferecido um galhardete ao Alcalde de Hoyos, e um livro das aldeias históricas aos colegas de Foios e Soito.
Feitas as fotos da praxe o grupo regressou ao Sabugal onde os esperava o almoço na Albergaria Santa Isabel. Aqui tenho que realçar um mal entendido de nuestros hermanos. Quando lhes foi comunicado que havia as entradas, para se servirem, livremente, julgaram que fosse o primeiro e principal prato, tendo cada um e cada uma servido um prato deveras abundante a ponto dos empregados terem que trazer comida mais duas ou três vezes. De seguida veio a sopa e por fim vitela estufada com arroz e batatas fritas. Começaram a olhar uns para os outros quando nos disseram que se haviam equivocado con los platos visto que em Espanha os hábitos são diferentes. De seguida vieram as sobremesas que a todos agradaram. Finalmente foi servido o café, com leche, pelo menos para a maioria.
Uma palavra de agradecimento para a gerência e funcionários do hotel pela maneira simpática como trataram a delegação. No final os comentários eram unânimes. Comemos bem e barato. Viremos mais vezes.
Após o almoço o grupo deslocou-se, a pé, até ao castelo que todos eles admiraram pela imponência e pela maneira com está bem tratado. Visitou-se igualmente a casa da Talinha e o bar do Kim Tomé.
De seguida um saltinho ao museu e ao espaço de exposições da empresa Sabugal+. Depois das vistas adquiriram alguns artigos e produtos e registaram no livro de visitas algumas opiniões.
Desceu-se, a pé, a rua das tílias até ao autocarro que ficou estacionado no novo parque, em frente ao tribunal.
Fez-se, de seguida, a curta viagem até ao viveiro das trutas tendo, a maioria das pessoas, ficado deslumbradas já que era a primeira vez que visitavam o local. Alguns pescaram algumas e outros adquiriram alguns quilos no local de venda.
Depois de muitas fotos e algumas bebidas, no quiosque, fez-se a viagem até Foios. Entrou-se no auditório do Centro Cívico com a música «Viva España» que a todos surpreendeu. De imediato se iniciou o baile tendo a maioria das pessoas subido ao palco onde cantaram e dançaram à boa maneira espanhola.
Por fim o Presidente da Junta de Foios ofereceu também um galhardete ao Marcelo, alcalde de Hoyos, que agradeceu.
Ficou combinado que muito brevemente voltariam para completarem a rota dos castelos visto não ter havido tempo para visitarem o de Vilar Maior e de Vila do Toiro.
Alguns voltarão com a família, visto que ficaram deveras surpreendidos e satisfeitos com o passeio. Muitos diziam que já haviam estado nas cidades da costa portuguesa e em Fátima, Tomar, Porto e Lisboa e que desconheciam, por completo, um tesouro que tinham aqui tão perto.
Venham mais vezes.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

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