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O economista americano Paul Krugman divulgou um Manifesto onde contesta a abordagem que tem sido feita à crise económica da zona euro e aponta soluções diferentes das seguidas pelos governos europeus.

O Prémio Nobel da Economia há muito que critica a política económica restritiva que se pratica na Europa sob a batuta da chanceler alemã Angela Merkel.
Ainda antes de divulgar o Manifesto, Paul Krugman publicou no New York Times, onde é colunista, um artigo intitulado «Grécia, como vítima», em que afirmou que «as origens do desastre estão mais a norte, em Bruxelas, Frankfurt e Berlim, onde responsáveis criaram um sistema monetário profundamente – talvez fatalmente – defeituoso».
Aos sucessivos avisos, o professor da Universidade de Princeton juntou, de parceria com Richard Layard, o «Manifesto for Economic Sense», onde defende que as políticas adoptadas estão a contribuir para um aprofundamento da recessão, uma vez que estão excessivamente centradas na austeridade.
O documento, que pode ver aqui, rebate a ideia de que a crise tem origem no endividamento público irresponsável. A crise foi antes causada pelos empréstimos excessivos no sector privado, especialmente pelos bancos: «O colapso da bolha levou a quedas na produção e, portanto, nas receitas fiscais. Assim, os grandes défices públicos que vemos hoje são uma consequência da crise, e não a sua causa».
Quando a bolha imobiliária explodiu o sector privado contraiu-se, o que prejudicou a economia, na medida em que «a despesa de uma pessoa é a receita de outra». O resultado foi a depressão, que por sua vez agravou as dívidas públicas.
Em vez de incentivar os gastos para equilibrar a balança, num momento em que o sector privado reduzia as despesas, os governos cortaram investimentos e aumentaram impostos, penalizando ainda mais as pessoas.
Krugman defende que é preciso reduzir o desemprego antes que se torne endémico, e assim inviabilize a efectiva redução do défice público.
Quanto à resposta que os governos têm dado, o documento defende que os cortes resultam na contracção da economia, pelo que é imperioso procurar outro caminho.
O Ministro das Finanças, Vítor Gaspar, deveria analisar os argumentos de Krugman e de Layard, pois talvez assim concluísse que tem de abandonar a ortodoxia monetarista para salvar a economia portuguesa.
A política de austeridade excessiva atrofia a actividade económica, provoca desemprego e contribui, afinal, para o decréscimo da receita e o aumento da despesa pública, agravando défice.
Era bom que os países do sul exigissem, a uma só voz, uma Europa solidária que assuma a crise como um problema de todos, porque também todos contribuíram para ela.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

O movimento «Empresários pela Subsistência do Interior» defendeu a demissão do ministro da Economia por falta de respostas às dificuldades apresentadas num encontro na sexta-feira com o governante, na Covilhã, disse à Agência Lusa o porta-voz, Luís Veiga.

O governante promoveu na sexta-feira um pequeno-almoço com 50 empresários da Beira Interior, na Covilhã, para os auscultar, explicou na altura o próprio ministro da Economia, mas Luís Veiga, empresário covilhanense do ramo hoteleiro, diz que, analisado o encontro, «verificou-se que não há estratégia nenhuma para o interior».
Segundo explicou à Agência Lusa, apesar dos relatos de dificuldades, os empresários lamentaram «não ouvir uma palavra de compreensão do ministro da Economia, antes pelo contrário, sentiram que [o governante] está num mundo completamente diferente e provavelmente noutro continente».
Luís Veiga é peremptório: «Para nós é altura de dizer basta e exigir a demissão do ministro, não podemos ir para outro nível de exigência após aquele pequeno-almoço surrealista de um diálogo de surdos entre 50 empresários e o governante».
A visita de Álvaro Santos Pereira «não trouxe nada de novo, independentemente da necessidade que atribui às reformas em curso», apesar de «ter sido explicado que as empresas estão no limite e que chegaram a um ponto de não retorno em termos da operação no interior do país».
Ou seja, «não se vislumbra outro caminho que não seja o encerramento de mais empresas e a desertificação humana e, perante isso, ele não tem resposta», contou o porta-voz dos empresários.
O anúncio da prorrogação das isenções nas autoestradas ex-SCUT por mais três meses, sem outras medidas que atenuem o efeito das portagens, foi a gota de água, acrescentou Luís Veiga.
Segundo explicou, «o Interior não precisa dessa esmola, pois não eram as autoestradas A23, A24 e A25 que iam perder as isenções» no final de Junho – dado que as regiões abrangidas têm baixos índices de poder de compra, dentro dos valores especificados por lei para atribuição do benefício.
De acordo com Luís Veiga, o núcleo duro do movimento engloba cerca de 50 empresários dos distritos de Castelo Branco e Guarda e respectivas associações de empresas, defendendo os interesses de cerca de 8.000 firmas.
O grupo foi criado no início de 2011 para lutar contra a introdução de portagens nas autoestradas A23 (Torres Novas – Guarda), A25 (Aveiro – Vilar Formoso) e A24 (Viseu – Chaves), mas desde então tem intervindo e apresentado propostas sobre outros temas.
plb (com Lusa)

Conta-se que Arquimedes, estando no banho descobriu que, o volume de qualquer corpo, pode ser calculado medindo o volume de água movida quando o corpo é submergido. È o princípio de Arquimedes.

A palavra «eureka» é a primeira pessoa do singular do perfeito do indicativo do verbo heuriskein (encontrar), significa, portanto, encontrei. Usamo-la, hoje, como sinónimo de descoberta, de fim de busca.
Foi precisamente o que me ocorreu estes dias com as notícias que, diariamente, invadiam as nossas casas. Como podem estes iluminados da economia e finanças, virem, com aquele ar de virgens imaculadas, apregoar o seu espanto em relação à recessão, á falta de crescimento económico, ao aumento do desemprego e à fraca entrada de impostos nos cofres do estado?!
Cada dia vinha um qualquer (ou nem tanto) dizer da sua admiração por os números não coincidiam com as previsões estabelecidas. Bom, eram previsões, argumentam. Contudo, esse argumento não justifica o eureka com que nos brindam:
Seria impossível haver crescimento económico quando o consumo (a procura) diminui. Penso não ser necessário ser economista para perceber que o mercado (como eles gostam tanto de dizer!) funciona na base da procura e da oferta. Não havendo procura a própria oferta tende a diminuir. Exemplifiquemos da seguinte forma, uma empresa fabrica frigoríficos, se os consumidores não os comprarem, brevemente, a empresa reduzirá a produção, despedindo trabalhadores, que irão engrossar o grupo dos consumidores que não compra. Mais tarde a empresa fecha. Desta forma, o fenómeno vai engrossando, provocando o efeito bola de neve. Ora, esta crise foi provocada pelos economistas e financeiros que, na obscuridade dos gabinetes, especularam, mentiram, conspiraram e inventaram esta crise que, no final, lhes vai dar milhares de milhões de lucro. E, todavia, são estes mesmos que chamamos para resolver crise! Se a memória não me falha, creio ter sido Churchill, primeiro ministro britânico aquando da 2ª guerra mundial, que afirmou que a guerra era um assunto demasiado sério para ser deixada só aos militares. Também a economia. Os resultados estrão á vista.
Mas sobre estes espantos, dou mais dois exemplos, em que as previsões teriam que sair, necessariamente, furadas. Um, a receita fiscal está aquém do esperado. E os economistas da nossa praça ficam espantados! Se há cada vez menos gente a trabalhar, como se pode esperar receita fiscal igual ou superior à do ano passado? Sabendo-se que a economia paralela já era enorme, agora é estrondosa. Eu diria que, por este andar, a paralela é que parece ser a real… Outro, a facturação das scut’s. Juro, tenho uma curiosidade enorme de saber qual o resultado da colecta (para não lhe chamar chulice) que a cobragem de portagens deu. Porque a diferença entre o estimado e o valor real deve ser colossal. No final, nem a cobragem resolve o problema da divida às empresas concessionárias e o resultado será o definhar definitivo do interior. Quando o governo perceber que não tem país, será tarde. Por aqui haverá aldeias fantasmas e a única vida será a passagem do vento pelos campanários vazios… pois os sinos já os terão roubado!
Por estes dias esteve por cá um prémio Nobel da economia para ser doutorado honoris causa e logo por três universidades. Não sei se cobrou o «serviço» ou não, mas vi ser apresentado por um senhor que pensa exactamente o contrário. Enfim. Este senhor veio dizer que Portugal está no bom caminho mas que não garantia que resultasse toda esta austeridade. Bem, foi a minha vez de dizer eureka! Então o homem, um laureado nobel em economia, e não pode garantir se aquilo que estamos a fazer vai ter resultados!? Depois tem o desplante de dizer que os salários dos portugueses deviam ser cortados em 30% em relação aos dos alemães. Então para que serviu e para que serve a União Europeia? Não era para equilibrar os povos europeus no seu nível de vida? Apetece-me voltar aos frigoríficos, os alemães que os façam, se ninguém os comprar quero ver o que lhes fazem!
Quanto ao nobel da economia, confesso que tenho alguma dificuldade em perceber a sua importância. Todos os anos temos laureados e não vejo nenhuma teoria ou descoberta desta gente que venha facilitar a vida das pessoas ou permitir-lhes soluções. Por detrás desta crise estão muitas das teorias de laureados com o nobel da economia! A este que por cá esteve, gostava que lhe cortassem o salário, só para ouvir mais uma prelecção do iluminado.
O Sr. Primeiro Ministro cá do burgo, finalmente, encontrou a culpa do estado de Portugal! Foi o anterior governo. Eureka! Permita-me que lhe diga, não foi o anterior. Foram todos os anteriores. A começar no do Sr. Cavaco Silva. Porque nessa altura de vacas gordas, as reformas estruturais que tanto apregoa agora não foram feitas. Os milhões da Comunidade Europeia foram estruturar os bolsos de uns quantos e dos amigos. Agora, quando não há dinheiro, vem pedir que se faça o que ele não fez quando devia e podia. Mais, se não concorda com a linha política seguida pelo governo do seu próprio partido, não publique as leis. Use os instrumentos ao seu dispor e demonstre a sua discordância. Agora publicar as leis e, depois, dar entrevistas à imprensa estrangeira a dizer que não pode ser tanta austeridade soa a cobardia e hipocrisia.
O Sr. Primeiro Ministro pode acusar a herança, mas não deve com isso camuflar as suas opções políticas, nem diluir as suas decisões com o programa da troika. Procurando, desta forma, sacudir a água do capote.
Espero que, qualquer dia, alguém não nos venha dizer que estamos mais pobres, com esse ar de quem descobriu a realidade.
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

A minha formação académica começou na filosofia e teologia, passou pelo direito e, só depois, chegou à economia. Por isso, a visão que tenho da economia é heterodoxa, mais próxima da escola personalista Austríaca de Hayks, que da escola tradicional, keynesiana, assente em modelos matemáticos.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaAssim, ao homo economicus da corrente ortodoxa e clássica, das relações económicas de troca e de pura justiça comutatitva, contraponho o homo viator, um homem em permanente interrogação da sua origem, do seu papel e do seu futuro na sociedade, no seio da qual procura a sua realização na sua dupla dimensão material e espiritual. Em consequência, a economia não é tanto uma ciência de obtenção e afectação de recursos, mas um instrumento para eliminação da pobreza, porque só com acesso a um conjunto mínimo de bens o homem tem garantia de um minimo conforto material, que lhe permita também desenvolver o seu lado espiritual e cultural; a sua dupla dimensão interior e exterior (pneuma/sarx).
Posto isto, a minha abordagem das questões económicas, designadamente da actual crise económica, é também heterodoxa, feita portanto, do ponto de vista filosófico, moral, ético e político, como o leitor, se tiver paciência em acompanhar-me, poderá constatar:
Karl Marx no seu Das Kapital já previra que «todos os povos do mundo se vêm cada vez mais intricados na rede do mercado mundial» e que o carácter internacional do capitalismo se haveria cada vez mais de tornar evidente (in Kapital, p.18) e no manifesto do Partido comunista em 1848, que as indústrias tradicionais, especialmente as de recorte local e produtos locais, haveriam de ser gradualmente ser substituídas por outras de nível internacional e novos produtos, dependendo de matérias primas provenientes de zonas remotas do mundo, e cujos produtos não serão mais de consumo trans-regional. (Karl Marx e Federich Engels; in Manifesto do Partido Comunista, Londres, 1848).
Esta previsão de Marx aconteceu pela globalização dos mercados. A consequência é que, ganhando dimensão internacional e global, a economia e o capital já não podem ser fiscalizados, como no liberalismo económico, pelo poder político de cada estado, exigindo antes, uma concertação e regulamentação inter-regional e mundial.
A livre iniciativa económica, que fazia sentido em mercados locais ou nacionais, que os respectivos estados podiam fiscalizar e regulamentar, também já não é aceitável, sob pena de conduzir a graves distorções de mercado.
A globalização da economia teve também outras consequências, que Bento XVI explica na sua encíclica Caritas in Veritate: «O mercado, à medida que se foi tornando global, estimulou antes de mais nada, por parte dos países ricos, a busca de áreas para onde deslocar as actividades produtivas a baixo custo a fim de reduzir os preços de muito bens, aumentar o poder de compra e deste modo acelerar o índice de desenvolvimento centrado sobre um maior consumo pelo próprio mercado interno. Consequentemente, o mercado motivou as novas formas de competição entre estados procurando atraír centros produtivos de empresas estrangeiras através de variados instrumentos, tais como impostos favoráveis e a desregulamentação do mundo do trabalho. Estes processos implicaram a redução das redes de segurança social em troca de maiores vantagens competitivas no mercado global, acarretando grave perigo para os direitos dos trabalhadores, os direitos fundamentais do homem e a solidariedade actuada nas formas tradicionais do Estado social.» (Caritas in Veritate, nr. 25, pp. 36-37).
É isto a que hoje assistimos; a destruição, em consequência da cada vez maior globalizaçao da economia, do estado-benificiente inventado por Bismark para subornar o proletariado com benefícios sociais, e evitar a revolução socialista.
A consequência é o retorno gradual, que já se faz sentir noutros países europeus a partir da segunda metade do século XX, enquanto em Portugal e Espanha só aconteceu na viragem do séc. XX para o XXI, ao modelo de estado liberal do século XIX e a perca das regalias sociais garantidas pelo moderno estado providência.
Marx também previu que a acumulação crescente de lucros e a concentração monopolísta do capital, com os grandes capitalistas a «comerem» os mais pequenos, levaria a tal situação de desigualdade na distribuição de riqueza, que fomentaria a revolução das massas e o fim do capitalismo.
Marx tem razão nesta análise; de facto, o maior perigo para a estabilidade política é a desigualdade social. Não chega a liberdade e a garantia formal de direitos que o sitema capitalista e burguês proporciona a todos os cidadãos, se a criação de riqueza não for acompanhada da satisfação das necessidades elementares de cada indivíduo, da erradicação da pobreza, e a igualdade de direitos estiver longe dos factos.
E também acertou, além da sua previsão da globalização dos mercados, na concentração do capital e na gritante e desigual distribuição de riqueza do sistema capitalista, potenciadora de instabilidade política e social.
De facto, a realidade mundial actual é de 40% da riqueza mundial estar na mão de 2% dos indivíduos; um bilião e meio de pessoas viverem com menos de 1€; cerca de três biliões viverem com menos de 2€, sendo que esta fatia da população dispõe apenas 1% da riqueza mundial.
A revolução das massas desfavorecidas é uma realidade histórica. Os acontecimentos das civilizações passadas e da europeia, e os do actual Magreb, demonstram-no.
Como dizia Horst kohler, antigo director do FMI e presidente da República Federal da Alemanha, não há maior ameaça para a estabilidade política e económica no mundo do que qualquer forma extrema de desigualdade na distribuição do bem-estar (citado por Reinhard Marx, arcebispo de Munique, in Das Kapital, Munchen, 2008, pág.23)
O modelo económico que conduziu a estes resultados, está por isso errado. A economia não devia, numa linha de pensamento económico moderno que vem já desde a Teoria dos Sentimentos Morais de Adam Smith, (antes do economista na célebre obra da «Riqueza Das Nações», excelente professor de filosofia moral), ser mais a economia convencional, anacrónica, alheia aos problemas de desenvolvimento, mais preocupada com a criação de riqueza das nações e orientada para o crescimento indeferenciado e consumismo, com nenhum efeito na erradicação dos níveis de pobreza.
Esta economia convencional fracassou porque, além dos resultados que são conhecidos, se desligou do fundo ético da antiga economia política, cuja preocupação é a justiça distributiva e não apenas a justiça comutativa da economia convencional.
Os programas de microcréditos de Mohamed Yunus (prémio Nóbel da Paz, quando o devia antes ter sido da economia) e Ela Bahatt, são insuficientes, mas bons exemplos de iniciativas de uma nova economia ética, preocupada mais com a pobreza, do que com a riqueza.
A globalização dos mercados exige um novo movimento internacional, como defende Jeffrey Saches no seu livro El fim de la pobreza, de cooperação entre países e regiões, em que os países ricos ajudem financeiramente os países pobres que não podem gerar a poupança por si próprios.
As empresas não deviam ter apenas como fim o lucro fácil e especulativo para satisfazer os accionistas e remunerar princepescamente os gestores.
A empresa, como elemento da sociedade, que aloca recursos sociais à sua actividade, vive da sociedade e na sociedade. Por isso a sua actividade não afecta só os que investiram nela o seu capital e trabalho.
Existe, à semelhança das relações humanas, que se pretendem de respeito mútuo, um contrato moral em que a empresa se obriga a agir com responsabilidade social, não defraudando as expectativas da sociedade num comportamento prudente e justo; isto é de boas decisões.
A moral e a ética não é só uma questão individual e pessoal. As organizações, como as empresas, são grupos humanos que também se orientam por valores, além de normas.
Como o homem virtuoso se orienta com prudência, no sentido clássico de adequar a sua acção em cada caso entre o excesso e o defeito (Aristóteles in Ética a Nicómaco, Livro VI, cap. 5), também uma empresa que se preocupa com o bem-estar social é uma empresa ética, preocupada com as boas decisões; um bem público, um daqueles bens que não só beneficiam as pessoas que investiram o seu esforço em produzi-lo, mas também quantos são afectados pela sua actividade, mesmo que não tenham contribuído para cria-lo (Amartya Sen in Desenvolvimento e Liberdade, Barcelona, 2000, pp 39-54).
E a riqueza do bem criado por uma empresa ética, responsável socialmente, é o clima de confiança, a boa sociedade, que tem valor económico incalculável, porque não contabilizável.
Resumindo:
A globalização dos mercados, a visão convencional da economia, a cultura empresarial institucional, levaram à destruição do estado social, concentração da riqueza, à não resolução dos problemas de pobreza, às desigualdades sociais, à actividade económica visando apenas a produção de riqueza e lucro.
Consequência disto, é a multidão de excluídos do bem-estar social, que clamam por uma maior justiça distributiva e acesso aos bens essenciais, a que só uma minoria da população mundial tem acesso.
A terra é a casa de todos nós, e os seus recursos naturais, independentemente da sua forma de apropriação, devem aproveitar, como defende, desde Leão XIII, a doutrina social da Igreja, a toda a humanidade, e não a um pequeno grupo.
Para isso temos de mudar o paradigma de desenvolvimento através de uma nova economia hermeneutica-filosófica que analise os fenómenos de exclusão e encontre soluções para a erradicação da pobreza.
É urgente uma cultura empresarial baseada na ética e na responsabilidade social, como ferramenta de gestão e de justiça social; uma economia do desenvolvimento.
Em suma, uma civilização ética, focada na inclusão social e na dignificação da pessoa humana; uma civilização da pessoa e para as pessoas.
Só que todos os governos, independentemente dos regimes, são oligárquicos e não cedem os privilégios de poder pacificamente; e quando caem pela força, outra oligarquia sucede á anterior. Por isso, nunca acontecerá esta mudança de paradigma económico!
Por mais mudanças e revoluções que haja, o egoísmo e a ganância humanas nunca desaparecerão. O individualismo, a que alguns filósofos da economia chamam liberdade-igualitária, prevalecerá sempre sobre o personalismo.
Para que isso não sucedesse, teriamos que ter uma sociedade, já não digo de homens nobres, interiores, que refere a doutrina paulina na carta aos Gálatas, mas pelo menos de homens honrados e bons cidadãos de que falava Benjamim Franklin, no seu pequeno opúsculo sobre os deveres de um cidadão. Uma sociedade constituída por indivíduos conscientes da sua liberdade responsável e de que a realização do bem comum é o melhor caminho para a realização e bem-estar de cada um.
Se assim não for, como dizia C. J. H. Hayes, a propósito da revolução francesa, «Plus ça change, plus c’est la même chose» (in estudos sociais, 1936, pág. 79).
Sem uma nova economia politica, filosófica e ética, e cultura de cidadania, não iremos a lado nenhum!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Este é o 100º artigo de João Valente no «Capeia Arraiana». Parabéns ao autor da coluna «Arroz com Todos», que intervém sempre pleno de oportunidade e imbuído de saber e de espírito crítico
Administração do Capeia Arraiana

O concelho do Sabugal marca presença na 22.ª edição da BTL (Feira Internacional de Turismo de Lisboa) em dois espaços de referência promovidos por técnicas do município no pavilhão 2. O turismo sabugalense (restauração e alojamento) está integrado na Região de Turismo da Serra da Estrela e o complexo das Termas do Cró no stand das Termas de Portugal.

A 22.ª edição da BTL-Feira Internacional de Turismo dirigida aos profissionais do sector foi inaugurada esta quarta-feira, 13 de Janeiro, pelo Ministro da Economia, da Inovação e Desenvolvimento, José Vieira da Silva. O governante aproveitou a ocasião para relembrar o «estatuto de grande palco internacional das actividades turísticas com a presença de mais de 1000 empresas de 45 países, dez dos quais estreantes».
A maior feira de turismo nacional propõe aos visitantes profissionais e ao grande público visitar Portugal de Norte a Sul, ao longo de 3 pavilhões, oferecendo destinos e actividades de todas as regiões do País.
O concelho do Sabugal mostra-se no Pavilhão 2 no stand da Região de Turismo da Serra da Estrela (com uma enorme fotografia do castelo de Sortelha) oferecendo a boa gastronomia raiana e os alojamentos em turismo rural e unidades hoteleiras e no stand «Termal & Spa’s» das Termas de Portugal que inclui este ano a grande novidade «Centro Termal do Cró – Sabugal» dando a conhecer a oferta turística e os serviços e equipamentos envolvidos. NOs dois espaços estão presentes para promover e dar todas as informações necessárias as técnicas da autarquia sabugalense.
A vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Delfina Leal, representou a autarquia na III Conferência Internacional da BTL «Saúde e Bem-Estar – Novas Oportunidades para Portugal» promovida pela AIP-CE, a Associação de Turismo de Lisboa, o Turismo do Estoril e a Associação das Termas de Portugal. O turismo termal (Saúde e Bem-Estar) é uma das grandes apostas estratégicas da edição 2010 como destino turístico assim como a aposta continuada nos sectores da gastronómia e do turismo rural.
O congresso teve lugar no primeiro dia da maior feira do Turismo nacional e projectou para profissionais do sector a temática da «Saúde e Bem-Estar» identificada no Plano Estratégico Nacional de Turismo como um dos dez produtos turísticos em que deverá assentar a estratégia de desenvolvimento turístico de Portugal. A autarca sabugalense tomou conhecimento com as boas práticas nacionais das Estâncias Termais e das unidades hoteleiras com SPA que contribuem para a afirmação de Portugal como destino de saúde e bem-estar, bem como as experiências internacionais de operacionalização turística deste segmento.
O sector da Saúde e Bem-Estar é um dos 10 produtos definidos pelo PENT – Plano Estratégico Nacional do Turismo, com um crescimento previsto, a nível europeu para os próximos anos, que oscilará entre os 5 e os 10 por cento atingindo 6 milhões de viagens anuais.
As estâncias termais portuguesas estão a desenvolver e diversificar a sua oferta, com vista às novas necessidades e hábitos de consumo, investindo em novos equipamentos e requalificação dos recursos humanos. O perfil de clientes destes produtos turísticos aponta, por razões de saúde, para estâncias termais, tradicionalmente vocacionados para a terapia, com a dignidade e o conforto que a sua situação específica aconselha e a procura do seu destino é escolhido como um fim. Acima de tudo o que qualquer pessoa procura, além dos tratamentos das mais diversas tipologias, ou apenas de passagem, é toda uma sensação de comodidade e bem-estar aliada à descoberta da paisagem da região envolvente.
A BTL tem com estrelas a África do Sul (a nível internacional) e Lisboa (no plano nacional) e decorre na FIL, Parque das Nações, para profissionais nos dias 13, 14 e 15 de Janeiro (das 10 às 20 horas) e para profissionais e público no dia 16 (das 10 às 23 horas) e finalmente no dia 17 (das 10 às 20 horas).

Há um ano teve lugar neste espaço uma ampla discussão sobre a não-presença do Sabugal na BTL. Mais vale tarde do que nunca.
jcl

O Ministro da Economia foi demitido pelo Primeiro-Ministro José Sócrates durante o debate da nação na Assembleia da República. Um gesto provocatório com dois dedos na testa em forma de cornos dirigido à bancada do PCP ficou para a história dos debates parlamentares. Depois do «PapaMaizena» e do rasgar de programas em directo na SIC Notícias só faltava simular uma investida no forcão…

Vodpod videos no longer available.

O gesto fatal de Manuel Pinho foi feito numa fase acalorada da tarde, em que Francisco Louçã (BE) lembrava as promessas de José Sócrates e de Vital Moreira sobre a viabilização das minas de Aljustrel e a manutenção de 100 postos de trabalho. O Ministro da Economia, desnorteado, respondeu com os dedos em forma de cornos a uma provocação paralela de Bernardino Soares (PCP) sobre a oferta de um cheque da EDP à colectividade aljustrelense. Só faltou mesmo o incentivo raiano… Ó Forcão Rapazes.

Em tempo de anormal e maniqueista nervosismo politico-popular será que é de bom tom sugerir o registo do incentivo «Ó Forcão Rapazes» ??? (Interrogação)
jcl

A crise económica mundial é coisa séria, no entanto, não resistimos a dar uma «solução» para acabar com a dita cuja…

100 EurosNuma pequena vila do Interior em que nada de especial acontece, a crise sente-se. Carregada de dívidas toda a gente deve a toda a gente.
Subitamente, um turista entra no pequeno hotel local. Pede um quarto e coloca uma nota de 100 euros sobre o balcão. Pega na chave e sobe ao 3.º andar para inspeccionar os aposentos que lhe indicaram, na condição de desistir se estes não lhe agradarem.
O dono do hotel pega na nota de 100 euros e corre ao fornecedor de carne a quem devia 100 euros.
O talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100 euros em dívida há algum tempo.
Este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne (100 euros) que por sua vez corre a entregar os 100 euros a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito.
Esta recebe os 100 euros e corre ao hotel a quem devia 100 euros pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes.
Neste momento o turista desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100 euros.
Recebe o dinheiro e sai.
Não houve neste movimento de dinheiro qualquer lucro ou valor acrescido. Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e agora a população desta vila já encara o futuro com optimismo.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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