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Apresentamos uma peça teatral em três actos, da autoria de João Valente, cuja cena se passa no Sabugal, no tempo d’El-Rei D. Dinis. Leia o Prólogo e clique no link para ler o resto da peça.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaPrólogo (Apresentação)
Era a Semana da Paixão de 1296, pela tarde. hora das vésperas, e pela rua direita, a mais movimentada e formosa da terra, que atravessa o velho casario da judiaria, a multidão circulava, apertada, por entre as tendas que se estendiam até ao largo, onde se realizava a feira franca.
O reboliço desacostumado, de povo comprando e vendendo, fervilhava no largo fronteiro à velha matriz da Senhora do Castelo, para onde se debruçava o castelo, na posse dos leoneses, a infanta viúva D. Maria, e seu filho adolescente, D. Sancho de Ledesma, senhores daquelas terras em redor.
El-rei D. Dinis, intervindo, aliado a D. Maria e Sancho de Ledesma, na sucessão dinástica de Leão, a favor do Infante D. João, entrara no país vizinho até Tordesilhas, de onde retirava contrariado, depois de as partes, à sua revelia, se comporem, e D. João reconhecer o sobrinho, D. Fernando, como rei de Leão.
D. Dinis, regressava à frente da sua hoste armada, fazendo ressoar pelos becos e encruzilhadas um tropear de passadas e cascos, um sussurro de vozes vagas, que indicavam ser inesperado, agitado e contrariado aquele regresso.
E assim foi, com efeito, como o ouvinte poderá averiguar por seus próprios olhos e ouvidos, se, manso e disfarçado quiser misturrar-se naquela turba de povo, que no largo do vetusto castelo, deambula entre as tendas da feira, ou assiste ao teatro religioso no adro da Senhora do Castelo. umas vinte casas acima da torre das portas da cidadela…

Para ler a peça completa. Aqui.
João Valente

José Luís Chapeira nasceu e reside no Sabugal. «Sou do centro do Mundo» como gosta de dizer nos meios empresariais. É um homem multifacetado, de sorriso fácil, bem-disposto e contente com a vida. O empresário empreendedor confunde-se com o autodidacta das artes e da cultura. Nos negócios é gerente da Chapeira&Gomes e do novo Minipreço do Sabugal. Criativo e visionário pertence-lhe a ideia original da iniciativa «Pintar Sabugal» que se realiza anualmente. E no final da nossa conversa defendeu, com convicção, que o milagre das rosas da Rainha Santa Isabel aconteceu no Largo do Castelo do Sabugal…

(Clique nas imagens para ampliar.)


Estivemos à fala com o empresário José Chapeira, natural do Sabugal, e gerente da firma Chapeira&Gomes e do supermercado MiniPreço. Quando despe o fato dos negócios transforma-se num homem de cultura com um feitio contagiante, cantador e tocador de viola, escultor e pintor com obras em azulejo nos fontanários do Sabugal e nas Termas do Cró.
José Chapeira participou nas duas bienais organizadas em parceria pela Câmara Municipal do Sabugal e pela Casa do Concelho do Sabugal e «inventou» a iniciativa anual «Pintar Sabugal» da responsabilidade da ADES.
«Fiz a quarta classe no Sabugal. Andei nos seminários combonianos de Viseu e do Porto. O quarto e o quinto anos [antigos] foram feitos no Sabugal e o sexto e sétimo no Liceu da Guarda. Ainda estive a trabalhar com o meu pai dois ou três anos mas o meu espírito de empresário falou mais alto porque ele não me deixava avançar ao meu ritmo», diz-nos entre muitos sorrisos o sempre bem-disposto José Chapeira.
– Os Chapeira são uma família de empresários…
– A primeira máquina de malhar que houve no concelho do Sabugal foi comprada pelo meu pai, Manuel dos Santos Chapeira, em São Romão do Coronado. Estávamos em 1960 mas vivíamos como na Idade Média. A revolução industrial no Sabugal deu-se com essa máquina. Nesse tempo a malhadora era puxada pelas juntas de vacas de uma aldeia para outra. Até aí os agricultores malhavam e debulhavam os cereais com o mangual. O meu avô e o meu pai sempre foram empresários ligados à arte da latoaria. Quando me iniciei nos negócios apostei no fabrico, injecção e transformação de plásticos com a Chapeira&Gomes. Actualmente mantenho o negócio da família e acrescentei-lhe as energias alternativas, aquecimentos, produtos para caça e mais recentemente o investimento no supermercado MiniPreço no Sabugal. Muito daquilo que eu sei hoje em termos empresariais aprendi com o meu pai. Desde pequenininho que ouvia falar de negócios.
– São investimentos empresariais de envergadura para o concelho do Sabugal…
– Obviamente. O MiniPreço, inaugurado a 3 de Abril deste ano, é um grande investimento. Como já existia uma unidade idêntica implantada há dez anos sem concorrência resolvemos apostar num espaço bem localizado, entre o Centro de Saúde e a Central de Camionagem, com preços competitivos para que os sabugalenses pudessem escolher onde comprar mais barato.
– E têm produtos regionais à venda?
– Somos franchisados e, por isso, estamos obrigados a vender uma série de marcas e produtos do MiniPreço. Mas temos prateleiras especiais para produtos regionais. Estamos preparados para vender o que é produzido no nosso concelho.
– A criação de postos de trabalho no Sabugal é sempre uma boa notícia…
– Vou-lhe contar um pequeno segredo, ou melhor, uma decisão estratégica. Podia ter recrutado os colaboradores que tenho no MiniPreço aqui no Sabugal mas fui buscar um a cada aldeia. Eles vão continuar a viver na sua terra e os filhos ficam lá na escola. É uma forma de não despovoar as nossas aldeias. Como apostamos em conquistar clientes nas aldeias acreditamos que os nossos colaboradores são os nossos melhores anunciantes. Quando chegam a casa falam das nossas promoções e os familiares aproveitam para vir comprar onde trabalha a filha, o sobrinho ou a prima…
– Mas há um artista para além do empresário…
– Essa é que é a minha vida. Quando andava na escola notava e notavam que fazia desenhos diferentes dos outros. De tempos a tempos a professora dizia – hoje vamos ter prova – e no cabeçalho da prova havia um espaço para fazer um desenho. Os meus bonecos eram sempre diferentes. Sou autodidacta mas visito muitos museus, tenho muitos livros, falo com pintores. O «Pintar Sabugal» fui eu que o pari. Gosto de pintar mas mais de desenhar. Cantar e tocar surgiu durante o seminário. Também ali alguém descobriu que eu tinha esse dote. Um dia, com dez ou doze anitos, fui com o pai a Coimbra e vi uma viola numa montra. «Óh pai gostava que me comprasse aquela viola» foi o meu pedido pronto. «Mas custa 750 escudos» ouvi como resposta. Era um valor muito elevado para aquele tempo mas o meu pai fez-me a vontade e regressei ao Sabugal com uma viola que ainda hoje conservo em casa.
– Nesse tempo constituíram-se muitos conjuntos no Sabugal?
– O Clave foi um conjunto famoso com o Rochita, o Totó, o doutor Horácio e o Zé Melão. Eles estavam nos ensaios e eu ia espreitá-los para ver como faziam. Entretanto surgiu o meu grande mestre – o tenente-coronel Orlindo (Notáio) Pereira. Um dia andámos à caça e ao tiro aos pratos na sua quinta quando foi promovido de capitão para major. E à noite toda a gente cantou fado menos o Zé Chapeira que não sabia. Voltei para casa, comprei alguns discos, e agora já canto fado.
– O negócio ainda deixa tempo para as tertúlias?
– O mundo do negócio é só negócio. Tentas comprar por dez e vender por mais alguma coisa. Mas não há alegria no negócio. Não há viver. É como os de Lisboa que têm sempre aquela cara triste e pálida. Eu vou a Lisboa e vejo as pessoas à espera do autocarro e é uma tristeza que trazem. Não têm alma – embora não sejam desalmados acrescenta entre sorrisos – e não têm a alegria que nós temos nesta terra antiga tão bonita. Tenho a sorte de ter amigos verdadeiros e, como não perdemos tempo no trânsito [risos] conseguimos juntar-nos quase todos os dias para cantar, para tocar e para a boa gastronomia raiana.
– Quantas exposições já fez?
– Fiz exposições particulares, colectivas e uma de escultura e pintura em conjunto com o João Reis, da Quarta-feira. Mas agora tenho um problema. Gostava de fazer uma exposição mas não tenho comigo uma única tela. Dei-as todas. Mas nunca vendi um quadro. Algumas pessoas compraram pinturas minhas porque ofereci-as à ADES como receita para a associação. Quando dou os meus quadros aviso logo que é apenas 90 por cento para que os restantes 10 por cento sejam eternamente meus.
– O Sabugal já é pequeno para o empresário Chapeira?
– De maneira nenhuma. Os meus investimentos serão sempre no Sabugal. Quando vou a reuniões de trabalho por esse país fora e na dúvida me perguntam se o «Sabugal fica perto da Guarda» eu respondo imediatamente que a «Guarda é que fica perto do Sabugal». Agora sou reconhecido como o que vive no «centro do Mundo». Não me imagino fora daqui. Esta é a minha terra onde me sinto bem. Já o meu pai dizia – quando estou três dias sem ver os bicos do meu castelo fico doente – e a mim acontece-me o mesmo.
– O que é que falta ao Sabugal?
– O Sabugal tem que explorar as potencialidades turísticas como o contrabando, os enchidos e o bucho e as garraiadas. E o turismo religioso não tem sido nada aproveitado. Tenho uma pintura na Casa do Castelo que representa um grupo de homens à conversa aqui no largo e um tem um chapéu de rabino judeu. Os azulejos que pintei para este fontanário [chafariz que se encontra no largo do castelo do Sabugal] representam a igreja românica de Santa Maria do Castelo que existia aqui no Largo e estava enquadrada com as muralhas. E… reza a lenda e eu acredito que foi no largo do Castelo do Sabugal que se deu o milagre das rosas da Rainha Santa Isabel.
– No largo do Castelo das Cinco Quinas do Sabugal?
– Sim. No nosso castelo. No castelo das cinco quinas de D. Dinis… A rainha Santa Isabel vinha a sair da igreja que havia neste local e estava a dar pão aos pobres. O rei veio ao seu encontro e perguntou-lhe – Que trazeis no regaço senhora? – e a rainha respondeu-lhe – Meu Rei são rosas! – e saíram lindas rosas brancas. Ainda hoje se sente aqui, neste lugar, o perfume de rosas.

«Aqui neste sítio ainda hoje cheira a rosas!», repete José Chapeira enquanto «puxava» o ar com a mão para o nariz.

Com uma alegria contagiante e ar traquina o sabugalense José Chapeira é uma das referências culturais raianas. As tertúlias privadas entre amigos e as sessões públicas no Bardo são momentos únicos. Aconselham-se vivamente!
Milagre das Rosas da Rainha Santa Isabel no Largo do Castelo do Sabugal. Mito ou realidade?

jcl

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