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Um sabugalense balançou-se na iniciativa cívica de realizar no dia 25 de Abril, nas ruas do Sabugal, uma marcha em defesa da democracia e da dignidade, seguida de um debate de ideias acerca do momento político que o país atravessa.

António Emídio lançou a ideia no Capeia Arraiana, num artigo da sua colaboração semanal, intitulado «Sabugalenses pela Democracia», publicado no dia 13 de Março de 2012 (que pode rever aqui).
À margem de qualquer partido ou movimento político, sem o apoio de qualquer associação ou grupo instituído, António Emídio convocou a concentração para o Largo 25 de Abril (Largo da Fonte) às 14 horas. Os que ali comparecerem, muitos ou poucos, seguirão depois em «caminhada» pelas ruas do Sabugal até ao Auditório Municipal, no Largo de São Tiago, onde se realizará um debate informal.
António Emídio, há muito que intervém publicamente, através da publicação de livros e de artigos em jornais e blogues, defendendo que a Democracia e a Liberdade estão a sucumbir face ao avanço imparável do Neoliberalismo económico, em que o poder financeiro e empresarial substitui o poder democrático. A crise que assola o país, a austeridade e as suas medidas draconianas fizeram de Portugal uma espécie de protectorado das grandes potências europeias, em especial da Alemanha, o que tem indignado o autor sabugalense.
Falámos com o nosso colaborador, um dos mais antigos e assíduos – vai já com 203 artigos semanais, publicados sucessivamente. António Emídio destaca desde logo a independência da sua iniciativa, que está livre de qualquer imposição ou sujeição a interesses: «a ideia foi minha, não há ninguém por trás desta iniciativa, nem forças políticas, sindicais ou sociais, não há sequer mais gente na organização», garantiu-nos.
Perante o pedido de esclarecimento acerca como se vai processar o debate, o activista é também explícito: «Oradores? Todos quantos quiserem, claro! Não será dentro de uma anarquia, terá que haver ordem. Muito provavelmente eu direi ao princípio alguma coisa, e a partir daí será lançada uma frase sobre Abril, começando então o debate. A frase até poderá ser esta, «a Democracia está em recessão?», ou outra qualquer, mas falando sempre em Abril e Democracia».
Receoso de más interpretações, António Emídio frisa bem o carácter da iniciativa: «está aberta a tudo e a todos – a todas as ideologias sejam elas quais sejam, aberta a todos os homens e mulheres que querem viver com dignidade num País onde a Democracia e a Constituição já foram postas entre parênteses».

Uma iniciativa original que sai da ideia de um homem que há muito defende uma intervenção cívica em defesa dos valores e das conquistas que Abril nos trouxe e que a pouco e pouco vamos perdendo.
plb

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O que o 25 de Abril trouxe ao Povo Português, a Democracia e a Liberdade, estão a tornar-se um estorvo para os gestores da economia europeia. Sendo assim, nunca como hoje, a nossa Democracia e a nossa Liberdade correram tantos perigos.

António EmidioComo cidadão português que sou, amante da Democracia e da Liberdade, cheguei à conclusão que o meu País – o nosso País querido leitor(a), Portugal – está a tornar-se um protectorado das potência europeias. Já não são os nossos votos, já não somos nós os eleitores que determinamos as decisões que devem ser tomadas, são as bolsas, os especuladores e os bancos dessas potências. Tudo isto é compatível com a ideia de Democracia? Evidentemente que não. Esta é uma realidade da qual os cidadãos já se aperceberam. Que fazer? Lutar! Por isso vos peço, Sabugalenses, que no dia 25 de Abril façamos uma marcha pelas principais ruas da Cidade do Sabugal, a que daremos o nome de CAMINHADA PARA ABRIL. Abril é de todos, a todos trouxe Democracia e Liberdade, mas agora também todos estamos a sofrer independentemente da ideologia, temos de nos manifestar. A concentração, presumo que se possa fazer no Largo 25 de Abril (Largo da Fonte) entre as 14 horas e às 14 horas e trinta minutos, daí partir-se-á para a marcha através das principais ruas., isto no intuito de consciencializar as pessoas do que nos está a acontecer, lembrando-lhes que nem Abril nem a Democracia tiveram culpa do que está a acontecer ao nosso País, não tiveram culpa da angústia que todos estamos a passar.
Não há ninguém por detrás desta iniciativa, nem nenhuma força política, social ou sindical, lembrei-me eu disto, de tomar esta iniciativa. Mas se por acaso a Junta de Freguesia ou a Câmara Municipal, se quiserem associar ou ajudar, serão bem-vindas e ficaremos todos gratos. Quem és tu para promoveres marchas políticas? Perguntará o leitor(a), sou um cidadão português no seu legítimo direito de se manifestar e pedir aos outros que se manifestem também. E daqui desta Tribuna que é o Capeia Arraiana vos digo: nada quero para mim, não sou, nem serei candidato a nada, não quero protagonismo, muito menos dinheiro, quero o meu País liberto desta maldita ditadura que nos está a destruir como povo e como Nação com mil anos de história, quero Democracia! Quero Liberdade!
É necessário mostrar Urbi et Orbi, que no interior, no concelho do Sabugal, os seus habitantes e a sua diáspora não se resignam ver um retrocesso democrático em Portugal sem lutarem para lhe pôr termo.
Até uma ou duas semanas antes do 25 de Abril, irei informando do que consigo fazer para que esta iniciativa vá para a frente.
E se por acaso no dia 25 de Abril, ainda pertencer ao mundo dos vivos e não houver um impedimento de força maior, mesmo que ninguém adira e me encontrar sozinho, às 14 horas e trinta minutos sairei do Largo 25 de Abril (Largo da Fonte) na CAMINHADA PARA ABRIL.

Querido leitor(a), todos os povos do Mundo que lutaram pela Liberdade conseguiram derrotar os seus tiranos.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Sim, é caso para perguntar que gente é esta que nos governa, que ministros e secretários são estes que mandam emigrar os jovens e os professores? Querem expulsá-los da história, da história deste País. Onde nos leva esta gente? Em primeiro lugar a um descrédito ainda maior da Democracia, depois à repulsa pela política e pelos políticos, e por fim ao desastre total. Por isso são já considerados estes homens e mulheres que nos governam, como «pós-modernos», ultrapassaram a modernidade…

António EmidioAs pensões das pessoas que trabalharam toda uma vida irão ser reduzidas para metade, os salários dos trabalhadores também irão ser reduzidos até limites insuportáveis, os impostos irão aumentar, a pobreza irá aumentar, a diferença entre ricos e pobres tornar-se-á abissal, o desemprego irá grassar, a idade da reforma aumentará, a saúde irá passar a ser um luxo, só a terá quem tiver dinheiro para a pagar. O ensino irá degradar-se, basta olhar para o «convite» que o primeiro-ministro fez aos professores – emigrem! – a corrupção, a fuga aos impostos e a lavagem de dinheiro da droga, das armas e da prostituição será apanágio de muitos «empreendedores». Porquê tudo isto? Muito se tem falado na crise, mas ela não explica tudo. O actual partido governante maioritário, o PSD, rende uma vassalagem servil à liderança da União Europeia, ao Imperialismo Alemão, como se ainda vivêssemos numa sociedade feudal. Portugal é um Estado de Direito, um Estado Democrático, os portugueses têm liberdade de escolha, de pensamento e de opinião, mas começo a recear que todos estes direitos se percam, porque o PSD (com o minoritário CDS) são uma correia de transmissão dos grandes bancos e companhias de seguros portugueses e europeus, dos seus gerentes, governadores e accionistas, do grande poder económico, da Oligarquia poderosa tanto portuguesa como europeia. Oligarquia esta, dona e senhora dos meios de comunicação social de massas, onde não admitem mais nenhuma opinião que não seja a da própria Oligarquia.
A este estado chegou a nossa sociedade querido leitor(a), um estado que não é mais nem menos do que o domínio cada vez mais brutal e draconiano do Grande Capital. Este domínio só nos traz embrutecimento moral, cultural, violência, corrupção, crime e insegurança dos cidadãos, desemprego, pobreza e desigualdade social cada vez mais acentuada. Nem tudo será tão mau, há e haverá listas de espera para comprar Ferraris e, segundo estatísticas, os apartamentos mais vendidos são aqueles que custam entre oitocentos mil e quatro milhões de euros…
Oxalá me engane, mas esta é a crónica negra do ano que agora começou. Penso que também será o ano da indignação e da revolta.
Temos neste momento em Portugal um exemplo flagrante do que é a agonia final da Social Democracia a nível da Europa, porque o PSD já foi um grande partido Social Democrata.

Noutros tempos, uma pessoa que se quisesse deslocar-se do Sabugal para qualquer parte do País, de automóvel, perguntava qual era o melhor percurso, o mais rápido e o mais seguro. Presentemente (ouvi ao balcão do café) pergunta quais os troços onde se pode fugir ao pagamento de portagens, já não se importando que seja o melhor, o mais rápido e o mais seguro. Para que se fizeram estradas modernas? Para alguém ganhar dinheiro com a necessidade de nelas se circular. Dá a impressão de que tudo o que temos, vias de comunicação, saúde, ensino etc. nos foi dado por favor, como se fossemos um povo que nunca tivesse trabalhado nem pago os seus impostos.
O nosso País já não nos pertence a nós, cidadãos, pertence ás grandes fortunas portuguesas e europeias.
A nós já só nos resta a revolta.

«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Quem ouvir perorar um prócere da chamada democracia representativa, de que são Eminencias os nossos actuais políticos não pode deixar de ficar impressionado com o número de vezes que é invocada a pureza do ideal, número só igualado no labéu execrado sobre os rivais, cultores da demagogia, ou pelo neófito populismo, a caracterizar tudo o que eles não querem dar ao povo…

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaDe modo que pela sucessão de repetições, o primeiro conceito se esvazia, esvaziando também os outros dois.
Mais, a democracia assim pregada acaba por confundir-se com a demagogia.
E os projectos de realizações em que se empenham acabam por redundar em culto ao populismo.
Acentua-se, por essa via, o caracter céptico da democracia representativa, que tem já o pecado original de ter nascido num tempo céptico, que fazia gala da sua falta de fé e que tudo relativizava.
Tal democracia ignora a verdade cuja procura confia a uma lei do número, que nem o é.
Por, logo à partida se cercearem as possibilidades de escolha – vício de que padecem todas as versões de democracia, ultimamente propiciadas.
Que na democracia popular é cerceada por um dogmatismo, que se não pode questionar e se traduz na deificação do chefe e que nas democracias capitalistas se consubstancia no confisco do poder pelo Capitalismo vagabundo e anónimo, que não consente mais do que um simulacro de escolha.
E sem o rei com o seu conselho e o povo sem os seus estados, dificil será enfrentar esta nova feudalidade que tira todo o sentido à verdadeira democracia.
Com efeito, esta que agora se vive em Portugal resume-se à possibilidade de votar nuns tantos caixeiriotes do Capital ou nuns sobreviventes da teoria marxista.
Esta democracia é igual à que os governos afro-asiáticos, logo a seguir à troca forçada de colonizadores, concederam aos seus povos.
Que os líbios irão ter agora, cheios de saudades de Kadafi.
Que os iraquianos vêm sofrendo depois de libertados de Sadam.
Conceder direito de voto – condicionado às escolhas não se sabe de quem – é fácil.
Estabelecer uma DEMOCRACIA PLENA é muito mais complicado, e não está nos planos dos nossos próceres, por mais que tentem convencer-nos da pureza de suas intenções. É que invocam uma legitimade que perderam no momento em que renegaram os programas com base nos quais foram eleitos.
A eleição é um contrato sintagmático. Se uma das partes falha, o contrato cessou.
«Politique d’ Abbord – Reflexões de um Politólogo», opinião de Manuel Leal Freire

«Vi as democracias intervirem contra quase tudo, salvo contra os fascismos»; André Malraux.

Em História aprende-se que a democracia nasceu na Grécia, concretamente, em Atenas. Num tempo em que o sistema político assentava nas cidades – estado. A democracia era o sistema de governo em que o poder era exercido pelos cidadãos. Em que estes tomavam decisões pelo voto. Claro que a ideia/conceito de democracia hoje, não é igual ao da Grécia antiga. Desde logo, porque a concepção de cidadão é hoje bem diferente daquela da Grécia antiga! Contudo, a ideia de chamar a votar o povo é uma ideia grega e, é esta ideia que sustém a democracia de hoje.
Convém, então, compreender o que é hoje a democracia. Para isso, algumas ideias simples, mas essenciais. Entender que, democracia, é o governo em que o poder e a responsabilidade cívica são exercidos por todos os cidadãos, directamente ou através dos seus representantes livremente eleitos. Olhamos para o mundo nos dias de hoje e observamos um mundo ocidental orgulhoso da sua democracia e com vontade mal disfarçada de a impor a outra parte do mundo. Todos somos capazes de nos colocarmos do mesmo lado da barricada com a bandeira na mão da democracia contra todos aqueles regimes que o não são. Todavia, vejo a mãe da democracia – a Europa – embarcar numa espécie de canto de sereias e, substituir a democracia por funcionários troikianos! Os governos eleitos democraticamente são substituídos por outros, nomeados nos corredores e salas obscuros de gabinetes distantes…
Custa aceitar que as democracias não se ergam para defender a sua própria essência: a liberdade de ser eleito e de eleger, de votar! Pois a liberdade faz parte da definição de democracia. Sem ela não há democracia! Pois esta integra no seu âmago um conjunto de princípios e práticas que protegem a liberdade humana, é a institucionalidade da liberdade.
A Europa, avança para um fascismo sem rosto e sem ideologia. A bandeira que se ergue, mostra o símbolo do dinheiro conforme a zona do mundo. Os governos deixam de ser livres nas suas escolhas e caminhamos apressadamente para uma ditadura disfarçada, mas ditadura. Se deixarmos de poder escolher (votar) deixamos de ser livres. Recordo uma frase de Abraham Lincoln, «um boletim de voto tem mais força que um tiro de espingarda». Sim, o voto assusta… Reparem que não votamos naqueles que, verdadeiramente, mandam em nós!.. Nunca fomos chamados a votar sobre a Europa! A mesma Europa que manda em nós. Porquê? Ah! O medo do voto!…
Depois disto, acresce que, numa democracia os cidadãos não têm apenas direitos! Têm o dever de participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades. É por isso que, a democracia, exige a participação de todos.
Ousa dizer-se que, a democracia, dos sistemas de governo conhecidos, é o melhor. Todavia, ela ainda exige ser aperfeiçoada. Precisa de ser completada em muitos dos seus aspectos, a começar pelo sistema eleitoral. Ainda votamos naqueles que os partidos nos colocam à frente, sem alternativa, nem na sua escolha para ali constarem, nem em outros (sistema uninominal)! A democracia ainda funciona em círculos fechados (partidos). O resultado, infelizmente, tem sido abstenção… E esta é a contradição da democracia!
A democracia tem sido, ainda assim, o garante de alguma paz no mundo ocidental. Mas tem vindo a ser tão maltratada que o futuro não augura nada de bom. Importa, como nunca, estar atento. Pois atravessamos tempos conturbados.
Bernard Shaw dizia que a «democracia é apenas a substituição de alguns corruptos por muitos incompetentes», temo ter que lhe dar razão.

P.S.: Foi preso Duarte Lima. Já repararam que os amigos do Sr. Silva (que é presidente da República) ou estão presos ou andam a monte? Espero que este episódio não se transforme em mais uma novela, só que desta vez em vez de Lima Duarte (o actor de telenovelas brasileiro) é com Duarte Lima (ex-deputado e ex-líder parlamentar, advogado, …)!!!
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

Presentemente a política deixou de ser serviço à comunidade nacional, regional e local, não passa de uma luta de interesses entre grupos de pressão (lobbys) que abundam no Mundo e, como é lógico, também em Portugal.

António EmidioÉ degradante e humilhante a imagem que os governos europeus e, também o dos Estados Unidos dão quando se trata de negociar com as agências de qualificação e os senhores do capital mundial, essa imagem de impotência dada pelos governos leva o comum dos cidadão a pensar o seguinte: «Que interesse tem o meu voto e para que serve? Quem manda? Os homens e as mulheres que elegemos ou os mercados financeiros?». Isto é devastador para a Democracia. Há governantes ditos democratas, ditos de esquerda e eleitos pelos seus povos, que passam a vida a falar na necessidade de cortar nos gastos para a protecção social, nos salários, nas pensões, lançar no desemprego trabalhadores e funcionários, para ficarem bem vistos pela Moody`s e pela Standard & Poor, conseguindo assim créditos mais vantajosos.
Para que servem os políticos? Presentemente são lacaios das multinacionais e do grande capital, não representantes dos seus eleitores, estes estão indignados ao vê-los actuarem como actuam. Com isto tudo, a Democracia está sequestrada e manietada, só tem um fim espúrio: legitimar o Neoliberalismo, o mercado livre e a economia de mercado.
O político neste sistema é uma mercadoria a vender, quem os elege são as agências de publicidade que decidem o discurso, a maneira de vestir, e os slogan`s para os « consumidores ».
Os partidos políticos e as campanhas eleitorais cada vez exigem mais dinheiro, os bancos, as multinacionais, as grandes empresas e os lobbys, emprestam, só que depois as dívidas exigem grandes favores…Compram-se governantes!
Ainda existem homens e mulheres que estão na política com o nobre e sincero propósito de servir a comunidade e de não se servirem dela, mas infelizmente abundam os que se fazem políticos para se servirem a eles próprios, vê querido leitor(a) uma das principais razões do desprestigio da classe política e, da distância cada vez maior entre esta e o cidadão?

Não há nenhum oligarca nem nenhum lobby que financie eleições pelo amor à Democracia e ao sistema representativo. Dão dinheiro para receberem favores, contratos, privilégios, decisões administrativas favoráveis e legislação também favorável.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Democracia é que é difícil que lhe possamos chamar. Estamos debaixo do pensamento único, o único autorizado por um invisível e omnipresente polícia de opinião. Esse pensamento foi muito bem definido por Alain Minc, economista e director de empresa: «O Capitalismo não pode modificar-se, é o estado natural da sociedade. A Democracia não é o estado natural da sociedade. O Mercado sim». É com este pensamento que milhões de portugueses irão às urnas a 5 de Junho próximo.

António EmidioEsta União Europeia, em que a preponderância da economia sobre os demais aspectos da vida humana é uma realidade, e que está regida pelos interesses particulares de nações poderosas como a Alemanha e a França, deixa os políticos dos outros países membros, principalmente os mais débeis política e economicamente, pouca ou nenhuma margem de manobra para um trabalho realmente pessoal e criador. Esta União Europeia está a ficar destroçada pela acção de um capitalismo desregulado e selvagem, pelo desemprego galopante, pela concorrência feroz, pelo desmantelamento da Segurança Social, pela desigualdade entre povos e pelo egoísmo de alguns políticos. Há povos que são praticamente escravos das nações mais poderosas, como o grego, e muito temo que qualquer dia seja o português.
Ainda podemos emitir o nosso voto, mas não podemos de maneira alguma controlar ou contrariar as decisões de Berlim, de Bruxelas e dos mercados, que são tomadas nas nossas costas. O nosso País, foi à coisa de um mês frequentado por dois ou três indivíduos de outros países. Esses indivíduos, sem serem cidadãos nacionais com direito a voto, conseguiram e conseguem ter um poder de decisão superior ao do eleitorado português. Depois disto, qualquer pessoa fica a pensar que a política deixou de ser um serviço à comunidade nacional, regional e LOCAL, sendo uma luta de interesses entre os principais grupos de pressão político/económicos que hoje enxameiam o Mundo, como por exemplo o Banco Central Europeu e o FMI.
Querido leitor(a), vou dizer-lhe uma coisa que não é novidade nenhuma, as eleições do próximo dia 5 de Junho, sem dúvida alguma que irão ser livres e não truncadas, não serão é democráticas, porque há outras forças que nada têm a ver connosco portugueses e que irão afectar de maneira determinante aqueles que irão apresentar-se a estas mesmas eleições e que depois nos governarão.
Tenho asco àqueles que aceitam tudo isto e esperam que o dia 5 de Junho seja o dia do «tacho» para eles. Não me refiro a governantes nem a parlamentares, mas sim a uma fauna de parasitas idiotas, com fraquíssimo horizonte mental, moral e ético, que irão procurar «fazer pela vida» bajulando alto e humilhando baixo. Esta fauna, quanto a mim, é o maior cancro da nossa sociedade…
Vou pedir-lhe, querido leitor(a), que lutemos para modificar este refrão ultraliberal, próprio da ideologia que nos está a ser imposta, o tal pensamento único: «Onde está o dinheiro está o poder». Vamos modificá-lo para este tão simples: EM DEMOCRACIA, ONDE ESTÁ O VOTO ESTÁ O PODER DO POVO. Foi com este lema que a Social Democracia (Socialismo Democrático) fez da Europa do pós Segunda Guerra Mundial, um continente onde a Justiça Social mais se aproximou da ambição de justiça que o homem sempre procurou. Tudo isto se fez com o Estado Social, que agora tentam destruir.
Sou um radical? É possível, mas se o sou é porque vou à raiz das coisas.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O leitor(a) poderá dizer que esta defesa que eu faço da Democracia não passa de retórica barata para Capeia Arraiana ler. Mas não é assim, pelo que leio, pelo que vejo, pelo que silenciam os meios de comunicação social e, pela percepção diária que tenho da comunidade em que estou inserido, existe vontade por parte de uma «elite», de desvirtuar, ou mesmo acabar com a Democracia. Aliás, os momentos históricos de crises económicas agudas são propícios a isso.

António EmidioO que quer a oligarquia financeira? Mexer nas leis laborais e adaptá-las aos seus interesses, já conseguiram, eliminar impostos a que estão sujeitas as suas fortunas, já quase conseguiram, privatizar serviços públicos para se apoderar deles, vai conseguindo, reformar o sistema de pensões aumentando a idade de reforma para quando o sistema de pensões for privatizado, enviar os cidadãos do trabalho para a tumba, sem eles terem de pagar pensão alguma, o que será só lucro, já conseguiram.
A frase que melhor ilustra tudo é esta : «os políticos devem assumir e acatar as ordens dos mercados», frase dita por um político neoliberal, com ligações à banca privada.
Para que serve o nosso voto e o nosso Parlamento? Ambos são reféns dos especuladores, isto é uma demonstração da desvirtuação da Democracia. Mas o golpe final começou a ser-lhe preparado por um grupo de oligarcas que numa reunião num país da “União Europeia” sugeriu o seguinte: modificação do sistema de partidos, ou seja, substituí-lo por uma maior presença da sociedade civil a nível político, essa sociedade civil irá garantir a estabilidade, por cima dos ciclos políticos e mandatos governamentais. Querem com isso que não haja crises políticas, o pensamento e a ideologia serão únicos, nada poderá interromper o avanço económico e, muito menos o confronto de ideias, próprio de uma verdadeira Democracia. Daqui à ditadura vai um passo. A isso chamam o bem colectivo, mas que conceito fazem do bem colectivo? São os seus interesses privados, as suas fabulosas fortunas, às quais deve estar submetida a estratégia político/económica do Estado. Para eles é necessário um novo conceito de cidadania, esse novo conceito terá como finalidade aceitar as reformas que irão submeter os governos democráticos aos seus interesses privados. Significa isto que os partidos políticos e ideologias terão um papel secundário na Democracia, o papel principal tê-lo-á uma certa cidadania manipulada pelo poder mediático.
Que cidadão querem? Não o clássico cidadão político, de pensamento democrático, cidadão de direitos, mas sim um «cidadão moderno», consumidor, eleitor de quatro em quatro anos, não critico e, produtor de riqueza. Uma máquina que produza e não pense. Não mais o cidadão com direitos políticos, sindicais e, outros. A Democracia como a concebemos presentemente terá de desaparecer, segundo a oligarquia, para dar lugar à democracia empresarial, ou seja, banqueiros e grandes empresários irão executar as políticas públicas, será a privatização da Democracia. Vamos dar já um exemplo? É ou não verdade que o direito a informar está transformado num privilégio empresarial, mais do que no legítimo direito do cidadão a ser informado?
Nunca esqueça este pormenor querido leitor(a), todo o sistema que só fala em concorrência, rentabilidade, expansão, mercados e nível tecnológico, esquecendo-se do homem, da ética, da moral e da justiça social, está a cavar a sua própria sepultura. É o que está a acontecer presentemente nesta «União Europeia» (derivado da Globalização Neoliberal).
Um dos desafios deste princípio de século é conseguir o equilíbrio adequado da iniciativa privada e do interesse público, da liberdade e da igualdade. A perca deste equilíbrio irá originar o desaparecimento da Democracia.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O flagelo Neoliberal consiste num conjunto de políticos enfeudados ao grande poder económico e financeiro, que empobrecem milhões de europeus e também gente de outros continentes.

António EmidioEstou a ser repetitivo nos meus artigos? Provavelmente, mas se o leitor(a) se puser diante da televisão ou ler os jornais, notará que é constante a lavagem ao cérebro, e que a mentira repetida já se tornou numa verdade consentida. Falam sempre os mesmos, escrevem sempre os mesmos, por isso temos uma perspectiva da crise e da sua resolução através somente das opiniões dos Corifeus enviados pelo sistema, uma visão diferente não tem lá lugar.
Estamos entregues aos latifundiários da comunicação social, temos um exemplo flagrante em Berlusconi. Primeiro conseguiu uma grande fortuna, depois comprou meios de comunicação social e, finalmente, fez-se eleger.
Cada dia aumentam mais o poder económico, financeiro e mediático, tudo à custa do poder político, que afinal é o único eleito democraticamente. Com toda a sinceridade e, do fundo do coração, não me canso de agradecer aos administradores do Capeia Arraiana, por nos terem dado este Espaço de Liberdade. Ao entrar na Internet, este blog pode ser visto por milhares de pessoas, ou até milhões, que terão através de alguns dos seus artigos, uma visão totalmente diferente do que dizem os órgãos de comunicação social controlados. Só se dizem aqui verdades? Ninguém é dono da verdade, mas aqui clama-se por Liberdade, Democracia e Justiça Social.
Deu origem a este artigo, em primeiro lugar uma frase de um senhor chamado António Nogueira Leite, dizem que é gestor e conselheiro nacional do PSD: «vamos ter todos de empobrecer obrigatoriamente» o que significa que depois de José Sócrates, chegarão outros idênticos. Ou será que o programa político/económico do Partido Socialista de Sócrates, é o do Partido Social Democrata de Passos Coelho, mas encapotado? Nunca se sabe. Uma coisa é certa, os dois têm no programa empobrecer a classe média e atirar com os sectores populares para a indigência. Tenho a impressão que anda aqui um bipartidismo imposto e controlado pelo grande poder financeiro e económico, para dar uma imagem de Democracia, presumo que seja esta a tal ditadura de que alguns falavam… Oxalá me engane.
Em segundo lugar, a causa deste artigo foi uma afirmação do Senhor Presidente da República, dizendo que os restaurantes deveriam dar as sobras da comida aos pobres. Vamos brincar à caridade? Ou vamos lutar contra as causas da pobreza? Governem para dar os recursos económicos aos mais pobres, sem os quais é impossível manter uma vida digna. Ouçam os pedidos de justiça dos mais humildes, e não as exigências da oligarquia económica e financeira, escutem os que votam, e não os que só têm dinheiro.
Lembrei-me, ao ouvir esta frase de Cavaco Silva, dos finais dos anos cinquenta e princípios dos de sessenta aqui na então vila do Sabugal. Nos dias de mercado, os pobres vindos de algumas terras do Concelho, vinham bater às portas das casas ricas para que lhes matassem a fome. Isso era quase sempre à hora do almoço. Então os donos das casas diziam às criadas para lhes darem fatias grandes de pão centeio. Assim era feito, os pobres de mãos postas e a gemer pai nossos e ave marias, agradeciam essa caridade para com eles. Este era o Portugal, logicamente também o Concelho, rural, feudal e católico, ainda estamos a pagar, pelo menos nas mentalidades, esse domínio da Igreja Católica, que tem na sua doutrina, uma das principais orientações que é a caridade. Isto fez de Portugal um País social e economicamente atrasado. Parece mentira? Mas é verdade.
Pessoalmente, considero o Professor Cavaco Silva um dos guardiões da Ortodoxia Neoliberal em Portugal.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Vemos a diário problemas e conflitos sociais, significa que continuam na ordem do dia, mas os assalariados e os sindicatos que os representam já não defendem os seus direitos com o mesmo ímpeto de outros tempos. A razão?

António EmidioPenso que tudo se deve a um aburguesamento, mais mental que material, da classe trabalhadora, devido como é lógico ao consumismo desenfreado próprio de um sistema económico que nos vai regendo desde há décadas. Mas chegámos a um momento em que a crise económica varre toda a Europa e, mais importante ainda, as classes médias aburguesadas estão na contingência de cair no proletariado, esta é a razão de mobilizações, greves e lutas de rua a que assistimos em alguns países europeus. Nestas lutas está implícita uma luta de classes, contrariando muitas teses que dizem já ter terminado. Os sindicatos perderam muito poder, deixando-o escapar para os partidos socialistas e sociais-democratas, ou seja, para o parlamentarismo. Também houve um corte com os ideais de luta e emancipação que se viam noutros tempos ainda não muito distantes. Os votantes socialistas e sociais-democratas procedem na sua quase totalidade da classe trabalhadora, mas os seus representantes nos parlamentos não passam de profissionais da política, cheios de prebendas e riqueza escandalosa. São elites afastadas daqueles que os elegem. Sabe uma coisa querido leitor(a)? Os representantes socialistas e sociais-democratas, com honrosas excepções, estão mais interessados em servir o sistema do que servir quem trabalha. Como exemplos notórios, temos o nosso ilustre e “socialista” primeiro-ministro, e o ilustríssimo líder da oposição social-democrata. Os partidos socialistas e sociais-democratas europeus são dirigidos por elites apoiantes da Globalização Neoliberal, Globalização Financeira e, bastante afastados do assalariado tanto público como privado.
É hora de mudança ideológica, de um novo tipo de políticos e governantes com uma visão mais social e que ponham a economia ao serviço do homem e não o contrário.
Nós portugueses, estamos numa situação social gravíssima que ainda não nos foi apresentada com toda a sua crueza pelos profissionais da política. Os Corifeus da comunicação social controlada pelo poder económico e também político, pagos a peso de ouro, passam a vida a dizer que vivemos acima das nossas possibilidades. É mentira! Quem vive acima de tudo e de todos são eles, com todo o luxo diário nos seus fatos, com os seus fundos de pensões privados, clínicas privadas e colégios particulares para os seus filhos. São eles que se insurgem contra o Estado Social, o Estado que ajuda aqueles que mais necessitam. Sabem, mas não dizem, que Portugal tem a sociedade mais desigual da Europa e eles ainda a querem desigualar mais.
Tenho como mestra a história, e ela diz-me que por razões financeiras graves, como a que actualmente atravessamos, surgiu uma ditadura que durou quarenta anos. Também me ensinou que o avanço do tempo, só por si, não pode ser visto como um factor do avanço dos valores morais, culturais, espirituais e humanos.
Para terminar. Ouvi na rádio que o Senhor Presidente da República «vê com muita apreensão o desprestígio da classe política». Só agora Senhor Presidente? Pelos anos de 1975 ou 1976, ouvi um «político» aqui na nossa então Vila dizer, não na rua, mas em reunião, que iria pôr um familiar na Câmara Municipal como vereador, cuja capacidade de tocar guitarra e cantar o fado era insuperável. Caricato? Sem dúvida, um pequenino grande exemplo do que foi e é tudo isto. Leia querido leitor(a) o que eu escrevi num dos últimos parágrafos «…o avanço do tempo não pode ser visto…».
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Nestes tempos conturbados, apetece-me um pouco de filosofia…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Dizia Churchill que a democracia era «o pior dos regimes, à excepção de todos os outros». E… como isto se mantém verdade hoje…
A possibilidade de cada um manifestar publicamente a sua opinião sem proibições;
A igualdade de todos face à lei;
O voto universal e secreto, permitindo escolher livremente os que nos governam;
Eis 3 razões pelas quais sempre defendi e continuarei a defender um regime democrático.
Isto quer dizer que vivemos no mundo ideal?
Não e cada vez mais se assiste, neste mundo ocidental em que vivemos, a situações que diminuem e enfraquecem os regimes democráticos.
O acerbar das desigualdades sociais; o aumento das pessoas em situação de pobreza; a corrupção; a incompetência, quando não, a inexistência de elites políticas e sociais de qualidade;
Todo um conjunto de situações que podem levar a diminuir a nossa confiança nos regimes democráticos.
Mas este mundo contemporâneo e as suas insuficiências e iniquidades só fortalecem as minhas convicções democráticas.
Em vez de me desmoralizarem ou me atemorizarem, elas são a vitamina de que me alimento para cada vez mais acreditar que é através da prática da democracia que construiremos um mundo melhor e mais justo.
Não há, (e como no passado estarei na luta contra) salvadores da Pátria, quais D. Sebastião saído de uma manhã de nevoeiro.
Os únicos salvadores da Pátria somos todos nós que, aprendendo a viver em democracia, isto é, praticando-a, daremos a volta às situações.
E podem tentar calar-nos, podem inventar mil «canções do bandido», que já provámos em séculos de história, que sabemos o que queremos e como lá chegarmos.
Pode demorar mais ou menos tempo – a luta pela independência começou com Viriato e só acabou em Afonso Henriques; a expulsão dos espanhóis demorou sessenta anos, mas foram escorraçados; o salazarismo demorou 40 anos a cair, mas caiu -, mas, através das ferramentas democráticas ao nosso dispor, também saberemos sair da situação em que estamos…
Como dizia Mário Soares na passada terça-feira no «Diário de Notícias»: «Estamos em crise e num momento dificílimo, financeiro e económico – com reflexos sociais gravíssimos, é verdade –, mas aproveitemos a liberdade que nunca nos faltou, para defender a paz social e para lutar com inteligência para vencer a crise. Não há outro meio.»
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Já um dia escrevi num artigo aqui no Capeia Arraiana que desde finais dos anos setenta tenho ouvido dizer que o sistema de pensões está falido, ou em vias disso.

António EmidioFoi a partir dessa data, finais dos anos setenta que os países ocidentais se começaram a reger economicamente pela «Bíblia Neoliberal». Neste artigo não vou falar de questões técnicas sofisticadas, nem as sei, do cálculo do valor das pensões e de tergiversações usadas pelos governos para aumentarem a idade da reforma e diminuírem no valor monetário das mesmas. Assim está a fazer Sarkozy em França e fez José Sócrates em Portugal com toda a arrogância e soberba que os caracteriza. Essa «conversa» de que o sistema público de pensões e aposentações não é viável, tem como objectivo assustar os cidadãos para que estes corram aos bancos e às companhias de seguros comprar um plano de pensões privado. E o grande problema é que a crise financeira afectou negativamente esses fundos de pensões privados, reduzindo o seu valor de uma maneira drástica. Dizem então esses senhores que para melhores pensões no futuro, elas têm de ser reduzidas agora. O que eles querem é pagar menos aos pensionistas que têm planos de pensões privados e, se possível, estes morrerem antes de começarem a receber a reforma. Resumindo e concluindo, privatizar para o banqueiro ganhar. O senhor George W. Bush diz que o seu maior fracasso nos oito anos que esteve na Casa Branca, foi não ter privatizado a Segurança Social nos Estados Unidos.
E quem faz mais pressão sobre os países para reduzirem as pensões e reformas públicas, é o Fundo Monetário Internacional – F.M.I. – mas os seus funcionários, do F.M.I., têm reformas exorbitantes. Podem reformar-se com 25 anos de serviço e, a maior parte deles têm reformas no valor de 160.000 mil dólares! Vindos como é lógico dos fundos públicos dos países a quem o F.M.I. empresta dinheiro, ou seja, também das reformas e dos salários dos trabalhadores desses países.
Será ou não verdade que quanto mais tarde se reformam as pessoas, mais tarde um jovem consegue um trabalho? O trabalhador já não passa de uma simples mercadoria que se usará até se tornar inservivel, depois vai para o lixo. A aposentação para os jovens que hoje estão desempregados e, se algum dia conseguirem emprego, será a antecâmara da morte. O Estado Social foi, e é, um avanço civilizacional, retirá-lo, destrui-lo será um recuo também civilizacional. As instituições têm de ser justas se querem ser legitimas, as instituições democráticas da Europa e dos seus países, estão a sofrer ataques brutais de uma alcateia de lobos, comandados por Sarkozy e Ângela Merkel, o eixo Franco – Alemão, que representa a ditadura dos mercados e do dinheiro. Sabe uma coisa querido leitor (a)? Nós votamos cada quatro anos, a banca, os especuladores e os mercados votam todos os dias.
A Democracia está ferida de morte e, os cidadãos começam a ter consciência disso, ainda hoje, uma colega minha foi peremptória: “ A Democracia acabou “ Dei-lhe razão, pois ela tem-na.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Não é verdade que o Neoliberalismo não quer intervenção pública (do Estado), o que não quer é que esta se faça ao serviço dos interesses da maioria dos cidadãos, principalmente dos mais necessitados e dos desempregados, mas sim ao serviço dos seus próprios interesses (oligarquia).

António EmidioO Estado, como sempre o conhecemos, está a desaparecer, ocupando o seu lugar o grande sector privado (oligarquia). Cada vez mais o Estado, ou o que resta dele, é detestado pelos cidadãos.
Não é a primeira nem a segunda vez que tenho tido conversas com pessoas sobre o papel do Estado na actualidade. Digo-lhes que o Estado que presentemente domina é o Estado Neoliberal, que cada vez nos presta menos serviços e nos impõe mais obrigações, aumenta o número de leis, imposições, controlos, burocracia e, ameaça os cidadãos a torto e a direito e a toda a hora. É um Estado liberal ao extremo, ultra-liberal no plano económico, mas estes governantes modernos estão a ressuscitar o Estado policial.
Perguntam-me então com ar chocarreiro: «o que é isso do Estado Neoliberal?». Respondo-lhes que o Neoliberalismo é uma corrente moderna de pensamento, partidária da máxima liberdade de comércio e de concorrência, sendo a liberdade económica a primeira e a mais importante, relegando para último a liberdade política e a justiça social, ou seja, uma espécie de «terror económico» ou «ditadura económica». Este Estado Neoliberal entrega às classes ricas e poderosas, o dinheiro que tira aos mais humildes e aos que trabalham. É este mesmo Estado que se põe de joelhos e que se deixa humilhar pelo poder económico e pelas multinacionais, sendo até seu cúmplice.
Onde está o dinheiro está o poder, quem paga manda! Por isso, o grande poder económico tem carta branca e mão livre para destruir a legislação laboral que a muito custo foi conquistada em épocas anteriores por sindicatos, trabalhadores e, até, políticos. Agora os trabalhadores vivem no Mundo da insegurança, do medo e da precariedade laboral, estão a ser-lhes impostas leis que pouco diferem do sistema feudal e da Revolução Industrial do século XIX em Inglaterra.
Como actua economicamente, a nível de impostos, o Estado Neoliberal?
Há assalariados, pequeno comércio e pequenas empresas, que chegam a pagar impostos mais elevados em proporção ao que ganham, do que ricos empresários. Na nossa vizinha Espanha estalou uma polémica por causa dos impostos reduzidíssimos que foram lançados aos mais ricos, às macro-empresas e aos bancos, entre 1995 e 2007. A redução chegou a ser de 56% do que era licito pagarem. A própria Comissão Europeia, um ninho de neoliberais, condenou este procedimento e pediu à Espanha para mudar essas políticas fiscais. Na Alemanha, desde Schroeder até Merkel, o baixar de impostos foi de tal ordem que significou uma redução nos ingressos do Estado de 75.000 milhões de Euros ano. Agora a senhora Merkel quer reduzir o deficit à custa de cortes sociais e gasto público.
A redução de impostos, principalmente aos mais ricos e poderosos é um dogma Neoliberal. É isto que origina o desaparecimento do Estado Social. Sem impostos, o Estado não arrecada riqueza para poder dar serviços dignos de saúde e ensino, vivendas sociais, promover a economia, criar riqueza, favorecendo as empresas
(pequenas e médias) com a concessão de créditos, para conseguir projectos económicos que fomentem o emprego. Os impostos não podem esmagar empresários nem trabalhadores, mas o Estado também necessita dinheiro para os seus fundos sociais. O dinheiro para isso deve proceder dos bolsos dos que mais têm.
Os altos impostos lançados ao cidadão comum, unidos ao desaparecimento de serviços públicos e encarecimento de outros, provoca revolta contra o Estado e a classe política, isto sem falar na corrupção.
Essa «boca» do Menos Estado, Melhor Estado, partiu da oligarquia, menos Estado para oferecer serviços públicos ao cidadão comum e, melhor Estado para ajudar os poderosos oligarcas economicamente, privatizando serviços públicos para lhos entregar de mão beijada e, socorrê-los quando entram em falência, o caso dos bancos. Estes poderosos tentam afastar a presença do Estado da economia e da sociedade, reduzindo-lhe os ingressos e os gastos públicos, mais importante ainda! Limitar-lhe as funções reguladoras da economia.
Querido leitor(a), se não for controlado por aqueles que nós pomos no poder através dos actos eleitorais, o poder económico acaba por se converter num poder político desumano e selvagem, cujo principal objectivo é a destruição da Democracia, porque o Neoliberalismo triunfante, a vertente moderna do liberalismo, já se desvinculou da dimensão política, social e moral da economia, converteu-se numa brutal máquina que arrasta tudo o que se opõe ao seu livre desenvolvimento.
Nada, mas nada, se conseguirá realizar se não se puserem limites a este capitalismo selvagem.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Pela enésima vez escrevo e pela enésima vez acontece.

António EmidioUm jornal dos Estados Unidos, o New York Times, segundo um seu comentarista, disse que as super potências actuais são os Estados Unidos e a agência de qualificação Moody`s. Os Estados Unidos podem aniquilar um inimigo utilizando o seu poderosíssimo arsenal bélico. A agência de qualificação Moody´s pode estrangular financeiramente um País, dando-lhe uma má qualificação.
É esta Moody`s que vai analisar a economia de Portugal. Uma simples empresa dedicada ao dinheiro, vai analisar um País, com quase mil anos de história, um País independente e que sempre soube vencer as vicissitudes que o afligiram durante a sua longa existência. E se por acaso não lhe interessar, a ela, e ao grande poder económico seu aliado, o rumo da economia, obriga o Governo, o Parlamento e a Presidência da República, eleitos pelo Povo Português, a tomarem medidas que irão afectar negativamente esse mesmo povo, que somos todos nós, querido leitor(a) – acho que não estou a ser lido por nenhum banqueiro…
É algum exagero quando digo que é o poder económico quem manda? É algum exagero quando digo que os políticos eleitos por nós cidadãos, limitam-se a obedecer a esse grande poder económico? É algum exagero quando digo que vivemos numa democracia formal? Uma das coisas mais daninhas que conseguiu a «Doxa» dominante foi o fim do espírito crítico. Sim, espírito crítico! Porque criticar não é só falar em auto-estradas, pedras da calçada e, pouco mais.
E esses ataques brutais às instituições que nós elegemos, não se aplicam só ao Parlamento, Governo e Presidência da República (como instituições, não me refiro a homens, partidos ou ideologias), também as Câmaras e Juntas de Freguesia, por este País fora, são tratadas com desconsideração por gente ambiciosa, dando a impressão de quererem eliminar a democracia e as suas instituições, ocupando o seu lugar, para elevarem o seu pequeno ego à categoria de absoluto. Gente que leva a extremos a sua ânsia de notoriedade, não sendo isto uma prova de magnanimidade, antes pelo contrário, tudo não passa de um profundo espírito de mesquinhez.
Isto também é corrupção, porque corrompe os cimentos da democracia.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

O regime democrático português assenta, do ponto de vista institucional, no funcionamento de 3 instituições – Presidência da República, Assembleia da República e Governo. O melhor ou pior funcionamento destas instituições vai contribuir para a sua credibilização ou descredibilização e para aumentar ou diminuir o índice de confiança dos cidadãos no próprio sistema político.

José Manuel Monteiro - «Largo de Alcanizes»Exige-se por isso das pessoas que fazem parte dessas instituições um comportamento que as dignifique e que contribua para aumentar o respeito do cidadão para com elas. Exige-se assim dignidade e respeito. Todos sabemos, ou pelo menos é isso que nos dizem os estudos de opinião, que nomeadamente a Assembleia da Republica apresenta índices de popularidade bastante baixos.
Ultimamente, talvez fruto da depressão económica e social que paira pelo mundo e pelo país alguns episódios ocorridos na Assembleia da República, que a comunicação social fez eco e utilizou para primeiras páginas de jornais e aberturas de noticiários em nada contribuíram para dignificar este órgão.
Ainda todos nos recordamos dos insultos do deputado Eduardo Martins (PSD) a Afonso Candal (PS) em Março de 2009, dos gestos tauromáquicos do Ministro da Economia Manuel Pinho para o deputado do PCP, Bernardino Soares, que levou à sua demissão em Julho de 2009, da troca de palavras entre a deputada do PSD, Maria José Nogueira Pinto, e o deputado, Ricardo Gonçalves, do PS, numa audição da comissão de saúde no inicio deste mês. Mas, se nos recordamos dos episódios talvez nenhum de nós já se lembre ou mesmo tenha sabido dos assuntos que se discutiam e estiveram na origem destes comportamentos. Todos sabemos que Maria José Nogueira Pinto chamou palhaço ao seu colega deputado, mas poucos sabemos que assuntos se discutiam na comissão parlamentar de saúde e, foram recentes estes acontecimentos. Sobre os temas em debate nada ou muito pouco a comunicação social disse. As notícias produzidas sobre essas problemáticas, não dariam provavelmente capas de jornais.
Jaime Gama, Cavaco Silva e José Sócrates - Foto: Ricardo Oliveira - GPMAcredito que a liberdade e a democracia impõe limites ao comportamento individual e colectivo e que por razões acrescidas esses limites devem ser respeitados por todos aqueles que desempenham funções públicas. Comportamentos desadequados, pondo em causa a dignidade, o respeito e a responsabilidade, são maus exemplos para todos.
Por isso acredito que episódios como os descritos a juntar à forma como a maioria da comunicação social faz a cobertura do trabalho parlamentar (imagens do plenário mais ou menos vazio, ignorando muitas vezes o trabalho das comissões) e a juntar ao afastamento dos deputados dos seus eleitores são algumas das razões para a fraca aceitação da Assembleia da República.
Acredito igualmente na formação cívica e no desempenho de uma maioria dos deputados, sabendo também que, nomeadamente nos partidos com maior número de eleitos, muitos há, que até pela ausência da sua participação nada acrescentam ao trabalho parlamentar.
A democracia muito tem ganhar se os seus protagonistas se lembrarem que são os legítimos representantes do povo que os elegeu.
Por último, lembrando que estamos em épocas festivas, quero desejar a todos um Natal em família feliz e um ano de 2010 cheio de sucessos pessoais e profissionais.
«Largo de Alcanizes», opinião de José Manuel Monteiro

jose.m.monteiro@netcabo.pt

Com a rápida evolução das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) estas serão talvez as eleições em que os políticos estão mais expostos à critica dos cidadãos. Este facto cria uma nova relação entre governantes e governados.

Kim Tomé (Tutatux)O cidadão já não acredita em tudo os que os políticos dizem, o acesso à informação permite uma imediata verificação dos factos.
Se antes as criticas, queixas, e controlo estavam restritos a alguns, hoje com o significativo crescimento da utilização de blogues, fórums, emails e outros meios, as noticias e ideias correm mundo à velocidade da luz.
Uma coisa que acontece já não é apenas sabida e sufragada nos limites do concelho, é divulgada e sabida em todo o mundo.
Quando uma medida é tomada ou omitida os cidadãos criticam, sugerem, colocam questões e esperam dos governantes respostas para os seus anseios, duvidas ou sugestões.
Há hoje mais participação que nunca, os cidadãos estão mais interventivos e conscientes e as TIC vieram trazer para o quotidiano questões que antes nem sequer eram sabidas.
Será que os políticos e governantes estão preparados para esta «revolução»?
A mim parece-me que não.
Grande parte dos políticos não estão familiarizados com as novas tecnologias da comunicação, nos seus actos e decisões demonstram profunda ignorância no que a estas matérias diz respeito.
Desse facto resultam graves prejuízos para o erário público.
Também não estão preparados para responder com a ligeireza e eficiência pretendidas pelos cidadãos, que perante a falta de respostas efectivas às suas necessidades reclamam como sempre o fizeram. Antes faziam-no no café da aldeia e pouca seria a influência dessa sua reclamação pois não saia desse micro-cosmo, hoje uma critica é exposta mundialmente e todo o mundo fica a saber, este facto cria uma pressão sobre os políticos que estes não são capazes de gerir eficientemente, ou por déficit de capacidade ou apenas porque estavam acostumados a governar sem contestação não sendo capazes de admiti-la.
Se uns tentam informar-se e adaptar-se a esta nova realidade da comunicação na governação, outros mostram a sua inaptidão ao tratar os cidadãos como seres menores.
O cidadão que apresenta uma sugestão ou reclamação espera dos políticos e governantes alguma resposta, se obtem desconsideração em vez de atenção aquele que é o seu problema, tende a também desconsiderar o politico e ou governante que demonstra incapacidade para resolver o seu problema ou que agrava essa relação com atitudes próprias de um processo ditatorial.
Nestas eleições que se avizinham vamos com certeza assistir a muitos políticos e governantes a serem penalizados pela sua incompetência em lidar com as TIC.
Vivemos um tempo em que a democracia está mais próxima do cidadão, em que a consciência politica cresce, a intervenção dos cidadãos é mais directa, aos políticos compete dar resposta efectiva aos cidadãos, aqueles que não o fizerem serão cilindrados por esta nova democracia mais directa e mais interventiva.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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