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Hoje destacamos o semanário «O Interior». O jornal dirigido Luís Baptista-Martins deu destaque (merecia ser manchete) a uma morte anunciada: «Águas do Zêzere e Côa tem os dias contados. A empresa vai ser extinta e dar lugar à Águas do Zêzere e Vale do Tejo, no âmbito da reestruturação do setor das águas em Portugal.»

Jornal O Interior

O semanário «O Interior», de Luís Baptista-Martins, deu esta semana à estampa a morte da «Águas do Zêzere e Côa». A decisão anunciada por Manuel Frexes, autarca da Câmara do Fundão e administrador da «Águas de Portugal» é o ponto final em gestões por muitos consideradas duvidosas (como foi o caso de Esmeraldo Carvalhinho, presidente da autarquia de Manteigas) e que parecem ter sobrevivido graças ao aval dos seus «accionistas», representados pelos presidentes de muitas das câmaras da Beira Alta e da Beira Baixa.
Por respeito ao trabalho do jornalista aqui fica, na íntegra, a peça sobre um dos elefantes brancos do nosso reino.

«A empresa Águas do Zêzere e Côa, que gere o sistema multimunicipal de águas e resíduos em 16 concelhos da região vai ser extinta no âmbito da reestruturação do setor das águas em Portugal, para se fundir numa das quatro mega concessões que vão ser criadas a nível nacional. A nova concessão, que terá a designação de Águas do Zêzere e Vale do Tejo, agregará os municípios do Interior Centro e da Área Metropolita de Lisboa.
Em consequência deste alargamento de escala, será possível conseguir uma «harmonização tarifária», anunciou o administrador da Águas de Portugal, Manuel Frexes. O antigo presidente da Câmara do Fundão afirma que «não faz sentido uma pessoa que vive no litoral pagar dois euros por metro cúbico de água, e no interior esse valor subir para o triplo». «Assim, através da fusão do litoral com o interior, conseguiremos regionalizar as águas e criar uma tarifa nacional», acrescenta. Manuel Frexes diz que o objetivo passa por estabelecer um «preço suportável» para as tarifas da água, tanto residuais como de abastecimento, «que esteja dentro de uma margem que consideramos correta, nunca superior a 30 euros mensais».
Para além da equidade de preços, esta redução é também feita com o propósito de reduzir custos, pois «ter 40 empresas no grupo é demais e é sinónimo de desperdício». A distribuição em baixa, isto é, da água ao consumidor final, passará a ser gerida pela mesma entidade, a Águas de Portugal, pelo que as faturas deixarão de ser cobradas pelas Câmaras. «Pretendemos com isso ter ganhos de gama e de escala, bem como tarifas mais baixas, e impedir que pelo meio haja a divisão do problema, que depois se traduz na situação do acumular de dívidas por parte dos municípios», refere Manuel Frexes. «As tarifas em alta são bastante elevadas, os municípios têm de as suportar, enquanto os custos em baixa, junto do consumidor, são bastante baixos e não incorporam os custos da atividade, o que representa uma discrepância com prejuízos para as duas partes, municípios e empresa pública», explica. Acrescenta que «os municípios, como muitas vezes não conseguem recuperar os custos da operação, não têm capacidade para pagar a água em alta, e a Águas de Portugal, que realizou o investimento mais significativo, não consegue recuperar os custos para continuar a operar».
Relativamente às dívidas dos municípios, Manuel Frexes diz que a questão «está a ser resolvida». «Vamos promover uma verificação para chegar a um entendimento com as Câmaras, que contemple, por exemplo, a entrega de ativos em troca da dívida, ou um acordo para pagamentos faseados». Mas para já, o administrador apela aos municípios para que «cumpram as suas obrigações, pagando a fatura mensal do serviço que reconhecem, até porque só assim se conseguirá equilibrar o preço da água». «Esta reforma vem também ajudar a resolver este problema e é do agrado da maioria dos autarcas», revela.
Já quanto à sede da empresa, que se encontra a funcionar na Guarda, Manuel Frexes garante que o imóvel vai continuar em atividade. «Ali funcionará o centro de exploração do novo sistema», afirma, afastando também qualquer cenário de redução de postos de trabalho. «Haverá um redirecionamento de algum pessoal diretivo e de administração, mas não há necessidade de reduzir o número de trabalhadores, e nem sequer há margem para isso», assegura.
O administrador revela que o processo de fusão «já está em vias de implementação», sendo que a Águas de Portugal pretende «ter tudo pronto até ao final do ano», para que o novo figurino seja uma realidade no primeiro semestre de 2013.

Joaquim Valente favorável ao processo de fusão
Na reunião do executivo da passada segunda-feira, o presidente da Câmara da Guarda disse que «não vê nenhum inconveniente nesta integração, desde que o modelo de gestão possibilite um melhor serviço no abastecimento de água e no saneamento e que a água possa ser consumida a um valor mais baixo». Para Joaquim Valente, o valor cobrado atualmente é «injusto», considerando que «somos penalizados porque somos menos», e que por isso a tarifa única é «essencial». «Justiça seria haver uma tarifa única para todo o país, como acontece com a eletricidade», defende.
Quanto ao facto desta fusão ser um primeiro passo para a privatização da água em Portugal, Joaquim Valente admite o cenário, «desde que seja salvaguardado o interesse público que está subjacente a este serviço». Ainda assim, o edil lembra que «o país está a desbaratar o seu património, porque privatiza o que dá dinheiro e fica sem nada».

1 – Esta notícia merecia ser manchete até porque a decisão de «embaralhar e dar de novo» parece mais uma fuga para a frente para resolver um grande berbicacho. A decisão, não tenho qualquer dúvida, tem a assinatura de Manuel Frexes que conhece de gingeira os problemas da malfada empresa. Além disso não tenho motivos para duvidar que tão importante assunto/decisão que diz respeito a «águas» que até dão pelo nome de «Côa» já foi discutido em reunião de vereadores e mesmo em Assembleia Municipal no concelho do Sabugal.
2 – Ilustre director Luís Baptista-Martins. Reconheço o esforço hérculeo para manter vivo um semanário nos montes Hermínios. Mas deixe que lhe diga que se fosse à banca talvez não comprasse uma publicação que me quer comunicar que «o mundo da Diana ainda não é o melhor». Mas, contudo, aqui fica o meu abraço solidário pelo trabalho desenvolvido na sua redacção.
3 – «A nova concessão, que terá a designação de Águas do Zêzere e Vale do Tejo, agregará os municípios do Interior Centro e da Área Metropolita de Lisboa.» Não sei se repararam mas cai a palavra «Côa» que até tem mais a ver com o Douro… Ele há coisas!

jcl (com redacção do semanário «O Interior»)

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Pretende-se com a presente proposta de intervenção, e através do denominador comum, Rio Côa, a as formas de arte primitivas ao longo do seu curso, ligar a nascente à foz, promovendo o património e a sua relação com o homem/território.

José Manuel Campos - Presidente Junta Freguesia Fóios - Capeia ArraianaA presente iniciativa realizar-se-á, com a adaptação de uma sala numa edificação pré-existente, o Centro Cívico dos Fóios localizado a freguesia dos Fóios, de modo a que esta comporte um espaço, que ao longo de um pequeno percurso se irão apresentar as várias formas de arte que proliferam nas margens do rio Côa, com especial realce e destaque para a arte património mundial da sua foz e Estela do bronze dos Fóios, abrangendo períodos que embora anacrónicos são representativos da influência do elemento rio, na estruturação da ocupação humana no território que compõem o seu curso.
Os conteúdos da exposição serão iminentemente gráficos, aplicados sobre o invólucro do espaço expositivo, com o complemento audiovisual de uma zona de projecção e um ponto de visionamento de um contudo vídeo alusivo ao tema.
A exposição terá como público-alvo jovens do 1º e 2º Ciclo e a adultos de todas a idades e formações, pretendendo-se ainda de forma indirecta a dinamização de novos fluxos de visitantes quer aos Fóios, quer ao concelho através do Fóios.
Em termos de estrutura de exposição, a mesma assenta na redefinição do espaço da sala já existente destinada á exposição, através de um plano quebrado contínuo, constituído por painéis em contraplacado de madeira que servirão de suporte ao contudo gráfico que será aplicado sobre este. Conteúdo que se quer dinâmico e coerente e cujo a concepção deverá ter na base o guião previsto em projecto (conforme peças desenhadas), definindo-se claramente em dois momentos, um primeiro de introdução e apresentação da arte rupestre de foz Côa com realce para a Arte Património Mundial, um segundo momento para a arte no Alto Côa e fomentando assim o entendimento da ocupação humana no território do rio Côa.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Era domingo e a tarde, apressada, esgotava-se deixando-me (curto) tempo para um velho hábito, o de observar.

Fernando Capelo - «Terras do Jarmelo»Ora, é sabido que, para vendavais, não há fins de semana e, apesar do domingo, levantava-se um vento espanhol, forte e tempestuoso fazendo viajar no seu sopro, escassas gotas de chuva que voavam velozes e azuis no ar cinzento magoando os rostos muito mais do que molhavam.
Eu insistia, resistia, no meu posto, no cume da escarpa verificando o Côa bem ao fundo. Virado ao rio vigiava, pelo canto do olho, em ângulo difícil, aferindo distâncias. A pequena aldeia de Mido, de tons amarelados, brancos e vermelhos, trepava a meia encosta denunciando ânsias de subir mais alto. Apesar disso, Mido, não consegue enxergar o rio que, qual cobra cinzenta/brilhante nesta tarde sem sol, furava o frio empurrada por bafos fortes de vento gelado e sob uma ameaça seríssima de chuva.
Se, nesse momento, eu tivesse uma flor, teria descido e, tê-la-ia colocado sobre as águas, para amenizar o ar da tempestade, para criar uma imagem mágica que lhe pudesse resistir. Pedir-lhe-ia, ao rio, que protegesse a flor, que a fizesse sobreviver ao vento, à chuva e à corrente, que a levasse e que a transformasse num símbolo andante posterior ao mau tempo provando que a bonança regressará sempre.
Mas não, não era época de campos com flores e era tarde de vendaval que acabou por envolver os montes, entortando árvores, arrancando folhas, levando-as, varrendo-as.
O som das folhas caídas e arrastadas parecia criar uma canção livre, liberta das grades do tempo e, assim, me lembrei das cantigas de infância que, no Inverno, eram cantadas ao calor da lareira. Eram diferentes dessas outras cantigas de infância, as da Primavera, cantadas no exterior já quente, quando as flores pintavam os prados, sobre ou entre as ervas. Nessa altura estaria o rio tão próximo do meu coração quanto ainda está hoje!
Mas voltaria, agora, a provar o vendaval! Voltei a ver os pastos altos, os cabelos de erva que, diante dos meus olhos, voltaram a provocar-me espanto. Entendi as pancadas fortes do vento como pancadas de Molière.
Estava perante a paisagem austera do Côa, sob temporal, com árvores a vergarem-se e pastos a ondular. Era uma paisagem dinâmica por entre rochas inertes… Senti-me, de novo, espectador de um palco, de um teatro que já vi milhentas vezes. Não vi flores nem ouvi palmas mas revi retalhos da minha vivência, numa paisagem digna de televisão ou de cinema.
Por outro lado, era como entregar ao vento preocupações ou sofrimentos. Era como descarregá-los na visão de um filme, e depois de os largar, voltar a sorrir distraindo-me com tudo o que estava em meu redor. Porque ela, a paisagem austera do Côa, apesar da tempestade tinha essa arte, a de me fazer festas tranquilizadoras.
E o vendaval apenas ensaiava o seu papel, fazendo mergulhar tudo num tremendo temporal animado pelos sons e abanos do vento e pelas ameaças da chuva mas, tudo, resistiria como se resistisse a um cerco.
E a Primavera haverá de chegar como quem põe flores sobre a mesa!
«Terras do Jarmelo», crónica de Fernando Capelo

No seguimento dos anteriores pensamentos de «loucura» não resisto, Côa, a transcrever leituras que tu me despertas…

(Clique nas imagens para ampliar.)

«O pensamento possui um poder incrível. Pode curar moléstias. Pode transformar a mentalidade das pessoas. Pode fazer qualquer coisa, até milagres. A velocidade do pensamento é incalculável.
O pensamento é uma força dinâmica. É causado pelas vibrações do Prana psíquico, ou Sukshma Prana, na substância mental. É uma força como a gravitação, coesão e repulsão. O pensamento viaja ou se move.
As células realizam seu trabalho sem o conhecimento consciente de nossa vontade. Suas atividades são controladas pelo sistema nervoso simpático. Estão em comunhão direta com a mente no cérebro.
Todo impulso da mente, todo pensamento, é transmitido às células. Estas são enormemente afetadas pelas várias condições ou estados de ânimo. Se na mente existir confusão, depressão e outras emoções e pensamentos negativos estes serão transmitidos telegraficamente através dos nervos a cada célula do corpo. As células soldados entram em pânico. Enfraquecem. Ficam incapacitadas para executar suas funções. Tornam-se ineficientes.
Alguns pensam demais no corpo e não têm ideia do que seja o Eu, levam uma vida indisciplinada e desregrada, abarrotam o estômago de doces e de bolos, etc. Não dão descanso aos órgãos da digestão e de excreção. Sofrem de fraqueza e de moléstias. Os átomos, moléculas e células em seus corpos produzem vibrações desarmoniosas e discordantes. Carecem de esperança, confiança, fé, serenidade e alegria. São infelizes. A força vital [prana] não está funcionando direito. O nível de sua vitalidade é baixo. Têm a mente cheia de medo, desespero, preocupação e ansiedade.
Enquanto a luz viaja a uma velocidade de 300.000 quilómetros por segundo, o pensamento é virtualmente instantâneo na sua propagação.
Qual seria o meio condutor em que os pensamentos de uma pessoa passam para a mente de outra? A melhor explicação possível é a de que o Manas, ou substância mental, enche, como o éter [“Akasha”, o espaço cósmico], todo o espaço e serve de veículo dos pensamentos, como o Prana [energia cósmica] dos sentimentos, o éter do calor, da luz e da eletricidade e o ar do som.
Cada um de nós tem o seu mundo de pensamento (é o chamado plano mental).
Quanto mais forte for o pensamento, mais rapidamente ele frutifica. O pensamento é focalizado e isso lhe dá determinada direção e, na proporção em que for focalizado e dirigido, estará o efeito que pretende alcançar.
Grandes Iogues como Jnanadev, Bhartrihari e Patanjali costumavam enviar e receber mensagens de pessoas distantes através da telepatia mental (rádio mental) e da transmissão de pensamento. A telepatia foi o primeiro serviço radiofónico, telegráfico e telefónico que existiu no mundo.
Existe na física o termo “força de orientação”. Apesar de haver uma massa de energia a corrente não flui. Precisa ser ligada ao circuito e só então a corrente elétrica fluirá através da “força de orientação”.»
«O Poder do Pensamento pelo Ioga», Swami Shivananda
«Paixão pelo Côa – fotografia», crónica de Carlos Marques

carlos3arabia@yahoo.com

Cinco Castelos, Cró, Côa, Trutas, Capeia e Bucho Raiano. E é disto que o concelho vive. Disto, do mês de Agosto, e de eleições de quatro em quatro anos.

A Côa

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaI – A Côa
Muitas àguas leva a Côa,
Junto à vila do Sabugal;
Quando as àguas vão crescidas,
Ninguém passa no pontal.

O meu rio vai tão cheio,
Que não o posso atravessar!
Vai cheio de mil dores…
Ninguém o póde passar!

Foje a Côa, fujo eu,
Cada um com o seu fado,
Sempre em direcção ao mar,
Qual de nós o mais pesado?

Eu levando meus desgostos;
Ele, a rama dos salgueiros…
Qual de nós o mais pesado,
Correndo ambos ligeiros?

Mas debaixo da velha ponte,
Onde a àgua faz remanso,
Quando beija os salgueiros,
Tem a Côa bom descanso.

As àguas do arco grande,
Aos pés da velha muralha,
Em noite de lua cheia,
Há lá melhor mortalha?

O luar batendo nas àguas,
E nos salgueiros como ladrão,
Assim me roubou a Côa,
A alma e o coração.

Estas àguas da velha ponte,
Por querer seus amores,
Na alma me deixaram,
Mil penas e mil dores.

Mansas àguas tem a Côa,
E salgueiros ao Luar!
Mas quando a cheia é de máguas,
Ninguém as póde passar!

Obs: O meu avô Lourenço Martins, devido à sua conhecida paixão da pesca, foi o homem do concelho do Sabugal que mais conheceu e amou o Côa. Ele tratava o rio como mulher; «a Côa», pela fertilidade das suas águas. Este poema é, glozando uma cantiga de Antero de Quental, homenagem aos dois.

II – D. Pixote de La Raia
Era uma vez um certo país longínquo, em cujo Interior profundo havia uma pequena e histórica aldeia.
Nesta pequena e histórica aldeia havia um castelo com muralha envolvente; dentro da muralha, varias casas; fora da muralha, mais casas; e numa destas casas, vivia um homenzinho.
Era uma vez um certo país longínquo, em cujo interior profundo havia uma pequena e histórica aldeia; e nessa aldeia, um homenzinho que gostava de pás giratórias.
O homenzinho sonhou numa noite que seria bom ter moinhos junto às casas, à muralha e ao castelo daquela pequena aldeia do interior profundo, desse país longínquo.
Depois, o homenzinho enfadando-se do seu ócio diário, quis fazer os moinhos com grandes pás giratórias; e vieram operáros que abriram alicerces, junto às casas, à muralha e ao castelo daquela pequena e histórica aldeia do interior profundo, desse país longínquo.
E o homenzinho, visitando a obra, feriu-se num desses alicerces, abertos junto às casas, à muralha e ao castelo daquela pequena e histórica aldeia do Interior profundo desse país longínquo.
Veio então uma máquina voadora com umas grandes pás giratórias buscar o homenzinho daquela pequena e histórica aldeia do interior profundo, de um país longínquo…
Abreviando a História:
Era uma vez um homenzinho obececado em pás giratórias, que um dia andou de helicóptero!

III – Descendo à terra
Agora, que já assentou no Largo da Fonte a poeira do bailarico do Quim Barreiros, vamos às contas da festa.
O Sabugal é das mais enfadonhas, tristes e melancólicas vilas do Interior. Há várias razões para isso: O extremo das amplitudes térmicas do clima; a monocromia da paisagem, que só muda uma vez por ano, com as maias; as águas duras e indigestas da Côa, que tudo conjugado, dobram as vontades, embrutecem as inteligências, produzindo um mal de tristeza nas gentes.
Deste mal de tristeza – origem das mais diversas enfermidades do corpo, do espírito e do carácter – vemos apenas alguns dos sintomas que explicam como na política local se debatam sempre as velhas questões, sempre as mesmas, sem estudo, sem elevação, sem ideias, sem firmeza, sem novidade.
Mas a câmara municipal quiz capacitar-nos, pelo contrário, num programa televisivo, que nos corredores dos paços municipais fervilham ideias, projectos, realizações, que num esforço sobrenatural da intervenção da providência nas sobreditas limitações da condição humana, por milagre, mudarão o destino e a sorte dos seus munícipes e o futuro do concelho, trazendo a gente e dinheiro que faltam.
A câmara, finalmente, após dois anos de retiro para reflexão e estudo, veio apresentar-se aos munícipes e ao país, como corpo pensante, deliberativo e executivo de uma política concertada para o concelho!
E em que consiste essa política?
Cinco Castelos, Cró, Côa, Trutas, Capeia e Bucho Raiano. E é disto que o concelho vive. Disto, do mês de Agosto, e de eleições de quatro em quatro anos.
Numa conjuntura normal, espalhando-se ao país a notícia deste grande projecto civilizacinal, todo o país deprimido viria ao Sabugal comer o nosso cabrito, o bucho e a truta, esvaziar os nossos pipos, pescar nos açudes os mais saborosos bordalos e os mais grossos barbos, banhar-se no Cró, palminhar os nossos caminhos de onde melhor se avistam os brancos casarios das aldeias, emergindo por entre os carvalhos e castanheiros, ao longo de campos de giestas em flor.
Mas não é assim, porque é de notar que a tão cantada Riba-Côa que supomos ser o coração do paraíso terrestre, é tão extremamente pobre, relassa e deprimida como todo o resto do país.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

A Unidade Pastoral do Planalto do Côa realizou no passado dia 5 de Outubro o seu segundo passeio paroquial. O destinou foi o Douro Vinhateiro, na mais bela estação do ano naquela que é a primeira região vitivinícola demarcada do mundo.

Viagem Douro Vinhateiro

Padre Hélder LopesOs boletins meteorológicos anunciavam um passeio estragado. O tempo que se fez sentir no Domingo, 3 de Outubro, alarmou os que se inscreveram. E no início do dia em que Portugal comemorava o Centenário da Implantação da República, todos começaram a chegar com casacos e guarda-chuvas. Mas a aurora trazia o prenúncio de um esplêndido dia de Outono.
Os sessenta participantes eram oriundos da Bismula, Rapoula do Côa, Ruivós, Ruvina, Vale das Éguas e Vilar Maior. Às nove e meia da manhã fez-se a primeira pausa na Quintela da Lapa, no Santuário da Senhora da Lapa. Todos tentaram atravessar o buraco do lajedo de granito, sentindo-se na cara de quem por ele passava uma grande alegria! «Consegui passar!» dizia-se com alívio.
Já em Lamego subimos ao Santuário da Senhora dos Remédios, donde se vislumbra toda a cidade e parte dos vales coloridos que beijam o Douro. Descida a pé a escadaria monumental, e toda a avenida principal da bela cidade, celebrou-se Eucaristia na riquíssima Sé Catedral. Presidiu o Pe. Hélder Lopes, acompanhado do seu colega e amigo Pe. Filipe Pereira, natural de Lamego e Pároco na zona de Meda. O jovem anfitrião disse querer acolher-nos como Maria e Marta acolheram Jesus em sua casa. No final da celebração conduziu-nos até ao restaurante panorâmico construído sobre as águas do Rio Douro, do Hotel Régua Douro, na cidade do Peso da Régua. Foi tempo para retemperar forças com enchidos da região, pescada com molho de camarão, vitela assada no forno sem esquecer o vinho daquelas encostas.
Nas Caves do Vinho «Castelinho» fomos bem recebidos pelos responsáveis da Cave de S. Domingos e assistimos a uma «aula de enologia». Descobrimos os tipos e respectivas características dos diversos vinhos finos do Douro, castas predominantes na região, formas de envelhecimento, e anos excepcionais em colheitas. Tiradas todas as dúvidas, passámos por entre centenas de milhares de litros de vinho, alguns já engarrafados e com datas de colheita de há mais de 60 anos. Na sala de provas degustámos um vinho licoroso, que alegrou pequenos e grandes, novos e velhos!
Depois das compras regressámos a casa pelo vale do Douro vinhateiro. Ao longo de vários quilómetros viajámos ao longo da margem do rio. Depois começamos a subir em direcção ao coração do Douro Vinhateiro: S. João da Pesqueira. Deslumbrámo-nos com as vinhas multicoloridas, com os trabalhadores atarefados na apanha do precioso fruto, com a paisagem encantada, ricamente embelezada pela luz dourada do sol que nunca nos deixou ao longo do dia.
Fizemos a última paragem na Meda, para um reforço à base de «Bolas de Lamego» de bacalhau, presunto, frango, fiambre e queijo.
No caminho rezámos Laudes, Vésperas e o Rosário. Como era dia da República fez-se um concurso no autocarro: o primeiro que soubesse cantar todo o hino nacional, sem se enganar na letra das três estrofes e sem desafinar, faria o passeio gratuitamente e receberia uma garrafa de vinho do Porto, um cálice para vinho e uma tablete de chocolate. O concurso foi muito divertido, e a Dona Laurinda Pires da Ruvina levou para casa o tão almejado prémio.
Ao chegarmos a casa uma única coisa brotava naturalmente das nossas almas: «Dai graças ao Senhor, porque é eterna a Sua bondade!»
Pe. Hélder Lopes

Bicentenário da Batalha do Côa comemorado no dia 24 de Julho e perpetuado com memorial pela Câmara Municipal de Almeida. Reportagem da jornalista Sara Castro e imagem de Miguel Almeida da redacção da Local Visão Tv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Depois do sucesso «nas pegadas do Cró», no ano passado, a organização decidiu este ano manter a mesma data – primeiro fim-de-semana de Maio – para a realização da caminhada «nas pegadas do Côa». A data irá manter-se nos próximos anos.

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Pelo número de inscrições, que crescia todos os dias (houve quem se inscrevesse no próprio dia), previa-se uma «casa bem composta». E assim foi! Cerca de 170 pessoas, deixaram as suas pegadas aos longo de 12,4 quilómetros.
Os primeiros caminheiros começaram a chegar bem antes da hora marcada. Aos poucos o largo da igreja começava a encher.
Às 9.30 horas deu-se o inicio à caminhada, com o apoio de duas carrinhas que serviam e que fechavam o pelotão.
A meio do percurso, um belo e apetitoso reforço alimentar, para recargar energias. Faltava a segunda parte da caminhada, com destino à praia fluvial, onde seria oferecido o almoço, no parque de merendas.
Marco Capela

A realização de uma Jornada de Reflexão sobre Agricultura e Desenvolvimento Rural no Distrito da Guarda é uma ocasião única para reflectirmos em conjunto sobre o papel que o sector agrícola pode e deve desempenhar no processo de desenvolvimento do Concelho do Sabugal.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Sou dos que consideram que este é um sector fundamental para as nossas terras, não embarcando no comboio dos que dizem que a agricultura não tem futuro.
Mas sou também dos que afirmam que dinâmicas de exploração agrícola com sucesso no Alentejo ou na Região Oeste de Lisboa, não podem nem devem ser o exemplo seguir.
Temos características próprias diferenciadoras que nos afastam de lógicas meramente industrializantes de exploração dos solos rurais, mas que não devem tornar inviáveis práticas agrícolas de subsistência e preservação do território.
Sou, por isso, defensor do desenvolvimento concelhio dos sectores agrícola, agro-pecuário e silvo-pastorício; sou defensor de um sector agro-industrial de transformação/comercialização dos produtos agrícolas, mas igualmente da certificação dos produtos tradicionais; sou defensor de um sector florestal competitivo, sustentável e diversificado, que não se limite à simples exploração do material lenhoso, mas abranja outras formas de exploração como a caça, a pesca, a apicultura, os cogumelos, as ervas aromáticas e medicinais, a limpeza e o aproveitamento da biomassa para a produção de energia, etc.
Mas sou também defensor de práticas agrícolas de subsistência que embora fora dos mecanismos de mercado, contribuem para a manutenção de valores essenciais de identidade e de preservação do solo rural, garantindo ao mesmo tempo rendimentos complementares a muitas famílias e, sobretudo, mantendo em actividade os mais idosos.
Continuo assim a defender que é urgente apostar na criação de condições para que no Sabugal seja possível apostar na Castanha, no Azeite, no Gado, na Floresta, na apicultura e nos doces tradicionais (cereja, abóbora, amora silvestre), nos cogumelos, ervas aromáticas e medicinais, na Caça e na Pesca.
Mas continuo igualmente a defender que é urgente a apostar na criação de condições para:
1) dinamizar o processo de certificação de produtos tradicionais como a carne de vaca, a truta, os enchidos, o cabrito, o mel ou o queijo de cabra;
2) criar e um sector agro-industrial de transformação/comercialização dos produtos agrícolas; e,
3) desenvolver um sector de aquacultura de peixes do rio Côa, com destaque especial para a truta.
E digo mais, torna-se necessário que Comunidade e eleitos locais trabalhem em parceria para a definição de um projecto agrícola concelhio.
Mas, torna-se igualmente urgente apostar, na criação, em parceria com as Juntas de Freguesia e as Associações do Sector Agrícola, de um sector de Agricultura de Subsistência, apoiando técnica e financeiramente práticas de agricultura de subsistência.
Responsáveis, colaboradores e leitores deste Blogue, aqui vos deixo um repto.
Vamos debater, sem preconceitos a questão da agricultura no nosso Concelho.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

O Magusto da Unidade Pastoral do Planalto do Côa decorreu em Vale das Éguas, este domingo, dia 8 de Novembro, e contou com a presença de dezenas de participantes.

Padre Hélder LopesDecorreu no passado Domingo, dia 8 de Novembro, o magusto da Unidade Pastoral do Planalto do Côa. Esta iniciativa inter-paroquial, que congrega as comunidades da Arrifana do Côa, Badamalos, Bismula, Carvalhal, Rapoula do Côa, Ruivós, Ruvina, Vale das Éguas e Vilar Maior, promovida pelo seu pároco, Padre Hélder Lopes, decorreu pelo segundo ano consecutivo.
A itinerância do acontecimento levou-o, este ano, à paróquia de Vale das Éguas. O Conselho Económico Paroquial, a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal trabalharam em conjunto para proporcionar um grande dia de convívio.
Este ano a «Festa da Amizade e da Alegria», assim apelidada, constou de Eucaristia, precedida de ensaio de cânticos, almoço para todos os participantes, uma primeira parte do magusto, depois um fantástico torneiro de matraquilhos humanos, e por fim, a segunda parte do magusto. O dia terminou com o regresso de todos às suas terras.
Desde as 9.20 horas houve percursos de autocarro organizados entre as paróquias para trazer todos os participantes até Vale das Éguas. Às 10.40 horas adro e Igreja Paroquial de S. Sebastião estavam repletos de fiéis. Chegou a temer-se que as nuvens se desfizessem em água.
Cerca de duas centenas de pessoas participaram no banquete excelentemente confeccionado por pessoas da terra. Dezenas de crianças vindas de toda a parte davam um colorido especial à imensa moldura humana que se juntou no fim da refeição.
Mais de 50 quilos de castanhas e vários litros de jeropiga foram distribuídos pelos presentes, que não desaproveitaram a oportunidade de enfarruscar os amigos. Depois do momento alto, que foi a Eucaristia, o ex-líbris do dia foi o torneio de matraquilhos humanos, que a quase todos cativou. Formaram-se dezoito equipas de cinco elementos. Ao todo eram cerca de 90 participantes de todas as idades e feitios, homens e mulheres, velhos e crianças, que ao longo de mais de hora e meia, se digladiaram dentro da fantástica estrutura insuflável contratada e montada para o efeito.
No fim dos 18 jogos do campeonato, organizado por eliminatórias, saiu vitoriosa a equipa chamada «Os Presidentes», que como o próprio nome indica, era constituída por presidentes de Junta das diversas terras ali representadas. A segunda parte do magusto, já com muitos bolos e sobremesas, foi embelezada pela animação de algumas jovens promessas da música e da dança, que cantaram e nos encantaram com os seus passos. Foi um momento especialíssimo de convívio e lazer.
Pe. Hélder Lopes

Ouvi, mas não acreditei! Será verdade que o Município do Sabugal não integra a Parceria que, no âmbito do PROVERE prepara uma Estratégia e um Programa de Acção, denominado «BuY Nature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas»?

(Clique nas imagens para ampliar.)

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Aquando da elaboração de candidaturas ao PROVERE, o Município do Sabugal não integrou a Candidatura liderada pela Câmara Municipal da Guarda, com a participação de Celorico, Covilhã, Gouveia, Guarda, Manteigas e Seia, e denominada «PROVERE Serra da Estrela», nem a candidatura liderada pela Agência de Desenvolvimento Gardunha 21, denominada «BuY Nature – Turismo Sustentado em Áreas Classificadas», abrangendo a Serra da Estrela, o Parque Internacional do Douro Internacional, a Serra da Malcata, a Serra da Gardunha e o Tejo Internacional.
Na altura, o Município do Sabugal preferiu integrar uma candidatura liderada pela Associação dos Municípios do Vale do Côa, denominada «Turismo e Património do Vale do Côa».
As notícias que agora me chegam, deixam-me verdadeiramente preocupado.
Como já o venho afirmando há uns tempos, para mim essa «coisa» do Vale do Côa não serve o Concelho do Sabugal.
Se dúvidas houvesse, (e suspeitando que, a haver dinheiro, o mesmo se vai esgotar em Vila Nova de Foz Côa, Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel), bastava atender às notícias mais recentes, de publicação de um Roteiro «Vale do Côa, uma paisagem de liberdade – entre a pré-história e as vilas medievais», o qual se limita às aldeias daqueles três concelhos, como se o Sabugal não pertencesse ao Vale do Côa…
Mas, ainda mais elucidativa é a pretensão do Município de Pinhel que quer «assumir um ‘verdadeiro papel’, de ‘porta sul’, do Parque Arqueológico do Vale do Côa (PAVC)», não se percebendo qual o papel que fica para o Sabugal.
Mas há outra novidade que me deixa mais preocupado.
É que, liderados agora pelo Instituto para a Conservação da Natureza e da Biodiversidade (INCB), as duas candidaturas «PROVERE Serra da Estrela» e “«Buy Nature – Turismo Sustentado em Áreas Classificadas», se unificaram e estão a elaborar uma Estratégia e um Programa de Acção comuns para todas as Áreas Classificadas, denominado “Buy Nature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas», candidatando-se a um investimento público e privado que pode ascender aos 339 milhões de euros.
A Parceria constituída será liderada por aquele Instituto e terá a sua sede em Penamacor!
Esta é uma oportunidade que o Concelho do Sabugal não pode perder, e, a ser verdade a informação que recolhi, de que o Município do Sabugal não é um dos Parceiros Públicos, embora algumas empresas privadas sedeadas no Concelho o sejam, este é um mau momento para o presente e para o futuro das terras sabugalenses.
A Serra da Malcata não é só Penamacor, estes são os nossos parceiros naturais, e tem de se garantir que não ficamos de fora…

ps. A melhor notícia que o Executivo Municipal podia dar aos sabugalenses era o desmentido desta crónica…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Na tarde do Domingo, dia 16 de Novembro, reuniram-se os paroquianos das paróquias de Ruivós, Ruvina, Vale das Éguas, Rapoula do Côa, Bismula, Badamalos e Vilar Maior no recinto da Capela da Santíssima Trindade, em Ruivós, para aí conviverem em clima de comunhão, comendo castanhas, bolos e muitos doces, acompanhadas de deliciosa jeropiga.

GALERIA DE IMAGENS – MAGUSTO – 16-11-2008
Clique nas imagens para ampliar

 

A iniciativa partiu dos Conselhos Económicos Paroquiais de Vale das Éguas, Ruivós e Ruvina e rapidamente se estendeu às outras comunidades. A iniciativa contou com o apoio do pároco, Pe. Hélder Lopes, que fez questão de estar presente na iniciativa inter-paroquial.
Foi uma tarde bem passada, com muito convívio e alegria, muita castanha assada, muito desporto e bonitas canções, próprias da quadra que se celebra.
Deste acontecimento brotou o desejo de continuar a caminhar em conjunto com as comunidades vizinhas. Ficou a promessa de continuar a organizar actividades conjuntas, e as paróquias começam agora a preparar-se para receberem outras iniciativas inter-paroquiais.
Correspondente do «Amigo do Sabugal» e do «Capeia Arraiana»

A Miuzela do Côa, concelho de Almeida, recebe no fim-de-semana de 6 e 7 de Setembro cerca de 250 jovens para discutir o tema «Energias Renováveis» no XII Encontro das Associações Juvenis do Distrito da Guarda e III Encontro Transfronteiriço de Associações Juvenis.

Miuzela do Côa«E a tua energia é renovável?» será a questão colocada a cerca de 250 jovens oriundos das associações juvenis do distrito da Guarda e da província de Castilla y León.
O XII Encontro das Associações Juvenis do Distrito da Guarda e III Encontro Transfronteiriço de Associações Juvenis encontro está marcado para os dias 6 e 7 de Setembro, na Miuzela do Côa, concelho de Almeida. A iniciativa tem como objectivo estabelecer dinâmicas de cooperação, identificar e promover iniciativas e acções de desenvolvimento.
O programa inclui diversos workshops e debates relacionados com a problemática ambiental, concertos com bandas convidadas, peddy-paper e uma festa dançante com merenda no sábado à noite.
O encontro é organizado pela Federação das Associações Juvenis do Distrito da Guarda (FAJDG) e pelo Centro Social, Cultural e Desportivo Miuzelense com o apoio do Instituto Português da Juventude.
Em comunicado, a FAJDG destaca a falta de «um quadro de referência de natureza territorial capaz de enquadrar uma estratégia global e localizada de cooperação entre as associações juvenis da Região Centro e da província de Salamanca».
jcl

Como é do conhecimento geral a AIBT do Côa aprovou um projecto para construção do Centro Cívico de Foios. Em boa hora o fez. O Centro Cívico tem feito deslocar imensas pessoas aos Foios e no seu auditório já foram levadas a efeito diversas actividades. Colóquios, lançamento de livros, projecção de fotos, projecção de filmes, etc. etc.

José Manuel CamposO «Espaço Internet» e a Biblioteca têm tido igualmente muita frequência. A Amélia Rei Dias, na qualidade de assessora cultural, tem desenvolvido um trabalho simplesmente notável.
Espera-se, com alguma ansiedade, a instalação do Museu de Arte Rupestre que está a ser preparado pelos arqueólogos de Vila Nova de Foz Côa e o arquitecto Paulo, do Município de Sabugal.
No balcão, que fica no hall da entrada há sempre divulgação turística de Foios, do concelho em geral e de parte da Espanha.
Estão também instaladas uma caixa multibanco e uma cabine de telefone público que também dão muito jeito à população de Foios e às muitas pessoas que nos visitam.
Também a Junta de Freguesia e o Grupo Cultural e Desportivo têm os seus espaços neste bonito edifício que se situa no Largo da Praça ou seja no coração da Freguesia. É, de facto, um espaço que muito irá contribuir para o progresso e desenvolvimento de Foios e de toda a Zona.
Centro Civico Nascente do Coa nos FoiosO Centro Cívico, muito embora esteja implantado nos Foios, é um espaço de todos e para todos. É do concelho.
Pena é que nem todas as pessoas assim o entendam. Algumas por inveja e outras com dor de cotovelo têm criticado esta obra. Mas todos sabemos que a inveja é irmã da incompetência. Eu, Zé Manel dos Foios, passo por muitas freguesias e, felizmente, muito embora não veja Centros Cívicos vejo outros melhoramentos que também gostaria de ter nos Foios. É que o muito que já fizemos ainda é pouco em relação a tudo quanto temos em mente. É com obras que se combate a desertificação e não com invejas. Nós não pretendemos ser únicos. Pretendemos que o Concelho se desenvolva de uma forma harmoniosa, sem guerras e sem invejas. O poder central tem que ter em conta o Interior do País e nós teremos que ser cada vez mais persistentes e reivindicativos. Portugal não pode ser só Lisboa e o resto paisagem. Pela parte que nos diz respeito não deixaremos de gritar, bem alto, que existimos e que queremos justiça.
Boas férias para todos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia dos Foios)

jmncampos@gmail.com

A Senhora Dona Maria Alice Lopes Moreira de Almeida tem exercício o ensino básico, desde os começos da sua licenciatura, em Rio Maior.

Jesué Pinharanda – Carta DominicalAtravés do semanário «Região de Rio Maior» tivemos a grata notícia de aquela cidade ribatejana lhe ter agora prestado merecida homenagem, que decorreu no dia 17 do último mês de Maio. Como deve ser do conhecimento de muitas pessoas, a professora D. Maria Alice é poetisa, pintora, senhora de gosto e, enfim, nossa conterrânea, por ser natural de Vale de Espinho, em Riba Coa e concelho do Sabugal.
Nessa homenagem, para além de diversos testemunhos de circunstância e de pompa, anotámos o proferido por Manuel Vaz, que foi o mais antigo aluno, quando Maria Alice começou a dar aulas, e teria para aí uns vinte anos.
Momento alto da homenagem que se iniciou com a celebração de missa, viria a ser a inauguração da placa toponímica que deu a uma rua de Rio Maior o nome de Maria Alice Moreira Almeida. Justiça e simpatia. Parabéns.
Quase ao mesmo tempo, a poetisa editou a 4.ª série de poemas, que tem publicado sob o título geral de «Desabafo». Simplicidade lírica, ternura humana, comunhão de sentimentos com as pessoas e as coisas.
Muitas felicidades, longa vida e longa arte.

Professora Maria Alice Lopes Moreira

«Carta Dominical», opinião de Pinharanda Gomes
pinharandagomes@gmail.com

Qualquer dia voltamos às urnas para escolher uma nova equipa que irá governar o Concelho por mais quatro anos, pelo menos. Ainda falta muito tempo, mas tempus fugit como diziam os latinos, pelo que é natural que as máquinas partidárias comecem a escolher os candidatos.

António EmidioTodos sabemos do descrédito que a classe política tem perante os cidadãos. Os que vivem da política têm privilégios, como bons ordenados, escandalosas vantagens nas reformas, e, depois de deixarem de governar, bons lugares na economia privada.
Não nos poderá surpreender que a vontade de ter um cargo político esteja ligada ao desejo de daí se retirar proveito material. Os infelizes que sofrem desta doença não só querem mandar, mas também ganhar dinheiro o mais rápido e comodamente possível. A estes já Proudhom chamava «a casta de improdutivos». Mas nem sempre foi assim, a política em tempos não muito distantes era feita por quem não vivia do erário público, mas sim da sua profissão. Faziam-no por vocação, não por outra coisa qualquer. Aqui está a diferença entre uma época que tinha ideais, e uma época cínica em que tudo é permitido, que é a que vivemos agora.
Vamos pois até ao nosso Concelho. Os que aqui conheci e conheço no exercício da governação (Câmara, Juntas de Freguesia e Assembleias), salvo algumas excepções, foram e são homens e mulheres honrados, que trabalham, que servem e não se servem, que têm dimensão ética. Não estou a incensar ninguém nem a faltar à verdade, basta ver o que era o nosso Concelho em 1974, e vê-lo agora.
Não há gente! Não há investimentos! Isso não é culpa deles, é culpa do sistema político que nos rege, que a toda a hora nos diz que o que é urbano é que é bom, e que o rural não presta. Para não falar já do que foi retirado do interior para ser levado para outros lados onde não fazia falta.
Um dos maiores danos que o capitalismo causou à Democracia foi desvirtuar as eleições. Estas passaram a ser uma luta entre os grandes interesses das macro empresas e dos bancos. No nosso Concelho já se passará alguma coisa parecida? Pessoalmente acredito que esse veneno já se está a querer infiltrar, já há Lobbys económicos, já há Think Tanks (tanques de pensamento, grupos de pressão) que talvez queiram influenciar a escolha dos candidatos. O leitor sabe que essas influências e essa sobreposição do poder económico ao político têm infelizmente outros objectivos que não a democracia. Nenhuma empresa nem nenhum empresário investem num partido político ou num homem pelo amor que têm à Democracia.
No nosso Concelho quase todos nos conhecemos uns aos outros. Portanto, estimado leitor e eleitor, quando os candidatos forem do conhecimento público, analise-os, veja o seu comportamento ético e moral, cívico, a sua sensibilidade social, o seu humanismo, a sua capacidade de trabalho e a sua cultura.
Pessoalmente já me conformava com um Concelho menos moderno e mais virado para os valores em que nós os mais velhos fomos criados (digo valores, não pobreza), para os seus campos, para as suas florestas, para os seus rios e ribeiros, para as suas micro e pequenas empresas e para o seu pequeno comércio. Aqui está a riqueza do Concelho. Deixe-me dizer-lhe uma coisa leitor, assim como o homem muda sem deixar de ser ele mesmo, a história caminha para diante sem deixar atrás o passado. Quem nos diz que um dia não voltemos a ver todas estas terras semeadas e todas estas árvores a darem fruto?
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

António Emídio é um pensador livre e escritor de intervenção, que analisa de forma descomprometida a evolução da sociedade actual. Desde há algum tempo que este sabugalense, nascido e radicado na sede do concelho, mantém uma colaboração eventual com o Capeia Arraiana. Aceitou porém agora o nosso desafio e passará a colaborar mais assiduamente, mantendo a coluna de opinião «Passeio pelo Côa».
plb

A Câmara Municipal do Sabugal e a Pró-Raia organizam nos dias 24 e 25 de Maio a quarta edição da Festa do Mundo Rural e da Mostra Agro-alimentar do Alto Côa. A iniciativa conta com várias actividades e decorre este ano em paralelo com os «Circuitos Gastronómicos Raianos».

Festa do Mundo RuralA 4.ª Festa do Mundo Rural Raiano (também denominada Mostra Agro-Alimentar do Alto Côa) está marcada para os dias 24 e 25 de Maio aproveitando, este ano, a proximidade do feriado do Corpo de Deus que se festeja a 22 de Maio.
A mostra é organizada pela Câmara Municipal do Sabugal e pela Pró-Raia no recinto próximo da Casa da Juventude, Desporto, Cultura e Lazer da vila do Soito e tem como como objectivo divulgar o que de melhor se produz e existe na região raiana, promovendo as tradições e potencialidades do concelho sabugalense.
A exibição, ao vivo, das artes e ofícios tradicionais representativos dos costumes e trad
Os visitantes poderão admirar uma mostra de animais (Bovinos, Ovinos, Caprinos e Equinos), uma exposição dos vários sectores do mundo rural (agrónomo, florestal, pecuário, alimentar, ambiental, turístico) e os stands de máquinas e alfaias agrícolas.
A programação da festa inclui demonstração hípica, insufláveis, animação de rua e uma Tourada à Portuguesa com os cavaleiros António Ribeiro Telles e António d´Almeida, os Grupos de Forcados Amadores de Coruche e de Coimbra e o matador espanhol Javier Castaño.
No noite de sábado, 24 de Maio, um concerto com o cantor José Cid e a Big Band fará as delícias de todos os seus admiradores.
Em paralelo decorrerão, entre 21 e 25 de Maio, os «Circuitos Gastronómicos Raianos» a que aderiram vários restaurantes do concelho do Sabugal e um de Navasfrias que incluem nos seus menus os melhores pratos da tradicional gastronomia raiana sabugalense.

Uma semana para surpreender os sentidos nas terras raianos do Sabugal. A iniciativa é positiva e merece a participação (possível) de todos. Na análise pós-evento a organização devia ter em conta que nem sempre o calor de Maio rima com bucho arraiano e… discutir a hipótese de organizar os circuitos gastronómicos apenas ao sábado e domingo e durante vários fins-de-semana. Facilitava a vida aos forasteiros que não podem ter uma semana completa de férias em Maio. Para reflectir…
jcl

Visto que o feriado de 25 de Abril calhou numa sexta-feira, e com o bom tempo a ajudar, foram muitas as pessoas que saíram dos seus habituais locais de trabalho e residência para passear, visitar familiares e amigos e até mesmo para conhecerem outras regiões do nosso país.

José Manuel Campos - «Nascente do Côa»Em Foios comprovou-se tudo o que acabo de referir. Largas centenas de pessoas por cá passaram. Foi muito bom o dia de mercado, último sábado de cada mês, ter coincidido com este período.
O Grupo Desportivo e Cultural do BPI já tinha agendada, desde há muito tempo, uma deslocação ao concelho de Sabugal. Cerca de 70 pessoas fizeram-se deslocar em autocarro e viaturas particulares.
No dia 25 visitaram e almoçaram no viveiro das trutas. De tarde visitaram a nascente do Côa e por volta das 18 horas foram recebidos no Centro Cívico de Foios tendo-lhes sido feito o retrato do concelho quer verbalmente quer através de projecção de fotos.
Esta delegação do BPI foi muito bem conduzida pelo nosso ilustre conterrâneo José Joaquim Marques, entre nós conhecido pelo Zeca Lindeza. Deste modo deu a conhecer, durante três dias, as belezas naturais deste nosso bonito município. Era assim que muitos outros sabugalenses deveriam fazer. Divulgar, desta forma, o concelho é contribuir para o progresso e desenvolvimento do mesmo.
Passeio do Grupo Desportivo do BPI com visita aos FóiosAproveito para felicitar o Zeca bem como o Zé Carlos Lages e a Exm.ª Direcção da Casa do Concelho que também já têm agendadas e programadas actividades similares.
Com organização do Clube Porsche Fans Portugal e por intermédio do Zé Carlos Lages vão estar no nosso concelho, nos dias 12 e 13 de Setembro, cerca de 70 ou 80 pessoas que se vão fazer deslocar em Porsches antigos. Na sequência da preparação da citada reunião o presidente do Clube Porsche entendeu que a concentração de aniversário agendada para o fim-de-semana de 5 e 6 Julho tivesse o seu início em Sortelha (com almoço) rumando de seguida em direcção à Serra da Estrela.
Também a direcção da Casa do Concelho está a organizar um rally-paper, que vai ter lugar no dia 21 de Junho, que passará pela maioria das freguesias do nosso concelho.
Então isto, meus senhores, não é uma forma de ajudar o nosso concelho? Quantas refeições se comem? Quantas camas se alugam? Quantos copos se bebem? E quantas dessas pessoas voltam em pequenos grupos ou a nível familiar?
E quantos amigos e conterrâneos, espalhados pelo país e estrangeiro, poderiam organizar e desenvolver actividades desta natureza? Todos dizemos – e muito bem – que o nosso concelho tem enormes possibilidades para se poder desenvolver através do turismo. É verdade, sim senhor. Mas é necessário e conveniente que criemos condições para que as pessoas fiquem com vontade de voltar e para que nos divulguem através de comentários que nos sejam favoráveis.
O concelho do Sabugal tem futuro! Há que acreditar!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

jmncampos@gmail.com

O projecto «Qualificação do Turismo Activo – Word Adventure» visa dinamizar o desenvolvimento de actividades turísticas activas nacionais e internacionais. Uma das vertentes é a descida de rios em kayake estando programada uma prova no Rio Côa no dia 17 de Maio organizada pela Associação Raia Histórica.

Rio Coa incluido na Rota do Turismo Activo«Qualificar o Turismo Activo» dinamizando o desenvolvimento de actividades turísticas activas a nível nacional e internacional através da criação de uma rede de parcerias que irão promover a marca «WordAdventure».
No distrito da Guarda terão lugar duas descidas em kayake. A primeira está marcada para dia 19 de Abril no Rio Mondego, com a extensão de 11 quilómetros na freguesia de Videmonte e a 17 de Maio, com organização da Associação Raia Histórica, será a vez do Rio Côa.
O projecto é coordenado pela ADIRN (Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte) e tem como parceiras 21 associações de desenvolvimento local de todo o país onde se incluem no distrito da Guarda a Pró-Raia e a Raia Histórica.
Em apoio ao programa «Portugal em Kayak» foi criado um «Passaporte» com as datas das provas, os locais e sugestões turisticas sobre a região. A escalada, o rafting e os percursos pedonais estão nos planos futuros da «Qualificação do Turismo Activo».
Na apresentação do projecto a presidente da Pró-Raia e vereadora da Câmara Municipal da Guarda, Lurdes Saavedra, esclareceu ainda que «a associação vai incentivar empresas que se queiram instalar ou que já estejam instaladas na região com o objectivo de rentabilizarem as potencialidades locais e promover a sua divulgação nos roteiros do turismo activo» e para isso está previsto «investir cerca de 15 mil euros num investimento global de 320 mil euros comparticipados a 90 por cento por fundos comunitários».

Mais informações em: Templar – Rotas e Destinos Turísticos
jcl

«Terra-Vida-Alma, Valongo do Côa», é um livro escrito por uma família ilustre, de pedagogos e investigadores, fiéis ás berças, que lançaram mão a uma profunda e nobre tarefa: a elaboração de um rigoroso estudo sobre a história e a cultura da terra natal.

O livro de Valongo do CôaOs autores, unidos por laços de sangue, são: Francisco Carreira Tomé, Alice Tomé, Teresa Pires Carreira, Nuno Rafael Tomé e Filipe Alexandre Carreira. São professores nascidos em Valongo, mas que residem e trabalham longe da aldeia natal. Porém Valongo está-lhes no coração e o livro, editado no ano 2000, espelha a saudade dos tempos idos, da altura em que o povo sentia mais o pulsar da vida, com as casas habitadas e os campos em permanente cultivo.
Valongo é terra de gente sofredora, porque, no longo tempo, sujeita a muitas contrariedades: o clima agreste (nove meses de Inverno e três de inferno), a pobreza crónica das suas terras de cultivo, a sujeição histórica a invasões e a refregas fronteiriças. Só que a aldeia teve também os seus mimos, sobretudo visíveis nos excelentes produtos que a terra produz, e, ainda mais, na vivência quotidiana de antigamente, em que as tradições e os aspectos etnográficos das actividades desenvolvidas lhe deram um forte manancial de cultura popular que urge preservar. E este livro de fortes sentimentos, de exaltação de um povo, traz à liça os elementos que lhe podem consagrar o futuro, como sejam: o aproveitamento da beleza natural, a reposição de tradições, a dinamização do convívio entre os naturais espalhados pelas quatro partidas do mundo.
Interessante, quando não perspicaz, é a teoria da escassez populacional de Valongo, que assenta na tese de que foi a consequência da constante sujeição de Riba Côa, à administração militar, que era impessoal e se revelou efémera. De um dia para o outro os militares abandonaram as zonas de fronteira, recuando os aquartelamentos para junto do litoral, e com isso se desfez a sociologia local.
Na sua maior parte o texto é solto, correndo livre e folgazão, muito ao jeito das falas populares, recriadas com realismo. Noutras partes há uma linguagem coloquial, de tom afectuoso, só possível aos pedagogos, que, como estes, sabem ensinar cativando o discípulo. Notam-se sentimentos de nostalgia, como na descrição da vida e do ambiente familiar de outros tempos, quando os seus maiores irradiavam alegria e amor, mau grado as regras austeras da antiga vida em comunidade.
plb

O presidente da Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo lamenta o adiamento da construção da barragem da Quinta de Pêro Martins, no rio Côa, facto que prejudica o seu concelho e toda a região.

Rio CôaEsta semana o Governo, pela voz do Ministro da Economia, anunciou a construção de dez novas barragens para cumprir o objectivo de aumentar a produção de electricidade em Portugal até sete mil megawatts e elevar o aproveitamento hidrológico para 70 por cento da capacidade do país. Porém de entre as barragens anunciadas o autarca de Figueira de Castelo Rodrigo não encontrou a da Quinta de Pêro Martins, projectada para o seu concelho, facto com que não concorda. Há muito tempo que o autarca luta pela construção dessa barragem, que considera fundamental para a região.
Em declarações prestadas à Agência Lusa o autarca considera que construir a barragem no seu concelho «era o reparar de um erro histórico», referindo-se à rejeição da construção da barragem de Foz Côa devido às gravuras rupestres. A construção da barragem da Quinta de Pêro Martins, não prejudicaria nada a opção em favor das gravuras, uma vez que a albufeira ficaria a montante do local onde elas se encontram. Por outro lado, o autarca considera que a barragem poderia «inundar terrenos à vontade, porque não causa problemas às populações, antes pelo contrário, valoriza as propriedades agrícolas».
António Edmundo vai mais longe, considerando que o rio Côa fica muito prejudicado, o que afecta toda a região: «num rio que é só nosso (nasce próximo da localidade de Fóios, Sabugal, e desagua no rio Douro, em Vila Nova de Foz Côa), regularizaria o seu leito e daria novos usos ao rio Côa, pois permitiria a prática de actividades lúdicas, de regadio e a exploração hidroeléctrica».
plb

JOAQUIM SAPINHO

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