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A Associação de Judo do distrito de Coimbra, na sua continuidade em descentralizar as suas provas, optou por realizar, este sábado, 9 de Janeiro, a primeira competição de 2011 na vila de Góis. O Open de Juniores da Associação de Coimbra realizou-se no Pavilhão Municipal que ofereceu excelentes condições para a realização do evento, com cerca de 300m2 de Tatamis.

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Os competidores vieram desde o Alentejo ao Norte do país, para poderem começar a angariar pontos para o ranking nacional que garante apenas aos 26 primeiros da lista a sua participação no Campeonato Nacional de 20 de Fevereiro.
O Sporting Clube do Sabugal apresentou-se com duas judocas, no que seria uma prova para ganharem ritmo após umas férias de Natal nem sempre propicias á prática desportiva.
Na categoria mais leve, em -48kg, foi Ana Rita Figueiredo que conseguiu alguns pontos e ainda subiu ao terceiro lugar do pódio. Á semelhança da sua irmã, Ana Sofia em -57kg, no seu primeiro ano neste escalão etário, competiu com judocas mais velhas conseguindo no entanto atingir a terceira posição.
Ainda há muito para corrigir, neste inicio de ano, mas a entrada para o ranking nacional que esta prova proporcionou, permitirá às judocas Raianas uma participação menos pressionante no Campeonato Regional que se realizará no Porto ainda este mês.
djmc

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À terceira jornada do Campeonato Distrital da I Divisão da Associação de Futebol da Guarda, mais uma vitória para o Sporting Clube do Sabugal, a segunda em casa desta vez contra o Manteigas por três bolas a zero.

Sporting Clube SabugalNeste terceiro desafio Marco Capela continua a mexer no onze, frente ao Manteigas o Sabugal apresentou-se com o número 1 Fred, Pedro (2), Janela (3), Batista (4), Tó Zé (5), Pires (6), Jorgito (7), Ricardito (8), Manata (9), Nuno (10) e Tiago Dias (11). O técnico do Sabugal tinha ainda à sua disposição mais sete atletas, no banco tinha Filipe, Roberto, Pereira, Paulito, Isidro, Vaz Alves e ainda o guarda-redes Chucky.
Quanto aos 90 minutos de referir que, apesar do bom começo de campeonato que a equipa do Sabugal está a fazer, a primeira meia-hora do jogo pertenceu à equipa do Manteigas que nesse período de tempo dominou a partida, tendo mesmo havido um penalty aos 28
minutos a favor da equipa do Manteigas, um penalty algo duvidoso cometido pelo capitão Tó Zé, ainda assim o resultado manteve-se inalterado até ao fim da primeira parte uma vez que o jogador do Manteigas chamado a converter mandou a bola por cima da barra.
Já na segunda parte a equipa da casa mostrou-se mais aguerrida e quis «mandar no jogo» mas aos 62 minutos Batista é expulso por acumulação de amarelos e o Sabugal vê-se assim reduzido a 10 jogadores. Dois minutos depois Marco Capela vê-se forçado a fazer uma substituição visto que Ricardito teve que ser substituído devido a problemas musculares, para o seu lugar entrou Roberto. Estes factores que pareciam ser negativos parecem ter «acordado» a equipa do Sabugal pois logo aos 65 minutos Pires faz o primeiro de três golos para a equipa da casa. Os outros dois golos surgiram aos 27 e aos 43 minutos por intermédio de Manata e Pereira, respectivamente, Pereira tinha entrado minutos antes para o lugar de Tiago Dias.
Quanto à última substituição que o técnico Marco Capela fez na equipa foi a entrada de Paulito para o lugar de Nuno.
No final, pouco há a dizer apenas que o Sporting Clube do Sabugal está a entrar bem neste campeonato com três jogos, três vitórias e nove pontos o que faz com que continue no primeiro lugar da tabela classificativa.
Cláudia Janela

Dois jogos. Duas vitórias. A equipa de futebol sénior do Sporting Clube do Sabugal, treinada por Marco Capela, lidera a classificação do Campeonato Distrital da Primeira Divisão da Associação de Futebol da Guarda.

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No domingo, dia 17 de Outubro, realizou-se a segunda jornada do Campeonato Distrital da Primeira Divisão da Associação de Futebol da Guarda.
O Sporting Clube do Sabugal deslocou-se a Pena Verde, para defrontar a A. R. C. D. Penaverdense.
Para este segundo desafio o treinador Marco Capela fez, em relação ao jogo anterior, duas alterações. Desta feita o onze titular apresentado ao Penaverdense foi o seguinte, Fred (1), Pedro (2), Janela (3), Batista (4), Tó Zé (5), Pires (6), Sérgio (7), Jorgito (8), Manata (9), Nuno (10) e Ricardito (11). O técnico do Sabugal tinha ainda à sua disposição mais sete atletas. No banco sentaram-se com o número 12 Fábio, 13 Filipe, 14 Roberto, 15 Pereira, 16 Paulito, 18 Tiago Dias e 19 Vaz Alves.
O S. C. Sabugal continua no bom caminho pois somou a segunda vitória consecutiva, ao vencer o Penaverdense por 2-0 depois de bater em casa, na primeira jornada, o Gouveia por 2-1.
Da primeira parte não há muito a apontar num jogo bem jogado mas sem golos pois ao intervalo o resultado era ainda o nulo no marcador, de referir a alteração forçada que a equipa do Sabugal teve de fazer aos 29 minutos, após a lesão de Sérgio que fez um entorse no pé direito, devido ao mau estado do terreno junto à área de Fred, entorse esse que incapacitou o jogador tendo então que ser imediatamente substituído, para o seu lugar entrou com o número 15 Pereira.
Já na segunda parte o Sabugal entrou pressionando mais o adversário o os golos acabaram por surgir. O primeiro aos 58 minutos, um bom golo apontado pelo número 11 Ricardito, cinco minutos mais tarde nova alteração no marcador a passe de Nuno, Manata fixa então o resultado em 2 a 0.
Em suma, ao fim da segunda jornada o Sporting Clube do Sabugal encontra-se no primeiro lugar da tabela classificativa com 6 pontos, também com 6 pontos está o G. D. V. N. de Foz Côa e o C. F. Vilanovense.
Cláudia Janela

As bancadas do Pavilhão Municipal encheram para assistir ao VII Torneio de Judo da Cidade do Sabugal que registou a maior participação de sempre de judocas com idades compreendidas entre os quatro e os 12 anos.

Torneio Judo Cidade Sabugal

Realizou-se no sábado, 9 de Outubro, no pavilhão das piscinas municipais do Sabugal, o VII Torneio de Judo da Cidade do Sabugal. A secção de Judo do Sporting Clube do Sabugal que organizou o evento, esperava ultrapassar este ano a presença dos 100 judocas, que estiveram na última edição, acabando por se apresentarem este ano quase 200 pequenos judocas, com idades compreendidas entre os 4 e os 12 anos.
Os participantes distribuíram-se por seis distritos, provenientes de 14 Clubes, sendo estes: Judo Clube União Albicastrense, Judo Clube Alcainense, Jardim Escola João de Deus (Castelo Branco), Academia de Judo Ginásio de Castelo Branco, Judo Marvão, Judo de Góis, Associação Académica de Coimbra, Judo da Lousã, Associação Académica da Universidade de Aveiro, Judo do Beira-Mar (Aveiro), Judo Clube de Viseu, Os Repesenses (Viseu), Clube de Judo da Guarda e Sporting Clube do Sabugal.
A competição decorreu dentro daquilo que estava previsto, sendo a correria inicial para agrupar os pequenos atletas já um pro-forme ao qual os treinadores que normalmente se deslocam com jovens destas idades já estão habituados. Este tipo de Torneio, escassos no País, daí o elevado número de participantes, visa a promover nas idades mais tenras o desenvolvimento competitivo dos jovens praticantes, com regras adaptadas, garantindo sempre a integridade física dos judocas, bem como o espírito colectivo, no que diz respeito á camaradagem necessária para apoiar os colegas de treino.
A entrega dos prémios, respectivo lanche e brinde no final da prova acabou por ser o melhor momento para os pequenos judocas merecedores de um resto de fim-de-semana de descanso.
A organização não deixa de querer agradecer aos judocas mais velhos da secção de Judo do SCS e a todos os que directamente ou indirectamente fizeram com que o torneio fosse um sucesso, incluindo os participantes e respectivos acompanhantes que encheram as bancadas.
Agradecendo ao município pelo apoio ao transporte dos tapetes para o pavilhão, à Junta de Freguesia do Sabugal pelos lanches, ao enfermeiro que esteve voluntariamente de prevenção durante a prova e aos funcionários da empresa municipal Sabugal+, pela gentileza como sempre têm recebido e colaborado neste evento.
No que diz respeito às classificações, a representação da secção de Judo sabugalense, com 14 judocas inscritos no Torneio, obtiveram sete primeiros lugares (Emanuel Martins, Pedro Carreira, Eduardo Leitão, André Neves, Beatriz Pinheira, Miguel Almeida e Joana Carreira), três segundos lugares (Marco Rocha, Alexandra Nabais e Roberto Pereira), um terceiro (Pedro Gonçalves) e três quartos lugares (Eduardo Castilho, Bernardo Pires e João Caldeirinha).
djmc

Para fecho da época, o ABPG de Gouveia realizou o VII Torneio para os escalões de formação (até aos 12 anos). Embora já de férias, o Sporting Clube do Sabugal, levou cinco judocas à prova, acompanhados pelos respectivos pais que deram o apoio e força necessária para um melhor desempenho dos atletas.

Sporting Clube Sabugal - Judo

O torneio teve ainda a presença de atletas de Coimbra, Viseu, Beja, Alvito e Guarda, no total de meia centenas de competidores.
Os judocas mais jovens, Eduardo Castilho, Roberto Pereira (10 anos), conseguiram ainda uma vitória. A judoca feminina, Mariana Vaz (11 anos) apesar de um bom desempenho nos combates, não consegui obter lugares de destaque. Os resultados de topo vão para Pedro Carreira e Emanuel Martins que obtiveram a Primeira e segunda posição respectivamente, nos seus grupos, melhorando o resultado classificativo obtido em Espanha no mês passado.
Independentemente dos resultados, o ambiente foi de satisfação e boa disposição, seguindo a comitiva sabugalense num total de 18 pessoas, para o merecido almoço.
A secção de Judo do Sporting Clube do Sabugal vai ainda realizar no próximo dia 11 de Julho o convívio anual dos Judocas e familiares, que este ano irá ter lugar na praia fluvial do Sabugal.
djmc

Pela primeira vez o concelho do Sabugal vai ter duas equipas na disputa do Campeonato Distrital da 1.ª Divisão da Associação de Futebol da Guarda: Sporting Clube do Sabugal e Associação Cultural e Desportiva do Soito.

Campeonato Distrital de FutebolO Campeonato Distrital tem o inicio marcado para o dia 10 de Outubro. Nessa jornada o Sabugal recebe a equipa de Foz Côa e o Soito desloca-se a Celorico.
O Campeonato de Futebol das equipas seniores da Associação de Futebol da Guarda foi reduzido de 16 para 14 clubes na presente época, o que o torna mais competitivo, pois a disputa de subida e manutenção será mais árdua.
Os dois clubes do concelho jogam entre si logo na segunda jornada do campeonato, no dia 18 de Outubro, quando o Soito recebe o Sabugal no seu campo. Na segunda volta do campeonato será o Soito a deslocar-se à sede do concelho, o que acontecerá na 15.ª jornada, no dia 7 de Fevereiro de 2010.
O Soito foi o campeão da segunda divisão distrital na época passada e chega agora à divisão principal pela primeira vez, juntamente com o Penaverdense. O Soito demonstrou que tem potencial e espera-se que se consiga ambientar a um nível competitivo mais exigente, lutando para obter um lugar tranquilo na classificação.
Já o Sabugal tem sobre os ombros a responsabilidade de ser considerado um dos clubes consagrados do campeonato. Na época passada ficou em terceiro lugar e esteve a um passo de se sagrar campeão distrital. Muitos consideram-no, a par do Aguiar da Beira, um dos favoritos deste campeonato e isso dá-lhe uma especial responsabilidade. Mantém como treinador Manuel Barbosa e como adjunto José Carvalho. A equipa reforçou o plantel, tendo ido buscar jogadores ao Fornos, Meda e Trancoso, assim como um jogador muito promissor ao Atalaia, um clube do distrito de Castelo Branco.
Carlos Janela, presidente do clube assume que o objectivo é vencer o campeonato e subir para a terceira divisão nacional. «Haverá outras equipas com o mesmo objectivo, mas nós assumimo-lo e vamos tentar atingi-lo», disse-nos o presidente.
Para além da equipa sénior, o Sabugal contará ainda com equipas nas camadas jovens: duas de «escolinhas», uma de infantis, uma de iniciados e uma de juniores. Em estudo está a possibilidade de também se constituir uma equipa de futebol feminino.
Carlos Janela diz não temer o embate com o Soito: «sinceramente, espero que sejam dois dias de festa, onde se espera que ganhe o melhor, esperando eu que o melhor seja o Sabugal».
João José, presidente da Associação Cultural e Desportiva do Soito, diz que o principal objectivo da equipa soitense é conseguir disputar um campeonato tranquilo, evitando a despromoção. «A meta é a manutenção, mas tentando fazer o melhor», diz o presidente. Revelou-nos ainda que houve alguns reajustamentos na equipa, com a dispensa de alguns jogadores e a entrada de outros. Alguns bons jogadores que já haviam jogado no clube regressaram e foram ainda buscar um atleta ao Unhais da Serra. Quanto à expectativa que tem com a disputa dos dois jogos com o Sabugal, João José também espera que sejam momentos de bom futebol, seguidos de convívio. «Temos de ter em conta que são equipas diferentes, porque o Sabugal assume lutar para ser campeão e nós queremos bater-nos para nos mantermos na primeira divisão distrital, mas tenho a certeza que serão jogos bem disputados».
No dia 18 de Outubro, quando o Soito receber o Sabugal, os atletas soitenses receberão as faixas de campeão da segunda divisão e de seguida haverá um jantar de convívio entre as duas equipas. Espera-se que quando o jogo se repetir no Sabugal a festa continue.
plb

Foi a convite dos responsáveis das Escolas de Judo Ana Hormigo e Associação Judo Clube União Albicastrense que o Sporting Clube do Sabugal se deslocou até Castelo Branco no sábado, 13 de Junho, com uma comitiva de 11 pequenos judocas entre os 5 e os 12 anos, para participar no «Torneio Convívio de Fim de Aulas 2009».

Judocas Sabugalenses no Torneio de Castelo Branco

O encontro realizou-se nas instalações desportivas do Jardim Escola João de Deus e contou com a presença de cerca de 60 pequenos atletas. Todos os participantes receberam medalha, diploma de participação e merecido lanche. Os prémios foram entregues pelo vice-presidente da Câmara da cidade albicastrense.
Nestas idades não é de grande importância nestas idades o lugar de pódio obtido. No entanto os participantes nunca entregaram de bandeja a vitória aos seus oponentes. Aqui ficam as classificações:
Joana Carreira (3.ª), Beatriz Pinheiro (3.ª), Marco Rocha (3.º), Eduardo Castilho (3.º), Rodrigo Pereira (2.º), Eduardo Leitão (3.º), Mariana Vaz (3.ª), Leandro Susano (3.º), Tomás Pereira (3.º), Pedro Carreira (2.º) e Emanuel Martins (1.º).
Embora tenho sido o primeira participação em torneios de alguns judocas da secção de Judo do Sporting Clube do Sabugal (SCS) os jovens mostraram uma boa postura e vontade de melhorar e aprender mais.
O SCS deixa desde já os seus agradecendo aos pais que puderam acompanhar a comitiva e estiveram presentes.
djmc

O Clube Automóvel 6 Kinas nasceu no ano de 2002 quando seis amigos decidiram comprar um terreno e definir um traçado competitivo para provas automobilistas em terra batida. O circuito recebeu o nome de «Pista da Galgueira» e situa-se muito perto da estrada que liga Aldeia de Santo António a Sortelha. A primeira prova de 2009 integrada no 5.º Troféu Inter-Regional de Autocross, Kartcross e Moto4 dos concelhos do Sabugal, Penamacor, Belmonte e Mação, tem lugar no domingo, 24 de Maio.

Pista da GalgueiraO Clube Automóvel 6 Kinas, nasceu no ano de 2002, quando seis amigos, depois da compra de um terreno decidiram começar a fazer corridas de automóveis em terra batida. Nesse tempo era um desporto completamente subdesenvolvido, ou mesmo inexistente, no concelho do Sabugal.
Os seis amigos, que deram o nome ao clube, razão dos seis kinas e não cinco quinas, como seria mais lógico, tinham como grande impulsionador na ideia, João Rabaço, já experiente neste tipo de desporto. Os restantes elementos do grupo eram Nélson Borges, Carlos Borges (Calucha), Daniel Vinhas, Daniel Pereirinha e Miguel Batista.
Nos dois primeiros anos foram ocupados na realização do traçado da pista, considerada por muitos uma das melhores a nível nacional, no que diz respeito à visibilidade do publico, à criação da associação, o que viria a acontecer em 2004 e à realização de algumas corridas, para testar a capacidade dos seus organizadores.
No ano de 2005 o «Clube Automóvel 6 Kinas», juntamente com a «ADEP» de Penamacor, criou um troféu Inter-Regional de Autocross, que cumpre em 2009, com uma difusão e organização considerável, a sua 5.ª edição.
Os troféus tiveram a participação de pilotos do Sabugal, Penamacor e Caria (2005); Sabugal, Penamacor e Castelo Branco (2006); Sabugal, Penamacor, Castelo Branco e Mação (2007); e Sabugal, Penamacor, Belmonte e Mação nas edições de 2008 e 2009.
O «Clube Autómovel 6 Kinas» é, actualmente, presidido por António Morgado, tendo já sofrido algumas alterações a nível dos seus criadores e corpos gerentes.
É objectivo da colectividade homologar a pista da Galgueira, em Aldeia de Santo António, no concelho do Sabugal, visando num futuro não muito longínquo, a possibilidade de integração da mencionada pista, no Nacional de Autocross.
Existe igualmente por parte do clube a intenção de desenvolver outras actividades no mencionado espaço, sempre com a intenção de dinamizar o gosto pelo desporto automóvel e por consequência o Concelho do Sabugal.
No sentido de melhorar as condições da pista da Galgueira, tanto a nível técnico para uma posterior homologação federativa, como para beneficiar as condições de funcionamento e bem-estar do público, este clube conta com a ajuda da Câmara Municipal do Sabugal e com o esforço dos criadores e sócios desta associação. Os dirigentes do clube, com espírito de sacrifício e iniciativa, tentam acrescentar outros focos de interesse ao nosso concelho, podendo no caso de ser bem sustentado e apoiado criar benefícios para o mesmo, nomeadamente ao nível de animação, visibilidade e turismo.
Daniel Vinhas

A aldeia histórica de Sortelha foi o ponto de partida para o passeio comemorativo do primeiro aniversário do Porsche Fans Portugal. Os membros participantes concentraram-se com as suas potentes máquinas na manhã do dia 5 de Julho, no Largo do Castelo e seguiram após o almoço para a Serra da Estrela.

O Porsche Fans Portugal, presidido por José Luís Jacob, comemorou o primeiro aniversário no fim-de-semana de 5 e 6 de Julho com um passeio turístico pela Serra da Estrela.
A concentração dos membros e proprietários das potentes máquinas deu-se em terras do Sabugal na aldeia história de Sortelha a partir das 9 horas da manhã. Para os que preferiram chegar de véspera a organização reservou alojamentos nas casas de turismo de habitação.
Os participantes tinham à sua espera uma recepção organizada pelo presidente da Junta de Freguesia de Sortelha, Luís Paulo, que aproveitou para promover a sua «jóia» com uma visita guiada pelas ruelas do interior das muralhas do castelo.
Entre as 11 e as 12.30 horas os motores das máquinas fizeram-se ouvir em competição cronometrada desde o cruzamento da Bendada até Sortelha devorando a rampa ladeada de barrocos do lado Norte.
O troço de estrada utilizado tem todas as condições, com curvas apertadíssimas e beleza natural, para se transformar num prémio anual de automobilismo denominado «Rampa de Sortelha» contribuindo para a promoção turística da nossa região. A pensar…
O almoço-convívio com diversos pratos da gastronomia raiana decorreu em Sortelha no Restaurante D. Sancho. A partida da caravana deu-se pelas duas e meia da tarde para o kartódromo de Seia, com passagem por Tortosendo, Unhais da Serra e Sabugueiro.
No fim-de-semana de 13 e 14 de Setembro as belíssimas máquinas voltam ao concelho do Sabugal numa organização conjunta do Porsche Fans Portugal e do Capeia Arraiana.
O programa inclui a concentração no sábado de manhã no Largo do Castelo do Sabugal, uma prova cronometrada de perícia durante a tarde, uma visita ao Centro Cívico Nascente do Côa à noite, uma passagem pelas freguesias acasteladas durante a manhã de domingo e muitas surpresas.
jcl

As conquistas do Sporting dos anos 40 e 50 – que o transformaram no mais poderoso clube de futebol em Portugal – valeram-lhe, portanto, grande capacidade de mobilização um pouco por todo o país, conquistando o clube uma dimensão claramente nacional e cada vez mais populista.

José GuilhermeEm todas as regiões de Portugal cresceram núcleos numerosos de simpatizantes e sócios do Sprting, surgindo inúmeras filiais. Espalhava-se a «identidade sportinguista», Zonas como o Alentejo e as Beiras tornaram-se «bastiões» particularmente fortes desta identidade. As vitórias da equipa de futebol catapultaram o clube definitivamente para uma dimensão popular, afastando-se assim o espectro elitista dos primeiros anos. Para este crescendo de popularidade muito ajudou a humildade e a qualidade humana e futebolística de muitos dos jogadores sportinguistas que formaram a fabulosa equipa dos anos 40 e 50. As origens sociais humildes de muitos destes jogadores permitiram o aproximar do clube ao povo amante do futebol. E não tivesse sido o imparável Benfica dos anos 60 e 70, o Sporting poderia hoje ser o maior clube português em termos de simpatlzantes.
Apesar da hegemonia «encarnada» dos anos 60 e 70, os «leões» conseguiram manter uma assinalável regularidade competitiva, alcançando mesmo uma extraordinária vitória no plano europeu, com a conquista da prestigiada Taça das Taças, em 1964. Foi um momento único na história do clube. Nessa gloriosa campanha europeia, o Sporting foi um conjunto eminentemente ofensivo, marcando 36 tentos em 12 partidas … Num só jogo, contra o Apoel Nicósia, os «leões» marcaram 16 golos. Na equipa brilhavam nomes como Carvalho, Fernando Mendes, João Morais, Mascarenhas (melhor goleador do Sporting na prova, com 11 golos) ou Hilário, entre muitos outros. Mas o que fez realmente a diferença foi o «todo» e não as individualidades, com a equipa a apresentar sempre uma forte coesão defensiva, eficácia no ataque e uma grande determinação. Para a história ficou a eliminatória dos quartos-de-final frente ao Manchester United, em que depois de uma pesada derrota por 1-4 em Inglaterra, os «leões» conseguiram uma reviravolta extraordinária em Lisboa, vencendo por 5-0. A «raça leonina» ficava assim comprovada, com os jogadores a assumirem em campo uma postura combativa, aliada a um grande talento, acreditando sempre na vitória. Essa mística era assegurada por jogadores como Fernando Mendes (o «capitão» de equipa) ou Hilário da Conceição.
No plano nacional, o Sporting sofreu então os efeitos da hegemonia benfiquista, tendo apenas conseguido amealhar cinco títulos nacionais nas décadas de 60 e 70. Mas soube sempre resistir e lutar contra o enorme poderio «encarnado». Registe-se que apenas em 1965 o Benfica ultrapassou definitivamente o Sporting em número de títulos nacionais conquistados. Até aí, a superioridade fora quase sempre do Sporting, que em 1954 liderava por 9-7 (sendo que estamos a contabilizar os três títulos benfiquistas na I Liga). A identidade do clube está também grandemente ligada à aposta na formação, «nascendo» nas escolas do Sporting grandes talentos do futebol português e internacional, como foram os casos dos históricos Jorge Vieira e Adolfo Mourão, ou, mais recentes, de Vítor Damas, Paulo Futre, Luís Figo e Beto. O clube tentou desta forma criar e manter sempre um espirito muito próprio, o que nem sempre foi alcançado nas duas últimas décadas do século, marcadas pela passagem, muitas vezes em catadupa, de treinadores pelo «banco» do Sporting. Esta instabilidade em nada contribuiu para a manutenção e reforço dessa mística «leonina», tantas vezes maltratada pelos erros de gestão directiva que conduziram a um largo periodo dominado pelo insucesso desportivo.

Atravessar o deserto com galhardia
Não foram nada agradáveis os tempos vividos então pelo Sporting. A partir de 1982 (ano em que se sagrou campeão e vencedor da Taça de Portugal), o clube entrou no periodo mais negro da sua história desportiva, somando 18 longos anos sem conseguir conquistar qualquer título de campeão nacional (repetindo o que tinha sucedido ao FC Porto entre 1959 e 1978), e apenas ganhando uma Taça de Portugal, em 1995.
Mas na derrota, como na vitória, os sportinguistas souberam, então, mostrar por que é que costumam afirmar que são um clube diferente dos outros: não deixaram de apoiar as diferentes equipas que tentaram inverter a situação, encheram muitas vezes o Estádio José de Alvalade quando tudo parecia correr mal, enfim, demonstraram que o Sporting não queria «ganhar a todo custo» (como os outros, afirmam). Talvez nesta postura viva ainda algum do elitismo característico do nascimento do clube. Uma espécie de herança «genética» dos seus fundadores e mentores.
Para o Sporting, a «travessia do deserto» resultou na custosa perda do segundo lugar no «campeonato dos campeonatos nacionais» para o FC Porto, mas acabou por ser também uma prova de resistência e de força moral, além de que o segundo lugar em número de adeptos continua a ser «verde-e-branco», apenas superado pelo incontável universo «encarnado».
Como não há bem que sempre dure, (os «cinco violinos») nem mal que, não acabe (a década de 90), também o fim do deserto de vitórias sportinguistas no futebol surgiu em 2000, para comemorar o final de um século em que o clube deixou marca indelèvel no desporto português.
E da mesma forma que raramente se pode acusar os «leões» de não saberem perder, ninguém pode dizer que o Sporting de 1999/2000 não soube ganhar … O mesmo se pode dizer da equipa 2001/02, que chegou à «dobradinha» 20 anos depois.
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).
«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme

joseguilherme.r@gmail.com

O ano de 1906 foi o primeiro da existência de um dos mais significativos emblemas da história do futebol em Portugal, o Sporting Clube de Portugal. Representando a essência da própria origem do futebol no país, o Sporting Club de Portugal nasceu em «berço de ouro», no seio da aristocracia lisboeta do inicio do século.

José GuilhermeOs primeiros estatutos do clube não esquecem a referência a uma agremiação formada por pessoas da boa sociedade e dão a prioridade ao ténis como desporto a ser praticado no clube. Um dos traços identitários do Sporting ficava desde logo esboçado, embora muitas coisas viessem a mudar, principalmente a partir dos anos 40, graças a muitas e gloriosas vitórias e exibições dos célebres «Cinco Violinos», que tornaram o Sporting extremamente popular um pouco por todo o país e em todas as camadas sociais. Nos primórdios do clube, a situação social e financeira privilegiada dos seus mentores e sócios, principalmente de José Roquette e do seu tio, o Visconde de Alvalade, ajudou a reunir condições físicas e humanas para a prática do futebol, algo sem paralelo nos outros clubes da altura. A equipa do Sporting dispunha de um dos melhores recintos da época e contava com exímios jogadores vindos do Sport Lisboa (formação que esteve na origem do SL Benfica), que não tinha onde treinar. Esta solução encontrada pelos «leões» para juntarem uma boa formação, acabaria por dar origem aos primeiros passos de uma rivalidade quase centenária, entre o Sporting e o BenfIca, e que ocupa lugar destacado na história do desporto português.

O ciclo dourado dos «famosos cinco»
O Sporting começou a criar fama de equipa «grande» na disputa do Campeonato de Lisboa, prova em que exerceu um domínio quase avassalador, entre 1922 e 1947, vencendo 16 em 25 títulos possíveis, sendo que 6 deles, foram consecutivos (entre 1934 e 1939). Esta hegemonia futebolística dos «leões» em Lisboa alargou-se ao plano nacional durante toda a década de 40 e 50. Entre 1947 e 1954, o Sporting conquistou sete campeonatos nacionais em oito possíveis, alcançando ainda o primeiro «tetra» da história, entre 1951 e 1954. Eram os tempos dos inesquecíveis «Cinco Violinos», provavelmente a maior referência da identidade sportinguista até aos nossos dias. Pena foi que nesta altura ainda não existissem as competições europeias, pois se tal acontecesse com certeza que Jesus Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano (acompanhados por outros excelentes praticantes) teriam brilhado e deslumbrado por essa Europa fora. Curiosamente, o Sporting ficaria ligado ao nascimento dessas mesmas competições europeias. Quando em 1956, na primeira edição da Taça dos Campeões, Martins foi o marcador do primeiro golo da competição, no jogo inaugural da prova, que opôs Sporting e Partizan Belgrado, no Estádio Nacional. Nesta altura, o Sporting era a equipa portuguesa com mais prestígio a nível internacional, não sendo de estranhar por isso o convite para o clube «leonino» participar na primeira edição da Taça dos Campeões Europeus, quando quem tinha vencido o Campeonato Nacional (1954/55) fora o Benfica. Alguns anos antes, em 1949, o Sporting tinha ido à final da Taça latina, perdendo com o Barcelona por um escasso 2-1.

Uma identidade cada vez mais nacional
Como seria de esperar, o sucesso e a fama do Sporting dos «Cinco Violinos», que dominou o futebol em Portugal durante tantos anos, acabaria por redundar num processo de popularização do clube, tanto no sentido do aumento do número de adeptos em todo o país, como no sentido da expansão social do próprio clube, que progressivamente foi chegando a outras camadas sociais. Um bom indicador deste processo de difusão social foi o facto de apenas na década de 50 deixar de ser obrigatória a exposição pública da proposta de sócio durante uma semana, na sede do clube, para assim ser possivel contestar a idoneidade ou a irrepreensibilidade da conduta do candidate a sócio «leonino». Assim, ser sócio do Sporting era sinónimo de respeitabilidade e honorabilidade.
(Continua na próxima semana.)
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).

«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme

joseguilherme.r@gmail.com

O FC Porto, originalmente fundado em 1893, mas cuja vida regular se inicia em 1906, sempre «catalisou» poderosamente uma identidade social iminentemente local: a cidade e a região a que pertence.

José GuilhermeSignificativo, ainda, é o facto de cronicamente se apresentar como principal presentante de uma identidade marcada por uma auto-imagem baseada em representações sociais que afirmam a injustiça e a discriminação de que a mesma se sente vítima, provocando uma situação de confronto regionalista de que o clube é o mais importante símbolo. A isto não será estranho, com certeza, a situação histórica do Porto como segunda cidade do país.
O caso do FC Porto, e dos seus adeptos, é particularmente feliz no que toca à relação entre a identidade local e a paixão pelo futebol, ao demonstrar como o jogo e a equipa de futebol surgem como ocasião é motivo privilegiado para afirmar os principais valores do colectivo e a sua identidade própria.
O futebol, como qualquer facto cultural, é apropriado de diferentes formas consoante os contextos sociais. É sentido e significa coisas diferentes em locais diversos. Por isso os clubes de futebol são diferentes uns dos outros; possuem culturas distintas. São os elementos-tipo dessa cultura do clube de futebol que aqui se pretende categorizar, com referência ao caso da identidade «portista».

Contra Lisboa
Algumas das principais auto-representações da comunidade em que se insere transformam o FC Porto numa identidade de resistência ao que é considerado como o poder centralista no país. O futebol parece constituir o mais poderoso instrumento desse descontentamento expresso. Entre os habitantes da cidade, o campo desportivo foi sempre encarado como terreno propício à expressão do sentimento (mais vasto) de discriminação e injustiça, relativamence à capital, de que sempre se sentiram vítimas, contribuindo para o agravamento desse sentimento o facto dos resultados obtidos, até aos anos 80, serem nitidamente inferiores aos dois principais «rivais» de Lisboa (apenas cinco titulos nacionais contra 23 do Benfica e 15 do Sporting).
Não admira, pois, que os resultados da equipa sempre tenham sido vividos e sentidos como muito significativos e fundamentais pelos adeptos do cIube. As vitórias servem para afirmar a identidade de resistência, em que a autovalorização se processa sempre em oposição aos «inimigos» de Lisboa, seguindo diversas formas de denúncia e regionalismo. Expressões como «O Porto é uma nação» ou «O Porto deu o nome a Portugal», surgem como resposta à velha maxima lusitana criada por Eça de Queiroz, «Portugal é Lisboa, e o resto é paisagem», e marcam bem este tipo de atitudes e discursos.
As vitórias portistas no futebol são, afinal, novos elementos a juntar ao vasto e continuo processo de afirmação e de autovalorização da comunidade, em contraposição às identidades a que esta se opõe. Assim foram recebidas as grandes vitórias do clube nos anos 20 e 30, como seriam depois festejados os triunfos obtidos em catadupa mais para o final do século, que incluíram a afirmação internacional de 1987 e o «penta» dos anos 90.
No que diz respeito aos significados atribuídos às derrotas (e é importante notar que durante largos períodos de tempo, de 1940 a 1956 e de 1959 a 1978, o FC Porto foi um clube «perdedor»), estas são caracteristicamente vistas como a comprovação da injustiça e discriminação regionalista, já que por norma são associadas a más decisões dos árbitros, à manipulação de resultados por parte dos adversários, ou ainda aos infortúnios do destino.
(Continua na próxima semana.)
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).

«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme

joseguilherme.r@gmail.com

Em 1904 surgiu o primeiro dos clubes assentes numa base popular em Portugal: o Sport Lisboa. Num tempo em que o desporto era actividade selecta, este facto assume grande importância social. Curiosamente o carácter popular do Sport Lisboa (depois, SL Benfica) marcaria toda a sua longa existência, transformando-se na sua imagem de marca, na sua identidade própria.

José GuilhermeConvém perceber, e muitas vezes tal não acontece, que a vida de um clube de futebol possui significados e simbolismos sociais vastos e complexos (transpostos, ou transferidos se preferirem, para a esfera pessoal), que ultrapassam em muito os meros resultados das competições desportivas. O futebol, como qualquer facto cultural, é apropriado de diferentes formas consoante os contextos sociais. É sentido e significa coisas diferentes em locais diversos. Por isso os clubes de futebol são diferentes uns dos outros: possuem culturas, histórias e identidades distintas. Tracemos, então, alguns dos elementos principais da identidade «Benfica».
Na sua origem, o Sport Lisboa juntou pessoas oriundas de diferentes estratos sociais, principalmente do bairro de Belém, o que lhe conferiu um cunho muito popular, eclético e democratico.
Estas características, felizmente. nunca se perderam. Bem pelo contrário. expandiram-se ao longo dos anos, e estenderam-se, já não só a Belém (de onde o clube saiu em 1908, aquando da fusão com o Sport de Benfica), já não só a Lisboa, mas a todo país. A massa impressionante de adeptos do SLB explica-se por vários factores, sendo o primeiro deles o facto de ter sido o primeiro clube português a desalojar os ingleses do Carcavellos da liderança do futebol lisboeta, tornando-se a mais bem-sucedida formação dos anos 10, em Portugal.
Além disso, o próprio carácter popular do clube, traduzido nos recursos financeiros limitados, que impediam, por exemplo, o aluguer de um campo de jogos adequado, ou o papel preponderante na vida do clube de homens oriundos de camadas sociais menos favorecidas, como Manuel Goularde (o empregado da Farmácia Franco que, juntamente com Cosme Damião, foi a primeira «alma» da agremiação, lutando pela sobrevivência do clube nos piores momentos da «infância» deste) ou a ascensão de um operário, Manuel da Conceição Afonso, a presidente de uma Direcção nos anos 30, transformou-se num factor de atracção de adeptos oriundos das camadas menos favorecidas.
Por isso se pode afirmar que o Benfica dispôs sempre da maior riqueza: a popularidade.

O mais português…
Outra razão fundamental para a popularidade do Sport Lisboa e Benfica foi a tradição de apenas utilizar jogadores portugueses. Assim foi sempre até 1978, altura em que uma Assembleia Geral do Clube aprovou a possibilidade de utilização de jogadores estrangeiros. Os tempos haviam mudado, designadamente porque terminara o acesso facilitado a jogadores das colónias portuguesas, entretanto independentes (desde 1974). Curiosamente, o Benfica foi o clube em Portugal que mais recorreu a este «mercado», tendo construído muito do seu sucesso através desta inteligente politica de aquisições.
Nomes cruciais da história do Benfica, como Eusébio, Coluna, José Águas, Costa Pereira, entre tantos outros, eram oriundos das então possessões ultramarinas. Igualmente interessante é o facto de apesar de jogar apenas com portugueses durante quase 75 anos, o Benfica apenas ter tido um treinador português campeão nacional neste periodo, Mário Wilson (1976). Mesmo depois disso só Toni (1989 e 1994) conseguiu repetir o feito.
Todos estes factores contribuíram largamente para que durante muito tempo se dissesse que o Benfica era o «mais português» de todos os clubes portugueses, até como forma de marcar a diferença e a superioridade sobre os outros «grandes» do futebol luso que sempre promoveram a utilização de estrangeiros nas suas equipas. Daqui terá resultado, em grande parte, a génese desta identidade benfiquista de foro eminentemente nacional, ao contrário de outras identidades clubistas: local no caso do FC Porto, elitista no do Sporting ou bairrista no do Belenenses. Este estado de coisas «agravou-se» na década de 60 com o grande sucesso internacional do Benfica, aprofundando-se a ligação clube-nação, já que os êxitos das «águias» eram sentidos como êxitos portugueses, ainda para mais numa altura em que era grande a pressão política internacional sobre o país, devido à Guerra Colonial.
Extracto de «A Paixão do Povo – História do Futebol em Portugal», de João Nuno Coelho e Francisco Pinheiro (2002).
(Continua na próxima semana.)

«Futebol – A Paixão do Povo», opinião de José Guilherme

joseguilherme.r@gmail.com

Iniciamos hoje, segunda-feira, 2 de Junho, uma nova coluna de opinião coincidindo com a chegada da Selecção Nacional de Futebol a Neuchatel para participar no Campeonato da Europa de Futebol Suíça-Áustria-2008. O futebol é a paixão do povo e a comprová-lo está a apoteótica recepção dos emigrantes portugueses aos craques escolhidos por Luiz Felipe Scolari.
O José Guilherme (que conheço desde os tempos de «A Bola») é especialista em estatísticas dos jogos e dos jogadores, correspondente da IFFHS-Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, passou pela «A Bola» e actualmente colabora no diário desportivo «Record». É, igualmente, administrador de um blogue «recordesdabola.blogspot.com» que divulga a arqueologia do futebol português. Bem-vindo!
jcl

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