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«Os Falares Fronteiriços do Concelho do Sabugal e da Vizinha Região de Xalma e Alamedilha»

Manuel Leal Freire - Capeia ArraianaTanto se tem falado do charro, das terras do charro e da unidade hipotalássica que a região constitui que nos sentimos obrigados a falar, aqui e agora, dum livro editado pela Universidade de Coimbra já no ano de mil novecentos e setenta e sete, e da autoria da filóloga Clarinda de Azevedo Maia e que tem o título com que encimamos a presente charla.
No prefácio, assinala a autora depois de frisar o carácter de trabalho escolar do livro – tese de licenciatura com que a obra nasceu, o destaque que pretendeu dar à avaliação do grau de penetração do castelhano e do português nestas duas faixas extremas – a raia sabugalense e as terras de Xalma, situadas na periferia dos dois países e até aos nossos dias em desfavoravéis condições de comunicação e por isso mesmo bastante conservadoras.
E daí também a complexidade deste trabalho sobre matéria dialectal nalguns aspectos com muito de pioneirismo.
Trabalho de grande folego científico, forma o seu corpo principal, explica a Autora, além duma extensa introdução, onde são postos em relevo os factos de carácter histórico e ainda a amplitude e a frequência dos contactos estabelecidos ao longo da fronteira cujo conhecimento é indispensavel para uma rigorosa interpretação dos factos linguísticos, toda a parte consagrada ao estudo e análise das características dos falares das duas regiões que em introdução caracteriza.
Transcrevamos:
Muito motanhosa e de acesso difícil, em precárias condições de acesso e comunicação com os seus vizinhos de Espanha e Portugal, a região de Xalma é uma das mais isoladas e menos exploradas de toda a Ibéria, seca ou húmida.
Aliás inóspita e de acesso difícil é toda a Serra da Gata, nomeadamente daquela parte de onde emergem o Coa, o Erges e o Águeda.
E os cerca de vinte quilómetros que vão da carcerenha San Martin de Trevejo á portuguesa Aldeia do Bispo, passando pelo Pico de Xalma ou Jalama, a mais de mil e quinhentos metros de altitude, são ásperos e difíceis com caminhos nem sequer de ferradura.
E nessa longa caminhada, que leva meio-dia passa-se junto de Payo e Navasfrias, pequenas povoações serranas, em muito acentuadas condições de isolamento…
Depois, frisava a Autora:
Em grande isolamento, se encontravam também as aldeias raianas portuguesas do Sabugal.
Intervém ainda negativamente a pobreza do solo e a rudeza do clima, de nítida influência continental áspera – invernos muitíssimo rigorosos e verões excessivamente quentes.
As dificuldades uniam.
E assim se impôs um caldo de cultura que marca e individualiza.
«O concelho», história e etnografia das terras sabugalenses, por Manuel Leal Freire

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A estrutura do falar da zona raiana do concelho do Sabugal foi já alvo de um aturado estudo, protagonizado por Clarinda de Azevedo Maia, professora da Universidade de Coimbra, pelo que se não justificam outras incursões na sua caracterização geral.

O trabalho de Clarinda de Azevedo Maia, intitulado Os Falares Fronteiriços do Concelho do Sabugal e da vizinha Região de Xalma e Alamedilla (Coimbra, 1964), tem merecido cuidados elogios dos meios académicos, sendo invariavelmente citado nos trabalhos de investigação sobre essa temática. Sendo uma referência ao nível da ciência linguística em Portugal, iremos expor resumidamente, cm base nele, as características essenciais do falar de Riba Côa, no que especificamente se refere á fonética, à morfologia e à sintaxe.

FONÉTICA
Verificam-se alterações ao nível das vogais tónicas e atónas, dos ditongos e das consoantes.
O a é, em dados contextos, realizado como e: frelda, em vez de «fralda»; amanhê em vez de «amanhã».
O e pode passar a ei: tienho em vez de «tenho».
Nas consoantes é muito visível a substituição do v pelo b: binho em vez de «vinho»; grabe em vez de «grave».

MORFOLOGIA
O artigo definido aparece muitas vezes com a forma castelhana: el, la, lo, los: el binho, las casas, Vale de la Mula.
Também o artigo indefinido pode, esporadicamente, parecer como: uno, una, unos, unas.
O género dos substantivos também pode variar, em muito devido à influência do castelhano: a cajada em vez de «o cajado»; a Côa em vez de «o Côa»; a tomata em vez de «o tomate».
O número dos substantivos está igualmente sujeito a variação, preferindo-se muitas vezes o uso do plural: golas em vez de «gola» (garganta); tenazas em vez de «tenaz»; tesouras em vez de «tesoura».
No que se refere aos adjectivos, o grau superlativo nunca é formado por «issimo», usando-se prefixos e sufixos com uma função intensificadora: descontrafeito, desinfeliz, delgadecho.
Os pronomes possessivos podem ter formas diferentes: mei, tei, sei, ou mê tê, sê.
Os pronomes demonstrativos sofrem algumas alterações: munto em vez de «muito»; oitro em vez de «outro»; otrem em vez de «outrem»; qualquera ou quaisquera em vez de «qualquer». Também aqui se usa nenhum como pronome substantivo, ou seja, em vez de «ninguém». Também é de registar o uso de quiem quiera em vez de «quem quer».

Quanto aos verbos, há muitas originalidades:
Os verbos em que a consoante anterior é z, são assim pronunciados:
Dize-o, em vez de «di-lo»; faze-o, em vez de «fá-lo»; traze-o, em vez de «trá-lo».
Nalgumas formas verbais, acrescenta-se um i à vogal:
Aibra, em vez de «abra»; caibe, em vez de «cabe»; coima, em vez de «coma».
A primeira pessoa do plural do presente indicativo passa às vezes a terminação de «amos» para emos. Exemplos: Chamemos, estemos, falemos, andemos.
Adiantam-se outras particularidades, que não permitem, constituir uma regra: dande, em vez de «dai»; vande, em vez de «ide»; oibo, em vez de «ouço».

Há também particularidades no uso dos advérbios.
De lugar: abaxo, em vez de «abaixo»; adentro, em vez de «dentro»; adonde, em vez de «onde»; drento, em vez de «dentro»; i, em vez de «aí».
De tempo: adepois ou adespois, em vez de «depois»; amanhê, em vez de «amanhã»; antão ou atão, em vez de «então»; antonte, em vez de «anteontem»; aspois, em vez de «depois»; honje, em vez de «hoje»; inda, em vez de «ainda».
De modo: aquase, em vez de «quase»; asseim, em vez de «assim».
De quantidade: mai, em vez de «mais»; munto, em vez de «muito».
De negação: ou , em vez de «não»; siquera, em vez de «sequer».

Sobre preposições, aponta-se o seguinte: antre, em vez de «entre»; inté, em vez de «até”; sim, em vez de «sem».

SINTAXE
O artigo definido é muitas vezes omitido.
O artigo partitivo é usado em certas expressões, como por exemplo: Não sei de nada, em vez de «não sei nada»; quem me dera da água, em vez de «quem me dera água».
Nos pronomes destaca-se o uso do lhe como complemento: foi-lhe padrinho, em vez de «foi padrinho dele». Também o reforço do sujeito nominal: ela a lua já lá vem. Ainda o uso do pronome possessivo em vez do pronome pessoal: tenho casa de meu, em vez de «tenho casa minha».
No que toca aos verbos, há tendência para reflectivar: cear-se; dormir-se; morrer-se. Muitos verbos não são acompanhados da devida preposição: bati-o, em vez de «bati-lhe». Deficiente uso do verbo haver: hemos de ser amigos. Colocação do sujeito ele antes do verbo: ele agora num faz frio.
As preposições têm por vezes deficiente uso: vai a chover, em vez de «vai chover».
Nas conjunções destaca-se o uso somente de que, em vez de «para que»: dá-lhe uma cadeira que se assente. Também há a referir a introdução do não em comparações: não conhece mais rios que não a Côa.
Paulo Leitão Batista, «O falar de Riba Côa»

leitaobatista@gmail.com

Variados factores influenciaram os habitantes de Riba Côa no seu falar, contribuindo para a criação de uma espécie de «dialecto empobrecido», com muitas originalidades, como de resto observou e explanou a filóloga Clarinda de Azevedo Maia no seu estudo «Os Falares Fronteiriços do Concelho do Sabugal e da vizinha Região de Xalma e Alamedilla», datado de 1964.

Mas de onde provém essa forma de falar que se enraizou na raia ribacudana? Francisco Vaz (in Alfaiates na Órbita da Sacaparte, Lisboa, 1989), lança alguma luz, aventando possíveis fontes desse linguajar peculiar, sobretudo no que reporta ao léxico: «O idioma leonês que nos embalou o berço; a tradição cujas raízes não secam; vocábulos de criação original e simbólica, colhida das coisas; também a lei do menor esforço; a onomatopeia que supõe erudição».
A influência mais notada, segundo a generalidade dos estudiosos, terá sido o idioma do país vizinho, fruto dos contactos assíduos. A tudo isto não é alheio ainda o bilinguismo dos falantes, que ao conviver entre os dois lados da fronteira falam com facilidade ambas as línguas, fazendo com que, do nosso lado, expressões castelhanas integrem o falar normal e quotidiano das pessoas.
Depois, há a considerar que a linguagem do povo é, em todo o espaço e em todo o tempo, composta por um falar prático, funcional, recorrendo ao pragmatismo e à simplicidade de exposição, sem muitos rodeios e elaborações. Isso não significa ignorância, mas sim revela a forma nua e crua como pessoas que vivem na mesma comunidade, em amplos aspectos fechada ao mundo, necessitam de comunicar com absoluta compreensão. Claro que existem falares mais elaborados, quer ao nível da estrutura sintaxológica, quer ao nível lexical, mas isso reporta-se a compartimentos mais estanques do todo social, sobretudo no âmbito de grupos profissionais.
Grande importância teve também a corruptela ou simples deturpação de palavras e sons, que variam de terra para terra, sobretudo ao nível da pronúncia, cuja alteração acentuada conduzia a diferentes forma de expressão e a uma abundância de termos característicos.
Mas no que especialmente toca à fonética e à prosódia, há que atender à natural tendência para a simplificação de sons, dentro da lei do menor esforço, como é exemplo a supressão de sílabas ou o seu encurtamento. Também se trocam letras, sendo usual o câmbio do v pelo b, tão vivo em algumas terras ainda nos dias que agora correm (belho, binho). Também o ch se transforma geralmente em tch (tchouriça, tchapéu, bitcho), o que resulta da influência do falar castelhano. E, sobretudo, como elemento caracterizador, o som sibilante do s, que aparenta transformar-se em x (xou do Xabugal), o que na verdade não sucede. Aqui atendamos em o que nos deixou escrito o investigador miuzelense José Pinto Peixoto (in Miuzela – A Terra e as Gentes, Lisboa, 1996), na sua crítica à normalização da língua e ao consequente desaparecimento de ricas formas de expressão: «Havia uma diferença muito pronunciada nas sibilantes. Assim se distinguiam as sibililantes provenientes do s dobrado (ss), com tendência a pronunciar-se de forma dental, quase como se (asssim, passso, ect.) do c e s iniciais, ou do ç de origem árabe (sincelo, açafate, sete, etc.)».
Tenhamos também em conta as sábias palavras de Célio Rolinho Pires, autor de cavados estudos sobre o nosso berço raiano: «O homem do povo, a cuja cultura o homem erudito nem sempre deu a devida importância, regra geral prima pela simplicidade, pela lógica, pela racionalidade, pelo bom senso». Isto aplica-se especialmente ao modo de falar popular característico da nossa região.
Muito haveria a referir quanto à objectiva caracterização da forma de falar das gentes de Riba Côa, contudo não possuímos formação nem conhecimentos de Filologia que nos habilitem a tal. Contudo, também não é meta destes trabalhos esparsos mergulhar no estudo da parte sintáctica do falar. Deixemos tal tarefa para competentes linguistas, que nos evidenciem a disposição dos termos nas proposições e destas no discurso. O mesmo ocorre quanto à Fonética, campo imenso a desbravar em estudos mais profundos, baseados num rigoroso trabalho de campo, aprofundando a valoroso trabalho efectuado pela professora Clarinda Azevedo Maia, da Universidade de Coimbra.
Paulo Leitão Batista, «O falar de Riba Côa»

leitaobatista@gmail.com

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