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O jovem empresário, Eng.º Paulo Martins, tomou as rédeas das termas do Cró, já a funcionar em pleno, e está a preparar-se para muito brevemente poder lançar a primeira pedra para a construção do hotel que será a mais valia deste importante empreendimento.

Mas o Eng.º Paulo Martins que lidera um grupo de empresários, bastante activo e com provas dadas, não pretende ficar pelo Cró.
Visto estarmos na época da castanha este empresário convidou o Sr. Presidente da Câmara, Eng.º António Robalo, a visitar uma cooperativa agrícola na freguesia chamada Penela da Beira que pertence ao município de Penedono.
Muito embora esta cooperativa seja bastante diversificada em termos de frutos secos, nesta altura está, acima de tudo, a trabalhar a castanha.
Visto os Foios e o Soito serem duas localidades com uma enorme produção de castanha o Presidente António Robalo convidou os dois presidentes de Junta para o acompanhar na visita à dita cooperativa de Penela.
Eu, visto que já estou aposentado, aceitei o convite de bom grado mas o colega e amigo do Soito, Eng.º Alberto, não nos pôde acompanhar devido a afazeres de ordem profissional.
Foi também de bom tom ter convidado e Eng.º Emanuel que é o primeiro responsável pelas experiências que estão a ser levadas a cabo na Colónia Agrícola Martim Rei que reúne excelentes condições para o cultivo, produção e venda das mais variadas árvores de frutos secos com especial destaque para o castanheiro.
O empresário, Paulo Martins, surge em toda esta cena porque uma empresa de construção que também ele lidera no Município da Meda ampliou, para o dobro, o edifício da cooperativa de Penela e que ele também muito acarinha.
Chegámos por volta das 11 horas e, de seguida, foi-nos feita uma visita guiada por um técnico e sócio da cooperativa que penso não ter deixado nada por nos mostrar tendo explicado, ao pormenor, todos os passos desde que a castanha entra até chegar à expedição. E não são poucos.
Parti para esta visita com enormes expectativas e confesso que gostei imenso de tudo quanto vi mas confesso que não me pareceu nada fácil olear e por a funcionar todo aquele mecanismo. Mas como sou homem de fé e de esperança vou sempre na expectativa de ver, aprender e copiar modelos que possam ser ajustados às nossas realidades concelhias. Pois se em alguns lados funcionam porque não hão-de também funcionar no nosso concelho?
Mas com os equipamentos da cooperativa ainda vão funcionar, no âmbito da castanha, durante a próxima semana o Presidente António Robalo encarregou o Eng.º Emanuel de contactar alguns produtores do nosso concelho para que na próxima semana se pudesse deslocar um grupo mais alargado tendo, para o efeito disponibilizado o autocarro do Município. O Eng.º Emanuel vai tratar da logística e brevemente dirá alguma coisa.
Confesso que foi uma visita muito proveitosa e se desde há muitos anos que sonho com uma séria e responsável comercialização – e até mesmo transformação da castanha – agora fiquei ainda mais entusiasmado.
Obrigado pela oportunidade que me deram. Toca a plantar castanheiros!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com
A Câmara Municipal do Sabugal está a desenvolver um projecto de proximidade com o produtores de castanha, que numa primeira fase passa pela realização de um levantamento dos soutos existentes no concelho, iniciando a sua intervenção nos Fóios, uma das freguesias onde o castanheiro está mais implantado.
A Equipa de Projecto e Desenvolvimento Rural da Câmara Municipal do Sabugal, definiu como ponto estratégico o levantamento dos soutos, tendo em vista uma aproximação ao produtor, aconselhando-o com técnicas culturais adequadas, obter a noção clara e realista das variedades predominantes no concelho, promover os investimentos juntos dos agricultores e incentivar a plantação de castanheiros nos terrenos apropriados.
Através do projecto poderá transferir-se para os agentes desta fileira, todo o conhecimento técnico adquirido, de modo a contribuir para a valorização e sustentabilidade deste sistema agro-florestal com enorme potencial de crescimento a médio e longo prazo.
O castanheiro é uma espécie longeva que pode atingir mais de um milhar de anos de idade. Entre os oito e os dez anos o castanheiro começa a dar fruto, no entanto só depois dos 20 é que a frutificação passa a ser um fenómeno regular. A sua produção mantém-se elevada mesmo quando já está em idade avançada (pode atingir 600 anos de idade, ou mais). Até aos 50 a 60 anos, o seu crescimento é bastante rápido, retardando depois até ao fim da vida.
Os castanheiros distribuem-se por todo o concelho do Sabugal, estando mais enraizados no lado Leste. Sendo uma árvore de folha caduca, imprime um grande contraste sazonal, estando bem implícito na cultura e na história agrícola da região.
A castanha, o seu fruto, sempre foi um contributo importante na dieta dos povos locais: assim o era antes da chegada da batata e do milho com os descobrimentos e continuou sê-lo depois, devido à escassez de outros alimentos. A castanha (no passado pouco apreciada pelos ricos), era seca e armazenada durante o todo o ano, para ser cozida ou assada, sendo o sustento da população, ficando conhecida pelo «pão dos pobres».
Existem algumas curiosidades com esta espécie, nomeadamente a existência do castanheiro manso e o bravo. O manso obtém-se por enxertia de um bravo e é este que produz as castanhas que habitualmente comemos, existindo centenas de variedades de castanhas diferentes. Os povoados destes designam-se de soutos. O castanheiro-bravo é utilizado para produção de madeira e os seus povoamentos são os castinçais. Os povoados de castanheiros servem de habitat a dezenas de espécies de cogumelos.
Após o conhecimento da produção de castanha existente no concelho, pretende-se chegar à transformação e comercialização deste produto muito valorizado, cuja procura supera a oferta.
plb (com CMS)
A Câmara Municipal de Trancoso e a Sociedade de Ciências Agrárias de Portugal (SCAP) organizam, em 11 e 12 de Novembro, o 1.º Simpósio Nacional do Castanheiro «Espécie a defender». A iniciativa pretende debater e analisar a importância desta produção tão intrinsecamente ligada à vida social, cultural, agrária e económica do concelho de Trancoso.
Que variedades e que porta-enxertos devem ser usados? Quais as técnicas culturais a adoptar para promover o desenvolvimento de castanheiros sãos e vigorosos? Que estratégias devem ser adoptadas no controlo das pragas e doenças que o atingem? Estes são alguns dos temas em debate no 1.º Simpósio Nacional do Castanheiro «Espécie a defender» que vai ter lugar em Trancoso nos dias 11 e 12 de Novembro.
O presidente da Câmara Municipal de Trancoso, Júlio Sarmento, deu a conhecer o evento defendendo «a grande importância para o concelho tendo em conta não só o peso económico do castanheiro e da castanha na economia mas também numa perspectiva cultural associada às tradições e práticas rurais com destaque para a área ambiental e o elevado índice de destruição da espécie principalmente devido aos incêndios florestais, abandono do mundo rural e despovoamento das zonas rurais».
No caso de Trancoso, Júlio Sarmento afirmou que «o concelho é, tradicionalmente, uma região de referência na produção de castanha e madeira de castanheiro, marcando fortemente os hábitos das populações nesta época do ano».
O autarca recordou que no passado a castanha «era a base da alimentação das populações rurais, muito antes da introdução da batata em Portugal por volta de 1760, oriunda da América do Sul e tendo sido cultivada pela primeira vez em Trás-os-Montes». A castanha representa hoje em dia uma das principais culturas em todo o território nacional, ocupando mais de 100 mil hectares.
O castanheiro é uma espécie de grande importância económica que apresenta a dupla função de produção de fruto e madeira (soutos e castinçais) ocupando no Interior Norte e Centro do país mais de 30 mil hectares. Portugal é o terceiro produtor europeu de castanha com uma produção média anual de cerca de 30 mil toneladas.
O concelho de Trancoso insere-se na Zona de Produção de Castanha dos «Soutos da Lapa – DOP/Denominação de Origem Protegida» onde pugnam as variedades de Martaínha (côr castanha-clara) e a Longal (côr castanha-avermelhada e estrias longitudinais escuras). A área geográfica delimitada de produção consta do Despacho 37/94, de 18-01, que também reconheceu a Denominação de Origem.
O Simpósio decorre no Auditório do Convento de São Francisco, Teatro Municipal de Trancoso. Participam produtores, técnicos, especialistas, investigadores, comunidade escolar e autarcas.
aps (com Gabinete de Comunicação da C. M. Trancoso)
Tive conhecimento da iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal de um estudo e levantamento dos castanheiros monumentais e históricos que ainda existem no concelho.
Lembrei-me logo do castanheiro do Soito, do Sr. José Augusto Pina Rito, que já está classificado há anos e que ele tem grande preocupação em divulgar e preservar.
Nunca tanto como agora, se traçaram e traçam, na Beira Interior Norte e Trás-os-Montes, rotas históricas e temáticas, sobre as mais diversas realidades.
Desde a rota das aldeias históricas, rota dos castelos fronteiriços, rota dos descobrimentos, rota das antigas judiarias, rota da Lã, até a uma infinidade de rotas pedonais, de motards, de cavalo e até de Porches.
Também é muito conhecida a rota da castanha, orientada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e patrocinada por fundos estruturais da União Europeia, por duas regiões de turismo, por uma Associação Regional de Agricultores e pela Direcção-geral de Agricultura.
O concelho do Sabugal e até todo o distrito da Guarda, ainda não fazem parte deste roteiro.
No entanto o castanheiro, fez parte da cultura das Terras do Ribacôa. A sua madeira, sustentou as suas casas, os seus «galhos» aqueceram as noites frias, permitiram a feitura artesanal de mobiliário rústico e apetrechos agrícolas diversos.
A sua folhagem e ouriços serviam para estrumar as terras e os frutos crus, assados, em «caldudo» ou cozidos, matavam a fome a muita gente e até em anos de excesso de produção, ração para animais.
De tal modo foi a sua expansão que deu nome a povoações e lugarejos e por isso mesmo, ainda hoje, apesar das doenças que os têm afectado ao longo dos anos, ainda se encontram árvores seculares por todo o concelho.
O castanheiro pode viver mais de1000 anos e a sua presença reflecte as alterações climatéricas que sofreram.
Os percursos que a referida rota da castanha apresenta, são uma tentativa de conhecer e interpretar, por enquanto cinco regiões da castanha de Trás-os Montes e que unidos formam a rota da castanha e que são:
Percurso Milenar – Miguel Torga no seu livro Novos Contos da Montanha, destaca o castanheiro de Lagarelhos, como a árvore de todas as contemplações e ter a idade do mundo. (Parque natural de Montesinho);
Percurso da Judia – É uma das variedades da castanha – a judia. Avistam-se soutos a perder de vista (vila de Carrazedo de Monte Negro tida como o santuário da castanha;
Percurso das Fagaceae – A família dasfagaceae inclui espécies como o carvalho e o castanheiro (Terras de Lampaça e da Ledra, Serra da Nogueira e Cachão da Malhadinha);
Percurso Dourado – A rota oferece a possibilidade de conhecer o castanheiro, como espécie multiusos (Vale de Vila Pouca de Aguiar, Serra da Pradela);
Percurso Paisagista – Permite apreciar o valor paisagístico do castanheiro, sua dimensão, densa folhagem, expressiva floração e a coloração dos ouriços. (Alfândega da Fé, Serra de Bornes, Macedo de Cavaleiros).
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado
morgadio46@gmail.com
Foi recentemente assinado no Sabugal o protocolo entre a Câmara Municipal, a Casa do Concelho e a Cooperativa Agrícola que irá permitir concretizar a abertura de uma loja de produtos raianos sabugalenses em Lisboa.
Os produtores agrícolas do Sabugal há muito que vêem repetindo o mesmo lamento. A falta de escoamento dos seus produtos que depois de muitos trabalhos e canseiras apenas servem para alimentar os animais. A vontade de desistir está, quase sempre, presente nas suas conversas e desabafos. A qualidade dos seus produtos é inquestionável e utilizando um termo que é moda nas cidades podemos falar em verdadeira agricultura biológica.
Surge, agora, uma tentativa de inverter a situação. Vai, finalmente, avançar a loja de venda de produtos raianos do concelho do Sabugal em Lisboa.
Após várias reuniões preparatórias foi aprovado por unanimidade em reunião ordinária do executivo camarário o protocolo de parceria entre três entidades do Sabugal: a Câmara Municipal, a Casa do Concelho e a Cooperativa Agrícola. Estavam presentes pelo município o presidente Manuel Rito Alves, o vice-presidente Manuel Fonseca Corte, e os vereadores António dos Santos Robalo, Ernesto Cunha, José Santos Freire, Luís Manuel Nunes Sanches e Rui Manuel Monteiro Nunes, o presidente da Casa do Concelho do Sabugal, José Eduardo Lucas e o presidente da Direcção da Cooperativa Agrícola do Sabugal (acumulando como presidente da Junta de Freguesia do Sabugal) João Luís Batista.
O presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rito Alves, aproveitou para dizer que «tinha solicitado aos representantes da Casa do Concelho do Sabugal, da Cooperativa Agrícola do Sabugal e da Junta de Freguesia do Sabugal para estarem presentes na reunião afim de discutirem as cláusulas do protocolo a celebrar entre a Câmara e as entidades por eles representadas com o objectivo de concretizarem o projecto de promoção da produção agrícola e pecuária do concelho arranjando formas alternativas de escoamento, em parceria com outras instituições».
Manuel Rito aproveitou ainda para lembrar que o protocolo pretende «preservar e valorizar o património natural e cultural, promovendo e dinamizando actividades turístico-culturais capazes de criar emprego e gerar riqueza».
O projecto prevê a inscrição, legalização e licenciamento dos produtores do concelho do Sabugal que farão chegar batatas, castanhas, queijos, mel, fruta, hortaliça, buchos, enchidos, etc., a um armazenamento inicial no Sabugal para posterior transporte até Lisboa.
Na Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, irá funcionar uma loja de encomenda e venda aberta a todos os interessados dos produtos raianos sabugalenses.
O sucesso do projecto que envolve um investimento de 100 mil euros suportado pela Câmara Municipal do Sabugal irá depender do querer e boa-vontade de todos. Produtores, entidades envolvidas e especialmente dos sabugalenses que vivem na grande Lisboa. Vamos acreditar na iniciativa porque por um lado escoamos os produtos do concelho e por outro consumimos na «grande cidade» qualidade comprovada.
Parabéns às três entidades por terem passado o projecto da teoria à prática.
«A Cidade e as Terras», opinião de José Carlos Lages
jcglages@gmail.com
A partir das nove horas da manhã de sábado, 3 de Novembro, decorre no Museu e Auditório Municipal do Sabugal a Feira da Castanha e do Cogumelo. Os fungos micorrízicos e os fungos patogénicos são convidados de honra.
O que são fungos micorrízicos? E fungos patogénicos? As respostas a estas e outras questões serão desenvolvidas por especialistas na Feira da Castanha e do Cogumelo que vai realizar-se sábado, 3 de Novembro, no Museu e Auditório Municipal em organização conjunta da Câmara Municipal do Sabugal e da «Sabugal+», EM.
Durante a manhã e após a sessão de abertura marcada para as 9.30 horas os interessados podem participar em quatro conferências sobre castanhas e cogumelos.
10.00 horas – «Contributos dos fungos micorrízicos para o melhor desenvolvimento do castanheiro. Divulgação de alguns cogumelos presentes nos soutos do concelho do Sabugal», por Gravito Henriques.
10.30 – «Hongos patogeneos – Fungos patogénicos», por Celso Ramos Blanco e José Ignácio Gómez Risueño.
11.15 – «As doenças importantes do castanheiro», por Maria Eugénia Madureira Gouveia.
11.45 – «Transformação industrial da castanha em Portugal», por Álvaro Coto.
O resto da manhã será preenchido com um debate entre a assistência e os conferencistas.
O almoço (petisco) será confeccionado com os ingredientes da ordem do dia: cogumelos e castanhas.
E depois da teoria a prática. A tarde será preenchida com demonstrações da máquina de apanhar e calibrar e o Concurso da Castanha. No espaço de exposições temporárias do Museu do Sabugal, produtores da região raiana apresentam as suas selecções de frutos das castaneáceas que serão avaliadas por um júri especializado.
Dar a conhecer os produtos do Sabugal e da região raiana e transmitir aos produtores formas de melhorar a sua produção e comercialização é o objectivo desta iniciativa camarária.
A entrada é gratuita.
jcl (com Matilde Cardoso)

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