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Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaMais uma vez, a Casa do Castelo nos surge como uma guardiã dos sussurros, da vida latente e da história de um povo como é o Povo Judeu, com a Apresentação de um livro «A República e os Judeus», do Professor Doutor Jorge Martins.

Pouco conhecedora da memória Sefardita, comecei por adquirir Breve história dos Judeus em Portugal, também do mesmo douto Professor, a fim de tomar alguns conhecimentos da história deste Povo que, todos sabemos quanto sofreu às mãos das correntes hitlerianas.
Os estudos do Professor Jorge Martins vão dar-nos s conhecer a história dos judeus e a maneira como ela faz parte da história de Portugal. Talvez nos surpreendamos os que, como eu pouco sabemos desta matéria, como também em Portugal não foi fácil ser judeu, tal como nos mostrou, de modo interessante, o actor Jorge Sequerra dramatizando a leitura dos textos do Professor.
Falando de judaísmo, não consigo fazê-lo sem pensar em Israel, um povo que sempre admirei, não só pela ligação à vida de Jesus mas também pelo sofrimento de tantos inocentes dessa região, em guerras constantes, longe da doutrina deixada pelo Mestre.
E lá vou eu à procura de algo que mostre como também gosto de pensar e abordar temas que tanto me surpreendem como me encantam.

ISRAEL

Alguém dizia… e escrevia
«Muita história
Tão pouca geografia»
E investigo sobre o Torah
O rabi, lugares onde há
Passagens de Jesus
Terra Santa
Em guerra constante.

Torah – livro Sagrado
Nos traz o que está contado
No Menorah candelabro
Como de sete semanas falasse
De pastor Jacob servia
E lembrar-nos de Maria
No seu sim sem hesitar
Abriu caminhos para a história
Duma igreja a se abrir
Como se o Shabbad apagasse
Para o Domingo surgir
Mas o Pessach não passou
Assim sempre nos lembrou
Que tudo é uma passagem
Tudo vem e tudo vai
E rezo ao Senhor Adonai.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

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O historiador Jorge Martins esteve presente na Casa do Castelo, no Sabugal, no dia 7 de Novembro, para uma sessão de apresentação do seu mais recente livro « A República e os Judeus».

GALERIA DE IMAGENS – «A REPÚBLICA E OS JUDEUS»  –  CASA DO CASTELO – 7-11-2010
Fotos Capeia Arraiana  –  Clique nas imagens para ampliar

jcl

O Museu Judaíco de Belmonte foi o cenário escolhido para a conferência de Imprensa de apresentação do 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que decorre entre os dias 1 e 7 de Novembro na região da Serra da Estrela.

(Clique nas imagens para ampliar.)

«São esperados cerca de 500 participantes no 1.º Festival Internacional da Memória Sefardita que vai ter lugar, entre os dias 1 e 7 de Novembro, nos concelhos de Belmonte, Guarda e Trancoso», anunciou esta quinta-feira, 7 de Outubro, no Museu Judaíco de Belmonte o presidente da Turismo Serra da Estrela, Jorge Patrão.
Na mesa estavam presentes os presidentes Jorge Patrão (Turismo Serra da Estrela), António Mendes (comunidade Judaíca de Belmonte), Amândio Melo (Belmonte), Joaquim Valente (Guarda), Júlio Sarmento (Trancoso) e António Robalo (Sabugal).
O presidente da comunidade judaica de Belmonte, António Mendes, confessou nunca pensar que fosse possível a realização de um festival sobre judaismo como o que estava a ser ali apresentado. «Os judeus sempre se esconderam», lembrou.
Este festival vai permitir aos descendentes de judeus sefarditas, originários de Portugal e Espanha e espalhados pelo Mundo, ouvirem falar sobre as suas raízes numa região que tem uma grande herança judaica.
Jorge Patrão considerou que «o Museu Judaico de Belmonte, onde se mantém uma comunidade activa com a respectiva sinanoga, as rotas de antigas judiarias na vila, na Guarda e em Trancoso, o azeite, o vinho e queijos Kosher, alimentos que obedecem à lei judaica, produzidos nas Beiras permitem apostar num turismo durante todo o ano alternativo à sazonalidade da neve da serra da Estrela».
«O Sabugal começa agora a dar os primeiros passos a fazer um levantamento de uma história muito importante ocorrida nesse concelho. Os primeiros levantamentos intra-muralhas, e não só, já foram feitos e um deles foi posto a descoberto e está aberto ao público numa casa muito próximo do castelo que fazia parte da antiga judiaria – a Casa do Castelo – onde foi preservado durante as obras um Aron Hakodesh, um local dedicado à oração de uma casa sefardita, de um habitante judeu, que o manteve escondido com taipas ou portadas por causa da Inquisição. Quando descobrimos peças destas estamos a descobrir o nosso passado. Penso que foi isso, também, que deu motivação à Câmara do Sabugal para integrar as rotas judaicas da serra da Estrela», divulgou durante a conferência de Imprensa Jorge Patrão.
Em resposta a uma questão da Rádio Caria o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, esclareceu que «o concelho do Sabugal ainda não está no patamar destes três municípios que participam no primeiro festival sefardita mas a minha presença é uma manifestação de solidariedade com a criação de uma rede temática pelos municípios presentes – destaco a capacidade do Turismo Serra da Estrela de concretizar este iniciativa – e a minha convicção, na sequência de estudos e a actividade que alguns particulares têm desenvolvido no concelho, que esta é uma área que temos de trabalhar com a ajuda de todos contribuindo para esta causa e para a promoção desta rede» porque em consequência do fluxo turístico que vai gerar «a região e a serra da Estrela vão ficar mais conhecidos e mais promovidos».
O autarca sabugalense aproveitou ainda para dizer que «há empenho da Câmara em coordenação com o belo gabinete de arqueologia e o pelouro da cultura e o apoio de outras entidades que já têm um trabalho mais avançado e mais experiência nesse ramo e estamos a equacionar as opiniões dos especialistas que recentemente visitaram o centro intra-muralhas do Sabugal e identificaram mais algumas casas judaicas de grande valor histórico».
O primeiro evento em Portugal focado na memória sefardita inclui um congresso que decorre nos dias 2, 3 e 4 de Novembro no TMG-Teatro Municipal da Guarda. As palestra contam com a presença, entre outros, do ilustre historiador Jorge Martins (cronista no Capeia Arraiana) nos painéis «A fronteira da vida de Aristídes de Sousa Mendes» e «O impacto da herança judaica no turismo» onde vai falar sobre a presença dos judeus no Sabugal e o Aron da Casa do Castelo. O programa inclui ainda visitas culturais (com possível passagem pelo Aron Hakodesh na Casa do Castelo no Sabugal) e concertos evocativos do passado judaico.
O programa do congresso destaca a presença de personalidades de renome nacional e internacional. Na Guarda está prevista a apresentação da Casa da Memória, Identidade e Património Aristídes Sousa Mendes, visitas à sé catedral, antiga judiaria e igreja de São Vicente.
No dia 2, em Belmonte, os participantes são recebidos na Comunidade Judaica de Belmonte, com palestra do Rabino Elisha Salas e dirigentes da Shavei Israel com visita à sinagoga, bairro judaico, castelo, museu judaico e museu à descoberta do Novo Mundo.
Em Trancoso, no dia 4, vai ser apresentado o Centro de Interpretação Judaica Isaac Cardoso, feita a aposição de carimbo e lançamento de selos comemorativos da Memória Sefardita e um concerto de encerramento pelo coro misto da Beira Interior.
De referir ainda que o 1.º Festival Internacional da Herança Sefardita tem o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República Portuguesa, Professor Aníbal Cavaco Silva e do Alto Comissário para os Refugiados, António Guterres.

«Mas que os há, há» é o que me apraz dizer perante o reconhecimento unânime da importância da herança histórica das comunidades judaicas no Sabugal. Este reconhecimento público do Aron da Casa do Castelo e das casas judaicas intra-muralhas é, também, o reconhecimento do trabalho e da persistência de Natália e Romeu Bispo na preservação dos seus achados arqueológicos e judaicos. Chegou tarde mas chegou.
jcl

Susana Falhas, autora do Guia Turístico «Aldeias Históricas de Portugal» e Natália Bispo, da Casa do Castelo no Sabugal vão estar presentes esta segunda-feira, 23 de Agosto, no programa da TVI «Você na TV!» apresentado por Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira.

Manuel Luís Goucha - Cristina Ferreira - TVIAs aldeias históricas de Portugal e o concelho do Sabugal vão estar em destaque esta segunda-feira, 23 de Agosto, a partir das 10 horas da manhã, em directo no programa da TVI «Você na TV!».
Susana Falhas, da empresa Olho de Turista, vai dar a conhecer o Guia Histórico «Aldeias Históricas de Portugal» de que é autora. Natália Bispo, empresária responsável pela «Casa do Castelo» no Largo do Castelo do Sabugal vai falar sobre o «seu» espaço de cultura.
Natália Bispo vai ser portadora de diversas ofertas promocionais do Município do Sabugal e da Casa do Castelo constituídas por folhetos turísticos, gastronomia e artesanato dos territórios raianos.
Apresentado de segunda a sexta-feira, das 10 às 13 horas, por Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira «Você na TV!» é um espaço de entretenimento que privilegia a conversa e o envolvimento entre os telespectadores e público presente em estúdio.
O programa é, actualmente, líder de audiências no seu horário. A dupla Manuel Luís Goucha e Cristina Ferreira, com seis anos de convivência diária com os telespectadores, tem-se afirmado como uma referência incontornável no panorama televisivo nacional.
jcl

A Olho de Turista vai apresentar o Livro «Aldeias Históricas de Portugal – Guia Turístico» na Casa do Castelo, no Sabugal, no dia 1 de Agosto, às 18 horas. O Capeia Arraiana e a Casa do Castelo apoiam mais um momento cultural «à sombra do Castelo do Sabugal».

Apresentação Livro «Aldeias Históricas Portugal - Guia Turístico» - Olho de Turista - Casa do Castelo - Capeia Arraiana - Sabugal

A Olho de Turista propõe uma viagem à redescoberta das nossas raízes, com cerca de 800 anos de História, pelas 12 Aldeias Históricas de Portugal (AHP): Almeida, Belmonte, Castelo Mendo, Castelo Novo, Castelo Rodrigo, Idanha-a-Velha, Linhares da Beira, Marialva, Monsanto, Piódão, Sortelha e Trancoso. Cada aldeia é, simultaneamente, única e fiel a si própria e ao conjunto das 12, evidenciado pelo ambiente rústico e beirão, pouco corrompido pelos tempos modernos.
O guia turístico pretende proporcionar aos visitantes informações práticas e úteis sobre o que pode ver e fazer no território das AHP. Incluí um conjunto de Talões de Ofertas e de Descontos, no valor de 4000 Euros para o usufruto e/ou compra de experiências, alojamentos, restauração, produtos regionais e de artesanato, da região, em condições especiais.
A Olho de Turista deseja um bom fim-de-semana, ou umas férias bem merecidas, com um pedaço de História da Beira Interior na bagagem.
O Guia Turístico das Aldeias Históricas de Portugal vai ser apresentado nas livraria Fnac no Colombo de Lisboa (19 de Julho, 21.30h), em Braga (23 de Julho, 21.30h), em Guimarães (25 de Julho, 17.00h) e em Coimbra (31 de Julho, 17h).
jcl (com Susana Falhas)

Vai avançar o projecto de implementação de uma rede de judiarias na Beira Interior, havendo diversos concelhos perfilados para a integrarem. Porém o Sabugal parece excluído, ainda que Natália Bispo, proprietária da Casa do Castelo, venha insistindo que o nosso concelho também deve fazer parte do projecto.

Jorge Martins - Casa do CasteloO programa da rede de judiciarias foi apresentado no decurso do Ciclo de Cultura Judaica que a cidade da Guarda acolheu em data recente. O seu grande mentor é António Saraiva, da Agência para a Promoção da Guarda, criada pelo município egitaniense. Aliás a Guarda rivaliza com Belmonte e Trancoso na tentativa de liderança no aproveitamento do filão turístico que pode advir da valorização desse recurso histórico. Porém, embora disputem protagonismo, os presidentes de câmara destes três concelhos foram recentemente juntos a Israel, tentando estabelecer contactos que garantam a viabilidade do aproveitamento turístico dos vestígios judaicos que a região contém.
Para além destes três municípios outros há na região que demonstram ter grande interesse em integrarem a rede turística. Almeida, Celorico da Beira, Figueira de Castelo Rodrigo, Gouveia, Meda, Vila Nova de Foz Côa, Castelo Branco, Covilhã, Fundão, Idanha-a-Nova e Penamacor, são exemplos de concelhos dos distritos da Guarda e de Castelo Branco que estão já indicados para integrarem o projecto.
Do Sabugal ninguém fala. O Município parece estar a dormir, numa modorra já crónica e sem tratamento eficaz.
Na Assembleia Municipal discute-se o ridículo, de que é principal exemplo a questão da forma de votação, de braço no ar ou secretamente, quando se sabe que o eleitor tem de conhecer qual o sentido de voto dos eleitos, sendo a votação secreta uma fraude que não pode vingar numa assembleia que se quer aberta e transparente.
Na Câmara fazem-se reuniões do executivo onde se discutem trivialidades, como é cabal exemplo esta ordem de trabalhos da reunião do dia 24/02/2010: despachos para conhecimento; obras particulares; tabela de taxas e tarifas; carta da Acôa; carta da Rodoviária da Beira Interior; pedido de apoio para transporte de deficiente; carta de Luís Santos; carta de Consortelha; informação sobre expropriações no âmbito da obra «via estruturante da Raia».
A dar a cara na luta para que o Sabugal integre a rede de judiarias só aparece uma pessoa: Natália Bispo, proprietária da Casa do Castelo, em cujo interior existe um pequeno núcleo museológico que, entre outras peças, contém um altar judaico em granito. O semanário «A Guarda», fez uma visita ao local e titulou na última edição: «Casa do Castelo quer incluir o concelho nas rotas históricas do judaísmo». E ilustra a notícia com uma fotografia de Natália Bispo junto ao «armário judaico em granito que será datado do séc. XIV».
Para além deste altar, há outros vestígios judaicos no Sabugal e também em Vilar Maior, onde existiu uma judiaria. Aliás, o investigador e colaborador do Capeia Arraiana Jorge Martins, tem evidenciado na sua coluna «Na Rota dos Judeus do Sabugal» um conjunto de dados acerca da ligação histórica do nosso concelho a uma comunidade de judeus que aqui se instalou e aqui viveu, sendo duramente perseguida pela Inquisição.
É tempo de pôr mãos à obra e tentar apanhar um comboio que segue em andamento sem estar garantido que faça escala no concelho do Sabugal.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Os amigos do Capeia Arraiana encontraram-se no dia 13 de Fevereiro à tarde na Casa do Castelo no Sabugal. Para alguns foi a oportunidade de conversarem pela primeira vez com outrros protagonistas que só conheciam da escrita ou na fotografia. Foram momentos que valeram a pena…

GALERIA DE IMAGENS – 13-2-2010
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Ao ler o livro «Portugal e os judeus» cedido por uma amiga, lembrei-me do Sabugal e do facto cada vez mais evidente, de estarmos a desperdiçar uma parte importantíssima da nossa História. Os judeus já por cá andavam antes da fundação da nacionalidade, formavam comunidades importantíssimas e a do Sabugal era uma delas.

Kim Tomé (Tutatux)«…a questão judaica em Portugal tem permanecido numa acentuada penumbra, sem que se consiga explicar cabalmente como é possível fazer-se a História de Portugal, obliterando os judeus e o judaísmo da nossa memória colectiva.»
(Jorge Martins, Portugal e os Judeus, vol. 1, p. 19)

Ao percorrer as ruas da «Vila» – nome ainda hoje dado pelos locais à zona histórica do Sabugal – são inúmeros os sinais da presença dos judeus.
Se tivermos em consideração que os judeus foram perseguidos, os seus objectos destruídos e a sua cultura condenada durante mais de 300 anos, poderíamos pensar que nada iria restar como testemunho dessa importante comunidade.
Contudo não é assim.
São muitos os sinais que ainda hoje se podem sentir naquela que poderá ter sido uma das mais importantes comunidades judaicas desta região da Ibéria.
JudeusO valor da Judiaria do Sabugal tem sido menosprezado por quem devia ter mais atenção relativamente a este assunto, atendendo aos sinais observáveis no exterior das edificações ainda hoje (cruzes e outros), mas também a muitos sinais existentes no interior destas (como exemplo o imponente aron ha codesh da «Casa do Castelo»), poderemos admitir que não são apenas restos de uma cultura que foi reprimida e destruída ao longo de séculos, o que hoje nos é dado observar são vestígios que apesar de toda a destruição nos chegaram, representando a ponta de um enorme Iceberg que foi a importante Judiaria do Sabugal.
Para alguns isto poderá parecer um absurdo, contudo os documentos que se vão descobrindo vêm-nos obrigar a reconhecer que a «Vila do Sabugal» foi em determinado momento uma das mais importantes judiarias da Ibéria.
Para nós Sabugalenses, esta certeza reveste-se da maior importância, pois este facto permite um enriquecimento em termos históricos e culturais capaz de gerar conteúdos que atrairão à Judiaria do Sabugal milhões de turistas, turistas que aqui poderão aprender a enorme importância que a comunidade judaica teve na história desta cidade e na da Ibéria.
Recusar esta realidade é desvalorizar o diamante em bruto que temos nas mãos.
É tempo de olhar para a Judiaria do Sabugal como um factor histórico e Cultural capaz de gerar um enorme valor acrescentado em termos de turismo cultural, ou corremos o risco de deitar fora um diamante valiosíssimo apenas porque a ignorância ou o preconceito impedem de reconhecer o seu valor.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

GALERIA DE IMAGENS – 30-8-2009

A reportagem televisiva sobre a Feira Franca do Largo do Castelo do Sabugal tem a assinatura da LocalVisãoTv um dos Media Partners da iniciativa da «Casa do Castelo», do CyberCafé «O Bardo» e do Município do Sabugal. A ideia de revitalizar o Largo do Castelo foi um enorme êxito e está aprovadíssima. A partir de agora – no último domingo de cada mês – visite e participe na Feira Franca do Sabugal.

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Candeeiros, panelas de ferro, potes de barro, campainhas, ferramentas e muitos livros antigos, foi o que mais se viu no domingo, dia 30 de Agosto, no Sabugal por ocasião da reedição da feira franca da vila instituída por D. Dinis.

Feira Franca Sabugal

O dia esteve abrasador, mas isso não impediu que dezenas de feirantes e centenas de potenciais compradores fossem até ao largo do Castelo do Sabugal, onde se instalou a feira, que sobretudo dispunham antiguidades e peças de artesanato.
Natália Bispo, da Casa do Castelo, e Joaquim Tomé, do cyber café O Bardo, que organizaram o evento, estavam satisfeitos: «Claro que podia estar mais gente, mas não foi mau para uma primeira edição», disse-nos Natália Bispo, que na sua casa-museu andava numa fona recepcionando visitantes e servindo refeições.
Manuel Poppe, na sua coluna dominical do Jornal de Notícias, enalteceu precisamente esta iniciativa, saída da carolice de dois sabugalenses, cujos projectos vão muito além do simples comércio. As suas casas são sobretudo pontos de apoio ao turista que demanda o Sabugal para visitar o famoso castelo de cinco quinas.
A um ponto o forte incêndio que lavrava mato para as bandas o Casteleiro, expelindo uma imensidade de fumo, cobriu a roda do sol e a tarde tornou-se ainda mais quente e abafadiça. Mesmo assim, com redobrado sofrimento de comerciantes e visitantes, a feira franca manteve-se pelo dia fora. Talvez fosse diminuto o valor das transacções, e pouco tenha lucrado quem ali foi feirar, mas a iniciativa, que teve o apoio da Câmara Municipal e da Associação de Desenvolvimento do Sabugal, marcou pontos. Ela demonstrou que é sobretudo com iniciativas de animação que a parte velha do Sabugal se volta a revigorar, atraindo gente.
Vale a pena transcrever a sugestiva e elucidativa crónica de Manuel Poppe:
«Hoje, no Sabugal, raia beirã, há Feira Franca! Vendem-se enchidos, queijos, velharias e antiguidades, antigos instrumentos do trabalho dos campos. Oferece-se alegria, tão rara no Portugal cabisbaixo! A festa acontece à sombra da Torre de Menagem dum Castelo, que brilha com “a nitidez de uma iluminura de cancioneiro ou livro de horas”, diz o Guia de Portugal.
É um grito de amor à terra e protesto do Interior abandonado. Quem luta pelo que não quer ver abastardado e atraiçoado? Esta Feira tem atrás o amor e a coragem de Natália Bispo, da “Casa do Castelo”, e de Joaquim Tomé, de “O Bardo”. Natália recuperou um edifício em ruínas, seguindo a traça original e trazendo à luz uma bela ara romana e vestígios da cultura judaica; defende a culinária local em singelo restaurante; impõe artesanato e literatura. Joaquim criou um Cyber Café e ligou o nobre Sabugal ao Universo, abriu uma galeria de arte, promoveu exposições de pintura, escultura e concertos musicais.
E, bem a propósito, um entusiástico aceno ao “tremendo” livro de Manuel Leal Freire, sabugalense de Bismula, “Trovas de Escárnio em Vernáculo” (Associação dos Jornalistas e Homens de Letras do Porto). Se não falhar a Feira Franca, encontra-o; mas pode procurá-lo por aí: o homem e o livro. E como diverte lê-lo e relê-lo! Afasta as nossas justificadas tristezas neste tempo cinzento, em que é urgente reinventar a esperança»
plb

Depois de um conjunto de crónicas sobre as aldeias históricas da Beira Interior Norte/Sul, tema que pelos vistos, não teve grande receptividade por parte dos visitantes do Blogue, só com um ou outro comentário, comentários que, na minha opinião são o melhor indicador para medir o interesse dos assuntos versados neste óptimo meio de comunicação entre «transcudanos».

José MorgadoCASA DO CASTELO – O tema desta crónica, tem a ver com a dita, bem ou mal designada «Festa da Europa».
O vídeo publicitado neste Blogue, cuja reportagem é da responsabilidade da «Local Visão» peca por ter uma visão parcial, não apresentando todos os Stands presentes no evento, nomeadamente o stand da Casa do Castelo.
O castelo de Cinco Quinas, que só há um em Portugal, é felizmente conhecido graças á quadra popular: Castelo de Cinco Quinas /Só há um em Portugal/ Fica á beira do Côa/Na vila do Sabugal.
A Casa do Castelo no Sabugal é recente e menos conhecida e é fruto de um projecto privado, mas na sua génese está vocacionada para a divulgação da história do castelo, do Sabugal seus usos e costumes. Preenche uma brecha na divulgação do concelho.
Não se compreende como até esta altura, não exista um protocolo ou parceria com a Empresa Municipal Sabugal Mais.
Pior ainda é constatar-se que esta empresa considera o seu contributo como «concorrência desleal».
Nas anteriores autárquicas, a promotora deste projecto, era cabeça de lista pelo PSD, á junta de Freguesia do Sabugal e fez tremer o «jurácico» Rasteiro, que eu pessoalmente admiro, pelo que tem feito pela freguesia.
Afinal os maiores adversários da Casa do Castelo são internos.
Felizmente a Casa do Castelo, já ultrapassou os limites do concelho e uma das provas é o Post recentemente publicado no Blogue de referência «Café Mondego» que consta nos Links do «Capeia Arraiana».

Veja o post de Américo Rodrigues no «Café Mondego». Aqui.
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

Vai decorrer no dia 30 de Agosto, domingo, no Largo do Castelo a primeira edição da Feira Franca no Sabugal. O visitante pode encontrar produtos de produção artesanal tais como enchidos, queijos e produtos agrícolas de produção local, sendo que nesta região Transcudana, se produzem as melhores carnes da Ibéria. Basta lembrar o cabrito e o queijo de cabra da Serra de Malcata e o rio Côa que, com as suas águas puras, permite a criação da afamada truta do Côa. Podem-se, também, encontrar na Feira Franca do Sabugal velharias e antiguidades oriundas de diversas colecções privadas e artefactos antigos do trabalho dos campos oriundos de particulares que os comerciam livremente.

O Sabugal é uma cidade Arraiana (de fronteira), que pertenceu ao reino de Leão. Com o tratado de Alcañices assinado pelo Rei de Castela e Leão, D. Fernando IV, e pelo rei de Portugal D. Dinis a 12 de Setembro de 1297, o Sabugal passa a pertencer ao Reino de Portugal. Foi então que D. Dinis confirmou a importância da Feira Franca do Sabugal, no local onde então existia uma das mais importantes Judiarias desta região da Ibéria.
«D. Dinis que conjuntamente com a rainha D. Isabel e seus filhos, D. Afonso e D. Constança, dá ao Sabugal e todo o seu termo todo o foro e bons costumes para sempre. Dá uma feira geral…»
Na voragem evolucionista do Séc. XX e, com a emigração da segunda metade do Século, perdeu-se esta secular tradição que agora se recupera.
Esta região Transcudana esta situada num dos principais eixos de comunicação da Ibéria, daí que as trocas com España sejam uma constante. Estas intensas trocas comerciais deram origem a uma comunidade que, contra os decretos institucionais, as mantiveram com o contrabando de mercadorias ignorando as fronteiras impostas pelos diversos regimes até à recente integração Europeia na União.
A recuperação desta antiquíssima Feira Franca do Sabugal, pretende restabelecer as trocas comerciais de carácter popular entre estes povos da Ibéria artificialmente divididos pelas linha (Raia) que as politicas emanadas dos poderes centrais definiam. Na verdade nunca estas «Raias» conseguiram impedir o convívio e trocas comerciais na região.
A recuperação das tradicionais trocas entre as populações locais, proporciona ao visitante oriundo de ambientes citadinos uma experiência rica de novas sensações e oportunidades. Os produtos da terra e das actividades agrícolas em paralelo com as antiguidades proporcionam uma autentica viagem pela história e uma oportunidade de comerciar autênticas relíquias.
A Feira Franca do Sabugal realiza-se dia 30 de Agosto, à sombra da Torre de Menagem do Castelo Medieval, dentro da antiga Judiaria do Sabugal.

A organização encontra-se a cargo do Município do Sabugal, da Casa do Castelo (Artesanato e Antiguidades) e do Cyber Café «O BARDO».

Media partners: «Capeia Arraiana», «Rádio Caria» e «LocalVisãoTv».
jcl

Reportagem do jornalista Pedro Sacadura a próposito da «Toalha de Gancha» que esteve exposta na FIA (Feira Internacional de Artesanato) em Lisboa após ter conquistado um prémio regional. A explicação sobre a técnica ancestral da feitura da «Toalha da Ganha» na voz de Natália Bispo e Alice Moreira.

Pedro Sacadura (Rádio Clube Português – Sabugal)

Uma toalha completamente original, produzida no concelho do Sabugal através de uma ancestral técnica artesanal a que se chama «Gancha», recebe prémio na Zona Centro, levando-a a estar presente na candidatura ao Prémio Nacional de Artesanato. Está em exposição, de 27 de Junho a 5 de Julho, na Feira de Internacional de Artesanato (FIA), em Lisboa. (Actualização.)

Gancha de Natália Bispo e Alice MoreiraA peça foi desenhada por Natália Bispo, do Sabugal, e executada por Alice Moreira, de Sortelha, e foi candidatada ao Prémio Nacional de Artesanato 2009, dedicado ao tema «Fios, Teias e Tecidos».
A FIA decorre em Lisboa de 27 de Junho a 5 de Julho e, à semelhança da Bolsa de Turismo de Lisboa, o Sabugal não estaria representado se não fosse esta valorosa iniciativa privada, promovida pela proprietária da Casa do Castelo, que muito se tem dedicado a descobrir e valorizar o nosso riquíssimo património.
Capeia Arraiana falou com o artesão Francisco Gonçalves, da Lomba, que já participou em muitas exposições, nomeadamente em edições anteriores da FIA, e que confirmou a ausência de artesãos do Sabugal na edição deste ano. «Ninguém convidou os artesãos do concelho a participarem, convidaram-me sim a ir a Aveiro, para onde mandei umas peças, mas essa feira não tem a importância da FIA», disse-nos o artesão. Francisco Gonçalves lamenta a flagrante falta de sensibilidade dos autarcas sabugalenses para a importância do artesanato: «O turismo, o artesanato e a gastronomia devem estar interligados, mas no Sabugal não se pensa assim», lamentou.
A Feira Internacional de Artesanato de Lisboa visa divulgar e promover o artesanato, considerado um valor cultural e económico que deve ser estimulado na melhoria da qualidade e criatividade. O concurso de artesanato deste ano, organizado pela Associação Industrial Portuguesa, apresentou-se em duas categorias genéricas: «Melhor Peça de Artesanato Tradicional» e «Melhor Peça de Artesanato Contemporâneo», estando aberto a todos os artesãos nacionais.

Lamenta-se a ausência do Sabugal daquela que é considerada a maior feira ibérica de artesanato. Não fora a Natália Bispo, da Casa do Castelo, e o Sabugal não seria mais uma vez falado nesta importante mostra internacional.
plb

O Concelho de Sabugal está nas candidaturas ao Prémio Nacional de Artesanato também com outra artesã do Concelho.
Está também exposta na FIA uma colcha de linho e algodão tecida no tear por Maria da Glória Saldanha Ferreira, natural da Lomba.
Esta artesã é a única a trabalhar no nosso Concelho ainda num tear tradicional.
A Casa do Castelo desde que abriu ao público, sempre contou com a colaboração de Glória Ferreira expondo e vendendo as suas peças no sentido de divulgar o nosso tradicional tear.
Natália Bispo

O escritor José Saramago lançou em Castelo Rodrigo a ideia da criação duma rota que una as aldeias históricas da Beira Interior, tendo por base o suposto percurso de Salomão, elefante que o rei D. João III ofereceu ao arquiduque da Áustria.

Uma das fotos tiradas por Saramago em Sortelha e colocadas no seu blogueO escritor do livro «A Viagem do Elefante» disse à agência Lusa que prefere «não fazer acreditar as pessoas que o elefante passou por aqui ou por ali», bastando-lhe no seu entender «dizer-lhes que podia ter passado». Depois de lançar o repto Saramago partiu com os «amigos de Salomão» para Valladolid, cidade onde no século XVI o elefante se encontrou com o seu novo dono que dali o acompanhou até Viena.
Numa evocação da rota que a comitiva terá seguido (o livro não fala no nome das terras), a Fundação José Saramago seguiu até à fronteira, aceitando uma proposta que lhe foi feita por António Edmundo, presidente da Câmara de Figueira de Castelo Rodrigo. «Em Dezembro de 2008, lançámos o repto a Saramago de refazer o percurso do elefante Salomão, e em boa hora a fundação preparou essa viagem entre o Tejo e o Douro, a um Portugal onde a água já não tem sal e deve ser bebida", disse à Lusa o autarca.
Sortelha e Sabugal também fizeram parte do percurso. O escritor parou em Sortelha para almoçar, falar com as pessoas e tirar algumas fotografias. Depois de lamentar não poder ficar mais tempo para rever a aldeia histórica, onde não voltava desde 1979, na altura em que preparava o livro «Viagem a Portugal», o escritor e a sua comitiva seguiram para o Sabugal, onde passaram sem parar.
Os proprietários da «Casa do Castelo» e do bar «O Bardo», haviam convidado de véspera o escritor a fazer uma paragem no Sabugal e a visitar o castelo das cinco quinas, mas a missiva não teve resposta. «A verdade é que enviámos o convite à última hora, na véspera da passagem do escritor, pois só nessa data nos percebemos que a viagem estava programada», disse-nos Natália Bispo, proprietária da Casa do Castelo, que acaba por compreender a fugaz passagem da comitiva, sem que ninguém dela se apercebesse.
Face à proposta feita por Saramago da criação de um itinerário do elefante Salomão para divulgação das aldeias históricas, o autarca de Figueira de Castelo Rodrigo, mostrou querer aceitar e liderar a ideia: «Estamos motivados, juntamente com a Fundação, para estabelecer no território um roteiro transversal de Lisboa à fronteira e mesmo a Valladolid, numa potencial rota de cultura e de saber que pode e deve ser fruída por outros», afirmou.
Sobre a região, o Nobel português salientou à Lusa a importância das relações transfronteiriças, notando que os povos raianos «se estão nas tintas para as supostas questões que opõem um país a outro país». «De um lado e de outro eles comunicam-se entendem-se e casam-se uns com os outros», concluiu.
plb

A «Imagem do dia» e a «Imagem da Semana» são dois destaques em imagens sobre acontecimentos, momentos ou recordações relevantes. Ficamos à espera que nos envie a sua memória fotográfica para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Data: 24 de Maio de 2009.

Local: Casa do Castelo, Sabugal.

Legenda: Dádiva da Natureza. Exposição de cogumelos comestíveis.

Autoria: Kim Tomé (Tutatux).

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Ao visitar a Casa do Castelo pela primeira vez, numa conversa com a proprietária D. Natália tomei conhecimento da existência de um «Ehal» na casa. Para os judeus o «Ehal» é o sitio onde se guardam os objectos de maior significado religioso e para onde todos se voltam nos momentos de oração e devoção ao seu Deus, que neste caso é um «Armário» onde se guardam as palavras sagradas a Torah que para o Judeus é o objecto mais sagrado.

Kim TutatuxEsclarecimento prévio:
– Não possuo quanto a este assunto qualquer interesse ideológico, financeiro e ou pessoal;
– Não sou simpatizante das politicas seguidas pelos actuais políticos representantes do estado Judaico, muito antes pelo contrário, sou um acérrimo critico;
– Não possuo também qualquer preconceito contra a religião Judaica, assim como não possuo em relação a qualquer outra religião;
– Não estou sujeito ao rigor cientifico que outras pessoas estão.

Posto isto, tudo o que aqui se segue é apenas o raciocínio livre de uma pessoa que pensa e analisa a questão de uma forma desprendida dando relevo apenas à lógica das coisas. Estou disponível para aceitar outras perspectivas sem dramas pois não havendo comprometimentos nem enfeudamentos e estando a questão no plano restritamente intelectual, é para mim aceitável que haja outras ideias sobre o assunto, sendo o contraditório entendido como um estimulo e uma contribuição, para a descoberta de algo que com certeza será uma aproximação da verdade histórica.
Postas as coisas neste patamar vamos lá à questão que me move a escrever estas linhas.
Ao visitar a Casa do Castelo pela primeira vez, numa conversa com a proprietária D. Natália tomei conhecimento da existência de um «Ehal» na casa.
Para quem não sabe o que é o «Ehal», podemos comparar ao que na religião católica hoje se chama o altar, digamos que é o sitio onde se guardam os objectos de maior significado religioso e para onde todos se voltam nos momentos de oração e devoção ao seu Deus, que neste caso é um «Armário» onde se guardam as palavras sagradas a Torah que para o Judeus é o objecto mais sagrado.
Não sendo um especialista na matéria achei interessantíssima a questão, que de facto não me parecia estranha, pois sabia que Judeus e Cristãos para além de partilharem as raízes religiosas (o Antigo testamento é comum às duas religiões), viveram em comum nesta região sem dramas, até às perseguições realizadas pelos Católicos a esta religião irmã.
A atestar esta realidade estão a Judiaria da Guarda a de Belmonte e muitas outras que há na região do Sabugal.
Assim, a situação não me pareceu desenquadrada muito antes pelo contrário tudo encaixava numa lógica que não exigia esforço.
Essa lógica está resumidamente descrita nos meus anteriores artigos «Testemunhos do culto judaico».
Ora chegou-me agora ao conhecimento que no Jornal de Notícias, de 21 de Julho de 2008, foi publicado um artigo onde se dá a conhecer que foi classificada pelo IGESPAR a Sinagoga do Porto.
Ao observar a fotografia que ilustra o artigo, não pude deixar de encontrar similitude entre o Ehal do Porto e o Ehal da Casa do Castelo no Sabugal, o que se pode facilmente constatar observando as imagens.
De facto não me surpreendeu a parecença muito antes pelo contrário, apenas veio reforçar e adicionar mais certeza à minha convicção de que a Casa do Castelo possui um dos mais antigos vestígios da presença da cultura Judaica na região.
Pelo que, agora com mais convicção e certeza, me atrevo a afirmar que a Casa do Castelo possui o mais antigo vestígio da comunidade Judaica na região mas que tem uma outra particularidade, a Casa do Castelo está situada onde foi a Sinagoga do Sabugal.
Este facto que tenho agora com muito mais convicção, de que a Casa do Castelo foi a Sinagoga do Sabugal, apenas vem trazer ao Sabugal uma enorme mais valia em termos de enriquecimento histórico e turístico.
De facto, com esta descoberta, o Sabugal salta para a dianteira em termos de rota histórico-turística no que ao assunto diz respeito, colocando o Sabugal num lugar de destaque relativamente a outros destinos actualmente com mais notoriedade.
Resta-nos a nós Sabugalenses com sangue Arraiano, saber tirar o devido partido desta significativa descoberta e fazer com que este nosso património seja preservado e divulgado, apoiando o trabalho meritório da família da D. Natália, que souberam preservar o melhor que puderam, este importante vestígio dessa comunidade que aqui prosperou ao ponto de construir um edifício de tão grandes dimensões para adorar o seu Deus.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

«Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina» testemunha a placa colocada ao lado da porta da casa onde nasceu o ilustre sabugalense. A homenagem promovida pela Junta de Freguesia do Sabugal ficou registada na excelência do trabalho do repórter fotográfico Kim Tomé (Tutatux). O Capeia Arraiana aproveitou para seleccionar, entre mais de 200 imagens, alguns cliques especiais de um dia histórico.

Veja o álbum completo da reportagem de Kim Tomé (Tutatux) Aqui.

GALERIA DE IMAGENS – 4-4-2009

A propósito da revista «Sabucale» e do artigo sobre «Armários de pedra na arquitectura tradicional do Alto Côa. Testemunhos de culto Judaico?» venho tecer algumas considerações. (continuação.)

Kim TutatuxOlhando na região as construções que mais trabalho têm são as destinadas ao culto religioso, mas se olharmos pelo mundo fora acontece o mesmo.
O homem sempre despendeu muitos dos seus recursos para adorar o seu Deus.
Outro aspecto curioso é a dimensão desmesurada, da casa onde actualmente se situa a «Casa do Castelo», relativamente a outras próximas que se destacam pela sua reduzida dimensão.
A «Casa do Castelo» possui uma dimensão muito superior a outras que há época pertenciam à maior parte da população e onde viviam as tais famílias com mais que seis pessoas, os animais e onde ainda se guardavam viveres para o rigoroso inverno.
Já temos aqui duas coincidências curiosas.
Um «armário» que deu mais trabalho a construir que uma parede completa e uma casa enorme se comparada com as outras, mas será que há mais algo para juntar a isto?
Casa do CasteloSe atentarmos, existiu uma parede interior colocada a sensivelmente 1,70 metros da parede exterior.
Então será no mínimo legitimo perceber, o que fazia aquela parede ali,
Perguntei a algumas pessoas com memórias mais antigas que há muito trabalham na arte de talhar a pedra, se sabiam de alguma razão para aquela parede ali estar.
Perguntei também se fossem eles a fazer aquela casa se fariam aquela parede.
A ambas as perguntas recebi como resposta um definitivo, não.
Então, já temos mais acasos, temos uma parede que parece não ter explicação, uma casa enorme e um «armário», mas mais curioso é que esse dito «armário» está nessa parede que não era necessário fazer.
Observando algumas fotografias tiradas aquando da demolição pela actual proprietária, podemos reparar que o classificado como «armário» estava colocado à altura do peito de um homem médio. (ver comparação na foto.)
Então será legitimo, no mínimo, colocar a questão sobre o que faria o construtor da casa despender tão elevado numero de recursos para construir um “armário” numa parede desnecessária a uma altura de difícil acesso para um homem médio?
Casa do CasteloMais uma vez vêm-me à memória as colossais edificações feitas para adorar os Deuses.
Então será que há mais algo que possa identificar o “«armário» com algo religioso?
Vejamos, os Católicos encerram a Hóstia num «armário», os Judeus encerram a Tora num «armário».
Os católicos tinham naquele largo uma igreja…
Os Judeus teriam….? Issooo!!!! Uma Sinagoga.
Então poderemos continuar a chamar aquele exagerado e trabalhoso «armário» um Armário.
Mas um “armário” especial, um Armário onde se guardava a Tora, onde se rezava a um Deus, um «Armário» que é muito mais que um «armário», é o testemunho de uma comunidade que existiu no Sabugal como em Belmonte ou na Guarda, e que teve poder, engenho e arte para prosperar nesta terra difícil e agreste.
E esse testemunho pode ser a Sinagoga do Sabugal.
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

A propósito da revista «Sabucale» e do artigo sobre «Armários de pedra na arquitectura tradicional do Alto Côa. Testemunhos de culto Judaico?» venho tecer algumas considerações.

Kim TutatuxNão sou historiador, pelo que não estou sujeito ao cinzentismo do rigor cientifico que o autor coloca no seu texto, permitindo-me a liberdade de admitir alguns aspectos sem esse peso que o autor aplicou no artigo.
Por essa razão, sou levado pelo conhecimento adquirido, pelo que ouvi os mais velhos dizer e opinar sobre o assunto e pelo raciocínio.
Quando em pequeno, tive oportunidade de assistir à que deve ter sido a ultima construção em pedra feita em Pouca Farinha, realizada pelo meu tio Joaquim, que não era arquitecto nem tinha estudos avançados, mas que era homem sabedor. Construiu essa casa, utilizando apenas o saber que recebeu dos nossos antepassados, recorrendo ao seu engenho, arte e ajuda de muitos amigos, que com muito esforço talharam e colocaram no seu devido sitio as lajes de granito.
Tive oportunidade de ver aplicadas na prática as técnicas de outrora, e lembro-me que o esforço era tremendo, sendo que algumas das pedras eram erguidas com recurso a ferramentas rudimentares, como rampas e alavancas construídas de madeira.
Colocar a pedra sobre a porta foi trabalho para alguns homens e levou mais de 2 dias, isto sem contar com a preparação e transporte para o local feito em carro de bois.
Casa do CasteloAo ler o referido artigo e tendo em conta o que me foi dado observar, várias foram as questões que se me levantaram.
Falo no caso da «Casa do Castelo» que é o que melhor conheço, deixando os outros um pouco à parte, sendo que o que vou dizer, são questões que também se podem colocar aos outros exemplos falados no referido artigo.
Sabendo o esforço necessário para construir uma casa de pedra, com recurso a técnicas ancestrais, por o ter presenciado, parece-me que seria demasiado tanto esforço e trabalho para construir um «Armário».
No caso da «Casa do Castelo», falamos de uma peça arquitectónica que pesa algumas toneladas composta por 9 pedras de granito, cuidadosamente talhadas, com cerca de 1,81 metro de altura por perto de 1,25 metro de largura.
Sabendo, porque presenciei, o trabalho que dá talhar no granito tais peças e o esforço que implica a sua colocação, a questão que se me coloca é a seguinte:
Será que quem construiu essas peças, as realizou com o intuito de lá colocar as «gamelas» onde se comia, e mais alguma pequena panela ou outro utensílio domestico que na época da construção eram escassos?
Lembro-me ainda bem. quando menino, em casa dos meus avós, familiares e amigos poucos eram os utensílios e mobiliário.
Na maioria existia, uma cântareira de madeira onde um ou dois cântaros continham a agua para beber com uma malga na boca para impedir a entrada de poeiras, uma ou duas panelas de ferro para cozinhar os caldos, um caldeiro para a vianda do porco, uma ou duas gamelas de onde todos comiam sentados em bancos baixos de 3 pés e algumas cucharras (colheres) e garfos de ferro.
Na época os lavatórios eram peças de mobiliário pouco comuns, e algumas casas tinham uma cadeira que se destinava a visitas importantes como o Sr. Padre ou o Sr. Doutor.
As mesas eram novidade na época e um luxo que apenas alguns tinham.
As camas eram enxergas de camisas de milho e quartos era coisa que não era comum, que a existirem não eram mais que o espaço de uma cama, até porque nas casas mais modestas chegavam a viver mais de meia dúzia de pessoas, sem cama sendo muitas vezes a «cama» um pouco de feno ajeitado, junto dos animais na loja.
Eram assim as casas modestas do povo de que eu me lembro.
O que me leva a crer que na época da construção da «Casa do Castelo» e das outras referidas, mesmo que porventura mais abastadas, seriam idênticas às mais modestas casas que conheci.
Assim, questiono-me porque razão quem construiu estas casas despendeu tanto tempo e recursos para construir um «armário» onde não cabia um cântaro?
Para construir o classificado como «armário» da Casa do Castelo utilizando as mesmas técnicas que o meu Tio utilizou, seria necessário o trabalho de muitos homens durante mais de um mês, desde a recolha da pedra até à sua colocação.
Então, será que o dono da casa iria optar por essa solução apenas para construir um «armário»?
Se fosse essa a finalidade não teria optado pela utilização da madeira, como acontecia na cântareira da minha Avó?
Então qual seria a utilidade de despender tantos recursos e matéria numa peça arquitectónica?
(Continua no próximo domingo, 29 de Março.)
«O Bardo», opinião de Kim Tomé

kimtome@gmail.com

Em primeiro lugar quero agradecer a todos os que de algum modo se dirigiram à Casa do Castelo, felicitando-me por ter participado com a candidatura aos «Prémios Turismo de Portugal».

Fotos Natália Bispo – Clique nas imagens para ampliar

O facto da candidatura ter sido analisada por um vasto leque de pessoas da área do Turismo, incluindo o júri, já por si só foi uma divulgação e agora a foto no livro, ao lado de projectos de milhões de euros, considerados de interesse turístico, não tenho dúvida que a Casa do Castelo, situada entre muralhas no Sabugal, trouxe prestígio ao nosso Concelho. Esse prestígio todos sabem ser partilhado e não guardado só para os proprietários desta Casa.
Quanto à representação na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), traduzo a minha opinião escrevendo uma frase de um funcionário de uma Câmara do nosso distrito e entusiasta pela sua terra, que me dizia: «não nos mostramos… não existimos…».
A representação do Concelho do Sabugal, estava na região a que há pouco tempo ficámos a pertencer: a Região de Turismo da Serra da Estrela. Por isso, senti que estava muito diluída, no meio de muitos Municípios, com várias rotas nas áreas do Ambiente e da Cultura e depois com espaço que é lógico a Serra da Estrela representar: a neve e as suas montanhas. Apesar das pessoas responsáveis pelo stand tentarem repor os folhetos, acredito que não era fácil ver o que faltava, pois devido ao espaço só podiam colocar dois ou três folhetos de cada vez.
Assim fiz uma opção, resolvi fazer uma divulgação personalizada. Ao mesmo tempo que visitava os outros stands, perguntava se conheciam o Sabugal, entre algumas (poucas) respostas positivas, houve casos que me perguntavam se ficava no Algarve ou no Minho, se ficava no Alentejo ou na Serra da Estrela. Senti a confusão que faziam com Sabugueiro, nessa altura eu entregava o mapa do nosso Concelho e, claro, o folheto da Casa do Castelo esclarecendo as dúvidas.
Tendo percorrido a BTL durante três dias (a ideia era ficar um só), deu para ver o que deixámos de mostrar.
Temos a nossa gastronomia, com o agora tão falado bucho raiano, o javali e o cabrito assado, o queijo e o mel da Serra de Malcata, a nossa paisagem e o nosso património histórico, e outras potencialidades que nem sequer pensamos existir, mas que são reais e concretas.
Como podemos ter vergonha de mostrar aquilo que sabemos ter qualidade que é apreciado e que será a nossa salvação num futuro muito próximo?
Tudo isto não fará parte do nosso desenvolvimento, ou pelo menos da sua sustentabilidade?
No fim da cerimónia da entrega de prémios, dirigi-me ao grupo de jornalistas e membros do júri, agradecendo o terem avaliado a Casa do Castelo. Um dos jornalistas, o António Peres Metelo, disse-me que comeu o melhor cabrito assado da vida dele no Sabugal, apesar de terem passado mais de 30 anos nunca se esqueceu, perguntou-me se ainda existia esse restaurante. Aqui uma homenagem aos pais do João Robalo pela herança gastronómica que deixaram, uma herança que está a perdurar no Restaurante Robalo que eu confirmei ainda existir.
Num stand da raia espanhola, ao pedir informação sobre uma zona de Espanha onde a Casa do Castelo tem amigos e clientes, com surpresa a moça falou-me em português e que tinha grandes amigos no Soito, acompanhou um dos últimos passeios dos cavalos e que adoraria trabalhar no nosso Concelho. Mas com um sorriso triste disse que foi em Espanha que encontrou trabalho e que para lá teria de voltar.
Como imaginam, muito mais teria para escrever sobre estes três dias que eu considero de trabalho!
Penso que cheguei a várias conclusões, que eu procurarei transmitir assim que tenha oportunidade, a entidades públicas e privadas e que tenham responsabilidades ou interesses na área do turismo.
Como exemplo, trago fotos de vários stands de Municípios aos quais nos poderemos comparar. Espero conseguir passar a mensagem e todo o meu entusiasmo pela divulgação e promoção do nosso Concelho.
Natália Bispo

A sabugalense Natália Bispo, proprietária da Casa do Castelo, esteve presente na abertura da edição deste ano da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), que decorre até ao dia 25 de Janeiro na Feira Internacional de Lisboa, no Parque das Nações.

Natalia Bispo na BTLRecebeu uma carta convocando-a a estar presente e, «em nome do Sabugal e da divulgação das suas potencialidades», como nos disse, meteu-se no comboio e viajou, sozinha, até Lisboa. E a «carta» deveu-se ao facto de ter participado na quarta edição dos «Prémios Turismo de Portugal», realizada em 2008, tendo merecido o recebimento de um diploma de participação.
«Tomei conhecimento dos Prémios quando por mero acaso vi um folheto na Câmara Municipal do Sabugal, onde fui tratar de um assunto. Peguei-lhe e dei-lhe uma vista de olhos, verificando que tinha interesse. Elaborei então, à pressa, porque o prazo estava a findar, um projecto para a Casa do Castelo na sua vertente de apoio ao turismo e concorri». Nada esperava da candidatura, feita «por descargo de consciência», pelo que ficou surpreendida quando a chamaram a estar presente na abertura da BTL.09.
«Tive que vir sozinha de comboio», disse-nos a Natália Bispo. «Conheço mal Lisboa e o meu filho que aqui trabalha teve de ir ao estrangeiro em serviço. Como não me sentia à vontade, telefonei a um velho amigo da família, o Tenente-Coronel José Morgado, do Soito, que logo se prontificou a acompanhar-me na feira». Mas depressa constatou que a BTL é uma festa, percorreu os stands e encontrou muitos conhecidos, nomeadamente pessoas que já passaram pela Casa do Castelo. Mas a maior surpresa foi quando verificou que a fotografia da sua casa fora seleccionada para constar no livro relativo aos Prémios de Turismo, distribuído na cerimónia de entrega dos diplomas. Na página 29 da edição lá consta a imagem da Casa do Castelo, na zona histórica da vila raiana, referindo-se ainda o nome da proprietária, os seus contactos e o valor do projecto, que importou em 150 mil euros.
A candidatura de Natália Bispo foi uma das poucas oriundas do interior do País, pois a maior parte dos projectos situam-se no Litoral, com especial incidência nos distritos de Lisboa, Faro, Porto e Aveiro.
plb

Dois simples folhetos desdobráveis, editados pela Câmara Municipal, é o que, a muito custo, é possível encontrar na Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL) acerca do concelho do Sabugal.

FolhetosArrancou ontem, dia 21 de Janeiro, a BTL.09, sob o signo «Próximo destino: negócios de sucesso e férias de sonho». Confiança e optimismo foram as palavras de ordem dos discursos oficiais no maior evento português de divulgação da oferta turística mundial. Pretende-se expurgar a crise e evitar que o pessimismo inviabilize as oportunidades ali sugeridas.
Até ao dia 25 de Janeiro, nas instalações da FIL – Parque das Nações, 900 expositores nacionais e internacionais (mais 15 por cento que no ano passado) oferecem oportunidades de viagens de sonho.
O turismo nacional está fortemente representado, com pavilhões das diferentes regiões de turismo, câmaras municipais, empresas e associações, apelando a diferentes destinos. Do distrito da Guarda têm espaço próprio os municípios de Vila Nova de Foz Côa, Gouveia, Seia, Aguiar da Beira, Guarda e Trancoso. Também marcam presença a Região de Turismo da Serra da Estrela e a Associação Raia Histórica, que junta no mesmo espaço os Municípios de Almeida, Figueira de Castelo Rodrigo, Meda, Pinhel e Trancoso.
Dentre os municípios guardenses representados destaca-se claramente Trancoso, com um espaço próprio muito sugestivo, ocupando uma grande área de exposição, com uma decoração fabulosa, exibindo os monumentos da vila histórica. Para além do espaço próprio, marca ainda presença no espaço da Associação Raia Histórica e ainda no espaço da Serra da estrela.
Foram diversos os presidentes de câmara do distrito da Guarda que estiveram presentes no arranque da BTL deste ano, acompanhados por outros agentes turísticos da região, numa perspectiva de divulgarem da melhor forma os seus municípios para que se tornem destino dos portugueses.
O Sabugal não tem qualquer representação no evento. Os mais atentos conseguirão descortinar dois pequeno folhetos desdobráveis existentes no pavilhão da Serra da Estrela, certamente enviados pela Câmara Municipal, uma vez que são da sua edição.
Representado o Sabugal esteve apenas no arranque da exposição a operadora privada Natália Bispo, da Casa do Castelo, que, tendo apresentado candidatura aos «Prémios Turismo de Portugal», foi chamada à cerimónia de abertura para receber um diploma de participação.
plb

Dos vários projectos aprovados, no âmbito do Programa LEADER+, a recuperação e aproveitamento de um espaço edificado, mas em ruínas, sito no Largo de Santa Maria do Castelo n.º 8, junto à entrada do castelo de cinco quinas do Sabugal, para além da vertente puramente comercial, com a venda direccionada para os produtos da região, como o artesanato, compota, doces tradicionais, bolos, mel, queijo de Malcata, cozinha tradicional, com pratos da região e venda de livros de autores sabugalenses, é também um espaço com uma missão mais nobre de divulgação e promoção da cultura do Riba Côa.

José MorgadoÉ um projecto privado, que engloba uma área museológica, a par de outros de algumas freguesias como o do Soito, Vila Boa e Fóios.
A Casa do Castelo tem a particularidade de, enquanto decorriam as obras de demolição e recuperação da casa se ter descoberto uma ara romana. Este achado que se encontra exposto é uma das atracções existentes.
Segundo o arqueólogo Marcos Osório, esta invulgar ara votiva da época romana, decorada em baixo relevo, com um touro e diversos objectos rituais, instrumentos de sacrifício, não está datada, exibe um campo epigráfico com a inscrição «CRISPIN”/VS CRIS» e apenas permite identificar o nome de quem terá erigido a ara e de acordo com o esquema tradicional de filiação nesta região, o seu provável patronímico (o nome do pai) incompleto… o touro apresenta-se também incompleto, disposto na vertical, virado para cima e com a cabeça representada numa perspectiva distorcida em relação ao corpo, admitindo que a presença do animal, pode não ter uma relação directa com o carácter da divindade invocada na ara.
Poderá figurar apenas como vítima, pois era considerado a oferenda por excelência dos sacrifícios na religião romana. Dado que a ara não regista a divindade a quem foi dedicada, põe-se a hipótese de ter sido erigida em honra de Júpiter, dado que na Península Ibérica se conhecem algumas aras, com touros esculpidos dedicadas a Júpiter
No local também foi descoberto um altar judaico, o que indica que a casa terá pertencido a cristãos novos.
Os actuais proprietários e mentores do projecto da Casa do Castelo, são o casal Romeu e Natália Bispo, sabugalenses de gema e como diz o José Robalo, a «viver no Sabugal (a praticar) um acto heróico».
«Terras entre Côa e Raia», opinião de José Morgado

morgadio46@gmail.com

A «Vila», a zona do Sabugal que fica no interior das antigas muralhas do Castelo, assiste a um processo de regeneração assinalável, fruto, quase sempre, da iniciativa privada.

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Na última deslocação ao Sabugal tive oportunidade de, mais uma vez, me deslocar à «Vila», local onde, na rua D. Dinis, vivi uma parte da minha meninice e juventude, na casa onde funcionou há muitas décadas o «Clube», e que hoje é propriedade do Município, objecto já de parcial demolição pelo perigo de derrocada que apresentava.
Tendo já ouvido falar de muitas ideias para aquele edifício, continuo a pensar que o espaço ocupado pelo edifício e pela «palheira» anexa deveria ser completamente liberto de construções, fazendo uma ligação à «Torre do Relógio», deixando à vista os restos da muralha onde assentava, e criando ali um espaço de utilização pública, como uma vista privilegiada para o Côa, podendo mesmo associar-se-lhe um parque infantil e uma esplanada.
Mas o motivo desta crónica não é falar desta casa, mas sim ressaltar os processos de regeneração de muitos dos edifícios antigos, recuperando a construção granítica, utilizando materiais tradicionais e tirando partido da riqueza patrimonial que esta zona possui, desde a Torre do Relógio ao Castelo. Por uma informação turística colocada junto à dita Torre, descobri que afinal se chama «torre sineira»… Cito Joaquim Manuel Correia que na página 97 do seu extraordinário livro «Memórias sobre o Concelho do Sabugal», de 1946, diz «(…) digamos algumas palavras acerca da torre chamada actualmente do relógio»).
Durante a volta tive a oportunidade de mais uma vez estar com a Talinha e o seu marido na Casa do Castelo, lugar que hoje é já uma referência, merecida, do Sabugal.
Durante algumas horas conversámos sobre muita coisa, mas sobretudo sobre o Sabugal tema que apaixona aquele casal, degustando um maravilhoso lanche.
Saímos e, algumas casas abaixo, entrámos no Bardo, lugar onde ia pela primeira vez.
A surpresa foi total. Numa casa granítica totalmente recuperada existe um espaço aprazível, dirigido por um natural de Rendo e sua esposa, e, pasme-se, possui cinco ou seis computadores onde se pode gratuitamente aceder à Internet.
Das conversas tidas ressaltou o empenho dos proprietários destes dois espaços em serem parceiros das dinâmicas de desenvolvimento turístico do Sabugal.
Próximos do principal destino turístico – o Castelo – inseridos no casco antigo da «Vila», espaços com qualidade e dirigidos por pessoas motivadas como estas, a Autarquia só tem a ganhar em os considerar como «agentes turísticos», apoiando-os na sua actividade, estabelecendo protocolos com os mesmos para a promoção e divulgação dos recursos turísticos do Concelho, em fim, considerando-os parceiros.
Mais valem a Casa do Castelo e o Bardo do que quantos carros e roulottes venham ao Sabugal uma vez na vida.
E não me venham dizer que o Posto de Turismo é logo ali, no interior do Castelo, pois os visitantes não se regem pelos horários da Função Pública…
PS: E no dia 11 de Novembro o Bardo colaborará com a Transcudânia no Magusto e na recuperação das «Rondas de S. Martinho», sendo hoje já visíveis as célebres campainhas que a família «Campainhas» fabricava, o que ainda hoje se mantém, embora com outros actores.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

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JOAQUIM SAPINHO

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