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Quando se aproxima o tempo das matanças e da degustação do saboroso bucho, publicamos o texto da oração de sapiência proferida pelo Professor Fernando Carvalho Rodrigues na cerimónia do Terceiro Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, sucedido no Sabugal, no dia 18 de Fevereiro de 2012. O Professor fala do bucho, centrando-se em Creado, a sua terra de nascimento, que pertence à freguesia de Casal de Cinza e ao concelho da Guarda.

Quando no Império era Imperador Barack Obama, Sumo Pontífice Bento XVI e na Lusitânia era Pró-Consul Cavaco Silva, foi, em Creado, Mordoma da festa de Santo Antão uma filha do José Braz casada com um rapaz de Carpinteiro filho do Fausto Raposo. Em 2013, será a Lúcia, filha de Zé Aires, e mais o marido.
Há uns milhares de anos que é assim: A Festa de Creado é no dia de Santo Antão. É a festa do Padroeiro. Em cada ano, a 17 de Janeiro, o Povo reúne-se para nomear o Mordomo do ano seguinte. Santo Antão é o Santo Padroeiro de Creado. De lá, vêm, por muitas gerações, meus antepassados. Em cada ano ter proteínas dependia um pouco de caça, mas sobretudo do marrano. E todos os anos compravam os porcos para cevar durante o ano e iam e recebiam quem vinha para pedirem a protecção de Santo Antão na capela do seu orago em Creado.
No dia seguinte da Festa, depois de celebrada a missa, oferecem um pé vindo da matança de Dezembro ao Santo para que lhe guardar o bácoro próspero e com saúde. Seguia-se animada a arrematação dos donativos. O leilão, como é público, incita vaidades. Não tem mal. Num dia, não tem mal. A vaidade deixa mais uns dinheiros porque leva o pé quem mais oferecer. Em tempos de oscilações da bolsa. O pé pode render vinte euros. Pode até, como se tem visto ultimamente, chegar aos cinquenta euros. Sim, porque os marranos da nossa Beira Alta foram classificados pelas agências de notação em triplo AAA com prospectiva positiva. Espera-se que o pé de porco salve a classificação da dívida soberana logo que a produção se intensifique. Pelo menos, a capela de Santo Antão, em Creado, beneficia. O dinheiro das arrematações, em bolsa, reverte a favor da Igreja. É que o Mordomo é quem faz as arrematações e ninguém e tem ordem para arredar pé enquanto houver ofertas para arrematar. E, para cada pedaço quem oferece o pé é o primeiro a dizer quanto vale. Que isto de deixar cair o valor em bolsa é só para os banqueiros.
Ao Santo Antão em Creado vai o povo honesto. E mais a prece pelo marrano que viverá por aquele ano até Dezembro. Viverá em um T0 com esplanada. Chamam-lhe: o cortelho. Mas é o único animal a quem se oferece um estúdio enquanto vive. Casa de granito afagado e porta de cerne de carvalho. E um dia, libertado do peso de viver, só o fará se Santo Antão o proteger. Partes, todas as partes do marrano passarão por nós, Homo Sapiens Sapiens, e todos aqueles bocados terão o privilégio de reconhecer que existem, terão a alegria de contemplar e estudar o Universo de que são parte e a parte que faz ao mundo perguntar. É este o milagre, renovado, de Santo Antão do Egipto.
Terá nascido pelo ano 251 D.C.. Inventou como ser Monge. Mas como todos aqueles que fazem trabalho solitário solta-se-lhes a imaginação, a compreensão e têm a tentação da soberba que vem da Soberania sobre os Saberes. E tentação, esta e outras, teve Santo Antão do Egipto como todos os que contemplam mistérios. A humildade de uma via simples livrou-o sempre. Mas houve quem as imortalizasse.
Chama-se Hieronymus Bosch, o espírito medieval vivido de uma forma única. Nas tentações de Santo Antão que deixou no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa . Estão as extravagâncias de monstros escarnecendo gárgulas. Sentou monstros nas cadeiras do coro. Pôs demónios olhando de soslaio para as margens dos manuscritos. Distorceu, horrivelmente, humanos lançados com forquilhas para o inferno. São o esconjuro pela arte. Pela pintura. Com Bosch sente-se o cerco diabólico a Santo Antão. Representa o mundo como um prolífico formigueiro. Os quadros de Hieronymus Bosch têm que ser interpretados símbolo a símbolo. Ele e a sua pintura mostram a intromissão do demónio na vida humana. Os elementos da fantasia na sua obra dão-lhe um inesgotável fascínio. E, num dos vários quadros das tentações do Santo Antão. No que está em Madrid. Ao lado e protegido pela paz de Santo Antão está o marrano. Ambos serenos, em Paz, com Deus no reequilíbrio do nervosismo da fantástica imaginação. Na aceitação que cada classe de vida alimenta outra classe de vida até que possa contemplar Deus. Mas a vida da pintura de Hieronymus Bosch não é só tentação e descrição. Descrição mordaz da percepção da vida como hoje em dia atravessamos. É colhida em fonte popular na Nave dos Loucos. O quadro da «A Nave dos Loucos» é uma fonte inesperada do retracto da vida de hoje. Inesgotável para os modernos psiquiatras, sociólogos, economistas, retratados suponho, por um discípulo de estilo, Pieter Breughel, o velho, na condução pelos cegos deste novo e actual Mundo. Mas voltando a Hieronymus Bosch é no pormenor, no detalhe. Numa espécie de extensão da beleza, do talento e da técnica dos iluministas tão atentos ao pormenor que nos fazem aparecer tentações de Santo Antão e o marrano a seus pés.
E é essa mesma atenção ao detalhe que faz do Bucho, o enchido delicioso, o ultimo dos manjares para o Intróito. Também lhe chamam o Entrudo.
Para o Bucho, em Creado, num alguidar de barro colocam-se as carnes partidas em pedaços: orelhas, carnes que tenham cartilagem, pontas das costelas, couratos e o rabo. Temperam com alho, sal, pimentão doce e picante e um bom vinho. Cinco dias. Reparem bem. Cinco dias em vinha de alho. Vai-se provando, a suprema medida da ciência, para ver se está temperado suficiente. E mais vos digo: se não for bem temperado: Olhai! Estraga-se. Mas se fizerdes como vos digo a bexiga do porco que se guardou bem com o palaio encheu-se com as tais carnes temperadas. Vai ao fumeiro durante algumas semanas e guarda-se para o Carnaval. Com a Família, mais batatas cozidas e grelos de nabo (bem se não houver pode ser acompanhado por couve Portuguesa). Pinga e por fim o arroz doce.. Acho, que corta a gordura. Bem é arroz doce. Acabou-se. Sempre foi assim. E no fim, está-se de novo pronto a embarcar nesta «Nave de Loucos», pilotada pelos cegos Breughel e livres das tentações mas com a protecção de Santo Antão. Até porque de todos os porcos que nos dão hoje o Bucho um pé ser-lhe-á oferecido para o ano que vem. Sim, que com os Mordomos já nomeados em Creado não há crise, que as agências de notação não se estrevem, ou mesmo atrevem, a meter-se. O Bucho lá estará em 2013.
Só a faz parar de o apreciar o dia das Cinzas. Por causa da Lua que determina o dia de Páscoa, o Dia das Cinzas, calha sempre a meio da semana. É sempre numa quarta-feira este Dia das Cinzas. E nesse dia, durante milénios os Homens da Ordem Militar do Hospital marcavam-no, com uma Cruz de Cinza, na fronte, numa cerca da Freguesia de que Creado é parte: a Freguesia de Casal de Cinza. Passa por lá o eixo da Terra e nela se faz o melhor Bucho do Mundo e tudo isto é o maior dos Milagres de Santo Antão de Creado de Casal de Cinza, que também foi, em outros tempos, do Egipto.

P.S. O Autor escreve de acordo com a ortografia da Dona Laura. Três reguadas por cada erro no ditado chegaram para lhe acabar com todas as veleidades. Quer as passadas, quer as presentes, ou mesmo as futuras.
Fernando Carvalho Rodrigues

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No sábado passado, dia 18 de Fevereiro, o Sabugal e o Casteleiro viram passar o colorido dos trajes confrádicos, por ocasião da realização do terceiro Capítulo da Confraria do Bucho raiano.

Tudo começou pela manhã, no Mercado Municipal, onde os membros das diversas confrarias, vindos de variados pontos do país, se juntaram e acompanharam a inauguração da feira de produtos locais. Por amabilidade da Câmara e da empresa municipal Sabugal+, todos puderam degustar os produtos da terra, onde pontuaram o queijo, os enchidos, compotas, fruta, pão, azeite e vinho.
Pelas 11 horas a comitiva seguiu para o edifício do museu municipal, cujo auditório ficou «à pinha» para assistir à cerimónia. O capítulo iniciou-se com a actuação ao piano do jovem músico sabugalense João Cunha, que foi ouvido em absoluto silêncio e no final foi longamente aplaudido.
O padre Manuel Dinis, pároco do Sabugal, fez a bênção das insígnias e desejou aos presentes uma excelente jornada de convívio e de amizade. Seguiram-se algumas palavras de circunstância por parte do presidente da Câmara, António Robalo, que deu as boas vindas ao Sabugal, uma terra de tradições e de bons sabores gastronómicos.
Constituída a mesa do Capítulo, tomou a palavra o orador convidado, o professor Carvalho Rodrigues, a quem coube proferir a tradicional Oração de Sapiência. A intervenção do cientista, conhecido como o «Pai do Satélite Português», andou à volta da tradição gastronómica da sua terra de nascimento, Creado, uma anexa da freguesia de Casal de Cinza, concelho da Guarda. De memória apurada, lembrou que era à volta do porco que todos criavam no cortelho, que se fartava a mesa dos habitantes, que se esmeravam na confecção dos ricos sabores gastronómicos. Numa intervenção bem humorada, Carvalho Rodrigues encantou os presentes que o brindaram com uma longa ovação.
Seguiu-se a entronização de 10 novos confrades do bucho, que fizeram o juramento e receberam o traje e a respectiva insígnia, passando a fazer parte da família confrádica, que assim atinge os 73 confrades, devidamente trajados e entronizados.
Foi depois tempo de prestar preito a algumas personalidades, começando inevitavelmente pelo Professor Carvalho Rodrigues, que recebeu o título de Cancelário da Confraria. Como Cavaleiros da Confraria foram investidos o juiz conselheiro Manuel Cipriano Nabais, de Quadrazais, e o empresário Manuel Gouveia, de Sorteha. Houve ainda a atribuição de um diploma de honra à engenheira Felismina Rito Alves, do Soito.
No termo da cerimónia tomou a palavra o representante da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Manuel Leal Freire, da Bismula, cuja memória viva ficou bem patente ao recordar as velhas tradições gastronómicas da nossa região, bem como o trovar e o falar antigo do povo raiano.
Depois da cerimónia seguiu-se o desfile pelas ruas do Sabugal, com a foto de família captada com os confrades posando na escadaria da Casa dos Britos. À frente, a abrir o desfile seguiam os Bombos de Badamalos, vindo depois a comitiva de confrarias, exibindo as tonalidades dos seus diferentes trajes.
Já no Casteleiro, os confrades foram recebidos na sede da Junta de Freguesia, pelo seu presidente, António José Marques, que a todos serviu um aperitivo.
O almoço foi no restaurante «Casa da Esquila», onde 200 convidas degustaram o bucho, que se apresentou à mesa servido na forma tradicional e em ementas alternativas à habitual forma de o servir.
Aqui fica a referência às 13 confrarias presentes no Sabugal:
Confraria da Chanfana (Vila Nova de Poiares); Confraria do Queijo Serra de Estrela (Oliveira do Hospital), Real Confraria da Cabra Velha (Miranda do Corvo), Confraria das Sardinhas Doces (Trancoso), Real Confraria do Maranho (Pampilhosa da Serra), Confraria do Vinho de Lamas (Miranda do Corvo), Confraria dos Aromas e Sabores Raianos (Almeida), Confraria Gastronómica O Moliceiro (Aveiro), Confraria Gastronómica Raça Arouquesa (Arouca), Confraria da Castanha (Moimenta da Beira), Confraria Nabos e Companhia (Mira) e Confraria do Cão da Serra da Estrela (Sortelha).
plb

O cientista Fernando Carvalho Rodrigues, o magistrado Manuel Cipriano Nabais e o empresário Manuel Gouveia vão ser homenageados pela Confraria do Bucho Raiano no decurso da cerimónia de entronização dos novos confrades, que se realizará no dia 18 de Fevereiro, pelas 11 horas, no Auditório Municipal do Sabugal.

O programa do III Capítulo da Confraria contém um momento de homenagem a personalidades, onde será atribuída a qualidade de confrade honorário da confraria.
Uma das personalidades a homenagear é Fernando Carvalho Rodrigues, o cientista e professor universitário que a chancelaria da Confraria convidou para proferir a Oração de Sapiência.
Natural de Casal de Cinza, concelho da Guarda, Carvalho Rodrigues vai ser agraciado com o título de Cancelário, uma distinção reservada a personalidades consideradas de elevada representação e distinção.
Até há pouco tempo director de programas de ciência na NATO, é licenciado em Física pela Universidade de Lisboa e doutorado em Engenharia Electrónica pela Universidade de Liverpool. Em 1993 liderou o consórcio PoSAT que construiu e lançou o primeiro satélite português.
Fernando Carvalho Rodrigues integra diversas academias, nomeadamente a Academia Internacional de Astronáutica, Academia de Ciência Política, Academia de Marinha, Academia de Astronáutica da Federação Russa, Associação Americana para o Desenvolvimento da Ciência, Academia das Ciências de Nova Iorque, Academia das Ciências de Lisboa, Sociedade de Geografia de Lisboa, Sociedade Portuguesa de Física.
Recebeu diversos prémios e condecorações, dos quais se destacam o Pfizer (1977), a comenda da Ordem Militar de Santiago da Espada (1995), o de doutor Honoris Causa pela Universidade da Beira Interior (1995) e a Medalha de Mérito da cidade da Guarda (1990).
Outra personalidade que a Confraria vai homenagear é o Juiz Conselheiro Manuel Cipriano Nabais, que será distinguido como o título de Cavaleiro, uma distinção conferida aos que se assinalam pela dedicação e serviço na divulgação da gastronomia da Beira Côa e do Bucho Raiano.
Manuel Cipriano Nabais nasceu em Quadrazais, concelho do Sabugal e iniciou a carreira de magistrado como delegado do Ministério Público, sendo depois Juiz de Direito em diversas comarcas. Tornou-se mais tarde Juiz Desembargador do Tribunal da Relação de Évora, ao qual presidiu durante anos e de onde saiu para assumir o lugar de Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça. Tem participado regularmente nas actividades da confraria.
A terceira personalidade que irá ser homenageada é o empresário Manuel Gouveia, natural de Sortelha, concelho do Sabugal, a quem será igualmente atribuída categoria de Cavaleiro da Confraria. Empresário de sucesso em diversos ramos de actividade, Manuel Gouveia, tem sido um dos grandes beneméritos do concelho, ajudando algumas obras sociais, como é o caso do lar da terceira idade da sua terra natal, cujos encargos de instalação assumiu por inteiro. Tem vindo igualmente a apoiar a Confraria do Bucho Raiano, oferecendo um dos vinhos da sua produção para Vinho Oficial da Confraria.
O Capítulo também homenageará a Engenheira Felismina Rito Alves, atribuindo-lhe um diploma de Honra, tendo em conta o seu contributo para a divulgação do bucho. Enquanto funcionária da Câmara Municipal Felismina Rito destacou-se pela organização dos Roteiros Gastronómicos em que se promoveram a gastronomia e os restaurantes do concelho, e foi a organizadora da candidatura do bucho raiano ao concurso das sete maravilhas gastronómicas realizado no ano de 2011.
São já confrades honorários da Confraria António Robalo, presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Manuel Rasteiro, presidente da Junta de Freguesia, Manuel Leal Freire, advogado e escritor, Manuel Joaquim Rito, empresário, e Santinho Pacheco, o último governador civil da Guarda.
Receberam diplomas de honra da confraria a Casa do Concelho do Sabugal e a LocalVisão Tv da Guarda.
plb

No dia 18 de Fevereiro (sábado de Carnaval) realiza-se no Sabugal o III Capítulo e Entronização da Confraria do Bucho Raiano, com a cerimónia protocolar prevista para o auditório municipal e o imprescindível almoço de bucho no restaurante A Casa da Esquila, no Casteleiro.

III Capítulo Entronização Confraria Bucho Raiano - Sabugal
(clique no cartaz para ampliar.)

A grande novidade do capítulo deste ano da confraria do Bucho é a presença do cientista e professor Carvalho Rodrigues, conhecido por «Pai do Primeiro Satélite Português», natural de Creado, freguesia de Casal de Cinza e concelho da Guarda. O director de programas de ciência da NATO em Bruxelas vem ao Sabugal para proferir a «oração de sapiência» na cerimónia de entronização, falando no valor da gastronomia raiana.
Cumprindo-se a tradição do Entrudo, em que o bucho é rei à mesa, a Confraria do Bucho Raiano vai realizar o seu Capítulo, dando expressão à gastronomia sabugalense, com ênfase nos enchidos e demais pratos típicos do Inverno. O certame está inserido na iniciativa «Circuitos Gastronómicos» promovida pelo Município do Sabugal.
A concentração dos confrades do bucho e das demais confrarias convidadas e de outros participantes que desejem acompanhar o certame, acontecerá às 9h30 no Mercado Municipal, onde haverá uma mostra e prova de enchidos e outros produtos regionais, organizada pela Câmara Municipal do Sabugal.
Pelas 10h45 a comitiva dirige-se para o Auditório Municipal, onde se realizará a cerimónia protocolar de entronização de novos confrades, com o início previsto para as 11 horas.
A abrir a cerimónia haverá um momento musical proporcionado pelo jovem sabugalense Pedro Cunha, a que se seguirá uma mensagem de boas-vindas proferida pelo presidente da Câmara Municipal. O pároco do Sabugal, padre Manuel Dinis, benzerá depois as insígnias da confraria.
Pelas 11h40 intervirá o professor Carvalho Rodrigues, proferindo a esperada «oração de sapiência». Haverá depois a cerimónia de juramento e recebimento de insígnias por parte dos novos confrades do bucho, a que se seguirá a distinção de honra a algumas personalidades que se relevaram na afirmação do valor da gastronomia raiana.
A encerrar a cerimónia protocolar intervirão o grão-mestre da confraria e o representante da Federação das Confrarias Gastronómicas Portuguesas.
Pelas 12h45 acontecerá o desfile pelas ruas do Sabugal, abrilhantado pelos «Bombos de Badamalos», após o que a comitiva partirá para o Casteleiro. Nessa aldeia do sul do concelho do Sabugal os confrades serão recebidos na Junta de Freguesia, dirigindo-se seguidamente para o Restaurante A Casa da esquila para o esperado almoço do bucho.
plb

O Sabugal e as Invasões Francesas anda agora de terra em terra. Depois de ter estado no Auditório Municipal do Sabugal, a quando das comemorações da Batalha do Sabugal, no dia 2 de Abril, passou pela Casa do Concelho do Sabugal, em Lisboa, no dia 19 Maio, onde estiveram os três autores e, no dia 31 de Maio, foi apresentado na Livraria Orfeu, em Bruxelas.

Para a apresentação deste livro, a Orfeu, na pessoa do seu director, Dr. Joaquim Pinto da Silva, escolheu duas altas personalidades que vivem em Bruxelas: o General Artur Pina Monteiro e o cientista, bem conhecido do povo português, o Professor Fernando Carvalho Rodrigues.
Tanto um como o outro se entusiasmaram pela leitura deste livro, reconhecendo o seu valor no domínio da história militar e sobretudo afirmando que vem preencher uma lacuna nestas disciplinas, tanto mais que os três autores apresentam três sensibilidades da mesma realidade, o que é raro e altamente enriquecedor.
Esteve presente apenas um dos co-autores – o Joaquim Tenreira Martins – que vive em Bruxelas, o qual se sentiu deveras honrado com as palavras elogiosas (reencaminha-as também para os outros escritores) que foram ditas a propósito desta obra escrita a três mãos.
Caso quase inédito no lançamento de um livro foi o facto de ter sido apresentado por duas eminentes personalidades que conhecem muito bem o Sabugal, o tema das invasões francesas e a importância estratégica que representava nessa altura o rio Côa.
Após a apresentação, Joaquim Tenreira Martins quis transmitir ao público aquilo que normalmente não se sabe quando se lê um livro, isto é, a história do seu nascimento ou aquilo que motivou a sua feitura.
«Se me permitem, gostaria de vos dar algumas informações sobre as razões desta aventura e sobretudo acerca da maneira como é que três pessoas, três autores, sem se conhecerem, e podem acreditar que foi mesmo assim, sem se conhecerem, e ainda por cima, longe uns dos outros, como é que puderam escrever este livro?
Através das várias leituras sobre este período das invasões francesas, um dia descobri que a batalha do Sabugal, Sabugal’s Battle, como dizem os ingleses, tinha sido a última batalha travada em território português. Foi com esta batalha que os portugueses e os ingleses enxotaram de uma vez para sempre os franceses do nosso país.
E eu comecei a escrever sobre este tempo nos jornais da região – o Cinco Quinas, A Guarda e outros.
À medida que ia lendo e escrevendo começava a ter ideia que as terras de Ribacoa tinham sido palco de batalhas, combates, escaramuças e de encontros guerreiros, de que ainda quase ninguém tinha falado. Sobre Almeida, Buçaco, Torres Vedras já muito se tinha escrito, mas sobre o Sabugal, quase nada.
Lembro-me que esta preocupação era partilhada também por um dos autores do Livro – o Paulo Leitao Batista – que nessa altura ainda não conhecia – e ia lendo também os seus artigos que inseria no blogue Capeia Arraiana. Aquele que mais me alertou foi o que escreveu há uns três anos, intitulado: falta comemorar a batalha do Sabugal, indignando-se por nem sequer haver um monumento a assinalar a última batalha que ali se tinha travado havia quase 200 anos.
Para mim foi quase um apelo. Já tinha muita coisa escrita sobre as batalhas travadas naquela região e um dia ao dar uma conferência nos Fóios, que tinha por título as batalhas de Ribacoa na 3ª invasão francesa, os meus colegas e amigos escritores do concelho de Sabugal abriram os olhos, ou como diria o autor do prefácio deste livro – o J. Pinharanda Gomes – ficaram arrelampados, ao tomarem conhecimento destes acontecimentos ocorridos tão perto de nós, realidade desconhecida ou esquecida durante várias gerações.
Pesava-me na consciência ver aproximar-se a data do bicentenário e não celebrar a memória deste tão importante acontecimento. Contactada a Câmara parecia não haver vontade de nada, apesar de se saber que o exército tinha verbas para este género de acontecimentos.
A certa altura já não havia tempo a perder. E aquela ideia que deve ser sempre o estado, as câmaras a fazerem tudo, poderia também ser substituída por uma iniciativa cívica de cidadãos que, venha o que vier, poderiam contribuir com aquilo que têm e de que são capazes, a fim de celebrarem tão importantes acontecimentos.
Lembro-me que acordei um dia, precisamente no dia 17 de Janeiro de 2011 e tive vontade de enviar um mail ao Coronel Manuel Mourão, também co-autor, que conhecia apenas através das leituras que fazia dos seus bons artigos na Wikipédia, e a quem enviava de vez em quando também os meus escritos para corrigir, dada a minha deficiência em organização militar. Nesse mail convidava-o a escrevermos um livro, que era possível que tivesse de ser pago por nós, sobre a Batalha do Sabugal. Ele tinha precisamente um artigo na Wikipédia sobre a Batalha do Sabugal, e remodelando-o e aprofundando-o um pouco, poderia trazer ao livro a descrição da parte técnica da batalha. Respondeu-me logo a dizer que sim, mas que não queria gastar dinheiro. Já tinha o seu acordo, já não estava mal. Telefonei no dia seguinte ao Paulo Leitão Batista encorajando-o para a mesma tarefa, pois com aquilo que já tinha escrito sobre as invasões francesas no blogue Capeia Arraiana, poderia dar um bom contributo para o livro. Sobre os custos veríamos depois. Na posse das duas confirmações, convidei o editor Joaquim Pinto da Silva que se entusiasmou ainda mais do que eu com a ideia e devo dizê-lo sem rodeios que nos prestou, desde a primeira hora, todo o seu apoio, dedicação e saber, tendo custeado a edição que tem a chancela da Orfeu.
De fins de Janeiro a 3 de Abril o livro tinha de estar pronto. Os textos mais acabados eram os do Paulo Leitão Bastista, pois já os tinha publicado no blogue de que ele é director. Era necessário dar-lhe uma unidade e um título aglutinador e sugestivo. O Coronel Manuel Mourão tinha de trabalhar o seu texto do Wikipédia, consultar a bibliografia e refazer os croquis. E eu tinha de trabalhar os meus escritos que tinham sido redigidos numa outra óptica, a pensar num livro que se pretendia designar as batalhas de Ribacoa na 3ª. invasão francesa.
O tempo que restava do mês de Janeiro e de Fevereiro foi trabalhar de dia e de noite com os nossos textos, com o editor, com o grafista, com as correcções de cada um. Foi um mês de árduo labor. Mails, telefonemas todos os dias. Tudo devia ser visto ao pormenor. Foi uma autêntica epopeia.
Devo dizer que um livro de batalhas sem um militar, não poderia ser um livro sério. Foi precisamente através do contributo do nosso amigo coronel Manuel Mourão que este livro poderá ser considerado uma referência nesta importante batalha. Com ele adquirimos mais confiança. Ele confortou a nossa visão inicial. Proveniente das altas escolas militares de Portugal, continua ainda a dar o seu contributo no domínio histórico militar, escrevendo para a Wikipédia (e foi por aqui que eu o encontrei). É também no seu blogue (A Guerra Peninsular para além das Invasões Francesas) bem documentado e cheio de referências que nos continua a transmitir o seu saber sobre este tão importante tema.
Por fim, devo ainda referir o primeiro encontro com os autores, que ocorreu apenas no próprio dia das comemorações da Batalha do Sabugal, precisamente em frente da Casa do Castelo (Sabugal), no dia 2 de Abril. Nunca nos tínhamos visto. Foi deveras emocionante o nosso primeiro encontro real. O livro já estava feito, tinha acabado de chegar do Porto, que o tinha trazido o editor Joaquim Pinto da Silva. Ainda estava quentinho. O abraço que nos demos foi um abraço de amizade, depois de um intenso trabalho, na preocupação de fazer um livro dedicado a uma batalha que estava esquecida na rota das invasões francesas, mas que foi a última a ser travada em território português. Só depois da Batalha do Sabugal é que Portugal começou a ser um país livre, fora da alçada do jugo dos militares franceses que tanto dano causaram ao nosso país.»
Joaquim Tenreira Martins

Quando os grandes espíritos se encontram é um verdadeiro acontecimento. Mas quando os grandes espíritos se encontram à volta de uma boa mesa, onde o Bucho Raiano é senhor e rei, então é uma autêntica festa. Por natureza, o bucho é todo vaidoso. Vai da sua fisionomia. Aproveita a barriga para se ufanar e se mostrar todo pimpão.

o anfitrião apresenta o Senhor Bucho da esquerda para a direita: Pinto da Silva, Carvalho Rodrigues, Anfitrião, Pina Monteiro, Lopes da Silva e respectivas esposas, e ainda Alice e Guilherme conversando com o Gen. Pina Monteiro

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– À mesa não há melhor do que eu, pretende ele dizer.
– Cala-te, diria o anfitrião. Não fales muito depressa porque ainda vamos ver. Tens de convencer os convivas e, sobretudo, as senhoras e as crianças, porque, isto já não é como dantes. A variedade é tanta que já não estamos condenados a comer-te por tradição. Tens de te impor pelo sabor e pelo bom gosto para superares a tradição, porque, se assim fosse, então ficarias reduzido ao teu interior beirão raiano e só os que lá iam, no Inverno, é que teriam a coragem de te comer.
O Senhor Bucho compreendeu a observação e ficou calado, até porque à mesa do anfitrião se encontravam personalidades que não se compadeceriam do seu carácter anarquista e impulsivo, ás vezes quase sem educação. Se tudo aquilo é porco, o que é que se poderá esperar?
Pois é, mas ele é também muito inteligente. No centro da mesa, a sensibilidade intuitiva permite-lhe usar da sua argúcia para observar cada um dos convivas à sua volta. É o único que percebe quem gosta ou quem não gosta.
Já agora, Senhor Chanceler, permita-me que introduza algumas inovações na confecção do Senhor Bucho, pois temos de acompanhar a evolução dos tempos, à luz de novos conhecimentos científicos. Para evitar que se martirize durante 3 ou 4 horas a cozer dentro do molho inicial, o anfitrião decidiu espetar numerosos palitos à volta da barriga. Deste modo, o Bucho não corre o risco de rebentar e todo o molho gordurento sai pelos orifícios dos palitos. Evita-se aquela antiga receita de o envolver numa meia ou num saco de plástico. Que horror! O Prof. Carvalho Rodrigues, com o seu olho científico-clínico, e que se encontrava ao meu lado, confirmou que se tratava de um verdadeiro método para tirar as gorduras ao bucho.
Ficamos com vontade de saber se haveria alguma relação entre o Bucho e as invasões francesas. Teríamos de investigar se os franceses ou os ingleses teriam saboreado esta iguaria nas nossas terras raianas. E o editor Joaquim Pinto da Silva achava que poderia ser matéria para um próximo livro. O Tenente-Coronel Lopes da Silva, que já escreveu sobre a cavalaria no tempo das invasões francesas, prometeu-nos a sua preciosa ajuda.
E o Bucho continuava atento, a ouvir histórias de Casal de Cinza, do austero e míope Cónego Messias Coelho (não se podia dizer tudo por respeito pela sobrinha ali presente, e que bela coincidência!), grande teólogo da Guarda, venerador de cães por serem mais inteligentes que os homens e sobretudo as mulheres que considerava desprezíveis se não tivessem um mínimo de argúcia.
Já íamos fazer a reconstituição da Batalha do Sabugal, mas o General Artur Pina Monteiro achou por bem reservá-la para o próximo dia 31 de Maio, na Livraria Orfeu, onde ele próprio se propõe apresentar o livro “O Sabugal e as Invasões Francesas”. Mas que honra! Talvez por culpa do Bucho, divagou-se até à Flandres, para evocar a comemoração da batalha de La Lys, onde quase todos os presentes tinham acompanhado o General Pina Monteiro que ali representou, com a maior dignidade, as Forças Armadas Portuguesas. Recuámos até à guerra da restauração da independência de Portugal, às constantes escaramuças, ainda por escrever, (os historiadores estão muito preguiçosos, dizia o Prof. Carvalho Rodrigues!) entre os espanhóis e os portugueses da raia beirã.
O Bucho já mal ouvia, tinha quase desaparecido no interior de cada um de nós. Perante as qualidades inigualáveis do seu sabor, já todos pretendiam ter origens nas terras do Bucho, nem que fosse por um cabelo. Claro que quanto ao General Pina Monteiro e ao cientista Prof. Carvalho Rodrigues não restavam dúvidas. O Bucho reconheceu-os logo. Também não se fez rogado em reconhecer o historiador militar que já tinha percorrido em pensamento, em estudo e na realidade as nossas boas terras beirãs, e igualmente o editor que, por portas e travessas, recebe, na sua mansão da Foz, as cristalinas águas do Côa, indispensáveis na confecção do famoso Bucho Raiano.
Não admira, pois, que um jantar de Bucho Raiano, tão longe das nossas terras, possa torná-las tão presentes como se estivéssemos ali ao pé.
Joaquim Tenreira Martins

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