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No passado dia 14 de Outubro cumpriu-se em Castro Daire o anunciado Primeiro Capítulo da Confraria do Bolo Podre e Gastronomia do Montemuro. Além da confraria madrinha (Confraria do Queijo Serra da Estrela), estiveram presentes representações de outras agremiações, designadamente as confrarias Sardinhas Doces de Trancoso, Saberes e Sabores da Beira, Grão Vasco, Chanfana, Gastronómica de Santarém. A Confraria do Bucho Raiano, do Sabugal, marcou presença com dois representantes: os confrades Natalina Baptista Martins e José Leitão Baptista. Da lavra deste último editamos um texto que nos informa como aconteceu a entronização da nova confraria gastronómica.

A novel confraria apresenta-se com um traje de surrobeco (à primeira vista parece burel, mas as duas cores desmentem essa impressão) constituído por capa castanha comprida, lisa, de uma só peça, com tecido acinzentado no colarinho e justaposto no peitilho, em zona de abotoamento, e de corte ziguezagueado. Desse mesmo tecido surge nas costas da capa uma espiga de trigo estilizada. O chapéu é um modelo borsalino fedora, condizente com as cores do traje. A capa, no lado esquerdo do confrade, exibe o símbolo da confraria, também presente no medalhão metálico do colar suspenso de larga fita dourada.
O dia acordou com chuva, mas à hora prevista o programa iniciou-se com as boas-vindas no Centro Municipal de Cultura, onde pontuavam elementos da confraria anfitriã, designadamente o grão-mestre Adérito Pereira Ferreira, que dirigia pessoalmente palavras de apreço e agradecimento aos convidados. Um trio de acordeonistas brindou os visitantes com trechos de música regional.
Iniciada no Auditório Municipal a sessão do I Capítulo da Confraria do Bolo Podre e Gastronomia do Montemuro, a mestre de cerimónias Lúcia Simões convidou para a mesa o confrade presidente e juiz da confraria Hélio Augusto Almeida Pinto e o presidente do município José Fernando Carneiro Pereira. No uso da palavra, o presidente e juiz fez uma breve saudação à assistência e agradeceu a todos a sua presença, o mesmo sucedendo com o orador seguinte, o presidente da Câmara Municipal.
Seguiu-se um intervalo para possibilitar a todas as pessoas presentes a primeira prova de produtos gastronómicos regionais, colocados em abundância numa mesa comprida situada no amplo recinto que servira já para recepção e boas-vindas. O bolo podre surgia como ícone de dimensões gigantescas, posando ao lado de um ramo de alecrim em lugar de honra. Na lauta mesa de iguarias, além do bolo podre tradicional, o leque de escolhas era variado: bolas de carne e de outros ingredientes, moiras, chouriças de carne e de bofes, entrecosto, chispe, iscas, presunto de cura tradicional, salpicão, torresmos, trutas de escabeche, arroz de forno com hortelã, feijão com couve galega, queijo fresco e curado, arroz-doce, compota de amoras silvestres, ananás, sortido de doçarias em miniatura, broa de milho, pão de padeira, rabanadas, folar e o típico bolo escangalhado. Para acompanhar esta miscelânea de sabores, foram servidas diversas bebidas, com destaque para o vinho rosé de Vila Franca das Naves, galardoado recentemente, e os vinhos regionais Aromática e Dois Lagares de pisa a pé.
De estômago aconchegado, a comitiva dirigiu-se de novo para o auditório, para assistir à sessão principal.
A mestre de cerimónias anunciou a constituição da mesa, desta vez formada pelo representante da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Manuel Leal Freire, pelo presidente e juiz da Confraria do Bolo Podre e Gastronomia do Montemuro e por um representante da confraria madrinha do Queijo Serra da Estrela.
Num discurso sugestivo, o orador Adérito Pereira Ferreira, grão-mestre da nova confraria, fez uma introdução relacionada com o concelho de Castro Daire e suas 22 freguesias, repartidas pelo vale e pela serra. Fez depois o enquadramento do bolo podre como tradição que tem origem no folar de produção caseira oferecido aos afilhados em época pascal e que era acompanhado com presunto e queijo de cabra, procedimento que se manteve praticamente até ao início dos anos de 1990, época em que começou a sua comercialização como produto industrial. Os ingredientes não variaram, mantendo-se a farinha de trigo, os ovos, o azeite, a banha, a manteiga, o fermento e o sal. Recentemente surgiram algumas variações que incorporam aromas de canela, laranja ou limão, mas que a confraria recusa para manter e defender a divulgação do produto genuíno.
A diferença entre o bolo caseiro e o bolo industrial ficou patente nos dois vídeos exibidos, suficientemente elucidativos para prescindirem de quaisquer esclarecimentos complementares.
Finalizado o discurso do grão-mestre, passou-se à cerimónia da entronização com o chamamento dos confrades – primazia dada aos fundadores – e colocação das insígnias, incumbência atribuída ao representante da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas e ao presidente da nova confraria.
O juramento foi feito de forma coletiva, com as palavras proferidas em voz alta.
Seguiu-se a distinção dos confrades de honra, personalidades que de alguma forma contribuíram para o engrandecimento do concelho nas mais variadas vertentes.
A cerimónia prosseguiu com discurso do representante da confraria madrinha, estabelecendo uma ligação que vem de tempos antigos entre os naturais de Castro Daire e as gentes da Beira-Serra, designadamente em trabalhos nos lagares de azeite.
O discurso de encerramento coube a Manuel Leal Freire, em representação da Federação, que dissertou sobre a formação das primeiras confrarias, remontando às catacumbas, para afirmar que as colectividades com origem no passado se projectam no futuro. Como é seu timbre, e recorrendo a uma memória prodigiosa, o orador entremeou no seu discurso de improviso quadras que evidenciam a sabedoria popular.
Após a troca de prendas entre as confrarias presentes, ocorreu no auditório a sessão de fotografias de grupo, pois a chuva impossibilitou o cortejo que estava previsto para o centro da localidade, com fotografia defronte da capela dos Carrancas, a que se seguiria o almoço no piso superior do Museu Municipal.
Novamente a mesa de repasto surgiu com a abundância costumada, possibilitando um excelente almoço volante e momentos de convívio, com a animação de quatro acordeonistas.
Quando as pessoas se sentiam já satisfeitas, embora o cansaço convidasse ao descanso em lugares sentados, a confraria anfitriã anunciou então o verdadeiro almoço para um recinto contíguo onde todos foram distribuídos por várias mesas preparadas para o efeito.
Na gastronomia regional não podia faltar o cabritinho de Montemuro com batatas assadas, as trutas do rio Paiva, o vinho tinto da vizinha região do Douro, o espumante Murganheira, a aletria, o arroz-doce, o bolo podre de maçã e as célebres fritas de abóbora e de chila, imprescindíveis em momentos de festa, designadamente no Natal.
Na ponta final, enquanto se saboreava o café, a água da alquitarra e o licor de hortelã, dois fadistas acompanhados por um acordeonista cantaram de mesa em mesa, à desgarrada, improvisando versos de circunstância que perpetuam a tradição do fadinho serrano.
Na despedida, o grão-mestre obsequiou cada um dos presentes com um saco de pano com o símbolo da confraria bordado a cores e contendo dentro do mesmo o bolo podre que dá nome a esta nova confraria gastronómica.
José Leitão Baptista

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Quando se aproxima o tempo das matanças e da degustação do saboroso bucho, publicamos o texto da oração de sapiência proferida pelo Professor Fernando Carvalho Rodrigues na cerimónia do Terceiro Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, sucedido no Sabugal, no dia 18 de Fevereiro de 2012. O Professor fala do bucho, centrando-se em Creado, a sua terra de nascimento, que pertence à freguesia de Casal de Cinza e ao concelho da Guarda.

Quando no Império era Imperador Barack Obama, Sumo Pontífice Bento XVI e na Lusitânia era Pró-Consul Cavaco Silva, foi, em Creado, Mordoma da festa de Santo Antão uma filha do José Braz casada com um rapaz de Carpinteiro filho do Fausto Raposo. Em 2013, será a Lúcia, filha de Zé Aires, e mais o marido.
Há uns milhares de anos que é assim: A Festa de Creado é no dia de Santo Antão. É a festa do Padroeiro. Em cada ano, a 17 de Janeiro, o Povo reúne-se para nomear o Mordomo do ano seguinte. Santo Antão é o Santo Padroeiro de Creado. De lá, vêm, por muitas gerações, meus antepassados. Em cada ano ter proteínas dependia um pouco de caça, mas sobretudo do marrano. E todos os anos compravam os porcos para cevar durante o ano e iam e recebiam quem vinha para pedirem a protecção de Santo Antão na capela do seu orago em Creado.
No dia seguinte da Festa, depois de celebrada a missa, oferecem um pé vindo da matança de Dezembro ao Santo para que lhe guardar o bácoro próspero e com saúde. Seguia-se animada a arrematação dos donativos. O leilão, como é público, incita vaidades. Não tem mal. Num dia, não tem mal. A vaidade deixa mais uns dinheiros porque leva o pé quem mais oferecer. Em tempos de oscilações da bolsa. O pé pode render vinte euros. Pode até, como se tem visto ultimamente, chegar aos cinquenta euros. Sim, porque os marranos da nossa Beira Alta foram classificados pelas agências de notação em triplo AAA com prospectiva positiva. Espera-se que o pé de porco salve a classificação da dívida soberana logo que a produção se intensifique. Pelo menos, a capela de Santo Antão, em Creado, beneficia. O dinheiro das arrematações, em bolsa, reverte a favor da Igreja. É que o Mordomo é quem faz as arrematações e ninguém e tem ordem para arredar pé enquanto houver ofertas para arrematar. E, para cada pedaço quem oferece o pé é o primeiro a dizer quanto vale. Que isto de deixar cair o valor em bolsa é só para os banqueiros.
Ao Santo Antão em Creado vai o povo honesto. E mais a prece pelo marrano que viverá por aquele ano até Dezembro. Viverá em um T0 com esplanada. Chamam-lhe: o cortelho. Mas é o único animal a quem se oferece um estúdio enquanto vive. Casa de granito afagado e porta de cerne de carvalho. E um dia, libertado do peso de viver, só o fará se Santo Antão o proteger. Partes, todas as partes do marrano passarão por nós, Homo Sapiens Sapiens, e todos aqueles bocados terão o privilégio de reconhecer que existem, terão a alegria de contemplar e estudar o Universo de que são parte e a parte que faz ao mundo perguntar. É este o milagre, renovado, de Santo Antão do Egipto.
Terá nascido pelo ano 251 D.C.. Inventou como ser Monge. Mas como todos aqueles que fazem trabalho solitário solta-se-lhes a imaginação, a compreensão e têm a tentação da soberba que vem da Soberania sobre os Saberes. E tentação, esta e outras, teve Santo Antão do Egipto como todos os que contemplam mistérios. A humildade de uma via simples livrou-o sempre. Mas houve quem as imortalizasse.
Chama-se Hieronymus Bosch, o espírito medieval vivido de uma forma única. Nas tentações de Santo Antão que deixou no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa . Estão as extravagâncias de monstros escarnecendo gárgulas. Sentou monstros nas cadeiras do coro. Pôs demónios olhando de soslaio para as margens dos manuscritos. Distorceu, horrivelmente, humanos lançados com forquilhas para o inferno. São o esconjuro pela arte. Pela pintura. Com Bosch sente-se o cerco diabólico a Santo Antão. Representa o mundo como um prolífico formigueiro. Os quadros de Hieronymus Bosch têm que ser interpretados símbolo a símbolo. Ele e a sua pintura mostram a intromissão do demónio na vida humana. Os elementos da fantasia na sua obra dão-lhe um inesgotável fascínio. E, num dos vários quadros das tentações do Santo Antão. No que está em Madrid. Ao lado e protegido pela paz de Santo Antão está o marrano. Ambos serenos, em Paz, com Deus no reequilíbrio do nervosismo da fantástica imaginação. Na aceitação que cada classe de vida alimenta outra classe de vida até que possa contemplar Deus. Mas a vida da pintura de Hieronymus Bosch não é só tentação e descrição. Descrição mordaz da percepção da vida como hoje em dia atravessamos. É colhida em fonte popular na Nave dos Loucos. O quadro da «A Nave dos Loucos» é uma fonte inesperada do retracto da vida de hoje. Inesgotável para os modernos psiquiatras, sociólogos, economistas, retratados suponho, por um discípulo de estilo, Pieter Breughel, o velho, na condução pelos cegos deste novo e actual Mundo. Mas voltando a Hieronymus Bosch é no pormenor, no detalhe. Numa espécie de extensão da beleza, do talento e da técnica dos iluministas tão atentos ao pormenor que nos fazem aparecer tentações de Santo Antão e o marrano a seus pés.
E é essa mesma atenção ao detalhe que faz do Bucho, o enchido delicioso, o ultimo dos manjares para o Intróito. Também lhe chamam o Entrudo.
Para o Bucho, em Creado, num alguidar de barro colocam-se as carnes partidas em pedaços: orelhas, carnes que tenham cartilagem, pontas das costelas, couratos e o rabo. Temperam com alho, sal, pimentão doce e picante e um bom vinho. Cinco dias. Reparem bem. Cinco dias em vinha de alho. Vai-se provando, a suprema medida da ciência, para ver se está temperado suficiente. E mais vos digo: se não for bem temperado: Olhai! Estraga-se. Mas se fizerdes como vos digo a bexiga do porco que se guardou bem com o palaio encheu-se com as tais carnes temperadas. Vai ao fumeiro durante algumas semanas e guarda-se para o Carnaval. Com a Família, mais batatas cozidas e grelos de nabo (bem se não houver pode ser acompanhado por couve Portuguesa). Pinga e por fim o arroz doce.. Acho, que corta a gordura. Bem é arroz doce. Acabou-se. Sempre foi assim. E no fim, está-se de novo pronto a embarcar nesta «Nave de Loucos», pilotada pelos cegos Breughel e livres das tentações mas com a protecção de Santo Antão. Até porque de todos os porcos que nos dão hoje o Bucho um pé ser-lhe-á oferecido para o ano que vem. Sim, que com os Mordomos já nomeados em Creado não há crise, que as agências de notação não se estrevem, ou mesmo atrevem, a meter-se. O Bucho lá estará em 2013.
Só a faz parar de o apreciar o dia das Cinzas. Por causa da Lua que determina o dia de Páscoa, o Dia das Cinzas, calha sempre a meio da semana. É sempre numa quarta-feira este Dia das Cinzas. E nesse dia, durante milénios os Homens da Ordem Militar do Hospital marcavam-no, com uma Cruz de Cinza, na fronte, numa cerca da Freguesia de que Creado é parte: a Freguesia de Casal de Cinza. Passa por lá o eixo da Terra e nela se faz o melhor Bucho do Mundo e tudo isto é o maior dos Milagres de Santo Antão de Creado de Casal de Cinza, que também foi, em outros tempos, do Egipto.

P.S. O Autor escreve de acordo com a ortografia da Dona Laura. Três reguadas por cada erro no ditado chegaram para lhe acabar com todas as veleidades. Quer as passadas, quer as presentes, ou mesmo as futuras.
Fernando Carvalho Rodrigues

No sábado passado, dia 18 de Fevereiro, o Sabugal e o Casteleiro viram passar o colorido dos trajes confrádicos, por ocasião da realização do terceiro Capítulo da Confraria do Bucho raiano.

Tudo começou pela manhã, no Mercado Municipal, onde os membros das diversas confrarias, vindos de variados pontos do país, se juntaram e acompanharam a inauguração da feira de produtos locais. Por amabilidade da Câmara e da empresa municipal Sabugal+, todos puderam degustar os produtos da terra, onde pontuaram o queijo, os enchidos, compotas, fruta, pão, azeite e vinho.
Pelas 11 horas a comitiva seguiu para o edifício do museu municipal, cujo auditório ficou «à pinha» para assistir à cerimónia. O capítulo iniciou-se com a actuação ao piano do jovem músico sabugalense João Cunha, que foi ouvido em absoluto silêncio e no final foi longamente aplaudido.
O padre Manuel Dinis, pároco do Sabugal, fez a bênção das insígnias e desejou aos presentes uma excelente jornada de convívio e de amizade. Seguiram-se algumas palavras de circunstância por parte do presidente da Câmara, António Robalo, que deu as boas vindas ao Sabugal, uma terra de tradições e de bons sabores gastronómicos.
Constituída a mesa do Capítulo, tomou a palavra o orador convidado, o professor Carvalho Rodrigues, a quem coube proferir a tradicional Oração de Sapiência. A intervenção do cientista, conhecido como o «Pai do Satélite Português», andou à volta da tradição gastronómica da sua terra de nascimento, Creado, uma anexa da freguesia de Casal de Cinza, concelho da Guarda. De memória apurada, lembrou que era à volta do porco que todos criavam no cortelho, que se fartava a mesa dos habitantes, que se esmeravam na confecção dos ricos sabores gastronómicos. Numa intervenção bem humorada, Carvalho Rodrigues encantou os presentes que o brindaram com uma longa ovação.
Seguiu-se a entronização de 10 novos confrades do bucho, que fizeram o juramento e receberam o traje e a respectiva insígnia, passando a fazer parte da família confrádica, que assim atinge os 73 confrades, devidamente trajados e entronizados.
Foi depois tempo de prestar preito a algumas personalidades, começando inevitavelmente pelo Professor Carvalho Rodrigues, que recebeu o título de Cancelário da Confraria. Como Cavaleiros da Confraria foram investidos o juiz conselheiro Manuel Cipriano Nabais, de Quadrazais, e o empresário Manuel Gouveia, de Sorteha. Houve ainda a atribuição de um diploma de honra à engenheira Felismina Rito Alves, do Soito.
No termo da cerimónia tomou a palavra o representante da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, Manuel Leal Freire, da Bismula, cuja memória viva ficou bem patente ao recordar as velhas tradições gastronómicas da nossa região, bem como o trovar e o falar antigo do povo raiano.
Depois da cerimónia seguiu-se o desfile pelas ruas do Sabugal, com a foto de família captada com os confrades posando na escadaria da Casa dos Britos. À frente, a abrir o desfile seguiam os Bombos de Badamalos, vindo depois a comitiva de confrarias, exibindo as tonalidades dos seus diferentes trajes.
Já no Casteleiro, os confrades foram recebidos na sede da Junta de Freguesia, pelo seu presidente, António José Marques, que a todos serviu um aperitivo.
O almoço foi no restaurante «Casa da Esquila», onde 200 convidas degustaram o bucho, que se apresentou à mesa servido na forma tradicional e em ementas alternativas à habitual forma de o servir.
Aqui fica a referência às 13 confrarias presentes no Sabugal:
Confraria da Chanfana (Vila Nova de Poiares); Confraria do Queijo Serra de Estrela (Oliveira do Hospital), Real Confraria da Cabra Velha (Miranda do Corvo), Confraria das Sardinhas Doces (Trancoso), Real Confraria do Maranho (Pampilhosa da Serra), Confraria do Vinho de Lamas (Miranda do Corvo), Confraria dos Aromas e Sabores Raianos (Almeida), Confraria Gastronómica O Moliceiro (Aveiro), Confraria Gastronómica Raça Arouquesa (Arouca), Confraria da Castanha (Moimenta da Beira), Confraria Nabos e Companhia (Mira) e Confraria do Cão da Serra da Estrela (Sortelha).
plb

O III Capítulo da Confraria do Bucho Raiano é já amanhã, sábado, 18 de Fevereiro, no Sabugal. A concentração está marcada para o Mercado Municipal do Sabugal às 09:30 horas e a cerimónia de entronização para as 11:00 horas no Auditório Municipal do Sabugal. O almoço de bucho (que conta já com 160 inscrições) terá lugar no Restaurante Casa da Esquila no Casteleiro.

III Capítulo Confraria do Bucho Raiano - Sabugal

A recepção no Mercado Municipal e a cerimónia no Auditório Municipal têm entrada livre. O almoço no restaurante Casa da Esquila, no Casteleiro, é por marcação mas aberto a todos os confrades e amigos do bucho raiano.
jcl

No sábado de Carnaval, 18 de Fevereiro, vai realizar-se no Sabugal o III Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, que contará com a presença do Professor Carvalho Rodrigues, conhecido como «Pai do Satélite Português», natural de Casal de Cinza (Guarda), que proferirá a Oração de Sapiência, onde falará na gastronomia tradicional da região.

Os confrades do bucho e de outras confrarias convidadas vão concentrar-se no Mercado Municipal do Sabugal, onde haverá uma mostra de enchidos e outros produtos regionais, promovida pela Câmara Municipal, onde poderão ser degustados os bons sabores da terra.
A preceder a cerimónia, já no Auditório Municipal, haverá um momento musical, interpretado pelo jovem músico sabugalense João Cunha.
João Cunha, de 21 anos de idade, é natural de Águas Belas,e iniciou os estudos musicais aos14 anos, no Conservatório de Música de S. José, na Guarda. Actuou como intérprete em diversas salas de espectáculo da Guarda, Viseu, Sabugal, Belmonte, Seia, Figueira de Castelo Rodrigo, Coimbra, Porto, Lisboa. Destaca-se ainda a sua vertente como compositor, tendo já estreado, como intérprete, peças originais suas nos Dias da Música no Centro Cultural de Belém em 2008.
O Capítulo terá ainda a bênção das insígnias (pelo Padre Manuel Dinis), o juramento dos novos confrades e a homenagem a algumas personalidades pelo seu papel em prol da gastronomia da região.
Após a cerimónia os elementos das confrarias presentes efectuarão um desfile pelas ruas do Sabugal, abrilhantado pelos «Bombos de Badamalos».
No final do desfile a comitiva segue para o Casteleiro, onde haverá uma recepção aos participantes na Junta de Freguesia, imediatamente antes de se dirigirem ao restaurante Casa da Esquila onde será servido o almoço do bucho.
O Capítulo da Confraria está incluído no programa dos «Roteiros Gastronómicos – Sabugal à Mesa», iniciativa que se realiza de 18 a 21 de Fevereiro, na qual os restaurantes do concelho disponibilizam receitas tradicionais da cozinha raiana.
plb

A gastronomia vai estar em destaque entre 17 e 21 de Fevereiro nas terras raianas do Sabugal. Entre as várias iniciativas destaque para o III Capítulo da Confraria do Bucho Raiano. Edição da jornalista Sara Castro com imagem de Paula Pinto da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

A Confraria do Bucho Raiano, com sede no Sabugal, esteve representada no X Capítulo da Confraria dos Nabos e Companhia, realizado em Carapelhos (Mira), através dos confrades Francisco e Rosa Santos, que num apontamento breve nos retratam o acontecimento.

No passado dia 3 de Dezembro, realizou-se em Carapelhos, Freguesia do Concelho de Mira, o X Capítulo da Confraria dos Nabos e Companhia. Esta Confraria, uma das poucas oriundas de uma aldeia, foi criada em 1 de Janeiro de 2000 tendo em vista a divulgação dos nabos, dos grelos de nabo e de outros produtos oriundos da terra, hoje produtiva.
A concentração iniciou-se na noite do dia 2 com um belo jantar, servido às Confrarias presentes e cujo aperitivo, para além dos enchidos locais, foram os, já famosos, berbigões na brasa. As comemorações prosseguiram no dia 3, com o Nabo de Honra (lauto pequeno almoço) seguido do desfile das 50 confrarias presentes que, enquadradas pela actuação dos Gaiteiros das Astúrias e pelo «Us sai de gatas», seguiram em direcção à Igreja local onde foi celebrada Missa de bênção dos Confrades. Novo desfile se seguiu para a Sede da Confraria onde foi servido um Espumante de Honra e propiciada uma visita ao Museu da Confraria.
As cerimónias culminaram com a entronização de novos confrades e com a distribuição de lembranças às Confrarias presentes. Seguiu-se um excelente almoço, em ambiente informal e familiar.
De registar ainda que fomos muito bem recebidos, nomeadamente pelo Grão Mestre da Confraria, Fábio Ventura (na fotografia em anexo), tendo a Confraria do Bucho Raiano suscitado curiosidade e inúmeras intenções de próximas visitas.”
Rosa & Francisco Santos

A recém-criada Confraria Cão da Serra da Estrela, com sede na aldeia histórica de Sortelha, organizou o seu primeiro primeiro Capítulo com a entronização de 50 confrades. A novel confraria teve como madrinhas a Confraria do Bucho Raiano e a Confraria do Queijo Serra da Estrela. Reportagem e edição da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

A Confraria do Cão da Serra da Estrela realiza a cerimónia de entronização da confraria e dos seus confrades no dia 23 de Outubro, na aldeia histórica de Sortelha, local onde a agremiação tem a respectiva sede.

O acto de entronização, onde prestam juramento os dirigentes da associação e os respectivos confrades, terá início pelas 11 horas, com a actuação musical do Coro Intermezzo da Santa Casa da Misericórdia do Fundão.
O discurso de boas vindas estará a cargo do presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, a que se seguirá a oração de sapiência, proferida por João Silvino Venâncio Costa.
A entronização da confraria e dos confrades terá como confrarias madrinhas a Confraria do Queijo Serra da estrela, sedeada em Oliveira do Hospital, e a Confraria do Bucho Raiano, com sede no Sabugal, cujos maiorais farão no final uma intervenção.
A cerimónia de entronização terminará com o discurso do Grão-Mestre da Confraria do Cão da Serra da Estrela, António Nogueira Lourenço.
Pelas 12h30 terá lugar o desfile das confrarias convidadas, que seguirá pelas ruas de Sortelha rumo à sede da Confraria, onde se inaugurará uma exposição de fotografia, intitulada «Cãostelação», da autoria de Carlos Pimentel.
Após a foto de família, a comitiva seguirá para o Casteleiro, onde será servido o almoço, no restaurante Casa da Esquila.
A Confraria do Cão Serra da Estrela do Cão da Serra da Estrela, foi constituída em 2010 e teve uma primeira reunião em 20 de Junho desse ano, em Sortelha, altura em que se juntaram criadores, amigos e admiradores do Cão da Serra, vindos de vários pontos do País, com o objectivo comum de divulgar, fomentar e valorizar a raça.
A Confraria, no âmbito da sua actividade, deverá apoiar e colaborar com todas as associações e clubes da raça espalhadas pelo mundo e, muito concretamente em Portugal, a Associação Portuguesa do Cão da Serra da Estrela (APCSE) e a Liga dos Criadores e Amigos do Cão Da Serra da Estrela (LICRASE).
Para a prossecução dos seus fins, a Confraria irá colaborar com os clubes da raça na organização de congressos, conferências, seminários ou outras iniciativas de carácter científico, pedagógico, cultural e lúdico que, de algum modo, possam concorrer para um melhor conhecimento, protecção, divulgação ou aproveitamento do Cão da Serra da Estrela.
plb

A Confraria do Bucho Raiano, do Sabugal, marcou presença no X Capítulo da Confraria da Chanfana, que se realizou no dia 11 de Setembro, em Vila Nova de Poiares.

Foram sete os confrades do bucho raiano que se deslocaram a Vila Nova de Poiares: O grão-mestre Joaquim Leal, o chanceler Paulo Leitão Batista, o vice-chanceler José Carlos Lages, o almoxarife Paulo Saraiva e ainda os confrades Teresa Reis, Joaquim Reis e Luís Carlos Carriço.
Foi uma jornada memorável, de afirmação do movimento confrádico nacional, destacando-se a presença de 82 confrarias gastronómicas. Houve gente vida dos quatro cantos de Portugal Continental, das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, e até de Espanha, França e Cabo Verde.
Depois de uma óptima recepção, as confrarias desfilaram pelas ruas até ao Centro Cultural, onde se realizou a cerimónia protocolar, que incluiu a entronização de 16 novos confrades da chanfana e de oito confrades de honra. Dentre as personalidades distinguidas como confrades de honra figuaravam o padre Fontes, de Vilar de Perdizes, o actor Ruy de Carvalho, a cantora Madalena Iglésias e o ex-ministro da Agricultura Arlindo Cunha.
O Grande Juiz da Confraria da Chanfana, também presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares, Jaime Soares, fez uma intervenção em defesa do poder local, ao qual se deve o desenvolvimento de Portugal e o apoio aos valores e tradições das terras portuguesas. Madalena Carrito, Mordomo Mor da mesma confraria e grande organizadora do evento, defendeu a amizade entre as confrarias, numa luta comum, que a todos deve unir, e que passa pela afirmação e defesa dos valores da nossa gastronomia tradicional.
Durante a cerimónia a Confraria do Bucho Raiano celebrou um protocolo com a Confraria da Chanfana, onde ambas as confrarias se comprometem a cooperar na defesa dos produtos que representam.
O protocolo estipula que as duas confrarias se comprometem a divulgar o seu plano de acção e iniciativas em tudo o que se considerar relevante para ambas, com o intuito de poderem participar, se possível, conjuntamente. Cada confraria deverá ainda promover e divulgar os produtos e a região da sua congénere, na sua área de influência, bem como nas suas iniciativas, e, bem assim, proporcionar condições especiais de participação, nas suas acções, iniciativas ou eventos. De modo a garantir a promoção das actividades de ambas, serão estudadas e implementadas estratégias comuns de publicitação e de comunicação.
plb

Coube aos confrades Francisco Santos e Rosa Santos representarem a Confraria do Bucho Raiano no XV Capítulo da Confraria da Broa de Avintes, que se realizou naquela localidade situada junto a Gaia, ao Porto e ao Rio Douro. Os confrades do Bucho presentes descrevem, agradados, como decorreu o cerimonial.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Na tarde de sábado, 25 de Junho de 2011, com muito calor, realizou-se em Avintes o XV Capítulo da Confraria da Broa de Avintes. Após a concentração, como habitualmente no Largo do Palheirinho, os Confrades presentes iniciaram, à hora programada, o desfile de todas as Confrarias em direcção ao auditório dos Plebeus Avintenses (prestigiada companhia de teatro amador com mais de 80 anos de existência) onde iria decorrer a cerimónia de Indignação dos novos Borunários.
A sessão, conduzida por Paulo Sá Machado, iniciou-se com a actuação, durante cerca de 20 minutos, de uma banda de metais formada por 10 jovens da localidade. Seguiu-se a formação da mesa, após o que o Presidente da Direcção e Borunário-Mor, Joaquim Costa Gomes, discursou, sendo de relevar a sua lição de bom português relativa ao «fim da polémica» (até ver…) de que o feminino de «o confrade» é «a confrade».
Seguiu-se a imposição das insígnias aos novos Borunários, dos quais dois belgas e um francês, e respectivo juramento. A sessão prosseguiu com a apresentação de cumprimentos e oferta de lembranças às 33 confrarias presentes e onde não poderia faltar a broa de Avintes. De registar uma menção especial, e simpática, do anfitrião, dr. Paulo Sá Machado, à nossa Confraria do Bucho Raiano.
A sessão terminou com alguns discursos, curtos, das entidades que faziam parte da mesa, após o que todos os presentes se deslocaram para a Quinta do Gradouro, onde foi servida uma deliciosa merenda ajantarada e onde os confrades tiveram oportunidade de continuar o convívio desta magnífica tarde.

Nós por cá já não temos dúvidas. De forma sapiente mestre Pinharanda Gomes afirmou que o feminino de confrade é confreira.
Rosa & Francisco Santos

Dando continuidade à publicação da eloquente Lição de Sapiência pronunciada no Sabugal no dia 5 de Março de 2011, na cerimónia do II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, pelo confrade João Luís da Inês Vaz, aqui deixamos a terceira, e última, parte do texto. (parte 3 de 3.)

João Luís Vaz quando foi entronizado confrade do bucho, no 1º Capítulo

Quando os Árabes invadiram a Europa, faz este ano 1.300 anos, o consumo de carne torna-se numa questão de distinção cultural, pois quem é partidário de Maomé não come porco e o cristão come. De notar que o mesmo vai acontecer outra vez quando os Judeus começaram a ser perseguidos na Europa e o consumo de porco faz a distinção entre Cristãos e Judeus. Não esqueçamos que teria sido por isso que surgiu essa preciosidade da nossa gastronomia que se chama alheira.
Diz-se que as relíquias de S. Marcos, o de Veneza, onde tem a sua grandiosa basílica, teriam sido trazidas de Alexandria, então sob domínio árabe, escondidas debaixo de carne de porco… O porco torna a ser tão importante a nível religioso que é dos poucos animais que tem entrada nos altares, pois acompanha sempre santo Antão, sendo mesmo o ícone distintivo deste santo.
Nos forais régios ou nos documentos monásticos da Idade Média o porco aparece com frequência sob a forma de imposto que deve ser pago quando as pessoas matam e são obrigadas a dar ao senhor da terra um quadril ou quarto do porco, por exemplo em épocas certas do ano.
Na infância de todos nós, como todos aqueles que fomos criados na aldeia sabemos, o porco representava efectivamente um tesouro, como diz o aforisma e infelizmente nem todos podiam matar porco. No porco tudo se aproveitava, como diz o testamento do porco. A faceira, depois de separada dos ossos da cabeça serve para fazer deliciosos «chuchurrões», os ossos da cabeça salgam-se para cozer conjuntamente com os ossos da suã, a língua serve fazer um delicioso salpicão ou o «chouriço da língua», como se lhe chama na nossa zona. O resto do porco é desmanchado para fazer febras, consumidas fritas ou grelhadas logo no dia da desmancha, para cortar em febrinhas pequenas num talhador para encher as chouriças em tripas do próprio porco ou outras previamente preparadas. Além das febras, o toucinho metia-se na salgadeira para fritar ou derreter para banha ou até para cozer na sopa para lhe dar sabor e depois ser comido com pão. Na salgadeira metiam-se ainda outras partes do porco, nomeadamente os presuntos que só iriam ser consumidos muito mais lá para diante e duravam muitas vezes até à matança seguinte. E o lombo, lembram-se daquele lombo que era apenas «entalado» e depois metido na própria banha do porco e conservado em talhas de barro durante meses? Que sabor inexcedível quando era tirado e acabado de fritar em azeite na «pela» posta ao lume… As morcelas, as farinheiras, os chouriços, as chouriças de boches, tudo era posto a secar no fumeiro das casas que não tinham chaminé, e eram tantas… Diz o testamento do porco que a bexiga era deixada às crianças para brincarem à bola, mas já viram que nossa zona as bexigas sempre aproveitadas para encher como se fossem a tripa do porco? Talvez aqueles que a deitavam fora nunca se tenham apercebido que também podia ser cheia e poderia haver também algum repúdio por questões higiénicas, mas o que é certo é que depois de bem desinfectada e esfregada com sal e vinagre fica como as tripas pronta a ser cheia, embora não durasse muito tempo até ser comida pois poderia com facilidade criar «penilha».
E o bucho, razão pela qual estamos aqui hoje e nos levou a ser confrades que jurámos defender esta iguaria? O bucho deverá ser tão antigo como a elaboração do fumeiro, mas nada de certo podemos dizer. O que podemos dizer é que o nosso «butcho» é único quer na sua elaboração quer na sua apresentação. Em Trás-os-Montes, na zona de Valpaços e Vinhais faz-se aquilo a que se chama o «butelo» que difere substancialmente do nosso no seu recheio, pois leva demasiados ossos. Na zona do Pinhal Interior (Ferreira do Zêzere, nomeadamente) fazem-se os maranhos que nada têm a ver com nosso bucho, mas que muitos consideram como uma variante do bucho. O que é certo é que o recheio deste pode ser até o arroz, mas o mesmo nome utiliza-se em Proença-a-Nova para o estômago do cabrito recheado com arroz e pedacinhos de carne do próprio cabrito. O nosso bucho que sempre se fez nas nossas aldeias é feito do estômago do bicho que depois de bem lavado é recheado com as orelhas, o rabo, o focinho, as pontas finas das costelas e algumas costelas mais pequenas… Era o último grande enchido a ser comido e por isso se comia no domingo gordo ou na terça-feira gorda que eram respectivamente o domingo de carnaval e a terça-feira de carnaval. É que, daí para a frente, eram quarenta dias de jejum e abstinência e por isso tudo o que não se pudesse conservar tinha que ser comido. As chouriças ainda se podiam conservar em azeite numa talha de barro, tal como o lombo, o que estava salgado podia continuar na salgadeira, mas o enchido que estava fora como o «chouriço do cú», o da tripa grossa e o bucho tinham que ser consumidos antes da dieta higiénica dos quarenta dias da Quaresma. O consumo do bucho reunia à volta da mesa toda a família e, às vezes, até familiares mais afastados se aproximavam neste dia e era ocasião de festa porque a seguir ao almoço chamado até há alguns anos como «jantar» pois à noite comia-se a «ceia», era ocasião de pôr as máscaras e gozar o «Entrudo».
À mesa, o porco produto de uma sociedade camponesa ou urbano-rural, morto e consumido num ritual mágico-religioso e iniciático, provocou sempre prazeres colectivos com uma mistura de deleite individual. Não deixemos que o prazer que estes rituais colectivos nos proporcionam e o prazer que sentimos se varram da nossa memória e da nossa identidade arraiana.
(Fim.)
João Luís da Inês Vaz

Dando continuidade à publicação da eloquente Lição de Sapiência pronunciada no Sabugal no dia 5 de Março de 2011, na cerimónia do II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, pelo confrade João Luís da Inês Vaz, aqui deixamos a segunda parte do texto. (parte 2 de 3.)

João Luís Vaz (o primeiro da esquerda) na mesa capitular

Morto e estendido numa grade, daquelas de «agradiar» a terra, como se dizia, chamuscava-se com palha (que isso dos maçaricos é coisa recente…), lavava-se bem lavado dos dois lados, «fazia-se-lhe o cú», apesar de na véspera o porco já não ter comido, operação importante porque ia evitar que quando o matador começasse a abri-lo não se despejassem as fezes, levava-se para a loja, punha-se no chambaril e dependurava-se. Aberto o porco, «quem vê um corpo, vê o seu corpo») com o matador a dar golpes cirúrgicos bem certeiros para não «arrebentar» com as tripas e retirar de imediato o «seventre», deitavam-se as entranhas ainda fumegantes para um tabuleiro onde as mulheres irão começar o trabalho de separar as tripas grossas das finas, as tripas do véu. Entretanto, o matador continua a abrir o porco deitando para o lado as banhas que irão ficar a secar até ao dia seguinte, retira a ferssura e o fígado que, separado do fel com todo o cuidado, é imediatamente preparado para ser comido logo ao almoço e, depois dos comentários habituais dos homens e mulheres que assistiram à tarefa («é gordo», «olha que carne tão linda», «tem muita febra», «tem poucas banhas», «é mesmo c’m’a gente tirando a alma»…), os homens são chamados para a mesa onde vão comprazer-se num repasto de matança, bem melhorado, porque matar porco é sinal de abundância, nesse dia e nos meses que se seguem e há que tratar bem o matador e os convidados/ajudantes.
A mesa é algo de mágico e religioso, colectivo e individual. À mesa invocam-se os deuses, à mesa fizeram-se pequenas libações em honra dos deuses e dos santos, à mesa instituiu Cristo a Eucaristia que ainda hoje é celebrada numa mesa, o altar, que termina com o rito da comunhão do pão e do vinho, os alimentos principais da antiguidade, mas a carne também está presente pois se recorda o sacrifício do corpo de Cristo, «tomai e comei todos, isto é o meu corpo, isto é o meu sangue» se diz na missa. Não começam as refeições ainda hoje muitas vezes por uma oração de agradecimento a Deus pela comida que está ali mesmo à frente?
Se não podemos dizer que a mesa como um momento mágico/religioso é tão antiga como o próprio homem, podemos pelo menos remontá-la à antiguidade grega e romana e aos povos que precederam os Romanos na nossa região. À refeição queimavam-se óleos ou gorduras em honra das divindades e por exemplo, no castro da Senhora da Guia em Baiões, no concelho de S. Pedro do Sul, foi encontrado um carrinho votivo que estaria em cima da mesa onde se fazia a refeição e que teria exactamente uma função ritual.
Desde que a civilização começou na Mesopotâmia, o banquete à mesa serviu para selar alianças políticas, alianças matrimoniais ou acordos entre particulares.
No Egipto das pirâmides, o porco era uma das principais fontes de proteínas dos seus habitantes e estava presente na mesa do faraó ou do camponês. Só os sacerdotes o consideravam um animal impuro e por isso não o comiam, pois seriam essencialmente vegetarianos. Utilizava-se a sua gordura e comia-se a carne assada.
Mas, na antiguidade, o porco também foi amaldiçoado e na Bíblia aparece a proibição de o comer porque era um animal impuro, apesar de ter unha fendida, mas não rumina e como não rumina não pode ser comido. É interessante esta questão porque há quem considere que Moisés sabia que a carne de porco mal cozinhada podia transmitir a traquinose, doença muscular e por isso proibiu o seu consumo. No entanto, deverá tratar-se apenas de uma questão cultural pois não é crível que Moisés tivesse conhecimento dessa doença. Talvez seja uma forma de distinção entre o Egipto donde fugiam e entre a terra para onde se encaminhavam, onde o leite e o mel corriam como rios…Distinguiam-se assim do povo que os tinha escravizado e do país de onde agora fugiam. Podemos, pois, dizer que agora o porco passa a ser um animal arreligioso, pois nem os homens o comem nem pode ser oferecido a Iavé.
Entre os Gregos, o banquete à mesa atinge o apogeu, pois sentar-se à mesa com outros é o maior dos prazeres, significa a comunhão com eles, estar à mesa é ser aceite entre os membros de um grupo, familiar, de amigos, de uma sociedade ou instituição. O banquete entre os Gregos distinguia os homens civilizados dos não civilizados, o humano do animal, é a distinção suprema entre civilização e barbárie.
Por essa mesma época, séculos V-IV a.C., na nossa zona o porco era sacrificado em honra das divindades locais como Trebaruna, Laepus, Reva e outras. No Cabeço das Fráguas, divisória dos concelhos da Guarda e Sabugal, uma grande cerimónia dos povos circunvizinhos sacrificou a várias divindades uma ovelha, um touro e um porco de cobrição, imagine-se. É que não era um porco qualquer, era um porco de cobrição, o porco mais importante de uma comunidade, certamente. E é exactamente esse porco que vai ser sacrificado à divindade. Não sabemos o porquê de tal acontecer, mas facto importante se deve ter dado para serrem sacrificados exemplares dos principais animais que o homem lusitano criava e que oferece às suas divindades… A importância do porco era de tal ordem que em todas as inscrições ditas em língua lusitana, língua que os povos pré-romanos aqui estabelecidos falavam, aparece mencionado como um animal sacrificado ás divindades indígenas, seja no Cabeço das Fráguas já citado, em Lamas de Moledo, no concelho de Castro Daire.
São bem conhecidos, até dos filmes que de vez em quando passam nos cinemas ou na televisão, os prazeres romanos da mesa. Plutarco, autor grego mas que vive já sob domínio romano, diz que «não nos sentamos à mesa para comer mas sim para comer juntos». É o convivium romano que os Romanos tanto prezavam e onde gastavam tanto do seu tempo e de tal forma era o prazer de comer e de comer acompanhado que, romano que se prezasse, tinha sempre convidados à sua mesa ou era convidado para outras mesas. Mesmo comendo sozinho o romano comportava-se como se tivesse convidados e por isso se dizia que Lucius cenat in domo Lucii ou seja Lúcio janta em casa de Lúcio… O porco era rei à mesa romana pois, como diz Cícero na sua obra De Natura Deorum, o porco foi dado aos homens pelos deuses para ser comido enquanto os ovinos e caprinos dão o leite e a lã e o boi é companheiro de trabalho do homem e por isso só serão mortos quando já não forem necessários ou não puderem cumprir a sua missão. Apesar de existir para servir de alimento ao homem, o porco deve ser sempre abatido segundo um rito sacrificial.
Do porco aproveitava-se tudo e comia-se tudo, no entanto algumas partes eram mais apreciadas que outras e por isso reservados para o proprietário ou para distinguir alguém especial. O focinho, a vulva da porca ou os testículos do porco eram considerados uma verdadeira delícia gastronómica, um verdadeiro pitéu.
No período que se segue aos Romanos, o consumo de carne de porco vai-se impor definitivamente graças a dois factores fundamentais. Por um lado, a civilização de influências célticas e germânicas dos povos ditos «Bárbaros» que puseram fim ao Império romano que vão provocar alterações na dieta mediterrânica do Sul e, por outro lado, a nova religião que entretanto surge, o Cristianismo nascido no Próximo Oriente. Esta religião bebeu influências hebraicas, mas vai beber também nos rituais romanos e por isso vai permitir o consumo de porco em certos dias do ano, os chamados «dias gordos», o que faz com que o porco se imponha definitivamente como a principal fonte de proteínas dos europeus.
(Continua.)
João Luís da Inês Vaz

El 19 de marzo de 2011 ha tenido lugar en Oliveira do Hospital (Portugal) el XXII Gran Capítulo de la Confraria Queijo Serra da Estrela. Los días 19 y 20 de marzo de 2011 Oliveira do Hospital (Portugal) ha celebrado su XX Festa do Queijo Serra da Estrela e outros produtos locais de qualidade.

Luis Javier del Valle VegaXXII Gran Capítulo de la Cofradía Queijo Serra da Estrela. El 19 de marzo de 2011 ha tenido lugar en Oliveira do Hospital (Portugal) el XXII Gran Capítulo de la Confraria Queijo Serra da Estrela.
El segundo y tercer fin de semana de marzo los tengo siempre marcados en el calendario, en uno de ellos la Cofradía del Queijo de la Serra da Estrela celebra su Gran Capítulo, y a él acudimos sino surge algún contratiempo que lo impida. Es el Capítulo de la Cofradía con la que los Amigos de los Quesos del Principado de Asturias estamos hermanados.
En este 2011 las fechas elegidas para su celebración han sido las del 18 y 19 de marzo, justo a las puertas de la primavera, que sin duda bien que entró ya que hemos disfrutado de unos días con un tiempo excelente.
En cada viaje procuramos llegar a Oliveira por diferentes rutas, y en esta ocasión el viaje lo realizamos entrando por la fronteriza ciudad de Chaves, a unos 360 kilómetros de Oviedo, para continuar -ya sin estar pendientes de no pasar de los 110 Km. y de los radares con los que nos premia nuestro Gobierno para salir de la crisis- hasta Lamego, ubicada unos 100 kilómetros más adelantes, que es nuestro primer destino y en el que el objetivo es visitar 3-4 de sus monumentos más importantes.
Lamego está ubicada en el margen izquierdo del río Duero y comparte con Peso da Regua la capitalidad del Alto Douro Vinhateiro. Data del tiempo de los romanos, y cuenta con numerosos monumentos religiosos y civiles, lo que la hace acreedora de realizarle una visita tranquila.
Entre los primeros destaca el Santuario de Nuestra Señora de los Remedios ubicada en el monte de San Esteban, a la que se accede a través de 700 escalones desde el centro de la villa, de mediados del siglo XVIII esta considerado el más bello Santuario del barroco portugués. La Sé Catedral de la segunda mitad del siglo XII y la iglesia de Santa María Mayor de Almacave, igualmente románica de segunda mitad del siglo XII.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

En cuanto a los monumentos civiles destaca el Castillo de Lamego, también de la segunda mitad del siglo XII y el antiguo Palacio de los Obispos del siglo XVIII que alberga el Museo Nacional, uno de los más importantes de Portugal.
Lamego gastronómicamente es famosa por su presunto (jamón), enchidos (embutidos) y su vino del Douro, así que una vez visitada la ciudad, dimos cuenta de los mismos, así como de una sabrosa ternera con guarnición de frutas en uno de los “Fumeiros de Lamego” la céntrica Taberna do Porfirio, aunque a decir verdad, los embutidos portugueses (a mi entender) no poseen la calidad de los españoles.
Repuestas las fuerzas tocaba volver a la carretera y recorrer los apenas 80 kilómetros que distan a Tondela, nuestra próxima parada. Esta pertenece al igual que la anterior al distrito de Viseu, pero ya a la región Däo-Laföes, dónde nos estaba esperando Pedro Adáo -concejal de su Ayuntamiento- con el que había coincidido en octubre pasado en un Congreso de Autónomos en Gijón, para enseñarnos su casi recién estrenado Museo Terras de Besteiros, inaugurado el 16-09-2010.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

Al pie de la esbelta torre de su iglesia, el museo es una auténtico compendio de la historia del municipio, y de los besteiros (soldados especializados en la ballesta) que merece la pena visitar, sorprendiéndonos especialmente las muchas similitudes que tienen con nuestro Principado de Asturias, como por ejemplo la fabricación de cerámica negra o en el uso de los pisäos (batanes). Pedro es miembro de la Cofradía do Cabritu de Serra da Caramulo, que celebra su Gran Capítulo a mediados de diciembre, y con la promesa de acudir al mismo continuamos el viaje a Oliveira do Hospital, de la que nos separan unos 40 kilómetros, la tarde se nos ha echado encima y nuestros amigos nos esperan.
Como en otras ocasiones los miembros de las diferentes Cofradías nos fuimos reuniendo en el Hotel San Paulo en Oliveira do Hospital, dónde el siempre activo y amable Pedro Couceiro daba la bienvenida a unos y otros. A los primeros que vimos fue a los tres miembros de la Cofradía del Oriciu de Gijón -Mabel, Alejandro y Mariano- que aún resacosos de su I Gran Capítulo que habíamos celebrado el pasado fin de semana, visitaban por primera vez Oliveira.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

Reunidos todos nos dirigimos al vecino municipio de Seia, también englobado en la Serra da Estrela, en dónde estaba prevista una visita al espacio museológico de cultura y ocio del Museo del Pan, inaugurado en el año 2002 y que con sus cuatro salas: la del ciclo del pan; la del pan político, social y religioso; la del arte del pan y el mundo fantástico del ciclo del pan, se ha convertido en uno de los más visitados del vecino país. El museo fue del agrado de todos nosotros, sorprendiendo lo mucho que se puede hacer a partir de un producto que en ocasiones no es valorado como se merece, imaginación y un gran fondo documental y etnográfico hacen de este museo, una visita obligada si se esta en la región.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

Sin salir de las instalaciones celebramos la cena de confraternización de las Cofradías, con los habituales bufes portugueses de entradas y sobremesas y un sabroso pez espada como plato principal, aunque el triunfador de la noche fue el queijo de la Serra, con los que la Cofradía de la mano de Joao Madanelo nos agasajo, los habituales en sus dos versiones (normales y curados) a los que se sumaron la mantenga, la crema, el fresco y el requesón, todo ello regado con vinos del Däo, de la subregión Beiras.
Ya de sábado tocaba la concentración de Cofradías en el mercado, para desde allí acudir en desfile cívico hasta el nuevo recinto ferial, ubicado a las afueras de la localidad, dónde tendrían lugar todos los actos de la «XX Festa do Queijo Serra da Estrela e outros productos locais de qualidade», precedidos – como años anteriores – por la peculiar banda de gaitas, los Somdebordäo, el rebaño de ovejas autóctonas de Paulo Rogerio y por los perros de la Serra, a los que paseaban orgullosos los miembros de la recién creada Cofradía del Cao Serra da Estrela.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

Sorpresa muy agradable la que encontramos a la llegada al nuevo recinto, espaciosas explanadas dónde estaban ubicadas dos carpas, un escenario, dos restaurantes con sus mesas a cubierto y una gran variedad de puestos. Importante esfuerzo el realizado por el Ayuntamiento, que sin duda se vio recompensado con la masiva asistencia de gente durante todo el fin de semana, sin duda favorecido por el amplio programa diseñado para la ocasión.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

Paseos, visitas y compras con tranquilidad por la feria bajo un sol de justicia, y a comer al centro de Oliveira, al restaurante Príncipe da Cidade, dónde nos reunimos una buena parte de los asistentes al Capítulo bajo la tutela de Pedro Couceiro. Sopa de zanahoria, costillas al vino Däo y arroz con leche, acompañados por los vinos del Dáo, fue el menú que se enmarcaba en la Semana de Gastronomía «Paladares da Beira Serra, Um outro sabor», que celebran los restaurantes de la ciudad con motivo de la Feria.
Había tiempo para el descanso, pero un servidor junto con los cofrades Carlos Magalhanes y José Luis de Abreu (que juraba como tal horas más tarde) teníamos trabajo, habíamos sido elegidos junto con el cocinero Helio Loureiro – que durante todo el día dirigió el show-cooking elaborando recetas a base del queijo – y el elaborador quesero y ganadero Paulo Rogerio como miembros del Jurado del II Concurso de Dulcerias, elaboradas con el queijo o sus derivados, bajo la dirección de la concejal de cultura del Ayuntamiento, Maria Silvia.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

Repetía como Jurado del mismo, y al igual que con el recinto ferial, se ha visto un importante salto cualitativo con respecto al año pasado, tanto en organización e infraestructuras como en la calidad de las presentaciones, siendo en total once las que se presentaron a concurso, con importante igualdad entre las mismas.
Concentrados en el recinto ferial las más de veinte cofradías asistentes y siguiendo de nuevo a la banda de gaitas y tambores ascendemos hasta el Ayuntamiento, en cuyo Salón noble tuvieron lugar los actos del XXII Gran Capítulo, realizándose previamente la foto de familia de todos los asistentes en las escalinatas de acceso al mismo.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

El Capítulo estuvo presidido por el Gran Mestre de la Cofradía, Manuel Freire y el alcalde de la localidad José Carlos Aleixandro, a los que acompañábamos el que suscribe como representante de la Cofradía de Amigos de los Quesos del Principado de Asturias, Madalena Carrito presidenta de la Federación de cofradías gastronómicas de Portugal (compuesta por 70 cofradías) y los cofrades locales Joao Madanelo (Escribano), Antonieta Queimada (Embajadora) y Miguel (Secretario), ejerciendo como maestro de ceremonias, el Gran Conseillero y alma mater de la misma Pedro Couceiro.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

Bonito gesto el de la Cofradía, que a pesar de estar presente otra cofradía con la que están hermanados (Queijo de San Jorge) y hermanarse ese día con otra más (la del Atum) siempre tienen la amabilidad de situarnos en las mesas presidenciales de todos los actos y cedernos la palabra durante la celebración del Capítulo, gesto que agradecí dirigiéndome a los presentes en mi mal portoñol, y entregando al Gran Mestre un ejemplar de nuestro Gran libro de los quesos de Asturias.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

Las intervenciones del Gran Mestre, del Alcalde, la mía propia y de la Presidenta de la Federación precedieron al juramento de ocho nuevos miembros como cofrades de número –con los que alcanzan la cifra de sesenta- la intervención del doctor Nuno Borges sobre los beneficios del queso, la presentación por parte de Joao Madanelo de la candidatura de la D.O. Queijo Serra da Estrela como una de las “siete maravillas gastronomitas de Portugal, en la sección de entradas” concurso organizado por la RTP a la que optan 70 candidatos y al hermanamiento con la recién creada Cofradía del Atum de San Antonio de Vila Real en el Algarve y que en enero pasado ha celebrado su primer Capítulo.

XXII Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela - Oliveira Hospital

El Capítulo concluyó con la cena de hermandad realizada en la Quinta do Cháo de Bispa, finca dedicada al cultivo del olivo, dónde el catering del restaurante Visconde de Touriz (Taugá) fue el elegido para servir el menú. Este estuvo compuesto por un buffet de entradas con productos de las cofradías hermanadas del Queijo de la Serra y del Atum, un crepe de legumbres con queijo de la Serra y reducción de vino Dáo, borrego de la Serra con patatas gratinadas y tosta con queijo, para culminar con una tarta de requesón con frutos silvestres y helado de mandarina, todo ello regados ¡como no! con unos estupendos vinos de la D.O. Däo.
De domingo, atendiendo la invitación del matrimonio Magalhaes, nos desplazamos con el matrimonio Couceiro (Fatima y Pedro) al vecino municipio de Arganil, en la serra da Aveleira – en dirección a Coimbra- a Mont´Alto dónde tienen su residencia los amigos Rose y Carlos. Compartiendo los tres matrimonios una estupenda velada y comida en el restaurante cercano de Mont´Alto, a pie del santuario del mismo nombre, en el que no podían faltar elaboraciones típicas de la región como el Bucho de Arganil o los calamares rellenos de morcilla.
Ya en su casa, hemos podido comprobar el amor que Carlos (veterinario) tiene a los animales, y ver a su peculiar mascota, Fifi, una llamativa pitón real africana de un metro treinta centímetros que nos impuso un gran respeto.
Y casi con el bocado en la boca emprender rumbo de regreso a Oviedo, por el mismo itinerario de la ida, dejando atrás tierras portuguesas y a nuestros queridos amigos con quién renovamos nuestro hermanamiento.

Observaciones
La relación de cofradías asistentes al Capítulo han sido las asturianas de Doña Gontrodo, el Oriciu y los Amigos de los Quesos del Principado de Asturias y las portuguesas de: Atum de Vila Real, la Chanfaina de Vila Nova de Poares, Nabos e Companhia de Carapelos, Vinho de Oporto, Vinho Verde, Marmelada de Olivedas, Cabritu de Serra do Caramulo (Tondela), Bucho Raiano de Sabugal, Norte Alenteijo, Madroño de Taubá, Doçaria Conventual de Tengúgal, Arroz do Mar de Figueira da Foz, Ovos Moles de Aveiro, Queijo de San Jorge de las Azores, Cao Serra da Estrela, Bucho de Arganil, Maça Portuguesa de Moimento de Beira. Gastronómica do Pinhal do Rei (Leiria) y Gastronómica de Madeira
(Continua na próxima terça-feira, 12 de Abril.)
Luis Javier del Valle Vega

El 19 de marzo de 2011 ha tenido lugar en Oliveira do Hospital (Portugal) el XXII Gran Capítulo de la Confraria Queijo Serra da Estrela. Los días 19 y 20 de marzo de 2011 Oliveira do Hospital (Portugal) ha celebrado su XX Festa do Queijo Serra da Estrela e outros produtos locais de qualidade.

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Autoria: Luis J. Del Valle Vega posted with Galeria Vídeos Capeia Arraiana

Luis Javier del Valle VegaXX Festa do Queijo Serra da Estrela en Oliveira do Hospital. Un año más, y ya son 20 años, Oliveira do Hospital ha vivido su «Festa do Queijo Serra da Estrela e outros produtos locais de qualidade» que con el paso del tiempo se ha constituido en la más importante de las que se realizan en torno a este emblemático producto del centro de Portugal.
La Fiesta esta organizada por la Cámara Municipal de Oliveira do Hospital, con los apoyos de la Agencia de desarrollo integral Tábua-Oliveira do Hospital, Ancose (Asociación nacional de criadores oveja serra da Estrela), Turismo Centro de Portugal y la Confraría Queijo Serra da Estrela, que viene sumando su apoyo a la misma desde hace seis años, haciendo coincidir su Gran Capítulo con la misma.
Desde 2007 a no ser por causas de fuerza mayor, acudimos a Oliveira a la llamada de la Cofradía, con la que la Cofradía de Amigos de los Quesos del Principado de Asturias nos hemos hermanado en Oviedo en noviembre de 2006 y en Oliveira en marzo de 2007, asistiendo desde entonces todos los años ha excepción de la edición de 2009.
Con la perspectiva que me da esta asistencia desde hace cinco años me permite hacer una valoración objetiva de lo que ha sido la evolución de la Fiesta a lo largo de los mismos, y poder ver la transformación que se ha ido produciendo en la misma.
Bajo el eslogan: «Un sabor, una historia» los actos previos a la misma comenzaron los días 12 y 15 de marzo, con un debate y la presentación de un estudio sobre el queso, para ya en el fin de semana realizar la celebración de todos los actos previsto para desarrollar en la misma.
Para tal fin la Cámara Municipal ha escogido un nuevo escenario al habitual, abandonando las instalaciones del mercado municipal y sus aledaños y desplazando la Fiesta con todos sus contenidos a las nuevas explanadas habilitadas a una de las salidas de la villa, lo que sin duda ha constituido un importante salto cualitativo en cuanto a infraestructuras.
Pero no solo han sido en la infraestructura dónde se ha volcado el esfuerzo de los organizadores, sino también en el programa de actos, que ha sido mucho más importante y variado que en ediciones anteriores, sin duda favorecido por el cambio de ubicación. Importante esfuerzo el realizado que sin duda se vio recompensado con la masiva asistencia de gente durante todo el fin de semana.
La Fiesta fue inaugurada por las autoridades y presidida por el Secretario de Estado adjunto de industria y desarrollo del Gobierno de Portugal, Fernando Mediana y por el alcalde de Oliveira, José Carlos Aleixandrino.
Las espaciosas explanadas albergaron dos espaciosas carpas, puestos de artesanía, de coleccionismo, exposición de coches, motos, muestras de ovejas y tosquilado de las mismas y de perros de la raza local, un escenario que acogió diferentes actuaciones y conciertos, bares y restaurantes, maratón de ciclismo y espaciosos aparcamientos.
En la mayor de las carpas estaban ubicados los puestos de venta de quesos, embutidos, miel, dulces, licores, aceite, vino y otros productos, y fue el escenario en la que se desarrollaron muestras de fabricación del queso Serra da Estrela en directo.
La otra carpa tuvo un fin más polivante, ubicándose en ella una guardería, una cafetería, varías exposiciones de fotografía y de vestuario y útiles pastoriles, así como el concurso de dulcerías, un show-coocking impartido por el prestigioso chef Helio Loureiro, que presta sus servicios profesionales en el Hotel Porto Palacio y cuenta con el programa «Gosto e Sabores» en la Radio Televisión Portuguesa que elaboró cuatro recetas con base de queso Serra y una cata de vinos del Däo a cargo de la Asociación de promoción de los vinos del Däo.
El recinto ferial también acogió la llegada del desfile matinal de las Cofradías que hemos acudido al XXII Gran Capítulo de la Cofradía del Queijo Serra da Estrela y la concentración de la tarde para el desfile hacía el Ayuntamiento, en cuyo salón noble tuvieron los actos del mismo.
Durante los dos días la Fiesta estuvo continuamente animada por diferentes coros, grupo de tambores, cantares, charangas hasta trece diferentes que con sus actuaciones no pararon de animar la fiesta, haciendo las delicias de los asistentes.
Gran éxito el alcanzado en esta XX Festa, tanto a nivel de organización, eventos y asistencia de público durante dos días auténticamente primaverales que han puesto el listón muy alto para la XXI edición, marcando un antes y un después en cuanto a lo que esta Festa.
(Continua na próxima terça-feira, 5 de Abril.)
Luis Javier del Valle Vega

Está tudo a postos para a realização do II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, que acontece amanhã, dia 5 de Março, no Sabugal e no Soito.

Oração de Sapiência - Célio Rolinho Pires - 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - Sabugal

A reunião magna dos confrades do bucho reparte-se este ano entre o Sabugal e o Soito. Na sede do concelho decorrerá a cerimónia protocolar de recepção às confrarias gastronómicas e de entronização e juramento de 21 novos confrades. Ainda no Sabugal haverá a inauguração de uma exposição de trajes confrádicos e outros objectos relacionados com a tradição gastronómica.
A comitiva parte depois para a vila do Soito, onde se realizará o desfile das confrarias, seguido do inevitável almoço do bucho.
A iniciativa surge integrada nos Roteiros Gastronómicos «Sabugal à Mesa», organizados pela Câmara Municipal do Sabugal, nos quais o bucho é presença obrigatória no geral das ementas dos restaurantes aderentes.
O II Capítulo terá o seguinte programa:
SABUGAL
09h30 – RECEPÇÃO DAS CONFRARIAS (Jardim do Museu Municipal do Sabugal).
11h00 – INÍCIO DO II CAPÍTULO
(Abertura musical com José Cláudio e Catarina Brilha)
11h20 – DISCURSO DE BOAS VINDAS DE ANTÓNIO ROBALO – Confrade de Honra e Presidente da CM do Sabugal.
11h30 – BENÇÃO DAS INSIGNIAS
11h40 – ORAÇÃO DE SAPIÊNCIA (pelo escritor e confrade JOÃO LUÍS VAZ)
12h00 – CERIMÓNIA DE ENTRONIZAÇÃO
12h15 – DISTINÇÕES DE HONRA A PERSONALIDADES
12h30 – DISCURSOS DE ENCERRAMENTO
12h45 – INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO «EMOÇÕES GASTRONÓMICAS» (colecção particular de Paulo Sá Machado) – Museu Municipal.
13H00 – PARTIDA PARA O SOITO

SOITO
13h15 – CONCENTRAÇÃO NO SOITO (Lameiro do Soito ou Largo das Festas)
13H20 – DESFILE DE CONFRARIAS E RECEPÇÃO NA JUNTA DE FREGUESIA (Com a participação dos Escuteiros do Soito)
13h50 – Fotografia de família
14h00 – ALMOÇO DO CAPÍTULO (Restaurante «O Martins»)
plb

Sabugal e Soito recebem o II Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano no Sábado de Carnaval, dia 5 de Março. Sessão solene de entronização, inauguração da exposição «Emoções Gastronómicas», desfile de confrarias e o inevitável almoço do bucho, são as principais iniciativas do programa.

No Auditório Municipal do Sabugal, para além da cerimónia de entronização de novos confrades, haverá uma oração de sapiência, a proferir pelo escritor raiano João Luís Vaz, natural do Soito, e a homenagem a algumas personalidades pelo seu papel relevante em prol da gastronomia da região.
Está também prevista a inauguração de uma exposição, no Museu Municipal do Sabugal, subordinada ao tema «Emoções Gastronómicas», que consiste na mostra de trajes e insígnias confrádicas da colecção particular de Paulo Sá Machado.
Depois a comitiva segue para o Soito, onde se realiza um desfile de confrarias, seguida da recepção dos participantes na Junta de Freguesia.
Pelas 14 horas será servido um almoço de bucho no restaurante «O Martins», no Soito.
A ementa será constituída por enchidos, seguidos do bucho, que virá à mesa acompanhado por batatas e grelos de nabo cozidos, em absoluto respeito pela tradição gastronómica raiana, própria da época carnavalesca.
O Capítulo da Confraria está incluído no programa dos «Roteiros Gastronómicos – Sabugal à Mesa», iniciativa da responsabilidade da Câmara Municipal do Sabugal, que está prevista para os dias 5 a 8 de Março, pela qual os restaurantes do concelho disponibilizam receitas tradicionais da cozinha raiana.
O Capítulo conta com a colaboração especial da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, da Câmara Municipal do Sabugal, Empresa Municipal Sabugal+, Junta de Freguesia do Soito, RaiaHotel, bem como da marca de vinhos dois.ponto.cinco, de Caria (Belmonte).
O bucho é a peça de enchido mais genuína das terras raianas do centro de Portugal. Manda a tradição que após a matança do porco se juntem num barranhão pedaços de carne provindos da cabeça, orelhas e rabo, de mistura com a carne que restou agarrada aos ossos. Essa carne fica em vinha d’alhos durante três dias, após o que se enchem as bexigas dos próprios porcos, indo para o fumeiro a fim de aí secarem com o calor da lareira.
A iguaria come-se em família ou entre uma roda de amigos. Respeitando o receituário antigo, deve ser cozido durante três horas, envolto num pano de linho. Vai à mesa acompanhado por grelos de nabo e batata cozida e come-se acompanhado por um bom vinho tinto da região.
Dar a conhecer o bucho e contribuir para que se transforme numa oportunidade económica para a região raiana, é o objectivo da Confraria do Bucho Raiano.
Podem ser feitas marcações para a cerimónia e para o almoço até ao dia 2 de Março, para: o e-mail: confrariabuchoraiano@gmail.com.
plb

Foi dia de festa em Odivelas. A jovem Confraria da Marmelada realizou este domingo, 28 de Novembro, o seu primeiro capítulo. O Sabugal esteve representado pela Confraria do Bucho Raiano.

(Clique nas imagens para ampliar.)

No 1.º Capítulo da Confraria da Marmelada foram entronizados cerca de 20 confrades e tiveram como confrarias madrinhas a Confraria Queijo Serra da Estrela e a Confraria da Chanfana.
Os confrades foram recebidos na Junta de Freguesia de Odivelas onde decorreram todas as cerimónias. A mesa do monumento ao senhor Roubado estava reservada para a Confraria do Bucho Raiano do Sabugal.
Na cerimónia realçamos a entronização de Maria Máxima Vaz como Confreira Honorária.
Após a entronização fomos abordados pela homenageada que nos surpreendeu com uma declaração inesperada: «Somos conterrâneos. Sou natural de Aldeia da Ponte.»
A conversa com esta senhora muito simpática e de trato muito afável foi muito interessante. Foi também ela quem fez o discurso sobre a origem de Odivelas e da Marmelada de Odivelas.
O movimento confrádico em espírito de irmandade reforça-se na defesa do que é tradicional e ancestral.

Odivelas – Um pouco de história
«O nome da cidade é explicado pelo povo através de uma lenda. Conta-se que «O Lavrador» tinha por hábito deslocar-se à noite a uma localidade nos arredores de Lisboa para visitar raparigas de seu agrado. A rainha Dona Isabel, conhecedora do facto, acompanhada por outras damas da corte, deslocou-se até ao Lumiar, na altura desabitado, com grandes archotes acesos, a fim de iluminar o caminho ao «marido infiel». Quando D. Dinis com o seu séquito passou junto dela, a rainha dirigiu-se-lhe nestes termos: «Ide vê-las», por evolução, teria surgido o topónimo «Odivelas».
No entanto a filologia explica de modo diferente. A palavra é composta por dois elementos «Odi» e «Velas» sendo o primeiro de origem árabe e tendo como significado «curso de água» (efectivamente em Odivelas passa uma ribeira) e o segundo de origem latina em alusão às velas dos muitos moinhos que povoavam a região.

Marmelada branca de Odivelas
A marmelada é um doce confeccionado em todo o País. A marmelada branca é um doce exclusivo de Odivelas, tendo sido confeccionado no mosteiro das Bernardas que sempre guardaram o segredo que lhes permitia obter um doce de cor muito clara, próximo do branco. A marmelada tinha a forma de quadradinhos e pegava-se nela à mão como qualquer bolo seco.
O segredo só foi desvendado depois da morte da última freira, em finais do século XIX, porque ela deixou um caderno de receitas escrito pela sua mão a uma afilhada onde além de muitos outro doces deste mosteiro estava escrita a receita da marmelada branca.
Maria Máxima Vaz dá-nos a receita da marmelada branca tal como está manuscrita no caderno da última freira:
«Vão-se esburgando os marmelos e deitando-os em água fria. Põe-se a ferver em lume brando, estando bem cozidos se passam por peneira. Para 1kg de massa 2kg de açúcar em ponto alto de sorte que deitando uma pinga n’agua coalhe. Tira-se o tacho do lume e se lhe deita a massa muito bem desfeita com a colher, torna ao lume até levantar empolas. Tira-se para fora e se bate até esfriar para se pôr em pratos a secar.»

Odivelas e o Sabugal estão unidos, há séculos, por laços reais protagonizados por el-Rei D. Dinis e D. Isabel.
Paulo Saraiva

O primeiro Capítulo da Confraria do Bucho Raiano é já no sábado, 17 de Abril, dia em que o Sabugal acolherá confrades vindos de todo o país para provarem o bucho e visitarem esta bela cidade raiana.

Espera-se que o capítulo da confraria sabugalense consiga consagrar o bucho raiano como uma das melhores iguarias no panorama da gastronomia portuguesa. É essa a aposta dos organizadores da iniciativa, que vêem na presença de representantes de várias confrarias uma oportunidade de afirmação da gastronomia raiana.
A chancelaria da Confraria conta com o apoio empenhado da Câmara Municipal para a boa organização da iniciativa. A recepção aos convidados, o cerimonial do capítulo, o desfile das confrarias, o almoço do bucho, tudo está a ser organizado ao pormenor para que não se verifiquem falhas que deixem a descoberto o bem-receber que os sabugalenses costumam conferir a quem nos visita.
A Confraria do Bucho convidou para o apadrinhamento da sua entronização duas das mais prestigiadas confrarias gastronómicas portuguesas: a Confraria do Queijo Serra da Estrela, de Oliveira do Hospital, e a Confraria da Chanfana, de Vila Nova de Poiares. Ambas levarão ao Sabugal representações expressivas, às quais se juntarão representantes de muitas outras confrarias, num sinal de apoio do movimento confrádico, à nova irmandade gastronómica que agora surgiu na raia beirã.
Para a bênção das insígnias, foi convidado o Bispo da Guarda, D. Manuel Felício, que aceitou com agrado o pedido que lhe foi formulado. São consideradas insígnias o estandarte, colares, medalhas, o varal do Grão-Mestre e os chambaris do Chanceler e do Vedor-Mor da confraria.
Para orador da cerimónia de entronização foi convidado o escritor Célio Rolinho Pires, natural de Pêga. Este profundo conhecedor das tradições populares proferirá a chamada «lição de sapiência», subordinada ao tema: «o bucho, peça de excelência da gastronomia raiana».
A Banda Filarmónica da Bendada, actuará na cerimónia e no desfile que as confrarias farão pelas ruas do Sabugal.
A gerência do RaiHotel, garante um almoço com ar de banquete e o eventual alojamento para quem vem de longe.
Um naipe de figuras públicas foi convidado, não apenas para melhor se divulgar o bucho, mas também para conferir um maior brilho ao cerimonial.
Por tudo isto, temos a natural expectativa de que o Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano seja um momento de autêntica sabugalidade, por ele demonstrando a nossa capacidade de organizar e a arte de receber.
Paulo Leitão Batista (Chanceler da Confraria)

1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - Sabugal

O primeiro Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano acontecerá no Sabugal, no dia 17 de Abril (sábado). Nessa data os confrades farão o juramento de honra e receberão as insígnias, numa iniciativa em que se espera juntar no Sabugal confrarias de todo o país, representando os mais variados sabores da nossa gastronomia tradicional.

1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - SabugalPara além da sessão solene do Capítulo, haverá prova de enchidos, homenagem a personalidades, desfile de confrarias e o indispensável almoço do Bucho.
Segundo o programa já delineado, o ponto de encontro é no jardim do Museu Municipal do Sabugal a partir das 9 horas da manhã, local onde os representantes das confrarias gastronómicas, os confrades do Bucho e demais convidados e aderentes farão a sua apresentação e acreditação perante a organização do evento.
A sessão solene de Entronização começará às 11 horas, com a actuação da Banda Filarmónica da Bendada. Com os confrades e convidados já reunidos no Auditório Municipal, o presidente da Câmara do Sabugal, António Robalo, proferirá uma mensagem de boas-vindas. Depois acontecerá a bênção das insígnias por parte do Bispo da Diocese da Guarda, D. Manuel Felício.
Seguir-se-á a lição de sapiência proferida pelo escritor Célio Rolinho Pires, que explicará em que consiste o bucho raiano e qual a sua importância na cultura popular.
Pelas 12 horas inicia-se a cerimónia de entronização, com a Confraria do Bucho a ser entronizada pelas duas confrarias madrinhas (a do Queijo Serra da Estrela e a da Chanfana), na pessoa do Grão-Mestre Capitular, Joaquim Leal. Caberá depois ao Grão-Mestre, já ajuramentado, entronizar todos os elementos da confraria, através do respectivo juramento e da aposição das insígnias.
Após a entronização serão conferidas distinções de honra a personalidades que têm contribuído para a divulgação do Bucho e para a valorização da confraria e do concelho do Sabugal.
Finda a cerimónia, os confrades do bucho e os representantes das demais confrarias presentes, farão um desfile pelas principais ruas do Sabugal seguindo do auditório para o Restaurante D. Dinis no Raihotel, onde será servido o almoço do Bucho pelas 14 horas. A Banda da Bendada abrirá o cortejo.
A iniciativa é organizada pela Confraria do Bucho Raiano, com a colaboração da Câmara Municipal do Sabugal. Apoiam o evento a Empresa Municipal Sabugal+, a Junta de Freguesia do Sabugal, o Raihotel e a Sociedade Filarmónica Bendadense. Os media partners serão o Capeia Arraiana, a Rádio Altitude e a Localvisão TV da Guarda.
Os confrades já possuidores do traje regulamentar devem inscrever-se quanto antes, podendo também registar a participação de acompanhantes, se assim o desejarem.

A recepção e a cerimónia de entronização no Auditório Municipal têm entrada livre.

GPS: «Auditório Municipal Sabugal»
Latitude = 40°21’8.94″ N, Longitude = 7° 5’34.85″ W

Confraria do Bucho Raiano

Reuniu no dia 27 de Janeiro a primeira Assembleia Geral da Confraria do Bucho Raiano, a qual elegeu os corpos sociais para o próximo biénio, que substituirão a Comissão Instaladora, que vem administrando a agremiação desde que a mesma foi formalmente constituída, em 6 de Maio de 2009.

Brasão da Confraria do Bucho Raiano do SabugalA Assembleia Geral, ou Capítulo, que se realizou em Lisboa, decidiu ainda mudar a sede da Confraria para o Sabugal, em local a definir, o que obrigará a uma alteração aos Estatutos, onde consta a Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa como sede da associação.
Outro dos pontos tratados foi a apresentação de contas relativamente ao ano de 2009, que foram aprovadas pelos confrades presentes. Segundo o quadro apresentado pela Comissão Instaladora, a Confraria gastou no último ano 1.145 euros, quase na sua totalidade para pagamento dos actos notariais e demais registos ligados à constituição formal da associação.
Os corpos sociais da Confraria do Bucho Raiano do Sabugal ficaram assim constituídos:

CAPÍTULO
Grão-Mestre Capitular: Joaquim Leal (Sortelha)
Capitular-Ajudante: António Manuel Bogas (Sabugal)
Capitular-Relator: António Vinhas Ricardo (Aldeia de Santo António)

MESA DE VEDORES
Vedor: José Morgado Carvalho (Soito)
Vedor-Ajudante: Paulo Cruz (Aldeia Velha)
Vedor-Relator: António Manuel Ferreira (Sabugal)

CHANCELARIA
Chanceler: Paulo Leitão Batista (Sabugal)
Vice-Chanceler: José Carlos Lages (Ruivós)
Almoxarife: Paulo Terras Saraiva (Castanheira)
Escrivão das Leis: Horácio Pereira (Sabugal)
Fiel de Usanças: José Marques (Sabugal)
Mestre de Cerimónias: Natália Bispo (Sabugal)
Porta-Estandarte: João Valente (Vilar Maior)

Os elementos eleitos para os vários órgãos sociais tomarão posse no final do almoço anual do bucho, previsto para o Sabugal, no dia 13 de Fevereiro.
O I Capítulo de Entronização da Confraria do Bucho Raiano está marcado para o dia 17 de Abril de 2010 com a presença de representantes da Federação Portuguesa das Confrarias Gastronómicas, das duas Confrarias Madrinhas (Confraria da Chanfana de Vila Nova de Poiares e Confraria do Queijo da Serra da Estrela) e de confrarias convidadas de todo o país. A cerimónia incluirá a entronização de Confrades de Honra e um grande almoço onde o bucho raiano será rei.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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