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O escritor Célio Rolinho Pires, natural da freguesia de Pêga, no concelho da Guarda, proferiu a «Oração de Sapiência» durante as cerimónias do 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano que decorreram no Sabugal no dia 17 de Abril de 2010. O Capeia Arraiana publica o valioso escrito – dividido em duas partes – este domingo e o próximo. (Parte 1).

Oração de Sapiência - Célio Rolinho Pires - 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - Sabugal

«O BUCHO» – Oração de Sapiência de Célio Rolinho Pires

«Exmo. Sr. Grão-Mestre da Confraria do Bucho Raiano, senhoras confreiras e confrades das várias confrarias aqui presentes, Sr. Presidente da Câmara do Sabugal, Sr. Governador Civil do Distrito da Guarda, ilustres convidados, minhas senhoras e meus senhores,

Caros amigos

Perante as várias alíneas do Programa relativo à Entronização dos órgãos e confrades da Confraria do Bucho Raiano, a que teremos a honra de assistir, e no que à minha pessoa respeita – oração de sapiência por Célio Rolinho Pires, escritor – confrontado, aqui e agora, com tão ilustre e insigne assistência, não posso deixar de me sentir honrado mas, e ao mesmo tempo, constrangido para não dizer embaraçado! Efectivamente, orador não sou, a não ser uma ou outra vez em que tive, por ossos do ofício, pregar algum sermão aos meus alunos… Sapiência? – Pobre de mim! Parafraseando o filósofo «só sei que nada sei»! Darei, no entanto, o benefício da dúvida a mim próprio se aquilo que nos vem da barriga da perna e que aprendemos por ser quem somos seja considerado saber… Todavia, e dada a dinâmica dos novos tempos, não me parece que o seja: as coisas da ruralidade são cada vez de menos préstimo e daí a angústia das gerações mais velhas, a que eu pertenço, que tendo recebido amorosamente dos que nos precederam esse testemunho riquíssimo denominado Tradição, vivemos e morremos agora na angústia de não termos a quem o passar. É a desertificação, o abandono, a amnésia colectiva que se instalaram ao nível da cultura da ruralidade, sobretudo no domínio do vocabulário, da linguagem, e das vivências de cada um – tudo o que, no fim de contas estigmatizou irreversivelmente as nossas infâncias e o destino de todos aqueles que, em devido tempo, tiveram a sorte (ou não?) de comer por aqui as colhadas de Maio, o Bucho, as morcelas, os grelos, as meruges, os agriões, as azedas, e tantas outras coisas simples e boas!
Quanto ao epíteto de escritor, devo dizer que conheço bem o fenómeno da náusea que acompanha o acto de escrever e também sei da aventura e do risco que é a publicação e até da inconsequência das palavras ditas pela primeira vez… Todavia, e desde que a ruralidade caiu em desuso, e desde que a escrita é cada vez mais um produto televisivo e de supermercado…penso bem que os escritores são feitos de outra massa e de outra tripa, para utilizar uma linguagem consentânea com a temática do Bucho.
A ser assim, qual é então, aqui e agora, o meu papel? Que estarei eu aqui a fazer? – pergunto-me, perguntarão!
Estou aqui, à margem a inerência da honra que é ter de falar do Bucho, Palaio, Paio ou Bexiga para tão ilustre assistência, estou aqui, desculparão a franqueza, como o réu (na circunstância o Sr. Porco) perante o colectivo já que condenado à morte ab initio e conduzido por mãos amigas ao banco do sacrifício, ainda tem que ouvir pela última vez do juiz inquisidor a consabida e fatídica pergunta:
– O Réu tem alguma coisa a alegar em sua defesa?
E a resposta só pode ser esta:
– Claro que tenho. Evidente que tenho!
Estou aqui em nome da Amizade e das relações da Boa Vizinhança que foi, é e será das gentes de uma e de outra margem do Coa, de aquém e de além Coa, esteja o sujeito pensante num ou o no outro lado.
Quanto à Amizade, à parte os muitos amigos aqui presentes, as culpas vão todas para o Dr. Paulo Leitão Baptista, o homem a quem confiaram o selo e a chancela da Confraria (estão-lhe bem entregues!), a quem e dadas as nossas cumplicidades ao nível da escrita e, ainda, da verdadeira “tinta” com que, por vezes, se dizem e escrevem as palavras, não pude dizer que não! Embora correndo o risco de enfadar e desiludir meio-mundo! Farão o favor de desculpar! A amizade tem um preço e o preço é este!
Quanto às relações de Boa Vizinhança o entendimento foi de sempre total! Excepção para o diferendo original que opôs o concelho de Sortelha ao concelho do Sabugal, sanado à nascença pela Carta da Fatela de 1315, sob o alto patrocínio do Rei D. Dinis. De referir que não se trata da Fatela de Penamacor mas sim da Fatela do Estremo, uns 20 a 30 quilómetros para lá de Valverde del Fresno, e uma das entradas no Concelho de Sortelha, segundo o testemunho dos pastores inquiridos. A falar de tudo isso aí estão ainda as casas do Ti Manuel Joaquim Nabais, o último moleiro dos Moinhos de Portugal, e o Porto de Alvasil, uma das entradas no concelho da Guarda, mesmo em frente das Bombas da Galp, na foz do Ribeiro dos Aluados ou Alvados. Afinal tudo tão perto!
As relações entre lusitanos opidanos e transcudanos, ou de outra forma, entre lusitanos e vetões, foi sempre do melhor em termos de «razia» e de luta no caminho das Terras do Sul, pela Dalmácia e pela Guinea, rumo à Estremadura, à Bética e à Andaluzia, e o Foro Velho da Cavalgada dos Costumes de Alfaiates é ainda uma reminiscência medieval, penso, do que foram esses tempos glórios e difíceis das guerras lusitano-romanas… Recentemente foram as capeias, os bailes, o futebol, um ou outro burranco no churrasco a unir a rapaziada de uma e outra margem do Coa. Tempos!
É que eu sou de Pêga, do lado de lá do Coa, portanto! Nasci à ilharga da Ribeira do Boi, um dos principais afluentes do Coa, uma ribeira, também ela, carregadinha de história! Até no tocante ao contrabando, perdão pela inconfidência, ouvi um dia dizer ao Ti Zé Saranco do Soito, provavelmente já falecido, «a fama é dos do Soito e Quadrazais mas os verdadeiros contrabandistas moram em Pêga». Mas isso já lá vai, terá sido nos tempos da Guerra em que a cavalaria arraiana em récuas de centenas de cavalos, mulas e machos, iam a Pêga, na calada da noite, carregar volfrâmio e estanho em bruto ou em lingotes ali fundidos pelos irmãos Martins, para depois introduzirem na Espanha via Carvalhal Meão, Seixo do Coa, Malhada e Poço Velho.
De tudo o que foi dito, portanto, o Tratado de Alcanizes, sob os auspícios do Rei D. Dinis em 1297, era e continua a ser uma inerência, uma inevitabilidade. Oportuna assim a quadra do rei Lavrador:
Eu, rei D. Dinis
Castelo, fonte e ponte fiz
E quem dinheiro tiver
Fará o que quiser!

E boas maneiras – acrescentaria eu!
Falar do Bucho implica necessariamente ter de falar do porco e da matança. A Confraria do Bucho Raiano foi feliz e está de parabéns pela escolha do nome e dos símbolos que fazem as respectivas armas: um bucho vermelho do sangue e do pimentão suspenso de um chambaril a fazer as vezes dos pauzinhos afiados de giesta seca, os chavelhos, que o atravessam na sua parte superior, como se do pírtigo do mangual se tratasse, e cuja função é ajustá-lo ao respectivo sedouro que, na circunstância, é a pele do palaio, paio, bexiga, bucho ou estômago do animal. Tudo isto ao centro de um pentágono regular representativo das cinco quinas do castelo do Sabugal, das cinco quinas da Bandeira de Portugal, das cinco chagas de um Cristo bem português, na circunstância, arraiano. Parabéns!
O bucho, palaio ou bexiga é e será sempre um símbolo, e como tal, é uma síntese representativa, iconográfica, cheia de conotações fisiológicas, carnais mas também históricas, sociais e religiosas.
Ele é, na verdade, o rei dos enchidos, a sobressair, pelo formato redondo ou oblongo, pelo aroma e pelos sabores, no conjunto da latada sobranceira ao lar do lavrador, no meio da parantela mais humilde das morcelas de assar e de cozer, das farinheiras de coiros e das outras, das chouriças de boches, do cu e das normais. Ele é o alfa e o ómega ao nível da geomorfologia do porco sacrificado. Feito sobretudo da parte nobre do animal – a cabeça esfolada em coiratos – pela beiça, pela língua, pelas orelhas e parte da caluva, também não foi esquecida a parte terminal do rabo e implicou mesmo, por parte das mulheres que o confeccionaram, uma viagem pelo osso de suã (a coluna vertebral) em busca de pequenos ossinhos e tudo o que seja tecidos cartilagíneos. Da cabeça sobrará apenas a queixada que há-de jazer, ano fora, no caniço do sobrado, entre as castanhas piladas para dela se fazer, se for caso disso, um qualquer unguento para tratar o trasorelho dos garotos ou a dor de dentes dos mais velhos. Tudo tinha préstimo! Depois é o resto, o molho com o segredo das donas de casa: azeite, alho, cebola, louro, salsa, vinho, pimentão, pimentos queimosos, e o necessário e prolongado curtimento em uma qualquer barranha ou barranhão de preferência feitos do barro da Malhada Sorda. Depois, tudo é ensacado e bem ensacado no palaio que é o apêndice ligado ao intestino grosso do animal, na bexiga (que é a bexiga) ou no bucho que é o estômago do dito. A seguir fumeiro com ele com chamadas de giesta repetidas sobretudo nos primeiros dias. Segundo as regras canónicas e sociais a Bexiga comia-se ao almoço do Domingo Gordo e o Palaio ao almoço do Domingo de Páscoa. De permeio a Quaresma, tempo de jejum e abstinência para os que não adquirissem a Bula no Sr. Vigário.
(continua.)
Célio Rolinho Pires (oração de sapiência)

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Teresa Duarte ReisA Entronização do Bucho Raiano foi um Acto Solene digno de registo e que não se apaga facilmente da memória dos assistentes, especialmente daqueles que nunca tinham assistido a uma sessão semelhante. Aproveito para recordar as palavras do Sr. Bispo da Guarda. Sempre a seu jeito e a sorrir lembrou que a raiz da palavra (confraria, confrade…) nos indica que somos irmãos e como tal nos devemos comportar. Apelou à boa relação, em que a fraternidade é um valor fundamental na vida das pessoas. Está de parabéns a organização, pela maneira como tudo correu e faço de bom grado o meu registo, que prometo, terá mais do que o Primeiro Capítulo.

O 1.º Capítulo de Sua Excelência o Bucho Raiano

A música surpreende
O auditório vai-se enchendo
Confrades tomam lugar
Para o momento solene
Fotos e flashes crescendo.

O Zé Lages não pára
Pois há muito que fazer
Uns que requerem o traje
Outros não têm boina
Tudo se vai resolver!

Conhecem bem a Talinha
A «guardiã» do Castelo?!
Sempre de flash em punho
Muito airosa no seu traje
E sorriso muito belo.

E a Banda da Bendada
Tantos anos comemora!
Continua seu ritmar
A cerimónia começa
Abrem o pano – é agora.

O Presidente Robalo
Elogia parcerias
Felicita a ocorrência
E acolhe de bom agrado
As outras Confrarias.

Grão-mestre, Chanceler e Mesa
Cada um em seu momento
Usa de oportunas palavras
Mantém um digno porte
Tal como exigia o evento.

A Lição de Sapiência
De tão douto escritor
Faz-nos «peregrinar pela infância
De meninos que também fomos»
E o diz com tal calor!

Sentimos com ele o perigo
Da desertificação
Mas também das linguagens
Que nada têm a ver
Com a nossa ambição.

Ambição de sermos povo
E terra de gente sã
Preservarmos o que vale
E também os bons registos
Desta região beirã.

No almoço do D. Dinis
As luzes vão-se apagando
Entra Sua Excelência
O Bucho Raiano, em pose,
Pela sala desfilando.

Desta festa de sabores
O que deixo para final?
Que o desfile de Confrarias
Conferiu um ar solene
Às ruas do Sabugal.

«O Cheiro das Palavras», opinião de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

A realização do 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano realizada na Cidade do Sabugal no passado dia 17, onde foram entronizadas algumas dezenas de confreiras e de confrades, entre as quais orgulhosamente me incluo, coloca-nos o desafio urgente e essencial de certificar o Bucho Raiano enquanto Especialidade Tradicional Garantida (ETG).

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Segundo o Regulamento (CE) n.º 509/2006 da União Europeia, um produto é classificado como ETG quando:
1) se distingue claramente de outros produtos ou géneros similares pertencentes à mesma categoria;
2) demonstre ser de uso comprovado no mercado comunitário por um período que mostre a transmissão entre gerações; e,
3) beneficie do reconhecimento da sua especificidade pela Comunidade, por intermédio do seu registo em conformidade com aquele Regulamento.
Para integrar o registo das ETG, o produto agrícola ou o género alimentício deve ser produzido a partir de matérias-primas tradicionais ou caracterizar-se por uma composição tradicional ou um modo de produção e/ou de transformação que reflicta o tipo de produção e/ou de transformação tradicional.
Ora esta questão ganha importância acrescida, pois não basta dizer «Bucho Raiano», para que o mesmo seja classificado.
Na verdade o processo de certificação é complicado e exigirá de todos – Confraria, Câmara Municipal e Produtores – um empenhamento neste processo, o qual exigirá, uma definição clara do que se entende por «matérias-primas tradicionais», «composição tradicional» e «modo de produção e/ou transformação tradicional».
Dito de outra forma, socorro-me do que nos foi dito no sábado pela Confraria do Bucho de Arganil, Concelho onde havendo duas aldeias com o bucho, só uma é reconhecida pela Confraria por ser a única onde se utilizam matérias-primas, composição e modo de produção tradicionais.
ETG - Especialidade Tradicional GarantidaImporta assim que todos cheguemos a acordo sobre a origem e raça dos porcos, bem como dos métodos da sua criação e engorda; sobre as partes do porco que integram o Bucho; e, sobre as formas de o produzir, encher e secar.
Por último, uma breve referência a um termo que tem aqui uma aplicação fundamental e refiro-me ao termo «derrogação».
Na verdade, muito vezes se diz que a legislação sobre segurança alimentar impede ou condiciona a continuidade dos produtos tradicionais.
Pois exactamente por causa disso, a legislação comunitária em vigor, estabelece um conjunto de regras derrogatórias da Legislação geral para os produtos com características tradicionais, que são os que são reconhecidos historicamente como produtos tradicionais; fabricados de acordo com referências técnicas codificadas ou registadas ao processo tradicional, ou de acordo com métodos de produção tradicionais; ou protegidos como produtos tradicionais por legislação (comunitária, nacional, regional ou local).
Isto é, o reconhecimento do Bucho Raiano enquanto Especialidade Tradicional Garantida (ETG) permitirá igualmente retomar velhas práticas ancestrais de produção do mesmo, naturalmente garantindo níveis adequados de segurança e higiene.
Por tudo aquilo que acabo de escrever, deixo um repto a todas as confreiras e confrades para que, juntos, levemos a cabo uma jornada de reflexão que permita definir os passos a dar para que o reconhecimento do Bucho Raiano e de demais enchidos da nossa raia enquanto Especialidades Tradicionais Garantidas seja uma realidade.

Página com Produtos Tradicionais de Qualidade na Região Centro. Aqui.
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

No dia 17 de Abril de 2010 escreveram-se mais umas linhas na história do concelho do Sabugal, das suas tradições e da sua gastronomia. O 1.º Capítulo e Cerimónia de Entronização da Confraria do Bucho Raiano merecem ficar documentados para mais tarde recordar. (Parte 1).

GALERIA DE IMAGENS – CONFRARIA BUCHO RAIANO – 17-4-2010
Fotos Câmara Municipal do Sabugal – Clique nas imagens para ampliar

1 – Parabéns a todos! O entusiasmo e a dedicação dos participantes compensam todos os trabalhos e canseiras que antecederam este dia histórico.

2 – Correspondendo a vários pedidos que nos chegaram a oração de sapiência do escritor Célio Rolinho Pires vai ser publicada no Capeia Arraiana dividida em duas partes nos domingos, 25 de Abril e 2 de Maio.

3 – Os interessados em pertencer à Confraria do Bucho Raiano devem fazer o seu pedido de admissão junto dos confrades entronizados ou através do correio: confrariabuchoraiano@gmail.com

4 – O 2.º Capítulo está marcado para o dia 5 de Março de 2011, sábado de Carnaval, num restaurante do concelho do Sabugal a decidir em reunião de Chancelaria.

As raras vozes desalinhadas que cumprem o seu eterno papel de «estar contra tudo o que foge do ramerrão instalado» fizeram-nos, no entanto, recordar o Canto IV, estâncias 94-104, de «Os Lusíadas», de Luiz de Camões. Refiro-me, claro, ao episódio do «Velho do Restelo»…
jcl

No dia 17 de Abril de 2010 escreveram-se mais umas linhas na história do concelho do Sabugal, das suas tradições e da sua gastronomia. O 1.º Capítulo e Cerimónia de Entronização da Confraria do Bucho Raiano merecem ficar documentados para mais tarde recordar. (Parte 3).

GALERIA DE IMAGENS – CONFRARIA BUCHO RAIANO – 17-4-2010
Fotos Câmara Municipal do Sabugal – Clique nas imagens para ampliar

jcl

No dia 17 de Abril de 2010 escreveram-se mais umas linhas na história do concelho do Sabugal, das suas tradições e da sua gastronomia. O 1.º Capítulo e Cerimónia de Entronização da Confraria do Bucho Raiano merecem ficar documentados para mais tarde recordar. (Parte 4).

GALERIA DE IMAGENS – CONFRARIA BUCHO RAIANO – 17-4-2010
Fotos Câmara Municipal do Sabugal – Clique nas imagens para ampliar

jcl

No dia 17 de Abril de 2010 escreveram-se mais umas linhas na história do concelho do Sabugal, das suas tradições e da sua gastronomia. O 1.º Capítulo e Cerimónia de Entronização da Confraria do Bucho Raiano merecem ficar documentados para mais tarde recordar. (Parte 5).

GALERIA DE IMAGENS – CONFRARIA BUCHO RAIANO – 17-4-2010
Fotos Câmara Municipal do Sabugal – Clique nas imagens para ampliar

jcl

Reportagem de «O Interior TV» no 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano no Sabugal. A peça assinada pelo jornalista Ricardo Cordeiro teve edição de imagem de Rafael Mangana e Lisete Cruz.

1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano - O Interior Tv
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Emissão on-line de «O Interior Tv». Aqui.
jcl

O 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano foi motivo para uma Grande Reportagem histórica da redacção da Guarda LocalVisãoTv. O documentário (dividido em três partes) é assinado pela jornalista Paula Pinto e pelo operador de imagem Miguel Almeida. (Parte 3).

Local Visão Tv - Guarda
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Mais um enorme trabalho televisivo da LocalVisãoTv promovendo e divulgando a Confraria do Bucho Raiano, o concelho do Sabugal, as terras da Raia, as terras do forcão e as terras do distrito da Guarda mas, acima de tudo, em irmandade, num grande esforço de divulgação dos sabores e das tradições das Beiras. O nosso bem-haja a toda a equipa e ao seu director-geral, Carlos Ramalho, que mais uma vez se solidarizou com a Confraria e esteve presente no Sabugal.
jcl

O 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano foi motivo para uma Grande Reportagem histórica da redacção da Guarda LocalVisãoTv. O documentário (dividido em três partes) é assinado pela jornalista Paula Pinto e pelo operador de imagem Miguel Almeida. (Parte 2).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

O 1.º Capítulo da Confraria do Bucho Raiano foi motivo para uma Grande Reportagem histórica da redacção da Guarda LocalVisãoTv. O documentário (dividido em três partes) é assinado pela jornalista Paula Pinto e pelo operador de imagem Miguel Almeida. (Parte 1).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Foi no passado fim-de-semana, solarengo como já não se via este ano que decorreu mais uma «Feira Medieval» na Aldeia Histórica de Castelo Mendo com o cunho da Câmara Municipal de Almeida e participação da Junta de Freguesia de Castelo Mendo.

Começou por ser uma feira anual de fumeiro e enchidos só no exterior da aldeia.
A partir de 2006 passou a denominar-se de Feira Medieval e a ocupar o interior e exterior trazendo animação de rua e espectáculos de encenação medieval.
Este ano foi um sucesso a afluência de pessoas foi elevadíssima. Segundo os populares todos os anos a vinda de público aumenta.
No percurso das barracas dos tendeiros espalhados pelas ruas encontrava-se uma de venda de enchido que tinha expostos inúmeros artigos onde se destacava o Bucho Raiano. O que prova que o bucho já no tempo de dom João I era uma iguaria, digo eu. Após conversa com Paulo Manso do Cabo, o proprietário desta tenda, este informou-me que fez uma pequena fábrica de raiz para a produção de enchidos e salsicharia em Pínzio, no concelho de Pinhel, de nome «A Lareirinha».
O Bucho Raiano está vivo e bem vivo.
Terras Saraiva

Reportagem da LocalVisãoTv da Guarda no VI Almoço da Confraria do Bucho Raiano que decorreu no dia 13 de Fevereiro no Restaurante Robalo no Sabugal.

Local Visão Tv - Guarda
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JOAQUIM SAPINHO

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