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Visitando há dias, na zona histórica da Vila do Sabugal, a célebre casa manuelina, intervencionada de forma pouco condigna com a sua traça original, à semelhança de outras – felizmente ainda poucas – na mesma zona envolvente, lembrei-me do que dizia Santo Agostinho há mil e quinhentos anos acerca das referências do passado e da importância que têm na formação da identidade individual e de uma comunidade.

Casa Judaica - Sabugal

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaDizia Santo Agostinho que a memória do ser humano é fundamental como parte fundadora da sua presença no mundo.
Isto é, sem o acto inteligente da memória, não haveria pessoa, mas apenas um acto de inteligência instantâneo, talvez eterno, mas sem auto-referência possível, pois esta auto-referência apenas pode ser dada por um padrão memorial, como se cada um de nós possuísse ou mesmo fosse fundamentalmente um protocolo actual de auto-identificação, em acto de auto-identificação constante, em que cada acto intuitivo é um acto intuitivo matriciado por aquele protocolo de auto identificação ontológico.
O Eu, a identidade individual, existe numa relação de referência com o outro, com o meio e com o seu passado. E o protocolo que liga o Eu com estas marcas ontológicas e relacionais do indivíduo é a memória.
É por essa razão que a personalidade é um acto de construção intergeracional, a ponto de Napoleão ter afirmado que «a educação de um indivíduo começa pelo menos cem anos antes do seu nascimento», e, sem acto de memória, não haver pessoa alguma.
Toda esta conversa arrevesada e aparentemente despropositada, por quê?
Porque, caro leitor, o que ficou dito para o microcosmo pessoal vale também, mutatis mutantis, para o macrocosmo das comunidades humanas.
Uma comunidade humana sem um acto de memória colectiva, partilhado pessoalmente, não pode simplesmente existir, pois nada há nela que relacione entre si os entes humanos.
Precisando melhor, uma comunidade humana não subsiste enquanto tal, se não houver uma memória colectiva que una as memórias individuais dos seus elementos.
Daqui a importância fundamental e pedagógica da historiografia e ciências afins como domínio da memória externa ou colectiva e também da memória interior do acto próprio de cada ser humano.
Estudar os elementos do passado de uma comunidade, ajuda a preservar a sua memória, sobretudo em relação ao seu futuro possível, cuja realidade se pode dominar preservando a linhagem ontológica a que esse possível futuro pertence. Concretizando: Faz-se a ponte entre o passado e o futuro de uma comunidade através da sua matriz cultural que a memória colectiva mantém no presente.
E sobretudo, garante-se que a identidade cultural, o «código genético» que diferencia e torna única uma comunidade passe às gerações futuras.
Enquadrado o assunto nestes termos, agora o verdadeiro objectivo deste texto:
A referida casa manuelina insere-se, pelas suas características arquitectónicas que vão muito para além do manuelino, num conjunto arquitectónico com características judaicas, comuns ao de muitas casas de algumas terras da Beira, como Belmonte, Medelim, Penamacor, Guarda e Trancoso.
No caso do Sabugal, dá-se a particularidade interessantíssima de o conjunto de casas onde esta se enquadra, formar uma pequena ilha habitacional permitindo a comunicação entre cerca de mais de uma dezena de outras casas por um quintal interior, o que aliado às características de certos elementos arquitectónicos, como as portadas «cegas», as cruzes nas ombreiras, inscrições nas fachadas, assimetria dos elementos das fachadas, uma porta de entrada e outra maior de oficina ou loja, o Aron Hakodesh da Casa do Castelo e o curioso armário manuelino (será também um Aron Hakodesh?) da referida casa manuelina, atestam a presença de uma significativa comunidade safardita na zona histórica da Vila do Sabugal e que a mesma casa seja também de arquitectura judaica.
Algumas destas casas e outras das proximidades ameaçam ruína, outras ainda, foram intervencionadas com total desrespeito pelas suas originais características arquitectónicas judaicas ou zona envolvente, sendo umas rebocadas e pintadas, ou revestidas a azulejo, ou reedificadas com traça moderna.
Inclusivamente, uma antiga casa de pedra no Largo do Castelo, além de ter sido recentemente subida em blocos, está a ser totalmente rebocada e foram-lhe aplicados «espelhos» em pedra polida nas janelas e portas (em forma de caixilho) em total desenquadramento com o largo envolvente, seu castelo, cruzeiro e restantes casas.
A Câmara Municipal certamente que, sabendo da sua importância, tem um plano de intervenção e preservação para esta casa manuelina e para o antigo arquivo municipal que lhe fica de fronte – o qual, pela vista magnífica sobre o rossio da vila, o rio e a Malcata, pode ser aproveitado para jardim ou largo panorâmico – mas também vai elaborar um plano de preservação, reabilitação e divulgação de toda a zona intra-muros, pelas características arquitectónicas únicas de todo o seu património edificado, que, embora sumariamente, aqui se enumeraram.
Seria até clamoroso que assim não acontecesse, porque estas características especiais de arquitectura e de ocupação judaica, fazem, queira-se ou não, parte da rica memória colectiva do concelho.
E é a memória colectiva do concelho que une as memórias individuais de todos os munícipes dando-lhe existência como comunidade humana, viva diferenciada, distinta de todas as outras.
Preservar e promover a zona intra-muros da vila na sua especificidade própria é pois, tão importante para identidade do concelho, como elevar a capeia arraiana à dignidade de património municipal, já não digo da humanidade, que seria pretensão a mais.
Meus amigos; sendo a capeia e a presença safardita na zona histórica duas realidades da nossa memória colectiva e, portanto, de igual importância na definição da nossa própria identidade quer no passado, quer no presente, quer no futuro, nem se compreenderia o motivo de um tratamento desigual entre elas!
Vocês, não acham?
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

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A edição on-line de ontem, 29 de Agosto, do jornal israelita «The Jerusalem Post» contém um artigo que relata uma viagem a Portugal que passou pela Casa do Castelo, no Sabugal, onde a viajante se comoveu ao deparar-se com o altar representativo das práticas de culto dos judeus que foram obrigados a converter-se ao cristianismo.

O artigo, intitulado «No trilho dos judeus de Portugal», é escrito por Judith Fein, uma jornalista e escritora sobejamente conhecida, que manifesta o prazer de viajar pelo mundo em busca de vestígios dos povos judaicos.
Na visita que fez a Portugal, acompanhada pelo marido, a sua atenção centrou-se nos milhares de judeus que foram forçados a converter-se ao cristianismo, mantendo porém, às ocultas, a prática do culto original. A primeira etapa foi em Lisboa, no Largo de S. Domingos, junto ao Rossio, onde observou comovida o monumento às vítimas da intolerância e do fanatismo religioso. Naquele lugar foram queimados por ordem da Santa Inquisição alguns milhares de judeus em 1506.
Em Lisboa a autora percorreu ainda as ruas de Alfama, que era o bairro onde viviam muitos dos judeus que passariam a ser chamados «cristãos-novos», por se terem convertido ao cristianismo para evitarem a sua expulsão de Portugal.
Depois a jornalista tomou parte numa visita guiada até ao centro e norte de Portugal. A caminho de Belmonte, a comitiva passou no Sabugal. Quando se dirigiam ao castelo o guia, apontando a Casa do Castelo, informou: «Aqui encontraram um Aron HaKodesh».
Judith Fein conta que correu imediatamente para a casa, onde entrou e falou com a proprietária, a Natalia Bispo, que a acompanhou ao andar de baixo e lhe apontou um armário de pedra incrustado na parede.
A viajante ficou comovida: «No fundo do armário havia dois grandes buracos redondos. O meu coração bateu. Sabia instintivamente que os furos marcavam o local onde a Tora estivera. Há 15 anos que estudo, escrevo e falo sobre os judeus que viviam em segredo, mas esta foi a primeira vez que vi provas físicas das orações clandestinas no lugar onde elas aconteceram.»
Conta depois como Natália Bispo lhe explicou a descoberta do armário: «Há cerca de quatro anos, eu e o meu marido comprámos esta casa de pedra que estava muito velha e completamente degradada. (…) Nós queríamos transformá-la num restaurante e numa loja, chamada Casa do Castelo, onde pudéssemos vender produtos regionais e artesanato local. Durante o processo de restauração, descobrimos algo surpreendente: um armário fora do comum que estava embutido numa parede de granito de grande espessura, a cerca de três metros do chão. Tinha uma moldura de madeira, e duas portas também de madeira, e dentro tinha duas prateleiras de pedra. Na parte inferior tinha dois círculos afundados no granito. O armário foi observado por dois arqueólogos que consideraram tratar-se de um altar de culto judaico, um “Armário da Lei”, “Aron HaKodesh”, ou “Arca”. »
A jornalista conta como, face á emoção, lhe rodopiaram na mente possíveis explicações para aquele importantíssimo achado: «Estaria a olhar para o vestígio de uma sinagoga? A casa de um rabino? Quem tinha ali rezado? Será que a arca existiu antes da Inquisição? Seria usada durante e depois da Inquisição?»
Depois especulou a partir da posição geográfica do Sabugal, que está junto à fronteira com Espanha, sendo possível que os judeus expulsos desse país tenham tido abrigo nesta casa e que depois continuassem as práticas de culto em segredo, desafiando a proibição prescrita.
Já em Belmonte, vila que visitou pela terceira vez, falou com o director do Museu Judaico da sua «espectacular» descoberta no Sabugal, tendo-lhe António Mendes confirmado o uso desses armários pelos cristãos-novos, que assim mantinham a prática judaica em segredo.
plb

Jorge MartinsConcluído que está o primeiro estudo estatístico a partir das fichas dos processos inquisitoriais dos réus naturais ou residentes no Sabugal, vamos agora entrar numa fase mais morosa, mas mais elucidativa da leitura do conteúdo dos processos.

Estamos convictos de que a leitura dos processos nos poderá ajudar, entre outras informações, a localizar a judiaria do Sabugal e confirmar a existência de uma Arca Sagrada – Aron Hakodesh ou Ekhal (designação ibérica) – na Casa do Castelo, corroborada por vários investigadores, designadamente por uma delegação israelita que a visitou recentemente.

Arca Sagrada - Aron Hakodesh - Casa do Castelo - Sabugal

De facto, seria da maior importância para a criação de um Roteiro dos Judeus do Sabugal – integrado num Roteiro dos Judeus das Beiras – a validação, pela via documental, da Arca Sagrada da Casa do Castelo. Desse modo, teríamos um importantíssimo ponto de apoio para o Roteiro dos Judeus do Sabugal e uma belíssima peça, conservada pela Casa do Castelo, como pólo de referência, caso se confirme também que aquela habitação era um local de culto, privado ou comunitário. Isto poderia querer significar que a Casa do Castelo faria parte da judiaria do Sabugal.
Convém ter em conta que, após a expulsão / baptismo forçado dos judeus (1496/1497), as comunidades judaicas portuguesas se extinguiram, dispersaram ou reorganizaram noutros locais mais próximos, agora na forma criptojudaica. Já sabemos que os réus sabugalenses da Inquisição se dispersaram pelas Beiras, praticamente por concelhos próximos do Sabugal. Em consequência, é possível que tenham mantido locais secretos de culto no próprio Sabugal.
A escolha dos processos inquisitoriais incidirá, pois, numa primeira fase, nos que se referem aos réus residentes na vila do Sabugal quando da sua prisão. Deste modo, pretendemos encontrar moradas e, a partir delas, conhecer os locais das práticas judaicas. Assim, deixamos para outra fase os processos referentes a réus residentes noutras localidades do concelho. De seguida, serão estudados os processos dos réus naturais do Sabugal, mas residentes noutros concelhos.
Dos 37 processos referentes a réus identificados como residentes na vila do Sabugal, vamos estudar 12, que estão digitalizados pela Torre do Tombo. Todos eles estão acusados de judaísmo.

Quadro

Como facilmente se depreende, esta fase irá demorar meses e implicará a interrupção desta primeira série de artigos no Capeia Arraiana. Regressaremos quando tivermos dados concludentes sobre os objectivos pretendidos e acima enunciados.
Até breve!
«Na Rota dos Judeus do Sabugal», opinião de Jorge Martins

martinscjorge@gmail.com

JOAQUIM SAPINHO

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