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A celebração dos primeiros dois dias de Novembro (dia 1 – Dia de Todos Os Santos; dia 2 – Dia de Recordação de Todos os Fiéis Defuntos) teve origem no Mosteiro dos Beneditinos de Cluny em França. Das duas datas importantes, a primeira não mais acontecerá, pois o feriado religioso foi retirado e as pessoas já não terão pelo menos um dia disponível para recordar os seus mortos mais queridos. Muito se deve às más e incríveis negociações da Igreja com o Estado Português.

É importante que nestas datas façamos uma reflexão da Fé que vivemos, e acreditemos numa vida nova e imortal. Na primeira, festejamos todos aqueles e aquelas que a misericórdia de Deus admitiu na sua presença, na entrada do Seu Reino. Na segunda, é o tempo da oração, da reflexão dos Fiéis Defuntos, por todos aqueles que partem com a necessidade de algumas purificações além-túmulo.
Há dias um amigo, em conversa sobre estes temas da Fé, perguntava-me se na sociedade em que vivemos ainda há santos e onde estão. Respondi-lhe de imediato que sim e muitos. Porém, quis explicar-lhe, na minha opinião, quem são os santos. Se nos deslocarmos a uma qualquer Igreja, lá encontraremos muitos, muitas vezes desconhecendo a sua vida e obra. Todos os anos levo as crianças da Catequese de Aldeia de Joanes à Igreja Matriz, para lhes proporcionar uma lição de história sobre esse monumento de interesse municipal e verifico que a maioria não sabe nem conhece as imagens dos santos, que ali estão para todos venerarmos.
Numa das aulas de Catequese, há uma lição muito interessante, sob o título «Sede Santos». Ali está a resposta muito concreta e simples: um santo é todo aquele que detesta o mal e se apega ao bem; aquele que se mostra firme nas dificuldades com muita alegria e esperança; aquele que cultiva o fervor sem perder a humildade; aquele que procura viver em paz com todos, ajudando os mais necessitados.
Estas minhas respostas, que foram ouvidas com muita atenção pelo meu interlocutor, convenceram-no, apresentando-lhe de seguida inúmeros nomes de santos, que através dos tempos subiram aos altares.
Também lhe acrescentei que o Concílio Vaticano II afirma que a santidade consiste na plena e perfeita identificação com Jesus Cristo. Todos os cristãos são chamados a ser santos, é um chamamento que abrange todos sem exceção. Há imensos caminhos, imensas maneiras, cada um com o seu modo de vida, na vida de todos os dias, na família, no trabalho, nos tempos livres, em todas as atividades.
Volto à pergunta: ainda há santos hoje? Recordo novamente as crianças da Catequese. A maioria responde-me que os seus avós são uns santos. Ajudam-nas, dão-lhe bons conselhos, amparam-nas contra o mal, ensinam-lhe os caminhos do bem com o seu exemplo, rezam com elas, ensinam-lhes os valores da vida, enfim são os seus companheiros dia-a-dia. E também muitos pais responsáveis fazem o mesmo.
E os jovens que se dedicam voluntariamente em muitas ações de solidariedade social e de prática da caridade. E aqueles e aquelas que partem com destino a terras de missão, trabalhando no progresso social, cultural e religioso e dão a vida por essas causas. E aqueles visitadores de hospitais, que limpam as lágrimas de doentes que já não têm força nas suas mãos, transmitindo-lhes palavras de fé e esperança. E os homens e mulheres que fazem pontes de amizade e união e são semeadores da paz e da concórdia. E caro amigo leitor, podia apontar muitos mais trabalhadores que nos dias de hoje sobem as escadas da santidade. E não são necessariamente católicos. Aqui tens os santos dos nossos dias. Andam junto de nós, vivem perto de nós. Estão aí. Estão ao teu lado.
O Evangelista S. Lucas, diz-nos que «hão-de vir do Oriente, do Ocidente, do Norte e do Sul, sentar-se-ão à mesa do Reino».
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

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Levantei-me cedo. Diz o Povo que deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Dirijo-me ao Metro do Rato. Há muito que não andava de Metropolitano. É a via mais rápida na Capital. Tive de perguntar os esquemas de deslocação, porque quando não se prática esquecemo-nos.

Em Alvalade tive de mudar de via. Olhei para os lados dos leõezinhos e verifiquem que andam muito domesticados e mansinhos para aquelas bandas. Nas várias estações do Metro destaco e admirei os painéis de azulejos alegóricos e invocativos das histórias de cada uma daquelas paragens. O azulejo é património da cidade de Lisboa. Admiramos a decoração de igrejas, capelas, miradouros, fachadas e interiores de palácios e até farmácias, restaurantes e padarias.
Á porta da ADSE – Associação Desportiva dos Servidores do Estado – já se encontrava uma equipa de futebol com muitos suplentes. Ao trocarmos olhares muitos, todos, nem para uma equipa de reservas nos escolhiam, muitos deles a precisar de cuidados de saúde e de massagista. Fui bem atendido e depressa dispensado.
Faço o retorno pela via azul e mais tarde passar para a amarela. São cores que gosto, mas para mim a cor por excelência é o verde, o verde da esperança. Amarela anda muita gente com a possibilidade de aumentar o número. Volto outra vez ao Rato. Á saída dois ceguinhos; um pede esmola o outro vende o Almanaque Borda de Água. Cá fora cruzo-me com um rabino, a sair da sinagoga escondida da Rua Alexandre Herculano. Figura típica, com ar fundamentalista, fato preto, grandes barbar, duas madeixas a cair da cabeça para os dois lados o rosto e não entendi vir de chapéu branco, estive tentado, mas não lhe perguntei a razão. Ainda estou à espera que nasça o seu Salvador. Na História de Portugal cometeram-se grandes erros. Um deles foi a expulsão dos Judeus. Foi um crime.
Subo a Rua das Amoreiras e ao meu lado a célebre Capela do Rato, muito falada nos finais do Estado Novo. Debaixo de uma arcada de prédios com muitos andares, um abrigo de um sem abrigo. Estava o abrigo com papelões e trapos velhos, mas o sem não o vi.
Subo e na frente um Hotel com janelas envidraçadas e muitas bandeiras. A encabeçar os cosmopolitas andares um grande letreiro com a palavra DOM PEDRO – LISBOA. Que Pedro será? Talvez o justiceiro que amava Inês de Castro na Quinta das Lágrimas em Coimbra? Será o Pedro, o Infante das Sete Partidas, erudito, diplomata do Reinado dos Avis, que morre às portas de Lisboa, em Alfarrobeira? Será o Pedro IV, aquele que deu a independência do Brasil e veio para Portugal e andou à guerra com seu irmão Miguel, delapidando a Coroa Portuguesa? Será o D. Pedro V, o Rei das Obras Públicas, da inauguração do Telégrafo e do Caminho de Ferro de Lisboa-Carregado? Afinal ninguém sabe. À sua frente uma das maiores catedrais do consumismo lisboeta com muitos trabalhadores a receber quinhentinhos mensais.
Na Fontes Pereira de Melo mais de uma centena de automóveis tem as boas festas no pára-brisas. Um rectângulo branco que vai ajudar a por em movimento muitas viaturas das forças de segurança a precisar de oficina para caçar os malfeitores, os pilha galinhas.
Também uma praga os incentivos publicitários, rectângulos amarelos a imitar a cor do metal precioso para as compras de oiro velho, gasto, a cobrir todas as ofertas. E eu a pensar que o cobrir era outra acção… ou acções.
No Parque Eduardo VII, junto a um luxuoso hotel muitos motoristas e carros de luxo. Dizem-me que são altas figuras da nação e eu a pensar que as altas figuras foram os nossos navegantes.
Visita a S. Vicente de Fora. Vem-me à memória a Irmandade de S. Vicente de Aldeia de Joanes, com mais de sete séculos de existência. Também este Santo Mártir de Saragoça, martirizado no início do século IV, pelo Imperador Romano Diocleciano, a última desencadeada aos cristãos é Padroeiro do Patriarcado de Lisboa. Passo por Santa Clara e percorro o espaço da Feira da Ladra. Mais acima o extinto e famigerado Tribunal Militar e ao lado o DSFOM- Direcção dos Serviços de Fortificações e Obras Militares, que nós lhe dávamos outros nomes…E mais abaixo as Oficinas Gerais de Fardamento, que talvez não tenham nem oficinas nem fardas.
Numa parede «estas ruas pertencem-nos. Fora com o emel.» Esta palavra deve ser sinistra e deve saber a fel. Já não há democracia?
Passo pelo Panteão Nacional. Só a Amália Rodrigues tem pessoas junto ao seu túmulo e muitas flores. Está ali a Fadista do Povo, aquela que cantava: «Povo que lavas no rio; que talhas com o teu machado; as tábuas de meu caixão;». Há anos uns pseudo- revolucionários diziam que esta Pátria só tinha fado, futebol e Fátima. Nos dias de hoje, só futebol para nos anestesiar das crises e austeridades. Esquecia-me de referir que o Fado foi considerado Património da Humanidade.
Entro no Patriarcado e sou encaminhado para uma sala de passagem, aguardando a entrevista de pessoa amiga. Passam uma quase centena de pessoas e só cinco dão as boas tardes. Achei estranho este comportamento numa casa daquelas. Será que derem saudações a uma visita pagam imposto religioso ou qualquer outra coima? Lembrei-me da Parábola do Bom Samaritano, das minhas aulas de civilidade que administravam em Gouveia, ir comprar um manual prático de boas maneiras comportamentais ou a necessidade de um curso de formação nesta matéria. Com estes comportamentos, admiram-se que apareçam todos os dias pessoas idosas abandonadas e muitas falecidas há muito tempo. Vivemos de costas voltadas uns para os outros. O Cardeal na Voz da Verdade na reportagem «que Igreja para Lisboa, apela para uma Igreja em comunhão centrada na caridade». Não passará essa Igreja por estes simples gestos? Quando não se fazem estes, fazem os outros? Eu não acredito.
Desço para a Igreja de Santo Estêvão e encontro um samaritano com quase oitenta anos. Nasceu e vive em Alfama. Fala-me com orgulho das suas gentes que um dia saíram para as Caravelas, para o mar salgado de que nos fala Fernando Pessoa. E canta-me: «No alto mar fomos nós / Sempre os primeiros / Com Alfama a palpitar / Em farda de marinheiros / Porque afinal, foi desta pobre vida / Que saiu Portugal / Que embarcou nas Caravelas».
Falou-me da Capela de Nossa Senhora dos Remédios, do Divino Espírito Santo e dos Navegadores e do milagre que ali aconteceu no poço interior, saindo de lá Nossa Senhora. Falou-me de um Bairro habitado com gente idosa e muita gente sozinha, casas em estado de degradação. No Verão as ruas e largos estão repletos de gente jovem, mas todos de passagem. Obrigado Senhor Manuel Esteves guardião de Alfama e colaborador e cristão activo em actividades religiosas.
Dirijo-me ao Museu do Fado, dando cumprimento a um velho desejo. Abrem-se histórias do Fado, os locais de origem na Lisboa oitocentista, a sua divulgação através de discos, teatro, cinema, rádio, os seus intérpretes e instrumentistas. Com três pisos, com novas tecnologias de multimédia interactiva dispomos de informação em qualidade e quantidade.
Os meus olhos fixaram-se na tela O FADO de José Malhoa e do MARINHEIRO do autor Constantino Fernandes. Também admirei a guitarra portuguesa. Com um sistema de audioguias permite ouvir umas dezenas de fados. Ao sair registei que o Fado é um poema que
se ouve e vê.
Percorro a pé toda a baixa pombalina, vejo agora uns novos aquecedores nas esplanadas a vomitarem chamas na vertical, encontro um companheiro da Guerra de África, que olha para o nosso passado militar e interroga-se como foi possível tudo o que a seguir aconteceu… Aquelas conversações em Lisboa com a Frelimo, que Mário Soares contou ontem na TV, é de rir, como foi possível.
Como é encantadora a luminosidade de Lisboa e como é lindo o pôr do sol…
António Alves FernandesAldeia de Joanes

Tinha elaborado um texto sobre a PAZ para lembrar a todos os meus Leitores, que no primeiro dia de cada ano civil, celebramos o «DIA MUNDIAL DA PAZ», que deve estar na preocupação de cada ser humano. Porém, entendi substituí-lo por um texto maravilhoso e actual, um hino à PAZ, que o Bismulense – José Maria Fernandes Monteiro, meu saudoso Pai, que agora faria 107 anos – escreveu na década de setenta do século passado, muito bem inserido no Livro Pater Famílias, da autoria do meu irmão Ezequiel Alves Fernandes, que poderá brevemente fazer uma terceira edição. Com humildade e respeito, vou transcrevê-lo:

O que é a Paz
A Paz é a ausência de guerra.
A Paz é não sermos racistas.
A Paz é a confiança entre todos.
A Paz é a amizade entre as nações.
A Paz é a família a conversar.
A Paz é todos sermos felizes.
A Paz é igualdade, liberdade e fraternidade.
A Paz é quando os filhos beijam os pais quando chegam do trabalho.
A Paz é a Noite de Natal.
A Paz é Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Paz é o riso das crianças
A Paz é uma rosa a desabrochar.
A Paz é uma criança a dormir.
A Paz é a luz do sol que nos ilumina.
A Paz é fazermos bem a quem nos faz mal.
A Paz é cuidar dos pobres.
A Paz é o casamento entre homem e mulher.
A Paz é consolar os que sofrem.
A Paz é dar de comer aos famintos.
A Paz é vestir os nus.
A Paz é quando não destruímos a vida.
A Paz é quando vivemos na graça de Deus.
A Paz é a melhor coisa deste mundo.

Acabamos de festejar o nascimento do Mensageiro da Paz, e, conforme nos indicava o Profeta Isaías «todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo, e tornar-se-ão pasto de chamas, porque um Menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. É O PRINCÍPE DA PAZ.»
Muitas famílias neste País acenderam e acendem uma vela, como um gesto de PAZ e de solidariedade para com a Cáritas, numa Campanha da «Distribuição da Luz da Paz». É um símbolo da verdadeira luz e representa a vontade de construir um novo mundo de justiça e PAZ.
«Bem-aventurados os construtores da PAZ.»
Desejo a todos os meus amigos e leitores um Novo Ano com muita saúde e as maiores felicidades pessoais. Que todos nós no dia-a-dia façamos um grande esforço para a construção desse bem que é a PAZ. BOM ANO 2012.
António Alves FernandesAldeia de Joanes

«A caneta é a língua da Alma»; Cervantes, in «D. Quixote».

A Bismula, com muitos séculos de existência, teve e tem pessoas que, em diversas circunstâncias de trabalho e nas mais diversificadas profissões, a prestigiaram. Todos os Bismulenses devem sentir orgulho, embora muitas vezes aqueles que têm o poder político, esqueçam os homens da cultura. Há no campo das letras, da literatura que valorizaram e deram a conhecer ao país e ao mundo, o nome da nossa Freguesia – a Bismula. Estou a fazer referência aos nossos escritores.
Na linha da frente, com diversas obras publicadas, além de imensa colaboração na imprensa escrita e falada, está o Dr. Manuel Leal Freire. A sua imensa obra literária estende-se à prosa, à poesia, que vai perpetuar a voz do nosso povo nas diversas actividades, nos usos e costumes, nas vivências históricas, etnográficas e sociais. Há o saudoso Padre Francisco dos Santos Vaz, o Padre Manuel Leal Fernandes, Ezequiel Alves Fernandes, Professor Couceiro e outros. Porém, quem a coloca também no mapa da literatura portuguesa e a nível internacional é o jornalista e escritor Manuel da Silva Ramos, oriundo da Covilhã, com o livro «TRÊS VIDAS AO ESPELHO», romance alegre e reconfortante, que se traduz num elogio ao contrabandista da zona da raia e revela-nos de uma forma detalhada da vida de uma aldeia – A BISMULA –, perdida entre pedras e solidão, cujos habitantes se dedicam à agricultura, à pastorícia e … ao contrabando, como é descrito na contra-capa.
Esta obra, em que colaborei em diversos itinerários, no referente á primeira parte, teve a sua primeira apresentação na Papelaria Barata, na Av. de Roma em Lisboa, a segunda no Auditório Municipal do Museu do Sabugal, e ainda esteve em perspectiva ser lançado numa grande tenda em Vilar Formoso, junto à fronteira, ideia que se abandonou por questões de logística. A terceira apresentação foi realizada na Covilhã. Estive em todas as apresentações, a convite do escritor, e em todas foram muito participativas. É na apresentação desta última, que senti muito orgulho ter nascido na Bismula. Não é todos os dias que se ouve o mestre dos mestres, do pensamento, da filosofia, da literatura portuguesa – José Eduardo Lourenço –, como orador da noite e comentarista.
José Eduardo Lourenço, fez uma profunda resenha do Livro «TRÊS VIDAS AO ESPELHO», e a rever-se em muitas páginas do mesmo. Ele que nasceu numa aldeia igual a tantas outras da zona fronteiriça – S. Pedro de Rio Seco – junto a Vilar Formoso, sentiu e viveu a dureza de vida daquelas gentes. Aquele ensaísta abre o livro e lê: «dormi em choças de pastores que partilharam comigo pão duro, chouriço picante, queijo de cabra e vinho tépido, aquecido nas brasas do lume ao ar livre, a vida é um poço de sofrimento». Noutra passagem Eduardo Lourenço, continua: «ficava horas nos cômoros ou por baixo das videiras, sentado nos muros de pedra que dividiam as pequenas propriedades sonhava com a França. Na Bismula não havia futuro. De Aldeia de Ribeira até ao Carril, continuava o mesmo mar desolado de pedras, silvas, giestas, azinheiras, paisagem agreste que reforça no coração a ideia de que caiu há milhares de anos nestes sítios mortos um raio infinito de pobreza».
Na diversificada assistência, muitas das pessoas com raízes nestes descritos cenários, ao ouvir estas mensagens, acompanhou-nos uma lágrima de saudade, acompanhada de sofrimento, de dor, mas também de raiva. A ESPERANÇA é a última palavra a morrer na vida do HOMEM.
A obra literária «TRÊS VIDAS AO ESPELHO» é o melhor romance, dos muitos que Manuel da Silva Ramos escreveu.
Com este texto quero homenagear Eduardo Lourenço, nosso vizinho, conterrâneo, que acaba de lhe ser atribuído o Prémio Fernando Pessoa. Ele que embora no estrangeiro teve sempre os olhares em Portugal, que soube sempre dar conselhos oportunos e sábios aos Portugueses. Eduardo Lourenço é uma referência nacional.
António Alves FernandesAldeia de Joanes

Noite de Dezembro fria e noveirada. Aproximava-se a hora do jantar de aniversário de uma das prestigiadas colectividades desta cidade. Todos os anos me inscrevo porque devemos festejar estas efemérides. Chego ao restaurante e nem viva alma. Apenas o dono e os empregados. Está tudo atrasado porque se espera por uma individualidade vinda da capital.

Enquanto aguardo vejo as notícias, sem antes o chefe da casa me esclarecer que anda quase tudo a gamar. É nas auto estradas sem custos, com portagens, as licenças municipais para tudo e mais alguma coisa a subir vertiginosamente com custos a exceder o dobro, as da saúde com uma vistoria de minutos, passa para cá mais de cem euros, é os medicamentos, é tudo …
Qualquer dia fecho a porta porque não posso suportar tantos encargos fiscais.
Olho para as notícias da TV e é o desfilar infindável do rosário da crise.
Assaltos de todas as formas e feitios, é o roubo das caixas multibanco, das ourivesarias, dos restaurantes, dos cafés, dos fios de ouro, e até na minha aldeia, Bismula, que nunca é notícia, este dia foi-o em todos os órgãos de comunicação social escrita e falada, porque uns larápios foram aos postes dos telefones, serraram-nos e levaram os fios de cobre de milhares de metros, deixando-a sem comunicações.
Um vice-reitor de uma universidade diz que a maioria da geração da actual classe política veio de universidades privadas e mais não digo…Que quer dizer este ilustre senhor? Foi a crise?
Por causa da crise está à venda no Bairro Alto – Lisboa, uma Igreja por dois milhões de euros, esperando que não vendam o Céu, porque os pobres já lá não chegam.
Também por causa da crise ouvi uma boa notícia, o preço das Eucaristias não vai subir de preço mantendo-se os dez euros por intenção e o remanescente vai para a Diocese.
Estava-se na crise, quando chegou o desejado dirigente acompanhado pela direcção e entidades oficiais, já alguns dos inscritos para o manjar iam mordiscando o pão com manteiga, azeitonas, pedaços de chouriça e morcela.
Vem a crise dos discursos, e o Presidente aos costumes disse nada, convidando todos para que no próximo ano estivessem presentes, se entretanto o S. Pedro não os chamar para prestarem contas dos nomes bonitos que chamaram ao árbitro, aos jogadores e aos associados de outros clubes, dando a palavra ao autarca de freguesia que foi uma malícia ouvi-lo, ainda por cima é todo virado para o vermelho. Lá foi adiantando que ainda vem longe as eleições, que não trás nada na manga por causa da crise, que tem duas filhotas uma do clube da concorrência e a outra sim do aniversariante. No próximo ano espera estar presente com a filha.
O autarca municipal que é da cor verde salvou a honra do convento, começando por cumprimentar o Sr. Presidente que acaba de conhecer. Eu digo, talvez pela malvada crise quando foi eleito não foi apresentar cumprimentos à edilidade municipal, como mandam as regras protocolares. Destacou a acção social e centro de encontros da referida colectividade, à qual desejou as maiores felicidades.
A seguir falou o representante da tribo maior, que veio da capital do império, começando por esclarecer o atraso. Era a primeira vez que vinha ao Fundão, apanhou muito nevoeiro que lhe dificultou a viagem, mas chegou ao destino. Não aconteceu o mesmo ao nosso Rei D. Sebastião, que o Povo continua à espera, num dia ou noite de nevoeiro. Informa que veio a custo zero. Será que não pagou as malditas portagens? Se a crise de golos não for como as finanças do país, espera ser campeão do futebol indígena.
Perante tanta crise, o profissional da rádio meteu no saco o gravador e foi-se embora, porque não podia colocar no ar tanta falta de qualidade oratória.
Por causa da crise, a Banda Musical não colocou colunas de som na sala, mas ouviu-se e bem.
Que mais irá acontecer. Maldita crise. Que vá para o Diabo que a carregue.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

«Discoteca O Poço – 30 anos». Quem passa na estrada Nave-Vila Boa avista junto às pedreiras um placard com fundo negro onde se pode ler que «O Poço» está a comemorar três décadas de existência. Numa destas quentes tardes do mês de Agosto estivemos à conversa com o seu fundador e gerente de sempre: o soitense Carlos Carvalho também conhecido como o Carlos das Cestas (a alcunha do pai) ou mais popularmente como o Carlos do Poço.

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A primeira foi o «Teclado». Imaginada pelo visionário António Fernandes (Tó Chuco) nasceu no Verão de 1979 e gerou, desde logo, opiniões extremadas nas conversas aldeãs. Por um lado a «boîte» era acusada de ser um antro de perdição e por outro um local de desejo (quase proibido) para os jovens de gerações culturalmente revolucionárias nascidas com o 25 de Abril.
«Com 11 ou 12 anos iniciei-me a levar pessoal para atravessar a fronteira» recorda o Carlos do Poço. «Então foi passador…», acrescentamos. «Não. Ainda era muito novo e não tinha capacidade para isso. Trabalhava para um passador. Cheguei a atravessar a Espanha até à fronteira com França». Optou por uma vida com menos riscos e fez-se estafeta dos CTT. Antigamente, no Sabugal, o correio chegava no «Beira Baixa» à estação da CP do Barracão e era recolhido e entregue pela «Viúva Monteiro» nos comércios das aldeias por onde passava a «carreira». Depois os estafetas locais, a pé ou de bicicleta, encarregavam-se de levar o saco protegido com um cadeado até às aldeias vizinhas.
O jovem Carlos Carvalho foi mobilizado para Angola e colocado durante dois anos em Gago Coutinho. No regresso ao Soito comprou um camião e começou a trabalhar no ramo dos materiais de construção. No sítio do Prado Telhal, junto ao cruzamento do Soito, iniciou a construção de uma casa de habitação aproveitando os terrenos que já serviam para estaleiro dos materiais de construção.
E foi nessa altura que «influenciados pelo sucesso do Teclado a funcionar há cerca de um ano surgiu o desafio de dois rapazes da Nave para abrir uma discoteca». «Mesmo sem licença abrimos O Poço no dia 20 de Dezembro de 1979 para fazer o Natal e a passagem de ano», desvenda o empresário.
– Nunca tinha pensado em ser «empresário da noite»?
– Não. A região não tinha tradição deste tipo de negócio. Um ano antes um emigrante que voltou de França (Tó Chuco) abriu o «Teclado» mas eu nunca me tinha imaginado neste ramo. Passando algum tempo os meus sócios saíram mas eu mantive a porta aberta até hoje.
– Como eram os clientes dos primeiros tempos? Ainda se sentia a revolução no ar?
– Nesse tempo havia muita malta nova nas aldeias. A música que passávamos no início era muito à base do slow, das espanholadas, do rumba, do pasodoble e da música de baile. Era o tempo das calças à boca de sino mas ainda não tinha sido inventada a música pimba. Os discos eram todos em vinil e implicavam um grande investimento porque tínhamos que renovar mensalmente. Actualmente com os formatos digitais os custos são mínimos e estamos sempre actualizados.
– Como foram as reacções?
– No princípio os mais velhos nem sequer vinham. Depois, pouco a pouco, tornou-se normal ir à discoteca. Mas com uma diferença. Actualmente na nossa zona ir à discoteca é como ir ao café. Antigamente convidava-se a miúda mais jeitosa e vestia-se o melhor fato. Nesse tempo trabalhávamos nas noites de sexta-feira e sábado e ao domingo com matinée e soirée. O horário de fecho era à uma hora da manhã. Agora abrimos às três e fechamos às seis.
– Ao longo destes anos houve poucas modificações no «Poço»?
– Na altura abrimos sem licença porque precisavamos saber o que a fiscalização nos exigia para depois fazer. Foi um pouco ao contrário porque não havia legislação própria. O «Poço» foi legalizado em 1980 apesar de ter pouco pé-direito. O que acontece agora é que não podemos fazer obras de fundo que obriguem a uma fiscalização porque depois não nos aprovam.
– Mas as coisas nem sempre corriam bem…
– O pessoal estava habituado ao bailarico no largo da aldeia e quando vinham para a discoteca sentiam-se acanhados para dançar. Depois com as luzes, a música alta e o álcool aconteciam pequenas escaramuças e confusões. As discussões e as bofetadas não levavam a nada. Era aquele momento e acabou. Normalmente saiam para fora e depois havia sempre um ou outro que os agarrava e terminavam todos no bar a beber mais um copo. Aliás, deixei de ter porteiro há oito anos. Na nossa zona é difícil um porteiro dizer a um cliente habitual que não pode entrar. Actualmente a porta está encostada com uma mola e aberta a todos.
– Recordo-me que nesse tempo se escolhia a discoteca que tivesse mais carros no parque…
– É verdade. As pessoas juntavam-se onde havia mais carros. Não tinha a ver com a música, com as mulheres ou com o espaço. Passavam na estrada e onde havia mais carros paravam e entravam. Antigamente cinco carros já faziam um bom ambiente no «Poço». Chegavam a vir oito e dez no mesmo carro. Agora são precisos 50 carros porque vêm apenas uma ou duas pessoas em cada. Havia uma equipa de doze rapazes da Rapoula que chegavam todas as noites num carrito. (sorrisos).
– Em tempos houve a moda das petisqueiras associadas às discotecas?
– Foi uma exigência dos clientes para não passarem a noite só a beber. O «Teclado» foi, mais uma vez, pioneiro com uma cozinha e sala interior junto à pista de dança. Nesse tempo ainda não havia micro-ondas e o cheiro trouxe alguns problemas. Aqui, no «Poço», a primeira petisqueira foi ao ar livre. Mas como as noites na nossa zona são frias tivemos que melhorar o espaço com paredes, lareira e ecrã gigante.
– Agora a afluência às discotecas é menor…
– O «Poço» chegou a abrir todos os dias das férias escolares e todos os dias do mês do Agosto. Mas há nove, dez anos que tudo está diferente. Chegaram a estar abertas cerca de uma dezena de discotecas no nosso concelho. Com as novas leis do código da estrada houve grandes alterações nos hábitos dos sabugalenses mas haverá sempre espaço para uma discoteca na zona e o «Poço» só irá fecha se ninguém quiser continuar quando eu me reformar.
– Quem está por detrás do balcão houve muitas «estórias»…
– Ao fim de 30 anos nesta vida devo conhecer pelo nome cerca de um terço da população do Sabugal. Os que cá estão e os emigrados. O pessoal do concelho do Sabugal queixa-se que ainda nada foi feito para parar a desertificação. É uma desgraça para nós e para o País. A nossa qualidade de vida é muito superior até à cidade da Guarda no entanto o Sabugal está a transformar-se numa colónia de férias. Mas deixo um pedido a todos: visitem-nos porque o concelho do Sabugal vale a pena.

O «Teclado», o «Poço», o «Upita» e o «Templo» marcaram gerações de sabugalenses. Era o tempo das Famel Zundapp e dos carros onde cabia sempre mais um à boleia. Na raia as tardes e noites dos sábados e domingos do mês de Agosto eram nas discotecas e apenas tinham um ligeiro intervalo para ir jantar ao Pelicano de Alfaiates. Foram Agostos memoráveis.
A discoteca «Teclado» após alguns anos de agonia fechou em 2009 e poderá reabrir com outro «ramo». A discoteca «O Poço», do Carlos, comemora 30 anos de existência no próximo dia 20 de Dezembro.
jcl

«Tem autorização para aterrar na pista 1-2», informa pelo walkie-talkie com voz firme o controlador aéreo António Fernandes, de pé, na placa junto aos hangares. Ao longe um pássaro metálico esbranquiçado confundia-se com o casario da encosta da cidade da Guarda e fazia a aproximação à pista de terra batida. O Aeródromo da Dragoa, situado junto à estrada municipal que liga as freguesias sabugalenses da Ruvina e da Nave é uma realidade e concretiza os sonhos de dois empresários visionários: António Fernandes e Joaquim Brázia.

Aeródromo da Dragoa - SabugalOs empresários sabugalenses António Fernandes e Joaquim Brázia descobriram um dia que os seus sonhos se entrelaçavam no imaginário do inconsciente.
«Nos meus sonhos os maus vêm atrás de mim e, invariavelmente, aparece um precipício. Então… olho para trás… eles estão cada vez mais perto… estico os braços que se cobrem de penas e lanço-me sobre o espaço vazio batendo com força as asas e afasto-me para longe», disse o Joaquim Brázia numa roda de amigos no Mira-Côa. «Sonhas com pássaros? Eu também!», interrompeu o António Fernandes.
O resultado já todos sabemos. Compraram dois girocópteros e seleccionaram num planalto entre as freguesias da Ruvina e da Nave o terreno ideal para aplainar entre giestas e barrocos o aeródromo da Dragoa, a pista que dá vida aos seus sonhos.
A festa de inauguração do Aeródromo da Dragoa decorreu entre os dias 13 e 15 de Agosto e foi local de romaria para centenas de curiosos visitantes.
Na placa estiveram estacionados 12 aeronaves (dez francesas e duas portuguesas) de diversos modelos. Entre eles destacava-se um bimotor com lotação para oito passageiros e dois tripulantes que realizou dezenas de voos com cerca de 20 minutos sobre a região e proporcionou baptismos de vôo a pessoas de todas as idades. Utilizava a pista toda para levantar voo na direcção oeste-leste mas para aterrar apenas necessitava de metade do seu cumprimento. A potência dos motores provocava uma enorme nuvem de poeira obrigando os surpreendidos mirones espalhados pela placa e pelos hangares a protegerem-se.
Os mais aventureiros colocavam o capacete e sentiam o ar bater na cara enquanto levantavam voo no lugar do pendura dos girocópteros de dois lugares. «O calor é prejudicial para a sustentabilidade de vôo nestes aparelhos. O vento até 60 kms/hora não causa qualquer problema», diz-nos o piloto de serviço no girocóptero amarelo.
Na placa um dos ultraleves motorizados estacionados chama-nos à atenção. É um «Sky Ranger», vermelho e branco, equipado com motores Rotax. O famoso modelo de dois lugares foi criado em 1990 pelo francês Philippe Prevot (Toulouse) e é usado na maioria das escolas de voo.
«O Sky Ranger é um avião campeão do mundo em performance», começou por nos dizer o piloto Jean-Pierre residente na região parisiense e que viajou até Portugal acompanhado do também francês Mattieu. «Tem uma autonomia até quatro horas mas, por segurança, faço planos de vôo entre aeródromos de apenas três horas com 60 litros de combustível. Voamos à velocidade máxima de 150 kms/hora com um consumo médio de 15 litros por hora», explicou Jean-Pierre que aproveitou para deixar algumas palavras de agradecimento e incentivo ao «ami Antóniô» pela excelente iniciativa. Esteve na Dragoa entre quinta-feira e domingo e prometeu voltar sempre que possível.
Entre dois voos, Joaquim Brázia, responsável pelo check-in dos passageiros para o bimotor e ultra-leves, projectou os próximos melhoramentos. «Agora as grandes prioridades passam por alcatroar a pista, ter água e electricidade e um rádio portátil com frequências para os pilotos», disse-nos o pássaro, perdão, empresário voador.
O aeródromo da Dragoa é um projecto com grandes potencialidades que merece ser reconhecido como prioridade das estratégias de desenvolvimento regional e transfronteiriço no âmbito das parcerias público-privadas. Um verdadeiro ninho incubador de amplas potencialidades de investimento turístico.

Parabéns António Fernandes e Joaquim Brázia.
jcl

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