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No dia 16 de Março (sexta-feira), o Teatro Municipal da Guarda (TMG) apresenta a leitura encenada do texto teatral inédito de Maria Antonieta Garcia «Pela mão de Carolina Beatriz Ângelo».

Trata-se de uma história que tem como protagonista a primeira mulher que votou em Portugal, Carolina Beatriz Ângelo.
As leituras estarão a cargo de Américo Rodrigues (que também encena esta leitura), Élia Fernandes, Fátima Freitas e Helena Neves. A sessão é às 21h30 no Pequeno Auditório. A entrada é livre.
Maria Antonieta Garcia é professora da Universidade da Beira Interior (aposentada). Publicou, entre outros, os livros: «Carolina Beatriz Ângelo: Guarda(dora) da liberdade: 1878-1911», «Judaísmo no Feminino» e «Denúncias em nome da fé, caderno de culpas do bispado da Guarda, do seu distrito e das visitações». É licenciada em Filologia Românica (Universidade Clássica de Lisboa), mestre em Literatura e Cultura Portuguesas (Universidade Nova de Lisboa) e doutorada em Sociologia (Universidade Nova de Lisboa). Maria Antonieta Garcia especializou-se em estudos judaicos.

Cinema no Pequeno Auditório
O TMG apresenta este sábado, dia 17, às 16 horas, no Pequeno Auditório, no âmbito da iniciativa Famílias ao Teatro, o filme de Walt Disney «Fantasia».
Trata-se de uma das maiores e mais fascinantes obras-primas de animação de Walt Disney. Realizado em 1940 e vencedor de dois Óscares, este filme mantém, ainda hoje, toda a magia visual e musical que encanta miúdos e graúdos. Com a música de Stravinsky, Tchaikovsky, Beethoven e Bach e as aventuras da mais popular personagem da Disney, o rato Mickey, «Fantasia» é um filme deslumbrante, capaz de apaixonar o público de todas as idades.
Na próxima quinta-feira, dia 15 de Março o Cineclube da Guarda apresenta, com o apoio do TMG, o filme «Inquietos» de Gus Van Sant. O filme é para maiores de 12 anos e passa às 21h30 no Pequeno Auditório.
Enoch Brae (Henry Hopper) é um rapaz deprimido que, desde a morte trágica dos pais, vive com a tia. Desde que os pais partiram, numa tentativa de lidar com o seu próprio sofrimento, passou a conversar com o fantasma de Hiroshi, um kamikaze japonês falecido na II Guerra, e ganhou o estranho hábito de ir a funerais de desconhecidos.
plb (com TMG)

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A cooperação entre o TMG-Teatro Municipal da Guarda e a Junta de Castilla y León tem concretizado diversas iniciativas culturais. A mais recente é a produção de um DVD com quatro curtas metragens sobre uma Raia que já dividiu e que agora é motivo de união. Reportagem e edição da jornalista Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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jcl

No dia 17 de Dezembro (sábado) vai ser apresentado o livro «acidente poético fatal», da autoria de Américo Rodrigues, escritor, actor e director do Teatro Municipal da Guarda (TMG). O acto acontecerá na Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, na cidade da Guarda, pelas 18 horas.

A apresentação do novo livro de poesia de Américo Rodrigues, editado pela Luzlinar e Bosqíman:os, estará a cargo de Pedro Dias de Almeida. Após a apresentação formal do livro, o autor lerá alguns poemas da obra, numa sessão agendada para as 23 horas do mesmo dia, no Café Concerto do TMG.
Américo Rodrigues nasceu em 1961 na Guarda. É licenciado em Língua e Cultura Portuguesa (ramo cientifico) pela Universidade da Beira Interior e Mestre em Ciências da Fala pela Universidade de Aveiro.
É autor de diversas publicações literárias, tais como «Na nuca» (1982), «Lá fora: o segredo» (1986), «A estreia de outro gesto» (1989), «Património de afectos» (1995), «Vir ao nascedoiro e outras histórias» (1996), «Instante exacto» (1997), «Despertar do funâmbulo» (2000), «O mundo dos outros» (2000), «Até o anjo é da Guarda» (2000), «Panfleto contra a Guarda» (2002), «Uma pedra na mão» (2002), «Obra completa – revista e aumentada» (2002), «O mal – a incrível estória do homem-macaco-português» (2003), «A tremenda importância do kazoo na evolução da consciência humana» (2003), «Escatologia» (2003), «Os nomes da terra» (2003), «A fábrica de sais de rádio do Barracão» (2005), «Aorta Tocante» (2005), «O céu da boca» (2008), «Escrevo-Risco» (2009) e «Cicatriz:ando» (2009).
Foi coordenador dos cadernos de poesia «Aquilo», do boletim/revista «Oppidana», co-director da revista «Boca de Incêndio», coordenador da revista cultural «Praça Velha» e da colecção de cadernos «O fio da memória».
Foi colunista de vários jornais. Foi-lhe atribuído o Prémio Gazeta de Jornalismo Regional e o Prémio Nacional de Jornalismo Regional.
Em 2010 recebeu a medalha de mérito cultural atribuída pelo Ministério da Cultura.
Director do Teatro Municipal da Guarda. Foi animador cultural na Casa de Cultura da Juventude da Guarda/FAOJ (desde 1979 até 1989) e na Câmara Municipal da Guarda (desde 1989), onde coordenou o Núcleo de Animação Cultural.
plb

No sábado e no domingo, 26 e 27 de Novembro, a cidade da Guarda comemora o 812º aniversário da atribuição do foral por D. Sancho I com a realização de um espectáculo dedicado aos poetas da cidade, a realizar no Grande Auditório do TMG.

TMG-Teatro Municipal da GuardaO espectáculo, intitulado «Tão perto do puro azul do céu [A Guarda na Poesia]», é produzido pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG) e será representado no grande auditório, no próximo sábado (às 21h30) e no domingo às 16h00). Trata-se de uma mistura de música, dança, cinema, fotografia e vídeo, revisitando os poetas da Guarda ou que a ela estão ligados. A direcção pertence a Américo Rodrigues, e é protagonizado por José Neves, actor do Teatro D. Maria II.
«O ponto de partida deste espectáculo é de grande simplicidade: homenagear a Guarda através da poesia. Porém, também pode ser: homenagear a poesia através da Guarda», refere a organização em comunicado, acrescentando que se «utiliza a poesia que se escreveu sobre a Guarda, por moradores ou forasteiros».
Alberto Dinis da Fonseca, Américo Rodrigues, António Godinho, António Monteiro da Fonseca, Augusto Gil, D. Sancho I, Eduardo Lourenço, João Bigotte Chorão, João Patrício, José Augusto de Castro, José Manuel S. Louro, José Monteiro, Ladislau Patrício, Manuel A. Domingos, Miguel Torga, Osório de Andrade, Pedro Dias de Almeida e Políbio Gomes dos Santos serão alguns dos autores citados. No palco, para além do actor José Neves, «que dará corpo e voz aos poemas», vão estar artistas ligados à música, à dança e ao cinema. Na música, marcam presença Marcos Cavaleiro (percussionista), Rogério Pires (guitarrista), João Mascarenhas (pianista), Kubik (instrumentista), Rui Pedro Dias (cantor), César Prata e Vanda Rodrigues (projeto Assobio), José Tavares (alaúde e guitarra elétrica), Helena Neves (voz) e Domenico Ricci (pianista). No cinema, será apresentada uma curta-metragem do realizador António Lopes, enquanto que na dança, o público assistirá a uma coreografia e interpretação de Sara Vaz. O espectáculo também apresenta fotografias de Armando Neves, a visão gráfica para um poema, de Jorge dos Reis, e «desenhos relativos» desenvolvidos por Mecca.
plb (com TMG)

Foram apresentados os principais eventos culturais do TMG-Teatro Municipal da Guarda até ao final do ano. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O mérito de Américo Rodrigues foi reconhecido e premiado sob a forma de diploma e medalha de mérito cultural. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagens de Andreia Marques/Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com

Joaquim Valente - Gabriela Canavilhas - Santinho Pacheco - Américo Rodrigues - TMG
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Data: 25 de Abril de 2011.
Local: Café Concerto do TMG-Teatro Municipal da Guarda.
Autoria: Direitos Reservados.
Legenda: A ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas entrega o Diploma e a Medalha de Mérito Cultural ao director do TMG, Américo Rodrigues, tendo por testemunhas o presidente da Câmara Municipal da Guarda, Joaquim Valente e o governador civil da Guarda, Santinho Pacheco.
jcl

O director do Teatro Municipal da Guarda, Américo Rodrigues, recebeu na segunda-feira, 25 de Abril, a Medalha de Mérito Cultural da mão da Ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, que disse tratar-se de uma homenagem «sentida, profunda e sincera», que enaltece o trabalho cultural realizado pelo agraciado nos últimos 30 anos.

Américo Rodrigues, de 50 anos, natural do Barracão (Guarda), é licenciado em Língua e Literatura Portuguesa e mestre em Ciências da Fala. Fundador do teatro Aquilo, foi durante anos coordenador do Núcleo de Animação Cultural da Câmara Municipal e é, desde há seis anos, o director do Teatro Municipal da Guarda (TMG). Homem de variados talentos é actor, dramaturgo, poeta, escritor, encenador e programador cultural, cujas actividades tem desenvolvido em favor da sua cidade.
A ministra, perante o curriculum avassalador do galardoado, disse ser «elucidativo de todo um percurso dedicado à acção e à dinamização da cultura e, sobretudo, à sua cidade e ao seu distrito».
O homenageado também usou da palavra para agradecer o reconhecimento público do trabalho que tem desenvolvido, garantindo que continuará empenhado no seu trabalho, persistindo e avançando na perspectiva de o melhorar.
Publicamos seguidamente, na íntegra, a intervenção de Américo Rodrigues.

O homenageado no uso da palavra (foto de Armando Neves / TMG)

«Exma Sra. Ministra da Cultura
Exmo Sr. Governador Civil do Distrito da Guarda
Exmo Sr. Presidente da Câmara Municipal da Guarda
Minhas Senhoras e Meus Senhores
Caros amigos,
Nasci aqui e quis viver aqui. Nesta cidade que sempre quis transformar. Respondendo a um apelo identitário decidi que seria aqui que construiria sonhos e concretizaria utopias. A Guarda exercia e exerce sobre mim um fascínio que será difícil de explicar mas que se enriquece no contacto diário com as pessoas da minha terra. Sei que a Guarda pode ser, frequentemente, muito fria em relação a projectos de ousadia, mas também sei que pode ser afectuosa, cúmplice e solidária. Conheço a Guarda, ao que julgo, com profundidade. Escolhia-a! Escolhi que seria na cidade que Eduardo Lourenço chamou de “reaccionária” que lançaria as sementes da inquietação e da rebeldia. Para que ela mudasse. Acredito, pois, na capacidade transformadora da Cultura, na força emancipadora da Cultura. Acreditei que a Guarda seria território da felicidade e persigo essa ideia desde que aqui decidi ficar. Fiquei para contribuir para revolucionar a Guarda. Calma! Eu sei como o verbo “revolucionar” pode ser, nos tempos que correm, assustador! Utilizemo-lo, então, com parcimónia. O que eu sempre quis foi ajudar a Guarda a vencer o imobilismo, a furar o cerco do subdesenvolvimento, a acreditar em si própria! Acreditei sempre numa cidade onde coubéssemos todos mais as nossas melhores ideias de progresso. Acreditei sempre que a Guarda poderia deixar de ser provinciana e que merecia ser moderna, arejada, cosmopolita. A Cultura como impulsionadora do desenvolvimento, a Cultura como apelo à cidadania.
Vi os meus amigos partirem. Quase todos desistindo da Guarda. Procurando noutros locais o seu espaço para crescerem. Eu fiquei mas isso não fez de mim, necessariamente, um resistente. Fez de mim alguém que, amando uma cidade, não se quis resignar à vidinha confortável e obediente. Lutei (e isso ninguém mo pode roubar) e continuarei a lutar por uma Guarda e um país melhores, utilizando a Cultura.

Ao longo destes anos fui autor, actor, animador, provocador. Criei e organizei milhares de projectos. Ou seja, cumpri o que prometi: participar na construção de uma nova cidade nova. Muitas vezes apoiado, outras vezes desapoiado. Algumas vezes com êxito e outras vezes com insucesso. Às vezes, quase desistindo. Outras vezes, procurando forças em inimagináveis reservas de alma. Lutando contra a indiferença, enfrentando incompreensões, oferecendo o peito a todas as adversidades, respondendo a acusações. Como se a Cultura fosse uma questão de vida ou de morte. Eu, que sempre entendi que a Cultura era vital!!!
Não me tenho limitado ao exercício da criação e dinamização culturais. Não me encaixo, também, no perfil do animador que contrata artistas e foguetório. Ou indica quando o público deve bater palminhas! Nunca quis ser sacristão de políticos que acham que cultura é entretenimento ou flor para colocar na lapela, duas vezes por ano. Para mim, a Cultura, como se viu, é algo de extremada importância. E, por isso, o cidadão que sou nunca deixou que o calassem. Como cidadão participo activamente e criticamente na vida da minha cidade. Por vezes de forma dura, cheio de convicções e perplexidades. Mais uma vez, porque a Guarda é o “centro do mundo”, do meu mundo, como disse Alberto Dinis da Fonseca, o inventor do slogan “Até o anjo é da Guarda!”. Parece evidente mas é com ideias simples e visionárias que se há-de construir uma Guarda de sonho!
Confesso que sou culpado. De desejar que uma cidade se desenvolva harmoniosamente: a Cultura como prioridade estruturante. Confesso que sou um lutador incansável e que dificilmente baixarei os braços. Confesso que sou um homem livre e que como cidadão de corpo inteiro me manterei. O trabalho que fiz pela promoção cultural da Guarda e seu distrito, em três décadas de trabalho, é, no entanto, uma gota de água. Há, portanto, que continuar o caminho. Todos os dias.
O TMG é, sem sombra de dúvidas, o caso mais visível do esforço, na área da Cultura, que se está a fazer na Guarda. Ele deve-se à lucidez de quem o sonhou e de quem o concretizou. E de quem quis que ele se mantivesse. Mulheres e homens, políticos, que perceberam que a Guarda necessitava de um equipamento que é uma referência para o país: a partir de uma pequena cidade, um pequeno Teatro contribui para a afirmação da terra e da região, e para a valorização cultural dos seus habitantes. Agradeço a quem não pensou “pequenino”. A quem correu o risco de enfrentar a mentalidade paroquial que caracterizou a Guarda durante tantos anos!
Neste processo do TMG eu sou, apenas, aquele que programa, que dirige o “óvni”, que faz o melhor que pode para não envergonhar quem lançou o projecto. Faço-o com intensidade, como sempre. Às vezes de forma visceral. Entregando-me à tarefa de criar uma programação que não parta do princípio estúpido de que se estão a “atirar pérolas a porcos”. Não, a Guarda e a sua região merecem o melhor! A minha exigência e o meu rigor estão ligados a esta concepção: as pessoas da nossa terra devem ser tratadas com todo respeito, ou seja, devem poder aceder a uma programação de qualidade e diversidade, intimamente ligada à comunidade e ao seu imaginário.
Receber esta medalha no dia 25 de Abril é para mim uma honra! Sim, porque foi o acto revolucionário do 25 de Abril que, para além de outros direitos de cidadania, trouxe a Portugal a democratização do acesso à Cultura. Nem que fosse por isto teria valido a pena fazer o “25 de Abril”!
Como sabemos, vivem-se tempos marcados pelo populismo e por discursos economicistas e catastróficos. Nestas circunstâncias, a Cultura tende a ser esquecida, relegada para o plano das coisas menores. Assim, mais significado tem este gesto da Sra. Ministra da Cultura.
Cumpre-me, então, agradecer à Sra. Ministra da Cultura a distinção agora recebida. Não desconheço que esta medalha significa o reconhecimento público pelo trabalho que tenho realizado. Porém, também não quero esquecer que o acto de receber a medalha de mérito cultural me responsabiliza fortemente. A continuar, a persistir, a avançar, a melhorar! Aceito o desafio!
Boa noite e muito obrigado!
Américo Rodrigues
25/4/11»
plb

O director do TMG-Teatro Municipal da Guarda, Américo Rodrigues, vai ser homenageado pelo Ministério da Cultura com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural. A cerimónia está marcada para a noite de segunda-feira, 25 de Abril, e conta com a presença da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, e do Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco.

Américo Rodrigues - TMG - Guarda - Foto Capeia Arraiana

Américo Rodrigues, director do Teatro Municipal da Guarda (TMG), vai ser homenageado pelo Ministério da Cultura com a atribuição da Medalha de Mérito Cultural, pelo contributo para o desenvolvimento cultural da região.
O governador civil da Guarda, Santinho Pacheco, disse em declarações à agência Lusa que a distinção será entregue na Guarda, na noite de segunda-feira, dia 25 de Abril, quando o TMG assinala o sexto aniversário, numa cerimónia que contará com a presença da ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas. A cerimónia irá decorrer no café concerto daquele complexo cultural, no final de um espectáculo com o cantor Pedro Abrunhosa, indicou.
Santinho Pacheco referiu que propôs à ministra da Cultura a atribuição da Medalha de Mérito Cultural a Américo Rodrigues, atendendo ao trabalho desenvolvido «ao serviço da cultura». «O Américo Rodrigues é uma figura incontornável da cultura, na Guarda, e a cultura para a Guarda é uma actividade estratégica, particularmente a partir do momento em que foi inaugurado o novo TMG», justificou. Acrescentou que o homenageado «marcou o rumo» da opção da Guarda pela cultura, afirmando a cidade no contexto regional e nacional «por um bom motivo».
Santinho Pacheco diz tratar-se de uma homenagem «justa», que Américo Rodrigues, que nasceu na Guarda, «bem merece», pelo papel cultural desenvolvido ao longo de 30 anos.
Para além de director do TMG, o galardoado é poeta sonoro, actor, escritor, encenador e programador de eventos culturais.

1 – O Capeia Arraiana associa-se à homenagem reconhecendo as capacidades invulgares de Américo Rodrigues enquanto homem de cultura e gestor de um espaço que é, em apenas seis anos, uma referência a nível nacional e ibérico pela qualidade da programação e dos protagonistas que têm actuado na cidade mais alta. O mérito, muito mérito, cultural de Américo Rodrigues é um orgulho para a cidade da Guarda, para o distrito e para toda a Beira Alta.
2 – Ainda não há muito tempo Américo Rodrigues escrevia no seu blogue «Café Mondego» (uma referência na opinião livre e séria na blogosfera): «Que raio de homem sou eu que não tenho um fato e uma gravata?!» Será desta que o «obrigam» a usar uma gravata?
3 – E já agora aqui fica o lembrete. Este cordial homem de cultura comemora 50 anos de idade no sábado, 23 de Abril. Até lá.
jcl (com agência Lusa)

A compositora norte-americana Diamanda Galás, o músico português Pedro Abrunhosa e a diva peruana Susana Baca são alguns dos destaques de excelência da programação da agenda cultural de Abril a Julho do TMG-Teatro Municipal da Guarda apresentados pelo seu director Américo Rodrigues. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagens de Pedro Taborda da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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No passado dia 17, pelas 21h30 horas, foi apresentado na Guarda o livro O Cisne Submerso, de Fernando Pinto Ribeiro. O poeta, natural da Guarda, regressou deste modo à sua terra natal.

A iniciativa ficou a dever-se a Américo Rodrigues, director do Teatro Municipal da Guarda e a ela se associou a Câmara local. A abertura da sessão foi feita pelo Dr. Virgílio Bento, vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda e seu responsável para a área cultural, o qual, após referir que a sessão se incluía na política cultural de dar a conhecer as personalidades da terra que se distinguiam através da escrita, passou a dirigir a sessão. Interveio em seguida Julião Bernardes, que deu a conhecer de que forma conheceu o poeta, em 2000, na tertúlia Rio de Prata, em Lisboa e traçou as qualidades do poeta e do homem, em palavras breves, distinguindo essencialmente a sua generosidade, o modo peculiar como fazia sobressair o que de bom os outros seus companheiros de tertúlia iam produzindo e a busca da perfeição em que se empenhava na construção da sua poesia, pela modificação de cada poema, sempre para melhor, nunca considerando o poema um produto acabado, antes em execução. Deu também conta do modo como o livro nasceu e foi evoluindo, livro este que inclui os poemas que o poeta ia dispersando por inúmeras publicações colectivas.
O Dr. Virgílio Bento deu em seguida a palavra a Jorge Castelo Branco, da Edium Editores, que disse da sua admiração pela poesia constante do livro e da emotividade que sentiu na assistência aquando da apresentação do mesmo em Lisboa, bem como do seu agrado por ter participado neste projecto.
Em seguida, Américo Rodrigues fez uma leitura de poemas do livro, a qual deliciou a assistência, constituída por algumas dezenas de guardenses. Coube depois a vez ao coronel Carlos Augusto Ribeiro, irmão do poeta, o qual falou da sua infância na Guarda, traçou o percurso da família até ao momento em que ele e o Fernando foram estudar para Lisboa e por lá se fixaram. Referiu também alguns episódios ligados à vida do poeta e sua ligação à noite fadista. Terminou agradecendo a todos os intervenientes na execução e apresentação do livro, ao editor, ao director do Teatro Municipal da Guarda e ao vice-presidente da Câmara Municipal da Guarda. Seguiu-se a intervenção do escritor Eduardo Sucena, que falou da sua convivência com Fernando Pinto Ribeiro na Guarda, enquanto estudantes, e mais tarde em Lisboa, para onde ambos se tinham deslocado, do modo como o fado, que a ambos interessava, embora de forma diferente, acabou por novamente os aproximar. Realçou também as raras qualidades pessoais do poeta, de humildade, generosidade e do perfeccionismo que o movia no que fazia. Em seguida os poetas J. Leitão Baptista e Joaquim Murale, que tiveram relação de proximidade com o poeta, através da profissão, o primeiro, e do empenhamento na transformação da sociedade nos anos setenta, o segundo – fizeram, a duo, a apresentação do livro, realçando a qualidade da poesia nele constante.
Por fim o Dr. Virgílio Bento deu por encerrada a sessão.

No final dos trabalhos, o coronel Carlos Augusto Ribeiro procedeu à entrega de vários livros de Nuno de Montemor à vice-presidente da Câmara Municipal do Sabugal, que também estava presente na sessão. O interesse que Fernando Pinto Ribeiro manifestava pela literatura devia-se, segundo as suas próprias palavras, ao entusiasmo que lhe fora transmitido na sua juventude pelo escritor quadrazenho, proximidade que resultava do facto de uma tia do poeta ser a secretária pessoal do autor de Maria Mim.
J. Leitão Baptista

A sessão evocativa do poeta Fernando Pinto Ribeiro está marcada para o dia 17 de Março no Café Concerto do TMG e inclui o lançamento da obra póstuma «O Cisne Submerso». A homenagem conta com as presenças dos poetas Julião Bernardes, Joaquim Murale e José Leitão Baptista e de Carlos Augusto Ribeiro, Eduardo Sucena e Jorge Castelo Branco. A leitura de poemas do autor estará a cargo de Américo Rodrigues.

Fernando Pinto Ribeiro

jcl

Em 17 de Dezembro, a Assembleia Municipal da Guarda aprovou uma moção de repúdio pelo facto do cidadão Américo Rodrigues, Director do Teatro Municipal, ter criticado uma decisão dessa mesma Assembleia. Trata-se de um processo vergonhoso que pretende silenciar quem fala e opina.

Américo RodriguesA história conta-se duma penada: no verão um presidente de junta de freguesia interrompeu, a roncos de vuvuzela, um espectáculo de música erudita que acontecia na sua terra, o que levou Américo Rodrigues a denunciar esse acto primário no seu blogue pessoal (Café Mondego). O presidente da junta, em puro acto vingativo, levou à Assembleia Municipal a proposta de corte em 20 por cento nas verbas destinadas ao Teatro Municipal, revertendo esse valor para as juntas de freguesia. Américo denunciou e repudiou esse acto impudico no seu blogue pessoal e Baltazar Lopes, o autarca da vuvuzela, decidiu apresentar na Assembleia um voto de repúdio com o seguinte texto:
«Tendo em conta que o senhor Director do Teatro Municipal da Guarda, Dr. Américo Rodrigues, tem vindo a insultar publicamente esta Assembleia – que é constituída por Deputados Municipais e por Presidentes de Junta de Freguesia – por esta ter votado favoravelmente uma Recomendação de corte de verbas ao TMG, a Assembleia Municipal da Guarda, reunida em Sessão Ordinária em 17 de Dezembro de 2010, aprova uma Moção de Repúdio pelas afirmações insultuosas que o senhor Director do TMG, Dr. Américo Rodrigues, tem vindo a proferir em relação à Assembleia e aos seus membros.»
Por estranho que pareça, o repúdio foi aprovado, em escrutínio secreto, com 57 votos a favor, 20 contra, 10 em branco e um nulo (alguns deputados – cerca de 25 – não participaram na votação). Quanto à posição dos partidos, o PSD defendeu o voto favorável, o PS optou pelo silêncio, o PCP manifestou-se contra e o BE defendeu «nada ter com o assunto».
A discussão e votação de uma manifestação de repúdio pela expressão de opiniões relativas a um órgão democraticamente eleito é a pura perversão do sistema. Todos os eleitos e os respectivos órgãos estão sujeitos ao escrutínio dos eleitores, e o exercício da crítica é dos mais elementares direitos de cidadania.
Américo Rodrigues, o pai da grandiosidade cultural da Guarda, exerceu a cidadania, não se calando perante atitudes aviltantes e demonstradoras de pura depravação. Aos democraticamente eleitos cabe saber ouvir as críticas, podendo comentá-las, rebatê-las, contrapô-las, se caso for, mas não é aceitável que formalmente as repudiem, como que dizendo que as mesmas não devem ter lugar.
A Guarda, cidade da cultura e da democracia, escreveu uma página de intolerância, que bem podia ter evitado.
Expresso a Américo Rodrigues a minha solidariedade, desejando que continue a trabalhar com afinco em prol do desenvolvimento cultural da cidade e da região.
«Contraponto», opinião de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Também eu assumo publicamente a minha solidariedade a Américo Rodrigues. Estamos no século XXI mas alguns iluminados (que se escondem quase sempre sob a capa do anonimato) continuam a não saber conviver com opinião identificada nem com os critérios editoriais de cada espaço. O estatuto editorial e o direito que qualquer detentor de cargo público tem de ocupar o seu tempo pessoal como entender, mesmo que seja a escrever enquanto cidadão responsável, perturba e atiça os incompetentes. O Teatro Municipal da Guarda é uma referência nacional com uma programação cultural invejável e isso deve-se e muito a Américo Rodrigues, um homem irreverente e sem papas na língua de grande competência profissional (parece que essa não está em causa) mas a que alguns querem proibir de ter opinião pessoal.
«O provincianismo vive da inconsciência; de nos supormos civilizados quando o não somos, de nos supormos civilizados precisamente pela qualidades por que o não somos. O princípio da cura está na consciência da doença e o da verdade no conhecimento do erro.» (Fernando Pessoa.)
José Carlos Lages

A polémica está instalada na cidade da Guarda face a uma decisão aprovada por larga maioria na Assembleia Municipal, recomendando ao Município um corte de 20 por cento no orçamento do Teatro Municipal da Guarda (TMG) para este ano, revertendo esse valor para as juntas de freguesia.

Américo RodriguesA proposta de corte de 20 por cento nas verbas destinadas à Culturguarda, empresa municipal que gere o TMG, foi apresentada pelo presidente da Junta de Freguesia de Aldeia Viçosa, Baltazar Lopes, tendo o grupo do PSD acrescentado à proposta que essas verbas revertam para as juntas de freguesia do concelho. Face ao teor que a proposta assumiu a mesma foi aprovada por larga maioria, incluindo a quase totalidade dos presidentes de juntas de freguesia, que por inerência integram a assembleia.
A polémica estalou quando o director do TMG, Américo Rodrigues, revelou que a proposta do autarca de Aldeia Viçosa não passa de uma retaliação face a uma posição por si assumida no seu blogue «Café Mondego», onde denuncia uma atitude torpe e indigna do edil que impossibilitou, com roncos de vuvuzela a realização de um concerto de música erudita na sua freguesia.
Em novo post editado ontem, dia 29 de Junho, no seu blogue pessoal, Américo Rodrigues denunciou a atitude revanchista do autarca:
«No domingo publiquei uma denúncia acerca do comportamento do presidente da junta de Aldeia Viçosa que, perante várias testemunhas e uma patrulha da GNR, boicotou um concerto clássico promovido pela Fundação Trepadeira Azul, ameaçando, berrando e tocando vuvuzelas. O comportamento daquele edil foi inaceitável e indigno de um representante do poder local.(…)
Hoje, o mesmo presidente da junta propôs à Assembleia Municipal que se cortasse em 20% o apoio da Câmara ao Teatro Municipal da Guarda. O voto foi aprovado. Convém dizer que sou o director do TMG. O alvo sou eu e o que significo. Ou seja, o tipo que criticou e denunciou o inaceitável comportamento de um autarca tocador de vuvuzelas.»
A situação gerou uma avalanche de reacções de indignação face à proposta de corte orçamental na fatia destinada pela Câmara à cultura, que coloca em causa a programação do TMG, instituição da Guarda que tem merecido elogios a nível nacional e internacional pela qualidade do seu desempenho. Américo Rodrigues indica mesmo que espera por uma definição clara da situação por parte do executivo municipal para tomar decisões de fundo.
Capeia Arraiana soube que o voto da assembleia é apenas indicativo, não vinculando a acção futura da Câmara.
Veja o post de Américo Rodrigues Aqui
plb

O documentário «Há Tourada na Aldeia» teve ante-estreia no TMG-Teatro Municipal da Guarda. A tertúlia/debate que se seguiu à projecção do filme teve a participação do realizador Pedro Sena Nunes, do director do TMG, Américo Rodrigues, do historiador e escritor Adérito Tavares, o professor Cameira Serra, o aficionado José Galhano e do público presente no Pequeno Auditório. Uma reportagem com assinatura de Andreia Marques e Miguel Almeida da LocalVisãoTv (Guarda).

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Apesar do nevoeiro, da chuva e do imenso frio que se fazia sentir, a antiga tradição popular do «julgamento e morte do galo» voltou a animar a noite de carnaval da Guarda, em 15 de Fevereiro, atraindo às ruas da cidade milhares de pessoas.

Agostinho da Silva fez o papel de «juiz» e presidiu à audiência realizada na Praça Velha para julgar o galaró na sequência da acusação, que o considerava culpado pelas intrigas e desavenças que tiveram lugar durante o ano.
O texto da representação foi da autoria de Norberto Gonçalves, e, para além do juiz Agostinho da Silva, houve também um polícia bonacheirão (interpretado pelo actor Rui Nuno), a advogada de acusação Carolina Beatriz Ângelo (interpretada por Cristina Fernandes), o advogado de defesa Rui de Pina (interpretado por Carlos Lopes), a mulher do povo (interpretada por Isabel Monteiro) e o homem trauliteiro (interpretado por Albino Bárbara).
Nas ruas e passeios havia neve e o vento puxava bátegas gélidas que fustigavam os rostos. A humidade avariou o sistema de luzes e os ecrãs gigantes que a organização, coordenada por Américo Rodrigues, montara na Praça Velha. Mesmo assim a população saiu à rua, desafiando o frio para assistir ao espectáculo baseado numa tradição ancestral.
Face às condições adversas, o espectáculo esteve para ser cancelado. Porém, em respeito para com a população que acudiu à cidade, o desfile e a representação teatral foram por diante conforme o previsto, utilizando-se porém apenas uma parte dos recursos que estavam disponíveis.
Mais de cinco mil pessoas assistiram ao desfile dos foliões desde a Alameda de Santo André até à Praça Velha. Cerca de 400 pessoas, entre técnicos, representantes de colectividades, músicos, actores e grupos convidados, deram forma ao espectáculo que animou a noite fria e chuvosa, fazendo com que ninguém arredasse o pé.
O longo cortejo dirigiu-se à Praça Velha, onde se deu o julgamento, com defesa e acusação esgrimindo argumentos, numa autêntica sátira à vida social da cidade, o que arrancou sorrisos e gargalhadas à assistência. No final sucedeu o que todos esperavam: Agostinho da Silva, o juiz, considerou o galo culpado e condenou-o a morrer na fogueira. Concedeu-lhe porém um último desejo, e o condenado quis ver o Anjo da Guarda. Então uma figura em forma de anjo «esvoaçou» pela praça. Só após o cumprimento deste curioso desejo, o galo foi queimado, para gáudio de todos, que agora esperam que este sacrifício lhes traga um ano feliz.
Findo o espectáculo, a Culturguarda e a Câmara Municipal da Guarda, ofereceram canja de galo e vinho para todos.
plb

No Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda, foi apresentado no dia 22 de Janeiro – «CICATR-IZANDO» – o novo disco de Américo Rodrigues.

Clique nas imagens para ampliar

Na sessão de apresentação no café-concerto do TMG do disco «Cicatr-izando» de Américo Rodrigues actuou um grupo constituído por Victor Afonso, César Prata, Eduardo Martins, Tiago Rodrigues e o próprio autor.
O disco regista o som de acções poéticas a partir de elementos da tradição oral portuguesa (romance, lengalengas, orações, adivinhas, ditos, alcunhas e vocabulário de uma gíria).
«À cata da gíria» – Viajo até uma localidade da raia onde se recorda uma gíria de contrabandistas. Durante a viagem ouvimos músicas do Mundo. Não respeito as indicações de percurso. Telefono a um filósofo e filólogo para me explicar de onde vem aquele linguajar. Regresso. (acção realizada no dia 11 de Agosto de 2009 entre a Guarda e Quadrazais).
A maior surpresa é a voz de Pinharanda Gomes que aparece nesta acção à cata da Gíria de Quadrazais.
Todos os temas tiveram por base uma intervenção concreta em cujo processo se usaram tecnologias rudimentares de gravação, comunicação e amplificação da fala e da voz. O som obtido nas acções foi depois alvo de montagem com edição de «Bosq-íman:os records».
A obra musical tem o apoio da Luzlinar, e do IELT – FCSH/ Universidade Nova de Lisboa.
O disco encontra-se à venda na Casa do Castelo na cidade do Sabugal.
Natália Bispo

O trabalho musical «Cicatrizando» (acção poética e sonora) de Américo Rodrigues é a música em destaque no Capeia Arraiana. A faixa 5 – «À cata da gíria» – resulta de uma acção realizada no mês de Agosto de 2009 entre a Guarda e Quadrazais.

Américo RodriguesAs notas do autor indicam que este disco «Cicatrizando» regista o som de acções poéticas levadas a cabo por Américo Rodrigues a partir de elementos da tradição oral portuguesa (romances, lengalengas, orações, adivinhas, ditos, alcunhas e vocabulário de uma gíria). Todos os temas tiveram por base uma intervenção concreta em cujo processo se usaram tecnologias rudimentares (low tech) de gravação, comunicação e amplificação da fala e da voz (telefone, minigravador de cassete, megafone, walkie talkies, intercomunicadores, gps’s, transístores, etc.). O som obtido nas acções foi depois alvo de montagem.

1. Santa Bárbara e o medo
Regresso ao «túnel do medo» da minha infância para gritar orações à Santa Bárbara. Num coreto de um recinto de festas dedicadas ao Senhor dos Aflitos acompanho as orações com passos, pressas e vozes ancestrais. Numa Catedral recito-as baixinho. Acção realizada nos dias 29 de Julho e 14 de Agosto no túnel ferroviário do Barracão, no recinto do Barroquinho, no parque de estacionamento do TMG e na Sé Catedral da Guarda.
2. A máquina das adivinhas
Telefono a dezenas de pessoas a perguntar soluções para adivinhas populares. Depois a minha voz transforma-se numa máquina de perguntar. Muitas pessoas acertam nas respostas. Outras riem. Acção realizada no dia 14 de Agosto de 2009.
3. Romance no mercado
No mercado municipal da fruta e do peixe, leio um rimance antigo (O Conde da Alemanha) aos vendedores. Ouço histórias e, até, choros. Recomeço a contar o rimance. Devolvo o rimance ao povo. As vozes sobrepõem-se. Acção realizada no dia 29 de Julho de 2009 no Mercado Municipal da Guarda.
4. Alcunhas ao vento
Grito alcunhas de cima de uma penedia. O vento leva nomes estranhos e palavrões. Sou ouvido a quilómetros de distância. A voz ecoa no vale do Mondego. Acção realizada no dia 29 de Julho de 2009 no Miradouro do Moncho Real (Caldeirão).
5. À cata da gíria
Viajo até uma localidade da raia onde se recorda uma gíria de contrabandistas. Durante a viagem ouvimos músicas do mundo. Não respeito as indicações de percurso. Telefono a um filósofo e filólogo para me explicar de onde vem aquele linguajar. Regresso. Acção realizada no dia 11 de Agosto de 2009 entre a Guarda e Quadrazais.
6. Orações & confusões
Registo orações populares em diversos espaços (rua, casa, elevador, carro) e a horas diferentes usando um pequeno gravador e um megafone. As orações acompanham a vida diária. A confusão quotidiana. Acção realizada de 29 de Julho a 14 de Agosto na Guarda.
7. A boca
A uma refeição leio uma receita gastronómica tradicional como se, ao mesmo tempo, comesse as palavras, saboreasse a sintaxe e limpasse a boca à semântica. A seguir junto-lhe música feita com colheres e garfos. A boca como caixa de ressonância. Acção realizada no dia 21 de Agosto, no restaurante Condesso, em Vila Franca das Naves.
8. Mãos no ar
Bato com as mãos e com um pequeno pau numa chapa metálica (rails de estrada). Com um megafone produzo feedbacks. Improvisação livre numa curva de uma estrada. Acção realizada no dia 29 de Julho de 2009, no Caldeirão.
9. Radioactividade
Durante a noite, numa emissão radiofónica, são difundidos anúncios, aparentemente vulgares, com conselhos absurdos referenciados como sendo «sabedoria popular». Para além desses «ditos» ouve-se também um grito lancinante e um conto numa língua inexistente. Acção realizada no dia 28 de Agosto. Os anúncios foram emitidos pelo Rádio Altitude entre as vinte e três e as zero horas. Na gravação usou-se um auto-rádio e alguns transístores.
10. Corrida de lengalengas
Envio uma carta sonora (via telemóvel) ao César Prata com instruções acerca da montagem do tema. Como se fosse uma corrida de cavalos ou de galgos. As lengalengas são ditas numa velocidade vertiginosa. As sílabas atrapalham-se, as palavras suam, as frases atropelam-se. Acção realizada no dia 9 de Outubro de 2009.
11. Provérbios ao domicílio
De casa em casa divulgo provérbios. Falo através de intercomunicadores ligados a porteiros-vídeo. A certa altura invento novos provérbios, altero-lhes o sentido inicial, subverto juízos antigos. Acção realizada nos dias 29 de Julho e 14 de Agosto, na Guarda e em Trancoso, em diversas casas.
12. O mar portátil
Dentro de água canto uma antiga canção de embalar. Respirar dentro de água. Como se fosse dentro da mãe. Quase morrer de tanto cantar. Acção realizada no dia 12 de Outubro de 2009 numa moradia na Guarda.
Ficha Técnica
Autoria: Américo Rodrigues. Gravação, misturas e masterização: César Prata. Design: Jorge dos Reis. Fotografias: Armando Neves, José Teixeira e César Prata. Produção: Américo Rodrigues com apoio de César Prata. Edição: Bosq-íman:os records. Apoio: Luzlinar e Instituto de Estudos da Literatura Tradicional (Universidade Nova de Lisboa). Guarda (Portugal), Dezembro de 2009.
jcl

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) deu a conhecer o cartaz cultural para o primeiro trimestre de 2010. O director, Américo Rodrigues, surpreendeu mais uma vez na apresentação das novidades pela criatividade e por ser «irreverente, arrojado e insólito» como explica a reportagem da LocalVisãoTv editada pela jornalista Paula Pinto.

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

0 Teatro Municipal da Guarda (TMG) recebe no Grande Auditório a peça de teatro «São Francisco de Assis e Mundus Imaginalis num quadro de Van Gogh».

A peça, da autoria de Vicente Sanches, estará em cena nos dias 9, 10 e 11 de Dezembro (de quarta a sexta-feira), às 21h30.
Sobre o autor da peça que vai subir ao palco do TMG, transcrevemos um texto de Manuel Poppe, que consta na página on-line do TMG:
«Há quase 50 anos que Vicente Sanches publica livros, principalmente peças de teatro. Algumas já foram encenadas, com êxito; mas Vicente Sanches é o mais desconhecido dos escritores portugueses. Não sei explicá-lo. (…) Não sei porquê – por que se viram as costas a um dos melhores autores de língua portuguesa.
(…) Os textos de Vicente Sanches confirmam aquilo que penso: a sua actualidade. Sanches é um escritor religioso, um escritor católico – um escritor metafísico, que quer ver aquilo que está além do físico. O físico não passará do envelope do essencial, tal qual “a materialidade literária da Escritura”, como Sanches sublinha a propósito da Kaballa judaica.»
A encenação e a interpretação são de Américo Rodrigues, a música é de César Prata.
plb

O originalíssimo livro-concertina «escrevo risco» da autoria de Américo Rodrigues, Jorge dos Reis e Zigud foi apresentado em Lisboa nas antigas instalações da Fábrica de Braço de Prata. Os riscos da memória de José Neto, pastor da Quinta da Taberna (Videmonte), foram desnudados, de forma surpreendente, no palco de um espaço onde antigamente se fabricava material de guerra. Só visto e… ouvisto.

escrevo riscoO robusto edifício da fábrica de material de guerra de Braço de Prata está protegido por grossa parede amuralhada que esconde um amplo pátio onde as árvores são sentinelas silenciosas da mutação de um espaço onde antes se fabricava material bélico e agora se respira cultura e se bebem ideias. O New York Times considerou, um dia, que a Fábrica de Braço de Prata «é um projecto aberto a todas as formas de arte, sem dogmas ou preconceitos, que se transformou no espaço cultural mais ambicioso de Lisboa».
À nossa chegada, já muito perto das 11 horas da noite, um rancho folclórico terminava a sua actuação, nos jardins exteriores. Uma ampla escadaria enquadrada numa fachada a lembrar um palacete (ou um seminário) dá acesso à porta de entrada que põe a descoberto um amplo corredor repleto de tranquilos visitantes que, em pequenos grupos, conversam e passeiam ao longo das paredes observando uma exposição de pintura.
A Fábrica de Braço de Prata é um espaço decorado de forma minimalista onde as portas, os azulejos, os mosaicos, as janelas, as salas se mantém como antes da revolução do 25 de Abril mas… transformados, agora, em espaços culturais multidisciplinares com destaque para os livros e para a sétima arte.
Os sons de uma banda de jazz ficaram mais nítidos depois de empurrar a porta que escondia a sala Nietzsche para onde estava marcada a apresentação do livro de Américo Rodrigues e companhia. Os ensaios de som, no palco, aconteceram imediatamente após as últimas notas de jazz e já com mais de uma centena de pessoas apinhadas na sala.
Américo Rodrigues, em palco, começou por referir que o pastor Zé Neto era um ser anti-social. «Tentei durante um ano falar com ele mas não consegui», foi a inédita confissão do autor dando o mote para uma invulgar apresentação que aí vinha.
«escrevo risco» é um livro-objecto inspirado na arte de um pastor da Quinta da Taberna (Videmonte), escrevinhador compulsivo que registava nas paredes de xisto da sua aldeia tudo o que ele considerava constituir memória.
O livro já se transformou em filme e está «digitalizado» com o título «Um bando de passarinhos». Uma realidade mais visual do realizador Carlos que descodificou a linguagem poética de Américo Rodrigues.
O gráfico-designer de serviço, Jorge dos Reis, chamou-lhe «estranho objecto livresco de frases do seu quotidiano autobiográfico». «É um objecto que se transformou em livro. Em livro de artistas. É um objecto colectivo a seis mãos. É um objecto dúbio em ruptura com o livro tradicional. Optámos por um objecto para dois planos 50×70 das máquinas tipográficas em offset em consequência dos limites orçamentais», explicou Jorge dos Reis desvendando de seguida que o grafismo inclui três conceitos: arado e relha, a superfície riscada da pedra e a translineação sem hifenização em ruptura com a leitura tradicional através do formato em concertina.
Deu-se início, de seguida, a uma desconcertante improvisação poético-musical para apresentação do «escrevo risco» com a presença em palco de Rodrigo Pinheiro (pianista), Rogério Neves e José Tavares (guitarras) e as superiores representações de Américo Rodrigues, José Neves e Dora Bernardo.
Só visto e… ouvisto.
«O homem que escreve nas pedras. Que olha para o céu, conta as nuvens e escreve… Risca, torna a riscar, emenda a mão. Uma mão atrapalha a outra mão…»
jcl

Manuel Poppe pediu ao Capeia Arraiana a divulgação pública de um grande abraço a Manuel António Pina. Um e outro dispensam apresentações mas vamos aproveitar excertos de uma entrevista que Américo Rodrigues fez a Manuel Poppe para o «apresentar» e, de seguida, publicamos a saudação ao ilustre homenageado de sábado, 4 de Abril.

Manuel Poppe e Manuel António PinaAssim começa a entrevista que Américo Rodrigues fez a Manuel Poppe… «fez-se homem na Guarda. No “Rocha”, mas também no “Poço do Gado”. Na Biblioteca do Padre Pôpo, mas também na papelaria do Senhor Casimiro. Tem da Guarda a memória dos afectos. Muitas vezes provocatório e quase sempre irreverente q.b. Manuel Poppe é um intelectual distinto. Não alinha no politicamente correcto, nem no silêncio das conveniências. É cidadão de corpo inteiro, amigo do desassombro. Diz o que pensa, o que é raro neste país de capelinhas e de figurões bem-falantes. Anarquista tranquilo, Manuel Poppe é, para além de um excelente prosador, um homem íntegro, um homem livre. Fez crítica literária no “Diário Popular”e produziu e apresentou um programa sobre livros na televisão. Foi conselheiro cultural junto da Embaixadas de Portugal em Roma, São Tomé, Telavive e Rabat. É “Dottore in Lingue e Leterrature Straniere, pela Universidade “La Sapienza”, com uma tese sobre Régio. Sandro Pertini distinguiu-o com a comenda da Ordem de Mérito e as cidades de Florença e Veneza com as respectivas Medalhas de Ouro.
Poppe é ensaísta, dramaturgo, romancista e cronista. Em 1995 recebeu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores.
Publicou “Temas da Literatura Viva” (1982), Crónicas Italianas (1984), Os amantes voluntários (1987), O pássaro de vidro (1988), A mulher nua (1997), Sombras em Telavive (2001), Memórias, José Régio e outros escritores (2001), A tragédia de Manuel Laranjeira (2002), Um Inverno em Marraquexe (2004), A aranha (2005) e Pedro I (2007), entre outras obras. Está traduzido e publicado em hebraico e italiano.
À revista da “sua” terra respondeu com a costumeira frontalidade, doesse a quem doesse. Manuel Poppe é um escritor comprometido, não acredita nas tretas da “arte pela arte”. Tem muito a dizer. Parafraseando um célebre texto de teatral: ouçamos como ele respira.»
Leia a entrevista completa Aqui.

O Capeia Arraiana publica, de seguida, a mensagem de Manuel Poppe:
«Caros Amigos,
Por razões de saúde – garanto-vos que não é uma desculpa diplomática –, não poderei estar convosco, no próximo dia 4, para homenagear Manuel A. Pina.
Tenho muita, muita pena. Manuel A. Pina merece essa e todas as mais homenagens. Todas serão, aliás, poucas.
Conheço-o há mais de 30 anos; escrevemos no mesmo jornal; desde a primeira hora que o admiro e respeito.
É um poeta admirável e um jornalista superior. Neste momento, em Portugal, ninguém escreve, sobre a nossa actualidade tão difícil, tão dramática, tão terrível, com a independência, coragem, honestidade e lucidez com que escreve Manuel A. Pina.
Sou beirão de eleição e coração – e honra-me sê-lo, porque Manuel A. Pina o é, também.
Parabéns pela felicíssima iniciativa e o grande abraço do
Manuel Poppe
p.s. se assim acharem, honrar-me-ia muito ver estas linhas publicadas na vossa Capeia Arraiana. Bem hajam!»

Américo Rodrigues, Zigud e o artista gráfico Jorge dos Reis dão à estampa uma publicação heterodoxa influenciados por «José Neto, o escrevinhador misterioso e obsessivo». É um livro/objecto, responde pelo nome de «escrevo risco» e é editado pela Luzlinar e pelos Bosq-íman:os. O lançamento está marcado para dia 24 de Março, às 18 horas, no Café Concerto do TMG. Estamos todos convidados.

jcl

O director do Teatro Municipal da Guarda (TMG), Américo Rodrigues, decidiu criar o produto farmacêutico «Auto-estima-te!» administrado através de um conta-gotas. A apresentação (em traje informal) está marcada para sábado, 13 de Setembro, às nove e meia da noite no Café Concerto do TMG.

«Auto-Estima-te!»Depois dos frasquinhos com «Ar da Guarda» à venda no posto de Turismo para levar como recordação o criativo e irreverente guardense, Américo Rodrigues, aposta em mais uma campanha de marketing directo. Nem mais nem menos que um enigmático produto farmacêutico do qual apenas sabemos que inclui o biologicamente famoso «Ar da Guarda» e que vai ser administrado por conta-gotas.
A «campanha promocional» destaca que «os especialistas (não se sabe bem em quê) dizem que falta auto-estima aos guardenses e a alguns egitanienses» e acrescenta a certeza emotiva de «que não gostamos da Guarda nem de nós próprios tendo o problema adquirido foros de patologia».
E qual cápsula do tempo, perdão, cápsula da moral vai ficar disponível no mercado (dando preferência ao comércio tradicional que tão necessitado anda do tal remédiozinho) o «Auto-estima-te!» que «será a nossa salvação enquanto terra e gente».
A irreverentemente séria iniciativa com tiragem muito limitada, simbolizada com um logótipo criado por Jorge dos Reis, pelo terá lugar no Café Concerto do TMG no dia 13 de Setembro a partir das nove e meia da noite.
A sessão de lançamento conta com os oradores Orlando Rodrigues, Vasco Queirós (médico de família) e Pissarra da Costa (psiquiatra).
E assim se combate a inércia e o silêncio com iniciativas que obrigam a falar (e bem) da Guarda com algum esoterismo à mistura.
A entrada é livre para todos os que se apresentarem «doentes».

Não é só na Guarda que se faz sentir a falta de «auto-estima» que alguns tentam destruir assumindo atitudes de «vale tudo até tirar olhos». Ou seja são, concerteza, as diferenças políticas entre os seguidores de dois livros com o mesmo título: «O Príncipe» de Maquiavel e o «Principezinho» de Saint-Exupéry.
jcl

A cantora Suzanne Vega vem à cidade mais alta no dia 9 de Julho, onde dará um concerto no Teatro Municipal da Guarda (TMG). Na ocasião a cantora apresentará o álbum mais recente, «Beauty & Crime».

TMG-Teatro Municipal da GuardaSegundo declarações à Agência Lusa de Américo Rodrigues, director Artístico do TMG, «É muito prestigiante para o TMG poder receber um nome mundial como é Suzanne Vega».
Suzanne Vega tem ainda outra data marcada para Portugal, ainda por divulgar. A norte-americana, actua também em Julho na edição madrilena do Rock In Rio.
Além do concerto de Suzanne Vega, em Julho, o Teatro Municipal da Guarda vai receber uma nova edição do Festival «Ó da Guarda», dedicado à música contemporânea, bem como actuações de Wraygunn, A Naifa, Micro Audio Waves e Luís Represas.

A vinda da prestigiada e muito solicitada cantora norte-americana à Guarda prestigia o TMG, que sob a batuta de Américo Rodrigues continua a dar cartas, rivalizando com as melhores salas de espectáculos de Portugal.
plb

Hoje destacamos… o blogue de Américo Rodrigues, 46 anos, actor, encenador, poeta, autor de um programa de rádio e director do TMG-Teatro Municipal da Guarda. «Café Mondego» é, simultaneamente, o programa de rádio transmitido pelo Rádio Altitude, ao sábado de manhã, conversado com três convidados e o blogue com referências «ao programa, ao autor, mas também a assuntos que tenham relação com a Guarda».

Américo RodriguesAproveitamos para destacar a opinião atenta de Américo Rodrigues sobre dois criativos protestos da Comunicação Social do distrito da Guarda ao jeito de um pesado som do silêncio e da ausência.

«Todos sabemos como são pouco criativos os órgãos de Comunicação Social da nossa terra. Por isso, o Café Mondego (que tem jornais à disposição em todas as mesas e uma velha telefonia ainda a funcionar) saúda vivamente os autores de:
– uma crónica, de Ricardo Neves de Sousa, que a propósito da PLIE e da ausência de empresas aí instaladas deixou o espaço totalmente em branco, por nada haver para dizer. Publicada no Terras da Beira.
– uma crónica, de Carlos Gomes, que, a propósito da última reunião camarária (que demorou escassos minutos) aumentou a velocidade da gravação, na pressa vertiginosa de dizer tudo e mais umas botas em curto espaço de tempo. Emitida pela Rádio Altitude.
Não nos interessa aqui discutir a substância das crónicas (cada um tem direito à opinião) mas sim referir a sua forma inovadora.»
«Criatividade», por Américo Rodrigues (17-3-2008)

«Café Mondego» é um dos nossos blogues recomendados.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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