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A Aldeia Histórica de Sortelha, no concelho do Sabugal, tem potencialidades que devem ser potenciadas e promovidas como muita proactividade. Reportagem de Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

«Ao redor a pedra granítica domina a paisagem, dando pouco lugar a limitadas manchas de centeio e pequenos soutos apertados por barrocos. Lá para baixo, os verdes do vale estreito. Sobre uma escarpa vertical, dominador, romântico, o castelo.» Texto de Júlio Gil no livro «As mais belas vilas e aldeias de Portugal» da Editorial Verbo. O vídeo foi editado pela SIC em 2007.

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A polémica instalação de um parque eólico nas proximidades da Aldeia Histórica de Sortelha chegou à SIC.

Instalação do Parque Eólico na Aldeia Histórica de Sortelha - Reportagem SIC
(Clique na imagem para ver a reportagem da SIC.)

jcl

Foi no passado fim-de-semana, solarengo como já não se via este ano que decorreu mais uma «Feira Medieval» na Aldeia Histórica de Castelo Mendo com o cunho da Câmara Municipal de Almeida e participação da Junta de Freguesia de Castelo Mendo.

Começou por ser uma feira anual de fumeiro e enchidos só no exterior da aldeia.
A partir de 2006 passou a denominar-se de Feira Medieval e a ocupar o interior e exterior trazendo animação de rua e espectáculos de encenação medieval.
Este ano foi um sucesso a afluência de pessoas foi elevadíssima. Segundo os populares todos os anos a vinda de público aumenta.
No percurso das barracas dos tendeiros espalhados pelas ruas encontrava-se uma de venda de enchido que tinha expostos inúmeros artigos onde se destacava o Bucho Raiano. O que prova que o bucho já no tempo de dom João I era uma iguaria, digo eu. Após conversa com Paulo Manso do Cabo, o proprietário desta tenda, este informou-me que fez uma pequena fábrica de raiz para a produção de enchidos e salsicharia em Pínzio, no concelho de Pinhel, de nome «A Lareirinha».
O Bucho Raiano está vivo e bem vivo.
Terras Saraiva

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com


Clique na imagem para ampliar

Data: 11 de Abril de 2010.

Local: Aldeia Histórica de Castelo Mendo no concelho de Almeida.

Protagonista: Paulo Manso, produtor de buchos de Pínzio, concelho de Pinhel.

Autoria: Paulo Saraiva.

Legenda: Janelas históricas de oportunidades em Almeida. O Bucho (feito «a duas mãos… cheias de sangue» como dizia a minha avó) em destaque na Feira Medieval de Castelo Mendo. Há produtores e… produtores! E nos concelhos de Almeida, Pinhel e Guarda parece que tem havido um grande investimento na produção e… PROMOÇÃO do bucho. Viva o Bucho!
jcl

Recriação de uma feira medieval na Aldeia Histórica de Castelo Mendo no concelho de Almeida. Reportagem dos jornalistas Sara Castro e Sérgio Caetano da LocalVisãoTv Guarda.

Local Visão Tv - Guarda
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Páginas das delegações regionais da LocalVisãoTv. Aqui.
jcl

A aldeia histórica de Castelo Mendo, no concelho de Almeida, recebeu este fim de semana uma feira medieval que recriou aspectos do passado e atraiu centenas de visitantes.

Feira Medieval em Castelo Mendo - AlmeidaO evento que proporcionou uma viagem ao século XVI foi promovido pela Câmara Municipal de Almeida, com o apoio da Junta de Freguesia de Castelo Mendo e a colaboração dos Agrupamentos de Escolas de Almeida e Vilar Formoso.
Mais de cem figurantes recriaram o ambiente medieval com cavaleiros, bobos, jograis, monges, damas, nobres, bruxas, mendigos, saltimbancos, acrobatas e malabaristas, para gáudio de visitantes e residentes.
jcl (com agência Lusa)

Os visitantes da Aldeia Histórica de Sortelha podem admirar, até 15 de Setembro, a colecção de tapeçaria, bordados e linhos artesanais locais exposta ao público na galeria da sortelhense Gorete Moreira.

Gorete MoreiraA Aldeia Histórica de Sortelha tem sempre novos motivos para surpreender os visitantes.
No largo principal – depois de passar a imponente portada milhares de vezes fotografada – as eternas senhoras do artesanato e dos cestos de bracejo ajudam a compor o cenário cinematográfico. «Umas das casas é propriedade da empresa de filmes que costuma vir fazer anúncios em Sortelha», desvenda Luís Paulo, presidente da Junta de Freguesia de Sortelha.
A rua empedrada sempre a subir que leva ao pelourinho junto à entrada para o castelo e à sede da Junta de Freguesia da Aldeia Histórica de Sortelha aconselha a passadas lentas com sapatilhas. Para trás ficam umas quantas casas antigas com ar de abandonadas. «Temos empresários interessados em arrendar ou comprar as casas para abrir lojas de presuntos, enchidos e artesanato mas devido a um problema de heranças que se arrasta há quase 20 anos estão a ficar cada vez mais deterioradas», esclarece com ar resignado Luís Paulo.
Ao virar da esquina uma porta aberta descobre tapeçarias penduradas nas paredes que convidam os passantes a entrar para uma sala luminosa com muitas janelas entremeadas com tapetes. E qual deles o mais belo!
A Exposição de Tapeçarias e Bordados de Sortelha 2009 é da responsabilidade da sortelhense Gorete Moreira que reuniu um conjunto de peças em tapetes, linhos artesanais e bordados de artesãos locais.
«São peças únicas», começou por nos dizer Gorete Moreira. Um pouco surpreendida com o nosso interesse lá foi desvendando os seus «segredos». «Estão expostas 70 peças com desenhos originais e trabalhos por encomenda. A tapeçaria tem influências das ilustrações do Livro das Horas de D. Duarte e os bordados são feitos sob linho antigo com seda natural. A tapeçaria executada em ponto teia é original de Sortelha. Os desenhos são bordados a ponto pé-de-flor e ponto cadeia em lã natural», explica com «textura científica» a artesã.
«Estive à frente do atelier do Centro Internacional de Tapete (com mais de 25 anos de existência) aqui em Sortelha. Chegámos a ter nove pessoas a trabalhar. Fizemos trabalhos para Portugal, Espanha, França, Brasil e Canadá. Mas têm faltado os incentivos», lamenta Gorete Moreira em tom de desabafo.
Contudo encara a vida com uma filosofia positiva. «Sou uma pessoa de iniciativa sem estar à espera dos outros mas sei que a maioria das pessoas de Sortelha e do concelho do Sabugal não sabe o trabalho que desenvolvo. Estou grata aos que acreditaram e apoiaram o meu trabalho e aceito bem as críticas desde que sejam construtivas. Respeito a opinião dos outros mas considero que Portugal ainda continua à espera de D. Sebastião.»
E aproveita os tempos eleitorais para dar a sua opinião de cidadã considerando que «luta para ajudar os que devem falar» porque como leu num artigo da revista «Visão» «ser honesto e dizer a verdade na sociedade em que hoje vivemos é como dar um tiro de espingarda dentro de uma igreja».
«Sou voluntária para qualquer causa que ajude no desenvolvimento de Sortelha e do concelho», diz a finalizar Gorete Moreira.

Sortelha – Para marcar na agenda:
– «Sortearte», de Gorete Moreira. Manufactura de tapeçaria e tapetes, restauro de tapeçarias, artesanato e velharias. Telefone: 271388544.
– Loja de artesanato do Campanário.
– Casas de Turismo Rural do Campanário.

Cestos de bracejo. O bracejo é uma planta que é utilizada no fabrico de diversos artefactos usados no dia-a-dia; como por exemplo os cestos de bracejo e as vassouras de bracejo. Os cestos são feitos todos em bracejo e á base de entrelaçado. A partir da técnica, formam-se tranças, com as quais se produzem objectos, dependentes do gosto e criatividade das pessoas.
jcl

GALERIA DE IMAGENS
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Conversámos com António Gata, que durante vários mandatos foi presidente da Junta de Freguesia de Vilar Maior. Agora algo afastado da política concelhia mantém-se porém atento, sobretudo aos assuntos referentes à sua terra, aldeia histórica do concelho do Sabugal que considera desprezada e desaproveitada. O mote da conversa foi a decisão recente do povo de Vilar Maior em manter a festa do Senhor dos Aflitos no primeiro domingo de Setembro, cumprindo a tradição. Nessa espécie de referendo António Gata bateu-se por opção diferente, defendendo que a festa deveria ocorrer em dois momentos distintos, o primeiro em Agosto e o segundo em Setembro, na data tradicional.

António GataDefende que a festa de Vilar Maior poderá acabar com a manutenção da mesma na sua data tradicional. O que o leva a pensar assim?
A manter-se a festa nos moldes em que se vem realizando considero que ela pode acabar um dia. A festa religiosa não duvido que se mantenha mas o restante, como o arraial, o fogo preso e a presença da banda filarmónica, pode de facto vir a acabar. O arraial leva largas centenas de pessoas a Vilar Maior, que ali vão sobretudo para assistir ao fogo de artifício, que é um momento fabuloso. Toda essa gente, quando acaba o espectáculo, debanda em direcção às suas terras, muitas sem sequer beberem algo no bar da festa. Esse enorme gasto com o fogo de artifício bem poderia ser aplicado num programa musical ou de variedades, que levasse a que as pessoas permanecessem na aldeia durante várias horas.
Mas não vale a pena cumprir a tradição?
Claro que vale a pena e as pessoas optaram por isso, o que deve ser respeitado. Mas temos de ponderar até onde podemos aguentar, porque a capacidade para isso esgota-se ao comportar elevadíssimos custos que um dia poderemos não ser capazes de suportar. Estou sempre com muito gosto na festa e gosto muito de ali rever amigos que não vejo durante a maior parte do ano, mas também tenho pena de não poder ver muitas pessoas que estão longe da terra e cuja vida não lhes permite estarem presentes.
O Capeia Arraiana referiu-se há algum tempo a uma casa recuperada para museu que agora está ao abandono, por alegada incúria das entidades locais. Na altura manifestou-se contra essa ideia, dando a entender que a responsabilidade não era da Junta de Freguesia de Vilar Maior. Quer esclarecer?
O edifício em questão nunca foi recuperado para museu, aliás Vilar Maior tem um museu instalado noutro local. Mas a questão é que o edifício de que se fala é propriedade da Câmara Municipal, pelo que a responsabilidade pelo seu estado nunca pode ser da Junta de Freguesia. Aliás a recuperação desse edifício tem uma história. Ele era propriedade particular e eu, enquanto presidente da Junta de Freguesia convenci o então presidente da Câmara, que era o José Freire, a adquiri-lo. A Câmara comprou-o ao particular e ficou registado como sua propriedade, sendo depois recuperado e passando a existir ali um forno comunitário, um espaço destinado a posto de turismo e outro a ponto de venda de produtos locais.
Mas a Câmara Municipal não se considera responsável pelo estado de degradação a que o edifício chegou.
Está tudo ao abandono e num estado lastimável, com o telhado em perfeita degradação. E face a isso então eu também pergunto: sendo o edifício propriedade da Câmara Municipal, quem é que deve responsabilizar-se pela sua conservação e pela sua funcionalidade?
Disse que Vilar Maior tem um museu instalado noutro edifício, mas esse também tem estado encerrado.
O museu de Vilar Maior está instalado no edifício da antiga Câmara Municipal. Fui eu, enquanto presidente da Junta de Freguesia, que o recuperei para esse efeito, tendo em conta que era urgente acautelar as peças que a professora Delfina tinha no edifício da escola. Foi aliás um projecto pioneiro ao nível das juntas de freguesia, porque representou uma grande responsabilidade dado o tipo de projecto e os encargos financeiros envolvidos, o que, ao tempo, não era comum ser assumido pelas juntas de freguesia. Para além da recuperação do edifício a Junta arranjou ainda e instalou o espólio exterior. Mas o museu está hoje também votado ao abandono e este Verão foi um claro exemplo disso, pois esteve sempre encerrado.
E, neste caso, de quem é a culpa?
Quero deixar claro que a culpa não é de certeza da professora Delfina, que pouco ao nada pode fazer. Também não considero que seja da Junta de Freguesia, que foi arredada disso. E sobre o assunto mais não digo.
Sendo Vilar Maior uma aldeia histórica, o que se poderá fazer para se tornar num destino turístico?
Alguns criticam-me por eu falar sempre em Vilar Maior, mas a verdade é que eu falo da minha terra no contexto do concelho do Sabugal. Considero que Vilar Maior pode e deve complementar Sortelha. Ambas as aldeias históricas estão em extremidades do concelho. A aposta na recuperação e dinamização de Vilar Maior poderia fazer com que as pessoas, para visitarem as duas aldeias, tenham de cruzar o concelho, seguindo percursos que lhes podem ser sugeridos, beneficiando com isso todo o concelho do Sabugal. Mas no que particularmente se refere a Vilar Maior, espero que a Junta de Freguesia avance com o projecto dos trilhos, em que de resto colaborei. O projecto prevê a recuperação de alguns caminhos antigos ao redor da aldeia. Alguns foram já limpos pela população, faltando apenas sinalizá-los e divulgá-los. Os trilhos, além de proporcionarem e possibilidade de se praticarem saudáveis caminhadas, permitem conhecer Vilar Maior numa perspectiva diferente, observando as diferentes paisagens, as sepulturas antropomórficas, o antigo falcoal e muitos outros locais de interesse histórico.
Como homem atento à politica concelhia, e elemento do PSD há muito descontente com as opções do partido para o concelho, o que acha da escolha de António Dionísio por parte do PS para candidato a presidente da câmara nas próximas eleições?
Somos amigos e dou-me muito bem com ele, mas neste momento não tenho qualquer decisão tomada sobre a minha posição. Apenas o farei quando conhecer todos os candidatos.
plb

A aldeia histórica de Sortelha foi visitada por mais de 50 mil turistas portugueses em 2007 de acordo com os dados oficiais dos registos dos postos de turismo.

Os números oficiais dos mapas das visitas das 12 aldeias históricas de Portugal colocam Sortelha, no concelho do Sabugal, em primeiro lugar no número de turistas nacionais com 52.406 visitantes.
A vila amuralhada de Almeida registou 44.953 visitantes nacionais e 36.584 estrangeiros (dos quais 23.280 são espanhóis) alcançando em valores totais (81.537) o primeiro lugar.
O Capeia Arraiana teve acesso aos mapas dos postos de turismo das aldeias históricas com os registos do número de visitantes em 2007. Os dados indicam uma clara preferência dos turistas portugueses pela «nossa» aldeia histórica de Sortelha. Por outro lado poderá ser interessante apostar na promoção da região sabugalense junto de nuestros hermanos da região autónoma de Castilla y León:

MAPA DAS VISITAS ÀS ALDEIAS HISTÓRICAS – 2007

DADOS OFICIAIS DOS REGISTOS DOS POSTOS DE TURISMO
ALDEIA NACIONAIS ESTRANG. TOTAL
SORTELHA 52.406 13.895 66.301
ALMEIDA 44.953 36.584 81.537
BELMONTE 27.302 05.803 33.105
CASTELO MENDO s.d.d. s.d.d. s.d.d.
CASTELO NOVO 17.266 02.446 19.712
CASTELO RODRIGO 34.065 12.184 46.249
IDANHA-A-VELHA 14.479 02.309 16.788
LINHARES DA BEIRA 16.461 01.206 17.667
MARIALVA 07.889 00.624 08.513
MONSANTO 11.311 04.882 16.193
PIÓDÃO 15.545 01.272 16.817
TRANCOSO 29.198 03.122 32.320
 
s.d.d. – sem dados disponíveis
 

O castelo de Sortelha foi erguido em 1187 por ordem de D. Sancho I com o objectivo de observação e defesa. Porém, depois do Tratado de Alcanizes (1297), a aldeia perdeu alguma importância mas chegou a ser sede de concelho até 1855.
Em tempos medievais as habitações de Sortelha eram protegidas por uma muralha com uma torre de menagem. Passando a porta da muralha entramos num terreiro (Largo do Curro) e caminhando em frente, ligeiramente a subir, vamos ter ao Largo do Pelourinho que data da época quinhentista. A muralha tem uma outra porta a poente que liga aos cemitérios e à Igreja da Misericórdia e relativamente perto situa-se a Torre do Facho que protegia a Porta Falsa.
As 12 aldeias históricas são: Sortelha (no concelho do Sabugal), Marialva, Almeida, Linhares da Beira, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Piódão, Castelo Novo, Monsanto, Idanha-a-Velha, Trancoso e Belmonte.
No próximo dia 6 de Março, no Fundão, reúne a primeira Assembleia da Associação das Aldeias Históricas recentemente constituída em Sortelha.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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