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A fotografia da crónica de hoje refere-se aos pajens que participaram no Cortejo de Oferendas a favor do Hospital do Sabugal, realizado no ano de 1947.


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João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»Estes pajens eram do Sabugal e participaram em 1947, assim vestidos, no Cortejo de Oferendas a favor da construção do Hospital do Sabugal.
Era costume nos Cortejos de Oferendas aparecerem uns pajens, que davam outro «colorido» aos desfiles.
Lanço aqui o desafio: algum visitante do Capeia Arraiana conseguirá identificar os fotografados?
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

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Em 24 Agosto de 2009 foi colocada neste Blogue uma minha crónica sobre a participação do Soito no Cortejo de Oferendas a favor do Hospital do Sabugal.

Cortejo de Oferendas - 1947 - Soito

Joao Aristides DuarteA foto que hoje apresento é diferente da apresentada no ano passado, uma vez que nesta se vê o início do desfile do Soito, com o cartaz onde está o nome da freguesia, o que não era visível na foto anterior.
São dois os homens que transportam o cartaz com o nome Soito.
Resta referir que, para além da banda a fingir, a representação do Soito incluía um «rancho» de mulheres, com uns chapéus de palha na cabeça, que desfila na parte de trás da representação da freguesia.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

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A imagem hoje apresentada não é do Cortejo de Oferendas, embora seja do mesmo ano (1947). Pelo que se pode verificar, trata-se de um desfile organizado pelo regime do Estado Novo, na actual (não sei se em 1947 teria este nome) Rua Cinco de Outubro, no Sabugal.

Desfile no Sabugal - 1947

Joao Aristides DuarteÀ frente do desfile vão aqueles que, com toda a certeza, devem ser os membros da elite sabugal, chamemos-lhe as «altas individualidades».
Também se vêem algumas crianças e pessoas do «povo» (basta reparar no traje dos dois homens do lado direito).
O desfile está a entrar no Largo, e do lado esquerdo (onde agora está instalado um Banco) pode ver-se a tasca dos Campainhas (que existiu até ao início da década de 1980).
Mais atrás, do lado esquerdo, onde existe hoje a Ourivesaria Margato, vê-se um anúncio onde está escrito «Viúva Monteiro & Irmão- Despacho Central», com dois desenhos (um dos quais é uma camioneta de carreira).
Atrás, já na Rua Cinco de Outubro, vê-se aquilo que parece ser um conjunto de soldados com armas, a desfilar. Pelo menos vislumbram-se as baionetas.
Há, também, bandeiras e pendões penduradas nas janelas de algumas casas, ao longo da rua.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

A fotografia desta crónica refere-se à participação da localidade de Espinhal, uma anexa de Águas Belas.

Cortejo de Oferendas - 1947 - Sabugal

Joao Aristides DuarteO Espinhal apresentou-se com um carro de vacas onde se encontra o cartaz com a indicação da localidade.
No carro das vacas vão várias pessoas a executarem ao vivo trabalhos artesanais.
Embora esta fotografia não esteja muito nítida, parece-me que é o ciclo do linho que as pessoas estão a representar.
Do lado esquerdo do carro vão cinco pessoas (quatro adultos e uma criança).
Sei que o Espinhal apresentou, neste Cortejo, uma canção que ficou na memória de muita gente, tanto que nos anos 70, do século XX, ainda me lembro de pessoas que, embora não sendo do Espinhal, a recordavam. O seu refrão rezava assim:

Nós somos do Espinhal
Freguesia de Águas Belas
Trazemos ao Hospital
As ofertas mais singelas

Viva o Hospital (…)

«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte
akapunkrural@gmail.com

A foto de hoje, do Cortejo de Oferendas a favor do Hospital do Sabugal, apresenta um grupo de homens, rapazes e raparigas, para além de crianças. Na fotografia não é visível a identificação de nenhuma localidade do nosso concelho.

Cortejo de Oferendas - 1947 - Sabugal

Joao Aristides DuarteO carro alegórico, lá atrás, tem escrito «Comércio», pelo que tudo leva a crer que seja o representante dos comerciantes do concelho de Sabugal ou só da vila do Sabugal.
À frente vai uma senhora com um vestido comprido, que transporta um cesto com flores, na mão esquerda.
Atrás dela seguem as crianças, com uns cajados e um barrete na cabeça, como o que usam os campinos, no Ribatejo. Essas crianças estão com gravata.
Os homens levam cajados e usam chapéu de feltro, para além de se apresentarem, também, com gravata. Os cajados levam umas fitas na parte cimeira.
Já as mulheres levam um cesto com flores na mão e usam blusa branca e vestido de cor escura, por cima.
O público, como sempre, está atento ao desenrolar da acção.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Não consegui identificar os participantes que são apresentados, na fotografia desta crónica.

Cortejo de Oferendas - 1947 - Sabugal

Joao Aristides DuarteA foto foi tirada junto à tribuna, como a maioria das fotografias já colocadas nestas crónicas.
No início vêem-se umas crianças (todas rapazes) com umas armas a fingir que são soldados. Por acaso têm a arma do lado esquerdo, o que não é muito normal em situações de desfiles militares (o mais natural era que a arma estivesse do lado direito).
Não se consegue perceber se a farda que eles estão a usar é a da Mocidade Portuguesa.
Do lado direito destes «soldadinhos» consegue descortinar-se, perto do público, um homem a tocar viola.
Um pouco atrás podem ver-se umas crianças do sexo feminino, que transportam cestos com flores e, logo a seguir, um Rancho de rapazes e raparigas (na casa dos 18/ 20 anos), que parecem estar a dançar. Todos transportam na mão um ramo de flores, que, nesse momento; estão a fazer passar por cima das suas cabeças. Ao lado do Rancho observam-se quatro ou cinco mulheres (viúvas?) com o típico traje de lenço negro na cabeça e xaile preto a cobrir todo o corpo.
Alguém consegue identificar a localidade a que pertence esta fotografia?
Como estamos em época festiva, aproveito para desejar a todos os visitantes deste blogue um Feliz Natal e um Bom Ano Novo.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

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A fotografia que hoje se anexa à crónica sobre o Cortejo de Oferendas a favor do Hospital do Sabugal, realizado em 1947, é referente ao público junto à Casa dos Britos.

Cortejo de Oferendas - 1947 - Fotografia tirada da tribuna aos espectadores da Casa dos Britos

Joao Aristides DuarteA fotografia foi tirada da tribuna, onde estava o júri que iria classificar as várias freguesias e anexas participantes.
Podem ver-se, em primeiro plano, as cadeiras, onde esse júri se sentava.
De certeza que esta fotografia foi tirada antes do início do Cortejo.
Podem ver-se dois soldados da GNR com a sua arma (uma Mauser?) a tiracolo, controlando a verdadeira multidão que se concentrava na escadaria da Casa dos Britos e, mesmo, no seu telheiro. Também em ambos os passeios da rua se encontra bastante público.
Do lado direito pode ver-se a igreja do Sabugal, também ela com muita gente junto à sua entrada, para assistir ao Cortejo.
Os Cortejos de Oferendas a favor do Hospital não aconteceram só no Sabugal.
Ainda esta semana, ao ler uma monografia do concelho de Aguiar da Beira (onde estou a trabalhar como professor), pude aperceber-me que também nesse concelho se realizaram Cortejos de Oferendas a favor do Hospital concelhio.
Realmente, era uma época em que se não se realizassem estes Cortejos de Oferendas, a população não tinha direito a cuidados de saúde. E mesmo assim…
Não posso deixar vir ao de cima a minha costela de político que sou (e de que faço gala) e referir que, ainda, recentemente, alguém mais velho do que eu colocou um comentário neste blogue referindo que antigamente (no tempo do Estado Novo) havia assistência para todos. Realmente, essa pessoa e eu devemos ter vivido em países diferentes, já que tendo eu nascido em 1960 (portanto já depois da pessoa que escreveu esse comentário) nunca dei conta que houvesse essa assistência para todos, a não ser aquando da implementação do Serviço Nacional de Saúde, já depois do 25 de Abril de 1974.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

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Continuando a analisar as fotografias do Cortejo de Oferendas, realizado no Sabugal, em 1947, a favor do Hospital do Sabugal, eis hoje a representação da Torre.

Cortejo de Oferendas -  1947 - Torre

Joao Aristides DuarteA Torre é, hoje, uma localidade anexa do Sabugal, tal como era em 1947.
A representação da Torre está a desfilar junto à tribuna, onde se encontravam as altas individualidades da época.
Antes da Torre, termina o seu desfile o Soito (com a Banda Filarmónica a fingir, já motivo de crónica anterior).
A Torre apresenta um Rancho de raparigas, algumas ainda bastante jovens, que vão vestidas com saias à moda antiga e levam (algumas) um lenço ao pescoço.
A multidão que rodeia as participantes da Torre é imensa. Quase não há espaço para poderem executar a sua dança de roda.
Algumas das raparigas da Torre estão a tocar adufe e outras usam um chapéu de palha de aba larga, na cabeça.
Atrás (já depois do cartaz onde está escrito o nome da localidade) surgem umas mulheres com mais idade e vestidas com xaile preto.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

De regresso ao Cortejo de Oferendas de 1947, a favor do Hospital do Sabugal, temos hoje a representação da freguesia de Rendo.

Cortejo de Oferendas

Joao Aristides DuarteA freguesia apresenta um Rancho de rapazes e raparigas, que estão a dançar. Ao centro encontram-se um acordeonista, um tocador de ferrinhos e um tocador de pandeireta. Há, também, um senhor que transporta a placa com o nome da freguesia.
Todos os rapazes de Rendo se apresentam com um lenço ao pescoço, de várias tonalidades. Também usam, todos eles, uma boina tipo basco.
Já as raparigas se apresentam vestidas (parece-me) à moda da época e não com as roupas tradicionais nos Ranchos Folclóricos portugueses, que, normalmente, são de épocas mais antigas.
Todos os elementos do Rancho dançam à volta dos «tocadores».
A «molhe» humana, neste local do Cortejo de oferendas é imensa. Há pouco espaço livre para os participantes de Rendo poderem executar as suas danças. Pela fotografia apercebe-se que a multidão estava atentíssima à participação de Rendo, neste Cortejo de Oferendas.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

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A fotografia que, hoje, apresento refere-se à participação de Alfaiates no Cortejo de Oferendas, a favor do Hospital do Sabugal, realizado no ano de 1947.

Cortejo de Oferendas - Alfaiates

Joao Aristides DuarteAlfaiates apresentou um carro no qual vão algumas raparigas a trabalhar o linho.
Pode observar-se o espadelar do linho, num grande tronco de madeira, bem como o dobar do linho na dobadoira. Também se consegue ver uma rapariga a usar a estopa para «assedar» o linho.
Só não se vê alguém a fiar o linho, numa roca, outra das fases importantes do «ciclo do linho».
Em baixo, junto ao carro alegórico, vêem-se crianças que deviam andar na escola primária, pela sua tenra idade.
Há, também, três homens em cima do carro. Dois deles transportam a faixa com o nome Alfaiates e um outro (que usa chapéu) não se consegue perceber o que estará a fazer.
Atrás desses homens, e em cima do carro, vê-se uma réplica do pelourinho de Alfaiates, que se encontra na praça principal da localidade.

:: — ::
PS 1: Num comentário sobre a minha crónica, aqui publicada em 19 de Outubro p.p., o sr. Fernando Latote, dos Forcalhos, refere que deverão ter existido dois Cortejos de Oferendas, uma vez que o primeiro aconteceu num dia de forte nevão e algumas localidades (incluindo os Forcalhos) não puderam participar. Não consegui confirmar essa informação, mas é bem possível que tenha sido essa a realidade. Se alguém tiver dados mais consistentes sobre isso, agradecia que colocasse um comentário.

PS 2 : Do sr. Luís Pina (da Rebolosa) recebi um e-mail com o seguinte conteúdo, a propósito da minha crónica sobre a participação da Rebolosa no Cortejo de Oferendas: «Fui procurar informação relativa ao dia em que a população da Rebolosa, foi ao Sabugal participar no Cortejo de Oferendas a favor do Hospital. Segue a informação que consegui: O carro de vacas utilizado no cortejo era do sr. Francisco Peres «Arrifano». A menina que estava em cima do carro, era a Isabel Barros, já falecida, esta menina tinha mais 7 irmãos, entre eles o sr. Manuel Barros, o sr. Ernesto Barros e a sra. Maria dos Anjos «Ti Marquitas». Também consegui a letra da música, cantada pelos representantes rebolosenses nas ruas de Sabugal, durante o cortejo.

Nós somos da Rebolosa,
Viemos ao Sabugal.
Ver esta terra formosa,
Ver este lindo hospital.

Viva Salazar, merece louvores,
Viva o hospital e seus protectores.
Viva o hospital, casa dos doentes,
Viva o hospital e seus dirigentes.

É uma consolação,
Para os doentes pobrezinhos.
Que quando para lá vão,
Têm quem lhes dê carinhos.

Viva a Rebolosa, terra encantadora,
Ó terra mimosa, terra sedutora.
Viva a mocidade, dança de contente,
Viva a Rebolosa, viva toda a gente.

Têm quem lhes dê carinhos,
Tudo que necessitam.
Remédios e tratamentos,
Muitas mortes evitam.

Viva a Rebolosa, terra encantadora,
Ó terra mimosa, terra sedutora.
Viva a Rebolosa, merece louvores,
Viva o Hospital e seus protectores.

Quero agradecer ao Sr. Manuel António Frango, toda a amabilidade e disponibilidade em fornecer toda esta informação sobre um dia que ficou na história e para a história do Concelho de Sabugal.»
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

A fotografia que apresento nesta crónica é a da tribuna, local por onde passaram todas as freguesias e anexas que participaram no Cortejo de Oferendas a favor do Hospital do Sabugal.

Cortejo de Oferendas - Tribuna

Joao Aristides DuarteA tribuna estava instalada de frente para a Casa dos Britos.
Altas entidades, civis e militares, da época encontravam-se na tribuna.
Podem ver-se elementos da Guarda Nacional Republicana e, talvez, da Polícia de Segurança Pública, para além, com toda a certeza, do Presidente da Câmara Municipal do Sabugal e outras entidades civis concelhias.
A tribuna era ladeada por umas colunas enfeitadas com pano. Não se consegue ver se o tecto da tribuna era coberto.
Embora na fotografia todos os membros que se encontram na tribuna apareçam de pé, sei que havia umas cadeiras para eles se sentarem, talvez enquanto esperavam a chegada de outra representação alegórica.
Não tenho a certeza, mas penso que a bandeira que se vê ao centro da tribuna contenha o emblema da Santa Casa da Misericórdia do Sabugal, a proprietária do Hospital, que tinha sido inaugurado em 1930.
Aparece, também uma criança, na tribuna, que deverá ser familiar de algum dos membros presentes.
Julgo que seriam os membros presentes na tribuna que classificariam as várias representações alegóricas, que deram a vitória à Bendada, com o «carro-cisne».
Em baixo, do lado direito, com a mão no colete pode ver-se o Dr. Adalberto Pereira, à época médico conceituado na vila do Sabugal. Junto à Escola C+S do Sabugal, numa transversal, existe, desde há uns anos, uma rua com o nome desse médico.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Chegou a vez da participação da Rebolosa no Cortejo de Oferendas a favor do Hospital do Sabugal, que teve lugar em 1947.

Cortejo de Oferendas - Rebolosa

Joao Aristides DuarteA Rebolosa está a desfilar à frente dos Fóios, já que se consegue vislumbrar o cartaz dos Fóios, lá atrás.
Um carro de vacas, enfeitado e com um chafariz (?) onde se encontra uma criança com uma bilha de barro, é o que dá início ao desfile da Rebolosa. O carro de vacas ainda é daqueles que tem as rodas de madeira (mais tarde apareceram uns que já tinham uma parte em ferro). Na parte de trás do carro pode ver-se uma rapariga sentada, transportando nas mãos uma coroa de flores.
No jugo que as vacas levam está o cartaz com o nome da freguesia: Rebolosa.
Logo atrás encontra-se outro cartaz onde está escrito «Oferece Mocidade da Rebolosa ao Hospital».
Atrás do carro de vacas desfilam uma série de jovens, de ambos os sexos, da Rebolosa, incluindo aqueles que transportam um novo cartaz com o nome da localidade.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

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Continuando com o «folhetim» das representações alegóricas das freguesias e localidades do concelho de Sabugal que participaram no Cortejo de Oferendas, a favor do Hospital, no ano de 1947, seguem-se os Fóios.

Cortejo de Oferendas - Fóios - 1947

Joao Aristides DuarteNa época esta freguesia era conhecida como o «calcanhar do mundo».
É mais que evidente o progresso dos Fóios, sobretudo desde o 25 de Abril de 1974. Essa alcunha não faz, realmente, qualquer sentido, hoje em dia. Mas a História é o que é.
Na fotografia podemos ver um «rancho» de raparigas dos Fóios trajadas a rigor, atrás dos dois rapazes que transportavam o cartaz com o nome da freguesia. Não sei qual era o tipo de traje que as raparigas usavam, mas é bem vistoso. Atrás das raparigas ainda se conseguem distinguir uns poucos de rapazes, integrando, também, a representação dos Fóios.
À frente de todos vemos um homem de chapéu e casaco. Seria o Presidente da Junta ou o Regedor, que indicava o caminho a seguir aos seus conterrâneos? Ou alguém da Organização do Cortejo de Oferendas, que estava incumbido da tarefa de indicar aos participantes a via que deveriam seguir?
Esta fotografia foi tirada perto da tribuna onde são visíveis as «altas individualidades» que eram saudadas pelos participantes (o rapaz que transporta o cartaz, do lado esquerdo coloca o chapéu na cabeça, após ter saudado a tribuna).
Apesar de eu não estar de acordo com o regime político vigente na época e o motivo que levou à realização deste Cortejo de Oferendas (o facto do Estado não garantir às populações serviços de saúde e terem que ser as pessoas a fazer estas manifestações para angariar fundos para o funcionamento do Hospital), tal não significa que não veja estas fotografias como um verdadeiro achado e agradeça imenso à mão amiga que as disponibilizou. Pode haver quem não goste de História, mas tal como escrevi num comentário, neste blogue, há uns tempos, «um povo sem História é um povo sem Futuro».
Nestas fotografias está um pouco da História do povo do concelho de Sabugal. Faço ideia do que seria este Cortejo de Oferendas, numa época em que não se passava (quase) nada. Um verdadeiro acontecimento.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

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Mão amiga arranjou-me mais algumas fotografias do Cortejo de Oferendas a favor do Hospital do Sabugal, que teve lugar em 1947 na vila do Sabugal.

Cortejo de Oferendas - Sabugal - 1947

Joao Aristides DuarteO desfile onde participaram todas as freguesias do concelho percorreu as ruas principais da então vila.
Esta fotografia refere-se à representação de Vila Boa.
O público a assistir era muito. Nesta época ainda não tinha acontecido a grande vaga de emigração (sobretudo para França), que levou à perda de 60% dos habitantes do concelho. Essa vaga só surgiria na década de 1960.
Os homens mais velhos do público usavam chapéu. Era um adereço de moda, nesta época.
Vila Boa desfilou com crianças (que deveriam andar na escola e levavam cestos na cabeça), e um rancho de mulheres. Para acompanhar o rancho, musicalmente, Vila Boa fez-se representar por dois acordeonistas. Que tema musical estariam a tocar os acordeonistas?
Curiosamente, passados muitos anos (já no final do século XX) Vila Boa voltou a ter um Rancho Folclórico, que ainda hoje existe.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

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A foto reproduzida nesta crónica refere-se a um Cortejo de Oferendas, realizado a favor do Hospital do Sabugal, no ano de 1947. Quem está a desfilar é a representação do Soito.

Cortejo de Oferendas - Sabugal - 1947

Joao Aristides DuarteA foto reproduzida nesta crónica refere-se a um Cortejo de Oferendas, realizado a favor do Hospital do Sabugal, no ano de 1947. Quem está a desfilar é a representação do Soito.
Era costume, por esta época e até posteriormente, realizarem-se Cortejos de Oferendas, onde a população do concelho se juntava para angariar fundos para alguma instituição.
O Estado não cumpria, efectivamente, o seu dever e não dotava as instituições (hoje chamadas IPSS) com as verbas necessárias para a realização de obras ou compras de material.
Nesta época o Hospital era propriedade da Misericórdia do Sabugal.
Nas imagens pode ver-se que a representação do Soito, nesse Cortejo de Oferendas, que se apresentou com uma espécie de Banda Filarmónica, só que com instrumentos forjados ou que não eram verdadeiros instrumentos musicais. Por exemplo, pode ver-se uma campânula de uma grafonola a servir de instrumento de sopro.
Claro que esta «Banda» não tocava. Era tudo a fingir.
O Soito teve uma Banda Filarmónica, que terminou em 1918, tendo os seus instrumentos sendo vendidos.
Talvez a vontade dos habitantes do Soito de poderem voltar a ter a Banda Filarmónica, os tivesse levado a desfilarem desta maneira.
O último Cortejo de Oferendas de que eu tenho conhecimento aconteceu aquando da visita do Presidente do Conselho (curioso existir ainda hoje um Ministério da Presidência do Conselho de Ministros, com 2.670 funcionários), Marcello Caetano à vila do Sabugal, no ano de 1969.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

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