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O Magusto da Unidade Pastoral do Planalto do Côa decorreu em Vale das Éguas, este domingo, dia 8 de Novembro, e contou com a presença de dezenas de participantes.

Padre Hélder LopesDecorreu no passado Domingo, dia 8 de Novembro, o magusto da Unidade Pastoral do Planalto do Côa. Esta iniciativa inter-paroquial, que congrega as comunidades da Arrifana do Côa, Badamalos, Bismula, Carvalhal, Rapoula do Côa, Ruivós, Ruvina, Vale das Éguas e Vilar Maior, promovida pelo seu pároco, Padre Hélder Lopes, decorreu pelo segundo ano consecutivo.
A itinerância do acontecimento levou-o, este ano, à paróquia de Vale das Éguas. O Conselho Económico Paroquial, a Junta de Freguesia e a Câmara Municipal trabalharam em conjunto para proporcionar um grande dia de convívio.
Este ano a «Festa da Amizade e da Alegria», assim apelidada, constou de Eucaristia, precedida de ensaio de cânticos, almoço para todos os participantes, uma primeira parte do magusto, depois um fantástico torneiro de matraquilhos humanos, e por fim, a segunda parte do magusto. O dia terminou com o regresso de todos às suas terras.
Desde as 9.20 horas houve percursos de autocarro organizados entre as paróquias para trazer todos os participantes até Vale das Éguas. Às 10.40 horas adro e Igreja Paroquial de S. Sebastião estavam repletos de fiéis. Chegou a temer-se que as nuvens se desfizessem em água.
Cerca de duas centenas de pessoas participaram no banquete excelentemente confeccionado por pessoas da terra. Dezenas de crianças vindas de toda a parte davam um colorido especial à imensa moldura humana que se juntou no fim da refeição.
Mais de 50 quilos de castanhas e vários litros de jeropiga foram distribuídos pelos presentes, que não desaproveitaram a oportunidade de enfarruscar os amigos. Depois do momento alto, que foi a Eucaristia, o ex-líbris do dia foi o torneio de matraquilhos humanos, que a quase todos cativou. Formaram-se dezoito equipas de cinco elementos. Ao todo eram cerca de 90 participantes de todas as idades e feitios, homens e mulheres, velhos e crianças, que ao longo de mais de hora e meia, se digladiaram dentro da fantástica estrutura insuflável contratada e montada para o efeito.
No fim dos 18 jogos do campeonato, organizado por eliminatórias, saiu vitoriosa a equipa chamada «Os Presidentes», que como o próprio nome indica, era constituída por presidentes de Junta das diversas terras ali representadas. A segunda parte do magusto, já com muitos bolos e sobremesas, foi embelezada pela animação de algumas jovens promessas da música e da dança, que cantaram e nos encantaram com os seus passos. Foi um momento especialíssimo de convívio e lazer.
Pe. Hélder Lopes

CÂMARA MUNICIPAL – Resultados finais no Concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS – 11-10-2009

CÂMARA MUNICIPAL DO SABUGAL

CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)


Fonte: DGAI-Direcção-Geral da Administração Interna.
jcl e plb

ASSEMBLEIA MUNICIPAL – Resultados finais no Concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS – 11-10-2009

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO SABUGAL

CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

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Fonte: DGAI-Direcção-Geral da Administração Interna.
jcl e plb

JUNTAS DE FREGUESIA – Resultados finais no Concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS – 11-10-2009

JUNTAS DE FREGUESIA DO SABUGAL

CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

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Fonte: DGAI-Direcção-Geral da Administração Interna.
jcl e plb

O Partido Socialista (PS) venceu as eleições para a Assembleia da República no distrito da Guarda com 36.825 votos que correspondem a 35,97% do total dos eleitores votantes enquanto o Partido Social Democrata (PSD) obteve 36.419 votos (35,57%). No concelho do Sabugal os socialistas venceram também, com 2.924 votos (35,67%) tendo os social-democratas alcançado 2.857 votos (34,85%). Na terceira posição ficou o CDS-PP, que obteve 1.008 votos (12,3%).

O PS e o PSD (separados por 406 votos) foram os dois partidos mais votados nas 336 freguesias dos 14 concelhos do distrito da Guarda. Foram às urnas 102.380 eleitores (58,33%) num universo de 175.522 votantes. Os resultados provocaram a repetição da divisão (dois para cada lado) dos quatro deputados do círculo eleitoral da Guarda. O PS elegeu os candidatos Francisco José Pereira de Assis Miranda e José Albano Pereira Marques e o PSD assegurou António Carlos Sousa Gomes da Silva Peixoto e João José Pina Prata.
Nas 40 freguesias do concelho do Sabugal votaram 8197 eleitores (50,28%) num total de 16304 inscritos nos cadernos eleitorais.

ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 27-9-2009
DISTRITO DA GUARDA CONCELHO DO SABUGAL
Total – 14 Concelhos Total – 40 Freguesias

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No concelho do Sabugal o Partido Social Democrata (PSD) venceu em 23 freguesias contabilizando 2857 votantes (34,58%). O Partido Socialista (PS) obteve o primeiro lugar em 16 freguesias com 2924 votos (35,67%): Aldeia da Ponte, Aldeia de Santo António, Bendada, Bismula, Casteleiro, Fóios, Malcata, Moita, Quadrazais, Quintas de S. Bartolomeu, Rebolosa, Sabugal, Santo Estêvão, Sortelha, Vila Boa e Valongo. Em Badamalos houve um empate entre os dois partidos, ambos obtendo 13 votos.

O Capeia Arraiana publica de seguida os resultados finais das eleições para a Assembleia da República nas freguesias do concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 27-9-2009
CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

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Concelho do Sabugal – Total de Inscritos: 16304. Votantes: 8197 (50,28%).
Em Branco: 109 (1,33%). Nulos: 176 (2,15%).
jcl e plb

Capeia Arraiana soube que António Gata aceitou o convite de Joaquim Ricardo para encabeçar a lista de candidatos do Movimento Partido da Terra (MPT) à Assembleia Municipal do Sabugal nas eleições autárquicas de Outubro.

António GataAntónio Gata é natural de Vilar Maior, terra de onde foi presidente da Junta de Freguesia durante vários mandatos, mas que há alguns anos estava retirado da política activa. Desde sempre ligado ao PSD, o agora candidato pelo MPT, há muito que discordava das escolhas políticas do seu partido para o concelho do Sabugal, pelo que esse «divórcio» com os sociais-democratas culmina agora com a candidatura nas listas de Joaquim Ricardo.
Entretanto o blogue da candidatura de Joaquim Ricardo anunciou o sétimo e último elemento da lista de candidatos do MPT ao executivo camarário.
«Finalmente, temos o prazer de apresentar o número 7 da nossa lista à Câmara Municipal do Sabugal», diz-se na página oficial da candidatura, que apresenta Luísa Sanches, de 34 anos, natural e residente em Alfaiates, empregada de escritório.
Para o fecho da lista à Câmara o partido tem agora apenas de procurar três suplentes.
plb

Elaborar um programa de acção não devia ser demasiada metafísica para qualquer candidato; mas falta em pragmatismo o que sobra em teoria aos programas dos candidatos à Câmara do Sabugal.

João ValenteEu, leitor amigo, habituado por formação à liberdade e por dever de ofício a dizer o que penso com clareza, vou direitinho ao assunto:
O concelho só teve peso reivindicativo junto do poder central quando fez lobby na histórica «Irmandade de Riba-Côa», com os restantes concelhos da região. Isoladamente nunca teve voz. Por isso tem que concertar estratégias com os concelhos limítrofes na resolução dos problemas comuns.
E os seus problemas, já toda a gente sabe, são a baixa qualidade de vida, falta de oportunidades de emprego, que levam à emigração e consequente desertificação e envelhecimento da população.
A fixação da população obtém-se pela qualidade de vida. A qualidade de vida surge com mais rendimento disponível. O rendimento com mais emprego e negócios. As oportunidades de empregos e negócios com mais necessidades de consumo.
A população residente tem um baixo rendimento e portanto nenhuma capacidade de consumo, o que torna a actividade empresarial incipiente e de pouca importância. E não existindo actividade empresarial também não há empregos e criação de riqueza. E sem riqueza não há qualidade de vida. É um ciclo vicioso!
Não havendo consumo interno que dinamize a economia do concelho, tem de se captar consumo externo. É uma verdade de la Palisse!
Temos para vender a vizinhança com Espanha, o património cultural (capeia, romaria dos «encoratos» a Sacaparte, etc), gastronómico (bucho, enchidos, castanhas, ciclo do linho, do azeite, do pão), Histórico (os cinco castelos, sítios arqueológicos de Carya Tallaya e Sabugal Velho, aldeias históricas de Sortelha, Vila Touro, Alfaiates, Vilar Maior), natural (rio côa, Cesarão, barragem do Sabugal, trilhos de contrabando).
Os programas dos candidatos falam em combate à desertificação, melhorar a qualidade de vida da população, ajudar as empresas. Isso também propuseram os candidatos e os presidentes anteriores e foi o que se viu. Parra, muita; uva nenhuma! Fogo bonito; no fim, canas…
Pois meus amigos, eu cá se fosse candidato, definiria umas quantas medidas concretas, baseadas nas potencialidades que temos para oferecer, para atrair consumo, gerar oportunidades de emprego e indirectamente aumentar o rendimento disponível da população e por conseguinte a estabilidade demográfica.
Apenas alguns exemplos, de iniciativas que, enquadradas numa estratégia global, poderiam atrair consumo e criar oportunidades de emprego:
– Museu do linho em Aldeia Velha;
– Trajecto eco-turístico em Vilar Maior descendo as fragas do castelo ao rio;
– Oficinas de artes tradicionais em Alfaiates conjugadas com a feira mensal;
– Museu do Azeite em Santo Estêvão;
– Fluviário no Sabugal e praia artificial ou piscinas naturais. Provas de canoagem;
– Dinamização dos pólos arqueológicos de Caria Talaya e Sabugal Velho;
– Uso dos poderes administrativos para recuperar os núcleos urbanos históricos;
– Feira agrícola no Soito conjugada com certame de Capeias divulgado a nível nacional e internacional;
– Prova desportiva de BTT e de hipismo a nível nacional da rota dos cinco castelos;
– Comemorações anuais da batalha do Graveto;
– Feira medieval em Sortelha e feira de gastronomia associada à «Aldeia das sopas»;
– Definição, demarcação e sinalização de alguns trilhos pedestres e para ciclo turismo aproveitando as veredas de contrabando, leitos dos rios e belezas paisagísticas;
– Feira de Gastronomia no Sabugal associada ao bucho raiano;
– Bienal de artes e certame de teatro no Sabugal;
– Revista mensal de qualidade divulgando a cultura e tradições da região;
– Criação e divulgação da marca «Transcudânia» em todos os produtos e actividades ligadas à região;
– Formação de uma equipa multidisciplinar para criação, coordenação e divulgação de projectos turísticos, culturais e desportivos;
– Coordenação de políticas com os restantes concelhos limítrofes, reeditando a antiga irmandade dos concelhos de Riba-Côa, definindo um espaço geográfico próprio no contexto regional, nacional e internacional;
– Campanha agressiva de marketing divulgando todas estas iniciativas e projectos, feita por uma equipa de profissionais.

Isto é, amigos leitores, a diferença entre a teoria e o pragmatismo: Reconhecer que não há recursos e tempo para acudir a tudo; estimular a economia do concelho com iniciativas pontuais e bem orientadas ao consumo externo. A iniciativa privada indo ao encontro às necessidades de consumo, criará o emprego e a riqueza de que precisamos.
Se assim não acontecer… Ramo de oliveira, caldeirinha e água benta, aos pés!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O PSD venceu as eleições para o Parlamento Europeu no distrito da Guarda com 25.783 votos que correspondem a 40,76% do total dos eleitores votantes enquanto o PS obteve 17.032 votos (26,92%). No concelho do Sabugal os sociais-democratas foram o partido mais votado com 2065 votos (41,95%) tendo os socialistas alcançado 1248 votos (25,35%).

ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU – 7-6-2009
DISTRITO DA GUARDA CONCELHO DO SABUGAL

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No concelho do Sabugal o Partido Social Democrata (PSD) venceu em 35 freguesias. O Partidos Socialista obteve o primeiro lugar em Valongo do Côa, Moita, Fóios, Casteleiro e Bendada. Em Aldeia Velha o MEP, de Laurinda Alves (com raízes na freguesia), obteve o segundo lugar com 35 votos.

O Capeia Arraiana publica, de seguida, os resultados finais das eleições ao Parlamento Europeu nas freguesias do concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA O PARLAMENTO EUROPEU – 7-6-2009
CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Pena Lobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
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Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Vale Longo Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

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Concelho do Sabugal – Total de Inscritos: 16763. Votantes: 4923 (29.37%).
Em Branco: 209 (4,25%). Nulos: 133 (2,7%).
jcl

Vilar Maior foi terra templária. O seu imponente castelo diz-se ter sido construído pelos templários por volta de 1220, por ocasião da doação do termo de Touro aos templários.

João ValenteDe facto, a única porta que ficou da cerca da vila ostenta a data de 1218, mas por esta tempo o senhorio da mesma devia ser leonês, porque tendo os templários iniciado a construção do castelo de Vila de Touro, os Leoneses lhe contrapuseram a construção do castelo de Carya Tallaya (cabeço da Senhora das Preces, Ruvina). E nem um nem outro seriam concluídos, porque se tornaram inúteis com a mudança da fronteira pelo tratado de Alcanizes. Portanto por ocasião da referida doação aos templários do termo de Touro, a margem direita do Côa era leonesa, à excepção de Castelo Mendo; sendo Vilar Maior era seguramente leonesa, depois de uma breve ocupação portuguesa, desde 1230 até à sua conquista por D. Dinis, que a doou aos templários em 1296.
É desta altura a monumental torre de menagem do seu castelo, com 35 metros de altura (uma das mais altas de Portugal); com três pisos, apresentando mais de 100 siglas de cariz alquimista utilizadas pelos templários.
Outros elementos templários que se encontram em Vilar Maior, são a cachorrada da igreja da Senhora do Castelo, e a pia baptismal (visigótica… templária?) em granito monolítico originária da mesma igreja, que apresentam várias cruzes orbiculares templárias.
Mas os templários, além desta cruz orbicular, também empregavam varias cruzes diferentes desta, como a cruz celta (swástica- que em sânscrito significa cruz), que é comum a muitas civilizações da antiguidade, associada ao culto solar, que na geometria pitagórica, cujos símbolos os templários utilizaram, representava a ideia do ser perfeito e era representada pelo círculo.
Resumidamente, a cruz swástica é o símbolo das quatro forças sagradas que sob inumeráveis nomes e aspectos diferentes representaram um papel importante na concepção humana do Criador e da Criação, desde o alvorecer dos tempos, até hoje em dia (Fogo, Água, Ar e Terra).
TemplárioCom essa consequência, eles governam os movimentos de todos os corpos no Universo. Isso demonstra que todos os corpos giram de oeste para leste e que todos os circuitos formados pelos corpos em movimento vão do ocidente para oriente, girando em torno de um centro. O símbolo demonstra que este centro é a força primária, isto é, o Grande Infinito; o Todo-Poderoso.
Ora os templários também deixaram, em Vilar Maior esta cruz. No museu de Vilar Maior está exposta uma pedra que passa desapercebida à maioria dos visitantes e que mostra uma swástica dupla. Esta swástica engloba as duas swásticas; a de Vishnu (movimento de construção – rodando para a direita) e a de Vishnu (movimento de destruição – rodando para a esquerda).
É curioso que à entrada, o templo de Salomão, de onde os templários herdaram o nome e tiveram a primeira sede, também tinha esta dualidade, representada por duas colunas. A da direita, com a inscrição jaquim (em hebraico jah–Deus + achim–consolidou), que significava construiu; e a da esquerda, com a inscrição Boaz (em hebraico beth-em +oaz-força), que significava a força que é necessária para destruir e moldar a matéria na construção do ente espiritual).
Esta pedra, que a tantos passa despercebida, atesta, com os sinais alquimistas da torre de menagem, os conhecimentos esotéricos dos templários e vai de encontro à tradição oral que diz terem os templários praticado e estudado a astronomia na torre do castelo de Vilar Maior.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

Muito se tem escrito, sobre a história da nossa terra e região, algumas vezes com fundamento, outras especulando. O pior é quando se aventam hipóteses não documentadas e sucessivos escritores as repetem, tornando-as em quase verdades, que outros posteriormente repetem.

João ValenteSão exemplos disso, o Rio Cesarão como derivando de Júlio César, a pia baptismal da Senhora do Castelo como sendo datada do paleo-cristão, as singulares Capeias Arraianas, como reminiscência étnico-cultural da dominação Leonina, talvez com origem em lutas medievais entre o povo e cavaleiros.
Assim sendo, também eu vou especular, quanto mais não seja, para contrapor a posições «tradicionalmente» veiculadas, agradecendo desde já as correcções e críticas das pessoas mais autorizados na matéria, que tenham amabilidade de se prenunciar.
É sabido que os Romanos começaram a conquista da Península a partir do ano 218 a.C., e foi só Júlio César, então Pretor da Lusitânia, que por volta do ano 61 a.C., após 150 anos, pôs fim aos periódicos levantamentos dos povos autóctones. Por isso as guerras de resistência à conquista romana, não se resumem a Viriato ou Sertório e têm um substrato étnico e sócio-cultural muito complexo, que resumiríamos assim:
Deixando de lado as descrições de Plínio, Frei Bernardo de Brito, inscrição da ponte de Alcântara e outros, resumidamente, os Lusitanos estendiam-se desde a Margem Ocidental do Rio Côa até ao mar, com o Douro a estabelecer o limite da fronteira norte, dedicando-se fundamentalmente à pastorícia de gado ovino e caprino; os Vetões, fiéis aliados destes, estendiam-se da Margem Oriental do Côa pelo interior da actual Província Salamanquina, dedicando-se também à pastorícia, mas de gado bovino e porcino.
Os costumes e religião destes dois povos de raiz celtibera, eram basicamente os mesmos, com adoração do sol, lua, elementos da natureza, como cursos de água e árvores, adivinhação nas entranhas de animais, grandes hecatombes sacrificiais, transumância, herança dos filhos primogénitos, pilhagem em bandos, jogos colectivos de guerra, campanhas de pilhagem., etc.
Na arte, além dos frugais ornamentos de uso pessoal, de culto e combate, levantavam altares de culto, piras de sacrifício, e representavam vários, deuses, entre os quais o sol, com círculos concêntricos, a lua em forma de pendentes, amuletos, elementos decorativos de origem celta, etc.
Da procura de pastagens para o gado resulta a transumância, que originou consuetudinários direitos de passagem (exemplo das canadas em Espanha), e de pastagem (na Andaluzia e Alentejo, Estrela e Douro) que se mantiveram mesmo em períodos de guerra (ocupação romana, árabe, reconquista, idade média até séc. XIX) e locais de acampamento de pastores (as malhadas, como Malhada Sorda, Almeida; ou Malhada dos Castelhanos, na Estrela, onde ainda se conta na tradição oral o episódio da refrega com os pastores do mosteiro de Ouguela, Espanha) e de passagem do gado entre as serras (os portos, como Porto de Ovelha, Porto da Carne etc).
Na primeira fuga de D. Quixote, no contexto do funeral de um pastor morto pelo seu amor não correspondido a uma bela camponesa, descreve Cervantes o modo de vida destes pastores transumantes, dos seus acampamentos, dos conflitos de propriedade com as populações locais e que eram ainda constantes no séc. XVI.
O sistema hereditário entre os celtas, baseado na progenitura, provocou grandes grupos de deserdados em bandos de salteadores ou o alistamento mercenário a soldo de cidades do sul península, entre as quais, as colónias cartagineses. Um grande contingente de Lusitanos e Vetões, chefiado por um outro Viriato, integrou com assinalável êxito as hostes de Aníbal Barca, na segunda das guerras púnicas.
As lutas dos lusitanos contra os Romanos (que traziam um conceito de propriedade individual, conflituante com o status quo vigente), visavam assegurar os direitos de pastagem a Sul, na actual Andaluzia. Por este motivo a resistência foi tão longa e contou também com o levantamento dos povos autóctones do Sudoeste Peninsular.
Mais tarde, a instituição dos cavaleiros vilões nos primórdios da monarquia, teve também como objectivo acompanhar e proteger os movimentos de transumância para Sul. As posteriores algárias da reconquista, coincidiam amiúde com os períodos de transumância entre Abril e Setembro de cada ano, que visavam proteger, a isso não sendo alheio os nossos primeiros reis, terra-tenentes e ordens religiosas e militares serem também proprietários de grandes rebanhos (lembro como exemplo o testamento de D. Sancho I, que legou muitas cabeças de gado a conventos).
Foi neste caldo, de matiz sócio-cultural celtibero, conceito de propriedade, sistema hereditário, da transumância, banditismo ou mercenarismo, que resistiram os lusitanos 150 anos, sob o comando de vários chefes além de Viriato e Sertório, também conhecidos, como Púnico Cesari e outros.
Por tudo isto, abstraindo das consequências de uma posterior influência moçarabe (Jimnez do séc. IX a X encontrado na Santa Marinha, Vilar Maior) e do possível repovoamento por colonos galegos nos tempos de Leão (provado pelo falar peculiar que ficou no Vale do Elges), várias dúvidas me atormentam particularmente:
A pia baptismal que se encontrava na Senhora do Castelo, pela peculiaridade dos seus elementos decorativos (círculos concêntricos e cordão em forma de serpente, possivelmente de origem celta) não terá sido um caldeirão sacrificial celta, adaptado a posterior culto cristão?
Uma pessoa amiga, estudiosa das religiões da antiguidade levanta a hipótese de os círculos, também presentes nas civilizações Cretense e Fenícia, bem como de vária religiões orientais, serem druidas e semelhantes as do santuário proto-romano de Panóias.
Que excitação não seria, os nossos avós terem sido baptizados num objecto de origem pagã, ponte entre os a religião antiga e nova!
O Rio Cesarão, não radicará antes no nome do chefe Lusitano Cesario, que no genitivo Cesarionis é até a raiz mais directa, por catarse e nasalação da palavra Cesarão?
O singular gosto pelas touradas das gentes transcudanas, mais próximo das do outro lado da fronteira, não terá origem na singularidade da pastorícia dos Vetões, que diversamente aos lusitanos, privilegiava o pastoreio intensivo do gado bovino e porcino?
O encerro, o forcão e o desfile com alabardas das capeias, não remontará mais à condução colectiva do gado, aos desfiles guerreiros acompanhados de sacrifícios de animais, dos povos pré-romanos do que às lutas medievais do povo contra os cavaleiros ou na mais recente ida dos mancebos às sortes?
Responda, quem souber e puder!
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas renovou por um período de 12 anos a zona de caça associativa de Vilar Maior, situada no Município do Sabugal e concessionada à «Associação de Caçadores Os Protectores».

Zona de Caça de Vilar MaiorPela Portaria n.º 1207/2008, de 22 de Outubro foi renovada por um período de 12 anos, renovável automaticamente por um único e igual período e com efeitos a partir do dia 2 de Junho de 2008, a concessão desta zona de caça, abrangendo vários prédios rústicos sitos na freguesia de Vilar Maior, município do Sabugal, com a área de 1732 ha à «Associação de Caçadores Os Protectores».
Tendo sido cumpridos os preceitos legais e ouvido o Conselho Cinegético Municipal manda o Governo, pelos Ministros do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional e da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas que sejam anexados à presente zona de caça vários prédios rústicos sitos na mesma freguesia e município com a área de 91 ha. A zona de caça após a sua renovação e anexação dos terrenos acima referidos ficará com a área total de 1823 ha.
A concessão de terrenos incluídos em áreas classificadas poderá terminar, sem direito a indemnização, sempre que sejam introduzidas novas condicionantes por lanos especiais de ordenamento do território ou obtidos dados científicos que comprovem a incompatibilidade da actividade cinegética com a conservação da natureza até um máximo de 10 % da área total da zona de caça.
Esta anexação só produz efeitos relativamente a terceiros com a instalação da respectiva sinalização
jcl

Conversámos com António Gata, que durante vários mandatos foi presidente da Junta de Freguesia de Vilar Maior. Agora algo afastado da política concelhia mantém-se porém atento, sobretudo aos assuntos referentes à sua terra, aldeia histórica do concelho do Sabugal que considera desprezada e desaproveitada. O mote da conversa foi a decisão recente do povo de Vilar Maior em manter a festa do Senhor dos Aflitos no primeiro domingo de Setembro, cumprindo a tradição. Nessa espécie de referendo António Gata bateu-se por opção diferente, defendendo que a festa deveria ocorrer em dois momentos distintos, o primeiro em Agosto e o segundo em Setembro, na data tradicional.

António GataDefende que a festa de Vilar Maior poderá acabar com a manutenção da mesma na sua data tradicional. O que o leva a pensar assim?
A manter-se a festa nos moldes em que se vem realizando considero que ela pode acabar um dia. A festa religiosa não duvido que se mantenha mas o restante, como o arraial, o fogo preso e a presença da banda filarmónica, pode de facto vir a acabar. O arraial leva largas centenas de pessoas a Vilar Maior, que ali vão sobretudo para assistir ao fogo de artifício, que é um momento fabuloso. Toda essa gente, quando acaba o espectáculo, debanda em direcção às suas terras, muitas sem sequer beberem algo no bar da festa. Esse enorme gasto com o fogo de artifício bem poderia ser aplicado num programa musical ou de variedades, que levasse a que as pessoas permanecessem na aldeia durante várias horas.
Mas não vale a pena cumprir a tradição?
Claro que vale a pena e as pessoas optaram por isso, o que deve ser respeitado. Mas temos de ponderar até onde podemos aguentar, porque a capacidade para isso esgota-se ao comportar elevadíssimos custos que um dia poderemos não ser capazes de suportar. Estou sempre com muito gosto na festa e gosto muito de ali rever amigos que não vejo durante a maior parte do ano, mas também tenho pena de não poder ver muitas pessoas que estão longe da terra e cuja vida não lhes permite estarem presentes.
O Capeia Arraiana referiu-se há algum tempo a uma casa recuperada para museu que agora está ao abandono, por alegada incúria das entidades locais. Na altura manifestou-se contra essa ideia, dando a entender que a responsabilidade não era da Junta de Freguesia de Vilar Maior. Quer esclarecer?
O edifício em questão nunca foi recuperado para museu, aliás Vilar Maior tem um museu instalado noutro local. Mas a questão é que o edifício de que se fala é propriedade da Câmara Municipal, pelo que a responsabilidade pelo seu estado nunca pode ser da Junta de Freguesia. Aliás a recuperação desse edifício tem uma história. Ele era propriedade particular e eu, enquanto presidente da Junta de Freguesia convenci o então presidente da Câmara, que era o José Freire, a adquiri-lo. A Câmara comprou-o ao particular e ficou registado como sua propriedade, sendo depois recuperado e passando a existir ali um forno comunitário, um espaço destinado a posto de turismo e outro a ponto de venda de produtos locais.
Mas a Câmara Municipal não se considera responsável pelo estado de degradação a que o edifício chegou.
Está tudo ao abandono e num estado lastimável, com o telhado em perfeita degradação. E face a isso então eu também pergunto: sendo o edifício propriedade da Câmara Municipal, quem é que deve responsabilizar-se pela sua conservação e pela sua funcionalidade?
Disse que Vilar Maior tem um museu instalado noutro edifício, mas esse também tem estado encerrado.
O museu de Vilar Maior está instalado no edifício da antiga Câmara Municipal. Fui eu, enquanto presidente da Junta de Freguesia, que o recuperei para esse efeito, tendo em conta que era urgente acautelar as peças que a professora Delfina tinha no edifício da escola. Foi aliás um projecto pioneiro ao nível das juntas de freguesia, porque representou uma grande responsabilidade dado o tipo de projecto e os encargos financeiros envolvidos, o que, ao tempo, não era comum ser assumido pelas juntas de freguesia. Para além da recuperação do edifício a Junta arranjou ainda e instalou o espólio exterior. Mas o museu está hoje também votado ao abandono e este Verão foi um claro exemplo disso, pois esteve sempre encerrado.
E, neste caso, de quem é a culpa?
Quero deixar claro que a culpa não é de certeza da professora Delfina, que pouco ao nada pode fazer. Também não considero que seja da Junta de Freguesia, que foi arredada disso. E sobre o assunto mais não digo.
Sendo Vilar Maior uma aldeia histórica, o que se poderá fazer para se tornar num destino turístico?
Alguns criticam-me por eu falar sempre em Vilar Maior, mas a verdade é que eu falo da minha terra no contexto do concelho do Sabugal. Considero que Vilar Maior pode e deve complementar Sortelha. Ambas as aldeias históricas estão em extremidades do concelho. A aposta na recuperação e dinamização de Vilar Maior poderia fazer com que as pessoas, para visitarem as duas aldeias, tenham de cruzar o concelho, seguindo percursos que lhes podem ser sugeridos, beneficiando com isso todo o concelho do Sabugal. Mas no que particularmente se refere a Vilar Maior, espero que a Junta de Freguesia avance com o projecto dos trilhos, em que de resto colaborei. O projecto prevê a recuperação de alguns caminhos antigos ao redor da aldeia. Alguns foram já limpos pela população, faltando apenas sinalizá-los e divulgá-los. Os trilhos, além de proporcionarem e possibilidade de se praticarem saudáveis caminhadas, permitem conhecer Vilar Maior numa perspectiva diferente, observando as diferentes paisagens, as sepulturas antropomórficas, o antigo falcoal e muitos outros locais de interesse histórico.
Como homem atento à politica concelhia, e elemento do PSD há muito descontente com as opções do partido para o concelho, o que acha da escolha de António Dionísio por parte do PS para candidato a presidente da câmara nas próximas eleições?
Somos amigos e dou-me muito bem com ele, mas neste momento não tenho qualquer decisão tomada sobre a minha posição. Apenas o farei quando conhecer todos os candidatos.
plb

A decisão do povo de Vilar Maior aponta para a manutenção da Festa do senhor dos Aflitos no primeiro domingo de Setembro, em detrimento da sua realização no mês de Agosto.

Vilar MaiorA tradição continua a valer em Vilar Maior, antiga vila raiana que mantém na data antiga a sua festa principal. O povo da freguesia pronunciou-se ontem, 24 de Agosto, votando as várias propostas. Contrariando algumas opiniões que defendiam a realização da conhecida festa do Senhor dos Aflitos em Agosto, para assim poder contar com a presença dos emigrantes, o povo decidiu-se a favor da manutenção da festa no primeiro domingo de Setembro.
Chegou a pensar-se que a festa de 7 de Setembro de 2008 seria a derradeira, mas afinal tudo será igual nos próximos anos.
António Gata, antigo presidente da Junta de Freguesia, e que colocou uma proposta a votação, falou do assunto ao Capeia Arraiana. Defendeu uma espécie de solução de compromisso, com a festa a realizar-se em dois momentos distintos: um primeiro em Agosto, dedicado aos emigrantes, e um segundo em Setembro, cumprindo a tradição e satisfazendo os peregrinos que ainda vêm de muitas terras da Raia para assistir às cerimónias religiosas. A população rejeitou também a sua proposta, situação com que se conforma mas que de algum modo lamenta: «A minha ideia era contentar as várias partes. Propus uma solução idêntica ao que sucede na festa da Senhora da Graça na sede do concelho, que é uma festa móvel com dois momentos, primeiro em 15 de Agosto para os emigrantes e depois em Setembro na data tradicional, que corresponde precisamente ao mesmo dia da festa do Senhor dos Aflitos em Vilar Maior. Penso que as coisas assim, continuando como estão, e como de resto o povo decidiu, podem levar ao fim da festa, porque a aldeia tem cada vez menos gente, e a prazo pode ser insuficiente para manter os seus custos elevadíssimos.»
plb

De há muito que os emigrantes de Vilar Maior protestam por a sua festa anual se realizar apenas em Setembro, e este ano relançou-se esse debate na freguesia, realizando-se mesmo um «referendo» que ditará o futuro.

Vilar Maior - fotografias de José RobaloCom o fenómeno da emigração, quase todas as freguesias do concelho do Sabugal transferiram as suas festas maiores para o mês de Agosto, que é quando os que estão longe vêm às terras de origem. Mas em Vilar Maior a tradição foi mais forte e a festa do Senhor dos Aflitos, em tempos uma das maiores da raia, permaneceu no primeiro domingo de Setembro.
Em Vilar Maior há muito que este assunto se discute, mas este ano a polémica foi relançada e os emigrantes voltaram a pedir a alteração da festa do Divino Senhor dos Aflitos para o mês de Agosto, em substituição da festa dedicada à Senhora de Fátima, ou festa do emigrante, como é conhecida na freguesia.
Os interessados reuniram na Junta de Freguesia no passado dia 17 de Agosto e decidiu-se que no domingo, dia 24, haverá uma votação, onde se decidirá o futuro das festividades.
A votos vão várias propostas:
A primeira, de Henrique Silva, é pura e simplesmente mudar a data da Festa do Senhor dos Aflitos para o mês de Agosto.
A segunda, de António Gata, propõe a realização da festa em dois momentos: Em Agosto, em data a acertar, e em Setembro, na data tradicional, com uma única comissão de festas.
A terceira proposta, formulada por Cláudia Marques, defende a realização de duas festas religiosas integralmente iguais, uma em Agosto e outra em Setembro.
A quarta é manter a Festa em Honra do Divino Senhor dos Aflitos no modelo e data actuais.
A quinta opção de voto é acabar com as festividades em Vilar Maior.
O povo da freguesia está apostado em acabar de vez com a polémica que surge todos os anos e que este Verão foi particularmente viva, já que os emigrantes que ainda «esticavam» as férias por uns dias para assistirem às festas estão este ano praticamente impossibilitados de o fazerem, atendendo a que a data tradicional da festa é apenas em 7 de Setembro.
plb

Vilar Maior – Não é… mas tem todos os atributos necessários para ser considerada uma genuína aldeia histórica. Processos burocráticos impedem que se concretize a justíssima candidatura. A Câmara Municipal do Sabugal delegou na Junta de Freguesia de Vilar Maior autonomia total na execução da renovação das infra-estruturas do espaço público. A verba disponibilizada para a freguesia atinge o invulgar valor de um milhão e quatrocentos mil euros.

Vilar Maior

As obras são sempre chatas. Especialmente quando são levantados pisos dos arruamentos com as inevitáveis poeiras e lamas. O objectivo é enterrar todos os cabos e fios e acabar com os postes de transporte de energia e telecomunicações. As ruas ficam… medievais e recolocam a povoação nos roteiros do turismo histórico e cultural. Mas a aposta na valorização do património obriga a alguns incómodos para quem reside na aldeia histórica de Vilar Maior. O título ainda não está oficializado por motivos burocráticos mas consideramos que a aldeia acastelada já respeita todas as exigências da sua atribuição.
E, claro, postal ilustrado de aldeia histórica que se preze tem um castelo. O castelo de Vilar Maior, datado do século XIII, parece tomar conta da vila que ostenta a data de 1280 na cerca que a defende. A origem do povoado está referenciado, através de vestígios arqueológicos na Idade do Bronze.
Incorporada no território de Ribacôa conquistado ao reino de Leão por D. Dinis teve direito a foral em 17 de Novembro de 1296. A posse definitiva só se concretizou em 1297 com o Tratado de Alcanices que consolidou as fronteiras da região raiana. O contrato obrigou à reedificação dos castelos de Vilar Maior, Sabugal, Alfaiates, Almeida, Castelo Melhor, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo e Pinhel.
Entre 1296 e 1855 foi vila e sede de concelho constitituído pelas freguesias da Malhada Sorda, Nave de Haver, Aldeia da Ribeira, Badamalos, Bismula, Vilar Maior e Poço Velho. Já no século XIX a reforma administrativa acrescentou-lhe Aldeia da Ponte, Forcalhos, Alfaiates, Rebolosa, Seixo do Côa, Vale das Éguas, Ruivós e Valongo.

As estradas da Bismula e de Aldeia da Ribeira encontram-se num entroncamento à entrada da povoação obrigando o viajante a reduzir a velocidade. Um olhar mais atento permite perceber movimentações de máquinas no campo de futebol e o contorno de um edifício de apoio à infra-estrutura. As nossas freguesias vão investindo em bons equipamentos sociais e desportivos. Infelizmente vão faltando as crianças e os jovens que os utilizem.
A estrada segue encosta abaixo rodeada de casas até ao largo central da freguesia incrustada num vale entre a ribeira de Alfaiates e o rio Cesarão que desliza orgulhoso da sua ponte romana. O casario medieval da encosta do Castelo sorri para a fotografia enquanto sente correr por perto o rio Côa.
A visita a Vilar Maior só fica completa com uma conversa com a professora Delfina. Mulher de cultura (e de armas) é uma figura emblemática da freguesia e do concelho a quem ninguém consegue ficar indiferente.
Mas… o nosso objectivo era perceber os melhoramentos e os investimentos em equipamentos sociais na freguesia. A Junta de Freguesia recebeu luz verde da Câmara Municipal do Sabugal para seleccionar as intervenções.
Orçadas em um milhão e quatrocentos mil euros estão em curso grandes obras de melhoramento do visual da aldeia escondendo fios, canos, tubos por debaixo do chão devolvendo uma beleza medieval ao local.
Através da verba de capital foi recuperada a sede da Junta de Freguesia, a Associação local, a escola primária e o espaço Internet.
Por impossibilidade de falar com o presidente da Junta de Freguesia de Vilar Maior, António Bárbara Cunha, ficou por explicar o abandono a que foram votadas, depois de recuperadas, duas casas térreas que já pretenderam ser um museu.

Vilar Maior tem todas as condições para ser uma Aldeia Histórica. A classificação oficial tarda mas a voz do povo tem mais força. Vale a pena (re)visitar a Aldeia Histórica de Vilar Maior.
jcl

A História saiu à rua em Vilar Maior. O «historiador de serviço» no dia 11 de Maio do ano da graça de 2008 foi o fotógrafo Kim Tutatux que mais uma vez guardou com muita mestria os melhores momentos da festa.

Galeria de Imagens da Feira Medieval em Vilar Maior

Clique na foto para visualizar a Galeria de Imagens da Feira Medieval de Vilar Maior.
jcl

Vai realizar-se no dia 11 de Maio em Vilar Maior, concelho do Sabugal, uma feira medieval, organizada por duas jovens que frequentam o curso de Animação Sócio-Cultural da Escola Profissional de Trancoso.

Castelo de Vilar Maior (Sabugal)As duas alunas, Solange Tomé e Cátia Sacadura, com ligações familiares a Vilar Maior, prepararam a iniciativa como um trabalho a ser avaliado no âmbito do curso que frequentam em Trancoso. Delinearam um programa, de onde se destaca a tradicional alvorada com foguetes, pelas 9 horas, a que se seguirão desfiles de figurantes e armação de tendas onde se comerciará à moda antiga, recriando as tradicionais feiras portuguesas.
Uma das jovens é da Arrifana, aldeia anexa de Vilar Maior, e a outra da Bismula. Entenderam assim organizar uma actividade ligada às suas terras de origem. A feira tem pleno enquadramento na aldeia histórica de Vilar Maior, que em tempos foi vila e sede de concelho, que conheceu no período medieval uma época de esplendor, que agora se pretende evocar.
Não é a primeira vez que a freguesia recebe este tipo de iniciativa, pois a associação local e a junta de freguesia já haviam organizado feiras medievais em anos anteriores.
plb

As obras de repavimentação das ruas de Vilar Maior, aldeia histórica do concelho do Sabugal, permitiram encontrar vestígios arqueológicos reveladores da grandeza do passado daquela antiga vila acastelada.

Museu de Vilar Maior, possivel destino dos achadosMarcos Osório, arqueólogo da Câmara Municipal do Sabugal, revelou à agência Lusa que se realizaram prospecções que permitiram encontrar moedas, cerâmicas, artefactos líticos, sepulturas antropomórficas, bem como vestígios antigos casas e arruamentos. As escavações estão a ser feitas sem recurso a máquinas, antecedendo o avanço definitivo dos trabalhos de requalificação urbana, tendo em vista salvaguardar os vestígios existentes no subsolo.
As escavações tiveram lugar junto às ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e no adro da Igreja Matriz, seguindo-se na zona da antiga Judiaria, no Largo do Castelo, nas entradas da antiga muralha e junto ao painel de gravuras rupestres pré-históricas de Vilar Maior.
Marcos Osório adiantou que foi feita uma escavação nos alicerces das ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo e outras nas proximidades, que permitiram «encontrar duas sepulturas escavadas na rocha, e também dois ceitis [moedas] de D. Manuel e D. Afonso III».
«Recolhemos grande quantidade de cerâmica medieval que, juntamente com um dinheiro [moeda] de D. Dinis, encontrado no adro da Igreja Matriz, propiciam alguns testemunhos do desenvolvimento económico e político desta aldeia durante o reinado deste monarca, após o Tratado de Alcanizes», disse o arqueólogo.
Foram descobertos outros vestígios, nomeadamente mós de vaivém, um machado de pedra, um pendente de colar, ossos de animais e muita cerâmica característica do período cronológico compreendido entre 1.300 e 500 a.C., que poderá estar associada a uma lareira de uma casa proto-histórica.
A partir dos materiais recolhidos poderá realizar-se um estudo sobre o tipo de alimentação dos indivíduos que outrora viveram naquele local e saber que animais poderão ter existido na região.
O investigador não se mostra surpreendido com a riqueza dos achados encontrados até ao momento, atendendo à antiguidade e ao valor histórico e arqueológico da aldeia, lembrando que o Museu Regional da Guarda tem uma espada de bronze do período da Idade do Bronze Final encontrada há muitos anos em Vilar Maior.
Os achados estão a ser lavados, catalogados e colados mas, posteriormente, quando toda a intervenção na aldeia estiver concluída, poderão vir a ficar expostos no Museu de Vilar Maior, a fim de serem apreciados pelo público interessado.
plb

Os castelos do concelho do Sabugal são um excelente cartão de visita turístico. O de Vilar Maior parece brotar de um conto infantil. Mas… apesar de tantos e tantos motivos de interesse a freguesia tarda em ser considerada aldeia histórica.

José Robalo – «Páginas Interiores»Tenho uma prima na raia
Outra em Vilar Maior
Se a da raia é bonita
A outra é muito melhor.
(Canção popular interpretada pelo Rancho Folclórico do Sabugal)

Chegou-me às mãos, por oferta do seu tradutor e achador, o insigne latinista já falecido Miguel Pinto de Menezes, a Crónica de D. João II da autoria de Manuel Telles da Silva, conde de Vilar Maior, «pessoa que desde a infância abraçou a disciplina militar e aprendeu a arte de conduzir exércitos», edição com a chancela da Imprensa Nacional-Casa da Moeda.
Na dedicatória refere o autor: «Ao prezado José Robalo, pelo gosto que me deu numa conversa de Agosto em seu escritório de o saber afeiçoado às Letras e nomeadamente à História de Portugal.» Cegueira dos amigos…
Manuel Telles da Silva (1641-1709), conde de Vilar Maior, foi uma das mais ilustres personalidades do seu tempo, distinguindo-se na actividade diplomática, com a celebração do contrato matrimonial de D. Pedro II em 1687 e na negociação do tratado de Methuen com a Inglaterra em 1703.
Vilar Maior tem história e foi um bastião na defesa avançada dos territórios do reino de Leão, até ao tratado de Alcanices, perdendo a partir de então paulatinamente a sua importância militar, até porque com o tempo, a diplomacia foi-se impondo na relação entre os dois reinos.
Em Vilar Maior, o castelo imponente domina a paisagem, lembrando ao viajante que aquelas terras já foram importantes estrategicamente e que os nossos antepassados foram súbditos do reino de Leão. Aqui, as pedras falam e tudo está impregnado de história: a ponte romana, o pelourinho, o pombal, as sepulturas antropomórficas, as ruínas da Igreja de Nossa Senhora do Castelo, a Igreja de S. Pedro, a muralha, as fontes romanas de mergulho, a paisagem…
Vilar MaiorO Castelo de Vilar Maior é um dos mais bonitos que conheço, que pelo seu encanto, parece brotar de um conto infantil. Apenas necessitamos de tempo para dele desfrutar.
Pena é que ainda não tenham reconhecido o encanto destas jóias arquitectónicas e que Vilar Maior, ainda não tenha sido etiquetada de aldeia histórica. Sem serem importantes os títulos ainda definem roteiros turísticos.
António Cunha, presidente da Junta de Freguesia, com alguma decepção na voz, lamenta «que a candidatura a aldeia histórica não tenha tido sucesso, aquando de tal reconhecimento a Belmonte e Trancoso. Gorou-se mais uma oportunidade, agora que o município tem investido na freguesia, no saneamento e implantação subterrâneas da rede eléctrica e telefones, com a reposição de calçadas e a requalificação dos largos. Tudo vai ficar muito mais bonito».
Quercus Pyrenaica é o nome científico do carvalho negral, ou pardo das Beiras.
Partindo de Vilar Maior, em direcção a Aldeia da Ribeira, Batocas, Nave de Haver e Malhada Sorda, podendo utilizar trilhos tradicionais e devidamente sinalizados e cuidados, encontramos um milagre da natureza: a maior mancha do País e uma das maiores da Europa, desta espécie, aguardando por um título, que lhe garanta protecção e interesse turístico. A inventariação desta realidade, já foi feita, tardando a sua classificação, apesar de estar integrada na rede Natura 2000.
A professora Maria Delfina Marques, apaixonada de Vilar Maior, tem feito um trabalho na promoção da aldeia, que já foi vila e sede de concelho e na conservação de objectos e tradições, com a criação do museu etnográfico de Vilar Maior: «O museu tem uma componente etnográfica, religiosa, do mundo rural, instrumentos musicais e uma pequena biblioteca.» Afirma que «tudo começou na escola, com as crianças, tentando afastá-las da rua, incutindo-lhes o gosto por estes objectos que à partida elas desvalorizavam. No Verão com o posto de turismo a funcionar, o forno comunitário e a casa da padeira, o nosso museu é muito visitado, recebendo cerca de 2000 pessoas por ano, e até já tivemos visitas de turistas coreanos».
Figura incontornável da vida de Vilar Maior, António Gata, sempre nos vai confidenciando: «O património é a âncora que nos pode ajudar a combater esta desertificação, tornando-se necessária a sua reabilitação, não sendo suficiente a sua classificação de interesse público, concelhio, ou monumento nacional, como já aconteceu. Uma vez reabilitados, devem ser colocandos ao dispor de quem deles queira usufruir, sob pena de tudo não passar de operações de cosmética e de criação de ilusões. A reabilitação deve prevalecer sobre qualquer classificação.»
António Gata, agarra-se ao amor que tem a estas terras e com a convicção dos que estão do lado da razão, afirma: «A minha terra tem todas as condições para ter futuro, desde que numa acção concertada de todos no terreno, simples cidadãos como é o meu caso, os agentes económicos, os políticos, mesmo com pontos de vista diferentes, com divergências saudáveis, que servem para aprofundar o debate para a obtenção de consensos. Nesta perspectiva Vilar Maior tem potencialidades para ser pólo de atracção turística, conciliando o turismo de natureza, com o do património construído.»
Ao abandonar este burgo medieval partindo lá do alto das ruínas da Igreja de Santa Maria do Castelo e numa atitude de devido recolhimento, digo mais uma vez adeus ao meu querido tio Zé da Ruvina, para nós Ti Zé da Vila, que sepultado aos pés do castelo de Vilar Maior, dir-se-ia que passa a sua morte de férias…
«Páginas Interiores» de José Robalo

joserobaload@gmail.com

O chafariz da praça de Vilar Maior vai mudar de lugar, na sequência das obras de saneamento e de arranjo urbanístico a que a aldeia histórica está a ser sujeita, facto que não é do agrado de toda a população.

Castelo de Vilar Maior (Sabugal)Seguindo um projecto de arranjo urbanístico elaborado pelo Gabinete Técnico Local (GTL), a Câmara Municipal do Sabugal aproveitou as obras de saneamento em Vilar Maior para efectuar algumas alterações à antiga vila e sede de concelho com variados monumentos de apreciável valor histórico. Dentre as alterações está prevista a mudança do chafariz que tem estado implantado no Largo da Praça, e que passará para a entrada da aldeia, junto ao edifício da escola primária.
O chafariz foi colocado na praça há apenas algumas décadas, pelo que para os técnicos do GTL fez sentido planear a sua retirada do local, onde de resto já foi arrancado, para que à mesma seja devolvido o aspecto histórico.
Segundo informou o presidente da Junta de Freguesia, António Bárbara Cunha, a mudança não é porém do agrado de alguma parte da população, pois as pessoas habituaram-se a ter ali o chafariz e agora custa-lhes a aceitar a ideia da sua remoção. Porém a Junta de Freguesia não se opõe á alteração: «A obra é da responsabilidade da Câmara Municipal, que se baseou num projecto de valorização do património histórico de Vilar Maior, elaborado por técnicos competentes», disse António Bárbara Cunha, que vê no arranjo urbanístico uma mais valia para a aldeia, que pretende afirmar-se e conquistar um lugar entre as chamadas aldeias históricas de Portugal.
plb

Natural de Vilar Maior, concelho do Sabugal, radicou-se em Amares, onde vive há 20 anos, tendo ali uma fábrica de móveis que vende para todo o país e para o estrangeiro.

Julieta Cerdeira, natural de Vilar Maior, SabugalFomos a Amares, Braga, onde conversámos com Julieta Cerdeira, natural de Vilar Maior. Há muitos anos que deixou a terra natal, quando, ainda jovem, foi estudar para a Guarda, indo mais tarde para França, onde esteve durante 12 anos. Tendo casado com um natural de Amares, acabaria por se fixar nesta terra minhota quando resolver regressar a Portugal.
Com o marido instalou uma fábrica de móveis, a «Móveis Brandão», que depressa começou a vender para todo o país, e mesmo para o estrangeiro. «Todos os meses vamos a França entregar mercadoria. Como o mercado está mau em Portugal, a expansão para o estrangeiro tem servido para manter o negócio», diz-nos a sabugalense.
Vai amiudadamente a Vilar Maior, onde tem o pai e os irmãos. Mau grado a distância, é com prazer que regressa às origens, levando muitas vezes pessoas amigas, que ficam a adorar a aldeia e a região, as suas gentes, as paisagens e os monumentos, querendo sempre regressar.
Quando a reforma chegar, o casal pensa ir passar períodos mais longos a Vilar Maior, ou mesmo fixar-se ali para passar a velhice. Enquanto esse tempo não chega, o trabalho ocupa-lhes os dias, mas sempre com as terras da raia no coração.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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