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A empresa municipal Sabugal+ definiu um programas de actividades a desenvolver no Centro de Negócios Transfronteirço (CNT) do Soito, pretendendo dar dinâmica e funcionalidade a um espaço cujas obras ainda não estão concluídas e cuja ocupação está aquém do que foi inicialmente esperado.

A principal actividade prevista para este ano é a Feira de Outono, que terá por temática o cavalo e o toiro, promovendo produtos com ela relacionados, para além de produtos da época de origem local, como a castanha, avelã, mel, compotas e licores. As associações do concelho terão espaço para instalarem tasquinhas para venda de petiscos e outros produtos.
Para além da Feira de Outono, em 2012 o CNT vai voltar a acolher a Feira Outlet, no mês de Agosto. No decurso do ano decorrerão ainda exposições de pintura e de artesanato, jogos tradicionais e outras iniciativas dinamizadoras do espaço.
O objectivo da construção do CNT foi o de dotar o concelho do Sabugal de uma infra-estrutura capaz de acolher empresas que criassem empregos e contribuíssem para o crescimento e desenvolvimento local.
A gestão do equipamento municipal, cujo custo de construção a Câmara Municipal continua a pagar, e com alguns acabamentos à espera de execução, ficou a cargo da empresa municipal Sabugal+, que decidiu definir um conjunto de iniciativas a desenvolver nesse espaço.
O espaço do CNT é composto por 24 fracções autónomas, numa área coberta superior a 4.000 metros quadrados, a que acrescem mais de 1.000 metros quadrados de logradouro. Pela ocupação de cada fracção o Município cobra um montante, nos termos do Regulamento, sendo que o valor é mais baixo no primeiro ano de ocupação, subindo depois à medida do tempo. Como forma de estimular a criação de emprego, a Câmara Municipal isenta seis meses de pagamento por cada novo posto de trabalho criado por parte das empresas instaladas.
A última firma a mostrar interesse em instalar-se no CNT foi uma empresa de material médico e hospitalar, com sede social em Coimbra, que se propõe criar um ou dois postos de trabalho.
plb

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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

(clique nas imagens para ampliar.)

Segundo o Sr. Arq. Celestino Pissarra, projetista, as fachadas vão apresentar desenhos e letras com o nome da Associação que se apresentam desenhadas nas peças de betão dos alçados, serão realizados em baixo relevo diretamente na cofragem, através de negativos adequados, estas terão uma iluminação indireta.

Quem pretender ajudar os bombeiros pode transferir o seu donativo para:
NIB: 003507020001137293062
ou, se for no estrangeiro, através do:
IBAN: PT50003507020001137293062, código CGDIPTPL.
A Direção e os Bombeiros Voluntários do Soito agradecem.
jcl

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

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A construção semana após semana lá continua e como se pode verificar pelas fotos, já se começa a vislumbrar no horizonte o grande edifício que vai dignificar a Associação e toda a área envolvente das antigas eiras.

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ou, se for no estrangeiro, através do:
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A Direção e os Bombeiros Voluntários do Soito agradecem.
jcl

Tarde quente de Janeiro. Através das novas tecnologias recolhi a informação de que no dia sete se comemoravam os 85 anos da Junta Regional do Corpo Nacional dos Escutas da Guarda. Não era muito precisa nem pormenorizada. Ainda aguardei esclarecimentos da imprensa regional e ligada à Diocese, mas nem uma letra publicada. Porque será este silêncio? De quem é a culpa?

Em 1972 nasceu esta Região Escutista, com forte apoio das gentes da Cidade da Lã. Não é por acaso que a Sede Regional se encontra sediada na cidade covilhanense.
A palavra Escutismo é um símbolo que mexe nas minhas humanidades. É uma palavra mágica, construtora, rica de valores, que me ajudou também a crescer e a formar-me.
Assim, parti com destino à Covilhã, onde decorreram as comemorações do aniversário. Percorro a parte velha da cidade. Passo pela Rua do Castelo e deparo com o Pátio dos Escuteiro em frente à Assembleia Municipal, junto a uma casa brasonada e à sua volta ruínas. Casas desabitadas, pequenos comércios e cafés sem clientes. Sinais dos tempos e da austeridade.
Na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Largo de S. Francisco, tem lugar a Eucaristia. O Assistente Regional faz referência à Festa da Epifania e aos Reis Magos. Estamos em plena Festa dos Reis. Eles encontraram uma estrela e seguiram-na até ao Presépio de Belém. Também os escuteiros têm se seguir as estrelas nos trilhos, nas veredas, nos caminhos da ecologia, da proximidade, do bem… Estranhei a ausência do Bispo da Diocese, mas estava em Espanha.
A Sessão Solene decorreu numa sala do emblemático Teatro Municipal com a presença de centenas de Escuteiros de treze Agrupamentos, num total de vinte e quatro, com um efectivo de mil e quinhentos jovens escuteiros, espalhados pelo território da Diocese da Guarda. Os efectivos nacionais cifram-se em setenta mil. O poder local primou pela ausência. Talvez por pensar que a aposta na juventude já não tem interesse e é melhor emigrarem já, apelo que fazem constantemente uns altos dignitários do governo.
O Chefe Nacional Carlos Alberto Pereira, num breve improviso afirmou que tal como as sociedades, o escutismo está em mudança e evolução. Tem de incluir novas mentalidades, tem de servir todas as classes e gerações. Tem de ser multicolor, tolerante e atento aos direitos cívicos e humanos. Tem de apontar uma cidadania global. Pertencemos a um movimento de causas. A boa acção está neste sentido. A História da Região da Guarda fez-se e faz-se destas pequenas coisas. Aquilo que cada um de nós faz é História. O Escutismo foi e é útil numa verdadeira escola de formação em cada um de nós.
Fez referências a D. Manuel Vieira de Matos, Bispo da Guarda, mais tarde Arcebispo de Braga e que ali fundou o Escutismo, depois de ter admirado os activos Escuteiros em Roma.
Falou do Padre Adérius desta Diocese que foi seu formador e com uns textos importantes nesta área.
Agradeceu a dedicação, a lealdade, a seriedade, a prática escutista do Chefe Bento, a quem, com toda a justiça, a Junta Central deliberou atribuir-lhe o Colar Nuno Alvares, a máxima condecoração escutista.
O Chefe Regional António Bento Duarte afirmou que esta distinção é de todos os Escuteiros da Região da Guarda, é da sua esposa e filha, os grandes pilares da sua caminhada escutista, do Agrupamento nº 31 da Freguesia do Barco e seus dirigentes onde se iniciou como escuteiro e do saudoso Padre Sanches, um verdadeiro assistente regional, um sacerdote escuteiro.
O Responsável pelo Secretariado do Projecto Educativo apresentou alguns dados da Junta Regional da Guarda, com os nomes dos seus Chefes e Assistentes através dos tempos até aos nossos dias. Apelou para que todos os Agrupamentos guardem, preservem e congreguem o seu próprio património escutista.
Seguiu-se um simples beberete, oportunidade para trocar umas breves impressões com o Chefe Nacional e Regional, com a Chefe Adélia Lopes do Agrupamento do Soito (Sabugal), onde já estiverem incorporados jovens escuteiros da minha terra natal – a Bismula – e com outros elementos dirigentes.
Saí. Caía a noite. Parei no Pelourinho, junto à Estatua de Pêro da Covilhã. Fiz-lhe o azimute e a nascente surgia a Lua Cheia empoleirada no telhado da Igreja da Santa Casa da Misericórdia. E pensei que estavam ali duas excelentes pistas para os olhos luminosos, radiosos, às vezes irrequietos para a juventude escutista.
Parabéns Junta Regional! Parabéns Chefe Regional António Bento Duarte!
António Alves FernandesAldeia de Joanes

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

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É um bom indício para o ano 2012 que começa. Como se pode verificar nas fotos, já se começa a vislumbrar as divisões para o serviço administrativo e comando bem como os pilares, para os altos portões das futuras garagens do edifício.
Quem pretender ajudar os bombeiros pode transferir o seu donativo para:
NIB: 003507020001137293062
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A Direção e os Bombeiros Voluntários do Soito agradecem.
jcl

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

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Os projetistas desta obra, elaboraram um estudo de arranjos exteriores para o espaço circundante ao quartel, no sentido de este ser aceite pelos donos da obra e pela Junta de Freguesia do Soito. Sr. Arq. Celestino Pissarra e o Sr. Eng.º Luís Aragão (ambos da Guarda) e o Sr. Eng.º Eletrotécnico Luís Gomes de Celorico da Beira são os responsáveis de todo o projeto, tanto do edifício como de toda a parte envolvente, paisagista, jardinagem e arruamentos.
Com a obra a decorrer nos prazos previstos, neste momento, já estão aplicados no terreno 100.000 euros.
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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

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O Sr. Eng.º Filipe Figueira é o responsável pela obra no terreno representando o empreiteiro António José Saraiva, que tem também por missão elaborar um relatório semanal de dúvidas e esclarecimentos para as reuniões com a direção, município e projetistas. Com a obra a decorrer nos prazos previstos, neste momento, já estão aplicados no terreno 100.000 euros.
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A Direção e os Bombeiros Voluntários do Soito agradecem.
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Os Bombeiros do Soito agradecem o empenho e dedicação do Sr. Eng. Miguel Neto, da Câmara Municipal do Sabugal, pois é ele o responsável pela vistoria, verificando se tudo está conforme o projeto e protocolo, reunindo-se semanalmente com a Direção, para fazer o ponto de situação dos trabalhos efetuados.
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jcl

A Câmara Municipal do Sabugal está a desenvolver um projecto designado «Rede Digital de Educação e do Conhecimento», que foi candidatado ao Programa Operacional Regional do Centro, com vista a garantir o seu financiamento pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

No âmbito do projecto a Câmara Municipal do Sabugal implementou nas escolas EB1 do Sabugal e EB1 do Soito um sistema de equipamentos informáticos e de rede que comportam ligações para acesso a aplicações partilhadas, à Internet e a recursos educativos por parte dos professores e alunos.
Implementou-se também em todas as escolas EB1 do concelho do Sabugal uma plataforma de ensino assistido integradora de conteúdos digitais e sistema de informação para a gestão escolar. Essa plataforma inclui conteúdos digitais das diversas disciplinas curriculares; manuais de Inglês para os diferentes anos de escolaridade; vários perfis de acesso para os agentes envolvidos no projecto; indicadores sobre desempenho dos alunos e escolas; bem como aplicações de gestão em diversas vertentes da acção escolar.
Encontram-se já em fase de desenvolvimento os seguintes componentes do projecto:
– Ligação dos estabelecimentos de ensino do concelho do Sabugal em rede;
– Criação do Portal de Educação e do Conhecimento do concelho do Sabugal;
– Criação de uma plataforma de e-learning para os diferentes graus de ensino;
– Reformulação do Centro de Dados da Câmara Municipal e aquisição de uma nova infra-estrutura de hardware;
– Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas;
– Criação do Centro de Estudos Jesué Pinharanda Gomes;
– Aumento da largura de banda de acesso à Internet nas escolas e na Câmara Municipal.
O projecto prevê um investimento de cerca de 350 mil euros, podendo vir a garantir-se um financiamento de 80% desse valor através do FEDER.
plb

O efectivo dos postos da GNR do Sabugal e do Soito foi recentemente reforçado em mais cinco e quatro militares, respectivamente, facto que lhes confere uma maior capacidade operativa.

Tenente-Coronel Cunha RasteiroDos 28 efectivos que o Comando Territorial da Guarda da GNR recebeu para reforço do dispositivo em todo o distrito, nove foram colocados no concelho do Sabugal, o que representa a afectação a este concelho de 33 por cento do reforço total recebido pelo comando. Com o reforço de elementos agora concretizado, o posto do Sabugal passou a contar com 23 efectivos e o do Soito conta agora com 14 militares para o serviço.
O Tenente Coronel Luís Cunha Rasteiro, do Comando Territorial da Guarda da GNR, abordado pelo Capeia Arraiana sobre esta situação, considera que «o reforço agora garantido aos postos do Sabugal e do Soito, cujos efectivos estavam desfalcados, permite aumentar a capacidade de patrulhamento e de policiamento de proximidade nas respectivas áreas de intervenção».
Para este oficial da GNR, ele próprio natural do Sabugal, e há muito colocado no comando da Guarda, o reforço de quatro militares no posto do Soito vai-lhe permitir «projectar mais uma ou duas patrulhas por dia para as 20 freguesias que tem sob a sua responsabilidade». No referente ao Sabugal os cinco elementos agora recebidos «garantem, para além de um maior numero de patrulhas nas aldeias, um reforço do policiamento de proximidade na própria cidade, nomeadamente junto das escolas e do comércio», assim contribuindo para um maior sentimento de segurança por parte da população.
O Sabugal vem sendo um concelho seguro, onde os casos de criminalidade violenta, assaltos e roubos não tem acontecido com demasiada frequência, quando comparado com outros concelhos do próprio distrito, mas o recente caso de um assalto a mão armada a uma farmácia da cidade, faz relevar a importância de haver uma boa capacidade de intervenção da parte da força de segurança local. A situação de crise económica e social hoje se vive, aliada ao fenómeno crescente da criminalidade itinerante, podem potenciar um aumento dos actos de natureza criminal, dai a importância do reforço dos efectivos da GNR nos dois postos que existem no concelho.
plb

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

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As obras avançam num passo impetuoso, apesar do mau tempo que tem assolado a região, sendo certo que mais de 50.000 euros já estão enterrados neste projeto honroso para a região. Quem pretender ajudar os bombeiros pode transferir o seu donativo para:
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A Direção e os Bombeiros Voluntários do Soito agradecem.
jcl

Durante o corrente ano de 2011 a Confraria do Bucho Raiano levou o nome do Sabugal e da sua gastronomia de norte a sul do País, garantindo a representação em feiras, encontros e capítulos confrádicos. Inserindo-se nessa dinâmica de afirmação da nossa tradição gastronómica, um novo encontro de confrades e amigos da Raia está marcado para o dia 12 de Novembro, para o almoço de bucho que se realiza em Lisboa, na Churrasqueira do Campo Grande.

A última representação da confraria do Bucho Raiano aconteceu no passado sábado, dia 5 de Novembro, na Covilhã, no primeiro Capítulo da Confraria da Pastinaca e do Pastel de Molho. O confrade Joaquim Reis, garantiu a presença oficial da confraria sabugalense nesse evento, dando continuidade a uma série de deslocações onde o bucho se afirmou como uma iguaria que pretende estar a par com outros sabores de excelência da tradição gastronómica portuguesa.
Do dia 29 de Outubro tínhamos ido até Manteigas, onde se realizou o capítulo anual da Confraria da Feijoca, em cujo acto o Grão-Mestre Joaquim Silva Leal se encarregou de representar o Sabugal e a gastronomia raiana.
No dia 23 de Outubro a Confraria do Bucho foi Madrinha da novel Confraria do Cão da Serra da Estrela, também com sede no concelho do Sabugal, em Sortelha, à sombra de cujas muralhas se realizou o Capítulo de Entronização.
Nos dias 7 e 8 de Outubro a chancelaria da Confraria foi até à Figueira da Foz, em cujo Casino se realizou o IV Congresso Nacional das Confrarias Gastronómicas. No jantar de gala, realizado no dia 8, a Confraria do Bucho esteve entre as nomeadas para o prémio «Confraria do Ano», o mesmo sucedendo com o blogue Capeia Arraiana, igualmente nomeado para o prémio «Comunicação Social», tendo em conta o seu papel na divulgação da gastronomia portuguesa.
A 24 e 25 de Setembro a Confraria esteve na Feira Medieval realizada em Sortelha, com uma banca de exposição de enchidos raianos, no âmbito da iniciativa da Câmara Municipal designada «Muralhas com História». A presença da associação deu um reconhecido contributo para a divulgação do bucho e demais enchidos como produtos gastronómicos de qualidade do concelho do Sabugal.
No dia 12 de Setembro o bucho raiano foi até Vila Nova de Poiares, participando no X Capítulo da Confraria da Chanfana, onde estabeleceu relações muito profícuas com as dezenas de outras confrarias aí presentes (mais de 80) e assinou um protocolo com a confraria local no sentido de dar as mãos na divulgação por todo o país do bucho e da chanfana enquanto pratos representativos da boa gastronomia nacional.
No Sabugal, no dia 12 de Agosto, a Confraria do Bucho esteve presente, por proposta da Câmara Municipal, no programa Verão Total, transmitido em directo pela RTP a partir do Sabugal, por ocasião da realização da etapa Sabugal-Guarda da Volta a Portugal em Bicicleta. Para além das intervenções do Grão-Mestre, do Chanceler e do Almoxarife, a confraria exibiu perante as câmaras de televisão um bucho confeccionado e pronto a servir, assim como um conjunto de outros enchidos produzidos no concelho do Sabugal, nomeadamente na cidade sede de concelho e na Rebolosa, por produtores locais que defendem e respeitam as tradições.
A Mostra de Sabores Tradicionais, realizada em Coimbra, nos dias 2 e 3 de Julho, contou também com a presença da Confraria do Bucho. Pese embora não tenha montando banca para servir petiscos e refeições, dadas algumas dificuldades logísticas inultrapassáveis, a Confraria esteve no evento com as demais 34 confrarias de todo o país que ali se deslocaram a pedido da Federação Nacional que reúne estas agremiações que se esforçam por divulgar os nossos sabores tradicionais.
Na tarde quente do dia 25 de Junho, a Confraria do Bucho foi até Avintes, no norte de Portugal, participando no XV Capítulo da Confraria da Broa de Avintes, uma das mais antigas do movimento confrádico nacional. Proporcionou-se o encontro com o amigo do Sabugal e grande divulgador da gastronomia nacional, Paulo Sá Machado, que para além de grande dinamizador e promotor da broa de Avintes é também confrade da Confraria sabugalense.
Em Maio o confrade Tenreira Martins levou o bucho do Sabugal até Bruxelas, na Bélgica, onde o deu a degustar a dois portugueses ilustres aí temporariamente residentes, o Professor Carvalho Rodrigues e o General Pina Monteiro, que tendo-o apreciado, passarão a ser «embaixadores» do bucho raiano, assim contribuindo para a sua afirmação e divulgação.
No dia 15 de Maio, a Confraria do Bucho Raiano marcou presença no VI Capítulo da prestigiada Confraria Gastronómica de Almeirim, com a qual há muito se estabeleceram laços de amizade e de cooperação. A representação raiana esteve a cargo de quatro confrades, dois pertencentes à Chancelaria (José Marques e Horácio Pereira) e dois que têm colaborado nas diversas iniciativas (José Caçador e Cristiano Martins).
Ainda em Maio, no dia 7, a Confraria do Bucho foi até Trancoso, participar activamente no I Capítulo de Entronização da Confraria das Sardinhas Doces, juntando-se a outras agremiações gastronómicas vindas de vários pontos do país: Confraria da Urtiga (Fornos de Algodres), Confraria da Chanfana (Vila Nova de Poiares), Confraria da Maçã Portuguesa (Moimenta da Beira), Confraria da Panela ao Lume (Guimarães) e Confraria do Queijo Serra da Estrela (Oliveira do Hospital).
A Confraria do Bucho Raiano, participou, no dia 17 de Abril, num encontro de confrarias gastronómicas, promovido pela Confraria da Chanfana, de Vila Nova de Poiares, que é uma das mais dinâmicas do movimento confrádico português e é uma das confrarias madrinhas da Confraria do Bucho. O encontro serviu para analisar as diferentes formas de se garantir uma boa cooperação entre as associações confrádicas e como divulgar os produtos gastronómicos que cada uma representa.
No dia 16 de Abril, a Confraria do Bucho Raiano esteve representada no VIII Grande Capítulo Gastronómico da Real Confraria da Cabra Velha, em Miranda do Corvo, local onde igualmente se juntaram várias dezenas de confrarias representativas dos nossos sabores tradicionais.
Em Março a Confraria, em conjunto com a Câmara Municipal do Sabugal, apresentou a candidatura do bucho às Sete Maravilhas da Gastronomia Portuguesa, concorrendo com várias dezenas de pratos típicos na categoria prato de carne.
O II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano decorreu no dia 5 de Março, sábado de Carnaval. A primeira parte teve lugar no Auditório Municipal do Sabugal com a cerimónia de entronização e a segunda parte no Soito com recepção na Junta de Freguesia e almoço no Restaurante «O Martins». Confrarias de todo o país vieram até ao Sabugal participar no evento, onde o confrade João Inês Vaz proferiu a oração de sapiência e onde foram entronizados 21 novos confrades e condecorados com a Ordem de Cavaleiro o Governador Civil da Guarda, Santinho Pacheco, o escritor Manuel Leal Freire e o empresário Manuel Joaquim Rito, sendo ainda distinguidos com Diplomas de Honra a Casa do Concelho do Sabugal e a redacção da Guarda da LocalVisãoTv.
Nos dias 23 e 27 de Fevereiro o concelho do Sabugal promoveu-se como destino turístico na Bolsa de Turismo de Lisboa 2011, integrado no espaço da «Turismo Serra da Estrela», com a participação da Confraria do Bucho, que para além de marcar presença possibilitou uma prova de bucho raiano.
No dia 12 de Fevereiro os confrades rumaram a Sul, à cidade de Évora, para o segundo almoço da Confraria do Bucho Raiano na Taberna Típica Quarta-Feira, propriedade do sabugalense José Dias, que nos recebeu de braços abertos e com mesa farta como é seu apanágio.
No começo do ano 2011, a 15 de Janeiro, uma vintena de confrades foram a Elvas, ao Restaurante Brasa, propriedade do confrade Daniel Salgueira, de Alfaiates, juntando-se a gente do Alentejo que degustou e apreciou a nossa iguaria gastronómica. O encontro incluiu uma visita à Adega Mayor, propriedade do comendador Rui Nabeiro.
Podemos concluir que no que já decorreu do ano de 2011, a Confraria do Bucho desenvolveu uma actividade intensíssima de divulgação do bucho e do concelho do Sabugal, cujo frenesim apenas foi possível dado o altruísmo e o interesse de alguns dos confrades que compõem a instituição sabugalense que actualmente é, sem margens para dúvidas, a grande embaixadora do concelho.
Paulo Leitão Batista (Chanceler da Confraria do Bucho Raiano)

A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

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As obras a cargo da Empresa António José Saraiva, com escritórios no Soito, no Centro de Negócios e Transfronteiriço, arrancaram em grande força com as terraplanagens e maquinaria de grande porte. Quem pretender ajudar esta obra com um donativo pode fazê-lo transferindo a verba para:
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A Direção e os Bombeiros Voluntários do Soito agradecem.
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A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito iniciou em 16 de Setembro de 2011 a ampliação das instalações do quartel. O projecto é um grande salto na melhoria das condições da corporação e uma das maiores iniciativas da actual Direcção presidida por Maria Benedita Rito Dias.

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A Direção e os Bombeiros do Soito agradem.
jcl

O deputado do Soito, eleito pelo círculo da Guarda, Manuel Meirinho, integra o Grupo de Trabalho criado pelo PSD para a reforma da lei eleitoral autárquica, cujos trabalhos de elaboração de um projecto e de negociação com os outros partidos terão de seguir a bom ritmo.

O PSD criou o novo Grupo de Trabalho na semana passada, dela fazendo parte, entre outros os deputados Carlos Abreu Amorim e Manuel Meirinho.
Para além da elaboração de um projecto, o grupo pretende iniciar brevemente negociações com o PS e o CDS, tendo em vista obter um consenso alargado e uma possível lei eleitoral autárquica que resulte de um projecto conjunto subscrito pelos três partidos.
«Das negociações resultará um projecto conjunto dos partidos da maioria e do PS», declarou à agência Lusa o deputado Carlos Abreu Amorim, adiantando ainda que o PSD está «prestes a começar» o estabelecimento dos contactos com o PS e o CDS para negociar a reforma. As negociações poderão manter-se no sentido de ir mais longe, muito para além da simples mudança da lei eleitoral: «em primeiro lugar a lei eleitoral autárquica e depois todo o resto da reforma da Administração Local», disse ainda o deputado social-democrata.
Manuel Meirinho efectuou, enquanto professor universitário da área da Ciência Política, um estudo aprofundado acerca de uma reforma sistémica das leis eleitorais, pelo que a sua presença no Grupo de Trabalho agora criado surge como um mais valia.
São conhecidas algumas das linhas mestras da reforma a desenvolver, que foram anunciadas pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho aquando da apresentação do Documento Verde da Reforma da Administração Local.
Os princípios gerais que o PSD defende nesta matéria são os de um modelo de executivo municipal politicamente homogéneo, sujeito à fiscalização da Assembleia
Municipal, e onde o presidente do Município seja o cidadão que encabeça a lista à Assembleia Municipal mais votada. Haverá ainda uma redução do número de vereadores e um reforço significativo dos poderes de fiscalização da Assembleia Municipal.
O projecto de lei deverá ser apresentado no final do ano, de modo a que a Assembleia inicie o processo legislativo e, a meio de 2012, seja aprovada a nova lei. O objectivo é que as próximas eleições autárquicas, previstas para Outubro de 2013, se realizem já dentro das novas regras.
plb

Um grupo de amigos de variadas localidades do concelho do Sabugal, que estudam na sede do concelho, lembrou-se de organizar uma tourada seguida de baile, que acontecerá no próximo Sábado, dia 8 de Outubro, no Soito.

Há iniciativas que nascem assim, da espontaneidade. Alguém se lembrou de que, passado o mês dos toiros, Agosto, e o mês de descanso da generalidade dos sabugalenses, Setembro, era oportuno aproveitar o bom tempo com que os dias de Outubro têm sido brindados. E, vai daí, lançou-se a ideia de realizar uma tourada e um baile. A proposta teve eco num grupo de amigos, que decidiram juntar as mãos para realizar essa festa raiana, escolhendo o Soito para palco.
Do dia 8, às 14 horas, abre o bar da Praça de Touros do Soito, assim se dando início ao convívio, que aposta sobretudo da presença dos jovens.
Pelas 16 horas terá início a tourada, que se prolongará pela tarde dentro.
Depois do jantar, pelas 22h30, é a vez de se dar início ao baile com o grupo Trio Musical, no salão da Associação Cultural e Desportiva do Soito. A festa continuará pela noite e entrará na madrugada, culminando com a actuação, às 3 horas, do Rik DJ e DJ.
Os jovens do concelho do Sabugal têm uma festa de Outono à sua espera.
plb

Com as obras de ampliação do quartel em curso, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito, lançou uma campanha de recolha de donativos, tendo em vista cobrir a parte do financiamento que tem de ser feito com verbas próprias.

A presidente da Associação, Benedita Rito, assinou com o Secretário de Estado da Administração Interna, Filipe Lobo d´Ávila, no dia 20 de Setembro, em Aveiro, o contrato de financiamento para o projecto de ampliação do quartel dos bombeiros. O montante necessário ascende a 439.359,40 euros, sendo setenta por cento da verba provinda do QREN (307.551,58 euros). A Câmara Municipal do Sabugal comparticipa com 65.904 euros, sendo que Associação tem que garantir igual montante.
Com as obras em curso desde o dia 16 de Setembro, a presidente dos Bombeiros do Soito lançou um apelo à população em geral para ajuda na angariação do montante necessário.
Quem pretender dar um donativo pode fazê-lo transferindo a verba para o NIB: 003507020001137293062 ou, se for no estrangeiro, através do IBAN: PT50003507020001137293062CGDIPTPL.
Será facultado recibo a quem o solicitar.
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Os bombeiros voluntários do Sabugal e do Soito vivem uma situação de perda continuada de receitas, resultante da diminuição do número de transportes de doentes não urgentes, o que cria dificuldades financeiras que se poderão agravar a breve trecho.

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Duarte Caldeira, denunciou a situação «inaceitável» que vivem actualmente as associações de bombeiros, motivadas pelo acumular de dívidas da administração central. Afirmou mesmo que há dirigentes associativos que recorrem a pedidos de empréstimos à banca, dando como garantia os seus bens pessoais, para pagar salários. Para ilustrar essa situação de «sufoco em que vivem os bombeiros», Duarte Caldeira revelou que «em Mourão, Évora, viram-se obrigados a dispensar bombeiros e em Aguiar da Beira, Guarda, três ambulâncias foram colocadas à venda».
Capeia Arraiana falou com a presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Soito, Benedita Rito, que falou em dificuldades, embora a situação esteja, por agora, controlada. Os Bombeiros do Soito estão confrontados com uma grande perda de receitas, que a presidente não quantificou, resultante da quebra no número de saídas com doentes para consultas nos hospitais, sendo esse o maior constrangimento actual. «Os médicos não passam as credenciais necessárias para se fazer o transporte comparticipado pelo Estado e o resultado é muita gente deixar de ir às consultas e aos tratamentos», sublinhou a dirigente associativa.
No Soito a situação pode vir a agravar-se, dado o forte investimento em ambulâncias feito por aquela associação. «Desde que estou na direcção já investimos 400 mil euros em ambulâncias, na perspectiva de prestar um melhor serviço no socorro e no transporte de doentes, mas é com mágoa que vejo agora parte da frota parada, por não haver doentes para transportar». Benedita Rito conclui que, do ponto de vista financeiro, a «situação actual é difícil, mas, por enquanto, vamos aguentando e conseguindo assegurar os compromissos». «Temo contudo que, a manter-se a situação, o problema se possa vir a agravar», concluiu.
Já Luís Carlos Carriço, presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Sabugal, também confirma o problema e as dificuldades, que por enquanto são geríveis, mas que se poderão alargar no futuro. «O problema é que a maior parte das associações investiram na prestação de serviços de transporte de doentes não urgentes, e passaram a viver muito à custa disso», disse. A mudança das regras, que se faz sentir desde o início deste ano, trouxe dificuldades, por diminuir a receita daí proveniente e no Sabugal o problema também teve algum impacto, embora sem a expressão financeira que terá tido noutras associações: «anteriormente chegávamos a ter com este serviço uma receita mensal superior a 20 mil euros, e agora ronda apenas os 14 mil euros, com tendência para baixar». O prometido recurso à plataforma informática de gestão desses serviços, que tarda em estar disponível a nível nacional, faz com que Luís Carlos Carriço tenha alguma esperança num melhor funcionamento do serviço de transporte não urgente de doentes.
Quanto a atrasos nos pagamentos do Estado, isso por enquanto não está a gerar muitas dificuldades, mantendo-se o pagamento das comparticipações ao fim de 90 dias, mas admite que o problema se pode vir a agravar, face à conjuntura que o país atravessa.
plb

O colaborador do Capeia Arraiana João Aristides Duarte, natural do Soito, é o orador convidado para a Tertúlia «Rock in Portugal», promovida pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG).

A tertúlia realiza-se amanhã, quarta-feira, dia 6 de Julho, pelas 21h30, no Café Concerto do TMG. O orador convidado, João Aristides Duarte, editou o livro «Memórias do Rock Português», o qual já conta com dois volumes editados em momentos diferentes. O livro, contendo a história da música rock em Portugal, foi editado pela primeira vez em Abril de 2006, porém em Fevereiro de 2010, foi editado e um segundo volume. O prefácio do livro é assinado por António Manuel Ribeiro, o conhecido vocalista da banda UHF. A publicação contém a biografia de um conjunto de músicos e de bandas rock, assim como entrevistas a nomes sonantes do panorama musical nacional.
João Aristides Duarte é colaborador regular do Capeia Arraiana, onde assina a rubrica «Música, Músicas», espaço dedicado à música portuguesa em que recordando a forma como algumas bandas rock se formaram e desenvolveram a sua actividade musical.
plb

A foto que acompanha esta crónica refere-se à banda OS MINISTROS, que foi criada no Soito, após o «boom» do Rock português iniciado com o álbum «Ar de Rock» de Rui Veloso.

Os Ministros

João Aristides DuarteUm festival com o nome «Só Rock» teve lugar em Coimbra, organizado pela Rádio Comercial e pela empresa de som Furacão, com o apoio da Câmara Municipal da Lusa Atenas, teve lugar no ano de 1981, com a participação das mais variadas bandas, oriundas de todo o país.
OS MINISTROS formaram-se no Soito, de propósito para concorrer a esse Festival. Foram uma das primeiras bandas a inscreverem-se no Festival, que foi ganho pela banda Alarme, da Nazaré. Participaram no Festival nomes como Manifesto, Opinião Pública, Xutos & Pontapés, Brigada do Reumático, etc., etc.
OS MINISTROS não chegaram a participar no Festival, embora tenham surgido em várias publicações ligadas à música, como o saudoso semanário «Se7e», onde foram referidos como um dos grupos com o nome mais original.
Na foto podemos ver Fernando Monteiro, no baixo, Luís Duarte, na guitarra e Fernando Freire, na bateria. Nenhum destes elementos sabia, sequer, tocar. Mas que interessava, se se tratava de uma banda punk?
A banda sofreu alterações na sua formação e Fernando Pereira entrou como guitarrista, tendo Luís Duarte passado a ocupar-se das funções de vocalista principal.
A banda ensaiava no local onde hoje é a sede da Associação Cultural e Desportiva do Soito.
Do seu reportório faziam parte temas como «Música», «Rei da Noite», «Vamos Todos», «Madrugada» e outros, que chegaram a ser ensaiados durante algum tempo.
À última da hora, a banda decidiu não se apresentar no Festival, uma vez que não se considerava com capacidade para enfrentar o público, já que, em termos musicais, pouco evolui (ou seja, se se exceptuar Fernando Pereira, nenhum dos outros elementos conseguiu aprender a tocar em condições).
Sei, também, que eram colocados grandes cartazes, na Praça da República, em Coimbra, onde eram referidos os nomes das bandas participantes no Festival e originários do concelho (a estudar em Coimbra) ficaram bastante desiludidos quando viram nesses cartazes «Os Ministros (Sabugal)» e a banda não compareceu.
Perdeu-se alguma coisa, em termos de música portuguesa? Julgo que não… Foi, apenas um projecto que ficou pelo caminho, o qual, aliás, não teria futuro nenhum.
«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

O PSD alcançou um resultado histórico no distrito da Guarda elegendo três dos quatro deputados e alterando o tradição equilíbrio (2 e 2) entre os PSD e o PS. O PSD venceu em todos os concelhos do distrito da Guarda tendo alcançado no concelho do Sabugal 3472 votos (48,20%) contra 2004 (27,82%) do PS.

No círculo eleitoral da Guarda o Partido Social Democrata elegeu três deputados – Manuel Meirinho, Carlos Peixoto e Ângela Guerra – e o Partido Socialista apenas um deputado – Paulo Campos – ficando de fora, como grande derrotado da noite, José Albano que se posicionava em segundo lugar. O distrito da Guarda elege quatro deputados e tradicionalmente têm sido divididos entre os sociais-democratas e os socialistas.
Manuel Meirinho em declarações à agência Lusa considerou que a candidatura do PSD alcançou «um resultado histórico». O Partido Social Democrata, liderado pelo politólogo independente, alcançou 46,32 por cento dos votos, elegendo três deputados. Já o PS conseguiu 28,31 por cento dos votos e elegeu apenas um deputado, o que já não ocorria desde 1995, altura em que os dois partidos passaram a eleger dois deputados cada.
«É um resultado histórico para o distrito, que expressa o esforço feito numa campanha de proximidade junto das pessoas, séria e serena, muito transparente e muito sóbria», afirmou à Lusa Manuel Meirinho, eleito deputado pelo distrito da Guarda, tal como Carlos Peixoto e Ângela Guerra. Segundo Manuel Meirinho, os eleitores do distrito «preferiram a seriedade a uma campanha feita de forma agressiva e com algum vazio do ponto de vista das ideias» e garantiu que o partido trabalhou para obter «uma grande vitória».
Quanto ao facto de a lista distrital ter sido liderada por um independente, disse que a «mistura» de militantes e de independentes «mostra aos eleitores que os partidos são estruturas abertas».

ELEIÇÕES LEGISLATIVAS  –  5-6-2011
DISTRITO DA GUARDA

CONCELHO DO SABUGAL  –  FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)

jcl

As cerca de 1300 vacas leiteiras do empresário do Soito, Manuel Joaquim Rito, têm estado em destaque nas rádios nacionais. O jornal «Correio da Manhã» publicou esta segunda-feira, 2 de Maio, uma reportagem na vacaria do empresário em Idanha-a-Nova dando conta dos luxos cinco estrelas com que são tratadas os animais. Alimentação personalizada, pedicure, massagens e chão almofadado são algumas das mordomias…

Manuel Joaquim Rito - Soito - SabugalO «Correio da Manhã» (CM) publica na edição desta segunda-feira, 2 de Maio, uma curiosa reportagem na quinta de que é proprietário o empresário sabugalense Manuel Joaquim Rito em sociedade com o veterinário Álvaro Lopes. Em Ladoeiro, Idanha-a-Nova, «residem» 500 vacas de ordenha e 800 vitelas que são tratadas com todos os luxos próprios de uma vacaria cinco estrelas.
O projecto inovador maximiza a produção de leite com aplicações informáticas que, através de implantes de chips «personalizados», detectam qualquer problema de saúde e disponibilizam as doses de ração adequadas a cada animal.
Segundo o CM «os mimos vão desde a alimentação ao chão almofadado para que as vacas possam deitar-se confortavelmente, ventiladores com uma espécie de chuveiro para as refrescar nos meses de Verão e manjedouras de aço inoxidável para a comida manter melhor qualidade durante mais tempo». «Há ainda serviço de pedicure – em que as vacas passam as patas por uma solução destinada a desinfectar e endurecer os cascos – e de massagens feitas por escovas automáticas que rodam quando os animais se encostam», acrescenta ainda o jornal.
O empresário Manuel Joaquim Rito explicou ainda que o objectivo é «produzir leite da melhor qualidade porque antigamente apenas havia a preocupação de alimentar os animais mas hoje em dia exige-se mais deles e, por isso, temos de dar mais qualquer coisa em troca».
Para as estatísticas ficam os cerca de 31 litros que cada vaca produz, em média, por dia num total de cerca de 15 mil litros diários que são todos escoados para a fábrica da Danone.

Só falta mesmo dar-lhes música…
jcl

Estivemos à conversa com Manuel Meirinho, o cabeça de lista do PSD pelo círculo da Guarda para as eleições legislativas de 5 de Junho. Manuel Meirinho, 47 anos, casado e pai de duas filhas, é natural do Soito. Filho de agricultores, com mais 10 irmãos, cedo soube o que era trabalhar. Estudou na escola do Soito, no Seminário do Fundão, no Externato Secundário do Sabugal e no Liceu de Torres Vedras. Licenciou-se em Comunicação Social, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP-UTL), onde optou por seguir a carreira académica. Obteve o grau de Mestre em Ciência Política e doutorou-se em Ciências Sociais. Leccionou também na Universidade Aberta, Academia da Força Aérea, ISCTE, Instituto Superior de Serviço Social, Universidade Lusófona, Universidade Lusíada. É, desde 2009, vice-presidente do ISCSP.

– Sendo independente, o que o levou a aceitar ser candidato a deputado pelo PSD?
– Basicamente houve duas razões. A primeira foi aceitar o desafio de um partido que decidiu abrir-se à sociedade e arriscar incluir nas listas pessoas que não estão filiadas e que está disposto a regenerar-se por essa via, sendo este um sinal que merece ser apoiado. Os cidadãos quando são desafiados nesse sentido pelos partidos devem aceitar, sobretudo quando se trata de cidadãos como eu que têm tido uma intervenção cívica e algum trabalho critico ao nível da análise. Há momentos em que não podem dizer não a dar uma colaboração mais activa. Isto tem também a ver com a forma como os partidos se posicionam face à sociedade civil e a relação de confiança que se cria entre as pessoas, porque não são todos os líderes que aceitam correr esse risco, que causa naturais problemas internos. A segunda razão foi o facto de ser da terra e assim poder dar um contributo em nome do distrito da Guarda, na medida em que me sinto em casa. Ao mesmo tempo o facto de ser natural do distrito colocou-me na posição de não poder negar esse convite. Em síntese, sou alguém que tem vontade de participar e que foi desafiado para isso por um partido que se quer abrir à sociedade.
– Isso quer dizer que não aceitaria candidatar-se por outro círculo eleitoral que não o da Guarda?
– Não aceitava porque a primeira razão da minha candidatura tem a ver com o facto dos partidos estarem ou não dispostos a arriscar a abertura à sociedade e a outra razão tem a ver com a coerência dessa mesma abertura, que apenas existe se as pessoas são naturais ou estão intimamente ligadas aos círculos pelos quais se candidatam. Não quero dizer que outros não possam candidatar-se e propor-se a fazer um bom trabalho, mas não é a mesma coisa, pelo que digo claramente que se me tivessem convidado a candidatar-me por outro círculo teria declinado esse convite.
– Como se sente o politólogo ao assumir o papel de político, ou seja, daquele que é o objecto da sua análise?
– Não se trata verdadeiramente de uma passagem de «não político» para «político», porque políticos somos afinal todos nós, embora cada um à sua maneira e à sua escala. Não somos é todos governantes e decisores políticos. Eu intervenho muito, quer ao nível da Universidade, da investigação, da análise e do comentário político, pelo que não deixo de, em certa medida, ser político, mas agora trata-se de fazer uma passagem para o lado das instituições onde a politica se exerce ao nível da tomada de decisão, sendo portanto uma outra dimensão. Trata-se afinal de uma passagem para uma outra realidade.
– E julga que o facto de ser político ao nível da análise lhe traz vantagem nessa mudança para o lado da decisão?
– Antes de mais sinto que não estou condicionado pela lógica estritamente partidária, pelo que posso ter perspectivas mais abertas e mais críticas, que poderei incorporar no processo de decisão. Por outro lado estas intervenções podem ser muito importantes para os partidos na busca de consensos, porque assumem normalmente uma lógica de confrontação. As pessoas que não estão alinhadas podem trazer valor acrescentado que facilite a obtenção de consensos. Há ainda uma outra razão que é o facto das pessoas que estão fora das estruturas partidárias estarem menos condicionadas e poderem levar a decisão ao encontro da resolução dos problemas das pessoas no quadro das suas expectativas. Um último aspecto muito importante é que as pessoas que são rotuladas por independentes não estão contra os partidos, pois essa é uma ideia errada, têm antes perspectivas que complementam a acção dos partidos. Não estão sujeitas à rigidez da disciplina partidária na tomada de opções e nas votações, têm um espírito mais aberto e, portanto, mais crítico, pelo que estes mecanismos de abertura dos partidos podem contribuir para uma melhoria da acção politica indo mais ao encontro das expectativas dos cidadãos. Não há portanto aqui um lado e o outro. Sou aliás contra essa visão que coloca de um lado os partidos e do outro lado os cidadãos.
– Mas as justificações para algumas das escolhas, com declarações polémicas e contraditórias, falo particularmente da escolha de Fernando Nobre para liderar a lista por Lisboa, contribuíram para que os independentes ficassem rotulados de pessoas para quem qualquer coisa lhes serve. Revê-se neste tipo de análise?
– Não me revejo nessa análise. O caso de Fernando Nobre não pode ser extrapolado ou generalizado para aquilo que é o contributo que pessoas politicamente desalinhadas podem dar aos partidos. O caso em si tem que ser tratado na sua especificidade, porque houve de facto uma gestão algo deficiente dessa situação. Quando as lideranças dos partidos decidem abrir-se à sociedade, podem fazê-lo de diferentes formas, mas quando decidem fazê-lo pela via da renovação das listas de deputados, correm riscos. E esses riscos são ainda maiores quando nalguns processos, como poderá ter sido o caso de Fernando Nobre, se extravasa a questão de se ser independente hipervalorizando essa independência. Isso leva a uma difícil aceitação por parte das estruturas partidárias e sobretudo por parte dos cidadãos, pelo que a perspectiva que devemos ter dos independentes é a de que eles são um contributo mas não são uma oposição nem uma substituição. O caso de Fernando Nobre não pode ser valorizado, porque há muitas pessoas que não são do PSD, que se disponibilizaram genuinamente para colaborar. Estas escolhas não se podem apresentar como antagónicas ou substitutivas dos partidos, antes devem ser colocadas na mesma escala dos outros políticos, porque apenas assim poderão ser um contributo. Os independentes têm de valer pelo capital politico e social que trazem e não mais do que isso, colocando-se na mesma balança em que estão os partidos.
– Afirmou porém na apresentação dos candidatos do PSD pela Guarda que a polémica criada com a participação dos independentes nas listas é desejável porque a polémica é necessária à democracia…
– Em primeiro lugar tratou-se de desmistificar o contributo dos independentes que devem ser posicionados no seu exacto lugar, não os hipervalorizando, depois trata-se de evidenciar as limitações dos partidos quando decidem abrir-se. Esse debate é importante para os partidos, na medida em que lhes dá informação sobre as reacções que a sociedade tem face às escolhas. Os partidos precisam de experimentar e verificar quais são as melhores formas de casar a sua acção e a sua intervenção, que é estruturante nas democracias, uma vez que nenhuma democracia é possível sem o contributo dos partidos. Estas polémicas levam também a uma espécie de aprendizagem da democracia por parte dos partidos. É ainda importante para os cidadãos, na medida em que esta discussão permite-lhes ver qual a genuinidade dos que estão disponíveis para participar. No global, tudo o que seja um debate enriquecedor, acerca de temas centrais para a democracia, só pode contribuir para a sua melhoria. Temos várias experiências com independentes, por exemplo nas juntas de freguesia, onde há candidaturas independentes desde 1976, o mesmo sucedendo nas câmaras a partir de 2001, pelo que aprendemos muito com essas experiências. Já vimos que muitos deserdados da política decidem candidatar-se contra os seus próprios partidos com o rótulo de independentes e há também as candidaturas genuínas que emergem de pessoas que estão dispostas a enfrentar os partidos. Ou seja, temos vindo a aprender com essas experiências.
– Falando agora de um assunto de âmbito regional, e que interessa particularmente ao distrito da Guarda: qual a sua posição face à introdução de portagens nas SCUT, particularmente nas auto-estradas A23 e A25, que servem o distrito?
– Não querendo fugir à pergunta, considero que posições individuais ou partidárias sobre portagens, saúde, distribuição da água em alta, a taxa de IVA para as IPSS, a economia social, ou seja o que for, neste momento têm que ser enquadradas no âmbito da situação em que está o país. Há algo que eu assumo desde já no que se refere ao trabalho em termos de campanha: não ouvirá da minha parte qualquer promessa, na medida em que não vale a pena prometer aquilo que não é possível fazer. E isso é sobretudo válido no contexto em que estamos. Não se pode tomar já uma posição definitiva nessa matéria.
– Mas se os candidatos não disserem aquilo que se propõem fazer também não esclarecem os eleitores.
– Uma coisa é a minha posição, outra coisa é assumir a promessa de fazer isto ou aquilo. Dando-lhe a minha posição, digo que no actual contexto qualquer decisão sobre essa questão tem de ser vista no quadro nacional e naquilo que são as possibilidades do país. Tudo indica, de acordo com o quadro de referência nacional, que terá que haver portagens, seja por maior pressão do partido A ou do partido B. O país estará «condenado» a ter que impor aquilo que porventura não quereria, mas isso não é vontade minha, nem de ninguém em particular, é pelo interesse nacional derivado da situação em que o país se encontra. Se me perguntar qual é a minha vontade, então eu digo-lhe que era a de que não houvesse portagens. Outra coisa é o que se pode fazer face à introdução das portagens, para minimizar eventuais efeitos negativos na economia regional. É evidente que o partido tem uma posição conhecida, que é a de que não há condições para não portajar. O próprio governo do Partido Socialista tinha a portaria com o tarifário pronta e estava a instalar os pórticos para as leituras, o que quer dizer que o processo político em curso é no sentido de portajar. Estando condenados às portagens há algo que podemos fazer, em função na natureza das SCUT. Por exemplo para a A23, a que eu chamo «auto-estrada da coesão», porque contribui para combater um grande desequilíbrio a nível regional, face a constrangimentos de competitividade com Espanha e face aos índices de desenvolvimento que temos no distrito, tem de se estudar a possibilidades de casar esta inevitabilidade a que o estado do país obriga com uma discriminação positiva que tem que ser muito bem pensada.
– Há pouco tempo esteve aqui no Sabugal e na Guarda o líder parlamentar do PSD, Miguel Macedo, que disse precisamente isso, que eram necessárias medidas de descriminação positiva. Mas o importante é que o candidato diga agora quais são em concreto essas medidas que o PSD preconiza.
– Admitindo a inevitabilidade de portajar, de resto as portagens apenas não foram ainda introduzidas porque o governo considerou que estando em gestão não o podia fazer, há que estudar quais as medidas que podem ser tomadas para minimizar esses efeitos na região, que também não ponham em causa a necessária coesão nacional. Posso-lhe dizer que o António Mexia, quando foi ministro, chegou a ter estudos técnicos muito avançados sobre as várias possibilidades. Isto tem sobretudo uma dimensão técnica, para a qual é prematuro estar a dizer se vai ser assim ou assado. Outra coisa é a questão politica. Os políticos estão condenados a dizer que é inevitável e a fazer um esforço para que se encontrem soluções do ponto de vista técnico para minimizar os efeitos dessa inevitabilidade.
– O Sabugal tem, como sabe, um problema de acessibilidades, nomeadamente com a falta de uma ligação directa à A23, que tarda em estar concluída. Pensa que podemos dispensar essa ligação à A23, como alguns já defendem, apostando antes na requalificação da estrada da Guarda, ligando-nos assim tanto à A23 como à A25?
– As opções estão tomadas e estão em curso e eu não vou criticar nem dizer se são boas ou más, na medida em que não estamos a disputar eleições autárquicas. É evidente que os autarcas querem o melhor para os seus concelhos e desse ponto de vista isso não deve ser criticado, embora possamos discutir se se justifica e se foi a melhor opção. Também não gostava de me pronunciar sobre questões muito particulares de interesse local. Não se trata de concordar ou discordar com o que está a ser feito. Trata-se sim de fazer uma análise fria para dizer que estamos a falar de eleições legislativas e essas questões locais têm relevância no contexto da disputa de eleições autárquicas. Num sentido mais genérico, considero que tudo o que se faça em benefício das populações e melhore a competitividade dos territórios, deve ser feito.
– Aproveitando então a questão autárquica, pergunto-lhe se defende a tão propalada reforma autárquica que aponta para a redução de municípios e de freguesias como forma de diminuir os custos com a Administração?
– Há, de certa forma, um consenso nacional acerca de um conjunto de reformas que são necessárias e que incidem sobre a organização administrativa do país e as suas instituições. É uma reforma que há muito não é feita em Portugal e, desse ponto de vista, partilho da ideia de que temos de olhar para a população e a natureza do território, mais de 30 anos depois de termos implantado a democracia, quando aliás esta estrutura autárquica já é anterior à democracia. Defendo a ideia da reforma, mas que não pode ser idêntica para todo o país. Por exemplo, não partilho a ideia de replicar o modelo de Lisboa para o resto do país. Tendo o país uma estrutura muito semelhante, a realidade do interior é diferente da das áreas urbanas do litoral. Tem de haver uma reforma dos governos locais, por exemplo pela alteração à legislação eleitoral. A questão da redução de autarquias deve ser estudada. Considerando as respostas que as autarquias têm que dar e considerando o estado do país, se for possível garantir o mesmo tipo de prestação de serviços com alguma economia de escala ao nível das instituições, temos de enfrentar essa alteração de uma forma muito aberta e muito séria. Mas há aqui um ponto essencial, que é não criar modelos cegos e replicáveis da mesma forma em todo o país.
plb

O PSD apresentou hoje publicamente a lista de candidatos pela Guarda às eleições legislativas de 5 de Junho, que é encabeçada pelo soitense Manuel Meirinho, que afirmou que a polémica é algo de natural em política.

Sobre a polémica com a escolha de alguns candidatos por parte do PSD, especialmente a de Fernando Nobre para liderar a lista de Lisboa, Manuel Meirinho considerou que essa polémica é natural e contextualizada, sendo também normal porque isso faz parte da democracia. O facto de ser uma escolha conflituosa torna-a num acto saudável para a democracia, pois a polémica faz naturalmente parte do sistema político.
Para além da candidatura de Nobre provavelmente também a sua e as de Francisco José Viegas e de Carlos Abreu Amorim «podem causar alguma polémica» em «alguns sectores do partido» mas isso é positivo porque só assim os partidos se abrem à sociedade.
O candidato independente revelou que aceitou o convite para liderar a lista candidata pela Guarda porque essa é a forma de «contribuir para que as questões do distrito possam ter uma maior audição na Assembleia da República».
O presidente da federação distrital do partido, Álvaro Amaro, esvaziou a polémica acerca do lugar ocupado pelo actual deputado João Prata, que de segundo nas últimas eleições passou agora para o quarto lugar. «Na politica não há carreiras, como sucede na função pública», disse Amaro, que defendeu que em cada momento os candidatos são escolhidos consoante a oportunidade, salientando contudo que João Prata volta a ser candidato a deputado, ocupando o lugar que foi considerado adequado, e que se disponibilizou para ser o director de campanha na Guarda, o que revela que aceitou a situação. O líder distrital assegurou ainda estar satisfeito por Passos Coelho ter ouvido a estrutura local, ao escolher para liderar a lista uma figura do distrito, ao contrário do que sucedeu no PS, que escolher um homem nascido em Coimbra. «Paulo Campos andou por aqui, enquanto secretário de estado, a prometer estradas que não construiu, pelo que espero que aqui volte na campanha para pedir desculpa aos guardenses».
A Manuel Meirinho seguem-se na lista do PSD pela Guarda o actual deputado José Luís Peixoto (de Seia), Ângela Guerra (de Figueira de Castelo Rodrigo) e João Prata (da Guarda).
plb

Os cerca de 30 traquinas das equipas infantis de futsal do Soito e do Sabugal encontraram-se para um renhido derby. Reportagem da jornalista Sara Castro com imagens de Andreia Marques da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

Manuel Meirinho - Soito - Sabugal - Guarda - Deputado - PSDO Partido Social Democrata (PSD) indicou esta quinta-feira, 14 de Abril, os nomes para cabeças de lista às eleições legislativas de 5 de Junho. O politólogo Manuel Meirinho Martins, natural da freguesia do Soito, concelho do Sabugal, é o escolhido pelo PSD para número um no círculo eleitoral da Guarda.

Entre os 22 cabeças de lista que o partido apresentará nas eleições legislativas de 5 de Junho encontra-se o politólogo e professor universitário Manuel Meirinho (Guarda), o escritor Francisco José Viegas (Bragança) e o professor de Direito Carlos Abreu Amorim (Viana do Castelo). Couto dos Santos regressa a Aveiro, Carlos Moedas estará em Beja e Maria Luís Albuquerque em Setúbal. Tal como era previsto Passos Coelho será cabeça de lista em Vila Real, Miguel Relvas em Santarém, Aguiar-Branco no Porto e Fernando Nobre em Lisboa.

Aveiro – Couto dos Santos
Beja – Carlos Moedas
Braga – Miguel Macedo
Bragança – Francisco José Viegas
Castelo Branco – Costa Neves
Coimbra – José Manuel Canavarro
Évora – Pedro Lynce
Faro – Mendes Bota
Guarda – Manuel Meirinho
Leiria – Teresa Morais
Lisboa – Fernando Nobre
Portalegre – Cristovão Crespo
Porto – Aguiar-Branco
Santarém – Miguel Relvas
Setúbal – Maria Luis Albuquerque
Viseu – Almeida Henriques
Viana do Castelo – Carlos Abreu Amorim
Vila Real – Pedro Passos Coelho
Europa – Carlos Gonçalves
Fora da Europa – José Cesário
Açores – Mota Amaral
Madeira – Alberto João Jardim.

Manuel Meirinho Martins é professor do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa. Recorde-se que o PSD pediu a Manuel Meirinho Martins um estudo sobre a revisão da lei eleitoral para a Assembleia da República, em que um dos principais objectivos será a redução do número de deputados. Meirinho Martins foi co-autor, com André Freire e Diogo Moreira, de outro estudo sobre o mesmo tema intitulado «Para uma melhoria da representação política».
jcl

A Câmara Municipal do Sabugal vai assinar um protocolo com cada uma das corporações de bombeiros voluntários do concelho – Soito e Sabugal. Cada associação humanitária recebe durante este ano 82.500 euros, comprometendo-se, em contrapartida, a prestar um conjunto de serviços aos munícipes.

O subsídio municipal para cada corporação será transferido em tranches trimestrais, estando nele incluído o valor de metade do custo previsto para a criação das equipas de intervenção permanente, cuja outra metade será suportada pela Autoridade Nacional de Protecção Civil.
As corporações de bombeiros voluntários do Sabugal e do Soito ficam sujeitas às seguintes obrigações protocoladas com o Município:
– Manter ao longo do ano uma equipa de sapadores florestais, com funções de gestão, defesa e vigilância da floresta concelhia;
– Transportar, sempre que necessário, água às populações que ainda não são servidas pela rede da empresa Águas do Zêzere e Côa, nomeadamente no Verão, altura em que algumas povoações ficam sem abastecimento de água ao domicílio.
– Garantir a segurança das praias fluviais do concelho no decurso do período balnear;
– Proceder à limpeza dos caminhos rurais, de acordo com as solicitações da câmara municipal;
– Efectuar a as acções de protecção civil que se considerarem necessárias, em articulação com o Município.
Os protocolos com as associações humanitárias dos bombeiros foram aprovados por unanimidade na reunião do executivo municipal de 30 de Março de 2011.
plb

No Meio da Crise, a Caminho de sucesso.
O João José Oliveira apresentou o seu novo projecto, desta vez não foram automóveis, mas sim uma obra literária e a sua colecção particular de arte.

Foi no dia 5 de Março de 2011 que João José oliveira, natural e a residir no Soito, concelho do Sabugal, o homem (designer de automóvel) que há muitos anos nos tinha habituado a lançar novos projectos e a aceitar novos desafios sempre relacionados com a área automóvel. Mas após um AVC, aos 48 anos de idade, foi obrigado a deixar a sua paixão e ao mesmo tempo vida profissional, e mudar de vida… surpreendendo-nos passados três anos, com a abertura ao público, do seu atelier-galeria com dezenas de esculturas metálicas de médias e grandes dimensões, com o tema, «A Arte e a Reciclagem; a Reciclagem é uma Miragem! Reciclar a Reciclagem», e com a apresentação da sua obra literária.
José Oliveira convidou, além de muitos amigos, a população em geral, como oradores o Dr. António Rito Pereira, advogado de profissão e director do Jornal 5 Quinas do Sabugal e o Dr. Manuel Meirinho, Professor universitário e considerado um dos grandes politólogos da actualidade.
A apresentação foi na seu atelier galeria de arte (antiga fábrica do autor) e João José fez a abertura do evento com um discurso agradecendo aos presentes o facto de estarem com ele nesta caminhada, contou resumidamente a história ao editar o livro dizendo que não sabia muito bem aonde podia chegar e até nalguns momentos pensou que não seria capaz, mas sem deixar de acreditar foi tentando e criou o livro com o titulo: «Ser-se feliz é uma questão de “engenharia”», construiu ao mesmo tempo esculturas metálicas com uma relação muito próximas do conteúdo do livro. A obra foi aceite por uma grande editora e já está á venda na secção de espiritualidade na livraria Bertrand e na cadeia de lojas Fnac, resolveu não falar no conteúdo do livro, deixando essa tarefa para os oradores por ele convidados, falou somente da capa e contra capa, que apelidou de um produto made in Soito, desde as fotos ás flores realçando o girassol que tinha tirado do jardim da sua vizinha D. Amélia. Na contra capa está uma foto que tirou no rescaldo do célebre incêndio na zona de Sortelha em Setembro de 2009.
Chegou a vez do Dr. António Rito discursar começando por dar os parabéns á Maria de Deus, esposa do João José, evocando Talud: «todo aquele que casa com uma mulher virtuosa, é como se cumprisse todos os preceitos da lei», e o João José deve os seus sucessos á filha do Ti Loto. Falando do livro comparou o João José a um dos grandes filósofos a nível mundial que foi o Espinosa, filho de pais Portugueses que emigraram para a Holanda, país onde nasceu. Referiu que quem quiser ler esta obra tem de ler com alguma atenção, para poder entender o que o autor nos quer dizer, e na sua analise o Dr. António Rito demonstrou-nos que ele já o havia feito, dando muitos elogios ao autor, e tecendo algumas «criticas» a certas passagens, não concordando, mas respeitando o pensamento do autor. Por fim recomendou a leitura do livro.
Passou-se a palavra ao Dr. Manuel Meirinho que cumprimentou todos os presentes e seus conterrâneos, deu os parabéns ao autor acrescentando que não é fácil lançar um livro, e que só quem passa por esta situação é que sabe o que isto é. Referiu que não é preciso ser filósofo para filosofar e que o João José era o exemplo disso mesmo escrevendo um livro que no seu ver é um grito de revolta, após um problema de saúde, e que o autor ousou pensar e transcrever os seus pensamentos e as suas reflexões em diversas áreas. Resumiu o livro á capa e contra capa, pois ilustram-nos o que o autor nos transmite, e partilhou a análise do Dr. António Rito no capítulo da atenta leitura para o poder assimilar, e recomendou vivamente a leitura do livro.
Temos autores, que sem nunca ter lido os clássicos sabem pensar, mesmo não tendo lido filósofos sabem filosofar e que não tendo desfolhado lições de engenharia sabem fazer obras interessantes, são excelentes requisitos de um potencial a aproveitar, terminou dizendo que tinha muito gosto em estar aqui, pelo interesse do evento mas também pelo convívio e por rever muitos amigos na sua terra natal. Lançou o repto às autoridades locais para apoiar estes eventos e considerou que tanto o livro como a exposição podiam ser exteriorizadas rumo á capital e disponibilizou-se para tal.
João José agradeceu aos dois oradores o facto de terem aceitado o convite e de se terem deslocado de Lisboa ao Soito propositadamente e ofereceu uma das suas obras de arte a cada um. Reagiu á comparação que o Dr. António tinha feito no seu discurso, e afirmou que nunca leu Espinosa, e que esteve mais de vinte anos sem ler um livro. Referindo que já no tempo de designer de automóveis, quando desenhava protótipos e para criar um novo projecto não lia nem via durante largo tempo nenhuma revista de automóveis para não ser influenciado. Passou a apresentar e explicar o sentido de todas as suas obras de arte, das quais destacamos a obra que fez em homenagem ao seu falecido sogro, o Ti Loto (figura popular e um dos homens mais valentes da história do Soito), cujo tema é «A Fábrica da auto estima», e ofereceu-a à família para ser colocada em lugar público.
A Obra Literária:
Ser feliz é o objectivo nº1 do ser humano, nem todos conseguem, porque a maioria não tenta.
A luta pela sobrevivência, inspirou o autor e definir este belíssimo conceito. Este título, é a expressão que o autor utiliza e cujo conteúdo desenvolve sob a forma de pensamento “prático” e “crítico”. É o percurso de toda a causa que originou a visão para o despertar, a mudança de vida e a adaptação a uma nova forma de viver. Esta obra é produto da reflexão sobre os vários fenómenos sociais verdadeiros entraves da vida. A forma como entendeu e enfrentou, é a arte que criou para este projecto de ser feliz, rumo a uma nova forma de ser. Polémico e controverso, estabelece ao mesmo tempo, uma relação com o meio ambiente, economia, democracia e as questões de uma provável causa da doença e a possível cura. Este novo conceito para ser-se feliz, é uma reflexão profunda, uma critica ás características evolutivas da humanidade que, estende de uma forma descontraída ao longo das 260 páginas. É uma critica, uma proposta ás actuais matrizes que continuam a moldar a actual cultura. É também um convite á ecologia porque sim. Também é uma mensagem que o autor propõe decifrar, expondo de uma forma surrealista, uma opinião «visionária» do que estará para vir e que o mundo composto e dirigido pelo ser humano, perdeu a criatividade.
Escrevi o artigo logo a seguir ao evento, mas não o quis publicar sem que o autor me resumisse a sua obra, e o José tem sido um homem muito ocupado desde o lançamento deste seu novo projecto, mas durante esta semana lá arranjou um tempo para me receber no seu atelier e satisfez o meu pedido:
Ser-se Feliz é uma questão de «Engenharia» é verdadeiramente um grito de alerta uma crítica às características evolutivas da humanidade, uma proposta de revolta. Onde chegámos e para onde vamos. É sem dúvida uma crítica original àqueles que nos comandaram, à mentalidade da nossa geração em ter produzido esta geração “ARRASCA”.
É uma crítica à falta de criatividade na escolha do melhor caminho em encarar a realidade do que está acontecer. É uma obra actual que nos faz reflectir, que nos propõe uma nova consciência que, nos tenta mostrar que ninguém tem culpa de um facto natural para o qual todos temos contribuído.
Este livro, é mais uma voz à procura de ser amplificada, para se poder juntar a tantas outras. Um dos conceitos defendidos nesta obra é o facto da evolução já não nos trazer algo de novo, a cultura vulgarizou-se e tornou-se extensiva. Esta obra não nos conta nada de novo, para lá daquilo que todos já sabemos. Mas enreda-nos numa viagem, numa reflexão, sobre as características das dúvidas que, estamos a viver nestes momentos de crise.»
Analisando friamente esta questão complicada na vida de José Oliveira, até parece que «a solução foi o problema…». José Oliveira é um exemplo a seguir pelos que por vezes pensam em desistir.
João Nabais

No concelho do Sabugal apenas três escolas do primeiro ciclo do ensino básico cumprirão, no próximo ano lectivo, os critérios do Ministério da Educação para poderem continuar abertas. As escolas com menos de 20 alunos poderão ter de fechar, mau grado a Câmara do Sabugal estar empenhada em o evitar.

Para o ano lectivo 2011/2012 o executivo camarário aprovou por unanimidade, na reunião de 2 de Março passado, manter a deliberação tomada nos anos anteriores de não concordar com o encerramento de escolas no concelho. A razão prende-se com o investimento feito nos últimos anos nas diversas escolas e com o encargo financeiro assumido com a rede de transportes escolares.
O concelho do Sabugal terá no próximo ano lectivo 315 alunos no ensino básico. A Escola Básica do Sabugal, com 155 alunos, a do Soito, com 41, e a de Aldeia de Santo António, com 21, são as únicas que cumprem o critério governamental para poderem continuar a funcionar.
Mau grado a posição assumida pela Câmara, as restantes oito escolas, não terão alunos suficientes para poderem garantir manter-se de portas abertas.
Em pior posição está Vila Boa, que prevê ter apenas sete alunos. Surgem depois Aldeia da Ponte, que terá 10, Bendada e Rapoula, que terão 11, Aldeia Velha, com 13, Ruvina e Santo Estêvão, ambas com 15, e a Cerdeira, com 16.
A Carta Educativa do Concelho do Sabugal, aprovada na Assembleia Municipal de 27 de Abril de 2007, prevê que o concelho venha a ter quatro centros educativos: na Bendada, no Sabugal (a construir de raiz), no Soito e na Cerdeira (junto com a Ruvina). Teme-se porém que o processo de despopulação do concelho, continue a fazer diminuir de tal forma o número de crianças nas aldeias, que nem para esses centos existam alunos.
Bem revelador do problema parece ser o facto de nem as duas escolas ligadas à Liga dos Servos de Jesus, situadas na Cerdeira e na Ruvina, conseguirem garantir o cumprimento dos critérios exigidos pelo ministério da Educação para a sua continuidade.
plb

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaA adesão em força à cerimónia do II Capítulo de Entronização na Confraria do Bucho Raiano prova que a Raia está viva, mesmo que extravase para lá das suas fronteiras físicas. Podemos entender como o povo raiano, mesmo estando longe, tem o coração na sua terra. Não há dúvida que um evento colorido, rico em convívio e degustação, anima as gentes e os povos que, pela distância, estão ávidos de receber. O contacto com elementos das várias Confrarias traz-nos a riqueza da partilha, a alegria da festa. E, como vou fazendo sempre, trago em poema o pulsar dos participantes, o desenrolar dos acontecimentos.

FESTA DO BUCHO RAIANO


No Auditório Municipal
Teve início o evento
O duo das concertinas
Tocando Eugénia Lima
Chamou-nos para a festa
Que descontrai e anima.

O Grão-mestre dava o toque
Em cada momento o fez
Para que tudo corresse
Sem haver grande paragem
E distinguem individualidades
Em merecida homenagem.

O Presidente Robalo
Com título de cavaleiro
Lembra como a gastronomia
Revela os hábitos locais  
Alia os produtos agrícolas
Com as heranças culturais.

Falou com viva emoção
E declarou aos presentes
Que a Câmara tudo fará
Para que o bucho do Sabugal
Fique entre as 7 maravilhas
Gastronómicas de Portugal.

As Confrarias gastronómicas
São elemento importante
Na defesa dos produtos
Ou na sua projecção
E a Câmara apoia produtores
Que promovam região.

O Padre Manuel Dinis
Fez um estudo bem completo
Sobre Confrarias / Irmandades
Que da Idade Média viriam
Promovem o culto católico
E os pobres protegiam.

As festas e procissões
Que faziam os confrades
Eram o momento único
De convívio social
Pelos trajes e estandartes
E por todo o ritual.

Hoje são consideradas
Património Nacional
Com os benefícios do encontro  
Cultura viva de tradições
E saberes acumulados
Ao longo de gerações.

E antes que todos jurassem
Proteger o Bucho Raiano
Felicitou a Confraria
A Deus pediu protecção
«Aquilo que é bem feito»
Tem que ter de Deus sua bênção.

João Luís Vaz, orador
Recorda espectáculo da matança,
Mas vai mais longe na história
P´ra ler Lição de Sapiência
«O porco é tesouro»
Às Senhorias, pede licença.

Fala de ritual colectivo
De prazer individual.  
Chamuscado o animal
Aberto o porco, vês teu corpo
«É mesmo como a gente,
Tirada a alma», diz o povo

Recordou que a festa da mesa
É algo de mágico / religioso
Ali se invocam os deuses
Onde o principal desse rito
É a comunhão do pão e vinho
Como Jesus tinha dito.

Ainda hoje se reza à mesa
Recordando a Grécia antiga
Comer juntos vem dos romanos
E a todos convidar
Em muitos banquetes festivos
Para comer, comemorar.

Mais nos disse que na zona
Cabeço das Fragas ou Lamas de Moledo
Era sacrificado às divindades
Um porco de cobrição
Isso mostra a importância
Que teria esta função.

Morcelas, farinheiras, chouriço
Salgadeiras recordar
A defender identidade raiana
E o bucho a defender
Será tão antigo como o fumeiro,
Produtos de colectivo prazer.  

E o Senhor Governador Civil
Que tem divulgado estas terras
Seus costumes, suas gentes
Está feliz como é dever
Honrado pela Confraria  
E foi por bem merecer.

Doutor Leal Freire, poeta
E douto homem de letras
Disse sem papas na língua
E falando lá do fundo
Que o nosso Bucho Raiano
É o melhor de todo o mundo.


Falámos com mais confrarias
Que nos honraram nesse dia
E diz Alexandra Cardoso
Da Confraria do Medronho
Que Sabugal é terra airosa
E o seu traje? Era de sonho!

Da Confraria Cão da Serra (da Estrela)
Foi Chanceler que afirmou
Estamos em começo, a aprender
Para definir, organizar
E assim poder com beleza
O 1.º Capítulo realizar.

Vinha esta confraria
Muito bem representada
Ouvido o Nelson de oito anos
Que anda na escola da Bendada
Diz que seu pai é pastor
Rebelhos, sua morada.

Também esteve a Chanfana
E o representante gostou
O mesmo para o Baronário de Avintes
Que assim reforçou
A Confraria promove o Sabugal
E o evento elogiou.

Confraria da Cereja
Tenta sempre estar presente
Em todas as confrarias
Para defender região
O bucho é quase vizinho
Da cereja do Fundão.

Diz a Telma entusiasmada
Em procurar novos mercados
Dar a conhecer as riquezas
Defender estes valores
Objectivos das Confrarias
Em apoiar produtores.

Filomena Pinheiro
É a primeira vez que vem
P´ra zona do Sabugal
E fê-lo com muito gosto
Foi muito bem acolhida
E feliz por estar connosco

É Santa Maria da Feira
Que vem com sua fogaça
E traje bem pitoresco
Gostaram da recepção
Por gente muito simpática
Como é o povo beirão.

Nuno Alegria do Azeite
Disse de sua justiça
Desta vez calhou-lhe a ele
A vir ao Sabugal
Terra de gente simpática
Sentiu-se bem, afinal.

Madeira também aqui esteve
Ivo Caldeira falou
Gente amiga, paisagem magnífica
Foi assim que ele afirmou
Num sorriso bem-disposto
Foi o que comunicou.

Local Visão sempre connosco
Faça chuva ou faça sol
Sempre que vá promover
Riquezas do Sabugal
Do Interior ou outros pontos
Das gentes de Portugal.

O Chanceler da Confraria
Está feliz por apostar
Num Projecto que está vivo
E aqui se pode afirmar
Pela adesão de Confrades
Que o vieram confirmar.

«Vamos pelo bom caminho»
Neste momento está provado
Contra ventos e marés
Não temos hesitações
Pela defesa do bucho
E das nossas tradições.

Para fechar com balanço
Quisemos ouvir o Zé Carlos
Que serviu de moderador
Em cada ponto de partida
Apesar da responsabilidade
Estava feliz à saída.

«Foi bom virmos ao Soito
Terra igualmente importante
Que devemos privilegiar»
E a Raia promover
Alargar os horizontes
P´ras Confrarias receber.

Considera muito importante
Levar a Raia mais longe
E esta é a altura certa
Trazer gente ao Sabugal
P´rós roteiros gastronómicos
Na altura do Carnaval.

…E deixo os parabéns a todos quantos trabalharam para que o Sábado Gordo fosse um dia especial, de encontro e boa disposição.

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

O II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano decorreu no dia 5 de Março, sábado de Carnaval. A primeira parte teve lugar no Auditório Municipal do Sabugal com a cerimónia de entronização e a segunda parte no Soito com recepção na Junta de Freguesia e almoço no Restaurante «O Martins».

GALERIA DE IMAGENS  –   II CAPÍTULO  –  CONFRARIA BUCHO RAIANO  –  5-3-2011
Fotos Capeia Arraiana –  Clique nas imagens para ampliar

(Continua.)
jcl

O II Capítulo da Confraria do Bucho Raiano decorreu no dia 5 de Março, sábado de Carnaval. A primeira parte teve lugar no Auditório Municipal do Sabugal com a cerimónia de entronização e a segunda parte no Soito com recepção na Junta de Freguesia e almoço no Restaurante «O Martins».

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GALERIA DE IMAGENS  –   II CAPÍTULO  –  CONFRARIA BUCHO RAIANO  –  5-3-2011
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JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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