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SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

GALERIA DE IMAGENS  –   Ó FORCÃO RAPAZES  –   21-8-2010
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SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

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SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

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SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

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Exposição de pintura sobre tauromaquia em Alfaiates. Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisão Tv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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Foi constituída, no dia 28 de Julho de 2010, a Associação de Freguesias da Raia Sabugalense (AFRS), que inclui Aldeia da Ponte, Aldeia do Bispo, Aldeia Velha, Alfaiates, Foios, Forcalhos, Malcata, Nave, Quadrazais e Vale de Espinho.

José Manuel Campos - Nascente do CôaHá já algum tempo que os Presidentes de Junta iam promovendo encontros com vista à criação da AFRS. A uma determinada altura os presidentes entenderam por bem contactar com o advogado Victor Coelho para que ele, na qualidade de jurista, pudesse dar os passos necessários e convenientes tendentes à constituição da associação.
o acto aconteceu num ambiente onde se respirava um ar de felicidade visto que, ao fim de bastantes reuniões, com avanços e recuos, se pôde sentir que afinal valeu a pena.
Após conclusão da escritura os presidentes das respectivas Juntas marcaram uma reunião, para as 21 horas do dia seis de Agosto, na freguesia de Alfaiates, onde a AFRS vai ter a sua sede.
Nesse dia serão debatidos todos os aspectos formais e logísticos e no mês de Setembro associação estará em condições de poder fazer a apresentação, às mais diversas entidades, aprovar o regimento e elaborar o plano de actividades.
O ditado diz que uma caminhada começa num simples passo e nós, presidentes de junta das freguesias acima mencionadas, temos plena consciência de que já iniciámos a caminhada. O caminho é longo e sinuoso mas a vontade de podermos inverter a tendência da desertificação é enorme.
Todos temos plena consciência de que nas nossas freguesias todos anos morrem, em média, dezena e meia de pessoas e a maioria dos jovens partem para outras paragens visto que por cá os empregos são muito raros.
Sabemos que também teremos que ser unidos, acutilantes e ambiciosos. Todos temos consciência de que nada cai do céu. Entrámos em campo pelo que é necessário correr, sofrer e lutar até suar a camisola. A tudo isso estamos dispostos. Este é o ânimo do momento e queremos que prevaleça.
Também nos anima o facto de sabermos que temos uma Câmara e um Governo Civil dispostos a colaborar connosco, nos aspectos mais gerais. Não temos qualquer dúvida de que o Município do Sabugal, na pessoa do seu Presidente, Eng.º António Robalo, e o Governo Civil, na pessoa do Sr. Governador, Dr. Santinho Pacheco, são os nossos principais parceiros e aliados. É absolutamente necessário e conveniente que técnicos e políticos estejam dispostos a trabalhar connosco.
Também não nos deveremos esquecer de que as nossas freguesias são membros de pleno direito do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial – AECT Duero / Douro. Apenas Vale de Espinho não havia aderido mas o actual executivo está na disposição de também poder vir a integrar o AECT.
Com determinação e perseverança havemos de fazer um bom trabalho em prol das freguesias que representamos.
Para terminar pretendo reconhecer e agradecer a boa vontade, compreensão e empenho das seguintes pessoas: Dr.ª Paula Lemos, notária, sua ajudante Anabela, Dr. Victor Coelho e Ismael, Presidente de Junta dos Forcalhos.
O lema é: «Alma até Almeida». Todos ao forcão!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A Associação de Dadores de Sangue do Distrito da Guarda vai enviar uma Brigada de Recolha de Sangue às aldeias Raianas de Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Alfaiates, Fóios, Forcalhos e Lageosa da Raia, no concelho do Sabugal. A primeira recolha terá lugar no dia 14 de Agosto, das 9 às 13 horas em Aldeia do Bispo, no ginásio do Lar de Santo Antão.

Recolha de Sangue - Raia Solidária

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Na Raia Sabugalense o mês de Agosto rima com Encerros e Capeias Arraianas. Já falta pouco!

Calendário 2010 - Capeias Arraianas - Encerros - Sabugal

Era frugal mas de grande valor alimentício, a comida de antigamente do povo português, sobretudo ao nível das calorias, muito necessárias para quem trabalhava duro. Na raia sabugalense a população comia em abundância e variava a sua alimentação, embora servindo-se apenas do que a terra dava.

img018«Deve ser muito difícil encontrar uma região com uma culinária tão variada e tão original», revelou Porfírio Ramos no seu livro «Memórias de Alfaiates», onde retrata a raia sabugalense nos tempos idos da sua infância.
Porfírio Ramos é, sem margem para dúvidas, o maior colector das ementas tradicionais das terras da raia. O seu livro dedica um longo capítulo à gastronomia tradicional sabugalense, descrevendo em pormenor o rico sabor das ementas que o povo preparava para alimento de todos os dias. E, tenha-se em atenção, aborda apenas a alimentação quotidiana, deixando de lado os pratos de maior sumptuosidade, que a dona da casa confeccionava apenas nos chamados dias nomeados, que era quando havia festa na aldeia e tinha de receber visitas de portas a dentro.
O autor adverte desde logo que tudo era preparado com o que o aldeão produzia: «Têm a característica de serem pratos de confecção barata e simples, parecendo, alguns, com um certo aproveitamento de restos ou das peças mais baratas de animais como o porco. Mas, acima de tudo, são pratos de uma originalidade extrema.»
E a maior singularidade, está no chamado caldo de vaginas secas, nome que alguns revelam dificuldade em pronunciar o que sucede por simples ignorância. E explica: «Acertemos que vagens, grandes ou pequenas, são sempre vagens e que feijão é sempre feijão. O que não tem jeito nenhum e virem chamar feijão às vagens, como fazem em Lisboa e Porto, onde chamam sopa de feijão verde à sopa de vagens de feijão. Ora estas muitas vezes nem feijão chegam a ter porque, para se poderem comer têm de ser colhidas ainda tenrinhas, isto é, enquanto são ainda vagens pequeninas, ou, dito de outra forma mais simples, empregando o respectivo diminutivo, vaginas.»
Depois explica que as vaginas são colhidas e secas para assim se conservarem, sendo portanto este caldo prato para qualquer época do ano.
«Cozem-se com batatas às rodelas, como se faz com a sopa, e temperam-se como os vulgares pratos, convindo que seja com banha de porco e, claro, pimento espanhol.
Deve levar também pedaços de toucinho para ficarem ainda mais macias e para servir de apeguilho. Podem misturar-se pedacinhos de outras carnes ao gosto de cada um.»
Ora aqui temos um prato saboroso e de alto valor alimentício, bem revelador da boa gastronomia tradicional, e da originalidade que a mesma guarda.
O livro de Porfírio Ramos fala ainda de outras ementas raianas originais, hoje quase desaparecidas, como o caldo escoado, as batatas da gadanha, as migas e as sopas de cavalo cansado.
«Sabores Literários», crónica de Paulo Leitão Batista

leitaobatista@gmail.com

Nas primitivas leis visigóticas do breviário de Alarico (Lex Romana Visigothorum), que reunia um conjunto de leis visigodas e o direito comum aos godos e romanos, as arras tinham a mesma característica que no direito romano, antes de reforma de Justiniano: «Emtio igitur et venditio contrahitur, quum de pretio inter emtorem et venditorem fuerit definitum, etiamsi pretium non fuerit numcratum, Nec pars pretii aut arra data fuerit.» (2.ª parte.)

João ValenteQuem frequentou as feiras de gado da região pode assistir a este velho costume. O livro «Memórias de Alfaiates e Outras Terras Raianas», do nosso conterrâneo Porfírio Ramos, descreve-o de forma bem viva e pitoresca, pelo que o transcrevo:
«O ti Balhé foi ao mercado para vender a vaca Amarela […] Mal chegou ao mercado, aparece-lhe um comprador, com dois outros a pequena distância. O negócio prometia.
[…]
– Ti Zé, quanto é que quer pelo animal?
– Eu não me chamo Zé. Sou António, mas todos me conhecem só por Balhé. Quero dezasseis notas.
– Vomecê não é nada meigo a pedir!…
– Então diga lá quanto é que dá?
– A vaca até está coxa…
– Isso é que não está!… E não admito que lhe ponha defeitos. É uma vaca valente, outra mais valente não há nas redondezas e é uma estampa de vaca.
– Eu gostava mais se ela tivesse as chaves mais abertas.
– Home!… Vomecê quer cornos mais lindos que os deste animal?
– Não os quero mais lindos nem mais feios que eu não quero cornos. Porra!…
– Está bem. Mas eu queria dizer cornos na vaca. Quem é que quer ter cornos?
Com esta conversa, outras pessoas se foram juntando em volta da vaca, uns para ver as hipóteses de compra, outros apenas por curiosidade e para meter um pouco de conversa, mas, a maior parte, para ver se lhes tocava alguma coisa do albroque.
[…]
– Trabalha ao jugo ou à canga?
– Trabalha ao jugo. Cá na terra todas as vacas trabalham ao jugo. Lá para baixo, para o Campo é que trabalham à canga.
– E trabalha da esquerda ou da direita?
– Aqui vaca amarela sempre trabalhou da esquerda.
– É mesmo a vaca que me convém. Olhe, não nos vamos pôr para aqui a discutir o preço e é pegar ou largar. São quinze notas e vamos já beber o albroque.
O ti Balhé ficou completamente baralhado, pois eram muito poucas as esperanças que tinha de vender a vaca por mais de treze notas e, de repente, aparecem-lhe ali, sem discussão, quinze notas. Nem queria acreditar.
– Eu é que não tiro um tostão, não senhor.
– Não me diga que também tem palavra de Rei?!…
Nesta altura intervêm os assistentes para ganharem o direito a um copo de vinho do albroque.
– Então vamos fazer assim. Não são quinze notas nem são dezasseis notas. Parte-se a diferença ao meio que é para ninguém ficar a ralhar.
– Mas eu é que a não vendo por menos de dezasseis notas. E vou Ter pena toda a vida de um animal como este. Parece que entende tudo e que só lhe falta falar. E a força deste animal!!!…
– Tenha paciência ti Balhé, mas não dou mais que as quinze notas.
– Agora não me digam que querem parecer dois burros teimosos. São as quinze notas e meia e acabou-se. Vamos beber o albroque.
– Nestas coisas já se sabe que é assim. Parte-se a diferença ao meio.
– Pronto. Então que a diferença não seja por mim. São as quinze notas e meia e é pegar ou largar. Não dou nem mais um tostão.
O ti Balhé estava desorientado com tanta facilidade. Estava convencido de que alguma coisa lhe passava ao lado. Seria que o homem não tinha dinheiro para lhe pagar a vaca e que ele ia ficar sem vaca e sem dinheiro?
– Mas é pagamento a pronto?
– Dinheirinho contado já aqui.
E nisto o comprador meteu a mão ao bolso e puxou por um monte de notas.
– Está bem. Então está vendida.
Nesse preciso momento aparece um sobrinho do ti Balhé a correr, ofegante, quase sem poder respirar, e diz:
– Tio, não venda a vaca. As vacas estão pelas horas da morte. Essa vaca hoje é para valer , bem à vontade, dezoito notas.
– Chegaste tarde meu rapaz. A vaca já está vendida. Comprei-a eu por quinze notas e meia.
– Bem, mas a vaca ainda não está vendida. Ainda não foi paga o albroque.
– Vendida…já está, mas até ser pago o albroque toda a gente se pode negar. Mas, a verdade é que não fica nada bem um homem dar a palavra e depois negar-se.
– Desculpe lá, mas vomecê não percebe nada de negócios. Enquanto não houver albroque não há palavra dada. Toda a gente sabe isto.
– Não, não, não. O negócio não está feito.
– Mas vomecê não vai encontrar ninguém que lhe dê mais pela vaca.
Nisto aproxima-se outro indivíduo que estivera sempre de parte, fingindo não olhar sequer para aquele sítio, mas que estava resolvido a dar logo uma nota de lucro ao comprador, assim que o negócio estivesse fechado e atirou à queima roupa:-
– São dezasseis notas e meia que as dou eu. Contadinhas já aqui.
– Não. O meu sobrinho diz que vale dezoito notas e já agora eu queria ver primeiro como está o mercado. Eu nem sequer vi os preços!…
– Dezoito notas eu digo-lhe já que não dou. Olhe que os preços, de um momento para o outro, caem na vertical. Se quiser é um negócio de olhos fechados, mas são dezassete notas. E não dou nem mais um tostão. É pegar ou largar.
O ti Balhé podia dizer para consigo mesmo que já tinha ganho o dia, mas sentia-se pequenino e complexado no meio deste negócio em que tudo fora tão improvisada. Bem que podia comprar um fato de pana ao seu sobrinho. Mas agora sentia medo de tudo e sentia-se incapaz de tomar uma decisão. Olhou para o sobrinho, com ar interrogador e este respondeu-lhe com um aceno.
– Passe para cá o dinheiro e vamos beber o albroque.
Foi vinho pago a todos os presentes. Foram dois litros de vinho.
O dia ainda não estava terminado e quando regressaram para junto do animal, nova surpresa o esperava. Um outro comprador se aproximou e ofereceu dezoito notas.
O ti Balhé pareceu ter uma ligeira hesitação no momento de entregar a corda da vaca, mas logo um grito unânime de ameaça, lhe retirou quaisquer veleidades.
– Agora, depois do albroque… já não saia daqui com vida. É a palavra de honra das pessoas. Depois do albroque uma nega paga-se com a vida. Nem pense sequer em negar-se!!!…»
E concluo com as palavras do autor que «é mesmo assim, nesta terra. Pode ter havido escritura de compra e venda feita no Notário e toda a gente acha legítimo que as pessoas se arrependam e considerem a venda nula, mas que jamais alguém pense em negar-se depois do albroque».
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

«Há Tourada na Aldeia», do realizador Pedro Sena Nunes, estreou na sexta-feira, 30 de Abril, no Grande Auditório da Culturgest, integrado no Festival Indie Lisboa. No final a plateia, bem composta, aplaudiu durante alguns minutos o documentário que transmitiu – a quem conhecia e a quem não conhecia – o espírito e a alma dos povos raianos. Em foco estiveram as festas e as Capeias Arraianas em quatro aldeias do concelho do Sabugal. «Filmei em treze mas, com muita pena minha, foi impossível colocá-las todas no filme», disse o realizador na breve apresentação antes do início da projecção.

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O Grande Auditório da Culturgest recebeu durante o Indie Lisboa 2010 dois filmes documentários que tiveram como pano de fundo as terras raianas do concelho do Sabugal. Na sexta-feira, 23 de Abril, estreou «Muito Além», do realizador luso-alemão Mário Gomes com raízes em Aldeia da Ponte e, uma semana depois, no dia 30, foi a vez do tão aguardado «Há Tourada na Aldeia» que teve como media partner o Blogue Capeia Arraiana.
O realizador, Pedro Sena Nunes, fez uma pequena introdução antes do filme perante uma plateia entusiasta e bem composta com estudantes de cinema, com cinéfilos, com espectadores que nunca tinham ouvido falar de capeias e com muitos raianos como, por exemplo, o professor Adérito Tavares.
Pela tela passaram os momentos marcantes da alma raiana: os encerros, as capeias, as festas de Verão e infelizmente muitas casas de pedra com as portas de madeira definitivamente fechadas. É com muita curiosidade que se vão adivinhando as vozes dos muitos narradores que na primeira pessoa vão esclarecendo o espectador sobre o que vai acontecendo na tela. São muitas as caras conhecidas da Raia que aparecem a legendar as imagens em Alfaiates, nos Forcalhos, em Vale das Éguas (onde assistimos a um monumental banho nas águas do Côa do presidente Fernando Proença) e em Aldeia da Ponte.
No final o realizador foi brindado com uma prolongada salva de palmas reconhecendo que a prova foi superada.
Após a projecção do filme decorreu um debate onde foram colocadas algumas questões a Pedro Sena Nunes.
«Filmei muito. Filmei em todas as aldeias. Em todas as aldeias encontrei e lidei com particularidades únicas. Mas, com muita pena minha, quando começámos a montar percebemos que era impossível mostrar as 13 aldeias onde estivemos. O cinema é feito de decisões e, infelizmente, algumas pessoas ficaram de fora», começou por explicar o realizador.
Uma espectadora – que reconheceu nunca ter ouvido falar em capeias – quis saber se já conhecia a região raiana e as «estranhas» touradas que felizmente não magoavam o animal. O cineasta esclareceu que «é um olhar sobre uma região que não é a minha» acrescentando que «o filme sobre as capeias faz parte de um projecto mais amplo denominado Microcosmos, uma colecção de olhares sobre o meu país»
O projecto Microcosmos é uma série de documentários. Um documentário por província. Já foram feitos filmes em Trás-os-Montes, Minho, Beira Litoral, Beira Baixa e Algarve e agora, para simbolizar a Beira Alta, o cineasta escolheu as capeias da Raia sabugalense.
«A memória de um país pode e deve ser retratada de forma directa. Quero filmar nos labirintos da memória».
«Neste trabalho estiveste mais distante, não te envolveste tanto», observa outra espectadora. «Sim, achei que devia deixar falar os da terra e penso que consegui. Não foi necessário narrador. A história é contada pelos olhos de quem a conhece e dos mais diversos pontos de vista».
Questionado sobre como tinha sentido a desertificação das aldeias que filmou o realizador Pedro Sena Nunes respondeu: «Vivi a realidade das festas de Verão e do mês de Agosto e sei que tudo se altera nos restantes onze meses do ano. A desertificação é um facto mas não quero acreditar que um dia apenas se vai ouvir falar francês aos rapazes que agarram ao forcão».
O professor Adérito Tavares, especialista em capeias, aproveitou para dar os parabéns ao realizador e para destacar um momento mágico: durante um eterno minuto a imagem «fica em câmara muito muito lenta» e todos os espectadores param de respirar enquanto assistem «à luta» entre o touro encornado nas galhas medindo forças, olhos nos olhos, com os rapazes que agarram ao forcão.
O filme «Há Tourada na Aldeia» podia perfeitamente chamar-se «Terras do Forcão». Ao longo da projecção vivemos dois sentimentos intensos. Por um lado interpretar a «visão de fora para dentro» de um realizador que soube colocar na tela toda a nossa alma raiana e por outro perceber em cada novo plano que estávamos perante um trabalho que irá fazer parte do património cultural da Capeia Arraiana e do Sabugal.

E porque há factos que são notícia… ouvimos o realizador afirmar que teve o apoio de todas as autarquias onde filmou os outros documentários do projecto Microcosmos e na Câmara Municipal do Sabugal, entre 2008 e 2009, sempre se recusaram a recebê-lo. Na ficha técnica apenas surge uma breve referência ao nome de António dos Santos Robalo. Curiosamente a newsletter da Câmara Municipal do Sabugal destaca a estreia de «Há Tourada na Aldeia» e ignora «Muito Além» que também foi filmado em terras raianas. Ele há coisas…
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Um dos filmes da programação do IndieLisboa deste ano foi mais uma surpresa. De seu nome «Há Tourada na Aldeia», é um documentário realizado por Pedro Sena Nunes sobre as capeias arraianas e as tradições da região.

Pedro Miguel Fernandes - Série BInserido num projecto de Pedro Sena Nunes mais abrangente, através do qual o realizador pretende documentar diversas tradições das regiões portuguesas, «Há Tourada na Aldeia» conta como se realiza este tipo de touradas únicas no país, em que o touro é lidado com um forcão de madeira, manejado pelos bravos locais. Sem narrador, a palavra é dada aos protagonistas: são os próprios habitantes das aldeias da Raia que contam como surgiu esta tradição e as suas lendas.
Mas não são só as touradas que estão em destaque no documentário. Muito ao de leve é abordada a questão da desertificação do Interior, que durante 11 meses do ano é bem patente, mas em Agosto, com o regresso dos emigrantes, deixa de se notar. E foi bom reparar que muitos dos jovens que falam, alguns filhos de emigrantes que vivem em países cuja cultura nada tem a ver com a nossa, apreciam este regresso às origens e garantem que vão continuar a tradição, passando-a aos seus descendentes.
Microcosmos - Pedro Sena NunesPara quem não conhecer este tema, como era o meu caso, «Há Tourada na Aldeia» foi uma boa janela para conhecer um pouco mais do meu país e das suas múltiplas tradições. Ao mesmo tempo, este filme tem também uma grande força ao documentar, e ao mesmo tempo preservar, um pouco mais de Portugal. Fazem falta documentários deste tipo, para que a nossa História e as tradições não desapareçam no futuro. Quem sabe o que dirão daqui a 100 anos os que voltarem a ver este filme.

Nota: Foi também com agrado que vi neste filme, tal como tem acontecido na maioria das sessões a que tenho assistido no festival, uma audiência bem composta. Será uma prova de que o público português adere bem a este tipo de filmes, que nos mostram quem somos. Gostaria de acreditar que sim e que possamos ter oportunidade de ver mais documentários destes.
«Série B», opinião de Pedro Miguel Fernandes

pedrompfernandes@sapo.pt

No Grande Dicionário de Língua Portuguesa encontramos a seguinte definição para a palavra Turismo: «Tendência de quase todos os países civilizados e de economia algo abastada para viajarem através de países naturalmente pitorescos ou que tiveram longa e brilhante história…».

Romeu BispoPodemos encontrar outras definições mas a definição moderna de turista é «um visitante que se desloca voluntariamente para fora da área da sua residência e do seu trabalho por múltiplos interesses, mas sem ter como motivação o lucro».
O turismo encontra-se presente na actividade humana desde a Idade Antiga, na civilização Grega e chegando até à década de 1950 como actividade residual. Após essa data surgiu o boom turístico que se estendeu até 1973; daí para cá o crescimento tem sido contínuo, embora mais lento. Devido ao seu crescimento, actualmente, assume posição relevante na economia global e de alguns países em particular. O primeiro país em número de turistas é a França, mas a nossa vizinha Espanha em 2008 registou 57,3 milhões de visitantes.
Há diversos tipos de turismo que se vêm afirmando pela sua especificidade: Turismo de descanso de praia, neve ou montanha, Turismo cultural, religioso, desportivo, ambiental, rural, cinegético, gastronómico… Podemos concluir que há imensas nomenclaturas para os diversos tipos de turismo.
Embora tomando a classificação do aspecto dominante, este não é estanque e tem sempre interligações com outros tipos de Turismo. Quem se desloca por um determinado motivo tem de se alimentar, hospedar e distrair.
Será que o Concelho de Sabugal tem afirmação possível no Turismo?
Há sempre espaço de afirmação desde que no Concelho apareçam centros de interesse para os diversos tipos de turismo. Numa primeira análise podemos identificar como possíveis o Histórico-Monumental, o Ambiental, o Termal e o Gastronómico.
Temos vindo a assistir, há muitos anos, à defesa do Turismo como indústria possível de ser implementada no Concelho. Os resultados desta visão estratégica é que são diminutos e nem o facto de sermos vizinhos de Espanha nos traz alguma mais-valia.
Pensamos que é possível fazer algo diferente, e exemplos de melhores práticas não faltam: Belmonte vem há alguns anos a afirmar-se na nossa região. É um nome, uma marca que vai ganhando dimensão e expressão a nível nacional e internacional. Belmonte afirma-se pelo Turismo histórico, religioso e cultural; os resultados já são visíveis nos 80.000 visitantes da sua meia dúzia de museus. São muitos os brasileiros que se deslocam a Belmonte para ver o Museu dos Descobrimentos porque está na terra de Pedro Alvares Cabral, o descobridor. O fenómeno judaico tem vindo a ser aproveitado como motivo para o Turismo religioso.
Sabemos que estão atentos a possíveis atracções e por isso não se coíbem de apontar Sortelha como um ponto de interesse para quem visita Belmonte. O Sabugal, por si, não tem feito a ligação de Sortelha ao resto do Concelho, deixa que sejam outros a explorar o motivo e é, possivelmente, esta a razão porque o turista visita Sortelha e volta pelo mesmo caminho, não chegando ao Sabugal.
O nome «Sabugal» ainda não vende, não há nome ou imagem que se afirme. Ainda não se descobriu ou não se quer descobrir a importância dos Castelos de Sabugal, de Alfaiates, de Vilar Maior ou de Vila do Touro. Por vezes até transparece das palavras e da actuação dos responsáveis como que alguma vergonha daquilo que temos e somos. Os turistas ou simples visitantes valorizam demasiado o Castelo de Sabugal, como construção militar ou monumento medieval. Tem um valor simbólico enorme que vai além do que as pessoas que sempre passaram à sua beira imaginam. Porque não qualificá-lo ou qualificá-los de interesse concelhio? – Possivelmente não têm interesse…
Quando afirmo que não sabemos vender o que temos e somos, basta pensar no desencanto com que alguns visitantes recebem aqueles paus em forma de triângulo (forcão) que acabam por ir parar à garagem porque passado algum tempo já nem sabem o que é, quanto mais o que significam. Quando se oferece um forcão a um forasteiro, este tem de levar uma legenda que faça a explicação do fenómeno e do seu significado, sob pena da perda do valor imaterial do objecto.
Um circuito turístico, uma marca, um conceito, necessita de muitos recursos e alguns anos para se afirmar. É tempo de começar a trabalhar na estratégia que leve aos fins pretendidos.
Opinião de Romeu Bispo

O Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates (CCRA) celebra o Dia do Sócio este sábado, 24 de Abril, com a actuação do Rancho do Grupo Etnográfico do Sabugal.

Dia do Sócio - Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates

Desde longa data, a festa esteve presente no quotidiano popular, e a festa religiosa integrava-se também neste quotidiano. Destas faziam parte as procissões, manifestações colectivas que realizadas em espaços públicos, eram de natureza comemorativa, festiva, penitencial ou expiatória, quaresmais, de desagravo, propiciatórias, de acção de graças, etc.

João ValentePara isso contribuiu, como escreveu Katia Mattoso, a respeito dos povos ibéricos, «a religião do povo ser mais religião da paixão que de ressurreição. Ela se manifestar melhor numa procissão do Senhor Morto, que no Triunfo Eucarístico».
As disposições da Mesa de Consciência, as Ordenações Filipinas, a Inquisição, também ajudaram, impondo os dogmas e práticas cristãs às populações, sem discussões.
Os compromissos de algumas Irmandades das Misericórdias, puniam também quem não aparecesse aos actos públicos, oferecendo em contrapartida indulgências para a participação nas procissões «Corpus Christi», no seguimento da doutrina do Concílio Tridentino que desenhou duas faces para o Deus Cristão: A de um «Deus remunerador», para os submissos; A de outro «Deus vingador», para os relapsos.
Por último, o culto pela Paixão e pela Virgem Dolorosa era geral no Ocidente antes da reforma e foi recuperado na Contra-Reforma, expandindo-se por toda a diáspora portuguesa no mundo e reflectindo-se na arte religiosa com cenas do calvário ou da paixão de Cristo, os chamados Passos ou Mistérios.
«Ensinem os bispos com cuidado, que com as histórias dos Mistérios da nossa redempção com as pinturas, e outras semelhantes, se instrue, e confirma o povo, para se lembrar, e venerar com frequência os Artigos da fé.» (sessão XXV do Concílio de Trento in Reycent, 1786, p.352-353.)
Assim, a liturgia dos Mistérios da Paixão, a composição artística do calvário e a representação das mesmas por autos bíblicos, foi uma consequência do sentimento religioso popular e desta evolução histórica, cujas reminiscências na cultura popular ainda subsistem nos autos da paixão, no andar dos passos e nas procissões das Endoenças ou Fogaréus.
Com o crescimento de popularidade, a natureza do ritual que exibia o sofrimento de Cristo, foi realçando o dramatismo e teatralidade de algumas personagens, como o desfile nocturno de flagelantes encapuçados, descalços, oferecendo um espectáculo expiatório e penitencial por excelência.
«Quando eles saíam com uma imagem, para fazer o povo chorar a vestiam de luto e decoravam com toda a forma de adornos para provocar dor» (S. João de Ávila, a propósito dos Passos da Paixão e dos irmãos das confrarias).
«Se aí existe algum amor, a alma está recompensada, o coração está suavizado, e as lágrimas vêm.» (Santa Tereza de Ávila, também a propósito dos Passos da Paixão.)
As lágrimas não eram só de sentimento, mas serviam também para purificar a alma, através da expiação pública, que a procissão da Semana Santa proporcionava.
Algumas faziam-se fora do período Quaresmal, mas estavam intimamente ligadas ao ciclo Pascal, revestindo o mesmo cariz penitencial. Era o caso das Endoenças que em Trás-Os-Montes se realizavam em Setembro e entre nós a célebre romaria dos encruados ou descamisados, em Setembro, a Sacaparte (onde só participavam homens) e que foi extinta já no século XIX, pelo último Bispo de Pinhel.
Estas manifestações religiosas eram promovidas sobretudo, após o aparecimento das Misericórdias, pelas respectivas Irmandades, cujos compromissos previam a sua forma de realização, bem como a participação dos irmãos nos diversos actos públicos de expiação.
Por exemplo o cap. XXXIV do compromisso da Misericórdia de Lisboa (copiado pela maioria das Misericórdias portuguesas) a procissão de Endoenças tinha por fim visitar todas as igrejas onde estava o Santíssimo Sacramento, despertando no povo o sentimento de religião pela paixão de Cristo.
Possivelmente é deste compromisso que no Sardoal e noutras terras se foi buscar a tradição (cuja origem hoje ninguém sabe) de enfeitar com pétalas todas as capelas do lugar, por onde passa a procissão da Paixão.
Normalmente na frente ia a bandeira da Misericórdia levada por um irmão, acompanhado de dois irmãos, com tocheiros. Adiante da bandeira iam dois irmãos com varas. Seguiam os clérigos, muitos irmãos e os penitentes.
Paixão de CristoOs actuais compromissos de algumas Misericórdias ainda mantêm estas e outras obrigações relacionadas com a Paixão de Cristo. Outras estão a retomá-lo em nome da tradição e também pelo sabor pitoresco da religiosidade popular que manifestam estes rituais, como é o caso de Penafiel.
Era assim descrita no século XVIII uma destas procissões de Endoenças:
«Os irmãos serão sempre duzentos e cincoenta até trezentos, e todos vão vestidos com ricas vestimentas pretas, e postos em ordem de procissão com velas nas mãos. Diante d’elles vão oitocentos, novecentos, até mil homens e mulheres disciplinando-se, os quaes vão todos vestidos de vestimentas pretas, e assim homens como mulheres se ferem com disciplinas, que tiram muito sangue; e esta procissão vae repartida em três ou quatro estancias, e entre uma e outra um retábulo ou Christo posto na cuz, e no meio vão dez ou doze irmãos com suas varas, regendo-os e mettendo-os em ordem.
Entre estes disciplinantes vão muitos homens com barras de ferro, e cruzes de pau grandes e pedras às costas: e para claridade da gente levam cincoenta pharoes de fogo, em que se gastam dois mil novellos de fiado de tomentos engraxados em borras de azeite e sebo para darem bom lume, os quaes pharoes vãos postos em hasteas muito compridas e altas; e levam trinta lanternas grandes metidas também em hasteas com velas dentro acesas; e os irmãos que regem, trazem nas mãos quantidades de velas para tanto que faltar proverem de outras: levam mais trinta homens com bacias nas mãos cheias de vinho cozido, e os disciplinantes molham e lavam n’elle as disciplinas, porque lhes apertam as carnes. Da mesma maneira vão dez ou doze homens com caixas de marmelada feita em fatias, as quaes mandam muitas pessoas fidalgas devotas, que dão aos penitentes; e levam outras de confeitados e de cidrão para os que enfraquecerem acorrerem-lhes com um bocado; e vão outros tantos homens com quartas de água e púcaros nas mãos, dando agua aos que d’ella têem necessidade. E tanto que chegam à casa da Mesiricórdia estão physicos que espremem as chagas dos penitentes e lhes lavam com vinho para isso confeccionado, e os apertam e veste, e se vão curados para suas casas.» (Costa Goodolphim, in As Mesiricórdias, Lisboa, Imprensa Nacional, 1897, pág. 50).
Nas nossas aldeias também havia estas tradições ligadas à Quaresma, especialmente nas terras que tinham Santas Casas da Misericórdia, como Vilar Maior, Sortelha, Sabugal, Alfaiates e ainda em Pousafoles e no Soito.
«Na vila do Sabugal ainda subsiste o velho costume de nos domingos da Quaresma, ao anoitecer, toda a gente visitar as igrejas e capelas, cantando o terço no trajecto, até voltarem à igreja paroquial, onde entram somente os homens, ficando as mulheres à porta, entoando todas a Salvé Rainha. O mais curioso é que visitam também o local onde houve outras capelas, como a de S. Pedro e S. Tiago, e as ruínas da ermida de S. Domingos. Quando o povo, com o pároco e alguns homens vestidos de opas, com insígnias e cruz alçada, chegam junto das capelas ou do local em que elas existiram, todos ajoelham e rezam, terminando tudo na igreja paroquial com o canto da Salvé Rainha. Em todos os dias da Quaresma há o costume de encomendar as almas, que consiste num canto triste e sentimental, altas horas da noite, geralmente executado por homens e mulheres que tenham fama de cantar bem. Os rapazes costumam também entoar o terço, em dois grupos, percorrendo todas as ruas, bem distanciados um do outro, rezando alternadamente.» (Joaquim Correia in Terras de Ribacôa.)
Célebre também pela sua espectacularidade, era, segundo o mesmo autor, a procissão dos passos em Ruivós. «Lá apareciam em carne e osso soldados armados de lanças, levando à frente o centurião, com fardas, imitando as dos soldados romanos, a Madalena, de compridas tranças, S. Longuinhos, Simão Cireneu e a Verónica. Não faltava o Calhorra, empunhando e tocando uma grande trombeta, de som grave, rouco, que no dizer do povo, significava: Morra Jesus. O pobre trombeteiro, que era sempre um mendigo, a quem davam um quartinho, isto é, 1200 reis, ia defendido pelos mordomos e pela escolta, metido na sua túnica amarelada, semelhante à pele do lagarto, de chita pintalgada, e nem assim se livrava de pedradas dos rapazes, que consideravam uma boa acção apedrejar o desgraçado, ainda que fosse perto do andor de S. João ou da Virgem, que seguiam na procissão, ou perto do Senhor dos Passos, toscas imagens cujas feições faziam calafrios, devidas ao santeiro Cardépe, do Souto, um curioso inculto, mas habilidoso.. Quando o Senhor dos Passos serviu pela primeira vez nesta procissão, uma mulher do Souto gritou: – Ah! Pai divino, pai divino, feito do castanheiro do ti Corrécha! Desse castanheiro já eu comi castanhas!… Aquela imagem gigantesca causava terror, impressionava a multidão que reunia no largo de S. Paulo, onde era o calvário, junto da velha igreja. Era ali que a substituíam por outra imagem pregada na cruz. Uns soldados jogavam os dados, outros simulavam cravar as lanças no corpo de Jesus, outros levavam-lhe uma esponja à boca, na ponta duma lança. .. Havia três sermões, em que quase sempre era orador o falecido Padre João de Matos (O celebre Padre Matos das Guerrilhas Carlistas e da «Pavorosa», pároco de Aldeia da Ribeira), que arrancava à multidão muitos soluços e lágrimas, sendo ele o primeiro a chorar.» (ibiden.)
Contudo, como todas as outras tradições, estas também se vão perdendo e daqui a uns anos são apenas uma memória do passado, apenas registadas em livros.
A desertificação com a emigração e o decurso do tempo são uma esponja que vai apagando a nossa história colectiva.
«Arroz com Todos», opinião de João Valente

joaovalenteadvogado@gmail.com

O vereador socialista António Dionísio pediu a suspensão de funções, a fim de tratar de um problema de saúde.

O vereador do PS, António Dionísio, informou os demais elementos do executivo na última reunião de Câmara, ocorrida ontem, dia 3 de Março. António Dionísio transmitiu ao Presidente da Câmara e aos vereadores do executivo, que tem sentido alguns problemas de saúde, que não especificou, que lhe limitam a capacidade de se dedicar nos devidos termos às suas funções de vereador, pelo que se vê obrigado afastar-se, embora por um período pequeno, contando retomar em breve as suas funções.
Face à suspensão de mandato do ex-candidato do Partido Socialista a presidente da Câmara Municipal, o mesmo será agora substituído, nor termos legais, por Francisco António Simões dos Santos Vaz. O novo vereador do executivo camarário, que exercerá funções temporariamente em representação do PS, é guarda-florestal, tem 43 anos e é natural de Alfaiates.
plb

Três equipas premiadas e muita emoção e fair-play no 1.º Torneio de Matraquilhos do Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates.

Torneio de Matraquilhos em AlfaiatesFoi num ambiente de grande amizade e convívio que se desenrolou esta iniciativa levada a cabo pelo C.C.R. de Alfaiates no Domingo de Carnaval.
Eram 7 equipas a disputar os Troféus, jogando todos contra todos a uma mão.
Para além dos intervenientes apareceram também muitos curiosos nas instalações desta Associação que puderam apreciar os jogos mais e menos emocionantes que se iam realizando ou então passar um bom bocado a jogar setas, às cartas ou pingue-pongue, enquanto bebiam qualquer coisa.
Este 1.º Torneio de Matraquilhos teve início por volta das 15 horas e terminou mais de quatro horas depois com a entrega dos prémios aos três primeiros classificados que foram as seguintes duplas:
1.º, Adérito Matos e Sérgio Matos; 2.º, Hélder Vaz e Luís Miguel; e 3.º, Alexandre Bairras e Bruno Quinaz.
Os troféus foram entregues pelo Francisco Rodrigues «Chico Relvas» ao terceiro lugar, pelo João Francisco ao segundo e pelo Carlos Sanches («guarda Sanches») aos vencedores.
Agradeço a todos os participantes nesta maravilhosa tarde, tanto às equipas, como à plateia.
A nossa próxima actividade será o 2.º Torneio de Sueca, a realizar no fim-de-semana de 19 e 20 de Março nas instalações do C.C.R. de Alfaiates.
É nossa intenção abrir o espaço do Centro Cultural e Recreativo aos domingos à tarde, a partir das 14 horas com todas as actividades disponíveis: cartas, setas, pingue-pongue, internet, música ambiente e serviço de bar.
Norberto Pelicano
(Presidente da Direcção do C.C.R. de Alfaiates)

O título será este ou um muito parecido. Ficará decidido na próxima reunião que vai ter lugar em Aldeia da Ponte no dia 27 do corrente mês de Fevereiro. Na verdade a Associação «Terras do Forcão» começa a tomar forma.

Concelho do SabugalNo passado dia 13 realizou-se, no Centro Cívico de Foios, a primeira reunião que contou com presença de presidentes e outros elementos das respectivas Juntas.
Visto que todos os presentes sabiam para o que vinham não foi necessário dar grandes explicações. Abriu-se a sessão tendo todos os presentes usado da palavra para exporem os respectivos pontos de vista.
Ficou decidido que todas as Juntas iriam solicitar uma reunião, aos presidentes das assembleias de freguesia, para explicar aos respectivos membros no que consiste e o que se pretende com a criação da associação e ao mesmo tempo, poderem dar o aval.
Para que não se corresse o risco de ferir susceptibilidades foi decidido integrar na futura e hipotética associação as seguintes freguesias. Por ordem alfabética:
1 – Aldeia do Bispo;
2 – Aldeia da Ponte;
3 – Aldeia Velha;
4 – Alfaiates;
5 – Foios;
6 – Forcalhos;
7 – Lageosa;
8 – Malcata;
9 – Quadrazais;
10 – Soito; e,
11 – Vale de Espinho.
As primeiras seis freguesia estiveram representadas na reunião do dia 13 e alguns presidentes, das restantes cinco, telefonaram a justificar a falta.
Naturalmente que na associação apenas entrarão as Juntas que assim o entenderem. Estamos em democracia e é de forma democrática que deveremos trabalhar.
No final da reunião os elementos da Junta anfitriã – Foios – convidaram todos os colegas para um jantar convívio que teve lugar no restaurante «Eldorado». Ou não fosse o primeiro dia dos circuitos gastronómicos.
Depois do jantar o convívio continuou tendo-se visitado as restantes capelinhas da terra.
A associação começou bem. Entrou-se com o pé direito.
Deus permita que tivesse sido em boa hora e que a dita possa contribuir para o progresso e desenvolvimento desta região e do concelho em geral. Bem necessitamos.
Na reunião do dia 27 já serão analisados e discutidos os estatutos bem como o regulamento interno.
Se algum jurista, ou qualquer outra pessoa que esteja preparada, estiver disposto a ajudar-nos agradecemos, muito sinceramente.
José Manuel Campos
(Presidente da Junta de Freguesia dos Fóios)

A 3.ª edição dos Roteiros Gastronómicos do concelho do Sabugal vai estar em destaque, na próxima quinta-feira no programa «Portugal em Directo» da RTP-1. Os sabores gastronómicos à disposição nos 13 restaurantes aderentes e o VI Almoço da Confraria do Bucho Raiano serão tema de conversa na reportagem assinada pelo jornalista Jorge Esteves.

Roteiros Gastronómicos do Sabugal - 13 a 16 de FevereiroEsta quinta-feira, 11 de Fevereiro, o programa da RTP-1 «Portugal em Directo», emitido entre as 18 e as 19 horas, estará em directo no concelho do Sabugal para divulgar os Roteiros Gastronómicos organizados pela Câmara Municipal. Entre outros estão previstas as intervenções de responsáveis autárquicos, de gerentes de restaurantes e do grão-mestre do Capítulo da Confraria do Bucho Raiano.
No fim-de-semana alargado do Carnaval multiplicam-se pelas terras beirãs as iniciativas para seduzir turistas nacionais e internacionais a visitar as belezas naturais e provar a diversificada gastronomia regional. O concelho do Sabugal juntou-se à «oportunidade» e desde há uns anos que tem vindo a promover a gastronomia raiana durante este período de folia ampliado pelas férias escolares. A possibilidade de ter a Serra da Estrela a poucos quilómetros de distância e a «sorte» de poder ver cair neve é mais uma sedução para rumar até às terras raianas.
A 3.ª Edição dos Roteiros Gastronómicos do Sabugal, organizada pela Câmara Municipal decorrem entre 13 e 16 de Fevereiro e são introduzidos na sexta-feira pelo Colóquio «Entre o Fogão e o Cliente» no Auditório Municipal. A intervenção principal estará a cargo de Paulo Vaz, director da Escola de Hotelaria e Turismo do Douro com o tema «A importância da Gastronomia no Turismo e na Economia Local».
Ao longo dos quatro dias estarão disponíveis nos 13 restaurantes aderentes – «O Pelicano», em Alfaiates; «Bica dos Covões», em Badamalos; «El Dorado», nos Fóios; «Trutalcôa», em Quadrazais; «Éden», na Rebolosa; «Zé Nabeiro», no Soito, «D. Sancho I», em Sortelha; e «Atlântida», «O Lei», «O Templo», «RaiHotel», «Sol-Rio» e «Robalo» no Sabugal – os petiscos e os pratos tradicionais estarão disponíveis nas ementas. Trutas do Rio Côa, caldudo, caldo escoado, canja dos cornos, vitela, borrego e cabrito do Sabugal, castanhas, tortulhos, salada de meruges e os enchidos onde reina o bucho raiano como especialidade máxima. As sopas paridas, os coscoréis e as floretas são algumas das sobremesas típicas que podem, também ser apreciadas durante o fim-de-semana de Carnaval no Sabugal.
Uma das iniciativas em destaque é o VI Almoço da Confraria do Bucho Raiano, no sábado de Carnaval, no Restaurante Robalo com a presença de confrades devidamente trajados e seus convidados que vão ter à sua disposição o Bucho Raiano.

Nunca é tarde para mudar e emendar especialmente se os argumentos forem positivos e fortes. «Roteiros Gastronómicos» podem ser feitos em qualquer concelho deste país mas… «Roteiros Gastronómicos do Bucho Raiano» apenas o Sabugal pode apresentar.
jcl

Eram quase 8 horas da manhã quando os dois primeiros participantes para a 2.ª Montaria Municipal – Serra do Homem de Pedra chegaram à sede do CCRA-Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates. Antes disso já a direcção desta associação tinha preparado o pequeno-almoço e o almoço.

   

Por volta das nove horas e depois de montarem o sistema informático procedeu-se às inscrições para o evento por parte dos técnicos florestais do Município do Sabugal, posto isto deu-se início ao «Taco» para aconchegar o estômago antes do início desta jornada.
Depois de se ter efectuado o sorteio das portas, rezou-se um Pai-nosso e deu-se inicio à Montaria. Eram então 10.30 quando os caçadores e matilheiros seguiram para o campo.
O almoço inicialmente previsto para as 14.30 horas apenas se iniciou às por volta das quatro da tarde já depois da Brigada da ASAE recolher amostras do único animal abatido durante a caçada, o autor do tiro certeiro foi o João «Saranco» do Soito. O repasto foi constituído por uma canja de cornos (que todos sem excepção repetiram mais de uma vez, parabéns ao cozinheiro Carlos Sanches), jardineira de vitela, fruta e queijo, seguido de café e digestivo.
Eram já perto das 18 horas quando o último participante se despediu de nós, agradecendo toda a hospitalidade e tratamento recebido.

Notas finais
– Um agradecimento especial ao Domingos «Trocas» pela lenha e pelo atear da fogueira que tão bem soube aos intervenientes deste evento.
– Um Obrigado ao Município do Sabugal, Dr. Morgado, Vereador Ernesto, Eng.ª Carla e Eng.º Alberto por terem confiado em nós para recebermos este acontecimento na nossa Terra.
– A todos os participantes um bem-haja e se algo não esteve tão bem, aqui ficam as nossas desculpas.
Norberto Pelicano
(Presidente da Direcção do C.C.R. de Alfaiates)

Foram mais de 100 os que escolheram despedir-se de 2009 e entrar em 2010 com o Reveillon do CCRA-Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates.

A festa organizada por esta associação começou por volta das 20 horas do dia 31 de Dezembro com a chegada ao salão das primeiras pessoas para tomarem uns aperitivos, às 20.30h e já com mais de 70 convivas sentados, os elementos da Direcção com a preciosa ajuda da Rosa e da Luísa serviram a sopa e deram inicio ao Jantar de fim de ano.
Depois da sopa de legumes seguiram-se o Bacalhau com Natas e o Lombo de Porco Recheado, sempre bem regados por bom vinho branco e tinto, a finalizar a refeição houve buffet de sobremesas e café ao balcão.
Passava já das 22.30h quando e com a ajuda de todos se levantaram e cadeiras, abriu-se o bar e deu-se início ao baile Figueiredo e sua Banda. A partir daqui não pararam de para a Festa. Com muita animação e boa música chegou a hora de dar as boas vindas ao novo ano, nessa altura encontravam-se no local mais de 100 pessoas das mais variadas localidades do concelho e não só.
Por volta das 2.00h do novo ano a Banda fez um intervalo para se proceder ao sorteio de uma garrafa de whisky e para se abrir a mesa de frios.
Já com a barriga de novo aconchegada a festa lá continuou até às 5 horas da madrugada, hora em que para muita pena dos presentes a Banda deu por terminada a sua actuação.
Mesmo assim a música continuou para os mais resistentes e já eram quase 7 horas quando as últimas pessoas saíram do salão do C.C.R. de Alfaiates.
O saldo não podia ter sido mais positivo, pois foi com chave de ouro que a actual Direcção do C.C.R. de Alfaiates fechou o seu 1.º ano de mandato.
Termino agradecendo:
– Ao maravilhoso grupo da Rebolosa que considero terra irmã de Alfaiates e que resolveram passar o ano connosco;
– Aos amigos de Vale das Éguas com quem temos excelentes relações e que nos brindaram com a sua presença;
– Ao Nuno Figueiredo e à sua Banda pelo maravilhoso ambiente que deram a esta Festa;
– À Luísa e à Rosa pela disponibilidade que demonstraram para ajudar a Direcção nesta gigantesca empreitada;
– Ao Restaurante «Pelicano» pelo excelente serviço que nos prestou;
– Obrigado a todos aqueles que anonimamente participaram nesta Festa;
– Por fim, mas não por último uma palavra de enorme apreço a todos os meus conterrâneos que optaram por entrar nesta Festa.
É essencialmente com eles e para eles que o nosso trabalho à frente desta Associação se prende.
Muito obrigado por contarem connosco e com o nosso trabalho, é com o vosso apoio e participação que queremos fazer mais e melhor neste ano que agora começa…
Norberto Pelicano
(Presidente do C.C.R. de Alfaiates)

Nos Fóios vai viver-se a noite de reveillon no pavilhão local, onde será servido um suculento jantar e haverá baile pela noite dentro, assim se dando as boas vindas ao ano 2010. Outras terras do concelho têm também previstas festas de passagem de ano.

Segundo uma nota que nos foi enviada pelo presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, José Manuel Campos, a ementa tem por aperitivos marisco e salgados e como pratos quentes haverá arroz de polvo e leitão com salada. Haverá ainda sobremesas variadas, servidas em buffet, e como bebidas estará disponível vinho (tinto e branco), água e refrigerantes. Também haverá café e digestivos. Às 2 da madrugada será servido caldo verde.
Também no Sabugal está previsto um reveillon, desta feita no Raihotel, onde se realizará um jantar da gala com música ao vivo. A ementa é composta por creme de espargos, bacalhau no forno com broa, nacos de vitela enrolados em bacon com arroz de frutos secos, crepe com gelado e frutos silvestres. Haverá também carnes frias, mariscos, queijos, fruta e um sortido de sobremesas. Aqui o caldo verde é servido à meia-noite, no preciso momento em que se comemora a entrada no ano 2010.
Rebelhos, aldeia do lado sul do concelho do Sabugal terá também a sua festa de passagem de ano, organizada pelo Grupo Desportivo e Cultural de Rebelhos.
O mesmo acontecerá em Aldeia do Bispo, terra raiana onde a Associação da Mocidade de Aldeia do Bispo prepara uma festa, a realizar no pavilhão do Lar de Santo Antão.
Também a Associação Cultural e Recreativa da Torre, aldeia da freguesia do Sabugal, terá a sua festa na sede da associação.
Outra passagem de ano prevista é na Bendada, terra sulista do concelho, que espera encher de gente a Associação dos Amigos do Progresso da Bendada na noite do dia 31 de Dezembro.
O Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates, também meteu mãos à obra e organizou um jantar seguido de baile pela noite dentro.
A aldeia serrana de Malcata também junta o povo para o festejo, o que acontecerá na Associação Cultural e Desportiva de Malcata. A novidade é a presença de uma discoteca móvel, que animará a malta jovem pela noite dentro.
Em Ruivós a festa está prevista para o salão de festas da aldeia e a organização pertence a respectiva Junta de Freguesia.
Também no Ozendo tudo está a postos para uma festa que marque uma entrada em grande o novo ano. O convívio acontecerá na Associação Recreativa e Cultural do Ozendo.
A Rapoula do Côa realizou já o seu convívio do dia 26 de Dezembro, como um jantar de natal, organizado pela Junta de Freguesia, Associação Recreativa e Cultural e Centro de Dia. O mesmo sucedeu nos Forcalhos, onde os habitantes da aldeia reuniram para uma inédita ceia de natal no dia 18 de Dezembro.
plb

GALERIA DE IMAGENS – 20-12-2009
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Francisco Baltazar, presidente da Junta de Freguesia de Alfaiates, anunciou que a Junta vai passar a oferecer 500 euros por cada criança nascida na freguesia, como forma de incentivar a natalidade.

Francisco Baltazar, pensa contribuir desta forma para aumentar e fixar a população da aldeia, que em tempos já foi vila e sede de concelho mas que hoje está reduzida a cerca de 400 habitantes.
«O incentivo à natalidade no valor de 500 euros, é a forma mais visível da nossa intenção em travar a desertificação no nosso concelho», disse-nos o autarca que vê nesta medida um efectivo contributo para a inversão do processo de desertificação das terras raianas. «Apesar de termos dificuldades financeiras, esta é uma forma de ajudar as famílias e contribuir para o aumento do número de nascimentos», concluiu Francisco Baltazar.
A iniciativa segue-se a outras de igual teor nas terras do interior do país, nomeadamente a Freguesia do Sabugal, cuja Junta oferece 200 euros por cada criança nascida.
A Junta de Freguesia promoveu no passado domingo, dia 20 de Dezembro, uma festa de Natal, que juntou as crianças da Escola e Jardim de Infância de Alfaiates. Foi uma tarde bem passada, como a apresentação de várias peças teatrais e canções alusivas à época natalícia. Com uma plateia bem composta, sobretudo pelos pais e familiares das crianças, a alegria transbordou e contagiou todos os corações presentes no salão de festas.
Depois das apresentações chegou o esperado Pai Natal, com presentes para todos. No final realizou-se um lanche convívio preparado pelos pais das crianças.
O Presidente da Freguesia aproveitou para anunciar a medida tomada pela Junta para melhorar a natalidade e desejar um Santo e Feliz Natal a todos os Alfaiatenses.
plb

Os preparativos para o Magusto do CCRA-Centro Cultural e Recreativo de Alfaiates começaram pelas duas da tarde quando fomos à caruma, uns a juntar e outros a carregar. Passada uma hora já tínhamos tudo arranjado para assar as castanhas a partir das 21.30 horas.

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O famoso organista Fernando Monteiro chegou às nossas instalações por volta das 20.00 horas e começou a instalar toda a sua aparelhagem e luzes.
Como era noite de Portugal-Bósnia, o pessoal só começou a aparecer depois de ver a vitória da nossa Selecção. E foi por volta das 22.00 horas que começou a actuação do organista e se ateou o fogo à caruma para que se começassem a assar as castanhas. Não foi preciso muito tempo para se ouvirem os primeiros estoiros das castanhas assadas.
Pegaram-se nos copos e encheram-se de jeropiga e enquanto as se iam comendo as castanhas à volta da fogueira ia-se convivendo e conversando. Como a chuva começou a engrossar o pessoal foi entrando para o salão do C.C.R. de Alfaiates para desfrutar da música popular que o Fernando Monteiro ia cantando. Enquanto a maioria se encostou ao balcão do bar houve alguns pares que dançaram umas modinhas.
Já ia longa a noite quando o organista deu por terminada a sua actuação e passou a acção para o seu filho, que com o computador deu continuação à festa agora com as luzes mais apagadas e com um som mais «disco».
Foi assim que terminámos mais esta actividade do C.C.R. de Alfaiates, que julgo ter sido do agrado de todos quantos compareceram.
Despeço-me com uma palavra amiga a todos os amigos de outras terras que nos visitaram, em especial aos nossos vizinhos da Rebolosa que deram uma animação extra à festa.
Norberto Pelicano
(Presidente do C.C.R. de Alfaiates)

A fotografia que, hoje, apresento refere-se à participação de Alfaiates no Cortejo de Oferendas, a favor do Hospital do Sabugal, realizado no ano de 1947.

Cortejo de Oferendas - Alfaiates

Joao Aristides DuarteAlfaiates apresentou um carro no qual vão algumas raparigas a trabalhar o linho.
Pode observar-se o espadelar do linho, num grande tronco de madeira, bem como o dobar do linho na dobadoira. Também se consegue ver uma rapariga a usar a estopa para «assedar» o linho.
Só não se vê alguém a fiar o linho, numa roca, outra das fases importantes do «ciclo do linho».
Em baixo, junto ao carro alegórico, vêem-se crianças que deviam andar na escola primária, pela sua tenra idade.
Há, também, três homens em cima do carro. Dois deles transportam a faixa com o nome Alfaiates e um outro (que usa chapéu) não se consegue perceber o que estará a fazer.
Atrás desses homens, e em cima do carro, vê-se uma réplica do pelourinho de Alfaiates, que se encontra na praça principal da localidade.

:: — ::
PS 1: Num comentário sobre a minha crónica, aqui publicada em 19 de Outubro p.p., o sr. Fernando Latote, dos Forcalhos, refere que deverão ter existido dois Cortejos de Oferendas, uma vez que o primeiro aconteceu num dia de forte nevão e algumas localidades (incluindo os Forcalhos) não puderam participar. Não consegui confirmar essa informação, mas é bem possível que tenha sido essa a realidade. Se alguém tiver dados mais consistentes sobre isso, agradecia que colocasse um comentário.

PS 2 : Do sr. Luís Pina (da Rebolosa) recebi um e-mail com o seguinte conteúdo, a propósito da minha crónica sobre a participação da Rebolosa no Cortejo de Oferendas: «Fui procurar informação relativa ao dia em que a população da Rebolosa, foi ao Sabugal participar no Cortejo de Oferendas a favor do Hospital. Segue a informação que consegui: O carro de vacas utilizado no cortejo era do sr. Francisco Peres «Arrifano». A menina que estava em cima do carro, era a Isabel Barros, já falecida, esta menina tinha mais 7 irmãos, entre eles o sr. Manuel Barros, o sr. Ernesto Barros e a sra. Maria dos Anjos «Ti Marquitas». Também consegui a letra da música, cantada pelos representantes rebolosenses nas ruas de Sabugal, durante o cortejo.

Nós somos da Rebolosa,
Viemos ao Sabugal.
Ver esta terra formosa,
Ver este lindo hospital.

Viva Salazar, merece louvores,
Viva o hospital e seus protectores.
Viva o hospital, casa dos doentes,
Viva o hospital e seus dirigentes.

É uma consolação,
Para os doentes pobrezinhos.
Que quando para lá vão,
Têm quem lhes dê carinhos.

Viva a Rebolosa, terra encantadora,
Ó terra mimosa, terra sedutora.
Viva a mocidade, dança de contente,
Viva a Rebolosa, viva toda a gente.

Têm quem lhes dê carinhos,
Tudo que necessitam.
Remédios e tratamentos,
Muitas mortes evitam.

Viva a Rebolosa, terra encantadora,
Ó terra mimosa, terra sedutora.
Viva a Rebolosa, merece louvores,
Viva o Hospital e seus protectores.

Quero agradecer ao Sr. Manuel António Frango, toda a amabilidade e disponibilidade em fornecer toda esta informação sobre um dia que ficou na história e para a história do Concelho de Sabugal.»
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

CÂMARA MUNICIPAL – Resultados finais no Concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS – 11-10-2009

CÂMARA MUNICIPAL DO SABUGAL

CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)


Fonte: DGAI-Direcção-Geral da Administração Interna.
jcl e plb

ASSEMBLEIA MUNICIPAL – Resultados finais no Concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS – 11-10-2009

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DO SABUGAL

CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)


Fonte: DGAI-Direcção-Geral da Administração Interna.
jcl e plb

JUNTAS DE FREGUESIA – Resultados finais no Concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA AS AUTARQUIAS LOCAIS – 11-10-2009

JUNTAS DE FREGUESIA DO SABUGAL

CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)


Fonte: DGAI-Direcção-Geral da Administração Interna.
jcl e plb

O candidato da Coligação Democrática Unitária (CDU) à presidência da Câmara do Sabugal, José Manuel Monteiro, veio ontem para a rua em campanha, acompanhado por outros candidatos da coligação.

José Manuel Monteiro e João Manata no SoitoA CDU iniciou a campanha de rua no Soito. O candidato e a sua comitiva falaram com as pessoas e distribuíram material de campanha junto ao Jardim do Lameiro. Esse material passa basicamente por um folheto informativo que contém o programa eleitoral da CDU e os nomes dos candidatos da coligação aos vários órgão autárquicos.
Definitivamente no terreno, os comunistas têm agendadas outras acções de rua para estes dias. Quinta-feira, 8 de Setembro, de manhã, os candidatos estarão no Mercado de Alfaiates em contacto com a população e distribuindo propaganda eleitoral. No dia seguinte, ao final da tarde, realizam uma sessão de esclarecimento na Moita, freguesia onde a coligação aposta na reeleição do seu candidato, Honório Santos, para a presidência da Junta de Freguesia.
Para o derradeiro dia de campanha, dia 9, os candidatos estarão no Sabugal, onde está agendada uma acção de contactos com a população e distribuição de propaganda.
Hoje o candidato participa na mesa redonda organizada pela Localvisão TV e pelo blogue Capeia Arraiana.
plb

O Partido Socialista (PS) venceu as eleições para a Assembleia da República no distrito da Guarda com 36.825 votos que correspondem a 35,97% do total dos eleitores votantes enquanto o Partido Social Democrata (PSD) obteve 36.419 votos (35,57%). No concelho do Sabugal os socialistas venceram também, com 2.924 votos (35,67%) tendo os social-democratas alcançado 2.857 votos (34,85%). Na terceira posição ficou o CDS-PP, que obteve 1.008 votos (12,3%).

O PS e o PSD (separados por 406 votos) foram os dois partidos mais votados nas 336 freguesias dos 14 concelhos do distrito da Guarda. Foram às urnas 102.380 eleitores (58,33%) num universo de 175.522 votantes. Os resultados provocaram a repetição da divisão (dois para cada lado) dos quatro deputados do círculo eleitoral da Guarda. O PS elegeu os candidatos Francisco José Pereira de Assis Miranda e José Albano Pereira Marques e o PSD assegurou António Carlos Sousa Gomes da Silva Peixoto e João José Pina Prata.
Nas 40 freguesias do concelho do Sabugal votaram 8197 eleitores (50,28%) num total de 16304 inscritos nos cadernos eleitorais.

ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 27-9-2009
DISTRITO DA GUARDA CONCELHO DO SABUGAL
Total – 14 Concelhos Total – 40 Freguesias

(Clique nas imagens para ampliar.)

No concelho do Sabugal o Partido Social Democrata (PSD) venceu em 23 freguesias contabilizando 2857 votantes (34,58%). O Partido Socialista (PS) obteve o primeiro lugar em 16 freguesias com 2924 votos (35,67%): Aldeia da Ponte, Aldeia de Santo António, Bendada, Bismula, Casteleiro, Fóios, Malcata, Moita, Quadrazais, Quintas de S. Bartolomeu, Rebolosa, Sabugal, Santo Estêvão, Sortelha, Vila Boa e Valongo. Em Badamalos houve um empate entre os dois partidos, ambos obtendo 13 votos.

O Capeia Arraiana publica de seguida os resultados finais das eleições para a Assembleia da República nas freguesias do concelho do Sabugal.

ELEIÇÕES PARA A ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 27-9-2009
CONCELHO DO SABUGAL – FREGUESIA A FREGUESIA
Águas Belas Aldeia da Ponte Aldeia da Ribeira Aldeia S.António Aldeia do Bispo
Aldeia Velha Alfaiates Badamalos Baraçal Bendada
Bismula Casteleiro Cerdeira Fóios Forcalhos
Lageosa da Raia Lomba Malcata Moita Nave
Penalobo Pousafoles Quadrazais Quintas S. B. Rapoula do Côa
Rebolosa Rendo Ruivós Ruvina Sabugal
Santo Estêvão Seixo do Côa Sortelha Soito Vale das Éguas
Vale de Espinho Valongo do Côa Vila Boa Vila do Touro Vilar Maior

(Clique nas imagens para ampliar.)

Concelho do Sabugal – Total de Inscritos: 16304. Votantes: 8197 (50,28%).
Em Branco: 109 (1,33%). Nulos: 176 (2,15%).
jcl e plb

GALERIA DE IMAGENS – 10-9-2009 – OH FORCÃO RAPAZES
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

GALERIA DE IMAGENS – 10-9-2009 – OH FORCÃO RAPAZES
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

GALERIA DE IMAGENS – 10-9-2009 – OH FORCÃO RAPAZES
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Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

O Capeia Arraiana acompanhou, a par e passo, a edição deste ano do festival «Oh Forcão Rapazes», que aconteceu na praça de touros de Aldeia da Ponte no dia 22 de Agosto.

Jovens de Alfaiates revêm actuação

Touros fortes e combativos proporcionaram excelentes lides às equipas representativas das aldeias da raia. Todas pegaram ao forcão com brio e determinação e os melhores desempenhos das lides resultaram apenas da melhor qualidade dos touros que lhes couberam em sorte.
No final do festival todos sentiram que cumpriram o seu dever e possibilitaram que o público vivesse horas de grande entusiasmo, para além de uma excelente divulgação na nossa tradição raiana.
Não foram apenas ou touros e o forcão a prender as atenções. Capeia Arraiana esteve atenta ao que se passou nos bastidores. Em ano de eleições autárquicas, os principais candidatos estiveram na praça, distribuindo cumprimentos, falando com as pessoas, convivendo com os protagonistas da tarde, quiçá passando até mensagens de campanha. Dessa atenção saiu a fotografia da semana que apresentámos já, e que tem merecido uma imensidade de comentários: um dos candidatos acompanhado pelo ex-presidente da Câmara, António Morgado. Essa foi a constatação da tarde, o que não esmoreceu os restantes candidatos, que igualmente falaram, beberam e conviveram com a população.
No final do Festival, estivemos no restaurante O Pelicano, em Alfaiates, onde três equipas da raia jantavam: Alfaiates, Forcalhos e Lageosa. Acompanhámos em particular a equipa de Alfaiates que nos convidou a jantar com os bravos que pegaram ao forcão essa mesma tarde.
Foram momentos de comoção, com os jovens alfaiatenses contando os pormenores da sua lide, e falando com orgulho na origem de todos os jovens que ali acorreram: Uns vivem da aldeia, outros vieram de fora, porque residem longe: de Lisboa e de França, sobretudo.
Foi bom conhecer por dentro este espírito bairrista e de irmandade dos bravos jovens de Alfaiates. A coroar esse mesmo espírito esteve a atitude dos alfaiatenses após o jantar: juntos, rumaram para o centro da aldeia e depois iniciaram uma longa ronda por bares, cafés e adegas, bebendo e convivendo com alegria. Assim terminaram o dia de festa, mostrando que a Raia está bem viva e unida, juntando os «de dentro» e os «de fora», porque todos, perto ou longe, são raianos e amam a sua terra.
plb

JOAQUIM SAPINHO

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