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Folclore, enchidos regionais, castanhas assadas e geropiga em tempo de São Martinho na freguesia raiana de Aldeia do Bispo no concelho do Sabugal. A iniciativa integra-se na mostra de Novembro, mês da tradição e dos sabores no concelho do Sabugal. Reportagem de Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O melhor da agricultura tradicional na mostra de produtos regionais em Pousafoles do Bispo no concelho do Sabugal. A iniciativa integra-se na mostra de Novembro, mês da tradição e dos sabores no concelho do Sabugal. Reportagem de Paula Pinto com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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O concelho do Sabugal é um território orgulhoso das suas raízes, dos seus saberes e dos seus sabores. «Novembro – Mês da Tradição e dos Sabores» é uma iniciativa descentralizada que pretende promover o que de melhor se produz no Sabugal rural.

Novembro - Mês Tradição Sabores Sabugal

«Novembro – Mês da Tradição e dos Sabores» é uma iniciativa descentralizada pelo concelho do Sabugal, organizada pela Empresa Municipal Sabugal+ em colaboração com a Câmara Municipal, que pretende promover o que de melhor se produz, nomeadamente nas freguesias de Aldeia do Bispo, Alfaiates, Bendada, Casteleiro, Cerdeira, Fóios, Malcata, Pousafoles do Bispo, Quintas de S. Bartolomeu, Rebolosa, Sabugal e Sortelha.
Esta acção enquadra o espírito, a promoção e autenticidade do mundo rural, das suas gentes, do seu património e da riqueza da cultura popular do Concelho.
A castanha, o cogumelo, o azeite, o mel e o queijo são alguns dos produtos endógenos presentes das actividades propostas, que se estendem de 30 de Outubro a 11 de Dezembro de 2010.
Paralelamente à Feira dos Produtos Locais – Tempo da Castanha – a realizar junto ao Mercado Municipal do Sabugal –, realiza-se o V Grande Prémio de Atletismo do Alto Côa (12.000 metros), com início e fim na Cidade do Sabugal.
jcl (com C.M. Sabugal)

A Comissão Municipal para a Celebração do Centenário da República incluiu no seu programa uma visita de estudo à Casa-Museu dos Patudos, em Alpiarça, destinada aos alunos do Curso Profissional de Conservação e Restauro, da Escola Secundária do Sabugal.

(Clique nas imagens para ampliar)

Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaAcompanhados por um grupo de professores, pelo Director da Escola, Dr. Jaime Vieira, pelo Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Eng.º António Robalo, e por mim próprio, esta visita efectuou-se no dia 26 de Outubro.
Porquê, no âmbito do Centenário da República, uma visita à Casa dos Patudos? Porque esta extraordinária mansão, recheada com uma também extraordinária colecção de obras de arte, foi residência de um dos maiores vultos da I República, aquele que a proclamou em 5 de Outubro de 1910 a partir da varanda da Câmara Municipal de Lisboa: José Relvas.
Lembremos, em breves palavras, José Relvas, essa notabilíssima figura de cidadão exemplar, político competente e mecenas generoso.
José de Mascarenhas Relvas nasceu na Golegã, em 1858 (curiosamente, no mesmo ano em que nasceu, na Ruvina, o «nosso» Dr. Joaquim Manuel Correia), no seio de uma abastada família. Era filho de Carlos Relvas, que se notabilizou, entre outras e muito diversificadas actividades, como pioneiro da fotografia em Portugal (merece uma visita a sua Casa-Estúdio na Golegã).
José Relvas licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra, no ano de 1880, mas só tardiamente se interessaria pela vida política. Sendo um democrata convicto, demonstrou abertamente a sua discordância em relação ao governo ditatorial de João Franco e aderiu ao Partido Republicano, em 1908. A partir de então, dedicou-se de alma e coração à propagação e defesa dos ideais do republicanismo, tendo-se tornado um dos elementos mais activos do Directório Republicano.
Em 1882, o jovem José Relvas, então com 24 anos, mudou a sua residência para Alpiarça. Quando, em 1887, morreu a sua mãe, D. Margarida Amália de Azevedo Relvas, reclamou a respectiva herança, dispondo assim de capitais suficientes para desenvolver os seus negócios agrícolas, sobretudo a produção vinícola. Foi a prosperidade resultante desses negócios que lhe permitiu construir a Casa dos Patudos.
Esta enorme casa familiar foi projectada, em 1904, por Raul Lino, nesta altura um jovem arquitecto, com apenas 25 anos. Sendo embora uma das suas primeiras obras, a Casa dos Patudos possui já as características fundamentais da obra de Raul Lino, que haveriam de marcar indelevelmente a arquitectura portuguesa da primeira metade do século XX: um sábio doseamento de tradição revivalista e de modernidade.
Inaugurada em 1909, a Casa de José Relvas e da sua família tornar-se-ia simultaneamente uma casa-museu, que, pouco a pouco, viria a albergar uma impressionante colecção de pintura, escultura e artes decorativas, e uma mansão cultural, onde Relvas reunia habitualmente numerosos amigos, sobretudo músicos e artistas plásticos. Ele próprio era um bom violinista (teve um Stradivarius) e o seu filho mais velho, Carlos, tocava piano. Eram, portanto, muito frequentes os serões musicais na Casa dos Patudos.
Sendo por natureza um homem sensível, amante das artes, dedicou boa parte da sua vida à «nobre arte da amizade»: teve a sorte de viver numa das épocas mais fecundas da cultura portuguesa e contava entre os seus amigos artistas como José Malhoa, Columbano, Silva Porto, Tomás da Anunciação, João Vaz, António Ramalho, Rafael Bordalo Pinheiro, Soares dos Reis e Teixeira Lopes, aos quais encomendou ou adquiriu numerosas obras. Nas suas estadias e viagens ao estrangeiro foi também adquirindo quadros de alguns dos mais notáveis pintores europeus de todos os tempos, como Zurbarán e Delacroix. Para além de pintura de grande qualidade, Relvas coleccionou também preciosas obras de escultura, cerâmica, azulejaria, joalharia, tapeçaria, mobiliário, etc.
A partir de 5 de Outubro de 1910, a vida de José Relvas sofreu uma transformação radical: passou a viver muito mais tempo fora de Alpiarça, longe dos seus quadros, do seu violino e dos seus livros. Foi nomeado ministro das Finanças do Governo Provisório, em substituição de Basílio Teles. Exerceu o cargo com grande empenho, competência e escrupulosa dedicação. Algo desiludido, porém, com os rumos da instabilidade política, aceitou o cargo de embaixador de Portugal em Madrid, onde permaneceu entre 1911 e 1914. Regressado ao país, foi depois senador e, em 1919, Presidente do Conselho de Ministros, num breve governo de apenas três meses, formado na sequência do assassinato de Sidónio Pais. Este foi um tempo particularmente funesto na vida de José Relvas: já anteriormente lhe haviam morrido dois filhos e, no ano devastador de 1919, suicida-se o filho mais velho (agora único), Carlos Relvas. Entre 1919 e 1929, ano da sua morte, José Relvas abandona definitivamente a política, refugiando-se na sua actividade de agricultor e na fruição da sua imensa e preciosa colecção artística.
Foi essa vasta e maravilhosa colecção que, de sala em sala, foi encantando os alunos e professores da Escola Secundária do Sabugal.
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

E se os governos fossem outros, seria diferente? «Matar» o presente para salvar o futuro?

Manifestações Paris

Paulo AdãoNos dias que correm, basta olhar para as páginas dos jornais ou ver os telejornais, para se aperceber que por este mundo fora, ninguém está contente com aquilo que temos, sobretudo no que diz respeito aos governantes que dirigem os nossos países. Queremos sempre mais e melhor. Por isso, se exige sempre mais dos governos e das pessoas, que de uma maneira ou de outra chegaram a lugares de poder para tomarem decisões por nós.
Em tempo de crise, as decisões a tomar ou anunciadas pelos governos centrais, como solução aos diferentes problemas, acabam por ser mal acolhidas e geram conflitos sociais, que deixam marcas por muito tempo. Nos dias que correm, o ambiente social é aquilo que se vê por toda a Europa, em particular em França, onde a força dos sindicatos e o descontentamento geral das pessoas, estão a deixar todo o país à beira de uma crise de nervos. Por um lado, a maioria da população apoia estas manifestações, mas de outro, não esconde o receio e o pânico que o País venha ficar completamente paralisado acentuando uma crise que teima em desaparecer, acrescendo as dificuldades do dia-a-dia. Nas grandes cidades, teme-se os resultados das manifestações. Com maior frequência, aparecem aqueles grupos de destruição, que apenas se misturam às pessoas para partirem tudo o que lhes aparece pela frente, deitando fogo a carros, casas, comércios, locais públicos ou privados, deixando um rasto de miséria atrás deles. Os desacatos e conflitos entre manifestantes e forças de segurança acentuam-se provocando uma maior separação entre as pessoas do poder que podem, mandam e fazem, e as pessoas que manifestam, apenas, na esperança de serem ouvidos e defenderem aquilo a que temos direito.
Que seja em Portugal ou França, a origem destes descontentamentos está no aumento de impostos, da quebra de salários, do aumento da idade de reforma, das frequentes reduções dos direitos sociais adquiridos ao longo dos anos. Está no pouco que os governos têm feito repetidamente pelas classes médias ou baixa. Está no próprio comportamento dos governantes, dos quais os nomes aparecem ligados a escândalos, a fraudes, a gastos chorudos dos seus gabinetes e da sua vida do dia-a-dia, quando se pedem esforços ao resto das populações, aos salários incompreensíveis, às reformas mirabolantes depois de meia dúzia de anos de (fracos) serviços.
A classe política, tornou-se ao longo dos anos numa classe incompetente, fraca e reles, incapaz de encontrar e propôr soluções aos problemas do presente e garantir um futuro às sociedades. Os governos dos nossos dias, apenas olham para os resultados económicos e financeiros. A educação, a segurança, o emprego e a saúde deixaram de ser uma preocupação.
Como se pode garantir o futuro quando não se defendem nem valorizam estes valores humanos, sociais, educacionais ou outros? Em Portugal ou França, que futuro podemos esperar, quando se fecham escolas ou hospitais porque não são rentáveis, obrigam-se as escolas ou professores a darem boas notas, para não baixar as médias nacionais de resultados. A formação, educacional ou profissional, que foi sempre um dos pilares das sociedades deixou de ser importante.
Como pode um país ser mais produtivo e competitivo, sem formação ou educação?
A riqueza e ajudas continuam a ser distribuídas apenas pelos grandes grupos económicos que fazem e desfazem segundo as suas vontades, transformando-se estes e apenas estes, nos centros de interesse classe política.
Em Portugal ou França, as soluções propostas são idênticas, sempre e cada vez mais, aumentos de impostos e redução de custos, o que gera aquilo que se conhece, conflitos sociais à repetição, os pobres cada vez mais pobres, os ricos cada vez mais ricos e um fosso cada vez maior entre ricos e pobres.
E se os governos fossem outros, seria diferente?
Em Portugal, com maiorias absolutas ou sem elas, uns e outros já todos (ou quase) passaram pelos governos. E o que foi feito? Foi um melhor que o outro?
A situação de hoje, não será ela um fruto bem maduro, de tantos anos de uma política incompetente, reles e falsa, de uma classe corrupta e gananciosa?
A classe política está a matar o presente, na esperança de salvar o futuro.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

A festa de cerveja de Munique (Oktoberfest) abriu as suas portas no passado sábado, dia 18 de Setembro, para festejar os 200 anos de existência.

Oktoberfest - Munique

Paulo AdãoA Oktoberfest, teve origens com o noivado do futuro rei da Baviera, Louis I com Therese von Sachsen-Hildburghausen, no dia 12 de outubro de 1810. Comemoram-se os 200 anos, sendo no entanto a edição n.° 177 deste acontecimento, devido às guerras e epidemias que impediram a organização de 24 edições.
Desde a sua origem, esta festa acontece num parque oval de 31 hectares, chamado «Theresenwiese» em homenagem à rainha da Baviera, lugar onde foi celebrado o casamento.
Este evento é esperado com ansiedade por todos os Muniquenses e tornou-se ao longo dos anos, uma das maiores festas populares do mundo. Desde os anos 80, a Oktoberfest recebe mais de 6 milhões de visitantes sendo cerca de 75 por cento originários da região e os restantes turistas estrangeiros que facilmente se inserem no ambiente, consumindo tanta cerveja como os alemães, segundo informações dos organismos de Turismo.
O início foi marcado, como habitualmente, por 12 tiros de canhão disparados na praça municipal, sendo o primeiro barril aberto pelo Prefeito de Munique, tradição que se mantém há cerca de 60 anos. Até ao 4 de Outubro, são milhões os litros de cerveja que vão matar a sede aos amantes (e não só) desta bebida.
Os trajes regionais, a rigor dão um ar de carnaval ao evento, não faltando animações pelas ruas com muita música e danças, carrosseis, concursos de quem bebe mais cerveja, concurso para aquele que transporta maior número de canecas de uma só vez, sem faltar o concurso da melhor cerveja.
Em honra dos 200 anos, seis grandes cervejarias de Munique, elaboraram tipos de cerveja seguindo as receitas dos séculos passados, tentando reproduzir o gosto da época.
Alguns números da Oktoberfest:
– 14 stands gigantes de cerveja com capacidade para vários milhares de visitas ao mesmo tempo; 105 000 lugares sentados previstos para os concursos de bebedores de cerveja;
– custo da caneca varia entre 8.30 e 8.90 euros;
– 1042 casas de banho e 843 metros de urinóis;
– 602 empresas participam no evento;
– 12.000 pessoas contratadas para trabalhar durante esta festa.
Records existentes:
– 18 canecas transportadas de uma só vez por uma empregada de mesa;
– 5,7 milhões de visitas em 2009;
– 6,6 milhões de litros de cerveja consumidos;
– 488.137 frangos e 116.923 pares de salsichas entre outros petiscos;
Despesa média de 54 euros por visitante.

Fotos da Oktoberfest ao longo dos anos. Aqui.

Um lagarteiro em Paris… com sede.

«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão
paulo.adao@free.fr

Os encerros e a capeia com forcão, são o motivo de regresso de muita gente às nossas aldeias. Se um dia vierem a desaparecer, por qualquer motivo que seja, algumas dessas aldeias e talvez uma grande parte do concelho acabam, simplesmente, por desaparecer.

Manuel Luís e Paulo Adão - Aldeia do Bispo

Paulo AdãoNos últimos tempos, várias vozes se têm manifestado em favor desta tradição raiana, o encerro e a capeia com forcão. Muito se têm falado para dar relevo e a importância devida à este evento, mas o tempo passa e na realidade pouco se vê. Saindo do ambiente da raia, dos descendentes da raia, pouco ou nada se sabe desta tradição. Muitos ouviram falar das capeias da raia, mas não sabem o que é nem como se passa. Este ano, tive o prazer em conjunto com um amigo, organizar uma viagem a Santiago, para a qual levei um DVD das capeias das diferentes aldeias para ajudar a passar o tempo durante o trajecto. Fiquei surpreendido, com o acolhimento que teve esse DVD. A maioria das pessoas, portanto, originárias do concelho, de aldeias sem tradições capeeiras, desconheciam por completo esta tradição. Ficaram interessados, pedindo explicações, perguntando quando e onde se poderia assistir à tais espectáculos.
Aquando do meu regresso à Paris, numa estação de serviço já bem perto de Paris, deparei com um camião TIR, pintado com cores e referências ào festival dos Jardins de Ponte de Lima. Cores vivas que chamavam a atenção de qualquer um. Tomei, eu, conhecimento, através dessa «publicidade» que Ponte de Lima organiza um festival de jardins, um festival que atrai muitos turistas.
Lembro-me também de há alguns anos atrás, uma empresa de camionagem de Guimarães, ter os seus autocarros pintados com referência ao castelo de Guimarães e D. Afonso Henriques.
Há vários anos, apareceram junto do Sabugal, nas principais estradas que levam à cidade, paineis com fotografias, desta tradição, mas pouco a pouco foram desaparecendo e acho que neste momento, já nenhum desses paineis faz eferência às capeias.
Tudo isto, leva-me a pensar que é necessário encontrar ou remeter em andamento uma «publicidade» que fale do nosso concelho e tradições, que apresente aquilo de que tanto gostamos.
Porquê não fazer apelo às empresas do concelho? Existem várias empresas, algumas que viajam regularmente para o estrangeiro, outras que fazem inúmeras viagens em Portugal. Seja no transporte de passageiros ou de mercadorias, não seria possivel encontrar uma forma de colaboração, entre empresas e entidades governamentais, para que os autocarros ou camiões do concelho dêem a conhecer esta ou outras tradições do concelho? Através de pinturas ou DVD por exemplo?
Como todos os anos precedentes, o mês de Agosto, foi um mês eufórico, de adrenalina, de entusiasmo, de festa e alegria. As festas e capeias levaram, muitos filhos e amigos às aldeias raianas. As pessoas da raia, mostraram mais uma vez aquele carinho, aquela amizade e aquele bem receber, que lhe é único. Em qualquer aldeia, havia sinais de vida, de alegria, de festa e todos eram bem-vindos. Como a maioria dos arraianos, nesta altura do ano, encontramos sempre forma e forças para regressar à terra, matar saudades, ver os familiares e amigos que por lá fizeram a vida. De aldeia em aldeia, passamos o tempo, entre encerros e capeias, admiramos a proeza e valentia, a coragem e o medo, a força e a fraqueza, tudo num ambiente de festa e amizade.
Mas os turistas são raros e todos sabemos a mais valia que seria para as aldeias e para o concelho a presença de maior número de turistas.
Para nós, a quem a saudade começa já a apertar, restanos, esperar mais um ano.
Quem sabe, talvez com mais visitantes… a admirarem e apreciarem o nosso concelho.
De Paris, Paulo Adão.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal! Reportagem da jornalista Andreia Marques com imagem de Sérgio Caetano da redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

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SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

GALERIA DE IMAGENS  –   Ó FORCÃO RAPAZES  –   21-8-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

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SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

GALERIA DE IMAGENS  –   Ó FORCÃO RAPAZES  –   21-8-2010
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SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

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SABUGAL – CAPITAL MUNDIAL DO FORCÃO E DA CAPEIA ARRAIANA – O XXV Festival «Ó Forcão Rapazes», edição 2010, decorreu na Praça Municipal no Soito. As bancadas repletas de aficionados deram brilho às actuações das nove aldeias participantes. A organização do festival pertenceu às Juntas de Freguesia de Aldeia da Ponte e de Alfaiates. Os poderosos toiros tinham o ferro da Ganadaria Zé Nói. Viva o Forcão! Viva a Capeia Arraiana! Viva a Raia! Viva o Concelho do Sabugal!

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«O Sabugal é uma nação!», afirmou Santinho Pacheco, Governador Civil da Guarda depois de assistir na aldeia raiana de Aldeia do Bispo à sua primeira capeia arraiana. Reportagem das jornalistas Sara Castro e Paula Pinto da Local Visão Tv (Guarda).

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Foi constituída, no dia 28 de Julho de 2010, a Associação de Freguesias da Raia Sabugalense (AFRS), que inclui Aldeia da Ponte, Aldeia do Bispo, Aldeia Velha, Alfaiates, Foios, Forcalhos, Malcata, Nave, Quadrazais e Vale de Espinho.

José Manuel Campos - Nascente do CôaHá já algum tempo que os Presidentes de Junta iam promovendo encontros com vista à criação da AFRS. A uma determinada altura os presidentes entenderam por bem contactar com o advogado Victor Coelho para que ele, na qualidade de jurista, pudesse dar os passos necessários e convenientes tendentes à constituição da associação.
o acto aconteceu num ambiente onde se respirava um ar de felicidade visto que, ao fim de bastantes reuniões, com avanços e recuos, se pôde sentir que afinal valeu a pena.
Após conclusão da escritura os presidentes das respectivas Juntas marcaram uma reunião, para as 21 horas do dia seis de Agosto, na freguesia de Alfaiates, onde a AFRS vai ter a sua sede.
Nesse dia serão debatidos todos os aspectos formais e logísticos e no mês de Setembro associação estará em condições de poder fazer a apresentação, às mais diversas entidades, aprovar o regimento e elaborar o plano de actividades.
O ditado diz que uma caminhada começa num simples passo e nós, presidentes de junta das freguesias acima mencionadas, temos plena consciência de que já iniciámos a caminhada. O caminho é longo e sinuoso mas a vontade de podermos inverter a tendência da desertificação é enorme.
Todos temos plena consciência de que nas nossas freguesias todos anos morrem, em média, dezena e meia de pessoas e a maioria dos jovens partem para outras paragens visto que por cá os empregos são muito raros.
Sabemos que também teremos que ser unidos, acutilantes e ambiciosos. Todos temos consciência de que nada cai do céu. Entrámos em campo pelo que é necessário correr, sofrer e lutar até suar a camisola. A tudo isso estamos dispostos. Este é o ânimo do momento e queremos que prevaleça.
Também nos anima o facto de sabermos que temos uma Câmara e um Governo Civil dispostos a colaborar connosco, nos aspectos mais gerais. Não temos qualquer dúvida de que o Município do Sabugal, na pessoa do seu Presidente, Eng.º António Robalo, e o Governo Civil, na pessoa do Sr. Governador, Dr. Santinho Pacheco, são os nossos principais parceiros e aliados. É absolutamente necessário e conveniente que técnicos e políticos estejam dispostos a trabalhar connosco.
Também não nos deveremos esquecer de que as nossas freguesias são membros de pleno direito do Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial – AECT Duero / Douro. Apenas Vale de Espinho não havia aderido mas o actual executivo está na disposição de também poder vir a integrar o AECT.
Com determinação e perseverança havemos de fazer um bom trabalho em prol das freguesias que representamos.
Para terminar pretendo reconhecer e agradecer a boa vontade, compreensão e empenho das seguintes pessoas: Dr.ª Paula Lemos, notária, sua ajudante Anabela, Dr. Victor Coelho e Ismael, Presidente de Junta dos Forcalhos.
O lema é: «Alma até Almeida». Todos ao forcão!
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

A Associação de Dadores de Sangue do Distrito da Guarda vai enviar uma Brigada de Recolha de Sangue às aldeias Raianas de Aldeia do Bispo, Aldeia da Ponte, Alfaiates, Fóios, Forcalhos e Lageosa da Raia, no concelho do Sabugal. A primeira recolha terá lugar no dia 14 de Agosto, das 9 às 13 horas em Aldeia do Bispo, no ginásio do Lar de Santo Antão.

Recolha de Sangue - Raia Solidária

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Esta é uma frase que cada vez se ouve mais, é um sentimento de tantos que se sentem anganados no dia-a-dia. Que seja em França, Portugal ou qualquer outro país, o beneficio e a riqueza de muitos é conseguida através de comportamentos menos escrupulosos, até ao ponto que muitos só são felizes quando conseguem enganar o vizinho, o amigo ou familiar, o sócio ou o patrão. Ninguem escapa à esta situação por via do usucapião e o nosso concelho não é excepção.

Usucapião

Paulo AdãoHá alguns tempos li um artigo, no qual se dizia que em Portugal, um quinto do território nacional, (20%) não são de ninguém, não têm dono, ou como dizia o artigo, não se conhecem os seus proprietários. Muitas propriedades estão sem dono, porque aquando das herdanças familiares, aquando das partilhas, vendas e compras, tudo era feito apenas por voz. A palavra dos vendedores e compradores eram suficientemente sérias para não ser preciso qualquer reconhecimento ou acto de escritura (outros tempos). Além disso, nas partilhas e herdanças familiares, porque alguns membros se encontravam já no estrangeiro, a maioria das «transacções» nunca foram oficiadas nem inscritas nos registros oficiais. Em algumas aldeias, segundo contam algumas «velhas» vozes, existiriam prédios ou casas, que eram construidas pelo povo em benefício de uma ou outra empresa para que esta, aí colocasse algum empregado com as respectivas familias e ajudasse com isto à aumentar a população que se reduzia dia a dia com a emigração. Tudo era feito oralmente, sem qualquer registo escrito e menos ainda oficial.
Hoje muitos são aqueles que têm inumeros problemas, quando querem comprar um terreno ou uma casa para voltarem às suas aldeias. Apercembem-se nesse momento, que o terreno ou a casa onde viviam os pais, nunca constou nas escrituras, que os terrenos onde foram construidas casas ou barracões pertencia a tal e tal familias, mas pouco ou nada mais se sabe e existe. Não há cadastro das propriedades. Em Abril de 2009 o governo anunciou um investimento de 700 milhões, até 2016, para tentar resolver e meter em ordem esta situação.
No nosso concelho (como talvez em outros), é do conhecimento de todos uma prática corrente, levar duas ou três testemunhas frente a um notário, que vão testemunhar em favor do comprador, que este ou aquele terreno, esta ou aquela casa sempre lhe pertenceu e que a herdou, que a comprou ou que lhe foi oferecida e que ocupa os terrenos ou casa há mais de 20 anos pagando as suas prestações e fazendo todos os trabalhos de manutenção, (a lengalenga do costume). Sem duvída que isto tem «desenrascado» a vida a muito boa gente e têm sido a solução para aquilo que parecia não tê-la, mas não será também este uma método que permite a gentes com menos escrupulos de se apropriar de algo que não lhes pertence?
Ontem, folheando o jornal deparei com a página das escrituras, na qual se informa, que por escritura de Junho último se certifica que uma empresa (do Sabugal) é proprietária de uma casa em Aldeia do Bispo, por usucapião.
Da mesma maneira que esta empresa não conseguiu ainda provar por qualquer documento o modo de aquisição e que lhe dê direito de propriedade, também eu não conseguirei provar quando digo que essa casa tivesse sido construida pela povoação para que esta empresa aí colocasse os seus empregados.
Mas uma coisa é certa. Esta casa está abandonada há cerca de 20 anos, (há 17 anos concretamente) contrariamente ao publicado no qual se diz que ocupa ininterruptamente desde que a compra foi efectuada pelo ano de 1968. Também consta na publicação desse artigo, que esta empresa sempre fez as obras necessárias de conservação, pagando as contribuições e impostos. Bem se não havia escrituras nem documentos oficiais que provem essa compra, quais são as contribuições ou impostos que se pagam? Obras de conservação? Basta olhar para a casa e verificar o seu estado de degradação e abandono, para confirmar que nada foi feito nos últimos 20 anos. E nos outros 20 se houve alguém que fez trabalhos de conservação não foi sem dúvida alguma essa empresa que os fez ou financiou.
Se tal empresa é confirmada proprietária dessa propriedade, não é pelo usucapião, mas sim por outras artes e manhas, ou pelos testemunhos apresentados, no minímo duvidosos e interessados.
Quando se olha para os textos da lei, do código do registo predial, das justificações e usucapião, e se vêm estas situações, percebe-se que isto, apenas é possivel numa sociedade onde a anarquia ganha terreno e como diz o povo, onde quem tem olho é rei, onde meio mundo anda a enganar o outro meio mundo.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr


No dia 6 de Julho, no Salão Nobre da Câmara Municipal, com início às 16,30 horas e com a presença de uma dúzia de criadores de gado caprino e três presidentes de Junta de Freguesia – Foios, Soito e Aldeia do Bispo – o Presidente António Robalo, acompanhado do vereador Ernesto Cunha e do Veterinário Martinho, deu início à sessão cumprimentando e agradecendo a presença de todos.

José Manuel Campos - Nascente do CôaO Presidente António Robalo deu a palavra a todas as pessoas que pretenderam falar para apresentarem os problemas e alguns pontos de vista tendentes à resolução dos mesmos.
A maioria dos intervenientes falaram do baixo preço do leite. É, na verdade, uma vergonha o preço praticado com esse precioso líquido. O preço tem rondado os 30 ou 40 cêntimos que é, de facto, uma provocação a quem persiste desenvolver a actividade.
Houve quem tivesse afirmado que durante largos anos o preço do leite esteve muito próximo do preço do vinho mas a força deste fê-lo disparar para os preços que todos conhecemos.
Tanto o Presidente Robalo como o experiente e conhecedor Dr. Veterinário Martinho iam ouvindo e dando as achegas julgadas convenientes. As intervenções foram sempre com ideias de força e ânimo para quem desenvolve a actividade.
Todos os participantes na reunião têm plena consciência de que a actividade atravessa tempos muito difíceis. Os poucos pastores que ainda resistem estão, francamente, cansados, desanimados e sem substitutos à vista.
O baixo preço do leite, a proibição de se poder fazer o bom queijo e de se poderem abater os cabritos são convites ao desânimo e à desistência.
Encontro Caprinicultores - SabugalMas como dos fracos não reza a história agradou-me a intervenção do Presidente Robalo que rapidamente verificou que é urgente criar mais algumas queijarias no nosso concelho. Foi dito que a queijaria de Malcata está encerrada e que não tem capacidade para transformar mais de trezentos litros de leite o que é manifestamente pouco.
Disseram que a queijaria que se encontra sedeada na localidade da Quarta Feira tem funcionado muito bem mas que também está no auge da sua produção.
Na qualidade de autarca congratulo-me com a vontade política manifestada pelo Sr. Presidente António Robalo para a criação de mais algumas queijarias.
Eu, depois da dita reunião, conversei com os pastores dos Foios – seis – e verifiquei que todos eles entenderam que a criação de uma queijaria é absolutamente imperiosa.
Tenho plena consciência da excelente qualidade de queijo que todos os dias se produzem nos Foios. A procura é enorme e sei que esta actividade tem também um enorme peso na economia local. O queijo, a castanha e o feno ajudam a viver um razoável número de famílias.
Aproveito então a boa vontade manifestada pelo Presidente António Robalo para lhe transmitir que a Junta de Freguesia de Foios, amanhã, quarta feira, já se põe em campo para poder negociar uma tapada onde a dita a ambicionada queijaria possa vir a ser implantada.
Que surja esta e outras mais, são os meus sinceros votos.
Vamos a isso, Sr. Presidente. Conte connosco porque nós também contamos consigo.
Alma até Almeida. Viva o progresso.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Na Raia Sabugalense o mês de Agosto rima com Encerros e Capeias Arraianas. Já falta pouco!

Calendário 2010 - Capeias Arraianas - Encerros - Sabugal

A França viveu as últimas semanas ao «ritmo» da sua Selecção Nacional. Até houve (e continua a haver) outros assuntos que mereciam a mesma, senão ainda maior atenção. Mas não é novidade que o futebol continua a mexer com uma gande parte da sociedade, ricos ou pobres, velhos ou novos.

Selecção Francesa - Anelka - Domenech - África do Sul - 2010

Paulo AdãoNestes momentos desportivos, que pessoalmente também aprecio, todas as atenções vão para as equipas do nossos países, o patriotismo sai à rua, os temas de conversa são os resultados, bons ou maus de certas equipas e outros problemas mais sérios e mais urgentes de resolver ficam para trás ou são resolvidos à pressa, sem discussão, sem oposições, sem debate.
Mas o tema desta crónica é bem a equipa de França e a sua participação neste campeonato do mundo. Talvez muitos dos leitores deste blogue até já estejam fartos de ouvir falar desta equipa e da novela que se vai «produzindo» em volta dela, por aqui também se têm esse sentimento. Até ao jogo de ontém, ainda alguns responsaveis desta equipa pensava ou esperava num milagre para que esta equipa se qualificasse, mas a grande maioria da população francesa, não só não acreditava como desejava que a equipa fosse derrotada e voltasse para casa o mais rapido possivel. A França não gostou e não aceita a imagem que os seus jogadores deixaram desta nação. Existem petições em linha para castigar os responsaveis desta situação, existem petições para que os jogadores renunciem aos seus prémios de jogo e ofereçam o dinheiro às camadas jovens e à formação desportiva, fazem-se pedidos de explicação.
A imprensa francesa, seja ela especializada no desporto ou de cunho politico ou social, não poupou em nada a equipa, os seus dirigentes e responsaveis. Apenas algumas frases que apareceram nos jornais por toda a França: «Vae Victis. Malheur au vaincu», ou seja, «…afinal tudo tinha começado com uma batota», «a derrota foi o melhor que podia ter acontecido», «nunca deveriam ter posto os pés na Africa do Sul», «um campo em ruínas», «jogadores de uma mediocridade alarmante, podres de dinheiro, educados numa vida por vezes sem leis, sem valores, sem respeito, sem educação», «mais uma vez Parabéns». A prestação da equipa francesa foi vergonhosa, foi uma calamidade, o fim do mundo. De desgosto público e popular vivido pela população pelos maus resultados desportivos, passou a tema politico pelo comportamento geral desta equipa.
Mas porquê tudo isto? Como se chegou a esta situação?
Os problemas em volta da equipa de França, há muito se conheciam, há vários anos, que se falava dos problemas internos de balneário entre staff e jogadores. Poucos foram aqueles que perceberam e aceitaram a continuidade do mesmo treinador depois da eliminação (também na primeira fase) no campeonato da Europa em 2008. No entanto, à medida que se aproximou este mundial muitos eram os que acreditavam no sucesso deste equipa e muitos foram os que davam esta equipa como vencedora do campeonato do mundo. E este é uma das chaves do desgosto. A França era campã do mundo já antes do campeonato e sem jogar, a França era campã do mundo porque ganhou em 1998. A França era campã do mundo porque as outras equipas não prestam e pouco valem. Rapidamente o patriotismo deu lugar ao chauvinismo.
Uma outra critica apontada ao comportamento dos «azuis» é o mau exemplo dado às camadas jovens e a todas as crianças que vêm nos jogadores os seus ídolos. Os formadores e responsaveis das camadas jovens falam já de centenas de inscrições a menos no início do ano, os milhares de jovens actualmente nas camadas de formação assimilam rapidamente os gestos e actos menos positivos dos seus ídolos e rapidamente contestam as decisões dos treinadores. E este foi o que me motivou a escrever sobre este assunto, porque nesta maranhada toda, no que diz respeito à formação dos jovens, pouco se ouviu falar dos verdadeiros valores do desporto, da alegria de jogar e fazer parte de uma equipa e que participa em grandes competições. Os jovens são formados para serem o Zidane ou o Figo, Ronaldo ou Messi. A formação é feita, muito, à base de imagens temporárias de pessoas que tiveram e têem prazer em jogar, que mostravam prazer em defender as cores de um país e pouco à base dos valores humanos do respeito, do trabalho, da sinceridade, do Fair-Play. A maioria dos jovens conhece os jogadores Zidane ou Figo, mas poucos conhecem a pessoa e o homem que são o Zidane e o Figo, poucos conhecem os valores do respeito, da justiça, do trabalho, da disponibilidade para serem o Zidane ou o Figo dos próximos campeonatos do mundo.
Dois pontos, que achei importantes em volta desta novela, que me levaram a esta reflexão: o chauvinismo francês e as fracas bases na formação desportiva actual.
«A selecção gaulesa» – uma novela que vai continuar ainda por alguns (muitos) episódios, que vai fazer correr muita tinta nos jornais pelo menos aqui por França.
E viva Portugal.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

A educação tem sido de há alguns anos a esta parte, orgiem de discórdias, estratégia política, fonte de discussão. Os governos, uns atrás dos outros, têm cortado nas ajudas mas também no essencial.

Paulo AdãoDo lado dos governantes, quando se elimina uma classe ou se fecha uma escola, não é só apenas um corte nas ajudas, mas uma machadada num dos pilares da sociedade.
Do lado dos professores, alguns (e muitos) têm tentado defender uma profissão que foi ao longo de muitos anos algo de indispensável para a formação dos jovens e adolescentes. Outros, infelizmente, defendem apenas o tacho que os alimenta. Do lado dos pais e dos alunos, exigencias de facilidades, de bem-estar, de garantias de sucesso: os governos e as escolas é que devem garantir a passagem de ano de um aluno. Isto é o mundo ao contrário. Muitos já se esqueceram que os nossos pais faziam 10 quilómetros pela manhã e outros 10 quilómetros pela tarde para irem à escola, com livros e o farnel de almoço, pois noutros tempos não havia cantinas escolares nem eram muitos os que tinham possibilidade de ir almoçar a casa. Quem não se lembra nos invernos frios da Raia, levar as brasas por vezes em baldes de lata para as braseiras que aqueciam as nossas salas de aulas?
Tudo isto é passado e mais que esquecido, hoje os problemas são bem diferentes. Os alunos são transportados até às portas da escola, as escolas oferecem as maiores comodidades, em vez de livros, alguns começam a transportar no saco um computador ou uma pen numérica onde arquivam e guardam todos os seus deveres e documentos.
Criaram-se as comissões de pais e alunos, reduziu-se o tempo de escola, tudo num sentido de evolução e de progresso. Naqueles tempos, quando alguém conseguia fazer a quarta classe e depois ir para um colégio, para um seminário e conseguir ir para a universidade era motivo de orgulho para toda a família.Os alunos, eram os primeiros a festejarem os exames da quarta classe e todos os outros que se seguiam e eram esses alunos mesmos os primeiros a fazerem um esforço sem limites, para conseguirem ultrapassar essas provas. E verdade seja dita, era muitos aqueles que festejavam o ultrapassar desses exames.
Hoje tudo é diferente. Passar um exame é apenas mais uma prova chata, na qual ganha o que for mais esperto. Ao longo do ano, vai-se de vez em quando às aulas para conhecer a cara do professor e trocam-se alguns números de telefone com os novos colegas. Depois no momento do exame logo se vê.Que seja o que Deus quiser. Da parte dos governos, é preciso dar boa imagem, a percentagem de sucesso deve ser alta para não dar má imagem do país nem das escolas.
Nestes últimos dias, o governo francês têm discutido muito a propósito da educação e do sistema escolar. O sistema escolar francês, parece ser muito pesado para os alunos, a percentagem de sucesso não é das mais elavadas. O ano passado, o tempo escolar de quatro/cinco dias por semana foi reduzido a quatro dias no sistema primário. No secundário ainda hoje se praticam os quatro dias e meio.
Como é sempre bom copiar por alguem, o governo francês aposta no «sistema alemão», onde a manhã dedicada ao ensino e a tarde ao desporto. No entanto este sistema tem sido alvo das maiores criticas na Alemanha, onde os resultados estão muito aquem e por vezes contrários às expectativas. O governo francês vai no entanto abrir e dar espaço à uma discussão pública para «modernizar» o sistema escolar neste sentido.
Em Portugal falou-se durante esta semana na passagem do 8.° para o 10.° ano através dum só exame, coisa que não é do gosto de pais e responsáveis de educação.
Ontem mesmo, assisti à uma reportagem onde se mostravam todas as técnicas para falsear os exames, onde se viam os alunos fazer uso de todas as artimanhas para conseguirem ultrapassar os exames. Nada é deixado ao azar. A internet oferece hoje todos os meios e maneiras para se conseguir um bom resultado. Em troca de alguns euros, encontram-se os resultados dos exames, mesmo antes de estes serem feitos.
Quais serão os resultados de tudo isto? Não teremos no futuro ainda mais engenheiros, advogados, médicos e tantos outros especialistas sem diploma? Ou será que vão todos aprender durante as suas vidas profissionais? É esta a educação nos nossos dias?
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Durante este fim-de-semana, a famosa avenida dos Campos Elísios em Paris, foi palco de uma original iniciativa tornando-se numa gigantesca amostra das espécies animal e vegetal, num enorme palco natural, num imenso jardim.

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Paulo AdãoUm fim-de-semana nos Champs Elysées, sem carros, cerca de dois milhões de visitantes, aproveitaram do bom tempo e do sol, para passearem entre agradáveis cheiros e cores por vezes muito dificeis de aperceber em Paris. A ideia nasceu há pouco mais de dois anos, de um artista e organizador de acontecimentos e espectáculos de rua, que já em 1991 tinha transformado esta mesma avenida num gigantesco campo de trigo.
A colocação e exposição de todas estas espécies exigiram muita preparação e organização. Durante algumas noites que precederam este fim-de-semana, foi um vaivém de camiões, uma dança de máquinas a descarregar, parcelas de terra, plantas e animais.
O fim-de-semana (prolongado pelo feriado de Pentecostes) foi muito quente em Paris, o que fez com que um maior número de pessoas tivessem saído e tivessem ido visitar este imenso jardim. O presidente da República e primeira dama também estiveram presentes. Enquanto o presidente aproveito do evento para tentar tranquilizar alguns agricultores, a primeira dama mostrou-se muito interessada pelas couves, pelos animais e por aquilo que eles comem, tentando dar uma imagem de alguém que se encontra próximo da classe popular e agrícola.
Os resultados foram positivos, os organizadores estão contentes com o número de visitas, 1 milhão e 900 mil visitantes entre domingo e segunda-feira. Os agricultores, que representaram as suas zonas de origem, dizem ter conseguido com esta «exposição», mostrar à sociedade a riqueza dos produtos agricolas franceses, defendendo com «unhas e dentes» os produtos franceses.
Para resumo, havia cerca de 8 000 espécies vegetais espalhadas no quilómetro que separa o Arco do Triunfo à rotunda dos Campos Elísios. Foi feita uma pirâmide de frutas e legumes com sete metros de altura, que foi no final oferecida à associação «Restos du Coeur», que distribui ao longo do ano, milhares de refeições aos mais necessitados. Feijoeiras, bananeiras, ananás, couves, vacas, cabras, ovelhas, cavalos, galinhas e tantos outras espécies, tudo esteve presente nesta gigante amostra natural da riqueza agrícola francesa.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

A «Reforma» aquilo que todos esperam durante anos e que hoje muitos desconfiam, não virem a receber. Ao longo da vida profissional, todos aspiramos pela merecida reforma, mas não é segredo para ninguém o estado actual das reformas por toda a Europa.

Paulo AdãoEm Portugal ouvia-se sempre falar das reformas dos «emigrantes», das reformas que vinham de França ou de outros países.
Hoje, a França, como toda a Europa, atravessa graves problemas económicos e financeiros, a falta de emprego atinge niveis elevados, a longevidade humana foi aumentando. Com isto, existem cada vez menos pessoas em actividade e mais em fase de usufruir da tão esperada reforma. As estatisticas, são claras, em 1960 existiam 4 pessoas activas para cada reformado, em 2050 haverá apenas 1,2 pessoas em actividade para cada reformado. Em 2020, o número de reformados, ultrapassará o número de activos. Com a crise financeira, a França apresenta desiquilibrios em 2010 que eram esperados apenas para lá de 2030.
Com este panorama há muito que se temiam mudanças. Todos desconfiámos delas, mas niguém quereria que chegassem tão cedo. Este fim de semana, o governo francês, anunciou as primeiras linhas de discussão. Linhas de mudanças que vão antes de mais, fazer correr muita tinta nos jornais e noticiários, alterações que vão provocar manifestações, greves, descontentamento geral.
Este governo já nos tinha habituado ao «trabalhar mais para ganhar mais». Agora sem surpresas, o governo apresentou as linhas «mestras» deste tema: prolongar a idade legal de obtenção da reforma e fiscalizar mais, os altos salários e a riqueza individual. Muitas questões estão em aberto e estas linhas de discussão não se apresentam como a solução ao problema.
Um tema quente que promete muita discussão e que merece sem duvida muita discussão de quem de direito. Pena é, que tudo promete ser resolvido, como diz a oposição socialista, «durante os jogos do mundial, não deixando tempo às pessoas para reagirem».
Estatísticas recentes, mostram mesmo, que a maioria da população francesa (74%) não acredita no debate deste problema, achando que o governo têm já, tudo decidido. Ao mesmo tempo, apenas 35% acham haver uma igualdade de direito de expressão no que diz respeito à este tema.
Um tema que afecta a comunidade portuguesa presente em França, aqueles que próximo da idade de reforma sentem a ameaça de dever trabalhar mais algum tempo do que o previsto; para os mais novos com as dificuldades actuais de encontrar trabalho, um prolongamento dos anos de trabalho ou da idade de reforma, transforma-a numa miragem longínqua.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

A Casa do Concelho do Sabugal realiza no dia 29 de Maio, pelas 17 horas, a tradicional Capeia Arraiana do Campo Pequeno em Lisboa. Para além da divulgação e promoção da nossa tourada típica, o já histórico evento em Lisboa constituirá um momento de confraternização e de convívio entre os sabugalenses e amigos do concelho do Sabugal.

32.ª Capeia Arraiana - Campo Pequeno - Lisboa

A primeira Capeia em Lisboa realizou-se 4 de Junho de 1978, na Praça de Touros do Campo Pequeno. O grande promotor do acontecimento de há 32 anos (convém nunca esquecer quem deu origem às coisas) foi o Francisco Martins Engrácia, natural de Vila Boa. Ele, apoiado por um conjunto de sabugalenses radicados em Lisboa, tornou realidade o que muitos consideravam impossível: lidar touros com o forcão no santuário da tauromaquia nacional.
A capeia de 1978 realizou-se a favor dos Bombeiros Voluntários do Sabugal (a única corporação da altura no concelho), para quem reverteram os ganhos financeiros com a iniciativa. Não era porém fácil levar a efeito uma realização desta natureza, que constituía uma autêntica aventura, a qual a maioria tinha medo de assumir. Porém a força e o querer de alguns sobrepôs-se ao pessimismo da maioria e a iniciativa avançou com a garantia dos elementos da comissão organizadora de que se houvesse prejuízo ele seria inteiramente assumido pelos membros da comissão.
A primeira capeia arraiana em Lisboa foi um enorme sucesso, com a adesão de milhares de sabugalenses e seus amigos, que fizeram um glorioso desfile desde a sede da Casa, na Av. Almirante Reis, até à praça de touros. E a iniciativa não morreu moura, antes vingou e passou a marcar o calendário anual, realizando-se sucessivamente.
O Campo Pequeno acolheu quase sempre a iniciativa. Isso apenas não sucedeu em 1986, em que a tourada com forcão foi para a Monumental de Cascais, dados os custos de aluguer incomportáveis que o Campo Pequeno exigia. Houve também um período em que o Campo Pequeno esteve em obras e tiveram forçosamente que se encontrar alternativas. Foi assim que, do ano 2000 a 2007 a capeia correu outras praças e outras localidades, realizando-se em Vila Franca de Xira, Sobral do Monte Agraço, Fernão Ferro e Moita.
Nesse período as touradas eram sofríveis enquanto convívios, pois não conseguiam cativar tanta gente. Porém em 2008 a capeia voltou ao Campo Pequeno, recuperando o misticismo e reconquistando a aderência de milhares de pessoas, muitas delas vindo de propósito do Sabugal e de outros pontos do país, e até do estrangeiro, de onde provêm alguns emigrantes sabugalenses.
Este ano a Capeia, cujo cartaz está ilustrado com uma formidável pintura do artista plástico Alcínio Vicente, de Aldeia do Bispo, voltará com toda a certeza a ser um momento de grande jubilo para os sabugalenses.
No dia 29 de Maio, sábado, às 17 horas, o encontro está marcado no Campo Pequeno em Lisboa. A Banda Filarmónica da Bendada, o Rancho Folclórico de Vila Boa, os Tamborileiros de Aldeia da Ponte, integram a festa que terá o seu atractivo principal na corrida dos touros com o forcão, ao estilo e ao sabor da raia sabugalense.
plb

O post de José Carlos Lages intitulado «Pensamento do dia – É a obnubilação, estúpido!» conduziu-me a algumas reflexões sobre esse fenómeno histórico que tem influenciado os destinos da humanidade muito mais do que se pensa: a estupidez humana.

Adérito Tavares - Na Raia da Memória«Uma pessoa estúpida é aquela que causa um dano a outra pessoa ou grupo de pessoas sem que disso resulte alguma vantagem para si, ou podendo até vir a sofrer um prejuízo.»
Carlo M. Cipolla, As leis fundamentais da estupidez humana

Carlo Cipolla (1922-2000) foi um eminente e prestigiadíssimo historiador, especialista de história económica, que um dia surpreendeu os seus amigos com um livro a que chamou Allegro ma non troppo, no qual incluiu um estudo sugestivamente intitulado «As leis fundamentais da estupidez humana». Cipolla distingue a maldade da estupidez, considerando que esta tem sido causa de maior infelicidade que aquela.
A profundidade de análise que o conhecimento da anterioridade dá aos historiadores faz deles, frequentemente, pessimistas profissionais, relativamente às capacidades do homem para aprender com os erros do passado. Pelo contrário, o processo histórico parece ter contribuído para requintar o mal. A selvajaria, o vandalismo, o sadismo, tudo se tem apurado com o passar dos tempos. As carnificinas dos Romanos foram largamente ultrapassadas pelos suplícios medievais ou pelas torturas inquisitoriais. Esse verdadeiro monumento da crueldade humana que foi o tráfico de escravos dos séculos XV a XVIII parece quase uma brincadeira de aprendizes de carrasco quando comparado com os horrores nazis, ou estalinistas. O próprio Estaline dizia, aliás, que a morte de um indivíduo era uma tragédia mas a morte de um milhão era estatística.
Se o sofrimento humano fosse quantificável, mensurável, teríamos biliões de toneladas dele, ao longo dos milénios: pirâmides de mortos; multidões incontáveis de mutilados, de estropiados, de crianças esfomeadas, esqueléticas, de olhar inocente e suplicante; bandos de pedintes esfarrapados e pustulentos; milhões de deserdados sem eira nem beira, dormindo ao relento e vagueando aos Deus-dará por essas megalópoles desumanizadas, onde vale mais um cão de raça que um ser humano, onde se mata o próximo por dez réis de mel coado. Ó Céus! Que mundo construímos, depois de milhares de anos de civilização e de terem por cá passado Cristo, Buda, Confúcio e Maomé! Matamo-nos uns aos outros em nome deles!
São guerras nacionalistas, guerras de fronteiras, guerras de religião, guerras de máfias, guerras para vender armas, guerras para estimular a economia, guerras para… E, como dizia o Padre António Vieira, a Guerra é esse monstro que tudo devora.
Mas há mais e pior. Não contente com as guerras, pilhagens, saques, roubos e massacres com que tem infligido sofrimento aos outros e, com frequência, prejuízos a si próprio, o bicho-homem achou que ainda era pouco e resolveu encaminhar-se alegre e inconscientemente para o suicídio colectivo, numa espécie de harakiri universal. Vai daí começa a construir armas de destruição maciça, super-bombas de hidrogénio, acumulando um arsenal capaz de destruir várias vezes o planeta. E centrais atómicas, que são como que bombas-relógio produzindo continuamente lixo radioactivo, que sepultamos nas fossas oceânicas convencidos de que assim nos vemos livres dele. E pôs-se a lançar na atmosfera milhões de toneladas de dióxido de carbono, com que envolvemos o único planeta que temos, transformando-o assim numa estufa onde mais dia menos dia será impossível sobreviver. E arrasamos ou incendiamos todos os anos milhões de hectares de florestas, esses pulmões da Terra, que poderiam ir consumindo parte do tal dióxido de carbono mas que deste modo ainda produzem mais. E despejamos montanhas de lixo nas terras e nos mares. E envenenamo-nos uns aos outros com comida artificial, corantes e conservantes e vacas loucas. E engolimos hectolitros de estimulantes para ficarmos excitados e rios de nicotina para ficarmos calmos. E narcotizamo-nos, desde novinhos, com drogas «leves». E drogamo-nos, às vezes com a mesma idade, com ópios, morfinas, cocaínas e heroínas. E… e… Quase falta o fôlego!
Que é isto senão suicídio? E que é o suicídio senão o mais estúpido de todos os crimes, a agressão suprema contra nós próprios?
O cientista francês Henri Laborit demonstrou que a vida nas grandes metrópoles conduz fatalmente o homem a uma atitude agressiva, quer em relação aos outros quer em relação a si próprio: agredimo-nos quando roemos as unhas, ou quando fazemos úlceras de estômago, ou quando disparamos um tiro nos miolos. E agredimos os animais, as plantas, o ambiente, o planeta. Por isso ele defende como únicas alternativas para a humanidade o controlo da natalidade, a paragem do envenenamento da Terra e do esgotamento dos recursos naturais, particularmente da água, e, principalmente, o fim da miragem urbana. As megalópoles descomunais, com 20 ou 30 milhões de habitantes, como Tóquio ou a Cidade do México, são uma aberração social. Condenam inapelavelmente o homem à destruição de si próprio e do planeta. A solução reside no regresso às pequenas comunidades: muitas pequenas cidades em vez de poucas grandes cidades. A salvação está no verde, não no asfalto. Caso contrário, o abismo atrairá o abismo, até à explosão final.
Tudo isto parece desmedido, excessivo, ultrapessimista. É verdade, mas nos últimos tempos várias coisas nos têm obrigado a reflectir sobre os horizontes sombrios da Humanidade: são os novos e velhos fundamentalismos, as guerras, quentes ou frias, que param e recomeçam, as pazes que se fazem e se desfazem, os ódios que se atiçam, os profetas pseudomoralistas e cínicos que são como Frei Tomás, os abutres que se alimentam da desgraça alheia, os pedófilos que refocilam na miséria e na inocência, e tutti quanti…
Em suma: essa fatal aliança entre o mal e a estupidez humana.
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

ad.tavares@netcabo.pt

Este icebergue chamado União Europeia, nasceu com o objectivo de pôr termo às frequentes guerras entre países vizinhos, foi crescendo e alargando com a união e força das diferentes culturas, das diferentes riquezas.

Paulo AdãoTodos os países que entraram na união Europeia, contribuem na construção deste icebergue, fazendo face ao poderoso dólar americano, tentam com os EUA fazer face ao terrorismo mundial. Nasce o Euro e com ele as dificuldades que tantos lhe atribuem, ou as ajudas que também lhe são reconhecidas. Individualmente cada país progrediu um pouco. Uns porque souberam gerir melhor as ajudas ou souberam analisar e definir melhor os projetos prioritários para essas ajudas. Outros porque não souberam aproveitar estas ajudas.
Hoje as notícias da Europa, são a crise que afecta alguns dos seus membros, a Grécia em situação de bancarrota e os índices da economia mundial a indicarem que outros países, tais como Portugal, Espanha, Itália ou Irlanda estão em risco de «escorregar» juntamente com a Grécia.
Como se pode chegar a tal situação? Como em qualquer família, existem responsabilidades, é preciso saber gerir os recursos familiares e não gastar mais do que aquilo que se tem. Quando uma família chega a um estado de bancarrota, alguem é responsavel. Como explicar que um país chegue a tal situação e não se encontrem responsaveis? Será justo culpar apenas os governos actuais da má gestão das suas riquezas e dos seus dinheiros?
Face a esta situação, sera a união europeia capaz de se ajudar a si mesma? E qua ajuda dar a estes países? Será que os empréstimos europeus ou mundiais serão a solução? E não serão a Grécia e estes países indicados a dedo a face visível de uma situação geral da Europa? O que esconde a parte oculta deste icebergue? Será que aqueles que são hoje chamados os grandes da Europa – França e Alemanha – estão em melhores condições?
Tantas perguntas e tão poucas respostas, ou tantas perguntas sem resposta.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Foi este o sentimento encontrado neste fim-de-semana face ao mesmo acontecimento: a nuvem de cinzas, do vulcão Islandês, Eyjafjöll. Esta nuvem, que têm sido capa dos maiores jornais, noticia de abertura de todos os jornais televisivos e radiofónicos, provoca dois sentimentos muito diferentes, ou mesmo opostos em pessoas muito parecidas.

Paulo AdãoEm Paris, Versailles e Bordeus as férias de Primavera, começaram apenas nesta sexta-feira, e como já vai sendo hábito, esta paragem escolar de duas semanas, proporciona a alguns portugueses (entre outros) uma breve estadia no nosso País, uma visita rápida antes da época de verão às praias de Lisboa e Algarve. Infelizmente, pelos motivos que todos conhecemos, muitos acabam por ficar por cá, outros ainda esperam por um avião que os possa levar até à nossa capital. Nestes, o sentimento é de tristeza, impotência, alguma incompreensão.
Mas há os outros, aqueles que vivem há anos perto dos aeroportos e que desde há alguns dias, vivem uma tranquilidade, um silêncio que não conheciam. Encontrei um casal luso-espanhol, que me dizia: «Em 35 anos, nunca tinhamos almoçado no nosso jardim. Quando comprámos a casa, diziam-nos que passavam aqui perto, que se viam, que se ouviam um pouco… que depressa nos habituaríamos. Realmente habituámo-nos, mas é impossivel almoçar no jardim, porque os aviões passam todos os dois minutos.»
Nas vilas e cidades que circundam os aeroportos de Paris existem muitos portugueses e muitos destes viveram neste último fim-de-semana, dias que desconheciam, dias sem o barulho dos aviões a cruzarem os céus todos os dois minutos.
Um outro português, dizia-me em ar de brincadeira que «devia ser assim todos os fins-de-semana, sem haver vulcões, podiam fechar os aeroportos aos fins-de-semana. Agora que não andam, é que me apercebo do barulho que fazem quando passam em cima da minha casa».
E assim vai o mundo, cada um com os seus sentimentos e vontades, cada um com sensibilidades diferentes face à mesma situação.
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

O famoso restaurante português Pedra Alta junto ao aeroporto de Orly, nos arredores de Paris, foi «visitado» por dois malfeitores na noite da passada segunda-feira.

Paulo AdãoEm pleno serviço de jantares, o famoso restaurante português, Pedra Alta, em Athis Mons, junto ao aeroporto de Orly, foi alvo de uma visita inesperada. Perto da meia-noite, quando se servia o jantar a cerca de 70 pessoas, dois homens chegaram de mota e entraram no estabelecimento com os respectivos capacetes. Um deles aponta uma arma para a sala o segundo aponta directamente a um empregado, exigindo de seguida que lhe entregasse a dinheiro da caixa. O empregado tentou explicar que não possui a chave recebendo em «troca» uma pancada de pistola na cabeça. O director-adjunto, tentou nesse momento extrair a chave do bolso, mas o gesto surprenendeu talvez os malfeitores que interpretando mal o gesto acabaram por disparar, atingindo-o no peito. «Um ferimento, que felizmente se revelou superficial», esclareceu o gerente Hélder, que chegou ao local momentos depois do assalto.
Restaurante Pedra Alta - ParisO proprietário do restaurante explicou ainda que «os estragos poderiam ter sido piores e mais graves, pois a bala que atingiu o director-adjunto fez ricochete num pilar e poderia ter atingido algum dos muitos clientes que assistiram a tudo impotentes.
Os malfeitores acabaram por fugir, como tinham chegado, de moto, levando com eles a totalidade das receitas da noite, alguns milhares de euros, deixando ainda as palavras intimidatórias: «Não se mexam, ou terão muitos problemas.»
Alguns clientes ficaram em estado de choque e tiveram de ser transportados ao hospital.
Alguns dos clientes, ficaram no local dando o apoio e a ajuda necessária aos 25 empregados e gerente deste restaurante, reconhecido pelos peixes e mariscos, cozinhados à boa moda portuguesa.
O serviço retomou normalmente no dia seguinte e a direcção promete reforços nas medidas de segurança.
(Texto adaptado de notícias em jornais franceses.)
«Um lagarteiro em Paris», crónica de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

Votar será um dever? Um Direito? Ou apenas uma dor de cabeça que muitos evitam? Eleições Regionais em França, marcadas por uma abstenção record. Os franceses eram chamados às urnas este domingo, para elegerem os seus representantes regionais. Uma eleição em dois tempos, a primeira volta neste domingo, a segunda volta no próximo domingo.

Paulo AdãoDesta primeira volta o partido do poder (UMP) esperava a confirmação da sua política, a oposição liderada pelos socialistas, esperava obter resultados que permitissem advinhar ou prever ua mudança das cores políticas actuais.
Os resultados desta primeira volta, surpreenderam pela negativa, a abstenção bateu records, atingindo uma «maioria absoluta», 53.6%. Os poderes políticos, UMP e PS partilham com pouca diferença os resultados finais, o partido de Jean Marie Le Pen, do Front Nationale da extrema direita ganha força e apresenta-se ainda à segunda volta, com resultados também eles surpreendentes. Estes resultados deixam tudo em aberto para a segunda volta do próximo domingo, todos os partidos foram unânimes em reconhecer que com esta abstenção não há nem vencedores nem vencidos desde esta primeira volta.
Escolhi este tema, não para falar das eleições francesas, mas para tentar perceber este desinteresse pela política, tentar perceber o porquê de tanta abstenção.
Nos dias que correm, numa grande parte dos paises europeus, a política tem perdido aquele poder de convencer. Os políticos são regularmente vistos como uns «caçadores de poleiro», que pretendem apenas um bom lugar, recompensas chorudas. As promessas durante as campanhas são enormes, vão à procura dos mais necessitados prometendo e dizendo aquilo que as pessoas querem ouvir. Hoje com o poder da comunicação social, com a facilidade de comunicação existente, as pessoas acabam por perceber rapidamente as verdadeiras intenções políticas de esta ou aquela pessoa, deste ou daquele partido.
Regressando a estas eleições regionais em França, a campanha foi marcada não pelos grandes projetos ou ideias que muitos esperavam, mas pelas acusações entre uns e outros, entre difamações pessoais, entre traições partidárias ao seio da mesma cor política. Ao mesmo tempo, o Conselho Regional sendo responsável entre outros, pelos transportes, pela educação, pela formação continua e profissional, poucos são aqueles que realmente conhecem os poderes e as responsabilidades destes conselheiros. É espantoso, como ao fim de tantos anos de eleições regionais, ouvir dizer que não se sabe a que servem os conselheiros regionais.
Com isto tudo, talvez a abstenção tenha uma explicação, talvez seja compreensível.
Poucos são aqueles que ainda depositam alguma confiança nos actuais políticos. No entanto, não será o voto a melhor maneira de expressão? Em países, onde a democracia não passa de uma miragem, onde a liberdade de expressão não existe, as populações aspiram pelo direito ao voto, pela liberdade de poder votar e escolher os seus representantes. Será que para nós, este direito e este dever já não representa nada na liberdade que outrora foi tão dificil conquistar.
O voto é responsabilidade, significa partilhar ideias ou projectos, significa um compromisso com aqueles que escolhemos.
O voto é liberdade.
«Um lagarteiro em Paris», opinião de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

O Sud-Expresso moderniza-se. O mítico comboio da CP, com ligação diária de Lisboa à Hendaia, é o mais antigo da Europa em circulação. Liga, desde 1887, Santa Apolónia a Hendaia e a Paris por TGV. A partir deste 1.º de Março moderniza-se e passa a utilizar material Talgo. Os passageiros passarão a dispor, por exemplo, de quartos com duche privativo, entre outras novidades.

Paulo AdãoEste comboio, faz parte da memória e da vida de muitos portugueses e de muitos raianos. Quantos não têm histórias e anedotas para contar? Quantas não foram as vezes, que quando chegava a Vilar Formoso, os lugares e as couchettes estavam já ocupados? Neste comboio, entravam todos aqueles que se deslocavam para França ou outros paises da Europa, nele entravam aqueles turistas com menos possibilidades financeiras e para quem o comboio era o transporte mais económico. Além disso, o ambiente e as experiências vividas durante as viagens, eram únicas.
Quando chegava a Vilar Formoso, sempre perto da meia-noite, os lugares estavam ocupados e as pessoas dormiam a bem dormir. Lembro-me de um ano, os nossos lugares estavam ocupados por turistas alemães bêbados que nem uma porta. O revisor tinham optado por «fechá-los» todos no nosso compartimento, e nós tivemos de viajar de pé, no corredor até Hendaia.
Sud-Express - Lisboa - Vilar Formoso - Hendaye - IrunDeste velho Sud-Expresso, ficam as memórias das velhas carruagens, da mudança de máquinas em Vilar Formoso ou Fuentes de Oñoro, devido à diferença de bitolas existente – o Talgo, tem a vantagem de poder circular nas diferentes bitolas, europeia e ibérica – e das mudanças de humor entre os revisores portugueses e espanhóis.
Ao Sud-Expresso, estarão sempre ligadas as memórias dos incêndios que não permitiam a sua passagem, dos atrasos que faziam perder a ligação ao TGV em Hendaia. Ficou também na memória, aquele grave acidente em Alcafache, em 1985, onde várias dezenas de pessoas perderam a vida, quando regressavam das suas férias para mais um ano de trabalho.
A partir de hoje, o Sud-Expresso muda de visual. As velhas carruagens são trocadas pelos modelos Talgo, modernos e com melhores condições.
Com esta modernização o Sud-Expresso tem tudo para continuar a ser o mais antigo comboio da Europa em circulação sem interrupções.

Formado, geralmente, por seis carruagens o Sud-Expresso sai diariamente de Lisboa (Santa Apolónia) às 16.06 e chega a Hendaia às 07.10 do dia seguinte (horário local). O TGV sai em direcção a Paris às 07.53 e termina a sua viagem na capital francesa (Gare Montparnasse) às 13.45. Na volta, o TGV sai de Paris às 15.50 e chega a Hendaia às 21.23. O Sud-Expresso parte, às 22.00, rumo a Lisboa, onde chega às 11.03 do dia seguinte (horário português). Na estação de Vilar Formoso, as locomotivas da CP-Comboios de Portugal são trocadas pelas da espanhola RENFE, e vice-versa.

Blogue dedicado ao mítico comboio. Aqui.
«Um lagarteiro em Paris», opinião de Paulo Adão

paulo.adao@free.fr

O primeiro livro, «Aldeia do Bispo – As pedras e as gentes», foi editado em 2005 por iniciativa dos mordomos da Capeia (e pelas suas mães) e contém vários estudos de carácter etnográfico e antropológico, da autoria de aldeiadobispenses. O segundo, «Aldeia do Bispo – Na raia da memória», foi editado em 2007 também por iniciativa dos mordomos da Capeia desse ano e respectivas mães.

Aldeia do BispoO prefácio esclarece os motivos e as razões da publicação de dois livros com temas relacionados com vida e história de Aldeia do Bispo.
Há dois anos os mordomos e mordomas da Capeia (e as suas mães), lembraram-se de editar um pequeno livro com textos, poemas e fotografias sobre Aldeia do Bispo e as suas gentes. Este novo volume que agora chega às mãos do leitor constitui como que a continuação do primeiro. As boas ideias são para ser seguidas e os mordomos deste ano acharam por bem editar mais este livrinho. O subtítulo («Na raia da memória») procura clarificar os objectivos: preservar aquilo que se encontra na memória de muitos de nós, numa fronteira difusa, mas que corre o risco de se perder para sempre. Recolheram-se lendas, tradições e rezas populares. Escreveu-se sobre a escola, sobre os professores e sobre os alunos. E descreve-se uma das actividades que mais profundamente marcaram o quotidiano da nossa aldeia, há cinquenta ou sessenta anos: o contrabando. Tudo elementos vivos da nossa identidade comum, que quase todos conhecemos muito bem, mas que é preciso passar ao papel.
A escrita é a fixação da linguagem falada. Através da escrita vencemos o tempo e o esquecimento. Se não descrevermos e registarmos a tradição oral da nossa terra ela perder-se-á fatalmente na noite dos tempos. Por tudo isso, aqui ficam palavras de gratidão para com as novas gerações de mordomos (da festa e da Capeia) que, nos últimos anos, resolveram inscrever nos seus programas algumas actividades culturais. Como a edição deste livro, por exemplo. Bem-hajam!
Resta acrescentar que estes dois livros foram impressos e encadernados graciosamente pela tipografia Diana, de Évora, propriedade de um nosso dedicado conterrâneo, o senhor Justo Nabais.
Adérito Tavares

GALERIA DE IMAGENS – 14-2-2010
Fotos com Direitos Reservados – Clique nas imagens para ampliar

O ritual com vários rituais cumpriu-se! O «Cortejo» que tradicionalmente se desenrola, aquando do Carnaval em Aldeia do Bispo, uma vez mais saíu à rua, no passado Domingo de Carnaval, dia 14 de Fevereiro.

Carnaval em Aldeia do Bispo - 2010A organização uma vez mais, como tem sido timbre nos últimos anos, não deixou os créditos, firmemente consolidados, por mãos alheias e muito menos por ideias ou pensamentos estranhos.
A organização do certame resultou de uma parceria conjunta da Junta de Freguesia, Associação da Mocidade de Aldeia do Bispo e Associação «Raiar» com a sempre prestimosa colaboração e divulgação, através da feitura dos cartazes, da Tipografia e Litografia do Alentejo «Diana».
O imponente desfile foi aberto por um carro alegórico, transportando uma «maqueta» do Campanário, ex-libris da aldeia. Bela representação e forma de apresentação alegórica da imponência e beleza pretendidas, a que se associava uma «maqueta» da bandeira, muito bem urdida e desenhada, símbolo da “mocidade da aldeia” e com a qual os Mordomos da Capeia, em Agosto, desfilam no tradicional «Passeio» pelas ruas da povoação.
Incorporava-se, a seguir no cortejo, o estandarte com a esfinge do “Santo” Entrudo secundado por dois andores, um deles com a imagem do Entrudo, transportados aos ombros, cada um deles por quatro figurantes e ambos muito bem enquadrados por mulheres trajadas a rigor, envergando saia preta, blusa garrida de ramagens, lenço de várias cores e cestinha na mão, procurando recordar os trajes antigos alusivos aos tempos das nossas avós ou bisavós.
Seguia-se um grupo de crianças, envergando coloridos trajes alusivos às «alabardas» – artefactos construídos com um objecto de madeira, devidamente coberto com tiras de papel de várias cores e muito bem coladas e com que os jovens desfilam no «Passeio». Cada criança simbolizava uma alabarda, não esquecendo o pormenor da mesma ser encimada com uma lança, numa perfeita e fidedigna imitação da alabarda na realidade.
O séquito do cortejo desenrolava-se com dois «clérigos» devidamente protegidos dos acidentes de percurso ou das várias intempéries pelo “pálio”, transportados por quatro figurantes.
O grupo de tambores e bombos desfilavam, a meio do cortejo, procurando marcar a cadência e impor o ritmo do mesmo.
Os tradicionais «cabeçudos» e «gigantones» desfilavam em seguida procurando dar um ar da sua graça de forma a causar o riso e gáudio dos espectadores e transeuntes.
O cortejo continuava e desta feita surgiram os «salva-vidas» transportados por jovens com a finalidade de, em vários momentos do percurso do cortejo, se construir uma «praça» improvisada onde os touros seriam lidados. Seguia o «forcão» devidamente empunhado e transportado pelos mais jovens – os homens de amanhã – com o objectivo de realizar a lide dos touros, o que ocorreu várias vezes, durante o percurso.
Também, no desfile se integravam os célebres «Capinhas», com particular realce para Don Conrado «El Maño», que lidariam os touros a pé.
O tradicional encerro dos touros, também, acontecia. Cavaleiros e cavalos e alguns mais atrevidos ou «afoitos» a pé enquadravam os touros, numa perfeita e completa simulação do que é o encerro típico na raia, aquando da realização da capeia tradicional, nas épocas festivas de verão. Como é vulgar, um acidente de percurso surge, «a fuga dos touros». Contudo os cavaleiros, com todo o seu saber de experiência feito, lá os conseguiram «acercar» e voltar ao seu percurso normal.
E, finalmente a encerrar o cortejo o carro alegórico com a representação de um «Pronto-Socorro», onde prontificavam dois enfermeiros/curandeiros para acudir às emergências e acidentes de percurso e não faltando a sempre especial assistência do mui competente clínico e sempre zeloso, «Dr. Camejo».
Uma palavra de apreço, reconhecimento e gratidão para com toda a organização, intervenientes, colaboradores e participantes neste evento que tanto enobrece Aldeia do Bispo.
De igual forma o Carnaval de Aldeia do Bispo também é conhecido pela realização das tradicionais capeias e largadas de touros pelas ruas, no Domingo e Terça-feira de Carnaval. Uma vez mais a tradição cumpriu-se. Tanto num dia como no outro os espectáculos decorreram com as peripécias habituais. A lide dos cornúpetos ao forção e corridas dos mesmos através da rua entre as duas igrejas decorreu com algumas peripécias mais ou menos caricatas a surgirem, sobretudo nos largo do Côrro, largo do Pocinho ou na Praça mas sem grande necessidade de registo ou menção especial. Viveram-se momentos de alguma hilariedade e boa disposição, apesar do frio que se fazia sentir.
Contudo não resisto a relatar um episódio, algo insólito e invulgar- que ocorreu no Domingo, aquando da largada.
A vaca «Dona Morita» resolveu visitar a futura Casa de Turismo Rural, situada no Largo do Pocinho. Pretendia tão só constatar in loco se as instalações reuniam as condições adequadas ao seu estatuto de cornúpeto para aí passar a próxima época de veraneio ou devaneio ou quiçá, a possível lua-de-mel.
Uma referência especial para o dia de segunda-feira, dia 15 de Fevereiro. Acordámos e fomos surpreendidos pelo espectáculo deslumbrante e indescritível que é a neve. A aldeia ficou coberta com um manto bastante espesso de neve. Espectáculo sempre agradável para a vista e que nos faz a alguns de nós, que residimos longe da terra, reviver os tempos da nossa infância ou os tempos antigos. Também as crianças e adultos se divertiram e improvisaram algumas brincadeiras com a neve.
Afinal a neve quis também ela associar-se ao Carnaval e proporcionarmo-nos um espectáculo sempre deslumbrante e inolvidável.
Manuel Luís F. Nunes
«Do Largo do Pocinho à Rua da Barreira»

GALERIA DE IMAGENS – 14-2-2010
Fotos RAIAR – Clique nas imagens para ampliar

Num ambiente de frio intenso (as temperaturas chegaram a atingir os 7 – 8 graus negativos), o Carnaval 2010, em Aldeia do Bispo, subiu mais alguns degraus para se afirmar definitivamente como um dos mais importantes da raia sabugalense (pelo menos…).

Carnaval - Aldeia do Bispo - 2010 - RaiarMarcaram presença muitos conterrâneos (em número superior ao habitual, em minha opinião) e muitos forasteiros, quer portugueses, quer espanhóis (alguns, com pinta de Recortadores, vindos de Coria).
Domingo – Por volta das 11.30 horas, teve lugar o encerro dos touros (e algumas vaquechas), no percurso entre o cemitério velho e o largo da Igreja. Apesar da temperatura rondar, a essa hora, os 2-3 graus negativos, compareceu muita gente ao encerro, de tal forma que havia quem comentasse que parecia o encerro de Agosto. Seguiu-se o «boi da prova», com a animação dos naturais de Aldeia do Bispo e dos «de fora», que nesta altura também são autorizados a pegar ao forcão e a dar umas «carreirinhas».
Após o almoço, teve início o cortejo carnavalesco, ao som dos bombos, isto é, do barulho dos bombos, já que os instrumentistas actuaram de improviso e imitaram as linhas paralelas: por mais que tocassem nunca conseguiram encontrar-se.
Abriu o desfile o carro alegórico do campanário, com a lindíssima bandeira «de bandear» dos mordomos, seguido do andor do Santo Entrudo, ladeado pelas senhoras da terra, nos seus belos trajes regionais; imediatamente a seguir vinha o «Menino» e, mais atrás, o palio com a autoridade religiosa que dá nome à terra. Seguiam-se a «banda» e uma novidade que a todos maravilhou, «as alabardas andantes». As crianças foram, efectivamente, a atracção principal deste renovado corso carnavalesco. Mais atrás vinham os cabeçudos e gigantones, a praça desmontável (outra novidade), o forcão dos mais pequenos e a representação do encerro (os touros eram muito bravos, estavam constantemente a fugir e deram trabalho redobrado aos cavaleiros). Encerrou o cortejo, a ambulância, do Dr. Camejo.
O acto final do desfile de carnaval teve lugar com um teatro, em frente do chafariz e da casa do João Fernandes: as «raparigas/praça desmontável» fizeram um círculo, as alabardas andantes, todas sorridentes, deram o seu passeio ao som do tambor e teve início a tourada: o touro marrou rijamente, veio o «capinha Manho», que se deixou apanhar, tendo sido socorrido e levado em maca pelas enfermeiras do Dr. Camejo.
Findo o desfile de Carnaval, teve início a capeia com bois a sério (bem, a sério a sério não eram bem, porque estavam tão magrinhos que eram mais esqueletos ambulantes com cornos numa ponta).
Mas lá que escornavam, escornavam e deram alguns empurrões, coisas sem gravidade … aos do costume, àqueles que vêem sempre dois touros e depois fogem do que não é, mas são apanhados pelo touro que é.
Por volta das seis horas, os touros, acompanhados pelos cabrestos, estavam fartos de correrem da Igreja de baixo, rua acima até à praça e da praça em sentido inverso até à Igreja, abanando os cornos para enxotar os mais afoitos e as gentes estavam fartas do frio que se fazia sentir. Após uma breve troca de olhares, concordaram que o melhor era cada um regressar a sua casa para tratar do jantar e aquecer o esqueleto.
Segunda-feira – Aldeia do Bispo acordou coberta por um manto de neve que, em sítios mais abrigados, chegou a ter entre dez e quinze centímetros de altura. Para os menos habituados, foi um enorme prazer poderem pisar uma alcatifa tão branca e fofa; para os mais velhos, a eminência de um «chambote» revelou-se factor inibidor de grandes passeios.
Com tanta neve, ninguém se atreveu a falar nos Jogos Tradicionais, previstos no programa para as «14.00 horas no largo da aldeia».
No final do dia, quer dizer, à noite, isto é, à noitinha, realizou-se o baile dos mascarados ocasionais e dos de todos os dias, no pavilhão do Lar de Santo Antão, animado pelo conjunto «Fãs da Farra», com entrega de prémios às melhores mascaras para a ocasião.
Viu-se muita gente de Aldeia do Bispo mas, igualmente, de outras aldeias das redondezas, em alegre convivência.
Na terça feira de carnaval, ainda com neve bem visível, mas com menos frio que no Domingo (2-3 graus positivos), repetiu-se o encerro e com o mesmo trajecto. Dado o atraso verificado, relativamente à hora prevista, houve menos resistentes, mas o brilho foi idêntico ao de Domingo.
Aquando do início da tourada já toda a neve tinha derretido.
Como balanço final, posso testemunhar que foram dias muito divertidos e em que as coisas correram com grande animação. O frio prejudicou, mas não impediu o convívio entre as gentes da terra e os visitantes.
Os trajes e adereços carnavalescos foram recuperados uns e outros feitos de novo, com criatividade e sentido estético, como as fotografias demonstram. Para isso foi necessário que muitas pessoas trabalhassem muitos dias e muitas noites, mas o resultado do seu trabalho agradou a todos. Para todas essas pessoas e, em nome de todos aqueles que, como eu, usufruíram da sua dedicação e empenho um Muito Obrigado.
A organização do Carnaval deste ano esteve a cargo da Associação da Mocidade, da Junta de Freguesia e da Raiar, com a colaboração da Litografia Diana. Atendendo aos resultados obtidos, esta colaboração deverá ser consolidada e alargada, inclusivamente, a outro tipo de iniciativas.
Francisco Ricardo

O título da crónica que se segue (e só o título) foi-me sugerido por um subproduto televisivo transmitido pela RTP1 há alguns anos  uma história lamecha, do género «romance da Coxinha», uma das múltiplas novelas com que quotidianamente três canais nos ensaboam o juízo. Há tempos contei nove mas pequei por defeito: são quinze!

Adérito Tavares - Na Raia da MemóriaFernando Pessoa foi um homem constantemente torturado por uma angústia metafísica que lhe atormentou a existência. Num dos seus mais conhecidos poemas, Tabacaria, céptico, amargo e desiludido, confessa: «Vivi, estudei, amei e até cri / E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.» Pessoa inveja os ignorantes por serem ignorantes da sua ignorância. Inveja a rapariga pobre e suja que come chocolates, porque «não há mais metafísica no mundo senão chocolates». Inveja «o Esteves sem metafísica» que sai da tabacaria metendo o troco na algibeira. E, todavia, tanto Pessoa como Mário de Sá-Carneiro interrogam-se sobre o que seja a autêntica felicidade. O inocente, o louco, o ignorante, serão felizes? Que é ser feliz sem o saber? Uma pedra será feliz? Para se ser verdadeiramente feliz não será indispensável consciencializar a felicidade?
Será verdade que a sabedoria mata a felicidade? Ao comer a maçã, Adão foi condenado à infelicidade? Será a felicidade inatingível? E será mensurável? Os cinco escudos que a minha madrinha Vieira me dava no dia da festa da Senhora dos Milagres, lá em Aldeia do Bispo, proporcionavam-me uma felicidade incomensuravelmente maior que os milhares de euros que, eventualmente, me pudessem sair amanhã na lotaria. Por outro lado, hoje, ler um bom livro, ver um bom filme, ouvir um concerto, visitar Paris, Florença, Siena, Praga ou Toledo (as minhas cidades preferidas!), comer uma boa refeição em boa companhia, dão-me uma felicidade que na infância ou na juventude não existia. Em cada idade existe uma felicidade diferente. Ou, glosando Pirandello, é legítimo dizer que para cada um existe a sua felicidade. Um golo, no momento mais decisivo do mais importante desafio de futebol deixa-me perfeitamente indiferente. Em contrapartida, proporciona momentos de indiscutível felicidade a muitos futebolómanos.
Existem, é certo, causas óbvias de felicidade ou de infelicidade  ter ou não ter saúde, ter ou não ter acesso aos confortos da vida moderna, possuir ou não uma família estável, gostar ou não do trabalho que se faz, viver ou não com um mínimo de «qualidade de vida». Depois, a personalidade de cada um faz a diferença. Há os eternos descontentes e insatisfeitos e aqueles que se satisfazem com muito pouco e que valorizam as pequenas alegrias da vida. Tive um colega, o Henrique, que ficou cego e sem um braço devido à explosão de uma granada. Já depois do acidente, licenciou-se em História e tornou-se um professor apreciado e respeitado pelos seus alunos. Em casa, era ele quem tratava da mãe, idosa e entrevada. Tudo isto, que seria motivo para grande infelicidade, faz dele um homem lutador, que enfrenta quotidianamente a adversidade com uma coragem admirável. À sua maneira, é feliz. Lembra-me, aliás, aquela história de um fulano que sentia uma grande frustração por ser baixinho e a quem passou o desgosto quando um dia encontrou um homem sem pernas.
O ser humano é de uma complexidade espantosa. A própria infelicidade de uns pode ser causa indirecta de felicidade para outros. Teríamos a Nona Sinfonia sem a surdez de Beethoven? Ou o Só de António Nobre sem a sua tuberculose? Ou os quadros de Van Gogh sem a sua loucura? Ou a filosofia de Nietzsche sem a sua sífilis?
É um lugar comum dizer-se que a riqueza e o poder não trazem a felicidade (embora se acrescente que «ajudam muito»). Na verdade, há pobres felizes e ricos extremamente infelizes. Rico ou pobre, nobre ou plebeu, sábio ou ignorante, belo ou feio, qual é o passaporte para a felicidade? Ninguém sabe. Há quem nasça para sofrer. E há até quem busque deliberadamente o sofrimento e o martírio como sublimação da existência e expiação das faltas cometidas. A outros, a vida estende-lhes uma passadeira dourada desde o berço até à cova. Existem pessoas que possuem tudo riqueza, poder, sabedoria, beleza, e são (como se diz na nossa terra) uns «desinfelizes». Onde está o segredo da alegria perene e verdadeira? Talvez Ricardo Reis (Pessoa, de novo e sempre) tenha parte da resposta: «Para ser grande, sê inteiro. / Nada teu exagera ou exclui. / Sê todo, em cada coisa. / Põe quanto és no mínimo que fazes. / Assim, em cada lago a lua toda / Brilha, porque alta vive.»
«Na Raia da Memória», opinião de Adérito Tavares

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