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O Teatro Municipal da Guarda realiza a sexta edição do Acto Seguinte – Festival de Teatro da Guarda, que acontecerá de 4 de Setembro a 9 de Outubro.

TMG-Teatro Municipal da GuardaO festival deste ano apresenta sete espectáculos, duas estreias e dez apresentações por seis companhias.
No dia da abertura, 4 de Setembro, o Teatro Aberto apresenta a peça «Uma Família Portuguesa», de Filomena Oliveira e Miguel Real. A 10 de Setembro estreia o teatro radiofónico «Senhor Henri», de Gonçalo M. Tavares e a peça «The dumb waiter», de Harold Pinter no dia 9 de Outubro.
Capitan Maravilla traz o circo ao festival com «Mono A Mono B», no dia 11 de Setembro. O Teatro das Beiras apresenta «Ay Carmela» no dia 17 de Setembro. A Associação Cultural O Prado leva a cena «A vida privada de Acácio Nobre» de Patrícia Portela, no dia 24 de Setembro; e ainda o espectáculo Clown do mimo austríaco Krosny, no dia 2 de Outubro.
O espectáculo de abertura, «Uma Família Portuguesa» venceu em 2008 o Grande Prémio de Teatro Português, da pela Sociedade Portuguesa de Autores. A peça apresenta três gerações de uma família portuguesa. A casa onde habitam era propriedade do falecido patriarca de cuja presença a família não consegue libertar. Integrando referências musicais, literárias e plásticas da segunda metade do século XX, esta encenação de Cristina Carvalhal convoca um imaginário com o qual todos os portugueses se poderão identificar. «Uma Família Portuguesa» evoca temas como a ditadura, a guerra colonial ou a devoção a Nossa Senhora de Fátima
plb

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Os alunos do Externato do Soito com a peça «O contrabandista desdichado» e o CEIP Virgen de la Salud de Alcañices com «El dia de la Constitución» conquistaram prémios de representação na final que decorreu em Mogadouro no âmbito da primeira edição do Programa Educativo «Artistas del Duero». Participaram 11 grupos de teatro pertencentes a oito centros educativos de Portugal e Espanha.

Externato Secundário do SoitoA Casa da Cultura de Mogadouro recebeu na final do «Artistas del Duero» seis grupos com os alunos do Centro Rural Agrupado (CRA) Bajo Tormes (Villaseco de los Reyes e Monleras, de Salamanca), o CEIP de Alcañices (Zamora) e o IES de Vitigudino (Salamanca), finalistas de Espanha e os alunos de Freixo de Espada à Cinta, o Jardim de Infância de Mogadouro e do Externato do Soito.
No final o júri escolheu os vencedores: o Externato de Soito, do concelho do Sabugal, com a peça “O contrabandista desdichado” e os espanhóis do CEIP Virgen de la Salud de Alcañices com a peça «El día de la Constitución».
Assistiram à final cerca de 170 pessoas incluindo alunos, professores, o Presidente da Câmara Municipal de Mogadouro, António Machado, o Vice-Presidente, João Henriques e o Director-Geral do AECT Duero-Douro, José Luis Pascual Criado.
Os dois grupos vencedores receberam um cheque de 500 euros cada um para empregar em material educativo. Além disso, os seis grupos finalistas partirão no dia 14 de Junho para fazer uma viagem pelo território do AECT.
Estiveram presentes alunos portugueses do Externato Secundário do Soito, Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro e Agrupamento de Escolas de Freixo de Espada-à-Cinta e espanhóis de Villaseco de los Reyes, Alcañices, Saucelle, Villasbuenas e Vitigudino.
Após as primeiras representações no passado dia 3 de Maio foram apurados os seis finalistas que estiveram em Mogadouro.
O público-alvo deste projecto foram todos os alunos que pertencem às escolas do território do AECT, com idades compreendidas entre os 3 e os 16 anos, ou seja, alunos de Pré-escolar e Ensino Primário, em Espanha, enquanto que em Portugal dos 2.º e 3.º ciclos de Ensino Básico em Portugal.
O Programa Educativo «Artistas del Duero» pretendem promover uma maior dinâmica cultural, através do intercâmbio artístico, fomentar a curiosidade e o capacidade crítica acerca das tradições culturais entre as crianças e os adolescentes envolvidos e fomentar o respeito pelas diferências culturais portuguesas e espanholas.
jcl (com AECT Duero-Douro)

Espectáculo musical «O Nazareno» na Igreja Matriz de Aldeia da Ponte baseado em músicas de Frei Hermano da Câmara na noite de 1 de Maio. Os 32 actores «da terra» foram coreografados por Joaquim Aparício e a igreja foi pequena para tantos espectadores. A reportagem da Local Visão Tv (Guarda) tem a assinatura da jornalista Paula Pinto com imagem de Marcos Prata.

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

A fotografia que acompanha crónica de hoje foi tirada em 1977. Nela podemos ver o famoso (na época) actor Óscar Acúrcio, que se deslocou ao Sabugal com Paco Bandeira, para participar nas comemorações do 25 de Abril, organizadas pela autarquia.

Óscar Acúrcio no Sabugal - 1977

João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»Do lado direito do actor encontra-se o Dr. João Lopes, à época o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal. O Dr. Lopes (natural de Vale de Espinho e já falecido) foi o primeiro Presidente da Câmara eleito depois do 25 de Abril de 1974.
Do lado esquerdo do actor encontram-se o Brito, natural do concelho de Figueira de Castelo Rodrigo e, há muitos anos, radicado no Sabugal, onde é funcionário da Repartição de Finanças e o pai deste cronista (Eugénio Duarte).
Junto ao actor (do lado direito e com barba) encontra-se Mário Lucas, actualmente professor em Coimbra e que chegou a ser vereador do PS, na Câmara do Sabugal. O actor, de nome completo Óscar Acúrcio Pereira, nasceu a 7 de Agosto de 1916, em Lisboa, e faleceu a 29 de Março de 1990. Entrou em vários filmes, tais como «O Leão da Estrela», «Ala-Arriba» ou «A Maluquinha de Arroios».
Em 1984 apareceu no papel de «Graxas» na telenovela «Chuva na Areia».

Nota: Ao contrário do esperado pela agenda conservadora do Presidente da República, o Tribunal Constitucional deu luz verde aos casamentos entre pessoas do mesmo sexo. Não é assunto que me interesse particularmente, mas fiquei contente por ter acontecido assim. É que, ao contrário do que escreveu outro ultra-conservador (Dr. Leal Freire) num jornal regional, nestes termos «Felizmente para o país, Cavaco tem mantido uma postura de autêntico Chefe de Estado, sendo pena que o nosso sistema constitucional lhe não outorgue mais amplos poderes. Mas no momento oportuno aparece a corrigir pelo veto as aberrações, o que, de certo, fará no que concerne aos casamentos gays», o Tribunal Constitucional não viu nada de aberrante nessa lei. Como político que sou (e faço gala de o ser) sei bem que noutras leis bem mais importantes (essas sim completamente aberrantes) e que mexem com a vida das pessoas (nomeadamente as que se prendem com a flexibilização das leis laborais ou todo o mal que o neo-liberalismo tem feito ao país), nunca vi Cavaco Silva ou os seus conservadores defensores solicitarem a inconstitucionalidade ao Tribunal.
«Memória, Memórias…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

Apesar do nevoeiro, da chuva e do imenso frio que se fazia sentir, a antiga tradição popular do «julgamento e morte do galo» voltou a animar a noite de carnaval da Guarda, em 15 de Fevereiro, atraindo às ruas da cidade milhares de pessoas.

Agostinho da Silva fez o papel de «juiz» e presidiu à audiência realizada na Praça Velha para julgar o galaró na sequência da acusação, que o considerava culpado pelas intrigas e desavenças que tiveram lugar durante o ano.
O texto da representação foi da autoria de Norberto Gonçalves, e, para além do juiz Agostinho da Silva, houve também um polícia bonacheirão (interpretado pelo actor Rui Nuno), a advogada de acusação Carolina Beatriz Ângelo (interpretada por Cristina Fernandes), o advogado de defesa Rui de Pina (interpretado por Carlos Lopes), a mulher do povo (interpretada por Isabel Monteiro) e o homem trauliteiro (interpretado por Albino Bárbara).
Nas ruas e passeios havia neve e o vento puxava bátegas gélidas que fustigavam os rostos. A humidade avariou o sistema de luzes e os ecrãs gigantes que a organização, coordenada por Américo Rodrigues, montara na Praça Velha. Mesmo assim a população saiu à rua, desafiando o frio para assistir ao espectáculo baseado numa tradição ancestral.
Face às condições adversas, o espectáculo esteve para ser cancelado. Porém, em respeito para com a população que acudiu à cidade, o desfile e a representação teatral foram por diante conforme o previsto, utilizando-se porém apenas uma parte dos recursos que estavam disponíveis.
Mais de cinco mil pessoas assistiram ao desfile dos foliões desde a Alameda de Santo André até à Praça Velha. Cerca de 400 pessoas, entre técnicos, representantes de colectividades, músicos, actores e grupos convidados, deram forma ao espectáculo que animou a noite fria e chuvosa, fazendo com que ninguém arredasse o pé.
O longo cortejo dirigiu-se à Praça Velha, onde se deu o julgamento, com defesa e acusação esgrimindo argumentos, numa autêntica sátira à vida social da cidade, o que arrancou sorrisos e gargalhadas à assistência. No final sucedeu o que todos esperavam: Agostinho da Silva, o juiz, considerou o galo culpado e condenou-o a morrer na fogueira. Concedeu-lhe porém um último desejo, e o condenado quis ver o Anjo da Guarda. Então uma figura em forma de anjo «esvoaçou» pela praça. Só após o cumprimento deste curioso desejo, o galo foi queimado, para gáudio de todos, que agora esperam que este sacrifício lhes traga um ano feliz.
Findo o espectáculo, a Culturguarda e a Câmara Municipal da Guarda, ofereceram canja de galo e vinho para todos.
plb

0 Teatro Municipal da Guarda (TMG) recebe no Grande Auditório a peça de teatro «São Francisco de Assis e Mundus Imaginalis num quadro de Van Gogh».

A peça, da autoria de Vicente Sanches, estará em cena nos dias 9, 10 e 11 de Dezembro (de quarta a sexta-feira), às 21h30.
Sobre o autor da peça que vai subir ao palco do TMG, transcrevemos um texto de Manuel Poppe, que consta na página on-line do TMG:
«Há quase 50 anos que Vicente Sanches publica livros, principalmente peças de teatro. Algumas já foram encenadas, com êxito; mas Vicente Sanches é o mais desconhecido dos escritores portugueses. Não sei explicá-lo. (…) Não sei porquê – por que se viram as costas a um dos melhores autores de língua portuguesa.
(…) Os textos de Vicente Sanches confirmam aquilo que penso: a sua actualidade. Sanches é um escritor religioso, um escritor católico – um escritor metafísico, que quer ver aquilo que está além do físico. O físico não passará do envelope do essencial, tal qual “a materialidade literária da Escritura”, como Sanches sublinha a propósito da Kaballa judaica.»
A encenação e a interpretação são de Américo Rodrigues, a música é de César Prata.
plb

Nesta época de Natal que já se respira, a Junta de Freguesia de Sabugal, vai oferecer a todos os interessados, uma peça de Teatro, que terá lugar na salão da Junta de Freguesia no próximo dia 4 de Dezembro pelas 20 horas.

A peça é levada à cena pela Companhia de Teatro «Os Bobos e a Corte» e baseia-se no maravilhoso conto de Charles Dickens, intitulado «O Natal do Sr. Scrooge».
Scrooge é um velho sovina cuja obsessão pelo sucesso financeiro o deixou azedo e sozinho na sua velhice. Mas numa véspera de Natal, Ebenezer Scrooge tem a maior lição que alguma vez podia imaginar, quando os espíritos do Natal do Passado, Presente e do Futuro lhe fazem uma visita, levando-o numa viagem fantástica através da sua vida, que lhe vai abrir o coração para algo muito mais poderoso que o dinheiro: O Amor, os Amigos e a Família.
O maravilhoso conto de Natal de Charles Dickens foi adaptado pelo Teatro Os Bobos e a Corte para um espectáculo fantástico para todas as idades, com especial atenção à Infância e juventude.
Os actores são Luciano Nobre, Marco Esteves e Sofia de Sousa. A adaptação do conto e a encenação são de Marco Esteves.
A Companhia teatral Os Bobos da Corte, vem dia 4 de Dezembro da Amadora ao Sabugal, para proporcionar a miúdos e graúdos momentos de boa disposição e de muito humor. A entrada é livre.
plb

Decorre em Ciudad Rodrigo, de 25 a 29 de Agosto, a 12.ª Edição da Feira de Teatro.

Feira Teatro Ciudad RodrigoSegundo o Livro Branco das Feiras de Teatro do Estado Español (Bilbao 2006), «As feiras de artes cénicas são concebidas como espaços que dinamizam a indústria do teatro, ao possibilitar a expansão deste sector considerando que se incrementam os intercâmbios comerciais, aumentando as vendas. Assim, as feiras cumprem três funções, em primeiro lugar são um espaço de exibição, em segundo lugar possibilita a relação entre produtores e consumidores, entendendo estes últimos como os programadores que assistem para comprar e configurar assim a programação de seus teatros o projectar as suas programações culturais, e por último servem como canal de distribuição das artes cénicas».
«Se ha conseguido a través del proyecto de feria, irradiar cultura, turismo y economía a todo su entorno.»
Estes trechos de texto citados levam-nos a saber os princípios básicos que estão por de trás de mais uma edição desta importante feira.
Percebe-se também a existência de uma profunda consciência em todas as entidades envolvidas das mais valias obtidas com o evento.
Esta é uma oportunidade a não perder aqui mesmo ao lado.
E, como seria bom que em Portugal houvesse pessoas nos lugares de decisão a pensar e a agir assim.

Página web com toda a informação. Aqui.
Consultar o programa. Aqui.
Kim Tomé (Tutatux)

O Teatro Municipal da Guarda (TMG), inaugurado há quatro anos, transformou o panorama cultural da região, contribuindo para a valorização cultural dos seus habitantes, segundo declarações de Américo Rodrigues, se director artístico.

Visita ao TMG guiada por Américo RodriguesSegundo a agência Lusa, Américo Rodrigues defende que o complexo cultural municipal revolucionar a cultura da região pelo facto de o teatro ter uma «programação contínua».
Em declarações à Lusa, o director disse que «já havia uma intensa actividade cultural e recreativa por parte das colectividades e dos grupos locais, mas o TMG, com as suas condições excepcionais, veio transformar o panorama cultural de toda a região».
O responsável sustenta que o espaço fez com que a Guarda pudesse «receber óperas, bailados e teatros de grandes produções, que até à altura não era possível» exibir na cidade.
«Pode dizer-se que houve uma revolução», disse, admitindo que o equipamento contribui «para a valorização cultural das pessoas» da Guarda, uma cidade da Beira Interior.
O TMG trabalha em parceria com outros teatros e é o único do país que integra a Rede de Teatros de Castilla y Léon (Espanha).
Para o vereador do pelouro da cultura da Câmara da Guarda, Virgílio Bento, que também falou à Lusa, a abertura do complexo cultural representou «uma lufada de ar fresco, não só para a Guarda como para toda esta região, porque finalmente pode assistir a espectáculos de qualidade».
Virgílio Bento lamenta, contudo, que seja apenas a Câmara a suportar as despesas com o seu funcionamento, reafirmando a importância de o Ministério da Cultura (MC) vir a apoiar o projecto.
Os utilizadores do espaço dão-lhe nota positiva e reconhecem a sua importância para o desenvolvimento da região.
O complexo do TMG, que foi edificado há quatro anos, custou cerca de 10,5 milhões de euros e é composto por dois cubos gigantes onde funcionam um grande auditório (626 pessoas), um pequeno auditório (164), um café-concerto e uma galeria de exposições.
No último ano recebeu e organizou 413 actividades culturais que foram vistas por 54.009 espectadores.
plb

A Câmara Municipal de Famalicão decidiu dedicar a edição deste ano do Festival de Internacional de Teatro, que celebra 25 anos, ao poeta, dramaturgo e jornalista Manuel António Pina.

Manuel António Pina - Foto «JN»O Festival de Teatro da Associação Teatro Construção (ATC), está a realizar-se desde o dia 25 de Abril e durará até 20 de Julho. Está garantida a presença de companhias de teatro de Espanha e do Brasil, assim como algumas das melhores portuguesas, tais como a Barraca, a Comuna, a Peripécia, entre outras.
O programa do Festival Internacional de Teatro de Famalicão nasceu em 1978 e, apesar de, no início, ter sofrido alguns percalços, nos últimos anos tem-se afirmado como um grande sucesso.
Todos os anos, o festival homenageia um escritor, actriz ou actor que de alguma forma estejam ligados ao evento. Neste âmbito, o escritor e dramaturgo sabugalense Manuel António Pina, que já teve diversas peças encenadas pela ATC, é a grande figura do festival deste ano.
Relembramos que Manuel António Pina foi recentemente homenageado pela Junta de Freguesia do Sabugal.
plb

O Teatro Municipal da Guarda (TMG) comemorou ontem, dia 25 de Abril, quatro anos de actividade e o seu director, Américo Rodrigues, disse na sessão comemorativa lamentar que o Ministério da Cultura não apoie o projecto.

Visita ao TMG guiada por Américo RodriguesAmérico Rodrigues, reafirmou algo por que há muito luta: a necessidade do Ministério da Cultura apoiar o funcionamento desse importante equipamento cultural do interior do País. O TMG não recebe apoios governamentais apenas porque este é gerido por uma empresa municipal, a Culturguarda, funcionando o equipamento apenas com os apoios da Câmara Municipal. «O Ministério da Cultura não resolveu o problema que é apoiar os teatros geridos por empresas municipais, porque não podem concorrer aos apoios às artes», lamentou Américo Rodrigues na sessão evocativa.
Para o director do TMG esta falta de apoio por parte do Ministério da Cultura é uma profunda injustiça, tendo em conta as provas que o TMG tem dado, pois mantém «uma programação de qualidade, diversificada e dirigida a todos os públicos». Esta é uma situação lamentável porque «o que seria desejável era que o Ministério da Cultura olhasse para a paisagem cultural do país e dissesse que é determinante que estas estruturas sejam apoiadas porque fazem um trabalho de qualidade e reconhecido».
António Pedro Pita, Delegado Regional da Cultura do Centro, confrontado pela Agência Lusa com as preocupações do director do TMG, disse que as modalidades de apoio só poderão ser equacionadas quando forem definidas «as condições do novo mapa cultural» do país. «Sem este mapa estar definido não faz sentido estar a abordar questões financeiras para estes equipamentos», acrescentando que «a rede depende de um calendário» sobre o qual não quis pronunciar-se. Contudo admitiu: «Há um mapa informal, agora, temos que decidir se queremos ou não dar-lhe uma forma mais acabada».
O responsável reconheceu ainda à Lusa que o TMG desempenha «um lugar fundamental» na rede de teatros e cine-teatros.
O TMG é um complexo de grande qualidade arquitectónica, composto por dois cubos gigantes, localizado no centro da cidade da Guarda, junto do antigo Convento de São Francisco. Integra o grande auditório (com capacidade para 626 pessoas), o pequeno auditório (com capacidade para 164), o café-concerto e uma galeria de exposições. A sua construção custou cerca de 10,5 milhões de euros.
Foi inaugurado em 25 de Abril de 2005, e tem mantido, sob a orientação de Américo Rodrigues, uma intensa actividade cultural. Nos quatro anos de funcionamento realizaram-se largas centenas de espectáculos e passaram pelo complexo mais de cem mil pessoas, o que o torna num dos mais activos espaços culturais do interior do País.

Parabéns a Américo Rodrigues pelos quatro anos de intensíssima actividade do TMG, cujo projecto nasceu da sua luta persistente pela valorização da cultura na cidade da Guarda.
plb

Até 26 de Abril pode ser vista em Lisboa a peça de teatro intitulada Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães, da autoria do escritor sabugalense Manuel António Pina, cujas sessões acontecem ao domingo, às 11 e 16 horas no Teatro-Estúdio Mário Viegas, em Lisboa.

Segundo a informação disponibilizada pela Companhia Teatral do Chiado, que interpreta a peça, em Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães duas pessoas são levadas ao Tribunal dos Animais. Uma guardava a casa do Cão; a outra trabalhava no Circo. Um dia, fartos desta situação, roubaram a chave da Liberdade e tentaram fugir do Reino dos Bichos – só que foram apanhados! Agora terão de ir a julgamento.
Nesta divertida peça de Manuel António Pina, tudo acontece como se passássemos a ver o nosso mundo pelos olhos dos animais, quer dizer, como se os animais tivessem a vida dos humanos – e os humanos fossem os seus bichos de estimação. Estes animais são, portanto, muito parecidos com certas pessoas: o Juiz Elefante e o Papagaio Advogado fazem lembrar outros juízes e outros advogados (e fazer lembrar não quer dizer que sejam iguais…).
O que é roubar, o que é prender, o que é julgar? Quando a vida de gente é pior do que «vida de cão», deve-se fugir ou obedecer? É bom ser livre ou é melhor estar preso e não ter que pensar em nada?
a peça, de forte cariz pedagógico, inicia as crianças nestas perguntas, simples mas infinitas, onde o sentido das coisas deixa de ser tão evidente como certas banalidades, muito repetidas, nos fazem acreditar. Jogando com as palavras, virando do avesso o mundo como o conhecemos, M. A. Pina abre às crianças (e reabre aos adultos!) o prazer de perguntar. E é rindo que o faz, fazendo-nos rir «de nós mesmos e dos outros».
Os gatos e os cães são os outros mais perto de nós – os outros que temos em casa. Podemos fazer-lhes perguntas? E podem eles responder-nos? A poesia diz que sim, faz-nos imaginar que mesmo os que não têm palavras também sabem falar, também guardam uma maneira de entender. Por isso, Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães é uma fábula – «fábula em um prólogo, cinco cenas e um epílogo», como lhe chama o autor – mas uma fábula sem lição moral para ensinar.
Em vez disso, fiel à poesia, ensina ao espectador o que é o teatro. Esse mundo onde, ao subir do pano, actores e espectadores são só imagens. Porque, ao subir do pano, «só os personagens são realmente reais!».
A interpretação cabe aos actores: Diogo Andrade, Gonçalo Ruivo, Helena Veloso, Maria Dias. A encenação é de Manuel Mendes e a cenografia de Vasco Letria.
A peça do autor que o Sabugal homenageará proximamente, está em cena desde meados de Novembro de 2008, aproximando-se agora os últimos dias em que se manterá em Lisboa.
plb

Um colóquio, uma sessão de teatro infantil e o descerrar de uma placa alusiva, são as acções programadas para a jornada de homenagem ao escritor sabugalense Manuel António Pina.

A casa onde nasceu Manuel A. PinaA Junta de Freguesia do Sabugal, em colaboração com alguns sabugalenses, vai render preito ao escritor e jornalista Manuel António Pina, nascido na vila raiana em 1943, e que actualmente reside no Porto.
A homenagem ocorrerá no dia 28 de Março, um sábado, sendo já certa a vinda do escritor ao Sabugal.
Estão previstas diferentes iniciativas, de acordo com um programa, que está em fase de acerto. O Professor Arnaldo Saraiva, escritor e crítico literário natural de Casegas, Covilhã, proferirá uma conferência acerca da obra literária de Manuel António Pina. De seguida haverá uma sessão de teatro, por parte da companhia portuense Pé de Vento, que apresentará a peça «O Sábio fechado na sua biblioteca», da autoria do homenageado. Depois o autor falará com o público, sobretudo com as crianças que se espera assistirem maioritariamente à sessão de teatro infantil.
Como momento alto da homenagem, está previsto o descerrar uma placa alusiva na casa onde o poeta nasceu e viveu até aos seis anos de idade. A casa situa-se na zona histórica do Sabugal, na Praça da República, onde durante muitos anos existiu o Café Riba Côa, mais conhecido por café do Senhor Abílio.
Nascido no Sabugal, Manuel António Pina licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Entre 1971 e 2001 foi jornalista do Jornal de Notícias, onde exerceu os cargos de editor e chefe de redacção. Colaborou, e colabora, com diversos outros meios de comunicação, como a revista Visão, onde foi colunista até há pouco tempo.
Tem uma vasta obra literária que engloba poesia, ensaio, literatura infantil, ficção e peças de teatro, tendo já sido traduzido para diversas línguas. A diversidade de géneros desenvolvidos e o seu ecletismo são a evidência do domínio de Manuel António Pina sobre a escrita. Conhecido pelo seu tom reflexivo, filosófico e irónico, é considerado uma das mais eminentes figuras da literatura portuguesa contemporânea. Recebeu vários prémios, tanto nacionais como internacionais, nomeadamente o Prémio da Crítica pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, em 2002, atribuído à globalidade da sua obra poética.
plb

Por ocasião das comemorações dos 30 anos de actividade profissional da companhia de teatro Pé de Vento, está em cena uma peça da autoria do escritor sabugalense Manuel António Pina, intitulada «História de um sábio fechado na sua biblioteca».

O Sábio na sua bibliotecaHá 30 anos o Pé de Vento ensaiava o seu primeiro espectáculo enquanto Companhia Profissional de Teatro para a Infância e Juventude, com um texto de Manuel António Pina, intitulado «Ventolão, o maior intelectual do mundo». Agora, na comemoração das três décadas de actividade, a companhia quis assinalar a efeméride com uma outra peça do autor sabugalense, intitulada «História de um sábio fechado na sua biblioteca».
A «História de um sábio fechado na sua biblioteca» tem por principal protagonista um Sábio chinês que vivia há muitos anos fechado na sua Biblioteca e sabia tudo. Ora, como conhecia todas as coisas, a sua vida era muito triste e desinteressante, até que um dia um estrangeiro bateu à porta da Biblioteca…
A companhia de teatro, com sede no Porto, tem vindo a colocar em cena várias peças de Manuel António Pina, autor que de resto faz parte do núcleo impulsionador e fundador da companhia, enquanto escritor residente.
As comemorações integram ainda uma exposição onde se apresentam «fragmentos de memória», que incluem cenários, figurinos, máscaras, cartazes, máquinas, maquetas e notícias de jornais. A mostra estará patente até 20 de Fevereiro na Galeria da Biblioteca Almeida Garrett, no Porto, local onde igualmente a peça de Manuel António Pina tem estado em cena.
plb

Recomeça a 15 de Novembro o Ciclo de Teatro de Outono que o Inatel leva a cabo todos os anos no último trimestre do ano. O Grupo d’Arte vai estar em cena no Auditório do Sabugal, no dia 29 de Novembro, com a peça «A Birra do Morto».

VaatãoA Delegação da Guarda do Inatel organiza este Ciclo de Teatro em parceria com diversas autarquias repartindo os custos do evento.
Participam sobretudo grupos do distrito (Aquilo Teatro, Escola Velha, Teatro do Imaginário, Senna em Palco, Guardiões da Lua, Grup’Arte) e dois grupos convidados (Grupo Teatro Olimpo, de Ansião e Grupo Vaatão, de Castelo Branco).
Trata-se de uma série de espectáculos a realizar no Sabugal, em Manteigas, Pinhel, Fornos de Algodres e Celorico da Beira, com a parceria das respectivas Câmaras Municipais.
O Ciclo pretende fazer circular os Grupos de Teatro do distrito por várias localidades incentivando ao gosto pelo espectáculo teatral e encorajando a actividade dos pequenos grupos locais.
Publicamos de seguida a lista dos 10 espectáculos a realizar em Novembro e Dezembro.

TEATRO DE OUTONO
DATA HORA LOCAL TEATRO GRUPO PEÇA
15-11 21.30 Pinhel Cine-Teatro
São Luís
Grup’Arte A Birra
do Morto
15-11 21.30 Manteigas Auditório
Centro Cívico 
Vaatão Casa
de Penhores
22-11 21.30 Celorico Centro
Cívico
Vaatão Casa
de Penhores
22-11 21.30 Manteigas Auditório
Centro Cívico 
Aquilo
Teatro
Histórias
em Papelão 
29-11 21.30 Manteigas Auditório
Centro Cívico
Senna
em Palco
Carta
de Amor
29-11 21.30 SABUGAL Auditório
Municipal
Grup’Arte A Birra
do Morto
29-11 21.30 Pinhel Cine-Teatro
São Luís
Vaatão Casa
de Penhores
06-12 21.30 Fornos
de Algodres
Auditório
da APSCDFA
Teatro
Imaginário
Tão Longe
+ Presépio
13-12 21.30 Pinhel Cine-Teatro
São Luís
Senna
em Palco
Carta
de Amor
20-12 21.30 Celorico Centro
Cívico
Teatro
Imaginário
Tão Longe
+ Presépio

Aproveite e vá ao teatro. Apoie os grupos das Beiras.
jcl

O Sabugal vai acolher uma nova edição do «Ciclo de Teatro de Outono». A iniciativa abrirá a 18 de Outubro e encerrará a 29 de Novembro assim se cumprindo um período de seis semanas de teatro no Sabugal.

Teatro de OutonoO ciclo de teatro vai decorrer no Auditório Municipal do Sabugal, e acolherá dois espectáculos, interpretados por dois grupos de teatro diferentes. A entrada para os espectáculos terá o preço simbólico de 3 euros.
No dia 18 de Outubro, Sábado, pelas 21 horas e 30 minutos, actuará o Grupo de Teatro Olimpo, vindo de Leiria, que apresentará a peça «O País dos Decretos», de Casimiro Simões. Trata-se de uma sátira sobre a «doença do poder»: uma cadeira por todos disputada, uma faixa colorida que adorna o peito do chefe, uma gaiola cheia de livros, …, «país imaginário» onde, como acontece na sociedade real, «todos os homens sãos iguais em direitos, mas uns são mais iguais do que outros…».
No dia 29 de Novembro o ciclo encerra com a peça cómica «A Birra do Morto», apresentada pelo Grup’Arte, de Aguiar da Beira. O encenador é Vicente Sanches e a peça desenrola-se em torno de um homem morto, que durante a cerimónia fúnebre, inventa inúmeras artimanhas para que não seja colocado no respectivo caixão de forma a evitar a realização do funeral.
A iniciativa é promovida pela Câmara Municipal do Sabugal em parceria com empresa municipal Sabugal+ e com o INATEL.
plb

A Companhia Teatral do Chiado estreia no próximo dia 3 de Novembro, no Auditório do Colégio São João de Brito, no Lumiar, em Lisboa, a sua mais recente peça para a infância, baseada num livro do sabugalense Manuel António Pina.

«Perguntem aos vossos Gatos e aos vossos Cães» é o nome do livro, que também titula a peça de teatro. Em cena estarão duas pessbass que são conduzidas ao chamado Tribunal dos Animais.
Uma guardava a casa do Cão; a outra trabalhava no Circo. Mas as pessoas, cansadas desta situação, resolvem agir. Roubaram a chave da Liberdade e tentaram fugir do Reino dos Bichos. Mas a tentativa saiu frustrada, sendo capturados. Face a isso irão agora a tribunal.
Nesta divertida peça de Manuel António Pina, tudo acontece como se passássemos a ver o nosso mundo pelos olhos dos animais, quer dizer, como se os animais tivessem a vida dos humanos – e os humanos fossem os seus bichos de estimação.
«Perguntem aos vossos Gatos e aos vossos Cães» inicia as crianças nestas perguntas, simples mas infinitas, onde o sentido das coisas deixa de ser tão evidente como certas banalidades, muito repetidas, nos fazem acreditar.
Jogando com as palavras, virando do avesso o mundo como o conhecemos, Manuel António Pina abre às crianças (e reabre aos adultos!) o prazer de perguntar.
E é rindo que o faz, fazendo-nos rir «de nós mesmos e dos outros».
plb

No dia 30 de Agosto, ao final da tarde, Almeida é palco de teatro ao ar livre, representando-se a célebre peça «A Tempestade» de William Shakespeare.

Teatro em AlmeidaPelas 18 horas, o teatro tem lugar na vila histórica de Almeida, ao ar livre, num cenário monumental.
A Tempestade foi a última peça escrita por Shakespeare. É uma história de vingança, mas também de amor, de conspirações oportunistas. Uma Ilha é habitada por Próspero, Duque de Milão, mago de amplos poderes, e sua filha Miranda, que para lá foram levados à força, num acto de traição política. Próspero tem a seu serviço Caliban, um escravo que era homem adulto e disforme, e Ariel, o espírito servil e assexuado que se transformava em ar, água ou fogo. Os poderes eruditos e mágicos de Próspero e Ariel combinam-se e, depois de criar um naufrágio, Próspero coloca na Ilha os seus desafectos e um príncipe, potencial noivo para a filha.
Próspero, com a ajuda de Ariel, faz desencadear uma tempestade que faz naufragar na ilha os inimigos de Prospero, fornecendo-lhe assim os meios necessários para poder consumar a vingança.
Vale a pena ir a Almeida. O bilhete custa 20 euros, incluindo além do espectáculo um jantar.
plb

José Robalo – «Páginas Interiores»

Como leigo nestas coisas da literatura e perdoem-me os entendidos, desde que conheci e li Gil Vicente, sempre pensei que este dramaturgo nasceu nas terras da Riba Côa.

Muy graciosa es la doncella

Muy graciosa es la doncella,
cómo es bella y hermosa!

Digas tú, el marinero
que en las naves vivías
si la nave o la vela o la estrella
es tan bella.

Digas tú, el caballero
que las armas vestías,
si el caballo o las armas o la guerra
es tan bella.

Digas tú, pastorcito
que el ganadico guardas,
si el ganado o los valles o la sierra
es tan bella.

Gil Vicente

Este poema de amor do nosso Gil Vicente foi extraído de «Uma antologia de las mejores poesias de amor en lengua española de Luís Maria Anson», da Plaza Janés.
Desconhecendo-se como se desconhece a data e local de nascimento por inexistência de elementos, nada melhor do que percorrer a sua obra e concluir que pelos indícios e conhecimentos que o autor tinha dos hábitos, maneiras de pensar e agir das gentes beirãs, este nasceu e passou grande parte da sua vida na Beira.
Em primeiro lugar, nos tipos que criou de forma superior, nomeadamente o lavrador, o pobre e humilde beirão foi sempre tratado com muito afecto nas suas obras.
Gil Vicente não era um homem da côrte! Foi estudante em Salamanca!
Gil VicenteO seu domínio do castelhano (recorde-se que estamos perante um escritor bilingue), mais próximo do reino de Leão, mais ratifica a minha ideia de que este autor foi nosso antepassado nas terras da Riba Côa. Ainda hoje é normal que um raiano domine o castelhano falado, o que não acontece no restante território nacional. É ainda verdade que mestre Gil Vicente mesmo quando escrevia em português arcaico, utilizava com frequência o castelhano, por vezes até corrompido para reforçar o cómico, o que evidencia um excelente domínio desta língua.
Na actualidade os nossos agricultores continuam a ir à feira de Trancoso, facto que o autor referiu ao longo das suas obras.
Estou convencido que se tivéssemos o cuidado de investigar esta temática na Torre do Tombo, talvez se retirassem conclusões muito interessantes, trabalho a desenvolver por especialistas.
Por outro lado, o nosso auditório que serve também para a representação teatral poderia ter o nome deste dramaturgo, considerado «o pai do teatro português».

:: :: PARA LER :: ::
«Quem tem farelos» e «Floresta de Enganos», de Gil Vicente.

:: :: PARA OUVIR :: ::
«St. Elsewhere», por Gnarls Barkley (em especial o tema Crazy).

«Páginas Interiores» opinião de José Robalo
joserobaload@gmail.com

A Companhia de Teatro de Braga apresenta uma peça para crianças, a partir da obra «Histórias que me Contaste Tu», do sabugalense Manuel António Pina, que será apresentada no Theatro Circo da cidade dos arcebispos.

Manuel António Pina - Foto «JN»«O Escaravelho Contador» é o nome da peça, que estará em cena de 20 a 28 de Setembro.
O «Escaravelho Contador» apresenta histórias contadas por um escaravelho, como caixas dentro de caixas que se vão revelando ao longo do tempo. Um espectáculo onde não vão faltar muitas imagens e música para alegrar miúdos e graúdos.
Os actores são Solange Sá, Teresa Chaves, Carlos Feio, Rogério Boane, Jaime Soares, e Alexandre Sá, todos pertencentes à Companhia de Teatro de Braga. A peça será encenada por José Caldas e os bilhetes para o espectáculo de 5 euros para crianças e 10 euros para adultos.
Manuel António Pina nasceu no Sabugal em 1943. Licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Entre 1971 e 2001 foi jornalista do Jornal de Notícias, onde exerceu os cargos de editor e chefe de redacção. Tem colaborado com diversos outros meios de comunicação enquanto colunista.
Tem uma vasta obra literária que engloba poesia, ensaio, literatura infantil, ficção e peças de teatro, tendo já sido traduzido para diversas línguas. A diversidade de géneros desenvolvidos e o seu ecletismo são a evidência do domínio de Manuel António Pina sobre a escrita. Conhecido pelo seu tom reflexivo, filosófico e irónico, o autor é considerado uma das mais eminentes figuras da literatura portuguesa contemporânea.
Recebeu vários prémios, tanto nacionais como internacionais, nomeadamente o Prémio da Crítica pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, em 2002, atribuído à globalidade da sua obra poética.
plb

O grupo de teatro «Coârte» estreia a peça «Rigor Orçamental» no dia 14 de Junho no Auditório Municipal do Sabugal.

«Coârte»A peça de teatro «Rigor Orçamental» tem a sua estreia marcada para sábado, dia 14 de Junho, no Auditório Municipal do Sabugal.
Após alguns meses de ensaios o grupo de teatro «Coârte», criado no início de 2006 pela empresa municipal «Sabugal+», faz a apresentação pública da sua terceira produção.
«Rigor Orçamental» é uma adaptação livre da peça «Medidas de Austeridade» do poeta, actor e encenador Carlos Wallenstein (1926-1990) e retrata com humor a sociedade actual. É uma peça perfeitamente adaptada ao momento difícil que a sociedade portuguesa atravessa.
A direcção, encenação, concepção de cenários e figurinos tem a assinatura de Fernando Carmino Marques.
O elenco é constituído por Mónica Bento, Soraia Pestana, Jomy, Daniela Pinheiro, Inês Alves e Eduardo Pinheiro.
A produção é da responsabilidade da «Sabugal+» e o bilhete custa 2,5 euros.
jcl

O músico Luís Represas vai actuar no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda (TMG), no próximo sábado, dia 17 de Maio, às 21.30 horas.

Luis Represas«Olhos nos olhos é um reencontro comigo, com as minhas almas gémeas, a maneira mais sincera de ser eu, a forma mais franca de me revelar». É assim que o cantor e compositor Luís Represas define o seu último registo de originais, o nono da sua carreira a solo e pós-Trovante.
«Olhos nos Olhos» é precisamente o trabalho que o músico português vai apresentar no Grande Auditório do TMG. A acompanhar o ex-Trovante estarão em palco os músicos Pedro Abrantes (Bateria), João Nuno Represas (Percussão), Hernâni Teixeira (Baixo), Luís Fernando (Guitarra), Nanuto (Saxofones), Helder Godinho (Piano) e Carlos Garcia (Teclas).
O disco «Olhos nos Olhos» foi integralmente gravado em Cuba e conta com a participação especial da brasileira Simone, dos cubanos Pablo Milanés e Liuba Maria Hévia, entre muitos outros. A produção desse trabalho musical foi da responsabilidade de Miguel Nuñes, tendo sido masterizado nos Abbey Road Studios, em Inglaterra. «Sagres» é o nome do primeiro single de trabalho, que está a ser um grande sucesso de rádio em Portugal.
plb

A cantora Suzanne Vega vem à cidade mais alta no dia 9 de Julho, onde dará um concerto no Teatro Municipal da Guarda (TMG). Na ocasião a cantora apresentará o álbum mais recente, «Beauty & Crime».

TMG-Teatro Municipal da GuardaSegundo declarações à Agência Lusa de Américo Rodrigues, director Artístico do TMG, «É muito prestigiante para o TMG poder receber um nome mundial como é Suzanne Vega».
Suzanne Vega tem ainda outra data marcada para Portugal, ainda por divulgar. A norte-americana, actua também em Julho na edição madrilena do Rock In Rio.
Além do concerto de Suzanne Vega, em Julho, o Teatro Municipal da Guarda vai receber uma nova edição do Festival «Ó da Guarda», dedicado à música contemporânea, bem como actuações de Wraygunn, A Naifa, Micro Audio Waves e Luís Represas.

A vinda da prestigiada e muito solicitada cantora norte-americana à Guarda prestigia o TMG, que sob a batuta de Américo Rodrigues continua a dar cartas, rivalizando com as melhores salas de espectáculos de Portugal.
plb

O Grupo de teatro «Guardiões da Lua», da Quarta-Feira, aldeia da freguesia de Sortelha e do concelho do Sabugal, participa no Ciclo de Teatro de Outono 2007, de Manteigas, estando previsto subir ao palco no dia 24 de Novembro.

Aldeia de Quarta-FeiraO grupo amador do concelho do Sabugal apresentará a peça «Ensaios», com a qual se encerra a edição do ciclo teatral que conta com a participação de outros grupos amadores da região.
O Ciclo de Teatro de Outono 2007, é promovido e organizado pela Câmara Municipal de Manteigas, com o apoio do INATEL. O evento cultural teve início na noite de sábado, dia 10 de Novembro, com a apresentação da peça «Noite de Lua com Gatos», pelo Grup’Art, de Aguiar da Beira. Actuam também no festival grupos de teatro «Escola Velha», de Gouveia, e «Teatro Olimpo», de Ansião (Coimbra).
O grupo de Teatro «Guardiões da Lua» encerrou já, com a mesma peça, o Ciclo de Teatro Outono 07, realizado no Sabugal.
«Ensaios» é uma peça encenada por João Reis, director do grupo. Nela desmistifica-se o que é encenar e levar à cena uma peça de teatro, desde o recrutamento de actores até ao resultado final. São evidenciados os erros e os enganos do encenador e dos actores, sempre dentro de um oportuno sentido de humor.
plb

A Câmara Municipal da Guarda afirmou, pela voz do seu vice-presidente, Virgílio Bento, que é necessário que o Ministério da Cultura apoie o Teatro Municipal, considerando tratar-se de um projecto merecedor.

TMG - Teatro Municipal da GuardaEm declarações à Agência Lusa no final de uma reunião do executivo municipal Virgílio Bento defendeu tratar-se de um projecto regional com provas dadas, pelo que «é importante que o Ministério da Cultura participe na gestão deste equipamento e que o apoio aos equipamentos culturais não se reduza apenas a Lisboa ou Porto».
O autarca considerou ainda que o Teatro Municipal da Guarda (TMG) faz com que a cidade possua um projecto cultural muito interessante e inovador, o que justifica a atenção por parte do poder central. Referiu que o TMG se integra numa rede nacional de cine-teatros, que levou a que inicialmente recebesse apoios governamentais, que porém só vieram no primeiro ano do seu funcionamento.
O TMG acolhe eventos culturais de grande prestígio e de forma continuada, sendo financiado em exclusivo pela Câmara Municipal, que tem de suportar os saldos negativos que acumula. Mau grado ter melhorado os seus resultados financeiros este ano, o equipamento, gerido pela empresa municipal Culturguarda, é um pesado encargo para autarquia.
Mesmo que os apoios do governo tardem a chegar o TMG, garantiu o autarca, vai continuar as suas actividades, diversificando as receitas através do fornecimento de serviços, do aluguer das instalações e da obtenção de novos patrocínios.
plb

Durante o mês de Outubro, o Sabugal acolhe uma nova edição do «Ciclo de Teatro de Outono», que abriu no dia 6 com a peça «Lost in Space», representada por João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro e Tobias Monteiro e encerra com a peça «Ensaios» apresentada pelo Grupo de Teatro “Guardiões da Lua”, da Quarta-Feira, concelho do Sabugal.

O ciclo realiza-se no Auditório MunicipalO Auditório Municipal do Sabugal acolhe os espectáculos, que se realizarão até ao dia 3 de Novembro. No total haverá cinco espectáculos teatrais, nos dias 6, 14, 20 e 27 de Outubro e ainda no dia 3 de Novembro. A interpretação caberá a diversos grupos de teatro nacionais, sendo os espectáculos gratuitos.
No dia 14 de Outubro, Domingo, pelas 18 horas, actuará o Grupo de Teatro CÔARTE, atresentando a peça «As Três Cidras do Amor», de Y. K. Centeno. no dia 20 é a vez de ir ao palco a peça cómica «É por aqui… a sequela». No dia 27 será a vez da peça «Das Padeiras»., apresentada pela associação «A Menina dos Meus Olhos».
O Ciclo de Teatro termina a 3 de Novembro com a apresentação de «Ensaios», a cargo do Grupo de Teatro «Guardiões da Lua», da aldeia de Quarta-Feira. Trata-se de uma peça encenada por João Reis, nela se revelando o que é encenar e levar à cena uma peça de teatro
A iniciativa é organizada pela Câmara Municipal do Sabugal e pela empresa municipal Sabugal+.
plb

O único festival da Beira Interior dedicado às artes performativas vai realizar-se a partir do dia 12 de Outubro até ao fiunal do mês, pela quinta vez consecutiva, tendo por palco as cidades da Guarda, Covilhã e Fundão.

Grupo de Elmano Pereira na apresentação do festivalPela primeira vez Castelo Branco fica fora deste festival original, porque a autarquia não se interessou em apoiar o certame. Organizado pela «Quarta Parede – Associação de Artes Performativas da Covilhã». O festival caracteriza-se por ser deslocalizado, com os espectáculos e o público deambulando entre vários locais em que se realiza, e pela originalidade dos espectáculos que o integram. Teatro, música, dança e exposições completam o vasto programa do singular festival da Beira Interior.
O arranque desta quinta edição está marcado para o Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior, no núcleo real fábrica de panos, na Covilhã, no dia 12 de Outubro, sexta-feira, com a exposição «Joan Brossa – Cartells 1975-1999», pelas 18 horas, com a presença da comissária Maia Creus Castellana e uma entrevista a Joan Brossa.
No referente à Guarda os eventos realizam-se nas instalações do Teatro Municipal. No dia 13, pelas 21h30, o Teatro de Marionetas do Porto, apresenta a peça «Teatro de Marionetas Cabaret Molotov. No dia 18, há mesma hora Cuqui Jerez apresenta a performance «A Space Odyssey». Dia 26 recebe Pierre Bastien, que apresentará um espectáculo de música Mecânica Popular. No último dia do festival, em 31 de Outubro a Quarta Parede apresentará um teatro de objectos/instalação denominado «Os fios que a lã tece».
plb

Durante o mês de Setembro a Guarda acolhe a terceira edição do Festival de Teatro, que abre com a peça «Minetti», apresentada pela companhia espanhola Camaleón e Ernesto Calvo Producciones, e encerra com a peça «Moliére» apresentada pelo Teatro das Beiras.

III Festival de Teatro da GuardaO programa do festival deste ano inclui a apresentação de mais de uma dezena de espectáculos, interpretados por actores de sete grupos portugueses e espanhóis.
O evento abre no dia 1 de Setembro, sábado com a peça «Minetti», baseada num autêntico e histórico actor alemão, Bernhard Minetti (1905-1998). Trata-se de uma espécie de «monólogo de musicalidade infernal que tem como protagonista o actor uruguaio radicado em Espanha Juan Carlos Moretti, aqui dirigido por Ernesto Calvo», informa uma nota do Teatro Municipal da Guarda, que promove a iniciativa
No dia 6, quinta-feira, o espanhol Arturo Cobas apresentará o espectáculo «Nono», durante a tarde na rua do Comércio e à noite no café-concerto do complexo do Teatro Municipal.
O grupo Assédio interpretará no dia 8, sexta-feira, «O Corte», de Mark Ravenhill, peça dirigida por João Cardoso, que conta com a interpretação de Luciano Amarelo, Diana Couto e Hélder Guimarães, entre outros.
Dia 15, sábado, o festival prossegue com a peça «Buuu!», da companhia espanhola Yllana, espectáculo que recria o lado mais cómico de sempre das histórias de terror.
Nos dias 19, 20, 21 e 22 de Setembro, a estrutura de produção teatral do TMG apresenta a peça «O Barão», de Luís de Sttau Monteiro, baseada na novela de Branquinho da Fonseca.
No dia 26, haverá o espectáculo infantil «Contos do Mundo», pela companhia Marionetas de Lisboa, baseado em três contos da autoria de Hans Christian Andersen.
O Festival termina a 29 de Setembro com a apresentação pelo Teatro das Beiras da peça «Moliére», em estreia nacional.
plb

A companhia de animação espanhola «Tricicle» actua sábado, 2 de Junho no Grande Auditório do Teatro Municipal da Guarda.

Companhia de Teatro «Tricicle»O espectáculo «Tricicle 20» é uma compilação antológica dos melhores momentos dos cinco espectáculos criados e montados pelo grupo espanhol «Tricicle» que surgiu em 1991 e é constituído por jovens artistas especializados em mímica, dança, acrobacia e em fazer rir a plateia.
A companhia «Clowinic de Tricicle» que já correu Mundo e agora se apresenta na Guarda baseia as suas actuações em personagens e acções do quotidiano, foge dos temas da «moda» e prefere situações de humor intemporal.
A animação inteligente da companhia foi premiada logo no primeiro ano de actividade com o «Prémio Edit Piaff» para o «Melhor espectáculo estrangeiro em França» e as criações «Manicomic» e «Exit» distinguidas como o «Melhor espectáculo do ano» na Argentina.
As entradas custam 10€ e o espectáculo está marcado para as 21.30 horas de sábado, 2 de Junho no Grande Auditório do TMG.
jcl

JOAQUIM SAPINHO

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