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Festa da Europa no Sabugal. Reportagem das jornalistas Paula Pinto e Andreia Marques com imagem de Miguel Almeida da Redacção da LocalVisãoTv (Guarda).

Local Visão Tv - Guarda
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jcl

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Mor Karbasi, uma das mais belas e aclamadas vozes da música latina e sefardita, vai actuar no Teatro Municipal da Guarda, dia 18 de Setembro, pelas 21 horas, na abertura do 2º Festival Internacional da Memória Sefardita.

A jovem israelita, que reside em Londres, Inglaterra, tem antepassados judeus (marroquinos e persas) e é uma grande fã do flamenco. Em palco, canta em ladino, espanhol, hebraico e, ocasionalmente, em Inglês.
O reportório inclui músicas antigas e tradicionais inspiradas na cultura judaica do século XV.
Mor Karbasi já disse à imprensa que não quer apresentar a música sefardita «como parte de um museu empoeirado». O objectivo é «reanimá-la» tornando-a «acessível a um vasto público que a merece».
Mor Karbasi tem no currículo actuações no Reino Unido, EUA, França, Espanha e Itália, e participa agora na abertura do 2º Festival Internacional da Memória Sefardita.
plb (com Turismo Serra da Estrela)

As inscrições e a renovação da matrícula dos alunos da Academia de Música e Dança do Sabugal para o ano lectivo de 2011-2012 podem ser efectuadas entre os dias 1 e 20 de Agosto.

Academia Música Dança SabugalA Academia de Música e Dança do Sabugal (AMDS) informa de que está em preparação o ano letivo 2011/2112. A abertura do novo ano escolar da AMDS está prevista para o dia 14 de Setembro, e as inscrições e a renovação de matrícula decorrem entre os dias 1 a 20 de Agosto, na sede da AMDS, às segundas e sextas-feiras, das 17.00 às 19.00 horas.
Lembram-se os cursos ou disciplinas administrados nesta academia: Formação Musical, Instrumental Orff, Flauta e Bisel, Flauta Transversal, Piano, Acordeão, Guitarra Clássica, Violino, Cavaquinho, Trompete, Saxofone, Clarinete, Danças de Salão.
Todos os interessados na frequência da AMDS devem proceder, quanto antes, à renovação de matrícula ou à inscrição, de modo a que em devido se possam organizar os horários dos alunos e dos professores.
As informações sobre as condições de frequência serão prestadas aquando da renovação da matrícula ou da inscrição na secretaria da Academia na Rua Dr. João Lopes, nº 1, no Sabugal ou pelo telemóvel 966 699 977.
Rui Chamusco

A edição de 2011 da Festa da Europa, que acontece no Sabugal, de 28 a 31 de Julho, conta a actuação da consagrada banda musical Quadrilha, num cartaz que junta à música a gastronomia e o artesanato regional.

A Quadrilha actua na segunda noite da festa, a 29 de Julho, pelas 22 horas, no Largo do Côa. A conhecida banda portuguesa, formada em 1991 pelo compositor Sebastião Antunes, junta música tradicional portuguesa e música celta, apresentando o som de instrumentos musicais como violino, bandolim, gaita-de-foles e concertina
Na primeira noite a animação musical está a cargo do grupo Diabo na Cruz. No dia 30 será a vez da banda Anaquim e no dia 31, o último, será a vez de A Caruma.
A festa, organizada pela Câmara Municipal do Sabugal, será ainda animada com a actuação de acordeonistas, do grupo de bombos Coiros de Cabra (de Badamalos), da Sociedade Filarmónica Bendadense e da Associação da Mocidade de Aldeia do Bispo.
O recinto da festa conta com a habitual feira de artesanato e com tasquinhas, que estarão a cargo de associações do concelho e servirão variados petiscos da rica gastronomia raiana.
A Festa da Europa reúne ainda três exposições temáticas: «Portugal e a Europa: Uma História contada através dos selos portugueses», «Trajes dos Povos Europeus e do Mundo» e «Evocação a Jean Monnet».

TASQUINHAS
Associação Cultural dos Amigos de Trigais
Liga dos Amigos de Sortelha
Associação Social, Cultural e Desportiva da Rebolosa
Associação Juventude Pontense
Associação dos Amigos de Ruivós
Clube Automóvel 6 Kinas
Comissão de Festas de São João 2012
Transcudânia
Associação Recreativa e Cultural do Ozendo
Núcleo Sportinguista do Sabugal
Sede Cultural de Ensino e Trabalho da Cerdeira
Associação da Mocidade de Aldeia do Bispo
Liga dos Amigos de Águas Belas

A Festa da Europa é uma iniciativa da Câmara Municipal do Sabugal e da Empresa Municipal Sabugal+ com o apoio da ADES (Associação de Desenvolvimento do Sabugal), Caixa Geral de Depósitos e LocalVisãoTv.
plb

O Festival Artes da Terra de Penamacor é já no próximo fim-de-semana, nos dias 23 e 24 de Julho.

O evento, que irá decorrer no Jardim da República, é uma oportunidade especial para contactar de perto com os artesãos do concelho de Penamacor, bem como apreciar e adquirir as suas peças.
A animação musical estará por conta dos Ranchos Folclóricos de Aranhas e de Penamacor, do Grupo de Cantares da Ribeira da Meimoa, da Banda Filarmónica de Aldeia de João Pires e, coincidindo com o programa do Julho Musical (outra iniciativa paralela), do grupo U-Go Covers Band.
O programa do Festival é o seguinte:
23 de JULHO
17h00 – Banda Filarmónica de Aldeia de João Pires
18h00 – Rancho Folclórico de Aranhas
22h30 – Actuação do Grupo U´go Covers Band
24 de JULHO
11h00 – Abertura do Festival
18h00 – Rancho Folclórico de Penamacor
21h00 – Grupo de Cantares Ribeira da Meimoa
A organização do Festival Artes da Terra é da Câmara Municipal de Penamacor.
plb

O Vale Glaciar do Zêzere recebe a edição deste ano do conceituado Festival Serra da Estrela, que regressa ao panorama dos festivais musicais de verão em Portugal, após um interregno de dois anos sem se realizar.

O festival, que tinha palco na praia fluvial de Valhelhas, viaja este ano até Manteigas, mais precisamente ao Ski Parque, no idílico Vale Glaciar do Zêzere, em pleno Parque Natural da Serra da Estrela.
Aliando a música à aventura, esta quinta edição do festival possibilita uma experiência nova, dada a comunhão com a Natureza, o que potencia o número de jovens que ali se deslocarão.
O evento decorrerá nos próximos dias 25, 26 e 27 de Agosto, com base num programa musical de elevado nível. O objectivo é sensibilizar a comunidade para a temática ambiental, promovendo diversas acções de preservação do meio ambiente.
Estão confirmadas as presenças dos Sean Riley & The Slowriders, que abrirão o festival do dia 25 de Agosto, assim como a banda Oquestrada, que actuará dia 26, e ainda Gabriel o Pensador e Freddy Locks, que encerrarão no dia 27 de Agosto.
O Festival Serra da Estrela é uma organização do Município de Manteigas, em parceria com a Orgânica – Associação Cultural e Social e em colaboração com o Grupo Sabores Altaneiros (Ski Parque).
plb

Os blues voltam a andar à solta pela Guarda, entre o Jardim José de Lemos e o Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda. Na terceira edição do Transblues – Festival de Blues Béjar Guarda, o TMG e a Junta de Castilla y Léon apresentam entre 15 e 20 de Julho: Greg Izor (EUA) & King Bee (Espanha), Paul Lamb & The King Snakes (Reino Unido), Keith B. Brown Trio (EUA), Mr Blues e One Man Hand.

Na Guarda, o Transblues começa esta sexta, dia 15 de Julho, no Jardim José de Lemos com Greg Izor (EUA) e o quinteto King Bee (Espanha).
Greg Izor é um dos melhores tocadores de harmónica do mundo dos blues. O músico norte-americano mistura sons do Louisiana, de Chicago e do Texas com um estilo muito pessoal, o que acaba por resultar em música tradicional com um toque inovador. Greg Izor vem apresentar à Guarda o seu primeiro trabalho a solo, intitulado «I was wrong», acompanhado nesta digressão ibérica pelo grupo espanhol King Bee, um quinteto que se dedica fundamentalmente aos blues e que se diz influenciado pelas sonoridades de projectos americanos como The Fabulous Thunderbirds, Gary Primich ou Red Devils, sem que por isso se afaste dos grandes mestres dos blues Muddy Waters ou Little Walter.
No dia seguinte, 16 de Julho, no mesmo palco, actua o grupo do Reino Unido Paul Lamb & The King Snakes. A banda é considerada, desde há anos, a melhor banda de blues britânica, uma reputação que tem sabido manter.
Paul Lamb, o líder do projecto (voz e harmónica), tem trabalhado ao longo da carreira com grandes nomes da música e das mais distintas áreas (da Pop ao Rock); são disso exemplo nomes como Mark Knopfler, The Who, Rod Stewart e Jimmy Nail, entre outros. Com os The King Snakes, Paul Lamb tem editados 14 discos. O projecto actua em média cerca de 250 noites por ano em palcos de todo o mundo.
No domingo, dia 17 de Julho, ainda no Jardim José de Lemos, actua o Keith B. Brown Trio (EUA). Keith Brown é reconhecido pela sua paixão pelos blues do delta do Mississipi. O guitarrista e compositor norte-americano é também senhor de uma das mais belas vozes negras dos blues. A sua fama levou-o a ser escolhido por Martin Scorsese e Wim Wenders para interpretar o papel principal no filme «The Soul of a Man». Integram ainda o Trio de Keith Brown: Sébastien Charlier (harmónica) e Manu Ducloux (baixo).
Na semana seguinte e já no Café Concerto do TMG, no dia 19 de Julho, actua o projecto português Mr. Blues. Trata-se de um dos projectos mais proeminentes de Portugal na vertente dos Blues. A linguagem musical e a vasta experiência dos músicos envolvidos já lhe permitiu tocar em vários Festivais Internacionais de Jazz & Blues fazendo as primeiras partes de artistas como Alvin Lee ou Sharrie Williams.
O Transblues termina na quarta-feira, dia 20 de Julho, com o Luso-canadiano One Man Hand.
O projecto é constituído apenas por um músico que toca em simultâneo guitarras, kazzoo, harmónica, bombo, tarola e pratos de choque. Steve Rego França nasceu em Toronto, Canadá, mas cedo veio para Portugal, dando os primeiros passos na música em 1995. Passou por diversos projectos musicais antes de assumir o projecto One Man Hand, em Dezembro de 2005.
Todos os concertos do Transblues têm entrada livre. No Jardim José de Lemos, os concertos começam às 21h30 e no Café Concerto têm início às 22h00.
plb (com TMG)

O colaborador do Capeia Arraiana João Aristides Duarte, natural do Soito, é o orador convidado para a Tertúlia «Rock in Portugal», promovida pelo Teatro Municipal da Guarda (TMG).

A tertúlia realiza-se amanhã, quarta-feira, dia 6 de Julho, pelas 21h30, no Café Concerto do TMG. O orador convidado, João Aristides Duarte, editou o livro «Memórias do Rock Português», o qual já conta com dois volumes editados em momentos diferentes. O livro, contendo a história da música rock em Portugal, foi editado pela primeira vez em Abril de 2006, porém em Fevereiro de 2010, foi editado e um segundo volume. O prefácio do livro é assinado por António Manuel Ribeiro, o conhecido vocalista da banda UHF. A publicação contém a biografia de um conjunto de músicos e de bandas rock, assim como entrevistas a nomes sonantes do panorama musical nacional.
João Aristides Duarte é colaborador regular do Capeia Arraiana, onde assina a rubrica «Música, Músicas», espaço dedicado à música portuguesa em que recordando a forma como algumas bandas rock se formaram e desenvolveram a sua actividade musical.
plb

Na sexta-feira, dia 1 de Julho, o Teatro Municipal da Guarda (TMG) dedica a noite ao rock português, actuando no Grande Auditório os Pop dell’Arte, que recentemente editaram um novo disco.

A anteceder a actuação dos Pop Dell’Arte, sobe ao palco a banda guardense Nihil Aut Mors, que aceitou o desafio proposto pelo TMG e voltou a reunir-se após quase duas décadas. O espectáculo está marcado para as 21h30.
A banda de João Peste vem apresentar ao TMG o seu último disco, «Contra Mundum» (2010), uma edição que marcou a celebração dos 25 anos de carreira. Para além da formação actual, João Peste, Zé Pedro Moura, Paulo Monteiro, Eduardo Vinhas e Nuno Castedo, pelo grupo passaram nomes como Paulo Salgado, Ondina Pires, Sapo, Rafael Toral, Luís San Payo, Pedro Alvim, J.P. Simões e Tiago Miranda, entre outros. «Contra Mundum» foi considerado o melhor álbum de 2010 pela Rádio Universitária de Coimbra, o segundo melhor do ano para o Diário de Notícias e o sexto para a revista Blitz.
Os Nihil Aut Mors existiram entre 1987 e 1994 e tinham a particularidade de criar temas que cantavam quase exclusivamente em Latim. Actuaram em diversos concertos com bandas como Bastardos do Cardeal, Pop Dell ‘Arte, Major Alvega, Tina and The Top Ten, Censurados, É M’as Foice, K4 Quadrado Azul, John Holmes Underground, Sérgio and Those, Gabardine 12, Sitiados, A Kausa, entre outros.
Recordando algumas das edições da banda guardense, destacamos a maquete «Super» (1989, Tragic Figures) e a participação na colectânea «Insurrectos» (1990, Área Total).
Sobre esta noite de Rock português no TMG, de referir ainda que os Nihil actuaram com a banda de João Peste num mítico concerto no Parque Municipal da Guarda, em plena década de oitenta. Esta é por isso também uma noite de celebração: 22 anos depois e a convite do TMG, as duas bandas reúnem-se em palco para mais uma memorável noite de rock.
No Sábado, dia 2 de Julho, os «Melómanos» apresentam-se no Café Concerto, às 22 horas.
«Melómanos» é um novo projecto da Guarda que junta músicos com experiências muito diferentes e que recriam clássicos do Pop Rock dos anos 80 e 90, dos U2 aos The Cult. Trata-se de uma banda que apresenta versões de temas que fizeram a história da música dos últimos 30 anos e que promete animar públicos de várias gerações. Os Melómanos são Ricardo Leal (voz e guitarra), Hugo Dantas (bateria), Paulo Monteiro (baixo) e Jorge Maia (Guitarra).
plb (com TMG)

A Rebolosa, freguesia do concelho do Sabugal, acolhe pelo nono ano consecutivo o Festival de Acordeonistas e Tocadores de Realejo. A iniciativa terá lugar no largo de Santa Catarina, a partir das 15 horas do dia 19 de Junho (domingo).

O «encontro», que se realiza com o apoio da Fundação INATEL, tem como grande atractivo, a actuação dos consagrados acordeonistas José Cláudio e Catarina Brilha, dupla que actuará seguidamente ás intervenções individuais dos tocadores que querem demonstrar a sua destreza musical.
No dizer de Manuel Rei Barros, presidente da junta de Freguesia, «a Rebolosa promove este tipo de eventos culturais, contribuindo, assim, para que a tradição se mantenha e este instrumento musical não caia no esquecimento das gerações futuras».
O acordeão esteve sempre ligado à música popular do concelho do Sabugal, assim como o realejo. Era com estes instrumentos que os tocadores «amadores» ou «experientes», proporcionavam a música que animava os bailes e as sessões de cantigas ao desafio com que os raianos se divertiam no final das jornadas de trabalho, nos momentos de pândega ou nos dias festivos.
A importância desses instrumentos no imaginário popular levou a Câmara Municipal do Sabugal, há alguns anos, a desenvolver o projecto «Oficina de Acordeão», com o objectivo de ensinar e valorizar e divulgar a arte de tocar esse instrumento musical.
A Junta de Freguesia da Rebolosa, iniciou também há nove anos a divulgação da arte de tocar o acordeão e o realejo, promovendo o encontro de músicos populares que anualmente se realiza no verão.
plb

Como a promoção da Cultura também é um dos nossos objectivos. Foi com bons olhos que vimos a possibilidade de apresentar ao Público em geral e em especial às pessoas de Alfaiates este jovem artista da nossa terra.

E foi assim que no passado Domingo dia 6 de Fevereiro pelas 16.30h o Micael se estreou a actuar no CCR de Alfaiates perante uma vasta plateia, maioritariamente constituída por pessoas da terra, mas também de outras localidades.
Com tão só 12 anos e apenas um ano de aprendizagem, o pequeno Micael mostrou-nos que de pequeno é que se «torce o pepino» e encantou todos os presentes através das melodias interpretadas, algumas da sua autoria.
A meio da actuação a Direcção do CCR entregou uma lembrança ao Artista, para que esta data fique retida na memória dos presentes e em especial do Micael.
Como estava anunciado no final a actuação houve um jantar convívio para aqueles que se inscreveram, onde a ementa foi uma Canja dos Cornos e o típico Bucho Raiano muito bem confeccionados pelo Carlos Sanches, o nosso «Mestre da Culinária».
Após o repasto a festa continuou e todos tomaram café e digestivo ao som do acordeão, mas como no dia seguinte era dia de escola, o Artista lá teve que dar por terminada a actuação. Mas deixou a promessa de voltar muito em breve.
A Direcção do CCR agradece:
– Ao Micael e à sua família a disponibilidade demonstrada para a realização desta actividade;
– Ao Restaurante Pelicano por nos ter cedido a loiça;
– Ao Videira, à Fátima, à Leonilde e à Rosa pela ajuda que deram na confecção do jantar e na limpeza;
– A todos aqueles que de perto ou de longe estiveram presentes nesta festa.
Norberto Pelicano (Presidente do CCR de Alfaiates)

Confesso que não compreendo o frenesim que vai por aí por causa da canção «Parva que sou», dos Deolinda. Deve estar a ficar «bota-de-elástico», mas não penso que essa canção seja assim tão interessante ou, como o cronista sr. Ramiro Matos lhe chamou aqui no blogue, uma das grandes canções deste século que irá «mexer» com muita gente.

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Autoria: Direitos Reservados posted with Galeria de Vídeos Capeia Arraiana

João Aristides Duarte - «Memória, Memórias...»Acho os Deolinda um fenómeno de moda, que até poderá durar muitos anos, mas não terá, nunca o impacto de um José Afonso na sua importância, tanto musical como poética (analisando-o, apenas, no seu prisma de cantor de intervenção).
Embora seja do século passado, muitas das canções (de intervenção) do Zeca Afonso mantêm-se actuais e são, constantemente, recriadas por músicos das novas gerações.
Não estou a ver o José Afonso a escrever uma letra com os versos «Sou da geração sem remuneração e não me incomoda esta situação, porque isto está mal e vai continuar» ou «Sou da geração ‘vou-me queixar para quê’?», como está em «Parva que sou», uma vez que ele dizia, sempre, que as pessoas deviam lutar e «criar desassossego» e não resignarem-se, como me parece ser a interpretação da letra da canção dos Deolinda (mesmo que seja de uma forma irónica). Pessoalmente gostava mais de um grupo que a Ana Bacalhau (vocalista dos Deolinda) tinha antes, chamado Lupanar, que trazia propostas bastante mais inovadoras e criativas.
Descendo mais à terra, e sendo ainda mais «bota-de-elástico», anda por aí um tema de Paco Bandeira (com vídeo no youtube), que parece que nunca passa nas rádios, num estilo musical a imitar a chula, que também é de intervenção, e, quanto a mim retrata bem melhor a realidade portuguesa, destes tempos.
A sua letra reza o seguinte:
Viva Portugal do «deixa andar»
Viva o futebol cada vez mais
Viva a Liberdade, viva a impunidade
Dos aldrabões quejandos e que tais
Viva o Tribunal, viva o juiz
E paga o justo pelo pecador
Viva a incompetência, viva a arrogância
Viva Portugal no seu melhor
Viva a notícia, da chafurda social
De que o Povo tanto gosta
Espectáculo da devassa Refrão
Viva o delator sem fuça
É a morte do artista
Viva a «petineira» do «show-off»
Dos apresentadores de televisão
Viva a voz do tacho
De quem vem de baixo, do chefe do ministro ou do patrão
E viva a vilanagem financeira
E a licenciatura virtual
Viva a corretagem, viva a roubalheira
Viva a edição do «Tal & Qual»
E viva a inveja nacional
Viva o fausto, viva a exibição
Da dívida calada, que hoje não se paga
Mas amanhã os outros pagarão
Viva a moda, viva o Carnaval
Como uma ilusão, larilolé
Viva a tatuagem, brinco à «bebunagem»
Que vai na Internet e na TV
Calem-se o Cravinho e o bastonário
O Medina, o Neto e sempre o Zé
Viva o foguetório, conto do vigário
Que dá p’ra Aeroporto e TGV
Viva o mundo da publicidade
O «share» ou não «share» eis a questão
O esperto da sondagem, o assessor de imagem
Viva o fazedor de opinião.

«Política, Políticas…», opinião de João Aristides Duarte
(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

A música de B.Riddim vai animar a noite da próxima sexta-feira, 4 de Fevereiro, no Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda (TMG).

B. Riddim é o nome artístico adoptado por Luis Sequeira, um jovem produtor/compositor e MC nascido na Guarda. A sua experiência passa já, além de Portugal, por países como Espanha, Canadá ou México.
De referir que algumas editoras estrangeiras, como Monkey Dub Records e Mambo Records, contam já com trabalhos seus e este ano serão lançadas novas produções, nomeadamente, um vinil intitulado de «6300 Bars», editado pela Third-Ear, de Londres; no Verão um EP em digital pela Monkey Dub, de Montreal (Canadá).
B. Riddim define o seu trabalho actual como «uma aproximação» ao que pretende ser o sem «futuro som. Situa-se, hoje, dentro das vertentes do Future Dub, Dubstep, Ambiente com fusão demasiadamente evidente do Reggae/Dub mais cru.»
Acrescenta que o «broken beat é claramente uma marca» porque «ainda me remeto muito ao hip-hop; por vezes a cadência é para rima…apesar de não chegarem a aparecer neste tipo de sonoridades… Aí introduziria o IDM! Algo mais recortado».
B. Riddim considera que não se movimenta apenas «num só estilo…movimento-me pelas minhas influências de sempre…onde me sinto mais livre para criar».
Referindo-se ao espectáculo da próxima sexta-feira, no Café Concerto do TMG, B. Riddim adianta que irá apresentar o seu último projecto – ainda não editado – que «inclui momentos de real prazer musical. É uma composição sequenciada e tocada no momento com o puro feeling de um Live Act.»
plb (com TMG)

No passado Domingo, dia 26 de Dezembro, o palco da Associação Cultural e Recreativa da Torre foi pequeno para os 20 alunos do atelier de música, onde demonstraram os seus dotes musicais, fruto da aprendizagem que têm vindo a desenvolver com o professor Jermela.

(Clique nas imagens para ampliar.)

Foi uma tarde muito bem passada, com os familiares e amigos emocionados e orgulhosos da excelência dos dotes, das capacidades e da enorme vontade de aprender (alguns a darem os primeiros passos) dos alunos da música.
Para os mais pequenos foi uma estreia nervosa, mas tocaram e cantaram as suas músicas com muita alegria. Os mais velhos apresentaram várias músicas, encantaram toda a plateia e deixaram a promessa de, para breve, pisarem outros palcos. Vontade não lhes falta e nós daremos todo o apoio possível para que os seus sonhos se realizem.
Nesta época festiva em que a aldeia quase duplica a população, no Domingo triplicou e demonstrou a todos que se aprende e que não são precisos muitos luxos para encantar.
Um feliz Ano Novo
Associação Cultural e Recreativa da Torre

A Fanfarra Sacabuxa da Associação da Juventude Activa da Castanheira venceu a final do Concurso Nacional de Música da Fundação INATEL (na vertente Bandas e Orquestras) no passado dia 20 de Novembro em Beja.

Fanfarra Sacabuxa - Castanheira

A final juntou grupos oriundos dos Centros de Cultura e Desporto filiados na Fundação INATEL no Norte, Centro, Sul e Lisboa/Vale do Tejo. Esta actividade surgiu com o sentido de pôr em contacto os Centros de Cultura e Desporto, de os desafiar a construir um pequeno projecto artístico no campo da música e de confrontá-lo com outros projectos.
O Concurso pôs em confronto pelo Sul a Sociedade Musical Instrução Recreio Aljustrelense; por Lisboa e Vale Tejo a Academia de Música Banda de Ourém; pelo Centro a Associação Juventude Activa da Castanheira com a Fanfarra Sacabuxa; e pelo Norte a Associação Desportiva Cultural e Social Subportela (Viana do Castelo). O júri do concurso, constituído por Délio Gonçalves, Vasco Pearce de Azevedo e Jorge Salgueiro enalteceu a qualidade geral e concepção da apresentação da Fanfarra Sacabuxa, com especial realce para a afinação e a técnica perfeita, enaltecendo ainda a grande empatia criada com o público. No contexto deste merecido prémio, a Fanfarra Sacabuxa vai participar brevemente num espectáculo no Teatro da Trindade, tendo sido também presenteada com uma Obra para Banda Sinfónica de Joly Braga Santos, um dos mais talentosos compositores portugueses. Esta obra irá ter a estreia mundial através de uma Banda Sinfónica onde se integrarão os elementos da Fanfarra Sacabuxa.
A Fanfarra Sacabuxa é uma banda de 12 elementos, nascida na Castanheira em 4 de Agosto de 2002, um ano depois de a ideia surgir e depois de algumas jornadas de formação. Naquele dia deu-se a estreia pública da Fanfarra Sacabuxa, inserida no 3º Festival de Cultura Tradicional «O Ofício». Como refere o site da AJAC, «foi com um grande entusiasmo e muitos aplausos que a Castanheira recebeu este grupo de jovens». E acrescenta que, «tendo em conta a partida constante dos jovens das aldeias, em especial as do interior, onde continua a não haver oportunidades de trabalho, este foi um passo importante para inverter este ciclo.» Actualmente a Fanfarra tem como director artístico Elmano Pereira.
Joaquim Igreja (Assist. Técnico Cultural da F. INATEL – Agência da Guarda)

A canção apresentada nesta crónica não é tradicional do Soito, mas é uma canção que era, tradicionalmente, cantada no Soito. Ainda hoje, embora raramente, se canta.

Música Natal

João Aristídes Duarte - «Música, Músicas...»Trata-se de uma canção tradicional de Natal, cuja origem é a Beira Baixa.
Esta canção era cantada na noite da Consoada, no Soito, sobretudo junto à Fogueira do Galo, ou nas ruas da freguesia.
Há uma bonita versão desta canção no CD dos Navegante, intitulado «Cantigas Tradicionais Portuguesas de Natal e Janeiras», editado em 2009. Há várias variações da letra desta canção, em variadas regiões do país. Esta é uma das canções tradicionais que se espalhou pelo país, através das migrações das populações rurais, que procuravam o seu ganha-pão, longe as suas terras de origem (era este o caso dos «ratinhos», «gaibéus», «caramelos», etc.).
A letra que se cantava no Soito é a seguinte:

Alegrem-se os Céus e a Terra
Cantemos com alegria
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria

Ó meu Menino Jesus
Ó meu Menino tão belo
Logo foste a nascer
Na noite do caramelo

Do varão nasceu a vara
Da vara nasceu a flor
Da flor nasceu Maria
De Maria o Redentor

Nota: O triste episódio protagonizado pela PT que se «safou» do pagamento de 260 milhões de euros em impostos, através da distribuição de dividendos, mostra, mais uma vez, que o poder político anda de joelhos perante o poder económico. O Governo avisou a Caixa Geral de Depósitos (um dos accionistas da PT) para votar contra a distribuição dos dividendos, mas fê-lo um dia depois de os accionistas já o terem decidido. Para isto não se pode voltar atrás, são compromissos, alegam. «Palavra de Rei não volta atrás» parece ser o lema nestas coisas. Já para assumir os compromissos que assinou com os Sindicatos de Professores, relativos à realização de um Concurso de colocação de docentes, no próximo ano, não há disponibilidade. Neste caso rasgam-se os compromissos assumidos, porque há crise… Estamos entregues à bicharada. De qualquer maneira, nada espero de diferente daqueles que se preparam para assumir o poder, proximamente, nomeadamente do PSD, de Passos Coelho. È tudo farinha do mesmo saco…
«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte

(Membro da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Fado «Capeia Arraiana» cantado por Tânia Patrício com letra original de António Patrício.

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«É com imenso prazer que vos dou a conhecer um fado que foi feito para vocês todos que amam as Capeias, os touros e tudo o resto que envolve este bonito e antigo acontecimento! Um beijinho grande da Tânia Patrício.»
jcl

A cantiga que hoje apresento tem uma bonita melodia. É uma canção de amor, em estilo de balada, mas com alguns laivos de «canção de roda» no refrão (constituído pelas duas últimas quadras).

Salgueiro

João Aristídes Duarte - «Música, Músicas...»A quadra inicial repete-se, quando termina o refrão. O refrão repete-se outra vez.
O bucolismo é tema recorrente na música de tradição oral, em Portugal, até porque a grande maioria das cantigas são recolhidas em meio rural
Por isso não é de estranhar a referência ao salgueirinho junto da água, bem como os peixinhos, uma imagem bucólica bastante comum nestas paisagens beirãs. Lembremo-nos dos lameiros e do corte e apanha do feno, uma das tarefas mais importantes da vida nas aldeias, há umas décadas atrás. Tudo era feito por grupos de homens e mulheres, que aproveitavam para cantar em grupo.

Salgueirinho ao pé d’água
Faz sombra aos peixinhos
Quem namora às escondidas
Leva abraços e beijinhos

Amar não é crime
Não é crime, não
Quem deixa o amor
Não tem coração

Amor dá-me um beijo
Dá-me a tua mão
Se tu não ma deres
Morro de paixão.

«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte
(Membro da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

A cantiga que hoje apresento é uma cantiga religiosa ou cantiga da Quaresma, integrada no ciclo Pascal. Há muitas em Portugal com esse nome, todas referentes ao Ciclo Pascal. O seu título é «Alvíssaras».

João Aristídes Duarte - «Música, Músicas...»As «Alvíssaras» eram dirigidas a alguma divindade (no Soito, talvez a Nossa Senhora dos Prazeres – não foi possível apurar).
Na região da Beira Baixa também acontecia assim, uma vez que há relatos de que era costume, em tempos mais antigos, em Aldeia de Santa Margarida (Idanha-a-Nova) ou Juncal do Campo (concelho de Castelo Branco) que na madrugada de Sábado de Aleluia se fossem dar as alvíssaras (Boas-Festas) à Senhora da Granja e à Senhora das Dores e, claro, ao vigário da freguesia.
Mais uma vez se torna claro que a música tradicional do Soito (e do concelho) tem muitas semelhanças com as músicas da Beira Baixa.
Hoje, no Soito, já não se pratica o passeio de várias pessoas pelas ruas da freguesia, acompanhadas pelo pároco, aqui conhecido como «Tirar o Folar» e noutras regiões do país conhecido como «Compasso». Eu ainda me lembro dessa cerimónia, realizada na segunda-feira a seguir à Páscoa, em que o passeio era acompanhado pelo sacristão que tocava uma campainha e em que o pároco ia a todas as casas da freguesia dar as Boas-Festas. Já durante a época da Quaresma ainda me lembro de ver o sacristão a tocar umas «matráculas» (que eram constituídas por uma tábua com ferros, que era manipulada de modo a produzir barulho), já que os sinos não podiam tocar.
Eis a letra das «Alvíssaras» do Soito:

Dai-me alvíssaras, Senhora
Deitai-mas no meu chapéu
O Vosso amado filho
Já subiu da Terra ao Céu

Dai-me alvíssaras, Senhora
Num raminho de «sarpão»
O Vosso amado filho
Já desceu do Céu ao chão

Dai-me alvíssaras, Senhora
Dai-mas, se m’as quereis dar
O Vosso amado filho
Já tornou a ressuscitar

Dai-me alvíssaras, Senhora
Deitai-mas no meu «mandil»
O Vosso amado filho
Já tornou a ressurgir.

Ainda sobre a música tradicional apraz-me referir que o cantor Roberto Leal editou já dois discos (em 2007 e 2009) de títulos «Canto da Terra» e «Raiç» (a palavra mirandesa para raiz). Estes discos nada têm a ver com o Roberto Leal (que nasceu em Vale da Porca, concelho de Macedo de Cavaleiros) mais conhecido. São trabalhos, verdadeiramente, representativos da melhor música tradicional portuguesa. Nestes trabalhos Roberto Leal contou com a participação de músicos da Brigada Victor Jara, Galandum Galundaina, Quadrilha e Tocá Rufar e canta em mirandês.
AlvíssarasRoberto Leal que regressou às suas raízes transmontanas, das quais se havia afastado, recorda que nestes trabalhos estão «memórias que foram guardadas pela vida fora, dos tempos em que pensava que falava uma língua rude». Mais curiosa ainda, da parte do cantor, a referência a que «ainda em adolescente, e sem o compreender, fui alvo de chacota por causa da minha pronúncia quando dizia txabe em vez de chave, e achava, como muitos transmontanos de então, que trocar o V pelo B era ignorância».
Confesso que nunca fui grande fã de Roberto Leal, enquanto cantor de música ligeira, mas estes seus dois trabalhos e o facto de referir aquilo que escrevi lá atrás levaram a que passasse a admirá-lo. Temos a obrigação de, pelo menos em escritos, preservar aquilo que nos foi legado pelos nossos avós e é isso que eu tento fazer com estas crónicas sobre música tradicional do Soito.
«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte

(Membro da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

A Fanfarra Sacabuxa, da Castanheira (concelho da Guarda) venceu, em Seia, a eliminatória da Região Centro do Concurso Nacional de Música da Fundação Inatel.

Fanfarra Sacabuxa - Castanheira

Realizou-se no dia 3 de Outubro, em Seia, no Cine-Teatro Jardim, a eliminatória regional do Centro do Concurso Nacional de Música da Fundação Inatel. Este concurso opõe Centros de Cultura e Desporto (CCD) filiados que queiram participar com projectos culturais na área das bandas, orquestras, fanfarras e na área dos coros.
Na eliminatória de Seia a classificação das Bandas foi a seguinte: 1.º lugar, Fanfarra Sacabuxa, Associação Juventude Activa da Castanheira (distrito da Guarda); 2.º, Filarmónica União Taveirense (Taveiro, distrito de Coimbra); 3.º, Orquestra do Clube Cultural Desportivo de Veiros (Veiros, distrito de Aveiro); 4.º, Orquestra do Grupo Cultural Recreativo da Taipa (distrito de Aveiro). A Fanfarra Sacabuxa venceu a eliminatória com o projecto «Sobressalto» sob a direcção musical de Elmano Pereira.
Na eliminatória regional de Coros, também realizada em Seia, venceu o Coro da Sociedade Instrução Tavaredense com o projecto «Cantigas de Tavarede».
A Fanfarra Sacabuxa e o Coro da Sociedade Instrução Tavaredense disputarão a final nacional de Bandas e Coros com os vencedores das restantes regiões do País em Beja, no Cine-Teatro Pax Júlia, no fim-de-semana de 20 e 21 de Novembro.
A eliminatória regional de Teatro do Centro realizou-se também no fim-de-semana de 3 e 4 de Outubro em Coimbra, tendo saído vencedor o Teatro Olimpo de Ansião (distrito de Leiria) com a peça «Auto da Índia». Nesta eliminatória participou também o Grupo Guardiões da Lua do Centro de Convívio Cultural e Social de Quarta-Feira (Sortelha, Sabugal) com a peça «Casamentos por Medida».
A eliminatória regional de etnografia do Centro teve lugar no dia 2 de Outubro em Viseu. Nesta eliminatória venceu o Rancho Regional da Casa do Povo de Ílhavo (distrito de Aveiro) na categoria de Quadros Etnográficos, não tendo havido concorrentes do distrito da Guarda.
Na categoria de música tradicional e popular apenas concorreu o grupo de Cantares Cantorias, de Vila Chã de Sá (distrito de Viseu) que ficou imediatamente apurado para a final. A final nacional de etnografia está marcada para os dias 3, 4 e 5 de Dezembro no Cineteatro Miguel Franco, em Leiria.
Joaquim Igreja
(Agência do Inatel da Guarda)

A Sociedade Filarmónica Bendadense, eleva às suas gentes uma responsabilidade acrescida sobre a forma de fazer cultura e história na sua terra, a freguesia da Bendada, no concelho do Sabugal. E foi com todo o espírito social e com muita vontade desta gente, que em 1870 se fundou a Sociedade Filarmónica Bendadense.

140 anos - Sociedade Filarmónica Bendadense - Bendada - Sabugal

Filipe Fernandes - Banda BendadaApesar destes 140 anos sem qualquer interrupção, esta permanência acentuada ao longo dos tempos só foi possibilitada por uma enorme força de vontade de algumas pessoas que criaram e desenvolveram a Escola de Música, incutindo nos jovens o gosto pela música e consequente aprendizagem para o ingresso na Banda Filarmónica.
«Não existe nenhuma banda filarmónica que possa resistir se não tiver uma escola de música que permita renovar constantemente os seus quadros de pessoal, sob pena de se extinguir, uma vez que, nesta região as condições de fixação da população são bastante reduzidas, o que está na base de fenómenos de emigração. O papel da Escola de Música é fundamental neste apoio e suporte de formação que concede à banda. Antes de se aprender a tocar um instrumento, existem alguns conteúdos teóricos que é necessário apreender e sem os quais é impossível executar qualquer tipo de instrumento.»
Ao longo destes anos todos muita gente vestiu o uniforme da banda. Este número aparentemente elevado de instrumentistas apresenta duas perspectivas de análise: por um lado, demonstra o gosto das pessoas em pertencer à Banda; por outro, evidencia os imensos obstáculos à fixação das pessoas em terras do interior, que imigram em busca de melhores condições de vida.
«Tivemos elementos que passaram pela Escola de Música e, posteriormente, integraram a banda. No entanto, quando conseguiam atingir um patamar mais elevado na formação e se assumiam como executantes de qualidade, tinham que abandonar a banda porque não tinham condições de fixação no concelho: uns iam estudar para fora, outros emigravam à procura de melhores condições de vida, o que faz deste aspecto a maior dificuldade da banda.»
Tem sido ao longo destes anos, a Escola de Música da Banda, um impulso e uma forma saudável de considerar a Banda um elemento cultural de elevado nível de qualidade. É certo que essa qualidade singular lhe tem dado grandes possibilidades de participar em inúmeras festividades culturais e religiosas, pelos mais diversos pontos do País, sobretudo na região, que é suficientemente esclarecedor quanto à importância de actuar noutras terras: «Já tivemos anos de fazer entre 20 e 25 actuações, distribuídas por várias regiões. Isto é bom porque quanto mais longe formos, mais somos conhecidos, assim como a nossa terra, porque a Banda é um autêntico veículo transmissor da cultura, da música, dos hábitos e dos costumes da nossa terra.»
A Banda Musical da Bendada apresenta-se, actualmente, com cerca de 30 elementos, com idades compreendidas entre os nove e os 50 anos, o que faz dela uma Banda relativamente jovem.
Os jovens acabam por ser seleccionados gradualmente, a sua participação e assiduidade nos ensaios é fundamental para a sua formação e possível ingresso na Banda. Contudo, as desistências aparecem ao longo dos anos, e são efectivamente uma das grandes preocupações do grupo, uma vez que depois do instrumentista estar habilitado para desenvolver um trabalho correcto, desiste, por questões particulares ou profissionais.
É certo que as dificuldades são grandes, no entanto a Banda tem conseguido sobreviver à desertificação e, de certa forma, tem desenvolvido em muitas crianças o gosto pela música e, ao mesmo tempo, tem contribuído, não só para o desenvolvimento cultural do concelho e região, como também contribuiu e continua a contribuir para a formação integral de quem executou e executa um instrumento, como também para quem a escuta nas várias actuações realizadas ao longo destes anos.
Representa, com toda a certeza, as gentes da Bendada, dignifica o nome da sua terra, onde tem sido muito acarinhada, e é com grande espírito de sacrifício que se tem caracterizado como uma forma de desenvolvimento cultural e integral das pessoas desta terra ao longo da sua existência.
«É de salientar que representa um motivo de orgulho para todos os habitantes da Aldeia e do concelho visto ser a única, principalmente para aqueles que trabalharam e se sacrificaram e para todos aqueles que hoje continuam a trabalhar e a sacrificar-se, para que a banda pudesse atingir o nível em que se encontra.»
Filipe Fernandes
(Presidente da Direcção)

Continuando a divulgação de música de tradição oral que recolhi, no Soito, apresento nesta crónica uma canção religiosa intitulada «Santo Antão da Murganheira».

João Aristídes Duarte - «Música, Músicas...»Sabe-se que a música de tradição oral, em Portugal, apresenta-se divida em vários subgéneros de que fazem parte, entre outras as canções de trabalho, as canções religiosas e as cantigas para dançar.
A informante desta, bem como de todas as canções referidas nesta série de crónicas, foi a minha tia Luísa Dias Aristides (na foto), hoje com 98 anos.
Esta canção é uma típica canção de romaria, que terá tido origem na disputa entre as aldeias do Soito e Vila Boa a propósito de qual delas seria a soberania da capela de Santo Antão, que existe no lugar da Murganheira, perto do Soito e de Vila Boa.
Durante anos a população do Soito venerava a imagem de Santo Antão, como se fosse do Soito, embora pertencesse (como ainda hoje) à freguesia de Vila Boa.
Parece-me que esta cantiga apresenta semelhanças com as cantigas de romaria da Beira-Baixa, sendo mais um exemplo da proximidade geográfica poder ter influenciado o surgimento de várias cantigas, tal como referido pelo etnomusicólogo José Alberto Sardinha.
As pessoas do Soito iam em romaria, com carros de vacas enfeitados, até à ermida do Santo Antão, tal como refere a letra da cantiga. A imagem de Santo Antão tem um porquinho ao fundo dos pés, facto que é, também, referido na canção.
A letra da cantiga é a seguinte:

Mais acima, mais abaixo
Tem uma bela junqueira
E à porta da capela
Tem uma bela «moreira»

(refrão)
Já é nosso! Já é nosso!
O Santo Antão
Da Murganheira

Viva o Santo Antão
Que é rei dos «labradores»
Levam carros e carretas
Enfeitadinhos de flores

(refrão)
Já é nosso! Já é nosso!
O Santo Antão
Da Murganheira

Ó Divino Santo Antão
Que andais aqui fazendo
Ando a ver do porquinho
Que me fugiu para o Ozendo

(refrão)
Já é nosso! Já é nosso!
O Santo Antão
Da Murganheira

Devo dizer que qualquer uma das cantigas recolhidas no Soito poderiam, facilmente, fazer parte do reportório de um desses grandes grupos de recriação da música tradicional portuguesa, como a Brigada Victor Jara ou a Ronda dos Quatro Caminhos.
Tia LuísaComo esta região do concelho de Sabugal não foi muito visitada por etnomusicólogos é, pois, natural, que as cantigas daqui não sejam muito conhecidas. Não tendo sido objecto de estudo por etnomusicólogos, é natural que não tenham divulgação.
No concelho de Sabugal tenho conhecimento que uma cantiga da apanha da azeitona de Quadrazais intitulada «Azeitona Cordovili» foi recolhida por José I. Franco, em 1940 nessa localidade e está no livro «Cancioneiro Popular Português» de Michel Giacometti.
Também José Alberto Sardinha recolheu duas cantigas, no final da década de 1990, na Bendada.
Em termos de temas da tradição oral do concelho de Sabugal que foram objecto de recriação, para além da «Canção das Maias» (de Alfaiates) recriada pelos Chuchurumel e mencionado na crónica anterior; conheço também a recriação de «Entrudo» (de Aldeia do Bispo) recriada pelos Assobio, no seu CD de 2009.
«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Vou escrever uma série de crónicas sobre a música tradicional do Soito, de que tenho conhecimento.

Michel Giacometti

João Aristídes Duarte - «Música, Músicas...»Não sou etnomusicólogo, como o grande Michel Giacometti (na foto), Margot Dias, Rodney Gallup ou Salwa El-Shawan Castelo-Branco (curiosamente todos estrangeiros, mas que realizaram um trabalho imenso em Portugal, que deveria estar-lhe eternamente grato).
Os conhecimentos que eu tenho sobre esta temática devem-se à audição atenta de centenas de discos de recolhas e recriação da música de tradição oral, bem como à leitura de variadas obras de Giacometti, Fernando Lopes-Graça e outros.
As recolhas que efectuei, há uns anos, e que tenho em suporte digital foram-me referidas por alguns e algumas informantes, das quais um ainda é viva, com a provecta idade de 98 anos. Trata-se da minha tia Luísa Dias Aristides, actualmente no Lar da 3.ª Idade, no Soito.
José Alberto Sardinha, outro dos grandes nomes da etnomusicologia portuguesa, refere que «tanto na Cova da Beira, como por toda a campina de Idanha, desde o Sabugal às margens do Tejo, é o adufe o principal e, sem dúvida, o mais arcaico instrumento». Este estudioso não deixa, no entanto, de referir que a música tradicional não tem certidão de nascimento e que as músicas das várias regiões podem interpenetrar-se, contribuindo para isso, nomeadamente, a proximidade geográfica ou as migrações.
Mas até pode ser que não seja só por isso, já que há grandes semelhanças entre o «Grito de Ah Ghi Ghi» que se usava no Soito há 50 ou mais anos e o «Grito de Escatilhar» recolhido por Michel Giacometti, no Minho.
Nas recolhas que efectuei, notei semelhanças entre algumas das músicas do Soito e as músicas mais conhecidas da Beira-Baixa. Até poderei estar enganado, mas foi o que me pareceu, sobretudo no tema mais conhecido do Soito que é a «Canção do Maio».
Talvez incluída nas Festas da Primavera ou das Maias, que celebravam o retorno do Sol fecundante, esta cantiga era cantada no início de Maio por grupos de rapazes e raparigas, acompanhados por adufe ou pandeireta.
Era por estes dias que os padrinhos do Soito ofereciam aos seus afilhados o «Bolo do Maio», que é uma tradição (em parte ainda viva), que só conheço nesta freguesia. O «Bolo do Maio» é um «santoro» que, nas restantes localidades do concelho, se costuma oferecer na época dos Santos.
A letra da «Canção do Maio» é a seguinte:

O Maio é muito longo
Minha mãe tem pouca massa
Lá o iremos passando
Com azedas e labaças

Ò Maio, Ó Maio
Ó Maio d’além
Quando vem o Maio
Ceifa-se a farrem

Já lá vem o cuco
Já lá vem o cuco
E vem d’acavalo (bis)
Traz ciguenas d´oiro
Que vem do marcado

Tenho uma pitinha branca
Que me põe no campanário
Hei-de deitá-la de meias
Com a Senhora do Rosário

Ó almo de S. Modeste
Que fizeste à tua flor
Que te vejo de sem ela
Como eu de sem amor

Maiai, cachopas maiai
Arrastai as vossas saias
Sabe Deus quem chegará
A outro dia de Maias

O grupo Chuchurumel, de César Prata, no CD «Posta-Restante», de 2006, apresenta um tema recolhido em Alfaiates, com o título «Canção das Maias» que contém estes versos:

Este Maio é muito grande
Minha mãe tem poucas massas
Mas lá iremos passando
Com azedas e rabaças

O resto da letra da «Canção das Maias», de Alfaiates não tem semelhanças nenhumas com a «Canção do Maio», do Soito, sendo que a música é, também, totalmente diferente com alguma proximidade à música do Norte de África, pelo menos na versão de Chuchurumel.

P.S. (salvo seja): Grande concerto da Banda da Força Aérea Portuguesa, no sábado, nos Fóios, cada vez menos o «calcanhar do mundo». Como musicómano que sou, não poderia faltar.
«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte

(Deputado da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Tal como estava anunciado a Banda da Força Aérea deslocou-se a Foios para dar um concerto de cerca de duas horas. Aconteceu no passado sábado, dia 25, do corrente mês de Setembro.

José Manuel Campos - Nascente do CôaO autocarro da Força Aérea chegou a Foios por volta do meio-dia. Os elementos da Junta de Freguesia receberam e cumprimentaram os Senhores militares responsáveis pela banda desejando a todos uma boa jornada de convívio.
Depois do autocarro e do camião, que transportava os instrumentos musicais, terem sido conduzidos para um local sugerido pelos elementos da Junta de Freguesia, todos os elementos se deslocaram para o restaurante Eldorado onde foi servido um delicioso almoço que teve como prato principal o saboroso cabrito assado na brasa.
Cerca das 15h todos os elementos da banda se deslocaram para junto do palco onde iria decorrer o concerto. Cada músico tratou daquilo que lhe competia e foi num ápice que o palco ficou pronto para que às 16 horas tivesse início o concerto.
Os números que haviam sido anunciados foram excelentemente interpretados e, por volta das 17 horas, verificou-se um pequenino intervalo para que o Sr. Tenente Rosado, maestro da banda, em substituição do Sr. Ten. Coronel Élio Murcho, tivesse chamado ao palco o Presidente da Junta para troca de umas lembranças.
Tanto um como o outro proferiram simpáticas palavras de agradecimento. De seguida o Presidente da Junta convidou também o Sr. Presidente da Câmara a subir ao palco tendo igualmente agradecido a todas as pessoas, envolvidas no evento, a tarde cultural que proporcionaram em terras do Município do Sabugal.
O concerto terminou às 17,45h e todas as pessoas foram convidadas a subir à sala de exposições do Centro Cívico para se proceder à inauguração de uma exposição de arte – escultura – da autoria do Octávio Martins Gonçalves com o pseudónimo de «Augusto Tomás», por certo também natural de Foios.
Enquanto a banda cumpria o programa musical uns especialistas trataram de assar um porco no espeto que começou a ser servido por volta das 18,30h.
Tanto os elementos da Banda como as muitas pessoas que assistiram ao concerto foram convidadas a aproximarem-se das mesas que alguém havia previamente preparado. Foi num verdadeiro espírito de amizade que todas as pessoas comeram, beberam e confraternizaram.
Por volta das 19,30h os músicos tomaram lugar no autocarro para os transportar, de novo, para a capital.
Ficou por mais algum tempo a Sr.ª Capitão Sónia Vicente e o seu marido, também militar e com o posto de Major, que continuaram a conviver com a população.
De referir que a Sr.ª Capitão Sónia Vicente veio em representação de Sua Excelência o Sr. General Luís Araújo, que é o Chefe de Estado Maior da Força Aérea. Representou muito bem o C.E.M.F.A e a Força Aérea em geral.
Estava previsto uma deslocação às instalações do edifício da antiga escola para uma visita aos espaços onde se encontram instaladas quarenta das cinquenta camas que nos haviam sido fornecidas também pela Força Aérea. Por falta de tempo esta visita já não se concretizou mas acontecerá, certamente, dentro de algum tempo, com a presença daqueles Senhores Militares que mais contribuíram para que as ditas camas tivessem chegado até Foios.
Para terminar e interpretando o sentimento geral da população que represento pretendo agradecer a todas as pessoas que trabalharam para que esta inolvidável jornada tivesse sido possível.
Pretendo também realçar e agradecer a presença do Sr. Presidente António Robalo, Sr.ª Vice-Presidente Delfina Leal bem como ao Sr. Governador Civil da Guarda que muito embora já tivesse compromissos assumidos, fez-se representar pela Sr.ª D.ª Maria José que, por sua vez, se fez acompanhar pela simpática Isabel e pelo Sr. João. O Sr. Presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Matos, muito embora não tivesse podido ficar até ao fim, assistiu a todo o concerto. Ou não tivesse também servido a Força Aérea de onde saiu há, alguns anos, com o posto de Ten. Coronel.
Também é de inteira justiça referir o trabalho desenvolvido pela equipa de sapadores local, colegas e funcionário da Junta, sobretudo na montagem do palco e na organização do lanche.
Aqui pelos Foios emprega-se, com alguma frequência, a expressão: «As pedras rolando se encontram». Nós iremos, certamente, reencontrar-nos.
Obrigado a todos.
«Nascente do Côa», opinião de José Manuel Campos

(Presidente da Junta de Freguesia de Foios)
jmncampos@gmail.com

Victor Villadangos, um dos mais talentosos guitarristas argentinos da actualidade, dá esta sexta-feira, 10 de Setembro, às 21.30 horas, um concerto único no Auditório Municipal do Sabugal. Espectáculo imperdível onde não faltarão as interpretações dinâmicas e os arranjos de tangos da sua terra natal, Buenos Aires.

Victor Villadangos - Sabugal

O concerto, com entrada livre, é organizado pela Câmara Municipal do Sabugal e pela empresa municipal «Sabugal+».

Por motivos meteorológicos o espectáculo inicialmente marcado para o Castelo do Sabugal vai ter lugar no Auditório Municipal.
jcl

Concerto dos UHF nas festas de São João Baptista em Aldeia Velha.

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jcl

Os Fóios somam e seguem. Depois da inédita e estrondosa Governação Civil Aberta o professor José Manuel Campos, presidente da Junta de Freguesia dos Fóios, entendeu que agora era tempo de… «nos dar música». Assim, no dia 25 de Setembro de 2010, às 16 horas, actua em concerto ao ar livre na freguesia fojeira a famosa Banda da Força Aérea Portuguesa. Depois de conquistada a terra é tempo de lutar pelos céus raianos.

Banda Força Aérea

A Banda da Força Aérea Portuguesa foi criada em 1957. No seu Brasão de Armas ostenta a divisa: «Servindo com Engenho e Arte».
jcl

Continuando em maré de Verão, concluo hoje esta curta digressão sobre alguns dos meus prazeres culturais…

Ramiro Matos – «Sabugal Melhor»Há muitos anos (teria 18 anos), tive um amigo que me deu uma lição que nunca esqueci. Estávamos a ver uma exposição de um grande pintor espanhol, Antoni Tàpies, e quando chegámos ao fim eu disse em voz alta «Isto não vale nada!» Esse meu amigo perguntou-me então o que é que eu sabia de técnicas de pintura ou de história de arte para poder afirmar em voz alta que aquilo não valia nada, quando estava perante um dos maiores pintores do Século XX. E continuou dizendo que, quando muito, eu podia dizer «Não gostei!», e mesmo isso poderia ser levado à conta da minha ignorância, pois o gosto também se educa…
Como disse, nunca esqueci esta lição, e muito me serviu no campo da música, que é também fruto de acasos felizes…
Sendo o meu pai e o meu tio músicos (um tocava trompete e o outro clarinete e, mais tarde, piano), nunca nada me ligou à música e, ainda hoje, tenho o que se chama um “ouvido duro”…
Lembro, por outro lado, que ainda sou do tempo em que não havia FM mas só AM.
Mas, chegado à Guarda em 1969, tive a sorte de encontrar o Luís Castela, grande músico e grande amigo, que, aos sábados vinha do Seminário com discos de música clássica. O Luís juntava alguns amigos à volta de um daqueles gira-discos antigos a pilhas e de um piano que havia no Bispado e ensinava-nos a ouvir e a gostar de Beethoven, Bach, Chopin, etc.
Chegado a Lisboa em 1971, fiquei alojado numa Residência Universitária aonde chegavam, vindos dos Serviços Sociais, bilhetes para ir a espectáculos de música clássica que se realizavam no Coliseu dos Recreios. E foi com um destes bilhetes que me calharam em sorteio que, pela primeira vez, assisti a uma ópera. O deslumbramento foi tal, que nunca mais deixei de gostar de ópera, tendo, logo que as condições financeiras o permitiram, adquirido a assinatura do S. Carlos que ainda hoje mantenho. A ópera ao vivo, num espaço pequeno como o S. Carlos, é o espectáculo dos espectáculos e não conheço ninguém que tendo assistido não tenha ficado fã. (Já não digo o mesmo de ver na televisão ou ouvir um disco…)
Logo em 1972, a Gulbenkian (e já perceberam a importância que esta Instituição teve para mim…) inicia dois ciclos importantíssimos e, infelizmente já inexistentes: as Jornadas de Música Antiga e as de Música Contemporânea. Ali aprendi a gostar da música que se fazia há muitos séculos atrás (desde o canto gregoriano à música barroca de Monteverdi ou Bach, passando pelos renascentistas), mas também da música que era produzida ao mesmo tempo que eu existia (onde sobressaiam os portugueses Emmanuel Nunes e Jorge Peixinho, ao lado de figuras como Stockhausen, Beri, Penderecki, ou Xenakis).
Gostar de música, dita erudita, clássica ou contemporânea, foi, como acabo de contar, fruto de acasos felizes, mas também de vontade de experimentar e de aprender.
Comi favas a primeira vez tinha mais de trinta anos, e gostei muito. Até lá, dizia que não gostava, mas também nunca tinha provado…
A música, que não aquela que passa todos os dias na rádio ou nos canais de música, dita ligeira, é como as favas. Quando se quer provar, normalmente gosta-se…
«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos
(Presidente da Assembleia Municipal do Sabugal)
rmlmatos@gmail.com

Victor Villadangos, um dos mais talentosos guitarristas argentinos da actualidade, tem marcado para o dia 10 de Setembro um concerto único no Sabugal. Espectáculo imperdível onde não faltarão as interpretações dinâmicas e os arranjos de tangos da sua terra natal, Buenos Aires.

Victor VilladangosVictor Villadangos nasceu em Buenos Aires e é considerado um dos mais talentosos guitarristas argentinos da actualidade. As análises às suas actuações destacam a sua precisão rítmica, a amplitude de cores e de fraseado sofisticado que coloca nas interpretações e nos arranjos de tangos eternos.
O recital solista no Sabugal, no dia 10 de Setembro, inclui interpretações da «Suite Argentina», de Eduardo Falú, variações sobre os temas «Atahualpa Yupanqui» e «Tres piezas rioplatenses» de Máximo Pujol e músicas de Leo Brouwer, Yukijiro Yocoh. O alinhamento para o Sabugal finaliza com três temas de Astor Piazzolla: «Jacinto Chiclana», «Triunfal» e… «Libertango».
Villadangos tem actuado, como solista e como músico de câmara, nas principais salas de concerto das cidades argentinas e internacionalmente na Alemanha, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Inglaterra, Irlanda, Itália, Israel, Japão, Luxemburgo, Noruega, Suécia, Suíça, Uruguai e Portugal.
O guitarrista das pampas já publicou 13 discos a solo e participou em inúmeras gravações de música popular latino-americana. Integrou como músico convidado espectáculos da Orquestra Sinfónica Nacional de Cuba, Orquestra Filarmónica de Montevideo, Orquestra Sinfónica de la Universidad Nacional de Cuvo, Orquestra Sinfónica Juan de Dios Filiberto, Israel Chamber Orchestra e Orquestra del Teatro Argentino Académica de La Plata entre outras.
Victor Villadangos formou-se no Juan José Castro Conservatório de Buenos Aires com o grau de professor superior de guitarra sob a orientação de Maria Herminia Antola de Gómez Crespo.

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Victor Villadangos vai actuar no Sabugal no dia 10 de Setembro. Espectáculo imperdível.
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Seis anos depois, Aldeia Velha voltou a receber de braços abertos os UHF. Efectivamente, os UHF já tinham actuado no mesmo local no dia 23 de Agosto de 2004. Se o concerto de 2004 foi bom, o de 2010 (realizado no passado dia 21 de Agosto) foi fantástico.

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João Aristides Duarte - «Música, Músicas...»Muito público jovem esteve presente, mas também bastantes pessoas de outras faixas etárias, para quem os UHF são ainda uma referência que permanece desde a sua adolescência.
Totalmente recuperado, após o seu internamento hospitalar em finais de Julho (que levou ao cancelamento do concerto de Peniche), o líder dos UHF, António Manuel Ribeiro, provou (mais uma vez) em Aldeia Velha, porque é um dos mais carismáticos músicos do Rock português.
A banda continua com a formação habitual, que já tem mais de 10 anos: António Côrte-Real (guitarras), Ivan Cristiano (bateria), Fernando Rodrigues (baixo e teclas); António Manuel Ribeiro (guitarras e vozes). Para além destes músicos participou no concerto, como convidado, Nuno Oliveira (teclas, baixo e cavaquinho).
O concerto iniciou-se com «Quando (Dentro de Ti)» e prosseguiu com um tema do novo álbum (que sairá em finais de Setembro e se intitulará «Porquê?»).
O concerto prosseguiu com temas como «Matas-me Com o Teu Olhar», «Sarajevo», «Modelo Fotográfico» ou «Foge Comigo Maria».
O público, que enchia completamente o recinto, não arredava pé e cantava, constantemente, os refrães dos temas emblemáticos dos UHF.
No tema «Canção de Roubar o Amor», Nuno Oliveira tocou cavaquinho, numa feliz mistura entre o Rock e a música popular portuguesa.
O concerto teve o seu clímax no tema «Esta Dança Não Me Interessa», quando António Manuel Ribeiro, na parte final, solicitou ao público que batesse palmas ao ritmo da canção, enquanto ia declamando um poema, ao mesmo tempo que referia estar muito feliz por regressar a Aldeia Velha, elogiando os presentes e transformando a noite de 21 de Agosto numa imensa comunhão entre a audiência e a banda.
O tema «O Vento Mudou», uma versão da canção que ganhou o Festival RTP da Canção, nos anos 60, foi dedicado ao autor desta crónica por António Manuel Ribeiro, seu amigo pessoal.
O concerto chegou ao fim com «Menino (Canção da Beira-Baixa)», mas o público pediu mais. A banda voltou ao palco para cantar a versão acústica de «Matas-me Com o Teu Olhar», com o público em coro a entoar o refrão, após o que se retirou.
A pedido do público a banda regressaria, ainda, para mais dois temas emblemáticos: «Cavalos de Corrida» (António Manuel Ribeiro referiu que estava há 32 anos ligado à corrente e tinha começado por ser, ele próprio, um cavalo de corrida) e, na apoteose final, com o público presente no recinto a dançar ao som de «Menina Estás à Janela».
Resumindo: um concerto memorável.
António Manuel Ribeiro confidenciou ao autor desta crónica que o novo álbum dos UHF se incluirá naquilo a que se poderá chamar «Rock de Intervenção», com palavras duras e de protesto contra um certo apodrecimento da situação vivida em Portugal.
«Música, Músicas…», crónica de João Aristides Duarte

(Membro da Assembleia Municipal do Sabugal)
akapunkrural@gmail.com

Que grande festa na Bendada! No dia 11 de Agosto de 2010 a aldeia da música engalanou-se para receber as centenas de amigos que marcaram presença nos 140 anos da Sociedade Filarmónica Bendadense.

140 Anos da Banda Filarmónica Bendada

Esteve tudo muito bem, as bandas convidadas, a banda aniversariante, que nos encantaram com uma bela arruada seguido de um jantar volante.
Após o repasto fomos brindados por um concerto de todas as filarmónicas, pautado por um intervalo para a troca de presentes e lembranças, seguidamente cantaram-se os parabéns acompanhado de um saboroso bolo de aniversário.
Esteve muita gente, mesmo muita gente, como há muito tempo não se via na Bendada.
Mais uma vez parabéns e obrigado por nos proporcionarem esta festa.
Como autarca da Freguesia agradeço a todos os que nos deram o prazer da sua presença, um obrigado especial ao Sr. Governador Civil que na impossibilidade de estar presente se dignou fazer representar, ao Sr. Presidente do Município do Sabugal, bem como todo o executivo presente.
Quero enaltecer mais uma vez o trabalho e dedicação da direcção e músicos da Sociedade Filarmónica Bendadense por nos proporcionar estes magníficos momentos, quer musicais quer de convívio e não esquecendo nunca de elevar e dignificar o nome da Bendada.
Os 140 anos já fazem parte do passado. Vamos caminhar para comemorar com muita música os 150 anos.
Jorge Manuel Dias
(Presidente da Junta de Freguesia da Bendada)

Que grande festa na Bendada! No dia 11 de Agosto de 2010 a aldeia da música engalanou-se para receber as centenas de amigos que marcaram presença nos 140 anos da Sociedade Filarmónica Bendadense.

GALERIA DE IMAGENS  –  140 ANOS BANDA DA BENDADA   –   11-8-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

Que grande festa na Bendada! No dia 11 de Agosto de 2010 a aldeia da música engalanou-se para receber as centenas de amigos que marcaram presença nos 140 anos da Sociedade Filarmónica Bendadense.

GALERIA DE IMAGENS  –  140 ANOS BANDA DA BENDADA   –   11-8-2010
Fotos Capeia Arraiana – Clique nas imagens para ampliar

jcl

O concerto dos UHF em Aldeia Velha, na noite de 21 de Agosto, é aguardado com grande expectativa, por ser o único que leva aos palcos das festas de verão do concelho do Sabugal uma grande banda de referência nacional.

O grupo musical UHF está de volta aos palcos, após a recuperação de António Manuel Ribeiro, vocalista líder do grupo, que superou um problema de saúde que o levara ao internamento hospitalar no dia 28 de Julho.
No próximo sábado, dia 14, a banda regressa à estrada actuando em Penhascoso, Mação. Depois seguem-se outras actuações durante este mês de Agosto, de norte a sul do país. No dia 20 estarão no Alentejo (em Fronteira) no dia 21 no Sabugal, a 22 em Cascais e a 27 em Penafiel. O grupo continuará depois em digressão até ao final do ano.
O concerto em Aldeia Velha é aguardado com ansiedade. A mordomia colocou a festa no facebook, sob a designação «Aldeia Velha em Festa», e os sinais da grande expectativa são ali manifestamente visíveis. Entre confissões de ansiedade e comentários à volta dos principais temas musicais da banda, a expectativa está ao rubro e espera-se um grande concerto em Aldeia Velha na noite de 21 de Agosto, que é sábado.
As festas de Aldeia Velha, em honra de S. João Batista, estendem-se do dia 21 ao dia 26 de Agosto e incluem a actuação de grupos de baile, toiros e até a realização de uma festa da espuma para a juventude.
No dia 25 de Agosto, Aldeia Velha tem ainda a capeia arraiana, que, por tradição longínqua, marca o final da época taurina das aldeias da raia sabugalense.
plb

Confesso que não estive presente na última noite (1 de Agosto) neste evento, pelo que não me posso pronunciar. Sobre os restantes dias e, como estive presente, tenho uma ideia que quero transmitir aos leitores.

Clique nas imagens para ampliar

João Aristídes Duarte - «Memória, Memórias...»Há muito quem critique, quem nada mais faça que dizer mal, mesmo que nem sequer ponha um pé nos eventos.
Realmente, não houve muita gente no evento, nos dias 29, 30 e 31 de Julho. Quando as coisas acontecem, algumas pessoas não participam e quando não acontecem, criticam porque nada acontece. Esta contradição parece-me arreigada no nosso concelho e é uma pena que assim aconteça.
Uma das declarações mais recorrentes, e este ano não foi excepção, é o facto de o evento não ter nenhum nome «sonante». A maioria das pessoas que fazem essa crítica não fazem ideia dos cachets que os nomes «sonantes» cobram para se apresentarem num espectáculo. A título de exemplo, e uma vez que isso é público – publicado na Internet, no site Transparência – , transcrevem-se alguns:
– Tony Carreira, 45.000 euros; Rui Veloso, 31.000; Paulo Gonzo, 23.000; Xutos & Pontapés, 44.000; Amália Hoje, 50.000; UHF (concerto na Rua do Carmo pago pela Câmara de Lisboa, em 2009), 18.500.
A estes valores há que juntar, na maior parte das vezes, toda uma infraestrutura (palcos, aluguer de som e luzes, etc.). A título de mais outro exemplo refiro que o aluguer de som, iluminação e palco (num só dia) para um espectáculo com o artista norte-americano Moby, pago pela Câmara do Porto, custou 75.000 euros. Fora o cachet artístico cobrado pelo cantor e os seus músicos.
Acresce que, e isto pouca gente sabe, todos os nomes «sonantes» exigem uma série de equipamentos com um valor elevadíssimo. Nenhum dos nomes «sonantes» aceita, por exemplo, realizar o espectáculo no palco que é propriedade da Câmara do Sabugal e que está instalado no local do evento (dos casos acima referidos tenho informação de que apenas os UHF aceitam e o seu concerto do ano passado, no Sabugal, sei que custou bem menos que aquilo que foi pago pela Câmara de Lisboa).
Ora, o concelho de Sabugal, com uma série de carências, não pode dar-se ao luxo (parece-me a mim) de gastar quantias exorbitantes num evento.
Por isso sei que a aposta foi em nomes não tão «sonantes» e com cachets muito menores que os referidos (sei que os The Cadillacs, por exemplo, têm um cachet que é 11 vezes menor que o de Amália Hoje). Convém referir que o concerto dos Trabalhadores do Comércio não atingiu as mais legítimas expectativas, para um grupo com o seu historial. O seu início, com temas do álbum novo, incluindo muitos temas desconhecidos do público, foi mesmo mau. Apenas a partir do meio do concerto as coisas tomaram um rumo mais certo.
Em contrapartida o concerto dos The Cadillacs foi fabuloso. Posso mesmo dizer que foi do melhor que vi, ao vivo, nesta região, nos últimos anos. Foi uma hora e meia do mais puro Rock’n’Roll, excelentemente executado. Tanto que parecia estar-se em presença de um grupo norte-americano. Um casal da Guarda, que se deslocou propositadamente para ver o grupo, que desconhecia (segundo me disseram vieram porque relacionaram o nome com Rock’n’Roll), perguntou, no final do concerto, aos músicos se eles eram mesmo portugueses, uma vez que parecia não acreditar. Trata-se, efectivamente, de músicos genuinamente portugueses, só que daqueles muito bons.
Esta aposta foi ganha. O público não era muito, mas apenas porque se tratava de um nome que não era «sonante». De qualquer maneira houve direito a encore (a pedido do público) e o tema extra «Johnny B. Good», já fora do alinhamento.
Os One Vision (Tributo aos Queen) também proporcionaram um bom concerto, com a recriação, impecável, de todos os maiores êxitos do grupo de Freddy Mercury. A apoteose aconteceu com «We Are The Champions», bem perto do final do concerto. O público também obrigou o grupo a regressar ao palco para executar mais temas, o que prova que agradou.
«Música, Músicas…», opinião de João Aristides Duarte

akapunkrural@gmail.com

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