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Decorre até 30 de Junho o prazo para apresentação de candidaturas à primeira edição do Prémio Literário Manuel António Pina, instituído pela Câmara Municipal da Guarda.

Homenagem a Manuel António Pina (Foto by Kim Tomé - www.tutatux.com)Podem candidatar-se autores portugueses com trabalhos inéditos de poesia, que cumpram os procedimentos previstos no respectivo regulamento, sendo requisito obrigatório o preenchimento do formulário de candidatura.
O Prémio Literário Manuel António Pina foi instituído pela Câmara Municipal da Guarda com o objectivo de homenagear o escritor e poeta natural do Sabugal, sendo de edição anual, e pretendendo premiar, em anos pares, poesia e, em anos ímpares, literatura infanto-juvenil.
O júri será constituído pelo vereador do pelouro da Cultura da Câmara da Guarda, por um representante da editora Assírio & Alvim, um da Associação Portuguesa de Escritores, por Manuel António Pina e por uma personalidade de reconhecido mérito, a designar pelo Município. O Prémio terá o valor pecuniário de dois mil e quinhentos euros, correspondendo este montante aos direitos de autor respeitantes à edição da obra premiada, a editar pela Câmara Municipal da Guarda em parceria com a Assírio & Alvim.
A atribuição do Prémio Manuel António Pina será feita em sessão solene, na Guarda, no dia do aniversário do Escritor, a 18 de Novembro de 2010.

Regulamento do Prémio. Aqui.
Candidatura ao Prémio. Aqui.
plb

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A 80ª Feira do Livro do Porto, que abriu ontem, 1 de Junho, e decorrerá até ao dia 20 de Junho na Av. dos Aliados, irá homenagear Manuel António Pina, escritor e jornalista natural do Sabugal.

Homenagem a Manuel António Pina (Foto by Kim Tomé - www.tutatux.com)A organização do evento considera Manuel António Pina um dos autores fundamentais da literatura portuguesa contemporânea, tendo escrito e editado cerca de quatro dezenas de livros, que se dividem pela poesia, ficção, crónica e literatura infanto-juvenil, e ainda várias peças de teatro.
Obras suas foram levadas ao cinema, televisão e banda desenhada, e outras musicadas e editadas em disco. A sua poesia tem sido também traduzida e publicada em vários países. Mantém uma crónica diária no Jornal de Notícias, uma das mais lidas e citadas. Um novo livro com uma selecção destas crónicas será publicado ainda este ano, tal como nova reunião da sua poesia, acrescentada de inéditos.
O ponto alto desta homenagem terá lugar no dia 5 Junho, às 17h30, na sessão «Manuel António Pina em destaque», em que participarão, para além do escritor, Álvaro Magalhães, que falará da obra para a infância e juventude, Luís Miguel Queirós, que abordará a poesia, e Sousa Dias, organizador da citada antologia de crónicas no prelo, que se irá debruçar sobre Manuel António Pina cronista. No dia seguinte terá lugar um concerto pelo Bando dos Gambozinos, que por várias vezes interpretou poemas do escritor homenageado.
plb

Terminou ontem o Ciclo Manuel António Pina, promovido pelo Município da Guarda em homenagem a um dos maiores poetas portugueses da actualidade. Associando-nos à consagração do escritor publicamos dois pequenos textos autobiográficos de Manuel António Pina, onde fala no Sabugal, sua terra de nascimento.

«Uma vida de aventuras
O meu nome é Manuel António Pina. Nasci numa terra com um grande castelo, nas margens de um rio onde, no Verão, passeávamos de barco e nadávamos nus. Chama-se Sabugal e fica na Beira Alta, perto da fronteira com Espanha. Quando era pequeno, olhava para o mapa e pensava que, por um centímetro, tinha nascido em Espanha.
Mais tarde descobri que as fronteiras são linhas inventadas que só existem nos mapas. E que o Mundo é só um e não tem linhas a separar uns países dos outros a não ser dentro da cabeça das pessoas.
A verdade é que, por causa da profissão de meu pai, vivi (depois de ter nascido, antes não me lembro…) em muitas diferentes terras e, por isso, não tenho só uma terra, tenho muitas. Uma delas é o Porto, onde vivi mais tempo do que em qualquer outra, onde nasceram as minhas filhas e onde provavelmente morrerei um dia.
Como fui durante muitos anos jornalista, mais de trinta, viajei um pouco por todo o Mundo, da América ao Japão, da China ao Brasil, da África ao Alaska. E como sou escritor tenho viajado também por dentro de mim mesmo. E por dentro das palavras. Assim, apesar de ter nascido numa terra com um grande castelo, nas margens de um pequeno rio, não pertenço a lugar nenhum, ou pertenço a muitos lugares ao mesmo tempo. Alguns desses lugares só existem na minha imaginação. Porque a imaginação, descobri-o também, é o modo mais fantástico que há de viajar.»

«Nove livros mais um
Em casa de meus pais não havia livros. Ou melhor, havia apenas um ou outro (dois, acho eu) de literatura cor-de-rosa, ou lá que cor é, de Delly, uma Vida sexual de Egas Moniz, um estudo, julgo que (mas não tenho a certeza) também de Egas Moniz sobre Júlio Dinis, uma monografia do Sabugal e mais um ou outro de que já não me lembro, além da Estilística da Língua Portuguesa , de Rodrigues Lapa, que era conhecido de meu pai e lha dedicara e oferecera. Uns mais tarde outros mais cedo, li-os todos, claro, e com particular emoção a Vida Sexual e a Estilística , que ainda devo ter algures por aí, juntamente com a monografia do Sabugal»
plb

«Imagem da Semana» do Capeia Arraiana. Envie-nos a sua escolha para a caixa de correio electrónico: capeiaarraiana@gmail.com


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Data: 21 de Janeiro de 2010.

Local: Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço (Guarda).

Autoria: Lucília Monteiro (JL/Visão).

Legenda: Ciclo Manuel António Pina na Guarda.
jcl

A Câmara Municipal da Guarda, criou, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário com o seu nome, que distinguirá anualmente, e de forma alternada, obras de poesia e de literatura. Ainda em homenagem ao escritor sabugalense realiza-se na Guarda um ciclo cultural repleto de actividades.

Manuel António Pina - Sabugal - Foto de Kim Tomé - TutatuxA Câmara Municipal da Guarda anunciou a decisão de criar o Prémio Literário Manuel António Pina, que será lançado no próximo ano, durante um ciclo dedicado ao escritor, a realizar na cidade entre os dias 16 e 22 de Janeiro. O prémio, será atribuído anualmente, alternando entre obras de poesia e de literatura infanto-juvenil.
O Município guardense está já a trabalhar, em pareceria como o Teatro Municipal da Guarda (TMG) e o Centro de Estudos Ibéricos, na realização de um ciclo de actividades dedicadas ao escritor e jornalista, que nasceu no Sabugal em 1943, com o objectivo de o homenagear e de divulgar a sua obra literária.
«Mais do que uma homenagem, queremos divulgar a sua obra e o reconhecimento público da cidade da Guarda e do seu concelho pelo seu labor em prol das artes», justificou o vice-presidente da autarquia, Virgílio Bento em conferência de imprensa realizada na segunda-feira, dia 14 de Dezembro na Guarda. O ciclo que acontecerá de 16 a 22 de Janeiro, contará, entre outras actividades, com um seminário, exposições, teatro, recitais de poesia e oficinas sobre o autor e a sua obra poética e literária.
Américo Rodrigues, director do TMG, disse tratar-se de uma iniciativa de alta qualidade, tendo em vista dar a conhecer a obra de um importante poeta, escritor e jornalista do nosso tempo. No decurso do ciclo haverá dois espectáculos de teatro no TMG.
A Câmara irá também distribuir postais com poemas do autor e realizará um recital de poesia, no dia 21, que juntará 20 pessoas da cidade.
O Centro de Estudos Ibéricos, que também integra a iniciativa organiza o seminário, que se subordinará ao tema «Manuel António Pina – Palavras para além das fronteiras». Participam na iniciativa, entre outros, os ensaístas Arnaldo Saraiva e Eduardo Lourenço.
A Rádio Altitude também aderiu ao programa, indo difundir nesses dias, de hora a hora, poemas de Manuel António Pina.

Em 4 de Abril deste ano a Junta de Freguesia do Sabugal também homenageou Manuel António Pina, num acto pioneiro e verdadeiramente exemplar, ao qual, podemos afirmar, se seguiram outros actos de reconhecimento do valor deste notável escritor e jornalista. Aqui deixamos uma palavra de apreço para o grande autarca que é Manuel Rasteiro, um homem vertical e com grande sentido de oportunidade.
plb

A Casa da Beira Alta, no Porto, homenageou ontem, 12 de Dezembro, o escritor sabugalense Manuel António Pina. Do Homenageado e da sua obra literária falou o ensaísta Arnaldo Saraiva.

Na homenagem ontem realizada, o Professor Arnaldo Saraiva, natural de Casegas, Covilhã, enalteceu a obra literária de Manuel António Pina, com especial referência à obra poética.
Esta homenagem da Casa da Beira Alta ao distinto escritor beirão segue-se a uma outra realizada 4 de Abril no Sabugal, pela mão da Junta de Freguesia, onde também Arnaldo Saraiva falou na sua obra e se procedeu ao descerrar duma plana na casa onde o poeta nasceu.
Manuel António Pina nasceu no Sabugal em 1943, licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Entre 1971 e 2001 foi jornalista do Jornal de Notícias, onde exerceu os cargos de editor e chefe de redacção.
Tem uma vasta obra literária que engloba poesia, ensaio, literatura infantil, ficção e peças de teatro, tendo já sido traduzido para diversas línguas. A diversidade de géneros desenvolvidos e o seu ecletismo são a evidência do domínio de Manuel António Pina sobre a escrita. Conhecido pelo seu tom reflexivo, filosófico e irónico, é considerado uma das mais eminentes figuras da literatura portuguesa contemporânea. Recebeu vários prémios, tanto nacionais como internacionais, nomeadamente o Prémio da Crítica pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, em 2002, atribuído à globalidade da sua obra poética.
Colaborou, e colabora, com diversos outros meios de comunicação. São actualmente muito apreciadas e abundantemente comentadas as suas crónicas no Jornal de Notícias que falam sobre assuntos de actualidade com especial incidência nas polémica políticas mais mediáticas.
plb

Manuel António Pina «é, sem dúvida e a grande distância, o melhor comentador da vida política deste condenado país», assegura Manuel Poppe, que ainda acrescenta outra sua grande qualidade: «É do Sabugal, é da Beira-Alta!»

O escritor Manuel Poppe transcreveu para o seu blogue «Sobre o Risco», uma crónica de Manuel António Pina editada no Jornal de Notícias, na edição de 30/11/2009, intitulada «Corrupção e Gastronomia», onde comenta de forma irónica o desenvolvimento do caso «Face Oculta».
O post com a crónica de Manuel António Pina mereceu um comentário do autor de outro blogue, o «Trepadeira», que enalteceu o artigo de MAP: «Lindo. Já há muito não ria com tanta vontade. Será para não chorar. Pelo menos desopila o fígado.»
Este comentário mereceu uma resposta de Manuel Poppe, editando um novo post de elogio a Manuel António Pina:
«Meu Caro:
Não me admira que a crónica de Manuel António Pina lhe tenha agradado e o tenha afastado da depressão que ameaça todos os portugueses honestos…
O Manuel A. Pina, admirável poeta, Mestre de jornalismo – é, sem dúvida e a grande distância, o melhor comentador da vida política deste condenado país.
A ironia de Pina, aliada à sua fina inteligência, é um remédio santo! Mas também pode fazer chorar.
Depois: além dessas qualidades, ele tem outra: «É do Sabugal, é da Beira-Alta!»
O post de Manuel Poppe vem ilustrado com uma fotografia de MAP aquando da homenagem que este ano, a 4 de Abril, a Junta de Freguesia do Sabugal lhe fez na sua terra natal. A foto é da autoria do também sabugalense Kim Tomé.

Artigo de Manuel António Pina «Corrupção e Gastronomia». Aqui.
plb

Intelectuais e artistas como Manuel António Pina, Eduardo Lourenço, José Saramago, Vasco Graça Moura, Siza Vieira, Carlos do Carmo, Ramos Rosa, José Rodrigues e Urbano Tavares Rodrigues dão contributos para um livro feito de retratos de Álvaro Cunhal.

O livro «Retratos de Álvaro Cunhal» foi ontem apresentado por António Borges Coelho, na Biblioteca Museu República e Resistência, em Lisboa. O mesmo resultou de um projecto do editor José da Cruz Santos, com arranjo gráfico de Armando Alves.
Quase meia centena de artistas e intelectuais aceitaram dar testemunhos que ficaram no livro. O escritor e jornalista sabugalense Manuel António Pina foi um dos apresentaram o seu testemunho acerca do falecido líder comunista.
«Um homem tem três metros de altura», é o título do texto de Pina, numa evocação de um filme de Martin Ritt sobre o tamanho da dignidade. No testemunho afirma ter partilhado algumas das convicções de Cunhal e ter discordado de muitas outras, ao ponto de não terem estado do mesmo lado sem que estivessem em lados opostos.
Manuel António Pina confessa que se a sua admiração por Álvaro Cunhal o conduz facilmente à melancolia, e a «desejar absurdamente que homens assim, do mesmo intransigente tamanho por fora e por dentro, renasçam, seja lá de que lado for».
José Saramago, por sua vez, diz que ocasionalmente «não esteve de acordo com o secretário-geral que ele foi, e disse-lho. A esta distância, porém, já tudo parece esfumar-se, até as razões com que, sem resultado que se visse, nos pretendíamos convencer um ao outro. O mundo seguiu o seu caminho e deixou-nos para trás», registou o Nobel da Literatura, que também é militante comunista.
Já o ensaísta Eduardo Lourenço escreveu um texto intitulado «A Morte de um Comunista», onde evoca o funeral do velho secretário geral do PCP, para recordar que Álvaro Cunhal apreciaria pouco que se falasse da sua morte nos termos publicitários que a imprensa reserva aos grandes deste mundo. Era esse o ideário de Cunhal, «que lhe exigiu o sacrifício do seu destino meramente individual» em defesa «dos interesses de uma condição e de uma classe que não eram as suas, mas com as quais se iria identificar totalmente» – a classe operária.
O livro inclui também poemas de alguns autores, como Manuel Gusmão, Maria Teresa Horta e Y.K. Centeno. Também contém uma fotografia de Eduardo Gageiro e retratos de diversos artistas.
plb

O Ciclo «Cultura no Centro» vai juntar no Porto poetas, críticos e livreiros, para debaterem o rumo da poesia portuguesa contemporânea. O poeta sabugalense Manuel António Pina é um dos participantes.

Manuel António Pina - Sabugal - Foto de Kim Tomé - TutatuxO evento terá lugar no sábado, dia 26 de Setembro, às 17 horas, no centro comercial Dolce Vita Porto.
Para além de Manuel António Pina, estarão também presentes os poetas Fernando Guimarães, Rosa Alice Branco, Catarina Nunes de Almeida e Emílio Remelhe.
A livreira Dina Ferreira, proprietária da Poetria, também participa neste encontro que, durante hora e meia, se propõe analisar a «Expressão máxima do génio literário português», na opinião de vários especialistas.
O ciclo de debates «Cultura no Centro» é organizado pelo jornalista Sérgio Almeida e tem lugar nos últimos sábados de cada mês. Abordam-se temas relacionados com as artes, reunindo um naipe alargado de criadores e responsáveis. A literatura infanto-juvenil, a banda desenhada e a edição foram os temas inaugurais do ciclo.
plb

A «Porto Editora» tem agora como novidade editorial uma antologia de contos infantis intitulada «Princesas, príncipes, fadas, e piratas com problemas», cuja coordenação de edição é de Pedro Sena-Lino e o prefácio vem assinado pelo escritor sabugalense Manuel António Pina.

Manuel António Pina - Sabugal - Foto de Kim Tomé - Tutatux«Princesas, príncipes, fadas, e piratas com problemas» é uma antologia de contos para crianças com histórias de Ana Cristina Leonardo, Ana Luísa Amaral, Gonçalo M. Tavares, João Pedro Mésseder, Rita Saldanha e Rui Zink. O prefácio foi escrito por Manuel António Pina e as ilustrações são de Danuta Wojciechowska, Estela Baptista Costa e Rachel Caiano.
A Porto Editora apresenta ainda neste final de verão outras novidades, delas se destacando «Uma longa viagem com António Lobo Antunes», de João Céu e Silva, e «A sombra do que fomos», de Luís Sepúlveda.
Um novo romance da «campeã de vendas» italiana Sveva Casati Modignani, intitulado «O Jogo da Verdade», é outra das novidades da Porto Editora, disponível já este mês nas livrarias.
Em Outubro sairá «O Exército Perdido», de Massimo Valerio Manfredi, sobre o objectivo da marcha de 3.000 quilómetros feita pelo «Exército dos Dez Mil», como ficou conhecido o episódio histórico dos 10.000 mercenários gregos reunidos por Ciro, irmão do imperador persa Artaxerxes, em 401 a.C.. Massimo Valeri Manfredi estará em Portugal nos primeiros dias de Novembro para apresentar a obra.
plb

A Biblioteca Municipal Dr José Vieira de Carvalho, na Maia, realizou, em conjunto com as bibliotecas escolares do concelho, um encontro com o escritor sabugalense Manuel António Pina, que aconteceu nos dias 26 e 27 de Maio.

Manuel António Pina - MaiaO projecto, designado «Manuel António Pina – o (des)construtor de histórias», surgiu no seguimento de outros encontros com escritores, que a Biblioteca promove anualmente.
No primeiro dia o Fórum da Maia encheu-se de alunos e professores das escolas do concelho, que assistiram atentos às declamações de poemas e leituras de histórias retiradas das obras literárias de Manuel António Pina. Também houve representações teatrais, dramatizações, apresentação de fantoches e até uma coreografia de hip-hop, apresentadas pelos alunos das escolas envolvidas, baseando-se nas obras do escritor homenageado. O entusiasmo foi geral e os aplausos sucederam-se ao fim de cada sessão.
No segundo dia o escritor veio em pessoa à biblioteca, onde se apresentou perante uma sala que o recebeu com muito entusiasmo e abundantes aplausos.
Os dois dias em que se desenvolveu o projecto de leitura, seguiram-se a muitos outros de divulgação da obra do escritor natural do Sabugal pelas escolas daquele concelho.
O projecto da Biblioteca Municipal da Mais tem por fim a promoção do livro e da leitura entre os jovens e sucedesse em cada ano, sempre dedicado a um escritor e à sua obra literária.
plb

A Câmara Municipal de Famalicão decidiu dedicar a edição deste ano do Festival de Internacional de Teatro, que celebra 25 anos, ao poeta, dramaturgo e jornalista Manuel António Pina.

Manuel António Pina - Foto «JN»O Festival de Teatro da Associação Teatro Construção (ATC), está a realizar-se desde o dia 25 de Abril e durará até 20 de Julho. Está garantida a presença de companhias de teatro de Espanha e do Brasil, assim como algumas das melhores portuguesas, tais como a Barraca, a Comuna, a Peripécia, entre outras.
O programa do Festival Internacional de Teatro de Famalicão nasceu em 1978 e, apesar de, no início, ter sofrido alguns percalços, nos últimos anos tem-se afirmado como um grande sucesso.
Todos os anos, o festival homenageia um escritor, actriz ou actor que de alguma forma estejam ligados ao evento. Neste âmbito, o escritor e dramaturgo sabugalense Manuel António Pina, que já teve diversas peças encenadas pela ATC, é a grande figura do festival deste ano.
Relembramos que Manuel António Pina foi recentemente homenageado pela Junta de Freguesia do Sabugal.
plb

«Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina» testemunha a placa colocada ao lado da porta da casa onde nasceu o ilustre sabugalense. A homenagem promovida pela Junta de Freguesia do Sabugal ficou registada na excelência do trabalho do repórter fotográfico Kim Tomé (Tutatux). O Capeia Arraiana aproveitou para seleccionar, entre mais de 200 imagens, alguns cliques especiais de um dia histórico.

Veja o álbum completo da reportagem de Kim Tomé (Tutatux) Aqui.

GALERIA DE IMAGENS – 4-4-2009

«Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina» testemunha a placa colocada ao lado da porta da casa onde nasceu o ilustre sabugalense. A homenagem promovida pela Junta de Freguesia do Sabugal ficou registada na excelência do trabalho do repórter fotográfico Kim Tomé (Tutatux). O Capeia Arraiana aproveitou para seleccionar, entre mais de 200 imagens, alguns cliques especiais de um dia histórico.

Veja o álbum completo da reportagem de Kim Tomé (Tutatux) Aqui.

GALERIA DE IMAGENS – 4-4-2009

A Junta de Freguesia do Sabugal, num acto de grande nobreza, homenageou um filho ilustre da terra: o escritor e jornalista Manuel António Pina.

Homenagem a Manuel António Pina (Foto by Kim Tomé - www.tutatux.com)Foi no passado sábado, dia 4 de Abril, que o Sabugal recebeu o seu filho ilustre e lhe prestou preito.
As iniciativas programadas começaram no Auditório Municipal, cedido pela empresa Sabugal+ para o efeito.
Arnaldo Saraiva falou da obra literária de Manuel António Pina. E a voz de Saraiva é uma voz autorizada nesta matéria. É professor universitário, investigador científico e literário, ensaísta, cronista e também poeta, tendo sido recentemente eleito Sócio Correspondente da prestigiada Academia Brasileira de Letras.
Foi pois este insigne pensador que ao início da tarde, no primeiro momento da homenagem a Manuel António Pina, reflectiu sobre a sua obra escrita, abordando-a nas suas diversas facetas.
Manuel António Pina como adepto do Sporting e cronista multifacetado, onde o desporto é também um dos seus temas. Saraiva leu mesmo uma crónica magistral do homenageado.
Manuel António Pina como poeta de ampla obra publicada e vencedor de vários prémios. Autor de uma poesia reflexiva e conceptual, que persegue a sabedoria como forma de harmonizar o mundo.
Manuel António Pina enquanto autor infanto-juvenil, sendo nesta vertente um dos escritores mais inventivos, que domina a arte de brincar a sério com as palavras.
Para o orador a obra literária de Manuel António Pina evidencia um autor de boa formação teórico-crítica, feita à margem das academias.
Arnaldo Saraiva leu e interpretou quatro poemas do homenageado e concluiu a intervenção dizendo que Manuel António Pina criou com poemas um castelo e um rio que corre e fecunda as nossas terras, numa evocação ao Sabugal, terra que o viu nascer.
Depois tomou a palavra o homenageado, que agradeceu o acto que ali se realizava, que ele teve de aceitar, pois as homenagens, mesmo excessivas, são actos de estima. «De repente, reencontrei-me com as minhas raízes», disse o homenageado, que falou da sua infância e adolescência, passadas de terra em terra devido à profissão do pai, fazendo amigos e desfazendo-se deles logo a seguir.
Para Manuel António Pina o regresso a casa está sempre na memória e confessa que a sua poesia é sobretudo feita de memórias. Por isso os lugares da sua infância, incluindo o Sabugal, terra onde nasceu e de onde saiu muito novo, estão presentes em muitos dos seus poemas.
Um primo do homenageado, vindo de Aldeia Viçosa, terra do seu pai, veio ao Sabugal para lhe fazer uma surpresa em nome desse ramo da família: a interpretação de um seu poema musicado.
Depois os convidados saíram do auditório e foram à Praça da República, onde o autor descerrou a placa colocada em sua homenagem: «Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina».
O vereador António Robalo, que representou a Câmara Municipal, levou o homenageado e a assistência ao salão nobre, onde lhe ofertou algumas das publicações da autarquia e recebeu das mãos de Manuel António Pina, uma colecção completa dos seus livros para a Biblioteca Municipal. O escritor Álvaro Magalhães, que também esteve presente, ofereceu igualmente uma colecção dos seus livros à biblioteca.
O programa concluiu-se na Casa do Castelo, onde a Natália Bispo, como grande entusiasta e colaboradora da organização da homenagem, ofereceu um delicioso lanche a todos os que ali se dirigiram.
Um dia memorável para o Sabugal, que pela mão da Junta de Freguesia, rendeu preito a um seu filho insigne. Um acto simples, mas de grande nobreza, que o autarca Manuel Rasteiro pegou com ambas as mãos, demonstrando assim que o Sabugal é uma terra pródiga.
plb

O escritor, poeta e jornalista Manuel António Pina foi homenageado, este sábado, no Sabugal a terra que o viu nascer a 18 de Novembro de 1943.

Joaquim Martins - Altitude FMOs actos da homenagem a Manuel António Pina no sábado, 4 de Abril, centraram-se no Auditório Municipal do Sabugal, onde teve lugar uma palestra de Arnaldo Saraiva e a peça de teatro do grupo portuense «Pé-de-Vento». O programa incluiu, ainda, o descerrar de uma placa e visita à casa onde nasceu, troca de lembranças e oferta de livros do escritor à biblioteca municipal no salão nobre da Câmara do Sabugal, e a finalizar um porto de honra com uma mesa de luxo repleta de iguarias na Casa do Castelo.
Joaquim Martins, jornalista da Rádio Altitude, descreveu a homenagem como «Merecida. Incontornável. Pertinente. E justíssima.» «Mesmo tendo somente raízes afectivas ao Sabugal, não pude deixar de ficar de alma cheia quando ouvi Manuel António Pina – que, assumidamente, nunca teve uma grande ligação à terra – dizer agora sim, encontrei a minha casa, o meu lugar, onde posso deitar a cabeça», acrescentou Joaquim Martins.
O Capeia Arraiana publica, com reconhecido agradecimento pela disponibilidade demonstrada, a entrevista que Joaquim Martins fez a Manuel António Pina e editada por Francisco Carvalho na «Revista da Semana» da Altitude FM (90.9).

jcl

Manuel Poppe pediu ao Capeia Arraiana a divulgação pública de um grande abraço a Manuel António Pina. Um e outro dispensam apresentações mas vamos aproveitar excertos de uma entrevista que Américo Rodrigues fez a Manuel Poppe para o «apresentar» e, de seguida, publicamos a saudação ao ilustre homenageado de sábado, 4 de Abril.

Manuel Poppe e Manuel António PinaAssim começa a entrevista que Américo Rodrigues fez a Manuel Poppe… «fez-se homem na Guarda. No “Rocha”, mas também no “Poço do Gado”. Na Biblioteca do Padre Pôpo, mas também na papelaria do Senhor Casimiro. Tem da Guarda a memória dos afectos. Muitas vezes provocatório e quase sempre irreverente q.b. Manuel Poppe é um intelectual distinto. Não alinha no politicamente correcto, nem no silêncio das conveniências. É cidadão de corpo inteiro, amigo do desassombro. Diz o que pensa, o que é raro neste país de capelinhas e de figurões bem-falantes. Anarquista tranquilo, Manuel Poppe é, para além de um excelente prosador, um homem íntegro, um homem livre. Fez crítica literária no “Diário Popular”e produziu e apresentou um programa sobre livros na televisão. Foi conselheiro cultural junto da Embaixadas de Portugal em Roma, São Tomé, Telavive e Rabat. É “Dottore in Lingue e Leterrature Straniere, pela Universidade “La Sapienza”, com uma tese sobre Régio. Sandro Pertini distinguiu-o com a comenda da Ordem de Mérito e as cidades de Florença e Veneza com as respectivas Medalhas de Ouro.
Poppe é ensaísta, dramaturgo, romancista e cronista. Em 1995 recebeu o Grande Prémio da Associação Portuguesa de Escritores.
Publicou “Temas da Literatura Viva” (1982), Crónicas Italianas (1984), Os amantes voluntários (1987), O pássaro de vidro (1988), A mulher nua (1997), Sombras em Telavive (2001), Memórias, José Régio e outros escritores (2001), A tragédia de Manuel Laranjeira (2002), Um Inverno em Marraquexe (2004), A aranha (2005) e Pedro I (2007), entre outras obras. Está traduzido e publicado em hebraico e italiano.
À revista da “sua” terra respondeu com a costumeira frontalidade, doesse a quem doesse. Manuel Poppe é um escritor comprometido, não acredita nas tretas da “arte pela arte”. Tem muito a dizer. Parafraseando um célebre texto de teatral: ouçamos como ele respira.»
Leia a entrevista completa Aqui.

O Capeia Arraiana publica, de seguida, a mensagem de Manuel Poppe:
«Caros Amigos,
Por razões de saúde – garanto-vos que não é uma desculpa diplomática –, não poderei estar convosco, no próximo dia 4, para homenagear Manuel A. Pina.
Tenho muita, muita pena. Manuel A. Pina merece essa e todas as mais homenagens. Todas serão, aliás, poucas.
Conheço-o há mais de 30 anos; escrevemos no mesmo jornal; desde a primeira hora que o admiro e respeito.
É um poeta admirável e um jornalista superior. Neste momento, em Portugal, ninguém escreve, sobre a nossa actualidade tão difícil, tão dramática, tão terrível, com a independência, coragem, honestidade e lucidez com que escreve Manuel A. Pina.
Sou beirão de eleição e coração – e honra-me sê-lo, porque Manuel A. Pina o é, também.
Parabéns pela felicíssima iniciativa e o grande abraço do
Manuel Poppe
p.s. se assim acharem, honrar-me-ia muito ver estas linhas publicadas na vossa Capeia Arraiana. Bem hajam!»

Está definido o programa do acto de homenagem ao escritor sabugalense Manuel António Pina, que terá lugar no Sabugal, no dia 4 de Abril.

Homenagem a Manuel António Pina

Manuel António Pina há muito que garantiu a sua presença no evento, além de outros escritores e jornalistas, que se associam ao momento. A iniciativa partiu de alguns sabugalenses e da Junta de Freguesia do Sabugal que resolveu patrocinar o evento.

PROGRAMA

14.30 – Auditório Municipal
A obra literária de Manuel António Pina» – Palestra pelo ensaísta Arnaldo Saraiva. Leitura de poemas pelo Autor.

16.00 – Praça da República
Descerrar de uma placa alusiva na casa onde nasceu Manuel António Pina

17.00 – Auditório Municipal
Teatro com o Grupo Pé-de-Vento – «O Sábio fechado na sua biblioteca».

18.00 – À Fala…
Com Manuel António Pina, o encenador e os actores da companhia teatral.

18.30 – Dádiva
Entrega de livros pelo autor à Biblioteca Municipal do Sabugal.

19.00 – Casa do Castelo – Porto de Honra.
A homenagem é patrocinada pela Junta de Freguesia do Sabugal.
Apoios:
– Casa do Castelo
– Bar «O Bardo»
– Blogue Capeia Arraiana.
plb

Até 26 de Abril pode ser vista em Lisboa a peça de teatro intitulada Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães, da autoria do escritor sabugalense Manuel António Pina, cujas sessões acontecem ao domingo, às 11 e 16 horas no Teatro-Estúdio Mário Viegas, em Lisboa.

Segundo a informação disponibilizada pela Companhia Teatral do Chiado, que interpreta a peça, em Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães duas pessoas são levadas ao Tribunal dos Animais. Uma guardava a casa do Cão; a outra trabalhava no Circo. Um dia, fartos desta situação, roubaram a chave da Liberdade e tentaram fugir do Reino dos Bichos – só que foram apanhados! Agora terão de ir a julgamento.
Nesta divertida peça de Manuel António Pina, tudo acontece como se passássemos a ver o nosso mundo pelos olhos dos animais, quer dizer, como se os animais tivessem a vida dos humanos – e os humanos fossem os seus bichos de estimação. Estes animais são, portanto, muito parecidos com certas pessoas: o Juiz Elefante e o Papagaio Advogado fazem lembrar outros juízes e outros advogados (e fazer lembrar não quer dizer que sejam iguais…).
O que é roubar, o que é prender, o que é julgar? Quando a vida de gente é pior do que «vida de cão», deve-se fugir ou obedecer? É bom ser livre ou é melhor estar preso e não ter que pensar em nada?
a peça, de forte cariz pedagógico, inicia as crianças nestas perguntas, simples mas infinitas, onde o sentido das coisas deixa de ser tão evidente como certas banalidades, muito repetidas, nos fazem acreditar. Jogando com as palavras, virando do avesso o mundo como o conhecemos, M. A. Pina abre às crianças (e reabre aos adultos!) o prazer de perguntar. E é rindo que o faz, fazendo-nos rir «de nós mesmos e dos outros».
Os gatos e os cães são os outros mais perto de nós – os outros que temos em casa. Podemos fazer-lhes perguntas? E podem eles responder-nos? A poesia diz que sim, faz-nos imaginar que mesmo os que não têm palavras também sabem falar, também guardam uma maneira de entender. Por isso, Perguntem aos Vossos Gatos e aos Vossos Cães é uma fábula – «fábula em um prólogo, cinco cenas e um epílogo», como lhe chama o autor – mas uma fábula sem lição moral para ensinar.
Em vez disso, fiel à poesia, ensina ao espectador o que é o teatro. Esse mundo onde, ao subir do pano, actores e espectadores são só imagens. Porque, ao subir do pano, «só os personagens são realmente reais!».
A interpretação cabe aos actores: Diogo Andrade, Gonçalo Ruivo, Helena Veloso, Maria Dias. A encenação é de Manuel Mendes e a cenografia de Vasco Letria.
A peça do autor que o Sabugal homenageará proximamente, está em cena desde meados de Novembro de 2008, aproximando-se agora os últimos dias em que se manterá em Lisboa.
plb

Conversámos brevemente com Manuel António Pina, o escritor e jornalista sabugalense que no dia 4 de Abril será homenageado na sua terra natal. Por força da profissão do pai, que tinha de mudar de serviço e de localidade cada seis anos, Manuel António Pina saiu do Sabugal ainda menino, precisamente aos seis anos de idade, passando a andar de terra em terra e de escola em escola. Do Sabugal foi para Castelo Branco, depois para a Sertã, Cernache de Bonjardim, Santarém, de novo Cernache do Bonjardim, Oliveira do Bairro, Aveiro e Porto, onde acabou por se fixar. Entretanto licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra e dedicou-se à escrita e ao jornalismo. Nesta breve conversa falou-nos das suas memórias de um Sabugal longínquo que, contudo, guarda na memória.

Manuel António PinaTendo saído do Sabugal aos seis anos de idade, e tendo mantido a partir daí pouco contacto com a sua terra de nascimento, que recordações ainda guarda dessa terra?
A recordação mais antiga que tenho de mim mesmo (falei dela há tempos numa entrevista a uma revista da Galiza) é uma criança de dois ou três anos, de chapéu de palha na cabeça, ao pé de uma fonte, acho que uma fonte de mergulho, circular, num largo talvez em frente de minha casa. Outra criança tira-me o chapéu da cabeça e atira-o à água. Eu – acho que sou eu essa criança – exijo-lhe que o vá buscar e mo devolva. O outro miúdo não o faz, e afasta-se rindo. Então, cheio de orgulho ferido, eu regresso a casa. Tenho medo do que minha mãe me dirá, que me castigue e me obrigue a voltar atrás para recuperar o chapéu, mas sei que não o farei. E não o farei porque não seria justo. Não fui eu quem o lançou à água, e seria uma humilhação ir buscá-lo eu. Vou preparado para tudo. Minha mãe, como previra, manda-me ir buscar o chapéu. Eu recuso e fujo para o meu quarto a chorar. Quem acaba por ir buscá-lo é a minha «ti Céu», a melhor amiga de minha mãe, a quem eu chamo de tia, e que se encontra naquele momento lá em casa com ela. Traz o chapéu de palha, e volta a pôr-mo, molhado e tudo, na cabeça. Minha mãe, à porta do quarto, observa em silêncio.
Depois tenho outras, mais recentes. A sessão organizada pela Junta de Freguesia há anos, salvo erro no Salão Nobre da Câmara, sobre os meus livros e o encontro com Maria Natália e sua mãe e a visita à casa onde nasci, além de uma breve passagem pela vila em direcção a Quadrazais, para assistir ao funeral de meu tio Juvenal Salada. Dessa viagem resultou um poema, «Ouro e prata» incluído no meu livro «Cuidados intensivos». Todas as outras memórias que tenho do Sabugal são passadas imagens confusas, misturadas com sentimentos presentes, de que falo em outros poemas: «Lugar» (de «O caminho de casa») «[Lugares da infância]» (de «Um sítio onde pousar a cabeça»), e ainda «O quarto cor-de-rosa» (sobre a casa onde nasci, que é hoje da mãe da Natália), «Branco», «Forma, só forma» e «Um casaquinho preto» (sobre o casaco, na verdade uma pequenina casaca de cerimónia, feita pela minha «ti Céu», que ainda tenho e que vesti aos dois ou três anos numa festa de Carnaval no Sabugal).
Podemos afirmar que enquanto poeta também se sentiu inspirado pelas recordações da infância no Sabugal…
A memória da infância, sonhada ou vivida (se a própria vida não é, como afirmam os budistas, um sonho), é, acho eu, um dos motores centrais da minha poesia. Em alguns dos poemas que tenho imprudentemente escrito, como os que referi, está de forma explícita e em recordações de sítios e situações concretos de que vagamente me recordo hoje e, sobretudo, na consciência mais ou menos magoada dessas recordações, que sei que são apenas isso, recordações, provavelmente, mas que sei eu?, imagens com que eu próprio fui construindo a minha memória e cuja «verdade», mais do que a dos acontecimentos distantemente invocados, é sobretudo a da própria distância e a dos sentimentos que a habitam. Há, por exemplo, outro poema «Junto à água», do meu livro «Um sítio onde pousar a cabeça» (e esse ‘sítio onde pousar a cabeça’ é justamente a infância perdida), em que julgo – nestas coisas não se pode dizer nada com certeza – falo a minha longa peregrinação por terras estranhas desde que deixei o Sabugal até hoje…

Os homens temem as longas viagens,
os ladrões da estrada, as hospedarias,
e temem morrer em frios leitos
e ter sepultura em terra estranha.

Por isso os seus passos os levam
de regresso a casa
às veredas da infância,
ao velho portão em ruínas; à poeira
das primeiras, das únicas lágrimas…

…e por aí fora.
Aliás, o tema do regresso a casa é um dos mais persistentes leitmotivs da minha poesia, e acho – até onde me é possível sabê-lo – que isso resulta de a minha vida ter sido sempre uma eterna partida, pelos motivos de que lhe antes lhe falei.
Como vê o acto de homenagem que os sabugalenses lhe preparam?
Como um regresso a casa. E levado por mãos tão amigas como as de Paulo Leitão Batista e da Natália.

«A esta hora,
– escrevo eu noutro poema –
na infância neva
e alguém me leva pela mão.
Quem me trouxe de tão
longe senta-se agora
à minha cabeceira
pegando-me na mão.
Senhor, que ao menos
a infância permaneça,
o espírito da neve / desfolhando-se no chão!»
plb

Manuel António Pina apresentou sábado, 31 de Janeiro, no Porto, o livro de poesia da autoria do jornalista Nicolau Santos e do gestor António Costa Silva, intitulado «Jacarandá e Mulemba».

nicolau2Trata-se de uma obra poética, onde a poesia é apresentada como uma forma de expressão que confere um especial prazer aos seus autores. O livro foi editado pela cooperativa Árvore e tem como tema principal Angola, país onde os seus autores nasceram.
Para Nicolau Santos, conhecido jornalista e analista económico, este livro representa um «acerto de contas com o passado». Nele se expressa a experiência de dois jovens, os seus autores, que assistiram ao fim da presença do império colonial português em Angola. «Mais do que um livro de poesia, é um testemunho, um livro de memórias escrito a quatro mãos», acrescentou Nicolau Santos.
«Jacarandá e Mulemba« foi apresentado pelo conhecido e prestigiado escritor Manuel António Pina, natural do Sabugal e há muito radicado no Porto.
O lançamento contou com a presença da ministrada da educação, Maria de Lurdes Rodrigues, que justificou a presença com a amizade que a une aos autores. Curiosamente, Manuel António Pina, que apresentou a obra a convite dos autores, tem escrito severas críticas à política educativa seguida pelo governo.
plb

Um colóquio, uma sessão de teatro infantil e o descerrar de uma placa alusiva, são as acções programadas para a jornada de homenagem ao escritor sabugalense Manuel António Pina.

A casa onde nasceu Manuel A. PinaA Junta de Freguesia do Sabugal, em colaboração com alguns sabugalenses, vai render preito ao escritor e jornalista Manuel António Pina, nascido na vila raiana em 1943, e que actualmente reside no Porto.
A homenagem ocorrerá no dia 28 de Março, um sábado, sendo já certa a vinda do escritor ao Sabugal.
Estão previstas diferentes iniciativas, de acordo com um programa, que está em fase de acerto. O Professor Arnaldo Saraiva, escritor e crítico literário natural de Casegas, Covilhã, proferirá uma conferência acerca da obra literária de Manuel António Pina. De seguida haverá uma sessão de teatro, por parte da companhia portuense Pé de Vento, que apresentará a peça «O Sábio fechado na sua biblioteca», da autoria do homenageado. Depois o autor falará com o público, sobretudo com as crianças que se espera assistirem maioritariamente à sessão de teatro infantil.
Como momento alto da homenagem, está previsto o descerrar uma placa alusiva na casa onde o poeta nasceu e viveu até aos seis anos de idade. A casa situa-se na zona histórica do Sabugal, na Praça da República, onde durante muitos anos existiu o Café Riba Côa, mais conhecido por café do Senhor Abílio.
Nascido no Sabugal, Manuel António Pina licenciou-se em Direito na Universidade de Coimbra. Entre 1971 e 2001 foi jornalista do Jornal de Notícias, onde exerceu os cargos de editor e chefe de redacção. Colaborou, e colabora, com diversos outros meios de comunicação, como a revista Visão, onde foi colunista até há pouco tempo.
Tem uma vasta obra literária que engloba poesia, ensaio, literatura infantil, ficção e peças de teatro, tendo já sido traduzido para diversas línguas. A diversidade de géneros desenvolvidos e o seu ecletismo são a evidência do domínio de Manuel António Pina sobre a escrita. Conhecido pelo seu tom reflexivo, filosófico e irónico, é considerado uma das mais eminentes figuras da literatura portuguesa contemporânea. Recebeu vários prémios, tanto nacionais como internacionais, nomeadamente o Prémio da Crítica pela Secção Portuguesa da Associação Internacional de Críticos Literários, em 2002, atribuído à globalidade da sua obra poética.
plb

A Companhia Teatral do Chiado estreia no próximo dia 3 de Novembro, no Auditório do Colégio São João de Brito, no Lumiar, em Lisboa, a sua mais recente peça para a infância, baseada num livro do sabugalense Manuel António Pina.

«Perguntem aos vossos Gatos e aos vossos Cães» é o nome do livro, que também titula a peça de teatro. Em cena estarão duas pessbass que são conduzidas ao chamado Tribunal dos Animais.
Uma guardava a casa do Cão; a outra trabalhava no Circo. Mas as pessoas, cansadas desta situação, resolvem agir. Roubaram a chave da Liberdade e tentaram fugir do Reino dos Bichos. Mas a tentativa saiu frustrada, sendo capturados. Face a isso irão agora a tribunal.
Nesta divertida peça de Manuel António Pina, tudo acontece como se passássemos a ver o nosso mundo pelos olhos dos animais, quer dizer, como se os animais tivessem a vida dos humanos – e os humanos fossem os seus bichos de estimação.
«Perguntem aos vossos Gatos e aos vossos Cães» inicia as crianças nestas perguntas, simples mas infinitas, onde o sentido das coisas deixa de ser tão evidente como certas banalidades, muito repetidas, nos fazem acreditar.
Jogando com as palavras, virando do avesso o mundo como o conhecemos, Manuel António Pina abre às crianças (e reabre aos adultos!) o prazer de perguntar.
E é rindo que o faz, fazendo-nos rir «de nós mesmos e dos outros».
plb

JOAQUIM SAPINHO

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