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O feriado de 1 de Dezembro foi bem aproveitado pelos judoquinhas do Sporting Clube do Sabugal que participaram com «bom aproveitamento» no III Torneio de Judo do Montanha Clube da Lousã.

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O terceiro torneio de judo do Montanha Clube da Lousã, realizou-se no passado sábado, feriado do 1 de Dezembro, com a participação de centena e meia de pequenos judocas entre os 4 e os 12 anos.
O sábado ser feriado e as adversidades que o país atravessa, não permitiram atingir o número de participantes que a organização deste torneio teve nos anos transactos. Sendo esta a terceira edição da prova organizada pelo Montanha Clube da Lousã, a secção de judo do Sporting Clube do Sabugal (SCS) participou pela sua segunda vez com quatro atletas da classe de formação.
O primeiro adversário a ultrapassar foi a pequena viagem até a localidade que acolheu o evento e a partir daí, tudo ficou dentro da normalidade e ao encontro do que os nossos pequenos atletas esperavam.
Os judocas do Sporting Clube do Sabugal cumpriram com os objectivos previsto para este tipo de prova, que servem essencialmente para o amadurecimento competitivo, assimilação das regras da modalidade e de convivência geral e o aceitar e analisar o resultado seja vitória ou derrota.
Para além dos atletas, o SCS respondeu ao convite do clube anfitrião com a participação de Carla Vaz na arbitragem, de modo a garantir a celeridade do decorrer do evento.
Embora todos os participantes recebessem medalha e lanche no final das suas prestações, não deixaram de ser destacados os lugares de pódio onde os Judocas Raianos fizeram por ter presença garantida, obtendo os seguintes resultados:
– João Neca, 1.º;
– Miguel Almeida, 3.º;
– Cláudio Pacheco, 1.º;
– Marco Branco, 2.º
O treinador da secção de judo do SCS ficou sobretudo satisfeito pelo comportamento exemplar, tanto dentro como fora da competição dos seus pequenos judocas, realçando a importância da participação ao nível da arbitragem dos elementos do SCS, não só pela amizade que une os técnicos dos clubes, como pela necessidade de formação nessa área.
djmc

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

AGOSTO DE 2012

:: 08-08-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras do Casteleiro (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia do Casteleiro
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 27.000,00 €

:: 17-08-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras do Sabugal.
Adjudicante: Freguesia do Sabugal
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 10.903,04 €

:: 22-08-2012 ::
Descrição: Organização e promoção da Volta a Portugal em Bicicleta 2012 (Etapa do Sabugal).
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: PAD-Produção de Actividade Desportiva
Preço Contratual: 45.000,00 €

:: 28-08-2012 ::
Descrição: Aquisição de material para construção de um muro de suporte de terra.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Ricardo & Ricardos, Lda.
Preço Contratual: 6.417,08 €

:: 29-08-2012 ::
Descrição: Manutenção e recuperação de galerias ripícolas nas ribeiras da Lageosa da Raia (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia da Lageosa da Raia
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 20.047,10 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Os grupos parlamentares do PSD e do CDS apresentaram um projecto de lei com a reorganização administrativa do território cuja discussão em plenário está agendada para a próxima quinta-feira, dia 6 de Dezembro. A iniciativa reproduz a proposta da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa Territorial.

Concelho do Sabugal - Reforma das Freguesias - 2012 - Mapa Blogue Capeia Arraiana

(clique na imagem para ampliar.)

A proposta dos partidos que suportam o governo aponta para que as freguesias a agregar mantenham a sua existência até às eleições gerais para os órgãos das autarquias locais de 2013, momento em que será eficaz a sua cessação jurídica.
A aprovação do projecto de lei e a sua entrada em vigor implicará que a preparação das listas às eleições autárquicas tenha já em conta as agregações decididas.
Segundo a proposta conjunta PSD/CDS, o concelho do Sabugal ficará com 30 freguesias, menos 10 do que aquelas que actualmente possui, o que resultará da criação de sete novas freguesias por agregação:
– União das Freguesias de Sabugal e Aldeia de Santo António;
– União das freguesias de Santo Estêvão e Moita;
– União das Freguesias de Pousafoles do Bispo, Penalobo e Lomba;
– União das Freguesias de Ruvina, Ruivós e Vale das Éguas.
– União das Freguesias de Seixo de Côa e Valongo;
– União das Freguesias de Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Badamalos;
– União das Freguesias de Lageosa e Forcalhos.
No prazo de 90 dias após a instalação dos órgãos que resultem das eleições, a assembleia de freguesia delibera a localização da sede. Porém, na ausência de deliberação, a localização das sedes das freguesias a agregar no concelho do Sabugal será: Aldeia de Santo António, Santo Estêvão, Pousafoles, Ruvina, Seixo do Côa, Vilar Maior e Lageosa.
Os dois partidos que suportam o governo afirmam que a reforma é um antigo e histórico anseio e que no concreto resulta do memorando de entendimento assinado com a Troika, que determina a redução significativa das autarquias locais. Aumentar a eficiência e reduzir custos são outro dos motivos avançados pelos dois partidos para a reforma.
plb

Dois caças F-16 da Força Aérea Portuguesa perseguiram esta madrugada, sobre o Sabugal, uma aeronave que entrou em espaço aéreo português. Uma missão da Força aérea justificada pela suspeita de tráfico de droga. O aeródromo da Ruvina foi vigiado durante todo o dia por patrulhas da GNR.

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(Clique na imagem para visionar o vídeo da RTP.)

Um avião ligeiro não identificado, que já vinha de Espanha, escapou à vigilância de dois aviões F-16 da Força Aérea Portuguesa e não se sabe onde está.
No âmbito do sistema de defesa aérea, um avião militar espanhol tinha acompanhado a aeronave ligeira a partir das imediações do Golfo de Cádiz, no extremo sul do país, até à zona de fronteira com Portugal, mas teve de abandonar a missão, por falta de combustível.
Segundo o tenente-coronel Rui Roque, porta-voz da FAP, os aviões portugueses chegaram a ter contacto por radar e visual com a aeronave, mas foi subitamente perdido a 10 quilómetros da fronteira, na zona do Sabugal, distrito da Guarda.
«Os dois F-16 fizeram várias passagens pelo local onde a aeronave deixou de ser avistada, não voltando a localizá-la, e depreenderam que terá aterrado no campo», indicou à Lusa o porta-voz da FAP.
A Força Aérea decidiu então dar por terminada a missão de defesa do espaço aéreo e notificar a GNR para tentar averiguar a situação no terreno «porque havia suspeita de transporte de estupefacientes».
«Tudo se passou entre as 4:50 e as 7:22 da manhã de hoje», indicou o tenente-coronel Rui Roque, acrescentando que não foi possível confirmar se se tratava de um avião que transportava drogas.
Contactado pela Lusa, o Comando-Geral da GNR, em Lisboa, indicou que foi feito um patrulhamento na região, mas não foi encontrado qualquer avião.
jcl (com agência Lusa)

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

JULHO DE 2012

:: 03-07-2012 ::
Descrição: Gestão e coordenação de projetos e fiscalização das obras de construção e remodelação dos Centros Municipais de Emergência e Protecção Civil dos municípios pertencentes à AMCB. Sabugal e outros concelhos.
Adjudicante: AMCB – Associação Municípios Cova da Beira
Adjudicatário: EFS – Engenharia, Fiscalização e Serviços, Lda.
Preço Contratual: 45.455,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Aldeia de Santo António (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Aldeia de Santo António
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 76.500,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Ruivós (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Ruivós
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 29.500,00 €

:: 24-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Vilar Maior (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Vilar Maior
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 55.000,00 €

:: 26-07-2012 ::
Descrição: Execução da rede primária de faixas de gestão de combustível na freguesia de Badamalos (Sabugal).
Adjudicante: Freguesia de Badamalos
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 44.500,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

O chefe de gabinete da presidência da Câmara Municipal do Sabugal, Vítor Proença, representou por delegação de poderes o presidente do município, António Robalo, numa reunião do Conselho Executivo da Comunidade Intermunicipal das Beiras (Comurbeiras). O presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal, Nuno Teixeira, assinou uma declaração política onde considerou que a situação foi ilegal e causou embaraços aos restantes membros da Comurbeiras.

Reproduzimos, de seguida, a tomada de posição do presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal:

Partido Socialista - Sabugal«Declaração política da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal

Votação ilegal do Chefe de Gabinete da Câmara Municipal do Sabugal obriga anulação de Votação.

Realizou-se ontem, dia 29 de Novembro, uma sessão ordinária da Assembleia Intermunicipal da Comurbeiras, Comunidade Intermunicipal (CIM) das Beiras.
Após ter sido entregue aos Deputados Intermunicipais, a minuta da ata número 06/2012, da reunião do Conselho Executivo desta mesma Comunidade, realizada no dia 20 do corrente mês, constatou-se que o Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, não esteve presente, tendo delegado competências no seu Chefe de Gabinete que representou o nosso Município.
O excerto da ata que comprova esse fato: “Município de Sabugal, representado pelo Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara, Victor Manuel Dias Proença, que apresentou declaração, que se anexa, subscrita pelo Senhor Presidente do Município do Sabugal, António dos Santos Robalo, pela qual lhe confere plenos poderes de voto.”
Uma vez mais, o Senhor Presidente da Câmara demonstrou falta de rigor e de alguns conhecimentos para desempenhar o cargo para o qual foi eleito, assim como o seu Chefe de Gabinete provou não estar à altura do cargo para o qual foi nomeado. Ocupando o Chefe de Gabinete um cargo de nomeação e não um cargo de eleição, esta votação é ilegal, mesmo que o Senhor Presidente da Câmara lhe tenha delegado por escrito poderes para tal.
A responsabilidade e a obrigação de responder legalmente e estatutariamente (conhecimento da lei e dos estatutos e regulamentos destes Organismos) seria o mínimo a esperar da prestação do Senhor Presidente da Câmara e restante equipa da Presidência.
Este episódio, levou à anulação de todas as votações no âmbito da “Reforma Administrativa do Território” realizadas nessa reunião e ao embaraço de todos os presentes. O Sabugal foi desta feita falado pelas piores razões e questionamo-nos se esta situação não terá já acontecido outras vezes.
Esta situação lamentável, colocou em causa a “nossa” credibilidade e seria expectável da parte do Senhor Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, tomar as devidas medidas para minimizar/remediar/corrigir a situação perante os Deputados Intermunicipais, o Conselho Executivo da Comurbeiras CIM e todos os Sabugalenses.
O Presidente da Comissão Política Concelhia do Sabugal
Nuno Alexandre Sanches Teixeira»

:: ::
O Capeia Arraiana aproveita:
…para publicar os nomes dos membros da Assembleia Intermunicipal.
Aqui.

…e para reproduzir o n.º 1, do artigo 19.º (natureza e composição) dos estatutos da Comurbeiras: «1 — O Conselho Executivo é o órgão de direcção da Comunidade Intermunicipal e é constituído pelos Presidentes das Câmaras Municipais de cada um dos municípios integrantes, os quais elegem, de entre si, um Presidente e dois Vice-Presidentes.»
jcl

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

JUNHO DE 2012

:: 04-06-2012 ::
Descrição: Contrato de manutenção do sistema de Coorporate TV implementada na C.M. do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Amplitude Net, Lda.
Preço Contratual: 2.546,00 €

:: 08-06-2012 ::
Descrição: Limpeza das faixas de gestão de combustível da rede primária. Defesa da floresta contra incêndios.
Adjudicante: Freguesia do Seixo do Côa
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 70.000,00 €

:: 08-06-2012 ::
Descrição: Limpeza das faixas de gestão de combustível da rede primária. Defesa da floresta contra incêndios.
Adjudicante: Freguesia de Alfaiates
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 50.000,00 €

:: 08-06-2012 ::
Descrição: Limpeza das faixas de gestão de combustível da rede primária. Defesa da floresta contra incêndios.
Adjudicante: Freguesia de Vale de Espinho
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 72.000,00 €

:: 22-06-2012 ::
Descrição: Remodelação parcial do edificio da Câmara Municipal – Criação do Balcão Único.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: António José Saraiva, S.A.
Preço Contratual: 23.565,00 €

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jcl

Sérgio Hilário, bombeiro dos Voluntários do Sabugal, sofreu um AVC enquanto conduzia uma ambulância da corporação no IP3 na zona de Penacova. A viatura despistou-se e ficou tombada na faixa de rodagem deixando ferido com gravidade o bombeiro enquanto o doente que transportava sofreu apenas ferimentos ligeiros.

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Sérgio Hilário, de 36 anos, conduzia a ambulância dos Bombeiros Voluntários do Sabugal de regresso ao quartel com uma doente e o seu acompanhante que tinha levado a um tratamento em Coimbra. Por volta das 15:30 horas de ontem, sexta-feira, no Itinerário Principal 3 (IP3) na zona de Espinheira, Penacova, a ambulância despistou-se e capotou ficando imobilizada na berma da estrada. O bombeiro sabugalense terá sofrido um AVC que o impediu de controlar o veículo porque, após o acidente, foi encontrado em paragem cardiorrespiratória. Foi reanimado e levado, em estado muito grave, para os Hospitais da Universidade de Coimbra onde ainda se encontrava ao final da manhã deste sábado com lesões cerebrais e «prognóstico muito reservado».
O comandante Joaquim Bogas, em declarações ao Correio da Manhã, lamentou o acidente e disse não compreender «como alguém tão novo e regrado pode sofrer um AVC assim de repente». O comandante descreve Sérgio Hilário, bombeiro desde 1996 na corporação do Sabugal onde ocupa o posto de subchefe, como uma pessoa «sempre muito bem-disposta e voluntariosa, sem qualquer problema de saúde».
«Aqui, somos todos família e quando um de nós está mal, todos os outros sofrem», sublinhou o comandante lembrando que a sua preocupação se estendia aos demais elementos da corporação.
A doente e o seu familiar já regressaram ambos a casa, em Santo Estêvão, Sabugal.

A onda de solidariedade de apoio ao Sérgio já chegou ao Youtube.
Os membros do Grupo TAS 1/2012, estão solidários com o seu colega e membro do Grupo «Sérgio».
«Tu que batalhaste arduamente, superando grandes desafios, passando por sabores e dissabores, escorregadelas, lutas, sucessos, contratempos e virtudes que fizeram parte da tua caminhada, mas que tu nunca desististes e por isso aqui estamos nós a pedir-te para que não desistas e assim apoiar-te para que saias vitorioso nesta batalha.
As melhoras Sérgio.
O grupo TAS 1/2012.»


Ao Sérgio deixo sentido abraço e desejo de melhoras irmanado num sentimento de tristeza que atingiu todos os seus colegas da corporação dos Bombeiros Voluntários do Sabugal e da qual sou, com muito orgulho, secretário da Direcção.
jcl

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

MAIO DE 2012

:: 02-05-2012 ::
Descrição: Repavimentação e drenagem nas Estradas Municipais.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Chupas & Morrão – Construtores de Obras Públicas, S.A.
Preço Contratual: 13.950,00 €

:: 07-05-2012 ::
Descrição: Controlo da qualidade da água das Termas do Cró – Análises microbiológicas.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Unidade Local de Saúde da Guarda
Preço Contratual: 5.980,00 €

:: 08-05-2012 ::
Descrição: Aquisição de equipamento informático e de rede, para o Centro de Estudos Jesué Pinharanda Gomes.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: RIS 2048 – Sistemas Informáticos e Comunicações, Lda.
Preço Contratual: 7.872,00 €

:: 09-05-2012 ::
Descrição: Contrato de prestação de serviços de continuidade para o Sistema Integrado de Gestão de Bibliotecas – Mind Prisma.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: MIND-Software Multimédia e Industrial, S.A.
Preço Contratual: 1.848,00 €

:: 14-05-2012 ::
Descrição: Aquisição de serviços para Boletim e Agenda Municipal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Litorraia – Litografia e Publicidade da Raia, Lda.
Preço Contratual: 5.100,00 €

:: 14-05-2012 ::
Descrição: Reformulação do Data Center da C.M. Sabugal – Rede Digital de Educação e do Conhecimento.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: JORINF – Informática e Telecomunicações, Lda.
Preço Contratual: 68.471,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

O Capeia Arraiana está a publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

ABRIL DE 2012

:: 19-04-2012 ::
Descrição: Fornecimento contínuo de 20.000 Litros de Gasóleo de Aquecimento, para o Edificio dos Paços do Concelho e Jardim de Infância do Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: C.L.M.P. – Monteiro & Pinto, Lda.
Preço Contratual: 22.400,00 €

:: 23-04-2012 ::
Descrição: Área ardida nos incêndios dos dias 30 a 4 de Setembro de 2009.
Adjudicante: Freguesia da Aldeia de Santo António (Sabugal)
Adjudicatário: COOPCÔA – Sabugal, C.R.L.
Preço Contratual: 7.041,30 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

Existe um pequeno canteiro a caminho da casa da minha mãe no Sabugal onde o jardineiro municipal coloca umas belas couves em flor…

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - Capeia ArraianaNesta manhã de outono mais parecido com inverno em que escrevo esta crónica, apetece-me recordar alguns poemas…

De Geraldo Vandré
Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Ou de António Gedeão
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.

Ou ainda de José Mário Branco
Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda
Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda

Terminando com Sebastião da Gama
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.

Obrigado jardineiro pelas couves floridas!…

PS:: Perdi um grande amigo, o Horácio, deixem-me chamar-lhe assim, Metaio, o meu «padlinho pequeno».
Por alguns momentos acompanhei a família nessa hora triste em Rio de Mouro, recordando com o seu irmão Orlindo, a altura em que viveu em casa da minha avó. Mais um pouco da minha infância que perco, o que me deixa cada vez mais pobre…
Um abraço de solidariedade à esposa Lisália, aos filhos, aos irmãos e a toda a sua família.

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Ao longo dos próximos dias o Capeia Arraiana vai publicar as contratações da Câmara Municipal do Sabugal e de outras entidades que, por ajuste directo, envolvam o concelho sabugalense entre Janeiro e Novembro de 2012. As regras da contratação pública previstas no Código dos Contratos Públicos aplicam-se a todo o sector público administrativo tradicional: o Estado, as Autarquias Locais, as Regiões Autónomas, os Institutos Públicos, as Fundações Públicas, as Associações Públicas e as Associações de que façam parte uma ou várias pessoas colectivas referidas anteriormente.

FEVEREIRO DE 2012

:: 02-02-2012 ::
Descrição: Transporte escolar de uma aluna de Aldeia da Ribeira para a EB1 de Aldeia Velha.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Maria de Lurdes Robalo
Preço Contratual: 5.130,00 €

:: 03-02-2012 ::
Descrição: Projecto para mobilizar os associados da AMCB para a necessidade de implementarem os Planos de Igualdade, através da integração desta temática nas políticas da Administração Pública Local.
Adjudicante: AMCB – Associação de Municípios da Cova da Beira
Adjudicatário: Tecnoforma, S.A.
Preço Contratual: 58.932,00 €

:: 06-02-2012 ::
Descrição: Alteração de execução e manutenção e beneficiação das infraestruturas eléctricas de iluminação do Mercado Municipal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: José Alberto Martins Monteiro
Preço Contratual: 11.875,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviços de fornecimento de refeições ao 1º CEB.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Casa do Povo de Aldeia Velha
Preço Contratual: 5.591,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares no 1º CEB.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Sabugal
Preço Contratual: 18.251,05 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeiçoes escolares – 1º CEB – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 18.617,79 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares no 1º CEB – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Instituto de São Miguel (Ruvina)
Preço Contratual: 5.350,31 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares – 1º CEB – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Externato Secundário do Soito
Preço Contratual: 14.198,28 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de gestão de cantinas.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Externato Secundário do Soito
Preço Contratual: 5.830,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares – Educação Pré-Escolar – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 18.426,24 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de fornecimento de refeições escolares – Educação Pré-Escolar – ano lectivo 2011/2012.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Soito
Preço Contratual: 9.980,88 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de Gestão de Cantinas na APPES – Educação Pré-Escolar.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 6.360,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de Gestão de Cantina- Educação Pré-Escolar.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Liga dos Amigos de Aldeia de Santo António
Preço Contratual: 6.360,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de gestão de cantina – Educação Pré-Escolar.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Soito
Preço Contratual: 6.360,00 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviços de entretenimento de crianças – prolongamento de horário – Pré-Escolar – Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: APEES
Preço Contratual: 25.423,56 €

:: 07-02-2012 ::
Descrição: Serviço de entretenimento de crianças – prolongamento de horário – Pré-Escolar – Soito.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Santa Casa da Misericórdia do Soito
Preço Contratual: 8.474,52 €

:: 15-02-2012 ::
Descrição: Prestação de serviços de Exploração e manutenção de postos de transformação de potência nos concelhos abrangidos pela Águas do Zêzere e Côa.
Adjudicante: Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Adjudicatário: Electro Belarmino, Lda.
Preço Contratual: 14.994,00 €

:: 16-02-2012 ::
Descrição: Aquisição de serviços para a execução da rede primária de faixas de gestão de combustíveis na freguesia de Águas Belas.
Adjudicante: Freguesia de Águas Belas
Adjudicatário: António Panalo Pedrico
Preço Contratual: 21.100,00 €

:: 17-02-2012 ::
Descrição: Operação e manutenção do sistema multimunicipal de saneamento do Zêzere e Côa – Lote 1, relativamente às infra-estruturas de saneamento. Sabugal e outros concelhos..
Adjudicante: Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Adjudicatário: Factor Ambiente; Espina & Delfin
Preço Contratual: 1.200.000,05 €

:: 17-02-2012 ::
Descrição: Operação e manutenção do sistema multimunicipal de saneamento do Zêzere e Côa – Lote 2, relativamente às infra-estruturas de saneamento. Sabugal e outros concelhos..
Adjudicante: Águas do Zêzere e Côa, S.A.
Adjudicatário: Factor Ambiente; Espina & Delfin
Preço Contratual: 360.011,00 €

:: 24-02-2012 ::
Descrição: Repavimentação e Drenagem – Rua do Rio Côa – Sabugal.
Adjudicante: Município do Sabugal
Adjudicatário: Construções do Côa de Almeida & Saloio, Lda.
Preço Contratual: 8.542,00 €

O Código dos Contratos Públicos criou o Observatório das Obras Públicas e o sistema de informação dos contratos de bens e serviços, incumbindo-os de acompanhar e avaliar a contratação pública. São ferramentas essenciais para o aperfeiçoamento de opções e para a promoção de boas práticas.
jcl

António José Gonçalves dos Santos Vaz foi apresentado pela Comissão Política Concelhia do Sabugal como candidato socialista às Autárquicas de 2013. A apresentação formal teve lugar na Junta de Freguesia do Sabugal no passado sábado, 24 de Novembro de 2012.

António José Gonçalves Santos Vaz - Candidato PS - Autárquicas 2013 - Sabugal

António José Gonçalves Santos Vaz - Candidato PS - Autárquicas 2013 - Sabugal

No passado sábado, dia 24 de Novembro, realizou-se a apresentação formal de António José Gonçalves dos Santos Vaz, como candidato pelo Partido Socialista às autárquicas 2013 no concelho do Sabugal.
A Junta de Freguesia do Sabugal foi pequena para acolher todos aqueles que com vontade de mudar o rumo do concelho, marcaram a sua presença para apoiar o arranque deste projecto.
Marcaram presença também alguns elementos convidados pertencentes à estrutura distrital (Presidente da Federação Distrital, Presidente do Departamento das Mulheres Socialistas do distrito da Guarda e um elemento do Secretariado Distrital do Partido Socialista) que manifestaram total empenho e disponibilidade no apoio ao projecto socialista para o concelho do Sabugal.
Mas porque a noite era do candidato, este dirigiu-se aos presentes duma forma clara explicando os objectivos da candidatura e a estratégia a aplicar após a vitória em 2013 num discurso consciente (das funções e estrutura da Câmara, do concelho no país e no mundo) e valorizando a pluralidade (heterogeneidade de percursos e perfis) e a coesão de todos os que acreditam neste projecto.
No final do discurso, os presentes estavam satisfeitos com as palavras que o candidato lhes dirigiu e destacaram a importância do mesmo ser do Sabugal, ter provas dadas no que respeita à sua vida profissional e o mais importante, ter vontade e estratégia para colocar o Sabugal na senda do progresso.
Nuno Teixeira
(Presidente da Concelhia do Partido Socialista do Sabugal)

Fica assim confirmada oficialmente a notícia avançada pelo Capeia Arraiana no passado dia 2 de Novembro.
jcl

Foi ontem, dia 10 de Novembro, entregue ao filósofo quadrazenho Pinharanda Gomes a medalha de mérito, que o executivo municipal do Sabugal decidira conceder-lhe.

Na cerimónia solene que comemora o Dia do Concelho foram distinguidas diversas personalidades que a Câmara Municipal homenageou dada a sua meritória de dedicação ao desenvolvimento e à divulgação do concelho do Sabugal.
A medalha de mérito cultural foi entregue ao escritor Pinharanda Gomes, que a recebeu, como documenta a foto, das mãos do presidente da Câmara António Robalo, sob o olhar atento do Presidente da Assembleia Municipal, Ramiro Matos.
Na cerimónia solene foi ainda concedida a mesma Medalha de Mérito Cultural ao Grupo Etnográfico do Sabugal, à Associação Etnográfica de Sortelha e ao Centro de Convívio Cultural e Desportivo de Quarta-feira (Grupo de Teatro Guardiões da Lua).
Outra personalidade homenageada foi a judoca sabugalense Carla Gonçalves Vaz, que recebeu a Medalha de Mérito Desportivo.
Foram ainda distinguidas três empresas do concelho (Lactibar, Palagessos e Univest) com a Medalha de Mérito Empreendedor.
O agora chamado dia do concelho, foi criado pelo regulamento de distinções honoríficas. Não é porém feriado municipal – esse mantém-se inalterado e corre na segunda-feira de pascoela, dia de festa rija na Senhora da Granja e da Senhora da Graça. Ainda assim neste ano de 2012, o segundo em que o chamado dia do concelho é «festejado», aconteceu a um sábado, o que permitiu preparar uma digna e vistosa sessão solene no auditório do Município, a que assistiu muita gente.
plb

A proposta formulada pela Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT) aponta para várias agregações de freguesias no concelho do Sabugal, passando o mesmo das actuais 40 para apenas 30 freguesias.

Concelho do Sabugal - Reforma das Freguesias - 2012 - Mapa Blogue Capeia Arraiana

(clique na imagem para ampliar.)

O Sabugal junta-se a Aldeia de Santo António, passando a constituir uma única freguesia.
O mesmo acontece-se com Santo Estêvão e Moita.
Outra união é entre as freguesias de Pousafoles, Penalobo e Lomba, que se reúnem numa só.
Também Ruvina, Ruivós e Vale das Éguas passam a uma só freguesia.
Seixo de Côa e Valongo juntam-se igualmente, agregando neste caso as duas margens do rio Côa.
Na raia, Aldeia da Ribeira, Vilar Maior e Badamalos também se juntam numa só freguesia.
Lageosa e Forcalhos são as outras duas freguesias da raia que se agregam.
A proposta mexe em todas as 11 freguesias com mesmos de 150 habitantes e ainda na do Sabugal e de Aldeia de Santo António, cuja junção a UTRAT justifica com o facto de serem contíguas, partilharem a albufeira do Sabugal e passarem a, juntas, perfazerem 2741 habitantes, reforçando assim demograficamente a sede do concelho.
Nas restantes agregações a UTRAT justifica-se com a homogeneidade do território, com a existência de legações rodoviárias directas, a pouca distância entre os agregados populacionais e a criação de um maior equilíbrio demográfico.
Recorda-se que a Assembleia Municipal do Sabugal se pronunciou contra a reorganização administrativa do território do concelho.
plb

A Direcção e o Conselho de Administração da Sociedade Portuguesa da Autores (SPA) decidiram atribuir, a título póstumo, a Medalha de Honra da cooperativa ao poeta, jornalista, cronista e dramaturgo sabugalense Manuel António Pina, recentemente falecido.

Manuel António Pina era beneficiário da SPA desde 1978 e seu cooperador desde 1985. Na nota inserta no seu sítio da Internet, a SPA destacou a importância da obra literária multidisciplinar e de invulgar qualidade do escritor e jornalista.
Manuel António Pina faleceu no dia 19 de Outubro, no Hospital de Santo António, no Porto, a um escasso mês de completar 69 anos, vitimado por um cancro.
O Prémio Camões, atribuído no ano passado, foi o maior galardão que o autor sabugalense recebeu, mas as manifestações e os prémios de reconhecimento sucederam-se a um título vertiginoso, dando mérito à sua obra literária.
Na sequência da sua morte o Presidente da República, Cavaco Silva, lamentou a perda de um autor que «ficará para sempre na memória dos leitores como um dos grandes poetas da sua geração».
plb

No próximo dia 18 de Novembro os estudantes finalistas realizam uma caminhada que irá do Sabugal às Teixedas e regresso.

O ponto de partida é a Escola Secundária do Sabugal, às 08:30 horas. A chegada da caminhada, depois do percurso de ida e volta às Teixedas, está prevista para as 13 horas no local da partida.
Pelas 16 horas está ainda prevista a realização de um magusto, o qual terá animação garantida.
As inscrições serão aceites até ao dia 15 de Novembro em diferentes locais: Retrosaria Elisabete, Bar da Central de Autocarros, Escola Secundária do Sabugal, Osiris Bar, Bar Azul (Soito), Bar das Piscinas Municipais. O preço da inscrição inclui pequeno-almoço e almoço!
Para qualquer dúvida ou necessidade de ajuda na inscrição os finalistas disponibilizam o seguinte telefone: 969556524.
plb

Recebemos do presidente da concelhia do CDS-PP, Francisco Paula, o seguinte comunicado ao abrigo do direito de resposta a uma notícia publicada pelo Capeia Arraiana na passada sexta-feira, 2 de Novembro.

CDS-PP«
Em relação à vossa notícia publicada hoje (dia 2 de Novembro de 2012) assinada “plb” e com o título “CDS pode candidatar Victor Cavaleiro no Sabugal”, na qualidade de Presidente da Comissão Politica Concelhia do CDS-PP Sabugal, compete-me fazer algumas correcções que julgo serem pertinentes:
1- Ao contrário do que induz a leitura do artigo em causa, o CDS-PP indicará em momento tido como oportuno quais os candidatos que o representarão nas próximas eleições Autárquicas, quer à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia da àrea do Municipio do Sabugal.
Até esse momento o CDS-PP distância-se de toda e qualquer notícia que envolva nomes de pessoas enquanto seus candidatos.
2- A Comissão politica do CDS-PP Sabugal nunca estabeleceu qualquer contacto com as estruturas locais do Partido Social Democrata no sentido de ser efectuada qualquer coligação para o processo eleitoral em causa.
3- A estrutura politica do CDS-PP Sabugal é um organismo autónomo e politicamente independente, onde os assuntos que a sí lhe dizem respeito são discutidos internamente e debaixo da participação democrática dos seus militantes.
4- Enqunto Presidente eleito da Comissão Politica local do CDS-PP, compete-me pessoalmente, não só defender as estruturas locais deste partido politico, como esclarecer qualquer dúvida que sobre si recaiam.
Assim, ao abrigo do direito de resposta e de rectificação, (artigo 24º da Lei de Imprensa) mas acima de tudo no sentido de colaborar com o esclarecimento da verdade, o qual será certamente também do vosso interesse enquanto orgão respeitável de comunicação social local, exige-se que seja devidamente corrigida a vossa notícia,
Aproveito a oportunidade para me colocar pessoalmente ao vosso dispor para qualquer esclarecimento adicional sobre este assunto e para lembrar que qualquer notícia sobre o CDS-PP Sabugal carecerá sempre da minha confirmação enquanto Presidente da sua Comissão politica.
Com os melhores cumprimentos
Francisco Paula
»
Admin do CA

O Capeia Arraiana está em condições de avançar esta sexta-feira, 2 de Novembro, que a Comissão Política do Partido Socialista do Sabugal aprovou o nome de António José Vaz para cabeça de lista nas eleições à Câmara Municipal que estão previstas para Outubro de 2013.

António José Vaz - candidato PS Câmara SabugalO Capeia Arraiana soube de fonte segura que a escolha de António José Vaz como cabeça de lista às eleições autárquicas de 2013 da estrutura concelhia do Partido Socialista (PS) aconteceu no sábado, 27 de Outubro, tendo sido já comunicada à distrital da Guarda, para ser ratificada pelos órgãos do partido.
António José Gonçalves dos Santos Vaz é actualmente director do Departamento Administrativo e Financeiro do Município de Tábua, onde exerce funções desde há alguns anos, depois de ter passado igualmente pelo Município do Sabugal, onde colaborou como técnico superior.
O eleito pela estrutura local do PS para candidato a presidente da Câmara Municipal do Sabugal foi deputado da Assembleia Municipal, entre 2005 e 2009, eleito nas listas socialistas na altura em que o candidato à Câmara foi José Freire, que perdeu para Manuel Rito, eleito pelo PSD.
António José Vaz, que tem 46 anos, nasceu no Sabugal, onde cresceu e frequentou os diferentes graus de ensino até ir estudar para Coimbra, em cuja Universidade se licenciou em Economia.
Nos termos do regulamente interno do PS para a escolha dos cabeças de lista candidatos às câmaras municipais, sendo aprovado e apresentado apenas um nome – o que terá sido, ainda de acordo com fonte segura, o caso no Sabugal – não necessita de ir a sufrágio dos militantes, pelo que o nome de António José Vaz já é dado como certo na candidatura socialista às próximas autárquicas.
Recordamos que nas eleições de 2009 o PS apresentou como candidato António Dionísio, que obteve 3.499 votos, correspondentes a 36% dos sufrágios. António Dionísio ficou a escassos 285 votos do candidato do PSD, António Robalo, que obteve a presidência do Município ainda que sem maioria absoluta.

Em declarações ao Capeia Arraiana o presidente da Concelhia do Sabugal, Nuno Teixeira, esclareceu que «o nome do candidato será confirmado depois da assembleia geral de militantes que ainda não tem data marcada».
jcl

Foram plantados medronheiros no mesmo local onde em Janeiro de 2012 a Câmara Municipal do Sabugal cortou árvores centenárias, com o pretexto de que poderiam cair sobre os carros estacionados e de que era necessário requalificar o largo.

Os trabalhos na Praça da República, centro administrativo do Sabugal, decorreram na semana passada, sendo arrancados os «toros» e as raízes das antigas árvores e seguidamente colocados medronheiros no seu lugar.
O medronheiro é um arbusto de folha persistente, que pode atingir os cinco ou seis metros de altura, apresentando ramos recurvos e copa arredondada. Quando carregada de frutos a planta adquire uma redobrada formusura, especialmente quando os medronhos amaduram e adquirem a cor rubra. Outro elemento de beleza são as flores do medronheiro, que aparecem no Outono, de cor branca com raias cor de rosa, que normalmente formam cachos pendentes.
A decisão pelos arbustos em detrimento de árvores clássicas de jardim, está a motivar polémica. Para muitos as memórias do local imporiam que fossem plantadas árvores da mesma espécie ou similares às que foram abatidas. Alega-se também ser algo raro encontrar espaços públicos onde o medronheiro seja árvore de ornamentação, antes sendo arbusto que cresce sobretudo no campo. Alega-se também que quando os medronheiros derem frutos os mesmos cairão ao solo, ficando sujeitos a serem esmagado e assim tingirem a calçada ou as pessoas que passam, sendo também por isso considerada uma espécie nada apropriada para o local em questão.
Diversa literatura diz-nos que na antiguidade os romanos usaram medronheiros para ornamentação sendo comum haver destas árvores nos jardins de Roma e de outras cidades do Império. Contudo, há muito que este arbusto não é normalmente usado para este fim, com raras excepções, como é o caso do jardim envolvente à Escola de Nossa Senhora da Luz, em Arronches, no Alentejo, e também, agora, na praça mais emblemática do Sabugal.
plb

Decorreram no passado fim-de-semana, no Sabugal, as jornadas subordinadas ao tema «Pensar a touromaquia em Portugal – diversidade, valorização, sinergias». O programa era vasto e o tema motivador, multiplicando o interesse. Interesse este, que não ficou defraudado com intervenções inteligentes e, permitam-me, aficionadas.

Logicamente que a questão central se centrava na capeia arraiana, mesmo que tal não fosse propriamente a génese das jornadas. Contudo (e era inevitável), o interesse estava naquela que é a maior manifestação cultural do concelho do Sabugal. E sendo assim, o primeiro apontamento que registo é o facto das autodenominadas onze freguesias onde se realizam capeias arraianas, não terem estado presentes praticamente nenhum Presidente de Junta de Freguesia (creio que estiveram dois!). E aqui, perdoem-me a franqueza, mostra como tratamos aquilo que é nosso. Sabiam que a capeia arraiana é património cultural imaterial nacional? E que é o primeiro e único registo deste tipo? Como podem estar preparados para rentabilizar, dinamizar, preservar e desenvolver esta tradição e este fenómeno? Não podem. E não podem porque não sabem e nem se preocupam em saber. Perderam uma excelente oportunidade de se informarem, de tirar dúvidas e de exporem preocupações. Lamento. Também um apontamento para a ausência de gente e de aficionados. A sala apresentou-se demasiado vazia. E podemos tirar algumas conclusões; ou desinteresse, ou deficiente publicitação ou data da realização inadequada (uma sexta-feira é sempre complicado). Todas elas podem estar certas. Mas confesso, desejo que não seja o desinteresse o que tenha motivado tamanha ausência de gente.
As intervenções foram, todas elas, de grande qualidade. Desde as intervenções mais técnicas às mais substantivas historicamente. Intervenções empenhadas e que foram muito além do discurso racional. Demonstrando, também ali, que a relação com o touro é, essencialmente, paixão. E é a paixão pela capeia arraiana que me leva a outro apontamento, o pouco tempo que houve para o debate. Sei que o programa era apertado, vasto, o que não dava muita margem de manobra. Mas… faltou um diálogo mais profundo sobre a capeia. Pois era esse o principal objectivo das pessoas que ali foram. O que me leva, também, á espectativa da realização de mais eventos sobre o tema e deste calibre.
Só uma curiosidade, de todos os concelhos que estiveram representados e com manifestações taurinas, todas elas têm eventos na própria sede de concelho, menos o Sabugal. Mera curiosidade…
Não deixo de manifestar as minhas felicitações para a e pela realização destas jornadas.
«A Quinta Quina», crónica de Fernando Lopes

fernandolopus@gmail.com

O Presidente da República vai dar posse, amanhã, dia 26 de Outubro, a Jorge Barreto Xavier, que substitui Francisco José Viegas como secretário de estado da Cultura. O novo membro do governo está ligado ao Sabugal, onde residiu e estudou enquanto jovem.

Jorge Barreto Xavier, de 47 anos, é professor no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e ex-diretor-geral das artes, cargo que ocupou entre 2008 e 2010.
Francisco José Viegas saiu do governo a seu pedido, alegando razões de saúde.
O novo secretário de estado da Cultura nasceu em Goa, na Índia, vindo ainda criança para Portugal. Nos anos 70 a família instalou-se no Sabugal, onde o pai, Filomeno Barreto Xavier, foi conservador do Registo Civil. Jorge Xavier frequentou aí o na altura designado ciclo preparatório. Foi depois para a Guarda e dali seguiu para Lisboa, onde prosseguiu os estudos.
Licenciou-se em direito na Universidade de Lisboa e doutorou-se em Ciência Política na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (especialidade Políticas Públicas). Possui ainda uma pós-graduação em Gestão das Artes, obtida no Instituto Nacional de Administração.
Desde jovem que dedica a sua actividade profissional à cultura, tendo sido fundador do Clube de Artes e Ideias. Mais tarde, entre 2003 e 2005, foi vereador da cultura, juventude e defesa do consumidor na Câmara Municipal de Oeiras. Em 2008 foi diretor geral das Artes, nomeado pelo ex-ministro da Cultura José António Pinto Ribeiro, apresentando depois a demissão, por divergências com a nova ministra, Gabriela Canavilhas.
É autor e co-autor de diversas publicações, com especial incidência nas áreas das artes e das políticas culturais.
Em 26 de Janeiro de 2012, Jorge Barreto Xavier esteve na Casa do Concelho do Sabugal em Lisboa, como convidado especial de um grupo de naturais e amigos do Sabugal que ali reuniram para jantar e trocar ideias acerca do futuro da região. «A cultura é o que nos liga», disse nessa ocasião Barreto Xavier, considerando que a economia passou a dominar as nossas vidas, em detrimento do tempo livre, do lazer e da cultura, que foram atirados para um canto da nossa existência. Reveja aqui a notícia desse encontro.
plb

A Câmara do Sabugal vai requalificar a Praça da República, arrancando os cotos das árvores que cortou em redor do chafariz, plantando de seguida, ao que parece, uns medronheiros.

João Valente - Arroz com Todos - Capeia ArraianaAssim como assim, a República já anda de «penas para o ar»…
O crime de cortar as árvores, já não pode a Câmara repará-lo. Como dizia o Manuel António Pina, no prefácio de um livro sobre o mundo das árvores, elas «são seres silenciosos que, a nosso lado, partilha quotidianamente a mesma única vida, a sua e a nossa vida. Mas damos por elas, as árvores, tão comum e familiar é a sua antiquíssima presença perto de nós, e tão anónima. A maior parte das vezes pouco mais somos capazes de dizer do que “árvores”, porque também as nossas palavras se foram, pouco a pouco, tornando silenciosas. E, no entanto, cada árvore, como cada um de nós, é um ser absoluto e irrepetível, idêntico e apenas mutuamente a si mesmo, uma vida única com uma história única, um passado para sempre atado, de forma única, ao nosso próprio passado».
Mas pode muito bem, se quiser emendar a mão, minimizando o estrago, da forma como passo a explicar:
Manuel António Pina teve uma ligação afectiva com aquele largo, aquelas árvores e aquele chafariz que se situa bem defronte da casa onde nasceu, como podem testemunhar algumas pessoas que com ele privaram na intimidade e ouviram histórias das suas brincadeiras naquele largo.
Numa recente entrevista o Manuel A. Pina manifestou a sua gratidão por ter sido lembrado e agraciado pela câmara da sua terra natal, terra essa a quem o ligava um profundo afecto, testemunhado nessa mesma entrevista.
Na TSF, por ocasião da morte do poeta, Francisco José Viegas, Secretário de Estado da Cultura e amigo do poeta, que sabia da paixão daquele por gatos e árvores, sugeriu que em nome do poeta maior, que desapareceu, devia ser plantada uma árvore.
A árvore que mais associada está ao poeta, por estar no seu quintal, é a macieira, conforme refere o poeta num poema do seu livro «Como se desenha uma casa»:
Anoiteceu, apagamos a luz e, depois,
como uma foto que se guarda na carteira,
iluminam-se no quintal as flores da macieira
e, no papel de parede, agitam-se as recordações.

Porque não dá a câmara ao Largo o nome do poeta e planta em redor da fonte umas macieiras?
É coisa simples de fazer, homenageava-se um homem bom e excelente poeta da terra, e ouro sobre azul, apagava-se a burrice feita!

«Arroz com Todos», opinião de João Valente
joaovalenteadvogado@gmail.com

Em homenagem ao escritor sabugalense Manuel António Pina, falecido esta sexta-feira, 19 de Outubro, transcrevemos, com a devida vénia, um excerto da entrevista que em 2009 Pedro Dias de Almeida, editor de cultura da revista Visão fez ao escritor sabugalense, dias antes do mesmo se deslocar ao Sabugal, onde foi homenageado pela Junta de Freguesia, descerrando uma placa na casa onde nasceu. A entrevista seria depois publicada na revista cultural Praça Velha, editada pela Câmara Municipal da Guarda.

«- Há vários temas recorrentes no teu discurso poético. Um deles é a infância. E, às vezes, associada à infância aquela ideia do regresso…
– A casa. É engraçado, e agora vou lá ao Sabugal, à primeira casa de todas…
E perguntava-te se quando falas nisso há uma casa concreta na tua cabeça, uma casa a que sempre voltas…
– Lá do Sabugal pediram-me um verso para pôr lá na placa, na casa. Encontrei vários versos que falam nisso mas nenhum que servisse para pôr lá, eram todos muito grandes. Em alternativa propus-me ler alguns poemas que falam da casa, do regresso a casa. Mas… Não há nenhuma casa concreta, de facto. A casa é a origem, é a morte. Tenho um livrinho pequenino que se chama Um Sítio Onde Pousar a Cabeça, e a casa é também isso, o sítio onde pousar a cabeça. Isso em termos mais gerais. Agora, em termos mais particulares: eu tive uma vida… saí de lá do Sabugal, descobriram agora, com seis anos… eu não me lembro. O meu pai tinha uma profissão – era chefe de finanças, que acumulava com juíz das execuções fiscais – que estava abrangida pela lei do sexanato, só podia estar seis anos em cada terra. A ideia era mesmo não deixar criar raízes, amigos, influências, essas coisas. Como na altura não havia escolas e liceus em todo o lado, o meu pai começava a pensar mudar logo ao fim de três ou quatro anos para sítios onde houvesse ensino para mim e para o meu irmão… No sítio onde gostou mais de estar, que foi na Sertã, a situação arrastou-se, arrastou-se, e ao fim de seis anos foi mandado para os Açores, para Santa Cruz da Graciosa, mas como eu sofria dos pulmões conseguiu mudar… Para mim, tudo isto teve uma consequência: era uma situação quase de Sísifo, estava sempre a fazer amigos e a desfazê-los, e a fazê-los de novo com a consciência que eram para ser desfeitos, a estabelecer relações sabendo que iam acabar ao fim de três ou quatro anos. Os amigos mais antigos que eu tenho são aqui do Porto, de quando cheguei, aos 17 anos. E aqui, como havia vários bairros fiscais, o meu pai ia mudando de bairro.
Mas quando falas de casa nos teus poemas da infância, nunca é essa casa do Sabugal? Não tens nenhuma recordação dela?
– Tenho… Mas agora confundo porque já lá voltei uma vez. A senhora que comprou a casa dos meus pais convidou-me uma vez a entrar. Tinha umas memórias assim muito obscuras. Ainda tenho uma espécie de melancolia por andar sempre assim a mudar de casa… Mas tenho memórias, claro. Lembro-me de alguns nomes de miúdos, mas não tenho amigos da escola primária. Fiz a primeira classe em Castelo Branco, a 2ª, 3ª e 4ª na Sertã, o 1 º ano de Liceu em Cernache do Bom Jardim, depois Santarém, o 3º outra vez em Cernache, o 4º em Oliveira do Bairro, o 5º e 6º em Aveiro, e o 7º é que já fiz aqui no Porto. Eu detesto viajar. Uma vez estava em Bordéus, fizeram-me uma entrevista e a jornalista disse-me “se calhar não gosta de viajar por ter andado tanto de terra em terra”, e eu tomei consciência disso, que se calhar é verdade… O melhor das viagens, para mim, é o regresso. Quando chego ao Porto, quando sei que atravessei a fronteira… Digo num poema meu: “O ideal é não nos afastarmos da casa mais do que nos permite metade das nossas forças”, que é para regressarmos. E falo também de “ver sempre ao longe a cor do nosso telhado”. O meu percurso biográfico sublinhou essa melancolia em relação às origens, à casa… Esta homenagem no Sabugal até me permite o reencontro com uma casa concreta, com raízes concretas… Na verdade, nunca tive raízes em parte nenhuma.
Mas nasceste ali, naquela casa.
– Nasci ali, sim, naquela casa. E a minha memória mais antiga que tenho é do Sabugal. Tenho duas memórias muito antigas. Uma é muito vaga… Estas memórias não sabemos se fomos nós que as construímos, ou… Como aquela frase do William James: “A memória é uma narrativa que nós vamos construir com aquilo que desejamos e com aquilo que tememos”…
E tu escreveste: “Por onde vens passado, pelo vivido ou pelo sonhado?”…
– Pois é. Anda tudo muito misturado. Não sei se foi a minha mãe que me contou… Como diz também o William James, nós não nos lembramos do passado, lembramo-nos da última vez que nos lembrámos. E quem se lembra de um conto, aumenta um ponto, ou diminui um ponto. Vamos construindo sempre uma narrativa… Mas esta eu sei que me lembro mesmo. A memória mais antiga que eu tenho é numa fonte de mergulho, eu devia ter uns três ou quatro anos – e ainda lá está essa fonte, eu já contei isto à senhora que está agora lá na casa, a Natália Bispo. Para mim essa fonte era muito grande, mas agora já verifiquei que é pequenina. Numa fonte de mergunho a água não corre, as pessoas apanhavam a água mergulhando um balde. Nesta minha memória estou com um chapéu de palha e há um miúdo qualquer que pega no meu chapéu de palha, atira-o à água, e vai-se embora. E eu não fui apanhar o chapéu, por orgulho, porque achava que era uma injustiça, ele é que devia ir… Ele não foi, e eu também não fui. Cheguei a casa sem o chapéu de palha e, deve ter sido muito traumatizante para ainda me lembrar, cheio de medo de ser castigado… E estava lá a minha mãe, com a melhor amiga dela, a Ti Céu. Lembro-me da minha mãe me ralhar e me dizer para ir lá buscar o chapéu, e eu dizer ‘não vou, não vou, não vou’, e a minha Ti Céu (que não era mesmo minha tia) é que acabou por ir lá buscar o chapéu. E deu-mo, molhado e tudo. Estava cheio de medo, mas não fui castigado. E tenho uma memória mais antiga, de que julgo que me lembro vagamente: estou sentado numa daquelas cadeiras altas, preso, porque era uma daquelas cadeiras para dar comida às crianças, e a casa está a arder. Isso aconteceu de facto. Tenho uma memória disso, foi aflitivo, pelos vistos. Não me lembro da casa a arder, na minha memória é fumo. E eu, ou esse de quem eu me lembro, está muito aflito, porque está amarrado, não consegue sair da cadeira… A minha mãe estava a dar-me de comer e, ao mesmo tempo estava a aquecer água num daqueles fogareiros a petróleo para dar banho ao meu irmão, 15 meses mais novo do que eu. O meu irmão começou a tentar dar à bomba do tal fogareiro e a água a ferver caiu para cima dele. Ele gritou e a minha mãe foi a correr para a cozinha, pensou que ele ia ficar cego. Pegou nele e desceu as escadas a correr, não sei para onde, para o hospital, para um médico qualquer… O fogareiro caiu e incendiou a casa, a cozinha começou a arder. Estes pormenores contou-me a minha mãe, depois. Eu estava lá sozinho, preso, e foi uma vizinha que viu a minha mãe a sair aos gritos de casa, e viu depois o fumo, que foi lá buscar-me. Só me lembro da parte do fumo e de ficar sozinho e cheio de medo, com a minha mãe a sair de casa aos gritos… As memórias que tenho dessa casa são essas. Depois tenho umas memórias obscuras de escadas, talvez por isso é que falo tanto de escadas, de corredores…
Um portão velho…
– O portão velho de que falo mistura-se com outras casas, com a de Oliveira do Bairro, provavelmente… Havia o tal portão em ruínas, nas traseiras, por onde eu saía para ir apanhar o comboio para Aveiro, tinha uma ameixieira, e o tal portão velho de madeira… Mas misturam-se umas casas com as outras, a verdade é essa.
O teu lugar da infância são lugares, vários lugares, não o associas ao Sabugal…
– São lugares, sim. Essa coisa do regresso a casa é tão importante para mim, que um dos meus pesadelos infantis era eu ir para a escola – nessa casa da Sertã, em que eu tinha que atravessar a rua para ir para a escola – e a certa altura começava a passar um comboio na rua que não me deixava voltar para casa… Esse comboio era um comboio eterno, sempre a passar, a passar, a passar; eu estava do lado de cá e havia esse comboio entre mim e a casa… Por isto tudo é que a casa aparece muito nos meus poemas. Casa. Mãe. Muito associada à infância, sim…
Também falaste logo de morte, há pouco, a propósito da casa…
– Tem que ver, tem que ver… A morte também é uma mãe, é maternal, é um sossego. Sai-se do ventre da mãe e entra-se no ventre da terra, não é? Tem essa coisa de acolhimento, de serenidade, de tranquilidade. De regresso. É uma coisa engraçada: desde miúdo sempre tive uma noção circular de tudo. Concebia o mundo sempre numa estrutura circular. Havia uma frase engraçada que a minha mãe me dizia, e sei onde foi, foi em Castelo Branco, tinha eu 6 ou 7 anos, ou menos… Lembro-me de querer ir para a rua e a minha mãe não me deixar… [Pausa] Acho que eles estão enganados, eu devo ter saído do Sabugal com 4 anos, não foi com 6, porque ainda não dizia ‘érre’ dizia ‘éle’… Vivíamos nessa altura na casa do Bairro do Cansado e antes tinhamos vivido no bairro do quartel. Os meus pais viviam com bastantes dificuldades económicas, até arrendavam quartos, na primeira casa esteve lá um sargento, do quartel em frente. Tenho duas memórias dessa casa, também… E acho que é a primeira vez que estou a contar isso a alguém, normalmente ocorrem-me quando estou sozinho. Uma: um dia o sargento trouxe-me um pássaro que ele achou; eu andava excitadíssimo com o pássaro mas ele fugiu, deixei fugir o pássaro e fiz uma gritaria, queria o pássaro… Ali fiquei à janela com uma grande raiva ao pássaro por me ter abandonado. E lembro-me da frase do sargento: ‘Não te preocupes, logo te trago outro’ e de eu responder ‘não quero outro, quero aquele! Vamos lá buscá-lo de avião!’. Queria ir apanhá-lo de avião… Essa é uma. A outra memória tem a ver com a tal noção circular do universo. Lembro-me de a minha mãe não me deixar ir para a rua, para a ‘lua’, como eu dizia, e de eu dizer assim: “Ai, não deixas? Vais ver que quando tu fores filha e eu for mãe, também não te vou deixar!” A vida circular, lá está. Afinal ainda tenho outra memória, traumatizante… Os meus pais viviam com muitas dificuldades económicas, num andar, e um dia fui a casa da vizinha de cima e vi uma nota de 20 escudos, que em 1947 ou 1948 era muito dinheiro, em cima da mesinha de cabeceira. E roubei-os. Nunca falei disto, também…
Então é uma grande confissão, agora…
– Não faz mal, já prescreveu… [risos]. Roubei-os para os dar aos meus pais, porque estava sempre a vê-los a discutirem por causa das despesas, porque não havia dinheiro… Aquilo afligia-me muito. Peguei nos 20 escudos e levei-os à minha mãe. Ela perguntou-me onde é que eu os tinha arranjado, e eu lá acabei por contar… E ela então obrigou-me a ir pôr o dinheiro outra vez lá em cima. Eu, claro, não queria ir, com medo de ser apanhado, encontrar a vizinha. Castigaram-me, e eu já estava a chorar desesperado, quando a minha mãe me disse “vai lá descansado que eu tenho a certeza que ela não está, nunca saberá”. Lá fui pôr o dinheiro no sítio onde estava e voltei para casa a correr. Soube depois que ela disse à vizinha para sair dali, para se esconder, para ir lá eu e aprender a lição. São estas as minhas primeiras memórias. As coisas mais traumatizantes que tive…
(…)»

A Câmara Municipal da Guarda aprovou na reunião desta segunda-feira, dia 22 de Outubro, um voto de pesar pela morte do escritor sabugalense Manuel António Pina.
O texto aprovado considera o poeta «um dos nomes maiores da Poesia e da Cultura em Portugal» e «grande intérprete da realidade social e interventor crítico e lúcido».
«Manuel António Pina deixou-nos uma obra vasta, que se reveste de sensibilidade, emoção e ironia. Enquanto pessoa e enquanto beirão, mereceu-nos a maior admiração e deixa-nos um sentimento de perda e de enorme saudade», lê-se ainda na deliberação aprovada pela Câmara.
A Guarda homenageara Manuel António Pina no final de 2009, através de um ciclo de iniciativas a que deu o nome do escritor. ainda em sua homenagem criou, nesse ano de 2009, um prémio literário, que todos os anos galardoa um trabalho de poesia e de prosa, alternadamente.

plb

A Zona Empresarial do Sabugal (no Alto do Espinhal) conta agora com a presença da empresa Sopro Radiante, especializada na concepção, fabrico e comercialização de caldeiras a biomassa, o que constitui uma alternativa às habituais caldeiras de aquecimento que usam outras fontes de energia.

Segundo os seus responsáveis, a empresa Sopro Radiante propõe-se encontrar soluções à medida de cada cliente, procurando satisfazê-lo com uma boa relação qualidade/preço e ministrando acções de formação semanais acerca das potencialidades dos produtos que comercializa. Aposta ainda num bom serviço pós-venda.
A empresa fabrica caldeiras de aquecimento de elevado rendimento, cujo combustível é constituído por resíduos sólidos. De construção robusta e fiável, as caldeiras a biomassa são concebidas para produzir água quente para aquecimento central de habitações, assim como de piscinas, estufas, armazéns, e outras instalações.
As caldeiras para além da performance que atingem, são uma aposta ecológica, na medida em que utilizam uma energia renovável, queimando resíduos florestais e da indústria da madeira, como o «pellet» (concentrado de madeira), caroço de azeitona, cascas de nozes, amêndoas, etc… Comparada com a tradicional caldeira a gasóleo ou gás, a caldeira a biomassa permite uma apreciável economia de combustível, que pode chegar aos 60 por cento.
Outra vantagem é a redução da dependência energética, ao não estar sujeito à subida dos preços dos combustíveis fosseis (como o gás e o gasóleo), sendo um recurso produzido localmente.
A caldeira a biomassa contribui ainda para a sustentabilidade da economia local, na medida em que a procura deste recurso incentiva a limpeza das áreas florestais, o que por sua vez reduz o risco de incêndios.
Um dos responsáveis da nova empresa aponta como grande vantagem a eficiência das caldeiras: «a combustão de “pellets” é muito eficiente quando comparada com a lenha, pois tem menor percentagem de humidade o que resulta numa menor libertação de gases poluentes – uma combustão eficiente origina grande poder calorífico. Também é prático, na medida em que o combustível é comercializado em sacos que variam entre os 15 e os 30 quilos, o que facilita não só o armazenamento, mas também o transporte.
Os investidores, António Fernandes, José Manso Ramos e Marco Nunes, possibilitaram já a criação de seis novos postos de trabalho, número que poderá aumentar em breve, dada a evolução positiva do negócio.
A empresa tem em curso uma campanha de retoma de caldeiras a gasóleo, gás ou lenha.
A Sopro Radiante pode ser contactada pelo telefone 271 104 900 ou pelo endereço electrónico soproradiante@sapo.pt.

Fábrica das caldeiras de biomassa - Tó Chouco - Sabugal
(Clique na imagem para ver a reportagem da RTP.)

plb

Faleceu na tarde desta sexta-feira, 19 de Outubro, no Hospital de Santo António, no Porto, onde estava internado desde o início do Verão, o escritor e jornalista sabugalense Manuel António Pina.

MANUEL ANTÓNIO PINA era jornalista, cronista, escritor, poeta, dramaturgo, actividades em que se notabilizou.
Nasceu no Sabugal em 18 de Novembro de 1943 e viveu a infância numa constante mudança de lugar, passando nomeadamente pela Sertã e Oliveira do Bairro, para depois se fixar no Porto. O pai era chefe de Finanças, cargo que acumulava com o de juiz das execuções fiscais, pelo que não podia estar mais do que certo tempo em cada terra, por imposição legal. Recordará sempre esse tempo da infância e adolescência como a época em que fazia amigos num lugar, que depois perdia para refazer novas amizades noutro local distante.
Após os estudos secundários, concluídos no Porto, licenciou-se em Direito, na Universidade de Coimbra, onde para além de estudar trabalhava para garantir a independência financeira. Embora cursasse Direito gostava mais e frequentar as aulas de Literatura, sobretudo as dos mestres Paulo Quintela e Vítor Aguiar Silva. Mesmo assim, seguiu Direito e, concluído o curso, foi advogado durante algum tempo, porém já escrevia no Jornal de Notícias desde 1971 e o apelo da escrita foi sempre mais forte.
No jornalismo notabilizou-se pela crónica, que, para ele é uma espécie de meio caminho entre o jornalismo e a literatura. No Jornal de Notícia, ao qual se manteve sempre ligado, ocupou o cargo de editor cultural, mantendo uma permanente ligação aos aspectos literários. Nas horas vagas poetava e escrevia contos infanto-juvenil, fazendo um percurso de escritor, onde sobretudo se notabilizaria, recebendo o reconhecimento do seu mérito com a atribuição de inúmeros galardões, entre os quais o Prémio Camões no ano 2011.
A sua poesia, algo hermética, foi sempre marcada por uma espécie de nostalgia, traduzida num sucessivo jogo de memórias entre a infância (parte dela passada no Sabugal) e o quotidiano. Os poemas de Pina são igualmente marcados pela inquietação e a melancolia, tocando por vezes no paradoxo. Nada do que escrevia ou pensava era definitivo, quando lhe perguntaram (JL, 31/10/2001) se fazia alterações aos seus poemas antigos quando os reeditava, respondeu que não, porque de certa forma um texto antigo, escrito por ele e editado, já não lhe pertencia: «quando leio textos que escrevi há algum tempo, tenho a sensação que não foram escritos por mim. E, de facto, foram escritos por outra pessoa, por aquele que eu era.» Esta mutação do ser que somos com o evoluir do tempo é explicada de forma comparativa: «A Ilíada é um dos meus livros de referência. Li-a pela primeira vez quando era jovem e a que leio hoje não é a mesma que li, nessa altura. Porque eu próprio já sou diferente. Os cabalistas dizem que há tantas bíblias quantos leitores da Bíblia. Eu acho que há mais, tantas quantas as leituras.»
Como escritor, foi autor de vários títulos de poesia, novelas, textos dramáticos e ensaios, entre os quais: em poesia – Nenhum Sítio, O Caminho de Casa, Um Sítio Onde pousar a Cabeça, Algo Parecido Com Isto da Mesma Substância; Farewell Happy Fields, Cuidados Intensivos, Nenhuma Palavra e Nenhuma Lembrança; em novela – O Escuro; em texto dramático – História com Reis, Rainhas, Bobos, Bombeiros e Galinhas, A Guerra do Tabuleiro de Xadrez; no ensaio – Anikki – Bóbó; na crónica – O Anacronista; e, finalmente, na literatura infantil – O País das Pessoas de Pernas para o Ar, Gigões e Amantes, O Têpluquê, O Pássaro da Cabeça, Os Dois Ladrões, Os Piratas, O Inventão, O Tesouro, O Meu Rio é de Ouro, Uma Viagem Fantástica, Morket, O Livro de Desmatemática, A Noite.
Embora afastado da sua terra natal desde menino, Manuel António Pina afirmava com orgulho ser sabugalense. Em 4 de Abril de 2009 a Junta de Freguesia do Sabugal homenageou-o colocando na casa onde nasceu uma placa com a seguinte epígrafe: «Nesta casa nasceu o escritor e jornalista Manuel António Pina»
Em 2010 a Câmara Municipal da Guarda, criou, em homenagem a Manuel António Pina, um prémio literário com o seu nome, que distinguirá anualmente, e de forma alternada, obras de poesia e de literatura. Ainda em homenagem ao escritor sabugalense realiza-se na Guarda um ciclo cultural repleto de actividades.
Em 10 de Novembro de 2011, no ano em que foi galardoado com o Prémio Camões, o escritor foi por sua vez homenageado pela Câmara Municipal do Sabugal, que lhe atribuiu a medalha de mérito cultural do Município.
Manuel António Pina foi eleito pelo blogue Capeia Arraiana a «Personalidade do Ano 2011».

Segue-se um poema de Manuel António Pina, que aborda um assunto recorrente na sua poesia – a morte:

Algumas Coisas

A morte e a vida morrem
e sob a sua eternidade fica
só a memória do esquecimento de tudo;
também o silêncio de aquele que fala se calará.

Quem fala de estas
coisas e de falar de elas
foge para o puro esquecimento
fora da cabeça e de si.

O que existe falta
sob a eternidade;
saber é esquecer, e
esta é a sabedoria e o esquecimento.

plb e jcl

O nono torneio de judo da cidade do Sabugal, realizou-se com grande sucesso, no passado dia 13 de Outubro, no pavilhão das piscinas Municipais do Sabugal. Participaram no evento organizado pela secção de judo do Sporting Clube do Sabugal 104 crianças com idades até aos 12 anos, divididas por 27 grupos.

A logística do IX Torneio de Judo da cidade do Sabugal esteve a cargo da secção de Judo do Sporting Clube do Sabugal (SCS) com ajuda de alguns treinadores de clubes convidados. Participaram no evento 104 crianças até aos 12 anos, divididas por 27 grupos. Os clubes que aceitaram o convite e visitaram a cidade raiana, vieram de Beja, Alvito, Marvão Castelo Branco, Covilhã, Coimbra e Gouveia, contando com a presença de 14 pequenos judocas do clube local.
A participação esteve dentro do esperado quanto ao número de participantes, tendo em conta as dificuldades que todas as instituições apresentam no que toca ao custo com deslocações.
Os judocas do Sporting Clube do Sabugal cumpriram com os objetivos previsto para este tipo de prova, que servem essencialmente para o amadurecimento do atleta na vertente competitiva da modalidade. As regras são aqui adaptadas as idades e não se fazem eliminatórias para que cada judoca faça pelo menos dois ou três combates.
A organização não deixa de querer agradecer aos judocas mais velhos da secção de Judo do SCS e a todos os que directamente ou indirectamente fizeram com que o torneio fosse um sucesso, incluindo os participantes e respectivos acompanhantes que encheram as bancadas. Agradecendo ao enfermeiro que esteve voluntariamente de prevenção durante a prova e aos funcionários da Empresa Municipal Sabugal +, pela gentileza como sempre têm recebido e colaborado neste evento.
Todos os judocas vão continuar a sua preparação, tendo em vista algumas provas de preparação até ao final do ano, esperando que as pessoas presentes conhecedoras ou não desta modalidade olímpica se apresentem no Dojo (sala de treino) para experimentar a prática do judo que se adapta a todos os escalões etários.
djmc

Faz hoje três anos que se realizaram as últimas eleições autárquicas…

Ramiro Matos - Sabugal Melhor - Capeia ArraianaComo candidato à Assembleia Municipal integrando as listas do Partido Socialista lideradas pelo António Dionísio disse e repeti que aquele dia podia marcar o início da inversão da situação de desertificação, envelhecimento e perda de competitividade regional que levava o Concelho do Sabugal para o abismo.
Acreditava e continuo a acreditar que manter no poder os principais responsáveis pela situação a que o Concelho chegara, era uma má opção e acreditava também, e continuo a acreditar, que a solução passava por eleger as mulheres e homens que, liderados pelo António Dionísio integravam uma candidatura de esperança num futuro melhor.
Infelizmente não conseguimos passar esta mensagem e o PSD, embora perdendo a maioria absoluta, manteve a presidência do Município.
Três anos passados, penso poder tirar as seguintes conclusões:
1. O Concelho do Sabugal está hoje pior do que há três anos;
2. A maioria relativa do PSD não tem conseguido definir uma estratégia de desenvolvimento sustentado do Concelho do Sabugal, situação hoje muito mais agravada pois a esta falta de ideias associa-se uma grave crise nacional o que torna a falta de ideias ainda mais flagrante;
3. As propostas inovadoras que a candidatura do PS e do António Dionísio são hoje ainda propostas corretas e cada vez mais atuais e urgentes;
4. A atuação coerente dos vereadores e deputados municipais do Partido Socialista tem sido uma mais valia para a tomada de decisões, sabendo votar a favor quando estão em causa os interesses do Concelho e sabendo dizer não quando as propostas em nada contribuem para o seu desenvolvimento.
Entramos (se não entrámos já) em ano eleitoral, o qual, se começa pela escolha dos candidatos, deveria, quanto a mim, começar pela definição do programa eleitoral de cada força política que pretenda candidatar-se.
E porque, como acima disse, continuo a considerar que as propostas de 2009 do António Dionísio e do PS são cada vez mais as respostas adequadas à situação a que o Concelho do Sabugal chegou, espero que elas continuem a fazer parte do programa eleitoral dos candidatos do Partido Socialista, mas espero também que em 2013 os candidatos e apoiantes das outras forças políticas olhem para essas propostas e as assumam também como suas, em vez de, como há 3 anos, as chamarem de utópicas e idealistas.

PS1: Por motivos pessoais e profissionais não estive presente na Inauguração do Monumento ao Combatente que teve lugar na cidade do Sabugal.
Aos sabugalenses que, quisessem ou não, foram combatentes, bem como aos familiares dos sabugalenses falecidos na guerra, um abraço de solidariedade e um pedido de desculpa pela ausência.
PS2: Como cidadão e como oficial reformado das Forças Armadas Portuguesas não posso deixar de repudiar a forma como o Presidente da República se comportou no passado dia 5 face ao hastear da bandeira nacional, com esta a ser colocada erradamente.
Claro que a culpa não é do Presidente, mas como mais alto magistrado da nação, competia-lhe não abandonar o local sem que a bandeira fosse arreada e hasteada de novo, desta vez corretamente.
A bandeira nacional não é um pano qualquer e, chamem-me o que quiserem, a minha família, a escola onde andei e os meus comandantes militares ensinaram-me a honrar os símbolos máximos da Nação.

«Sabugal Melhor», opinião de Ramiro Matos

rmlmatos@gmail.com

Sendo a formação continua cada vez mais um trunfo na formação desportiva seja qual for a modalidade, os técnicos da secção de judo do Sporting Clube do Sabugal, os treinadores David Carreira e Carla Vaz, juntaram-se a mais de uma centena de outros treinadores nacionais e estiveram nos três dias do XVII Clinic de Judo organizado pela Associação Nacional de Treinadores e a Associação Nacional de Árbitros em pareceria com a Federação Portuguesa de Judo, na cidade de Coimbra.

Entre os dias 5 e 7 de Outubro os técnicos raianos e outros técnicos do distrito da Guarda presentes nesta ação tiveram o privilégio de ser dirigidos pelo treinador alemão, Richard Trautmann, treinador das Seleções de Cadetes e Juniores da Alemanha, que incidiu principalmente nas ações práticas específicas da modalidade. Outro preletor estrangeiro foi o Diretor Mundial de Arbitragem, o espanhol Juan Carlos Barcos, que teve uma ação específica na parte da compreensão das regras de arbitragem.
Alguns grandes nomes do desporto nacional também fizeram parte desta ação, tais como a Profª. Doutora Cláudia Minderico, o Prof. Doutor Manuel João Coelho e Silva e ainda o Prof. Mestre Luís Monteiro.
A escolha dos preletores para este XVII CLINIC, bem como as comunicações de cada orador foram direcionadas para questões relacionadas com o treino da iniciação à especialização do praticante de Judo e com a vertente da arbitragem, que todos os intervenientes na modalidade devem tentar decifrar, no sentido de haver uma sintonia na interpretação das regras em prol da verdade desportiva.
djmc

A Câmara Municipal do Sabugal está há longo tempo a negociar a aquisição de um prédio urbano tendo em vista livrar a paisagem da sua presença inestética.

Trata-se de um edifício erigido em blocos de cimento, inacabado, sem qualquer reboco, que durante anos acolheu uma oficina de reparação de automóveis. Actualmente acumula entulho, os vidros janelas estão partidos, o mato cresce-lhe no interior, parecendo uma casa fantasma.
Implantado no cruzamento onde se toma a estrada para a Aldeia de Santo António, a Urgueira e a aldeia histórica de Sortelha, o prédio devoluto causa má impressão e polui a paisagem. Essa é a razão pela qual o Município tenta adquirir o terreno, como forma de assim livrar a estrada de tal empecilho. Mas o tempo passa com sucessivas propostas e contrapropostas.
Porém, informou-nos quem sabe, que o acordo está prestes a ser alcançado, por uma verba que poderá rondar os 45 mil euros. Assim sendo, presumimos que a breve trecho haverá condições para que o colosso inestético seja erradicado do cruzamento da estrada de Sortelha.
plb

O maior movimento populacional da História de Portugal deu-se entre 1961 e 1974, quando um milhão e meio de portugueses partiu para o estrangeiro à procura de um melhor nível de vida. A população do Concelho do Sabugal ficou dramaticamente reduzida. Vejamos o que dois articulistas do jornal Amigo da Verdade diziam da emigração concelhia em 1962.

António Emídio«Continua em grande ritmo a saída de gente para França. Parece que tal êxodo vai tocando as raias do vício. A escassez agrícola destes últimos anos justifica a permanente busca do dinheiro em parte. Todavia o mal não está no legítimo desejo de procurar uma condição económica mais humana, mas sim na finalidade exclusiva que muitos põem ao abandonar a sua terra. Só uma coisa os determina: a miragem do dinheiro francês. Este pensamento desordenado vai, pouco a pouco, na vida de cada dia tomando consequências sérias. Por cá – quem vê o seu povo vê o mundo todo – as famílias começam a perder o conceito de unidade matrimonial, pois é muito fácil passar-se dos factos consumados à ideia. O marido em França, os filhos e a mulher cá pelas terras, parecem formar, embora aparentemente, lares essencialmente diferentes.
Sob o ponto de vista educacional, a família deixou de ser praticamente uma escola de formação, já que a quase totalidade dos chefes de família se encontram ausentes. Cá andam os filhos à mercê da impotência maternal – salvo raras excepções de algumas. Na ordem social, tendo os filhos recebido praticamente uma autonomia prematura em ideias, vida, irresponsabilidade, com os bolsos atulhados de dinheiro, sem ninguém que os vigie e oriente os passos vão-se habituando a uma faceta de viver que não é real nem o mais próprio para a juventude. E isto é o princípio de tudo… que amanhã se verá!…
(…)
»

Como já escrevi, este artigo vem num jornal concelhio de 1962, o Amigo da Verdade, não traz o nome do autor, mas vem na coluna das Quintas de S. Bartolomeu.

«À hora que vos escrevo o dia está maravilhoso, um sol benéfico espalha os seus raios acariciadores através dos encantadores campos desta risonha aldeia. Sentado ao ar livre num recanto sossegado desfruto a beleza e a graça desta tarde e contemplo um rancho numeroso de rapazes e raparigas que no mais vivo entusiasmo se dedicam à faina da colheita da azeitona. Neste momento chegou junto de mim um amigo, mas dos verdadeiros que acaba de regressar do Sabugal e que me diz: então já sabia que desta vez segue mais pessoal para França?
– Sim?!
– É verdade. Encontrei hoje no Sabugal mais de vinte Casteleirenses a tratar dos seus papéis para saírem. Dizem que ganham lá muito dinheiro…
Repliquei:- Se assim continuamos daqui a pouco não há quem cuide das terras (…) lembrei-me que esta gente se ausentaria certamente porque a agricultura não lhes compensava tantos trabalhos, que se sentiriam desiludidos com a terra e os seus produtos. Realmente a situação do trabalhador rural é pouco animadora e por isso começa a sentir desprezo à terra e ao viver da aldeia e procura ausentar-se em demanda de nova vida, de vida que lhe garanta um futuro mais seguro e cómodo.
(…)
»

Este artigo vem também num Amigo da Verdade de 1962, também não traz nome do autor, vem na coluna do Casteleiro.

O fenómeno da emigração foi o causante do grande despovoamento do Concelho, mas não o foi do seu fraco desenvolvimento económico, político, social e cultural. Vejamos: já em 1926 os colaboradores do jornal «Gazeta do Sabugal», jornal do político integralista do Casteleiro, Joaquim Mendes Guerra, se queixavam do abandono do Concelho e davam a sua opinião para o melhorar. No Amigo da Verdade de 1962, estes dois colaboradores queixavam-se da situação do trabalhador da terra ser pouco animadora.
Ano de 2012: colaboradores deste Blog – Capeia Arraiana – queixam-se da situação do Concelho e opinam qual a melhor maneira para pôr um travão a um retrocesso galopante.
Pessoalmente, creio que das três épocas históricas que mencionei, a actual, 2012, é a mais problemática de todas, porquê?
1º O País está intervencionado. Neste momento podemos considerá-lo um «protectorado» de potências estrangeiras. Perdemos a soberania.
2º Vai ser feita uma nova divisão administrativa em Portugal, sendo como é lógico também abrangido o Concelho do Sabugal. A divisão administrativa foi ordenada do exterior por quem não conhece a realidade do País.
3º A profunda crise económica e os tratados europeus não permitem que Portugal crie riqueza e se desenvolva a todos os níveis desde o económico ao social, passando pelo político. O Concelho do Sabugal também sofre com isso, a recessão também afecta a economia local.
4º O desmantelamento dos serviços públicos no Concelho é uma ameaça séria ao seu equilibrado desenvolvimento.

Conseguiremos ultrapassar estes tempos difíceis? Sem dúvida! Já ultrapassamos outros, mas para suplantar o actual momento só temos uma opção: seguir estes três valores: valores éticos, valores sociais e valores ambientais. Sem estes três valores fundamentais em qualquer Democracia, podemos fazer do Sabugal uma Las Vegas, mas os mais jovens continuarão a sair como saíram no tempo do Estado Novo, com a diferença que não seria a nobreza (classe política dirigente) nem a Igreja que mandariam, mas sim o dinheiro, o dinheiro de um qualquer cacique, produzindo-se novamente uma involução social que nos desumanizaria. As sociedades só têm êxito quando lutam pelo bem comum, e o bem comum não é só material, por cima do materialismo está a qualidade da saúde dos habitantes do Concelho, a qualidade da educação dos nossos filhos, a nossa própria cultura e tradições, a defesa do nosso meio ambiente, o bem-estar dos nossos idosos a qualidade dos nossos escritores e a beleza dos poemas dos nossos poetas e, talvez o mais importante, a erradicação da pobreza. Assim vale a pena viver a vida no nosso Concelho.
«Passeio pelo Côa», opinião de António Emídio

ant.emidio@gmail.com

Quando se aproxima o tempo das matanças e da degustação do saboroso bucho, publicamos o texto da oração de sapiência proferida pelo Professor Fernando Carvalho Rodrigues na cerimónia do Terceiro Capítulo da Confraria do Bucho Raiano, sucedido no Sabugal, no dia 18 de Fevereiro de 2012. O Professor fala do bucho, centrando-se em Creado, a sua terra de nascimento, que pertence à freguesia de Casal de Cinza e ao concelho da Guarda.

Quando no Império era Imperador Barack Obama, Sumo Pontífice Bento XVI e na Lusitânia era Pró-Consul Cavaco Silva, foi, em Creado, Mordoma da festa de Santo Antão uma filha do José Braz casada com um rapaz de Carpinteiro filho do Fausto Raposo. Em 2013, será a Lúcia, filha de Zé Aires, e mais o marido.
Há uns milhares de anos que é assim: A Festa de Creado é no dia de Santo Antão. É a festa do Padroeiro. Em cada ano, a 17 de Janeiro, o Povo reúne-se para nomear o Mordomo do ano seguinte. Santo Antão é o Santo Padroeiro de Creado. De lá, vêm, por muitas gerações, meus antepassados. Em cada ano ter proteínas dependia um pouco de caça, mas sobretudo do marrano. E todos os anos compravam os porcos para cevar durante o ano e iam e recebiam quem vinha para pedirem a protecção de Santo Antão na capela do seu orago em Creado.
No dia seguinte da Festa, depois de celebrada a missa, oferecem um pé vindo da matança de Dezembro ao Santo para que lhe guardar o bácoro próspero e com saúde. Seguia-se animada a arrematação dos donativos. O leilão, como é público, incita vaidades. Não tem mal. Num dia, não tem mal. A vaidade deixa mais uns dinheiros porque leva o pé quem mais oferecer. Em tempos de oscilações da bolsa. O pé pode render vinte euros. Pode até, como se tem visto ultimamente, chegar aos cinquenta euros. Sim, porque os marranos da nossa Beira Alta foram classificados pelas agências de notação em triplo AAA com prospectiva positiva. Espera-se que o pé de porco salve a classificação da dívida soberana logo que a produção se intensifique. Pelo menos, a capela de Santo Antão, em Creado, beneficia. O dinheiro das arrematações, em bolsa, reverte a favor da Igreja. É que o Mordomo é quem faz as arrematações e ninguém e tem ordem para arredar pé enquanto houver ofertas para arrematar. E, para cada pedaço quem oferece o pé é o primeiro a dizer quanto vale. Que isto de deixar cair o valor em bolsa é só para os banqueiros.
Ao Santo Antão em Creado vai o povo honesto. E mais a prece pelo marrano que viverá por aquele ano até Dezembro. Viverá em um T0 com esplanada. Chamam-lhe: o cortelho. Mas é o único animal a quem se oferece um estúdio enquanto vive. Casa de granito afagado e porta de cerne de carvalho. E um dia, libertado do peso de viver, só o fará se Santo Antão o proteger. Partes, todas as partes do marrano passarão por nós, Homo Sapiens Sapiens, e todos aqueles bocados terão o privilégio de reconhecer que existem, terão a alegria de contemplar e estudar o Universo de que são parte e a parte que faz ao mundo perguntar. É este o milagre, renovado, de Santo Antão do Egipto.
Terá nascido pelo ano 251 D.C.. Inventou como ser Monge. Mas como todos aqueles que fazem trabalho solitário solta-se-lhes a imaginação, a compreensão e têm a tentação da soberba que vem da Soberania sobre os Saberes. E tentação, esta e outras, teve Santo Antão do Egipto como todos os que contemplam mistérios. A humildade de uma via simples livrou-o sempre. Mas houve quem as imortalizasse.
Chama-se Hieronymus Bosch, o espírito medieval vivido de uma forma única. Nas tentações de Santo Antão que deixou no Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa . Estão as extravagâncias de monstros escarnecendo gárgulas. Sentou monstros nas cadeiras do coro. Pôs demónios olhando de soslaio para as margens dos manuscritos. Distorceu, horrivelmente, humanos lançados com forquilhas para o inferno. São o esconjuro pela arte. Pela pintura. Com Bosch sente-se o cerco diabólico a Santo Antão. Representa o mundo como um prolífico formigueiro. Os quadros de Hieronymus Bosch têm que ser interpretados símbolo a símbolo. Ele e a sua pintura mostram a intromissão do demónio na vida humana. Os elementos da fantasia na sua obra dão-lhe um inesgotável fascínio. E, num dos vários quadros das tentações do Santo Antão. No que está em Madrid. Ao lado e protegido pela paz de Santo Antão está o marrano. Ambos serenos, em Paz, com Deus no reequilíbrio do nervosismo da fantástica imaginação. Na aceitação que cada classe de vida alimenta outra classe de vida até que possa contemplar Deus. Mas a vida da pintura de Hieronymus Bosch não é só tentação e descrição. Descrição mordaz da percepção da vida como hoje em dia atravessamos. É colhida em fonte popular na Nave dos Loucos. O quadro da «A Nave dos Loucos» é uma fonte inesperada do retracto da vida de hoje. Inesgotável para os modernos psiquiatras, sociólogos, economistas, retratados suponho, por um discípulo de estilo, Pieter Breughel, o velho, na condução pelos cegos deste novo e actual Mundo. Mas voltando a Hieronymus Bosch é no pormenor, no detalhe. Numa espécie de extensão da beleza, do talento e da técnica dos iluministas tão atentos ao pormenor que nos fazem aparecer tentações de Santo Antão e o marrano a seus pés.
E é essa mesma atenção ao detalhe que faz do Bucho, o enchido delicioso, o ultimo dos manjares para o Intróito. Também lhe chamam o Entrudo.
Para o Bucho, em Creado, num alguidar de barro colocam-se as carnes partidas em pedaços: orelhas, carnes que tenham cartilagem, pontas das costelas, couratos e o rabo. Temperam com alho, sal, pimentão doce e picante e um bom vinho. Cinco dias. Reparem bem. Cinco dias em vinha de alho. Vai-se provando, a suprema medida da ciência, para ver se está temperado suficiente. E mais vos digo: se não for bem temperado: Olhai! Estraga-se. Mas se fizerdes como vos digo a bexiga do porco que se guardou bem com o palaio encheu-se com as tais carnes temperadas. Vai ao fumeiro durante algumas semanas e guarda-se para o Carnaval. Com a Família, mais batatas cozidas e grelos de nabo (bem se não houver pode ser acompanhado por couve Portuguesa). Pinga e por fim o arroz doce.. Acho, que corta a gordura. Bem é arroz doce. Acabou-se. Sempre foi assim. E no fim, está-se de novo pronto a embarcar nesta «Nave de Loucos», pilotada pelos cegos Breughel e livres das tentações mas com a protecção de Santo Antão. Até porque de todos os porcos que nos dão hoje o Bucho um pé ser-lhe-á oferecido para o ano que vem. Sim, que com os Mordomos já nomeados em Creado não há crise, que as agências de notação não se estrevem, ou mesmo atrevem, a meter-se. O Bucho lá estará em 2013.
Só a faz parar de o apreciar o dia das Cinzas. Por causa da Lua que determina o dia de Páscoa, o Dia das Cinzas, calha sempre a meio da semana. É sempre numa quarta-feira este Dia das Cinzas. E nesse dia, durante milénios os Homens da Ordem Militar do Hospital marcavam-no, com uma Cruz de Cinza, na fronte, numa cerca da Freguesia de que Creado é parte: a Freguesia de Casal de Cinza. Passa por lá o eixo da Terra e nela se faz o melhor Bucho do Mundo e tudo isto é o maior dos Milagres de Santo Antão de Creado de Casal de Cinza, que também foi, em outros tempos, do Egipto.

P.S. O Autor escreve de acordo com a ortografia da Dona Laura. Três reguadas por cada erro no ditado chegaram para lhe acabar com todas as veleidades. Quer as passadas, quer as presentes, ou mesmo as futuras.
Fernando Carvalho Rodrigues

A Academia de Música e Dança do Sabugal, dirigida pelo prof. Rui Chamusco, prolongou o período de inscrições nas aulas instrumentais até 15 de Outubro.

Academia Música Dança SabugalApós de um período inicial de inscrições para o ano letivo 2012/2013 e não havendo número de inscrições suficientes que justifiquem o funcionamento da Academia de Música e Dança do Sabugal (AMDS) a Direção achou por bem reformular as condições de frequência de modo a tornar acessível a continuidade da mesma.
Assim, informam-se os interessados de que, até 15 de Outubro, haveá um novo período de inscrições, com as seguintes condições:
– Aula instrumental individual (50 minutos), 50 euros;
– Aula instrumental em grupo com um mínimo de 3 alunos (50 minutos), 40 euros;
– Aula de Formação Musical (30 minutos) + aula de conjunto (30 minutos), 50 euros;
A Academia leciona os seguintes instrumentos:
– Sopro (Clarinete, Saxofone, Trompete, Flauta);
– Cordas (Piano, Guitarra, Cavaquinho, Violino, Bandolim);
– Acordeão.
As aulas para cada instrumento só serão viáveis se o número de inscrições justificar a contratação do respectivo professor. Aconselhamos, portanto, uma segunda opção.
Em caso de seleção de alunos será dada a prioridade aos alunos que já frequentaram a AMDS.
A Direção da AMDS

Um grupo de motociclistas invadiu as ruas da cidade do Sabugal no passado fim-de-semana e visitou o castelo das cinco quinas, onde posou para a foto que aqui se publica.

Os motards, iam a caminho dos Fóios, a freguesia do concelho que cada vez se assume mais como destino dos muitos que nos visitam. Tinham aí marcado um convívio festivo, mas passando no Sabugal, não ficaram indiferentes ao ex-libris do concelho.
Os visitantes pertencem a vários moto-clubes da Beira Alta: Gang 232 de Viseu, Motoclube de Mangualde, Zangoens do Asfalto de Pampilhosa da Serra e Diabos da Noite de S. João de Areias.
Esta foto demonstra a importância do castelo do Sabugal para promoção turística das terras beiroas. Ninguém fica alheio à imponência do monumento, à sua imensa beleza e à paisagem soberba que se avista desse privilegiado miradouro.
plb

Em 1941 um avião Vicker’s pilotado pelo oficial da Força Aérea Portuguesa C. Quintela, natural de Alfaiates, sobrevoou o Sabugal e o oficial co-piloto, J. Fernandes, captou a fotografia que agora apresentamos.

Fotografia aérea - Sabugal - 1941

Pode observar-se a parte mais antiga da vila, então um aglomerado singelo e harmonioso. O castelo pentagonal em sua altivez, e as construções ainda dentro do estilo típico. Uma que outra casa mostra maior gradação, mas o enquadramento é pleno e proporcional. O branco das paredes das casas sobressai – era uso de então revestir as pedras de granito e caiar as paredes.
Ainda não era chegada a construção desenfreada, que fez crescer as nossas terras e lhes trouxe maiores comodidades, mas que rompeu com o equilíbrio arquitectónico que a imagem do Sabugal da fotografia denota.
O Bairro da Ponte não existia, a torre sineira da Igreja Matriz conseguia ainda impor-se no alto, a Avenida das Tílias era livre de casario, na encosta do Castelo estava uma mata de castanheiros seculares, perto da zona urbana havia manchas de terreno arável.
O betão tudo transformou e a vila do Sabugal, agora cidade, não fugiu à regra: expandiu-se, modernizou-se, vestiu nova roupagem. A mancha urbana lembra agora um polvo com seus tentáculos, que são as vias de acesso escoltadas por modernas construções. Mas a parte antiga da vila, bem poderia ter mantido a sua traça original. Quanto teríamos hoje a ganhar!
plb

JOAQUIM SAPINHO

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Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

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