You are currently browsing the category archive for the ‘Penamacor’ category.

As Termas de Águas, no concelho de Penamacor, já centenárias, famosas pelos benefícios para a saúde nas referidas patologias, cumprem agora todos os requisitos que a nova legislação determina e constituem uma mais valia, quer para o concelho de Penamacor quer para a região.

(Clique nas imagens para ampliar.)

No passado dia 25 de Julho, a CAT–Comissão de Avaliação Técnica do Termalismo, da Direção Geral de Saúde, visitou o Balneário Termal da freguesia de Águas em Penamacor.
Esta visita realizou-se no âmbito da aprovação das atuais instalações para a realização dos Estudos Médico Hidrológicos, que vão definir com rigor as indicações terapêuticas daquelas águas termais, propriedade da Junta de freguesia local.
Após a assinatura do contrato de concessão entre o Município de Penamacor a Direção-Geral de Energia e Geologia, eram necessárias, para continuidade do processo do exploração das Termas de Águas, instalações condignas para a pratica do termalismo durante a realização dos Estudos Médico Hidrológicos, exigência já satisfeita.
Este novo balneário encontra-se aberto, pronto a acolher os utentes que queiram experimentar aquelas águas minéro medicinais com um horário de atendimento das 8.00 às 12.00 e das 15.00 às 19.00 horas. As pessoas que assim o desejem podem fazer a marcação da sua consulta médica obrigatória e dos seus tratamentos.
O Balneário Termal encontra-se apetrechado de equipamento moderno, com banheiras de hidromassagem, duche jato, duche circular, bertholet à coluna, nebulizadores e irrigadores nasais, entre outros.
A água está classificada como Sulfúrea Bicabornatada sódica, levemente fluoretada, caraterizada pelo seu cheiro sulfídrico, incolor, depósito nulo e aparência límpida, caraterísticas que a adequam para doenças dos foros reumático, dermatológico e das vias respiratórias.
jcl (com Gabinete de Cultura, Informação e Relações Públicas da C. M. Penamacor)

Anúncios

O Festival Artes da Terra de Penamacor é já no próximo fim-de-semana, nos dias 23 e 24 de Julho.

O evento, que irá decorrer no Jardim da República, é uma oportunidade especial para contactar de perto com os artesãos do concelho de Penamacor, bem como apreciar e adquirir as suas peças.
A animação musical estará por conta dos Ranchos Folclóricos de Aranhas e de Penamacor, do Grupo de Cantares da Ribeira da Meimoa, da Banda Filarmónica de Aldeia de João Pires e, coincidindo com o programa do Julho Musical (outra iniciativa paralela), do grupo U-Go Covers Band.
O programa do Festival é o seguinte:
23 de JULHO
17h00 – Banda Filarmónica de Aldeia de João Pires
18h00 – Rancho Folclórico de Aranhas
22h30 – Actuação do Grupo U´go Covers Band
24 de JULHO
11h00 – Abertura do Festival
18h00 – Rancho Folclórico de Penamacor
21h00 – Grupo de Cantares Ribeira da Meimoa
A organização do Festival Artes da Terra é da Câmara Municipal de Penamacor.
plb

A Rede de Judiarias de Portugal, lançou o seu website na Internet, pelo qual passa a ser possível conhecer o património judaico e as actividades que cada município oferece no âmbito do judaísmo.

Disponível em português e inglês, o site irá estar disponível no futuro também em hebraico.
O portal permite ao interessado ficar a conhecer o património histórico judaico que existe nas diferentes localidades que integram a rede de judiarias. Também lhe permite ler artigos sobre a temática que saiu na imprensa, conhecer os eventos que se realizaram ou que estão previstos, bem como tomar nota nas principais publicações sobre a cultura judaica.
O sítio tem ainda informações acerca da rede das judiarias, e uma secção especial dedicada á comunidade judaica de Belmonte, a mais activa do país, e a única comunidade peninsular herdeira legítima da antiga presença histórica dos judeus sefarditas.
A Rede de Judiarias de Portugal, composta pelos Municípios de Freixo de Espada à Cinta, Lamego, Trancoso, Guarda, Belmonte, Penamacor, Castelo de Vide, Tomar e Torres Vedras, foi criada em Abril de 2011 com o objectivo de não só motivar a reabilitação de centros históricos mas também de promover um grande recurso histórico de turismo cultural.
Pretendendo promover o património judaico português, a rede é ainda constituída pelas entidades de turismo do Algarve, Alentejo, Oeste, Lisboa e Vale do Tejo, Serra da Estrela, Douro e a Comunidade Judaica de Belmonte.
«A organização de uma associação que tem o fim de operar, acompanhar e concentrar acções de valorização e promoção em todo o país só pode ajudar a dignificar a história de Portugal e o seu património», pode ler-se nos conteúdos do portal.
ainda segundo a informação disponibilizada, existe muita investigação por fazer, sinalética por colocar, núcleos patrimoniais por realizar, promoção turística para efectivar, sendo essa uma das missões da rede.
Os associados podem ser municípios, entidades regionais de turismo e comunidades judaicas.
O novo portal pode ser consultado aqui.
plb

As Piscinas Municipais de Penamacor e as Piscinas do Parque de Campismo do Freixial reabriram as suas portas no dia 20 de Junho para mais uma época balnear.

Uma zona agradável e apelativa ao convívio para miúdos e graúdos que procuram alternativas para passarem o verão, as piscinas municipais de Penamacor uma boa opção. Bem situadas e com um ambiente acolhedor, são um local para diversão e lazer, à mercê das pessoas da região.
Segundo a informação difundida pela Câmara Municipal de Penamacor, as piscinas encontram-se abertas todos os dias das 10 às 20 horas, até meados do mês de Setembro.

Exposição Hans Christian Andersen
Ainda em Penamacor está patente ao público uma exposição dedicada ao dinamarquês Hans Christian Andersen, célebre pelos seus contos infantis. A inauguração decorreu no dia 17 de Junho, nos Paços do Concelho, com a presença do presidente da Câmara, Domingos Torrão, do promotor da exposição, Niels Fischer, e da vereadora da Cultura, Ilídia Cruchinho.
A vila de Penamacor irá acolher a exposição durante os meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro.
plb

Tal como estava anunciado, no dia 12 de Junho, pelas 16 horas, o Auditório Municipal do Sabugal, acolheu a apresentação do livro «Forcão – Capeia Arraiana», da autoria de António Cabanas e Joaquim Tomé.

Algumas dezenas de pessoas, cerca de 70, assistiram ao lançamento de um livro que junta textos e fotografias na abordagem a uma manifestação cultural exclusiva da raia sabugalense. Trata-se de um importante contributo para a valorização desse património cultural, numa altura em que se pretende vê-lo formalmente reconhecido como património da humanidade.
Juntamente com os autores, ocuparam a mesa o presidente da Câmara Municipal do Sabugal, António Robalo, o grafista do livro, Vítor Gil, e o antropólogo Norberto Manso.
Depois das palavra de circunstância, proferidas pelo presidente da Câmara, coube a Norberto Manso a apresentação do livro, esclarecendo que o fazia a pedido expresso do autor António Cabanas, e dada a impossibilidade de o fazer o autor do prefácio, Adérito Tavares, que não pode estar presente. Norberto Manso optou por efectuar uma análise crítica ao livro, que considerou sui generis, por juntar a literatura à arte fotográfica, ora nos parecendo que lemos um livro ora que folheamos um álbum fotográfico, tal a profusão de imagens sugestivas acerca da capeia enquanto espectáculo popular. No minudenciar do conteúdo dos textos, olhados pelo Antropólogo conhecedor da tradição do forcão, evidenciou alguns aspectos de relevo, não deixando de dar a sua própria perspectiva, nomeadamente acerca da real existência de um ritual iniciático nas tarefas ligadas ao corte do forcão, tese defendida por António Cabanas. Procurou também expressões originais e frases lapidares do autor, rebuscadas entre os textos, por vezes nas legendas ou nas notas de rodapé, para evidenciar aspectos e perspectivas de um homem que, embora nascido e vivido no concelho vizinho de Penamacor, tem encontrado no Sabugal e nas tradições das suas gentes campo fértil para as suas investigações e os seus livros.
O autor das fotografias, Joaquim Tomé, tomou a palavra para falar do que sente em relação ao Sabugal, a sua terra que, lamentavelmente, teve de abandonar em menino, para a ela regressar já muito mais tarde, tendo porém que de novo a abandonar por sentir que muita gente não gosta dos que regressam. «Há mais de vinte anos que trago uma pedra do nosso rio no meu bolso, a qual representa a saudade que sempre sinto pela minha terra», disse Joaquim Tomé. Sobre o trabalho fotográfico para o livro afirmou que foi para ele uma honra trabalhar com António Cabanas, e em especial fotografar por toda a raia em capeias e encerros, colhendo centenas de imagens de uma manifestação popular única, onde se sente a fibra da gente raiana.
António Cabanas explicou a razão por que tanto se tem empenhado em estudar as tradições raianas do concelho do Sabugal, que verdadeiramente sente como suas, e em especial o olhar que teve para com a Capeia Arraiana enquanto manifestação cultural original. O livro procura reunir diferentes perspectivas das corridas da raia no sentido de contribuir para a sua documentação e valorização enquanto património cultural e como elemento galvanizador de uma comunidade.
plb

O escritor António Cabanas, vice-presidente da Câmara Municipal de Penamacor, apresenta no dia 12 de Junho, às 16 horas, no Auditório Municipal do Sabugal a sua mais recente obra sobre a mais forte tradição raiana – a tourada com forcão – a que todos aprendemos a chamar Capeia Arraiana. A obra surpreende pela investigação e qualidade da escrita de António Cabanas e pelas fortíssimas fotografias do sabugalense Kim Tomé.

Forcão - Capeia Arraiana - António Cabanas

Apesar da absorvente actividade autárquica a que se tem dedicado nos últimos anos, António Cabanas vem publicando com regularidade o resultado do seu labor de investigador.
Licenciado em sociologia pela Universidade da Beira Interior, tem dedicado parte do seu tempo livre a estudar a problemática do mundo rural, com o qual se identifica. As vissicitudes de um interior em profunda transformação têm-no motivado para o estudo daquilo que mais duradouro tem a ruralidade, a sua cultura. Natural do concelho de Penamacor, nunca escondeu o seu entusiasmo pelos temas de Riba Coa, interesse a que não é alheio o tempo em que exerceu funções na Reserva da Malcata, primeiro como vigilante da natureza, mais tarde como técnico superior e director.
Tal como prometera, aí está o seu testemunho sobre a capeia arraiana. Um livro fascinante, magistralmente ilustrado por Joaquim Tomé, um estudo sério, bem escrito sobre a tradição raiana, documento que vem engardecer o património cultural sabugalense: uma bela prenda, para fruição dos amantes da capeia.

António Cabanas
«Duas décadas depois de andanças e contradanças por outras latitudes, voltei ao aconchego destas terras agrestes (raia) quando ingressei na Reserva da Malcata, com outros companheiros vigilantes do Lince, de Vale de Espinho, dos Fóios, de Malcata e do Meimão. O contrabando, a Espanha e os touros eram quase sempre os temas de conversa na hora da merenda. Daí à primeira Capeia Arraiana foi um salto: o convite do colega Armando, fojeiro, que pegava ao forcão, era irrecusável. Foi desde então que passei a considerar-me raiano, coisa que nem é muito habitual nas gentes da minha terra.
Há quem diga que a capeia arraiana decorre a três tempos, uma espécie de tércios da corrida espanhola: a espera, a lide ao forcão e a corrida do touro. Para nós é muito mais do que isso, e não pode nem deve resumir-se a cânones que a assemelhem a outras formas tauromáquicas. Ela é única, é sui generis. Motivo de catarse colectiva dos residentes, mas sobretudo dos que vivem em diáspora, são muitos os momentos da tauromaquia raiana: o encerro, o touro da prova, o desfile dos jovens, o pedido da praça, a lide ao forcão, a corrida dos cortadores, a bezerra das crianças, o desencerro… Mais do que um espectáculo de 3 ou 4 horas, a festa brava raiana ocupa um dia inteiro, a começar bem cedo ao nascer do sol. Além disso, a comunidade participa na sua organização, na montagem e desmontagem da praça, no corte e construção do forcão, na colocação das cancelas, na condução dos touros e até na sua lide. É muito mais do que um espectáculo para o qual se adquire o direito a assistir comodamente sentado na bancada.»

Kim Tomé (Tutatux)
«Na cidade aprendi a arte e as técnicas da imagem. A publicidade, a moda, o turismo, em suma, o cosmopolitismo, que no trabalho diário enchiam a objectiva, ganhavam força e renovada expressão perante uma parede de granito, uma truta saída do turbilhão do açude, a mansidão de um campo de giestas em flor, ou uma tradição. Não pude resistir ao fascínio dos touros, ampliado em cada encerro ou em cada Capeia Arraiana. Com entusiasmo, pus mão à obra. Calcorreei caminhos pedregosos e poeirentos atrás de cavaleiros altivos. Corri à frente dos touros, que por vezes ameaçavam investir no fotógrafo. A adrenalina deu-me a agilidade para galgar muros e ribeiros, não sem alguns trambolhões pelo meio. Tudo por mais um registo fotográfico que contivesse a emoção do acontecimento.»

António Robalo
«O presente contributo de António Cabanas, para além de contextualizar a lide do touro bravo no espaço e no tempo, sistematiza ideias sobre o forcão e a Capeia Arraiana tornando a presente investigação mais num porto de partida do que um porto de chegada. Assim, haja gente que queira estudar e investigar esta peculiar manifestação cultural, dando continuidade ao trabalho desenvolvido pelo António Cabanas, ilustrado de forma excelente por Joaquim Tomé».

Adérito Tavares
Conheci António Cabanas em 2006, no Sabugal, durante as I Jornadas do Contrabando. Ambos participávamos neste importante evento cultural, promovido pela Sabugal+, sobre uma temática marcante do percurso colectivo das gentes sabugalenses, sobretudo raianas. Foi, aliás, pouco tempo antes destas Jornadas que foi lançado um outro livro de António Cabanas, “Carregos”. Desde então, ficou-lhe (ou acentuou-se) o gosto pelo estudo dos temas dominantes da história e da antropologia ribacudense e passámos a cruzar-nos com regularidade noutras manifestações culturais, das “Jornadas da Emigração” à “Homenagem a Joaquim Manuel Correia”, das celebrações republicanas à recente evocação da Batalha do Gravato, passando por uma tribuna que nos é comum, o blogue “Capeia Arraiana”.
Foi por isso sem surpresa que recebi a notícia de que se encontrava no prelo mais um estudo de António Cabanas, desta vez abarcando um tema que me é caro: as práticas da tauromaquia popular na raia do Sabugal. E foi com agrado que aceitei o convite para prefaciar esta obra.
O livro de António Cabanas, com fotografia de Joaquim Tomé, é uma excelente síntese que recoloca e actualiza o tema das capeias. Todavia, embora as capeias com forcão constituam o cerne deste trabalho, ele vai mais longe, contextualizando as práticas taurinas no espaço e no tempo, lançando um amplo olhar sobre as sociedades taurológicas. É uma obra destinada ao grande público, mas suficientemente rigorosa para interessar também o investigador e o estudante de Etnologia ou de Antropologia. E possui vários méritos: porque soube fugir ao tradicionalismo sem cair nos clichés habituais; porque, em “tempos de servidão”, soube tratar com honestidade um tema que facilmente conduz a exageros panegíricos ou a excessos bairristas; e, finalmente, porque a ilustração ultrapassou em muito o habitual, constituindo um trabalho de reportagem aprofundado, completo, de grande qualidade, que valoriza sobremaneira este livro.»

«Forcão – Capeia Arraiana» simboliza a alma raiana. O pensamento escrito de António Cabanas e a transposição fotográfica do real para o eterno de Kim Tomé junta-se, assim, na galeria de excelência da literatura raiana ao «Capeia Arraiana» de Adérito Tavares. Parabéns.
jcl

A Rede de Judiarias de Portugal, com sede em Belmonte, está a estudar, com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro (CCDRC), uma candidatura a fundos para recuperação dos centros históricos dos municípios associados, anunciou hoje o secretário-geral do organismo. O Sabugal, que não integra a rede de judiarias, está fora do projecto.

Jorge Patrão, que também preside à Entidade Turística da Serra da Estrela, disse ontem, dia 24 de Maio, em Belmonte, à margem da apresentação da rede promovida pela embaixada de Israel, que «ainda não há verbas definidas», mas já há «caminho aberto» para o projecto.
Apesar de alguns dos municípios não estarem situados na Região Centro, aquele responsável refere que a candidatura será tratada com a CCDRC, que depois coordenará a vertente financeira com as restantes comissões regionais.
A candidatura permitirá «valorizar o património judaico e dignificar os espaços turísticos em que esse património se insere».
A Rede de Judiarias de Portugal foi constituída em Março de 2011 e integra os municípios de Belmonte, Castelo de Vide, Freixo de Espada à Cinta, Guarda, Lamego, Penamacor e Trancoso.
Fazem também parte da estrutura as entidades regionais de Turismo do Douro, Serra da Estrela, Lisboa e Vale do Tejo, Oeste, Alentejo e Algarve e ainda a Comunidade Judaica de Belmonte.
Ehud Gol, embaixador de Israel em Portugal, aplaudiu a criação da rede, depois de já ter visto nascer uma estrutura semelhante em Espanha, há 16 anos.
Na apresentação de hoje, que serviu também para assinalar o 63.º aniversário da independência de Israel, aquele responsável disse esperar que a ligação entre municípios e entidades «sirva para dar a conhecer a história judaica de Portugal».
plb (com Lusa)

Ajudar as terras raianas da diocese da Guarda a saírem do esquecimento e da desertificação é o objectivo da Caritas, que pretende implementar o projecto «100 muralhas», o qual envolverá dezenas de jovens, a que chama «embaixadores da Raia».

Mobilizar os jovens da Diocese que vivem na Raia para a luta contra a pobreza, o envelhecimento e a desertificação é o objectivo do projecto, que conta levar informação às pessoas e às instituições, como câmaras e juntas de freguesia, para que se desenvolvam acções que atraiam mais residentes à região.
Paulo Neves, da Caritas da Guarda, disse à Agência Ecclesia, que o título de «embaixador da Raia», dará o direito a um cartão oficial, a atribuir a cerca de 100 alunos do 12º ano dos agrupamentos de escolas de Figueira de Castelo Rodrigo, Almeida, Sabugal e Penamacor, que ao longo deste ano lectivo têm participado no projecto «100 muralhas».
Trata-se de uma acção organizada pela Caritas da Guarda, em conjunto com professores e diversas entidades públicas e religiosas, que visa a defesa e valorização dos recursos humanos, naturais e artísticos. «Sabemos que estes alunos vão sair desta região, em busca de oportunidades ao nível do ensino superior que não existem aqui, e o que pretendemos é que continue a haver uma ligação ao território de onde eles são originários», explicou Paulo Neves.
Os alunos envolvidos têm dedicado três horas semanais, no âmbito da disciplina «Área de Projecto», à elaboração de propostas para as suas localidades. Costumes e tradições, tendências sociais emergentes, o futuro da vida humana, desenvolvimento sustentável de recursos, foram alguns dos trabalhos elaborados.
A investidura dos jovens «embaixadores da Raia» vai ter lugar no próximo dia 28 de Maio, numa cerimónia formal que acontecerá no pavilhão multiusos de Vilar Formoso, que contará com a presença do bispo da Guarda, D. Manuel Felício.
A presidente da Caritas, Emília Andrade, disse entretanto à Agência Lusa que são cerca de 170 as famílias da diocese da Guarda que recebem ajuda social e económica da instituição, o que significa um aumento de 35 por cento face a igual período do ano passado.
«São pessoas que pedem, fundamentalmente, coisas de subsistência imediata, como alimentos, medicamentos e roupa», disse Emília Andrade, que classifica a situação como «aflitiva».
plb

O executivo municipal do Sabugal decidiu, na última reunião, em 13 de Abril, a adesão da Câmara Municipal do Sabugal à Iberlinx, associação para a conservação do lince ibérico e desenvolvimento dos seus territórios, a qual foi criada em Agosto de 2010.

Lince Ibérico - Malcata - Sabugal - PenamacorA adesão do Sabugal acontece a convite da própria associação, que enviou um ofício ao presidente da Câmara do Sabugal, convidando-o a associar-se.
A Iberlinx, que tem como associados entidades colectivas de direito público, foi formalmente fundada em 26 de Agosto de 2010, tendo entre os seus fundadores os municípios de Penamacor, Beja, Barrancos, Moura, bem como as empresas Estradas de Portugal e Empresa de Desenvolvimento e Infra-Estruturas do Alqueva (EDIA)..
A associação, que tem a sede na Herdade da Coitadinha, em Barrancos, tem por principais objectivos a promoção e recuperação do lince ibérico, face ao perigo de extinção que ameaça essa espécie animal, bem como a promoção do desenvolvimento social e económico dos territórios onde se incluem os habitats naturais da espécie.
Para o desenvolvimento de actividades foi estabelecido um acordo com o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB) para a execução de algumas acções e para a obtenção do seu financiamento.
A exposição Terra de Linces, que acontece em Penamacor, foi uma das iniciativas que surgiram já através da Iberlinx, e com a adesão do Sabugal à associação, poderá passar proximamente também por este concelho raiano.
A adesão do Município do Sabugal foi decidida por unanimidade no seio do executivo camarário.

Alguém deveria explicar a razão pela qual o Sabugal ficou de fora do lançamento desta associação, já que o concelho do Sabugal inclui uma parte do território que constitui o habitat natural de excelência do lince, que é a Serra da Malcata. Penamacor não esteve a dormir, pois está entre o grupo de fundadores e o presidente da Câmara, Domingos Torrão, deslocou-se pessoalmente a Lisboa, em 26 de Agosto de 2010, a fim de assinar a escritura da associação intermunicipal.
plb

As comemorações dos 75 anos do Rancho Folclórico de Aranhas, concelho de Penamacor, têm lugar nos dias 23 e 24 de Abril de 2011.

Rancho Folclórico Aranhas - Penamacor

Passaram 75 anos que o Senhor Dr. Rui Martins Ferreira e sua esposa D. Margarida, apoiados pelo Etnólogo Eurico Salles Viana e com o apoio de uma grande quantidade de gente da nossa terra, infelizmente muitos já falecidos, que se iniciou uma caminhada que chegou até nós.
Um percurso nem sempre fácil mas, que muita gente de Aranhas teimou levar por diante, ultrapassando muitos obstáculos que se foram deparando ao longo dos tempos. A imigração, a falta de emprego que levou e leva a juventude a procurar novos horizontes, a diminuição contínua da população de Aranhas, foram as principais razões dos vários interregnos que o rancho sofreu ao longo da sua vida. Entre tormentas e receios, apareceram sempre algumas pessoas com força e vontade para o reerguer, lutando sempre contra os condicionalismos da realidade da nossa terra e da nossa região. E, neste momento, devemos sentir orgulho em dar continuidade a tão nobre causa.
Para dar início às comemorações das Bodas de Platina, iremos realizar um convívio com o X Festival de Folclore e de Etnografia no próximo dia de Páscoa. Devido ao corte de subsídios e da crise económica, foi reduzida a participação de grupos presentes. No entanto a qualidade do espectáculo estará garantida.
No sábado, 23 de Abril, vamos reviver o passado, com a apresentação, ao vivo, da cozedura do pão no forno recuperado no Beco da Rua da Fonte, propriedade do amigo António Joaquim Borrego Raposo.
No domingo, após a missa marcada para as 12.00 horas será efectuado um desfile até à nossa sede (Ex-Escola Primária), abrilhantado pela nossa sempre amiga Banda de Aldeia de João Pires. O programa inclui após o almoço a actuação do Grupo Etnográfico de S. Miguel D’Acha, Rancho Folclórico de Juncal do Campo e Rancho Folclórico de Aranhas, com apresentação e explicação dos novos trajos, recolhidos pelo nosso grupo de trabalho coordenado por Lopes Marcelo.
A sede do Rancho estará aberta para visita e haverá também quermesse e bar.
Contamos com a presença de todos.
António Lopes Geraldes
(Presidente da Direcção do Rancho Folclórico)

A Câmara Municipal de Penamacor chamou a si a exposição fotográfica «Terra de Linces», uma organização da Associação Iberlinx (que o município de Penamacor integra), em parceria com a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, Águas do Algarve, Junta de Andalucia, Ayuntamento de Valencia del Mombuey e ICNB.

(Clique nas imagens para ampliar.)

A mostra, que irá estar patente no Museu Municipal entre 15 de Fevereiro até 20 de Abril, visa tornar presente a difícil situação do felino mais ameaçado do mundo, criar um sentimento de urgência nas populações relativamente à preservação da biodiversidade e, particularmente, estimular um clima favorável à reintrodução do lince ibérico na região.
Desde a sua inauguração em Lisboa, em Maio do ano passado, «Terra de Linces» já passou pelo Porto, Silves e Sevilha, de onde veio directamente para Penamacor.

A exposição
Os animais não posam nem marcam entrevistas. São muitas vezes apenas vislumbrados no meandro de um rio, numa clareira, na orla de um bosque, ou então observados de muito longe, sem que o pressintam.
A imagem traz-nos a natureza que amamos. Aqui, pela arte e engenho do fotógrafo, somos levados a conhecer, de modo íntimo, o lince-ibérico e o seu habitat.
A terra de linces é a nossa terra, o local que temos de partilhar. Esta exposição leva-nos a reflectir sobre o que está mal e sobre o que é necessário fazer para conseguirmos trazer o lince de volta à nossa região e assegurar-lhe um futuro entre nós. Futuro só possível pelo respeito que devemos à natureza e a esse admirável animal, que nos sentimos inclinados a amar, e que ainda é a espécie de felino mais ameaçada no mundo.

O fotógrafo
Andoni Canela é um fotógrafo profissional, de nacionalidade espanhola, especializado em fotografia de Natureza. Há mais de vinte anos que fotografa áreas naturais e temas relacionados com a biodiversidade no mundo.
Vencedor do Prémio Godo de Fotojornalismo, em 2009, por uma reportagem sobre o lobo-ibérico, o seu trabalho ilustra dezenas de reportagens da revista National Geographic, em diferentes edições publicadas em Espanha, Portugal, Itália e França. Possui igualmente trabalhos em publicações de prestígio como La Vanguardia, Geo, Altaïr, BBC Wildlife, Newsweek e The Sunday Times.
Por outro lado, a obra de Andoni Canela tem sido compilada em vários livros, traduzidos para diversos idiomas, e tem sido exibida em numerosas exposições. O seu último livro, «La Mirada Selvage», reúne fotos de mais de uma centena de animais selvagens fotografados em liberdade nos seus habitats ibéricos. Outros livros do autor a destacar são «El Oso Cantábrico», «Un viage soñado», «Éter, la esencia de los quatro elementos» e «Planeta Fútbol», publicado em Espanha, Portugal, França, Itália, Inglaterra e México.
Andoni desenvolveu parte da sua carreira profissional percorrendo os cinco continentes, por destinos como o Alasca, Austrália, Botswana, Madagáscar, Nova Zelândia, Sumatra, Polinésia, Amazónia ou Himalaias. Entre os últimos trabalhos realizados fora de Espanha destacam-se os que abordam as alterações climáticas no Ártico, que incluem reportagens sobre o retrocesso dos glaciares, o gelo marinho e os ursos polares.
aps (com Gabinete de Informação da C.M.Penamacor)

A Câmara Municipal de Penamacor chamou a si a exposição fotográfica «Terra de Linces», uma organização da Associação Iberlinx (que o município de Penamacor integra), em parceria com a EDIA – Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, Águas do Algarve, Junta de Andalucia, Ayuntamento de Valencia del Mombuey e ICNB.

Exposição Terra de Linces

aps

Em Penamacor os rapazes e raparigas com 20 anos de idade juntam-se para ir buscar lenha para o maior madeiro de Portugal.

Vodpod videos no longer available.

jcl

As autoridades encontraram ontem, 10 de Dezembro, o corpo do jovem que se encontrava desaparecido em Penamacor desde a madrugada de quarta-feira.

O corpo encontrava-se dentro da ribeira de Ceife, submerso e preso em arbustos, a pouco mais de uma centena de metros do local onde fora localizado o carro em que viajava.
O jovem Fábio Gaspar, de 23 anos, saiu na quarta-feira de uma festa popular relacionada com a recolha de lenha para a fogueira de Natal em Penamacor. Depois deslocou-se ao terreno próximo do caminho agrícola que liga a zona do recinto religioso da Senhora do Incenso à freguesia de Pedrógão de São Pedro, tendo abandonado o local a meio da madrugada para regressar a casa, mas cerca das 5h30 ligou a uma amiga a pedir auxílio, que por sua vez alertou as autoridades.
O jovem disse à amiga que estava a entrar em hipotermia, sem contudo conseguir dar indicações precisas quanto à sua localização.
O carro que o jovem conduzia foi encontrado horas depois no leito da ribeira, iniciando-se então as buscas na zona envolvente, com a participação da GNR, bombeiros e populares.
O jovem era estudante de enfermagem na Escola Superior de Saúde da Guarda.
plb

A associação ambientalista Quercus, em parceira com a Fundação Yves Rocher, vão proceder ao plantio de 16.250 árvores autóctones na Serra da Malcata, numa campanha de reflorestação, que prevê a plantação em Portugal de um total 165 mil árvores em quatro anos.

Serra da MalcataSegundo a Quercus, neste projecto, para além da Malcata, a Serra d’Arga receberá 5000 árvores, o Alvão/Marão 20 mil.
No primeiro ano, serão plantadas 41.250 árvores, pertencentes a 23 espécies, algumas das quais raras, em três sítios de importância comunitária: Serra d’Arga (Viana do Castelo), Alvão/Marão (Vila Pouca de Aguiar) e Malcata (Penamacor e Sabugal).
Esta campanha de plantação de árvores enquadra-se no projecto «Criar Bosques», da Quercus, que visa a plantação de espécies autóctones, em diferentes localidades de Portugal, com o objectivo de salvar a floresta original portuguesa.
Para a concretização deste projecto, a Quercus celebrou, em Agosto de 2010, um protocolo com a Fundação Yves Rocher. A contribuição desta fundação insere-se numa iniciativa mais ampla e à escala mundial, chamada «Plantemos para o Planeta: Mil milhões de árvores para o Planeta», lançada em 2006 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que incentiva a plantação de árvores em todo o mundo como resposta à ameaça do aquecimento global.
A Fundação Yves Rocher, criada em 1991, e colocada sob a égide do Instituto de France desde 2001, defende a interacção entre a natureza e o Homem, tendo como objectivo participar na elaboração de um mundo mais verde através de acções concretas a favor do ambiente.
plb

No Dia Mundial do Turismo os deputados do Partido Socialista eleitos pelos distritos de Castelo Branco e da Guarda apresentaram na Assembleia da República um requerimento para obter o aproveitamento turístico das casas da natureza que estão ao abandono na Reserva Natural da Serra da Malcata. O documento foi endereçado ao secretário de Estado do Ambiente, secretário de Estado do Turismo e ministra do Trabalho e da Segurança Social.

(Clique nas imagens para ampliar)

Jorge Seguro SanchesQuase 30 anos depois da sua criação legal, a Reserva Natural da Serra da Malcata identifica-se cada vez mais como um potencial centro de Turismo Rural e de Natureza, assumindo assim uma grande importância, para o país e para uma região que procura apostar no turismo como uma das poucas opções de futuro e de fixação de populações.
Depois de vultuosos investimentos feitos nos anos 90 do século XX, as casas abrigo, integradas na Reserva Natural da Serra da Malcata, bem como as instalações-sede da reserva, possibilitam o alojamento de turistas em instalações muito bem enquadradas
e que permitem uma visita única a uma das reservas europeias mais rica em termos de biodiversidade (aliás considerada em 1987 como Reserva Biogenética do Conselho da Europa).
Numa visita recente à Reserva pudemos verificar o potencial das casas abrigo – sem uso mas em aparente bom estado de conservação – e das quais se juntam fotos (casa do Major e casa da Ventosa).
Todavia este tipo de alojamento não está a ser aproveitado, nem está licenciado (conforme é referido no portal do ICNB). Aqui.
Esta situação pode ser uma oportunidade para não só dotar aquela região de mais algum alojamento como pode ser considerada como um potencial de parceria entre serviços públicos que desta forma – e sem grandes acréscimos de custos – podem oferecer aos portugueses mais turismo aliás de características praticamente únicas no continente europeu.
Acresce a existência na serra da Malcata (junto à casa da Ventosa) de uma pista de aviação – actualmente utilizada apenas no combate aos incêndios – a qual pode ser também uma mais-valia num tipo de turismo cada vez mais procurado mas sempre em respeito da natureza.
A Fundação INATEL (que em Portugal tem um papel decisivo no turismo social) tem hoje na sua rede alguns equipamentos com estas características (nomeadamente no distrito de Bragança) e que são um bom exemplo no aproveitamento do turismo no Interior do país.
Independentemente do tipo de solução que se encontre para aquelas casas parece-nos contudo que a actual situação (de não aproveitamento e de praticamente abandono) é inaceitável pelo que apelamos a um entendimento entre os serviços públicos com potencial intervenção nas áreas do turismo e do ambiente e com a colaboração – sempre necessária –
das autarquias envolvidas.
Jorge Seguro Sanches
(Deputado do Partido Socialista pelo distrito de Castelo Branco)

A associação «Caravanismo de Portugal» organiza o seu segundo encontro nacional, entre 2 e 5 de Outubro, no Parque de Campismo do Freixial, em Penamacor.

Parque Campismo Freixial - Penamacor

Caravanistas de todo o país são esperados a partir de sábado no Parque do Campismo do Freixial, em Penamacor, para a segunda edição do Encontro Nacional de Caravanistas. «A iniciativa organizada pelo Fórum de Caravanismo de Portugal tem como objectivo o convívio e a divulgação de várias zonas do país», refere a organização.O encontro decorre até 5 de Outubro e a escolha do local foi feita pelos próprios caravanistas, numa votação que decorreu na internet.
A Câmara Municipal de Penamacor aproveitou a iniciativa para divulgar e apresentar o Parque de Campismo do Freixial como um local de encontro, ou reencontro, com o Universo. «A cerca de 5 quilómetros da aldeia de Aranhas, a 11 da vila de Penamacor e a 6 de Espanha, o Parque de Campismo do Freixial insere-se numa vasta área livre de aglomerados urbanos, sulcada por aprazíveis vales e ribeiras, nas proximidades da Reserva Natural da Serra da Malcata. 
O clima, tipicamente mediterrâneo, demarca de modo incisivo as quatro Estações. A Primavera deslumbra pela intensa paleta de cores de que se revestem os campos (o roxo do rosmaninho e da urze, os amarelos da giesta e da carqueja, o branco das estevas floridas) e pelos aromas que inundam o ar que se respira. O Verão é quente! E o sol, por vezes abrasante, convida às sombras frescas dos freixos, dos amieiros e salgueiros que abundam no Parque e ao longo das linhas de água. Nada, porém, que um banho refrescante na piscina ou num qualquer remanso da ribeira não compense! O silêncio, aqui, não é de ouro; é simples e naturalmente musical! O tempo é de encontro, ou reencontro, com o Universo!»
jcl

O CERVAS devolve à Natureza, entre 10 e 17 de Setembro, 21 aves selvagens nos concelhos do Sabugal, Guarda, Gouveia, Almeida Penamacor, Mangualde, Oliveira do Hospital, Coimbra e Montemor-o-Velho.

CERVASO CERVAS – Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (Gouveia) devolve à Natureza, entre os dias 10 e 17 de Setembro, aves selvagens recuperadas no centro (hospital) de Gouveia.
Os animais recuperados são seis grifos (Gyps fulvus), cinco corujas-das-torres (Tyto alba), três águias-calçadas (Aquila pennata), três peneireiros-vulgares (Falco tinunculus), dois gaviões (Accipiter nisus) e dois milhafres-pretos (Milvus migrans) e vão ser devolvidos à natureza nos concelhos de Sabugal, Guarda, Gouveia, Almeida, Penamacor, Mangualde, Oliveira do Hospital, Coimbra e Montemor-o-Velho.

10 de Setembro, sexta-feira.
12.00 – Devolução à natureza de três grifos.
Alimentador de Aves Necrófagas da Serra da Malcata, Sabugal.

Estas três aves são animais juvenis que, ao iniciarem o processo de dispersão após a saída do ninho, não terão conseguido encontrar alimento, tendo por isso ficado muito debilitados. O seu processo de recuperação no CERVAS consistiu em alimentação para que pudessem alcançar uma boa condição física, treinos de voo e o contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza irá realizar-se num local com as condições adequadas à espécie.
15.00 – Devolução à natureza de peneireiro-vulgar. Albardo, Guarda.
Esta ave foi encontrada, em Abril de 2009 na freguesia de Albardo (Guarda) por um particular, que o recolheu e entregou à equipa do SEPNA da GNR da Guarda, que procedeu à entrega da mesma no CERVAS. No momento do seu ingresso, ave apresentava uma fractura no úmero direito, compatível com trauma. Numa fase inicial, o seu processo de recuperação envolveu o tratamento da lesão e, numa fase posterior, em treinos de voo e de caça, bem como contacto com animais da mesma espécie.

12 de Setembro, domingo.
13.30 – Devolução à natureza de gavião. Cativelos, Gouveia.
Esta ave foi encontrada por um particular, após ter caído do ninho. O seu processo de recuperação envolveu a alimentação, de modo a permitir um correcto desenvolvimento muscular e também da plumagem de voo, o contacto com animais da mesma espécie, de modo a permitir a aprendizagem dos comportamentos típicos, e também treinos de voo e de caça. Esta acção de devolução à Natureza será integrada nas actividades do «Encontro Ibérico Land Rover 2010», que irá decorrer em no Parque da Sra. dos Verdes (Cativelos, Gouveia) entre 12 e 14 de Setembro.

14 de Setembro, terça-feira.
11.00 – Devolução à natureza de três grifos.
Alimentador de Aves Necrófagas da Serra da Malcata, Sabugal

Ponto de encontro: Parque de Estacionamento próximo do Castelo do Sabugal e das bombas da GALP, às 10.00 horas.
Estas três aves são animais juvenis que, ao iniciarem o processo de dispersão após a saída do ninho, não terão conseguido encontrar alimento, tendo por isso ficado muito debilitados. O seu processo de recuperação no CERVAS consistiu em alimentação para que pudessem alcançar uma boa condição física, treinos de voo e o contacto com animais da mesma espécie. A sua devolução à natureza irá realizar-se num local com as condições adequadas à espécie.
14.00 – Devolução à natureza de duas águias-calçadas. Penamacor.
Ponto de encontro: Piscinas Municipais de Penamacor.
A primeira ave foi recolhida em Quadrazais, no concelho do Sabugal, em Agosto de 2008, por um particular, aparentando ter dificuldade em voar, tendo sido entregue no CERVAS por intermédio de um vigilante da Reserva Natural da Serra da Malcata. Na altura do seu ingresso verificou-se que se a ave se apresentava bastante debilitada, tendo o seu processo de recuperação incidido na alimentação de modo a permitir que alcançasse uma boa condição física, treinos de voo e de caça e ainda o contacto com animais da mesma espécie. A segunda ave encontrava-se numa situação de cativeiro ilegal, tendo sido recolhida por elementos da equipa do SEPNA da Serra da Malcata. Apresentava alguns sinais ligeiros de domesticação, pelo que o seu processo de recuperação incidiu essencialmente no contacto com animais da mesma espécie de modo a que pudesse readquirir os comportamentos normais da espécie, tendo sido ainda submetida a treinos de voo e de caça.
16.30 – Devolução à natureza de águia-calçada. Miuzela, Almeida
Ponto de encontro: Cemitério de Miuzela.
Esta ave foi encontrada por um particular, na localidade de Miuzela, tendo a sua recolha e transporte até ao CERVAS sido feita pela equipa do SEPNA da GNR da Vilar Formoso. No momento do seu ingresso verificou-se que a ave se encontrava debilitada, pelo que o seu processo de recuperação envolveu a alimentação, de modo a que pudesse recuperar uma boa condição corporal, tendo ainda sido submetida a treinos de voo e de caça, para além de ter sido mantida em contacto com animais da mesma espécie.

15 de Setembro, quinta-feira.
15.00 – Devolução à natureza de peneireiro-vulgar. Alcafache, Mangualde.
Ponto de encontro: Igreja Matriz de Alcafache.
Esta ave foi encontrada na freguesia de Alcafache, tendo sido recolhida por um particular e entregue à equipa do SEPNA da GNR de Mangualde, que procedeu ao transporte até ao CERVAS. Apresentava-se bastante debilitado e o seu processo de recuperação incidiu na alimentação de modo a que pudesse recuperar a sua forma física, tendo sido também submetido a treinos de voo e de caça, bem como ao contacto com animais da mesma espécie.
17.00 – Devolução à natureza de gavião. Pinheiro de Baixo, Mangualde.
Ponto de encontro: Capela de S. Silvestre, Pinheiro de Baixo.
Esta ave foi encontrada num jardim de uma residência, tendo sido recolhida por um particular e entregue à equipa do SEPNA da GNR de Mangualde. Na altura do seu ingresso no CERVAS verificou-se a que a ave apresentava alguns sinais neurológicos compatíveis com uma colisão, pelo que o seu processo de recuperação iniciou-se com uma terapia de suporte, de modo a permitir que a ave recuperasse a sua forma física e, numa fase posterior, foi submetida a treinos de voo e de caça, bem como ao contacto com animais da mesma espécie.
18.30 – Devolução à natureza de três corujas-das-torres. Mourilhe, Mesquitela, Mangualde.
Ponto de encontro: EB 1 de Mourilhe.
Estas aves foram encontradas por um particular caídas do ninho, sem ainda terem plenas capacidades de voo, tendo sido encaminhadas para o CERVAS pela equipa do SEPNA da GNR de Mangualde. No centro passaram pelo processo de recuperação comum a outras aves que entram como crias/juvenis, que passa pela alimentação adequada para que a ave atinja o peso ideal e tenha um normal desenvolvimento corporal e da plumagem. Foram ainda colocadas em contacto com outros indivíduos da mesma espécie para que adquirissem comportamentos naturais, bem como submetidas a treinos de voo e caça para se tornarem aptas a serem devolvidas à natureza, perto do local onde foram encontradas.
18.30 – Devolução à natureza de uma coruja-das-torres. Penalva de Alva, Oliveira do Hospital.
Ponto de encontro: Igreja Matriz de Penalva de Alva.
Esta ave foi encontrada no interior da Igreja Matriz de Penalva de Alva, após ter caído do ninho, tendo sido recolhida por um particular, que a entregou à equipa do SEPNA da GNR da Lousã. O seu processo de recuperação decorreu de forma similar aquilo que sucede com os animais que ingressam enquanto crias/juvenis, desde a alimentação para assegurar um correcto desenvolvimento corporal e da plumagem de voo, passando pelo contacto com animais da mesma espécie e treinos de voo e de caça.

16 de Setembro, sexta-feira.
15.00 – Devolução à natureza de dois milhafres-pretos. Coimbra.
Ponto de Encontro: Sede da Reserva Natural do Paúl de Arzila – Mata Nacional do Choupal.
Estas duas aves ingressaram no CERVAS bastante jovens, tendo sido animais recolhidos após a sua queda do ninho, sendo que um deles apresentava também uma fractura na asa. Para além do tratamento da fractura neste último, o processo de recuperação das duas aves envolveu todos os passos típicos de casos de crias/juvenis, como a alimentação, os treinos de voo e de caça e o contacto com animais da mesma espécie.
17.00 – Devolução à natureza de um peneireiro-vulgar. Montemor-o-Velho.
Ponto de Encontro: Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho.
Esta ave foi encontrada na freguesia de Montemor-o-Velho, por um particular, tendo sido entregue à equipa do SEPNA da GNR desta localidade. Posteriormente foi entregue aos cuidados da Reserva Natural do Paúl de Arzila, que encaminhou a ave para o CERVAS. Apresentava lesões compatíveis com atropelamento e o seu processo de recuperação consistiu no tratamento das mesmas, bem como em treinos de voo e de caça, para além do contacto com animais da mesma espécie.
18.30 – Devolução à natureza de coruja-das-torres. Eiras, Coimbra.
Ponto de Encontro:Campo do Vale do Fojo (União Clube Eirense).
Esta ave foi recolhida por um particular, após ter caído do ninho, tendo sido entregue aos funcionários da Reserva Natural do Paúl de Arzila, que posteriormente a encaminharam para o CERVAS. Sendo um animal juvenil, o seu processo de recuperação incidiu na alimentação da ave, de modo a permitir um correcto desenvolvimento tanto a nível físico, como da plumagem de voo, para além de ter sido submetida a treinos de voo e de caça e ao contacto com animais da mesma espécie.
jcl (com cervas)

As Termas do Cró vão ser vistoriadas pela Direcção Geral de Saúde (DGS) em Outubro, tendo em vista o seu licenciamento e consequente exploração.

Balneário das Termas do Cró

Segundo a agência Lusa, que falou com um responsável da DGS, as Termas do Cró poderão vir a ser licenciadas a breve trecho, num processo que implica uma vistoria às termas.
Para além das termas do concelho do Sabugal, há outras seis estâncias portuguesas que serão vistoriadas a breve trecho: Vidago (distrito de Vila Real), Meda (Guarda), Luso (Coimbra), Terras do Bouro (Braga), Penamacor (Castelo Branco) e Estoril (Lisboa).
Segundo o testemunho de Paulo Diegues, responsável da DGS, «O Sabugal, provavelmente em outubro estará feita a vistoria; Meda já tem termas novas aprovadas; no Luso até Setembro o projecto estará para vistoriar; Penamacor em Setembro ou Outubro estará em fase de projecto; o Estoril abrirá em breve», exemplificou.
Paulo Diegues disse ainda à Lusa que classifica o controlo das águas termais em Portugal como um processo muito rigoroso, comparável ao cuidado que é dado a um medicamento que entra no mercado.
As obras de edificação do novo balneário das termas estão praticamente concluídas, estando para breve o lançamento de concurso público para a concessão da sua exploração a privados. A Câmara Municipal do Sabugal aposta no Parque Termal do Cró para dar maior visibilidade ao concelho do Sabugal, pois para além das termas virá ainda a contar com a edificação de um hotel rural, bem como espaços de lazer e de prática desportiva.
As termas do Cró juntar-se-ão assim às cerca de 50 estâncias termais portuguesas licenciadas e espalhadas de norte a sul do país.
plb

O Verão vai quase a meio, quente impiedoso, a pedir sombra e locais frescos com água por perto. Logo, logo, virá o mês de Agosto, o mês dos emigrantes e mês de todas as festas. Por aqui não há terra que a não tenha, com mais ou menos pompa, com mais ou menos desassossego.

Festas de Agosto - António Cabanas - Terras do Lince - Capeia Arraiana

António Cabanas - Terras do Lince - Capeia ArraianaLonge de ser apenas um desperdício ou um acontecimento sem significado, a festa comporta um forte elemento de subversão dos códigos estabelecidos, constituindo simultaneamente, um fenómeno social, cultural, económico e político.
Interrompendo a rotina do quotidiano, ela é uma espécie de válvula de descompressão que nos proporciona a explosão de uma série de sentimentos contidos durante os restantes dias do ano.
Acontecimento quase sempre associado ao sagrado e ao ritual, a festa é vivida nas nossas aldeias com grande intensidade, em ruptura com a vida banal de todos os dias, tornando-se ainda no principal espaço de reencontro de familiares e amigos.
As ruas e largos tornam-se cenário de uma realidade virtual, de imagens, de enfeites coloridos, de muita luz. Geralmente associada à festa religiosa, o mundo dos santos convive com as pessoas que os veneram, que os vestem, que os transportam em procissão. É uma aproximação entre o Céu e a Terra!
Põem-se as colchas nas janelas, alcatifa-se o chão de flores e verdura, o homem veste o fato novo, a mulher põe as arrecadas de ouro e faz uma «permanente», mata-se uma rês e partilha-se a comida e a bebida. É um momento de exaltação e de transcendência, sem lugar para a menoridade.
Aparentando tratar-se de um rol de comportamentos fúteis e superficiais, a festa têm, no entanto, uma abrangência que ultrapassa esta realidade, constituindo um investimento de carácter social, um meio de comunicação entre a comunidade, uma forma de afirmação e demonstração e faz parte de um complexo conjunto de estratégias de ajustamentos sociais.
Caracterizando-se pelo divertimento e pela mudança do ritmo normal da vida em comunidade, a festa é mobilizadora, de vontades, de novos projectos, de novos negócios e quantas vezes de novos amores!
Mas a festa tem também uma outra face. A sua coerência programática e o seu sucesso só se atingem mercê do muito trabalho das comissões de festas. Para que tudo funcione bem, nada pode ser deixado ao acaso, sendo necessárias muitas horas de trabalho. Para os mordomos é quase sempre um exame muito exigente em que não se pode falhar. O júri é o próprio povo da aldeia e a bitola mínima é a festa do ano anterior. Obrigam-se, a trabalhar arduamente, colocando na organização todo o seu empenho e dos seus familiares. Merecem, por isso, todo o nosso respeito e admiração, o nosso apreço e incentivo.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

O primeiro-ministro José Sócrates, acompanhado do ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, António Serrano, inauguram esta quarta-feira, dia 21 de Julho, às 12.00 horas, no sítio do Alísio, a mini-hídrica instalada na descarga do transvase da barragem do Sabugal para o Meimão. Penamacor é um dos cinco concelhos, ao lado do Sabugal, Belmonte, Covilhã e Fundão, que vão beneficiar com o empreendimento.

Barragem Sabugal - Meimão - Penamacor

Seis décadas depois dos primeiros estudos do Aproveitamento Hidroagrícola da Cova da Beira, é hoje inaugurada a central mini-hídrica do Meimão e consignado o último bloco de rega na Fatela. O investimento de 320 milhões vai beneficiar quase 1700 agricultores, abastecer águas às populações dos cinco concelhos envolvidos e permitir a regularização fluvial, a defesa contra as cheias dos cursos de água e ainda a produção de energia eléctrica.
A terceira e última fase do sistema, que estará concluído e em funcionamento pleno a partir de 2012, é lançada esta quarta-feira, 21 de Julho, com a presença do primeiro-ministro, José Sócrates, na aldeia de Meimão, em Penamacor, um dos cinco concelhos beirões, ao lado de Sabugal, Belmonte, Covilhã e Fundão, beneficiários do empreendimento.
O empreendimento aproveita a transferência de água das cabeceiras do rio Côa (Bacia Hidrográfica do Douro) para a ribeira do Meimão (Bacia Hidrográfica do Tejo) com uma queda de 220 metros.
Em declarações à agência Lusa, António Serrano, comparou o empreendimento da Cova da Beira ao Alqueva em termos de complexidade e demora na sua conclusão durante décadas porque «tal como este, o projecto de Alqueva, onde estivemos também há pouco tempo, a inaugurar a conclusão do aproveitamento do abastecimento público à população, começou em pleno Estado Novo. São projectos de grande dimensão e complexidade», admitiu.
jcl (com Gabinete de Informação da C. M. Penamacor)

A vila de Penamacor recebeu nos dias 17 e 18 de Julho, pelo segundo ano consecutivo, o Encontro de Terapias Alternativas. O evento, é organizado por Anabela Martins, Mestre de Reiki, em conjunto com a Câmara Municipal de Penamacor.

Fotos Natália Bispo  –  Clique nas imagens para ampliar

O Pen Magor decorreu nos dias 17 e 18 de Julho, com arranque no sábado às 15 horas para um programa repleto de actividades, quer individuais, quer em grupo.
Estiveram à venda produtos naturais, um bar com comida saudável e exposição de trabalhos sob a temática da ecologia e bem-estar. Tudo isto durante as tardes de sábado e domingo, mas também durante a noite do primeiro dia, em que após as actividades, houve música no Pátio das Laranjeiras, a cargo do grupo Tocafujir.
«Queremos colocar de novo Penamacor na rota dos eventos de qualidade, diferenciadores e que tragam novos públicos até à nossa vila. O Pen Magor tem tudo para poder ser um sucesso, mesmo que numa escala ainda reduzida, por isso o apoio da Câmara impunha-se», referiu Lídia Cruchinho, vereadora do pelouro da Cultura.
jcl (com Grand Yoga)

O «penmagor» – II Encontro de Terapias Alternativas decorre entre os dias 17 e 18 de Julho nos Jardins da Biblioteca Municipal de Penamacor.

O programa inclui actividades com mandalas, astrologia, biodanza, calendários maya, constelações familiares, danças bioenergéticas, leitura da aura, massagens, meditação taças tibetanas, método louise hay, reiki, tarot, yoga, yoga do riso, florais de bach, palestras, workshops e uma exposição de artesanato ecológico e reciclado. A organização está a cargo da Câmara Municipal de Penamacor e da «penmagor».

Terapias Alternativas - Penamacor

jcl (com Gabinete de Informação da C. M. Penamacor)

A convite do ICNB e do projecto Valia deslocámo-nos à Serra de Andújar na Andaluzia para ver in loco o que os espanhóis estão a fazer pela recuperação da população de linces. Autarcas, proprietários de zonas de caça, agricultores, biólogos, representantes de associações ambientalistas, pudemos apreciar o muito que é preciso fazer para melhorar os habitats de Lince.

GALERIA DE IMAGENS
Fotos com Direitos Reservados – Clique nas imagens para ampliar

«Terras do Lince», opinião de António Cabanas
(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

A convite do ICNB e do projecto Valia deslocámo-nos à Serra de Andújar na Andaluzia para ver in loco o que os espanhóis estão a fazer pela recuperação da população de linces. Autarcas, proprietários de zonas de caça, agricultores, biólogos, representantes de associações ambientalistas, pudemos apreciar o muito que é preciso fazer para melhorar os habitats de Lince.

António Cabanas - Terras do Lince - Capeia ArraianaAqueles que como eu gostam do lobo cerval e anseiam vê-lo de novo no nosso país regressaram satisfeitos. Não é que o tivéssemos visto, mais depressa o lince nos veria a nós, tal era o tamanho da comitiva e todos sabem como é acutilante o seu olhar. Mas as fotos tiradas pelas máquinas automáticas, sim, tinham-no registado na noite anterior. Um excremento fresquinho, ainda a cheirar intensamente, coelhos quanto baste, veados, águias, vistos até do autocarro e paisagem de montado até perder de vista.
Bom foi ouvir Miguel Ángel Simón, responsável pelo projecto Lince, falar dos excelentes resultados do projecto.
Ainda que os censos mais antigos não fossem fiáveis estimava-se que houvesse em meados do século XX 5 a 6 mil linces, reduzidos no final dos anos 70 a 1200 e a 1100 no final de 80. Em 2002 Guzman apontava não mais de 200 animais para a população espanhola, sendo certo que em Portugal era praticamente nula a presença do felino.
No início do milénio, os técnicos de ambos os países davam como inevitável a sua extinção. O desânimo tinha-se instalado na comunidade científica e o seu desaparecimento de um local tão emblemático como a Malcata era revelador de uma situação irreversível. Além do mais as tentativas para os reproduzir em cativeiro não estavam a resultar e quando finalmente começavam a dar frutos, eis que uma leucemia mata 9 linces só em 2007! Era o fim do Lince Ibérico! Até os mais esperançosos acreditaram estar perante a morte anunciada da espécie.
Contra todas as expectativas porém, o felino tem vindo a recuperar nos últimos anos. A Serra de Adújar-Cardena conta hoje com cerca de 160 linces quando em 2002 havia apenas 60. Também a população de Doñana, apesar da consanguinidade tem vindo a aumentar, o mesmo acontecendo na Serra Morena. Tudo isso se deve aos esforços de melhoria dos habitats que têm sido feitos nestes refúgios.
Com a viagem, tinha o ICNB a intenção de demonstrar aos caçadores e proprietários do Alentejo que a introdução do lince não lhes trará prejuízos. É conhecida a enorme desconfiança de uns e outros face às habituais restrições que impendem sobre os territórios geridos pelo ICNB. Curiosamente, na hora de fazer o balanço da viagem, tinha-se virado o feitiço contra o feiticeiro: caçadores e terra tenentes vinham encantados com o que viram e se o ICNB queria os linces que seguisse os bons exemplos dos espanhóis, respeitasse as herdades e as actividades e que em vez de impor restrições as ajudasse a tornar mais rentáveis como acontecia em Andújar. Para eles foi isso que a visita lhes mostrou: dois proprietários de fincas contentes com as limpezas, as adubações e o maneio dos habitats, tudo pago pelo projecto.
Pela nossa parte, ou seja, relativamente à Malcata, ficámos conscientes do muito que há a fazer para aumentar a população de coelho, dos muitos hectares de pastagens a semear, dos marouços a construir, dos coelhos a introduzir, do acompanhamento necessário, do que não ficámos certos é se haverá dinheiro para todo esse esforço. Esperamos que sim.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

No dia 13 de Junho, dia de Santo António, primeiro o terreiro com o nome do santo lisboeta e depois as ruas de Penamacor coloriram-se com os trajes tradicionais dos ranchos folclóricos de «São João» (Casal de Comba, Baixo Mondego e Bairrada), «As Moleirinhas de Marinhas» (Esposende, Minho), «As Pedrinhas de Arronches» (Alto Alentejo), «Capeleira» (Óbidos, Estremadura) e o rancho «da casa» – Penamacor (Beira Baixa) – que organizou o encontro em parceria com a Câmara Municipal.

jcl

O Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches, de Penamacor, promove esta sexta-feira e no sábado, a terceira edição da Feira das Energias Renováveis, que acontece pela primeira vez no centro da vila.

Feira Energias Renováveis - PenamacorO evento é organizado pelos alunos dos cursos profissionais de técnicos de energias renováveis, formação na qual o Agrupamento de Escolas Ribeiro Sanches foi a pioneira no distrito de Castelo Branco.
No Terreiro de Santo António vão estar presentes 25 expositores, entre os quais a ENAT com sede no Sabugal e diversas empresas da área das energias amigas do ambiente. A mudança de local da feira é justificada com a necessidade de a escola ir ter com a comunidade.
«Muitas daquelas empresas já têm parcerias connosco para estágios e pretendemos criar outras», disse à agência Lusa a directora Helena Pinto.
O curso foi criado há quatro anos e conta actualmente com cerca de 40 jovens, divididos pelos três anos de formação.
Um dos destaques do programa da feira é a realização de conferências sobre o tema das energias renováveis.
Esta sexta-feira estará presente o deputado Jorge Seguro, coordenador do Grupo Parlamentar do PS na Comissão Eventual de Energia da Assembleia da República e no sábado o convidado é Alexandre Miranda, da Universidade da Beira Interior.
A feira penacorense é inaugurada pelo secretário de Estado Adjunto da Indústria e do Desenvolvimento, Fernando Medina.
jcl

Um grupo de cicloturistas vindos de diversos concelhos do País e da Suíça realizaram pela quarto ano consecutivo um passeio de cicloturismo com partida do Cristo Rei, em Almada, e chegada ao Cristo Rei, no Soito, concelho do Sabugal na distância de 370,3 quilómetros. A edição 2010 foi dedicada ao José Nicolau (Magnesio), que este ano não pode estar presente por se encontrar no estrangeiro por motivos profissionais.


(Clique na imagem para ampliar.)

O passeio de cicloturismo com participantes de diversas proveniências uniu as imagens de Cristo Rei, em Almada e no Soito.
A partida para o passeio de cicloturismo foi dada no dia 9 de Junho no Santuário de Cristo Rei, em Almada, e a chegada foi registada no dia 12 de Junho junto à imagem de Cristo Rei na vila do Soito, concelho do Sabugal.
O objectivo deste passeio tem como finalidade promover a prática de desporto através do uso diário da bicicleta, como meio de transporte, bem como dar a conhecer as nossas maravilhas naturais do nosso País.
Mais do que força nas pernas nestes passeios deve reinar a boa disposição aliada a um bom espírito de sacrifício bem visível em momentos difíceis como aqueles que enfrentou o grupo: calor, muitosssssssss quilómetros e muitasssssssss subidas! Estas adversidades foram colmatadas com o apoio de alguns elementos chave neste passeio: José Manuel Emídio, totalista em todas as edições não nos tem faltado com os seus energéticos «pampilhos» scalabitanos e que nos tem ajudado a culminar a 1.ª e mais longa etapa entre o Cristo Rei de Almada e a barragem de Montargil (135 km). Outro apoio fundamental é Mariana Emídio com o seu arroz e seus rissóis e afins que nos repõem as forças para enfrentarmos a última etapa com a malfadada subida do Terreiro das Bruxas (só o nome mete medo para quem não conhece).
À chegada tivemos por fim um almoço oferecido pela Junta de Freguesia de Vale das Éguas, cujo Presidente da Junta, Fernando Proença, se prontificou a confeccionar uma real churrascada numa das «sete maravilhas» naturais do País: a praia fluvial de Vale das Éguas.
Este passeio não seria possível sem aquele que é o nosso maior patrocinador… nós!

Comitiva
Ciclistas: Mário Emídio, Luís Emídio, Artur Emídio, Rui Pedro Dias, Nuno Martins, Hugo Espada, Nuno Silva, Soares, Manuel do Vale, Eduardo Ananias, Sérgio Alexandre.
Logistica: António Dias, Guy (suíço).
Director Desportivo: Álvaro Conceição.
Word Press: Ricardo Rito.

Percurso das etapas
1.º dia, Cristo Rei (Almada) – Montargil (135 Kms); 2.º dia, Montargil – Castelo Branco (120 kms); 3.º dia, Castelo Branco – Penamacor (Parque de Campismo do Freixial) (65 kms); 4.º dia, Penamacor – Cristo Rei (Soito) (55 kms).
Artur Emídio

O Museu Municipal de Penamacor apresenta ao público a exposição «Quadros da Fauna Local» que integra elementos naturais cénicos como uma azinheira de quatro metros de altura.

Clique nas imagens para ampliar

Encontra-se aberta ao público a exposição «Quadros da Fauna Local», que passa a constituir um novo motivo de interesse para quem visita o concelho de Penamacor e o Museu Municipal em particular.
Visando potenciar um conjunto de numerosos espécimes taxidermizados pré-existente, a mostra procura, por um lado, reforçar a atractividade do próprio museu, conjugando a força daqueles elementos com enquadramentos cenográficos apelativos, e, por outro, chamar a atenção para o grave problema da regressão da biodiversidade, no confronto com animais outrora comuns no nosso meio, hoje em risco de desaparecerem ou mesmo já desaparecidos, como são os casos do lince e do lobo.
A exposição, que ocupa uma das salas do museu, beneficia da atmosfera entretanto criada com recurso a vários dispositivos cénicos, designadamente uma árvore (azinheira) que se eleva à altura de quatro metros, iluminação dirigida e a dioramas que conjugam pintura e elementos naturais, de modo a reproduzir os habitats reais das espécies aí representadas.
A exposição pode ser visitada no Museu Municipal de Penamacor, de terça-feira a domingo, incluindo feriados, das 9.00 às 12.30 e das 14.00 às 17.30 horas.
jcl (com Gabinete de Informação da C. M. Penamacor)

Fundada nos anos 80, a carpintaria do Alves produz móveis de cozinhas, caixilharia e outras utilidades em madeira. Foi sempre um exemplo de bem servir os clientes, de atender com simpatia e correcção a todas as solicitações e encomendas.

Inspecções

António Cabanas - Terras do Lince - Capeia Arraiana«Quando não é possível satisfazer, nem sequer se aceita a encomenda», diz o Alves, orgulhoso dos dois empregados que mantém há mais de 20 anos, sempre com os ordenados pagos a horas, a segurança social e os seguros em ordem, não vá o diabo tecê-las. É verdade que de há uns anos para cá as coisas estão cada vez mais difíceis, «vai-se vivendo, lá vai dando para a luz», mas não se permitem veleidades.
Até que há dois anos uma vizinha lisboeta, que só vem à terra de vez em quando, por birras antigas, «talvez por inveja, sabe-se lá», desatou a fazer queixa do barulho das máquinas, das inalações dos vernizes, do fumo do forno que queima a serradura e até do cão que ladra quando lhe apetece. Diz a vizinha que só descansará quando a carpintaria fechar portas!
A vida do Alves tornou-se um inferno. Ainda gastou uns trocos a construir uma estufa de pinturas para não incomodar a vizinha, deixou de trabalhar até mais tarde, mas de nada serviu. As denúncias continuaram. Em pouco tempo foi visitado pela inspecção do Ministério da Economia, pela inspecção do trabalho, pela GNR (duas vezes), pela fiscalização da Câmara, pela ASAE, pela inspecção do Ambiente (duas vezes, uma da delegação de Coimbra e outra de Lisboa). Nenhuma entidade encontrou deficiências ou infracções na carpintaria a não ser o Ministério do Ambiente. E não apenas uma, mas muitas. Desde logo a chaminé do forno que não cumpre os requisitos, era quadrada e devia ser redonda, além de que teria de dispor de medidor de emissões poluentes. Depois o registo da gestão de resíduos perigosos que não estava em ordem, porque o empresário ao usar embalagens de verniz (resíduos perigosos) deve obter um certificado da entidade a quem as entrega. A fossa séptica que recebe os efluentes da casa de banho não estava licenciada. De nada adiantou o Alves dizer e provar que a chaminé e o forno foram construídos há 20 anos, ao abrigo da licença da Direcção-Geral de Economia e de acordo com as exigências daquela altura; de apresentar uma declaração da Câmara Municipal referindo que esta levava as latas do verniz de 15 em 15 dias para Ecocentro; de alegar que o prazo para registo das fossas tinha sido prorrogado ou de alegar que o sistema informatizado de gestão de resíduos, pertença do Ministério do Ambiente, de alteração em alteração, não estava a funcionar.
Na sua honestidade de rural ainda foi dizendo que nem sequer queimava toda a serradura, porque alguma depositava-a num terreno de mato, sua propriedade, e os desperdícios de madeira iam para a lareira. Logo percebeu o erro da sua sinceridade, pela ameaça de mais uma contra-ordenação por rejeição de resíduos no solo, de imediato corrigiu: «Mas isso foi no princípio, agora não, queima-se tudo!»
Lá foram a Lisboa as testemunhas arroladas, ouvidas por um advogado que presta serviço para o Estado, certamente bem pago. Aguardou a decisão, uma eternidade, e recebeu há dias a notícia: «2 500 euros de multa! Aplicada apenas pelo mínimo, porque podia ter chegado aos 25 000 euros, era o que dizia a contra-ordenação! Estava preparado para fechar a porta.»
«Ainda me aconselharam a recorrer, garantiram-me que com um bom advogado, me limpariam tudo em Tribunal, mas deitei contas à vida, gastaria mais em custas e no advogado do que o valor da multa! Temos que sustentar esta cambada! Vá lá que ainda me facilitaram pagar em prestações!»
É assim que o País trata quem trabalha, obrigando-o a dar o litro, o Estado agarra-se-lhe que nem uma carraça, suga-o a até ao tutano, que o déficit a isso obriga. E não é apenas o Estado que parasita a economia, são também uma panóplia de outras entidades criadas ou estimuladas pelo Estado, consultoras, certificadoras, que emitem certidões de conformidade, que vendem serviços novos que o Estado inventa todos os dias, ou aplicações informáticas que apenas complicam a vida a quem produz.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

A Confraria do Toiro Bravo reuniu-se na tarde de Sábado (29 de Maio) para o seu IV capítulo anual em Coruche, onde foi fundada, no final de 2006. O evento decorreu, no Observatório do Sobreiro e da Cortiça, enquadrado na FICOR, certame destinado a promover a fileira da cortiça, onde só aparentemente se poderá estranhar a presença do touro bravo, já que o montado é o seu ecossistema favorito. A Confraria do Bucho Raiano marcou presença em terras ribatejanas.

Clique nas imagens para ampliar

António Cabanas - «Terras do Lince»A Vila Ribatejana recebeu as várias dezenas de representantes de outras confrarias engalanada, com feira e tasquinhas, onde não podia faltar a tradicional tourada à portuguesa. Embora de forma modesta, a Confraria do Bucho Raiano esteve presente.
O Presidente da Câmara local, confrade, mas à civil, deu as boas vindas aos forâneos, enalteceu o trabalho desenvolvido pela confraria e justificou a existência do observatório como uma ode ao sobreiro. Ora aí está!
Na oração de sapiência, proferida pelo confrade Dr. Francisco Fernandes, ficou a saber-se que as touradas já vêm dos gregos e romanos e de outras mitologias antigas, mas também que o conhecimento culinário milenar com o qual poucos se preocupam se pode perder com a morte de quem o detém.
Momento de boa catadura ocorreu quando a meio das alocuções entrou o antigo matador de gado do extinto matadouro municipal. Do alto da sua proveta e tisnada idade, desceu a coxia do auditório, deu as boas tardes em voz alta, interrompeu a oratória do maioral e, sentando-se na primeira fila, fez-se notar ostensivamente. E não era para menos, afinal o Sr. Manuel seria entronizado daí a pouco como confrade honorário do Toiro Bravo, ele que no velho matadouro, ensinava o bêabá da arte de matar reses bravas aos futuros matadores.
Vamos ao que interessa, à comida, claro, ou não fosse ela razão maior de uma confraria gastronómica! O restaurante o Farnel esteve à altura da responsabilidade, logo a começar pelas entradas, iniciadas pelos famosos espargos bravos que também os toiros comem na herdade. A língua de fricassé, o beiço e os rins salteados, tudo de bravo, estavam uma delícia. As carnes mais afrodisíacas ficarão para o próximo capítulo! Para variar, o prato principal era constituído por nacos de vitela brava com favas. A sobremesa foi já um tanto apressada pela urgência da tourada, mas deu para notar a curiosa apresentação do folhado com creme de ovos, em forma de cabeça de toiro. O vinho não se ficou atrás, ribatejano, reserva multicastas de 2004 da Quinta Grande, um pouco graduado demais, mas agora é moda.
A maior surpresa estava reservada para a noite, com o desfile de todas as confrarias presentes, em plena praça de touros. Não estando as praças dotadas de portas para confrarias, entrámos pela porta do cavalo. Foi então que entendi a razão das favas ao jantar, só não relinchamos por respeito aos Ribeiro Teles e ao Pablo Hermoso que já alpendorados nas suas belas montadas, aguardavam que o desfile confrádico acabasse, para eles próprios darem início ao de cortesias.
A praça acabou por encher para ver a I Grande Corrida das Confrarias. Os toureiros da terra esforçaram-se para entusiasmar o público, enquanto o espanhol, com cavalos bem treinados apenas lhe faltou a elegância que este tipo de toureio exige.
Os forcados começaram mal, com o primeiro touro, em derrote violento, a desbaratar as ajudas tardias do grupo de Montemor e a deixar o forcado da cara muito maltratado e a necessitar de sair de maca. Já os da casa brindaram a pega às confrarias, e foi uma pega de se lhe tirar o chapéu, que levou a assistência ao delírio. Agarrado que nem uma lapa na cara do touro aguentou meia praça, ora arrastando na areia, ora quase voando pelos ares, até à reunião de todo o grupo.
Confrades e confreiras aplaudimos de pé!
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

A romaria da Senhora da Póvoa, a mais concorrida das Beiras, tem lugar no domingo, segunda e terça-feira do Espírito Santo.

Nossa Senhora da Póvoa
Onde ficais situada
Num desvão da Serra d’Opa
Numa casa caliada

Clique nas imagens para ampliar

ac

Estão de volta as grandes romarias da Região, sinal da chegada do bom tempo. Estranhamente, ou talvez não, continuam a arrastar milhares de pessoas aos seus santuários, geralmente pequenos demais para tantos automóveis e tendas de vendedores ambulantes. A Senhora da Póvoa afirma-se no panorama regional como uma das mais concorridas.

Senhora da Póvoa

António Cabanas - «Terras do Lince»Depois de uma quebra nos anos 60 e 70 em que de 3 dias acabou em 1, ei-la de novo em grande! Aos poucos foi crescendo e depressa os «tendeiros» sentiram necessidade de ir de véspera para guardar o lugar, levando a que na tarde de Domingo já houvesse muita gente, muitas tascas e arraial. Hoje vêm na véspera da véspera e já têm de novo dificuldade em obter o tão desejado espaço em sítio adequado, entenda-se onde passe muita gente.
Há os que apenas vão pela devoção religiosa, comungam dos actos religiosos, acendem uma vela, perfilam-se na procissão e rezam na igreja.
Há até quem se martirize de joelhos, em seu redor, pagando uma bênção divina, ou requerendo-a.
Cá fora, o Zé-povinho, numa espécie de orgia colectiva, percorre a feira em busca de uma qualquer pechincha, canta e dança, abraça os amigos, enche o bandulho com opíparos repastos, emborca copos de tinto e de cerveja.
Há muito nos interrogamos sobre a sua origem. Naturalmente, como tantos outros cultos a santos e santas que o nosso povo estima, terá provavelmente origens muito remotas, em antigos cultos pagãos. No cimo da Serra d’Opa há claros indícios de um santuário sacrificial. É um local de cume, também de actuais e antigas divisões administrativas, talvez mesmo muito antigas, pois era normal que elas passassem pelos acidentes geográficos, pelas alturas, ou pelos rios intransponíveis. Mas era também nesses locais que se efectuavam manifestações guerreiras ou, pelo contrário se juntavam as tribos para festejar a paz, eram assim locais de aproximação, de reencontro, provavelmente de festejos, onde quem sabe, se acertavam romances que miscigenavam o sangue.
Como nesse tempo longínquo continuam hoje a afluir gentes de diversas origens. No caso da Sra. da Póvoa vêm de Belmonte, do Fundão, do Sabugal, das Idanhas e de outras paragens mais distantes, além das aldeias do concelho de Penamacor. Ali, se juntaram sempre gentes do norte e do sul, o pandeiro redondo e o pandeiro quadrado. Gaiteiros e tocadores de harmónio, adufeiras e tamborileiros desafiavam os mais dançarinos. Qualquer realejo servia para fazer um baile! Enquanto os foliões se divertiam, os vendedores faziam negócio vendendo foices, tamoeiros, albardas, ancinhos, cabeçadas, e toda uma panóplia de objectos e alfaias de uso doméstico.
Os dias que antecediam a festa eram de muita ansiedade e de muito trabalho: o plantio e a rega da horta ou a apanha do feno. Eram por vezes dias de trovoada, ameaçando estragar os trabalhos agrícolas e a própria festa.
Pior ansiedade ainda provocavam as conversas dúbias lá de casa, que escondiam incógnitos jogos de interesses. O pai que perguntava:
– Não prometeste de ir à Senhora da Póvoa?
A mãe que respondia:
– Não, que está o feno para apanhar.
– Se não vamos, a santa castiga-nos com alguma trovoada!
– Não me apetece preparar a merenda!
– Mas a mãe já fez almôndegas de bacalhau! – Atalhava eu a pensar no realejo e na moto de três rodas, feita em lata pintada e que daria brincadeira para todo o ano.
– Cala-te fedelho, que não são contas do teu rosário!
Por fim, chegava o dia, não havia escola – e mesmo que houvesse! – A madrugada era um corrupio, regar a horta, tratar dos animais, preparar o burro, ou então esperar pela camioneta, na estrada. Muitos autocarros nem sequer paravam, vinham cheios, com gente de pé no corredor. Os vidros abertos deixavam escapar a animação das concertinas e adufes e contagiavam os que aguardavam na paragem:

Nossa Senhora da Póvoa
Onde ficais situada
Num desvão da Serra D’ Opa
Numa casa caleada

Nossa Senhora da Póvoa
A vossa Capela Cheira
Cheira a cravo cheira a rosa
Cheira a flor de laranjeira

Nossa Senhora da Póvoa
Já cá vamos à Meimoa
Que terá o vosso sino
Que o vosso sino não toa

«Terras do Lince», opinião de António Cabanas
(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

Desde há uns anos que a política portuguesa se traduz numa espécie de novela à brasileira, de desfecho tão imprevisível quanto interminável. A instabilidade é a sua imagem de marca, uma espécie de fatalidade, de destino que nos está reservado enquanto povo. Não há governo que se aguente mais que um mandato e isso reflecte-se nas políticas públicas, as quais, mesmo quando ostentam algum virtuosismo, se vêm condenadas ao fracasso logo que o governo mude. Contra a fraqueza de quem governa, os lobbies corporativos foram, por sua vez, ganhando cada vez mais força, com claro prejuízo dos interesses colectivos de âmbito mais alargado.

impeachment

António Cabanas - «Terras do Lince»Ninguém acredita que tal perturbação seja favorável ao progresso da nossa sociedade.
As fragilidades económicas e de desenvolvimento que nos afectam, têm as suas raízes mais profundas nesse estado de contínuo cozimento em lume brando.
A política portuguesa é uma espécie de zona sísmica, que vive em permanente sobressalto e onde não vale a pena erigir nada de substantivo, que logo cairá. O que conta é o imediato e o imediatismo. Somos avessos ao longo prazo!
O sucesso económico da nossa vizinha Espanha, que teve em 35 anos apenas 6 governantes (nós tivemos 4, nos últimos 10 anos!), também se poderá explicar pela sua maior estabilidade política.
Como se não bastasse a crise para gerar perplexidades e incertezas no futuro colectivo, a nossa classe política contribui decisivamente para acentuar a turbulência.
A telenovela diária em que se tornou a Comissão de Inquérito ao negócio PT/TVI, passada em directo pelas televisões, espectáculo deprimente e voyeurista que entretém um país afundado numa enorme crise de confiança, é disso o melhor exemplo.
Ninguém entende o que se quer apurar, quando todos, incluindo a opinião pública, já perceberam há muito o que se passou. Até adivinhamos as conclusões!
Se de um julgamento se trata, uma comissão parlamentar é o pior dos tribunais, onde o juiz é por natureza tendencioso. Nunca será um julgamento justo. Aprovados por votação, os resultados só poderão espelhar a própria composição da Comissão e do parlamento. É também certo e sabido que as partes sairão da comissão como entraram, sem alterar uma vírgula às conclusões previamente formuladas.
Ninguém duvida que o primeiro-ministro detestava o famigerado jornal de «estilo manuelino» da TVI. Nem sequer era o único. A mim também me causava asco. Aliás, Sócrates nem sequer foi cínico, apontou-o como travestido. Penso que o Primeiro-ministro fez mal em preocupar-se com ele, que de tão mau era inofensivo.
Um destacado ex-accionista da TVI assegura, que, de forma deliberada esta estação pretendia derrubar o Primeiro-ministro. Ficou-se também a saber que igual prática foi usada contra Santana Lopes. Só não sabemos o valor do contributo para a sua demissão. Ajudar a derrubar políticos e governos é uma prática comum em alguma comunicação social. Isso é feito de forma descarada.
Que o primeiro-ministro conhecia o tal negócio, parece óbvio, e que foi a barulheira da comunicação social que impediu a sua concretização, ainda é mais óbvio. Mas ainda ninguém percebeu que mal ele faria ao país. Que com tal negócio o governo controlaria a comunicação social, e que haveria um plano com esse objectivo, parece pura fantasia! O governo não controla coisa nenhuma no que respeita a grupos económicos e muito menos a comunicação social que é o mais poderoso! Seria até contraproducente, pois o governo que está hoje, não estará amanhã, virar-se-ia o feitiço contra o feiticeiro.
O cúmulo da futilidade é discutir-se um negócio que nem sequer existiu. Para que serve, então, todo este teatro? A resposta é clara, pretende-se destituir o primeiro-ministro e o governo: uma espécie de impeachment à portuguesa, porque ninguém tem coragem para uma moção de rejeição, pelo receio dos resultados eleitorais que poderiam vir a seguir.
Fica-se com a sensação de estarmos a caminhar para o abismo político, onde vingam os jogos de bastidores de curto prazo que apenas geram poder de curto prazo.
Que ganha o país com tudo isto? Nada. Pelo contrário, acentua-se a degradação da vida política, a desresponsabilização de quem governa, perdem-se reformas iniciadas anteriormente e agrava-se a crise económica e social. É tudo o que este país não precisava neste momento. Só um pacto de regime de amplo consenso, «a la longue», poderá tornar o país governável e permitirá a convergência com os parceiros da UE.
Exemplos não faltam na Europa.
«Terras do Lince», opinião de António Cabanas

(Vice-Presidente da Câmara Municipal de Penamacor)
kabanasa@sapo.pt

JOAQUIM SAPINHO

DESTE LADO DA RESSURREIÇÃO
Em exibição nos cinemas UCI

Deste Lado da Ressurreição - Joaquim Sapinho - 2012 Clique para ampliar

Indique o seu endereço de email para subscrever este blog e receber notificações de novos posts por email.

Junte-se a 836 outros seguidores

PUBLICIDADE

CARACOL REAL
Produtos Alimentares


Caracol Real - Produtos Alimentares - Cerdeira - Sabugal - Portugal Clique para visitar a Caracol Real


PUBLICIDADE

DOISPONTOCINCO
Vinhos de Belmonte


doispontocinco - vinhos de belmonte Clique para visitar Vinhos de Belmonte


CAPEIA ARRAIANA

PRÉMIO LITERÁRIO 2011
Blogue Capeia Arraiana
Agrupamento Escolas Sabugal

Prémio Literário Capeia Arraiana / Agrupamento Escolas Sabugal - 2011 Clique para ampliar

BIG MAT SABUGAL

BigMat - Sabugal

ELECTROCÔA

Electrocôa - Sabugal

TALHO MINIPREÇO

Talho Minipreço - Sabugal



FACEBOOK – CAPEIA ARRAIANA

Blogue Capeia Arraiana no Facebook Clique para ver a página

Já estamos no Facebook


31 Maio 2011: 5000 Amigos.


ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ASSOCIAÇÃO FUTEBOL GUARDA

ESCOLHAS CAPEIA ARRAIANA

Livros em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Memórias do Rock Português - 2.º Volume - João Aristides Duarte

Autor: João Aristides Duarte
Edição: Autor
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)
e: akapunkrural@gmail.com
Apoio: Capeia Arraiana



Guia Turístico Aldeias Históricas de Portugal

Autor: Susana Falhas
Edição: Olho de Turista
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



Música em Destaque - Escolha Capeia Arraiana
Cicatrizando

Autor: Américo Rodrigues
Capa: Cicatrizando
Tema: Acção Poética e Sonora
Venda: Casa do Castelo (Sabugal)



SABUGAL – BARES

BRAVO'S BAR
Tó de Ruivós

Bravo's Bar - Sabugal - Tó de Ruivós

LA CABAÑA
Bino de Alfaiates

La Cabaña - Alfaiates - Sabugal


AGÊNCIA VIAGENS ON-LINE

CERCAL – MILFONTES



FPCG – ACTIVIDADES

FEDERAÇÃO PORTUGUESA
CONFRARIAS GASTRONÓMICAS


FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas - Destaques
FPCG-Federação Portuguesa Confrarias Gastronómicas Clique para visitar

SABUGAL

CONFRARIA DO BUCHO RAIANO
II Capítulo
e Cerimónia de Entronização
5 de Março de 2011


Confraria do Bucho Raiano  Sabugal Clique aqui
para ler os artigos relacionados

Contacto
confrariabuchoraiano@gmail.com


VILA NOVA DE POIARES

CONFRARIA DA CHANFANA

Confraria da Chanfana - Vila Nova de Poiares Clique para visitar



OLIVEIRA DO HOSPITAL

CONFRARIA DO QUEIJO
SERRA DA ESTRELA


Confraria do Queijo Serra da Estrela - Oliveira do Hospital - Coimbra Clique para visitar



CÃO RAÇA SERRA DA ESTRELA

APCSE
Associação Cão Serra da Estrela

Clique para visitar a página oficial


SORTELHA
Confraria Cão Serra da Estrela

Confraria do Cão da Serra da Estrela - Sortelha - Guarda Clique para ampliar



SABUGAL

CASA DO CASTELO
Largo do Castelo do Sabugal


Casa do Castelo


CALENDÁRIO

Maio 2019
S T Q Q S S D
« Fev    
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Arquivos

CATEGORIAS

VISITANTES ON-LINE

Hits - Estatísticas

  • 3.139.231 páginas lidas

PAGERANK – CAPEIA ARRAIANA

BLOGOSFERA

CALENDÁRIO CAPEIAS 2012

BLOGUES – BANDAS MÚSICA

SOC. FILARM. BENDADENSE
Bendada - Sabugal

BANDA FILARM. CASEGUENSE
Casegas - Covilhã


BLOGUES – DESPORTO

SPORTING CLUBE SABUGAL
Presidente: Carlos Janela

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Gomes

KARATE GUARDA
Rui Jerónimo

BLOGUES RECOMENDADOS

A DONA DE CASA PERFEITA
Mónica Duarte

31 DA ARMADA
Rodrigo Moita de Deus

A PÁGINA DO ZÉ DA GUARDA
Crespo de Carvalho

ALVEITE GRANDE
Luís Ferreira

ARRASTÃO
Daniel Oliveira

CAFÉ PORTUGAL
Rui Dias José

CICLISMO SERRA ESTRELA
Sérgio Paulo Gomes

FANFARRA SACABUXA
Castanheira (Guarda)

GENTES DE BELMONTE
Investigador J.P.

CAFÉ MONDEGO
Américo Rodrigues

CCSR BAIRRO DA LUZ
Alexandre Pires

CORREIO DA GUARDA
Hélder Sequeira

CRÓNICAS DO ROCHEDO
Carlos Barbosa de Oliveira

GUARDA NOCTURNA
António Godinho Gil

JOGO DE SOMBRAS
Rui Isidro

MARMELEIRO
Francisco Barbeira

NA ROTA DAS PEDRAS
Célio Rolinho

O EGITANIENSE
Manuel Ramos (vários)

PADRE CÉSAR CRUZ
Religião Raiana

PEDRO AFONSO
Fotografia

PENAMACOR... SEMPRE!
Júlio Romão Machado

POR TERRAS DE RIBACÔA
Paulo Damasceno

PORTUGAL E OS JUDEUS
Jorge Martins

PORTUGAL NOTÁVEL
Carlos Castela

REGIONALIZAÇÃO
António Felizes/Afonso Miguel

ROCK EM PORTUGAL
Aristides Duarte

SOBRE O RISCO
Manuel Poppe

TMG
Teatro Municipal da Guarda

TUTATUX
Joaquim Tomé (fotografia)

ROTA DO CONTRABANDO
Vale da Mula


ENCONTRO DE BLOGUES NA BEIRA

ALDEIA DA MINHA VIDA
Susana Falhas

ALDEIA DE CABEÇA - SEIA
José Pinto

CARVALHAL DO SAPO
Acácio Moreira

CORTECEGA
Eugénia Santa Cruz

DOUROFOTOS
Fernando Peneiras

O ESPAÇO DO PINHAS
Nuno Pinheiro

OCEANO DE PALAVRAS
Luís Silva

PASSADO DE PEDRA
Graça Ferreira



FACEBOOK – BLOGUES

Anúncios