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A Feira do Livro de Penamacor já decorre na Biblioteca Municipal, onde irá permanecer até ao final do mês de Abril.

Ficção, auto-ajuda, biografias e livros infantis, são exemplos do que se pode encontrar no certame.
O destaque vai porém para a visita da escritora Catarina Águas, que no dia 28 de Abril, pelas 14h30, fará a apresentação do livro «Letras com História».
Em simultâneo com a Feira do Livro, a Biblioteca Municipal acolhe até ao final do mês de Abril a exposição «Pedras de Leitor». A mostra, baseada no trabalho de Madalena Bensusan, visa a divulgação do livro e da leitura.
«Um dia, olhando para o Tejo, imaginei pequenas criaturas sobre as rochas adaptando as suas formas a cada uma delas, em busca da posição ideal para a leitura. Foi assim que surgiu esta exposição, juntamente com a mensagem que pretende transmitir, a de que é urgente e necessário que todos façamos uma corrida ao livro», refere a autora.
O horário da feira/exposiçãoé o seguinte: segunda a sexta-feira, das 10 às 13 horas e das 14 às 18 horas.
plb (com CM Penamacor)

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Vivemos o Tempo Quaresmal. O espaço de preparação para a Grande, a Maior Festa da Igreja – A Ressurreição de Jesus Cristo. S. Paulo, numa das suas Cartas, avisa-nos que «se Cristo não ressuscitou é vã a nossa pregação e vã a nossa fé…».

Regresso às minhas memórias e recordo as manifestações e vivências desses Tempos Quaresmais e Pascais. Viviam-se, com total participação, as Procissões dos Passos, os Jejuns e Abstinências, as Músicas e os Cânticos Quaresmais. Havia também um respeito pelo silêncio, retirando-se o barulho aos sinos e saíam para a rua as matracas. Sentia-se e respirava-se a religiosidade.
Com a dinâmica, liderança, força, fé e sentido de missão do Pároco da minha aldeia (Bismula), o Padre Ezequiel Augusto Marcos, nunca mais esqueci a Via Crucis, onde toda a comunidade bismulense participou. Foi a melhor lição de Catequese que vivi. A Via Sacra era uma oração diária durante a Quaresma, com a participação ativa do pároco, dos movimentos da catequese, da ação católica, da irmandade e outros.
Hoje, na maioria das Paróquias, esta oração é uma efeméride longínqua e quase desconhecida, embora em todas as nossas igrejas estejam bem expressas as imagens ou retratos do Caminho do Calvário de Jesus Cristo. Sei que o analfabetismo religioso é grande e muitos não sabem o que representam aqueles quadros. Neste deserto de indiferença, salvaguardo o Agrupamento 1335, do CNE, de Aldeia de Joanes, que por iniciativa própria, vai organizar uma oração de Via Sacra, nesta comunidade paroquial, um ato e exceção única, que será na noite de 4 de Abril.
Neste Caminho do Gólgota, muitos fogem ou se escondem, mas também muitos ficam e o seguem, com olhos de fé na construção dos projetos de Deus, no projeto da sua salvação.
Com estes últimos, vou caminhar e partilhar a Via Sacra, parando e refletindo em cada uma das catorze estações.
Na primeira estação – Jesus é condenado à Morte – seria importante que cada um de nós O visse e corrigisse a injustiça do seu Julgamento. Muitos cristãos, ainda hoje, pela sua fé, são condenados à morte.
Na segunda estação – Jesus toma a Cruz aos Ombros – vejo a vida de muitos cristãos, que suportam a cruz do desemprego, da exclusão social, das incompreensões, das perseguições, dos ultrajes, e outras tropelias.
Na terceira estação – Jesus cai pela Primeira Vez – sinto as quedas que todos nós damos e assim verificamos as nossas fragilidades humanas. Quem cai é alguém que desfalece, não deve ficar sozinho.
Na quarta estação – Jesus encontra sua Mãe – lembrei-me da minha lição de Domingo, na Catequese, «Ele é o Senhor da Vida», e da oração de S. Maximiliano Kolbe: «Mãe Santíssima, por vosso amor, eu me ofereço neste duro cárcere de Auschwitz, mesmo que aos outros seja concedido voltarem para casa. Permanecerei esquecido e desposado a sofrer por Vós. Ofereço-me a Vós, Maria, para que encontre a morte neste campo de concentração no meio de homens hostis e indiferentes.»
Na quinta estação – Jesus é ajudado por Simão de Cirene – apercebi-me que é difícil partilhar, dar e disponibilizar as nossas vidas ao serviço dos outros, dos que precisam. Lembro muitos que praticam o voluntariado nos hospitais, nas cadeias ou nos lares, vejo Simões de Cirene, anónimos em muitas instituições, na sociedade.
Na sexta estação – Verónica enxuga o Rosto de Jesus – lembrei-me daqueles que limpam as lágrimas dos doentes de oncologia em estado terminal, que já não dispõem de forças para as limpar… São Rostos de Cristos Vivos.
Na sétima estação – Jesus cai pela segunda vez – muitos ficam indiferentes perante a segunda queda do seu próximo, é sempre um problema dos outros, não lhes diz respeito, alguns ainda se riem…
Na oitava estação – Jesus encontra as Mulheres de Jerusalém – recordei o sonho de Martin Luther King: «Sonho que um dia os homens se vão levantar e compreender que foram feitos para viverem como irmãos. Sonho que a justiça correrá como a água. Os homens irão transformar as espadas em arados e as lanças em foices. As estrelas da manhã cantarão em maravilhosos coros, e os filhos de Deus, gritarão de alegria.»
Na nona estação – Jesus cai pela terceira vez – urge olhar para a fraqueza humana.
Na décima estação – Jesus é despojado das suas Vestes – vemos como O Senhor sofreu todos estes vexames por amor, por nosso amor, para nos fazer santos, para nos redimir.
Na décima primeira estação – Jesus é pregado na Cruz – aprendemos a não alimentar o ódio no nosso coração contra aqueles que nos ofendem, porque todos nós temos defeitos. Aprendamos a força do perdão, que apregoamos e rezamos na oração do Pai Nosso.
Na décima segunda estação – Jesus Morre na Cruz – rasgam-se os véus de uma vida inútil, sem sentido, sem partilha, sem comunhão.
Na décima terceira estação – Jesus é descido da Cruz – pedi as palavras de S. João «se um grão de trigo caído na terra, não morrer, fica sozinho. Mas, se morrer, dá muito fruto.»
Na décima quarta estação – Jesus é colocada no sepulcro – recordei também o Evangelista S. João, quando Jesus diz: «EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA; QUEM ACREDITA EM MIM, AINDA QUE VENHA A MORRER, VIVERÁ.»

Desejo a todos os meus leitores uma Páscoa de fé na ressurreição de Jesus Cristo.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

«A Estátua» e «Caminhos de Liberdade», primeiros livros de José António Pinho, vão ser apresentados em Penamacor, no próximo dia 14 de Abril, pelas 16 horas, no auditório da Escola de Música, sito no ex-Quartel.

Defensor da liberdade e dos direitos dos trabalhadores, o autor cedo viria a conhecer a perseguição e várias prisões civis e militares durante o Estado Novo. A 1ª Companhia Disciplinar de Penamacor, onde permaneceu entre Maio de 1962 e Setembro de 1963, fez parte desse roteiro imposto pela sua postura de opositor ao regime, razão por que, volvidos 50 anos, faz questão de aqui apresentar as suas primeiras obras, que relatam, justamente, os acontecimentos determinantes que viveu na sequência da campanha de Humberto Delgado e das eleições presidenciais de 1958.
O acto enquadra-se nas comemorações do 38º aniversário da Revolução de Abril.
Para complementar a apresentação, o grupo Lua Nova e o duo António Duarte e Paulo Madeira recordarão algumas das canções de intervenção que marcaram a luta pela liberdade no tempo da ditadura.
plb (com CM Penamacor)

O Comando Territorial da Guarda da GNR efectuou uma vasta operação de prevenção criminal em todo o distrito, de onde resultaram 17 detenções, na sua maior parte por condução sob o efeito do álcool, mas também houve detenções por furto e por posse ilegal de armas.

Guarda Nacional RepublicanaUma das detenções teve lugar no Sabugal, sendo efectuada por elementos do Núcleo de Investigação Criminal da Guarda, que detiveram um indivíduo de 45 anos de idade, residente na cidade raiana, pelo crime de posse ilegal de armas, pois tinha na sua posse um aerossol de defesa, com gás pimenta, arma proibida por lei. Presente ao Tribunal Judicial do Sabugal foi-lhe aplicada a medida de coação de Termo de Identidade e Residência, ficando a aguardar o resultado do Inquérito.
A operação especial de prevenção criminal aconteceu no passado fim-de-semana, nos dias 31 de Março e 1 de Abril, e incidiu especialmente na fiscalização rodoviária e no patrulhamento de pontos sensíveis, bem como na abordagem de suspeitos da prática de crimes.
No que respeita à fiscalização rodoviária, foram detidos 11 condutores. Destes, oito foram detidos por apresentarem taxas de álcool no sangue superior a 1,20 gramas por litro, dois por falta de habilitação legal para o exercício da condução e ainda um por ameaças e injúrias a militar da GNR.
No tocante ao patrulhamento e abordagem de suspeitos, foram detidos na localidade de Pínzio, em flagrante delito, dois indivíduos, com 24 e 46 anos de idade, residentes em Belmonte, quando furtavam metais não preciosos num armazém.
Também em Pínzio, foram detidos outros dois indivíduos, com 20 e 47 anos de idade, residentes em Sátão e Viseu, respectivamente, pelo crime de furto de arte sacra. Os mesmos já tinham furtado uma imagem de uma «santa» de um nicho na localidade de Freixo, concelho de Almeida.
Em Vila Chã, concelho de Seia, a GNR deteve um jovem, de 22 anos, desempregado, por crime de furto. O suspeito, foi surpreendido pelos militares quando furtava peças de um veículo que se encontrava parqueado junto de uma residência.
Durante a Operação foram ainda apreendidas substâncias estupefacientes: 54,46 gramas de haxixe e 12,07 gramas de cannabis sativa.
plb

Ir ao mercado foi um acontecimento que me fascinou desde criança. Na minha terra natal, Bismula, concelho do Sabugal, no fim de cada mês realizava-se este evento comercial, onde o meu irmão Manuel José Fernandes vendia todos os melões do meloal, propriedade do meu pai, enquanto o meu irmão Francisco Alves Monteiro vendia pão espanhol, que era muito apreciado naquela zona arraina.

Nas aldeias vizinhas de Alfaiates, Miuzela e Vila do Touro, calcorreei caminhos com o meu progenitor José Maria Fernandes Monteiro, levando animais e produtos agrícolas para vender. Os mercados mensais eram os eventos mais importantes da transacção de mercadorias e produtos. O meu primeiro fato que levei em 1958, para a Escola Apostólica de Cristo Rei em Gouveia, dirigida por padres alemães, foi comprado no mercado de Alfaiates. Em Vila do Touro comi a melhor carne assada pelo meu conterrâneo António Joaquim Videira, que estava um pouco acanhado, mas as ordens da autoridade da freguesia, são neste caso, para se cumprirem. Na Miúzela saboreei umas belas sardinhas, acompanhadas com água, porque era-me proibido beber o vinho famoso daquela região. Era bom ir ao mercado porque sempre folgavam as nossas costas do trabalho rural, sempre se convivia, comia-se com mais gosto, compravam-se mercadorias e animais de quatro patas.
O Mercado mensal do Fundão é um acontecimento regional de grande importância comercial, social, económica, de encontros e desencontros e de convívio das gentes do concelho, extensivo aos Concelhos da Covilhã, Belmonte e Castelo Branco. Ali se cruzam muitas e diversas mercadorias, mas acima de tudo as pessoas.
Entro pelo lado nascente e olha-se para o placard da necrologia para saber se uma pessoa familiar ou amiga faleceu. Desta vez lá estava o amigo Filipe de Sousa Monteiro, mestre na arte da serralharia, na Firma Miguel Reis do Fundão e na Cerâmica de S. Pedro em Alcaria, que desceu à terra pelas 16h30 em Aldeia de Joanes.
Junta-se o amigo alentejano que há tempos não via e lá se veio lamentar de umas dores que não o largam. Seguimos para o espaço do mercado. Conta-me uma história da sua juventude, ao passarmos por uma jovem muito bonita e a beleza feminina é para ser admirada. Trabalhava na Carris e tinha uma meia casinha alugada na Mouraria. Um dia deu abrigo a uma moura, que tinha perdido o marido recluso numa Cadeia da Capital por desfalques a uma empresa de venda de automóveis. Como trabalhava por turnos autorizou-a a dormir na sua cama. Queria respeitá-la, mas um dia de muito frio a sua amiga convidou-o para entrar no vale dos lençóis. O aquecimento recíproco foi deveras proveitoso. Passados meses parecia que a relação podia dar frutos menos desejáveis e de pronto-socorro alguém interveio. Um amigo deu-lhe uma caixa de preservativos e nunca mais teve problemas, inclusive com a dona da casa que tinha o marido lá para as Minas de São Domingos no Alentejo, ficando tudo em família. Ainda hoje ouvi na comunicação social que os Portugueses dão meças ao mundo. Ainda bem!
Enquanto avançávamos e nos cruzávamos com novos e velhos, com reformados ou gente desenfiada que devia estar no seu posto de trabalho, talvez dispensada pelos seus chefes, o meu amigo alentejano conta-me outra história. Há dias entrou numa dessas Igrejas, onde um Pastor gritava que estava a chegar a hora do milagre e que todos deviam colocar a mão no local onde tinham as suas maleitas, requerendo a intervenção divina. A mulher colocou a mão no coração e ele no meio das pernas. Esta maleita chamou-lhe a atenção, porque o referido Pastor faz alguns milagres, mas não ressuscita instrumentos mortos há muitos anos.
Vamos caminhando por meio das tendas de trapos, roupas, sapatos…Algumas estão cheias de mulherio que se acotovelam para comprar roupas de uso pessoal, enquanto ali perto uns carteiristas espreitam uma distracção para dar um golpe fatal, e eu encontrei lá dois que foram clientes no Estabelecimento Prisional de Castelo Branco. De um lado grita-se «aqui é tudo barato, é quase dado, ó freguês, ó freguês, venha ver a qualidade da nossa mercadoria e veja os nossos preços, venha ver as nossas roupas para a criançada, venham, venham, não tenham vergonha de comprar barato». Vejo um vendedor de altifalante em punho como estivesse num comício político, a procurar vender pijamas e roupa interior, e graças aos apelos de compra tinha a sua banca repleta de clientes. Era um formigueiro humano. O som é importante, não é por acaso que junto às Igrejas existem campanários com sinos, para chamar os cristãos às liturgias.
Numa tenda de etnia cigana discutiam-se assuntos de religião, o jejum, a Quaresma, caso muito estranho, e fiquei a saber pela voz do dono daquela banca, que é nesta altura que os cristãos bebem água benta. Com este tempo, não benta já temos. E, a este propósito, no lado poente, encontro um ex-trabalhador do Jornal do Fundão que me diz: «estamos entregues aos Pedros. O que está lá em cima não manda chuva, está cansado de ver tanto malandro. O de baixo é pior que uma calamidade de uma austeridade e crise seca». Também me contou que há dias foi à Missa e que o senhor Prior pediu que quem quisesse ir para o Céu, colocasse a mão no ar. Todos levantaram a mão, menos um idoso. O dito Prior perguntou-lhe o motivo e ele respondeu-lhe que também queria ir, mas ainda não tinha pressa. Quando encontro um simpático e grande conversador, combino logo mais encontros. Assim trocámos os nossos endereços e deu-me o seu email: Alfredoloureiro@come.bebeoquepodeenaodeve. Achei muito interessante e com piada.
Faço a viagem de retorno e cruzo-me com o advogado caminheiro com o seu boné da Adega Cooperativa do Fundão. Desde que fizemos uma digressão a Lisboa para participar numa manifestação de vinicultores, que durante algumas horas percorremos a Baixa de Lisboa, partindo do Marquês de Pombal até ao Terreiro do Paço, com milhares de participantes, que queriam que fossem alterados os graus da taxa da alcoolemia no código da estrada. Por essa acção de luta em favor do consumo do vinho nacional, conseguiu-se subir essa taxa para 5%., ficámos amigos. Almoçamos nessa ocasião no Restaurante A Laurentina de António Pereira natural de S. Jorge da Beira, onde são só consumidos produtos agrícolas da Região do Fundão. Escolhemos uma da especialidade da casa, o bom bacalhau assado com batatas a murro, bem temperado com azeite e vinho da Cova da Beira. Também tem feijão com carne e couves à moda de S. Jorge da Beira. A sua saudação é sempre a mesma: paz e amor. Estas duas palavras encerram tudo de bom para pessoas. Num local assavam-se frangos. Seguimos em frente e passou uma viúva repleta de preto. O meu amigo recita-me: «Luto preto é vaidade / De quem se veste a rigor / O meu luto é a saudade / E a saudade não tem cor».
Os locais de venda das árvores e plantas agrícolas estão à pinha. Ainda bem, porque é necessário plantar e semear. Também no sector dos galináceos e dos ovos há clientela. Bons sinais de vida, para que estas terras não desapareçam.
No sector da venda das ferramentas anda há braços para trabalhar a terra. Tratada dá-nos tudo, é generosa.
Duas horas passeei por este mundo que é importante e dá vida ao Fundão.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

A Câmara Municipal do Sabugal aprovou por unanimidade, na reunião de 14 de Março, uma moção apresentada pela vereadora socialista Sandra Fortuna, pela qual se manifesta o «total repúdio face ao encerramento do troço da Linha da Beira Baixa entre a Covilhã e a Guarda».

A moção apresentada pela vereadora do Casteleiro aos seus pares surgiu na sequência de um ofício que a CP endereçou ao Município do Sabugal dando conta da supressão do serviço rodoviário entre a Covilhã e a Guarda, que se mantinha devido às obras de modernização do troço ferroviário que une essas duas cidades beiroas.
O Governo retirou a reactivação do troço do Plano Estratégico de Transportes, ainda que se tenham gasto nos últimos anos mais de 10 milhões de euros em obras de modernização daquela via ferroviária, especialmente no túnel do Barracão, em pontes e plataformas.
O fim da ligação ferroviária acaba também com a estação do Barracão, oficialmente designada por «Estação do Sabugal».
A moção aprovada pelo executivo sabugalense critica a decisão do governo, considerando que ela é «mais um passo para o isolamento e a desertificação do nosso Concelho», pois priva as pessoas que viajam do e para o sul do país da utilização do comboio, restando-lhe apenas o meio de transporte rodoviário.
O encarecimento das deslocações rodoviárias, em razão dos aumentos sucessivos dos preços dos combustíveis e da introdução de portagens nas auto-estradas, faz com que as pessoas procurem naturalmente outras alternativas de transporte, sendo que o encerramento do troço da linha da Beira Baixa põe cobro a uma alternativa válida e economicamente vantajosa.
Transcrevemos a moção aprovada pela Câmara Municipal do Sabugal:
«O abandono do processo de modernização do troço da Linha da Beira Baixa entre a Covilhã e a Guarda é mais um passo para o isolamento e a desertificação do nosso Concelho, obrigando quem aqui mora e os sabugalenses que, vivendo a sul do País, ou em regiões servidas por aquela linha férrea, a utilizar apenas o meio de transporte rodoviário.
A lógica é sempre a mesma, a de confundir qualidade de serviço público com poupanças financeiras, como se o direito de cada português ao acesso em situação de igualdade daqueles serviços se medisse em mais ou menos euro!
Somos poucos, mas somos iguais em direitos ao de qualquer outro português.
Não aceitamos que, pouco a pouco, nos vão empurrando para a decisão de encerrar o Concelho, mudando-nos todos para o litoral!
Não aceitamos que nos coloquem perante situações de factos consumados, numa atitude que mais não é que a da condenação sumária à asfixia social e económica.
Obrigar quem queira deslocar-se às nossas terras por comboio a percorrer meio país, é de quem prefere encerrar de forma cega o serviço ferroviário, independentemente de questões de equidade social e territorial, ou de princípios de maior valia ambiental.
Num momento em que as deslocações rodoviárias custam cada vez mais, fruto dos preços exorbitantes dos combustíveis e da introdução de portagens nos principais acessos, o Governo da República encerra uma alternativa válida e economicamente mais vantajosa.
Assim, o Executivo do Município do Sabugal, reunido em 14 de Março de 2012:
Manifesta o seu total repúdio face ao encerramento do troço da Linha da Beira Baixa entre a Covilhã e a Guarda

plb

A agência Lusa noticiou que na Aldeia de João Pires, concelho de Penamacor, aos sábados, um grupo de mulheres esquece as limitações da idade e puxa pelo físico para aprender técnicas de defesa pessoal.

Nunca foram assaltadas, nem vivem com medo, mas «é uma forma de ganharem autoconfiança e estarem activas», como diz à agência Lusa o instrutor Alberto Mariano, voluntário que guarda os sábados para dinamizar actividades na região onde nasceu.
Além disso, praticam truques que podem usar «em último recurso», numa situação de risco.
Pode faltar agilidade «para fazer a espargata», mas «há técnicas específicas» que a população sénior pode usar: «por exemplo, quem já não levanta bem o pé, pode magoar a canela de um agressor».
Numa só tarde, Filomena Pires, de 74 anos, aprendeu a usar o movimento de braços com que despe uma camisola para afastar os braços de um estrangulador.
Lado a lado com outras dez vizinhas, descobriu que basta girar o pulso para fugir de quem a agarre e ficou a saber como dobrar o braço sobre o peito para travar algumas agressões.
plb (com Lusa)

El 17 de marzo de 2012, Oliveira do Hospital, en Portugal, acogió los actos del XXIII Gran Capítulo de la Cofradía Queijo Serra da Estrela. Descripción, fotos y vídeo del mismo. Como cada año desde 2007, en el que la Cofradía de Amigos de los Quesos del Principado de Asturias se hermanó con la Cofradía del Queijo Serra da Estrela, acudo a Oliveira do Hospital, a celebrar con nuestros «hermanos portugueses» su Gran Capítulo, su gran día del año.

Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Luis Javier del Valle VegaEn esta ocasión a diferencia de los dos últimos años, en el que acudimos solos Estela y yo, nos acompañaron los amigos Jorge Martínez, Jesús Solís y Aquilino Suárez, por lo que la Cofradía de Amigos de los Quesos y la del Quesu Gamoneu estuvieron representadas por dos personas y Doña Gontrodo sólo por Estela.
Siguiendo la costumbre de los últimos viajes, hemos aprovechado para hacer un poco de turismo y conocer dos ciudades que no conocíamos: Peso de Regua y Viseu. La una cabecera del Alto Douro Vinhaterio y la otra la principal ciudad de la región Däo-Laföes.
Peso de Regua, fundada a la vera del río Duero, consiguió de su puerto fluvial su sustento económico, del mismo salían los barcos rabelos, típico barco portugués de vela, encargados de transportar las barricas de vino de oporto de las bodegas sitas en la zona, hasta Vila Nova de Gaia y Oporto. En la actualidad la creación de presas en diferentes zonas del río en los años setenta, impide que los mismos sigan ejerciendo su función, obligando a realizar el transporte por carretera. Hoy en día, la ciudad ha crecido considerablemente, dependiendo prácticamente su economía de la actividad vinícola, de la que es cabecera.

Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Allí hemos comido estupendamente en uno de los restaurantes de vanguardia de Portugal, “Castas e Pratos”, ubicado en unos antiguos almacenes de graneles, pegados a la estación del ferrocarril, que cuenta con unas modernas y acogedoras instalaciones integrados en un peculiar marco. Su comida tradicional evolucionada de alta calidad y su amplía carta de vinos elegida como la mejor de Portugal en 2011, lo han ubicado en pocos años entre los grandes del país vecino.
Viseu, con más de 100.000 habitantes, es una de las ciudades más antiguas de Portugal, cuya existencia se remonta a la época castreña y tuvo una gran importancia en la época romana. Aglutina historia y modernidad, con restos romanos, iglesias que marcan el paisaje urbano y casas solariegas de arquitectura sobria, pero de imponente granito. Su Catedral, del siglo XVI aunque comenzada en el XII, bien merece una visita, como la iglesia de la Misericordia y el museo Grao Vasco, todo ello en la Adro de Sé, una de las plazas más bonitas de Portugal. La Plaza de Rossio, dónde está ubicado el Ayuntamiento y la cava de Viriato, con la escultura en honor del héroe lusitano, que parece ser estuvo asentado largo tiempo en la ciudad, son otras de las visitas obligadas.

Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

La modernidad de Visseu es palpable en el Centro Comercial Palacio de Gelo, dónde esta ubicado el Bar de Gelo, abierto en el año 2008, es único en Portugal y uno de los siete existentes en Europa. Tomarse un cóctel –única posibilidad existente, con la variante de con o sin alcohol – en sus instalaciones es una experiencia única, que no debe perderse.

Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

La siguiente parada fue en Caldas de Senhorim, entre Nelas y Oliveira do Hospital, dónde nos esperaban nuestros anfitriones. Este año, los actos del Capítulo se ceñían al sábado, no habiendo la clásica cena de recepción de los viernes. Ello no quitó para que disfrutáramos junto con Pedro Couceiro, su esposa Fatima y su hijo Nuno y de Antonio Serra Amaral y su esposa Gracia, de una estupenda cena en el restaurante Zé Pataco y de la gastronomía tradicional de la región Däo-Laföes, dónde no faltaron la Chanfaina y los arroces con costela y con marisco, todo ellos regado con los vinos de Däo, que para eso estábamos en el territorio de esta DOP.
A pesar de la gran sequía que hay en todo Portugal este año, la mañana del sábado amenazaba lluvia en nuestra salida de Meruge, el bello pueblo dónde Pedro y Fatima tienen su residencia, y antes de llegar al nuevo recinto ferial de Oliveira la misma hizo su aparición, estando presente casi toda la mañana, desluciendo en buena parte el amplio programa que la Cámara Municipal tenía dispuesto para la XXI Festa do Queijo Serra da Estrela e outros produtos locais de qualidade.
El programa de actos del Gran Capítulo, no contenía actos en la mañana del sábado, lo que permitió una visita tranquila a los múltiples puestos de todo tipo que había en el ferial, con largas paradas en los puestos de las cinco queserías acogidas a la Denominación de Origen Protegida “Queijo da Serra de Estrela” que tienen su sede en el municipio de Oliveira do Hospital, y cuyos responsables son ya conocidos de nuestras visitas anteriores.
A la hora de la comida, nos desplazamos al centro de la localidad, al restaurante Johnny´s, donde dimos cuenta de buenas carnes de vacuno. Al amigo Pedro le gusta llevarnos a sitios diferentes en cada comida o cena, y ello nos permite ir conociendo la diferente oferta gastronómica que existe en el municipio.
Había tiempo para el descanso, que mis compañeros de viaje aprovecharon, pero el que suscribe tenía trabajo. Un año más formaba parte del jurado del Concurso gastronómico “Com queijo Serra da Estrela”, teniendo el placer de ser el único de los miembros que ha estado en el mismo desde su inicio, en el año 2010. Esta edición tenía como novedad el cambio de nombre de concurso de dulcerías por concurso gastronómico, abriéndose a elaboraciones saladas, y que había cuatro elaboraciones realizadas por establecimientos profesionales, contando también con dos elaboraciones de alumnos de la Escuela de hostelería local. Al concurso se han presentado 14 elaboraciones, en el que se ha vuelto de poner de manifiesto la versatilidad del queijo, en sus diferentes elaboraciones, en la cocina.

Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

A las 17,30 horas comenzó el desfile de las veintisiete Cofradías españolas y portuguesas asistentes al Capítulo, que previamente nos habíamos ido concentrando en el recinto ferial, precedidos de la “banda Zambumbadas dos Pastores de Unhais da Serra” y de la Cofradía anfitriona.
Las cofradías portuguesas del Almas Santas de Areosa e do Leitäo, As Sainhas de Vagos, Barco Rabelo, Bucho de Arganil, Bucho Raiano de Sabugal, Cabritu da Serra do Caramulo, Cäo da Serra da Estrela, Carolos de Vila Nova de Oliveirinha, Chanfana, Doçaria de Tentúgal, Gastronómica de Bacalhau, Gastronómica de Laföes, Gastronómica de Madeira, Gastronómica do Norte Alentejano, Gastronómica de Pinhal do Rei, Gastronómica de Toiro Bravo, Gastronómica de Sever do Vouga, Gastronómica e enofilos de terras de Carregal do Sal, Leitäo de Barraida, Medronho de Tabúa, Ovos Moles de Aveiro, Queijo San Jorge y Sardinhas doces de Trancoso; las españolas de los quesos de Cantabria y del queso Manchego y las asturianas, formamos el vistoso desfile desde el recinto ferial en la parte norte de la ciudad, hasta la iglesia parroquial de la Exaltación de la Santa Cruz.
Allí se hicieron las fotos de familia, primero una sola de los miembros de la Cofradía anfitriona y otra conjunta de todos los asistentes. Las escaleras de esta iglesia de 1751, levantada sobre otra del siglo XIII y XIV, es el marco perfecto para tener un bonito recuerdo de esta acogedora ciudad.

Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

El desfile continuó rodeando el parque “Ciudad jardín” dejando a la derecha la bella capilla de Santa Ana, y concluir el vistoso desfile en la casa de cultura César Oliveira, lugar dónde se celebraría el acto oficial del Capítulo, volviendo de esta forma al recinto que nos había acogido hace años, ya que los dos últimos se habían realizado en el salón noble del Ayuntamiento, aquí llamada Cámara Municipal.
El Capítulo estuvo presidido por el Gran Mestre de la Cofradía, Manuel Freire Leal, escoltado por Diogo Albuquerque, Secretario de Estado del Ministerio de agricultura, desarrollo rural, medio ambiente, marítimo y ordenación del territorio del Gobierno de Portugal y el alcalde de la localidad José Carlos Aleixandro. A los que acompañábamos el que suscribe como representante de la Cofradía de Amigos de los Quesos del Principado de Asturias, Madalena Carrito presidenta de la Federación de cofradías gastronómicas de Portugal (compuesta por 70 cofradías) y los cofrades locales Joao Madanelo (Escribano) y Miguel Serra Amaral (Secretario), ejerciendo como maestro de ceremonias, el Gran Conseillero y alma mater de la Cofradía Pedro Couceiro.
Una vez más la Cofradía ha tenido el bonito gesto y amabilidad de situarnos en la presidencia y cedernos la palabra en la celebración del Capítulo, y más cuando estaban presentes otra Cofradía hermana (Queijo San Jorge) y la que los había apadrinado en su momento (Quesos de Cantabria).
Como años anteriores mi intervención de agradecimiento fue en portugués y en ella tuve un emotivo recuerdo para el difunto cofrade del Queijo, Carlos Magalhanes, cuya viuda Rosé se encontraba entre nosotros. Carlos era un enamorado de nuestra tierra asturiana, fue junto con Pedro Couceiro de los primeros que he conocido, y con él mantenía continuo contacto, siendo su fallecimiento fue un duro golpe. No fue posible devolvernos la visita que le hicimos el año anterior, a su residencia en el bello lugar de Mont´Alto en Arganil, con motivo de la celebración del Capítulo anterior. Descanse en paz.
Las intervenciones del Gran Mestre, del Alcalde, del Secretario de Estado, la mía propia y de la Presidenta de la Federación, precedieron al juramento de los numerosos cofrades de mérito y los de número – 8 más con lo que ya suman 78 cofrades-, y a la presentaciones de María Eugenia Lemos sobre como distinguir el queso con DOP.
Hélio Loureiro, cocinero reputado portugués, que presta sus servicios profesionales en el Hotel Palacio de Oporto, tiene un programa de cocina en la televisión portuguesa y es colaborador de la Festa do Queijo, en el que en esta edición y en la anterior realizó en directo un “show-cooking” con elaboraciones con el queso Serra, fue nombrado Cofrade de Mérito. Con Hélio he tenido el placer de ser compañero suyo en la edición anterior y en la presente del concurso gastronómico.

Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Este era un Capítulo para celebrar, si en del año anterior se había presentado la candidatura con la que la Cofradía, presentaba al queso que defienden como candidato a una de las 7 maravillas gastronómicas de Portugal, este año tocaba reconocer a todos los involucrados por haberlo obtenido, de diferente forma.
A las Cámaras Municipales de toda la comarca de la Serra de Estrela, se les nombraba Cofrades de Mérito. Los alcaldes de Aguiar da Beira, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Manteigas, Seia y Tabúa, accedieron al estrado a recibir los honores y jurar como cofrades. Estas ocho Cámaras fueron junto con la de Oliveira do Hospital – que no fue nombrada, al serlo ya- las que dieron el apoyo oficial a la candidatura.
El otro reconocimiento se realizaba a los ganaderos suministradores de leche y a las cinco queserías elaboradoras de queso, pertenecientes al municipio de Oliveira do Hospital, acogidos y registrados en la Denominación de Origen Protegida Queijo Serra da Estrela. Todos los presentes recibieron su diploma “7 Maravillas de la Gastronomía” como parte involucrada principal, en la obtención del galardón obtenido por votación popular de todos los portugueses. Otros no lo pudieron recoger al estar trabajando, y es que la hora de entrega coincidía con la hora del ordeño de la tarde.
El concurso “7 Maravillas de la Gastronomía” se celebro por iniciativa de la RTP1 (Radio televisión portuguesa) siendo está la primera y única vez que se realizaba. El 10 de septiembre, la ciudad de Santarém, acogió la entrega de los reconocimientos a los productos premiados. Y allí estuvo una nutrida representación de la Cofradía y de la Cámara Municipal, para recoger el reconocimiento del Queijo Serra da Estrela como la maravilla gastronómica de Portugal en la sección “Entradas”, recibiendo ni más ni menos que 900.000 votos.
Los otros seis nombramientos han correspondido, a:
– Sección de sopas: El caldo verde.
– Sección de pescado: Sardinha asada.
– Sección de mariscos: Arroz de marisco.
– Sección de carnes: Leitäo (lechón) da Bairrada.
– Sección de caza: Alheira de Mirandella, y
– Sección de repostería: Pastel de Belém.
Para celebrar que en el acto, estábamos presentes todas las Cofradías que defendemos quesos en la península ibérica, en la que sólo faltaba la del Idiazabal, no quisieron desaprovechar la ocasión para hacerlo ver al resto de asistentes, y un representante de cada una de ellas subió al escenario, dónde han entregado un recuerdo del encuentro y dado por concluido el acto oficial. Los representantes de las portuguesas de San Jorge y Serra da Estrela, las españolas del de Cantabria y Manchego, y las asturianas del Principado de Asturias y del Gamoneu – que asistía por primera vez a este Capítulo- subimos hermanados al estrado.

Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Cabe destacar que después del acto oficial, ha tenido lugar el encuentro oficial entre dos de las tres únicas Cofradías de la península ibérica, cuyos cofrades son únicamente mujeres, la portuguesa de As Saiñas, de Vagos, en Aveiro y de Doña Gontrodo, de Oviedo. Ellas, junto con las Peralta de Portugal y la de Venecia, son las cuatro únicas europeas compuestas únicamente por mujeres. Seguro que de este encuentro, saldrán estupendas relaciones.
El Capítulo concluyó con la cena de hermandad realizada en la cercana Casa dos Espíritos, bonita discoteca habilitada para recoger la misma, dónde el catering del restaurante Visconde de Touriz (Taugá) fue el elegido para servir el menú. Este estuvo compuesto por:
– Buffet de entradas, compuesto por: queso Serra da Estrela y Serra da Estrela velho, queijinhos de oblea frescos pimenta e ervas, mantenga de oblea do Monte Maior, queijo creme, iogurte das nossas obleas con mel, henchidos das Beira, Leitöa da Bairrada y Chanfana. Estas dos últimas gentileza de las Cofradías que defienden estos productos, presentes en el acto.
– Crema de zanahoria con cubos de naranja y miel.
– Borrego Serra da Estrela al horno con castañas, y
– Requesón Serra da Estrela con dulce de calabaza, cosa dulce con queso Serra (realizada con receta de Hélio Loureiro), otros dulces y frutas y pastéis de Tentúgal y ovos moles de Aveiro, gentileza igualmente de otras dos Cofradías presentes.
Estupenda cena, regada con los estupendos vinos de la D.O.P. Däo, que abarca la zona limítrofe con Oliveira, a un precio muy razonable de //35// € y que dio paso a una agradable velada de un buen grupo, con la discoteca ya funcionando como tal.

Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

De domingo, atendiendo la invitación del matrimonio Mendes –Carolina y Joan- nos desplazamos a la localidad de Alvôco das Várzeas, perteneciente al municipio de Oliveira, dónde disfrutamos de su hospitalidad y de su bello pueblo.
Tocaba el almuerzo de despedida con toda la familia Couceiro, en Casa Carlos, en la cercana localidad de Ponte de tres Brazos. Lo dicho Pedro, no se cansa de mostrarnos ofertas gastronómicas diferentes, y nosotros encantados.
Las compras en Oliveira, dónde aún es posible adquirir productos a precios más que interesantes, fueron la despedida a un espléndido fin de semana, dónde un año más pudimos renovar nuestro hermanamiento y estrechar los lazos de amistad que nos unen con una buena parte de los cofrades queseros. En mayo, con motivo del Gran Capítulo de Doña Gontrodo, tendremos ocasión de corresponderles todas sus atenciones.

«Vivir sin amigos, no es vivir.» Cicerón, Marco Tulio (106-43 a.C).
Luis Javier del Valle Vega

El 17 de marzo de 2012, dentro de los actos de la XXI Festa do Queijo Serra da Estrela, en Oliveira da Hospital, se ha celebrado este III concurso, en el que he tenido el placer de ejercer de jurado. O artigo junta recetas y fotografías de los platos.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Luis Javier del Valle VegaNuestra Cofradía hermana, del Queijo de la Serra da Estrela, celebra su Gran Capítulo coincidiendo con esta festa o feria, motivo por el cual me desplazo todos los años a esa acogedora ciudad portuguesa. Dentro de los múltiples actos que organiza la Cámara Municipal, se encuentra este concurso, en el que he tenido el placer de estar invitado como jurado en las tres ediciones del mismo, en el cuál he compartido compañeros diferentes, siendo el único que ha asistido a las tres ediciones.
El concurso se realizó dentro del marco de la XXI Festa do Queijo de la Serra da Estrela e outros produtos locais de qualidade, ante la presencia del público asistente a la misma.
Las novedades de este año han sido básicamente dos, una la presentación de platos salados, lo que ha motivado el cambio de nombre, pasando de ser concurso de dolçerias a gastronómico, y la segunda la presentación de profesionales y establecimientos de hostelería. Al igual que en la edición anterior, se han presentado alumnos de la Escuela de hostelería del municipio.
Los platos presentados a concurso tenían que contener Queijo Serra da Estela, en algunas de sus variedades o algunos de sus derivados, es decir Queijo Serra curado, Queijo velho de la Serra, fresco y requesón. Los concursantes presentados han sido catorce, tres más que en la edición anterior, suministrando la organización a los miembros del jurado un folleto con las recetas de los platos presentados. Los premios, en metálico, para los tres primeros clasificados de eran de 100 €, 75 € y 50 €, respectivamente.
El jurado lo hemos formado cinco personas, el cocinero Helio Loureiro, que cuenta con el programa Gostos y Sabores de la RTP, presta sus servicios profesionales en el Hotel Palacio de Oporto y es colaborador de la Festa, en el que realiza en directo un show-cooking; Soledad Abrantes, cocinera del restaurante de la Cámara Municipal de Oliveira; Antonio Moniz Palme, representando a la Cofradía del Queijo Serra da Estrela; Zacarías Puente, representando a la Cofradía del Queso de Cantabria, y el que suscribe en representación de la Cofradía de Amigos de los Quesos del Principado de Asturias. Estaba igualmente prevista la presencia de Mariana, de la quesería Dos Lobos, en representación de los productores de quesos, que al final no pudo asistir. La concejal de cultura de la Cámara Municipal, María Silvia, coordinó el concurso.
La puntuación ha realizar total, comprendida entre 1 y 20 puntos, estaba compuesta por 5 apartados, cada una con un porcentaje diferente. En concreto, estos eran: degustación (40 %), presentación (30 %), originalidad de la receta (15 %) otras consideraciones del jurado (10 %) y viabilidad comercial (5 %). Aunque había que especificar entre salado o dulce, los premios no distinguían unos de otros, ni si eran de profesionales o de aficionados.
La prueba de los diferentes platos, se ha realizado delante del público asistente y en un momento del mismo, nos han visitado las autoridades que recorrían la feria, que no han dudado en degustar la que se estaba evaluando en ese momento. El sobrante de cada elaboración podía ser degustado por el público asistente.
Los tres primeros premios, han correspondido:
Primer Premio:
Categoría: Dulce.
Nombre plato: Delicia de la abuela serrana.
Nombre del participante: Restaurante Principe da Cidade.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 5 huevos.
– 100 gramos de azúcar.
– 1 dl de agua.
– 4 dl de natas.
– 400 gramos de queso fresco de oblea.
– 1 bote de leche condensada.
– 100 gramos de galletas María.
Elaboración:
1 – En un tazo verter las yemas de los huevos, el azúcar y el agua.
2 – Poner a fuego, moviendo siempre, hasta que este ligado y retirar del fuego.
3 – Batir bien las natas, junto con el queso y la leche condensada, hasta que quede una mezcla homogénea.
4 – Batir las claras de los huevos y mezclar bien con las dos mezclas anteriores.
5 – Triturar bien las galletas y decorar con ellas.

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Segundo Premio:
Categoría: Salado.
Nombre plato: Hojaldre de queso.
Nombre del participante: Escuela Hostelería de Oliveira do Hospital.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– Masa filo.
– Manteca de oveja.
– Queso da Serra.
– 1 dl de natas.
– 100 gramos de nueces.
– 2 hojas de gelatina neutra.
– Sal.
– Pimienta.
Elaboración:
1 – Pintar la masa filo con la manteca y hornear a 180º C.
2 – Batir las natas y mezclar con la sal y la pimienta.
3 – Picar bien las nueces y mezclar con la gelatina previamente derretida.
4 – Colocar una base de masa filo con queso Serra y poner encima otra base de masa filo. Encima colocar la mousse de nuez y terminar con otra capa de masa filo.
5 – Decorar al gusto.

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Tercer Premio:
Categoría: Dulce.
Nombre plato: Quesada de requesón con cabello de ángel.
Nombre del participante: María Isabel Mendes.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 330 gramos de requesón.
– 2 huevos.
– 8 yemas de huevos.
– 200 gramos de azúcar.
– 100 gramos de cabello de ángel.
– Canela.
Elaboración:
1 – Mezclar el requesón con el azúcar.
2 – Posteriormente añadir los 2 huevos, las 8 yemas, el cabello de ángel y un poco de canela en polvo.
3 – Mezclar bien todos los ingredientes.
4 – Verter el preparado en moldes, previamente untadas con un poco de manteca.
5 – Cocer en el horno a una temperatura de 180º C.

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El resto de participantes, han sido:
Categoría: Salado.
Nombre plato: Olibeiräo.
Nombre del participante: Joao Manuel Martins Quaresma.
Localidad: Santa Ovaia.
Ingredientes:
– 200 gramos de masa de pan de trigo o de centeno.
– 100 gramos de Aldeira Beira Alta. La Aldeira es un embutido de diferentes carnes troceadas.
– 100 gramos de queso de oveja curado y seco.
– 100 gramos de manzana Bravo Esmolfe (es un tipo de manzana local).
– 1 yema de huevo.
Elaboración:
1 – Con un rollo de cocina, extender la masa de pan hasta obtener un grosor de 0,5 cm, y cortar en cuadrados de 10 cm.
2 – Retirar la piel del embutido y cortarlo en rodajas.
3 – Pelar la manzana, quitarle el corazón y cortarlas en rodajas.
4 – Cortar el queso rodajas finas.
5 – Colocar encima de la masa, el embutido, la manzana y el queso.
6 – Hacer un bollo con la masa, cerrando bien los laterales.
7 – Pintar la masa con la yema del huevo, y cocer en el horno a 200º C durante cerca de 10 minutos.

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Categoría: Dulce.
Nombre plato: Cascada de Estrela.
Nombre del participante: Isabel María Gouveia Ribeiro Neto.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes, para 4 personas:
– 1,5 dl de agua hirviendo.
– 50 gramos de manteca.
– 60 gramos de harina, tipo 55.
– 2/3 huevos de considerable tamaño.
– 1 requesón de unos 200 gramos.
– 200 gramos de dulce de frambuesa.
– 100 gramos de dulce de cabello de ángel.
– 100 gramos de geleatina de frambuesa
– Nueces y raspas de chocolate para decorar.
Elaboración:
1 – En un tazo verter el agua y la manteca, hasta que comience a hervir.
2 – Retirar del fuego y mezclar muy bien con la harina. Poner al fuego hasta que quede la mezcla suelta.
3 – Echar la mezcla en una manga pastelera y hacer unos bollos pequeños, que se meten en el horno, previamente calentado durante 20 minutos.
4 – Una vez cocidos, retirar y dejar enfriar.
5 – Mezclar bien el dulce de frambuesa y el requesón.
6 – Hacer un corte en los bollos y rellenar con la mezcla anterior.
7 – Disolver la gelatina de frambuesa con el cabello de ángel, las nueces y el chocolate.
8 – Verter por encima de los bollos y meter al frigorífico a enfriar.

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Categoría: Dulce.
Nombre plato: Tarta de requesón con dulce de calabaza.
Nombre del participante: Restaurante típico Marques.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 1 base de masa hojaldrada.
– 3 huevos.
– 3 cucharas grandes de azúcar.
– 1 cuchara grande de harina.
– Dulce de calabaza al gusto.
– 20 cl. de natas.
– 1 requesón.
Elaboración:
1 – Colocar sobre la masa hojaldrada en una fuente y cubrirla con el dulce de calabaza.
2 – Mezclar bien los huevos, con las natas, el azúcar, el requesón y la harina.
3 – Verter sobre la fuente.
4 – Poner a cocer en el horno a 180º / 200º C.

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Categoría: Dulce.
Nombre plato: Quesada de requesón.
Nombre del participante: Silvio Antonio da Costa Lourenço.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
Para la masa de la quesada.
– 500 gramos de harina.
– 200 gramos de margarina.
– Agua.
Para el relleno.
– 300 gramos de requesón.
– 100 gramos de harina.
– 200 gramos de azúcar.
– 4 huevos.
– 50 gramos de margarina.
– Un poco de canela.
– 0,50 cl de leche.
Elaboración:
1 – Preparar una masa para la quesada, con la harina, margarina y agua.
2 – Mezclar el requesón con el azúcar, y luego con los huevos, la margarina, la leche y la canela.
3 – Forrar moldes con la masa y verter la mezcla anterior.
4 – Cocer en el horno a una temperatura de 180º /200º C.

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Categoría: Dulce.
Nombre plato: Bizcocho de requesón con dulce de calabaza.
Nombre del participante: Anabela Lobo Osório.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 300 gramos de requesón.
– 200 gramos de azúcar.
– 4 huevos.
– 0,50 dl de leche.
– 50 gramos de margarina.
– 10 gramos de levadura en polvo.
– 350 gramos de harina.
– Dulce de calabaza al gusto.
Elaboración:
1 – Batir bien las claras con el azúcar, y juntar con las yemas, la leche, la margarina y el requesón.
2 – Juntar la mezcla anterior bien con la harina y la levadura.
3 – Untar un recipiente redondo hondo con manteca.
4 – Verter la mezcla en el recipiente y meter a cocer en el horno.
5 – Una vez frío, partir por la mitad y rellenar con el dulce de calabaza. Igualmente con el dulce decorar la parte superior.

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Categoría: Salado.
Nombre plato: Lazos de requesón con presunto.
Nombre del participante: Vitor Rafael Osório Cruz.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– Harina, para hacer masa hojaldrada.
– Margarina, para hacer masa hojaldrada.
– 300 gramos de requesón.
– 3 huevos.
– 100 gramos de jamón serrano.
– Hierbas aromáticas.
Elaboración:
1 – Hacer una masa hojaldrada, con la harina, la margarina y agua.
2 – Preparar una mezcla con el requesón, los huevos, el jamón y las hierbas aromáticas.
3 – Cortar la masa hojaldrada en rectángulos y rellenar con la mezcla anterior. Enlazar los extremos con una tira de jamón.
4 – Cocer al horno.

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Categoría: Salado.
Nombre plato: Tartaletas con requesón y salmón ahumado.
Nombre del participante: Bárbara Marina Osório da Cruz.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– Harina, para hacer masa hojaldrada.
– Margarina, para hacer masa hojaldrada.
– 300 gramos de requesón.
– Salmón ahumado al gusto.
– Hierbas aromáticas.
– 2 yemas de huevos.
Elaboración:
1 – Hacer una masa hojaldrada, con la harina, la margarina y agua.
2 – Hacer unas tartaletas con la masa, colocar en moldes y cocer al horno. Dejar enfriar una vez sacadas.
3 – Mezclar bien el requesón, las hierbas aromáticas y rellenar las tartaletas.
4 – Decorar con el salmón ahumado.

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Categoría: Dulce.
Nombre plato: Pudín de requesón.
Nombre del participante: Vitor Manuel Martins da Cruz.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 400 gramos de requesón.
– 500 gramos de azúcar.
– 12 huevos.
– 1 cuchara de licor de almendras.
– 300 gramos de harina.
– Canela al gusto.
– Corteza de 1 limón.
Elaboración:
1 – Mezclar bien el requesón con el azúcar, y luego con los huevos, el licor de almendra, la corteza del limón y la harina.
2 – Verter la mezcla en un molde.
3 – Cocer al baño maría.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Salado.
Nombre plato: Serrabulho doce con queijo da Serra.
Nombre del participante: Boutique Hotel Quinta de Geia.
Localidad: Aldeia das Dez.
Ingredientes:
– Medio bol de sangre de cerdo cocida.
– 1 bol de azúcar.
– 100 gramos de almendras laminadas.
– 1 palo de canela.
– 2 cucharadas de tocino de cerdo derretido.
– 2 bollos de pan.
– 1 bol de queso Serra
Elaboración:
1 – Hacer un almíbar con el azúcar y un poco de agua.
2 – Echar al almíbar, las almendras, el palado de canela y la sangre de cerdo troceada.
3 – Una vez cocido un poco, añadir los bollos de pan cortados en láminas finas y con el tocino de cerdo.
4 – Dejar hervir todo junto durante 2-3 minutos y echar el queso cortado en tacos pequeños.
5 – Decorar con almendras laminadas, unos trozos de queso y palos de canela.
Servir como un postre.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Dulce.
Nombre plato: Queijatina.
Nombre del participante: Escuela de Hostelería de Oliveira do Hospital.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 3 yemas de huevos.
– 150 gramos de azúcar.
– 50 ml de miel.
– 1 requesón de unos 300 gramos.
– 2 hojas de gelatina.
– 250 ml de natas.
– Agua.
Elaboración:
1 – Batir las yemas de los huevos.
2 – Hacer un jarabe con las la miel, el azúcar y un poco de agua.
3 – Verter el jarabe sobre las yemas y batir y mezclar muy bien.
4 – Batir las natas y mezclar bien con la mezcla anterior.
5 – Mezclar bien todo lo anterior con el requesón.
Enfriar, y servir con en vasos con grosellas y galleta laminada.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Categoría: Dulce.
Nombre plato: Tentación serrana.
Nombre del participante: Carina Micaela Neto.
Localidad: Oliveira do Hospital.
Ingredientes:
– 1 requesón de unos 300 gramos.
– 6 yemas de huevos.
– 100 gramos de azúcar.
– 1,5 dl de agua.
– 100 gramos de galletas.
– 100 gramos de almendras laminadas.
– 1 palo de canela.
– 1 corteza de limón.
Elaboración:
1 – Preparar un jarabe, con el azúcar, el palo de canela, la corteza de limón y un poco de agua.
2 – Mezclar bien las yemas con el requesón desecho y mezclar todo con el jarabe anterior.
3 – Engordar la mezcla anterior con las galletas y las almendras, en el fuego.
4 – Verter lo anterior en un molde y meter a cocer al horno.
5 – Decorar al gusto.
Observaciones: Esta mezcla se puede aprovechar para rellenar unos pasteles de masa quebrada.

Concurso Gastronomia Capítulo Confraria Queijo Serra Estrela

Una vez más se ha puesto de manifiesto la versatilidad del queso en cocina, y que el concurso se va consolidando, si el primer año habían participado 7 concursantes, el año anterior fueron 10 y este 14, lo que significa un buen incremento. También es positivo que al mismo se hayan sumado profesionales, lo que igual a corto plazo deriva en realizar dos apartados, uno para profesionales y otro para aficionados. Lo mismo ocurre con preparaciones saladas, que es la primera vez que se presentan, al igual que en el apartado anterior, haber si en próximas ediciones, es posible hacer dos categorías.
Sin embargo, a mi entender, habría que ver la forma de potenciar el queijo Serra curado, como ingrediente principal, en las tres ediciones hay un exceso de elaboraciones que tienen como base el requesón (siempre de oveja) en detrimento de otros tipos de producto como el queso fresco, el amanteigado, el curado o el velho. En esta edición diez recetas (71,42 %) tenían como base el requesón, por solamente una de queso fresco y dos con queso curado, y uno ha echado en menos la fuerza tan peculiar del queso Serra, sobre todo cuando esta amanteigado, como dicen allí.
Mi felicitación a la Cámara Municipal por llevar a cabo esta iniciativa, y animarles a que la difundan entre sus ciudadanos y los asistentes a la festa, es un complemento ideal y puede ser un buen soporte de la semana de gastronomía “Paladares da Beira Serra, um outro sabor” que se desarrolla en el municipio durante la semana de la festa.
Igualmente agradecerles, tanto a la Cofradía Queijo Serra da Estrela como a la Cámara Municipal, que hayan pensado en mi persona, para formar parte del jurado del mismo.

«Se gana por lo que se sabe, no por lo que se hace.» Larreta, Enrique (1875-1961) novelista y diplomático argentino.
Luis Javier del Valle Vega

O Departamento Ciências do Desporto da Universidade da Beira Interior (UBI) promove este ano a terceira edição das Actividades Científicas na Escola, subordinadas ao tema «O desporto na compreensão do homem», nos dias 13 e 19 de Abril e 4 de Maio.

A Professora Dulce Esteves, uma das coordenadoras deste projecto educativo, informou que o mesmo pretende promover o desenvolvimento integrado das crianças do 1º ciclo (Escola de Santo António, Escola dos Penedos Altos e Conservatório da Covilhã), usando a actividade física e o desporto como instrumento de aprendizagem.
Na edição deste ano serão abordados os conteúdos relacionados com o balanço energético (Que calorias têm os alimentos? quantas calorias ingerimos e como as gastamos? Quanto tempo tenho de correr para gastar as energias de um chocolate? E de um hambúrguer?) e com o Movimento e Equilíbrio (O que é o centro de massa?; Como fazemos força? Como nos equilibramos? Como temos precisão?); Frequência Cardíaca (Como funciona o Coração?; Será que a FC só aumenta com o esforço?; Como podemos Controlar a nossa FC?)
Os docentes coordenadores são a Profª Kelly O’Hara; o Prof Rui Brás e Profª Dulce Esteves, contando com a participação dos Alunos de Ciências do Desporto.
plb

Todos os anos, no primeiro fim-de-semana de Outubro vou em excursão, com as gentes de Aldeia de Joanes a Fátima, inserido na Grande Peregrinação Franciscana, que se realiza a nível nacional. É interessante que a veneração a S. Francisco de Assis, tem alguma implementação na zona circundante do Fundão. Imagens, capelas e conventos são sinais dessa presença. Na viagem e na Cova da Iria, cruzamo-nos e encontramos oriundos de Aldeia Nova do Cabo, de Alpedrinha, de Castelo Novo e do Fundão.

É interessante ir em comunidade, compartilhar e partilhar os nossos farnéis, estarmos numa proximidade de uns com os outros.
Dormimos, descansamos na Casa de Nossa Senhora de Fátima, das Servas de Jesus, da Diocese da Guarda. Ali temos a simpatia e simplicidade das Irmãs e todas as condições para partilharmos as nossas refeições.
Chegados no Sábado, deslocámo-nos para a Igreja da Santíssima Trindade, onde em conjunto com milhares de «Irmãos Franciscanos», da Família Franciscana, assistimos à Eucaristia, presidida por um Bispo de Moçambique, em que não faltou a pregação inflamada, interessante, oportuna, mas curta do Padre Vítor Melícias, exaltando a mensagem fraterna de Francisco de Assis e da Obra Franciscana em Portugal e no Mundo.
O Grupo Coral das Irmãs Franciscanas com a sua música litúrgica e vozes apuradas, convidam-nos para um ambiente de espiritualidade e de fraternidade.
Á noite, com tempo de verão, milhares de pessoas incorporam-se na Procissão das Velas, com um caudal comovente de luz e de fé.
No Domingo de manhã, percorri as proximidades da Igreja da Santíssima Trindade. Fico sempre encantado com a sua beleza e grandiosidade. Paro junto das diversas portas imponentes e trabalhadas com inscrições evangélicas de salvação. No seu interior, admiro e medito no painel em tons dourados, suavíssimo atrás do altar, obra com simbologia bíblica. Olho para a figura simples, forte, escura e poderosa na sua agonia de um Cristo Crucificado. Junto ao altar a imagem branca de Nossa Senhora, com muita espiritualidade e leveza, fazendo-me lembrar uma jovem camponesa trajada à moda das pastorinhas. No centro do altar, um relicário com um pedacinho de uma pedra do túmulo de S. Pedro de Roma a dar-nos a imagem da universalidade da mensagem de Fátima.
Cá fora, olho para aquela altíssima e estilizada cruz e mais à frente a Estátua de João Paulo II. Aqui fico em silêncio alguns minutos. Não posso ir a Fátima sem fazer uma visita obrigatória a este saudoso Papa. Desta vez toquei-lhe acentuadamente no seu manto pontifício, como que o agarrei e pedi-lhe muito baixinho uma graça muito especial, que só ele ouvisse, porque há sempre muita gente junto dele. Foi-me concedida, bem-haja, João Paulo II.
Ali está, numa escultura notável, repleta de piedade e comovente autenticidade, concebida por um seu conterrâneo, com a anotação das viagens ao Santuário de Fátima.
Terminadas as Cerimónias Dominicais, com o inesquecível adeus à Virgem, regressamos a Aldeia de Joanes, num são e agradável convívio, numa jornada franciscana muito feliz e de espiritualidade.
Regressámos às nossas normalidades da vida, com cadências, ritmos, com altos e baixos, pressas e paragens e esperanças. São estes momentos de espiritualidade que nos devem fazer mais fortes e seguros para resistir às inúmeras dificuldades e austeridades. Porém, devemos estar sempre vigilantes e activos.
Uma palavra de simpatia e agradecimento, para o Senhor Higino Serra Cruz que todos os anos organiza esta Peregrinação da Família Franciscana, e desta vez, me proporcionou escrever estes «OLHARES DE FÁTIMA» e a todos os acompanhantes de Aldeia de Joanes.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

Alguns sabugalenses residentes no concelho do Fundão vêm manifestando o desejo de saberem quantos conterrâneos imigraram para a Cova da Beira. Até hoje, existiu apenas o desejo e nada mais. Nesta data, António Alves Fernandes, natural da Bismula e António Vicente Leal, natural da Bendada, vão concretizar esse desejo.

Assim, nada melhor que uma boa mesa. No dia 1 de Maio, no restaurante Fernandes, sediado na estrada entre Aldeia de Joanas e Telhado, no local da Borralheira, haverá um almoço extensivo a todas as pessoas do concelho do Sabugal, extensivo às respectivas famílias, residentes no Concelho do Fundão.
As inscrições estão abertas até 22 de Abril do corrente ano, para António Alves Fernandes, com telefone 275752726/962820107 e António Vicente Leal com o telefone 275771937/933635637.
Ementa do Almoço:
– Sopa das Festas
– Cozido à Portuguesa
– Salada de Frutas
– Bebidas – Refrigerantes – Água e Vinho
– Café
O Preço desta refeição será de 10 euros, para maiores de dez anos. Para os menores de cinco a dez anos o preço será de 5 euros.
Inscreva-se e junte-se a nós – venha conviver!
Venha conhecer e recordar velhos tempos.
António Alves Fernandes

«Saída Patada da Mula» é o nome da caminhada que a associação Transcudânia – Associação Cultural do Concelho do Sabugal – vai realizar na Serra da Malcata, no dia 25 de Março.

A Transcudânia esclarece que este será um «percurso pedestre pelo trilho da Patada da Mula, pela Serra da Malcata, onde se pode observar a fauna, a flora e a bela paisagem da Serra», dando assim o mote para um dia diferente, a passar em contacto com a Natureza e os seus encantos.
O ponto de encontro será a entrada Norte da aldeia do Meimão, pelas 9 horas do dia 25 de Março.
A associação aconselha os participantes a não se esquecerem de transportar consigo um almoço volante, água, calçado apropriado para caminhadas, binóculos e câmara fotográfica.
Os interessados em participarem nesta aliciante «saída» deverão inscrever-se até ao dia 20 de Março através do contacto de telemóvel 917906406.
O preço de inscrição é de 3 euros para não sócios, sendo porém gratuito para os associados da Transcudânia.
A Associação informou ainda que apoia e aconselha igualmente à participação na «Caminhada pelo Castanheiro do Guilhafonso», que terá lugar no dia anterior, 24 de Março, organizada pelo Núcleo da Quercus na Guarda.
Trata-se da caminhada do Dia da Árvore, pelo que seguirá o trilho que conduz ao célebre Castanheiro do Guilhafonso, um dos mais belos exemplares de Portugal. A partida para este passeio pela natureza acontecerá na rotunda da Rasa, ás 9 horas.
plb

Nasce na Primavera de 1923, em Terras Beirãs, na Freguesia de Vila Cova à Coelheira, num ambiente rural, de uma família de agricultores, a dois passos da sede do Concelho – Seia – já com indústrias ligadas à manufactura dos tecidos, da lã, do queijo e do turismo da Serra da Estrela.

Feito o exame da 4ª Classe ingressa no Seminário do Fundão no ano de 1936. Em Agosto de 1946, um ano depois do fim da II Grande Guerra é ordenado sacerdote, vivendo o País uma grave crise económica, como a de hoje, talvez com diferenças, havia a cultura dos valores, da palavra, da ética, da honra e da dignidade.
Inicia a sua missão sacerdotal nas Minas da Panasqueira, em S. Jorge da Beira, onde vive e convive com a problemática social e humana das gentes mineiras, dos seus dramas, das mulheres viúvas, dos filhos órfãos, da exploração desenfreada e da maldita doença da silicose.
Regressa ao Fundão, sendo Pároco nas Donas, onde baptizou um menino, que mais tarde foi Primeiro-Ministro de Portugal, em Valverde, apoia o Seminário Menor do Fundão e os rapazes do Abrigo de S. José.
Em 1959 é convidado para ir trabalhar com os Jovens do Patriarcado de Lisboa, saindo da Diocese da Guarda, como aconteceu a muitos outros dinâmicos sacerdotes.
Em 1968 é nomeado Pároco em Venda do Pinheiro onde tem o seu nome inscrito na toponímia e em Torres Vedras. Sei, conheço uns medíocres e míopes que não vêem com bons olhos estas distinções, mas deve fazer-se justiça a quem a merece, fruto de trabalho, de missão evangelizadora, não se acomodam.
Em 1973 é professor no Montijo, e nomeado Assistente Regional do CNE de Setúbal, conforme ordem de serviço da Junta Central nº323 de Abril, desse ano, mantendo-se até 1994, isto é durante vinte e cinco anos, digo bem, vinte e cinco anos ao serviço dos jovens escuteiros
Durante este percurso e nos anos de 1975 a 1980 é Director do Externato Diocesano Manuel de Mello, no Barreiro, nos anos de 1980 – 1993 Director do Colégio Frei Luís de Sousa de Almada e Director Espiritual do Seminário Diocesano de Setúbal.
Em 1993 é nomeado por essa figura impar do episcopado português – D. Manuel Martins, Vigário Geral da Diocese de Setúbal.
Conheci o Padre Alfredo Brito nos anos oitenta em diversas actividades escutistas da Região de Setúbal, e nos convívios que mantinha com os meus familiares. Marcou-me muito pela proximidade que mantinha com o movimento escutista, não faltando às reuniões e eventos que exigiam a sua presença. Também vi sempre neste sacerdote uma grande liderança e de diálogo construtivo, não se perdendo com banalidades, futilidades, enfrentado com rigor, disciplina, autoridade e aprumo os problemas e tomada de decisões.
Não há jovem escuteiro da Região de Setúbal que não conheça a acção, a missão deste Assistente Regional, do Padre Alfredo Brito.
Em 1986 pelos importantes serviços prestados ao Escutismo, é o primeiro elemento deste movimento da Região de Setúbal, a receber a máxima condecoração daquela instituição, O Colar Nuno Álvares.
Ao Centro de Educação e Ambiente da Arrábida, propriedade da Junta Regional de Setúbal é-lhe atribuído o nome de Padre Alfredo Brito.
O Livro «A História do Escutismo em Setúbal e na Região», de Francisco Alves Monteiro, um escuteiro que fez caminhada com o Padre Alfredo Brito ilustra muito bem através de fotografias e de textos a obra impar, deixada por aquele inesquecível Assistente Regional.
Há oito anos o Divino Chefe chamou-o para o eterno acampamento e regressou á terra que o viu nascer, às suas origens graníticas e serranas. Bem-haja Padre Brito pelo que fez na formação da Juventude. Este texto é para MEMÓRIA FUTURA!
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

Teresa Duarte Reis - O Cheiro das Palavras - Capeia ArraianaBelmonte, castelo que conheço desde jovem, Senti sempre, aquele respeito devido, pela paz que me inspirava, pela altivez que mostrava, mesmo quando o visitava com os alunos. Também o vi melhorar e revalorizar com um anfiteatro que o tornou palco de atuações e festas. Sinto sempre ali o espírito dos «Cabral», a força das memórias Sefarditas – agora com Museu Judaico e Sinagoga – a magnitude das muralhas, atualmente enriquecidas e vivas com as Feiras que nos transportam aos tempos medievais, onde ele se impunha alerta, como guarda das gentes e dos povos beirões.Centum Cellas parece continuar essa vigia, quer tenha sido ela prisão, albergaria ou residência. A sua imponência gera também o respeito que devemos a estes guardiões de pedra que distinguem fortemente épocas longínquas, mas de qualquer forma marcantes na vida dos povos.

Belmonte

BELMONTE

Ó Belmonte, agora és tu
Que eu canto em simples voz
O teu coração é serrano
Tua raiz medieval
Viveste com as descobertas
Dos navegadores de Portugal.

Existias com a estrada Romana
Entre Bracara e Emerita Augustas
Fala-se de Afonso Henriques
E em Centum Cellas sua história
Em 1199 o rei D. Sancho
Deixou no foral sua memória.

Pertenceste à Sé da Guarda
Pela doação dum Papa Alexandre
Com os devidos direitos episcopais
Castelo e torre com Dinis construídos
Como em XII ou XII se confirma
O castelo e torre de menagem erguidos.

Alcanizes também viveste
Como tantos teus congéneres
Alargando fronteiras oeste
Mas perdeste com o tratado
O povo extramuros, segundo lemos
Ter-se-ia então alargado.

Na crise da independência
Perdeste parte das muralhas
E por D. João primeiro
Foste depois confiscado
Aberta a Porta da Traição
Quando a Luís A. Cabral doado.

Doado depois por Afonso V
A um Cabral de nome Fernão,
Pai do conhecido Pedro Álvares
Foste Residência Senhorial
E nunca mais deixaste de ser
Da família dos Cabral.

Com baluartes modernizado
Um incêndio te danificou
E ainda em XVIII arruinado
E em XX eras prisão
Mais tarde Monumento Nacional
O IPPAR abriu-te aos espetáculos
Mas não esqueceram os Cabral.

Teu traçado ovalado
De forte pedra granítica
Com vários estilos marcado
E com as armas de Cabral
Não desmereces, ó Belmonte,
Por tudo (o que viveste), castelo de Portugal.

O meu abraço a Belmonte

«O Cheiro das Palavras», poesia de Teresa Duarte Reis
netitas19@gmail.com

Era uma mulher franzina, de estatura meã, com uma alma grande. Era uma mulher que cedo ficou viúva e mãe de cinco filhos. Perante esta situação civil e social viu-se a braços com a criação de tão grande prole, se compararmos com os dias de hoje, em que um dos motivos principais para o deficit da natalidade são os aspectos económicos das famílias, e nem o poder político nem a Igreja se preocupam muito com isso.

Era uma das mulheres mais idosas de Aldeia de Joanes. Mulher rija como o aço, com uma força assente no granito e hercúlea, deitando as mãos ao leme familiar. O barco era o trabalho duro no campo, ali e acolá. Era necessário ter alguns cêntimos para alimentar os filhos. O local de trabalho incerto e contratos por umas horas ou dias no amanho de umas plantações, no cultivo de terrenos agrícolas. Há pessoas que se cruzam na nossa vida que nunca mais esquecemos. A Senhora Celeste ficou na nossa memória e dos meus filhos, que a tratavam como mais uma avó. Alma simples, qual Teresa de Calcutá, bondosa, sempre risonha, transmitia felicidade. Hoje já não sorrimos, já não nos cumprimentamos, andamos tristonhos, sempre muito ocupados com o nada, muito cheios de serviço, boa desculpa para nada se fazer, para os outros serem as nossas bengalas, com o medo que ainda nos venham exigir ou cobrar qualquer imposto. É melhor fingir que não nos vemos… Podem vir a chatear-nos a pedir um conselho, uma ajuda. O melhor é fugir…
A Senhora Celeste ensinou-me muito. Não sabia ler nem escrever mas tinha o Curso Superior de Ciências Humanas na Universidade da Vida. Quando às vezes um filho nosso fazia alguma asneira, lá estava a apara raios da Senhora Celeste. Além da dedicação ao trabalho, amava os nossos filhos, amava as pessoas.
Com os filhos na diáspora, ainda passou alguns tempos nos Estados Unidos e na França. Antes de apanhar o avião, o que lhe criou imensa confusão, procurei explicar-lhe que era o transporte mais seguro do mundo.
Numa tarde quente de Fevereiro recebo a notícia da sua morte quando me dirigia para a Capital. Acompanhava-me o meu filho mais novo, e saíram-lhe dos seus olhos umas lágrimas dolorosas e sentidas.
Algumas vezes a visitei. Muitas vezes a passar pela estrada nacional Aldeia de Joanes – Telhado, no Largo de Santiago, ouvia a minha voz e trocávamos afectividades. Reconheço que da minha parte merecia mais visitas. Visitar os idosos é uma obrigação cívica e moral.
A Senhora Celeste, nome maravilhoso, nome que se enquadra no pensamento religioso, é uma grande alma, e sempre que as suas forças lhe permitiam nunca faltou às suas obrigações.
A Senhora Celeste, esposa, mãe, viúva, trabalhadora rural, assalariada algumas vezes, ainda trabalhou nas limpezas das vias públicas, a cargo da Junta de Freguesia de Aldeia de Joanes.
São estas mulheres portuguesas, simples, anónimas, que construíram e constroem Portugal.
Foram estas mulheres que no tempo das Caravelas ou da Guerra do Ultramar foram a retaguarda do nosso patriotismo. Relembro Fernando Pessoa: «Ó Mar Salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal, quantas mães choraram…»
Sei que alguns fariseus, quais sepulcros caiados de branco ou de vermelho, se interrogam, «mas este vem com esta crónica, com esta conversa, a falar de uma mulher que quase ninguém conhece». Ora, foi no ambiente destas mulheres que nasci, cresci e me alicercei como HOMEM. Foi lá que vi, num meio rural, como aqui, mulheres com as ferramentas e a informática da época: o berço de madeira, a enxada, a foice, o arado, o sacho, a cesta da merenda às costas, quase vazia, a ida aos cartórios civis ou religiosos, a serem recebidas, muitas vezes, como pessoas de segunda ou terceira classe, como acontecia nos comboios, enquanto muitos desses fariseus assentavam o traseiro nos cafés, nas poltronas, nos camarotes das ficções, nas mesas das honrarias, nas mesinhas com toalhas de rendas a tomar o chá das cinco, que o da manhã já lá foi, a receber e a comer o prato de lentilhas.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

Ao ler este título, perguntam quem é esse Fatela? Aqueles que vivem em Aldeia de Joanes, Freguesia povoada pelos Templários e situada na Cova da Beira, conhecem-no.

O Fatela nasceu nesta Aldeia, um cidadão simples, humilde, católico praticante, que muito cedo começou a trabalhar. Aprendeu o ofício de saber lidar e tratar os móveis e aí gastou muitas das suas forças profissionais. Por motivos de saúde reformou-se prematuramente. De seguida tem o falecimento da esposa. Uma desgraça para os pobres nunca vem sozinha. Para afagar tantas dores envereda pelo consumo exagerado do álcool. Quem não tem um vício?
Ficou com a companhia da única filha, que se destacou durante seis anos como Catequista na Comunidade Paroquial de Aldeia de Joanes, levando dois grupos a fazer a Primeira Comunhão. Também foi evangelizadora na sua terra. As exigências da procura de uma profissão, de um emprego, como acontece a milhares de jovens do interior deste País, forçaram-na a emigrar para o litoral. O Pai, o Fatela, fica só. Fica nas paredes sombrias e frias da sua residência, tendo como companhia a Capelinha de Nossa Senhora do Amparo, de grande devoção para as gentes de Aldeia de Joanes, que em Agosto lhe fazem uma festa e lhe prestam reverência.
Ainda trabalhou numa empresa de venda de materiais de construção no Fundão, mas o tal vício obriga-o a abandonar aquelas actividades.
Também a Junta de Freguesia lhe deu trabalhos esporádicos de limpeza de caminhos vicinais e outros. Num desses trabalhos, com o seu companheiro a suar por todos os poros, chamei-o para lhes dar uma bebida refrescante. Quis um copo de vinho tinto em vez da cerveja fresquinha. Se todos nós bebêssemos vinho português, a nossa agricultura estaria bem melhor.
Foram muitos os encontros com o Fatela nos Cafés de Aldeia de Joanes. Era um homem de trato afável, delicado, não criava problemas a ninguém, apenas prejudicava a sua saúde e a sua reforma. Um dia, tive de fazer o papel de regedor dos costumes e não lhe autorizei que bebesse mais um copo de vinho, atendendo à medida já ultrapassada em todos os níveis possíveis, e fui levá-lo a casa. Este gesto cimentou mais a nossa empatia e estava sempre a relembrar-lhe que tudo na vida tem limites e muito mais limites aquilo que prejudica a nossa saúde.
No dia 15 de Fevereiro de 2012, num Lar situado na aldeia mais alta de Portugal, partiu para a vida eterna, na data em que fazia 61 anos de idade, indo festejá-los no Reino de Deus. No dia seguinte foi o funeral em Aldeia de Joanes.
Na Igreja Matriz, nas Cerimonias das Exéquias, o Povo cantava «Eu caminharei na presença do Senhor» e um elemento do Grupo Coral com uma voz celestial cantava que «O Senhor é a minha Luz e a minha Salvação». O Evangelho de S. Mateus apontava e iluminava: «vinde a Mim os que andais oprimidos, os humildes de coração».
O Celebrante teve o cuidado de mencionar o nome completo do defunto, o que é muito louvável. Irrita-me quando, por questões de crise ou austeridade, apenas mencionam um só nome. Desta vez foi bem pronunciada e sufragada a alma de António Salvado Afonso Fatela.
No funeral registou-se e notou-se a presença do elenco da Junta de Freguesia, o Presidente da Assembleia de Freguesia e todos os proprietários dos Cafés de Aldeia de Joanes, revelando que acima dos negócios há sentimentos, solidariedade e dor.
Estranhei a ausência de representação da parte dos Catequistas da Comunidade Paroquial de Aldeia de Joanes, mas os homens às vezes têm a memória curta.
Já o sol estava a esconder-se nesta tarde fria de Fevereiro quando o corpo do Fatela – António Salvado Afonso Fatela – desceu à terra, onde todos nós também desceremos.
Paz à sua alma…que descanse em Paz.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

Aleluia! Aleluia! A nossa Selecção Nacional dos Padres de Futsal é Campeã Europeia. Trouxe para Portugal a Taça dos Campeões Europeus.

A Prova Desportiva realizou-se na Hungria. Participaram doze países europeus. Os finalistas foram Portugal e a Croácia, que vencemos por 5-4, tendo recorrido à marcação de grandes penalidades, visto que o jogo terminou empatado. Consta que não baptizaram os árbitros com aqueles nomes que nós chamamos às vezes (eu em particular), principalmente quando a nossa equipa está a perder.
Os senhores abades portugueses tiveram a ajuda dos deuses, porque foram bafejados por uma pontinha de sorte, mas a sorte protege os audazes. São recebidos em ambiente de apoteose no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto. Esta foi a grande notícia que me chegou num jornal diário, em letra minúscula e lá para o seu meio. Na outra comunicação social não vi uma imagem ou alguma notícia escrita.
É interessante saber que estes jovens sacerdotes não têm qualquer apoio. Sem patrocínios, apenas podem contar com a ajuda de Deus e do seu esforço físico e técnico, pois jogam por prazer. Pagam as deslocações do seu bolso, que rondam os quinhentos euros. Têm a oferta dos equipamentos e a cedência gratuita dos pavilhões onde treinam aos domingos de tarde e pouco ou nada mais. Dão um bom exemplo a muitos grupos desportivos, clubes e associações que andam sempre na pedincha de apoios do erário público.
Esta Selecção Nacional dos Clérigos é formada por jogadores do Norte de Portugal. Pertencem às Dioceses do Porto, Viana do Castelo, Braga, Vila Real e Lamego. O representante da Diocese de Lamego deve ter-se treinado antes da posse do actual titular. Pelo que ouvi e li, a oratória daquele Prelado, é pior que os discursos do defunto Almirante Américo Tomás, pior que as intervenções televisivas do Jorge Jesus (embora com resultados práticos) ou do Esteves, que desmoralizariam qualquer cristão, quanto mais um futebolista padre.
Verificámos que os representantes da nossa Selecção são todos do Norte do País. Seria bom espalhar a prole por todo o território nacional cristão, passando pelos Açores e Madeira.
Na Diocese da Guarda temos um Bispo que é um bom atleta, já fez mais do que uma vez a Caminhada a Santiago de Compostela na Galiza. Se mandasse na Federação Portuguesa de Atletismo, já lhe teria atribuído uma medalha, porque a merece inteiramente. Não sei, no entanto se há garra para os futebóis. Quanto à Diocese de Lisboa, deveria sair mais uma norma antitabagismo: vi pessoas tão cansadas, que já não têm forças para saudar um qualquer samaritano que por aquelas bandas apareça, caído na Feira da Ladra.
Quanto à Diocese de Setúbal, saiu de lá o melhor treinador que já conheci, homem corajoso, dinâmico, de vivências sociais e desportivas, capaz de levar muitas equipas a ganhar muitos campeonatos.
Quanto às outras não conheço, tive um breve contacto com o Bispo de Aveiro, de estatura meã, mas com genica para recrutar um ou outro elemento, porque os homens não se medem aos palmos.
É bonito, patriótico e religioso saber que elementos responsáveis na Igreja são Campeões da Europa. Deram uma pedrada no charco da crise e da austeridade e logo com cinco golos marcados nas balizas adversárias.
Despir as batinas, vestir uns calções e calçar umas chuteiras também é evangelizar. Nesta missão e acção, conheci o Padre Ezequiel Augusto Marcos – Vilar Formoso, Padre Manuel Joaquim Martins – Aldeia de Joanes, o saudoso Padre Francisco dos Santos Vaz – Bismula, Padre António Cecílio – Manteigas, Padre João de Deus – Vila Nova de Tazém, e Padre Carlos Manuel Jacob Foitinho – Missionário de S. João Baptista – Gouveia.
Não sei se Sua Santidade, o Papa Bento XVI, lhes irá atribuir uma medalha da Santa Sé ou equacionar a canonização futura da equipa. O saudoso João Paulo II, Papa que amava e praticava o desporto, lembrar-se-ia destes bravos padres portugueses, que ganharam a Taça dos Campeões Europeus em Futsal, ainda por cima em país do Leste Europeu. Não tenho dúvidas.
Para estes senhores priores que, além da sua missão nas comunidades cristãs, ainda têm tempo para o Desporto, DEO GRATIAS, continuação de mais êxitos desportivos, e um TE DEUM de acção de graças.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

«A velhice é isto, ou se chora sem motivo, ou os olhos ficam secos de lucidez»; Miguel Torga.

Esta temática tem, nos últimos dias, sido alvo de muitas notícias, comentários, análises, seminários e debates. Muita conversa como convém, talvez para na prática esquecer o milhão de idosos que vive na solidão, quatrocentos mil sozinhos e seiscentos mil em lares. Muitos optam e procuram a solidão envergonhada, viver e morrer sozinhos. Outros têm medo da solidão que os mata. Há quem afirme: «deixei de os conhecer e eles deixaram de me conhecer a mim».
Portugal, com quase dois milhões de idosos, é o quinto país do mundo mais envelhecido e está em segundo lugar na Europa, resultado de uma política deficitária no apoio à família e de uma mentalidade anti-natalidade. Por este caminhar, daqui a quarenta anos, segundo estudos demográficos, o nosso País tem 80% da população envelhecida. Estes números não te assustam?
Os poucos benefícios da velhice são, por enquanto, os descontos nos transportes públicos, o que desperta a inveja de alguns, que, contudo, não têm inveja da minha idade. A velhice, como disse José Saramago, consiste afinal em sentir como perda irreparável o final de cada dia.
De há uns anos a esta parte tenho visitado alguns lares e registo as minhas observações, muitas delas são surrealistas.
O Envelhecimento chega a todas as idades, mesmo àqueles que hoje são bisnetos. Uma utente de um Lar queixava-se que um bisneto não a visitava, porque os pais do menino, netos daquela senhora idosa, têm medo que «doença da velhice» o infecte o contagie.
Uma Assistente Social, digníssima Técnica de Serviço Social, como gosta de ser tratada, telefonou para os familiares de um utente que tinha acabado de falecer. A resposta que recebe é esta: «mas ele ainda estava vivo, mas que grande chatice». Quero esclarecer que esta pobre criatura não tinha nada, refiro-me aos aspectos materiais, tinha apenas uma reforma de miséria.
Uma utente pede-me sempre que a visito: «o senhor é muito amigo do meu filho, peça-lhe que me venha visitar porque eu gosto muito dele e tenho muitas saudades de o ver».
Um assistente religioso aristocrata de um lar, só aceitou o cargo quando a Mesa da Santa Casa da Misericórdia lhe garantiu uma avença mensal. E, há uns anos, dizia-me um Bispo novato que «a visita aos lares da terceira idade era da competência e da responsabilidade dos párocos». E eu a pensar que o Evangelho de Jesus Cristo era Caridade.
Um Provedor de uma Santa Casa da Misericórdia deste país, numas conferências sobre temática social, disse à plateia que tinha muitos Cristos. Eu, que estava noutra onda, entendi que tinha em sua casa uma colecção de Cristos, idêntica à do grande poeta José Régio, que já visitei em Portalegre. Eu e alguns presentes ficamos na expectativa e avançou com esclarecimentos. Tinha muitos Cristos, estavam vivos e eram em grande número: eram a centena de utentes do Lar que dirigia, cada um com o seu jardim das oliveiras, a sua paixão, a sua via-sacra.
Há tempos visitei um Lar no Couto Mineiro e, em boa hora participei na Eucaristia celebrada por um jovem e polémico sacerdote. O Celebrante olhou para a grande assembleia de participantes, em contraste absoluto com o que se verifica hoje nalgumas paróquias, e afirmou que se sentia pequenino, uma criança perante tantas bibliotecas vivas, perante tantas pessoas que não sabem ler nem escrever, mas que têm o mestrado na Universidade da Vida: «Olho para os vossos cabelos brancos, para as vossas rugas na cara, para alguns rostos de felicidade, mas também de sofrimento e fatiga. Quantas lições a receber de vós. Vou sentar-me aqui e vou pedir-vos para falarem das vossas experiências, da vossa sabedoria.» Assisti a uma aula que me iria a ajudar a obter o mestrado na área social da terceira idade com todas as suas valências e humanidades.
Uma utente centenária, ao ser entrevistada para um diário nacional, afirmou: «já perdi a esperança de viver muitos anos, mas nunca perdi a esperança de sorrir todos os dias». Bonita frase para quem anda com o rosto triste, amedrontado e dando a ideia de que deve algo.
Há pessoas que são alérgicos às visitas aos lares, onde têm familiares, porque ficam incomodadas com os cheiros da «velhice» e têm medo de que alguma doença os infecte.
Conheço um filho único que foi a um lar apresentar a sua noiva aos pais. Mas quando lá chegou e os viu doentes, quase inconscientes, disse à noiva que se tratava de um casal de rendeiros e que os seus verdadeiros pais andavam a passear.
Um Provedor, ao tomar posse desta missão, palavra que muita gente desconhece, apresentou-se às funcionárias desta forma: «esta casa não é minha, é nossa. Temos aqui seres humanos, débeis, carenciados, mas que têm de ser tratados com muita dignidade e amor».
Há tempos um filho deixou uma última mensagem num ramo de flores brancas: «Mãe, perdoa-me, porque nem sempre fui o filho que tu merecias». Este filho nunca faltou com apoio à sua mãe.
Gabriel Garcia Marquez, grande escritor e pensador, Prémio Nobel da Literatura, escreveu que «a solidão é o contrário da solidariedade e o segredo de uma velhice agradável consiste apenas na assinatura de um honroso pacto com a solidão».
António Alves FernandesAldeia de Joanes

Domingos Torrão, presidente da Câmara Municipal de Penamacor, opõem-se frontalmente ao eventual encerramento do tribunal, pois as populações não podem ficar longe da justiça.

O autarca considera que a reforma do mapa judiciário não leva em conta as diferentes realidades entre um território urbano e um território rural, constituindo o fecho dos tribunais mais uma «machadada no interior do país». «Não há transportes públicos com regularidade e os poucos que há são comparticipados pelas câmaras municipais», facto que por si só inviabiliza qualquer solução que coloque a justiça longe do concelho.
Quanto ao desempenho do tribunal de Penamacor, medido pelo número de processos abertos ao logo do ano, critério que serviu de base à decisão governamental, Domingos Torrão contesta as contas do governo: «há todo um trabalho do Ministério Público que ultrapassa em larga medida todos os números que são apontados».
O presidente lembra ainda, em declarações à Lusa, que «o encerramento de serviços contribui ainda mais para a desertificação humana do território».
O tribunal de Penamacor está instalado no ex-quartel, num espaço da câmara municipal onde funcionam outros serviços públicos. «O Ministério da Justiça não paga renda e a câmara cobra apenas a água», informou Domingos Torrão.
Os critérios que levaram à elaboração da proposta prendem-se com o número de processos (os que têm menos de 250 devem encerrar), com a distância entre o tribunal a encerrar e o que o vai acolher (menos de uma hora de viagem), com a qualidade das instalações e com o facto de estas serem ou não do Ministério da Justiça.
No caso de Penamacor, não está ainda esclarecido se a alternativa passa por Castelo Branco ou Covilhã.
plb

A Comissão de Utentes Contra as Portagens na A25, A24 e A23 marcou acções de protesto para os próximos dias, que passam pela circulação em massa nas vias alternativas, realizar um buzinão e recolher assinaturas para fazer chegar aos órgãos de soberania.

A comissão apelou os utentes das ex-Scut agora portajadas, para que, no dia 8 de Fevereiro, empresas e cidadãos, em determinados percursos, circulem nas «desgraçadas alternativas que o Governo deixou aos distritos de Viseu, Castelo Branco, Vila Real e Guarda».
A comissão aponta os percursos onde se deverá concentrar a circulação: Viseu – Vouzela (pelo que resta do IP5); Guarda – Belmonte (pela EN 18); Alvendre – Guarda (pelo que resta do IP5); Castelo Novo – C. Branco (pela EN 18); Régua – Vila Real (pela EM 323); Chaves – Vidago (pela EN 2); Caçador – Mangualde (pela EN 16); Viseu – Castro Daire (pela EN 2).
No dia 24 de Fevereiro o protesto será través de um buzinão a realizar na cidade de Viseu.
A 8 de Março haverá uma acção de recolha de assinaturas, nos quatro distritos envolvidos, num livro de reclamações que a Comissão de Utentes Contra as Portagens elaborará para o efeito e que será enviado ao Governo, à Assembleia da República e ao Presidente da República.
Para 8 de Abril e 8 de Maio, a Comissão promete agendar outras iniciativas de protesto.
«Não pague portagens e afirme o seu protesto» é uma das palavras de ordem da Comissão, que reafirma querer reacender a luta contra as portagens.
plb

Foi criado na Internet um movimento cívico que defende a modernização e reabertura do troço da linha ferroviária da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã.

O movimento foi criado e colocado on-line por um eleito da Assembleia Municipal da Guarda, Júlio Seabra, do PS, que informou defender que «a Linha da Beira Baixa é vital para as populações e para as economias a si adjacentes».
A reivindicação foi colocada no portal do Governo (www.portugal.gov.pt) aproveitando a possibilidade que é dada aos portugueses para ali defenderem as suas causas.
Face ao facto do troço da linha da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã estar encerrado há quase três anos, Júlio Seabra considera que é importante revitalizar este troço, «modernizando-o e abrindo-o novamente, com as devidas condições para as populações que dele queiram usufruir», justificou.
Aquela via ferroviária é uma alternativa à auto-estrada A23 (Guarda/Torres Novas), numa altura em que foram introduzidas portagens nesta via. As empresas da região poderão passar a escoar os seus produtos «de forma mais prática, económica e rápida», considera o fundador do movimento.
No texto da proposta, Júlio Seabra sustenta que a modernização e reabertura do troço da Linha da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã, possibilitará «a circulação de composições de passageiros e mercadorias, num circuito Guarda/Pampilhosa/Entroncamento/Guarda» e na ligação à Europa.
Júlio Seabra defende ainda que «a Linha da Beira Baixa tornar-se-á num eixo importantíssimo no mapa ferroviário português, permitindo a diminuição de trânsito na Linha do Norte, sendo também uma alternativa a esta em situações de graves acidentes».
Para apoiar o movimento pode ir aqui.
plb

Há muito que não visitava a Capital do Império. É uma cidade que me fascina, que me encanta. Ali trabalhei, ali nasceu o primeiro filho. Porém, desta vez fiquei surpreendido e preocupado.

Os preços a subirem em flecha, mais altos que as Torres da Basílica da Estrela. Os táxis a aguardar clientes que não aparecem. Fui a uma grande superfície comercial perto do Parque Eduardo VII. Entrei na catedral do consumo para comprar um cobertor. Entrei num labirinto e dizem-me que tenho de subir ao sétimo andar. Um cobertor com descontos custa mais de sessenta euros. Tudo em saldos, mas sem grande procura, com excepção nas marcas da moda. Á saída um slogan «por cada rico um pobre». Não concordo, há mais que um pobre, por cada rico. Há muitos pobres… Um grupo de jovens bem constituídos falam de assaltos, são sinais dos tempos que vivemos. Calcorreio as ruas e em frente à Penitenciária de Lisboa, visitas esperam ordem para entrar, com um aviso que devem chegar meia hora mais cedo. Passo por diversas lojas que compram ouro. Uma loja tem o descaramento de publicitar que compra ouro estragado, velho, usado e partido. Partido por quem e com quem? Entrei e a gentil menina disse-me que tem de usar esta linguagem comercial. «E esta hei?», como dizia o Fernando Pessa. Estão a surgir por todos os lados como já surgiram as lojas dos chineses. Se estes enveredam nestes negócios com o apoio do governo chinês, os nossos comerciantes dos metais preciosos dão uma queda maior que o paquete Costa Concórdia. Há uma procura desusada na procura dos metais, que o digam os ladrões e os receptores dos mesmos. Roubam-se os sinos, os cabos telefónicos, ouro, prata e tudo o que rende dinheiro. Este é um negócio que está a dar e sem fiscalização, sem ASAE, é um verdadeiro negócio da China. É comprar e fundir. Não custa nada e é só lucro. Enfim, parece-me que todos querem comprar ou roubar a ilusão do ouro para esquecer a idade do latão.
Nas paredes da Mãe de Água uma frase: «greve geral – 24 de Nov». Apreciei a caligrafia num vermelho vivo, numa escrita a lembrar os meus tempos de Escola Primária, quando usávamos as canetas de aparos molhados em tinteiros, inseridos nas carteiras de madeira.
Á entrada de um grande terminal de transportes, tropeço nesta frase: «o aumento dos transportes públicos é um roubo aos utentes». Desembolso fatalmente todos os meus trocos e entro no autocarro. À minha frente surge um cartaz «goze a viagem, vá de transportes públicos». Com o aumento dos preços somos mesmo gozados.
Também num mural uma frase: «corruptos, manquem-se». Cuidado, porque depois não há ortopedistas e serviços de saúde que cheguem para tratar tantos mancos.
Percorro uma avenida com endereços de escritórios de advogados e das suas sociedades. Encontro um velho amigo, que me despede em grande velocidade, porque tem de ir estudar e preparar o recurso de uma sentença judicial, porque este também é um negócio que dá chorudos lucros.
Vejo o pequeno comércio quase vazio, cafés, casas de produtos da alimentação, vestuário e outros.
Vejo na Avenida Miguel Torga, e nem queria acreditar: um amolador e afiador de facas e tesouras e afins, apoiado a uma velha bicicleta, despertado a sua atenção e presença com um sinal sonoro próprio. Ele bem olha para os prédios de diversos andares, mas nem um sinal de vida. Ninguém de avental aparece e de saias muito menos. Andam por outras bandas, talvez pelo Bairro Alto e outros locais limítrofes.
Numa companhia de saúde quase ninguém corresponde aos bons-dias. Será que estas e outras saudações já pagam imposto? Não é só aí. É em quase comportamento comum todos os lugares.
Um jovem parecido com um repórter de imagem entrega-me gratuitamente um jornal onde leio-o diversas notícias. Em letras muito minúsculas como convém a esta sociedade relativista, o Papa afirma que «os emigrantes não são números, mas sim os protagonistas do anúncio do Evangelho no mundo contemporâneo». Em 2010 um quarto dos condutores que faleceram de acidente tem álcool no sangue, 1,2 gramas e 7,1% tem substâncias psicotrópicas. As cadeias estão cheias e não estão lá muitos que andam por aí a passear. Um político diz-nos que «somos um país de novelas». Concordo, mas não só.
Termino com as palavras que li de Guerra Junqueiro, poeta transmontano, anticlerical, que fez a transição do século XIX para o XX e da Monarquia para a República, sobre o Povo Português há mais de cem anos: «um povo imbecilizado, resignado, humilde, macambúzio, fatalista e sonâmbulo…um povo enfim que eu adoro porque sofre e é bom e guarda ainda na noite a sua inconsciência como um lampejo misteriosos da alma nacional». Continua actualizada a opinião de um dos maiores poetas portugueses.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

A dívida da Câmara Municipal do Sabugal à empresa Águas do Zêzere e Côa (AdZC), ascendia no final do ano de 2011 a um valor superior a 1,8 milhões de euros, devidos pelo serviço de abastecimento de água e de saneamento prestado pela empresa ao Município, a que acrescem juros de mora.

Segundo os dados disponibilizados pela AdZC, dois terços da dívida da Câmara Municipal do Sabugal é relativa a facturas emitidas há mais de seis meses, cujos pagamentos o Município mantém em atraso.
Em média a AdZC factura mensalmente à Câmara Municipal do Sabugal 166 mil euros, dos quais 82 mil euros se reportam ao serviço de abastecimento de água e 84 mil ao tratamento das águas residuais. Tendo em conta os valores em dívida e os fornecimentos mensais que serão efectuados, o Município terá de despender durante o ano corrente uma verba próxima superior a 3,8 milhões de euros para que tudo fique regularizado.
Os municípios que integram a AdZC vêm contestando as tarifas praticadas pela empresa, o que levou a um acumular de valores em atraso. Os municípios intentaram uma acção contra a AdZC onde solicitam a declaração de nulidade do contrato de concessão entre o Estado e a empresa.
O Fundão lidera a lista dos municípios devedores, contestando uma dívida acumulada de 7,5 milhões e reclamando 40 milhões da empresa. Esse facto tornou polémica a notícia de que o presidente da Câmara do Fundão, Manuel Frexes, vai integrar a administração da Águas de Portugal (AdP), empresa maioritariamente detida pela AdZC.
O total da dívida dos 15 municípios que integram o sistema multimunicipal da AdZC ascende a cerca de 35 milhões de euros e já levou a, pelo menos, 130 injunções (meio de certificar as dívidas das autarquias) no valor de 26 milhões, esclarece a empresa na Internet.
Fazem parte do sistema os municípios: Almeida, Belmonte, Figueira de Castelo Rodrigo, Fundão, Guarda, Manteigas, Mêda, Penamacor, Pinhel, Sabugal, Fornos de Algodres, Gouveia, Oliveira do Hospital, Seia e Aguiar da Beira. O município de Celorico da Beira é utilizador do sistema.
plb

A Câmara Municipal de Belmonte emitiu um comunicado afirmando que aquela vila da Beira Baixa ambiciona tornar-se num destino turístico de excelência, sendo que os dados referentes ao número de pessoas que visitaram Belmonte em 2011 reforça a ideia de que esse objectivo se está a cumprir.

«Além dos prémios e das distinções na imprensa nacional e internacional, Belmonte reforçou em 2011 a sua ambição de se tornar um destino turístico de excelência», diz-se no comunicado de imprensa agora divulgado.
O Município informa que os Museus de Belmonte registaram 78.649 visitantes, um aumento de dois por cento em relação ao ano de 2010.
O Museu Judaico e o Ecomuseu, foram os que registaram o aumento mais significativo nas entradas, com 9 e 7 por cento, respectivamente. O Museu à Descoberta do Novo Mundo foi o mais visitado com 18.224 visitantes, sendo que é o turista nacional que mais o procura (14.966 entradas), seguido do brasileiro (com 803 entradas).
O turista brasileiro tem também predilecção pelos Caminhos de Santiago e o pelo Apóstolo, pelo que constituem o público principal do Centro de Interpretação da Igreja de S. Tiago (701 entradas).
O turista espanhol aparece um segundo lugar das nacionalidades que visitam a Vila (1.895 pessoas), sendo o Centro de Interpretação da Igreja de S. Tiago (533 entradas) e o Museu Judaico (501 entradas) os locais que mais visitam.
Em relação ao Museu Judaico, posteriormente ao turista nacional, foram os israelitas (1.579 entradas) e os americanos (537 entradas) o público principal em 2011.
Em relação às vendas de merchandising, o saldo foi também positivo, verificando-se um aumento em relação a 2010.
O aumento do número de turistas que visitaram Belmonte e os seus museus dão ânimo aos autarcas da vila onde nasceu Pedro Álvares Cabral, a prosseguirem a aposta no turismo. «São dados que nos orgulham e nos motivam a trabalhar mais e melhor. Apesar de todas as condicionantes previstas para 2012, esperamos que Belmonte e os seus Museus continuem a contribuir para que neste novo ano, Belmonte, se assuma como destino de referência no turismo nacional e internacional.»
plb

Tarde quente de Janeiro. Através das novas tecnologias recolhi a informação de que no dia sete se comemoravam os 85 anos da Junta Regional do Corpo Nacional dos Escutas da Guarda. Não era muito precisa nem pormenorizada. Ainda aguardei esclarecimentos da imprensa regional e ligada à Diocese, mas nem uma letra publicada. Porque será este silêncio? De quem é a culpa?

Em 1972 nasceu esta Região Escutista, com forte apoio das gentes da Cidade da Lã. Não é por acaso que a Sede Regional se encontra sediada na cidade covilhanense.
A palavra Escutismo é um símbolo que mexe nas minhas humanidades. É uma palavra mágica, construtora, rica de valores, que me ajudou também a crescer e a formar-me.
Assim, parti com destino à Covilhã, onde decorreram as comemorações do aniversário. Percorro a parte velha da cidade. Passo pela Rua do Castelo e deparo com o Pátio dos Escuteiro em frente à Assembleia Municipal, junto a uma casa brasonada e à sua volta ruínas. Casas desabitadas, pequenos comércios e cafés sem clientes. Sinais dos tempos e da austeridade.
Na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no Largo de S. Francisco, tem lugar a Eucaristia. O Assistente Regional faz referência à Festa da Epifania e aos Reis Magos. Estamos em plena Festa dos Reis. Eles encontraram uma estrela e seguiram-na até ao Presépio de Belém. Também os escuteiros têm se seguir as estrelas nos trilhos, nas veredas, nos caminhos da ecologia, da proximidade, do bem… Estranhei a ausência do Bispo da Diocese, mas estava em Espanha.
A Sessão Solene decorreu numa sala do emblemático Teatro Municipal com a presença de centenas de Escuteiros de treze Agrupamentos, num total de vinte e quatro, com um efectivo de mil e quinhentos jovens escuteiros, espalhados pelo território da Diocese da Guarda. Os efectivos nacionais cifram-se em setenta mil. O poder local primou pela ausência. Talvez por pensar que a aposta na juventude já não tem interesse e é melhor emigrarem já, apelo que fazem constantemente uns altos dignitários do governo.
O Chefe Nacional Carlos Alberto Pereira, num breve improviso afirmou que tal como as sociedades, o escutismo está em mudança e evolução. Tem de incluir novas mentalidades, tem de servir todas as classes e gerações. Tem de ser multicolor, tolerante e atento aos direitos cívicos e humanos. Tem de apontar uma cidadania global. Pertencemos a um movimento de causas. A boa acção está neste sentido. A História da Região da Guarda fez-se e faz-se destas pequenas coisas. Aquilo que cada um de nós faz é História. O Escutismo foi e é útil numa verdadeira escola de formação em cada um de nós.
Fez referências a D. Manuel Vieira de Matos, Bispo da Guarda, mais tarde Arcebispo de Braga e que ali fundou o Escutismo, depois de ter admirado os activos Escuteiros em Roma.
Falou do Padre Adérius desta Diocese que foi seu formador e com uns textos importantes nesta área.
Agradeceu a dedicação, a lealdade, a seriedade, a prática escutista do Chefe Bento, a quem, com toda a justiça, a Junta Central deliberou atribuir-lhe o Colar Nuno Alvares, a máxima condecoração escutista.
O Chefe Regional António Bento Duarte afirmou que esta distinção é de todos os Escuteiros da Região da Guarda, é da sua esposa e filha, os grandes pilares da sua caminhada escutista, do Agrupamento nº 31 da Freguesia do Barco e seus dirigentes onde se iniciou como escuteiro e do saudoso Padre Sanches, um verdadeiro assistente regional, um sacerdote escuteiro.
O Responsável pelo Secretariado do Projecto Educativo apresentou alguns dados da Junta Regional da Guarda, com os nomes dos seus Chefes e Assistentes através dos tempos até aos nossos dias. Apelou para que todos os Agrupamentos guardem, preservem e congreguem o seu próprio património escutista.
Seguiu-se um simples beberete, oportunidade para trocar umas breves impressões com o Chefe Nacional e Regional, com a Chefe Adélia Lopes do Agrupamento do Soito (Sabugal), onde já estiverem incorporados jovens escuteiros da minha terra natal – a Bismula – e com outros elementos dirigentes.
Saí. Caía a noite. Parei no Pelourinho, junto à Estatua de Pêro da Covilhã. Fiz-lhe o azimute e a nascente surgia a Lua Cheia empoleirada no telhado da Igreja da Santa Casa da Misericórdia. E pensei que estavam ali duas excelentes pistas para os olhos luminosos, radiosos, às vezes irrequietos para a juventude escutista.
Parabéns Junta Regional! Parabéns Chefe Regional António Bento Duarte!
António Alves FernandesAldeia de Joanes

Tinha elaborado um texto sobre a PAZ para lembrar a todos os meus Leitores, que no primeiro dia de cada ano civil, celebramos o «DIA MUNDIAL DA PAZ», que deve estar na preocupação de cada ser humano. Porém, entendi substituí-lo por um texto maravilhoso e actual, um hino à PAZ, que o Bismulense – José Maria Fernandes Monteiro, meu saudoso Pai, que agora faria 107 anos – escreveu na década de setenta do século passado, muito bem inserido no Livro Pater Famílias, da autoria do meu irmão Ezequiel Alves Fernandes, que poderá brevemente fazer uma terceira edição. Com humildade e respeito, vou transcrevê-lo:

O que é a Paz
A Paz é a ausência de guerra.
A Paz é não sermos racistas.
A Paz é a confiança entre todos.
A Paz é a amizade entre as nações.
A Paz é a família a conversar.
A Paz é todos sermos felizes.
A Paz é igualdade, liberdade e fraternidade.
A Paz é quando os filhos beijam os pais quando chegam do trabalho.
A Paz é a Noite de Natal.
A Paz é Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Paz é o riso das crianças
A Paz é uma rosa a desabrochar.
A Paz é uma criança a dormir.
A Paz é a luz do sol que nos ilumina.
A Paz é fazermos bem a quem nos faz mal.
A Paz é cuidar dos pobres.
A Paz é o casamento entre homem e mulher.
A Paz é consolar os que sofrem.
A Paz é dar de comer aos famintos.
A Paz é vestir os nus.
A Paz é quando não destruímos a vida.
A Paz é quando vivemos na graça de Deus.
A Paz é a melhor coisa deste mundo.

Acabamos de festejar o nascimento do Mensageiro da Paz, e, conforme nos indicava o Profeta Isaías «todo o calçado ruidoso da guerra e toda a veste manchada de sangue serão lançados ao fogo, e tornar-se-ão pasto de chamas, porque um Menino nasceu para nós, um filho nos foi dado. É O PRINCÍPE DA PAZ.»
Muitas famílias neste País acenderam e acendem uma vela, como um gesto de PAZ e de solidariedade para com a Cáritas, numa Campanha da «Distribuição da Luz da Paz». É um símbolo da verdadeira luz e representa a vontade de construir um novo mundo de justiça e PAZ.
«Bem-aventurados os construtores da PAZ.»
Desejo a todos os meus amigos e leitores um Novo Ano com muita saúde e as maiores felicidades pessoais. Que todos nós no dia-a-dia façamos um grande esforço para a construção desse bem que é a PAZ. BOM ANO 2012.
António Alves FernandesAldeia de Joanes

TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

jcl

TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério, e Penamacor é a Terra do Fogo.

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jcl

TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

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TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério e Penamacor é a Terra do Fogo.

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TERRA DO FOGO – O Madeiro de Penamacor, já reconhecido como o maior Madeiro do país, foi votado pelos portugueses como a tradição de Natal mais Criativa no Movimento SIM Natal, patrocinado pela Samsung. A sinopse do filme diz-nos que Miguel faz uma viagem até Penamacor para passar as férias junto do primo João e dos seus tios. O que ele não sabe é que o Natal em Penamacor vai ser muito diferente do que ele conhece. O fogo alimenta histórias de mistério, e Penamacor é a Terra do Fogo.

Madeiro de Natal em Penamacor

jcl

Noite de Dezembro fria e noveirada. Aproximava-se a hora do jantar de aniversário de uma das prestigiadas colectividades desta cidade. Todos os anos me inscrevo porque devemos festejar estas efemérides. Chego ao restaurante e nem viva alma. Apenas o dono e os empregados. Está tudo atrasado porque se espera por uma individualidade vinda da capital.

Enquanto aguardo vejo as notícias, sem antes o chefe da casa me esclarecer que anda quase tudo a gamar. É nas auto estradas sem custos, com portagens, as licenças municipais para tudo e mais alguma coisa a subir vertiginosamente com custos a exceder o dobro, as da saúde com uma vistoria de minutos, passa para cá mais de cem euros, é os medicamentos, é tudo …
Qualquer dia fecho a porta porque não posso suportar tantos encargos fiscais.
Olho para as notícias da TV e é o desfilar infindável do rosário da crise.
Assaltos de todas as formas e feitios, é o roubo das caixas multibanco, das ourivesarias, dos restaurantes, dos cafés, dos fios de ouro, e até na minha aldeia, Bismula, que nunca é notícia, este dia foi-o em todos os órgãos de comunicação social escrita e falada, porque uns larápios foram aos postes dos telefones, serraram-nos e levaram os fios de cobre de milhares de metros, deixando-a sem comunicações.
Um vice-reitor de uma universidade diz que a maioria da geração da actual classe política veio de universidades privadas e mais não digo…Que quer dizer este ilustre senhor? Foi a crise?
Por causa da crise está à venda no Bairro Alto – Lisboa, uma Igreja por dois milhões de euros, esperando que não vendam o Céu, porque os pobres já lá não chegam.
Também por causa da crise ouvi uma boa notícia, o preço das Eucaristias não vai subir de preço mantendo-se os dez euros por intenção e o remanescente vai para a Diocese.
Estava-se na crise, quando chegou o desejado dirigente acompanhado pela direcção e entidades oficiais, já alguns dos inscritos para o manjar iam mordiscando o pão com manteiga, azeitonas, pedaços de chouriça e morcela.
Vem a crise dos discursos, e o Presidente aos costumes disse nada, convidando todos para que no próximo ano estivessem presentes, se entretanto o S. Pedro não os chamar para prestarem contas dos nomes bonitos que chamaram ao árbitro, aos jogadores e aos associados de outros clubes, dando a palavra ao autarca de freguesia que foi uma malícia ouvi-lo, ainda por cima é todo virado para o vermelho. Lá foi adiantando que ainda vem longe as eleições, que não trás nada na manga por causa da crise, que tem duas filhotas uma do clube da concorrência e a outra sim do aniversariante. No próximo ano espera estar presente com a filha.
O autarca municipal que é da cor verde salvou a honra do convento, começando por cumprimentar o Sr. Presidente que acaba de conhecer. Eu digo, talvez pela malvada crise quando foi eleito não foi apresentar cumprimentos à edilidade municipal, como mandam as regras protocolares. Destacou a acção social e centro de encontros da referida colectividade, à qual desejou as maiores felicidades.
A seguir falou o representante da tribo maior, que veio da capital do império, começando por esclarecer o atraso. Era a primeira vez que vinha ao Fundão, apanhou muito nevoeiro que lhe dificultou a viagem, mas chegou ao destino. Não aconteceu o mesmo ao nosso Rei D. Sebastião, que o Povo continua à espera, num dia ou noite de nevoeiro. Informa que veio a custo zero. Será que não pagou as malditas portagens? Se a crise de golos não for como as finanças do país, espera ser campeão do futebol indígena.
Perante tanta crise, o profissional da rádio meteu no saco o gravador e foi-se embora, porque não podia colocar no ar tanta falta de qualidade oratória.
Por causa da crise, a Banda Musical não colocou colunas de som na sala, mas ouviu-se e bem.
Que mais irá acontecer. Maldita crise. Que vá para o Diabo que a carregue.
António Alves Fernandes – Aldeia de Joanes

A Assembleia Geral da Rede de Judiarias de Portugal aprovou, por unanimidade, no dia 14 de Dezembro, em Trancoso, a adesão dos Municípios de Sabugal e Alenquer.

Os municípios do Sabugal e de Alenquer são os mais recentes membros da Rede de Judiarias de Portugal. A adesão dos dois novos membros foi aprovada na Assembleia Geral que decorreu na quarta-feira, 14 de Dezembro, em Trancoso.
A Rede de Judiarias de Portugal é constituída pelos municípios de Trancoso, Belmonte, Castelo de Vide, Freixo de Espada à Cinta, Guarda, Lamego, Penamacor, Tomar e Torres Vedras e a Entidades Regionais de Turismo do Alentejo, do Algarve, do Douro, de Lisboa e Vale do Tejo, da Região Oeste, da Serra da Estrela, pela Comunidade Judaica de Belmonte e agora também pelos municípios do Sabugal e Alenquer.
Na reunião magna foi presidida por Luís Garcia, presidente da Entidade Regional de Turismo do Oeste, a reunião tomou conhecimento dos elementos propostos por Jorge Patrão, secretário-geral desta associação e presidente da Entidade Regional de Turismo Serra da Estrela para a constituição do Conselho Consultivo.
Integram o órgão consultivo Yehud Gol (enquanto cidadão mas também Embaixador de Israel em Portugal), Isaac e Miriam Assor (presidentes das Comunidades Judaicas de Lisboa e Porto, o rabino Elisha Salas, os investigadores Jorge Martins, Carla Santos e Antonieta Garcia, o escritor Richard Zimler, o arquitecto António Saraiva (Associação para a Promoção da Guarda), Roberto Bachmann (presidente do Centro de Estudos Judaicos), o director-geral da Brussells Airlines, a directora do Museu Virtual de Aristides Sousa Mendes (Cônsul de Bordéus), Mónique Benveniste (presidente da Comissão Executiva da Cátedra de Estudos Sefarditas, Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), António Fidalgo (Universidade da Beira Interior), Filomena Barata (Universidade de Évora) e Marina Pignateli (Universidade Técnica de Lisboa).
Jorge Patrão aproveitou para dar conta da intenção e interesse já manifestados para aderirem à Rede de Judiarias de Portugal por parte das Câmaras Municipais de Vila Nova de Paiva, Santarém, Torre de Moncorvo, Leiria, Évora, Óbidos e Castelo Branco.
O dirigente revelou ainda que foram já identificadas mais de cinco centenas de inscrições cruciformes atribuídas aos cristãos-novos na região da Serra da Estrela das quais mais de 180 na Judiaria de Trancoso.
Foi salientada por Jorge Patrão a preocupação de alguns dos Municípios que pretendem aderir ou que integram já a Rede de Judiarias de Portugal na reconstrução e reabilitação de áreas onde viveram os Judeus, citando o caso de Vila Nova de Paiva cujo Município e autarquia local pretende reabilitar o edifício da antiga Sinagoga e zona envolvente, o mesmo acontecendo em Malhada Sorda (Almeida) onde existe um edifício conhecido por «Esgoga» que seria «Esnoga» nome pelo qual era conhecida na Idade Media a Sinagoga.
A finalizar deu a conhecer a pretensão de ser apresentada uma pré-candidatura às Redes Culturais Europeias – Projecto Multiregiões na sequência da reunião com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional CCDR-Centro.
jcl (com Gab. Com. Imagem da C.M. Trancoso)

JOAQUIM SAPINHO

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