A comissão política concelhia do Partido Socialista do Sabugal emitiu um comunicado em que torna pública a sua posição em relação à extinção/anexação de freguesias do concelho, que transcrevemos na íntegra.
Considerando que:
• O Poder Local democrático, indissociável da existência de órgãos próprios eleitos democraticamente, é parte da arquitectura do Estado Português;
• As autarquias, em concreto as freguesias, constituem um dos pilares da democracia Portuguesa;
• Estas freguesias têm as suas gentes, a sua origem, a sua história, a sua identidade, os seus usos e costumes;
• As Juntas de Freguesia têm uma importância fulcral para a melhoria da qualidade de vida das populações locais, tanto pela proximidade com os seus munícipes, como pela capacidade de dar resposta célere e eficaz às suas necessidades;
• A identidade coletiva, a coesão social, a história secular das freguesias agora extintas/anexadas não pode ser simplesmente “apagada”;
• A Constituição da República Portuguesa prevê mecanismos de criação e extinção de Freguesias, mas não figuras como a agregação, a reunião ou a aglomeração;
• A agregação de qualquer Freguesia significa a sua perda de identidade, contribui para a desertificação e acentua a perda da relação de proximidade que até aqui tem existido, enfraquecendo a coesão local. Trará menos eficiência e qualidade às populações, eliminará mais um serviço público fulcral e de proximidade que provocará mais despovoamento e desertificação dos territórios;
• A reorganização administrativa imposta pelo Governo ignora a “realidade social e económica, a natureza dos territórios e o enquadramento regional” e atende sobretudo a critérios economicistas;
• A proposta concreta de reorganização administrativa da Unidade Técnica para a Reorganização Administrativa do Território (UTRAT), está a deixar revoltados os Srs. Presidentes das Juntas de Freguesias e a População em geral.
Defendemos, por tudo isto, a manutenção das freguesias agora extintas/anexadas.
Consideramos pois, que o Sr. Presidente da Câmara Municipal do Sabugal, Eng.º António Robalo, deveria interpor de imediato, no Tribunal Administrativo uma providência cautelar contra o parecer já emitido pela UTRAT.
Consideramos também, que os Órgãos Autárquicos, Câmara Municipal e Assembleia Municipal (na qual têm assento todos os Srs. Presidentes de Junta de Freguesia), deveriam pronunciar-se, uma vez mais, contra este parecer já emitido pela UTRAT e adotar novas formas de luta contra esta posição que demonstra grande desprezo relativo às populações das freguesias atingidas.
A Comissão Política Concelhia do Partido Socialista do Sabugal

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3 comentários
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Terça-feira, 20 Novembro, 2012 às 12:01
Ramiro Matos
Enquanto Presidente da Assembleia Municipal agendarei para a próxima Sessão esta questão, embora ainda não tenha sido informado oficialmente pela Assembleia da República, pois esta ainda não se pronunciou.
Esta questão é ainda mais grave, pois a AR está a preparar-se para fazer uma interpretação abusiva da Lei, considerando que já não têm de ser ouvidas novamente as Assembleias Municipais que não se pronunciaram.
Ramiro Matos
Terça-feira, 20 Novembro, 2012 às 17:45
João Valente
qual o fundamento da providência cautelar?
Segunda-feira, 26 Novembro, 2012 às 22:32
Nuno Mota
Liguei a semana passada para a assembleia da republica para falar com alguém dessa comissão a pedir uma reunião. Qual foi o meu espanto de saber que esta comissão tem os seus trabalhos concluídos…
Só poderei falar com alguém a partir do dia 3 de Dezembro da comissão de Ordenamento do território, pois é nessa data que a UTRAT envia oficialmente os resultados para discussão na assembleia e aprovação da lei.
Espero ainda ir a tempo, mas peço a todos os que discordam com esta medida apoio para combater a decisão que parece estar mais que tomada.
O fundamento penso existirem milhentos, embora não seja da área das Leis…